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Anemia infecciosa equina

INTRODUÇÃO
O animal foi infectado por um tipo de vírus que foi transmitido possivelmente pela
utilização de uma única seringa/agulha para vacinar vários animais ou pelo fato
de os mesmos arreios serem utilizados em vários animais sem a desinfecção
necessária, com isso células infectadas podem ter sido compartilhadas de um
animal para outro.

EXAME CLÍNICO
-Perda de Peso
-Caquexia
-Apático
-Animal em estação
-Falta de exercícios
O animal apresenta uma visível perda de peso, consequentemente seu
organismo começara a enfraquecer gerando a aparente apatia, fato que
possibilitará o quadro de caquexia no animal, que se destaca por causar uma
maior fraqueza no animal, assim como atrofias musculares provenientes da falta
de exercícios, tal falta é causada pela diminuição de eritrócitos pela ação da
anemia que este animal apresenta, essa diminuição dificulta consideravelmente
as trocas gasosas desse animal, pois os eritrócitos estão diretamente ligados a
oxigenação dos tecidos e sem essa oxigenação o gás carbono continuará no
organismo e o animal tentará poupar o pouco oxigênio que está circulando no
seu organismo.

Anemia
-Edema de peito
-Taquipneia
-Taquicardia
Por apresentar anemia o animal terá sua quantidade de células sanguíneas ou
hemoglobina diminuída, com isso a oxigenação dos tecidos que é feita
justamente pela hemoglobina não será feita da maneira correta, pois seus níveis
estarão muito baixos o que acarretará na diminuição dos níveis celulares de ATP,
que causará a desativação da ATPase na troca de Na+ por K+, em seguida a
concentração de Na+ intracelular irá aumentar e ocorrerá o influxo de H2O para
o interior da célula através de osmose, com isso edemas começarão a ocorrer,
assim como taquipneia e taquicardia devida a redução justamente na quantidade
da hemoglobina o que gera uma baixa oxigenação celular e tecidual como citado
anteriormente. Portanto, precisa ocorrer de uma forma mais rápida a troca
gasosa nos pulmões para o oxigênio ser levado para o restante do corpo.

-Edema nas regiões pélvica e prepucial


A pressão hidrostática está alta, e essa pressão é a que tende a fazer o líquido
sair do capilar para fora, o que justifica a presença de edema em determinadas
regiões.

-Temperatura
Se apresenta elevada como resposta de defesa do próprio organismo pela
presença do vírus

-Mucosas Pálidas
-Turgor de pele 3s
O turgor apresenta certo grau de desidratação, com isso outras partes do
organismo como as mucosas irão reagir a essa falta de líquido no corpo,
perdendo a coloração rósea e passando a ter uma coloração esbranquiçada.

Trombocitopenia
Deficiência de plaquetas no sangue, células fundamentais para a coagulação e
consequente estancamento de um sangramento.

Leucopenia
Quando o número de leucócitos, que são as células de defesa do sangue, está
baixo.

proteínas séricas
A quantidade de proteínas séricas (do plasma sanguíneo) estavam elevadas
na amostra de sangue testada, principalmente o fibrinogênio (proteína
plasmática precursora da fibrina e que participa da coagulação sanguínea).

DIAGNÓSTICO
Anemia Infecciosa Equina É uma doença infecciosa que acomete leucócitos e o
sistema hematopoiético. Atinge órgãos e tecidos (baço, fígado, pulmões,
linfonodos e medula óssea. Também as células (monócitos e macrófagos).
Causa infecção nos macrófagos, que são as células de defesa do organismo e
sua principal função é realizar fagocitose. São essenciais para o funcionamento
da resposta imunitária, eles produzem e liberam substâncias que induzem a
produção de células envolvidas em processos inflamatórios e imunitários.
A replicação do vírus nos tecidos pode causar de maneira geral, lesões em
diversos órgãos como coração, fígado, baço linfonodos, rins e medula óssea. Os
principais achados necroscópicos são edema subcutâneo, icterícia, tumefação
de órgão parenquimatosos, hemorragias petequiais ou equimoses das
membranas serosas, hipertrofia ventricular, palidez e flacidez do miocárdio. A
intermitência de sinais clínicos deve-se ao fato de que o vírus continua a se
multiplicar no interior das células em ritmo lento quando o nível de anticorpos
circulantes é alto. Quando o nível de anticorpos abaixa, os vírus voltam a atingir
a circulação sanguínea gerando novos picos febris. Muitos sinais clínicos e
lesões tanto da doença crônica como na aguda são atribuídos a esta resposta
imune do hospedeiro para o vírus e não um resultado direto da multiplicação
viral.