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POLIC\AM1LIT AR DQEST ADO DE SÃO PAULO

CENTRO DE APERFEiÇOAMENTO E eSTUDOS SUPERIORES

CURS;Q DE. APERFEiÇOAMENTO DE OFICIAIS

CAO-H/98

--I

PROGRAMA PARA RE:DUÇÃ:O'D'E AFASTAMENTOS E


MELHORIA DO DESEMP'ENHO· OPERACIONAL NA
ÁREA DO CPAlM-3

AUl"OR

OAPfrÃO PM EMANUEL DE AQ~.HN(:) LOPES

SÃO PAULO
POLicIA MIL\TAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
CENTRO DE APERFEiÇOAMENTO E ESTUDOS SUPERIORES

CURSO DE APERFEiÇOAMENTO DE OFICIAIS

CAQ-IIt98

PROGRAMA PARA REDUÇÃOD;E AFASt.AM1~NTOS E


MELHORIA DO DESEMPENHO O'PERACIONAL NA
ÁREA DO 'CPAtM-3

( UMA PROPOSTA)

AlJTOR
CAPITÃO PM EMANUEL DE.AQUINO LOPES

ORIENTADOR:

MAJOR PM IBMARTINS RIBEIRO

SÃO PAULO

®:rIIARO DE 1998
I

A Deus, ,pelas incontáveis. hênçãosderramadasem minha vida.

A ~aquerida. e 'amada.esposa" REGINA~


Aos.fueüs paiS, RENAJOe JOSELITA~

Por ,toda a d~diçaçãQ,':" ~é!ciência e af>oio, dados incófidicibnal-


mentç 'aQ longo da Q1inha carreira.
t~ I

..
. '
Apresento os meus sineeros agradecimentos ao orientador e amigo
Maj PM IbMartins Ribeiro, pela pte:ciosa .cohiboFação ededicaçãóe tam-
bém à sua esposa Eloise, pelo apolo prestado através de sua sensibilidade e
viSão cíentifica.

Tam:bém agFàde.ço ao especiál apoio prestado por minha eSJlOsa


REGINA,por sua inestimável colaboração na correção ortográfica 4éssa
obra.
PREFÁCIO

A Polícia Militar do Estado de São. Palilo vive hoje um momento crítico


em sua longa história. O mundo se globaliza rapidamente" a busca por produzir
um trabalho de qualidade é a tônica gera.L Cada vez mâis aumeata a competiti-
vidade, há uma necessidade maior de pessoasaltaItieríte cap(icitadas, não só tec-
nicamente, mas um homem bem preparado' fisica e psicologicamente' para en-
frentar os novos desafios que deverá enfrentar no seu cotidiano. Um homem
com iniciativa~ inteligência~ criatividade,cultura e respeito pelo outro.. Só os
melhores se estabelecem.

Diante desse "novo mlmdo", em' que o cliente da Polícia Militar é a po-
~ulação;, é importante que o profissional de seguFªnça pública tenha como meta
j
ser í'melhor , em todos os aspectos. Dessa forma, atender bem a comunidade.
Apenas estar bem fardado, bem equipado, comas.melhores viaturas e com com-
putadores a bordo, ele deve estar bem, por que é só estando bem que poderá ar-
ticular toda a infra-estrutura que a profissão lhe' ex;ige. Um profissional hoje ne-
cessita de novos recursos e habilidades que alm,lllS anos atrás não etaIíl teqüisi-
tos para ser um bom.

Ter orientado o Cap PM Aquino trouxe-me imenso orgUlho, não. só por


ter percebido que um bom administrador preO.cupa-se cüma questão emO.ciO.nal
de seus homens, mas que há toda. uma. nO.va ,geração. de administradorespreO.cu-
padO.s cO.m O. pO.licial no seu aspecto .psicO.-socia:l

o homem pO.r trás da farda é 'a principal preocupação' do Cap PM Aqui-


no, sabedor de que é o. hO.mem o. principal instrumento. dettabalho da Polícia
Militar, sem ele de nada adiantariam qualqúer tipo de esforço, é o segmento
mais caro. e mais &ágil da PM. No. entanto, pouca atenção. tem sido. dada a ele. É
exatamente aí que o Capo PM Aquino encontra um campo fértil, des'cortinando
de forma inteligente e com sua experiência de administrador de polícia a pro-
blemática e as causas dos afastamentos dós policiais militares, assim como seuS'
efeitos no desempenho operacional da Corporação,

Desenvolve um programa de redução desses afastamentos. e vai buscar


na comunidade. apoio para pragmatizá-Io, encontta guarida na Universidade
Bandeirante, que ao tomar conhecimento do projeto, rapidamente Se propõe a
ajudar, colocando todo o seu campus a disposição.

Acredito que se esse projeto implantªdo .como piloto na área do ·Coman-


do de Policiamento Norte, muito irá beneficiar :os policiais militares e conse-
quentemente estarão desenvolvendo um trabalho de muito lnelhorqualidade
junto à comunidade. Além do ~ais, o, Cap PM Aquino abre mais UIJla discussão
para que a própria PM encoiltre em seu trahàtlliodados para pesquisa e possível
implantação para toda a COFporação.

E é com essa preocupação que esse, Capitão chegará aos altos postos da
Corporação, podendo assim melhorar cada veczmais a qualidade dos serviços
prestados pela PM, melhorando a quaIidade dos nossos profissionais de segu~

rança do século XXI.

Ib Martins Ribeiro
MajPM
LISTA DE SIGLAS

OPM Organização Policial Militar


BPM Batalhão de Polícia Militar
ePA Comando de PolieiâI11elltQ de }úea
CAP Coordenadoria de Ánalis€ e Planejamento
CF Constituição Fedenil
R-2-PM Regulamento Disciplinar da Polícia Militar
R-2A-PM Regulamento Disciplinar do Quadro Especial Femini
no da Polícia Milítat
RISG Regulamento Intemo e des Serviços Gerais do Exér
cito
CJ Consultoria Jurídicà
PROAR Programa de Acompanhamento de Policiais
Envolvidos em Ocorrências de Alto Risco
PM Policial Militar
RPT Relação de Prioridade. de Transferêneia
EPI Equipamento de Proteção Individual
Méd Médico
CSAEP Centro de Seleção, Alistamellto e Esturle's de Pessoal
UIS Unidade: Integrada de Saúde
EAP Estágio de Aperfeíçnamento Profissional
FEPOM Fundo Especial da Polícia Militar
SUMÁRIO

\LjUJJV'A-O
Introdução

Capítulo 1 .................................................... '.......... 21 .


1.1 O que significa o trabalho? ................................ 21
1.2 Do comportamento no trabalho........................... 26
1.3 O que é o trabalho policial militar............ ...... .... 32
1.4 O que é e o que não é estimulante no trabalho
· . 1' mI'1'ltar ................................. "................ .
po 1ICla 34

C'apítulo 2 ............................................................. . 35
2.1 Os afastamentos na Polícia Militar .................... . 35
2.2 A falta de efetivo da Corporação ....................... . 41

Capítulo 3 ....................................': .....', .................... . 45


3.1 Impactos na ár,ea operacional ............................ . 45
3.2 Esforço perdido na organi·zação .... , .................... . 48
3.3 Estresse policialmHit'ar ..................... '.... '," .; .. ' i . ' "',' 54
3.4 Fontes de estresse da organização ,policia1. .......-.,.. 57
3.5 Fontes de estresse, provenientes do sistema de.
justiça criminal e dopúblicü ................... '........... 59
3.6 Fontes de estresse pes·snal.................................. 60
3.7 Fontes emergentes de estresse............................ 60
3.8 Efeitos do estresse nos policiais .................... ...... 61
3.9 Efeito do estresse nas unidades p:oliciais ....... ,...... 62

Capítulo 4 ................................. , ..,., .......'.... ,............ . . 6 3


4. i Propostas para redução dosafasíamé'ntoseorttin-
genclals................................ ....... .... .......................... 63

Capítulo 5 ................................... ,., .... ,.................... 7'1


5.1 Programa para redução dos afast,amentos e me-
lhoria do desempenho operacionaL .:...... ;...........,........ 71
5.2 A estrutura do programa ........ , .........,................... 77
5.3 Lidando com a confidenci'alidad'e .'....................... 79
5.4 'Vendendo' o programa .......... ,..........................80
5.5 Atividades do programa quanto à prevenç:ão de
problemas relacionados com o e:stresse............... 81
5.6 Reduzindo o estresse organizacionaL.................. 83
5.7 Medidas para incidentes críticos......................... 83
5.8 Monitorando O' programa.................................... 84
5.9 Custos do Programa .. .,......... ;...;....,............ ,............. 85

Conclusão ........................ oe • • • ,0 • • • • • • • • • • • • • • • '," •.•••••••••••••.• , 87

Bibliografia........................ ..................................... 89
Lista de anexos....................................................... 91
A proposta de implantação de um programa pata redução de afastamentos e.
melhoria do desempenho operacional, propicia, a. qualquer otganização, rever
conceitos e estnlturas, ampliar o conhecimento sobre o trabalho a ser realizado e
identificar, com clareza, quais são os reais limites d~ capacidade humana e orga-
nizacional envolvidas na consecução de tarefas ou missoes.
b presente trabalho pretende, através da utilização do método hipofético-
dedutivo, lançar as bases de um programa de tratalIl~nto do absenteismo,com
ênfase no controle do estresse, dentro. do enfoque administrativo.e com a especi-
al orientação de preservar os recursos humanos da 'Ürganizaçãopolicialmilitat.
INTRODUÇÃO

o século XXI se aproxima e observa-se que o homem bUsca


mudar seu comportamento, aprimotatsuas técnicas, tomar~S~ mais
competitivo e caminhar para um melhord~sempenho~

No mundo dos negócios observa-se a infcH:IÜatf1.<wào, () uso


dos meios de comtmicação, o avanço da. tecnologia, a preocupação
dos empresários e funcionários n~Cainiilho da reengênharia e qua-
lidade total. Lançam mão de modernas ferramentas p~a combater
os problemas que afligem suas organizações. A atenção dos execu-
tivos está voltada para a' sobrevivência. da empresa, dentro de: um
mercado sempre conturbado pelas eontingêhcias econômicas ml1ll-
diais.

No caso da Polícia Militar não é diferente. A Corporação


também passa por um momento históricoctucial,onde a ,sua. identi-
dade e eficiência são questionadas· intel1sàm.ente, colocando em ris-
co a sua própria existência no seio da socieefade.

A força de ttabaIlío da. Corporação; recurso inoisp'en:sável


para a consecução dos objetivos'~ área de segurança,!i>ubfica, en-
contra:-se sob a influência ,de poderosos fatores de desgaste, prejlldi-
candoa qualidade do, servíçb. prestado à população.

Toma-se nec~ssária llmªªção mais efetiva, que viseprote-


ger os recursos humanos 'e, por conseguInte, o próprio desempenho
/~

,
da Corporação, do efeito nocivo provocado pela interpretação errô-
nea de comportamentos que nada mais são do que respostas a estes
fatores de degeneraç,ão.

Ao invocar o controle do estresse e as providências referen-


tes à área de saúde mental, este trabalho procura vencer a inércia de
uma situação que se alastra na sociedade brasileira. A e,pidemiolo-
gia brasileira é muito precária em quase todos os setores da saúde e
isso afeta as áreas da medicina. Na prática não existe diretriz de sa-
úde mental. Quando se propôs o fim dos manicômios, dos hospitais
psiquiátricos, algumas questões cómeçaram .a ser discutidas, mas
não se definiu uma política de saúde mental.

Não há projeto nacional de saúde mental e é importante que


as grandes organizações liderem um movimento neste sentido~ pri-
meiro pela prevalência - 40% da população têm problemas mentais
- e porque as doenças mentais são as que mais incapacitam para o
trabalho. Conforme o próprio Ministério da Saúde divUlga em seus
relatórios~ das dez doenças que mais incapacitam o indivíduo~ 50%
são mentais. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde metade da
população tem algum transtorno mental, o governo Kennedy assu-
miu como prioridade a saúde mental, coma criação de tfin progra-
ma de identificação, prevenção e tratamento destas doenças. Em
outros países também há a proposta de trabalho, o qtle não é o caso
do Brasil.

Até bem pouco tempo a psiquiatria e a medicina eram dis-


sociadas. Os doentes psiquiátricos sempre ficaram em prédios sepa-
rados de outros doentes e os psiquiatras não eram considerados mé-
dicos, apesar de o serem. A psicologia tam;bém se dissociou da me-
dicina. Essa cisão veio ao longo da história . .Em meados do séGulo
passado, a medicina incorporou os transtoffiosmentais como doen""
ça médica. Hoje o pensamento básico é que o indivíduo com doen-
ça mental deve ser visto sob os aspectos biológicos, psíquicQs,soci-
ais e culturais. Isto configura uma nova forma de diagnóstico do
que se passa com as pessoas e deve ter ulÍl caráter importante na
prevenção e no tratamento.

Houve um aumento do estresse, que. é um fator importante


na precipitação de doenças meDtais. EXIstem doenças que estão lá e
é como se precisassem apenas de algo que as disparasse. E o mais
importante disparador de transtorn:osme,l1tais é o estresse, fomen-
tando toda uma gama de afastamentos dentro das organizações ..

Em direção a esta meta caminha o presente trabalho, pro-


pondo as bases de um programa 'para redução dos afastamentos e
melhoria do desempenho operaelonal, ,para aplicação na área do
Comando de Policiamento de Área Metropolitana Norte. Portanto~.
estaremos aqui discutindo uma idé'í~, e não pessoas ou fatos.

o trabalho está estruturado em capítulos e a trajetória per-


corrida foi a seguinte:'
- o primeiro capítulo faz t:lQla abordagem geral sobre a
concepção
- cio trabalho humano e, mais adiante, seu entendimento
dentro da atividade policial militar;
- o segundo capítulo abor:dàãspectos. relativos aos afasta-
mentos;
- na Polícia Militar e suas i.mplicações sobre ás áreas ope-
racional e administrativa~

- o terceiro capítulo procura integrar a problemática do


estresse;
- ao desempenho operacional, 'relacionando as principais
fontes estressoras;
- o quarto capítulo analisa a redução dos afastamentos .
contingenciais e a influência da violência no sernço po-
licial;
- o quinto capitulo traz um:aprQP'osta oontendo as bases de
um programa para redução dos afastamentos e melhoria
do desempenho operacional através d0 controle do es-
tresse~ va1endo~ em muitos aspectos~ da experiência in,..
temacional.
CAPITULO 1

CONSIDERAÇÕES SOBRE O:TRABALH,O POLICIAL


MILITAR

1.1 O Que Significa o Trabalho?

Quand tratamos a concepção do trabalho de.ntro da dinâmica


do IDlmdo contemporâneo, não podemos esquec~r dos procedimentos
,
inerentes à área de recursos humanos. Por ser uma área de caráter multi-
variado, refere-se a uma gama considerável de campos dó conhecimento,
abordando aspectos relativos à seleção: de pessoal, tecnologia ,do ensino,
delegação, políticas, planejamento, ~arreiras e salários, disciplina e atitu-
des, eficiência e eficácia, supervisão, motivação e outros' assuntoS C0r-
respondentes. 1

"

A Polícia Militar deve serell(~arada como lllIl sistema aberto,


onde há interações com o meio ambiente e 'iIitetn~inente entre o~ indiví-
duos que a compõém, como um organisn.ro vivo que, alem de possuir
uma dinâmica interna, faz trocas com o. ambiente externo (meio). Nesse
passo, organização e indIvíduos tendem a adequar-sé ao meio, gerando
mudanças estruturais e comportamentais, lUna vez q~e há qma interde-
r -
pendência entre eles, nUma verdadeíta ~fmbiQse.
.
Quando
,
esta relação se'

I .Centr,o de AperleiçO<i1~to c;leEstiJdps Superiqres .Apostila de Administração de RecUrsos


Humanos - \ ., São PmJkY, \99S.p. \
toma profícua, a organização tende a crescer e acaba por demandar um
maior número de indivíduos para a ex~ctlção de ,suas atividades.

Com o desenvolvimento organizacional e em fac.e do princípio da


divisão do trabalho as atividades a serem desenvolvidas vão se tQtllandü
complexas e passam a exigir pessoas haoilitaqas, e que melh0.r se· (ide,..
quem às atividades e necessidades da QrganÍzaçào.2

Além de ser um traço marcante.do ser humano, ani,mal p.efisarite


e social, o trabalho é um fenômeno que dele nasce, sendo o homem o seu
criador, criação que, materializada~ p.eriníte a. ele determinar e marcar o
ritmo na marcha em busc~do aperfeiçoamento, do c<:)l1stante pni)gresso,
da busca da evolução da estnItura e~ do nível das· .sociedades por ele esta,..
belecidas.

o trabalho é um fato de tão· Significativa importâneiaao homem


que, quando estudada a sua caminhada através dos tempos', desde 0 seu
aparecímentó no planeta, divisões distintas sãO' conhecidas e estabele.ci-
das na sua história e isto sempre com base em períodos nos quais talll-
bém os processos técnicos de prod~lçâovãoapareeendo, Pddendo se ehe-
gaF a dizer mesmo .que a históri~ ·da humanidade nada mais do que uma e
.radiO'grafia do trabalho levado a efeito.

Para ser sentida aintluência do aspecto traoalho né ortlén;:unento


global das estruturas' :humanas, não necessário se faz uma, régressão lon-
ga nos tempos, pois à tona: da história do homem, em pleno séCulo .xx,
determinou a folina 'de suá valoração uma cisão que envolveu todos' os

2.SOARES .. A. et aI. Direites e. vaQtag(3/':/S des servidores militares do Estado de São Paule. J' ed.
São Paulo: A . Soraes.1992
povos num gigantesco movimento, por meio do qual naçÕ'es ínteíras se
posicionaram de um ou outro lado, havendo então a conséqüe'nte bipola-
rização da civilização, como já foi dito, de acordo com a ótÍca segtJndo a
qual se estimava o fator trabalho, issocol<lcaridú bl0cos distintos de pen-
samentos, frente a frente, numa diSputa acirtada por uma suposta ;supre-
macia, que por cerca de setenta 'anos, compreendidos entre 1'917 e 1987,
deixou sulcos profundos não só na vid~l de paises lflteiros,coIDQ na vida
do indivíduo comum.

o trabalho é um denominadórcom,"UJl 'na vida .das pessoas, bem


como uma variante que também condiCÍ'ona toda 'a vida 'hlimana emsoci..
edade, se podendo dizer que a interdependência das habilidades' dàs pes~
soas, a capacidade de cada um, desenvolver ações positivas é o elo que
mantém unido todo o grupo.

Na realiqade, a noção bási'ca de trabalho figura eiltreas riecessi..


dades elementares dos homens, seno início C,OíllO ações voltadas para a
sobrevivência, hoje não só dessamaneirà, mas também como ferramenta
que amplia e satisfaz outros requIsitos seus, como o conforto ou a busca
do saber, fatores que vão detenninara irtseparab(lídade do homemilas,
atividades de trabalho, inseparabilidade estaque b acompanha por toda a
vida, às vezes, de, Jfiáneira eilgta~:ad.a, pois a atividade ,desenvo lvida ,pela
, . pes~oa se sobrepõ'e a sua própria identidade, quando no, dia a dia é ela
conhecida mais pelo traba:1hoque tem do que pelof.>róprio nome, 'e ,no
cotidiano, passamos então'a conhecera "Zé FuniTéir(j?\ o "ChiC0 Pedrei-
ro" ou o '''Pedrão Guarda" .. aquele que todo mlmdo cônheçe, não sabe o
nome completo, n~;iS tem certeza que: pertence à Polícia Militar?

3 . RIBEIRO. Ih Martins, Uma cQltura estressante: suaS origens e consequêl'Jcias. São Paulo. 1995.
MQnogçaf\O ~éú{So~, I\peneiÇoameri1oC!e OfiCia\s ~\'I95~ CÃES. pMESP.
24

Para Marx4, o trabalho é '" ...0 conjunto de a.çÕ'es que o homem,


com finalidade prática, com a ajuda cto,cfJrebro, mãos" de instrumentos
ou máquinas, exerce sobre a matéria, ações que, por sua vez, reagindo
sobre o próprio homem, modificam-no ... ", um enunciado este que, se
percebe, procura dar maior ênfase ao fator transformação, dando um
certo realce ao ato praticado pelo homem através de seü corpo ou ins-
trumcntos.

Segundo CoIson 5 (1924), '"o trabalho io empri:'go que o,homem


faz de suasforçasfisicas e morais para a produção de riquezas ou ser-
viços"~ pensamento o qual busca jáumamaiot distinção direcionada à
finalidade, ao aspecto do útil.

o trabalho é cercado de caractenstica subjetividade, fator qUe di-


ferencia de quaisquer outras atividades, PQis" requer ele liberdade interior
para se manifestar. Assim, o trabalhQ devê ser entendido'como a ação
expressa por tendência profunda daperSQhalídade e quando colabora
com a formação desta, sendo 'que através deste entendimento, acoilclu-
são de uma sinfonia, a busca inventiva de um técnico ou a atividade en-
tusiástica de uma coletividade 0periíria :para um fim construtivo ao qual
adere em sua plenitude~ são exemplos de ,~ções, embora o último caso dê
a entender tarefas as quais, pela estrutura, periodicidade e coordenação,
impliquem fatores de cO,ação, maS, Gemo se oDserva,de origem pura,.

mente externa.

4. Apud BHUNI. Paulo. Passagern\parq q reserva: pr~paração e apoio ao PM. São Paulo. 1996.
Monogratia (Curso de ,Aperfeiçoamento de Oficiais 1196) CAES. PMESP.
5. Apud BElUNI. F?aulo.Op .. Cit.
25

o aspecto subjetivo vivenciado por ocasião das atívidades de tra-


balho é tão intenso que pode aflorar no indivíduo sob forma de estados
de insatisfação, de tristeza ou depressão, bem como se evidenciar em
sentimentos de auto-realização, de satisfação e, em casos extremos, se
bem que raros, de felicidade.

Portanto, o trabalho quando efetuado em certas condições, tem


efeito completamente positivo sobre a personalidade e sempre que pre-
cedido de uma situação de livre escolha se torna fator de estruturação e
6
equilíbrio psicológico, por isso chegando a receber por parte de Freud
(1929), quanto a essa questão em específico, observações profundas.

Os reflexos sobre o indivíduo da ação, ou melhor, do trabalho,


são patentes, independentement~ de ter ele atuado sempre na mesma ati-
vidade por toda uma vida ou haver alternado essa atuação em fases dessa
sua existência, reflexos estes que embora cada um, às vezes, não o per-
ceba, em relação a si ficam extremamente fáceis de serem reconhecidos.
Quando analisados casos isolados, pelo fortíssimo impacto provocado
pelo fato, para quem o viveu, mas trabalho, ação, para quem o realizou.

O trabalho pode ser visto como um dos fatores que mantém a


vida em sociedade e que toma, de certa forma, com maiores condições
de conforto a existência do homem, a fazendo mais prazeirosa. Mas não
é somente esse o aspecto a ser considerado, pois são importantes os des,..
dobramentos que sé ori'ginam quando ele, como indivíduo, está I;lo des-
envolvimento de sua atívidade, a qual possibilita, em grande parte, senão

" . Apu<:! BRUNI. Paulo. Op. Cit


26

de maneira completa, a satisfação de suas aspirações inerentes ao seu


fortíssimo traço social.

Essa sua atividade o insere não só em um grupo, mas, em certas


situações, determina a sua inclusão em varios outros, o que vai influenci-
ar fortemente a sua existência, pois essa proximidade ampliada, compul-
sóriarnente ou não, proporciona o surgimento de um intercâmbio que vai
permitir que ele se complete como pessoa, cristalizando sua existência à
vida grupal, suprindo suas necessidades culturais, tornando maispróxi-
mas inúmeras condições a atuarem de forma favorável ao 'seu viver e
fornecendo, às vezes, elementos de reforrnulação de aspectos interiores,
mesmo íntimos, que podem operar como modificadores de sua persona-
7
lidade.

1.2 Do Comportamento no Trabalho

Para melhor compreensão deste ítem, carece estudarmos alguns


tipos de comportamento e sua relação com a organização onde se exerce
alguma atividade remunerada.

7 • BEWNI. paUlO) Op. Cito


]7

1.2.1 Comportamento individual

1.2.1.1 Por que o indivíduo trabalha'

Vejamos as correntes de penSalI~ei1to na visão do capitalismo e


do socialismo. O capitalism08 tem no trabalho a acumulação de capital,
enquanto que para o socialismo indllstrial, ele 6 a mola fundamental da
sociedade e da felicidade humana.

Para Marx?, o trabalho é indispensável à existência do homem,


constítuindo .. se numa necessidadenaturâl, e essencial para sua realiza-
ção e formação da sociedade. Ainda segundo Marx, o homem só se rea-
liza no trabalho.

1.2.1.2 Suas necessidades

Mas]ow lO ao lançar sua teoria da motivação humana, considerou


o ser humano na .sua totalidade,. dando ênfase à integração dinâmica dos
aspectos biológicos, psicológicos e sociais.

8.Apud NASC\MH~\O. José dos San1os.. A Qualidade de 'lida do pclicial mi\i1ar e sua innuência
na atividade profISSional. São Paulo. ) 996.
~ . Apud NASCIMENTO. Jose dos Santos. Op. Cit.
10 • Apud NASCIMENTO. José dos Santos~ Op. Cit.
Para tanto, hierarquizou as necessidades humanas, priorizando
as fisiológicas. Segundo ele, uma pessoa sem comida, sem amor, sem
segurança, e sem auto-estima, é muito provável que procurará alimento,
muito mais que outra coisa.

A visualização de uma pirâmide mostra a estrafificação dessas


necessidades, tendo na base as fisiológÍC:as c no ápice as estéticas, nessa
ordem: fisiológicas, segurança, desfiliação e amor, estima, auto-
realização e estéticas. Asseverou ele que o individuo, dominado por uma
necessidade fisiológica, modifica a filosofia mais ampla do seu futuro,
definindo sua vida em função daquela necessidade fisiológica. Seu do-
mínio impede o surgimento dos objetivos sociais dos seres humanos.

o princípio do hedonismoll confmna todas estas' considerações,


ao postular que os indivíduos buscam o prazer e se afastam do sofri-
mento.

1.2.2 Comportamento grupal

Ao ingressar na organização, o indivíduo traz no seu bojo, seus


sentimeiitos,motivaçees, aspírações, valores, aptidões, etc. Tudo isso vai
ao encontro da organização, que desenvolve 'sua cultllFa própria, seus pa-
drões de cOlhportameríto, crenças e hábitos, comuns a todos os seus
membros. Eles interagem, influenciando o desenvolvimento de suas ca-

11 • NASCIME.NTO. Josédos:Santos. Op. Cit.


racterísticas individuais, mesmo que de foma díferenciada, uma vez que
são diferentes. 12

É de se notar que a ausência de G0ndíções estímuladoras bloquei-


am o desenvolvimento do potencial de seus integrantes, e impedem a li-
beração de suas energias.

