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DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA- 14/05/2018

CAPÍTULO 1 – ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA

TÓPICO 1 – O QUE É ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA?

A administração eclesiástica é uma disciplina tão importante e tão negligenciada algumas vezes no
anseio da igreja.

ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS: usaremos esta designação para nos referir á igreja de um modo
geral pelo fato de assim ser estabelecido pelo Novo Código Civil Brasileiro a forma de alusão ás
organizações Religiosas em geral.

CLERO: termo comum que será usado para referir-se á liderança de igreja em geral.

ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA: Ao acrescentar o termo “ Eclesiástico” na disciplina


administração, apenas quer-se trazer o foco do estudo para as atividades da igreja, porém, a administração
das organizações Religiosas segue os mesmos princípios da administração de organizações seculares,
regendo-se pelas mesmas leis.

Organizações Religiosas das empresas ordinárias é que estas tem objetivos claramente diferentes
daquelas. Por se tratarem de organizações que têm como base de conduta a Palavra de Deus, a
transparência e lisura de suas transações precisam estar na mais perfeita ordem, para que a conduta
administrativa não venha a prejudicar os objetivos maiores, que neste caso é expansão do reino de Deus
por meio da pregação do Evangelho, alcançando os individuo presentes na sociedade onde estão inseridas
as Organizações religiosas.

DEFININDO A ADMINISTRACÃO: Administração, como ciência é um ramo das ciências humanas.


Do ponto de vista histórico, ao longo do tempo, é uma especialização do direito, como também da
economia. Desde tempos primitivos os homens, reunidos em tribos com o fito de defenderem-se,
desenvolvem as relações que obedecem às regras do Direito. Estas relações quando puderem ser
mensuradas quantitativamente seguem princípios da Economia.

ORGANISMO: A IGREJA DO PONTO DE VISTA ESPIRITUAL: A igreja tem objetivos que


transcendem os objetivos das empresas seculares e isto porque a igreja é muito mais que uma
organização, assunto que será abordado no item seguinte. A Igreja, enquanto Corpo de Cristo, é um
organismo vivo e que produz vida, dinâmico e que se automultiplica.

A ORGANIZAÇÃO: A IGREJA DO PONTO DE VISTA ADMINISTRATIVO: A maioria dos


cristãos não tem dificuldade em entender que a igreja é um organismo. É muito clara a questão do Corpo
de Cristo e da graça de Deus manifestada por meio da Igreja (Ef. 3.10-12), porém, quanto se fala da igreja
como uma organização, surgem alguns conflitos. Mas este conflito não se restringe aos que fazem parte
das Organizações Religiosas. No meio secular existem ideais divergentes acerca da igreja e de como deve
ser administrada, de sorte que não é incomum ouvir comentários mal embasados acerca de algum aspecto
da Administração Eclesiástica.

A verdade é que as Organizações Religiosas obrigatoriamente devem ser juridicamente constituídas, não
podem ser informais. Uma vez constituída, a Entidade Religiosa passa a ter direitos e deveres junto aos
órgãos públicos, sejam eles municipais, estaduais ou federais. As igrejas, portanto, do ponto de vista
administrativo, perante o Governo, devem ser geridas como empresas e ao longo do nosso estudo
notaremos que as mesmas obrigações impostas às empresas ordinárias, cabem às igrejas.

A Lei 10.825, publicada no DOU de 23.12.03...que alterou a classificação jurídica da Igreja de


Associação, acrescentou uma nova categoria de Pessoa Jurídica de Direito Privado, que é a de
"Organização Religiosa", estabelece no modificado artigo 44, "... V - as organizações religiosas(...)...

O PASTOR E A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA: As atividades dos pastores e obreiros da Igreja do


Evangelho Quadrangular não se restringem à pregação e ensino e é algo que os alunos dos Institutos
Teológicos e Missões Quadrangulares Cristo para as Crianças precisam ter muito claro em suas mentes.
Igrejas e Departamentos demandam atenção tanto na área espiritual, como na área administrativa.

Outras denominações adotam sistemas unificados de gestão financeira, o que não acontece na Igreja
Quadrangular, a Igreja Local tem autonomia para gerir 87% dos recursos obtidos por meio dos dízimos,
ofertas e doações dos fies.

A estrutura administrativa da Igreja do Evangelho Quadrangular possui um desenho que favorece a gestão
compartilhada. Em todos os níveis administrativos estão previstas diretorias que podem e devem
participar da gestão administrativa. 'ator é importantíssimo visto que alivia a carga da responsabilidade
que pesa sobre pastores e líderes. Esta divisão de tarefas aparece nas Escrituras desde os primórdios da
Igreja Cristã (At. 6.1-5). Isto pode ser observado mesmo entre os doze apóstolos, afinal sabemos que as
finanças ficavam a cargo de Judas (Jo. 13.29).

PRINCÍPIOS PARA UM BOM ADMINISTRADOR

• Saber utilizar princípios, técnicas e ferramentas administrativas; • saber decidir e solucionar problemas;
• saber lidar com pessoas: comunicar eficientemente, negociar, conduzir mudanças, obter cooperação e
solucionar conflitos; • ter uma visão sistêmica e global da estrutura da organização; • ser proativo, ousado
e criativo; • ser um bom líder; • gerir com responsabilidade e profissionalismo.

PRINCÍPIOS GERAIS DE ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA: A Administração Eclesiástica


segue princípios semelhantes à Administração secular. A Administração, como toda ciência, deve se
basear em leis ou em princípios. Suas contribuições foram as seguintes: 1. Desenvolvimento da
abordagem conhecida como Gestão Administrativa ou Processo Administrativo, onde pela primeira vez
falou-se em administração como disciplina e profissão. 2. A identificação das atuais cinco funções da
Administração que são: Planejar, Organizar, Liderar, Coordenar e Controlar.

OS PRINCÍPIOS GERAIS DA ADMINISTRAÇÃO, SEGUNDO FAYOL

• Divisão do trabalho: consiste na especialização das tarefas e das pessoas para aumentar a eficiência

• Autoridade e responsabilidade: autoridade é o direito de dar ordens e o de esperar obediência; a


responsabilidade é uma consequência natural da autoridade: é a obrigação de cumprir as atribuições do
cargo e responder pelas consequências dos próprios atos e decisões.

• Disciplina: depende da obediência. Corresponde ao cumprimento dos acordos estabelecidos e das


determinações vigentes.
• Unidade de comando: cada empregado deve receber ordens de apenas um superior. É o princípio da
autoridade única.

• Congregacional: nesta forma de governo eclesiástico, a igreja é aquela "comunidade local, formada de
crentes unidos para a adoração e obediência a Deus, no testemunho público e privado do Evangelho,
constitui-se em uma igreja completa e autônoma, não sujeita em termos de igreja a qualquer outra
entidade senão à sua própria assembleia, e assim formada é representação e sinal visível e localizado da
realidade espiritual da Igreja de Cristo em toda a terra.

• Presbiterial: o governo presbiteriano é uma forma de organização da igreja que se caracteriza pelo
governo de uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como
rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal).

• Episcopal: neste sistema mais antigo, adotado como, por exemplo, pela Igreja Católica e pela Igreja
Ortodoxa, os ministros principais da igreja são os bispos. Outros ministros são presbíteros e diáconos.
Todos estes são mencionados no Novo Testamento. O Governo é centralizado na figura de um dirigente,
responsável pelas decisões e destinos da igreja, mas que possui um grupo de subalternos, o Colégio
Episcopal, responsáveis pela administração da gestão do sistema. Este é o modelo de governo da Igreja
do Evangelho Quadrangular.

• Unidade de direção: uma cabeça e um plano para cada grupo de atividades que tenham o mesmo
objetivo.

• Subordinação do particular ao geral: os interesses setoriais devem subordinar-se aos interesses


maiores, como o interesse pessoal deve subordinar-se ao interesse grupal. As Igrejas Locais, as Regiões e
Campos, os Conselhos e Supervisões Estaduais, devem atuar sempre no âmbito das diretrizes
organizacionais e do Conselho Nacional de Diretores (Fl. 2.3,4).

• Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para empregados e empresa, em
termos de retribuição. Sendo a Igreja uma entidade religiosa, grande parte de suas atividades são
realizadas por voluntários. Porem, igrejas maiores e mais organizadas demandam a necessidade de
profissionais contratados junto ao mercado de trabalho, pertencentes ou não à membresia local. As
entidades religiosas, neste ínterim, têm as mesmas obrigações das organizações ordinárias. Além disso,
temos ainda os pastores que também recebem seu sustento da igreja (1 Tm. 5.17,18).

• Centralização: refere-se ao grau de concentração da autoridade na hierarquia organizacional. Seu


inverso é a delegação.

• Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. É também
denominado principio do comando. Estudaremos isto mais adiante (At. 15.1-6).

• Ordem: um lugar para cada coisa em seu lugar; um tempo para cada coisa e cada coisa em seu tempo;
uma função para cada pessoa e cada pessoa em sua função. É o princípio da ordem material, temporal e
funcional. A Igreja do Engelho Quadrangular tem uma das melhores estruturas administrativas do país,
realidade esta comprovada pelo testemunho de diversos personagens alheios à organização (1 Co. 12.28-
39; 14.26-40).
• Equidade: amabilidade e justiça para alcançar lealdade do pessoal. Equidade é uma palavra que aparece
algumas vezes nas Escrituras. Este princípio nos lembra de alguns textos bíblicos como Ef. 6.5-9; 1 Pe.
5.1-3.

• Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a
eficiência da organização. Quanta mais tempo uma pessoa permanecer num cargo, tanto melhor.
Evidentemente se estiver desenvolvendo um bom trabalho e demonstrar crescimento contínuo.

• Iniciativa: A capacidade de visualizar a necessidade de uma ação e executá-la sem precisar aguardar
ordens superiores.

• Espírito de equipe: harmonia e união das pessoas em torno de propósitos comuns, que asseguram o
sucesso da organização. Este princípio não pode ser novidade para a organização que se intitula o Corpo
de Cristo. Podemos observar claramente que estes princípios propostos por Fayol têm eco nas Escrituras e
nos princípios divinos para a igreja.

TÓPICO 2 - OS DIREITOS E DEVERES DAS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS E DO CLERO

As Organizações Religiosas, por possuírem personalidade jurídica, têm direitos e deveres perante os
órgãos governamentais. Neste tópico estudaremos os principais deles.

DIREITOS CONSTIITUOCINIAS: A Constituição brasileira assegura direitos fundamentais que as


lideranças eclesiásticas precisam conhecer.

