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Trabalho de conclusão de Curso de Pós-Graduação

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(Especialização) em Engenharia de Segurança do Trabalho

A LEGISLAÇÃO TRABALHISTA E A LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA:


DIVERGÊNCIAS PARA O TRABALHADOR RURAL

Débora Carneiro Motta1


Emerson Antônio Louzada2
Marcelo Augusto Lins dos Anjos3
Rômulo Menck Romanichen4
Taliston Geraldo Silva Luiz5

RESUMO
A presente pesquisa tem como objetivo a verificação das divergências, nas legislações
trabalhistas e previdenciárias, do trabalhador rural comparado ao trabalhador urbano. Por se
tratar de uma pesquisa documental, esse artigo fundamentou-se no estudo e confrontação
entre leis, normas, artigos, livros e revistas pertinentes ao assunto, buscando de forma simples
e concisa, listar as principais diferenças entre o trabalhador rural e urbano. O comparativo
estabelecido entre as legislações existentes para cada classe de trabalhador, urbano e rural,
resultou em algumas poucas diferenças preponderantes, das quais se percebeu,
principalmente, o intuito do legislador de fazer discriminações positivas. Portanto, apesar da
Constituição federal do Brasil de 1988 garantir a igualdade de direitos entre urbanos e rurais,
as diferenças relacionadas nesse estudo não feriram esses preceitos. Pois, segundo o princípio
constitucional da isonomia, os desiguais devem ser tratados desigualmente na medida das
suas desigualdades. Ademais, considerando-se que não foram verificados malefícios ao
rurícola na confrontação das divergências legislativas, defende-se que são realmente positivas
as discriminações.

PALAVRAS-CHAVE: Legislação trabalhista; legislação previdenciária; trabalhador rural;


divergências.

ABSTRACT
The present research has as objective the verification of divergences in labor and social
security legislation, of rural workers compared to urban worker. For if dealing with a
documental research, this article was based on the study and confrontation between laws,
standards, articles, books and magazines relevant to the subject, seeking in a simple and
concise, list the main differences between the urban and rural worker. The comparative
established between the laws exist for each class of worker, urban and rural, resulted in some
few differences preponderant, of which is perceived, mainly, the aim of the legislator to make
positive discernment. Therefore, despite of the Brazilian Federal Constitution of 1988
guarantee equality of rights between urban and rural areas, the differences related to this study
does not smote those precepts. Since, according to the constitutional principle of isonomy,
unequal should be treated unequally the extent its inequalities. In addition, considering that
there were verified to harm rural works confrontation of legislative divergences, defends that
are really positive discernment.

1
Técnica Administrativa do Ministério Público do Trabalho.
2
Supervisor de Excelência e Sustentabilidade Empresarial da Essencis Soluções Ambientais S.A.
3
Engenheiro Civil da Greenline Sistema de Saúde S.A.
4
Engenheiro Civil da Paraná Edificações.
5
Engenheiro de Produção.
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KEYWORDS: Labor legislation; social security legislation; rural worker, diferences.

