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06/08/2019

Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental Disciplina: ENS
Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC
Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental
Disciplina: ENS 5106 - Saneamento
Contextualização do Saneamento no
Brasil e Poluição Ambiental
Prof. Dr. Ramon Lucas Dalsasso
Ramon.lucas@ufsc.br
2019-2
O que é Saneamento?
O que é Saneamento?

06/08/2019

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS): “é o controle de todos os
De acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS): “é o controle de todos os fatores do meio físico do
homem, que exercem ou podem exercer efeito deletério
sobre seu bem estar físico, mental e social”.
A partir deste conceito, fica esclarecido que existe
uma interligação entre o saneamento e o aspecto ambiental,
no sentido do controle dos fatores do meio físico, com a
abordagem preventiva de saúde.
Saneamento  Abastecimento de água;  Coleta, tratamento e disposição segura de águas residuárias; 
Saneamento
 Abastecimento de água;
 Coleta, tratamento e disposição segura de águas residuárias;
 Acondicionamento, coleta, transporte e/ou destino final dos
resíduos sólidos;
 Coleta de águas pluviais e controle de empoçamentos e
inundações;
 Controle de vetores de doenças transmissíveis;
 Saneamento dos alimentos;
 Saneamento dos meios de transportes;
 Saneamento e planejamento territorial;
 Saneamento da habitação, dos locais de trabalho, de educação e de
recreação e dos hospitais; e
 Controle da poluição ambiental – água, ar e solo, acústica e visual.

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• Disciplina de “Saneamento” o Baseia-se consideravelmente na hidráulica para o conhecimento do funcionamento das
• Disciplina de “Saneamento”
o Baseia-se consideravelmente na hidráulica para o
conhecimento do funcionamento das estruturas e de
projeto.
o Inclui
o
hidrologia e qualidade da água.
conhecimento
de
informações
sobre
o Inclui
princípios
de
gestão
dos
sistemas
de
saneamento urbano.
o Está apoiada em diversas leis, resoluções, etc.
Saneamento básico • Envolve 4 áreas: • Abastecimento de água (sistemas de abastecimento e de
Saneamento básico
• Envolve 4 áreas:
• Abastecimento de água (sistemas de abastecimento e de
tratamento de água);
Planejamento e
operação
• Sistemas de esgoto sanitário (coleta e tratamento de esgoto
sanitário);
• Resíduos sólidos (coleta, tratamento e destinação final);
• Drenagem
urbana
(sistemas
de
drenagem,
técnicas
compensatórias).

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HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL  Período colonial – surgimento das cidades.  Porém,
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
 Período colonial – surgimento das cidades.
 Porém, muito antes disso, comunidades indígenas se preocupavam
com o abastecimento de água e disposição dos dejetos.
Depois do início do período colonial, as cidades surgiram e
foram acompanhadas pela necessidade por serviços
fundamentais para a população.
No princípio se resumia na instalação de
chafarizes e na drenagem dos terrenos.
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL  Século XIX, com a vinda da Corte Portuguesa
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
 Século XIX, com a vinda da Corte Portuguesa e abertura dos portos -
cidades começaram a ter grande importância social e econômica e a
população cresceu exponencialmente.
 Esse progresso não foi acompanhado por infraestrutura.
 Instalações sanitárias localizadas nos fundos das casas e despejos
colocados em recipientes especiais - transportados pelos escravos e
despejados na atual Praça da República ou na beira-mar.
 Abastecimento de água feito pelos escravos (transporte dos enormes
vasos dos chafarizes para as residências).

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HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL  Entre 1830 a 1851 - 23 epidemias letais
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
 Entre 1830 a 1851 - 23 epidemias letais no Rio de Janeiro, muitas
dessas causadas por doenças de veiculação hídrica.
 Água passaria a ser comercializada - criaram organização dos
serviços de saneamento básico e as províncias entregaram as
concessões as companhias estrangeiras.
 Cidades brasileiras continuaram com a mesma situação caótica, onde
as epidemias persistiam e a população de ratos, pernilongos e outros
vetores se multiplicavam.
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL  Século XX - insatisfação geral causada pela falta
HISTÓRIA DO SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
 Século XX - insatisfação geral causada pela falta de eficiência dos
serviços prestados pelas empresas estrangeiras, o governo estatiza o
setor de saneamento.
 Surgimento de projetos que representassem a retirada dos esgotos
por meio de tubulações e transporte para um local onde pudessem
ser tratados.
 1930 - capitais possuíam algum tipo de sistemas de distribuição de
água e coleta de esgoto.
 Estudos/projetos de Saturnino de Brito (1864-1929) - sistema
separador absoluto, que a partir de 1912, passou a ser adotado
obrigatoriamente nos projetos de urbanização do país.

