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Fotossíntese em Plantas Aquáticas Submersas

1) O documento discute os mecanismos de concentração de CO2 em plantas aquáticas submersas. 2) Essas plantas desenvolveram estratégias para lidar com a baixa disponibilidade de CO2 na água, como mecanismos de concentração de CO2 e a habilidade de usar HCO3-. 3) Algumas plantas aquáticas submersas exibem plasticidade bioquímica e fisiológica em resposta a estresses, como reduzidas taxas de CO2, apresentando características similares a plantas

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Fotossíntese em Plantas Aquáticas Submersas

1) O documento discute os mecanismos de concentração de CO2 em plantas aquáticas submersas. 2) Essas plantas desenvolveram estratégias para lidar com a baixa disponibilidade de CO2 na água, como mecanismos de concentração de CO2 e a habilidade de usar HCO3-. 3) Algumas plantas aquáticas submersas exibem plasticidade bioquímica e fisiológica em resposta a estresses, como reduzidas taxas de CO2, apresentando características similares a plantas

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Publicado em novembro e 2012 em [Link] Todos os direitos reservados.

Parte integrante da obra: Prado CHBA;


Casali, CA (2006) Fisiologia Vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, editora Manole, 2006. ISBN:
1

Fotossíntese em plantas aquáticas.


Mecanismos de concentração de CO2
em espécies aquáticas submersas1

María Valeria Lara & Carlos Santiago Andreo


Centro de Estudos fotossintéticos e bioquímicos (CEFOBI)
Faculdade de Ciências Bioquímicas e Farmacêuticas Suipacha 531,
2000 Rosario, Argentina e-mail:carlosandreo@[Link]

85.204.1553-9. Registro na biblioteca nacional sob o número 393364, em 08/12/2006.


INTRODUÇÃO
As espécies de macrófitas aquáticas submersas compreendem
um grupo variado e interessante de organismos fotossintetizantes.
Entre elas estão as plantas avasculares, como as algas
macroscópicas e as briófitas, as plantas vasculares primitivas, como
pteridófitas e espécies relacionadas, e as plantas vasculares mais
evoluídas como as angiospermas. A Tabela 1 apresenta algumas

1
Tradução do espanhol para o Português: Paula Natália Pereira & Carlos Henrique
Britto de Assis Prado.
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Casali, CA (2006) Fisiologia Vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, editora Manole, 2006. ISBN:
2

adaptações das plantas aquáticas vasculares submersas. Dentro de tão


variado grupo de organismos existe uma grande diversidade na bioquímica e
na fisiologia do mecanismo fotossintético de fixação do CO2. Apesar da
presença de mecanismos fotossintéticos simila- res aos das plantas terrestres,
a classificação dessas vias de fixação de carbono em macrófitas aquáticas
submersas é mais complexa.
Tabela 1. Adaptações das plantas aquáticas vasculares submersas.
São mencionadas algumas diferenças mais significativas em rela-
ção às plantas terrestres (Sculthorpe, 1967).
Presença mínima ou ausência de tecido de sustentação nos talos e nos pecíolos das
folhas, pois normalmente a água que as rodeia serve como sustentação.

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Carência de tecido externo de proteção requerido pelas plantas terrestres para limitar
a per- da de água. A parede externa da epiderme mostra muito pouco ou escassa
formação da cutícula. Toda a superfície é capaz de absorver água, nutrientes e gases
dissolvidos a partir da água que rodeia a planta. As folhas de plantas submersas não
apresentam estômatos, e no caso de plantas flutuantes, os estômatos se encontram
na superfície superior. Os minerais são absorvidos por meio de certas estruturas
na epiderme como os hidropótios, pêlos mucilaginosos e glândulas complexas.
Em geral, o xilema que normalmente transporta água desde as raízes, não é bem
desenvol- vido, ou está ausente. Em algumas espécies, o floema encontra-se mais
desenvolvido que o xilema.
As raízes são reduzidas e sua função principal é a fixação e não a absorção de
nutrientes e água. Os pêlos das raízes estão ausentes.
Várias espécies apresentam folhas com formas muito especializadas, em geral divididas,
for- mando uma grande superfície para a absorção e para a fotossíntese. Dessa forma,
minimiza- se a resistência à corrente de água e o possível dano às folhas. A heterofilia,
formação de diferentes tipos de folhas no meio submerso ou aéreo, ocorre
freqüentemente entre diferentes espécies vegetais aquáticas.
A presença de câmaras aéreas com diafragma que se estende dentro das folhas e do
talo é uma característica de plantas aquáticas submersas.
3

