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RECURSOS HUMANOS – TÓPICOS RELEVANTES DA LEGISLAÇÃO DE CONTRATOS DE TRABALHO (CLT)

CONTRATO DE EXPERIÊNCIA
Registro do contrato de Experiência
O contrato de experiência deve ser registrado na Carteira de Trabalho e Previdência Social
(CTPS) em um prazo de até 48 horas. A falta4 de cumprimento desta regra por parte do
empregador poderá tornar este acordo por prazo indeterminado.
O prazo mínimo poderá ser acordado conforme a vontade das partes, visto que não há uma
observância legal específica que determine se deverá ser de 10, 20 ou 30
O contrato de experiência poderá ser prorrogado por uma única vez desde que não ultrapasse o
prazo de 90 dias. Ou seja, se o contrato inicial entre as partes for de 30 dias, poderá ser
prorrogado por mais 30. Se o contrato for de 45 dias, poderá ser prorrogado por mais 45 dias.
Em caso de descumprimento desta norma, o contrato poderá ser considerado contrato por prazo
indeterminado, gerando novas obrigações ao empregador.
Prazo para acordar novo contrato
Conforme o artigo 452 da CLT, um novo contrato de experiência com a mesma empresa
somente poderá ser celebrado após um prazo mínimo de seis meses. A legislação também
observa que a contratação deverá ser para uma função distinta da para qual o funcionário foi
contratado anteriormente.

Direitos do trabalhador em contrato de experiência


O trabalhador em contrato de experiência tem direito a todos os benefícios previstos pela
legislação e adicionais previstos em lei ou convenção coletiva, como salário-família, adicional
noturno, comissões, gratificações, horas extras, periculosidade, insalubridade, entre outros.

Rescisão do contrato de experiência e direitos do trabalhador


Lembre-se que após a data do término de experiência, se houver continuidade da prestação
serviço, o contrato de trabalho será automaticamente levado à categoria de contrato por prazo
indeterminado. Se o término do contrato ocorrer a termo (na data determinada), o trabalhador
receberá:
 Saldo salarial
 13º salário
 Férias acrescidas de 1/3
 Pode sacar os depósitos do FGTS.
*Neste caso, por tratar-se de um contrato por prazo determinado, não haverá aviso
prévio, e nem indenização referentes aos 40% do FGTS.
LICENSA SAÚDE
Durante o período do trabalho temporário, caso o funcionário fique doente, a empresa será
responsável pelos primeiros 15 dias de afastamento. Ocorrerá a suspensão do contrato de
trabalho por motivo de doença somente a partir do 16º dia de afastamento. Neste caso, após a
alta médica previdenciária, o empregado retornará à empresa para cumprir o restante do
contrato.
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Rescisão do contrato de experiência e direitos do trabalhador


Lembre-se que após a data do término de experiência, se houver continuidade da prestação
serviço, o contrato de trabalho será automaticamente levado à categoria de contrato por prazo
indeterminado. Se o término do contrato ocorrer a termo (na data determinada), o trabalhador
receberá o saldo salarial, 13º salário, férias acrescidas de 1/3 e pode sacar os depósitos do FGTS.
Neste caso, por tratar-se de um contrato por prazo determinado, não haverá aviso prévio, e nem
indenização referentes aos 40% do FGTS.

RECISÃO ANTECIPADA
No entanto, se a rescisão do contrato for antecipada e sem justa causa por iniciativa do
empregador, o trabalhador fará jus à metade da remuneração que teria direito até o final do
contrato. Se a rescisão for pela vontade do empregado antes do término compactuado, este
deverá indenizar o empregador. Ainda há a possibilidade de uma cláusula que assegure o direito
recíproco de rescisão.

Check-list dos direitos e deveres de ambas as partes em cada situação prevista pela
legislação:
Término normal do contrato de experiência
• Saldo de salário (se houver);
• 13º salário proporcional;
• Férias proporcionais + 1/3;
• Recolhimento do FGTS (com direito ao saque);
Rescisão antecipada do contrato de experiência
1- Com cláusula assecuratória
A parte que rescindir o contrato antes do prazo determinado terá de pagar à outra o aviso prévio.
A cláusula assecuratória prevê a aplicação das regras do contrato por prazo indeterminado,
conforme o artigo 481 da CLT.
2 - Sem cláusula assecuratória:
Por iniciativa do empregador sem justa causa:
• Saldo de salário;
• 13º salário proporcional;
• Férias proporcionais + 1/3;
• Recolhimento do FGTS (com direito ao saque);
• Multa de 40% sobre o montante do FGTS;
• Metade da remuneração a que o empregado teria direito até o fim do contrato. Por iniciativa
do empregador com justa causa:
• Saldo de salário; • Recolhimento do FGTS (sem direito ao saque);
Por iniciativa do empregado
• Saldo de salário;
• 13º salário proporcional;
• Férias proporcionais + 1/3
• Indenização em favor do empregador (o valor será limitado ao que o empregado teria direito
na mesma situação)
• Recolhimento do FGTS (sem direito ao saque).
Tenha sempre em mente que as normas que se aplicam a este período de experiência devem ser
descritas com clareza e objetividade para que ambas as partes tenham mecanismos eficientes
para avaliar essa fase de adaptação. Visto que a melhor forma de encerrar o contrato de
experiência, de fato, será por meio de uma promissora relação de trabalho, que poderá ter
continuidade com o contrato por prazo indeterminado.
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Fonte: https://administradores.com.br/artigos/como-ficam-as-regras-do-contrato-de-
experiencia-com-a-nova-legislacao-trabalhista