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EVOLUÇÃO HISTÓRICA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
EVOLUÇÃO HISTÓRICA

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EVOLUÇÃO HISTÓRICA 1909 – SAA Florianópolis 1890 – SAA Joinville / captação no córrego Boa
EVOLUÇÃO HISTÓRICA
1909 – SAA Florianópolis
1890 – SAA Joinville / captação no
córrego Boa Vista
Fonte: RAMOS, Átila
Memórias do Saneamento Desterrense
PLANASA – PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO Universalizar o acesso aos serviços básicos  Instituído em
PLANASA – PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO
Universalizar o acesso aos serviços básicos
 Instituído em 1968, o PLANASA só começou a funcionar em 1971,
quando passou a destinar recursos para os estados criarem suas
próprias companhias de saneamento.
Instituiu o Sistema Financeiro do Saneamento (SFS), gerido pelo
BNH.
 Para obter o financiamento, cada estado da federação deveria criar,
com base em seus recursos orçamentários, um Fundo de
Financiamento para Águas e Esgotos (FAE) e uma companhia estadual
de saneamento. Fundação da CASAN em 1970.

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PLANASA – PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO  Meta: até 1980, no mínimo, 80 % população
PLANASA – PLANO NACIONAL DE SANEAMENTO
 Meta: até 1980, no mínimo, 80 % população urbana com água potável
e 65 % com esgotamento sanitário. Metas não foram cumpridas. Nos
anos seguintes, pouco se fez  grandes centros recebiam algum
recurso para investir em saneamento.
 Nem todos os municípios aderiram ao PLANASA. Alguns se
mantiveram efetivamente autônomos, operando com empresas
municipais. Cerca de 20 % dos municípios do País adotam este tipo de
gestão.
O Curso de Graduação em Engenharia Sanitária e Ambiental, foi implantado na
UFSC em 1978 sob a denominação Engenharia Sanitária. Ele teve origem nas
recomendações do PLANASA (Plano Nacional de Saneamento) como elemento
contribuinte para recuperação da deficiência no setor de saneamento do país.
 Governo Federal sancionou em 2007 (depois de 20 anos de idas e vindas) a
 Governo Federal sancionou em 2007 (depois de 20 anos de idas
e vindas) a Lei 11.445 – Lei Nacional do Saneamento Básico.
 Procura encarar o saneamento como um direito de cidadania,
apostando na ampliação progressiva do acesso de todos os
brasileiros a esse direito, e tem como objetivo a sua
UNIVERSALIZAÇÃO.

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 Ministério das Cidades lançou o Programa Saneamento para Todos.  Linha de financiamento a
 Ministério das Cidades lançou o Programa Saneamento para
Todos.
 Linha de financiamento a estados, municípios e
concessionárias estaduais e municipais que permitia a implantação
e melhoria de iniciativas em saneamento.
 Em 2008 o programa prometeu investir R$ 2,2 bilhões em
recursos do FGTS e do Fundo de Amparo ao Trabalhador para
financiar ações de saneamento básico.
• Áreas de atuação do engenheiro civil e de produção civil o Habitação, edificações o
• Áreas de atuação do engenheiro civil e de produção
civil
o
Habitação, edificações
o
Infraestrutura de transportes
o
Equipamentos urbanos
o
o
Saneamento

06/08/2019

Saneamento Básico no Brasil Tabela 01. Índice de atendimento de abastecimento de água, coleta e
Saneamento Básico no Brasil
Tabela 01. Índice de atendimento de abastecimento de água, coleta e tratamento de
esgotos de 2017
Regiões
Índice de atendimento com rede (%)
Índice de
tratamento dos
Água
Coleta de esgotos
esgotos gerados
(%)
Total
Urbano
Total
Urbano
Total
Norte
56,9
69,2
8,7
11,2
16,4
Nordeste
73,4
89,6
24,7
32,2
32,1
Sudeste
91,2
96,1
77,2
81,9
47,4
Sul
89,4
98,1
41,0
47,5
41,4
Centro-oeste
89,6
97,4
49,6
54,7
50,2
Brasil
83,3
93,1
50,3
58,0
42,7
Fonte: SNIS, 2017.
Saneamento Básico no Brasil IN 055 - Índice de atendimento total de água < 40,0
Saneamento Básico no Brasil
IN 055 - Índice de atendimento
total de água
< 40,0 %
40,0 a 60,0 %
60,1 a 80,0 %
80,1 a 90,0 %
> 90,0 %
Figura 01. Representação espacial do índice médio de atendimento urbano de abastecimento de água e coleta de
esgotos dos participantes do SNIS em 2017, distribuído por faixas percentuais, segundo os estados brasileiros.