ARTIGO 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e a propriedade, nos termos seguintes:.

 Leitura do Artigo Página18 da apostila

IMUNIDADE TRIBUTÁRIA: Outro assunto pertinente e que os líderes devem ter ciência, é o que reza
sobre a isenção de impostos garantidos à igreja na Constituição.

A imunidade tributária, no que se refere às Organizações Religiosas, é mal compreendida tanto por
administradores e líderes da igreja, como por pessoas alheias à mesma. É importante que alunos dos
institutos e seminários teológicos, obreiros e pastores em geral, entendam este tema, afinal é uma das
áreas nas quais as Organizações Religiosas são frequentemente atacadas e também é uma das áreas onde
os chamados clérigos cometem alguns deslizes, por ignorância. Primeiramente analisemos o assunto na
pessoa jurídica das Organizações Religiosas.

A Constituição Brasileira, no capítulo intitulado DO SISTEMA TRIBUTÁRIO NACIONAL - Seção II


estabelece:

ARTIGO 150º - Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedada à União, aos
Estados, ao istrito Federal e aos Municípios:

Inciso VI - Instituir imposto sobre:

a) patrimônio, renda ou serviço, uns dos outros;


b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades sindicais
dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins lucrativos atendidos aos
requisitos da lei.

Fica claro, portanto, no artigo citado acima, que a imunidade tributária é garantida tanto às igrejas como
outras entidades.

Artigo 14 - O disposto na alínea C do inciso IV do artigo 9º é subordinado à observância dos


seguintes requisitos elas entidades nele referidas:

Inciso I - Não distribuir qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a título de lucro ou
participação no resultado;

Inciso II - Aplicarem integralmente, no país, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos
institucionais;

Inciso III - Manter escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes
de assegurar sua exatidão, isto é, ter um Livro Caixa, registrado em cartório competente, devidamente
escriturado e assinado por um contador habilitado ou por um técnico em Contabilidade.

Parágrafo primeiro - Na falta de cumprimento no disposto neste artigo 9º, a autoridade Competente
suspenderá a isenção.

O regulamento do Imposto de Renda traz disposições muito semelhantes ao artigo 14. O Decreto Federal
1.041 e 11/01/94, artigo 159 reza que gozarão de isenção do Imposto de Renda as entidades sem fins
lucrativos, desde que cumpram o estipulado na Lei 4.506/64, artigo 3º, que contém os seguintes incisos:

1) Não remunerem a diretoria da entidade; 2) apliquem os recursos na manutenção e no desenvolvimento


da instituição; 3) mantenham escriturações de suas receitas e despesas, em livros revestidos das
formalidades, que assegurem a respectiva exatidão; 4) prestem às repartições informações sobre o
pagamento do imposto retido na fonte.

O Inciso IV é muito importante porque esclarece uma dúvida que pode ser ou ter sido de muitos pastores,
quando questionavam se aqueles que atuam na igreja também gozam de tal imunidade. A resposta é
negativa, ou seja, os que recebem das entidades salários, cujos valores estejam dentro da faixa de
tributação da Receita Federal, devem ter seus impostos retidos na fonte e recolhidos através de DARF
específica.

AS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS E OS TRIBUTOS: Organizações Religiosas, quando cumprem


os requisitos estabelecidos pela Constituição gozam de imunidade tributária. Porém, é importante ficar
claro que a isenção que atinge estas organizações se aplica tão somente a determinados tributos federais,
estaduais e municipais e, mesmo assim, somente nas rendas obtidas por meio dos dízimos, ofertas e
doações dos seus fiéis.

Existem tributos nos quais a isenção é automática, por exemplo, Imposto de Renda. As Organizações
Religiosas estão obrigadas a entregar suas Declarações de Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, porém,
não recolhem o tributo. No âmbito estadual, F. Organizações Religiosas podem creditar-se de tributos
como I.C.M.S., para isto, porém, é necessário todo um trâmite legal. Out-c imposto que as Entidades
Religiosas podem ser isentas é o I.P.T.U., sendo necessário também requerer a isenção.

ENTENDENDO A ORGANIZAÇÃO RELIGIOSA: vamos conhecer um pouco mais acerca da igreja,


enquanto instituição. A grande maioria dos pastores, e isto na maior parte das denominações, conhecem
muito bem a igreja quanto às suas características internas, porém, poucos a conhecem profundamente
quanto aos seus aspectos legais. Este conhecimento ganha importância, quando observamos instituições
religiosas e filantrópicas sendo alvo de fiscalizações. Portanto, é importante examinar com cuidado esta
seção do livro e focar a administração da igreja dentro do contexto estabelecido pelos órgãos públicos.

TIPO DE PESSOA JURÍDICA: Pessoa jurídica consiste num conjunto de pessoas ou bens, dotado de
personalidade jurídica própria e constituído na forma da lei conforme o artigo 40 do Código Civil
brasileiro de 2002. As pessoas jurídicas admitidas pelo Direito brasileiro são de direito público - interno
ou externo - e de direito privado. As primeiras encontram-se no âmbito de disciplina do direito público, e
as últimas, no do direito privado.

As Pessoas Jurídicas de Direito Privado dividem-se em duas categorias: de um lado, as estatais; de outro,
as particulares. Para essa classificação interessa a origem dos recursos empregados na constituição da
pessoa, posto que são estatais aquelas para cujo capital houve contribuição do Poder Público (sociedades
de economia mista, empresas públicas). A pessoa jurídica de direito privado particular pode de revestir
seis formas diferentes: a fundação, a associação, a cooperativa, a sociedade, a organização religiosa e os
partidos políticos.

SEM FINS LUCRATIVOS: O que significa isto? As Pessoas Jurídicas em geral dividem-se em dois
grupos, a saber: as empresas seculares (prestadoras de serviços, indústrias, comércio etc.) e as entidades
sem fins lucrativos (filantrópicas, religiosas, fundações). As empresas são organizações cujo objetivo é a
obtenção de lucros, os quais revertem a favor dos proprietários. As Organizações Religiosas e
Associações, por outro lado, são organizações sem fins lucrativos, ou seja, sua constituição não tem por
objetivo obtenção de ganhos ou dividendos. São organizações de caráter filantrópico ou religioso.

OS MINISTROS DE CONFISSÃO RELIGIOSA E OS TRIBUTOS: Durante muito tempo


predominou entre os líderes e administradores de Organizações Religiosas, o pensamento estes também
eram isentos de impostos perante a União. Ledo engano. A imunidade tributária atinge tão somente
pessoa jurídica. As pessoas físicas vinculadas a estas organizações são cidadãos comuns perante o fisco e
perante a Lei, possuindo os mesmos direitos e deveres de todo brasileiro.

DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA- 21/05/2018

CAPÍTULO 1 – ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA

TÓPICO 3 - HISTÓRIA DA ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA NA IEQ.

E a Igreja do Evangelho Quadrangular, esta organização religiosa pertencente ao grupo das pessoas
jurídicas de direito privado, uma instituição sem fins lucrativos, como tem sido administrada ao longo de
sua existência? Certamente esta é uma pergunta que vem a nossa mente quando estudamos tantos detalhes
da Administração Eclesiástica, tendo conhecimento apenas das rotinas espirituais da Igreja. Por isso,
julgo ser importante uma visão geral da história da Administração na IEQ a qual se divide em dois
períodos distintos —antes e depois do ano 2000.

1951 a 2000: Antes de falar acerca das características administrativas deste período, quero ressaltar três
pontos importantes: primeiro vale ressaltar que tais características não eram exclusividade da Igreja do
Evangelho Quadrangular e sim da grande maioria das denominações, o que demonstraremos
posteriormente. Segundo, os comentários aqui inseridos não constituem de forma alguma críticas às
administrações anteriores, as quais administraram a Igreja Quadrangular de forma legal e com as
informações que dispunham na época. Terceiro mesmo havendo uma legislação geral para entidades
religiosas, os órgão governamentais somente devotaram atenção maior a estas instituições nos últimos
anos, face ao seu grande crescimento no Brasil. Até bem pouco tempo atrás, era inconcebível pensar
numa instituição religiosa evangélica sendo proprietária de uma grande emissora de televisão, por
exemplo, ou outra que possui um número de filiais que sobrepuja praticamente todas as empresas
seculares do país, como é o caso da Igreja do Evangelho Quadrangular.

IEQ foi fundada no Brasil em 15/11/1951 e foi registrada no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas em
15/11/1951, sob o no. 62.955.505/0001-67. Portanto, a Igreja Quadrangular é uma entidade legalmente
constituída no país, tendo ainda registrado o seu Estatuto e Regimento Interno no Primeiro Cartório
Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Jurídica, na cidade de São Paulo, local de
sua matriz.

Os primeiros cinquenta anos de administração da Igreja Quadrangular, apesar de revestidos de


formalidade e legalidade, estavam pautados muito mais nas normas internas da instituição do que em
princípios contábeis e administrativos gerais.

O processo de informatização do Conselho Nacional foi desenvolvido em etapas diversas antes do ano
2000. A partir de 1997, melhorias realizadas no sistema nacional permitiram a digitação das informações
de forma muito mais rápida e as informações da movimentação financeira já podiam ser vistas num prazo
de 30 dias, sendo possíveis relatórios parciais da situação nacional. Mas o volume de informações a ser
processado ainda era enorme.

2001 UM MARCO NA ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA DA IEQ: Uma mudança significativa


ocorre no ano 2.000 no gerenciamento do Conselho Nacional de Diretores — assume a Gerência
Administrativa o Rev. Carlos Andreotti, para dar continuidade à administração da Pastora Marli de Jesus.
Mas o evento que começaria a mudar a história da Administração Quadrangular ainda estava por vir e
veio em 2001. Romanos 8.28 é muito claro em dizer que "tudo colabora para o bem daqueles que amam a
Deus". E acreditar nisso foi essencial para enfrentar a situação que se instaurou na IEQ: Fiscalização da
Receita Federal. Foram 12 meses de trabalho e no final uma avaliação do fiscalizador: a IEQ precisava
reformular a sua administração em alguns pontos específicos; para ajustar-se à legislação nacional. O
desafio era grande e o tempo para implementar as mudanças escasso. Somado a isto, ainda havia a
questão de pessoas especializadas que precisavam ser reunidas ao grupo de trabalho.

