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UNIVERSIDADE PAULISTA

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA


GESTÃO DE TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL

PIM III E IV
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR
LOJAS AMERICANAS

BELÉM-PARÁ

2015
PIM III E IV
PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR
LOJAS AMERICANAS

Trabalho do Projeto Integrado Multidisciplinar – PIM III e IV,


apresentado como exigência para conclusão do 2º Semestre
do Curso Superior de Tecnologia Gestão Ambiental, da
Universidade Paulista – UNIP, campus Nazaré.

Monitora: RAMON PANTOJA

BELÉM - PARÁ

2015
Resumo

O presente trabalho tem como objetivo principal analisar de que maneira as tradicionais
ferramentas de Análise das Demonstrações Contábeis podem auxiliar os usuários internos e externos
no processo de tomada de decisão. Para atender o objetivo do trabalho fez-se necessário uma
pesquisa exploratória e qualitativa, com a aplicação de um estudo de caso realizado a partir dos
Balanços Patrimoniais e das Demonstrações do Resultado do Exercício da Lojas Americanas S/A,
tradicional empresa de comércio varejista.
Sumário
1-INTRODUÇÃO............................................................................................................................................ 8
2-CONTABILIDADE ...................................................................................................................................... 9
3-SAÚDE AMBIENTAL ................................................................................................................................28
4-ESTATISTICA............................................................................................................................................31
5-ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL ..............................................................................................32
6-ENDOMARKETING...................................................................................................................................33
6.1- IMPORTÂNCIA DO ENDOMARKETING NA EMPRESA ..................................................................33
6.2-A EDUCAÇÃO AMBIENTAL .................................................................................................................34
6.3-TRANSFORMANDO VELHOS ATOS EM NOVOS HÁBITOS ...........................................................35
7-FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA: ECOSSISTEMA E BIODIVERSIDADE Erro! Indicador não definido.
8-QUÍMICA AMBIENTAL. .................................................................................. Erro! Indicador não definido.
9-DINAMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS ......................................... Erro! Indicador não definido.
10-GESTÃO AMBIENTAL.................................................................................. Erro! Indicador não definido.
11-CONCLUSÃO ..........................................................................................................................................41
12-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................................................43
1-INTRODUÇÃO
2-CONTABILIDADE

As demonstrações contábeis são os principais objetos de trabalho da contabilidade,


disponibilizados em forma de relatórios, que visam gerar tanto as informações econômicas, que diz
respeito aos patrimônios e bens quantos financeiras ligadas ao valor em dinheiro disponível sendo
que para Assaf (2010, p.35):

Através das demonstrações contábeis levantadas por uma empresa


pode ser extraída informações a respeito de sua posição econômica e
financeira. Por exemplo, um analista pode obter conclusões sobre a
atratividade de investir em ações de determinada companhia; se um crédito
solicitado merece ou não ser atendido: se a capacidade de pagamento
(liquidez) encontra-se numa situação de equilíbrio ou insolvência; se a
atividade operacional da empresa oferece uma rentabilidade que satisfaz as
expectativas dos proprietários de capital e assim por diante.

Os relatórios contábeis são elaborados através dos acontecimentos ocorridos na empresa em


um espaço de tempo, como entradas e saídas de dinheiro, compra e venda de mercadorias, aumento
de capital, ou seja, de acordo com o ciclo operacional da empresa. Ludicibus (2008.p.26) afirma que
o demonstrativo contábil é a exposição resumida e ordenada dos principais fatos registrados pela
contabilidade em determinado período como os demonstrativos contábeis não são utilizados apenas
por usuários internos como empregados, credores por empréstimos, fornecedores e o público são
definidos como usuários externos no quadro 1, a seguir, apresenta as informações buscadas pelo
principais usuários das demonstrações contábeis:

Quadro 1: informações buscadas pelos principais usuários das demonstrações contábeis e


decisões auxiliadas por essas informações.

Fonte: Adaptado Montoto (2012)


Entretanto, a elaboração das demonstrações contábeis não ocorre somente devido a
necessidade dos usuários internos e externos de conhecer o patrimônio da empresa. A Lei 6.404/78,
determina em seu artigo 178 a elaboração e publicação dos principais demonstrativos para sociedade
anônimas de capital aberto e para sociedades anônimas de capital fechado e para sociedade
anônimas de capital fechado com ativo total acima de R$ 240.000.000,00 e receita bruta anual maior
que R$ 300.000.000,00:

Art.176 ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração
mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza
a situação do patrimônio da companhia e as mutações no exercício:

I- Balanço Patrimonial
II- Demonstrações dos lucros ou prejuízos acumulados:
III- Demonstrações do fluxo de caixa e (redação dada pela Lei n0 11.638, de
2007).
IV- Demonstração do resultado do exercício;
V- Se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (incluindo pela lei
0
n 11.638, de 2007)

O Balanço Patrimonial (BP) é o demonstrativo contábil que apresenta, no fim do exercício, a


formação financeira e patrimonial da empresa em valores monetários. Através dos balanços é
mostrado todos os bens direitos e obrigações da organização, classificados como ativo e passivo.
Reis (2003,p.51) define o balanço patrimonial como uma apresentação estática sintética e ordenada
do saldo monetário de todos os valores integrantes do patrimônio de uma empresa em determinada
data.

A demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados (DPLA) visa demonstrar os elementos


que contribuíram para o aumento ou diminuição da conta lucros ou prejuízos acumulados.

Assaf (2007, p.97) afirma:

(...) a demonstração de lucros e prejuízos acumulados retrata as movimentações ocorridas na


conta de lucro acumulados do patrimônio líquido, ou seja, deduzidos de impostos e despesas, das
empresas em um espaço de tempo especifico.

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) demonstra o resultado, seja, positivo ou


negativo, obtido pela empresa, mediante apuração de despesas e receitas ocorridas no exercício,
resultando no lucro ou prejuízo do período. Segundo Blatt (2001) a DRE calcula os resultados
líquidos, ou seja, deduzidos de impostos e despesas, das empresas em um espaço de tempo
específico. A demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) se caracteriza pela apresentação de transações
realizadas em um período, ou seja, as entradas e saídas de recursos da empresa que modificaram,
para mais ou para menos, o saldo da conta caixa.
Segundo Marion (2012, p.54):

A demonstração do Fluxo de Caixa indica, no


mínimo, as alterações ocorridas no saldo de caixa,
segregadas em fluxos das operações, dos financiamentos e
dos investimentos. Essa demonstração será obtida de
forma direta ( a partir da movimentação do caixa e
equivalentes de caixa) ou de forma indireta (com base no
lucro prejuízo do exercício).

A demonstração do Valor Adicionado (DVA) informa o valor da riqueza da empresa e como


essa riqueza é distribuída. A DVA de acordo com a Lei 11.638/07 é obrigatória apenas para
companhias de capital aberto, conforme mencionado anteriormente.

Para Marion (201, p.59):

A demonstração do valor adicionado evidenciará os componentes geradores do valor


adicionado a sua distribuição entre empregados, financiadores, acionistas, governos e outros, bem
como a parcela retida para o reinvestimento.

Além das demonstrações contábeis descritas, a Lei 6.404/76 determina, em seu terceiro, a
formulação das notas explicativas como um relatório complementar ás demonstrações contábeis.
Esse relatório deve informar detalhes sobre a elaboração dos demonstrativos que esclareçam os
resultados apresentados.

A seguir serão apresentados maiores informações sobre o Balanço Patrimonial e a


Demonstração do Resultado Exercício, demonstrativos utilizados para o estudo de caso do presente
trabalho.

Balanço Patrimonial tem como objetivo principal demonstrar a posição financeira e patrimonial
da empresa geralmente ao fim do ano, de acordo com o exercício social da empresa sendo
demonstrado numericamente os bens, direitos, obrigações e participações de acionistas ou cotistas.
O balanço patrimonial mostra-se uma demonstração de suma importância, pois é um elemento
fundamental para o conhecimento da posição de uma empresa (ASSAF NETO,2010).

Art.178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do patrimônio que


registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e análise da situação financeira da
companhia.