06/08/2019

Média Nacional 154,0 L/hab.dia
Média Nacional 154,0 L/hab.dia
06/08/2019 Média Nacional 154,0 L/hab.dia 11

06/08/2019

- Variação índice de perda 17,0 % RS até 69,1 % AP. - Média Nacional
- Variação índice de perda 17,0 % RS até 69,1 % AP.
- Média Nacional 38,3 %.
06/08/2019 - Variação índice de perda 17,0 % RS até 69,1 % AP. - Média Nacional

06/08/2019

06/08/2019 Tabela 02. Taxa de cobertura do serviço de coleta de RDO dos municípios participantes em
Tabela 02. Taxa de cobertura do serviço de coleta de RDO dos municípios participantes em
Tabela 02. Taxa de cobertura do serviço de coleta de RDO dos municípios
participantes em relação à população total, segundo região geográfica - SNIS 2017.

06/08/2019

Taxa de cobertura do serviço de coleta de RDO dos municípios participantes em relação à
Taxa de cobertura do serviço de coleta de RDO dos municípios
participantes em relação à população total, segundo região geográfica
SNIS 2017
Saneamento Básico no Brasil Tabela 03. Percentual de municípios com ruas pavimentadas na área urbana,
Saneamento Básico no Brasil
Tabela 03. Percentual de municípios com ruas pavimentadas na área urbana, por
tipo de sistema de drenagem, segundo as Grandes Regiões – 2000/2008.

06/08/2019

Saneamento Básico no Brasil • Há muito o que fazer Pouco mais de 40% dos
Saneamento Básico no Brasil
• Há muito o que fazer
Pouco mais de 40% dos municípios do país têm um
Plano Municipal de Saneamento, instrumento que traça metas e objetivos
na área Foto: Marcos Alves / Agência O Globo
Matheus Rocha
23/06/2019 - 11:00
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De acordo com OMS, 80 % das doenças e 65 % das internações hospitalares (implicando
gastos de US$ 2,5 bilhões por ano) estão relacionadas com água contaminada e falta de
esgotamento sanitário.
https://epoca.globo.com/por-que-apenas-85-municipios-cumprem-bem-requisitos- de-saneamento-23753570 Governo quer
https://epoca.globo.com/por-que-apenas-85-municipios-cumprem-bem-requisitos-
de-saneamento-23753570
Governo quer destravar investimentos privados em saneamento básico Foto: Gabriel de
Paiva / Agência O Globo/18-04-2018

06/08/2019

Investimentos no setor de saneamento • Em 2009 havia uma estimativa de que a universalização
Investimentos no setor de saneamento
• Em 2009 havia uma estimativa de que a universalização do
setor de saneamento no Brasil precisaria de investimentos da
ordem de 180 bilhões de reais (Fonte: Ministério das Cidades).
• Entre 2007 e 2010 foram investidos perto de 40 bilhões de
reais.
Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.
Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.

06/08/2019

Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.
Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.
Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.
Fonte: Os benefícios da universalização do saneamento no Brasil, FGV, Julho 2010.

06/08/2019

Saneamento Ambiental
Saneamento Ambiental
Dois eventos marcam o regulamento da questão ambiental no mundo:  Conferência de Estocolmo –
Dois eventos marcam o regulamento da questão ambiental no mundo:
 Conferência de Estocolmo – 1972
Conscientização dos países sobre a importância de promover a limpeza
do ar dos grandes centros urbanos, a limpeza dos rios nas bacias
hidrográficas e o combate à poluição marinha. Culminou com a
Declaração de Estocolmo sobre o Meio Ambiente.
 Conferência do Rio - 1992
Discutir as conclusões e propostas do relatório “Nosso Futuro Comum”,
de 1987, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente – ONU.
Culminou com a declaração do Rio que foi chamada de Agenda 21.
Relatório: busca equilíbrio entre desenvolvimento e preservação dos
recursos naturais → o conceito de desenvolvimento sustentável.

