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SAÚDE COLETIVA

Resumo
Unidade de Ensino: 1
Compreender o trabalho do profissional de saúde coletiva; conhecer as
Competência da funções da vigilância em saúde; as medidas de prevenção de doenças e
Unidade de Ensino: agravos; e compreender o conceito e o trabalho relacionado à risco e
vulnerabilidade.
Conhecer mais sobre a saúde coletiva e o trabalho dos profissionais de saúde
nesta área, compreendendo a atuação dos profissionais em saúde coletiva; o
conceito e áreas de abrangência da vigilância
Resumo: em saúde; medidas necessárias para prevenção
de doenças e danos que acarretam sequelas e
mortes na população; e os conceitos de risco e
vulnerabilidade / medidas de enfrentamento.
Palavras-chave: Risco, vulnerabilidade, vigilância

Título da teleaula: Modelo assistencial da vigilância da saúde

Teleaula nº: 01
Contextualização da teleaula
BEM ESTAR ADOECIMENTO
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
• PROMOÇÃO
• PREVENÇÃO
AÇÕES EM • CONTROLE
SAÚDE
COLETIVA EQUILÍBRIO

SAÚDE DO TRABALHADOR
•VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
SANITÁRIA
AMBIENTAL
Noções de Saúde Coletiva
CONCEPÇÕES ADOTADAS NA SAÚDE COLETIVA

SAÚDE
COLETIVA

Fonte:
IMPLANTAÇÃO DE PERFIS https://goo.gl/images/G2TkqV.
Acesso em 15 mar. 2019
SANITÁRIOS
CUIDADO INTEGRAL E
HUMANIZADO
PRESERVAÇÃO DA
AUTONOMIA

PREVENÇÃO PROMOÇÃO CONTROLE


SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)
Sistema misto que busca a
reformulação das práticas
SISTEMA em saúde nas instituições de
SUPLEMENTAR ensino e nos serviços de
saúde, otimizando a
formação profissional

SUS
SERVIÇOS SERVIÇO
PRIVADOS PÚBLICO
ATUAÇÃO PROFISSIONAL NO SUS
SUS

SETOR PÚBLICO TERCEIRO SISTEMA


SETOR SUPLEMENTAR

Secretarias Planos de saúde


ONGs
municipais
Seguro-saúde
Secretarias Entidades
estaduais filantrópicas

Associações sem
Atuação como fins lucrativos
Servidor público Serviço privado
Contratação
particular
ADMINISTRAÇÃO DO SISTEMA SUPLEMENTAR

• Empresas empregadoras;
Autogestões • Entidades sindicais; ou
• Empresas públicas

Medicinas de • Empresas de medicina de grupo;


grupo • Planos de saúde médicos e odontológicos

• Sociedade sem fins lucrativos que


Cooperativas reúne profissionais p/ administrar
planos privados de saúde

Seguradoras • Que controlam


planos de saúde
ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA SUPLEMENTAR

SISTEMA SUPLEMENTAR

REGULADOS PELO
MINISTÉRIO DA SAÚDE

Agência Nacional de Sistema Brasileiro de


Agência Nacional de
Vigilância Sanitária Defesa da
Saúde (ANS)
(ANVISA) Concorrência (SBDC)

Fonte:
https://goo.gl/images/nb7GMZ
Acesso em 15 mar. 2019
ORGANIZAÇÃO DO SISTEMA SUPLEMENTAR

Fonte:
https://goo.gl/images/jPCKD7.
Acesso em 15 mar. 2019
ATUAÇÃO PROFISSIONAL

PLANEJAMENTO E GESTÃO • Hospitais, UBS, departamentos e secretarias de saúde

• Formação do profissional nas universidades, na


EDUCAÇÃO Educação Permanente, junto aos profissionais e
educação em saúde dos usuários