1 INTRODUÇÃO
O presente trabalho visa levantar as principais diferenças na legislação trabalhista e na
previdenciária para o trabalhador rural comparado ao trabalhador urbano.
As formas de trabalho mudam constantemente e para acompanhar essas
transformações os direitos dos trabalhadores vêm sendo adequados à atividade laboral nas
cidades ou na zona rural. Para que os trabalhadores urbanos e rurais possam ter assegurados
os princípios básicos de saúde e segurança, leis do trabalho e previdenciárias vêm sendo
criadas e alteradas ao longo dos anos buscando equalização.
Segundo Lustosa (2001), lei é uma força que determina ao homem agir de determinada
forma com o intuito de trazer harmonia a ele próprio, a sociedade em que vive, a humanidade
e a natureza. Considerando leis como instrumento de obrigatoriedade em todos os meios em
que o homem viva e trabalhe, a legislação trabalhista rural se coloca como importante
instrumento de harmonia para o bem-estar e direitos do trabalhador rural.
A legislação trabalhista rural, segundo Cunha (2009), teve seus primeiros passos
através da Lei nº 4.214 de 1963 o que a faz considerar como “recente”. Nos anos seguintes
houve uma ampla discussão de vários pontos divergentes da legislação, que vieram a ser
aprovados apenas na promulgação da Constituição Federal de 1988.No entanto, permanecem
as discussões sobre o tratamento diferenciado ao trabalhador rural em diversas literaturas.
Sendo assim, considerou-se relevante então identificar as divergências normativas,
pois observa-se que a tendência das sociedades atuais, principalmente diante dos preceitos da
Constituição Federal, é de reivindicar por direitos iguais. Entretanto, apenas o estudo e a
confrontação da legislação possibilitam a compreensão dos motivos do tratamento distinto, de
tal modo que se possa questioná-lo ou aclamá-lo. Esse é o objetivo deste artigo, entender o
legislador para se posicionar em defesa dos trabalhadores rurais.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 Conceito de trabalhador rural

Trabalhador é um termo genérico que define a condição do ser humano que labora
mediante contraprestação. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) no artigo 2º da
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Convenção nº 141, confirma o sentido amplo de trabalhador conceituando o rural da seguinte


forma:

Para efeito da presente Convenção, a expressão ‘trabalhadores rurais’ abrange todas


as pessoas dedicadas, nas regiões rurais, a tarefas agrícolas ou artesanais ou a
ocupações similares ou conexas, tanto se trata de assalariados como, ressalvadas as
disposições do parágrafo 2 deste artigo, de pessoas que trabalhem por conta própria,
como arrendatários, parceiros e pequenos proprietários. (OIT Brasília).

Ibrahim (2007) complementa afirmando que trabalhador rural é qualquer pessoa física
que lida com atividades de natureza agrícola, conquistando com isso o seu sustento.
Dentre as modalidades de trabalhador há o empregado, que é resultado da relação de
trabalho subordinado. Os requisitos presentes na relação de emprego, segundo Delgado
(2009) são: “trabalho não-eventual, prestado “intuitu personae” (pessoalidade) por pessoa
física, em situação de subordinação, com onerosidade”. Portanto, o empregado rural é uma
espécie de trabalhador rural subordinado, que labora pessoalmente e habitualmente em troca
de salário.
Legalmente, o artigo 2º da Lei 5.889 de 1973 dispõe que: “Empregado rural é toda
pessoa física que, em propriedade rural ou prédio rústico, presta serviços de natureza não
eventual a empregador rural, sob a dependência deste e mediante salário.” (BRASIL, 1973a).
De tal modo, além dos elementos caracterizadores do empregado, o conceito para o rural está
vinculado à atividade do empregador rural, que é aquele que exerce atividade agro econômica.
Logo “o empregado será rural (também chamado rurícola) sempre que seu empregador
se dedique a explorar, com finalidade econômica (visando o lucro) atividade rural.”
(RESENDE, 2013).
Explicados os termos, ressalta-se que neste artigo, por mero costume popular, a
expressão trabalhador rural por vezes será utilizada como sinônimo de empregado rural e
rurícola, o que não prejudicará o entendimento da matéria.

2.2 Diferenças nas Normas Regulamentadoras

A partir da publicação da Lei nº 6.514 de 1977, que alterou o capítulo V do título II da


Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o órgão de âmbito nacional competente em
matéria de segurança e medicina do trabalho, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE),
ficou incumbido, dentre outras, da seguinte atividade: “Estabelecer, nos limites de sua
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competência, normas sobre a aplicação dos preceitos deste capítulo, especialmente os


referidos no art. 200.” (BRASIL, 1943).
Então, em 1978 o MTE editou a Portaria nº 3.214, aprovando Normas
Regulamentadoras (NR) pertinentes a Segurança e Medicina do Trabalho. Atualmente conta
com 36 normas que regulamentam as mais variadas atividades comerciais do mercado.
Destaca-se a NR-31, que tem por objetivo estabelecer os preceitos a serem observados
para a segurança e a saúde nas atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração
florestal e aquicultura. Basicamente, essa NR estabelece diretrizes para as atividades
desenvolvidas em ambientes rurais.
Considerando-se as peculiaridades do meio rural, a NR-31traz em seu texto algumas
diferenças com relação às demais normas que, genericamente, são obrigatórias aos
empregadores/trabalhadores urbanos. As principais diferenças referem-se à guarda dos
materiais de primeiros socorros, ao serviço especializado em segurança, saúde e medicina do
trabalho e à comissão interna de prevenção de acidentes.

2.2.1 Material de primeiros socorros

As NR exigem que todo estabelecimento seja equipado com material para prestação de
primeiros socorros. A NR-7, que trata sobre o programa de controle médico de saúde
ocupacional, em seu item 7.5.1, determina que esse material seja sempre mantido sobre os
cuidados de pessoa treinada.
Por outro lado, a NR-31 determina que o material de primeiros socorros seja guardado
por pessoa treinada apenas quando o estabelecimento rural possuir dez ou mais trabalhadores,
deixando os pequenos produtores sem essa exigência de cuidado do material por pessoa
específica.

2.2.2 Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural (SESTR) e Serviço


Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT)

Com o objetivo de promover a saúde e segurança e preservar a integridade física do


trabalhador, serviços especializados serão instituídos conforme orientações das NR.
Para as empresas do meio rural, o SESTR tem seu funcionamento e organização
definidos pelo item 31.6 da NR-31, enquanto que para as demais empresas, urbanas, há a NR-
4 específica sobre SESMT. Ambos os serviços especializados têm por competência
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desenvolver as mesmas atividades, sendo um análogo ao outro, contudo em diferentes


ambientes.
Entretanto, tais serviços possuem estrutura administrativa diferentes, sendo cada um
dimensionado de acordo com a respectiva NR. Enquanto a NR-4 estabelece que o
dimensionamento do SESMT se vincula à gradação do risco da atividade principal e ao
número total de empregados do estabelecimento (observadas as exceções previstas), conforme
o quadro 1, a NR-31 estabelece que o dimensionamento do SESTR se vincula ao número de
empregados contratados por prazo indeterminado, de acordo com o quadro 2.

Quadro 1: Dimensionamento do SESMT.


Fonte: NR 4.

Quadro 2: Dimensionamento do SESTR.


Fonte: NR 31.

As empresas que não se enquadrarem nos quadros 1 e 2 de dimensionamento ficam


desobrigadas de constituir o SESMT e o SESTR, porém a NR-31 normatiza que essa dispensa
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será permitida, aos estabelecimentos rurais com mais de dez e até cinquenta empregados,
“desde que o empregador rural ou preposto tenha formação sobre prevenção de acidentes e
doenças relacionadas ao trabalho, necessária ao cumprimento dos objetivos desta Norma
Regulamentadora.” (BRASIL, 2005).

2.2.3 Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural (CIPATR) e


Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA).

Para prevenir acidentes e doenças decorrentes do trabalho, as empresas, regra geral,


são obrigadas a constituir uma comissão interna. Para o empregador rural a NR-31
regulamenta a CPATR e para o empregador urbano a NR-5 regulamenta a CIPA.
Mesmo com características semelhantes, essas comissões divergem quanto a duração
do mandato. Enquanto na CIPA o mandato dos seus membros tem duração de um ano,
permitida uma reeleição, sendo vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado
que ocupa o cargo de direção, na CIPATR o mandato tem duração de dois anos, permitida
uma recondução, vedada a despedida arbitrária de qualquer de seus membros.
A CIPA terá o seu presidente designado pelo empregador entre os seus representantes.
(BRASIL, 1978c). A CIPATR terá o seu coordenador “escolhido pela representação do
empregador, no primeiro ano de mandato, e pela representação dos trabalhadores, no segundo
ano de mandato.” (BRASIL, 2005).