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Casali, CA (2006) Fisiologia Vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, editora Manole, 2006. ISBN:
A disponibilidade de carbono inorgânico para a fotossíntese dife-
re consideravelmente no ar e na água. A disponibilidade das espécies
químicas de carbono inorgânico dissolvido em água pode ser limitante
para a fotossíntese e para o crescimento, devido à alta resistência de
difusão do CO2 na água (Madsen & Sand-Jensen, 1991). O CO2 difun-
de 10.000 vezes mais lentamente na água que no ar. Duas formas de
carbono inorgânico, CO2 e HCO3 -, estão potencialmente disponíveis
para a fotossíntese na água. Na maioria dos sistemas, o HCO 3 - é a for-
ma dominante.2 A concentração das duas formas varia bastante em
diferentes locais, e também pode ser modificada de forma temporária
como resultado dos processos opostos de fotossíntese e respiração, e
por intercâmbios atmosféricos, sedimentares e hidrológicos (Madsen
et al., 1996). Assim, a concentração de CO2 (substrato da RuBisCO) é
reduzida em sistemas aquáticos. Dessa forma, os autótrofos aquáticos

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desenvolveram diferentes estratégias para superar o problema da li-
mitação do CO2 e das altas concentrações de O2 que, ao ser incorpora-
do, conduz à fotorrespiração, com a concomitante perda do CO2 fixado
(Bowes & Salvucci, 1989). Essas estratégias incluem diferentes meca-
nismos de concentração de CO2 (MCC) 3 e a habilidade para utilizar
HCO3- na fotossíntese (Raven, 1970; Bowes & Salvucci, 1989).

2
A proporção de CO 2 e de HCO 3- nos corpos d’água depende do valor de
pH. Por exemplo, em um pH = 8,0, em água doce, encontram-se concentrações
de 0,975 mM de HCO - e 25 µM de CO . Sob pH = 7,0, as concentrações habitu-
3 2
ais são de 0,800 mM e 0,200 mM, para HCO - e CO , respectivamente.
3 2

3
MCC: “mecanismo de concentração de CO 2”. Por definição, um mecanis-
mo de concentração de CO é um processo ativo pelo qual aumenta-se no sítio da
2
RuBisCO a concentração de CO , e não de HCO -, acima do meio circundante. A
2 3
forma inorgânica do carbono é importante porque é o CO 2 e não o HCO 3-, o
substrato da RuBisCO que compete com o O 2 no estroma do cloroplasto. As op-
ções de MCC para plantas terrestres incluem a assimilação do CO 2 por meio do
ciclo C4 em plantas com fotossíntese C 4 e por meio do metabolismo ácido das
crassuláceas (MAC). As espécies aquáticas apresentam uma possibilidade adicio-
4

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Casali, CA (2006) Fisiologia Vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, editora Manole, 2006. ISBN:
As macrófitas aquáticas submersas exibem características úni-
cas que estão relacionadas com seu ambiente, como reduzidas ta-
xas fotossintéticas (Van & Haller, 1976), baixos requerimentos de
luz, elevados valores de Km (CO2/HCO3-) (Marbely, 1985) e requeri-
mento de altas concentrações de CO2 para saturar a fotossíntese
(Raven, 1970; Marbely, 1985; Madsen & Sand-Jensen, 1991).4 A
característica mais interessante é a plasticidade que essas plan-
tas aquáticas mostram em relação à sua bioquímica, fisiologia e,
algumas vezes, sua anatomia em relação à fotossíntese (Bowes
& Salvucci, 1989). Quando algumas macrófitas aquáticas
submersas com metabolismo C3 crescem sob condições de estresse
por reduzidas concentrações de CO2, altas temperaturas e
fotoperíodos prolongados, apresentam valores reduzidos do pon-
to de compensação ao CO2, que é característico de plantas C4