§ 1º No ativo, as contas estão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos


elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:
I- Ativo circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, investimentos,
imobilizado e intangível (Incluído pela Lei n0 11.941, de 2009)
II- Ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,
investimentos, imobilizados e intangível( Incluído pela lei n0 11.941, de 2009).
§ 2º No passivo, as contas serão classificadas nos seguintes grupos:

I – passivo circulante; (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

II – passivo não circulante; e (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

III – Patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação
patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. (Incluído pela Lei nº
11.941, de 2009)

As informações mínimas que devem constar no Balanço Patrimonial estão definidas no item
54 do CPC 26, transcrito a seguir:

O balanço patrimonial deve apresentar, respeitada a legislação, no mínimo, as seguintes


contas:

(a) caixa e equivalentes de caixa;

(b) clientes e outros recebíveis;

(c) estoques;

(d) ativos financeiros (exceto os mencionados nas alíneas “a”, “b” e “g”);

(e) total de ativos classificados como disponíveis para venda (Pronunciamento Técnico CPC
38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração) e ativos à disposição para venda de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e
Operação Descontinuada;

(f) ativos biológicos;

(g) investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial;

(h) propriedades para investimento;

(i) imobilizado;

(j) intangível;

(k) contas a pagar comerciais e outras;

(l) provisões;
(m) obrigações financeiras (exceto as referidas nas alíneas “k” e “l”);

(n) obrigações e ativos relativos à tributação corrente, conforme definido no Pronunciamento


Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro;

(o) impostos diferidos ativos e passivos, como definido no Pronunciamento Técnico CPC 32;

(p) obrigações associadas a ativos à disposição para venda de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 31;

(q) participação de não controladores apresentada de forma destacada dentro do patrimônio


líquido; e

(r) capital integralizado e reservas e outras contas atribuíveis aos proprietários da entidade. O
Quadro 2 apresenta, de forma sintética, a estrutura do Balanço Patrimonial de acordo com a Lei
6.404/76:

. Quadro 2 – Estrutura do Balanço Patrimonial

Fonte: Adaptado Marion (2012)

O Balanço Patrimonial divide-se em dois grupos denominados como Ativo e

Passivo, que serão apresentados a seguir:

No Ativo é apresentado tudo o que a empresa tem, ou seja, todos os seus bens, recursos,
direitos a recebimento e despesas, que podem gerar benefícios futuros. Montoto apud ludicibus
(2012.p.17) ressalta: “ativos são recursos controlados por uma entidade capazes de gerar, mediata
ou imediatamente, fluxos de caixa”. O ativo é dividido em dois subgrupos: Ativo Circulante e Ativo
Não Circulante.

O Ativo Circulante é grupo formado pela contas eu representam os bens e direitos e tudo que
poderá ser transformado em itens monetários no curto prazo, ou seja, até o final do exercício
seguinte. Ribeiro (2013, p.403) destaca o ativo circulante como:

(...) valores numerários (caixa e equivalente de caixa e em bancos,


seja na conta corrente ou em aplicações de liquidez imediata), bens
destinados à venda ou ao consumo próprio, despesas pagas
antecipadamente com vencimentos fixados em até 12 meses da data do
Balanço em que as contas estão sendo classificadas, bem como direitos
cujos vencimentos também ocorram dentro desse período.

O ativo não circulante é representado pelos bens e direitos que serão ou poderão ser
realizados (conversão em dinheiro) a longo prazo, ou seja, após o final do exercício seguinte. Montoto
(2012, p.140) específica:

O ativo não circulante foi criado pela MP 440/2008 (Lei 11.941) e é subdividido em quatro
subgrupos:

 Realizável à longo prazo (aplicações em direitos realizáveis nos


exercícios posteriores ao seguinte);
 Investimentos (bens para investimentos ou para utilização futura);
 Imobilizado (máquinas, equipamentos, edifícios); e
 Intangível (marcas, licenças e concessões).

O passivo mostra a origem dos recursos serem originários de terceiros ou dos sócios. Diante
disso, o Passivo é dividido em: Passivo Circulante, Passivo Não Circulante e Patrimônio Líquido.

O passivo circulante é o grupo formado pelas contas que representam as dívidas pagas para
pagamento (realização) até o fim do exercício seguinte, por exemplo: obrigações com fornecedores,
empréstimos e financiamentos, obrigações tributárias, obrigações trabalhistas e previdenciárias, entre
outras (RIBEIRO, 2013).

O Passivo Não Circulante é distribuído pelas obrigações acima citadas, porém, com a
realização após o fim do exercício seguinte.

O patrimônio Líquido representa a parte da empresa que pertence a seus sócios e


proprietários, bem como o investimento dos mesmos na empresa. A lei 6.404/76, atualizada pela Lei
11.941/07, em seu artigo 178, § 2º, III, divide o Patrimônio Líquido em “capital social, reservas de
capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos
acumulados.”
A demonstração de Resultados do Exercício expressa o lucro ou o prejuízo obtido pela
empresa no período, através confronto entre receitas e despesas. Sendo assim, quanto as receitas
do período forem maiores que as despesas, resultará no lucro, e quando forem maiores que as
receitas, resultará em prejuízo.

Montoto (2012 ,p.183) ressalta:

O demonstrativo do resultado é o relatório construído a partir dos


saídos de encerramento de todas s contas de resultado são receitas,
deduções de receitas, custos despesas, impostos e participações sobre
lucros.

O artigo 187 da Lei 6.404/78, atualizada pela Lei 11.941/09, define o que as empresas devem
descriminar na Demonstração do Resultado do Exercício, conforme a transcrição a seguir:

Artigo 187. A demonstração do resultado do exercício descriminará:

I- A receita bruta das vendas e serviços, as deduções


das vendas, os abatimentos e os impostos;
II- A receita líquida das vendas e serviços, o custo das
mercadorias e serviços vendidos e o lucro bruto;
III- As despesas com as vendas, as despesas
financeiras, deduzidas das receitas, as despesas gerais e
administrativas, e outras despesas; (redação dada pela Lei n0
11.941, de 2009)
IV- O lucro ou prejuízo operacional, as outras receitas e
as outras despesas; ( Redação dada pela Lei n0 11.941, de 2009)
V- O resultado do exercício antes do imposto sobre a
Renda e a provisão para o imposto;
VI- As participações de debêntures empregados,
administradores e partes beneficiadas, mesmo na forma de
instrumento financeiro, e de instituições ou fundos de assistências
ou previdência de empregados, que não se caracterize como
despesas; ( Redação dada pela Lei n0 11.941, de 2009)
VII- O lucro ou prejuízo líquido do exercício e o seu
montante por ação do capital social.

O quadro 3 demonstra a estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício:


Quadro 3 – Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício

Fonte : Adaptado Marlon (2012)

O balanço patrimonial e a demonstração do resultado do exercício são os demonstrativos


mais comumente usados pois mostram de forma objetiva a a saúde financeira da empresa. O
Balanço Patrimonial pode expor, através da análise de suas contas, se o dinheiro disponível poder
arcar com a dívidas a curto ou longo prazo. A demonstração do resultado do Exercício, com base nos
dados extraídos do Balanço patrimonial, pode apresentar aos analistas e usuários se o capital
investido na empresa foi recuperado ou não, por exemplo. Para uma análise possa obter bons
resultados os dados apresentados nos demonstrativos devem mostrar a realidade da empresa, ou
seja, deve-se averiguar a credibilidade desses dados (MARION, 2012).

Atualmente o cenário competitivo das empresas, as decisões a serem tomadas ganha,


grande importância e responsabilidade por parte dos gestores. Muitas dessas decisões são feitas
com base na análise dos dados fornecidos pelas demonstrações contábeis, após suas publicações.

A Análise das Demonstrações Contábeis surgiu com a necessidade de interpretação dos


resultados mostrados nos demonstrativos contábeis. Os bancos foram os primeiros a utilizarem a se
interessarem por esse tipo de análise (MARION e RIBEIRO, 2011).

A análise das Demonstrações Contábeis é uma técnica contábil utilizada para examinar os
dados fornecidos pelos demonstrativos contábeis e, por meio de interpretação, transformar esses
dados em informações obtidas permite uma avaliação de desempenho da entidade, auxiliando no
processo de tomada de decisão.

Marion e Ribeiro (2001, p.158) definem a análise das Demonstrações Contábeis como uma
ferramenta de valia nas tomadas de decisões, especialmente por possibilitar o conhecimento da
situação econômica e financeira da organização.

Montoto (2012, p.68) acrescenta que a análise dos relatórios contábeis

(...) permite verificar, por exemplo, se a empresa tem mais disponibilidade (dinheiro) que no
ano anterior, se tem mais estoques, se o grau de investimentos em imobilizados (edifícios, veículos,
máquinas) é compatível com o negócio e com o setor em que a empresa atua, se o retorno sobre
investimento foi adequado ( se comparado as expectativas do mercado), entre outras análises.
4 Técnicas de Análise das Demonstrações Contábeis

De posse dos demonstrativos contábeis, o analista então deverá aplicar as técnicas de


análise, métodos pelos quais são extraídos índices para melhor entender a situação patrimonial da
entidade. Algumas das técnicas mais utilizadas são as seguintes:

a. Análise Vertical e Horizontal: demonstram, em percentual, o valor de cada item se


comparados ao total do demonstrativo, ou a um valor específico, e sua variação no decorrer do
tempo.

b. Análise Através de Índices: traduzem os demonstrativos em índices de estrutura, liquidez e


rentabilidade, de maneira a entender como o patrimônio da entidade está estruturado, sua
capacidade de pagamento, bem como o retorno do investimento.

c. Prazos Médios: representam a velocidade com que elementos patrimoniais de relevo se


renovam durante um determinado período de tempo.

d. Método Fleuriet: reclassifica os demonstrativos em operacional e financeiro (não


operacional) e, a partir daí, analisa índices de capital de giro, tesouraria, longo prazo, os quais darão
dimensão da situação operacional e financeira da entidade.

e. Alavancagem Financeira: indica o grau de lucratividade, positiva ou negativa, gerada pela


utilização de capitais de terceiros.

f. Fator de Insolvência de Kanitz: modelo que permite determinar previamente, com razoável
grau de segurança, o grau de insolvência, o qual tem por objetivo descobrir, nos demonstrativos das
empresas, sinais de insolvência.

g. Valor Econômico Adicional (EVA): O EVA é a medida do lucro econômico de uma empresa
depois de descontado o custo de todo o capital empregado. Baseado na diferença entre a taxa de
retorno sobre o capital investido e o custo desse capital. Essa diferença indica a qualidade ou
eficiência com que o capital é utilizado.