2.3 Diferenças da Lei nº 5.889/73 e da Consolidação das Leis Trabalhistas - CLT

A Constituição Federal, em seu artigo 7º e incisos, ampliou os direitos dos


trabalhadores rurais garantindo igualdade com os trabalhadores urbanos. Contudo, enquanto
esses são regulamentados pela CLT, os direitos do rurícola em regime de emprego
permaneceram regidos pela Lei nº 5.889/73 e pelo Decreto nº 73.626/74, com aplicação
apenas subsidiária da CLT naquilo que não colidir com a legislação própria, o que possibilita
algumas diferenciações.
De acordo com Silva a CLT “exclui expressamente de sua abrangência o trabalhador
rural, ao fazer ressalvas em seus artigos quando determinado direito também se aplicava a
eles”. (SILVA, 2014).
Deste modo, observam-se particularidades da atividade rural, notadamente, com
relação ao intervalo intrajornada, ao trabalho noturno, salário in natura e aviso prévio.
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2.3.1 Intervalo intrajornada

Os intervalos que ocorrem durante a jornada de trabalho para repouso e alimentação


têm seus limites mínimo e máximo estabelecidos na CLT para os empregados urbanos. O
artigo 71 e seu § 1º determinaram 15 minutos de intervalo para jornada diária excedente de 4
horas sem ultrapassar 6 horas e, no mínimo 1 hora e (salvo acordo ou convenção coletiva de
trabalho) no máximo 2horas para jornada diária que exceda 6 horas.
Diferentemente, para o trabalhador rural apenas o limite mínimo de 1 hora foi
assegurado para intervalo intrajornada em jornadas diárias superiores a 6 horas, de acordo
com o artigo 5º do Decreto 73.626/74.
Resende explica que:

Embora o referido Decreto tenha extrapolado sua função regulamentadora, o TST


tem validado a regra, conforme se depreende da antiga OJ 381 da SDI-1,
recentemente convertida no item I da Súmula 437: [...] I - Após a edição da Lei nº
8.923/94, a não-concessão ou a concessão parcial do intervalo intrajornada mínimo,
para repouso e alimentação, a empregados urbanos e rurais, implica o pagamento
total do período correspondente, e não apenas daquele suprimido, com acréscimo de,
no mínimo, 50% sobre o valor da remuneração da hora normal de trabalho (art. 71
da CLT), sem prejuízo do cômputo da efetiva jornada de labor para efeito de
remuneração.(RESENDE, 2013, p. 404).

A omissão da legislação quanto ao limite máximo do intervalo para repouso e


alimentação permite a aplicação dos usos e costumes da região, conforme o próprio Decreto e
o artigo 5º da Lei nº 5.889/73.

2.3.2 Trabalho noturno

Para Resende (2013), diante do caráter prejudicial à saúde do trabalhador que executa
suas atividades no horário noturno, a CLT estabeleceu normas com o objetivo de desestimular
essa prática pelo empregador ou compensar esse labor ao empregado.
Portanto, para o trabalhador urbano a hora noturna é computada como de 52 minutos e
30 segundos, no período de 22 horas às 5 horas do dia seguinte, com adicional remuneratório
de 20%, conforme artigo 73 da CLT.
Distintamente, para o rurícola não há redução da hora noturna. Entretanto, seguindo o
entendimento de que o labor noturno é degradante ao empregado, há adicional remuneratório
de 25% para o trabalho compreendido entre 21 e 5 horas na lavoura e entre 20 e 4 horas na
pecuária, conforme artigo 7º da Lei nº 5.889/73.
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2.3.3 Salário in natura