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nal, pois as células sob água estão com freqüência expostas ao HCO3 -. A absor-
ção ativa de HCO - ao nível da membrana plasmática ou do cloroplasto pode
3
ser uma forma efetiva para concentrar o CO . Esses sistemas ocorrem em
2
cianobactérias e algas, e provavelmente nas angiospermas aquáticas, sendo me-
nos caracterizadas nestas últimas. No caso das angiospermas não é utilizado um
verdadeiro mecanismo de “absorção” de HCO -, pois o CO se difunde de forma
3 2
passiva até a folha por meio de um gradiente de concentração.
4
Os valores de fotossíntese nessas plantas aquáticas submersas são menores
que aqueles de plantas terrestres. Sob concentrações regulares de CO2 e O2 no
ambiente (0,038% e 21% na fase gasosa e 10 e 240 µmol na fase aquosa, respectiva-
mente) a velocidade da fotossíntese em condições de luz saturante é com freqüên-
cia 1 a 20 µmol O2 mg -1 clorofila h-1. Sob condições saturantes de concentrações de
espécies dissolvidas de carbono inorgânico, a fotossíntese líquida é de 50 a 150
µmol O2 mg -1 clorofila h-1, mas essa taxa está muito abaixo dos valores de plantas
terrestres em condições ambientais de CO2. A concentração de CO2 livre para sa-
turar a fotossíntese em espécies aquáticas é de aproximadamente 350 a 600 mM,
mais ou menos 10 a 30 vezes maior que o requerido para plantas C3 terrestres. Em
conjunto com esses altos requerimentos de saturação, essas plantas exibem alto
valor de Km para o CO2, 40 a 700 mM; em contraste com as plantas terrestres, em
que esses valores são aproximados a 10 mM (Bowes e Salvucci, 1989).
5

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Casali, CA (2006) Fisiologia Vegetal: práticas em relações hídricas, fotossíntese e nutrição mineral. Barueri, editora Manole, 2006. ISBN:
(Salvucci & Bowes, 1981, 1983; Holaday et al., 1983; Bowes &
Salvucci, 1989; Reinskind et al., 1997). Há evidências que ao
menos três membros da família Hydrocharitaceae – Egeria den-
sa, Hydrilla verticillata e Elodea canadensis – mostram meta-
bolismo fotossintético tipo C4 sem a característica da anatomia
Kranz, mas com a típica incorporação de carbono marcado ra-
dioativamente em malato e aspartato (Brown et al., 1974; De
Groote & Kennedy, 1977; Browse et al., 1980; Salvucci & Bowes,
1983). Dessa forma, em E. densa e em H. verticillata a reduzida
concentração de CO2 condiciona uma mudança nos produtos pri-
mários da fixação do carbono, com concentração de malato ele-
vada à custa dos intermediários do Ciclo de Calvin (Browse et
al. 1977, Holaday & Bowes 1980). Dessa maneira, consegue-se
aumento da concentração de CO2 no sítio de carboxilação da

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RuBisCO, com a concomitante diminuição da fotorrespiração e
dos efeitos inibitórios do O2 na fotossíntese (Badger & Price, 1992).
Apesar da utilização de HCO -3, a fixação de CO2 em ácidos C4
poderia ser parte de um mecanismo concentrador do carbono
para melhorar a fotossíntese sob condições de reduzida disponi-
bilidade desse elemento.