1.2.3 O comportamento de pertencer e/ou permanecer

Ambos trazem embutido o comportamento submisso uma. vez


que a organização adota critérios para adequar os comportamentos de
acordo com os padrões por ela definidos. Para isso, se utiliza de Normas
e regulamentos, na tentativa de convergir seus empregados para atendi-
mento de suas expectativas, instrumentalizandQ, assÍln, dois tipos de pu-
nição:
a. a eliminação de seus quadros, com reflexos na formação de
um comportamento cada vez menos criativo e mais caracteristi-
camente de seguidores~

b. um segundo tipo de punição, mantendo o indivíduo nos seus


quadros, entre elas o ostracismo, criando, em geral, uma situação
de instabilidade, de desmoralização e um alto nível de tensão.

12 • NASC\MHHO. José dos San1os. Op. Cit


30

1.2.4 Comportamento inovador

Dá ênfase à criatividade e à liderança, onde seus membros de-


vem comportar-se de maneira mais livre, ampliando seu espaço organi-
zacional, e dando lugar a uma colaboração criativa e construtiva.

o comportamento inovador é uma integração das experiências


pessoais de cada membro da organização, e das diferentes modalidades
de agir e de decidir. Ele garante a 'sobrevivência produtiva.

1.2.5 Interação com a empresa

Confundem-se produtividade com grau de integração 13, em ou-


tras palavras, a aceitação das condições de controlar na organização são
tomadas ou consideradas como fatores motivacionais. Dentro dessa
perspectiva, a organização, ao avaliar' seus membros, toma por produti-
vidade o grau de acomodação organizacional desses memhros e não a
capacidade técnico-profissional, a responsabilidade e o compromisso
com a qualidade dos resultados da tarefa. PI:odutividade e motivação de-
pendem do indivíduo e da organização, interagindo contínuamente , os
fatores organizacionais e a capacidade individual de seus membros.

Nisto há um contraste, na medida em que as organizações não se


modificam, mantêm-se, na quase totalidade, dentro de padrões aut()orá-

13 Herzberg, apud AGUIAR, Maria Aparecida Ferreira de. Psicologia aplicada à Administração.
São Paulo: Mas, \ 985
31

ficos, onde o direito de pensar, de criar, de assumir responsabilidades


está centrado na direção superior e das chefias . Pune-se e recompt!nsa-
se, de acordo com aquilo que é considerado adequado à organização,
restando, então aos indivíduos, atender corretamente ao sistema de pu-
nições e recompensas. 14

Quando o candidato chega ao CSAEP diz ~o seleciona.dor que


escolheu ser policial militar por vários motivOs. Estão entre os principais
motivos a necessidade de emprego, a estabilidade no emprego, motiva-
ção familiar, o espírito aventureiro (motivado pelos filmes) e o idealis-
mo. 15

Portanto, vê-se inúmeros indivíduos com expectativas bastante


esperançosas sobre o próprio futuro, querendo crescer na vida e na pro-
fissão; entretanto, a realidade vai se incumbir de lhes mostrar facetas que
poderão leva-los à desencantos, que os desviará de seus projetos iniciais
(anexo 1)

Segundo esse quadro, percebe-se que o candidato vem das cama-


das mais humildes da população, com menor poder:aquisitivo e cultural.
Entrar na Instituição é uma das raras oportunidades de mobilidade social.

o que não é estimulante no serviço policial militar? Trata-se de


um quadro bastante amplo, em pesquisa realizada por Lipp 16, conforme a

Apud NASCIMENTO, José dos Santos. Op. Cit. ~ ~


r~ ))~ .
14.

15 .RIBEIRO, op. Cit.)


16 .1IPP, Marilda Emannuel Novaes. Pesquisa sobre Stress no Brasil: Saúde, Ocupações e Grupos.
de Risco. Campinas, SP: Papirus, 1996
seqüência que delineia os pontos desestimulantes da carreira: ver colega
morto no cumprimento do dever, confrontos com multidões agressivas,
sofrer situação de crise familiar, falta de equipamento para o trabálho,
receber salário insuficiente, insufici'ência do sistema carcerário (ter que
por em liberdade criminosos por questão burocrática), dificuldade e falta
de assistência médica.

Todos estes aspectos elencados estão reunidos de fonna com-


pactada nos gráficos do anexo 2, referente a motivação para saída da
PM, elaborados pelo CSAEP.

1.3 O que é o Trabalho Policial Militar?

Cabe à Polícia Militar o exercício da polícia ostensiva e a preser-


vação da ordem pública (art. 144, parágrafo 5.° da CF), bem como todo o
universo policial que não seja atribuição con:stitucional prevista para os
demais órgãos elencados no artigo 144 da Constituição Federal de
1988. 17

o Supremo Diploma Legal também distingue os homens da Polí-


cia Militar reconhecendo-lhes a condição de militar (art 42), expressan-
do ainda algumas diferenciações como as proibições de sindicalização,
greve e filiação a partidos políticos. Outra característica relevante é a de
que esta condição de militar, enseja estar sob o alcance do Código Penal
Militar e o Código de Processo Penal Militar, bem como ter que acatar as

17. LAlZARINI. A. Estudos de DireitoAdministrativo. São Paulo: Revista dos Tribunais .. 1996.
33

disposições normativas do Regulamento Disciplinar, Regulamento de


Continências., Honras e Sinais de Respeitol8 , além do Regulamento In-
terno e de Serviços Gerais, verdadeirasbiíssolas da vida administrativa
corrente, peculiar à atividade policial militar.

Cabe neste ponto uma breve retrospectiva histórica que, embora


parcial, pretende revelar certas nuari'ces que nos ajudam a entender me.,
lhor o trabalho policial militar.

Até 1964 exigia-se preparo bélico. O tempo e as mildanças se se-


guiram. Com a fusão da Guarda Civil e da Força Pública em 1970, a
nova polícia teve uma aplicação maior na área do po'liciamento ostensi-
vo. De 1970 para os dias atuais a transformação da PM e a necessidade
social têm caminhado no sentido de um policiamento adequado- aos an-
seios da comunidade. Cada homem dentro da Polícia Militar passou a
ter atividades definidas e a desempenhar um papel importante no com-
bate à criminalidade, mais afinado cornasaspirações comunitárias.

Até bem pouco tempo o importante, como valor para os solda-


dos, cabos, sargentos e até para alguns oficiais, era prender bandidos, sob
qualquer pretexto e forma. O enfoque do trabalho era a peFseguição de
marginais e a prisão ou .morte deles. Tudo incentivado pelo contexto da
época. A eficiência de uma unidade operacional era medida pela quanti-
dade de prisões e detenções efetuadas.

Atualmente, com a constante reciclagem do efetivo e' uma nova


abordagem s'obre a problemática da segurança pública, afinada com os

18 • Decreto n' O 88513. de 13 de julho de 1983 - Regulamento de ContinênCias. Honras e Sinais


de Respeito. '
3-1

novos tempos que se impõem dentro do 'mundo .globalizado, podemos


redefinir o trabalho policial militar .como·algo abrangente e mais preocu-
pado com as questões comunitárias, assumindo o papel de defesa da so-
ciedade, naqueles aspectos mais caFel1tes', desde o apoio ao social até o
combate à criminalidade.

1.4 O que é e o que não é Estimulante no TFabalhoPolidalMilifar

Segundo Aquino 19, no serviço públ1ço éeomum verifiéannos um


generalizado estado de apatia, de 'indifere:nçae de resignação, moHva.dos
pela rotina, burocracia, falta de oportunidade e por outras distorções da
estrutura da máquina estatal.

Programas visando valorizatcada Vez mais o ente, humáIlo da


Polícia Militar têm sido elaborados, porém já dizia S. Exa. Sr. Cel PM
EDUARDO ASSUMPÇÃO, el1tão Cmt G: " ... as ordens não estão che-
gando na ponta ... ,,20; faltava implemelltação.

o resultado global da pesqüisa de campo, citado porO'Donnelt .


evidencia a necessidade, de um tFabalho de recursos hümanos' para não
incidírmos no efeito avestruz 2" promovendo a integração do PM:à Cor-
poração e o aumentogradãtÍvo. ,de s:t1a produtividade, por 'meio ,da coor-
denaçãbde interesses entFea Corporação e a mão-de-OBra.

19. Apud NASCIMENTO, José dos Santos. Op. Cito


20 • Apud .NASCIMENTO, José dos ,Santos. Op. Cit.
21 O'OONNELL, Kenneth Graeme. Raízes da transformação. Salvador: Casa da Qualidade,
1994. P. 21
CAPITULO 2

2.1 AFASTAMENTOS NA POLÍ:CIA MILITAR

2.1.1 Características da Área do CPA/M-3

Dentre os órgãos de execução na Polícia Militar, temos as unida-


des CPA e BPM. O CPA (Comando de Policiamento de Área) é um ór-
gão responsável pela coordenação, "fiscalização e execução das ativida-
des de polícia ostensiva e preservação da ordem pública, na área que for
designada por lei ou decreto. O BPM (Batalhão de Polícia Militar) con-
siste num órgão responsável pela execução das atividades de polícia os-
tensiva e preservação da ordem pública, sob a direção do CPA a que es-
tiver subordinado. Os CPA e BPM, quando designadas para atuarem na
região metropolitana de São Paulo, receberão as denominações CPAIM
(Comando de Policiamento de Área Metropolitana) e BPM/M (Batalhão
de Polícia Militar Metropolitano)~

O COMANDO DE POLICIAMENTO DE ÁREA METROPO-


-
LITANA NORTE (CPAIM-3) é a Unidaâe responsável pelo policia-
mento ostensivo em toda a Zona Norte da Cidade d~ São Paulo. Sut-or-
dinados a este Comando, existem 4 (quatro) unidades operacionais,que
são: 5.oBPMIM~ 9. 0 BPMfM~ 18.OSPMIM .e l.OSPGd. Com exceção do
1.OSPGd~ que realiza o policiamento especializado de segurança externa
36

da Casa de Detenção, Penitenciária do Estado e Presídio Feminino,bem.


como transporte e escolta de presos, as. demais unidades possuem atri-
buições totalmente direcionadas para o policiamento ostensivo, a pé. ou
motorizado. Com um efetivo de 2938 homens e ,cerca de 230 viaturas,
este Comando têm a responsabilidade deptbvet segm:ança ostensiva em
toda a sua área, ou seja, 178 km quadrados, diutl.lfl1amente, com uma po-
pulação de aproximadamente 3.200.000 habitantes22 .

Embora a Zona Norte da Cidade cle São Paulo não ,seja a região
mais violenta da metrópole, também não. está isenta de possui alguns
"bolsões" de criminalidade, ou "pontos 'negros", espetüalmentenas: pro-
ximidades dos bairros de Itaberaba, Morro Grande; Jardim Catumb é ,
Vila Albertina, Jardim Brasil, Vila Sabrma; Jbva Rural e Jaçanã, no que
tange ao cometimento de homicídios,bém como em relação, aOS bairros
de Santana, Mandaqui e Jardim São Bento, no 'que tange a furtos e, rou-
bos.

A periferia da Zona Norte ocupada por população carénte~ que


vive em estado de abandono social, com pouca infra-estrütü.Fa urbana
que a atenda, contando com uma topografia irregular propícia ao apare-
cimento de favelas. e, por conseguinte, ao crescimento dos conflitos soci-
ais, apresenta sintomas de criminalidade, especialmente emtelação ao
cometimento de homicídios.

Na segunda situação, a de furtos e roubos, temos Uín perfil sócio-


econômico mais elevad0, típico da classe média~alta, que, pela conCen~

tração de riqueza, polariza o cometimento de tais delitos. Desta fonua,

22 • CPAIM-3.Histórico do CPA/M-3, de 21 de maio de J 997.


37

não raramente temos notícias de confrontos armados enttepolíciais e


marginais, embora, de forma geral, tellh~ um bai~o índice de orimínaIi-
dade, se comparada com as demais áreas da cidade. Tal quadro pode ser
facilmente depreendido dos mapas estatístícos gerados pela Secret(l.f:ia de
Segurança Pública, através de seu órgão de acompanhamento denomina-
do Coordenadoria de Análise e Planejamento (eAP).

2.1.2 Os Afastamentos

o afastamento é o ato administrativo que registra o momento em


que o servidor público militar deixa as suas funções normais para as
quais ele foi convocado, tipificando o motivo e a duração.

Os policiais militares e os integrantes dos corpos de bombeiros


militares são servidores públicos militareS ê têm a sua situação regulada
pelas disposições constitucionais previstas no .artigo 42, combinado com
outros dispositivos da Constituição Federal (CF) de 1988. Os direitos
constitucionalmente assegurados. aos servidores públicos militares, em
certa parte, tratam de alguns afastamentos, como é o caso das modalida-
des expressas no artigo 7. 0 da CF quanto ao gozo de férias anuais e re-
muneradas (XVII), licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do sa-
lário com duração de cento e vinte dias (XVUI)e licença-patemidacle,
(XIX). Ainda dentro do quadro constitucional, temos também a situação
do policial militar alistável o qual é elegível, 'contudo, se contar menos
de dez anos de serviço deverá deixar a Corporação, se contar 'maIs de dez
anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, pas-
38

sará automáticamente, no ato da díplomação, pélfa a inatividade (artigo


14, parágrafo 8.°, da CF). Também é o caso dapassagem para a Ílmtivi-
dade, ainda que esteja respondendo a inquérito ou processo (artigo 138,
parágrafo 6.°, da Constituição do Estado de São Paulo~'"de 05 de outubro
de 1989)

Dentro do quadro infra-COUstltuciOIra~Olgtll1S outros ins-


I, /

titutos e figuras que registram osafastamen~ bastante precisão.


Temos a dispensa-recompensa23 , total ou parcial, conforme se verifica no
artigo 69, alíneas "b" e "c" do R_2.,PM 24 ou incisos II e III do ~igo 53
do regulamento R-2 A _PM 25, que ,é .conée'dida como recompensa militar,
cuja denominação correta deste instituto é deruspensa do serviço como
recompensa (total ou parcial) e sua fundamentação está no tItulo V do R . .
2-PM ou R-2 A-PM (Das Recompensas), que engloba os artigos 69 a·73
ou 53 a 57, respectivamente. COflcedídaa pedido do interessado, ela é
regulada por dias de 24 (vinte e quatro) horas (nas dispensas totais do
serviço), contando-se das OO:OOhs às 24:00 hs da cada dia, podendo-se
também inicias a contagem em horário diverso, o que deverá constar ex-
pressamente no ato da concessão (artigo 73, item 2 do R-2-PM e artigo
57, inciso II do R-2 A-PM). É direito do poliéial militar pedir a dispensa
do serviço como recompensa e, cabe à Administração, através das auto-
ridades competentes, concedê~las ou não, levando-se em consideração as
exigências do serviço de sua organização, deixando de lado o 'aspecto do
merecimento do policial.militarluna vez que isto já foi objeto deapred-
ação quando da concessão da recompensa.

23 • Situação em que o policial militar é dispensàdo do serviçp em decorrência de ação meri-


tória.
24 • Regulamento Disciplinar da Polícia Militar - Decreto n. 0·13657, de 09 de nbvembro de 1943
Regulamento Disciplinar do Quadro Especial de Policiamento Feminino. da Polícia Militar -
25 •
Decreto n.O 52,655. de 12 de fevereiro de 1971
39

Temos ainda o instituto da "dispensa do serviço", regida pelos


Regulamentos Disciplinares (R-2-PM ,e R-2 A-PM) e o RISG26~ aplicado
de forma subsidiária e consuetudinária pela Polícia Militar, estabelece,
entre as competências do Comandante da Unidade, a dispensa do servi-
ço, em até 8 (oito) dias, sem ser a título de recompensa, quando a crité-
rio, houver motivo de força maior, prevendo ainda que tais dias serão
descontados das férias.

'--,

~. ~ de um exame, desde as suas raízes históricas até os dias


atuais, pode-se depreender que o RISG é inaplicável (é um regulamento
dimensionado para as rotinas administrativas de unidades do Exército,
não abrangendo diversas situações peculiares às organizações policiais
militares) não só nesse como em todos os casos de administração de pes-
soal da Polícia Militar, conforme matéria analisada através· do Parecer
Jurídico CJ 56/85 (anexo 3), da lavra do admirável Dr Marco Antônio
Valleta, digníssimo Procurador do Estado, que tantos anos auxiliou a
Corporação, trazendo luzes às mais complexas questões. Quanto à ex-
pressão FORÇA MAIOR, segundó De Plácido e Silva27 , em sua obra
"Vocabulário Jurídico", temos a seguinte definição:

"FORÇA MAIOR - Assim se diz em relação ao poder ou à razão mais for-


te, decorrente da irrestjbilidade do fato que, por sua influência, veio impe-
dir a realização de outro, dumodificar o cumprimento de obrigação Q que
se estava sujeito. Força maior é a razão de ordem superior, justificativa do
inadimplemento da obrigação ou da responsabilidade, que se quer atribuir
a outrem, por ato imperioso que veio sem ser por ele querido".

26 • ReguJamento Interno e dos SerViços Gerais do Exército - ~reto FedfN'ol n. o 3923 de 12 de


abril de ~ 939.
27 • Apud SOARES. A.et 01. Op. Cit.
40

ptambém a licença-pfêmio, cujo beneficio somente pode


,~
ser adquirido atendidas algumas formalidades legais, definida como um
direito concedido ao servidor público, como prêmio de assiduidade, a
fim de que ele possa gozar 90 (llóventa ) dias de licença do serviço, cada
vez que ele contar cinco anos de efetivo ex:ercício ininterruptos.

Outras figuras, assegtlfadas por lei, que se. caracterizam como


modalidades de áfastamento são: núpcias, tendo duração de até, 8 (oito)
dias~ luto, tendo duração de até 2 (àoisYdias. E ainda, estendeHdo a no-
ção de afastamento, também temos: licença sem vencimentos, :agregação
(temporariamente inativo), transferência para a reserva, reforma, exone-
ração, demissão e expulsão. Outras formas especiais de afastamento
também podem ser elencadas: a baixa por ordem médica, a convocação
para o PROAR (Programa de Acompatiliamento de Policiais Envo'lvidos
em Ocorrências de Alto Risco) ea 'participação em cursos àe formação
ou especialização. Encerrando:, temos ainda ° próprio falecimento do
servidor.

Portanto, os afastamentospédem. ser consideradoscolllo inevitá-


veis28 (férias, licença-prêmio, licençà para gestante, licença-:patemidade,
licença-adoção, núpcias, luto, agregação, reforma/reserva, ·exonetação,
demissão, expulsão, PROAR, cursos e estágios, licença. para tratamento
de saúde de familiares, falecimento do servidor) ou contingenciais29 (li-
cença para tratamento de saúde, reforma por doença,. absenteismo). Lo-
gicamente, é preciso se analiSar as causas intcinsecas de cada afasta-
mento para dar-lhe a classificação de inevitável ou contingencial.

28. Quando o fato gerador enseja a tomada de providências!egais e obrigatórias.


29 • Quando medidas preventivas poderiam ter sido adotadas.
41

2.2 A Falta de Efetivo da Corporação

Atualmente, as grandes metrópoles são cenários privilegiados da


violência urbana, onde os graves problemas sociais se manifestam com
maior intensidade, traduzindo-se no principal ponto de preocupação do
cidadão brasileiro, ficando abaixo, inclusive, do desemprego e da falta de>
moradia. O Estado, no combate a 'esse quadro de violência, ainda ampa-
rado pelo atual Código Penal que, em sendo da década de 1940, está so-
bejamente ultrapassado ou desarticulado com a dinâmica social, emprega
os organismos policiais para o atendimento de ocorrências de natureza
criminal e de ordem social.

Para suprir seu quadro de soldado~ a Corporação realiza um es-


forço permanente de alistamento e seleção de candidatos, onde a maioria
é composta por cerca de 48% de jovens desempregados}O, oriundos de
famílias de classes média-baixa e baixa, embora tal característica começa
a se modificar com a exigência do candidato ter cursado, no mínimo, o
segundo grau~ para ingresso na carreira de :soldado PM.

Esses candidatos são possuidores de coshunes e valores próprios~


que acabam por chocar-se coni as leis, normas e regulamentos que dire-
cionam e estruturam a Polícia Militar. Sem o respeito a esse periodo de
adaptação pode haver um desgaste psicológico crescente e que muitas
vezes tem favorecido e gerado desvios de conduta e conflito internos
permanentes nesses indivíduos.

30 • CSAEP. Perfil sociológico do candidato a Sd PM do ePM. São Paulo. 1° semestre 1998.


A busca da carreira policial militar por jovens, já há muito tem-
po, tem sido feita em razão da estabilidade funcional oferecida e pelas
facilidades acessórias no exercício da função pública. Como o Brasil
vem passando por um período dé tutbulê'neia econômica no cenário in-
ternacional, com reflexos evidentes no planointemo, a situação dos bai-
xos salários no mercado é uma realjdade que atinge grande parte, ,da ,mâÍ-
oria da população, embora o fantasmaê.0 desemprego esteja se af}tesen-
tando de forma mais dramática. E não é diferente com o policial militar,
onde a sua remuneração insuficiente é um dos principais fatores gerado-
res dos problemas que o afligem, dado o status que ocupa na sociedade
onde serve.

o candidato ao tornar-se ,policial 'militar acaba encontrando um


mundo diametralmente oposto àquele'espeFado. Os ensinamentos que re. .
cebera na escola de formação não são praticadóspelos policiais maisan-
tigos. O ambiente social em que deverá operar é extremamente agt:essivo
e resistente à fiscalização policial. O estigma de "s~lper-h0Inetn" é de
imediato assimilado, onde medo, compaIxão, dúvidas e tristezas não são
cabíveis.

Em váriaso'casiões, o seu emprego ,dar-se-á em localidâdes dis-


tantes de seu domicílio, ocasionando-lhe frustração, desmotivação e des-
gastes fisicos, com repercussão direta no serviço pr.estado ao público.
Este quadro contribui Para com ,a falta de efetivo na Corporação, com re-
flexos não só na área operacional como taínbémna administrativa, pois o
nível de evasão é alto, gerando sobrecarga de trabalho para os ,que pros..
seguem na atividade policial e desperdício de todo o inVestimento reali-
zado no recrutamento, seleção e formação do polkia:lm:ilúar.
Vários problemas podem ser apontadoS' como motivadores dos
pedidos de baixas da Corporação. O relacionamento entre superior e su-
bordinado é um dos principais 3 !, traduzindo~se muitas vezes em fonte de
injustiças e instrumento de poder opressivo de comandantes., onde a qua-
lidade técnico-profissional acaba sucumbindo ante o modelo de chefia
autoritária que não raramente predomina em alguns escalões.

Na ~rátic{pas~ ter reai~ dificul~ades para a estrntura~ãO


das guarmçoes d~9amento ostensIVO nas LOIllpalllllas~ onde muItas
vezes os respectivos Comandantes não dispõem de efetivo pata cobrir
satisfatóriamente às sub-áreas32 , lançando mão constantem'~nte de subter-
fúgios como a viatura "solitária" (com apenas um policial) ou com sta-
33
tus de "disponível" embora esteja estacionada sem guarnição no posto
policial ou junto aos Serviços de Dia de OPM 34, a fim de tentar colocar
nas ruas o maior número possível de policiais militares.

Como tal medida não é totalniente suficiente~ os efetivos admi-


nistrativos das Unidades acabam também sendo empregados em ativida-
des operacionais, para reforço do policiamento nas ruas. Dessa forma,
essa situação se traduz como sobrecarga para todos, gerando um aten-
dimento ao público de baixa qualidade e, por que não dizer, de altaperi-
culosidade, pois muitas vezes, esses policiais dos efetivos administrati-
vos encontram-se sob observação, em razão de antecedentes não reco-
mendáveis para o policiamento de rua, ou ainda, pelo próprio despreparo
típico de quem perde o contato com a área operacional e, de repente, têm

31 • fQn~e: CSAEP. Re\a~óriQ de enhevistade saída -1998


32 • Região ou território de atuação de uma companhia de policiamento.
33 .Situaçãode emprego da viatura em determinado momento;
34 .Organização Policial Militar.
-+4

que retomar tal tarefa, sem a mínima reciclagem técnico~prQfissíonal,


colocando em risco a vida da população e a sua própria, bem C'omo pro-
piciando prejuízos à imagem da Corporação.

A constância nessas deficiências acaba gerando o fenômeno da


fadiga, que é um mecanismo de defesa natural,que vai inibindo os mo-
vimentos, as atividades em geral e () próprio estado de alerta do indivi-
duo, quando um desgaste ameaça.a integridade do organismo. O estado
de contínua tensão em que está imerso o trabalho policial, aliad0 ao esta-
belecimento de tumos de serviço,allmentação iBadequad,\,sobrec,arga, de
trabalho e supressão de momentos, de lazer com a família, contribuem
para o estabelecimento da fadiga precoce.

Apenas para ilustrar o quadro déosérito acima, no anexo 4 é apre-


sentada uma recente matéria veiculada pela revista Veja, abordandQ o as-
sunto.
CAPtTUL03

3.1 IMPACTOS NA ÁREA OPERACIONAL

sr~ôn~iderarmos~ompanhiaPMcomo a célula básica do po-


liciamento o~:oo seja, aquela organização que por snas próprias
características têm que prover segurança numa região espedfica de atua-
ção, valendo-se dos recursos humanos e inateriais disponíveis, podemos
inferir que a sua eficácia estará diretamente 'fe1acionada com a ,apropria-
da aplicação destes recursos, desde que dotados de potencial Suficiente
para fazer frente às necessidades operacionais.

Atualmente, o quadro que temos invariavelmente, é o da falta de


efetivo operacional. E como se não bastasse a própria defasagem, por
motivos diversos já mencionados, temos uma certa parcela de afasta-
mentos da tropa, causados por prejuizose,m razão da desequilibrada do-
sagem de tarefas. Ao efetivo reduzido que permanece em operação são
destinados todos os encargos operacionais normais, traduzindo-se em
verdadeira sobrecarga de trabalho· e estresse. Pela. persistência destequa-
dro adverso, acabam <surgindo divers0s fatores que .acaba,m minando
pouco a 'pouco a força ,de trabalho existente. É uma somatória de aspec-
tos negativos que acabam corroendo a força operacional e a própria. ima-
gem da Corporação - policiais doentes, procurando transferências, perda
na qualidade do trabalho, esquivas no cumprimento das missões~ come-
timento de crimes e transgressões disciplinares - deixaIldo impotente a
.+6

Companhia PM para a resolução de questões básicas na área de seguran-


ça pública. O pouco efetivo que ainda se mantém acaba" sendo emprega..
do nas mais diversas tarefas, fracionando-seáO máximo para que~c0tra
. .
"

a maior cobertura possível da área de interesse da Companhia. E ó qua-


dro continua sempre adverso, não permitindo ao Comandante da Com-
panhia PMempregar o máximo dos te,Cutsos materiais visto não existir o
correspondente em nível de recursos humanos.