ASSISTÊNCIA EM SAÚDE • ESF, hospitais e ambulatórios

• Laboratórios, universidades e
PESQUISA centros de pesquisa

VIGILÂNCIA EM SAÚDE • Em hospitais e departamentos


Sistema Suplementar de Saúde
Situação-Problema 1

A participação de profissionais de saúde junto ao Terceiro Setor auxilia


no desenvolvimento de projetos e ações que vão ao encontro das
necessidades sociais, com o intuito de ampliar a assistência, auxiliar na
educação e na promoção da saúde e favorecer a articulação de
parcerias, a integração e o fortalecimento do trabalho em rede.
 Você como profissional de saúde, foi contratado
para trabalhar com a promoção e prevenção de
doenças num serviço privado de atenção à saúde.
Quais ações você deve desenvolver?
Resolvendo a Situação-Problema 1

Investigar e monitorar os fatores que predispõem as doenças;


Identificar necessidades e ações a serem adotadas;
Promover o diálogo sobre condições de vida e cuidados com a saúde;
Dar instruções sobre hábitos que devem ser modificados.

Fonte:
https://goo.gl/images/LhUdZZ.
Acesso em 18 mar. 2019
Vigilância em Saúde
VIGILÂNCIA EM SAÚDE

VIGILÂNCIA EM SAÚDE

Modo de viver e adoecer de Ações e práticas


cada local e época desenvolvidas para
prevenir a ocorrência e
propagação de doenças

•EPIDEMIOLÓGICA •SITUAÇÃO DE •SAÚDE SAÚDE DO


•SANITÁRIA
SAÚDE AMBIENTAL TRABALHADOR

Fonte: https://goo.gl/images/W1gahY.
Acesso em 18 mar. 2019
ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE

AÇÃO
APLICAÇÃO
AVALIAÇÃO

DADOS CONHECIMENTO

ANÁLISE INTERPRETAÇÃO

INFORMAÇÃO
VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Detecção e prevenção de mudanças nos determinantes
e condicionantes de saúde, para recomendar e adotar
medidas de prevenção e controle das doenças e agravos.

FUNÇÕES: Fonte: https://goo.gl/images/TQuUmK.


Acesso em 18 mar. 2019

 Coletar e processar dados;


 Recomendar medidas de controle;
 Promover ações de controle apontadas;
 Avaliar o impacto das medidas adotadas;
 Divulgar informações pertinentes.
VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Propõe e executa ações para eliminar, minimizar ou evitar riscos à saúde;
Promove intervenções nos problemas identificados relacionados ao meio
ambiente e à produção e circulação de produtos/serviços.
Objetiva identificar, detectar, monitorar e controlar determinantes e
condicionantes da saúde e riscos e agravos.

ÁREA DE ABRANGÊNCIA
Atuação em produtos, serviços
de saúde, meio ambiente, saúde
do trabalhador, aeroportos e
fronteiras.
Fonte: https://goo.gl/images/s7PCdD.
Acesso em 18 mar. 2019
VIGILÂNCIA DA SITUAÇÃO DE SAÚDE

Ações de monitoramento constante da saúde


em todo o território nacional, em regiões e
municípios;
Utiliza-se de estudos e análises, para realizar o
levantamento de indicadores de saúde e
assim, fornecer informações importantes sobre
questões relevantes para um amplo
planejamento de saúde.

Fonte: https://goo.gl/images/QAm1nW.
Acesso em 18 mar. 2019
VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

Propõe e faz uso de medidas preventivas e de


controle dos fatores de risco relacionados às
doenças e agravos à saúde;
Monitora a qualidade da água, do ar e do solo;
Busca o controle de desastres de origem
natural, das substâncias químicas, dos acidentes
com produtos perigosos, fatores físicos e
ambientes de trabalho que possam degradar o
meio ambiente.

Fonte: https://goo.gl/images/v92WNn.
Acesso em 18 mar. 2019
VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

Identificação de riscos nas condições de trabalho;


Proposição de intervenções com a finalidade de proteger e promover
a saúde, auxiliando na recuperação e reabilitação da saúde dos
trabalhadores.

