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FACULDADE DE TENOLOGIA DO ESTADO

DE SÃO PAULO
PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
Curso de Analise de Sistema e Tecnologia da Informação

Autor:

Ronaldo Garcia Ferreira Leite

TRABALHO ESCRITO SOBRE O CALCULO INTEGRAL.

Americana/SP
2010

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Autor:
Ronaldo Garcia Ferreira Leite

TRABALHO ESCRITO SOBRE O CALCULO INTEGRAL.

Trabalho apresentado para


aprovação parcial na disciplina de
calculo diferencial e integral

Este trabalho foi realizado sob a


orientação do Professor: Adriano
Luas Alves

Americana/SP
2010

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SUMARIO
1. INTRODUÇÃO..........................................................................................................4
2. DEFINIÇÃO DE CALCULO INTEGRAL E FUNÇÕES.............................................5
2.2 2.1. FUNÇÃO LOGARITMICA............................................................................5
2.3 2.1.2 FUNÇÃO TRIGONOMETRICA..................................................................5
2.4 2.1.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL.........................................................................6
2.5 2.1.3 DEFINIÇÃO DE CALCULO INTEGRAL....................................................6
3. INTEGRAL DEFINIDA..............................................................................................7
4. Notação, propriedades e unidades para a integral definida.....................................8
5. TEOREMAS SOBRE INTEGRAIS DEFINIDAS E INDEFINIDAS..........................10
6. APLICAÇÃO DO CALCULO EM EXERCICIOS.....................................................14
7. CONCLUSÃO FINAL..............................................................................................16
8. BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................17

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1. INTRODUÇÃO

O calculo integral foi criado a partir das necessidades que os povos


antigamente principalmente os gregos tinham de efetuar a medição de suas terras
esse tipo de problema era chamado quadratura, pois quando os geômetras
efetuavam a medição de áreas planas eles relacionavam com a forma geométrica
do quadrado por ser a forma mais simples, porém eles não conseguiam calcular
outras formas como o circulo ou formas curvilíneas após vários estudos pelos
gregos e por outros pesquisadores de outras épocas posteriores os mesmos
chegaram a uma formula para calcular tanto esse problema de geometria como
outros, conforme o passar das épocas o resultado dessas pesquisas foi o calculo
integral.
O calculo integral e uma função matemática que é utilizada atualmente por
varias ciências como a ciência física, ciência da computação, estatística,
engenharia, economia e medicina entre outras ciências que possuem um problema
que pode ser modelado matematicamente e exige uma solução prática. Essa função
também possui outra vantagem na matemática podendo ser utilizada em conjunto
com outras funções ou disciplinas para se localizar o resultado. Em relação
acadêmica o ensino desta disciplina desenvolve o raciocínio logico do aluno e
formulam uma base dependendo da graduação do aluno para sua profissão. Neste
trabalho irei demonstrar como a função foi criada, aplicações praticas com
exercícios resolvidos, sua utilização e definição e pontuar a relação entre a função
de calculo integral e a área de informática.

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2. DEFINIÇÃO DE CALCULO INTEGRAL E FUNÇÕES.

O calculo e um ramo importante da matemática para desenvolver soluções


exatas e concretas através de operações sendo estas as funções matemáticas
como logarítmicas, trigonométricas e exponenciais. Uma função é uma regra que
aceita certos números como entrada e associa a cada um deles um numero de
saída definido (resultado), o conjunto de todos os números de entrada e
denominado domínio da função e o conjunto de todos os números de saídas
resultantes e denominado imagem da função. Irei resumir brevemente cada função,
pois não e o foco deste trabalho pontuar detalhadamente as funções.

2.2 2.1. FUNÇÃO LOGARITMICA.


Em termos simples o logaritmo tem por sua definição ser um expoente que
uma dada base deve ter para produzir certa potência. Uma função logb(x) é definida
quando x é um número real positivo e b é um número real positivo diferente de um.
No contexto da computação é utilizado log2(x) por motivos binários.
Para inteiros b e x, o número logb(x) é irracional (i.e., não é um quociente de dois
inteiros) se b ou x possui um fator primo que o outro não possui (e em particular se
eles são co-primos e ambos maiores que 1). Em alguns casos este fato pode ser
provado rapidamente: por exemplo, se log23 fosse racional, ter-se-ia log= n/m para
alguns inteiros positivos n e m, implicando que 2n. Mas essa última identidade é
impossível, uma vez que 2n é par e 3m é ímpar.

2.3 2.1.2 FUNÇÃO TRIGONOMETRICA.