ESTUDO DA TRANSIÇÃO DO METABOLISMO C 3 AO C4 EM


Egeria densa

Egeria densa como espécie modelo


Dentro das espécies aquáticas superiores, E. densa tem sido um
material de escolha para grande número de estudos de fisiologia ve-
getal. Uma das razões principais é que suas folhas apresentam uma
nervura longitudinal simples e que consiste em apenas duas camadas
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Figura 1 - Modelo simplificado do mecanismo de concentração do
CO2 proposto em folhas de E. densa sob condições de elevada
temperatura e intensidade luminosa (ATL). A fixação de CO2 em
-
áci- dos orgânicos, bem como o uso de HCO3 , poderia ser parte de
um mecanismo para melhorar a fotossíntese sob condições de
carbono limitante. Este mecanismo tem lugar em uma só
célula fotossintética. CRPF = ciclo de redução das pentoses
fosfatos. MDH-NADP = malato desidrogenase dependente de
NADP. PPDK = piruvato ortofosfato diquinase. AAT =
aspartato aminotransferase. PEPC = fosfoenolpiruvato
carboxilase. EM- NADP = enzima málica dependente de NADP.
AAO = oxaloacetato. PEP = piruvato. Asp = aspartato.
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de células, permitindo realizar estudos no sistema completo, sem dano


interno, e em ambiente natural. Dessa maneira, a heterogeneidade é
reduzida ao mínimo, todas as células da folha estão em contato com o
meio externo, no mesmo estágio de desenvolvimento, e, portanto, em
condições fisiológicas similares. Essas propriedades, junto com a po-
laridade da folha de E. densa, representam uma grande vantagem para
diferentes estudos e fazem dessa espécie um modelo para experimen-
tação, como na eletrofisiologia (Lara et al., 2002).
Dessa maneira, se estuda a transição do metabolismo C3 a C4
na espécie E. densa principalmente por meio da caracterização da

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enzima málica dependente de NADP (EM-NADP) e a
fosfoenolpiruvato carboxilase (PEPC), enzimas chaves na
fotossíntese C4. Esse sistema é interessante para o estudo da indução
da fotossíntese C4, pois apresenta anatomia mais simples em rela-
ção às plantas terrestres C4. Além disso, permite avançar no estudo
da transição do metabolismo C3 a C4, como ocorre durante a evolu-
ção dos organismos fotossintéticos.

Fixação fotossintética do carbono


A Figura 1 mostra um modelo simplificado para o metabo-
lismo concentrador do CO2, proposto para E. densa sob condições
de limitada disponibilidade de CO2. Além disso, indica a existên-
cia, em forma combinada, de uma fotossíntese do tipo C4 com um
mecanismo de polaridade da folha para o uso de HCO3-.
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Caracterização
eletrofisiológica
Estudos eletrofisiológicos sob ambiente controlado ou mu-
danças de pH combinadas com curvas de respostas da fotossíntese
indicam a habilidade de E. densa em utilizar HCO3- como fonte de
carbono inorgânico e ainda mostram que essa espécie exibe maio-
res valores de atividade fotossintética e de taxa de respiração quando
a disponibilidade de HCO3- é maior (Kahara & Vermaat, 2003).
Em condições de alta intensidade luminosa e valores de re-
duzida concentração de CO2 dissolvido, E. densa apresenta regi-

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ões de pH na face abaxial da folha que permitem o ingresso de
CO2 por difusão passiva, quando o HCO 3 - é combinado com os
H+ excretados do interior da célula através de uma H+-ATPase
localizada na membrana plasmática (Staal et al., 1989; Miedema
& Prins, 1991; Miedema et al., 1996). Dessa maneira, produz-se
uma hiperpolarização da membrana plasmática e acidificação do
meio que circunda a face abaxial da folha, proporcionando a for-
ça condutora para o transporte eletricamente acoplado a este gra-
diente de H+ (Buschmann et al., 1996). Um efluxo de OH- na face
adaxial da folha junto com um influxo de K+ na face abaxial ocor-
rem para balancear a perda de H+ do citosol. Desse modo, a re-
dução fotossintética do HCO 3- feita por essas plantas produz um
OH- para cada CO2 assimilado. A acidificação na face abaxial da
folha resulta em uma mudança no equilíbrio de HCO3- a
CO2, com o CO2 entrando na célula pela face abaxial por meio da
di- fusão passiva.