O conselho nacional de Diretores, sob o comando do Ver. Mario de Oliveira, tendo como Secretário Geral
de Administração e Finanças o Rev. Onésimo Rodrigues de Barros determinaram que fossem realizadas
as mudanças necessárias. Finanças, contando ainda com a participação de Presidentes e Supervisores
Estaduais.
Todos os procedimentos foram redesenhados, um modelo administrativo foi elaborado e uma adequação
contábil foi estruturada visando atingir todas as entidades e departamentos da IEQ. Mas faltava um
elemento importante: como operacionalizar tudo isto? Como chegar às informações a todos os rincões do
continente chamado Brasil? Como consolidar as informações contábeis de tantas filiais formas segura? A
operacionalização da Reforma Administrativa foi centralizada nas Regiões e Campos Missionários como
forma de facilitar o acesso às informações pelos pastores e administradores locais.É para isto, foram
realizados 10 seminários e a equipe de trabalho básica percorreu o país repassando informações e as
novas diretrizes administrativas. Foram meses de viagens e muito trabalho. Quanto à contabilização, um
passo inédito e sem precedentes no país foi dado: a criação de um sistema contábil acessado por meio da
internet além da facilidade de acesso em qualquer lugar do Brasil, o sistema trouxe uma realidade
completamente diferente para a Administração Quadrangular— agora era possível ter relatórios da
movimentação financeira e outros dados importantes em tempo real. Contabilização foi totalmente
descentralizada e o volume de trabalho que pesava sobre o Conselho Nacional de Diretores agora estava
do Brasil afora. Regiões e Campos Missionários obrigatoriamente contrataram contadores para realizar a
Contabilidade. Estes profissionais foram e têm sido muito importantes para que a Administração e
Contabilização da Igreja Quadrangular sigam os princípios legais.

N0RMAS INTERNAS X NORMAS LEGAIS: A ênfase às normas internas, durante muitos anos, e a
falta de uma legislação específica para as Organizações Religiosas causava um DESEQUILÍBRIO entre a
Administração Eclesiástica Quadrangular e a Legislação Contábil e Tributária. O confronto com a dação
vigente por ocasião da fiscalização da Receita Federal expôs uma profunda necessidade de adequação das
Normas Internas. da medida que foi tomada durante o planejamento da Reforma Administrativa, a
balança que era contrária a IEQ começava a equilibrar. As normas internas passaram a ser definidas com
base e no intuito de adequarem-se às normas legais. Saímos de uma ação desfavorável e passos
importantíssimos foram dados no sentido de "virar o jogo". Percorremos já, um bom caminho nesta ia
tarefa, onde todos sofreram com as mudanças, porém, sabiam que no futuro nos estava reservada a vitória
e a certeza de que mos, não só fazendo a vontade de Deus, mas fazendo-a de forma que o nome dele seja
sempre glorificado em nossos atos, sejam ministeriais ou administrativos.

A LEI NA MIRA DA IEQ: A Administração da Igreja do Evangelho Quadrangular, portanto, está


totalmente regulamentada e adequada à legislação brasileira. Saímos da mira da Lei e invertemos a
situação colocando a Lei na mira dos procedimentos administrativos e contábeis. O de objetivo buscado
com isto é dar cada vez mais tranquilidade a pastores e líderes para o exercício do ministério sem
embaraço, porem, para que todos possam cumprir e fazer cumprir a sua parte. Outros detalhes acerca da
Administração Quadrangular serão sentados nos capítulos seguintes.

TÓPICO 4- VISÃO GERAL DA 'IGREJA DO EVANGELHO QUADRANGULAR

Os líderes das Organizações Religiosas precisam ter uma visão global da organização. Esta é uma das
características de um bom administrador. Pastores e líderes que conhecem bem a sua organização, de
forma global, entendem melhor as consequências dos seus atos administrativos e como eles afetam a
instituição. No caso da Igreja Quadrangular, este conhecimento ganha importância capital pelo fato de ser
uma pessoa jurídica una em todo o país. Temos um CNPJ principal e filiais; portanto, atos cometidos na
Administração ou na Contabilidade na menor das filiais atingem a Igreja Quadrangular no seu todo.
ESTRUTURA ADMINISTRATIVA: A administração da Igreja do Evangelho Quadrangular no Brasil
está estruturada em três níveis hierárquicos: Administração Superior e Geral, Administração
Intermediária e Administração de Base que, exercendo as suas atividades de forma integrada e
harmônicas, se expressa nos trabalhos de planejamento, coordenação, execução e controle, de forma
subordinada.

A Administração Intermediária e Administração de Base, observados os limites de sua competência


estatutária, terão diretrizes e planejamentos próprios para atividades e eventos, observadas as
necessidades regionais e culturais e respeitadas as diretivas da Administração Superior e Geral.

CONSELHO NACIONAL DE DIRETORES: O Conselho Nacional de Diretores é órgão superior de


unidade da Igreja Quadrangular, com funções legislativas, deliberativas e administrativas, nos limites do
Estatuto e sua conduta se estriba nos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade, sendo
constituído por 10 membros: Presidente; 1º. Vice-Presidente; 2º. Vice-Presidente; 3º. Vice-
Presidente; 1º. Secretário; 2º. Secretário; 3º. Secretário; 1º. Tesoureiro; 2º. Tesoureiro e 3º.
Tesoureiro. Os nomes dos titulares do cargo podem ser obtidos no Portal Quadrangular —
www.portalquadrangularbrasil.com.br.

COMO SÃO ESCOLHIDOS OS MEMBROS DO CONSELHO NACIONAL?

Os membros do Conselho Nacional de Diretores são eleitos pela Convenção Nacional por maioria
absoluta dos convencionais presentes com direito a voto, através de escrutínio secreto, para mandato de 4
anos, com direito a reeleições sucessivas.

•Pertencer à categoria de Ministro, exercendo atividades ministeriais pelo período mínimo de 6 (seis)
anos consecutivos, nesta categoria, na Corporação, e não ser, quanto ao seu estado civil, separado de fato
ou de direito, tendo contraído novas núpcias, sem autorização expressa do Conselho Nacional de
Diretores.

DEPARTAMENTOS DO CONSELHO NACIONAL DE DIRETORES

A Administração Superior e Geral é exercida pelo Conselho


Nacional de Diretores, através das Secretarias Gerais, órgãos
responsáveis pela sua atividade gerencial de administração
direta. São elas:

•Secretaria Geral de Administração e Finanças (www.sgaf.


org. br); /• Secretaria Geral de Ação Social; /

• Secretaria Geral de Educação e Cultura


(www.quadrangulareducao.org.br); /• Secretaria Geral de
Missões (www.ieqmissoes.org.br) /• Secretaria Geral de Comunicação
(www.portalquadrangularbrasil.com.br); / • Secretaria Geral de Disciplina Eclesiástica; • Secretaria Geral
de Coordenadorias e Diaconato; /• Secretaria Nacional de Cidadania.

ADMINISTRAÇÃO INTERMÉDIARIA
CONSELHOS ESTADUAIS: Administração intermediária,
exercida pelo Conselho Estadual de Diretores, tem nas
Secretarias Estaduais, os seus órgãos de ação e administração
direta. As Secretarias Estaduais funcionam cooperativamente
com as Secretarias da Administração Superior e Geral,
especialmente em relação ao cumprimento das metas, diretrizes
e programações traçadas pela Igreja, em âmbito nacional. São
elas:

• Secretaria Estadual de Administração e Finanças; / • Secretaria


Estadual de Ação Social; / • Secretaria Estadual de Educação e Cultura; /
• Secretaria Estadual de Missões; /• Secretaria Estadual de Comunicação; / •
Secretaria Estadual de Disciplina Eclesiástica; /• Secretaria Estadual de
Coordenadorias e Diaconato; / • Secretaria Estadual de Cidadania.

SUPERVISÕES ESTADUAIS: Os estados cujo número de igrejas não atinge os níveis estabelecidos
pelo Estatuto, funcionam sob o regime de supervisão Estadual. O Supervisor Estadual é nomeado pelo
Conselho Nacional de Diretores de acordo com os preceitos estatutários. Abaixo dos Conselhos e
Supervisões Estaduais estão as Regiões e Campos Missionários. Vale ressaltar que Superintendentes e
Diretores de Campos são representantes legais do Conselho Nacional de Diretores, ainda que estejam
abaixo dos Conselhos e Supervisões.

REGIÕES E CAMPOS MISSIONARIOS: O Superintendente Regional e o Diretor de Campo,


nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores, são representantes, nas regiões designadas, dos
Conselhos Estaduais de Diretores para assuntos da Administração Estadual e de representantes do
Conselho Nacional de Diretores para assuntos da Administração Superior e Geral. As Regiões e Campos
são compostos pelas seguintes entidades: Igreja Sede, Igrejas e Obras Novas, sendo que o número delas
define o status de Região Eclesiástica ou Campo Missionário.

IGREJAS LOCAIS - ADMINISTRAÇÃO DE BASE: A Administração de Base é exercida pelo


Conselho Diretor Local, que dirige os interesses e os negócios da Igreja local fundamento no Estatuto e
neste Regimento. A Igreja local elegerá o Conselho Diretor Local, da forma preconizada pelos artigos 145
e 146, do Estatuto, organizará os Grupos Missionários, o Departamento de Educação Bíblica
Quadrangular e as Comissões Especiais e demais departamentos da Igreja. Os Presidentes de Grupos
Missionários, Departamento de Educação Bíblica Quadrangular e outros departamentos da Igreja Local
apresentarão relatórios mensais de suas atividades e das finanças ao Conselho Diretor Local, de acordo
com as diretrizes estabelecidas pela SGAF e orientações do contador da Região. Compete ao Conselho
Diretor Local a fiscalização do registro dos bens da Igreja, providenciando a sua regularização e registro
em nome da Corporação, quando o caso assim o exigir e enviar cópia autenticada que comprove a
aquisição do bem (imóveis e veículos).

AUTOATIVIDADE CAPITULO 01
DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA- 21/05/2018

CAPÍTULO 2 – ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICAAPROFUNDANDO A VISÃO DA


ESTRUTURA ADMINISTRATIVA DA IEQ

TÓPICO 1 – IGREJA LOCAL

A administração de Base da Igreja do Evangelho Quadrangular acontece no âmbito da Igreja Local, sendo
exercida pelo Conselho Diretor local. Mas isto é apenas uma parte do3 que ocorreu na Igreja Local.
Iniciaremos esta análise da Igreja local pelo seu Organograma ideal, digo ideal porque ele é um elemento
que unha consistência à medida que a Local cresce.