Na matemática as funções trigonométricas são funções angulares, importantes
no estudo dos triângulos e na modelação de fenómenos periódicos. Podem ser
definidas como razões entre dois lados de um triângulo retângulo em função de um
ângulo, ou, de forma mais geral, como razões de coordenadas de pontos
no unitário. Na análise matemática, estas funções recebem definições ainda mais
gerais, na forma de séries infinitas ou como soluções para certas equações
diferenciais. Neste último caso, as funções trigonométricas estão definidas não só
para ângulos reais como também para ângulos complexos.

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2.4 2.1.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL.
A função denominada como exponencial possui essa relação de dependência
e sua principal característica é que a parte variável representada por x se encontra
no expoente da equação utilizando das propriedades da potenciação e sua lei de
formação de uma função exponencial indica que a base elevada ao expoente x
precisa ser maior que zero e diferente de um.

2.5 2.1.3 DEFINIÇÃO DE CALCULO INTEGRAL.


O calculo integral e uma disciplina da matemática que foi desenvolvido
através de outras disciplinas como álgebra e a geometria e a mesma esta contida
em um dos ramos do calculo diferencial, que consiste do integral que iremos ver
nesse trabalho e o diferencial. O calculo integral tem como foco o estudo das
propriedades, definições e aplicações de dois conceitos técnicos por operadores
lineares sendo dois tipos de integral sendo uma a indefinida e a seguinte como
definidas.
As duas formas de integral descritas acima nesse trabalho serão separadas
por capítulos e tratadas individualmente cada capitulo terá sua definição mais
detalhada aplicações e exemplos de aplicações e exercícios resolvidos, sendo que
abaixo irei demonstrar uma pequena introdução nos dois tipos de calculo integral.
Lembrando que no calculo dependendo da ferramenta que é utilizada para realizar
as operações matemáticas pode ter seu resultado alterado dependendo do
arredondamento por esse motivo todos os cálculos nesse trabalho serão
arredondados para cima.
A integral indefinida é a anderivada, o processo inverso da derivada. F é
uma integral indefinida de f quando f é uma derivada de F.
A integral definida insere uma função e extrai um número, o qual fornece a
área entre o gráfico da função e o eixo do x. A definição técnica da integral definida
é o limite da soma das áreas dos retângulos, chamada Soma de Riemann.
No calculo integral para a denominação de funções e utilizado o caractere S
(∫) de forma alongada para simbolizar a integração, que significa também soma.

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3. INTEGRAL DEFINIDA

A integral definida ela tem por finalidade calcular a variação total de uma função
a partir de sua taxa de variação, ela pode ser utilizada para calcular distancias
percorridas, área debaixo de uma curva, o valor médio da função e a integral
definida possibilita obter informações sobre uma função a partir de sua derivada.O
calculo integral comparando com o calculo derivado são de certo modo processos
inversos um do outro.
A operação de soma do calculo integral foi desenvolvida a partir do calculo de
distancia sobre uma velocidade não constante através do tempo percorrido como
função um demonstrada abaixo:

Função 1.

Δt = b – a
n

Onde a determinação das variáveis são o Δt seria a variação do tempo, a


variável b representa o tempo inicial t°, sendo que a variável a o tempo final e a
variável n a distancia percorrida em todo o processo. A partir desse conceito um
matemático chamado Riemann criou uma formula para se calcular a distancia
tomando como parte do calculo o limite para se obter a integral definida conforme a
figura dois.

Figura 2.

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4. Notação, propriedades e unidades para a integral definida.

Como vimos na figura dois vale lembrar que a derivada é o limite de um


quociente de diferenças e sua notação para a integral definida nos ajuda a lembrar o
conceito de integral.
Figura 3.

Conforme figura três ajuda-nos a lembrar de que a integral é um limite de somas


(o sinal de integral é um S alongado) de parcelas da forma “f(x) vezes uma diferença
pequena de x”. De fato dx não e uma entidade separada, mas parte da notação da
integral, desta maneira pode considerar que o ∫ de dx como um único símbolo que
tem por significado “a integral de... em relação a x”. No entanto muitos especialistas
na área de matemática pensam de uma maneira informal em dx como sendo um
pequeno pedaço “infinitesimal” de x, que será multiplicado por f(x).
Conforme função demonstrada na figura dois a integral definida da função f,

sendo no intervalo , é igual ao limite da soma das áreas dos n, quando


o número desses retângulos tende ao infinito. Nesse caso a integral fornece a área
da região compreendida entre o eixo horizontal e o gráfico da função f,

para x percorrendo o intervalo . A integral definida dispõe de algumas


propriedades a partir do conceito do calculo da área para se concluir a resolução do
seguinte problema:

Se f é uma função contínua em [a,b] e tal que , para todo ,


então a área da região compreendida entre o eixo x e o gráfico de f, para x variando

em [a,b], é dada por: .