Logicamente~ tal quadro vai' se ;}Il1phficando nos diversos, esca-


lões acima. O Batalhão também terá dillcl:lldades emcooFGefiár seus
meios para o cumprimento de tan;fé;ls, de maior envergadura. O CPA
também terá sérios problemas para alocar recursos pata eVentos e·sp~ci...;

ais, tendo muitas veze~ que lançar mão. do efetivo administrativo e soli.-
citar apoio das escolas de formação e de outras unidades para fazer
frente às demandas operacionais. Novamente IlOS deparamos compolici-
ais militares que estão distantes datealidade das ruas, sendo alto 0\ riSCO
que correm - tanto eles como a Cot;poração, bem como a comunidáde.

Segundo Lipp e Novaes 35 :

A crença oposta de que a sobr:ecarga de trabalho levá (lO stress pode ser
considerada ,um mito. Existem pessoas que se estressa.lndeViâoao excesso
de trabalho, mas outras nqo. Há pessoa.s que se estreSSam' dévidoa uma
quantidade bem pequena. de tarefas, de modo que ,não é a so!Jre.c;arga ti?
trabalho em si que vai .deteriniflilt â ocorrênCia de stress, mas a resiStência
de cada um a ess(J sobrecçzrga.

35 • LlPP, Marilda Emmanuel Novaes; NOVAES; túcibEmmanueL Mitos & Verdades sobre o Stress.
São Paulo: Contexto, 1996.
47

A presença ou ausência de prazer nO trabalho também é umfator que in-


fluencia na relação entre trabalho e stress. Voce já deve Ter observado isso
acontecer em ~lla própria vida. Qual)tcis vezes você já passou horastraba-
lhando em lima tarefa sem senti~ de.sgqste excessivo? Quantas í'ezesjá ficou
muito estressado quando tinha pouco qfazer? O interesse, o ptazer, assim
como o nível de conhecimento que se tem do assunto vaifavorece.t, ou não;
o seu desgaste na tarefa. Se voee não têm interesse ou domínio dafunção

que exerce e precisa apresentar resultados; pad'!rá terlIm sofrimento maior


do que os outros. Além disso, se 'você se sente respeitado e valorizatio no
seu emprego, muitas vezes poderá trabalhar longas horas sem maiore,sda;..
nos para o seu organismo, se não for vulnerável à sobrecarga de trqbiilho.
Se, mesmo gostando muito do que faz e sabendo bem cOmo fazê-lo, você
sente que está sobrecarregado, pare um pOueo e analise a carga que tem.
Pode ser que você tenha chegado do seU limite e necessite aliviar um poyço
a sua agenda.

o tipo de trabalho também pode eansar stress, principalmente se a ativida-


de exercida não combina com o modo de ser da pessoa. fiá ocupações que,
comprovadamente, são mais estressantes do que outras, cOmo por exemplo,
a de policial, aviador, motoristas de caminhão, executivo e baneário, (mIre
outras. "~O

o impacto causado na área operacional, portanto, está 'intiIlla-


mente ligado à resistência de cada policial militar e à sobrecarga de tra-
balho. Dentro deste entendimento, fica pàtenteque esta situação tem a
ver com a resistência às pressões, com a habiHdade de lida,rcom deman-
das e mudanças, o que, por si só, já justifi~aria a adoção de medidas sa-
neadoras tanto no nívelorganizaciúnalcomo ao individuãl.
48

3.2 Esforço Perdido na Organização

A PolíCia Militar, dentro deisuas atividades na áre(i de recursos


I

humanos, procura recrutar, selecionar e tremar os seus homense.mulhe,...


r

res, visando estar sempre dotada de urna força de trabalho atuante e


I
compatível com as necessidades de' ,segutançapública da sociedade. O
,
efetivo, então preparado, é distribui~o,entFe (,lS diversas unidades da ,or-
ganização, onde irão desempenhar a~Illªis diversas tarefas.

Por ser um sistema aberto, ti Corporação sofre as cbnseq~lências


I

de um fenômeno conhecido como rotatividade de pessoal ou "tumovçf',


r

ou seja~ uma flutuação do efetivo en~rea,oIganização eseuambieIlte. Éa


troca constante de pessoal, definidapelô Voluine depessüas que entram e
r

saem na Corporação.

Os executivos da área de fe~úrsos hllmanos têm se voJtadopara


I

este fenômeno, quando os desligarn~ntos de pessoal têm de ser compen-


sados através de novas admissões.

Este' raciocínio aplica-se àconjtmtura policial militar, podendo


ser avaliado pelos mapas de efetiv~ que sãoptoduzidospe1as diversas
unidades. No caso do CPAIM-J,pedemos verificar tai~ dados De 'anexo
5, onde as flutuações são visíveis.. ,

Seguindo Chiavenato 36; e~ tOda organizáçâo saudável ocorre


normalmente um pequenó volume de entradas e saídas de recursos hu-
I. '
36 • CHIAVENATO. Idalber:to. ReelJrsos Hymanos - Eôição Compacta." 4'-./00. São Paulo: Atlas;
'997. . •
';9

manos, ocasionando uma rotatividade meramente vegetativa e de sim-


ples manutenção do sistema. E o mesmo autor completa:

Contudo, algumas vezes, a rotatividadé escapa ao controle da organização,


quando os desligamentos efetuados por iniciativa dos empregados aumen-
tam substancialmente de volume. Em um merpado ,de trabalho competitiVo e
em regime de oferta intensa, ocqrre, gerq.lmente, !lm aumento da rotação de
pessoal. Se a rotatividade, em níveis vegetativos, é provocadú pela orgai1i;..
zação para fazer substituições n9 sefltid.ode melhorar ô pôtendàl humano
existente, ou seja, intercambiar parte. de seus recursos humanos por Ó1)tros
recursos de meJhorqualidadeencontraqos n() mercado, então, a ro(ativida-
de encontra;..se sob controle da orga]Jização. Todavi(l, quando as perdas de
recursos não são provocadas pela 'Organização, ou seja; quandp 'ocorr:em
independentemente dos objetivos da organização, .focalizar os motivos ·que
estão provocando a desassimilação dos recmrsos humanQs, afim. ,de g}le a
organização possa atuar sobre eles e' diminuir o .volume. dos expurgos inde-
sejáveis, torna-se o problema bqSicQ.(..) A rotatividq.de de pessoal hão é
uma causa, mas o efeito, a cons.equhlCia de certos fellômerlOs localizados
interna ou externamente à organizaçãoquec.ondicionam a atitude e o com-
portamento do pessoal. É. portanto; [(ma vq1iiável depende1Jle (em maior ou
menor grau) daqueles fenômenos internos e/ou externos à orgai'lização.

Dentre os fenômenos externos, pod.emo~· citar q situação de ofenta e procura


de recursos hilmanosno merccido, d conjuntura econômica, as oportunida-
des de empregos no ,mercado de ti:abalho, etc. Dentre osfenômenosinternos
que ocorrem na organização podemoscitaria política sa/aflial da organi-
zação, a política de beneficios da organização, o tipo desupervisao exerci-
do sobre o pessoal, as oportunidaqes de crescimento profissionql oferecidas
pela organização, o tipo de relacionamentQ humano dentro da orgClflização;
as condições físicas qmbientais de trabalho dentro da organi7aç{ío, o moral
do pessoal da organização; a cultura 'organizacional da organizqção, a po-
lítica de recmtamento e seleção de recursos humanos, a política disciplinar
50

da organização, os critérios de avaliação de desempenho e, o grau de flexi-


bilidade das políticas da organização.

As informações a respeito dessesfenôm~nos iliternos e eXlernos.~ão obtidas


por meio das entrevistas de desligame."lto feitas com as pessoas que se reti-
ram para diagnosticar asfalhas e' corr.igir as causas que estão provocando
o êxodo do pessoal. "

Quando o policial militar se encoIltra.atingido por unI. ou mais


fenômenos descritos, ele. pode optar pelo seu desligamento àq. Cbrpora~
ção, ou talvez, pela sua transferência paFa outra unidade, dê fO(IlÍa a se
livrar das pressões oriundas de tais fenômenos. No çaso em;pauté), a
questão dos fenômenos externos fica redUzida em relaç~o aos fenômenos
internos, E neste ponto reside uma falha decôntrole: quando o policial
militar. é transferido, o registro oficiaI. do :ato administrativo nãope~ite

maiores deduções, pois restringe"4se às expressões "a pedido" ou "por


conveniência do serviço", podendo ser adicionada qüa.lquer outra refe-
rência mais explícita.

Dentro da esfera de atribuições ,do CPA, por ocasiões de transfe-


rências, entrevistas poderiam ser efetuadas no sentido de se detectar qual
a motivação que está por trás de tal ato; seja no desligatrtehto QlJ na re-
cepção do policial militar. E certo que muHos já disseram que "a Polícia
l

Militar é uma mesma casa Com várids cômodos", mas na prática, não é
esta a realidade dos quart~is, atestada pela própria Relação de Prioridade
de Transferência (RPT), ~xistente na Diretoria de Pessoal <:la Corporação,
onde pode-se perceber, através de uma 'avaliação .mais. ,pormenorizada,
que unidades estão perdéndo efetivo: para outras, por desconhecimento
de seus fenômenos internos de rotatividade de pessoal e aindá, ao mesmo
51

tempo, sendo obrigadas a receber efetivo de baixa ,qualificação profissi-


onal ou com inaptidão para os serviços a0sqlla'is serão designados.

Por trás deste quadro, existe um esf0rço perdido pela orgªníza-


ção. Homens e mulheres que aqui foram treinados, acabam se desligando
da Corporação e indo para a iniciativa privada. Treinamentos específicos
que foram ministrados nas unidades, voltados diretamente a deterrnina~
dos serviços, terão que ser novamente aplicados aos substitutos daqueles
que foram transferidos. O dispêndio material G financeiro é enorme para
acompanhar tal rotatividade, pois tud'Odever ser redimensionado' quando
o substituto chega. E se ele não chega, a: situação acaba se traduzi~ndo na
defasagem de efetivo.

Os custos desta rotatividade de pessoal são difusoS' entre as mais


diversas atividades de recursos humanos. Podemos computaras despesas
de manutenção do órgão de recrutamento e seleção, gastos com material
de recrutamento, formulários, registros:, processamento de dados, despe-
sas dos órgãos de treinamento e oscu:stos advindos do própriodeslíga-
mento. Estes seriam os chamados custos primários. Os custos secundári-
os seriam: reflexos na pFodução (perda de produção causada pela vaga
deixada pelo empregado desligado, enquanto 'este não for substit:uido~ .
produção geralmente inferior ~ pelo menos durante @ período de 'ambi-
entação - do novo empregado no cargo., e, insegurança inicia:! do novo
empregado e sua interferência no trabalho dos colegas), reflexos na ati-
tude do pessoal (imagem, atitudes e predisposições que o empregado que
se está desligando ou iniciando. transmite aos colegas~ influência de am-
bos os aspectos acima sobre o moral e a atitúde do supervisor e do chefe,
e, influência de ambos os aspectos sobre a atitude dos clientes e fomece-
dores). 37
.-~

G~itar outros custos de menor prejuízo para a organiza-


ção, porém, o de relevante importância seria a chamada perda nos negó-
cios, ou seja, reflexos na imagem e nos negócios da empresa, provocados
pela qualidade dos produtos ou serviços executados por empregados
inexperientes em fase de ambientação.

Ainda motivada pelos mesmos fenômenos internos de rotativida-


de, existe lUna parcela de policiais militares que acabam ocupando uma
terceira categoria, ou seja, nem são transferidos, nem são desligados da
Corporação. São os afastados, aqueles que, ou usam de artificios para se
apoiarem em dispositivos legais (férias, licença-prêmio, dispensa-
recompensa, dispensa do serviço, etc) ou que acabam sucumbindo ante
as pressões e acabam somatizando doenças ou distúrbios das mais diver~

sas espécies. Novamente, nesta terceira categoria, existe uma perda da


força de trabalho e um esforço perdido pela organização, pois são profis-
sionais que poderiam ainda dar muito em prol da Corporação, mas aca-
bam não produzindo aqnilo que lhes era esperado. Enquanto esses poli-
ciais militares pennanecem nesta terceira categoria, o investimento que a
Corporação fez nos mesmos deixa de dar o retomo pretendido, além de
onerar consideravelmente o próprio serviço de saúde da organização,
cada vez mais requisitado pelo público interno. Em todos os casos desta
terceira categoria, temos uma ~ituação transitória, capaz de ser concluída
pelo restabelecimento do indivíduo e consequente retomo ao serviço, ou
pelo seu desligamento do serviço ativo da Corporação, seja pela reforma

" . CH'AVéNATO. op. OI. ç


1,
54

do os faltantes. A causa do problema, porém, continua inclefinidàmente,


A tendência atual é atuar sobre as causas que estão provocaRdo a rotati-
vidade e o absenteísmo e não mais sobre seus efeitos. Assim, torna-se
fundamental diagnosticar suas causas e determinantes.

Para enfrentar o desafio da totatividade~ muitas organizações 'es~


tão modificando suas políticas de .pesso:;tl, redesenhando os Clli'gos para
tomá-los mais atraentes e desafiadores, redefinindo a gerência para tor-
ná-la mais democrática e participativa, repensando a remuneração para
transformá-la em ganho variável em flln~ãb de desempenho e metas a se-
rem superadas e outras estratégias motívadora.s38 .

3.3 Estresse Policial Militar

o estresse já foi alvo de diversos estudos em muitas profissões e


atividades, remuneradas ou não. Na ester(i policiat o assUiltojá começa
a ganhar destaque dentro da literattlrél peculiar, tanto no enfoque admi~
nistrativo como no operacional.

Apenas a título de encaminhamento da questão, lembraremos al-


guns tópicos importantes que poderão facilitar o entendimento. O pri-
meiro cientista a estudar o estresse (anexo 6), nos temioS em que é··co-
39
nhecido hoje, foi Hans Selye , um médico austríaco que, na década de
20, observou sintomas comuns em pacientes sofrendo de doenças dife-

38 .CHIAVENATO, op. Cito


39 • LlPP, Marilda Emmanuel Novaes; NOVAES, lúda Emmanuel. Qp. Cito
jj

rentes. Os pacientes acabaram procurando auxílio para tratamento de do-


enças diversas, porém, foi detectado pelo Iílédico que alguns aos sinto-
mas, presentes nada tinham a ver com ,a doença específica para a qual
eles o consultaram, mas sim com a, condição geral de estar enfermo.
Hans Selye chamou esse fenômeno de "$índromede estar apellas doen,.
te" ou "síndrome de adaptação gerar', terminologia esta ainda usada,
mas que posterionnente acabou sendo, idev.tificada peb próprio Selye
como "stress", tenno até então empreJsado na área de engenharia, que si-
gnifica "o peso que uma ponte suporta atéquc ela se parta". A síndtome
envolve uma série de sintomas que 0, íhaivídüo .apresenta quando sub-
metido a situações que exijam urna actapt'ação importante' do organismo
para enfrentá-las. De acordo com o tnêdicoaustnaeo, o estresse se divide
em três fases.

A primeira fase seria a de alerta, quaIldo o indivíduo entra em


contato com sua fonte de estresse, também QOi1hecida como "estressor",
apresentado a partir de então alguns, sintomas tais como: respiração ofe-
gante, taquicardia, sudorese excessiva, e olJtr.as, 'perdendo o organismo, o
seu equi:l,íbrio interno, à medida ques~ prepara para enfrentar a situação
à qual necessita se adaptar.

A fase seguinte, a de. resistência, caracteriza-se por: ulllesforço do


organismo em se recuperar do desequilíbrio sofrido na primeira fase,
onde acaba sendo díspendfda cIilultíl energia, propiciando sÍnais de des-
gaste, corno cansaço excessivo, esquecímeIltos, etc. Caso o indivíduo
não consiga obter o reequilíbrío do organismo, seja pela própria c(ipaci-
dade de resistência ou pela eliminação da fonte estressOI:a, ele ingressará
na terceira fase do estresse.
56

A terceira fase, conhecida como fase de exaustão, ocomprome-


timento fisico aparece na forma de doenças, pois, segundo Selyeexiste
uma relação bastante clara entre o estresse ea imunidade. :O estresse age
no organismo, causando alterações IlO .sistema imtlllológico, pelo dese-
quilíbrio na produção de hormônios glicoc()rticóides (responsáveis pela
produção e liberação de fontes de energia, são hormônios anti-
inflamatórios). O cortisol, um dos hormênios gllcocprticóides, em espe-
cial, provoca uma redução do número de glóbulos: brancos na corrente
sanguínea. Ou seja, as defesas do organismo vão se detcri0fândo,ocorre
também uma baixa do sistema de imunidade celular.

Em razão desse mecanismo de imtillodepressão,acaboüsÜ!gindo


na segunda metade do século a psicobiologia, em virtude de adequar-se o
método científico e as ciências natl,lfafs. Assim como a psícofisiologia,
esta vai explicar os fenômenos integrados mente/corpo através de uma
construção teórica comportamental. A partir dessa nova ciência, desen-
volveu-se então no final dos anos 70 a {}siconeuroimunologia,que tem
por objetivo entender o homem na sua, totalidade dando atenção igual-
40
mente pàra as causas orgânicas e psíquicas de 5Ma enfermidade.

Quando nos referimos à atividade policial, a literatura 'especúali-


zada dedica extensos comentários a um tipo específico de e$tresse, o
"burnout" que é a expressão inglesa pàFa designar aquilo quedei'xou de
funcionar por falta de energia. E uma síndromecafacterizadapot sinto-
mas e sinais de exaust~o fisica, psíquica e emocional, em decorrência da
I

má adaptação do indivíduo a um trabalho prolongado, altamente estres-


sante e com grande carga tensional. Àcompanha-setafilbé'm de um sem-

40 • MOlINA. Omar hanldin. Es1resse .noCo1idic1\'\o. São,Pau\o: Pancas1, \996.


57

timento de frustração em relação a si e o trabalho (França 1987)41. O


termo "burhout" tornou-se popular nos Estados Unidos para descrever
uma reação de estresse crônico de profissionais cujas atividades ,exigem
42
um alto grau de contato com as pessoas (Perlan e Hartman 1982) . Sen-
do assim, a falta de habilidade de um indivíduo em lidar com o estresse
em situações interpessoais pode levá-lo a, um "bumout".

Spielberg (] 979)43 menciona queospo1Jciais estão entre os pro-


fissionais que mais sofrem de estresse decorrente da profissão, pois estão
constantemente expostos ao perigo, à agressão e à violência, devendo
frequentemente intervir em situações de pJioblemas humanos de muita
tensão.

3.4 Fontes de Estresse da Organização Policial

Muitas pessoas percebem o perigo e a tensão do serviço policial


,(glamourizado em livros, filmes e ,pliogramas de televisão) que são as
principais fontes de estresse para os policiais. Estas fontes incluem:
a) mudança de local de trabalho~
b) estrutura parami1itar~
c) estilo improdutivo de administração~

d) disciplina inconsistente e aplicação de regras (ex: coman-


dantes que chegam atrasados para o serviço);
e) "subculturas" antagônicas dentro das frações (ex: entre dife-

41 .Apud upp, Op. Cito '(.1 ~,


42 .Apud upp, Op. Cit. ~ ,
43 .Apud upp, Op. Cito
58

rentes companhias, pelotões, equipes, etc);


f) falta de dados para decidir;
g) ações de policiais porsuposiçào e com 'falta de suporte admi-
nistrativo;
h) disciplina interna arbi'qãna e' iJlconsistente~
i) falta de treinamento adequado: ou supervisão~
j) transferências freqüente~~

k) cultura policial (ex: machismo, c_ódigo de silêncio perante


corrupção);
1) f(i)focas, perda de privacidade~scn:timento de que os poucos
colegas de serviço não são confiáveis;
m) falta de premiação ou (econhedmento pelos bons serviços;
n) conflito de papel (ex: às vez~s é policial, assistente social,
conselheiro ou servidorpúbl'iGo)~
o) rotina tipo "montanha~russa" de freqüente tédio interrompido
de súbito necessitando de alerta e 'aç"ão rápida~
p) medo e perigo de supostas chatnadas de rotina;
q) sentimento de inutilidade devido a inabilidade, impotência ou
incapacidade em resolver problemas dapopulaçãQ~

r) "abstinência de encerramento:": muitos trabalh(j)spoliciais são


fragmentados, as oportunidades de acompanhamento de um
caso são limitadas e o "feedback" doS' resultados, êminimo;
s) consequência das açôes; démanda fislcaemental;
t) estresse cLUÍllllatíVo acaba 'secnnectando com outroS fatores
estressúres alongo ,prazo.'
59

3.5 Fontes de Estresse Provenientes do Si'stema de Justiça Criminal e


do Público

a) ineficácia do sistema: os policiais estão alarmados com a re-


incidência de crimes praticados por indivíduos que deveriam
permanecer encarcerados;
b) decisões desfavoráveis da Just'iç,a criminal ~ .
c) ineficiente administração processual: protelaineIftos, a~rasos e
manobras inconvenientes noarrdarncnto dos processos;
d) preocupação com o crime nas ruas: o pólícial deve :atentar
para o crime nas ruas, porém, Isto se contrapõe aos conheci-
dos crimes do "colarinho branco,,44, .nos negócios e práticas
políticas, onde a impllúidadecarIlpeia;
e) cobertura negativa da impreNsa;
f) inacessibilidade e inefrGiência do serviço social e outros ór-
gãos 'que devem ser indicados ao povo pelos policiais;
g) falta de entendimento, prin€ipalmente de familiares e amigos,
sobre as dificuldades do fía15alhopolicial;
h) atitudes desfavoráveis das minorias: alegações de, brutalidade
e'racismo contra policiais~"
i) atitudes desfavoráveis dos fatmadores de opinião e da elite
social: a polícia é frequentemente acusada de incompetência.
j) decisõesadvenias do governo;

\:nliquedmen'o il\i:.i10 de agen1es públicos riO exercício de' mandp'o, cargo, emprego ou
44 •
função na administração direta, indireta ou Jundaciona/- lei Federa/ n. °8429, de 02 de junho
de \992.
60

1.6 Fontes de Estresse Pessoal

a) ansiedade acima da responsabilidade de proteger opúblico~


b) desapontamento quando altas expectativas não são COffes-
pondidas (ao invés de ex<útaçã0 e "glamour", rotina e des-
respeito·do público)~
c) preocupação com a compétênç'ia para tr.abalhar bem~
d) medo de estar fazende .algo· contra os regulamentos.

3.7 Fontes Emergentes de Estresse

a) Conselho Comunitário de $e'g'm;ança 45 : com sua filosofia, eS-


tão direcionando a atuação das tmidades policiais, exercendo
uma certa pressão, aliado ao fato de criar uma.grarrdeexpec'-
tativa para resolução de pr()blemas de s~gurança com recur-
sos limitados~
b) aumento de crimes vIolt!ntos: os policiais estão lidando com
uma larga faixa de Cl1Ille$ irracionais e excessivamente vio-
lentos;
c) -aumento da publicídadenegativa, opinião pública eptúc_essos
judiciais: fatos iSolados prejudicam a imagem de todos os po-
liciais;
d) falta de segurança (EPI)46 no trabalho~
e) pouco relaGÍonamento afelívo entre po'líciais e suas esposas:
muitas esposas trabalham Iora do lar~ utilização do tempo de

&gão compo510 pcr membro5 da comúnidade pata pmpcr 5O\UÇôe5 naúrea de 5eguran-
45 •
çapúbJica.
46 .Equipamento de proteção individual (coletes à prova de balas, luvas, óculos, aventais; etc).
61

lazer em companhia de colegas de serviço etc~


. . 47
f) medo do ar ou doenças do sanglJe.: medo de contraIr AIDS ,
hepatite B e tuberculose; .
g) diversidade cultural e pO'Hticano uso da linguagelhe ações.

3.8 Efeitos do Estresse nos Policiai's

a) cinismo e desconfiança~
b) imparcialidade emocional;
c) desordens pós-traumáticas~
d) ataques cardíacos, úlceras:, ébesídade e outros problemas de
saúde;
e) suicídio;
f) redução de eficiência;
g) moral baixo;
h) agressividade excessiva;
i) alcoolismo e abuso de outraS substâncias;
j) problemas conjugais e fàmiliares;
k) absenteísmo ou ausentislTIO';
1) refO'rma precoce.

Tipicamente~ o estresse afeta o comportamento d0s po1íciais

numa progressão que inclui:


a) estresse não .detectável~ ainda sem manifestações;
b) nível médio de esttesse~ manifestando-se de vária.~ formas
como excesso no consumo de bebidas ou inaceitável númerO'

47 • Síndrome da imunodeficiênciaadquiiida.
62

de descortesias;
c) estresse debilitante, resultando em queda de performance, se-
veros problemas de saúde ou .suicídio.

3.9 Efeitos do Estresse nas Unidades Polidais

Os efeitos cumulativos e negativQs" do estresse em policiais e


seus familiares prejudica as unidadespolÍciais,apresentando as seguintes
características:
a) queda do desempenho operacional individual e coletivo;
b) redução do morat
c) problemas de relações públi<::as .(espeeiàhnellte após um s,uici-
dio ou caso de brutalidade policial);
d) atrasos e absenteísmo;
e) aumento do "turnover" e aposentadoriaspfecoces em conSe-
quência de problemas relacionados COlll Ó estresse, resultando
em desperdício do treinamento e· novo esforço para à recruta-
mento preencher as vagas.
CAPÍTULO 4

4.1 PR'OPOSTAS PARARED'U'ÇÃODOSAEASTAMEN-


TOS CONTINGENCIAIS

4.1.1 O PROAR

Para iniciar-mos uma abordagem .sobre o PROAR, citareOlQs a


segmr uma reportagem veiculada pelo jornal METRÔ NEW$4&, de
14/09/98:

Desde setembro de 1995, o Comqnqo de Policiamento MetrOpolitano


(epM) , órgão da Polícia Militar e,-,carr~gado do polic;amento ostensi,vo na
região da Grande São Paulo, implantou o Programa de Aconipanhamento
de Policiais Envolvidos em Ocorrênciasâe Alto Risco (PROAR) , o qual
pretende reabilitar aqueles policiais militares vítimas do estresse; Basiéa-
mente o programa varia de quatro semanas a seis meses, dependendo da
gravidade da ocorrência em qlie o policia/militar se envolveu. Dessa for-
ma, ao ficar afastado dose",Viço, Q policial, em 90% do$. casos, segundo o
Chefe da Divisão de Comunicaçã() Sacia/do CPM, Cdp PM Sílvio Arroyo,
após participar do programa,recuperq ~.:ua estabilidaqeemocionaL "Nes-
ses casos contilmam e.xerçeildo sua profissão. ~ Assim; o ohjetivo lião pode
ser confundido COmo punição ", observou. Já os IO.%restailtes, previa-

43. VAlENTIM Vo/nei. ,éstresse policial é combatido com o PROAR-: Me,trô N.ews, S,ão Paulo, 14
set. \ 998, Geral, p.4
64

mente reavaliados por psicólogos, antes de ir para as ruas, ficam determi-


nado tempo prestando serviçosburoa:aticos no .quarte/.