O salário in natura ou salário-utilidade consiste no fornecimento habitual de


alimentação, habitação, vestuário, dentre outras utilidades, como contraprestação pelo
trabalho. Todavia, a legislação não permite pagamento integral em utilidades, reservando-se
30% do salário mínimo para valores em dinheiro, e fixa limites para algumas parcelas in
natura.
Assim, para o trabalhador urbano, o § 3º do artigo 458 da CLT determinou que a
habitação poderá corresponder até 25% e a alimentação até 20% do salário contratual.
Para o trabalhador rural, o artigo 9º da Lei nº 5.889/73 determinou até 20% para
habitação e até 25% para alimentação, ambos os percentuais sobre o salário mínimo. Destaca-
se que essas são as únicas hipóteses legais de utilidades para o rurícola, enquanto que para o
trabalhador urbano o rol é exemplificativo.

2.3.4 Aviso prévio

Saraiva (2010) expõe que o aviso prévio é a comunicação antecipada do empregador


ou empregado que deseja encerrar, imotivadamente, o contrato de trabalho, permitindo que a
outra parte tenha tempo para se reorganizar diante do fim do vínculo. Nesse sentido, quando o
aviso for concedido pelo empregador, haverá redução na jornada para facilitar a busca por
novo emprego pelo trabalhador.
Logo, o artigo 488 e parágrafo único da CLT estabeleceram que durante o aviso prévio
o horário de trabalho do urbano será reduzido de 2 horas diárias ou serão suprimidos 7 dias
corridos. Diversamente, o artigo 15 da Lei nº 5.889/73 estabeleceu que para o rurícola a
redução será de um dia por semana.
Ainda se discute se a proporcionalidade regulamentada pela Lei nº 12.506/11 abrange
ou não a redução da jornada.

2.4 Breve evolução da previdência social rural

Conforme Cunha (2009), antes da Constituição de 1988 houve a primeira tentativa de


incluir os trabalhadores rurais em um sistema previdenciário através da Lei nº 4.214 de 1963 e
da criação do Estatuto do Trabalhador Rural.
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Para Soares (1983), a previdência em vigor através do Estatuto do Trabalhador Rural


era muito “tímida” devido à baixa captação de recursos para manutenção e à ausência de
estrutura para administração dos benefícios. Esse autor citou o custeio como sendo 1% de
arrecadação sobre o valor comercial dos produtos industrializados ou comercializados e um
“rosário” de benefícios, listados como: assistência a maternidade, auxilio doença,
aposentadoria por invalidez ou velhice, pensão dos beneficiários em caso de morte,
assistência medica e auxilio funeral.
Em 1967 foi instituído o Decreto-Lei nº 276, que alterou a Lei nº 4.214/63 surgindo o
Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural (FUNRURAL). De acordo com
Guimaraes (2015) esse fundo tinha o objetivo de garantir mais a saúde do que os benefícios
previdenciários em si. Dullius, Hippler e Auth (2013) demonstraram que toda as contribuições
arrecadadas eram recolhidas ao Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) sendo que as
prestações eram destinadas à assistência médica e social.
Com o intuito de assegurar direitos previdenciários aos trabalhadores rurais, em 1969
foi promulgado o Decreto-Lei nº 564, porém, conforme Cunha (2009), esse assegurava
direitos apenas aos trabalhadores do setor rural da agroindústria canavieira. Guimarães (2009)
comenta que o artigo 3° desse decreto, o qual institui a criação do Plano Básico de
Previdência Social Rural, acrescentou benefícios e serviços que não estavam presentes no
Decreto-Lei nº 276/67, sendo esses o auxílio doença, a aposentadoria por velhice ou
invalidez, o auxilio reclusão, a pensão por morte e o auxílio funeral. O Plano Básico também
passa a preocupar com o acidente de trabalho surgindo a partir daí o seguro acidente do
trabalhador do campo.
Em 1971, através da Lei Complementar nº 11, foi extinguido o Plano Básico para dar
origem ao Programa de Assistência ao Trabalhador Rural (Pró-Rural). O artigo 2° apresenta a
prestação dos seguintes benefícios: “I - aposentadoria por velhice; II - aposentadoria por
invalidez; III - pensão; IV - auxílio-funeral; V - serviço de saúde; VI - serviço de social.”
(BRASIL, 1971).
O Pró-Rural esteve em vigor até a Constituição de 5 de outubro de 1988.