Caracterização bioquímica
Em folhas de E. densa crescidas sob concentração reduzida
de CO2, a concentração de malato aumenta às custas de intermedi-
ários do ciclo de Calvin (Browse et al., 1977; Holaday e Bowes,
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1980); o ponto de compensação do CO2 diminuiu nessa condição (re-


cordar que as espécies C4 apresentam pontos de compensação me-
nores que os das plantas C3), e a inibição da fotossíntese pelo O2
diminui, sendo acompanhada pelo incremento das atividades de al-
gumas enzimas do ciclo C 4 , como aspartato e alanina
aminotransferases (Salvucci & Bowes, 1981).
Foram particularmente estudadas duas enzimas envolvidas
no metabolismo C4, a PEPC (fosfoenolpiruvato carboxilase) e a EM-
NADP (enzima málica dependente de NADP), em folhas de E. den-
sa em condições de baixas temperatura e intensidade luminosa

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(BTL, 30 µmol m-2 s-1 e 12ºC) sob disponibilidade de CO2 suficiente
e em condições de alta temperatura e luminosidade (ATL, 300 µmol
m-2 s-1 e 30ºC), sendo o CO2 limitante. Nessas condições, as plantas
apresentam alto (43 µL CO2 L-1) e baixo (17 µmol CO2 L-1) ponto de
compensação ou CO2, respectivamente (Salvucci & Bowes, 1981).
Assim, durante um período de transferência de condições de BTL
a um estado de ATL durante 23 dias, as atividades de ambas as
enzimas aumentaram. A PEPC apresentou o maior e mais pronun-
ciado aumento da atividade (3,7 vezes em relação aos valores de-
terminados em plantas sob BTL). A EM-NADP apresentou
aumento de três vezes na atividade, que ocorre lentamente por meio
de um período de indução. Estudos de Western blot5 realizados in-
dicam que o aumento na atividade se correlaciona ao aumento na
concentração de proteínas (Casati et al., 2000). Em conseqüência,
a diminuição do ponto de compensação ao CO2 ocorrida quando
essa espécie é transferida de condições de BTL para ATL pode re-

5
Western blot: técnica para detectar proteínas específicas entre muitas pro-
teínas, separadas previamente por eletroforese e logo submetidas a um anticorpo
específico. Neste caso em particular, utilizaram anticorpos contra a EM-NADP
de 62 kDa de folhas de Zea Mays, e anticorpos obtidos contra a PEPC de folhas
de Amaranthus viridis.
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lacionar-se com a indução dessas enzimas. Ademais, é verificado


que não há variação importante na atividade da Rubisco-1,5-
bifosfato carboxilase/oxigenase (RuBisCO) em ambas as condições,
sendo de 76,0 e 70,6 µmol mg-1 clorofila h -1, respectivamente
(Salvucci e Bowes, 1981); nem na concentração da subunidade
maior da RuBisCO determinada por estudos de Western blot (Casati
et al., 2000). Dessa maneira, a função regulatória da RuBisCO na
fotossíntese seria menor que em plantas terrestres C3.
A análise das propriedades cinéticas da EM-NADP purificada
de folhas mantidas durante 23 dias sob condições de ATL indica
que essa enzima é similar à isoforma de espécies terrestres C3 (Ta-
bela 2). A diferença da EM-NADP do tipo C4 é que essa isoforma

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de E. densa apresenta um pH ótimo mais ácido e não é inibida por
L-malato (Drincovich et al., 2001). Essa enzima apresenta reduzi-
da afinidade por seus substratos L-malato e NADP, e exibe uma
atividade específica comparável à enzima presente em plantas C3,
como no trigo, e a isoforma não fotossintética presente em milho
(Tabela 2). Dessa maneira, E. densa responderia a uma diminuição
na concentração de CO2 por meio da indução de uma isoforma do
tipo ancestral da EM-NADP, com propriedades físicas e cinéticas
similares à das plantas C3. O aumento na quantidade dessa enzima,
após a exposição às condições de ATL, poderia facilitar a manu-
tenção de altas taxas de descarboxilacão do malato e o envio de CO2
à RuBisCO.
Duas isoformas diferentes da PEPC estão presentes em fo-
lhas de E. densa mantidas sob condições de ATL e BTL. A isoforma
de menor massa molecular (108 kDa) é claramente induzida após
23 dias sob condições de ATL, mas a isoforma de 115 kDa não é
modificada sob esse tratamento. A isoforma de 108 kDa purificada
de plantas de Egeria densa mantidas sob ATL apresenta valor re-
duzido de Km (PEP) e valor muito reduzido de Km (HCO3 -), 7,7 µmol
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Tabela 2. Comparação das propriedades da enzima málica dependen-