CONHECENDO A IGREJA LOCAL: A Igreja Local forma-se sob jurisdição da Igreja do Evangelho
Quadrangular desde que haja um grupo de cristãos convertidos, batizados nas águas por imersão, em 3me
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, adotando a Declaração de Fé da instituição. A Igreja Local é base do
sistema estrutural da Corporação e parte do Corpo de cristo que vive e prega o Evangelho Quadrangular
através das seguintes práticas.

• Adoração a Deus, testemunho cristão, pregação


da Palavra Sagrada, apoio, amor e serviço ao
próximo;

• Exercício dos dons e Ministérios do Espírito;

• Evangelização do mundo dentro da realidade


em que vive, e crescimento em frutos, graça e
conhecimento do Reino de Deus.

CONSELHO DIRETOR LOCAL: Independentemente do tipo da Igreja Local , esta obrigatoriamente


precisa possuir o seu Conselho Diretor Local, principalmente a partir de 2010 quando o Conselho
Nacional implantou sistema de gestão que exige o cadastramento do CDL. A administração de Base é
exercida na Igreja Local através do Conselho Diretor Local, órgão deliberativo e administrativo, que tem
como Presidente o titular da igreja, nomeado pelo Conselho Nacional de Diretores.

O Conselho Diretor Local é formado por pessoas escolhidas dentre os membros da igreja, maiores de
idade e se constitui dos seguintes membros:

•Presidente; •Vice-Presidente; • Secretário; • Tesoureiro; • Diretor dos Diáconos e Diretor de Patrimônio.

GRUPOS MISSIONÁRIOS: As Igrejas Locais organizam Grupos Missionários na forma dos


regulamentos complementares estabelecidos no Regimento Interno, por ordem de idade, objetivando
desenvolver as atividades leigas da Igreja em suas várias áreas de atuação, primando pelo
desenvolvimento espiritual através do ensino e atividades. Os Grupos Missionários são órgãos auxiliares
da Igreja Local e seu programa de atividades molda-se às normas gerais da Igreja no Brasil e ficam
sujeitos à aprovação do Conselho Diretor Local de cada igreja. É vedado, nas igrejas, a qualquer grupo
missionário ou departamento se constituir em pessoas jurídicas

DEPARTAMENTOS: Além dos Grupos Missionários existem outros departamentos regulamentados


pela Secretaria Geral de Coordenadorias de Grupos, que são: Diaconato, CHOMNEQ—Coordenadoria de
Homens e Mulheres de Negócio da IEQ, CONFIPIEQ — Coordenadoria dos Filhos de Pastores da IEQ.

AGÊNCIAS DE EVANGELIZAÇÃO: As agências de evangelização são todos os trabalhos da Igreja


Local voltados ao seu crescimento e expansão do Evangelho na região onde está localizada. Os seguintes
movimentos são considerados como tais:

• Congregações; • Pontos de Pregação sem importar a designação local; • Células; • Grupos de estudos e
outros.

ASPECTOS LEGAIS INTERNOS E EXTERNOS: A Igreja Local, no âmbito da Igreja 9uadrangular,


pode existir sob três formas distintas, as quais dependem papel exercido pela Igreja na Região ou Campo.

TIPOS DE IGREJA LOCAL

IGREJA SEDE REGIONAL: Estas Igrejas Locais são aquelas nas quais se centraliza a Administração
Regional, geralmente têm como seu Pastor Titular o Superintendente Regional ou Diretor de Campo,
podendo haver exceções, uma vez que isto não é uma obrigatoriedade. Vale ressaltar, porém, que se o
Superintendente ou Diretor de Campo não ocupar o cargo de Pastor Titular, perde o direito ao que está
disposto no Parágrafo 62 do Artigo 157 do Estatuto:

A Igreja Local, sede da Superintendência ou Campo Missionário, a título de ajuda de custo, repassará ao
respectivo Superintendente ou Diretor de Campo, quando este for seu pastor titular, 50% (cinquenta por
cento) da taxa devida ao Conselho Nacional de Diretores, prevista no parágrafo anterior, sendo o recibo
respectivo documento idôneo para o acerto com o CND, acompanhando o relatório mensal.

IGREJAS INSCRITAS NO CADASTRO NACIONAL DE PESSOA JURÍDICA (CNPJ): A Igreja


Quadrangular é uma das maiores organizações brasileiras tanto no que se refere ao movimento financeiro,
quanto ao número de filiais inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas. Em 2009 eram 4.234
filiais nesta condição. Estas Igrejas Locais são personalidades jurídicas vinculadas diretamente à Matriz e
que devem cumprir todos os preceitos, legais, tributários e administrativos cabíveis.

OBRAS NOVAS: A outra parte das filiais são as chamadas Obras Novas. São Igrejas Locais em fase de
implantação diferindo das demais somente no quesito CNPJ Durante esta fase de existência, estas Igrejas
Locais estão vinculadas administrativamente à Igreja Sede, sem a qual não teriam como realizar atos
administrativos, contábeis e financeiros. Tecnicamente, as Obras Novas são congregações, ainda que
possuam um status mais elevado que estas e tenham as mesmas obrigações das Igrejas com CNPJ As
Obras Novas deixam de sê-lo quando reconhecidas, oficializadas e registradas pelo Conselho Nacional de
Diretores. Isto acontece quando uma Obra Nova ou mesmo uma Congregação atende aos seguintes
requisitos.

1. Estar em funcionamento há pelo menos 1(um) ano prestando seus relatórios regularmente; exceto
Congregações; 2. Dispor de um cadastro de, no mínimo, 50 (cinquenta) pessoas batizadas nas águas, por
imersão, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo; 3. dispor de uma relação de, no mínimo, 10 (dez)
pessoas batizadas com o Espírito Santo; 4. Dispor de Departamento de Educação Bíblica Quadrangular
organizado; • dispor de Grupos Missionários organizados; 5. Dispor de terreno próprio, em nome da
Igreja do Evangelho Quadrangular, mesmo que adquirido através de financiamento e esteja sendo pago, já
com o projeto arquitetônico definido para a construção do templo e, ainda, que este seja do local onde a
igreja esteja funcionando ou nas suas proximidades; 6. Aprovação do Conselho Diretor Local da igreja
onde estava ligada como congregação, devidamente assinado gelo Pastor titular da igreja mãe; 7.
Assinatura dos membros em uma relação devidamente numerada; 8. Solicitação de Reconhecimento,
Registro e Oficialização assinada pelo Pastor Titular ou responsável pela Obra Nova/Congregação.

Comprovados estes requisitos, monta-se um processo contendo todos os documentos e informações


acima, o qual deve tramitar da seguinte forma:

9. Encaminhar ao Superintendente ou Diretor de Campo Missionário; 10. A Superintendência ou Direção


de Campo junta ao processo sua solicitação e encaminha ao Conselho Estadual w Diretores. Não havendo
Conselho no Estado, encaminha-se à Supervisão Estadual; 11. O Conselho Estadual de Diretores ou
Supervisão Estadual encaminha o pedido ao Conselho Nacional de Diretores.

Aprovada a solicitação, a Obra Nova ou Congregação será inscrita no Cadastro Nacional de Pessoas
Jurídicas passando a ser uma Igreja Oficial. Importante lembrar que as obrigações antes e depois são as
mesmas, porém, agora esta Igreja Local não mais dependerá da Igreja Sede Regional para sua
administração, conforme veremos posteriormente.

DIREITOS E DEVERES ADMINISTRATIVOS DAS IGREJAS LOCAIS

DIREITOS: Na qualidade de filial, a Igreja Local é uma unidade avançada da Igreja do Evangelho
Quadrangular em todo o território nacional. Seus direitos são os mesmos garantidos por Lei à
Organização. O Conselho Nacional de Diretores e os Conselhos Estaduais ou Supervisões, são assistidos
por advogados que podem, quando solicitados, atender as filiais em situações que exijam a presença
destes profissionais.

As Igrejas Locais na Igreja Quadrangular têm o direito de administrar 87% dos recursos obtidos,
repassando os outros 13% na forma de taxas para a Região ou Campo Missionário, Conselhos ou
Supervisões Estaduais e Conselho Nacional. Este direito é garantido pelo Estatuto podendo sofrer alguma
interferência em casos de improbidade administrativa comprovada por parte do Pastor Titular.

DEVERES

RECURSOS FINANCEIROS: As Igrejas locais têm sob sua responsabilidade o dever de prover seus
próprios meios de manutenção através dos dízimos e das ofertas, proporcionando aos seus pastores,
nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores, o sustento pastoral em forma de prebendas, casa pastoral,
viagens e correspondências a serviço da igreja. Evidentemente, esta responsabilidade deve ser compatível
com a arrecadação da Igreja Local, cabendo ao CDL, elaborar o orçamento financeiro para evitar que a
Igreja Local assuma dívidas fora de sua realidade, sejam elas com quem for.
PATRIMÔNIO: Todo o patrimônio da Igreja Local deve ser adquirido em nome da mesma, caso esta
possua o CNPJ ou no CNPJ da Igreja Sede Regional caso se trate de uma Obra Nova. Neste caso, estes
bens serão transferidos para Obra Nova quando esta tornar-se uma Igreja Oficializada e Registrada.

TÓPICO 2 - REGIÕES ECLESIÁSTICAS E CAMPOS MISSIONÁRIOS

Agora vamos conhecer um pouco acerca das Regiões e Campos Missionários. Lembro que estamos
apenas obtendo aqui uma visão geral e que os alunos que desejam saber mais sobre o assunto devem
consultar o Estatuto e o Regimento Interno da IEQ. A exemplo do queremos na Igreja Local, comecemos
com o Organograma das Regiões Campos Missionários.

CONHECENDO A ADMINISTRAÇÃO REGIONAL: As Regiões/Campos são administradas pelos


Superintendentes Regionais /Diretores de Campos Missionários, os quais nomeados pelo Conselho
Nacional de Diretores, como representantes, nas regiões designadas, dos Conselhos Estaduais de
Diretores para assuntos da Administração Estadual e de representantes do Conselho Nacional de Diretores
para assuntos da Administração Superior e Geral.

Campos Missionários são constituídos de 1 a 10 Igrejas ou Obras Novas, sendo administrado por um
Diretor de Campo e as Regiões Eclesiásticas são constituídas por mais de 10 Igrejas ou Obras Novas. Ao
ultrapassar o número de 10 Igrejas organizadas, o Campo Missionário, por meio de seu Diretor, requererá
ao Conselho Estadual e este, ato contínuo, ao Conselho Nacional, a elevação do Campo Missionário à
categoria de Região Eclesiástica.