De janeiro de 1996 a abril desle ano, 1343 policiais, entre soldado.';,. cabos,
sargentos, tenentes e capitães, frequentaram o PROAR. Como ô~jetivo, o
PROAR propõe experiência de aprendizagem, como atilalizar e adaptar o
policial sob novas orientações e mudanças de legislação; adequar o com""
porlamento aos padrões mínimos exigidos pela SOCiedade em razão da fun-
ção; procurar cultuar os valores relacionados à discipliila e senso de dever
e responsabilidade, além de capaeitar cQm perfeito conhecimento a função
de patrulheiro, isto é, ser o mais prqfissi'onal possível. Para o Cap PM Ar-
royo, o resultado do programa, que muitas vezes ae,aba sendo entendido
como castigo, no ,final se caracteriza satisfatório para toda a Côrpdttição.
"Na verdade, os PMs acabam se sentido prestigiados ""finalizou.

Combatido por alguns políticos, prine,ipalmell(eem tempos de eleição, o


PROAR se traduz em um suporte psicolOgico aos policiais envolvidos em
ocorrências graves, já que, além de viver diariamente sob tensão, após ()
envolvimento em algum tipo de inOrté" sempre fica um trauma. Assim, .1'10

entender do Cap PM Arroyo, é necessário pa$sÇlr pelo programa para que o


profissional consiga, no tempo certo, executar suas obrigaçõescóm tran-
quilidade e e,ficiência.

No caso especifico de ocorrência em que envolve resistência COm lesão. cor-


poral, os pMs são afastados por quatro semanas para. participar do pro-
grama. Após serem avaliados, podem voltar às suas atividades normal-
mente. Em caso de resistência seguida de morte, pqssam pelo programa
pelo período de seis meses. Mas! em ambos os çasos, além de freqUentarem
iJ PROAR, desenvolvem iJperaçõesna.ê ruas, a pé ..

Segundo dados da ASseSSoria de Imprensa. da Secretaria de Segurança Pú-


blica, no período compreendido entre o i"icio de 1990 e maio de 1998;
5502 civis foram mortos em confronto compoliciais. Ja os PMs mortos em
65

ação, quando estavam de serviço, entre 1991 e maio de 1998, chegaralJl a


96. Já os casos de suicídio enu'e policiâis militares..110 mesmo e!lpaço de
tempo, atingiu 164. E os que estavam defolga e acabaram sendo assassina-
dos, caracterizando homicídio, somam 332.

o quadro exposto na matéria veiculada pelo jornal METRÔ


NEWS retrata a realidade que a Polícia. MIlítar enfrenta em relação ao
estresse policial.

Outro artigo bastante elucidativo pode ser encontrado no anexo


1, denominado "O Stress na Polícia Militare ·seu combate", de autoda do
Maj PM Méd Antonio José Eça, da Divisão de Psiquiatria e Psicologia
do Centro Médico da Polícia Militar.

Percebe-se que o programa é dirigido·a.quelespoliciaisqlle. foram


traumatizados devido às participações em ocorrências que apresentaram
morte ou lesões corporais. Fica patente que a Corporação reconhece, ofi-
cialmenteo problema do estresse policial e para tal, criou um :progtama
de reabilitação para aqueles casos considerados traumáticos.

o assunto ganha contornos ína.Is dramáti'cos quando a opinião


pública passa a perc,eber que a sua própria segurança também está ligada.
à integridade física e emocional do efetivo policial que estA diretamente
encarregado de prover essa segUrança. Foi através .desse enfoque que o
jornal Folha de São Paulo49, ,em matéria veiculada em 26/05/98, de auto'"
ria do repórter Crispim Alves, explorou. o assl.mto, cohforme reprodução'
abaixo:

49 • ALVES. Crispim. PM morre mais por suicídio que assassinado. Folha de São Paolo. São Paulo.
26 maio 1998. Cademo3. p.6
66

PM MORRE MAIS POR SU]C1V/OOUEASSASSINADO.

o balanço dos casos investigados peLa Corregedoria da Polícia ,Militar de


São Paulo revela 11m dado surpreendéntemente;' o tiúmefo de' Policiais que
cometeram suicídio entre 95 e abril deste ano é 60,8% maior que o número
de policiais mortos em senJiço.

De acordo com o balanço publicado ila.última Tqrça,-/eira no "Diârio Ofi-


cial do Estado", 74 policiais militares cofiteteram süicídio entre 95 e ,abr:il
deste ano. Isso representa 13,3% do universo de 558 poliCiais mortos. Ain-
da segundo o levantamento, 46 PMs (8,2% do total) mofrerdmem serviço
(em confronto 011 simplesmente execiltados).

"Não vejo a relação entre umcasoeôlltfo (pMs mortos em senJiçoe suiá..


dios). Seria o mesmo que compatar arrazcam feijão ", declarou o Coronel
1saac Chazin, diretor de SaúdedaPM

>,

No entanto, Chazin afirmou que a questão do sllicídio preocupamuilo o


comando da tropa..

o coronel ressaltou ainda que o !minero de sUieídios está caindo, Em 95, a


PM registrou 22 casos (18, 6% dó tota/de mortes). Em 96, apesarde o nú-
mero ser maior (27), os casosrepresentatdm 15% do totaL No anopassaâo;
o índice caiu para 9,3% (17 suicídios)_

"Temos que recluzirainda ffJqis", afirmou Chazin. Pa/:a isso,a PM está


para fechar um convênio âim a USP (Universidade de São Paulo), que ce-
derá psicólogos e psiquiatras patadesenvolvet trabalhos e5peCiais, como
pa!estràs e entrevistas, com .toda a tropa.

o objetivo será identificar, de forma precoce, policiais com potencial suici-


da e submetê-los a tratamento especial.
67

Segundo o coronel, são quatro os principais fâtores que levam um policial a


comerer suicidio.

o primeiro deles é o estresse ptôjissiondl. "O policial lida com a vida e a


morte. Em determinados casos, essa decisão tem de ser tomada em questão
de segundos. ,.

Em seguida aparecem os fatores sociaiS. "No· ano passado, (rPUfez 22mil


remoções hospitalares e outrds 25 mil intervenções sociais. ,. Segundo Cha-
zin, emocionalmente, o policial aédbâ~c(iptàndo para si a dor da pessoa que
ele está ajudando.

Outro motivo seria o fato de o PM ser \!isto como sinônimo de violência,


nunca como agente da paz. "Isso exerce uma grande pressão." Por jim,
aparecem as razões pessoais. "Hoje, opolicial ganha mal; mora mal e tem
uma responsabilidade muito grande, "

Chazin afirma que a soma desses fatore5' iiifluenciam muito. "Não há ser
humano que suporte uma presSão desse tipo. Quando o policial soma isso
tudo, ele não encontra outra salda que não seja o suicídio. .. Ele declarou
também que os casos de alcooliSmo e liSO de drogas na tropa contribuem,

A PM está desenvolvendo também um projeto-piloto de descentralização


dos serviços de acompanhamento psicológico e psiquiátrico que, segundo
Chazin, tem dado ótimos .resultados.

Esta atitude da Corporação começou a dar alguns passo~


do OFÍCIO N.o DS-07'82122/98 (ane~o ·8)~ onde o Díretbr de S'aude~ em
atenção ao disposto na Diretriz N.o PM3-001!03/98, item S.a3) constante
do anexo 7, lançou as bases do: Plano de Saúde Mental, 0 qual inclui o
PROAR entre outras medidas.
68

A diretriz em questão trata do comportamento violento adotado


por policiais militares, abordando aspectos de natureza psicológica e so-
cial. Foi objeto de profmida análise por parte da equipe técnica do CSA-
EP (anexo 9), onde foram apontadas as carências existentes e declaradas
algumas posições discordantes de idéias utilizadas na confe,cção da dire-
triz em pauta. Nesta breve apreciaç'ão do rema, é informado· que a agres~

sividade não é aprendida, sendo na verdadcam~ forrna de energia que


conduz a uma atuação ligada à sobrevivên~ia do .ser humano e que, por
'possuir tal natureza, não pode ser desaprendida, como sugefc, a diretriz,
mas sim, canalizada de forma adequada.

Outra colocação que salta aos olhos é a de que. a pesquisa estatís-


tica já demonstrou que o número de suicídios , que é uma manifestação
de agressividade, envolvendo componeNfes da PolícíaMilitar, chega a
ser, proporcionalmente, 09 (nove) yezes maior do que na sociedade ci-
50
VI'1 .

É apresentada também uma outra posição, oriunda dospe.squisa-


dores do Núcleo de Estudos da Violência da UniVersidade de São Paulo,
onde se afirma que as pessoas facilmente se contaminam pela violência
urbana, ou seja, a violência é contagiosa. O documento encerra com uma
proposta de atuação multidisciplinar para realização de traba;lhos que ve-
nham a tratar do problema com critérios cientificos.

A violência está de tal modo aiYajgada em cada U'ln dos passos e


gestos do homem modemóque não sé pode deixar de indagar se ela é

50 • PEREIRA. Josué Filemon Ribeiro Pereira et'dl. Anólise da Diretriz N.O PM3-00J /03/98 - Medidas
de in1emalização dos valores da moral policial mili1ar para con1er a violência. São Paulo, CSA-
EP, )998.
69

um fenômeno típico de nossa época~ se ela é UIll traço essencial que in-
dividualiza nosso tempo. O viver em sociedade foí sempre, um viver vi-
olento. Por mais que retrocedamos no tempo, a violência está sempre
presente.

O ato violento não traz em si uma etíqueta de identificação.' O


mais óbvic. dos atos violentos, a agress'ào física, () tirar a vida de outrem,
não é tão simples, pois pode envolver tantas sutilezas e tantas mediações
que pode vir a ser descaracterizado como violência. Razões, costtimes,
tradições, leis explícitas ou implícitas, que enCobl~el1i certas p~átic:as vio-
lentas normais na vida em sociedade, dificúltarn compreender de imedi..
ato seu caráter. Ao longo dos tempos, o homem revelou~se "mais: reprimi-
do quanto mais civilizado, e, no crescente: ritmo da repressão, mais vio-
lento ele se tomou.

Anteriormente à diretriz, já havia sido instituído o Sistema de


Saúde Mental da Polícia Militar, através da Lei n. o 962'8, de Q6de ma.io
de 1997, com o objetivo explícito de cuidar do bemestàr biop~icossocial
dos policiais militares, bem como assistir aos acometidos detranstomo
mental (anexo 10).

Todo este quadro de providências foi diretamente motivado pela


constatação baseada na evolução de consl~ltas de psiq~tiatria feitas no
Hospital da Polícia Militar, queaümentara:m 55,4% entre dezembro de
1996 e janeiro de 1998. Em telação a essascbnsultas, revela":'se ~um dado
preocupante: 11,4% das mesma.seram relacionadas a poHcía'ismilitares
viciados em drogas. O maior percentual é relacionado a policiais esqui-
zofrênicos, psicóticos e psicopatas, entre outros. Em segundo lugar, per;..
70

centualmente, aparecem os problemas relacionados ao trabalho (21,5%),


seguido de perto pelos problemas familiares (21,3%). Outros dois moti-
vos levaram os policiais militares a procurar ajuda: dificuldades no rela~
cionamento conjugal (8,2%) e problemas relacionados' à distância entre O'

trabalho e o local onde moram (3,60/0). Estes dados foram apresentados


em matéria publicada no jornal Folha ele São Pílulo, em 31 de maie de
1998 (anexo 11). Ainda na mesma edição do periódico, outra revelação
importante: 60 policiais militares são excluídos da Corp@tação a cada
ano por apresentar problemas mentais de todos os tipos.

Os casos de alcoolismo também estão ,presentes na tropa e e~tão

imersos num universo correlato maior. EsJlJdosepidemiológicos realiza-


dos na população adulta no Brasíl sugerem uma prevalência de 80/ó a
100/0 de abuso e dependência de álcool. Trabalhos desenvolvidos em
hospitais gerais, de várias regiões do pais, mostraram que 9% a 320/0 dos '
leitos eram ocupados por pacientes que ,aptesentavamabusivo consumo
de bebidas alcoólicas. Apesar desta prevalência, o alcoolismo,frequen-
temente, não é diagnosticado nas consultas e internações, o que não é
aceitável, já que um profissional de saúde alertado para o. problema difi-
cilmente deixaria de identificar um alcooIista a cada dez, pacientes aten-
didos.

Se além do alc0el'ísmo, considerannos os demais problemas per-


tinentes ao consumo indevido do álcool, tais como diminuição da capa-
cidade de tra~alho, acident~s de trãnsite e de trabalho, doenças ofgâni-
cas, delitos, transtornos familiares, etc, veremos a grande repercussão do
consumo de bebidas alcoólicas na vida dos indivíduos. 51

51 • N\\~\S1f.R\O DA SAÚDE. ~~olmas e procedimerüos na abordagem d<ya\coo\ismo. 2' ed. Brasí-


lia, 1994.
CAPÍTULO 5

5. 1 PROGRAMA PARA A REDUÇÃO noS AFASTAMENTOS E


MELHORIA DO DESEMPENHO OPE.RACIONAL

o absenteísmo pode ser causado por di versos fatores, corno. já foi


explicado anteriormente, muitos relaeiOlladosdíretamente com estrutüras
da Corporação, demandando medidás de maior amplitude e complexida-
de. No contexto do CP A, detectou-se ser o estresse um dos principais
fatores de absenteísmo, motívand0 g'faIlde parte das ausências da tropa
(anexo 12), além de causar aspectos de degeneração no E~e­
racional. Como forma d~ tentar minimizar este pFoblem ,~~­
Ta a propor a lmplantaçao de um programa 'de controle . . esse poh-
cial, seguindo o exemplo de outras Corporações policiais dos Estados
Unidos 52, com características semelhantes às da Polícia Militar do Estado
de São Paulo, dentro dos parâmetros ..que 'lpresentaremos a seguir.

o desempenho operaci<;mal do efetivo policial também é contem-


pIado no bojo do programa, uma vez que fatores prejudiCiais podem ser
minimizados, com o consequente beneficio das atividades de policia-
mento.

o serviço policial sempre foi uma ocupação cheia de estI:esse.


Entretanto, parece haver novas e mais Se\(efas fontes de estre'sSepaF3 os

52. FINN, Peter; TOMZ, Julie Esse/man. Developing a Law Enforcement stressProgramfor Officers
and lheir famities. Washington. De: U.S. Department ot Justice, 1996.
72
~ t·

policiais do que antes. Alguns desses estressores estão relacionados com


o aumento de investigação e crítica da mídia, da ansiedade pública e do
moral baixo proveniente das condições d€:trabalho e problemas salariais.
O reconhecimento de que existem fOfitesde estresse criadas pela prépria
organização policial toma-se necessário, .quando analisamos a rígidaes-
trutura hierárquica, a cultura do m(ichismo, as mínimas 0pbrttmidade~ de
avanço na carreira e outras condições. Também cabe reconhecer que o
serviço policial frequentemente cobra. um severo "preço" dos familiares
dos policiais, pois um ambiente familiar estressado pode incompatibili-
zar a habílidade do policial no seu desempenho operacíonal.

Em resposta a essas questões', toma-se imprescindível identificar


e implementar estratégias que irão prevenir e tratar o estresse policial,
incluindo seu impacto nos famHianes dos mesmos.

O estabelecimento de um ptógta:tna de controle de estresse, que


espera fornecer serviços de saúde Illent~l para os policiais, precisa incl'uir
a participação de chefes administrativos, representantes dasassociaçõ:es
dos integrantes da Corporação, polrciaise familiares, formando um con-
selho consultivo para a formulação de .objetivos programáticQs,desen-
volvendo políticas e procedimentos que identi.ficam a extensão e limita-
ções das atividades do programa.

Os "experts" em estresse policial recomendam uma ,sistemática


holística na abordàgem do des.envolyÍlnento do programa, focalizando a
prevenção e o tratamentp do estress~, nos níveis individual e .organizad-
onal.
73

Para a realização de tal serviço, pod~"'se estabelecer üin programa


doméstico, uma organização externa, independente, ou uma col1lbinaç ão
das duas. Cada opção têm vantagens e deswantagens. O programa de
controle de estresse, de acordo com a €~p'~riência internaciollal, deve ser
realizado num local que seja acessível e completamente fes'ervado, e não
numa dependência do prédio da força policial.

o "staff' do programa pode varIar e incluir profissionais de saú-


de, capelães, voluntários, psicólogos e entrevistadores. Cuidadoso exame
médico, minucioso treinamento, e um forte suporte administrativo são es-
senciais para o sucesso doprogramé!. O programa pode, indusive,contar
com um serviço psicológico contratado ou um grupo de oficiais treina-
dos para dar suporte e referências a outros oficiais,

Numa época em que os recursos são escassos nas unidades~ por-


que dispender tempo, espaço e dinheiro nmn programa deconttole de
estresse, particulannente quando as unidades têm acesso a outras recur-
sos assistenciais existentes? Administradores de unidades polí'ciais, uni-
ões e associações e diretores de programas de controle de estresse exis-
tentes em outras organizações policiais norte~ameticanas citaram algu--
mastazões:
a) providenciar uma. aprmximação especializada e confidencial
para o tratamento e redução .do estresse para policiais e seus
familiares e intensificar suas habílidades para lidar com o es-
tresse;
b) aumentar o morateé! produtividade dos policiais;
c) aumentar a eficiência e eficácia da unidade policíal;
d) reduzir o número de ausências Ou aposentadorias causadas
por disfunções relacionadas com o estresse~
e) reduzir o número de acídentes, do trabalho;
f) reduzir o potencial de confronto entre policiais e clvls,dcntto
de um comportamento estressante e inapropriado;
g) reduzir a atenção negativa da mídia;
h) implementar um bem estar geralI):as famílias dos policiais.

Muitos chefes de polícia nos. Estados 'Unidos atestam: o valor dos


programas de controle, de estresse em sllas lmídadespolicíais. Como Ro-
bert Peppler, "Assistant Sheriff' da cídade de San Bernardino diz: Nós
temos um tremendo investimento em poliCiais ese eles saem :após um, in-
cidente traumático, nós perdemos o' montante investido, Um dólar apli-
cado num serviço psicológico pode salvar..,nos de centenas de proble-
mas. 53

AlglIDS comandantes de frações. policiais podem achar que um


programa de controle de estresse pode ser usado ·abuslvamente por al-
gtIDs policias, os quais podem enxergar no programa unia forma deesca:-
par à disciplina ou ao trabalho. Com 'procedimentos e j)olíticas clatas,
isto não se configura em problema,c0mo indica a experiência jnf.ernad-
onal. Um program,a de controle de estresse não pode resolver o problema
de todos os policiais com o estresse. Dentro de um contexto maior, esta
habilidade depende de, caràctetísticásindividuaiscomo personalidade,
condições físicas, condição' espiritual e, suporte famiHar. O programa
pode, entretanto, educar policiai's a como trafar da -redução do estresse e
como acessar serviços necessários em momentos críticos.

53. flNN. Pe1er; 1()MI. Ju\iefisse\man. Op.Cit


75

o fato de que cada vez mais unidades policiais do exterior estão


distlonibilizando serviços de controle de estresse 'para o seu pessoal indi-
ca que esses serviços têm atingido um Jil11iarcritico de aceitação, sendo
bem assimilados por policiais jovens ecoin fonnação süpetior, e questi-
onados por antigos policiais, onde foi identificado que a gentç,ão mais
velha desdenha diretamente aquilo que. a nova geração deseja..

A família do policial representa uma fonte adicional deestresse~

elas não usam uniformes ou armas, mas são muÍtG afetadas pelo ,que é
feito. pelos policiais. O suporte aos familiates; contribui para a manuten-
ção do serviço policial junto à c0niu.ni'da,âe.Ainda mais, por s~rem os
primeiros a reconhecer que o policial precIsa de ajuda, motivo pelo qual
podem ter o papel crucial de encorajar o policial para procurar assistên-
cia antes que o problema se tome severo. Este reconhecimeIlto é mais fá-
cil de ocorrer em famílias que passaram por um treinamento sobre sinais
relacionados com problemas de estresse e a avaliáçãodos 'serviços para
tratar destas dificuldades.

. Quando nosQ~o "família", que também. nOde ser


alvo de seminários orientadores sobre' o estresse, temos ql1e levar em
consideração que este tertno atualmente é mais ,abrangente, A família,
para efeito deste tipo de programa, não sé inc1uiesposas e crianças, mas
também outros parentes e ainda., qualquer outra pessoa com, quem o poli-
cial tenha um relacionamento mais estreito ou q!le esteja ehlocional~
mente ligado.
76

Em vários programas foi detectado que as esposas dos policiais


experimentam altas doses de estresse em fazãodo trabalho policial de
seus maridos em razão dos seguintes aspectos:
a) mudança do horário ou local de trabalho e atividade 'alé'lll do
horário normal estabelecido (redu~ão do tempo para que a
família possa ficar junta);
b) o medo de que o policialsej}lferido ou mono;
c) a presença de uma arma em casa;
d) desconforto dos amigos per que o policial se comp@rta ",inte e
quatro horas como se estivesse' patrulhando;
f) impressão de que o policial prefere ficar com os colegas poli-
ciais nas 'horas de folga dó ,que p.oIIia fàmília;
f) incidentes críticos de injúria ouinorte contra o policial.

Muitos pesquisadores, assim corp.o policiais e famiHares, consi,.


deram o serViço policial como a mais estressante. de todas as ocupaçÕes,
com correspondência aps altos níveis de divórcio, alcoolismo, suicídio:e
outros problemas emocionais e de saúde'. Diferentes policiaispe:r:céhem
diferentes eventos estressores, dependendo da éxpet,íêncü,l individual,
personalidade, expectativas, expériência polidal, tempo de serviço, tipo
de trabalho policial executado, etc. Basicamente, ,as fontes deesttesse
para policiais se dividem em. quatro categorias:
a) aquelas relacionadas çQm a brganÍ:zªção políçial;
b) aquelas relacíonadascom. o serviço policial;
c) aqudasque paralisam as açõés :d0 sistema de justiça, criminal
e o público em geral;
d) aquelas relacionadas com a vida pess()al dó poliçial.
77

5.2 A Estrutura do Programa

(~)
Pãssaremos ayó~a a· identificar algumas fonnas deestnltttra que
poderão ser a~, levando-se em consideração a utiI:ização de Jiecur-
sos humanos e materiais e a própria dinâmica de trabalho das unidades
policiais militares.

Existem três opções básicas: em casa,. e~terna ou uma lRistura de


ambas. Todas tem suas vantagens e ,desvantagens, as qaais deverão ser
consideradas de acordo com cada sítuaç,ão:
a) Quando desenvolvido no lar do policial, o programa tem a c.a-
pacidade de facilitar à equh)e de fi:ábalho um re1acÍonamento
mais familiar com aquele .indivíduo, maior aceitabilidade das
idéias que serão discutidase. um maior contato com os famili-
ares do policial. Por outro lado, esta modalidade é mais cara
em razão da alocação de recursos que terão que ser desloca-
dos até a residência do policial.
b) No caso de programa e.xterno, O custo fica reduzido, pOlS o
tratamento será desenvolviqoem· instalação preexistente e
própria.ao alcance dosobj.etívos, além de haver menor chance
para pressionamentos de quem quer qlleseja. Todaviél, tam-
bém existe uma possibilidade, do programa ser em~arado como
algo inacessível, ou não fazeNdo parte da unidade policial ou
ainda, um tant0 desfamiliaázada com a realidàde do trabalho
policial.
c) Uma terceira opção, mista Ou híbrida, seria uma combinação
das duas modalidades anterioJies, naquilo que for possível,
78

tanto em termos físicos oli técnicos, levando-se em conside-


ração as necessidades e os ,recursos disponíveis.

No Departamento de Políciª do Estado de Michigan, por exem-


plo~ foi adotada modalidade do programa em casa
54
, desde 1993., com o
empenho de dois psicólogos que são empregados da polícia estadJIale
dirigem os trabalhos reportando-se diretamente 3.0 diretor daquela polí~

Cla.

Em PaIo Alto S5 , Califórnia, no d~partamento de polícia existe


uma psicóloga que é coordenadora de recursos de saúde já há 14aIios~

trabalhando mediante contrato e mantendo em sua. equipe policiais que a


auxiliam nos treinamentos e aconselhamentos,. num regime de oito' horas
semanais, para cem policiais, estando dispohfvel para'emergências du-
rante vinte e quatro horas. O departamento depo'fícia também .contacom
um consultor que responde pelo aspedo organizacional da unidade
quanto às fontes de estresse, Temos aqui exemplo do programasendú
executado na modalídade externa.

A opção híbrida, ou seja interna/externa, foi adotada pelo DEA 56


(Drug EnfQrcement Admínístratíon) nos EUA através de contrato com
uma organização que possui uma rede· de dínicas através do país~ çlesen-
volvendo o programa ota na residência, ora nas' próprias clínícas~depen­

dendo das necessidades, O ÚEA ·ainda conta com o trat>alho de uma


equipe especializada em traumas nos illcidentescríticos.

54 • flNN, .Pe1et: 10MI, Ju\ie Esse\mCln. Op. Cit


55 • FINN, Peter: TOMZ, Julie Esselmcm. Op. Cit.
56 • FINN, Peter; TOMZ, Julie Esselman. op. Cit.
79

A estnltura do programa deve ser compatível com o tamanho da


unidade policial a ser beneficiada e levar em consideração os recursos
disponíveis. Se a opção de contratar um serviço externo à Corporação
puder ser implementada, algumas precauçÕes de;yem ser tomadas tais
como: condições das instalações oferecidas (acessibilidàde, priv~cidade
e conforto), qualificação da equipe de profissionais (credenciais, licen-
ças, tempo de experiência), custos envolvidos, referên~las: tipos de tr;1-
tamentos em grupo e individuàís, métodos utilizados, garaHtias para a
confidencialidade nos tratamentos, forma de manutenção de registros e
acompanhamento de resultados e outFas questões do gênero.

Para o CPAIM-3 e suas unidades subordinadas, dentro da atual


conjuntura financeira-orçamentária da Corporação, a opção mais ade-
quada seria a do programa de controle na modalidade externa,atravésde
contratação ou convênio, com uma organização -qualificada para o tra-
balho, supervisionado pelo Chefe ,da UlS 57 'e por um psicólogo do CSA-
EP. Tal escolha recai sobre o fato, de que o acompanhamento médico,
aliado ao psicológico, são essenciais para a administração do' programa,
uma vez que pode envolver decisões nestas duas áreas.