É importante lembrar que cada empresa trabalha de uma forma particular, com características
próprias. Matarazzo (1998, p. 160), afirma que cada empresa é uma espécie animal única (...), não
tem similar; cada uma tem sua forma de organização de produção, de vendas, de pessoal e
financeira própria em função do que dependerá sua capacidade de adaptação, sua sobrevivência,
seu crescimento ou sua própria expansão.

Os índices de resultados devem considerar os mais diversos fatores da própria empresa,


como o perfil do administradores, as perspectivas da empresa, as políticas adotadas na entidade, as
influências dos ambientes interno e externo, entre outros. Por isso, na análise, é importante que se
tenha conhecimento da empresa, pois não é a simples variável encontrada que será por si só
suficiente para que o analista consiga interpretá-lo, pois é preciso vê-lo sob a luz das políticas da
empresa, para então afirmar a sua situação. Assaf Neto afirma que os índices "devem ser manejados
pra que se extraiam melhores conclusões, de maneira comparativa, seja relacionando-os com os
obtidos em outros períodos, ou com valores apresentados por outras empresas do mesmo setor e
ramo de atividade." (ASSAF NETO, 1981, p. 121)

Para avaliar os índices, Matarazzo (1998, p. 189) enumera três maneiras:

a. Avaliação Intrínseca de um Índice: é uma avaliação grosseira, pois avalia os índices pelo
seu valor intrínseco, o que é limitado e só deve ser usado quando não se dispõem de índices-padrão
proporcionado pela análise de um conjunto de empresas.

b. Comparação de Índices no tempo: a comparação dos índices de uma empresa com os


valores observados nos anos anteriores revela-se bastante útil por mostrar tendências seguidas pela
empresa, permitindo ao analista formar uma opinião a respeito das diversas políticas da empresa,
bem como as tendências que estão sendo registradas. É fundamental em qualquer avaliação em que
os índices sejam analisados conjuntamente.

c. Comparação com padrões: a avaliação de um índice e a conceituação como ótimo, bom,


satisfatório, razoável ou deficiente só pode ser feita através da comparação com padrões. "Uma vez
calculados os índices e comparados com padrões, pode-se, fazer primeiro uma avaliação individual
de cada índice, depois uma avaliação conjunta e, assim, avaliar-se a empresa e sua administração."
(MATARAZZO, 1998, p. 190) Lembrando sempre de analisá-los pela ótica das políticas da empresa.

5 Como elaborar uma análise das demonstrações financeiras

Para que o analista faça um relatório de análise das demonstrações contábeis, é


indispensável um conjunto de informações e conhecimentos básicos, pré-requisitos, os quais citamos
alguns:

a. Conhecimento Básico de Contabilidade;

b. Conhecimento de Técnicas de Análise;

c. Atividade da Empresa;

d. Políticas e Estratégias da Empresa;

e. Perfil dos Administradores;

f. Influências dos ambientes interno e externo na empresa;

g. Capacidade de Interpretação.
Além destes pré-requisitos, é preciso entender qual é o raciocínio que o analista deve seguir
para poder analisar as demonstrações. Matarazzo afirma que análise de Demonstrações Financeiras
baseia-se em raciocínio científico, tendo como objetivo a conversão das demonstrações contábeis em
relatórios de linguagem descomplicada, entende-se, então, que, conforme Matarazzo (1998, p. 22):

a. extraem-se índices das demonstrações financeiras;

b. comparam-se os índices com os padrões;

c. ponderam-se as diferentes informações e chega-se a um diagnóstico ou conclusões;

d. tomam-se decisões.

Objetivando facilitar o trabalho do analista, é preciso fazer a reclassificação ou padronização


das demonstrações contábeis, "é necessário um reagrupamento de algumas contas, com o objetivo
de tornar mais homogêneo e menos complexo para a análise." (ASSAF NETO, 1981, p. 73).
Matarazzo (1998, p. 142) cita os motivos pelos quais faz-se necessária a referida padronização:

a. Simplificação;

b. Comparabilidade;

c. Adequação aos objetivos da análise;

d. Precisão nas classificações das contas;

e. Descoberta de erros;

f. Intimidade do analista com as demonstrações financeiras da empresa.

Depois de toda análise quantitativa elaborada, é necessário saber o que incluir no relatório.
Matarazzo (1998, pg. 20), lista as seguintes informações que devem ser produzidas pela análise de
balanços:

a. Situação financeira;

b. Situação econômica;

c. Desempenho;

d. Eficiência na utilização dos recursos;

e. Pontos fortes e fracos;

f. Tendências e perspectivas;
g. Quadro evolutivo;

h. Adequação das fontes às aplicações dos recursos;

i. Causas das alterações na situação financeira;

j. Causas das alterações na rentabilidade;

l. Evidências de erros da administração;

m. Providências que deveriam ser tomadas e não foram;

n. Avaliação de alternativas econômico-financeiras futuras.

Assaf Neto (1981, p. 71) também apresenta um modelo para análise:

a. Caracterização da empresa

b. Mercado

c. Aspectos internos da empresa

d. Aspectos contábeis

e. Análise econômico financeira

Caracterização da empresa

A Lojas Americanas S/A (LASA) é uma tradicional empresa de comércio varejista do Brasil,
com mais de 80 anos de vida. Foi inaugurada no Brasil no ano de 1929 pelos americanos John Lee,
Glen Matson, James Marshall e Batson Borger, com o slogan “Nada além de dois mil réis". Desde o
nascimento a empresa está em desenvolvimento constante, sendo altamente reconhecida em todo
Brasil.

Atualmente a empresa conta com 849 lojas em principais cidades do país e 4 centros de
distribuição, comercializando mais de 60.000 itens de 4.000 empresas diferentes. Além das lojas
físicas, a Lojas Americanas atende seus clientes por meio de uma estrutura de atendimento
multicanal via internet, telefone, catálogos, TV e quiosques através da empresa controlada B2W
Digital, possuindo o controle acionário com 55% do capital social da empresa (LOJAS AMERICANAS,
2014).

De acordo com as informações apresentadas nos Relatórios da Administração


disponibilizados no site da empresa, referente aos exercícios 2011, 2012 e 2013, a empresa obteve
uma evolução positiva:
desenvolvimento de logística e inovação tecnológica, a Lojas Americanas S/A atingiu, ao fim do ano,
R$ 9.978 bilhões de receita líquida consolidada, valor equivalente a um crescimento de 8,7% em
relação as vendas líquidas do ano anterior. O lucro líquido foi de 340,42 milhões, 20,5% maior que
em 2011.

em relação a 2011. Segundo o Relatório da Administração desse mesmo ano, o varejo brasileiro
conseguiu apresentar crescimento, mesmo passando por desafios econômicos, como a inflação. O
lucro líquido foi de 410,2 milhões, 20,5% maior que em 2011.

ançou, com vendas de produtos e serviços, na visão


consolidada, uma receita líquida de R$ 13,401 bilhões, representando um crescimento de 18,2% em
relação a 2012. O lucro líquido de 2013 foi de R$ 462,9 milhões, desempenho acima do atingido em
2011 e 2012.

Nos próximos subcapítulos foram utilizados como base, para as análises horizontal e vertical
e índices de liquidez, os dados consolidados dos demonstrativos contábeis Balanço Patrimonial e
Demonstração do Resultado do Exercício dos anos 2011, 2012 e 2013. Por se tratar de uma empresa
de capital aberto, os demonstrativos foram elaborados e publicados pela Lojas Americanas S/A,
compatíveis com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas da Comissão de Valores
Mobiliários – CVM.
Com base nos dados do Balanço Patrimonial, a Análise Vertical demonstra que, nos anos de
2011, 2012 e 2013, o maior percentual de participação do Ativo Total está representado pelo Ativo
Circulante, com 72%, 66% e 64%, respectivamente. Porém, mostrou uma queda de 6% de 2011 para
2012 e 2% de 2012 para 2013. Já o saldo do Ativo Não Circulante mostrou, ao longo dos três anos,
uma evolução de 8% nessa representatividade, com participação estrutural de 28% (2011), 34%
(2012) e 36% (2013).

Esse cenário é resultado da mudança na formação dos itens desse grupo, com destaque para
algumas contas em particular, apontadas abaixo de acordo com a Análise Vertical aplicada:

em 2012 para 15%, e em 2013 para 13%. Essa queda indica uma diminuição nas vendas pagas a
prazo, todavia não se verificou nos períodos analisados uma redução nas vendas líquidas. Tal pode
revelar uma mudança na política de concessão de crédito da empresa. Esse comportamento difere
do estudo de Borba (2004), onde a empresa aumentou a política de concessão de crédito passando
de 33% para 40%.

de 15% (2011) para 17% (2012 e 2013), refletindo a peculiaridade do segmento de mercado varejista
que opera com mais enxutos devido à alta rotatividade. Já o estudo de Borba (2004) mostra uma
tendência de redução dos estoques. Depreende-se que mesmo dentro do segmento de atuação da
empresa, há uma pluralidade de tendências, ou seja, as tomadas de decisões gerenciais priorizam as
necessidades de giro da empresa.