COORDENADORIAS E DIRETORIAS REGIONAIS São departamentos que têm a função de


organizar e implementar a visão da Coordenadoria Nacional em sua Região/Campo Missionário. São
lideradas por Coordenadores ou Diretores Regionais, os quais são representantes diretos do Coordenador
Nacional e estão subordinados ao Coordenador Estadual.

IGREJAS LOCAIS: Subordinadas às Regiões e Campos


estão as Igrejas Locais. As Igrejas Locais têm diversos
deveres em relação às Regiões e Campo.

ASPECTOS LEGAIS INTERNOS E EXTERNOS: As


Regiões e Campos Missionários são órgãos internos da
IEQ, não possuindo personalidade jurídica como é o caso
das Igrejas Locais que possuem CNPJ Seus atos
administrativos são centralizados nas Igrejas Sedes
Regionais, daí, a importância destas Igrejas possuírem
sempre o CNPJ.

DIREITOS E DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO REGIONAL: As Superintendências Regionais e


Direção de Campos têm as seguintes atribuições perante o Conselho Nacional e Conselho/Supervisão
Estadual:

1. Representar o Conselho Nacional de Diretores e o Conselho Estadual de Diretores seguindo suas


diretrizes e instruções; 2.Visitar as igrejas e obras de sua jurisdição superintendendo os interesses
materiais e espirituais da Igreja; 3. Receber doações e legados, bens móveis e imóveis em nome da Igreja
do Evangelho Quadrangular; 4. Tomar parte nas reuniões do Conselho Nacional de Diretores e do
Conselho Estadual de Diretores, com direito à palavra quando o assunto for lhe pertinente; 5. Orientar os
Pastores das Igrejas, fiscalizando periodicamente os registros das finanças e dos livros em geral,
diretamente ou através de Comissão Especial, por meio de interventor ou auditoria administrativa e
aplicar o planejamento do departamento de atualização ministerial (DAM) da SGEC; 6. Dar posse aos
pastores nomeados pelo Conselho Nacional de Diretores; 7. Preencher, em caráter de urgência, o
pastorado vago de igrejas; 8. Assinar as credenciais dos Obreiros Credenciados juntamente com o
Presidente do Conselho Estadual de Diretores; 9. Transferir Pastores dentro de sua jurisdição e comunicar
ao Conselho Estadual de Diretores ou ao Supervisor de Estado, não havendo aquele; solicitando
imediatamente ao Conselho Nacional a nomeação do Pastor que ocupou o seu lugar; 10. Encaminhar
pedido, denúncia, representação, documento ou informações sobre as igrejas, dando o devido destino
conforme a classificação do assunto, a quem pertinente; 11. Indicar igrejas e obras da sua região para
formar novas Regiões ou Campos Missionários; 12. Solicitar oficialmente ao Conselho Estadual de
Diretores ou ao Supervisor Estadual a organização e criação das igrejas que preencherem os requisitos
regimentais; 13. Organizar e manter atualizado o cadastro da Região/Campo, cadastro geral das igrejas e
cadastro do Ministério por meio das ferramentas disponibilizadas pela Secretaria Geral de Administração
e Finanças; 14. Indicar os Coordenadores Regionais de Grupos Missionários e Diaconato, Diretores
Regionais do Departamento de Educação Bíblica Quadrangular à Secretaria Estadual de Educação e
Cultura, e Diretores das Unidades de Ensino Teológico Pastoral à Secretaria Geral de Educação e Cultura;
15. Manter em dia a contabilidade da região de acordo com disposições estabelecidas pela Secretaria
Geral de Administração e Finanças, procedendo da seguinte forma: 16. Receber os documentos
financeiros de entrada e saída das igrejas e obras novas da região até o quinto dia útil de cada mês; 17.
Uma vez que o simples fato de uma igreja não entregar a documentação financeira prejudica toda a
instituição, o superintendente deve exigir a entrega dos mesmos no prazo devido; 18. Juntar aos mesmos
a documentação financeira da região; 19. Entregar a documentação ao contador da região para
processamento no sistema geral de administração e finanças; 20. Receber os relatórios emitidos e
assinados pelo contador após a contabilização da região; 21. Entregar os mesmos aos pastores para
assinatura na reunião mensal; 22. Fazer cópias para remessa aos órgãos devidos anexando a cada uma os
comprovantes de pagamento das taxas referentes ao mês, de acordo com as diretrizes estabelecidas e
regulamentadas no Regimento Interno. 23. Convocar em suas respectivas jurisdições, reuniões mensais,
bimestrais ou trimestrais dos seguintes setores do Ministério: 24. reunião mensal de pastores, tendo em
vista o cumprimento da programação e atualização da execução dos planos estabelecidos, quando o
Superintendente ou o Diretor de Campo prestará contas da aplicação das taxas arrecadadas na região;25.
Reunião trimestral de liderança, com objetivo de manter a unidade da Igreja, a uniformidade de seus atos,
transmitir instruções e informações e fomentar o crescimento da Igreja através da liderança, 26. reunião
dos Coordenadores Regionais e Diretores de Departamentos e Instituições, para controlar as atividades
leigas e educacionais da Igreja, na região.

TÓPICO 3 - SUPERVISÕES E CONSELHOS ESTADUAIS

Subindo em nossa escala hierárquica, agora é a vez da Administração Intermediária, a qual é realizada
pelos Conselhos e Supervisões Estaduais. Para não fugir à regra, vamos começar com o organograma
deste nível administrativo.

CONHECENDO A ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL


O Conselho Estadual de Diretores é um órgão administrativo e
executivo, subordinado à Convenção Estadual e, nos limites
estabelecidos pelo Estatuto, ao Conselho Nacional de Diretores, sendo
constituído pelo critério de proporcionalidade das igrejas e obras
novas representadas, ou seja, o número de conselheiros
varia em função do número de Igrejas Locais no estado,
obedecendo-se o limite máximo de 13 conselheiros.

Os membros do Conselho Estadual de Diretores são


eleitos pela Convenção Estadual por maioria absoluta
convencionais presentes, com direito a voto, através de
escrutínio secreto, para mandato de quatro anos, com direito a reeleições sucessivas, valendo para estes os
mesmos requisitos exigidos dos candidatos ao Conselho Nacional de Diretores.

SECRETARIAS ESTADUAIS: Vimos que as Secretarias estaduais atuam de forma cooperativa com as
Secretarias Gerais do Conselho Nacional de Diretores.

SECRETARIA ESTADUAL DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: Responsável pela gestão


financeira e administrativa no estado, aplicando as diretrizes gerais estabelecidas pela Secretaria Geral de
Administração e Finanças. Esta é um dos departamentos mais importantes da estrutura da Igreja
Quadrangular no que se refere à Administração. A Administração Superior precisa que as Administrações
Estaduais funcionem adequadamente e em sintonia com o Conselho Nacional.

SECRETARIA ESTADUAL DE AÇÃO SOCIAL: Cabe a esta Secretaria desenvolver a assistência


social da Igreja, administrando programas assistenciais através de seus departamentos e atividades para
situações emergenciais no Estado, atuando nos mesmos moldes da Secretaria geral de Ação Social.

SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA: A Secretaria Estadual de Educação e


Cultura é um órgão da Administração Direta subordinado ao Conselho Estadual de Diretores e
desenvolve as suas atividades em conjunto com a Secretaria Geral de Educação e Cultura. Aplica-se, no
que couber à Secretaria Estadual de Educação e Cultura, os preceitos estabelecidos no Regimento Interno
da Secretaria Geral de Educação e Cultura e no Regimento Interno da IEQ. Conforme a última revisão do
Regimento Interno da Igreja do Evangelho Quadrangular em Abril de 2003:

“Das Secretarias Estaduais de Educação e Cultura”

Artigo 119 — A Secretaria Estadual de Educação e Cultura é o órgão da Administração Direta


subordinado ao Conselho Estadual de Diretores e desenvolve as suas atividades em conjunto com a
Secretaria Geral de Educação e Cultura.

Artigo 120 — Os recursos financeiros necessários à manutenção das SEEC são originários das taxas
oriundas dos DEBQ, das Unidades de Ensino Teológicas Pastorais; dos Simpósios Estaduais e Distritais e
de dotação orçamentária específica consignada no orçamento do CED.

§ Único — As Secretarias Estaduais de Educação e Cultura devem prestar relatório financeiro


mensalmente à SGEC remetendo taxa de 10% das ofertas e taxas recebidas do Estado, bem como do
saldo positivo das promoções, eventos e distribuição de materiais didáticos.
Artigo 121 — Aplicam-se, no que couber, à Secretaria Estadual de Educação e Cultura, os preceitos
estabelecidos neste Regimento Interno para a "Secretaria Geral de Educação e Cultura.”.

A RESPONSABILIDADE DA SEEC

Desenvolver as suas atividades sob as diretrizes e orientação da Secretaria Geral de Educação e Cultura.

1. Implementar no Estado, o Sistema Nacional de Educação Quadrangular, criado e desenvolvido pela


Secretaria Geral de Educação e Cultura nas áreas de educação bíblica, teológica e ministerial, ensino para
crianças, evangelismo e missões. 2. Promover e incentivar a educação na Igreja, em todo o Estado. 3.
Fiscalizar e executar as normas gerais de educação elaboradas pela SGEC. 4. Destinar e aplicar os
recursos financeiros designados pelo Conselho Estadual de Diretores para fins específicos e os recursos
obtidos do recolhimento de taxas mensais no valor de 10% oriundas das Unidades de Ensino Teológico
Pastoral (MQCC, ITQ, CTMQ), e do Departamento de Educação Bíblica Quadrangular Regional. 5.
Aplicar material didático e currículos na educação bíblica, teológica, ministerial e leiga elaborados pela
SGEC, orientando, coordenando e supervisionando esta aplicação. 6. Orientar os Departamentos de
Educação Bíblica e de Educação Teológica que estão diretamente subordinados à SEEC para o
cumprimento dos regulamentos da SGEC, gerindo processos e procedimentos que viabilizem o ensino /
aprendizagem nos diferentes níveis.

SECRETARIA ESTADUAL DE MISSÕES: A Secretaria Estadual de Missões é um órgão da


Secretaria Geral de Missões responsável pelo gerenciamento das atividades missionárias nos Estados.