Entretanto, a definição de integral definida de uma função contínua num intervalo
pode ser naturalmente estendida, sem a condição a respeito do sinal da função no
intervalo dado. Assim

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Voltamos a frisar que esse resultado somente representa a área da região
compreendida entre o eixo x e o gráfico de f, em determinado intervalo,

quando nesse intervalo.

Se no intervalo [a,b] então é o valor do


negativo da área da região compreendida entre o eixo x e o gráfico def, e as
retas e .
E conforme a solução deste problema a integral adquiriu algumas propriedades
para sua função:
:
Propriedade 1:
Se f e g são funções integráveis no intervalo [a,b], então a função f+g é
integrável em [a,b] e a função se torna conforme abaixo.

Propriedade 2:
Se k é uma constante e f é uma função integrável no intervalo [a,b], então a
função k.f é integrável em [a,b] e a função se torna conforme abaixo.

Propriedade 3:

Se f é uma função integrável no intervalo [a,b] e em [a,b] então ] e a


função se torna conforme abaixo.

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Propriedade 4.
Se f é uma função integrável no intervalo [a,b] e c é um ponto qualquer do
intervalo [a,b], então] e a função se torna conforme abaixo.

5. TEOREMAS SOBRE INTEGRAIS DEFINIDAS E INDEFINIDAS.


Vimos nos capítulos anteriores que a integral definida de uma taxa fornece a
variação total>Esse resultado é um dos mais importantes em calculo, pois faz a
ligação entre a derivada e a integral definida este teorema e conhecido como o
teorema fundamental e é enunciado, muitas vezes, da seguinte forma:
Se f e continua no intervalo [a,b] e f(t)

Em palavras a integral definida de uma taxa de variação fornece a variação total,


existem outras propriedades que a função pode obter dependendo da situação.
Considere f uma função contínua de valores reais definida em um intervalo
fechado [a, b]. Se F é uma função tal que

para todo x em [a, b]


Então:

E:

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É dado que conforme modelo de função.

Considere dois números x1 e x1 + Δx em [a, b]. Então temos

E:

.
Subtraindo as duas equações

.
Pode ser mostrado que

.
(A soma das áreas de duas regiões adjacentes é igual à área das duas regiões
combinadas.)
Manipulando esta equação obtemos

.
Substituindo a equação acima em (1) resulta em

.
De acordo com o teorema do valor médio para a integração, existe um c em
[x1, x1 + Δx] tal que:

.
Substituindo a equação acima em (2) temos que

.
Dividindo ambos os lados por Δx temos

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Note que a expressão do lado esquerdo da equação é o coeficiente
diferencial de Newton para F em x1.
Considere o limite com Δx → 0 em ambos lados da equação.

A expressão do lado esquerdo da equação é a definição da derivada de F em x1.

.
Para encontrar o outro limite, usaremos o teorema do sanduíche. O
número c está no intervalo [x1, x1 + Δx], então x1 ≤ c ≤ x1 + Δx.

Também, e .
Assim, de acordo com o teorema do sanduíche,

.
Substituindo em (3), temos:

.
A função f é contínua em c, então o limite pode ser inserido na função. Assim,
temos

Que completa a prova, outra maneira de se provar a definição e pelo método de


soma de Riemman.
A Soma de Riemann é algumas vezes tratada como o segundo teorema
fundamental do cálculo [1] ou axioma de Newton-Leibniz.
Considere f contínua no intervalo [a, b], e F a anderivada de f. Comece com a
quantidade.

.
Considere os números x1 a xn tal que,

. Que leva a

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Agora, somamos cada F(xi) juntamente com sua inversa aditiva, de forma que a
quantidade resultante é igual:

A quantidade acima pode ser escriva como a seguinte soma:

Aqui, aplicamos o teorema do valor médio. Como anteriormente, é o seguinte:


Considere f contínua no intervalo fechado [a, b] e diferençável no intervalo aberto
(a, b). Então existe um c em (a, b) tal que:

.
Segue que

.
A função F é diferençável no intervalo [a, b]; logo, ela é também diferençável em
cada intervalo xi-1. Logo, de acordo com o teorema do valor médio (acima),

.
Substituindo a equação acima em (1), temos.

.
Esta consideração implica que F'(ci) = f(ci). Também, xi − xi − 1 pode ser
expressado como Δx de partição i.

Lembrando que ambas as propriedades podem ser visualizadas considerando-


se a integral definida como o limite de uma soma de áreas de retângulos, e por esse
motivo todas as propriedades contidas nas funções são validas.

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6. APLICAÇÃO DO CALCULO EM EXERCICIOS.