Fonte: https://goo.gl/images/Hq9Dsf.
Acesso em 18 mar. 2019
Vigilância em Saúde
Situação-Problema 2

Ao descobrir um concurso público na área de vigilância sanitária,


alunos de graduação da área de saúde pesquisaram o tema e
encontraram dois termos diferente: vigilância sanitária e vigilância
epidemiológica.
Quais são as áreas de
abrangência e de atuação?

Qual diferença da
vigilância sanitária e
epidemiológica?

Fonte: https://goo.gl/images/kvMb9V.
Acesso em 18 mar. 2019
Resolvendo a Situação-Problema 2

VIGILÂNCIA SANITÁRIA VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Inspeciona e fiscaliza fatores Auxilia a decisão dos


ambientais, produção e profissionais sobre ações de
transporte de produtos e controle de doenças e
prestação de serviços agravos

Propõe intervenções que


Disponibiliza informações
eliminem ou reduzam os riscos
atualizadas
encontrados

Determinam ações p/ prevenir e


Analisa a ocorrência de
diminuir riscos sanitários ao meio
doenças e agravos por meio
ambiente, produtos, condições
de estudos epidemiológicos
de trabalho e serviços à saúde
Condições de Saúde, Doenças
e Agravos
CONDIÇÕES DE SAÚDE, DOENÇAS E AGRAVOS

As condições de saúde dependem dos determinantes sociais de saúde.


As doenças podem ser classificadas em 2 classes:

DOENÇAS DOENÇAS E
INFECCIOSAS OU AGRAVOS NÃO
TRANSMISSÍVEIS TRANSMISSÍVEIS
(DANT).
DOENÇAS INFECCIOSAS OU TRANSMISSÍVEIS

Desencadeadas por agente infeccioso específico, que pode migrar


do organismo parasitado para o sadio, havendo ou não fase
intermediária no ambiente.
Exemplos:
 Sarampo; VACINAS
 Rubéola;
 SIDA;
 Dengue...
DENGUE

Fonte:
https://goo.gl/images/2UDLjS e
https://goo.gl/images/83WpAs.
Acesso em 18 mar. 2019
HANSENÍASE
As lesões se iniciam com
sensação de queimação,
É obrigatória a formigamento e/ou coceira
notificação de casos na local e evoluem para
Ficha de Hanseníase e a
atualização mensal do ausência de sensibilidade
registro no SINAN

Diagnóstico: exame clínico e


dermatoneurológico

É imprescindível o
uso adequado dos
medicamentos para
assegurar a cura
Fonte: https://goo.gl/images/y7otLE e
https://goo.gl/images/R7YH1k. Acesso em 18 mar. 2019
VÍRUS DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA (HIV)
Sigla que designa o Nem sempre o Sigla para síndrome da
vírus, referente a uma portador de HIV imunodeficiência
infecção sexualmente
HIV AIDS adquirida, que atinge o
desenvolve a
transmissível AIDS sistema imunológico

Fonte:
https://goo.gl/images/k41EqR.
Acesso em 18 mar. 2019
DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS (DANT)

Problema de saúde pública da atualidade;


Responsáveis por dois terços das doenças no Brasil;
Principal causa de morte prematura ou incapacidades em pessoas
em idade produtiva.
Exemplos:
Doenças do aparelho circulatório;
Neoplasias;
Diabetes; Promoção
Prevenção
Acidentes e violência...
HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA (HAS)

CAUSAS

SISTÓLICA DIASTÓLICA
CLASSIFICAÇÃO
MMHG MMHG
Ótima < 120 < 80
Normal < 130 < 85
Limítrofe 130 - 139 85 - 89
Hipertensão estágio 1 140 - 159 90 – 99
Hipertensão estágio 2 160 - 179 100 – 109
Hipertensão estágio 3 ≥ 180 ≥ 110
Fonte: https://goo.gl/images/qKZLnh. Acesso: 18 mar. 2019
ACIDENTES E VIOLÊNCIA

No Brasil, os homicídios, acidentes de trânsito e suicídios são a segunda


causa da mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos (cerca de 70% dos
óbitos), sem contar as incapacidades decorrentes de lesões.