5.3 Lidando com a· Confidencialidade

Nenhum programa irá sobreviver se deixar de manter comoes- o-

tritamente confidencial as informações referentes à vida privada de poli-


ciais e seus familiares. A comunicação existente entre o paciente e o pro-

57. Unidade Integrada de Saúde, responsável pelo acompanhamento médico e odontológico


noCPA.
80

fissional do programa é considerada como privilegiada, entretanto, po-


dem haver exceções quando surgirem graves informações sobre inten-
ções homicidas ou suicidas, abuso contFa cfianças e violência contra a .
mulher no lar. Em todo caso a cOrifidençÍalidacle aqui tratada deve ser
objeto de norma de cláusula coritràltHÜ, além do que já ·prevê a Constitui-
ção Federal no inciso X ,do artigo 5., onde se assegura .ainviolabilidade
da intimidade, da vida privada, da homa e das imagens das pessoas, pre-
vendo ainda o direito de indenização nos 0asos de violações.

o próprio tratamento com o paciente deve ser iniciado mediante


um consentimento expresso por esctitoe outras condições correlatas; que
possam atestar a confiabilidade da equipe, devem ser de conhecimento
de todos os policiais, para que seja transparente a forma como são trata-
dos e registrados os dados consideraQos confidenciais.

5.4 'Vendendo' o Programa

Para que este programa tenh3 sucesso é necessária uma consci-


entização geral por parte dos comaBdantes'de unidade e sub-unidade, .as-
sociações de policiais, polkiais rnil1tares' e seus familiar.es. A experiência
adquirida na implaNtação de prq:gramas do gênero revela qüe é necessá-
rio ter paciência durante às ten:hltivas de ganhar a ~onfiança desses gnl-
pos, especialmente quando obstáculos surgem tais como: falta de consci-
ência acerca da natureza ou severidade dos problemasrelaciófiados ao
estresse, ceticismo quanto à capacidade, do programa em prevenir ou re-
duzir os problemas relacionados com o estresse, seIlsaç-ão de que haverá
81

falta de confidencialidade ou ainda, medo' ele ,adquirir o estigma de estar


usando um serviço desse programa.

As estratégias mais comuns utilizadas para vencer esses obstá-


culos incluem: envolvimento dos gnlpos-alvo rio planejaméRto do pro-
grama, treinamento (através de semináríos intensivos) e oiítras medidas
que visem o esclarecimento e o consequente, e~g3l1ahlento no programa.
Todavia, deve-se atentar sempre para a'manutenção da confidencialídade
dos registros como sendo um dos mais im.p0rtantes fatores que' irão de-
tenninar a credibilidade do programa. Neste aspecto resideaposiçao de
não se apresentar um modelo pronto do programa pois o mesmo terá que
ser alvo de discussão entre os grupos envolvidos.

5.5 Atividades do Programa Quanto à Prevenção d'e Problemas Re-


lacionados com o Estresse '

o método mais comum para a prevenção do estresse é ensinar os


policiais a reconhecerem as respectivas, fontes e sinais, sabendo' desen-
volver estratégias individuais para lidar côm o estre.sse.

o treinameRto referente às fontes e manifestações dó estresse au-


xilia na redução da ansiedade e preocupações frente a situações inespe-
radas e diminui a sensação· de .isolamente dos policiais que estão lidando
com suas próprias dificuldades frente ao estresse, além de motivar os
mesmos a seguirem um mélodoseguropara b c.oinbaté ao estresse.
82

No.vamente a experiência adquirida em o.utro.s programas aponta


para o. fato. de que as esco.las de formação. de policiais sã0 0S melho.res
ambientes para educar so.bre o.s pro.blemas relacio.nado.s ao. estresse :em
razão. da audiência cativa e o. assunto. referir-se diretamente à carreira
po.licial. O mesmo. racio.cínio. também se aplúm ao.s estágio.s de aperfei-
ço.amento. pro.fissio.nal (EAP), que po.deriam 'so.frer uma adição. curfiçular
a respeito.

Dentro deste co.ntexto., o. tre'inameoJo deve enfocar casos co.ncre-


to.s co.mo. exemplo.s para po.liciais, e não. apenas infGnnação' técnica.
Po.de-se também co.nvidar po.liciais veterano.s para falarao.s ahmos a
respeito. de suas experiências pess0ais ao. lidar com vário.s problemas re,..
lacio.nado.s ao. estresse.

O uso. de recurso.s audiovisuais taÍnbéro é irnportante paraaefici-


ência deste aprendizado., através da apresentação. de filmes sobre o. tra-
balho. e o. estresse po.licial, aco.mpanhado.s da distribuição. ele material ex:-
plicativo. para que o.s policiais po.ssam ler mais tarde e ainda levar pa.ra a
leitura em família. As discussões de casos também devem serestiml.lla-
das em sala de aula visando. enco.rajar o. aparecimento. de sugestões de
co.mo. o. programa pod(! ser melho.rado.. Outra medida importante é esti,.
mular a publicação. de artigo.s referentes ao estresse no.s periódico.s das
asso.ciações o.u das próprias unidades, dentro. de üma linguagem acessÍ-
vel, visando. tópico.s de interesse imediato, e ainda, 'contar co.m uma
quantidade de material explicativo. (filmes e livros) sobre estrat~gias dis-
po.níveis dentro. do. pro.grama para que o.s po.liciaispo.ssam examinar em
casa, jlmto co.m a família.
83

5.6 Reduzindo o Estresse Organizªcional

Apesar dos aspectos organizacionais seremdecottêncía de con-


junções legais, OH seja, as unidadesp0ssuem 'sUas estruturas previstas
pelas leis, o programa pode conter algumas .Inovações que' devem me lho-
rar a imagem da Unidade, através d@ tn~lnaménto de comandantes na
aplicação de técnicas constnltivas de supervisão, eliminação da totativi-
dade do local de trabalho e adotando outras medidas denttode uil1 estuâo
,I

voltado para a cultura de cada unidade policial, 'visando identifi9at etra-


tar as deficiências administrativas ,e o estábeleciírtehtO de metas.viáveís.

5.7 Medidas para os Incidentes CríticQs

Para o devido tratamento das reaçôespós-tra.unáticas decorrentes


de envolvimento em ocorrências com disparos, oprogramadev:e reco-
mendar aos comandantes ou supervisores de setviçoàdotar üffiª conduta
pautada pelos seguintes aspectos:
a) ter uma resposta, compassiva para cornos policiaisenvolvidôs
na cena do ctime~

b) evitar fazer observaçõ'es j.1,ilg().lldoa ,atitude dos políciais;


c) providenciar primeiros' socorros palia ,atendilllentQdas condi-
ções físicas e mentais dos policiaís;
d) remover os policiais da cena do crime;
e) manter contato com os familiares d.os policiais P(lf(l melhor
suporte emocional;
f) colocar os policiais no serviço administrativo (sem efeito sus-
pensivo )~
g) providenciar um serviço de apoio psicológico aos policiais.

Estas medidas seriam adotadasatê o restabelecim'tmto do equilí-


brio psicofísico dos policiais, dentro de Lnua. avaliação médica e psicoló-
gica, não conflitando com as providências. legais que c3da caso requer,
ou seja, o procedimento apuratórío previsto para a condl!lta será adotado
normalmente, podendo ficar patenteado, no curso da apuraç.ã8, ain:f1u:ên-
cia ou não de desequilíbrio psicológico.

5.8 Monitorando o Programa

o programa de controle de estresse deve ter seus próprioscon-


troles, que podem variar de acordo com as dünensões dQ mesmo, mas, de
forma geral, são aplicadas três formas: um fotinülário com da.dos pe~so­
ais, um cartão de controle de caso e o registro do tratamento pliopria'-
mente dito.

o formulário com dados pessoais deve conter infonnaçôes do


próprio policial (incluindO. as de caráter profissional como: absenteísl1Io
e atrasos, acidentes em serviço, desempenho oIJeraClonal, violações das
normas regulamentares, uso excessivo de forçaemocorrênCÍas, viola-
ções de direitos humanos, plmições, etc) e de setiS familiares, através de
uma entrevista inicial, exceto nomes.
:)5

o cartão de controle de caso visa proteger a confidenciafídade


dos policiais, ou seja, é neste instrumento que. será lançado o no:medo
policial, guardado em local seguro, em arqúivoque requer senha para
acesso, indexado pelo número dos cartões.

E quanto ao registro do tratamento, o mesmo deve conter- um


"checklisf' com referências sobre: exame médico ( peso" altura, pressão
arterial e doenças), teste psicológico, avahação psiquiátrica, desintoxica-
ção álcooUdrogas, hospitalização,. especificação de outros ttatamt!ntQs
em andamento, participação em programa de rectlperação física, partici-
pação em programa de recuperação pós-traufilâtica e utilfzação de servi-
ços de assistência social e religiosa. .

5.9 Custos do Programa

o programa pode ter várias fornias de ser adm:ihistraq-O financeira


e orçamentariamente, contudo, deve..,se::adotar ouso de tlm~ planilha que
contenha a identificação dos custos por ünidade e por policial,. tendo
como base a hora de serviço prestado (custo hom/homem).

As despesas atinent.es ao programa podem ser pagas com recur-


sos oriundos do FEPOM5& e ainda, com colabomções das ass.ociaçães e
centros sociais que congregam significativás parcelas da tropa e podem
se interessar pela qualidade de vida de seus associados. Além. disso,
pode-se contar com a colaboração gratuita de órgãos de :pesquisa, medi-

58 • Fundo Especial da Polícia Militar. destinado a melhorar as condições de trabalho dos poli-
ciais militares.
86

ante convênio, par,:! participações no programa, como é ocaso da Uni-


versidade Bandeirante, localizada na área do CPAlM-3, que consultada
a respeito, demonstrou irtteresseem trabalhar ativamente, com o empe-
nho de instalações e pessoal especializado nas áreas de Educação Física,
Psicologia, Nutrição e Engenharia Química (anexo 13).

Os custos nonnalmente dizem I'e~peito a salários do pessoal, uso


de instalações e equipamentos (telefone, fax, compütador, "pagers"}, su,.
primentos (papel, livTOS e periódicos, material de treinaII1ento, .café, ..etc).

Outros recursos podem ser explorados tais como: matérias pro ..


duzidas por emissoras de televisão (fiImesoll documentarios), parcerias
com clínicas especializadas no tratamento do estresse ou ainda, com pro-
fissionais da área que se interessem porparticipar do programa,
CONCLUSÃO

Dentro de uma concepção realista, o problema do estresse no tra-


balho policial deve ser encarado como uma manifestação deptopotção
sistêmica, e não como algo que se identifica como "casoS isolados;'.

A implantação de um programa decóiltrole de est(esse para as


unidades do CPNM -3 poderia sercohsid~rado como: \lm importantepas-
so para toda a Corporação, em seu ,constante esforço em 'Se manter ,atua-
lizada e em condições de responder à ~ltura frente aos obstáculos, que
muitas vezes, são de natureza InlmdiaL ACorporaçao deve óüsar ir além
do que está preconizado no PROAR {anexo 14) .é nivelar-sé ao que já
está sendo aplicado em outroscor;pos de polícia dos países desenvdlvi. .
dos.

Portanto, não se pode esperar um desempenho operacional,satis-


fatório de um efetivo policial que Gst,t à mercê de poderosas fonteses-
tressoras. Percebe-se claramente mIe, a}1)esar da Corporaç'ao poder contar
com o importante trabalho de assistência médica e social de seus órgãos
especializados, a demanda é bemma,ior do que, a ofert;,!, ou seja, nossos
órgãos são insuficientes para dar umtratamént0 adeqitadb a esta questão
e ~C~Íltr~liza~ão dos Pt0~e~iin:e~~0s neçes~~r~ ~indicada pelo
propno.glgantIsmo da Pohcla Mihtac E s~ lntemahzarmos o s timento
de que a Polícia Militar não está.~crita as sua viaturas, aoS seus
prédios e ao seu armamen~visualizar que essa Corpóração
se identifica com o seu próprio efetivo humano~ Nós somos a Polícia
Militar. O policial militar consiste num indhiduoque, representa uma 51-
88

gnificativa parcela do investimento aplicado na área de segurança públi-


ca, o que por si só jájustificaria uma maiotatcnç,ão com os aspectos, de
manutenção desse indivíduo que, transJormado em profissioná'l de segu-
rança, têm a responsabilidade de proteger os. cidadãos.
// ._-~-' .., -------~

Apenas para(~oncluirmg?,S~ostaría desa.1ienw que a maionadas


-------------'
\
formas de tratamento não enfoca ~
, a ,eliminação das causas tealS do estres-
se, da ansiedade e dos conflitos psiG01'óglcos. Porém, se o programa pos-
suir a configuração aberta aqui afltesentada, com um:) arqlllteturaque
possibilite ajustes e variações de acordo G0ín ,oada sÍtuaçqo a ser tratada,
a sua capacidade de ser eficaz no tratamento do estFesseallmentatá con-
sideravelmente, podendo atingir o mícleo de fatores geradores.

Muito têm se falado no estresse dentro '.da Polícía MHitar e seus


efeitos dentro da organização já foram atestados por qiversossegmentos,
internos e externos à Corporação, Actedíto que uma ação sistemátiGa
contra este mal se faz necessária, dentro de ~!ma postUFa pFeventiva,que
procure atuar com o compromisso de c<;lmbater 'as causas, e não os efei-
tos.

~~ e~pe~iência internacional não pode ser ígnOf.ada, SOb.~en.a_.de


~emt~e rem ventar a roda" e estarmos sempre a reboque de sltuaçoes
que prejudiquem o bom desempeMo da Corporação.
/

BIBLIOGRAFIA

1 . CSAEP. Apostila de Administração de Recúrsos Humanos. Sãó


Paulo, 1998.

2 . SOARES, A . et alo Direitos e vantagens dos servidores: militares do


Estado de São Paulo. São Paulo: A. Soares, 1992.

3 . RIBEI'RO, Ib Martins. Uma cultur~ ~str~ssante: suas origens e·com


seqüências. São Paulo, 1995. Monografia (Curso de Ap~erfeiçoa­

mento de Oficiais IV95) CAES. :PMESP.

4 . BELLINI, Paulo. Passagem para ateserva: preparaçijo e apoio ao


PM. São Paulo, 1996. Monografia (Cur~so de Aperfeiiçoamento de
Oficiais V96) CAES.PMESP.

5 . NASCIMENTO, José dos Santos. A qualidade de vida do policial


mi~itar e sua influência na atividade profissional. Monografia
(Curso de Aperfeiçoamento de Oficíais 1I/96) CAES. PMESP.

6 . CSAEP. Perfil sociológiç.o. do candid~toa Sd PM do CPM. São


Paulo, 14 set. 1998, Geral, pA

12.EÇA, A. José. O Stress na Polícia Militar e seu. combate. São Paulo,


1998. Centro Médico. PMESP.
90

13.ALVES, Crispim. PM morre mais por 'suiCídio 'que assassinado.


Folha de São Paulo, 26 maio 1998. Caderno 3, p.6

14.PERElRA, Josué Filemom Ribeiro Pereiraet,aL Análise da Diretriz


N.o PM3-001l03/98 - Medidas de internaHzação dosvalóres dá
moral policial militar para coil'ter a violência. São Paulo,
CSAEP~1998.

15.MINISTÉRIO DA SAÚDE. Normas·e procedimentos na abordagem


do alcoolismo. 2.o/'ed. Brasília, 1994.

16.FINN, Peter; TOMZ, Julie Esselman. Oevelopinga LaW Enforcement


Stress Program for OfficerSaõd TbeitFa,mi,lies. Washington,DC:
U. S. Departament of Justice, 1996.
91

LISTA DE ANEXOS

ANEXO 1 - O Stress na Polícia Militar ,e seu Combate

ANEXO 2 - Entrevista deOSaída-CSA:EP

ANEXO 3 - Parecer CJ 56/85

ANEXO 4 - Matéria da Revist3 Veja d~ 3Ôju1.97, p.30

ANEXO 5 - Mapas de efetivo d'o CPAlM-3

ANEXO 6 - Quadro esquemático "Aa~natomia d'O ,sttess"

ANEXO 7 - Diretriz N.o PM3~0()1/03/98:

ANEXO 8 - OFÍCIO N.o DS-0182/22l98e 'apensos

ANEXO 9 - Análise' da Diretriiz N. ° P:J\13-001/03/98: - Med'idas de In


ternalização d'os valores da, moral policial militar para
conter a violência

ANEXO 10 - Lei N.o 9628, de 06 de maio de 1997

ANEXO 11 - Matéria dojoróal Folha de São Paulo, 3-1 maio 1998


92

ANEXO 12 - Relação de policiais afastadas em 1997/1998 por estresse


no CPA/M-3

ANEXO 13 - Carta s/n.o da Univérsidad'e Bandeirante

ANEXO 14 - NOTA DE INSTRUÇÃO N.o CPM~OOl/3/97


(,') '!~1T.".li.;.}»).i.-1
r:... \,~ '\' • f") l '("'1.1
c-li 11 'l' i,..'-' 1H
. .- 114';,1.1.,- n 'E;, .l
"I!'~J'[ r L·( :1\1[:'1' '. r'v
.• ) H~.-i L.

():.; ngtuparnl:ntos humanos se iHganlzum sub forma illstilll,ciünaL O


hOIl1~m (!stá constantemente s\~ depar,ando com insfiluiyões, parútipand'o de
sua criação .Ou at~ nelas atuando, .O que p'crlllite que por meio dda~ ~.Olrsiga

des~nvolver sua identidade, acahando p..Or f.illl a serem porislO tid.OS como
y.erºªd~i[º~ ~~r~~ hnmª'lQ§. O homem enfim" pr()cura ulguula sihi.aç,:ifo qü.e lhe
~IltJ}resk a condição humana que por muitas vt!zes não está cons~gltindo

encontrar apenas em si própri.O

Em "n Ina/-estar na Clvdl':.a~'{úii'. Fr~I"Jnpontll que .O hom~,l1l r~l>udin,

mas n~cessltll âo social. do .Outro, dogrllP.O. Desh\ fOTma, .Observa-seque é


IlllJ,ilO freqiiente que por mais que oindivítluo lente se livrur do gn!po ao qllol
pertence, muitas vezes se verá compel'ido à maríter,.se nele, mesmo com
sacrifício dt~ sua própria individll:t1idade\.É o (llle ac.Ontece em tleterm..in.adas
famílias, onde se percehem memhro.s. tentando :s.e livrar de 11m jugo que n.O
maIs das vezes sú o ~stá levando ao não desenvolvimenJo ilHlividual e ao
encapslllmnento frenlen vioa,e 'luc em C~[tQ: ~enÜd() Vnip.OTvr.zes se r:epet:ir
em nossa Corporaçno.

Nos proc,essos de ingresso n.a, Corp.oraç,âo, vê-se inúmeros indivíduo.s


com l~xpectativas bastante esp:erânçosas sO.bre o próprio futuro, querendo
crescer na vicIa e na profissão ; entretanto. il real:idade vai se incumbir de Ih~s
mostrar facetas''111e poder:io leva·loá de-sencan.tos, que QS desviará (le s.eils·
projetos in icinis.
.. {~n"i) }.~(iJco - Linll<;cio de PS/!?lI1arna e fSlc(JtC.1S ia - 2
.lft.~1 ['M M.~a E('A

nhserva-sl~ freqü,elltcmente que \~ muito cO:ll1ulÍ1 que álguns fJOliciais.


quando escolhem esta profissão, o façam em funQão principalmente do fato d~
que possuem dificuldades para St~ colocar frente as possibilidaJ~s que a vida
lhe apresente eventualmente, acaband.o por fim, por opt:.lr pela polltia como
form a ún ica que tem pura "ser alguém "!

Assim é QIF~ é freqüente que rapazes de pt)iHCa ~nalifiçaç:ão profissional


anterior optem pela polícia, prillcipalment~ ligado ao fHto de que esta é uma
ocupação qur. elll lHincípio, exige SOUlente que seu calldidàlO t~nhà bOà saúde
e. bom com portam ento, associada ao .fato ~h~ qu e 10igo p.odr. com ~çar a ser
considerado como o "alguém" que um dia .illlnginoll para si, illl~m do fato de
que ela m esm a vai lhe ensinar a "ser alguém"

Consideramos aquI a Jlossibilidàd~ de <JII~ nindi'vídun ~stejH cumeçondo


a compartilhar uma idl~ntldade com UI11 grupo .c com lima coldividade.
tentando assulIl ir algo da verdade esperada, qur. il realidade vai logo se
inl'umhir de mostrar qüe era mais imag:inãriadoqllt': r~nl, assoc·iau.o ao fato de
qUe" se li tilizou deste p·arâm etro n:lO rea'l p;ara com eçar a direcion arS1l8 v.iJa.

Se tudo. isto ocorre com os divenrosgntpo,s. uno p'o'dêria ser diferenle elÍl.
relação à Policia Militar. onde hllsituaçiio se re.pet~ d'e maneira freqüente e
acaba.se criando um circulo vicioso o:n~te se observa; de um ISt1.o o individuo
tentanJo se: livrar e de 'outro. sllc'umhintlo flOr necessitar do grupo.,
cri~talizando ·se um a s.itllação de dep't~ndên cia m órb ida em relação àquela n o.vía
PIfam llia".
- ~"ctlÚt.l JJJtiICO- /)n.'Glio de P:;Jqwúir ..í e !:'slc(tic:,.~ 111-
,tI, ~f Flf uM iÇA

Pior ainda qUílllJo este mesmo indivídllo ~~ 11m daqüelt:s qll~' havia ido
prOl:urar na polkia o amhie.nte acolhedclrqllê lhe permitisse se Hvrar um
pouco dos l'grilhõt.spsíquicos" ondé sr.aclrava amarrado ~~m sua priinitiva
fam ília! Troc01l ilp~l1as de grilhões, sem quase l1~nh'um a Uhenladl~ individual,
<lO fim da contas, o que ~ um grande fator de alt~Jllçõ~~: na~:a{M!~ ínclilal desle
indivíduo!

Muito (;iilllllmente~ nossa organlzllçiiü r:llIpre.stH li c!lrild~rbtictl de que


~slallIos st'ndo tolertlJos enquanto clinqHínllos seU$ 'd.l~sígni(rs t'ln1uill't)f uossa
individualidade mesma, lal qual aquela mãe (Ult~ilgpathi seu,s filhos ap'enas
(luando se comportam "dirr::itinho" nas festas, ()'u no nosso caso. al,nstituição
que elogia seu policial apenas quando este aSS,\I'Ill t' alg:ullla po's.ição qll.e aló.,rne
alvo de elogios.

É muito comum de S~ encontrar sllu:ações onJt~. Sl~() filho fezalgod'e


hom. os pais se refiram a ele como "olha o que o !Df!!. filho fez!l'. mas também
,quando ~ge de mane'ira inadequada. fala-se:'~voGê viu o que o :~~!! filho fez ''lu.
deixandn muito patente um "gostár condklonal í " que não enalte'ce qualquer
srr humano que dele tom., ciência!

Oevt"remos con:sulerar CJu:e nplitos C'furdidatosproCllfllm na Polícin


Mili.tar, um "ambiente acolhedol', uma por assim dizer, uma·mãe fa~ilitatrota,
que O!i pudesse humanizar e pérmitir que se sentissem viv.os ! Hntretanto, a
realidade da vida de policial, faz destruir facilmente .snn:hos e expec'hJ\ivasque
alglln~ eandidatos possuam e se incumbe logo de mostrar uma face m,ais
- Ó?fiU'c) kLú,:.:, - DI\! t.:.io dI! f'itqLnaHtd" i'SIt..'oiL-,.: &1 -
H {! ;'.11 f /Ipd EÇ'A

chocante. Icvílndo aos policIais mais novos aellêoWfrar multo mais fatorçs dl!
"mortt~" do qu~ de "acolhim~nto" de.ntro da.me:'ima.

Pe'tisamos yUe!, ao t1Il~SmO kmp..o l~m qUe! h,;i'uma estimu]aç:i1o do


in(tiví~uo para que se comporte como herói, háii ~c,al p0ssibilidade de que seja
logo colocado em confronto com a realid.ade, o -que o fará ·'despencar dos
p.t:destais d'a falsa glória". Ellfretalllo. há ac secol(:siderm que ~. lHlshlnte
atrativo para o rapaz, correr o risco de se :tra.ll sürrm ar em "h eró ide tiJllre dt!
mocinho", o que Ué. certa forma. atrai à qualqlier nioç,ú, ilÍ'nda mais um ,sem
~xperiêllcia de. vida e d.e pOllCO~ recur.sos de p~rSOil:llida.de.

Assim ~ qut' a qll~stfio próprill da i(h~l1hdlld,etlo policial. j'a ~ 11m tema


compli'cado. na Illedidn em que IUi de se levar em conta que dll escolha dessa
profissão. já fizeram parte um sem l1umerodefn!1tasins. espernnçns e anseios.
que quando colocados d.e frente à realidade ( que fatalm entesem oestra em sua
face mais crua. até pela natllreza do lrah;alh,o desenvolvido), ChO'C3-se com as
expectativas e acaha'levando li frustrações que podem desencantar e aCilhar
IlOr levar ao el1veredam l~nto por terrenos pouc.O adeqllado·s, tais com 00
cometimen'tode crim es e ilícito~ de to:da ordem.

E'nfim. para vivt'r com umolltro. pre.c,isamossnberde nós mesmos e


infelizmente alguns grupos;. pouoas VeZeS vão dar dta ch.ance llselrs
integrantes, seja uma f~lm í1ia, 'seja a PoHc'ia Milit:1Í". ~:mllilo difícil, por
exemplo, uma mãe consegu:ir con.siderar que u'm filho pode ·ter opçôes
diferentes das suas, da mesma mane·ira que por vezes,aPo!fc;Íà deixa de
- lErliro A,Jedü:o - urvlStioc1'e PsqllJairiae Psu::oiog/a- 5
M,I.I f'.\f,:Méd EÇA

considerar tlU'e dcterm inado policiall p,od,e ter maiores 011 menores gostos por
~~sta ou aquela atividade.

Eqli ival~tt1-sC! , desta t'ortn a às"tn áxim àS, fufil iliares" ~s fIm âx}m as
policiais", Ila mediJa em que da mesma maneira .qlle"vo,ce não pod.e ir àtlue\a
festa ou coisa assim, porque ,'ocê é méUm!IO",' Jeoutro lade "voce não poJe
trahalhar nos hombeiros porque eu (' a, iils(ituição- sUa niãe- ') assim não o
quero",

r.1'eqlh~itkiiit!llk, o iiidlvidHõ ãtil~ã~did() ohí'igàd.u .i aCC:úlã( IWsHiÚis


institucionais que basicamente não eram .suas e isto vai pauJat.inamente
minando suas resistenc.ias psíquicas, c,om lIinanatllral e decorrente violêncía
contra todos os ~,~lIS sentidos ~ o qu.e é pior. a pró.pria l:orpornção llcaba por
colocá-lo em situações difíceis cOlllasq",ais não estava preparado para lid:ar. o
que somente vai servir para deixá-lo mais desiludido com ascaisas que
n~so Ivell fazer na vida e eon sigo própria.