1)-Calcule exatamente, a integral definida de ∫2/0 (1+3x)dx.


Solução:
Esta integral pode ser quebrada da seguinte maneira:

∫ 2/0(1+3x)=∫1dx +∫2/0 3xdx=∫1dx+ 3∫2/0x dx.

Essa quebra expressa a ideia original em termos de duas integrais mais


simples. Da interpretação da integral como área vemos que:

∫2/0 1sx =2
Já que ela representa a área debaixo da reta horizontal y=1 entre x=0 e x =2.
Analogamente:
∫2/0 x dx =1/2*2*2=2
Portanto
∫2/0(1+3x)dx=∫2/0 1 dx + 3∫2/0 x dx =2+3.(2)=8.
Solução do exercício é igual a oito.

2)-Suponha que F(t) representa uma população de bactérias que é de 5


milhões no instante t =0. Depois de t horas,a população esta crescendo a uma taxa
instantânea de 2^t milhões de bactérias durante a primeira hora e a população em
t=1.
Solução:
Como a taxa de crescimento da população é F(t)=2^t temos a variação na
população = F(1)-F(0)=∫1/0 2^t.
Variação na população =∫ f1/0 2^t =1,44 milhões de bactérias.
Como F(0)=5,a população em t=1 é dada por :

População =F(1)=F(0) +∫1/0 2^t dt = 5 +1,44 milhões= 6,44 milhões.

A quantidade da população será de aproximadamente 6,44 milhões de


bactérias.

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3)- Suponha que C(t), representa o custo diário para refrigerar sua casa,
medido em reais por dia, onde t é o tempo medido em dias e t=0 corresponde a 1°
de janeiro de 2001.Interprete ∫ 90/0 C(t) dt e 1/90-0C(t) dt.
Solução:
As unidades para a integral ∫ 90/0 dt são (reais /dias)x (dias)=reais. A integral
representa o custo total em reais para refrigerar sua casa durante os 90 primeiro
dias de 2001, isto é, durante os meses de janeiro, fevereiro e março.A segunda
expressão é medida em (1/dias)(reais), ou reais por dia, as mesmas unidades de
C(t). Ela representa o custo médio por dia para refrigerar sua casa durante os 90
primeiros dias de 2011

4)-Calcule ∫ 3/1 2x dx por dois métodos diferentes.

Solução:

Usando o método de somas a esquerda e a direita podemos aproximar essa


integral com qualquer precisão desejada. Com n=100, por exemplo, a soma
esquerda é 7,6 e a soma a direita é 8,04.Usando n=500, vemos que:

7,992< ∫3/1 2x dx < 8,008

Agora utilizando o teorema fundamental, por outro lado, nos permite calcular
a integral precisamente. Seja f(x)=2x, sabemos que se F(x)=x², então F(x)=2x.

Logo utilizando a função F(x)=2x e F(x)= x² para se obter o resultado preciso:

∫3/1 2x dx =F(3)-F(1) = 3² -1²= 9 – 1=8.

5)- Mostre que 2 ≤ ∫² (1+x (1+x³)^-1/2 ≤ 6.

Solução:

Note que a função é crescente, já que x³ torna-se maior quando x aumenta.


Isso significa que f(0) ≤F(x)≤ f(2). Para essa função ,f(0)=1 e f(2)=3.Podemos, então
imaginar a área debaixo do gráfico de f entre a área debaixo da reta y=1 e a área
debaixo da reta y=3 no intervalo 0≤x≤2.

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7. CONCLUSÃO FINAL
O Projeto proposto ofereceu de recursos para desenvolver o conhecimento
sobre a disciplina matemática de calculo integral e suas propriedades melhorando
assim o raciocínio logico do aluno e a calcular valores mais aproximados de
derivadas definidas ou não. A relação desta disciplina para com a área da
tecnologia da informação além de conforme dito no projeto que na área da
computação se utiliza a função logarítmica que e uma das funções base do calculo
integral, por possuir outras disciplinas que exigem um raciocino logico apurado
como programação, estrutura de banco de dados e compiladores a disciplina ajuda
em muito a desenvolver essa capacidade mental para facilitar o desempenho de
outras matérias.

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8. BIBLIOGRAFIA

Fontes: Livro academico


Calculo de uma variável
Autor: Hughes –Hallet /Gleason /mcCallum et .al
Editora:LTC
Ano: 2009

Fonte: Enciclopédia

http://pt.wikipedia.org

Fonte:Artigo:

http://ecalculo.if.usp.br/

Fonte:Artigo:

http://www.crossroad.jp/mathnavi-en/integral/formula/integral_formula.html

Fonte: Artigo

http://www.somatematica.com.br/superior/integrais/integrais.php

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