te de NADP (EM-NADP) de E. densa com isoformas de outras fon-
tes. Os valores de Km e S0,5 (concentração requerida do substrato para
atingir 50% da saturação) foram estimados sob pH ótimo de cada
enzima. &Km # S0,5. * Isoforma fotossintética. Referências: aDrincovich
et al., 1991; bMaurino et al., 1996, c2001; dCasati et al., 1997, e1999, f2000.
EM-NADP
b, c
Z. mays*a Z. mays [Link] F. floridanae E. densaf
Tipo de fixação C4 C4 C3 Intermediária C3 a tipo C4

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do CO2 C3-C4
pH ótimo 8,0 7,5 7,2 7,5 7,3
Atividade 30,9 1,4 0,98 15 1,16
específica (U/mg)
& #
Km ( -malato) (mM)
L 0,19 0,20 0,96 0,46 4,1
Inibição por Sim Não Não Não Não
L-malato

(pH 7,0)
&
Km (NADP) (µM) 8,6 6,5 37 12 50,1
2+ &
K m (Mg ) (mM) 0,23-0,05 0,22-0,099 0,20-0,006 0,16-0,005 1,41

(Casati et al., 2000). Todos os valores de Km (HCO3- ) descritos para


PEPC de diferentes fontes C4 (Bauwe, 1986) são maiores que o va-
lor obtido para a isoforma de PEPC 108 kDa de E. densa purificada.
Assim, essa isoforma apresenta alta afinidade por seus substratos e
seria induzida por condições de reduzida disponibilidade de CO2.
As propriedades cinéticas e regulatórias da PEPC em folhas de E.
densa indicam que em plantas mantidas durante 23 dias sob condi-
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ções de ATL, os parâmetros cinéticos V máx , Km (PEP) e I506 (L-malato)


modificam-se em amostras sob obscuridade em comparação com
aqueles de amostras coletadas sob iluminação (Lara et al., 2001).
Assim, a afinidade da enzima pelo ácido PEP parece maior para a
forma da enzima obtida sob iluminação. Além disso, a isoforma de
menor massa molecular presente nas folhas de E. densa, a forma
induzida por condições de ATL, é modificada por fosforilação de-
pendente da luz (Tabela 3). Essa mudança no estado de fosforilação

Tabela 3. Grau de fosforilação e parâmetros cinéticos e regulatórios


da PEPC de extratos crus de plantas de E. densa. Apresentam-se os

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resultados obtidos das análises de plantas mantidas em condições de
baixas temperatura e intensidade luminosa (BTL, fotossíntese C3) e
de altas temperatura e intensidade luminosa (ATL, fotossíntese do
tipo C4). As amostras foram coletadas em um período de 5 horas de
obscuridade e em um período de 1 h 30 min. de iluminação, com ex-
ceção das plantas que foram submetidas a estudos de fosforilação in
vivo, as quais foram coletadas sob 5 horas de iluminação. O grau de
fosforilação se expressa em relação à quantidade de amostras
mantidas em condições de BTL e coletadas na obscuridade. N.D.: não
determinado. Tabela modificada de Lara et al., 2002.
Condição Período Fosforilação I50 (L-malato) Km (PEP) Vmax
relativa (mM) (mM) (U mg-1)
BTL Obscuridade 1 N.D. N.D. N.D.
Luz 1,18 ± 0,09 N.D. N.D. N.D.
ATL Obscuridade 1,08 ± 0,01 0,37 ± 0,01 0,29 ± 0,01 0,11 ± 0,01
Luz 1,84 ± 0,01 0,90 ± 0,01 0,16 ± 0,01 0,13 ± 0,01