2011 a 2013, aumentando de 2012 para 2013 um percentual de 35%. Esses percentuais denotam o
aumento de bens, no Imobilizado, como compra de terrenos e lojas que são comuns em lojas de
departamento e, no Intangível, devido ao desenvolvimento websites e sistemas, conforme informado
no Relatório da Administração.

Também é possível observar, de acordo com os cálculos de Análise Horizontal, que os bens
e direitos da empresa obtiveram uma evolução crescente, em 2011 e 2012, tanto no Ativo Circulante
como no Ativo Não Circulante, mas em proporções diferentes. Porém, de 2012 para 2013 é possível
notar um aumento significativo, principalmente no Ativo Total. Esse aumento denota, principalmente,
o crescimento do Ativo Financeiro da empresa, através do saldo da conta Aplicações Financeiras,
que cresceu 25% em 2013 e, representa 26% do Ativo Total nesse mesmo período.

O gráfico abaixo demonstra a evolução dos bens e direitos da empresa:

Com auxílio da Análise Vertical, nota-se que o Passivo Circulante, em 2011 possuía o maior
percentual de participação do Passivo Total, com 48%. Porém demonstrou em 2012 e 2013 uma
queda nessa representatividade, com 44% e 39%, respectivamente. O Passivo Não Circulante, ao
contrário do Passivo Circulante, apresentou um aumento de participação estrutural ao longo dos três
anos, com 39% (2011), 45% (2012) e 51% (2013), passando a obter a maior representatividade do
Passivo Total a partir de 2012 e permanecendo em 2013. Essa troca de posições se deu em
consequência da mudança de comportamento de algumas contas, a seguir destacadas através da
Análise Horizontal:

2012 para 2013,


35%, indicando um maior número de compras de mercadorias efetuadas a prazo, ou seja, para
pagamento futuro.

inuiu significadamente ao longo dos três


anos, caindo em 2012 4% em relação a 2011, e em 2013 caindo expressivamente 56% em relação a
2012.
Bancários a Curto
Prazo, apresentou aumento nos três anos, obtendo uma evolução maior em 2013, com 42% de
aumento em relação a 2012.

Os três aspectos acima podem demonstrar uma nova postura em relação a busca de Capital
de Giro para a empresa. O aumento da conta “Fornecedores” indica uma maneira de obter maior
facilidade em negociar menores juros e maiores prazos de pagamento, diferente dos empréstimos
bancários de curto prazo. Também foi possível observar a diminuição de empréstimos a curto prazo e
o aumento de empréstimos a longo prazo, uma atitude benéfica para empresa, pois proporcionam
maior tempo para quitar a dívida, ou seja, maior prazo para a empresa obter o retorno esperado.

O Patrimônio Líquido não demonstrou alterações relevantes quanto a representatividade no


Ativo Total, representando 12% em 2011 e, se estabilizando em 11% nos anos de 2012 e 2013.
Porém apresentou um aumento de 27% de 2012 para 2013, devido ao aumento de Capital e
Reservas. O gráfico abaixo permite visualizar a evolução das contas do Passivo ao longo dos três
anos e, também, a influência da mudança de comportamento descrita acima referente a maior
captação de recursos para empresa feita através de empréstimos a longo prazo e compras a curto
prazo, em 2013:

A tabela abaixo refere-se a aplicação das técnicas de Análise Vertical e Horizontal


na Demonstração do Resultado do Exercício:
Quanto a Demonstração do Resultado do Exercício é possível observar, por meio da Análise
Horizontal, que a Receita Líquida referente a vendas e serviços aumentou ao longo dos três anos,
com uma maior elevação de 2012 a 2013, com 18%.

Já a Análise Vertical, mostra que a maior representatividade em relação a Receita Líquida


está na conta Custo das mercadorias vendidas e serviços prestados, representando 70% em 2011,
2012 e 2013. Verifica-se também, por meio da Análise Vertical, que nos três anos o lucro

líquido da empresa manteve-se estável, representando 3% da receita líquida. Porém, através


da Análise Horizontal, nota-se que o lucro líquido apresentou aumento de 14% em 2012 e 16% em
2013. Os aspectos apresentados denotam que apesar da Análise Horizontal mostrar percentuais
crescentes de evolução da conta Lucro Líquido, este não se refletiu na participação da conta em
relação a receita líquida, exibidos pela Análise Vertical. Isto evidencia que os aumentos observados
na análise horizontal, provavelmente, decorrem de efeitos inflacionários, exibindo uma evolução
crescente porém não representativa, em termos de margem do lucro líquido ao longo dos anos.

Apesar de as Lojas Americanas S/A não apresentar evoluções expressivas do Lucro Líquido
no período analisado, verifica-se que também não houve aumento nos custos e despesas
operacionais, ao contrário do estudo de Borba (2004) sobre a Lojas Renner S/A, onde aumento
expressivo nos custos e despesas operacionais acarretou um Prejuízo Líquido nos três exercícios..

A análise feita através de índices fornece uma verificação com maiores detalhes sobre a
situação da empresa. O índice de liquidez tem como objetivo avaliara capacidade da empresa em
quitar seus compromissos a curto e longo prazo.

A seguir serão apresentados os cálculos e a interpretação dos Índicadores de Liquidez


realizados de acordo com as contas do Balanço Patrimonial e da Demonstração do Resultado das
Lojas Americanas S/A:
Os índices de Liquidez imediata, que apresentam 0,03 para 2011, 0,04 para 2012 e 0,08 para
2013, revelam que a empresa possui limitados recursos, como caixae equivalentes de caixa,
suficientes para saldar suas obrigações em curto prazo caso fosse necessário liquidá-las.

Entretanto, apesar da Lojas Americanas ter apresentado resultados abaixo de:

1 nos três anos, a Liquidez Imediata é o único indicador de liquidez não interpretado da forma
“quanto maior, melhor”. Isso ocorre pois, devido a inflação e o desenvolvimento do mercado de
crédito, não é aconselhável a empresa manter valores elevados em caixa, uma vez que os
pagamentos ocorrerão ao longo do exercício social, podendo esses valores serem investidos no giro
da empresa. Logo, a empresa está em linha com as práticas correntes de manutenção de menores
índices de liquidez imediata haja vista o poder corrosivo da inflação nos preços.

O estudo feito por Noceti (2007) sobre uma empresa de varejo regional de Santa Catarina
chamada Eugênio Raulino Koerich S/A apresenta, em semelhança ao caso das Lojas Americanas
S/A, que a empresa obteve indicadores de Liquidez Imediata abaixo de 1, com 0,18 em 2006 e 0,43
em 2007.

A Liquidez Corrente da empresa apresentou em 2011 e 2012 o mesmo resultado, 1,48,


indicando que para cada R$ 1,00 de dívida no passivo circulante, possuía R$ 1,48 de ativo circulante.
Em 2013 apresentou um subindo para 1,64.

O Balanço Patrimonial mostra que, através da Análise Horizontal, em 2011 e 2012 o Ativo
Circulante e o Passivo Circulante cresceram, proporcionalmente, 7%, por esse motivo se mantiveram
com o resultado de 1,48 ao longo dos dois anos.

Contribuiu, principalmente, para o crescimento da Liquidez Corrente em 2013 o de 24% do


Ativo Circulante, resultado da evolução positiva do saldo da conta Aplicações Financeiras, com um
crescimento de 25%.

Os cálculos evidenciam que a empresa possuiu uma maior folga em 2013, melhorando assim
a capacidade de pagamento de suas dívidas de curto prazo.

Adicionalmente, através dos cálculos da Análise Vertical, podemos evidenciar que a liquidez
corrente, é dependente, em grande parte dos rendimentos de aplicações financeiras pois, em 2013, a
conta apresentava maior representatividade no Ativo, com 26%.

Esses resultados mostram uma constante na situação financeira (liquidez) da empresa,


conforme apontado no estudo de Basso et. al. (2010), cujos índices de liquidez corrente (2007 a
2009) também foram crescentes, refletindo um aumento da folga financeira de curto prazo.

Diferente dos resultados apresentados pela Lojas Americanas S/A, o trabalho de Borba
(2004) mostra que a Lojas Renner S/A apresentou de 2000 a 2002 um decréscimo referente ao índice
de Liquidez Corrente, consequência do maior crescimento dos empréstimos e financiamentos a curto
prazo.

Analisando os índices de Liquidez Seca é possível verificar em 2011 um índice de 1,16. Esse
índice diminuiu em 2012, com R$ 1,10 para cada R$ 1,00 de dívida de curto prazo. Já em 2013, o
índice subiu para 1,19. Sendo assim, a empresa obteve, nos três anos, capacidade de quitar suas
dívidas de curto prazo utilizando o Ativo.

Circulante sem os valores de Estoque. A queda para R$ 1,10, em 2012, pode ter sido
influenciada devido ao aumento de 29% dos Estoques, pois quanto maior for o valor da conta, maior
será o valor excluído da expressão numérica calculada para se obterbo indicador de Liquidez Seca.

Eliminando os valores de Estoque é possível desconsiderar elementos de incerteza em


relação a liquidez, ou seja, os produtos em estoque podem ser vendidos ou não, podendo até
demorar muito mais a se transformar em dinheiro.

De acordo com Borba (2004) em seu estudo de caso sobre a Lojas Renner S/A, a empresa
obteve indicadores de Liquidez Seca estáveis, com 1,23 em 2000, 1,24 em 2001 e 1,24 em 2002,
semelhante ao caso das Lojas Americanas, devido à redução da participação no Ativo da empresa.