Assim é qll e o"po lieiaL ao ver ruírem sell'S sonho:s de se tran sform ar em
"m o cin ho" pode, de acordo com ~n a 'esttuhrrn ,de personaliJade, descobrir o
quão tênue é a linha de dift'r~l1cinção eittre esta sU'llsitu~çiío de Jloliciale o
hafi(ritism o, poden do cair facilmente nas garras, das possibilidades .fáceis de se
con seg.itir as coisas, ain da .com ae'spermlça vã de "ser considerado", de "ser
alguém"!

Há de st" !evar em conta que a pollcia passou a ser a altern,ativa de


identídade que se lhe apresenta para que fosse socialmente aceito, ai'n,dam:ais
em se tratando de nlgllém ilvido por ser reconhecido. COIl1 dificuldf\des em
· ê~nLtt:1 Ji?dICc) . ()1V~áó de P3JqwüLrvl e ps; IC.:.t,)X JÚ -
My PU Méri EÇ'A

conseguir individualiza. a própria identid'áde. pOlis afin,a!, agora, e em função


<Ida, "não S01l um João ninguém" I

Entrdanto, ~ste mesmo polici.al etTbdglldo a 5ü defrnnt-ar cnm renlid'ades


tão duras e rudes. totalmente diferemte dilqüilo que umdiú imag,iílou para si
Illt'smo, que provavelmente tais fatos a'c.ahalil por levai' à u,lIlaJesestruturação
da personalid.ade. em 01 aior ou men.orgtau e este ~ UIlI dos. fafores "Tlie aC.abam
por deixar o policial nestas cónd.ições, Jesesperançado com. a vida, ep,assafido
a assum ir atitudes desatinadas, que de certa form a querem m o,strar flltl
desr.ncanto com seus ideais de vida e idenlidade!

n início dessa escnlndn que poJe 'Ínclus'lve vif 1\ se IlJostrnr crim i11081\.
passa pdo começar 11 tomar ntitlld~s um tanto (]uanto mais duras ainda como
policial regularmente constituido ; assim que.se vê ti cx.ist:ência de tantas aç'õ.es
trucu.lentas por parte de alguns policiais. j:íq,uede sua cuJturn p.ró'p'rlíl; f~z
p~lrte" quase que institucionalmente a dern'onstração Je um,a agressivilhl{le Ja
qual o policial n~o consegue se safar!

Niio nos parece nem ump,ouco fácil 11 111 issiió, de se et1x~rgllr "super'; e
ler que éomeçnr 11 conviver com'a reali'<tllde ti'e que foi lHmsformlldo, seja pela
vida com o um todo, seja pela reali(lade do trab:álho poJicia'l, é;in u.m "fantoche~'
() '1" e, ~em som hra lle dúvilla, "p,ode I~y.ar ao com etimen'to de desatinos, seja
contra si mesm o, seja contra os. outros,
-l~mcro.A'~ciJCi) - unmáücie f'siqwamae f'S/CL....·CJf:Jc1- 7
Mqi r!lJ MM EÇ',.j

Talvez n~~st;:t busca desl~speràda de umâ ilhmÜdadl~, d~!vamo,;s co;nsiJ:erax


que o policial, além de correr o risco de "pular de U'lIl lado p:ara o óu:tró''', 'ou
seja da legalidade para o crime, pode também tomar atitudes de desatino
contra si próprio,

Podt:-se con~iJt:rar que em sua fOfm a de estar fiOllill.\i.do, e.sl'rulurada a


partir de St:U s rt:lac ion am elltos in.iciais. (e que passaram por IH odific.nçõés
oriundas no pr6"rio fato deexistir e prêcísar conviv~r com a rcalillâde nem
sem pre Itt li ito agradável), polle aca'barpor oCorrer um a cisão em sua
personalidade: ~ talvez como uma fOrll1~a de te.ntar mínimi:zar a angústia que
este tipo de cI.oque lhes causa equee'sta sitli,nç'ão de aUlhig:llidade e
fru strações ex isten ciais podem Ih e trazer~ qlfe se vê I1tu íto'S,se en.tre~Hlrea:n ti
heh ida, às drogas e com eterem outro:s desatill os vârios. jn que SlJ as aliOI des.
levmn-nos à entrar em choque coma real)lI11de e pr,incipalmente com' suas
impossihilidades de realização. o queg,era a m;,enc.ionllda angústia da qual
tentar:lntse afas.tnr, fechando um cirCJI lo vicio~o fun:esto !

Isto de certa forma, amdn I11Hisem se tratando de 'indj~ídlln de p'6rcos


recursos de personalidade. pode ser .considerado como lI.,111 dos fatores que
fazem COI11 qur fi Clínica Psiqui'lhúca da Pnlkia seja uma das enfermarias que
mais atende n.o complexo hospitalar da Corporação.,

o policial, em sua busca de vida, lenta. por ve,zes fazer consolidar


iiidentidildes~~ em horas, situações e' locais er:rad,o:s ; com etem co.m ~sto
desatinos,ora apenas humanos, ora até criminmms, perdendo desta form,a a
- {bulo ,t~?(úco - DIVI:Ú,)d" PlJqll.lLU n:1c hllX.,j(,glcl-
M.{I Df Jféd EÇ'A

possihilülade de concretização de ü:m a ídentidade respei.tâve I com o ser


humano ~ além disto, provave.lmente destr6l~m com isto os sonhos J.t'! ichegar a
ser respeitado l~omo individuo, já que em. prinélpio, quer:1am serr:espl~.itados
como policiais ~ justamente n~sta condição perderam ~sta sua iden'lidade e sua
rcspeÜab ilidade.

J~ não se livrava de forma algum a. ti'actlll,J'ição áe polidaL 11(;111 quan:do


aposentado. ou quando pede haixa. neltl '<:(ííatido morre; e o que é pior, nem
{juanJo comete desàlinos e (;rimes deix~il d.~ser "lwHcia" ; ~ bem verdade que
"polícia crim inoso". "polícia bêbado", "policia drogado", mas póHcia sempre!

Ta1l1h~111 St.' dt'VI? levar em cOllshI.L~façii() 'lUt' () tt'lilpo t!IlS agrllras


vIvidas, pndL\1Il k\ilr illh'rdll da IJltldt~i ~taidt~lIlidlld~'. r011l IIlHil sohrt~p()slçfin

{k iIH íI g t~11 S disto rc Ili as, o ti \I L~ r o li ~ tlÍm IlL~J1l ser n~ sp 011 s Íl v ~'I ptdo nJl!art~ c i 111 t:nto

dt~ dt':sajustL's SOCIais t<lis quais os qllt~ tellto;s lúLo OJlortullldade de observar nas
dC'~cri{ões el1contradas no nosso meto .. seían.o HOspitaL s~qa.I1Ü Ba(;alhiii), seja
inclusive nos meios 'dl~ comlttticaç~o. sohre ,atitudes t'ventnalnlrnte tomadas
por policiais.

Niio se pode deixar decllus.• derar, que co 111 o um a. c-onvivênciadiuturnae


prolongada que é. a }loli'cin pod.e .\amhém ser co:nstderada com,o um
"casamen'to"; entretaMo, na vida de determinados iJHlivl'dnm~ .n·ãose
caracteriza como um ;\cas3men'fo~', na bo:a acepçãoq.\1e esta palàvra pode ter,
já que acaba se relevando 'como uma nova forma lIe escravidão, pela
encarn:ação da violência e exploração às quais.o indivídll·Q poderá estar
SI! hm etido ~ o desenvo Iv 1111 ento d,(1 (1tivldade po lIciftl. vai levsmdo
- ('€tlCrO lf(Í1co - ui\'l3<Ío de P:i/quiainrl e Ps kx.iL'g /c1-
Afr~1 P}.f Méd FÇA

gradativamente a um desnudamento da reaHdade, ~rue pode gerar desencantos,


com as conseqüentes atitudes inadeqll,a{lassubsequ~ntes.

A muitos deles, não restará outra ,altem.atlva senão aquela antes ·descrita
de se escudar em um a ou outra form.a de b'lK~Ha, seja rela form açjio de um:a
doença propriamente dita ou ainda. pelo us.o de drog:as de qualqu~er tipo'. para
que com isto se tente rn inim izar as d.:ifjcu[dades p-e,lasq .uaÍ5 estllri'um pnsslllldo,
é

já que não estão cOll8eguindo Iidarc'OIna r~alid'fide dn vida como ela


realm en te é,

PreciSàlllOS àlll adllJt~cer àfr.r.ivàm élf(e e tu cOflsci~ncia de que o o,utro,


de fato.jmnais poderá compreender inte·irUl1lente oque s.e, passa dentro de nós,
nem valorizar as coisas da mesma fonn:ll' do que nós e que ítão há qualquer
artifício que faça com que duas pessoas se sintam sem pred:e 111 alleirn idêntica
frente a um mesmo acontecimento.

Entretanto, talvez os gruJlos sejam e.les quais forem, possam conseguir


desenvolver-ge de maneira adequada na medida em que comecem a considerar
a individualidade mesma de seus cOl1lponen;tes>oom respeito hum nno nl,útuo e
indispensável.

~~ nossa função precípua, c'om ooTiciais e re:sponsaveis diretospelo~


destinos que tomará nossa Corporaç'ão, a de se: preo.cupar em melhorar cada
dia mais, cada 11m em sua ,área' de 'atuação, o relacio:n:amenlo da pr6,pria
Corporação, cnm a Comunidade Edern.a, comoac,ertadamente o deseja0 Sr
Cmt (Jernl. mas, principalmente. com seus próprios mem bros. passando a se
- dml'h) ljjeAcc:, - [)iVWi)d~ P3t1Wc1Lf/ül? P1Icd6.';ta- 10
},,1i.U· nJ UM EÇA

preocupar também com um melh'oJ relacIonamento com a e entre ab


"comunidade interna" sem a qual n'ã'o s.eP9derá cumprir a meta de ver o
relacionamento entre a Corporação e a ComUl)iqade melhnrar apo.nto de que
exista real e efetivam ente um a coesão de i'nteresses e atitudes de proteç:ão da
5~guntn~a pública.

Afinal, parece-nos que será menHlr, CJll to:dos os .sentidos.que eu esteja


nesta família. ou principalmente no nO:$so caso especifico. na Corporaç:ão., por
opçc7o , e não porfalta de opç'ão l

Muito obrigado.

ANTONIO JOS,É EÇA


. M.aj PM Méd,Psiqll iatra
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
DIRETORIA DE PESSOAL
CENTRO DE SELEÇÃO, ALISTAMENTO E ESTUDOS DE PESSOAL

ENTREVISTA DE SAÍDA

Amostragem dos motivos que levaram as praças PM a


saírem da Corporação nos úl timos 07 Cse.té) aÍlO.s.

Este trabalho obj eti va reforçar a importância do papel


dos comandantes policiais mili tares no a:primoram~nt.o das
condições de trabalho para todos os comandos f cohtribuindo para
evitar a grande evasão constatada.

Os dados estatísticos utili,zad,os fo:çam obtidos a partir


de uma amostra de 28% em média de todas a;s pr.aças PM 'que saíram
da Corporação por exoneração, ou seja, 2.899 de um total de.
9.062 e 1 07 (sete) anos, de 1991 a 1991.

Autor: l° Ten PM Eduardo da SilVa Almeida


Supervisor: Cap PM Josué Filernon Ribe.iro Pereira
Colaboradores: 2°Sgt PM Marinalva Fagundes
Func Cblil Ren:so
Total de Praças que saíram da PM
Comparação por ano
3500 3114
3000
2500
2000
1500
1000 I
500
o 1

Entrevista de Saída

Fluxo de Saídas:

PMs com 2 a 10 anos no serviço ativo - 70,8%.


Tendência preocupante, pois é o PM ainda jovem com
idade média entre 24 e 34 anos., que já adquiriu experiência
profissional e passará a utilizar sua energia e aprendizado fora
da Corporação.
MOTIVAÇÃO PARA SAíDA DA PM
ANOt991
50,0% 44;8%- EiI salario,e oportunidad'e'profissiónal

fildesacordo com-01ratamento
.recebido
"Cdesacordo'com o regime dá PM
6;8%
C insatisfação com o·tipo de serviço

L--_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ '-'---'-~~_'__ ________ .~ _ __ '

MOTIVAÇÃO ,PABA,sAíDADA PM
ANo 1992.
60,0% 53,5% IIlÍsâlárto eopo_rtooic:l~c:ie profissional,

40,0% IJdesacordo com'o-tratameftto


recebido
30,0%
d~acordo corn:o-.reginie:1laéPM
2Q,0%
-ti 11 .satisfação-conro1ipo 'de-;ser:viço
0,0%+---

MOTJVAÇÁQ,PA8A-,SAÍDA-PA PM
ANO 1,993
'150,0%- 51,4% 'iilsalário e oportUnidaí:le proflllSional ' '
50;0%"
40,00/0 • desacordo com'o tratamento
recebido
, 30,0%
IZIdesacordo,como regime';da.PM

-3.,4%
El Insatisfàçãocomo tlpO.de,serviço
0,0%+---'
MOTIVAÇÃO PARA SAíDA DA PM
ANO 1994
70,0% 60,6% EI salário e oportunidade profissional

t:il desacordo como'tratamento·


recebido
O.desacordo com o regime da PM
~;8%
: 'CIim;atisfáçãol:UTT101iptn:te:servtço

MOTIVAÇÃO PARA S~.íDA DA PM


ANO 1995
60,0% iil1 salã. io -e,Opo.luilidade p.ofissional
50,t1%
40,0% l!iI desacordocotno tratamento
recebido
30,0%
O desacordo com.o r,egimedaPM

10,0% 5,5% 2,4% [] Insatisfação com.o'tipodeiserviço


0,0%+---

MOTIVAÇÃO PARA SAíDA DA PM


AN01996 .
60,0% 53,2% fi! salárit>e ópórtünic:jáde profissional
50,0%
40,0% 11 desacordo com o tratamento
rece~ido
30,0%
O'desacordo.com o regime da PM
20,0%
11;'1%
4,3%
Dtnsatisfaçaoco!Jl o;t1pode ser;viço
0,0%_--

MOTíVAQÃO PARA sAíDA DA PM


ANO 1997
57,5%
60,0% li salário e óport4nidade
.oprofis~

40,0% .• desacordo ,com o tratam.ento


r,ecebido
30,9%
CI desacordoconi o regime da,PM
20,0%
7,4% 4,3%
10;0%
tJi~sati!ifaçãoC9m otipo·de
O,O%_-~ serviço
...

ANÁLISE:
Os gráficos anteriores indicam que em todos os anos a
maioria dos entrevistados que sairam da Corporação buscavam
rendimentos e melhor oportunidade profissional.
O segundo maior ponto de insati.sfação refere-se anão
concordância com o tratamento recebido dos superiores
hierárquicos. A quantidade é bastante significativa quando
somamos a isso a porcentagem de praças que sair.am da Organização
por não concordarem com o regime policial militar, pois a forma
como os· comandantes tratam os seus subordinados pode estar
atrelada ao regime interno.
A insatisfação com o tipo de serviço motiva menos
policiais mili tares a deixarem a Corporação ma s aparece em
todos os anos, o que mostra uma quantida.de importante de praças
que sairam da PM nos últimos cinco anos por este motivo, levando
a concluir que muitos homens podem e~tar sendo mal aproveitados
e, consequentemente, tendo uma vida profissional pouco
gratificante.

CONCLUSÃO;

Este trabalho obj eti vou colaborar para um momento de reflexão


sobre questões importantes da Corporação. Numa época em que
inicia-se a implantação de Qualidade Total , basear .noss'as ações
em estudos cientificos é de sumaimport:ância. Para tanto, outras
pesquisas estão em fase de elaboração neste departamento.

c:\secplan\entsaida\psqsaid2.dcc
AO SE. CHEfE DA CONSULTORIA JURtDICA
Assunto:

INETE DO COMANDO
ONSm. Tom IUIUDICJl Interessado: Chefia 40 hT/1B
Anexo: Pr nO 46061/85_l'I

CQ1lCosoão de luto aos . poliCiais .-


'. 1. .t..t ·covl.-v mUitares • .&do~9 e'Ó:~:DSG,.
- .
, 'A f- " r' Pretensão de adOt~\ a .t.l.' -
le-' v' .l.," ~I yl:~ 10.261/66 na ~8saO deéta .. 19:s~
J -: ",:.

atb11idada alIA0 hIf :006l0 .dabele-


.cor a1ote.m h!brido, ..1~iOtllll140
'4e Vlfrioo corpos de, l'egraa' aquo-
las Clu.e ccnv4m. e d'es~umt1t' as
decais. .

o Regulamonto
Interno , 408 Setviçoo Gera'ia dO -
Exdrci to nre.aile1ro I adotado,nGata Ptllfc·ia 1111ter, nos casos -
\

do concessão de dispensa por luto ou' ndnciaa de ~8eUS~t:éBl'&Jltes,


1
\ pois Clue a aUB legiolação prcfpr1a I 's11jntea respoi,toe
Ocorre quo o RlSG daiXou.. deprevarn l1isp0IlOti ,.'
por luto, quando elo faleoimento 4e pa~ou .~draata,t B-vdo,' G
netos dos mUltares e, consaqunten:ento.não bit, comó ap11ct"'lo, - "o ",

em tais circunstâncias, enti'e 08 po11c1n1:J ... m1:11taroe. l1oen:ta,n-

'"'-- .
/ ,. .
-
to, , oabido quo 08 aorndoree civis e8ta4un1osãob~of,lc1ac1oa-

\
- .
nossas casos, que 000 expressamente ~4JtQo na le1 10.261/6'0.
" "

':
...

A vista diseg. propoo ti. Db'Ot.orJ..a'do:\ l'eoaoal w:i


aiatem8. '~r,1do, o luto por morte 4. pais', 8~8t,,_~Oà. a$poOll \P'
o f11h08 dospo110ia13 - m111tare,e~$ rotuladO~loRISG, e o;l \
de eate se mostra omisso, ou ae~t noà casos a'tnf\i';cpontn(1Os. ~
,t leriam aa disposiçõos da 01tada te110.2'$l./GS.
'I
Eata , a qu.eetãoquo ,omeClnoao.út~dta p I>Or aue!o>
tor1~:lção prdrla da ilustre· Chef$;a doEB/PE.
FasSCJtoe '80p1:nat-.
adoção do 'RISO nesta F~lfcia rjll~tnr f.oi auto-
A
rizado. }:elB le1· Federal n Q 192, ele 17 de jonoiro de 193,6, q\10, em
~eu, art1go 22, diSptmhsl

"ArtiGo 22 -Serio,adot.ados naaJ.::ol!c1as t1!l.ita-


Na, no que lho f'o~ o..p11cdvob, co ~~.:o.
de instrução militar, vicento no ~:rc1t09 boe - I
NO • QG • 31
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~ Assunto: .
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o COIUBDO
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~~~:~=i~~1~1~~iH;!~~j~liji!gl}·::r}!i!irt>I: .
80:rv~d.~r~=sf.<.• staduais :aoral, e~ tlit~~;:~~4_~,,';t, ê'ont~!ir:·. u~!i'ct'l~!' \'(::,~J~;
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... !J., " ':'.. . .;>:_".... :~; ,-~.':/•.:;).' :. \. 'o ""0 •• : •••• : ' . '• .:.:. o. . o' •• ~ ..~
petência que .lanao:·_t~m, posto \'Cl~e:'8t,Il"I"i'tt'8~~ •• ~ ,~l~.Ç.~:. ,1.:,':0:'
. " . : ; ' ./>.'...... : . . . . .<::... ~~.~.~ ... '.:7:{·.-t,.. :.=~··~~~:o;/;:.':~'~~.",,~,,:~...... ,~./.\;.~::~:."''''''-~''··'f~~.~: . ··.:.':~.::':~r~/:1f\~.~:: .. ~· ; .:':
a08 Estados,I'ao c11spOst.$ na"8eçaoVIII.48.C'oJia;tit~~oJ~.ct.~~,~i· ;-::->.
: ' ...... '. . . .' ... ~.~ ,/:/.>..... '[.::{. ;:~ . :..:..: .~,.:.. :~. .>;.;~\;, . <..~ . ': . '~ ~.<.-'.:.~;;:r~~:~.~.~ . ~ ..'~... :~.;'.>
.... ;: .... ' ... ~ .. ·.:,.·i: •. ,.~·;:.:~.r}~ ..

gente. Afora iSSQ, a~8' Ist'ado8cab.nr.,·:'_iWldo' .fI.:'-.U }Dzi~~nd$~,:~;::~ )'t~';·i


conferir' direit~.d~ ~WllqU-:f'''''~;~~:~~~:~~~i~~~~, ·.:.·?,~~fj,;; "i;)
I ., . ' . ; ' ,'Bo caso 8sp.off1.o0 -•••~~J; .•\itó.;!:;"~'~~ae .cau'·::"~:~·~~: >::'::\;

';1 Adm~l.tração ~m 'aplioando ·.;~::RiáG . ':~:\-~'~nb;i~~~:·},~'O~ :'~~I '.~~'.~·lri~f /o}.~._~


.... . '.' ~ :.. ." .' ' . ; .... ~.,.~ r' "-.'.,'~ ""';,.~:.:~.j\".:"'~'~;:;"~l..:.",.. ;!~~:;:':' . ~:~'V'~~::·~·-::.·'···'~.~·:-:...
.•
'" ~~:~~,(,1';'!':-.''': ' j'=..~',!.:-

:;i, tegrarite aã .• e opto~ ~r '8t,~ "~!.~~~~~~~.:··tiO~~..;~J&~~~~~$~t:~';,~.:;!~: :.~:~,:::i).:.:


plc1e em sua legiaiação prcfprl.~ ·.~b~am~n\"1 ~U.tQ:,.~r'·8t~'1:·~é~·' ~' . :.:.
aos.aua .41t~e~..ão .~o4e ;~o~o;'~~t~~~~):~~.~~;~:~~~~~oo,.:~l· ri;, .
prio RISG, em .confronto coma .1~Si'la,$,a,~::~~~~a~ .:~,'~. 'le~~4'~~'~· ;;.\> ..
rea o1vis eatadual.a, •. .~ math:~~ :~1~E~:~~")~·;U"~~~' hfb~i~~;~~.::,
p1n~andO
aQ.u.ilo
daquele
que completa.,ol int'erefSs'ia °408.QImOI~·Jo,t4otar wnaO\lt~u.-~;l. ,"I
~,~ue con~~~~a~;~,.~~~i~.~~:~~·J~·~~:~~~;~~.~.'·.·'.. '~c~;~l~~~~: " ." t
~. ~' ,;~.! .~ "",~ .::',~.;' \~;;.;-? ~:·~~:,::~·\i . ~-~:;[.~\~.~·~·."'.·~'~-r~~I)·:·~:i: :':.i~·· :.:".' -.. ~' '*.~:.<: "::.!X~;~·;~{ ~,:~~ l~~: "(~
'.. '.. .. '. . .' ..•. : ;.. .. ..

tra ton~. ae.direitos Ou á,g va1 l';~~I.IJl,~t~~()·.t.a.:.~l.• · •. ·o.O~.~,.,·:{:·::'.·:


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'atma ~rl Ofizemos .• ~t1rt qu~:·. }.l~~O.t'l/~·~.,. ".l:,:~f~:.~~·~,.'I~'-~~~,·:


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• 'lua" 'deveria ,e'emPre~' ser b~~C!.4A~··· :~J)jll~~o.·.~~)~~.tiÍl:~.l1e:~~j~ .~;~. }}< '0'

I lei pr6pr1a, • re,&UlU 'o~ d1~1 to;~~:~l~;~i~:~;~i~a~~~~!if.,:.'i'!i;


! mo, alil., deixou 111duv1doeo. ~. oa~.~IO~ :~.~; .~:l".,i.~~12d...3/6~t.~~!,~::';..;(:T\ :
dav1a~ houve" j~.Ut1cada inCl.~çãO.~1~n8G~~~O;4,~,~.I'n
tud1nb1c, outra fonta 8ubet4WriA nãoÜb.i'iI·8.r;0·.4~la4a~·0~.:~··:.·J~::r·: .

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Página 1 de 8

De: Ib Martins Ribeiro <ibmribeiro@uol.com.br>


Para: Emanuel de Aquino Lopes <eal@mandic.com.br>
Data: Segunda-feira, "2 de Novembro de 1998 12:27
Assunto: 97 (http://WWN2.uOl.com.br/veja/300797/p_Oáb.html)

Pega aí Gordo a reportagem é do dia 30ju197. como se pode \-crno camJXlassunto doe-maíL na página 30

Pe-rfil do PM

o fard.o da farda
Sem dinheiro e com baixa escolaridade, 0s:PMs· sào
a cara do brasileiro médio, mas vivem, rotina 'de morte

Joaquim de Carnlho e Manoel Fernandes .. do Recife

.' Te:óente-c.oron.el Nóbrega,


da PM de Sâo!Paulo,
coma.ndante co 111 5600 reais
de salário: "AlgJ.!lls oficiais
Ilunca se sentaram o,um
banco ,de viatura"
Folo: Antonio ~!ilena

f1i;;:~~,~~ A farda é u~ símbolo tão fund~m~ntal pata os militares


~·quanto a batma para o clero -- tItdlca a camaradagem entre
~~,~~~, igu~is e a diferença em relação. aos outros . Os movimentos
r:~'i?c:,\: grevistas que cofitaminaramas políciaSínilitaresde váfios
Estados, no entanto, mostratamque a farda se redUziü a apenas. a.quílo
que é: uma roupa. Os 360000 pMs que. existem :em tgdo o país
assistiram à mais ampla mobilização da corporação desde a época do
impêrioe deflagraram oS mais duros questionamentos, â polítÍcade
enxugamento da máquina administrativa do presidente Fernando
Henrique Cardoso. Deixaram Chlto que estão iguais demais. aO.1
brasileiro médio. Gariham como ele,acredita-m nas. mesmas coisas, são
e
tão escolarizados quanto,. Não .difkil enteQd~r, por isso, por que se
consideram no direito de fazer greve: os sem-Jarda taJIlbém podem.
Em pesquisas realizad~s pelas PMsde diferentes Estados, como .São
Paulo e Pernambuco, constatou-se que a escolaridade média do
soldado da .PM é baixa (1 ° grau), e ê crescente () número de praças
que se convertem à religião .evangélica. Em M.inas Gerais, os policiais
Página 2 de 8

das religIões protestantes, pentecostals e não pentecostals, chegam a


20% da tropa. Em Pernambuco, esse índice é de 15%. Nos quartéis, o
alcoolismo é um problema tão sério quanto nas residências de boa
parte dos paisanos. Mas o que mais aproxima os homens de farda do
cidadão comum é o salário. Os vencimentos variam muito de Estado
para Estado, ·mas nas regiões onde ganham mais, como Brasília, o
salário bruto dos soldados não chega a 800 reais.