2.5 Diferenças na previdência rural após a constituição de 1988

A partir da Constituição de 1988, a pouco prestigiada Previdência Social Rural


recebeu tratamento especial. Galvani (2000) exemplifica que garantiu-se aos trabalhadores
rurais a possibilidade de aposentarem por tempo de serviço mesmo sem anterior contribuição
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previdenciária, uma vez que não havia previsão legal para tal na Lei Complementar nº 11, que
previa apenas aposentadoria por velhice ou invalidez.
Como mencionado anteriormente, igualar os direitos do trabalhador rural aos do
urbano foi uma das mais importantes mudanças. Dessa forma, o empregado rural é equiparado
ao empregado urbano na Lei n° 8.213/91, no seu artigo 11:

São segurados obrigatórios da previdência social as seguintes pessoas físicas: I –


como empregado: a) aquele que aquele que presta serviço de natureza urbana ou
rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante
remuneração, inclusive como diretor empregado. (BRASIL, 1991).

De acordo com Guimarães (2009), os trabalhadores rurais são classificados em três


categorias segundo a lei de benefícios da previdência social: empregado rural, trabalhador
contribuinte individual e segurado especial. Podemos destacar os diaristas e os boias-frias
como exemplo de trabalhadores rurais classificados como contribuintes individuais.
Porém, independente da classificação e apesar dos textos de trabalhadores urbanos
aos rurais, ainda existem algumas diferenças na legislação previdenciária que os distingue. As
mais manifestas são com relação à idade para concessão de benefício, forma de contribuição e
o termo segurado especial.

2.5.1 Idade para concessão de benefício

Existe uma redução de 05 anos entre o limite de idade para concessão de


aposentadoria para os trabalhadores rurais em relação aos trabalhadores urbanos, conforme
disposto na Constituição Federal de 1988, artigo 201, §7°, inciso II:

É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos da lei,


obedecida as seguintes condições: [...] II - Sessenta e cinco anos de idade, se
homem, e sessenta anos de idade, se mulher, reduzido em cinco anos o limite para
os trabalhadores rurais de ambos os sexos. (BRASIL, 1998, grifo nosso)

De acordo com Paida (2012), com as modificações introduzidas pela Emenda


Constitucional n° 20/1998, complementada pelas Leis nº 8212/91 e nº 8213/91, as mulheres
trabalhadoras rurais passaram a ter direito à aposentadoria por idade, a partir dos 55 anos,
independentemente de o esposo já ser beneficiário ou não, ou receberem pensão por
falecimento do cônjuge. Os homens também tiveram uma extensão de benefícios com a
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redução da idade para concessão de aposentadoria por velhice, de 65 anos para 60 anos, e
passaram a ter direito à pensão em caso de morte da esposa segurada.

2.5.2 Forma de contribuição

Segundo Guimarães (2009), as formas de financiamento para os contribuintes do setor


urbano são feitas através da contribuição sobre os salários ou rendas recebidas. No entanto,
para os trabalhadores rurais, a forma de contribuição consiste numa porcentagem sobre o
valor da produção comercializada (2,3%), sendo que seu recolhimento fica sob a
responsabilidade do comprador. As regras da previdência rural exigem a comprovação de
tempo de contribuição presumido por meio de comprovação de trabalho rural, para o que é
necessário utilizar diversos expedientes (declarações de sindicato rural, provas testemunhais,
entrevistas, documentação do terreno, notas de venda de produção).