A Liquidez Geral, se comportou de maneira decrescente durante os três anos.

Em 2011 era de 0,87, passando, no ano seguinte para 0,82 e alcançando 0,80 em 2013.
Sendo assim, em 2013, a empresa apresentava o menor índice de Liquidez Geral obtendo para cada
R$ 1,00 de dívida geral (Passivo Circulante mais Exigível a Longo Prazo) apenas R$ 0,80 de Ativos
Circulantes e Ativos Realizáveis a Longo Prazo.

Contribuiu principalmente para o resultado do indicador abaixo de 1 e a queda durante os


anos, de acordo com os cálculos de Análise Horizontal, o aumento do Exigível a Longo Prazo nos
três anos, com 34% de 2011 para 2012 e 43% de 2012 para 2013. Denota-se através desse
aumento, uma mudança de comportamento da empresa referente a obtenção de Capital de Giro,
concentrando em Empréstimos a Longo Prazo devido ao vencimento prolongado, aspecto já
mencionado anteriormente neste estudo.

Sendo assim, a empresa não possuía em 2011, 2012 e 2013 capacidade de quitar suas
dívidas de curto e longo prazo com seu Ativo Total, porém é preciso saber a composição desses
endividamentos, ou seja, melhor conhecimento quanto aos seus vencimentos para uma melhor
análise da saúde financeira da empresa, no que se refere à liquidez.

De acordo com o estudo feito Basso (2010) a Lojas Americanas S/A, em 2007 apresentou
indícios de insolvência e, em 2008 atingiu a região de insolvência, o que poderia resultar em falência
caso persistisse. Esse quadro foi resultado da participação expressiva do Capital de Terceiros na
empresa, ponto de atenção para a empresa nos exercícios mais recentes, 2011, 2012 e 2013, já que
a Liquidez Geral apresenta-se em queda durante os três anos.

A seguir é mostrado a evolução dos Índices de Liquidez ao longo dos três anos:

3-SAÚDE AMBIENTAL

A empresa que gera impactos ambientais, através de suas linhas de produção, além de
infringir a legislação vigente e ter que pagar os custos desta infração, vai se desgastar perante o
público consumidor. Enquanto isso, outras marcas estarão disponíveis no mercado, identificando-se
junto ao público, através de um chamado “rótulo ecológico”, como proposto pela revista da ABNT, em
janeiro/ fevereiro de 1996. Esse rótulo atesta que determinados produtos são adequados ao uso e
apresentam menor impacto ambiental em relação aos seus concorrentes (Macêdo, 2000). Diante de
todas essas exigências, empresas irão utilizar o SGA (Sistema de Gestão Ambiental) como uma
vantagem competitiva em vendas. Para a indústria farmacêutica, o SGA é garantia junto ao mercado
consumidor de que este encontrará um fármaco de qualidade, fabricado de forma a não degradar o
meio ambiente ao redor de suas instalações, contribuindo para uma melhor qualidade de vida das
futuras gerações.

Etapas para a implantação do SGA segundo Macêdo (2000):

– O uso racional da água dentro das diversas etapas da linha de produção: este
procedimento visa reduzir: a) os custos que envolvem o consumo de água; b) o volume de efluente;
c) os gastos com a construção e/ou manutenção da ETE (Estação de Tratamento de Esgotos). Visa
também a planejar o reaproveitamento de águas dentro dos procedimentos da linha de produção.

– O uso racional de detergentes e sanificantes nos procedimentos de higienização: envolve a


escolha dos produtos corretos em função da finalidade de cada procedimento de higienização, da sua
biodegradabilidade, eficiência, resíduos e influência sobre o processo escolhido para o tratamento
dos efluentes (Andrade & Macêdo, 1996; Macêdo, 1994).

– Escolha do tratamento de efluentes. – Aproveitamento tecnológico/racional do resíduo da


ETE. A implantação de Sistema de Gestão Ambiental em uma empresa garante a redução da carga
poluidora gerada, porque envolve a revisão do processo produtivo com vistas à melhoria contínua do
desempenho ambiental da organização, resultando em redução do consumo de matéria-prima e
insumos e das emissões de poluentes e resíduos. A certificação desses sistemas é um mecanismo
que permite que se formalize a internalização do sistema. De acordo com o Ministério do Meio
Ambiente, é necessário que o País disponha de um sistema de certifica- ção voluntário que tenha
credibilidade perante a comunidade internacional, para garantir a manutenção e ampliação dos
negócios realizados.

A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é uma ferramenta que permite avaliar o impacto
ambiental potencial associado a um produto ou atividade durante todo seu ciclo de vida, desde a
extração das matérias-primas, produção, distribuição, uso até a etapa de disposição final.

A ACV também permite identificar quais estágios do ciclo de vida têm contribuição mais
significativa para o impacto ambiental do processo ou produto estudado. Empregando a ACV é
possível avaliar a implementação de melhorias ou alternativas para produtos, processos ou serviços.

Declarações ambientais sobre o produto podem se basear em estudos de ACV, bem como a
integração de aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produtos (design for
environment).

Por estes motivos, a ACV é a base para o desenvolvimento dos conceitos de Life Cycle
Thinking e Life Cycle Management.

A ACV pode ser aplicada com diversas finalidades:

 Desenvolvimento e melhoria de produtos;

 Planejamento estratégico;

 Elaboração de políticas públicas;

 Suporte ao marketing;

 Melhoria da imagem do produto / empresa, etc


Da sobreposição do Social e do Ambiental, tem-se o desenvolvimento Sócio-Ambiental, o qual
pode ser alcançado mediante atividades que promovam a educação ambiental, o incentivo à reciclagem,
o consumo consciente, o uso racional de água e energia, etc.

O desenvolvimento Sócio- Econômico resulta das atividades econômicas que consideram a


valorização do ser humano, ou seja, atuação nos âmbitos Social e Econômico. Como exemplo pode-se
citar a criação de oportunidades de trabalho e a capacitação das pessoas promovidas pelas indústrias
de reciclagem.

A Eco-Eficiência baseia-se no desenvolvimento Econômico e Ambiental integrados, ou seja,


refere-se às atividades que asseguram a melhoria contínua do desempenho ambiental por meio de
investimentos em inovações e avaliação dos impactos potenciais de acordo com os princípios da ISO
14001.

Por sua vez, o desenvolvimento sustentável é conseguido por meio de atuação conjunta nas
três áreas: Social, Ambiental e Econômica.

A adoção das questões ambientais nas diretrizes das organizações, a responsabilidade


social, as expectativas dos consumidores e as novas regulamentações indicam oportunidades para
vantagens competitivas por meio do projeto de produtos e serviços melhores.

Estudos sobre impacto ambiental de embalagens e produtos

A embalagem desempenha um papel fundamental na proteção da qualidade do produto


acondicionado, preservando-o desde o acondicionamento até o seu consumo e/ou uso, além de
reduzir o impacto ambiental associado à perda do produto devido ao uso de embalagens não
especificadas corretamente. Produtos inutilizados representam desperdício de recursos naturais e,
portanto, representam impacto ambiental.

A Legislação ambiental é um poderoso instrumento colocado à disposição da sociedade, a


fim de que se faça valer o ambiente,

O estabelecimento deve dispor de um profissional habilitado, em função do tipo de resíduo a


ser gerenciado, para exercer a função de responsável pela elaboração e implantação do plano de
gerenciamento de resíduos. Por exemplo, para serviços que gerem exclusivamente resíduos
químicos e comuns, profissional de nível superior com habilitação na área de química (engenheiro
químico, químico, farmacêutico, biólogo). De acordo com Macêdo (2000), apesar de a legisla- ção ser
considerada moderna, é necessária uma fiscalização e ecologicamente equilibrado (Barros, 2002)

A visão atual de uma empresa e o seu relacionamento com o meio em que opera é agora
muito mais profunda, ela passa a ser uma instituição sociopolítica e a ela são atribuídas
responsabilidades com o meio ambiente e a sociedade. Segundo Denis Donaire, esta visão é o
resultado de uma mudança de enfoque que está ocorrendo no pensamento da sociedade e mudando
sua ênfase do econômico para o social, valorizando aspectos sociais que incluem distribuição mais
justa de renda, qualidade de vida, etc (DONAIRE, 1999, p. 16) .

Isso tem forçado as empresas a adotarem estes valores em suas gestões, seus
procedimentos administrativos e operacionais. Alguns exemplos desta nova tendência se mostram
presentes cotidianamente na mídia: fontes renováveis de energia, carros movidos a gás natural,
agendas e cadernos feitos de material reciclado, sacolas retornáveis, entre outras invenções que vêm
aumentando cada vez mais a demanda por este tipo de produto.

Além disto, segundo Andrade, “todos esses novos empreendimentos estão dando origem a
um mercado inteiramente novo, ampliando o mercado de trabalho dos ecólogos e das demais
profissões voltadas para a preservação ambiental” 1, cargos estes que estão sendo criados para
atender esta necessidade de adaptação das empresas às questões sócio-ambientais.

O termo sustentabilidade sugere que a sociedade e seus membros produzam o suficiente


para a demanda existente, sem que tornem escassos e preservem a biodiversidade e os
ecossistemas naturais, fazendo deste modo com que as gerações futuras consigam usufruir destes
bens naturais, para que possam também preencher as suas necessidades e preservar
consecutivamente para as gerações posteriores.