06/08/2019

AGENDA 21 Países participantes da RIO 92 ratificam o compromisso de adotar um conjunto de
AGENDA 21
Países participantes da RIO 92 ratificam o compromisso de
adotar um conjunto de atividades e procedimentos que, no
presente, melhorarão a qualidade de vida no planeta.
SANEAMENTO AMBIENTAL – focalizar a integração
mundial para o desenvolvimento sustentável, garantindo a
sobrevivência da biodiversidade e questões prioritárias
como o bem estar da população e a preservação
ambiental.
DESAFIO
Cidades sustentáveis, integrando-se às suas
florestas, às terras produtivas que exigem cuidados e
às bacias hidrográficas que nos garantam a vida.
Conceitos SANEAMENTO AMBIENTAL Conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo alcançar salubridade
Conceitos
SANEAMENTO AMBIENTAL
Conjunto de ações socioeconômicas que têm por objetivo
alcançar salubridade ambiental, por meio de abastecimento de
água potável, coleta e disposição sanitária de resíduos sólidos,
líquidos e gasosos, promoção da disciplina sanitária de uso do
solo, drenagem urbana, controle de doenças transmissíveis e
demais serviços e obras especializadas, com a finalidade urbana e
rural.
Inclui questões ambientais e de preservação ambiental:
1. Qualidade do ar, água e do solo;
2. Impactos ambientais; e
3. Educação ambiental.

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MEIO AMBIENTE Conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica,
MEIO AMBIENTE
Conjunto de condições, leis, influências e interações
de ordem física, química e biológica, que permite e
rege a vida em todas as suas formas (Lei 6.938/81 -
Política Nacional de Meio Ambiente).
SALUBRIDADE AMBIENTAL
É a qualidade ambiental capaz de prevenir a
ocorrência de doenças veiculadas pelo meio
ambiente e de promover o aperfeiçoamento das
condições mesológicas favoráveis à saúde da
população urbana e rural.
Figura: Meio Ambiente Teixeira, 1996
Figura: Meio Ambiente
Teixeira, 1996

06/08/2019

Quadro 1. Estimativa do impacto da doença devido à precariedade do ambiente doméstico nos países
Quadro 1. Estimativa do impacto da doença devido à precariedade do
ambiente doméstico nos países em desenvolvimento – 1990.
Ambiente doméstico inadequado – responsável por
quase 30 % da ocorrência de doenças em países em
desenvolvimento.
A atividade humana gera impactos ambientais que repercutem nos meios físicos, biológicos e socioeconômicos afetando
A atividade humana gera impactos ambientais que repercutem nos
meios físicos, biológicos e socioeconômicos afetando os recursos
naturais e a saúde humana. Esses impactos se fazem sentir nas
águas, ar e solo e na própria atividade humana.
AMBIENTE (Assuntos segundo sua subdivisão: Água; Ar; Solo)
1) ÁGUA
a) Considerações Gerais
Fundamental à vida. Presente em proporções elevadas nos seres vivos.
No homem atinge cerca de 75 % de seu peso.
b) Ciclo Hidrológico
A água presente em nosso ambiente encontra-se em constante
movimento. Os processo de transporte de massa tem lugar na atmosfera,
terra e oceanos. O conjunto desses processos é chamado ciclo
hidrológico.

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Ciclo Hidrológico Principais fenômenos: Ciclo Hidrológico - contínuo movimento da água no planeta. Representa o
Ciclo Hidrológico
Principais fenômenos:
Ciclo Hidrológico - contínuo
movimento da água no planeta.
Representa o comportamento da água
no globo terrestre.
• Precipitação
• Escoamento superficial
• Infiltração
• Evaporação
• Transpiração
c) A Distribuição Geográfica da Água Água livre sobre a terra: 1.370 milhões km 3
c) A Distribuição Geográfica da Água
Água livre sobre a terra:
1.370 milhões km 3
97% - Água Salgada
3% - Água Doce
d) A Utilização da Água e as Exigências de Qualidade
A água pode ser considerada sobre 3 aspectos em função da sua utilidade:
Aspectos
Utilidades
Elemento ou componente físico
da natureza
Manutenção da umidade do ar
Geração de energia
Meio para navegação, pesca, lazer
Transporte de resíduos, despejos líquidos e sedimentos
Ambiente para vida aquática
Ambiente para a vida dos organismos aquáticos
Fator indispensável à
manutenção da vida terrestre
Irrigação de solos, dessedentação de animais e
abastecimento público e industrial
Usos da água (Barros et al., 1995)

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Usos múltiplos da água  Abastecimento doméstico;  Abastecimento industrial;  Geração de energia
Usos múltiplos da água
 Abastecimento doméstico;
 Abastecimento industrial;
 Geração de energia elétrica;
 Recreação e lazer;
 Pesca;
 Irrigação;
 Navegação.
 Para cada uso da água é necessário que a mesma tenha uma determinada
qualidade.
 Alguns usos da água podem provocar alterações nas suas características,
tornando-a imprópria para outras finalidades.
Aumento das aglomerações humanas  maior consumo de água Grandes obras destinadas à captação, transporte
Aumento das aglomerações humanas  maior consumo de água
Grandes obras destinadas à captação, transporte e armazenamento
Desenvolvimento de técnicas de tratamento
Interfere no ciclo hidrológico natural  ciclo artificial da água.
Captação e devolução por
sucessivas cidades em uma
bacia - resulta numa
reutilização indireta da água.