ATIVIDADES DAS SECRETARIAS ESTADUAIS DE MISSÕES

1. Promover abertura de obras missionárias, diretamente ou em parceria com os Conselhos Estaduais,


Superin-tendente Regional ou Diretor de Campo; 2. Elaborar e fomentar campanhas de abertura de obras,
por conta e risco dos Superintendentes ou Diretores de Campo e as Igreja locais, quantificando-as por
Região; 3. Enviar missionários a qualquer parte do território nacional com a finalidade de abrir obras
julgadas necessárias pela Secretaria Geral e elaborando programa de investimento missionário; 4.
Desenvolver seminários e atividades de treinamento para abertura de obra missionária, evangelização e
avivamento; 5. Orientar e fomentar a realização do Impacto Missionário, em todos os níveis hierárquicos
da estrutura administrativa de missões; 6. Orientar e fomentar a realização de reuniões de trabalho e
administração de assuntos relacionados às missões para os Diretores Regionais e, destes para os Diretores
Locais de Missões; 7. Orientar e fomentar a realização de conferências de missões para membros da
Igreja e lideranças, nas Regiões ou Campos Missionários.

SECRETARIA ESTADUAL DE COMUNICAÇÃO: A Secretaria Estadual de Comunicação é um


órgão da Administração Direta, subordinado ao Conselho Estadual de Diretores e desenvolve as suas
atividades em conjunto com a Secretaria Geral de Comunicação, a qual é responsável pela administração,
controle e produção do material de comunicação falada, escrita, televisada e informatizada,
desenvolvendo, dentro das normas vigentes no país para área de comunicação em geral.

SECRETARIA ESTADUAL DE COORDENADORIAS E DIACONATO: A Secretaria Estadual de


Coordenadorias de Grupos Missionários e Diaconatos é o órgão responsável pela administração,
cooperação e interação das Coordenadorias de Grupos Missionários e Diaconatos da Igreja do Evangelho
Quadrangular no âmbito estadual, sempre em cooperação com a respectiva Secretaria Geral. Basicamente,
tem como objetivo atuar como órgão auxiliar, através de programações em nível estadual e regional,
tendo em vista o crescimento espiritual dos membros em geral, em cada faixa etária, na Igreja Local.

SECRETARIA ESTADUAL DE CIDADANIA: A Secretaria Estadual de Cidadania é um órgão


responsável pela implantação e direção da doutrina social e política: a Igreja no Estado. São competências
desta secretaria:

1. Receber denúncias contrárias às diretrizes e orientações normativas estabelecidas pela Secretaria Geral
de Cidadania; 2. Elaborar programa estratégico político sobre os candidatos selecionados pela estrutura
da igreja; 3. Efetuar o trabalho de marketing político de divulgação; 4. Elaborar relatórios estratégicos e
seus posicionamentos para todos os secretários regionais; 5. Promover eventos de conscientização
política em nível estadual; 6. Acompanhar em nível estadual as escolhas dos pré-candidatos
apresentados; 7. Acompanhar trabalhos políticos em nível regional; 8. enviar mensalmente relatório
financeiro aos Superintendentes Regionais e Diretores de Campos Missionários para ser apresentado aos
Pastores. 9. criar fundos para manutenção e execução de projetos; 10. repassar mensalmente à Secretaria
Geral de Cidadania a contribuição acordada com a Secretaria Estadual.

ASPECTOS LEGAIS INTERNOS E EXTERNOS: Os Conselhos e Supervisões Estaduais são órgãos


internos da IEQ, possuindo personalidade jurídica idêntica as Locais que possuem CNPJ, estando
vinculados diretamente à Matriz e que devem cumprir todos os preceitos legais, tributários e
administrativos cabíveis.

DIREITOS E DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO ESTADUAL

Aos Conselhos Estaduais de Diretores compete:

1. Tomar conhecimento do planejamento nacional estabelecido pelo Conselho Nacional de Diretores e


respectivas Secretarias Gerais de Administração Superior; 2. Aplicar o planejamento nacional e
programas administrativos de forma a harmonizar os trabalhos da Igreja através das Regiões
Eclesiásticas, Campos Missionários, Instituição de Educação Religiosa e Coordenadorias de Grupos
Missionários e Diaconatos; 3. Decidir sobre a organização e criação de Regiões Eclesiásticas e Campos
Missionários e apresentá-las ao Conselho nacional de Diretores para serem aprovadas; 4. Supervisionar as
Regiões Eclesiásticas e Campos Missionários em suas respectivas jurisdições; 5. Aprovar a organização
das igrejas locais mediante solicitação acompanhada dos respectivos documentos emitidos pelo
superintendente ou Diretor de Campo; 6. Solicitar ao conselho Nacional de Diretores o registro das
igrejas organizadas e expedir os certificados respectivos; 7. Estado, sem prejuízo do planejamento
nacional; 8. Nomear a Comissão Processante de Disciplina Eclesiástica Estadual, Comissão Julgadora de
Disciplina Eclesiástica Estadual, Comissão Especial de Ética Doutrinária e a Comissão Especial para
Assuntos Conjugais Estadual; 9. Intervir, em caso de necessidade, nas Regiões Eclesiásticas ou Campos
Missionários determinando auditorias ou nomeando interventores num prazo máximo de noventa dias; 10.
Receber os relatórios das igrejas, obras novas, regiões ou campos, emitidos e devidamente assinados pelo
contador da região após a contabilização da movimentação financeira de cada entidade do sistema geral
de administração e finanças; através dos Superintendentes Regionais ou Diretores de Campos,
acompanhados dos respectivos comprovantes de depósito bancário, referente às taxas; 11. Receber
doações e legados, bens móveis, imóveis e semoventes, em nome da Igreja do Evangelho Quadrangular,
por procuração do Conselho Nacional de Diretores, lavrada em cartório, quando se tratar de bens para uso
e controle da Administração no Estado; 12. Fiscalizar e acompanhar os Superintendentes e Diretores de
Campos na prestação dos relatórios das igrejas e respectivas taxas; 13. Resolver situações e problemas de
emergência, inadiáveis e graves, evitando toda a forma o agravamento da situação; 14. Convocar reunião
geral de pastores do Estado, periodicamente, para estabelecer a programação geral de crescimento e
edificação da Igreja e manter a unidade do Ministério; 15. Convocar reunião de Superintendentes e
Diretores de Campos para desenvolver o planejamento do Estado, elaborar a agenda anual, marcar
reuniões de liderança e estabelecer alvos e metas; 16. Colicitar o registro, no Conselho Nacional de
Diretores, de igrejas de outras organizações religiosas que desejarem ligar-se à Corporação, após
examinar a viabilidade Estatutária, a documentação, e as questões de doutrina e patrimônio; 17.
Apresentar denúncias recebidas contra membros do Ministério nas respectivas Comissões Processantes
conforme a categoria do acusado; 18. Substabelecer procurações quando se tratar de assuntos jurídicos
pertinentes à Administração Estadual; • indicar ao Conselho Nacional de Diretores os nomes para
formação das Comissões de Disciplina Eclesiástica e indicar os nomes dos titulares das Secretarias
Estaduais; 19. Indicar a quem de direito, os Coordenadores Estaduais dos Grupos Missionários e
Diaconatos; 20. Delegar poderes aos membros do Conselho Estadual de Diretores ou a qualquer membro
do Ministério, de sua preferência, para representá-lo em reuniões, comemorações e outros
acontecimentos; 21. Secretaria Geral de Administração e Finanças; 22. Manter um cadastro geral das
Igrejas, das Regiões e Campos Missionários por meio das ferramentas estabelecidas pela Secretaria Geral
de Administração e Finanças; 23. Convocar reunião dos Coordenadores Estaduais, Diretores de
Departamentos das Instituições de Educação Religiosa e Secretários Estaduais; 24. Apreciar relatórios
dos Coordenadores Estaduais, Diretores dos Departamentos, Superintendentes Regionais e Diretores de
Campos Missionários; 25. Apoiar e respaldar os trabalhos das Secretarias e Coordenadorias Estaduais
enquanto estiverem operando dentro de suas atribuições, e; 26. Fazer-se representar, através de seu
presidente, nas reuniões do Conselho Nacional de Diretores, quando convocado para reuniões alternadas
e, 27. Enviar mensalmente relatório financeiro aos Superintendentes Regionais e Diretores de Campos
Missionários para ser apresentado aos Pastores.

TÓPICO 4 - CONSELHO NACIONAL DE DIRETORES

CONHECENDO A ADMINISTRAÇÃO NACIONAL: O Conselho Nacional de Diretores é o órgão


máximo da Administração da Igreja Quadrangular, porém, é importante lembrar que não é o poder
máximo da instituição. O poder maior dentro da Igreja do Evangelho Quadrangular é exercido pela
Convenção Nacional. O Conselho Nacional exerce suas funções por meio das Secretarias Gerais, citadas
anteriormente e que conheceremos um pouco mais nos itens a seguir.

SECRETARIA GERAL DE ADMINISTRAÇÃO E FINANÇAS: A Secretaria Geral de


Administração e Finanças é o órgão destinado a desenvolver as atividades administrativas caráter
financeiro e burocrático da Administração Geral, tendo como estrutura básica, os seguintes
departamentos:

• Departamento Financeiro; • Departamento de Controladoria; • Departamento de Contabilidade; •


Departamento de Cadastro e Documentações; • Departamento de Informática; • Departamento de
Recursos Humanos; • Departamento Jurídico; • Departamento de Patrimônio.

SGAF.ORG QUADRANGULAR - é o coração da igreja.