Fonte: https://goo.gl/images/RzmHrB.
Acesso: 18 mar. 2019
MEDIDAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE
DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS
• Conhecimento da tríade ecológica, analisando-a e
estabelecendo medidas de prevenção;
• Controlar e modificar determinantes sociais de
saúde.
DOENÇAS E AGRAVOS NÃO TRANSMISSÍVEIS
• Conhecimento dos múltiplos fatores causais que
interagem entre si nas doenças/agravos;
• Monitorização das doenças e agravos e do índice de
adoecimento e morte;
• Identificação de fatores de risco ou determinantes
sociais, biológicos e ambientais relacionados ao estilo
de vida,
• Educação em Saúde.
EXERCÍCIO DE FIXAÇÃO
Atividade de Interação

Classifique as doenças e agravos a seguir, como transmissíveis e não


transmissíveis e reflita sobre as medidas de prevenção que podem ser
adotadas:
 Acidente de trânsito;  Homicídio;
 Câncer;  Rubéola;
 Dengue;  Sarampo;
 Doença cardiovascular;  AIDS;
 Hanseníase;  Suicídio.
 HAS;
Risco e Vulnerabilidade
O IMPACTO DA VIOLÊNCIA NO BRASIL
A violência tem múltiplas causas e envolve questões culturais, econômicas e
relações sociais de poder/dominação.
VIOLÊNCIA • Uso de força física, poder ou ameaça intencional contra
pessoa ou grupo, com probabilidade de causar lesão, morte ou dano
OMS psicológico

ABUSO FÍSICO
ABUSO SEXUAL
FORMAS DE ABUSO PSICOLÓGICO
VIOLÊNCIA INTRAFAMILIAR
INSTITUCIONAL
AUTOINFLINGIDA
O IMPACTO DA VIOLÊNCIA NO BRASIL
Estratégias específicas, articuladas e
Prevenção da Abordagem
coordenadas que promovam
violência intersetorial
transformações.
ABORDAGENS
Repressão - medidas de policiamento e melhoria das leis;
Estrutural – condições socioeconômica p/ diminuir desigualdades sociais;
Cultura de paz - mudanças de valores.

• Identificação de sinais e sintomas de violência;


• Reconhecer vulnerabilidades de cada população;
• Conscientizar a notificação e o monitoramento;
• Encaminhar vítimas p/ a rede de proteção;
CAPACITAÇÃO
• Prevenção de ocorrência novas situações.
PROFISSIONAL
RISCO E VULNERABILIDADE

VULNERABILIDADE Probabilidade de ocorrência de doença ou


agravo em uma população durante certo
tempo

INDIVIDUAL

SOCIAL

RISCO
INSTITUCIONAL

Estado de indivíduos ou grupos que são mais


suscetíveis aos agravos e adoecimentos.
VULNERABILIDADE
• Idade, sexo, estilo de vida e hábitos podem
INDIVIDUAL contribuir para maior exposição a eventos de
violência.
• Relações entre gêneros, raciais, sociais, entre
SOCIAL gerações e da estrutura econômica, jurídica e
política da sociedade.
• Serviços, recursos e
PROGRAMÁTICA OU ações que permitem a
INSTITUCIONAL superação das
vulnerabilidades.
TERMINOLOGIAS
Capacidade de autodeterminação reduzida, Possibilidade de um evento
dificuldade em proteger os próprios interesses acontecer ou atingir determinada
por déficits de poder, inteligência, educação, área, população ou indivíduo.
recursos, força ou outros. Ex.: automedicação

VULNERABILIDADE
RISCO

FATORES RISCO
AGRAVOS
DE RISCO SANITÁRIO
Aumentam a
Condições que Probabilidade de
probabilidade de
acarretam danos à ocorrência de
ocorrência de
saúde, lesões eventos adversos
agravos e doenças
ATIVIDADE DE INTERAÇÃO
Quais os fatores de risco envolvidos
na situação descrita acima?
O Modelo Assistencial da Vigilância
da Saúde
Recapitulando...

Fonte: https://goo.gl/images/UsXzn8
e https://goo.gl/images/wi1WtU.
Acesso: 18 mar. 2019