06/08/2019

Ciclo artificial da água integrado ao ciclo hidrológico natural: - Captação de água superficial, tratamento
Ciclo artificial da água integrado ao ciclo hidrológico natural:
- Captação de água superficial, tratamento e distribuição;
- Coleta, tratamento e disposição em corpos receptores dos esgotos
gerados;
- Autodepuração natural do corpo receptor;
- Repetição deste esquema nas cidades à jusante.
Problemas relacionados ao ciclo artificial da água: Maré vermelha Eutrofização Atividades humanas: • Reduz a
Problemas relacionados ao ciclo artificial da água:
Maré vermelha
Eutrofização
Atividades humanas:
• Reduz a penetração da luz
Proliferação de
algas/cianobactérias
• Decomposição por bactérias  reduz o O 2 dissolvido
• Sem oxigênio  morte de peixes e outros organismos
aquáticos

06/08/2019

 A presença de compostos orgânicos (sólidos dissolvidos) pode acarretar gosto, odor, ou outros problemas
 A presença de compostos orgânicos (sólidos dissolvidos)
pode acarretar gosto, odor, ou outros problemas de saúde
tornando a água imprópria para consumo.
 Os compostos químicos mais sofisticados (organofosforados,
policlorados
e
bifenóis,
usados
na
agricultura)
causam
preocupações  baixas concentrações para detecção.
OCUPAÇÃO DO HOMEM NA BACIA HIDROGRÁFICA
OCUPAÇÃO DO HOMEM NA BACIA HIDROGRÁFICA

06/08/2019

Principais problemas no setor de abastecimento de água nas Américas (Organização Pan-Americana da Saúde): 
Principais problemas no setor de abastecimento de água
nas Américas (Organização Pan-Americana da Saúde):
 Instalações de abastecimento público ou individual em mau
estado;
 Deficiências nos sistemas de desinfecção de água destinada
ao consumo;
 Contaminação crescente das águas superficiais/subterrâneas
pela deficiente infraestrutura de esgotamento sanitário, ausência
de sistemas de tratamento de águas residuárias e inadequado
tratamento de resíduos sólidos.
Formas de Poluição da Água o 1º estágio: Poluição Patogênica Exigências quanto a qualidade da
Formas de Poluição da Água
o 1º estágio: Poluição Patogênica
Exigências quanto a qualidade da água são relativamente
pequenas, comum enfermidades veiculadas pelas águas. Estações
de tratamento de água podem prevenir os problemas sanitários.
o 2º estágio: Poluição Total
Poluição dos corpos receptores. Prejuízos podem ser minimizados
com a implantação de sistemas eficientes de tratamento de água e
de esgotos.
o 3º estágio: Poluição Química
Poluição crescente causada pelo descarte de produtos químicos
agravado pelo crescente consumo da água.

06/08/2019

Fontes poluidoras das águas Origem natural ou resultado das atividades humanas:  Esgotos sanitários; 
Fontes poluidoras das águas
Origem natural ou resultado das atividades humanas:
 Esgotos sanitários;
 Esgotos industriais;
 Resíduos sólidos;
 Pesticidas, fertilizantes e detergentes;
 Carreamento do solo;
 Percolação do chorume dos depósitos de lixo.
Pontual – descarga
concentrada
Difusa – descarga
distribuída
Principais processos poluidores da água.
Principais processos poluidores da água.

06/08/2019

Quadro 2. Principais processos poluidores da água.
Quadro 2. Principais processos poluidores da água.
Consequências da poluição das águas  Impactos sobre a qualidade de vida da população; 
Consequências da poluição das águas
 Impactos sobre a qualidade de vida da população;
 Veiculação de doenças;
 Prejuízos aos usos da água;
 Agravamento do custo de tratamento da água;
 Desequilíbrios ecológicos;
 Degradação da paisagem.