ATRIBUIÇÕES DA SGAF

A Secretaria Geral de Administração e Finanças tem as seguintes atribuições:

1. Manter um técnico em contabilidade e em serviços burocráticos que comprove formação acadêmica e


experiência; 2. Proceder e executar a escrituração contábil e financeira da Administração Superior de
acordo com a padronização oficial da Igreja e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT); 3.
Receber os relatórios mensais das igrejas, emitidos e assinados pelos contadores da região, após a
contabilização da documentação financeira destas através do sistema geral de administração e finanças,
acompanhados dos comprovantes de depósitos bancários das respectivas taxas ao Conselho Nacional de
Diretores, em percentuais da arrecadação total das Igrejas e Obras Novas; 4. Estabelecer normas para o
funcionamento da Secretaria e criar modelos de relatórios mensais ao Conselho Nacional de Diretores e,
de forma padronizada e funcional, dos modelos a serem utilizados pelas Igrejas, Regiões ou Campos,
Conselhos Estaduais, Coordenadorias e Secretarias; 5. Manter em arquivo o cadastro de todos os
funcionários da Administração Superior e Geral, contendo toda documentação de contratos trabalhistas e
respectivas obrigações de trabalho devidamente em ordem, por funcionário;6. Prestar relatório,
mensalmente, ao Conselho Nacional de Diretores; 8. Manter o Presidente do Conselho Nacional de
Diretores, diariamente, informado do movimento financeiro; 9. Controlar e executar os pagamentos da
Administração Superior, através do Departamento Financeiro; 10. Elaborar e submeter ao Conselho
Nacional de Diretores o seu orçamento financeiro anual, e 11. Cumprir as diretrizes orçamentárias
estabelecidas pela Administração Superior. A Secretaria Geral de Administração e Finanças cumpre as
determinações originárias das decisões do Conselho Nacional de Diretores e do seu Presidente, além de:
12. Convocar os membros do Conselho Nacional de Diretores, para as suas reuniões e os membros do
Ministério, para a Convenção Nacional; 13. Cuidar do recebimento e distribuição das correspondências;
14. Prestar apoio, assistência e assessoramento às reuniões do Conselho e às Convenções; 15. Planejar e
fixar as diretrizes das atividades relativas aos Recursos Humanos, Recursos Materiais, Administração do
Patrimônio e à Execução Orçamentária; 16. Proceder a pesquisas e estudos, objetivando o
aperfeiçoamento, a atualização e o desenvolvimento administrativo e metodológico das atividades das
áreas sob sua responsabilidade; 17. Organizar e manter atualizado os Cadastros Nacionais, Ativos e
Inativos; 18. Organizar as Convenções, prestando assessoramento às suas Comissões; 19. Expedir
certificado de regularidade para as regiões que estiverem dentro das diretrizes administrativas
desenvolvidas por esta secretaria, sendo determinadas e aprovadas pelo CND.

Aplicam-se, no que couber, às Secretarias Estaduais de Administração e Finanças, as normas


estabelecidas para a Secretaria Geral de Administração e Finanças.

SECRETARIA GERAL DE AÇÃO SOCIAL – SGAS: A Secretaria Geral de Ação Social é o órgão
responsável pelo desenvolvimento e execução dos programas de assistência social da Igreja, para os
membros do Ministério, Igrejas locais e demais instituições da Corporação. A Secretaria Geral de Ação
Social pretendendo tornar efetivas as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Quando o fizestes a um
desses meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes" (Mt. 25.40), observados os limites de sua competência,
promoverá a implantação de programas assistenciais, com a cooperação das Secretarias Estaduais,
visando atender o Ministério, as Igrejas e instituições de caridade, em situação de emergência, bem como
nos casos fortuitos ou de força maior. Para cumprir as funções que lhe são atribuídas pelo Estatuto da
Corporação, a Secretaria Geral de Ação Social, dispõe da seguinte estrutura administrativa:
• Departamento de Coordenação Social; • Departamento do Fundo Social • Departamento do Fundo de
Emergência.

SECRETARIA GERAL DE EDUCAÇÃO E CULTURA – SGEC: A Secretaria Geral de Educação e


Cultura da IEQ é o órgão da Administração Superior e Geral responsável pelo planejamento, execução,
fiscalização, avaliação e atualização dos programas educacionais e culturais no âmbito bíblico, teológico
e ministerial conforme o Estatuto da Igreja do Evangelho Quadrangular - artigos 94 e 95.

ARTIGO 94 - A Secretaria Geral de Educação e Cultura é o órgão destinado a desenvolver a ação


educativa da Igreja como instrumento de transformação espiritual, moral e social e atua através dos vários
departamentos, visando ter efeito na família e na Igreja Local.

SUBSEÇÃO I - DOS OBJETIVOS

ARTIGO 95 - A Secretaria Geral de Educação e Cultura tem como objetivos:

I - criar e desenvolver o Sistema Nacional de Educação que atenda as áreas da educação bíblica, teológica
e ministerial, ensino para crianças, evangelismo, missões, educação secular e de ensino da Igreja, escolas
oficiais do Estado ou grupos comunitários, para efeito de convênios em geral;

II - promover e incentivar a educação na Igreja, proporcionando o desenvolvimento de leigos e líderes no


sentido de qualificar a mão de obra no Ministério; III- garantir a padronização e a qualidade da educação
da Igreja, no Brasil, através de normas gerais de educação fiscalizando e executando as referidas normas
através do Sistema Nacional de Educação; IV - valorizar a educação como instrumento de transformação
espiritual, moral e social, indispensável ao desenvolvimento da Igreja e do indivíduo que a ela se agrega,
a fim de que cada pessoa possa sentir-se realizada e útil à Igreja, à família e à pátria; V - destinar e aplicar
os recursos financeiros designados pelo Conselho Nacional de Diretores para fins específicos e os
recursos obtidos através de receitas das atividades desenvolvidas pela Secretaria; VI - desenvolver e
reformular o Sistema Nacional de Educação, no tempo em que se verificar sua necessidade de atualização
e adequação no seguinte ordenamento: a) nacional, estadual, regional e local; b) para leigos e líderes; c)
nas áreas administrativas, de planejamento e de treinamento, e VII - orientar, coordenar e supervisionar o
conteúdo geral do ensino, publicações e doutrina da Igreja, com o fim de manter a educação cristã, em
todos os seus níveis - teológico e bíblico, ministerial e leigo - dentro da visão doutrinária e padrões
oficiais da Corporação.

A RESPONSABILIDADE DA SGEC

1. Criar e desenvolver o Sistema Nacional de Educação que atende as áreas da educação bíblica, teológica
e ministerial, ensino para crianças, evangelismo e missões; 2. Elaborar as matrizes curriculares e os
materiais didáticos necessários à implementação das mesmas; 3. Manter unificado o currículo adotado
fiscalizando a sua aplicação nas Unidades Educacionais em todo o território nacional; 4. Promover
capacitação docente; 5. Fomentar o interesse da membresia pelo estudo da Palavra; 6. Promover a
pesquisa; 7. Ganhar almas para Cristo; 8. Desenvolver conhecimento bíblico; 9. Formar caráter cristão;
10. Preparar obreiros para realizar o trabalho do Senhor; 11. Editar, publicar e distribuir o material
didático oficial para todos os níveis e cursos da igreja; 12. Conservar e divulgar o acervo científico,
cultural e artístico da igreja; 13. Formar candidatos para ingresso na carreira ministerial; 14. Motivar e
incentivar o crescimento e expansão da rede de Unidades de Ensino e a criação de novos cursos; 15.
Promover atualização ministerial.

A ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA EDUCAÇÃO DE ACORDO COM O ESTATUTO DA


IEQ É:

SECRETARIA GERAL DE MISSÕES – SGM: A Secretaria Geral de Missões é o órgão responsável


pela administração' o programa de Missões em nível nacional e internacional, dispondo da seguinte
estrutura hierárquica:

• Secretário Geral de Missões;

• Secretário Estadual de Missões;

• Diretor Regional de Missões;

• Diretor Local de Missões.

O objetivo da Secretaria Geral de Missões consiste na elaboração, desenvolvimento, gerenciamento,


promoção, pesquisa e divulgação da atividade missionária nos níveis nacional e internacional. Para
cumprir as funções que lhe são cometidas pelo Estatuto da Corporação, a Secretaria Geral de Missões
dispõe da seguinte estrutura administrativa:

• Secretarias Estaduais de Missões;

• Departamento de Missões Internacionais;

• Coordenadoria de Impactos Missionários;

• Centro de Treinamento Missionário Quadrangular.


SECRETARIA GERAL DE COIVIUNICACAO – SGC: A Secretaria Geral de Comunicação é órgão
responsável por controlar e produzir o material de comunicação em geral e por administrar o complexo da
mídia Quadrangular.·.

SECRETARIA GERAL DE DISCIPLINA ECLESIÁSTICA – SGDE: A Secretaria Geral de


Disciplina Eclesiástica é responsável por administrar com justiça e ética, a aplicação da disciplina aos
membros do Ministério da Igreja, de acordo com as diretrizes estatutárias da Igreja do Evangelho
Quadrangular.

SECRETARIA GERAL DE COORDENADORIAS E DIACONATO – SGCD: A Secretaria Geral


de Coordenadorias de Grupos Missionários, Diaconato, CHOMNEQ e CONFIPIEQ é o órgão
responsável por programar o crescimento espiritual dos membros da Corporação nos Grupos
Missionários, Diaconatos, CHOMNEQ e CONFIPIEQ, através das Coordenadorias Nacionais e
Estaduais, tendo em vista o exercício das atividades de apoio, programação de Congressos Nacionais e
Estaduais para ter efeito na Igreja local, conforme disposições estatutárias.

GRUPOS MISSIONÁRIOS: Os Grupos Missionários são órgãos da Administração Direta da Igreja


local, organizados de acordo com a faixa etária dos participantes, devendo a sua criação ser aprovada em
reunião do Conselho Diretor Local, observadas as normas estabelecidas no Regimento Interno da IEQ.
São organizados por faixa etária, obedecendo a seguinte denominação:

DIACONATO: O Diaconato é ministério leigo e auxiliar constituído por homens, mulheres e jovens
apresentados pelo Pastor Titular à Assembleia Geral da Igreja local e que, para exercer o seu ministério,
deverá atender ao padrão bíblico registrado no vro de Atos dos Apóstolos 6:1-7.

• Grupo Missionário de Crianças — GMC, de 5 a 9 anos; • Grupo Missionário de Juniores — GMJr, de


10 a 12 anos; • Grupo Missionário de Adolescentes — GMA, de 13 a 16 anos; • Grupo Missionário de
Jovens — GMJ, de 17 até 25 anos; • Grupo Missionário de Jovens Casados — GMJC, até 35 anos;•
Grupo Missionário de Mulheres — GMM, de 35 anos em diante; • Grupo Missionário de Homens —
GMH, de 35 anos em diante, • Grupo Missionário da Terceira de Idade GMTI — de 65 anos em diante;

CHOMNEQ: Coordenadoria de Homens e Mulheres de Negócios do Evangelho Quadrangular é órgão da


Secretaria Geral de Coordenadorias e está subordinada, respectivamente, à Secretaria Geral, Secretaria
Estadual, Superintendente Regional ou Diretor de Campo.

MINISTÉRIO FILHOS DE PASTORES: É um ministério voltado especificamente para filhos de


pastores da IEQ, com intuito de ajudá-los a resolver conflitos internos e pertinentes à igreja, ligados ao
fato de terem pais pastores.
Nos eventos, filhos de pastores pregam, ministram louvor com música, dança teatro e organizam
momentos especiais.