"Como um cão" -- Comparado com o de outras categorias do


serviço público, como professores prim~rios, não é dos piores. Com
uma diferença essencial. Quando um soldado se despede da família
para ir trabalhar, o risco de que não retome vivo é 100% maior que o
de uma enfermeira ou qualquer outro funcionário publico civil, com
índice de baixa em serviço praticamente nuloo Em Pernambuco, onde
na sexta-feira da semana passada os policiais militares completaram
dez dias de greve, a morte foi um item da pauta de. iltgociações com o
governo de Miguel Arraes, do PSB. No ano passado, morreram 44
policiais, quatro deles defendendo agências bancárias. "Exigimos do
governo coletes melhores que os atuais, que não resistem a balas de
pistola automática", diz o soldado Moisés Fl0n~ncio de Oliveira. um
dos líderes da paralisação. Moisés recebe 300 reais por mês -- 40 reais
a mais que o salário médio dos praças. Em quinze anos de carreira
militar. coleciona feitos gloriosos. Salvou uma moça de estupro ao
atirar contra seu agressor, prendeu ladrões de lojas e. no ano passado.
quando fazi"a a ronda dos bancos, evitou que a agência do Banco do
Brasil no centro da cidade fosse assaltada, afugentâ.ridoos ladrões a
bala.

Um tal currículo de heroísmo, no entanto, não salva praças como


Moisés da suprema humilhação. Os mesmos homens que arriscam a
vida para proteger o patrimônio dos bancos são impedidos pela maior
parte das agências no Recife de usar a cozinha para almoçar. É o
banco que paga a alimentação, servida em marmitex, mas o policial
tem de se virar na rua para encontrar um lugar onde possa comer
sossegado. "Uso os estacionamentos", conta o policial. "Alimento-me
como um cão, no meio-fio." Mas não foi esse tipo de tratamentO que
levou Moisés a se transformar, em setembro do ano passado, num dos
fundadores da Associação dos Cabos e Soldados, entidade com
declarado objetivo sindical que reivindica salários melhores, mais
segurança e mudanças no regime disciplinar dos quartéis. Um de seus
melhores amigos, o soldado Ivo Alves da Silva. com 33 anos, morreu
porque morava num casebre vizinho ao do a.~saltante. "O ladrão o
matou porque foi reconhecido", afirma. Ivo deixou para sua família
uma pensão mensal de 74 reais, o valor do seu salário-base, o
chamado soldo, e nada mais.

Cabo Moacir Silva, 25 anos.


de PM em Pernambuco,
111111I
318 reais por mês, salário I.~;~~~~'j
menor que o dos motoristas
de ônibus: "Amo minha
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corporação, mas me =~~!2;s


envergonho do meu _~i!!j
salário" 1!~~~~i1~g• •;:]_~
Foto: Eg:herto Nogueira

Nas manifestações que os policiais militares promoveram pelas ruas de


algumas das principais capitais, paisanos gritaramslogans contra os
governos estaduais, jogaram papel picado sobre os grevistas,
saudaram as tropas amotinadas, confraternizaram-se com elas. É uma
reação inesperada, depois de episódios como a tortura e a morte na
favela Naval, de Diadema, e a chacina de meninos de rua na Igreja da
Candelária, no Rio. A explicação para a solidariedade está na
geografia social do país -- onde o PM é a última franja do Estado, e
muitas vezes ali deixa uma marca que é difiCiI esquecer. São atos
como o do soldado Vítor Loredo de Oliveira, de 31 anos. Hádoi~
anos, ele estava em um ônibus de Porto Alegre quando três ladrões se
levantaram de seus lugares apontando armas para o motorista e os
passageiros. Oliveira, mesmo fora de seu horário de 5erviç(), sacou.
rápido o revólver Rossi, calibre 38, e at.1rou. Saldo da ação: um ladrão
morto, outro tetraph~gico e o terceiro ferido. ProlTI0\1do a cabo por
ato de bravura, Oliveira foi chamado de herói pelo governador dó
Estado, Antônio Britto, do PMDB, e pelos jornais locais. Mas pouco
lhe valeu. O herói Oliveira recebe 480 reais por mês e não consegue
pagar todas as suas contas. A do armazém está um mês atrasada.

Comportamento excepcional -- Trata-se, de uma; perigosa


proximidade com a miséria. "Amo a corporação. mas me envergonho
do meu salário", afirma o cabo da PM de Pernambuco Moacir Alves
da Silva, que depois de 25 anos de corporação só consegue levar para
casa no final do mês um salário de 318 reais. É muito pouco mesmo.
Na comparação com outras profissões, o policial de Pernambuco
perde. Um caixa de banco em início de carreira recebe 418 reais e os
seguranças das empresas particulares, 3'50. De um lado, dependendo
dos salários e beneficios que o soldad.o recebe, começa a valer a pena
sair da corporação. Em Pernambuco, há seis anos. uma. greve de
motoristas obrigou o governo a colocar soldados e cabos para dirigir
os ônibus. Quando terminou a paralisação, pelo menos uma centena de
poJiciais não quis retomar aos quartéis e se ,apresentou às empresas de
ônibus em busca de uma vaga. De outro lado, ;corre-se o risco da
quebra de hierarquia. É dificil para um PM acatar a ordem de reprimir
trab.alhadores sem-tetq, quando ele próprio é um. Com salário líquido
de 320 reais, há dois meses o soldado Anioaldo Ferreira de Souza, de
42 anos, casado, uma filha, se juntou a um grupo de .200 colegas de
farda para invadir o Morro da Embratel, em Porto Alegre. Trata-se de
uma área pública onde até pouco tempo atrás a Pt\·1 criava porcos para
alimentar as tropas. As casas quejá existiam ali são mais precárias do
que muitos barracos de favela. Os moradores puxaram a luz da casa de
um policial que fica no pé do morro. Como não há banheiro, as
famílias dos soldados usam uma fossa coletiva. Essa situaçijo indigente
fez.coITl que, na terça-feira da.semana passada, chamada. a desocupar
um terreno invadido por militantes do Movimento dos Sem-Terra, a
tropa de,choque protagonizasse uma cena inédita. Ao receber ordens
para não entrar em confronto, cerca de vinte de seus integrantes
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deIxaram a area tào altvlados que. a cammho do quartel, aplaudlr.amos


invasores. "A situação deles é péssima. Vivem em situação de miséria.
Como os PMs", disse o soldado Marcelo Farias, de.29 anos. Do outro
la:do,o líder da invasão e diretor do MST no Rio Grande do Sul,
Dionilso Marcon, 32 anos, também foi gentil: "NenhumPMestá aí
porque quer. .Eles cumprem ordem do governo, O caso deles é de
desespero. Eles até estào calmos demaiscoIÍ1 a situação em que
vivem. A família deles passa fome e ao mesmo tempo eles têm de
controlar um povo faminto. A gente está no mesmo barco. A diferença
é que eles carregam um pevólver na cinta".

Apesar de o salário não ser uma mara\ilha, d.o equipamento, ruim


como é de imaginar, e dos riscos, imensos, não é fáGil virarumPM. A
Polícia Militar exige que, ao ser admitido em seus quadros, o policial
tenha bom comp011amento. Isso significa que, verificados os arquivos
da Justiça e da polícia. nada tenha sido encorttr:adoque o d.esabüne --
uma simples autUação por dirigir sem carteira é suficiente para barrá-
lo no exame. Ao longo da carreira, o policial \~ai ganhal1clo ou
perdendo pÓntos. Num extremo, pode-'se tOT]lar pessoa de
"comportamento excepcional" . .Em outr"O, de "mall comportamento".
QuandO é essa a situação, o militar pode ,até ser expulso da tropa.
Curioso é que, de maneira geraL crimes como' homicídios não são
levados em consideração na avaliação dbcothp:or:tamento. Um policial
como Otávio Gambra, o Rambo da favela Naval. de Diadema, tinha
duas acusações de homicídio e duas de tOrtura, masat.é sér preso
constavam apenas três punições de caráter 'administrativo. uma delas
por chegar atrasado ao quartel.

AnibaÍdo Ferreira de
Sotiia, -soldado, 4'2 anos,
,com a família: há dois
meses"uRiu-se a mais 200
colegas para invadir um
ten,eno público
Folo: Lianc ~cYe,

" Efeito Diadema" -- "É rnªisprovávelqüe na P~1 :alguémseja


punido por estar com a bota suja e:l1ão por ter matado 'alguém sem
uma razão forte. Hoje a maioCparte- daspuniçôes dosPMs ~ por
transgressões como casar sem ,pedir' aUtorização é fumar na frepte de
um oficial", diz Benedito Mari~mo, ouvidor da políciad.e Sª-o.Paulo. O
quadro que o ouvidor descre~eé rico em et;lsinamentos: mostrauljfa
corporação em que a arfQgãncia e o autoritarismo dos superiores -.,.
ocupados com a :botasuja -- têrnrnaispeso que a preocup~çãol em
melhorar o atendimento âpopulação. Além das conqüistas;salàriais, o
movimento:.dos PMs deixou os policiais em estado de graça. "Há dois
mese~, por cau,sa das Certas do Rambo em Diadema, a'população
olh~va para nos como se ,êstivesse diante de um bandido. Agora,
quando, fazemos passeaia, ela joga papel picado e ,aplaude . Era disso
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que estavamos precIsando", dIZ um dos lideres da .gre\'e em


Pernambuco, o soldado Marcos Galirido. Na proxirtta quarta-feira, dia
30, a Ouvidoria da Polícia de São Paulo vai di:\ulgar o relatório das
d~núncias recebidas no segundo trimestre ti traz nO\,idades
provocadas, de acordo com o ouvidor B(!nedito Mariano, pelo '~efeito
Diadema". "Pela primeira vez o abuso de autorid:ade êaprincipal
denúncia do trimestre (normalmente é fálta de poIlcial11ento ou ponto
de drogas)", diz Mariano. Também dobraram as denúncias de
homicídio envolvendo PMs -- foram dezessete entre janeiro e março --
e de tortura -- 24, no mesmo periodo.

Além de pequenos delinqüentes, a PMpossuL criminosos de alta


periculosidade. Um deles é o mineiro Marco Anf<}nio Ribeiro dos
Santos, que sonhava com a carreira fardada desde menino e se tomou
um assassino cruel depois de iniciar a caJ}ein~ policia!. Caçula entre
quatro irmãos, teve infância humild·e. A 'família \;l:\;'ia dos parcos
rendimentos do pai, que era motorista cie cami'rihão.Mesmoassim,
conseguiu concluir o 10 grau. Em 1:989, aos 1.9 anos de, idade~ foi
admitido no curso de recrutas da polícia. Sei's meses depois estava
formado e .trabalhando no policiamento do 'tràTisito no bairro
Eldorado, em Contagem, Com dois anos de farda já virara assaltante e
tinha dois homicídios em sua folha corrida. Hoje, aos ,28' anos, Marco
Ahtõnio está preso na penitenciária deseguran~amaxima de
Contagem, na região metropoIltana de Belo Horizonte, onde cumpre
pena de 45 anos ..Seguidor da Igreja dQ ,Evàngelho Quadrangular, é
visto orando dunmte boa parte do dia. "Peço para Ele me 'tirar daqui",
afirma. A PM não é feita de pessoas como. 'ele 'e! Rampo, mas preocupa
a freqüência com que produz gente ª_ssim. O mais temido assélltaTite de
carto-forte do interior do Nordeste é Jorge Gram pã 0', ex-policiaJ que
há quatro anos trocou de lado. O mais conhecido COmandante de
esquadrão da morte de São Paulo éo Cabo. Bruno. Há duas décadas,
comparar aPM com a Policia Civil era fazer um exercício inútil -- pois
os defeitos do pessoal de farda eram sempre mais feyes que os dos
paisanos. Agora a diferença diminuiu, e nãó é porque a Policia Civil
melhorou. Foi a PM que piorou,

José Zanicoski. ~Julio d


curso de soldados em
Curitiba, abandonoll,:a
fac'lIldade deengenhari'a
civil pa_ravestir farda:
"Aqui tenho po.sslhilidade
de fazer c8rreir;a"
Fotó: Ja(Jer da Rocha

DeJin'qüência, des.eFç~oe qlJebI'a de hierarquia, contudo,seriam


probl~mªs' co'ntornáv~is com salários decentes e punições exemplares.
A PM ,doP~raná,pot exemplo, C\;ljos vencimentos médios somam 668
reais, a terce1ra,melh()r ,tertúlnetação do país, tem de se haver comum
desafiódos; bons. No ultimo concurso de admissão no Paraná,
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realIzado em maIO deste ano para preencher 175 vagas nos ,batalhões
de polícia rodo'viária e de trânsito, houve 9 72.8 candiôatos -- uma
relação de quase 56 interessados por vaga. A düviaa foi esco'lhe~ os
excelentes dentre um universo grande de bons e ótimos O pat~naense
José Fernando Zanicoski, 27 anos, largou o curso de engenharia civil
na PUC de Curitiba para prestar concurso e virar ;soldado. N0je, como
soldado-aluno. a patente mais baixa ila hieratquia ..da PM, ele reGebe
salário bruto de 668 reais. A fase deaptefidi:zadodura seis meses. Ao
final dela, Zanicoski g,mhará soldo de 735 reais, terá direito a
assistência jurídica, médica e odontológica. Seudbjetivo é prestar
concurso para a academia de formação de ofici'<iis, cujo inicial é de
2054 reais. "Não me arrependo de ter largado a, engenharia. A
concorrência nesse setor é muito grande'e ossálários. baixos. Além
disso, teria de gastar todo mês, até me formar; os 550 reais da
rnensaiiàade escolar."

Há mais um monte de beneficios. Num país comerin:linalidade alta, a


carteira de policial é um passaporte valioso para. clubes. estadiosde
futebol, parques de exposição e shows, Quando sua presença se toma
constante em estabelecimentos comercÍais; os'proprietários,
agradecidos, não cobram a pizza nem o café, "É preciso não confundir
esses favores com a corrupção, mas qlle acarteirada existe existe", diz
o tenente-coronel Antõnio Neto, da PM de Pernambuco .

•. cabo ViforLoredo de
Oliveira, gaúc.ho, salário de
48Q reais: troca de tiros.
vidas salvas e~oÍ1ta
pendurada' no ar:maz.ém
Foto: Liane 1\1'\"1:5

Há outreis vantagens de ser PM, algumas modestas, corpo poder


circular em ônibus de' graça, e outras nem 'tanto. Num. sistema de
saúde cheio de buracos, os policiais possuem DOS hospitais militares
uma opção a anos-l\jz do SUS. Outros aspectos positívos são a
possibilidade de carreira dentr.O da dcorporação e a estabili.dade. Talvez
sejam essas as razões pelas' quais, embora reclamem que os salários
estejam baixos, o número de pedidos de desligamento da Polícia
.Militar é dez vezes menor .do que .em qualquer organização da
iniciativa privada. E isso em qualquer uma das PMs.

Com exceção de Minas Gerais,as PMs do Brasil nasceram por


decreto de dom Jpâô VI, a partÍr de 1808, quando ele se instalou no
Brasil com a família. Ou seja, tanto quanto o Jardim Botânico, o
Banco do Brasil e a imprensa, a PM nascei.! como uma conquista da
civilidade. Sua e.s~tuturaera enxuta e a função básica era policiar as
ruas. Hoje, .0 policial mais valorizado não é aquele que garante a
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ordem publIca, mas o que se especIalIzou em abnr portas para


autoridades em palácio. São os chamados oficiais-maçaneta, os
grandes marajás da corporação, que chegam a embolsar até 30 000
reais por mês, têm aposentadorias de milionário ameriiçano que mora
em Miami só por causa do calor e ainda gozam o direito de deixar
uma polpuda pensão para a patroa e as filhas solteiras. Hp São Paulo,
coronéis .que írabalharam apenas um dia. no palácio 'do governo, na
Assembléia ou em um tribunal acumulam tantas,. gratificações que
elevam para 11 000 reais o salário médiá d~ ·patente. Oficiais que
levam, a vida dura da carreira gémham metade, disso. É o .cãso do
tenente-coronel José Ferreira de Nóbrega, de 46ªnos, comandante do
22° Batalhão da capital. Comandante dos policiais da Zona Sul, onde'
estão os bairros mais violentos deSâo Paulo; Nôbrega arrisca um
palpite sobre uma das causas de os pólic.iais estarem se 'rebelando.
"Outros oficiais sabem falar várias línguas, fizeratn cursono·exteriof;
mas nunca se sentaram no banco de um? viatura~l, diz"jEm palawas
mais simples, os oficiais perderam a noçãO da realida:de dos policiais,
em que a rotina é de morte e o salário també~l

Como fica a vida sem polícia


A greve da PM pernambucana, a primeira nos 172 anos da
instituição, foi a senha para que punguistas, assaltantes e ladrões se
movimentassem com toda a tranqüilidade pelo Recife. Também
instaurou uma espécie de toque de rec.olher ,na capital
pernambucana. Sem policiamento, aumentou a criminalidade,ea
população, impotente, padeceu. A situaç.ão ruim, é certo, àinda
assim esteve longe do caos alardeado p'elos empre~áriosql:Je vendem
serviços de segurança privada. Não houve a cal;n'ificina que chegou
a ser noticiada em telejornais. Nos três prim'eims diás da greve,
quando os 1 000 homens do Exército álnda não estavarn nas ru~s,
registraram-se quinze homicídios na. região metropolita.na. do Recife.
A média dos fins de semana é catorze. Os bra.ços çruz<idos. dos
policiais pesaram mesmo na área qúea. poliGiaçhama de crimes
contra o patrimônio -- assaltos, roubos e furtos de veículo. Esses
delitos somaram 118 nos cinco primeirbs.dia~ da par:alisação" um
aumento de 40% em relação a períodos nonn?ls. A conseqüência da
insegurança foi que praticamente nenhuma loja se aventUrou a abrir
ásportás depois das 5 da tarde. E mesmo os shoppings~ que sempre.
têm seu serviço de gUardas p~rti.c~laEes, ti\i.etam de fechar çiuas
horas mais cedo, FaItouclieQt~la, Os lojistas am,uigaranl.queda de
até 40% nas vendas. As ruas fi'carani désertas.e os 'bares, vazios.
Nem as aulas· nas ~scolas públicas, ql!e ·deveriam ter-se iniciado .na
semana, passada,. aconteceram., Os professores não der~m as caras
.por medo da band,dagem, sem ,repressão.

Como a Polícia Civil também ,aderiu à gre,,~, o ,governo teve de,


,pedir adtíás cé!s~sfuneníriasquefizessemo recolhimento dos
corpos o,p lugar dosfuncion~r1O$ do TnstitiltoMédico-LegaI. Nos
'hospitai's da Restatmição ·e, GetlíÍio Várgas,as necrópsias eram feitas
por apenas três. medicos. O Detran, 3.Iterou o tráfego em dez vias do
centro da capitar e,nuifia a~it~de jnédita, convocou quarenta
Página 8 de 8

funclonános das companhias de saneamento, água e IllZ para multar


os motoristas que ficaram ainda mais abusados com a ausência dos
400 patrulheiros que monitoram as ruas. A maior empresa de ônibus
da cidade, a Borborema, transportou 160 000 passageiros durante a
greve -- seu movimento normal é de 220 000. Também sofreu com
os assaltos. Em épocas normais, a média é dê Um ;a cada dois dias.
Entre sexta-feira e domingo da semana passada hotfve21. Os
supermercados reforçaram a segurariça prívada, mas até s~xtà-feira
não havia sido registrado nenhum assalto ou saq1..1e, apenas dllas
tentativas frustradas "Os policiais não têm o direito de nos deixar
nesse estado de nervos", reclamava o desesperado presidente dá
associação de supermercados, Geraldo José da Silva.

Sem condições -- Foi a festa das empresas de segurança privada.


No bairro de Rio Doce, em Olinda, apadatia <Jlobo: que tk:l a 1()
metros de um batalhão da PM, foi assaltada na taróe deterça-ft:iri:t
passada. O dono foi pedir ajuda aos soldados que guardavam o
quartel. Ouviu apenas uma sugestão para que ~ontratassealgum dos
presentes como segurança. "Infelizmente. não tivemo~ condições de
atender a todos os pedidos", diz lsnar de Castw e ,Silva,. diretor da
Transval, uma das grandes empresas de vigilância da cidade. A
Nordeste, a maior delas, fazia as vezes da polícía, c,om seus agentes
portando escopetas calibre 12 em ações de intimidação.

No interior do Estado. alarmadas com o noticiário da capital,


algumas cidades armaram barricadas para impediras assàltantes de
ultrapassar seus limites. Quem quisesse, I1é! semana passada. entrar
no municipio de Brejo da Madre de Deus, a 20 lÇ\uilômetros do
Recife, tinha de mostrar documentos, submeter -se a revista e dar
explicações a grupos de moradores armados" 'a postos nas se,is
principais vias de acesso à cidade. Barricadas de
areià também
foram colocadas em frente dos bancos e homens armados -- civis,
todos --, selecionados pela prefeitura, vigiavaI11 os principais
prédios. '.

Ricardo NO\'clino

('0/1/ rcportaf!c/1/ de Andréa Barros e RicardoBalJhazar. de .'Soo Paulo,


Franco lacomini. de Curitiba e
José Edwatd de Belo Horizói1te

IItJkll
Cop~,;g.ht '!" 1997 ..-\tml S ..\.

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Página 1 de 1

De: Ib Martins Ribeiro <ibmribeiro@uol.com.br>


Para: Emanuel de Aquino Lopes <eal@mandic.com.br>
Data: Quarta-feira, 7 de Outubro de 1998 01 :23
Assunto: 98 (http://\Wv'W2.uol.com.br/veja/220798/p_088.html)
Exemplar N° oti 1 ,de O3 O cópias
SÃO PAULO - SP
2S1400Fev98
MEDIDAS DE IN.'fERNALI:Z.AÇ~O nos VALORES DA
MORAL POLICIAL, MILITAR' pARA CONTER A VIOLÊNCIA

P M'E S P
CmdoG DIRETRIZ N° PM3-001/03/98
3· E M I P"M
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1\ .
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1. FINALlro\
Estabelecer medidas para internalizar no policial militar os valores e deveres éticos
da Corporação. em oposição à violência. dêstacand0a ilnpôrtância das relaçõe's
humanas para a consecução dos objetivos Organizacionais.

2. SITUAÇÃO
a. tem ocorrido casos de emprego da violência pelo 'policit:il militar para 'a ·resolução
de conflitos pessoais e profissionais, extrapolando o w;o necessário e legítimo' da
força, demonstrando que os mecanismos de seleção, formação e controle
precisam de ajustes para detectar e corrigir tais desvios componamentais;
b. a psicologia vem há anos estudando os c'olflpor1al:néhtas violentos e agressivo do
ser humano. O funcionamento normal dt:i ment~ h.ttmana a, segundo QS psicÓlogos,
assegurado· pelas funções executivas que incluem habilidéldes orgaQizacionais.
planejamento. comportamento orientado paraofutlJre. manutenção de disposiçãe,
auto-regulação, atenção seletiva" manutenção de atenção ou vigilância,iriibiçãe,
criatividade e autocentrele. Os atos violemtos 'e agressivossãe prov.ocados.quando
há ruptura de equilíbrio ou da hormalidade dasfun.çõ'es ,executivas do cérebro
humano. Da meSma forma qUeo~ homem .aprende durante ó'Íranscérrér da vida
. .
comportamentos agressivos e viole.AtQs· ele também pode desapre.nder tais
condutas;
c. a Policia Militar, como hlS{itUlição Pública" .deve etimizar os recursos dispendides .
na qualifi~çã() do seu efetivo, uma vez q'ueo orÇaménto da Adminstração
Pública é limitado;
Continuação,oa Diretriz N° Pl\IJ-OOl/OJ/98, oe 25Fev98 FI 2
d. () processo, seletivo da Instituição policial-militar deve buscar no meio social aquelas
pessoas com o perfil intelectual, físico, psicológico e ético-social adequado para o

exercício da função;
e. dentre os quesitos observados para estabelecer o perfil exigiclo no desempenho da
atividade policial-militar, o nivel de agtes$ivida~e do indi~ídua exerce influência
direta no seu comportamento profis~ional e s'ocial;
f. a formação moral do policial militar e o respeito à cultura e aos valores e deveres da
InstituiçAo 'são imprescindrveis para a msnqtenção dos principios da hierarquia e
disciplina;
g. a queda da auto-estima aliada à defiCiencia de inve~JtimentosnoaperfeiÇ()amerito
moral e intelectual dos policiais militare$, vem pro.~Ocar.dfJ desgaste vertiginoso da
imagem institucional ancorado em sucessivos episOdios de violência;
h. o crescente número de policiais militares' que a'pr-esentam agressivídad~ 'etevada
vem dificultando a fiscalização e correição de suas oondutas;
i. atualmente há experiências sobre a adoçã'o do método semelhante ,ao dei Pavlov
para alteração do comportamento do policial militar. Para Pavlov' o reflexo
condiCionado (Condicionamento Clássico) é a forma de ~prendizagerh em que um
estímulo (chamado a princípio de neutro e depois cendicionado) inicia uma reação
antes desencadeada por outro estímulo (chamado incondicionado), do. qual o
primeiro se torna sinal. A Polícia Militar do Estado do Espírito S~nto! adotou com
sucessO, tal método na cidade de Guaçul, in.cutJndo nos policiais militares, alrcwés
da leitura diária do decálogo da polícia interativa, abaix') íranscrita, novos modelos
comporta mentais para melhorar o desempenho dos, policiais militares;

CERTO ERRAD'O

1. RAZÃO 1. EMOÇÃO

2. A FORÇA DA LEI 2. A LEI DA FORÇA

3. A TECNICA POLICIAL-MILITAR 3. A VIOLE~CIA POLICIAL-MILITAR

4. RECONHECIMENTO PROFISSIONAL 4. O DESGASTE; PROFISSIONAL

5. A CORPORAÇÃO RESPEITADA 5. A CORPORAÇÃO OEN6GRIDA


Continuação da, Direftiz N°PJ\l3-OUl/OJ/98, de 25.~ev98 HJ
J. pata motivar os policiais militares observa~seque algumas OPM adotaram frases e
símbolos como forma de atingir o ego da' pessoa, provo~ndo' um certo orgulho em
pertencer à Unidade. No entanto algumas frases apresentam duplaconota_ção, ora
exaltando a agressividade do policial militar, ora sendo contrária. Para exemplificar
basta analisar a a~tigafrase que dutante. litnos foi motivo d~ exa_ltação. dos 'PM do
1° BPChq:: "a ROTA é reservada aos heróis.";e
I. há uma tendência mundial de valoriz~Jr()polici~1 em açãoqu.ando .ele demonstra
capacidade técnica para conter eventuais agressões causando o menor Jn~1
possrvel à pessoa do agressor.