06/08/2019

Impacto do lançamento de efluentes em corpos receptores Poluição por matéria orgânica e autodepuração dos
Impacto do lançamento de efluentes em corpos receptores
Poluição por matéria orgânica e autodepuração dos cursos
d’água.
 Matéria orgânica  Consumo de Oxigênio dissolvido.
Importância do conhecimento da autodepuração:
- Utilizar a capacidade de assimilação dos rios;
- Impedir o lançamento dos despejos acima da capacidade
suporte do corpo receptor.
Corpo d’água poluído Desorganização Baixa diversidade de espécies e reduzido número de espécies Poluição
Corpo d’água poluído
Desorganização
Baixa diversidade de espécies e reduzido número
de espécies
Poluição
Figura 1: Relação qualitativa entre poluição e diversidade de espécies
Diversidade de espécies

06/08/2019

Lançamento de esgotos no corpo d’água LANÇAMENTO DE ESGOTOS CURSO D'ÁGUA (CONCENTRAÇÃO) ZONAS
Lançamento de
esgotos no corpo
d’água
LANÇAMENTO
DE ESGOTOS
CURSO D'ÁGUA
(CONCENTRAÇÃO)
ZONAS
BACTÉRIASOXIGÊNIO
DISSOLVIDO
MATÉRIA ORGÂNICA
ÁGUAS LIMPAS
DEGRADAÇÃO
DECOMPOSIÇÃO
ATIVA
RECUPERAÇÃO
ÁGUAS LIMPAS
Quantificação de cargas poluidoras em corpos hídricos: • Para avaliação do impacto da poluição e
Quantificação de cargas poluidoras em
corpos hídricos:
• Para avaliação do impacto da poluição e da eficácia das
medidas de controle é necessária a quantificação das
cargas poluidoras afluentes ao corpo d’água.
• São necessários levantamentos de campo na área de
estudo, incluindo amostragem dos poluentes, análises de
laboratório, medição de vazão, etc.

06/08/2019

Relações dimensionais – carga e concentração 1. Carga = população x carga per capita Carga
Relações dimensionais – carga e concentração
1. Carga = população x carga per capita
Carga (kg/dia) = pop. (hab) x carga per capita (g/hab.dia)
1000 (g/kg)
2. Carga = concentração x vazão
Carga (kg/dia) = concentração (g/m 3 ) x vazão (m 3 /dia)
1000 (g/kg)
3. Concentração = carga / vazão
Concentração (g/m 3 ) = carga (kg/dia) x 1000 (g/kg)
vazão (m 3 /dia)
4. Concentração = carga per capita / quota per capita
Concentração (g/m 3 ) = carga per capita (g/ hab.dia) x 1000 (l/m 3 )
quota per capita (l/hab.dia)
Obs.: quota per capita = consumo médio diário per capita
Exemplo: No caso de esgotos sanitários: Carga Unitária: 54 g DBO 5 /habitante.dia Consumo de
Exemplo:
No caso de esgotos sanitários:
Carga Unitária: 54 g DBO 5 /habitante.dia
Consumo de Água per capita: Variável  300 Litros/habitante.dia
Aplicando as definições anteriores:
Concentração = carga per capita / quota per capita (Eq. 4)
Concentração (g/m 3 ) = carga per capita (g/ hab.dia) x 1000 (l/m 3 )
quota per capita (l/hab.dia)
Concentração = 54 x 1000 = 180 mg/L
Essa é a concentração do esgoto
300
para essas condições

06/08/2019

Controle da Poluição da Água Planejamento: considerar a Bacia Hidrográfica. Técnicas: implantação de coleta e
Controle da Poluição da Água
Planejamento: considerar a Bacia Hidrográfica.
Técnicas: implantação de coleta e tratamento de esgotos
sanitários e industriais; controle de focos de erosão e
recuperação de rios.
2) AR a) Considerações Gerais É de vital importância para a sobrevivência da maioria dos
2) AR
a) Considerações Gerais
É de vital importância para a sobrevivência da maioria
dos organismos da Terra sendo constituído de uma
mistura de gases:
Oxigênio (20,95%)
Nitrogênio (78,08%)
Dióxido de Carbono (0,03%)
Ozônio, Hidrogênio, gases nobres (neônio, hélio,
criptônio)
Vapor de água e partículas de matérias derivadas de
fontes naturais.

