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Boa parte do noticiário da semana passada descrevia os debates sobre a passeata

gay em Roma como um confronto entre o movimento homossexual e a

“extrema direita”. É típico exemplo de manipulação de vocabulário, que,

adotada em escala mundial, tem mais força persuasiva do que qualquer

argumentação ou campanha de publicidade explícita.

O deslocamento semântico da “extrema direita” cada vez mais para o centro

visa a criar na opinião pública, por meio da sugestão irracional repetida, uma

associação entre a imagem hedionda do nazifascismo e a de qualquer resistência,

por mais mínima e discreta, que se oponha aos caprichos e exigências da

militância enragée.