2.5.3 Segurado Especial

A legislação previdenciária dá um tratamento diferenciado para o trabalhador rural que


explore atividade agropecuária, seringueiro, extrativista vegetal ou pescador artesanal
classificando-o como segurado especial. Esse termo é utilizado apenas para trabalhadores
rurais, como pode ser visto no artigo 12, inciso VII, da Lei nº 8.212/91:

São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: [...]


VII) como segurado especial: a pessoa física residente no imóvel rural ou em
aglomerado urbano ou rural próximo a ele que, individualmente ou em regime de
economia familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros a título de mútua
colaboração, na condição de: a) produtor, seja proprietário, usufrutuário, possuidor,
assentado, parceiro ou meeiro outorgados, comodatário ou arrendatário rurais, que
explore atividade: agropecuária em área de até 4 (quatro) módulos fiscais; ou de
seringueiro ou extrativista vegetal que exerça suas atividades nos termos do inciso
XII do caput do art. 2o da Lei no 9.985, de 18 de julho de 2000, e faça dessas
atividades o principal meio de vida; b) pescador artesanal ou a este assemelhado, que
faça da pesca profissão habitual ou principal meio de vida. (BRASIL, 1991, grifo
nosso).

De acordo com Guimarães (2009), merece destaque a situação daquele grupo familiar
cujo membro detenha outra fonte de renda, que não a proveniente da atividade rural, caso em
que não é considerado segurado especial, com algumas exceções no artigo 11, §9º da Lei n.º
8.213/91. De todo modo, diferencia-se do urbano, e inclusive das outras categorias de
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trabalhadores rurais, que podem exercer ao mesmo tempo mais de uma atividade remunerada,
filiando-se à respectiva previdência.

3 METODOLOGIA

Este artigo trata-se de uma pesquisa documental, realizada em grupo, feita sobre leis,
livros, artigos científicos, normas regulamentadoras do MTE e revistas científicas. Afinal,
conforme Gil “na pesquisa documental, as fontes são muito mais diversificadas e dispersas”.
(GIL, 2002, p.46).
Inicialmente, foram realizadas buscas individuais sobre as regras que regem o trabalho
rural e sua previdência para, posteriormente, compará-las com a legislação do trabalhador
urbano a fim de identificar as peculiaridades normativas.
Foram selecionados os prováveis trabalhos de interesse e identificados os códigos
pertinentes ao tema e subtema, tendo como referência de pesquisa o trabalho rural. Ressalta-se
que os autores, considerando o estudo em pós-graduação na área de engenharia de segurança
do trabalho, já detinham o conhecimento prévio e as fontes de pesquisa para as legislações
gerais dirigidas aos trabalhadores urbanos.
Em seguida, o material foi compartilhado entre todos os integrantes do grupo para que
cada um julgasse sua relevância, sendo realizada uma votação de quais seriam observados na
confecção do artigo, apreciando primordialmente a credibilidade da bibliografia. Foram
realizadas reuniões semanais via web, com todos os integrantes do grupo, para discutir sobre a
pertinência das diferenças levantadas e avaliar a redação elaborada, juntando as escritas e
organizando de forma lógica o texto.
Enfim, as conclusões foram elaboradas de forma conjunta pelo grupo e o arquivo final
foi disponibilizado para que qualquer um pudesse revisá-lo.
Todo documento utilizado nesta pesquisa trouxe alguma nova informação para os
autores, pois Gil já afirmava que “há que se considerar que os documentos constituem fonte
rica e estável de dados. Como os documentos subsistem ao longo do tempo, tornam-se a mais
importante fonte de dados em qualquer pesquisa de natureza histórica”. (GIL, 2002, p.46)

4 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O paralelo estabelecido entre as legislações existentes para cada classe de trabalhador,


urbano e rural, resultou em algumas poucas diferenças preponderantes, das quais se percebeu,
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principalmente, o intuito do legislador de fazer discriminações positivas. Ou seja, apesar da


