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Saiba como

Conservar o
SOLO

Edição SEBRAE
João Pessoa - Paraíba
1999
Saiba como Conservar o SOLO

José Mendes de Araújo


José Mário Cavalcanti de Oliveira
Waltemilton Vieira Cartaxo
Dalfran Gonçalves Vale
Marenilson Batista da Silva
1999, SEBRAE/PB - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba.

José Fernandes Neto


Presidente

Arlindo Pereira de Almeida


Diretor Superintendente

Francisco Nunes de Almeida


Diretor

Ronald de Queiroz Fernandes


Diretor

Saiba como Conservar o SOLO


Órgãos Colaboradores:
SEBRAE/PB
EMBRAPA Algodão
Ministério da Agricultura e Abastecimento

Comitê de Publicações
Presidente: Luiz Paulo de Carvalho
Secretária: Nívia Marta Soares Gomes
Membros: Eleusio Curvelo Freire; José Mendes de Araújo
Alderi Emídio de Araújo; Francisco de Sousa Ramalho
Lúcia Helena Avelino Araújo; José da Cunha Medeiros
José Wellington do Santos; Malaquias da Silva Amorim Neto

Arte Final: Sérgio Cobel e Virgínia Vania de Medeiros

Supervisão Editorial
Walter Santos

Endereço para contato:


SEBRAE/PB - Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas da Paraíba
Av. Maranhão, 983 - Bairro dos Estados
58030-261 - João Pessoa - Paraíba
Tel: (0xx83) 244-1510
Fax: (0xx83) 244-1338

Endereço Eletrônico
www.sebraepb.com.br
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Embrapa Algodão
Rua Osvaldo Cruz, 1143 - Centenário
Telefone: (083) 341-3608
Fax: (083) 322-7751
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algodao@cnpa.embrapa.br
Caixa Postal 174
CEP 58107-720 - Campina Grande PB

Tiragem:

Comitê de Publicações
Presidente: Luiz Paulo de Carvalho
Secretária: Nívia Marta Soares Gomes
Membros: Eleusio Curvelo Freire
José Mendes de Araújo
Alderi Emídio de Araújo
Francisco de Sousa Ramalho
Lúcia Helena Avelino Araújo
José da Cunha Medeiros
José Wellington do Santos
Malaquias da Silva Amorim Neto

EMBRAPA. Centro Nacional de Pesquisa de Algodão (Campina Grande, PB)


Saiba como conservar o solo, por José Mendes de Araújo e outros. Campina Gran-
de, 1999
5p.

1. Solos-Consevação-Erosão-Controle. I. Oliveira, J. M. C. de II. Cartaxo, W. V. III.


Vale, D. G. IV. Silva, M. B. da, V. Título

CDD 633.51
SUMÁRIO

Página

1. Introdução ......................................................................... 06
2. O Solo ............................................................................... 07
3. Composição do Solo ......................................................... 08
4. Causas da Degradação do Solo ........................................ 09
5. Práticas de Conservação do Solo ...................................... 10
Saiba como Conservar o SOLO
1

José Mendes de Araújo1


José Mário Cavalcanti de Oliveira1
Waltemilton Vieira Cartaxo2
Dalfran Gonçalves Vale3
Marenilson Batista da Silva3

1. INTRODUÇÃO

Conservar o solo é obrigação de todos aqueles que trabalham na


agricultura, ou não pois a qualidade de vida das pessoas, dos animais e
das plantas depende da terra, da água e do ar.
Por isto, para que o agricultor viva bem e possa trabalhar, com
proveito, na agricultura, é necessário que ele faça a conservação do solo
melhorando a vida da terra para que ela produza bem por muito tempo,
pois do solo depende todos os agricultores e também todas as pessoas que
moram nas cidades. Sem solo não existe agricultura, não existe indústria
e nem comércio.

1
Pesquisador da Embrapa Algodão, CP 174, CEP 58107-720 - Campina
Grande, PB
2
Técnico de Nível Superior da Embrapa Algodão
3
Assistente de Operações da Embrapa Algodão
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2. O SOLO

Do ponto de vista da agricultura, da pecuária e da sobrevivência


do homem, pode-se dizer que o solo é o lugar onde se desenvolvem as
plantações, os animais, os pastos, as árvores frutíferas e as matas.

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3. COMPOSIÇÃO DO SOLO

3.1. Minerais - são pequenas partículas de diversos tamanhos formadas


da decomposição das rochas ou pedras. Essas partículas em conjunto,
constituem as frações de areia, silte e argila. Todas essas partículas se
juntam e formam os torrões, e entre eles encontram-se a água, o ar e os
nutrientes que irão alimentar as plantas.

3.2. Matéria orgânica - é formada por plantas ou parte delas caídas ao


solo e de animais que morrem e ficam na terra, e também da urina e fezes
de todos os animais. A matéria orgânica tem muita influência no cresci-
mento das plantas porque é fonte de nutrientes principalmente nitrogênio,
fósforo e enxofre e, em menor quantidade, potássio e cálcio. Outra fun-
ção da matéria orgânica é reter umidade no solo, e manter o solo, produ-
tivo.