6
I50 = concentração da substância no meio em que é inibida em 50% a
atividade da enzima.
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parece ser responsável pela modificação dos parâmetros cinéticos e


regulatórios da PEPC, aumentando a eficiência dessa enzima du-
rante o dia, quando ocorre a fotossíntese. Em conseqüência, os es-
tudos realizados indicaram o primeiro sistema de fosforilação da
PEPC de uma planta aquática, em que a regulação da isoforma de
108 kDa da PEPC é similar aquela da enzima proveniente de plan-
tas terrestres C4, corroborando a idéia que a isoforma de menor
massa molecular participaria em um mecanismo do tipo C4 nessa
espécie aquática submersa. Por outro lado, a isoforma de maior

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massa molecular não apresenta fosforilação sob as condições estu-
dadas. Além disso, essa isoforma não é induzida por condições de
ATL, e, provavelmente, não estaria envolvida no processo
fotossintético de fixação do carbono nessa espécie, com possibilida-
de de ter uma função anaplerótica.7 Não obstante, não se pode des-
cartar que essa isoforma pode regular-se por fosforilação sob outras
condições, como, por exemplo, deficiência de N2, como tem sido des-
crito para a PEPC de nódulos de raízes de soja e de folhas maduras
de milho (Ueno et al., 2000). Se ambas isoformas da PEPC estão
presentes na mesma célula de E. densa, é interessante o fato de que
a PEP cinase (PEPC-K) possa discriminar entre ambas as isoformas
e realizar uma fosforilação diferencial.
Estudos de fracionamento celular seguido de análises de
Western blot indicam que a PEPC, como em plantas C4, está loca-
lizada no citosol das células de E. densa, embora a EM-NADP e a
RuBisCO estejam localizadas nos cloroplastos. A localização espe-
cífica dessas enzimas seria muito importante para o envio do car-
bono inorgânico desde o citosol até o cloroplasto, por meio de ácidos

7
Reação anaplerótica: refere-se à PEPC atuando como reação que tem como
função restaurar a concentração de um intermediário, proporcionando ao ciclo
de Krebs os intermediários que são consumidos por outras reações.
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C4. Assim, o cloroplasto seria o local de produção do CO2, e conse-


qüentemente, o local do mecanismo concentrador de CO2 (Casati
et al., 2000).

CONTEXTO EVOLUTIVO
Dentro dos organismos aquáticos, vários casos de mecanismos
concentradores de CO2 foram descritos. Por exemplo, na alga
macroscópica Udotea flabellum foi demonstrada uma forma de

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fotossíntese do tipo C4 (Reinskind & Bowes, 1991). Mais recente-
mente, foi sugerido que na diatomácea marinha Thalassiosiria
wiessflogii uma forma de fotossíntese do tipo C4 sustenta a assimi-
lação de carbono (Reinfelder et al., 2000). A maior diversificação
das diatomáceas ocorreu durante o período mesozóico, quando a
concentração de CO2 era menor nas primeiras eras (Pré-cambriano
e Paleozóico), nas quais a maioria dos organismos fotossintéticos
evoluiu. Dessa maneira, a assimilação do carbono do tipo C4 em
organismos unicelulares pode ter precedido a aparição de plantas
multicelulares. Além disso, tem-se sugerido que a anatomia C4 não
seria essencial para a fotossíntese C4 em plantas terrestres. Há evi-
dências de que esse tipo de fotossíntese C4 poderia operar dentro
de uma só célula fotossintética na espécie terrestre Borszczowia
aralocaspica (Voznesenskaya et al., 2001). Dentro das angiospermas,
ao menos três membros da família Hydrocharitaceae apresentam
um mecanismo concentrador de CO 2 sob certas condições
ambientais (Salvucci & Bowes, 1981; Magning et al., 1997). Dessa
maneira, tanto o uso de HCO3- como a concentração do CO2 do tipo
C4 poderiam ser mecanismos muito antigos, especialmente consi-
derando que a família de monocotiledôneas Hydrocharitaceae, a
qual pertence E. densa, originou-se há 100 milhões de anos, no pe-
ríodo cretáceo e que poderia ser mais antiga que as
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monocotiledôneas C4 terrestres, que se tornaram mais abundantes


no mioceno. Assim, o mecanismo C4, que em E. densa teria lugar
em uma só célula, poderia representar uma forma ancestral da
fotossíntese C4 semelhante à que ocorre em plantas terrestres.

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