MINISTÉRIO DE MÚSICA QUADRANGULAR:

SECRETARIANACIONAL DE CIDADANIA: A Secretaria Geral de Cidadania é o órgão responsável


pela implantação, desenvolvimento e coordenação dos programas referentes à doutrina social e política da
Igreja. A estrutura da Secretaria Geral de Cidadania está assim ordenada:
• Secretário Geral de Cidadania; • Secretário Estadual de Cidadania; • Secretário Metropolitano de
Cidadania;• Secretário Regional de Cidadania; •Diretor Local de Cidadania.

COMPETE AO SECRETARIO GERAL DE CIDADANIA

1. Fazer cumprir os objetivos estabelecidos para a Secretaria Geral de Cidadania; 2. Elaborar diretrizes e
orientações normativas para escolha de candidatos à representantes da IEQ nas eleições majoritárias e
proporcionais da federação brasileira; 3. Elaborar diretrizes e orientações normativas de apoio a
candidatos escolhidos como representantes da IEQ nas eleições majoritárias e proporcionais da federação
brasileira; 4. Apresentar relatórios de atividades e financeiros periodicamente ao CND.

ASPECTEJS LEGAIS INTERNOS E EXTERNOS: O Conselho Nacional de Diretores, registrado no


Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, tendo o seu CNPJ com o final 0001-67 é a matriz da Igreja
Quadrangular no Brasil. Já vimos que a Igreja Quadrangular é uma unidade jurídica, ao contrário de
outras grandes denominações, onde cada filial possui o seu CNPJ matriz. Esta unidade jurídica gera uma
grande responsabilidade, tanto na Matriz quanto nas filiais, visto que seus atos tendem a fluir para o
restante da instituição, principalmente aqueles que geram dificuldades administrativas, como por
exemplo, emissão de cheques sem fundos em nome da Igreja.

DIREITOS E DEVERES DA ADMINISTRAÇÃO NACIONAL: Cada membro do Conselho Nacional


tem competências distintas e definidas pelo Estatuto e Regimento Interno.

Destacando apenas as competências do Presidente:

1. Convocar e presidir as reuniões do Conselho e a Convenção Nacional; 2. Assinar as credenciais dos


Ministros e Aspirantes e os certificados de ordenação dos Ministros; 3. Assinar procurações, nomeações e
documentos de reconhecimento de igrejas, conjuntamente com o 1º Secretário; 4. Representar a Igreja
em juízo ou fora dele ou fazer-se representar por procuradores; 5. Assinar cheques em conjunto com o 1º-
Tesoureiro ou, na falta deste, com o seu substituto legal; 6. Outorgar procuração a quem de direito, para
compra e venda de bens imóveis e veículos, sob indicação e aprova-o do Conselho Nacional de Diretores;
7. Assinar compromissos de compra e venda e demais títulos em razão de aquisição pelo Conselho
Nacional de Diretores; elaborar o programa da Convenção Nacional e apresentá-lo à apreciação do
Conselho Nacional de Diretores, m pelo menos 30 (trinta) dias de antecedência de sua realização; 8.
Visitar as obras e os empreendimentos evangelísticos financiados pelo Conselho Nacional de Diretores,
as regiões e as igrejas, quando se fizer necessário; 9. Delegar poderes a qualquer membro do Conselho
Nacional de Diretores ou membro do Ministério para representá-nas Convenções Estaduais ou em atos
onde couber representação do Presidente; 10. Elaborar as diretrizes para a programação da agenda anual,
atividades evangelísticas e de edificação cristã, em âmbito nacional.

AUTOATIVIDADE CAPITULO 02
DISCIPLINA: ADMINISTRAÇÃO ECLESIÁSTICA- 21/05/2018

CAPÍTULO 3 - GESTÃO DA IGREJA LOCAL

PARTE 1 TÓPICO 1 – FINANÇAS

A gestão da Igreja Local na Igreja do Evangelho Quadrangular se reveste :e grande importância por
diversas razões, das quais destacamos duas:

• Ingresso na carreira ministerial: é na Igreja Local onde praticamente todos os líderes, obreiros e
pastores, iniciam a carreira ministerial, seja ela leiga ou oficial. Portanto, conhecer as rotinas
administrativas da Igreja Local é imprescindível para os tais.

• Atividades administrativas: é na Igreja Local onde se desenvolvem a maior parte das rotinas
administrativas da instituição. As outras instâncias administrativas são órgãos de gestão, porém, os fatos
administrativos quase que em sua totalidade acontecem na Igreja Local.

MOVIMENTO FINANCEIRO MENSAL - ENTRADAS

CLASSIFICACAO DAS ENTRADAS: Quanto à natureza, as receitas da Igreja Local basicamente se


resumem a dois tipos: Ofertas e Dízimos, lembrando que a isenção do Imposto de Renda recai unicamente
sobre estas receitas. Qualquer outro tipo de recurso poderá ser tributado normalmente. Para que a
instituição não incorra em erros quanto aos tributos, é que foi determinada, pelo Conselho Nacional de
Diretores, a contratação de contadores pelas Regiões/Campos Missionários, Conselhos /Supervisões
Estaduais e Conselho Nacional de Diretores, a partir de 2001.

O dízimo é uma contribuição (décima parte do salário, rendimentos) que os fiéis cristãos doam para suas
igrejas. O dízimo é importante, pois com estes recursos as igrejas conseguem se manter (construção,
manutenção, limpeza e outros custos). Os recursos arrecadados com o dízimo também são usados para a
realização de obras sociais e pregação do Evangelho.

Quanto às obrigações internas, as receitas da Igreja Local dividem-se em quatro grupos:

ENTRADAS SUJEITAS ÀS TAXAS ESTATUTÁRIAS

Entradas sujeitas às taxas estatutárias devidas aos órgãos superiores da Administração Regional, Estadual
e Nacional:

1. Dízimos - contribuições voluntárias dos membros ou de terceiros, baseadas nos valores brutos dos
salários e rendas. 2. Ofertas Gerais - contribuições voluntárias dos membros ou terceiros durante os
serviços religiosos ou fora deles. 3. Ofertas Especiais - contribuições voluntárias dos membros ou
terceiros para finalidades específicas. 4. Congregações - os mesmos tipos de ofertas (dízimos, ofertas
gerais, ofertas especiais) ocorrem também nas Agências de Evangelização, sendo registradas pelo seu
montante nas Igrejas Locais. 5. Outras Entradas - quaisquer outros tipos de oferta que não se enquadrem
nas modalidades acima.

ENTRADAS DE DEPARTAMENTOS:Entradas de departamentos sujeitas às taxas estatutárias devidas


aos respectivos órgãos superiores:
1. Ofertas do DEBQ - ofertas obtidas na Escola Bíblica; 2. Ofertas dos Grupos Missionários - ofertas
obtidas nos Grupos Missionários.

ENTRADAS REPASSADAS INTEGRALMENTE AOS ÓRGÃOS E DEPARTAMENTOS


SUPERIORES:

1. Oferta de Missões (3º Domingo) - é a integralidade das ofertas arrecadadas nas Igrejas locais, em todo
território nacional, no terceiro domingo de cada mês, destinadas aos trabalhos missionários nacionais e
internacionais da Igreja do Evangelho Quadrangular, realizados por meio da Secretaria Geral de Missões.

ENTRADAS DIVERSAS NÃO SUJEITAS À TAXAÇÃO:

1. JUROS DE POUPANÇA/APLICAÇÕES - as Igrejas Locais podem e devem aplicar os recursos


disponíveis para obtenção de receitas financeiras, lembrando que tais aplicações serão tributadas de
acordo com a lei. 2. Venda de Imóveis - receitas obtidas por meio de venda de imóveis da Igreja Local.
Os imóveis da Igreja do Evangelho Quadrangular são adquiridos sempre em nome da instituição e no
CNPJ da matriz, o que significa que a venda somente poderá ocorrer com a expressa autorização desta
por meio de procuração e publicação em circular nacional, após de liberação do Conselho Nacional de
Diretores. 3. Vendas de móveis e utensílios - receitas obtidas por meio da venda de ativos da Igreja
Local. Estas vendas não precisam de autorização expressa do Conselho Nacional de Diretores, porém,
devem ser registradas em atas de reunião da diretoria local - CDL. 4. Venda de veículos - receitas obtidas
por meio de venda de veículos da Igreja Local. Os veículos da Igreja do Evangelho Quadrangular são
adquiridos sempre em nome da instituição e no CNPJ da matriz, o que significa que a venda somente
poderá ocorrer com a expressa autorização desta por meio de procuração e publicação em circular
nacional, após de liberação do Conselho Nacional de Diretores. 5. Doação recebida do CND - ajudas
recebidas do Conselho Nacional de Diretores. 6. Doação recebida do CED - ajudas recebidas do
Conselho Estadual de Diretores. 7. Doação recebida da Região ou Igrejas - ajudas recebidas de
Regiões/Campos Missionários e/ou Igrejas Quadrangulares. Receitas de igrejas coirmãs devem ser
registradas como ofertas normais. 8. Empréstimos do CND - valores recebidos a título de empréstimo
do Conselho Nacional de Diretores. 9. Empréstimos do CED - valores recebidos a título de empréstimo
do Conselho Estadual de Diretores. 10. Empréstimos da Região/igreja - valores recebidos a título de
empréstimo do da Região/Campo Missionário. 11. Empréstimos de Terceiros - Pessoa Jurídico (Com
Autorização) - valores recebidos a título de empréstimo de instituições financeiras. Pessoas jurídicas não
podem obter recursos financeiros de pessoas físicas, sob pena de configuração de crime financeiro. A
Igreja Local precisa de autorização da Superintendência/Direção de Campo para contratar este tipo de
empréstimo. 12. Recuperação de despesas - valores obtidos em situações esporádicas, como por
exemplo, cheques devolvidos ressarcidos pelos emitentes. 13. Documentação das Entradas.

REGISTROS AS ENTRADAS FINANCEIRAS DA IGREJA LOCAL SÃO REGISTRADAS POR MEIO


DOS SEGUINTES DOCUMENTOS:

1. REFC - Relatório Estatístico e Financeiro de Culto. 2. RCC - Relatório de Culto das Congregações. 3. Relatório
mensal de entradas e saídas do DEBQ. 4. Relatório Mensal de entradas e saídas dos Grupos Missionários. 5.
Extrato de Poupança/Aplicações; 6. Recibo de Venda de Imóveis (quando autorizado pelas instâncias superiores).
7. Recibo de Venda de Móveis e Utensílios (quando aprovada em reunião do CDL e registrado em ata). 8. Recibo
de Venda de Veículos (quando autorizado pelas instâncias superiores). 9. Comprovante de Doações (CND, CED,
Região). 10. Comprovante de Empréstimos (CND, CED, Região, Outros - quando autorizado).

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