06/08/2019

b) Processos de Poluição do Ar Poluição do ar - alteração de qualidade do ar,
b) Processos de Poluição do Ar
Poluição do ar - alteração de qualidade do ar, resultante de atividades
que direta ou indiretamente:
Prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
Afetem desfavoravelmente a qualidade do ar;
Lancem matéria ou energia em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos pela lei.
Causas da Poluição do Ar
Origem Natural: vulcões, queimadas
Resultante das atividades humanas: indústria, transporte, calefação,
destruição da vegetação.
Efeito estufa Aumento da temperatura média da Terra, causada pelo lançamento de gases na atmosfera:
Efeito estufa
Aumento da temperatura média da Terra, causada pelo lançamento de
gases na atmosfera: dióxido de carbono, metano, óxidos de
nitrogênio, hidrocarbonetos halogenados.
Destruição da
Camada
de O 3
Gases chamados CFC (cloro-flúor-carbono) e outros gases muito
ativos reagem quimicamente destruindo as moléculas de ozônio que
se acumulam no espaço. A camada de ozônio funciona como escudo
protetor absorvendo grande parte dos raios ultravioletas do sol.

06/08/2019

06/08/2019 Gráfico com os percentuais de emissões de GEE por setor. 3% 9% 14% 17% 57%
Gráfico com os percentuais de emissões de GEE por setor. 3% 9% 14% 17% 57%
Gráfico com os percentuais de emissões de GEE por setor.
3%
9%
14%
17%
57%

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06/08/2019 Controle da Poluição do Ar Objetivo: evitar que as substâncias nocivas alcancem o ar e/ou
Controle da Poluição do Ar Objetivo: evitar que as substâncias nocivas alcancem o ar e/ou
Controle da Poluição do Ar
Objetivo: evitar que as substâncias nocivas alcancem o ar
e/ou evitar que as substâncias nocivas atinjam o homem.
Técnicas de Controle de Poluição do Ar:
Técnicas
Aspectos à serem considerados
Planejamento territorial e
zoneamento
-Estabelecer critérios para implantação de atividades industriais;
-Limitar o número de fontes em função dos padrões de emissão e de
qualidade do ar;
-Implantar áreas de proteção sanitária (cinturão verde).
Eliminação e
minimização de
poluentes
-Usar matérias-primas e combustíveis de baixo potencial poluidor;
-Alterar processos;
-Operação e Manutenção dos equipamentos e processos;
-Definir disposições adequadas (lay out).
Concentração de
poluentes na fonte, para
tratamento antes do
lançamento
-Usar sistemas de exaustão local, tratar e lançar na atmosfera.
Diluição e mascaramento
dos poluentes
-Usar chaminés adequadas e substâncias que possibilitem reduzir a
emissão de poluentes indesejáveis.
Instalação de
equipamentos de controle
de poluentes
Instalar equipamentos que visem a remoção de poluentes antes que
os mesmos sejam lançados na atmosfera.

06/08/2019

3) SOLO a) Considerações Gerais O lançamento inadequado de resíduos (sólidos ou líquidos) no meio
3) SOLO
a) Considerações Gerais
O lançamento inadequado de resíduos (sólidos ou líquidos) no meio
ambiente, ocorrência de chuva ácida e o manejo inadequado do solo para
a agricultura (desertificação)  exemplo de agressões.
b) Principais Processos Poluidores do Solo
A contaminação do solo pode ser de origem orgânica ou inorgânica:
materiais contaminados ou em decomposição no lixo; substâncias
químicas perigosas; pesticidas empregados na agricultura.
O principal dano ao solo é a EROSÃO. Tem como efeito:
alterações do relevo;
riscos às obras civis;
remoção da camada superficial e fértil do solo;
inundações e alterações dos cursos d’água.
Lei
do
Uso
do
Solo:
Competência
exclusiva
do
Município.
c) Controle da Poluição do Solo Técnicas preventivas e corretivas  Minimização dos Riscos Ambientais
c) Controle da Poluição do Solo
Técnicas
preventivas
e
corretivas
Minimização
dos
Riscos
Ambientais
Técnicas de Controle:
Seleção dos locais e das técnicas mais apropriadas para o
desenvolvimento das atividades, considerando o uso e tipo de solo da
região, relevo, a vegetação, inundação e as características do subsolo;
Sistemas de prevenção da contaminação das águas subterrâneas;
Minimização dos resíduos industriais, redução na geração, segregação,
reciclagem e alteração dos processos produtivos;
Sistemas de disposição de resíduos.