3.3. Ar - é responsável pelo bom desenvolvimento das plantas. Um bom


solo deve ter uma livre movimentação de ar.

3.4. Água - a falta de água diminui a produtividade porque ela ajuda a


planta a retirar os nutrientes do solo, para crescer e produzir.

LEMBRE-SE: FAZENDO GRANDES QUEIMADAS, VOCÊ NÃO ESTÁ


CONSERVANDO OS MINERAIS, A MATÉRIA ORGÂNICA, A ÁGUA E O
AR DO SOLO.
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4. CAUSAS DA DEGRADAÇÃO DO SOLO

4.1. Desmatamento - O desmatamento é o primeiro passo para a degra-


dação do solo. Os solos cobertos com matos e os cultivados de forma
adequada, conservam os minerais, a matéria orgânica, a água e o ar.
Normalmente a mata segura as águas das chuvas que caem e com isto
ajuda a regular o clima. O desmatamento eleva a temperatura do solo,
aumenta a evaporação da água, deixando o solo ressecado poucos dias
após a última chuva, aumenta a velocidade dos ventos

4.2. Queimadas - é uma operação muito utilizada para eliminar as árvo-


res e capoeiras derrubadas. A queima dos restos das culturas e também
do resto do mato por ocasião do preparo do solo para plantio, impede que
ocorra a devolução do solo dos nutrientes retirados pelas plantas, pois as
palhas, as raízes são a maior fonte de matéria orgânica.
Com a queima a temperatura do solo pode chegar a 200 graus e
com isto mata os pequenos animais tais como: lagartixas, calangos, co-
bras, etc, que servem para comer os insetos, obrigando ao agricultor a
utilizar mais veneno.

4.3. Erosão - a água da chuva quando cai no terreno, solta a terra e


escorre de morro abaixo deixando o solo esburacado e cheio de valas.
Isso é erosão. Com o passar do tempo, a maior parte das terras fica
inutilizada porque a erosão arrasta a parte de cima do solo, onde estão os
minerais e a matéria orgânica, que servirão de alimento para as plantas.
A erosão acaba com os terrenos desprotegidos, empobrece os agriculto-
res e chega a causar deserto.

LEMBRE-SE: AO FAZER SUAS LAVOURAS NÃO DEIXE O SOLO


DESPROTEGIDO PARA NÃO CAUSAR EROSÃO.

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5. PRÁTICAS DE CONSERVAÇÃO DO SOLO

Quando você usa uma maneira de evitar a erosão causada pelas


águas da chuva, você está desenvolvendo prática de conservação de solo
e água. Existem diversas práticas de conservação do solo e da água,
vejamos algumas dessas práticas:

1. cobertura vegetal
2. rotação de cultura
3. curva de nível

5.1. Cobertura vegetal - é manter o solo com as plantas que nascem


para evitar que as águas das chuvas caiam direto no solo e forme uma
crosta. Por outro lado, deixa a terra mais fértil porque as folhas que caem
se transformam em matéria orgânica. Só prepare a terra na quantidade
que você vai trabalhar nela. Fazendo assim você deixa a terra protegida
contra a ventania e contra a erosão.

5.2. Rotação de cultura - é explorar diferentes culturas, uma após outra,


num determinado período, na mesma área. Esta prática ajuda no controle
da erosão, do mato, das pragas e doenças além de aproveitar melhor os
nutrientes do solo.

5.3. Curva de nível - é uma linha curva que liga pontos do terreno de
mesma cota. Com a utilização de um instrumento simples como o pé-de-
galinha você pode preparar as curvas de nível e aproveitar melhor a terra.
O pé-de-galinha é muito simples e pode ser construído por qualquer agri-
cultor. Consta de três ripas e um fio de prumo. Veja figura 1.

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Figura 1. Nível pé-de-galinha

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Marque as curvas de nível procedendo da seguinte maneira:

1. coloque uma das pernas do pé-de-galinha na parte mais alta do terre-


no e vá girando a outra até o prumo ficar em nível. Nesse ponto você
deve colocar um piquete e em seguida deslocar a outra perna do pé-
de-galinha para o próximo ponto até encontrar o nível onde deve
colocar o segundo piquete e assim vai fazendo até chegar o final do
terreno. A distância de uma curva para a outra depende da declividade
do terreno. No geral varia de 20 a 30m de uma para a outra. As
linhas de plantio devem acompanhar as curvas de nível com o
espaçamento de acordo com a cultura. No caso do algodão um metro
entre as linhas e vinte centimetros entre covas. Veja figura 3.

Figura 2. Marcação de curva de Figura 3. Plantio em nível


nível usando pé-de-galinha

LEMBRE-SE: PLANTE EM NÍVEL E TENHA TERRA PARA A AGRI-


CULTURA POR MUITO TEMPO.

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