4-ESTATISTICA

As empresas utilizam da estatística para poderem mensurar como estão em relação


a qualidade tanto na sua produção quanto em seus processos tanto internos e externos, com isso
atingindo o Máximo de qualidade, com o menor custo para que possam obter um maior lucro , e
assim crescer cada vez mais no mercado e estabilizar nos altos patamares da qualidade em que
muitos concorrentes estão, pois quanto maior a qualidade e menor o custo final para o cliente, maior
é o lucro para a empresa que produz e ou realiza o serviço.

TABELA “A”

Nesta tabela podemos verificar os impostos cobrados sobre a folha de pagamento dos
funcionários da empresa.

01 INSS 20%

02 SENAC/SESC 1,50%

03 SENAI/SESI 1%

04 SEBRAE 0,60%

05 INCRA 0,20%
06 Salário-Educação 2,50%

07 RAT 2%

08 FGTS 8%

Total 35,80%

TABELA “B”

Nesta tabela podemos verificar os encargos trabalhistas cobrados sobre a folha de


pagamento dos funcionários da empresa.

09 Repouso Semanal 12,19%


Remunerado

10 Férias + 1/3 12,67%


Constitucional

11 Feriados 4,34%

12 Aviso Prévio 2,47%


Indenizado

13 Auxílio Doença- 15 1,90%


dias

14 13º Salário 10,86%

15 Licença-maternidade 0,02%

Total 55,45%

Total de encargos 91,25 %


sociais

5-ESTRATÉGIA DE MARKETING DIGITAL

Educação Ambiental é um vocábulo composto por um substantivo e um adjetivo, que


envolvem, respectivamente, o campo da Educação e o campo Ambiental. Enquanto o substantivo
Educação confere a essência do vocábulo “Educação Ambiental”, definindo os próprios fazeres
pedagógicos necessários a esta prática educativa, o adjetivo Ambiental anuncia o contexto desta
prática educativa, ou seja, o enquadramento motivador da ação pedagógica. O adjetivo ambiental
designa uma classe de características que qualificam essa prática educativa, diante desta crise
ambiental que ora o mundo vivencia. Entre essas características, está o reconhecimento de que a
Educação tradicionalmente tem sido não sustentável, tal qual os demais sistemas sociais, e que para
permitir a transição societária rumo à sustentabilidade, precisa ser reformulado.

Educação Ambiental portanto é o nome que historicamente se convencionou dar às práticas


educativas relacionadas à questão ambiental. Assim, “Educação Ambiental” designa uma qualidade
especial que define uma classe de características que juntas, permitem o reconhecimento de sua
identidade, diante de uma Educação que antes não era ambiental. Contudo, desde que se cunhou o
termo “Educação Ambiental”, diversas classificações e denominações explicitaram as concepções
que preencheram de sentido as práticas e reflexões pedagógicas relacionadas à questão ambiental.
Houve momentos que se discutia as características da educação ambiental formal, não formal e
informal; outros discutiram as modalidades da Educação Conservacionista, ao Ar Livre e Ecológica;
outros ainda, a Educação “para”, “sobre o” e “no” ambiente.

6-ENDOMARKETING

6.1- IMPORTÂNCIA DO ENDOMARKETING NA EMPRESA

O endomarketing é o termo registrado por Saul Bekin em 1995 e é utilizado para denominar o
uso de ações de marketing voltadas aos empregados, como forma de integrá-los aos anseios da
empresa, utilizando para isto a comunicação interna, incentivos subjetivos, autonomia de aplicação
de criatividade, responsabilidade compartilhada e, sobretudo, adesão através do comprometimento
do profissional.

Brum (2000) diz que sempre que uma empresa começa a fazer endomarketing, deve colocar-
se diante do empregado da maneira como ambiciona ser percebida por ele. Trabalhar a imagem
interna da empresa como uma organização coinsciente do papel exercido na sociedade, e trabalhar a
função de educador também de seus empregados no tocante à educação ambiental nos dias de hoje,
são vantagens competitivas que agregam valor ao produto, visto que os clientes estão cada vez mais
exigentes.

O endomarketing pode ser utilizado nas organizações de modo que as pessoas revejam suas
atitudes, valores, num ambiente que necessita do envolvimento e comprometimento das pessoas.

Para o cumprimento do uso do endomarketing como ferramenta de conscientização dos


empregados, a empresa deverá utiliza-se de ações de marketing social -que tem por tarefa difundir e
promover causas sociais à população, e do marketing ambiental -que utiliza de argumentos
ambientais para aumento de vendas através da informação de quais benefícios ambientais
determinado produto ou serviço possui, direcionado aos clientes internos.
A aplicabilidade do endomarketing com vias de marketing ambiental direcionado ao público
interno das empresas, parte do uso de atitudes que disseminem uma regra de produção sem
desperdício, eficientização dos processos organizacionais, exercício do papel ambiental dentro das
empresas, ensinamento de um consumo consciente. Enfim, o endomarketing busca trabalhar de
forma eficaz.atos que necessitam de informação para se concretizarem.

A comunicação interna que o endomarketing defende poderá repassar as finalidades básicas


de uma gestão ambiental trabalhando junto ao público interno, definições que geralmente têm
direcionamento ao cliente externo. Orientar quanto à compatibilidade dos processos produtivos da
empresa, aplicar campanhas institucionais com destaque a ações de conservação e preservação da
natureza, disponibilizar materiais informativos que demosntrem o empenho e compromisso
empresarial com a área ambiental são alguns dos pontos primordiais que devem ser trabalhados.

6.2-A EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Educar tem por caráter geral a definição de ser a partilha do conhecimento com o propósito
que o recebedor ou educando aplique este conhecimento na vida real como forma de progressão da
humanidade, de modo a melhorar a sociedade através do desenvolvimento do ser humano.

Educação ambiental é o campo da educação que trabalha a disseminação do conhecimento


sobre o meio ambiente. Instituída pela Lei 9.795 de 1999 a educação ambiental é tratada como
componente essencial e permanente da educação nacional. Este ramo da educação procura
despertar nas pessoas a consciência que o ser humano é parte do meio ambiente. Trata-se de um
processo participativo e constante para vincular um pensamento crítico sobre a problemática
ambiental, englobando a sociedade através da sensibilização para problemas ambientais.

O Art. 1° da Lei 9.795, apresenta a educação ambiental como um “processo em que busca
despertar a preocupação individual e coletiva para a questão ambiental, garantindo o acesso à
informação em linguagem adequada, contribuindo para o desenvolvimento de uma consciência crítica
e estimulando o enfrentamento das questões ambientais e sociais”.

O objetivo da educação ambiental é desenvolver a reflexão nas pessoas sobre as atitudes do


ser humano sobre a questão ambiental: repensando conceitos, revendo comportamentos, revisando a
responsabilidade que cada um tem frente aos problemas que a natureza vem enfrentando de modo
que cada pessoa trabalhe a conservação do meio ambiente através de suas ações.

Pois segundo Oliveira (2000) o primeiro ponto a ser trabalhado é quanto à concepção de
meio ambiente, é a compreensão da própria existência humana, já que o senso comum nos leva a
perceber o meio ambiente como tudo que nos envolve, contradizendo com a nossa percepção, já que
muitas vezes nos excluímos desta compreensão.

Conforme Lemos e Barros (2007), o desenvolvimento da consciência pública nas questões


ambientais e sociais, está em muitos casos bem trabalhados. Os cidadãos não somente conhecem
essas questões, mas também compreendem que qualidade ambiental é importante para o bem
comum.

O movimento verde voltado para dentro das empresas resume-se a uma mudança de
comportamento das pessoas envolvidas, independente de qualquer que seja a atividade que exerce
ou o nível que ocupa. É um processo que deve ser planejado de acordo com a realidade de cada
organização, avaliando os recursos, a cultura interna e as suas especificações.

Dias (2000) destaca as finalidades da Educação Ambiental instituídas pela Conferência


Intergovernamental sobre Educação Ambiental aos Países Membros ocorrida em Tbilisi em 1977,
sendo elas:

1. Promover a compreensão da existência e da importância da interdependência econômica,


social, política e ecológica;

2. Proporcionar a todas as pessoas a possibilidade de adquirir os conhecimentos, o sentido


de valores, o interesse ativo e as atitudes necessárias para protegerem e melhorarem o meio
ambiente e;

3. Induzir novas formas de conduta, nos indivíduos e na sociedade, a respeito do meio


ambiente.

As empresas devem saber que envolver o empregado num ambiente consciente


ambientalmente, é o mesmo que provocar o surgimento de consumidores reflexivos sobre o que
realmente é importante em seus hábitos e consequentemente nos seus modos de consumo, cuja
escolha de compra passa a ser por empresas que fazem a sua parte para diminuir os impactos
ecológicos.

Formar as pessoas em educação ambiental é uma pretensão para a busca de resolução dos
problemas que a natureza afronta. E o educador tem a função de envolver as pessoas nas questões
ambientais devendo, para isso, começar a fazer com que elas pensem nas suas vidas, no seu
comportamento e nas relações com a natureza. Enfim, a reflexão é o ponto de partida para um novo
tratamento com o meio ambiente em que vivemos.