06/08/2019

EDUCAÇÃO AMBIENTAL A Conferência de Estocolmo (1972) levou a UNESCO e o Programa das Nações
EDUCAÇÃO AMBIENTAL
A Conferência de Estocolmo (1972) levou a UNESCO e o Programa das
Nações Unidas a criarem, em 1975, o Programa Internacional de
Educação Ambiental.
A RIO - 92, o documento AGENDA 21, consagra o capítulo 36 a
promoção da educação, da consciência política e do treinamento e
apresenta um plano de ação para o desenvolvimento sustentável.
O que é Educação Ambiental?
É o processo de aprendizado e comunicação de
questões relacionadas à interação do homem com o
seu ambiente natural. É o instrumento de formação
de uma consciência pelo conhecimento e reflexão
sobre a realidade ambiental.
SANEAMENTO E LEGISLAÇÃO NO BRASIL
SANEAMENTO E
LEGISLAÇÃO NO BRASIL

06/08/2019

Política Nacional de Meio Ambiente Lei 6.938/81 - Lei que institui a Política Nacional do
Política Nacional de Meio Ambiente
Lei 6.938/81 - Lei que institui a Política Nacional do Meio
Ambiente.
Organiza todo o sistema nacional de controle, planejamento
e fiscalização do meio ambiente.
Cria o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) e o
Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA).
Instituiu a Avaliação do Impacto Ambiental e o
Licenciamento Ambiental como instrumentos de execução
da Política Nacional de Meio Ambiente, em nível federal.
RESOLUÇÕES CONAMA RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 CONAMA – Conselho Nacional
RESOLUÇÕES CONAMA
RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente; MMA – Ministério do Meio
Ambiente
“Dispõe sobre a classificação dos corpos de água e
diretrizes ambientais para o seu enquadramento,
bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes, e dá outras providências”

06/08/2019

RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 Classificação dos corpos d’água De acordo
RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005
Classificação dos corpos d’água
De acordo com a
De acordo com a
qualidade requerida para os seus usos preponderantes.
qualidade requerida para os seus usos preponderantes
I - Águas doces: salinidade igual ou inferior a 0,5‰
II - Águas salobras: salinidade superior a 0,5‰ e inferior 30‰
III - Águas salinas: salinidade igual ou superior a 30‰
Classe Especial
Abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
Classe 1
Abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
Classe 2
Abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
Classe 3
Abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional
ou avançado;
Classe 4
Não é destinada ao abastecimento humano (navegação/harmonia
paisagística).
RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005 As especificações sobre os parâmetros a
RESOLUÇÃO N. 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005
As especificações sobre os parâmetros a serem considerados
encontram-se no CAPÍTULO III – “Das Condições e Parâmetros
de Qualidade das Águas”, Artigos 7 ao 23.
As especificações sobre as condições e os parâmetros a serem
considerados no caso de lançamentos, encontram-se no
CAPÍTULO IV – “Das Condições e Padrões de Lançamento de
Efluentes”, Artigos 24 ao 37.

06/08/2019

Resolução CONAMA N. 001 de 23 de Janeiro de 1986 Estabelece as definições, as responsabilidades,
Resolução CONAMA N. 001 de 23 de Janeiro de 1986
Estabelece as definições, as responsabilidades, os critérios básicos e
as diretrizes gerais para uso e implementação da Avaliação de
Impacto Ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional
do Meio Ambiente.
Estudo de Impacto Ambiental (EIA)
Relatório de Impacto Ambiental (RIMA)
Resolução CONAMA N. 375 de 29 de Agosto de 2006 Define critérios e procedimentos, para
Resolução CONAMA N. 375 de 29 de Agosto de 2006
Define critérios e procedimentos, para o uso agrícola de lodos de esgoto
gerados em estações de tratamento de esgoto sanitário e seus produtos
derivados, e dá outras providências.
Resolução CONAMA N. 237 de 19 de Dezembro de 1997
Dispõe sobre a revisão e complementação dos procedimentos e critérios
utilizados para o licenciamento ambiental.

06/08/2019

Política Nacional de Resíduos Sólidos o Lei 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos -
Política Nacional de Resíduos Sólidos
o Lei 12.305/2010 - Política Nacional de Resíduos Sólidos -
“metas para a eliminação e recuperação de lixões,
associadas à inclusão social e à emancipação econômica
de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis” até
agosto de 2012.
Visa
à
gestão
integrada
e
ao
gerenciamento
ambientalmente adequado dos resíduos sólidos.
Estabelece a elaboração do Plano Municipal de Gestão
Integrada de Resíduos Sólidos como condição para os
municípios terem acesso a recursos da União.
Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) Prevê punição civil, administrativa e criminal contra os crimes
Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998)
Prevê punição civil, administrativa e criminal contra os crimes
ambientais.