Constituição Federal de 1988 trazer em seu artigo 5º o direito de igualdade de todos, as
interpretações jurídicas permitiram que os desiguais fossem tratados desigualmente na medida
das suas desigualdades.
Quando a regulamentação trabalhista fixa horário noturno iniciando-se e findando-se
mais cedo, observa-se a influência da antiga cultura do campo de repousar e começar o labor
mais cedo do que nas cidades. Da mesma forma, quando as normas do MTE exigem menor
dimensionamento do SESMT, percebe-se a compreensão das dificuldades de contratação de
serviços especializados para a zona rural.
Ademais, a redução da idade para concessão de benefícios previdenciários demonstra
a preocupação com a saúde do trabalhador rural que, teoricamente, se desgasta fisicamente
mais que o trabalhador urbano em geral. A legislação previdenciária resguardou o termo
segurado especial exclusivamente para o rurícola para que pudesse abordá-lo de maneira
separada.
Constatou-se que na elaboração das regras normativas para o trabalhador rural foi
levado em conta suas particularidades e, com o entendimento da Constituição de igualdade
perante a lei, os direitos foram equiparados de forma razoável e proporcional à situação do
trabalhador do campo.
Posto isso, e considerando-se que não foram verificadas na confrontação das
divergências legislativas preceitos prejudiciais ao rurícola, defende-se que são realmente
positivas as discriminações. Ponderar as peculiaridades do trabalho rural e o contraste que
existe entre o ambiente urbano e rural na concepção das leis, mesmo com a crescente
demanda de igualdade social, permanece relevante.

5 CONCLUSÃO

O estudo mostrou-se de grande relevância para comprovarmos que as diferenças de


trabalho rural e urbano são peculiares e devem ser respaldadas através de leis que as protejam
e garantam seus devidos direitos.
A revisão da literatura trouxe uma visão abrangente sobre as leis e normas
regulamentadoras voltadas ao trabalho rural bem como os principais conceitos que
diferenciam essa condição de trabalho das demais. Além de explorar toda a legislação alguns
pontos dentro destas mereceram destaque como intervalo intrajornada, trabalho noturno,
salario in natura e aviso prévio. Esse destaque se fez importante para evidenciarmos que o
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(Especialização) em Engenharia de Segurança do Trabalho

trabalho no campo possui suas particularidades e não podem ser tratadas por igual perante ao
trabalho urbano. Também foi possível verificar na revisão bibliográfica a evolução da
legislação previdenciária principalmente no setor rural.
Por fim o trabalho realizado levou em conta as diferenças do trabalho rural e urbano e
suas legislações trabalhistas e previdenciárias de forma geral, porém o estudo poderá ser
ampliado ou utilizado como referência para futuras pesquisas principalmente estratificando
para cada trabalho especifico do setor rural que a NR-31 aborda: agricultura, pecuária,
silvicultura, exploração florestal e aquicultura.

LISTA DE SIGLAS
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
CIPATR – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalhador Rural
CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
FUNRURAL – Fundo de Assistência e Previdência do Trabalhador Rural
INPS – Instituto Nacional de Previdência Social
MTE – Ministério do Trabalho e Emprego
NR – Norma Regulamentadora
OIT – Organização Internacional do Trabalho
SESTR – Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural
SESMT – Serviço Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho

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junho de 1973, criando o contrato de trabalhador rural por pequeno prazo; estabelece normas
transitórias sobre a aposentadoria do trabalhador rural; prorroga o prazo de contratação de
financiamentos rurais de que trata o §6º do art.1º da Lei no 11.524, de 24 de setembro de
2007; e altera as Leis nos 8.171, de 17 de janeiro de 1991, 7.102, de 20 de junho de 1993,
9.017, de 30 de março de 1995, e 8.212 e 8.213, ambas de 24 de julho de 1991. Disponível
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