6.3-TRANSFORMANDO VELHOS ATOS EM NOVOS HÁBITOS

Hoje, se consome mais do que a natureza pode oferecer. Há produção de novas espécies de
lixo que o meio ambiente não consegue tratar e se desperdiça mais água do que necessariamente
dever-se-ia gastar. Reduzir a poluição através do uso racional de matéria prima, água e energia
representam opções ambientais de bom senso.
No entanto, não basta pensar em reciclagem, ou mudar radicalmente as ações das pessoas,
mas sim recuperar atitudes antigas com nova roupagem e acima de tudo, com a importância
necessária merecida.

Para Oliveira (2000) o referencial de fragilidade sobre questões ambientais, como efeito
estufa, buracos na camada de ozônio, chuvas ácidas, miséria, fome e pestes, está no ser humano
onde as contradições mais efetivas não estão na anunciada fragilidade e esgotamento dos
ecossistemas ou do planeta Terra, mas na configuração de relações sociais existentes, de
valorização de bens e recursos naturais, contudo, na forma de relação sociedade-natureza.

Trabalhar questões ambientais nas empresas é uma tática bem quista a qual desenvolve a
educação ambiental voltada a adultos que muitas vezes não passaram, em tempos de escola, por
experiências de educação formal, ou não tem a consciência do impacto que cada pessoa tem sobre a
natureza.

Ações pequenas como separar o lixo ao jogá-lo fora, diminuir o desperdício de papel no
escritório, apagar a luz ao sair de uma sala, ou ainda fechar a torneira completamente ao ir no
banheiro, são comportamentos que devem ser cultivados e que necessariamente serão fortalecidos
pelo uso de uma comunicação interna bem desenvolvida. Neste quesito o endomarketing preocupa-
se em garantir clareza e conformidade das informações divulgadas, além disto a integração da
empresa para uma comoção geral dos empregados.

Dando prosseguimento, o endomarketing facilitará o processo de conscientização a partir da


aplicação de ações tais como:

• avaliação e identificação de problemas ambientais em todas as áreas da empresa;


• engajamento das lideranças pelo exemplo necessário às campanhas de movimento ambientalista;
• firmamento dos valores ambientais no cerne da cultura organizacional e não como um modismo
passageiro;

• promoção da participação dos funcionários através da contribuição de ideias que a empresa


possa aplicar no contexto de meio ambiente;

• tornar a educação ambiental campo a ser abordado desde as ambientações direcionadas


aos novos empregados.

O endomarketing enfatiza a importância da visão que os empregados tem da empresa e do


caráter de dever que a mesma possui sobre a responsabilidade de disseminar uma atuação mais
humanitária, social, ambiental e, sobretudo realista, é o ponto de partida para poder identificar o quão
os empregados estão abertos a novos conceitos e até a forma de como lançá-los para que a
finalidade seja alcançada: a adesão dos empregados às campanhas ambientais.
Na Dataprev – Empresa Pública de Tecnologia da Previdência Social na sede situada João
Pessoa/PB, esta identificação já foi feita através de uma pesquisa monográfica, cujo resultado
mostrou que as pessoas que compõem o quadro funcional que tem mais tempo de serviço e mais
idade, são as pessoas que se mostraram os mais propícios às campanhas de divulgação com apelo
social, informação esta que possibilita desenhar a forma a qual será a melhor abordagem para
incentivar hábitos ambientais.

O Banco Real, por exemplo, tem entre suas ações ambientalistas a adoção do uso de papéis
reciclados em todas as suas comunicações e a formação dos seus líderes em sustentabilidade
através do Programa de Desenvolvimento de Líderes para a Sustentabilidade, cuja metodologia
favorece o repasse de conteúdo e reforça o papel do líder na disseminação de conceitos e práticas
sustentáveis.

Da mesma forma acontece no Banco Bradesco, onde alinhar eficiência a uma atitude
responsável em relação ao meio ambiente, trabalhar a otimização de recursos, programas
sistemáticos de reciclagem e ações monitoradas de descarte adequado de materiais, e também
utilizar papel reciclado em seus informativos são algumas das atitudes que podem ser percebidas
inseridas na rotina da empresa.

Sunkel e Glico (1980) citado por Oliveira (2000) defendem que “é preciso relacionar o
desenvolvimento das relações sociais de produção e das forças de trabalho com a interação
sociedade-natureza”.

Percebemos que os objetivos e as atividades que promovem certa conscientização ambiental


e confirmam a adesão das empresas à responsabilidade que possuem socialmente, deve estar em
conformidade com as atividades empresariais, pois mais do que educar os colaboradores um novo
conceito é fazer com que um novo entendimento e comportamento sejam adquiridos e que estes
demonstrem eficácia no dia a dia empresarial.

2- FUNDAMENTOS DE ECOLOGIA: ECOSSISTEMA E BIODIVERSIDADE

A Ecologia Industrial visa, igualmente, como a Prevenção da Poluição ou a Produção Mais


Limpa, prevenir a poluição, reduzindo a demanda por matérias-primas, água e energia e a devolução
de resíduos à natureza. Porém, enfatiza a sua obtenção através de sistemas integrados de processos
ou indústrias, de forma que resíduos ou subprodutos de um processo possam servir como matéria-
prima de outro. Difere, nesse ponto, da Produção Mais Limpa, que prioriza os esforços dentro de
cada processo, isoladamente, colocando a reciclagem externa entre as últimas opções a considerar.
Parte da consideração de que, por mais que se aperfeiçoem os processos de limpeza da produção,
sempre poderá ocorrer a geração de algum resíduo ou subproduto, para os quais não haja uma
alternativa economicamente viável, se o processo for considerado de forma isolada. Alternativamente,
a empresa poderá não ter interesse em desenvolver outro processo que o aproveite. A integração
adequada de diferentes empresas, de forma que os resíduos e subprodutos gerados por uma delas
possam servir de matérias-primas para outras, reduziria a devolução à natureza. Da mesma forma, a
sua utilização como matéria-prima reduziria a demanda por novos recursos naturais. Considera-se,
também, a possibilidade de recuperação da energia armazenada nas ligações quí- micas,
especialmente nos sintéticos, que a têm acumulada em quantidade e que são produtos cuja
devolução à natureza é especialmente perigosa. Prevê-se, ainda, a hipótese de armazenagem, ao
invés de deposição definitiva, de resíduos para os quais se vislumbre uma possibilidade de utilização
posterior, como determinados metais ou suas associações. A pretensão é desenvolver ciclos de
produção, distribuição, consumo e devolução de resíduos tão fechados quanto possível. Além da
redução da demanda e da restituição ao mínimo inevitável, os resíduos que não pudessem ser
suprimidos, no fim de todo o ciclo, seriam tornados o mais compatíveis possível com o
processamento natural, antes da devolução ao ambiente. O sentido geral é de, por meio de um
sistema industrial e dos reaproveitamentos e transformações possíveis, utilizar ao máximo os
recursos naturais inevitavelmente necessários, reduzindo a um mínimo a pressão sobre a natureza,
tanto do lado da demanda quanto do da restituição. A lógica de processamento interno de materiais e
energia, com a recuperação de valores incorporados a elementos que seriam rejeitos de alguns
processos, por sua utilização como alimentação de outros, é que leva à associação com a ecologia.
O modelo ideal de referência seriam os sistemas naturais fechados, nos quais não cabem os
conceitos de resíduos e matéria-prima. Não sendo possível repeti-los, procurar-se-ia aproximar-se
deles o mais possível, reduzindo as pressões externas.

A clareza da percepção do poder da sociedade em alterar o ambiente econômico, social e da


natureza e com o aumento da população o descarte de resíduos se tornou cada vez mais
problemático e diversos setores da sociedade tomado consciência da pressão que o acumulo de
resíduos e substâncias tóxicas dissipadas no meio ambiente podendo exercer a alteração do meio
ambiente, a saúde e a qualidade de vida do indivíduo.

O modo como a empresa encara as questões ambientais tem evoluído nas últimas décadas
se posicionando como um fator de custo com imposições legais evoluindo para uma estratégia mais
proativa em que o ambiente é a parte estratégica do negócio (Ferrão e Heitor,2000) sendo também
essa evolução não alheia a politícas públicas mas deixaram de se focar nos processos de fabricação
para está centrada no ciclo de vida dos produtos com conceitos como a política integrada do produto .

A designação de Ecologia Industrial provém dos conceitos que lhe estão associados e que
emergem da analogia entre os sistemas industriais e os sistemas ecológicos

(Ferrão, 2000). Estes conceitos estão concretizados nos princípios da Ecologia Industrial, dos
quais se salientam o estabelecimento de ciclos de materiais e energia em cada subsistema
relacionado com o ciclo de vida do produto e o estabelecimento de simbioses ao nível dos fluxos de
materiais ou de energia com outros subsistemas.

A criação de uma economia sustentável requer um conjunto de ferramentas e técnicas


baseadas nos princípios da Ecologia Industrial, as quais constituem parte da infraestrutura da
mesma. Mais concretamente, o conjunto de indicadores e métricas derivados destas ferramentas,
que incluem indicadores físicos para além de indicadores económicos, são o modo mais eficaz pelo
qual se pode aumentar a robustez das iniciativas politicas que visam conduzir à sustentabilidade
(Allenby, 1999 ; Matthews et al., 2000).

Para a formulação de politicas ambientais eficazes e eficientes é necessário a existência de


informação detalhada para avaliar a interacção entre o ambiente e a economia (Matthews et al.,
2000). Deste modo, um conjunto alargado de ferramentas de ecologia industrial foi desenvolvido e
encontra-se em desenvolvimento para procurar dar resposta a diferentes abordagens da relação
economia/ambiente. Entre estas ferramentas podem-se enumerar a Análise de Fluxo de Materiais, as
Tabelas Entrada-Saída Económicas/Físicas ou a Avaliação de Ciclo de Vida.

FERRAMENTAS DE ECOLOGIA INDUSTRIAL PARA A GESTÃO DE PRODUTOS EM FIM


DE VIDA

As ferramentas baseadas nos princípios de Ecologia Industrial desenvolvidas para


operacionalizar as Sociedades Gestoras de fluxos específicos de resíduos que têm emergido no
panorama nacional, podem ser classificadas em duas categorias:

Ferramentas de Gestão e Ferramentas Operacionais.

No fluxo específico dos REEE, as Ferramentas de Gestão obtêm-se a partir da concepção de


modelos capazes de avaliar a dinâmica associada ao ciclo de vida dos equipamentos, a qual se
traduz na percepção da interacção entre vendas de EEE e produção de REEE, ao longo do tempo.

A estruturação do papel de cada interveniente no ciclo de vida dos EEE de forma a


racionalizar custos económicos e ambientais, apresenta-se também como uma valiosa

Ferramenta de Gestão. A ponderação de diferentes soluções para o processamento destes


resíduos e a avaliação dos impactes económicos e ambientais associados a cada uma delas
constituem ainda ferramentas relevantes para apoio ao processo de tomada de decisão.

A construção de modelos de caracterização técnico-económica das tecnologias existentes


para o processamento destes resíduos, nomeadamente no que se refere à reciclagem, reutilização e
valorização energética, constitui um conjunto de Ferramentas Operacionais no âmbito dos REEE.
Infelizmente, muitos gestores não estabelecem a relação entre a saúde dos ecossistemas e o
desempenho empresarial. As empresas não estão, muitas vezes, totalmente conscientes da
dimensão da sua dependência e impacto sobre os ecossistemas e possíveis ramifi cações. Da
mesma forma, os sistemas de gestão ambiental e as ferramentas de due diligence ambiental não
estão, frequentemente, adaptados aos riscos e às oportunidades que emergem da degradação dos
ecossistemas e dos serviços que os mesmos prestam. Por exemplo, muitas ferramentas são mais
adequadas para o tratamento de questões “tradicionais” de poluição e consumo de recursos. A
maioria incide sobre os impactos ambientais e não sobre a dependência. Além disso, normalmente
incidem sobre os riscos e não sobre as oportunidades. Como resultado, as empresas podem ser
apanhadas desprevenidas ou perder novas fontes de receita associadas à alteração do ecossistema.
A ESR foi criada para responder a esta necessidade de gestão. É uma metodologia que apoia os
gestores na identificação da relação entre o impacto ou dependência da empresa em relação aos
serviços dos ecossistemas e os potenciais riscos e oportunidades. Desta forma, pode informar e
fortalecer a estratégia de gestão. Em que sectores A ESR pode ser útil para empresas de vários
sectores. É relevante em indústrias que interagem directamente com ecossistemas – como a
agricultura, a indústria das bebidas, o abastecimento de água, a produção fl orestal, a electricidade, o
petróleo, o gás, a indústria mineira e o turismo. É também relevante para sectores tais como o retalho
geral, serviços de saúde, consultoria, serviços financeiros e outros na medida em que os seus
fornecedores interajam directamente com os ecossistemas .

Os retalhistas gerais, por exemplo, podem enfrentar riscos reputacionais ou riscos de


mercado se os seus fornecedores forem responsáveis pela degradação de ecossistemas e dos
serviços que os mesmos proporcionam. As empresas de serviços financeiros enfrentam os mesmos
riscos devidos aos seus investimentos. Benefícios empresariais A experiência dos testes no terreno
indica que a ESR pode trazer vários benefícios empresariais tais como: Identificação de novos riscos
e oportunidades resultantes da dependência e impacto de uma empresa sobre os ecossistemas e os
serviços prestados pelos mesmos. Uma vez que a estrutura dos serviços dos ecossistemas implica
uma nova solução de avaliação da inter-relação entre as empresas e o ambiente, a ESR pode revelar
fontes de risco e de oportunidade que os processos tradicionais de desenvolvimento de estratégias
não prevejam. Enquadramento e priorização de riscos ou oportunidades anteriormente

3- QUÍMICA AMBIENTAL.

Lojas Americanas S.A., grupo que ocupa posição destacada entre as maiores redes de varejo
do Brasil, demonstra seu comprometimento com a preservação do meio ambiente e estabelece sua
Política Ambiental, através das seguintes diretrizes:

o Ter como premissa básica o atendimento aos requisitos legais aplicáveis às suas
atividades;

o Considerar aspectos ambientais na execução diária das tarefas;

o Utilizar de forma racional os recursos naturais, considerando os preceitos do


desenvolvimento sustentável;

o Minimizar a geração de resíduos e realizar o descarte adequado dos mesmos, na


execução das tarefas diárias, assim como na instalação e/ou ampliação de empreendimentos ou
processos;

o Buscar a prevenção da poluição e dos demais impactos ambientais causados pelas


suas operações;
o Contribuir para o combate às mudanças climáticas, através do conhecimento de suas
emissões de Gases de Efeito Estufa e de ações que visem a redução e/ou mitigação das mesmas
(eficiência energética, uso de energias renováveis, otimização do frete e uso de combustíveis menos
poluentes);

o Melhorar continuamente o desempenho ambiental da Companhia, através de


monitoramento e avaliação periódicos;

o Conscientizar os seus associados da importância da responsabilidade individual para


garantir o cumprimento dos objetivos ambientais da Companhia;

o Ter em parceria os stakeholders (acionistas, clientes, associados, fornecedores e


sociedade) na busca pelo desenvolvimento sustentável da Companhia

4-DINAMICA DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

CONCLUSÃO
Este estudo objetivou analisar de que maneira tradicionais técnicas de análise podem ser
aplicadas nas Demonstrações Financeiras de uma empresa. Para esse propósito, foi necessário
atingir os objetivos específicos: (a) apresentar um estudo teórico sobre o tema escolhido; (b)
conceituar as principais Demonstrações Contábeis; (c) descrever os diferentes tipos de análise que
podem ser utilizadas; (d) identificar a relevância dos Índices de Liquidez para o conhecimento da
capacidade de pagamento de exigibilidades e de lucratividade da empresa; (e) analisar o Balanço
Patrimonial e a Demonstração do Resultado do Exercício da empresa Lojas Americanas S/A nos de
2011, 2012 e 2013, mediante técnicas de Análise Vertical, Horizontal e de quocientes, mas
especificamente o Índice de Liquidez. A Lojas Americanas apresentou, nos anos de 2011, 2012 e
2013, resultados positivos a respeito de sua capacidade de pagamento de curto prazo, revelando
como uma atitude positiva e, também, como ponto de atenção a maior procura por financiamentos de
longo prazo, deixando em queda o indicador de Liquidez Geral, que abrange o pagamento de dívidas
de longo pra
Conclui-se que as tradicionais técnicas de Análise das Demonstrações Contábeis são
imprescindíveis para uma melhor verificação da saúde financeira econômica das empresas. Através
da Análise Vertical e Horizontal foi possível verificar de que maneira as principais contas do Balanço
Patrimonial e da
Demonstração do Resultado do Exercício se comportaram ao longo dos anos e quais as
possíveis justificativas para esses comportamentos. Os índices de Liquidez proporcionaram uma
maior visibilidade acerca da saúde financeira da empresa no aspecto de capacidade da empresa em
quitar suas dívidas e quais os aspectos favoreceram esses resultados.
É importante salientar que calcular os índices, elaborar a análise quantitativa é somente o
primeiro passo de uma análise das demonstrações financeiras. Um relatório que apresentasse dados
em vez de informações não seria um bom relatório, pois transforma um tipo de dado encontrado nas
demonstrações em outros dados, o que para o leitor pouco, ou nada valem. Por este motivo é que
torna-se necessário que o analista tenha esta capacidade de interpretação, para então elaborar o
relatório da análise.
Pode-se concluir através deste artigo que a responsabilidade ao meio ambiente já é uma
preocupação real desta geração, que procura influenciar as novas gerações para dar continuidades
no processo de sustentabilidade e de serem responsáveis pelo meio em que se vive, incorporando
atitudes diárias nas empresas e em toda a sociedade visando garantir a sobrevivência de nossa
espécie.

A aplicação de ferramentas de Ecologia Industrial permite, ao nível macro, caracterizar o


metabolismo de uma economia e através desta análise, definir e hierarquizar estratégias que
promovam a reciclagem e valorização de fileiras de resíduos, tendo por base critérios associados ao
potencial de reciclagem. Demonstra-se ainda que, ao nível micro, estas ferramentas, podem apoiar o
estabelecimento de estratégias empresariais que promovam a valorização de resíduos, num contexto
de economia de mercado, de acordo com as políticas ambientais vigentes.
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