3. OBJETIVOS
a. iniciar a desaprendizagem de comportamentos ,agressivos.e violentos pOr parte de
policiais militares;
b. reavaliar no precesso seletivo o nível de agressividáde aceito para o exercício da
. função policial-militar;
c. estabelecer métodos complementares de a'pren-di~gem e de mótivàção;
d. implantar novos mecanismos de fiscalizaçã'o.e .controle da tropa;
e. elevar a auto-estima do policial militar e. O conseqüente .moral da tropa;
f. adequar o comportamento do pblicial militar dentro da norma, da moral e da ética
profissionais;
g. fortalecer os valores e deveres cultivados pela Corporação, em especial, a
hierarquia e a disciplina;
h. preservar e ,fortificar a imagem da Corporação, perante a mídia e a sociedade; e
I. modificar o treinamento de tiro e adeqaaros recarsos materiais para a execução do
policiamento ostensivo.

4. MISSÃO
A Polícia Militar, através dos: Órgães de Direção, Apoio ,e Execução, implantará
novos mecanismos para evitar atos de violência prca'tiQ:acjos por pOliciais militares.

5. EXECUÇÃO
a. ,Condiçães deexecuçâo
1) EM/PM
a) realizar estudos para viabilizar.a contrataÇão se psicólogos para prestarem
serviçes junto à PM;
Continuação da Uiretdz N° Pl\lJ-UUl/UJ/98, de 2SFev98
b) produzir" conhecimentos referentes à prática de violência por policial militar,
visando assessorar o Comando da Corporação, no planejamento; execução e
acompanhamento de sua política;
c) informar diariamente ao Subcomandante PM os antecedentes dos policiais
militares que se envolvam em ocorrências resultando homicídio;.
d) elaborar~ em conjunto com os psicólogos' do CSAEP e com aSa EMlPM,
mensagens a serem transcritas em painéis ·.ou faixas, q\le serão substituídas
mensalmente e, obrigatoriamente, lidas em voz alta pela.trepa nas prele~s
diárias e em toda formação para inicio de serviço operacional;
e) elaborar e remeter mensalmente à Diretoria de Pessoal mensagens," a serem
transmitidas nos demonstrativos de pagal'uento, que desestimulem atos de
violência, destacando sua diferença em re laç.ã o ao emprego de força necessária
e legftima;
1) realizar estudos para intensificar o emprego dob:astão tonta nas atividades de
policiamento ressaltando seu uso antes do revólver;
g) definir as dimensões dos painéis Ou faixas a semn I fixados nos órgãos de
execução;
h) orientar as OPM que retirem frases, símbolos e outros meios que provoquem
exaltação da agressividade do PM;
i) coordenar 'os trabalhos dos Oficiais de Relações Públicas das OPM operaCionais
paraenaltécer as ações meritórias dos poli.ciais. militares nas quais evitou-se liso
de violência;
j) divulgar as ocorrências atendidas pelos POliciais militares na ,área sociªl;
I) divulgar as mensagens nos meios de comutlicaçao internos;'

rn) elaborar e propor ao emt G a gravação<;Je m~nsagens; destinada$ à Tropa, a


serem transmitidas via rede~rádia. o conteúdo da mensagem deve enaltecer o
palicial militar e desestimular ,a prática de atos de violência;" e
n) rever os critérios para a. concess"ãO da láwrea. de mérito pessoal.
2) DAL
Dotar as OPM operacionais c:;JO$ rneioS materiais necessários para o
desenvolvimento das ati:vidaâes propostas pela presente Dtz.
3) OS

Implantar medidas de medicina preventiva para combater doenças ,como o "stress" I

alcoolismo, depeAdenciade entorpecentes e outtas.


Coótiil ua'Cão da Diretriz ,N o 1'1\13-001/03/98, de 25F ev98 Fl5
, "

4) DEI
a) implementar a nova sistemática de instruÇão de tiro defensivo adotada pela
Corporação, com a aplicação das Pistas Policiais ae Instrução e de Aplicação; //'
b) inserir nos cursos de formação e aperféiçoamentoo emprego do bastão tonfa;
c) realizar estudos para verificar a possibilidadedeaument~racarga horária nos
cursos da matéria Deontologia Policial Militar e d,as regras de tratamento das
pessoas preconizadas pela área de relações ,publicas;
d) aplicar· nos cursos de formação e aperfeiÇbamento processos de
desaprendizagem de compOrtamentos violentos; e
e) reforçar nas preleções diáriVexecutildas nas OPM operacionais para. todCiS
policieIs mHitares a desnecesslâade do atitudes violar.ta5~uQ excedam o uso da
força necessária à contenção do infrator, bem como explorar o assunto no Estágio
de ,Reciclagem Profissional.
S) DP
a) reavaliar o perfil psicológico exigido para a flJnçã'o policial, em especial, qLJanto ao
nível de agressividade tolerável;
b) substituir os quadros de psicólogos atuantes no alistamentoafrayés da
contratação de outros; e
c) através do CDP, processar mensagens rio hollerith, rec:-.e!Jiaas do EM/PM.
6) CORREG/PM
Intensificar as patrulhas disciplinares nas atividades ,e áreas definidas pelos Crnt de
OPM operacionais.
7) CPM e CPI
a) transmitir, via rede-rádio, mensagens do CJtít Gà Tropa; e
b) cumprir esta Dtz naquilo que lhe C0uber,interagindo com o.s demais órgãos da
Corporação envolvidos nas atividades previstas nesta Dtz.
8) Cmt de OPMoperacionais
a) acompanhar atentamente aatqaçã,odÓs policiais militares que apresentem
elevada agressividadeavaliando a C0r1veniência de remanej{l-Ios para outras
atividades ou áreas; e
b) aplicar a instrução de reciclagemcónforme' preceituado na norma em vigor.

6. PRESCRiÇÕES DIVERSAS
·Cootinuaçãoda Diretriz N° PM3 . .001l03/98, deê25Fev98' FI 6
a. a tropa deverá ser prelecionada sobre o conteúdo e os objetivos da presente Dtz.
no intuito de envolvê-Ia participativamente no processo de desaprendizagemde
compartamentos violentos e agressivos;
b. as mensagens deverão ser claras, preciSÇl$, cancisas e inteligível para o publico
alvo;
c. a escolha dos locais de fixação dos p'ainei$ Qüfaixa,s d~verãoatentar para uma boa
vlsuallzaçio e proteção contra as intempéries; e
d. as preleções serão feitas' por Oficiais: e npseuimpedimento, pelo graduado mais
antigo do pelotão.

Anexo:
"A" - Exemplos de palavras e frases.
as" - Estudo sobre Motivação, Auto-Estima e Produtividade;

Distribuicão: Listas: A, S, C, D, E, G e H.
PMESP SÃO PAULO - SP
CmdoG COMANDO GERAL
2SFev98
ANEXO "A"Ã DIRETRIZ N° PM3-o01/03198

EXEMPLOS DE PALAVRAS, E EXPRESSÕES


1) PRESENÇ~
2) EDUCAÇÃO.
3) MODERAÇÃO.
4) AUTO CONTROLE.
S) OBEDIÊNCIA A LEI.

FRASES
1. Ser Policial Militar é mais que uma profiSs"ão. É ÇJrna causa. Proteger e SerVir a
população.
",
2. A qualidade do serviço Policial Militar é uma questão de cidadania.
3. Para a defesa de sua vida ou de outrem, utiliza~se de todos os recursos disponíveis,
usando o revólver ou qualquer outra arrna. de fogo em. último caso.
4. Faça-se perceber, a segurança é a sensação despertada pela presença do Policial
Militar. Faça-se presente, seja visto pelo maior número possível de pessoas.
5. Trate bem as pessoas. A educação nafbrma de falar e de se cbrilportarsão
requisitos básicos de civilidade e cidadania.
6. Se ofendido não revide. Prenda o ofensor. Se hão puder prendê-lo chame reforço.
Evite usar sua arma de fogo para resolver situações desse tip'o.
7, Respeite a integridade física do delinqüente., PrEH1da-o, usancjo apenas da'força
necessária. Após dominado não o a~rida. O Policial Militar pers(:mifica a 'Iei, jamais
devendo nivelar-se ao infrator .'
8. As pessoas querem ver no PoliGial Militar "seu protetor" e também "o cumpridor da
lei".
9. Atenda a todo chamado. Não ftusteo ,cidadao. Se não pueer resolver a "situação
problema" apresentada, acione quem possa resolvê-Ia.

, .
JOSÉ CARLOSBONON;1l.<!.<.
Cel PM Scmt PM
PMESP SÃO PAULO - SP
CmdoG COMANDO GERAL
25Fev98
ANEXO "8" À DIRETRIZ N° PM3-00l/03l98

1. SITUAÇÃO
O 8ru po de trabalho, composto pelo Ten Cel PM Joel Gomes Filho, Ten Cel PM Roberto
Alegretti, Ten.Cel PM Marco Antonio Medina Salsedo, Cap PM JosuéFilemom Ribeiro Pereira e
10 Ten PM Eduardo Silva Almeida, desenvolvello trabalho "J\-totivaçâ0, Allto~Estima e
Produtividade", com o objetivo de implantar naCor:poraçao procedimentos visando elevar a
motivação, auto~estima e produtividade dos policiais miHtueS no desenvolvimento de suas
atividades profissionais, sendo que o trabalho adequa..,se perfeitamente aosobjeti;yos' da presente
Diretriz; pelo que passa a incorporá-Ia, conforme a transcrição, na :ínJegra, âbáixo:

"1. Pressupostos:
a, Existe atualmente na Corporação um sentimento mais ou tnenosgeneralizado de .que ,ser
policial militar não é algo tão meritório quanto deveria ser~
b, Tal sentimento provém, em parte, da forma particular como a. mídjªvem ex:plorando certos
eventos envolvendo policiais militares em todo o País, somada às propostas de extinção do
atual sistema de segurança pública;
c. Outras causas prováveis são encontradas na origem soCial da expressiva maioria dó efetivo
da Organização que relata um rustórico pessoal e familiar repleto de carências e de
se'ltimentos de exclusão social e menos valia. O confronto desse perfil cotn o padrão de
formação, aliado ao alto grau de exigência social sobre a profissão e ao baixo nível de
recompensa material e afetiva, .acaba por agravar a percepçãO dos sentimentos de
inferioridade e de inadequação social;
d. O policial militar acometido por esse mal;.,estar, percebe sua atuação no meio profissional
como ineficaz e· sem sentido, tendendo a reduzir sua at.ividade éJ,OS ruveis mínimos tolerados
pela Instituição ou, nos casos mais graves, a distorcer seu papel dirigindo-o apenas à
consecução de objetivos pessoais;
e. A adoção de estratégias motivacionais que contemplem, ao mesmo tempo,. a definição clara e
mensurável de metas, o respeito aos princípios da valorização hUn1aIilie a .simplicidade de
aplicação direta pelos oficiais em poStos de comando será hábil o suficiente para elevar o
Côntinuaçã'o do Anexo "8" iA Diretriz N° rM3-001l0JZ98,de 25'Fev98 .. . . . FI 2
moraÍ da tropa, redündando imediatamente num aumento daprodutlVtdadeno trabálho;
f. Compreende~se aumento da produtividade COrnO o crescimento q1Janti~ativo e qualitativo das
diversas atividades desenvolvidas por policiais militares, tanto as tipificadas como deliriha,
quanto as de staff.

2. Principio!:
a. As organizaçõ~s militares, corrio a PMESP, estão a.ss~ritadas.sobre duas bases fundamentais:
a hierarquia e a disciplina. A primeira pode ser <iefinid'a como a categorização d,epapéis
sociais distribuidos de modo escalar em função do quanto de poder e responsábilidade' que
lhes são compatíveis. A segunda, por sua vez, pode ser entend~da como o autocotltrole e
clareza de pensamento necessários à perfeita compreensão do yalor social do individuo e ao
exerci cio de uma conduta compativel com os deverês mais n~res da condição militar.
b. A existência, 'eficácia e permanência de qualquer corporaçãp,. civil ou militar, depende em
altíssimo grau de quatro fatores básicos:
1) comprometimento da organização com a satisfação do cliente, englobando 'a
permeabilidade, a flexibilidade e a comunicabilid'adedo sistema, passíveis de acompanhar a,
evolução qualitativa da demanda~
2) comprometimento das pessoas que fazem a Organização (líderes e liderados) com .05

objetivos organizacionais~
3) sentimento de coesão grupal, incluindo o bem-estaF pessoal derivado das sadias: telações, de
convivência, bem como o sentimento de pertencer e 'de ser importante no grupo;
4) a real possibilidade dos indivíduos alcançarem seus objetiyos de vida por meio de slJa
atuação dentro da organização, através dos mec&nismos de compensaçao material.
c. O 1 ~curso mais importante de qualquer organização é o humano, poi~ é o único dos recursos
produtivos que é ao mesmo tempo meiO éfim.Éatra"êsdele q,uéa orgéP1ização ,atinge ,seus
objetivos, bem como toda aÜv.idade, produtiva humana dtrige.,.seem úlümainstância ao., bem-
estar da humanidade.
d, As organizações fechadas, como as miIltares típicas, estão sujeitas, em maior grau, a
distorções de entendimento desses princípios. A dificuldade eID se definir: claraIllelite'
objetiv.os e metas, .face a .compl~x:idade <i,eStia mei1s\iraç~b, leva. os diri~eíitts a valQrizarem
sobremaneira os aspectos normativo, burocrático e ritualístico do. trabalho, pois são bem mais
fáceis de compreender e avaliar. Tal desvio de condutaélçaba rOi absoimertantó tempó e
esforço humanos que vem a transformar o que antes tinha status de '~instrumento de
produção" em "produção em si mesma". Q que na origem. da organização era meio, .para se
~ün:gir métas, passa a ser meta~

3. Definiçio dePapêis
Condição preparatória à adoção de estratégias motivaciQfiais e pnmelTO instrumento de

motivação.
a. Coronéis:
1) Entende-se como os responsáveis quanto à .defiruçãb estratégica de objetivos (médio e
longo prazo) a serem buscados pelo todo orgartiz.acional~
2) Trabalhando de modo coordenado e harmônico, canalizamos esforços corporativos na
mesma direção.
b. Tenentes-Coronéis e Majores:
1) Como ~stão incumbidos da definição estratégica de metas (curto e m~dio pra1.o)~ derttm da
esfera do seu comando, agem em congruência com as iDetas fix:adas, buscando a provisão
de meios destinados a otimizar a atuação dos oficiais do: nível executivo, encarregados de
atingir as metas~
2) Acompanham a execução do planejado, avaliando e efetuando, pequenas correções demItia,
sempre respeitando a autonomia e flexibilidade do nivel executivo~

3) Avaliam, recompensam e reorientam o desempenho dos executiv()s, avaliado segundo suas


capacidades de alcançar as metas.
c. Capitães e Tenentes: Nível Executivo
1) Participam da definição de metas no que disser respeito ~O) aspecto quantitativo(jJor
exemplo: porcentagem de redução de determinado' crime), assumindo integralmente a
responsabilidade de atingí-Ias~

2) s~us principais instrumentos são autonomia e flexibiljdade (del'?g.:zdas. pelo lúvel Sllperior)
para dispor dos recursos materiais, humanos eadm:inistrativQs sob sua ,direçijo pélra buscar
as metas,
3) Trabalham pela agregação com seus ofiéiais e demais cola:boradores subordinados,
aplicando os instrumentos de comunicação e motivaçãonecessáríos ~à 'obtenção do aumento
de produtividade e da satisfação em pertencer à PM,

4. Estratégias Motivacionais
Linhas gerais de ~ção:
a. Definicão Clara e Ampla ,de ObjetiVos e Metas:
Uma vez definidos pelos níveis estratégicQs e táticos da organização, dey~inset tedigidosde '
Conànuaçi'o do Anexo "8" à Diretriz. N° PM3-001/03/98. de. 25Fev98 _. .. . .. _. FI4
modo simples e preciso e imediatamente comunicados a todos os pObCUllS mJhtares~
b: Escolha do Método Mais Eficaz .em Funcão do Objetivo .:
Sabendo-se aonde se pretende chegar, passa a ter Um valor alt8lÍ1ente motivacional a
possibilidade de se participar na definição do método de trabalho. RecoQlenda-se a adoção da
"gestão participativa" que contempla a possibilidade de" ao mesmo tempo, valorizar a
opinião de cada membro do grupo e de .captar o sentimento der~spoilsabiliciade pelos
resultados.
c. Avaliacão Congruente dos Resultados em Função das Metas Fixadas :
A ação das lideranças deve ser. de modo global, coerente com ·as metas anunciadas~ porém
um cuidado todo especial deve ser dado à tarefa deavaHa\~ão, incluindo as tarefas diáti~ de
fiscalização e orientação. Não existe força maior do que o 'exernplo 'da cJtefia q~a:ndo se
!
pretende mudança comportarnental.
d. Comunicação Ampla. e Imediata dos Resultados PositIVOS:
É natural ao ser humano aproximar-se das pessoas e dos grupos que regi~tram hisfó.r;ico de
sucesso . .o sentimento de pertencer a um grupo bem sucedido reforça a auto..;estit:rta do
indivíduo, além de motivá-lo a agir em maior confotíriidade comas normas' ,do grúpo, pois
sente que através dele pode alcançar de modo maisefica2:seus pr&piiosobjetivos ..
e. Destaque IndividuaJ dos Colaboradores :
Quando for possível correlacionar o alcance de metas com a atuaç~0 de determinado
componente do grupo. Ser considerado importante dentro de lima agregação .social é via
segura para a melhoria da auto-estima.
r. Criação de um Clima Saudável de Competição entre Unidades:
.os desafios quando bem trabalhados são" capazes de ger:ar nova motivação erncada
componente, além de aumentar o valor do tr~bãlho e'fll grupo, li respqnsabili:zação éspontânea
pelos resultados e o compartilhamento des~cessoseevent.uais fracassos, c.c>m a valorização
mútua dos esforços de cada indivíduo, em ambos os casos.
g. Valorização da FamHiado Policial Militár' é do seu ,Pàpel den'tto da Família:,
Boa parte do que faz um trabaJhadoré justificada pela necessidade de prover sua fanúlia das
melhores. condições de vicia. S~ 'osseüs pape.Ís,rto jrit~rior do núcleo familiar s~o valorizados
pela Instituição, existe umatendênci'a.. rt,atlitaJ ,da própria família ,inflüe.nciá~lo .posit;vamente
no seu desempenho profissional.
h, Valorização do Sentimentorle AnUzadeentre Colegas:
Quando os componentes de um grupo se conhecem alêm dos .limites de seu exercício
profissional tendem a se respeitare a se compreender num nível mais elevado, p.ois
Continuação do Anexo "B"à Diretriz' N° PM3-001/03/98, de 25fev98 . . .. _ . FI 5,
. conseguem perceber uns aos outros como semelhantes, sobretudo na .condlçao que lhes e

mais essencial li humanidade.


1. Estímulo ao Sentimento de Responsabilidade Pela Área Polidada :
Os policiáis que atuam em detenninado setor podem e. devemcontribuircori) SíJg~stões
dentro do processo participativo.

s. Ferramentas M~tivacionais
Formas prátic.as e relativamente simples de se aplicaras estrãtégias descritas anteriormente:
11. Definição Clara e Ampla de Objetivos e Metas:
1) Criar quadro de metas, a ser afixado em lugar. de lUJIplo acesso à equipe de colaboradores e
público em ger:a1, contendo:
a) Slogan da Corporação em VIgor no penodo, r;epteselltando os valor:es ll1áxiinos da
organização~ e
b) Metas a serem alcançadas pela equipe no período fixado para avaliação de resultados.
2) Devem se escritas em redação bem simples e deixando bemcléifO o aspecto quantitativo.
EXEMPLO:
" POLICIA MILITAR E COMUNIDADE. E)(ISTE.DíFERENÇA?;:·

64~' BPM/M - 1 ~ COMPANHIA,

NOSSAS METAS NESTE SEMESTRE:

~ REDUZIR os FURTOS DE AUTOMÓVEL EM 12%

~ REDUZIR os ROUBeS A TRANSEUNTES EM 50%

~ APREENDER 150 ARMAS DE FOGO

~ VISITAR 600 FAMiuASDA REGIÃO, DENTRO DO PROJEJ;O COt.4UNITÁRIO

~ REALIZAR A REUNIÃO SEMESTRAL COM Nossos FAMIUARESlNO CLUBE REGIONAL

b. Avaliação Congruente dos Resultados em Função das MetasFixadas:


1) Partindo do exemplo acima, os Iíc;ieres de equipe concentrariélI1l seuses(orçós na
consecução das metas, estimulando e orientando seus. colaboradores neste sentido.
2) O desvio de energia para metas não delinea:das só seriaadríÚssível em dois casos:
emergência ou consecução antecipada dos resultados pretendido1.
3) O processo de avaliação de desempenho' deve desconsiderar tudo o que não disser respeito
às metas.
c. Comunicacão Ampla e Imediata dos Resultados Positivos :
1) Usando todos os meios de comunicàção disponíveis, os· resultªdós po&itivos,ail1da que
parciais, devem ser divulgados para a comuIÚdade, para ·toda a Pulícia Milita( e sobretudo
Continuação do Ane~ó "8" à Diretriz N° PM3.;OOIl03/98, de 25Fev98 FI 6
para todos os policiais militares da Companhia.
2) Pode-se utilizar quadros semelhantes aos das metas, por exemplo:

ACOMPANHE Nossos RESULTADOS AtÉ 23/05/98


64' BPM/M - 1 \I COMPANHIA

NESTE SEMESTRE JÁ COLABORAMOS COM A PROTEÇÃO DE NOSSA CO'~.UNIDADE:

> REDUZINDO os Fu~OS DE AUTOMÓVEL EM 9%


> REDUZINDO os ROUBOS A PESSOAS A PÉ EM ~
> APREENDENDO .1Qi ARMAS DE FOGO

> VISITANDO 498 F AMluAS DA REGIÃO, DENTRO DO PROJETO. ~.OMUNITA:RIO


> PREPARANDO A RIEUNIÃO SEMESTRAL COM NossoSF"MiuARES QUE SERÁ

REAUZAOA NO OíA 30/06/ 98 NO CLUBE REGIONAL

d. Destague Individual dos Colaboradores:


1) Lembrar a data de aniversário de cada componente da equipe. Se possível, premiá-Ió com
dispensa do serviço ou outro tipo de recompensa. Mandar cartão personalizado e de
preferência manuscrito (evitar textos padronizados eimpes.soais) de parabéns para a
parente mais próximo, destacando as qualidades da hOl11enageado~
2) Criar quadro do " Policial do Mês" ou" PM Revelação" ou" O Destaque da Nossa
Equipe", a ser renovado periodicamente com a foto e uma frase da homenageado, escolhido
pela eleição dos colegas e por indicação dos mor~doFes da comt.nidade~
EXEMPLO:

o DESTAQUE DA NOSSA EQUIPE NO "MÊS D'E MAIO/1998


64 2 BPM/M - 1! COMPANHIA

CONHEÇA O S~U MODO DE PENSAR:


.. Ser p~ m.âa"ar é- • pCY-'i~ ~
m.u.ito- ~ que- ~ ~ farda- f!/
pret\iier ~"" t. CUÚ""EW d.e- tUa::&,
SD PM MARCO ANTONIO ty~ p~ v~ f!/ p~~
~oab"~p~"""

e. Criação de um Clima Saudável de Competição entre, Urudãdes :


1) Pode-se pensar na criação de umaoJimpíada policial núíitaI:,. baseada na, capacidade· das
Companhias situadas em regiões semelhantes de super:ar, 'em detennina~osníveis, as metas
estabelecidas~

2) Durante a competição os resultados destac'ados seriam abjeto de todas .. as modalidades de


recompensas morais dispoIÚveis na PM~
."
,Çontinuatão do Anexo "8" àUiretriz N°PM3-001l0J/98,de 25.F~v9~ . FI 7
3) As ,equipes com melhor colocação poderiam ser pnvtlegladas qijando houvesse a
.oportunidade de se experimentar recursos tecnológicos ou metodológicos inovadores,
funcionando como um laboratório de qualidade.
f. Valorização, da Família do Policial Militar e do seu Papel dentro da Família:
1) Os comandantes em nivel executivo poderiam' estab~lecer um roteiro de visitas familiar:es a
fim de se apr:oximar e conhecer as pessoas QJ.le são importantes para os membros de sua
equipe.
2) Também seria importante abrir um canal de comunicação cornos famililJ.{es, agregando-o.s à
comuni'dade policial militar, informando atraVes de cartádas atividades mais importantes da
Companhia.
3) Mandar cartões de felicitação nas datas importantes 'como .no dia dos pais, dia das mães, dia
das crianças e festas de fim de ano, 'destacando sempre o valor da equipe de trabalho e da
família no estimulo e apoio a cada policial.
g. Valorização do Sentimento de Amizade entre Colegas:
1) Permitir e estimular as atividades que favorecem os encontros'sociais' como: churrascos e
competições esportivas;
2) Estimular a união no sentido de auxiliar companheiros em ,situações dífíceis corno';' luto~
doença em família ou dificuldades financeiras graves~
3) Identifica:r as lideranças sociais e colaborar para que' sua atuação .seja canalizada para a
agregação do grupo.
h. Estímulo ao Sentimento de Responsabilidade Pela ÁreaPóliciada:
1) Através da aplicação da técnica de trabalho com Qrnpos 'Opéfátivôs, buscando discutirem
reuniões próprias, exclusivamente problemas <>petacionais, Com estímulo à p~icipação

coletiva na procura de soluções e gerando, com i~so; participação mais ativa no trabalho e
criação de urna pressão positiva do grupo.

5. Outras Ferramentas Motivacionais:


a. Questionários de Diagnóstico MotivaCional:
1) Conforme exemplo em anexo i
2) Têm formato simples~ são fáceis de aplicar e oferecem uma. perspectivarazoavelrnente clara
do ânimo da equipe e de suasprincipajscarências~
3) Orientam as ações motivacionais, aumentando sua. probabilidade de eficácia.
b. Sociograma:
1) Conforme proposto em Monografia de autoria do Cel Res PM Régina:1do Ben~cchio~
Continuação do Anexo "B" à Diretriz N° PM3-00 I 103/98, de 25 Fev98. FI 8
2) Quando bem aplicado e interpretado, oferece uma espécie de Raio X das relações
interpessoais no grupo~
3) Orientam de modo bastante produtivo a composição de equipes de trabal~o ea distribuição
de lideranças, segundo sua aptidão.
c. Grupo de Brain:
1) O comandante deve incentivar e participar de reUniões COI11 seuscof1.1andados onde impere
o bem estar 'e tranqüilidade. Nestes encontros todos serão convidados, a .partir de uma
questão específica, a debatê-Ia livremente, ficando livres .para lançarem ao. grupo todas as
idéias que surgirem sobre o tema. Esta forma de atuação. gerará três resultados:
2) O aparecimento de melhores soluções para os problemas da OPM~
3) Maior integração entre todos; e
4) Uni grande sentimento de participação no processo de tomadas de, decisão e condução dos
destinos da Corporação, elevando a auto-estima de 'todos por sentirem~se vcUOIizados\
d. Cartograma Individuai Sobre Incidência Criniinal:
1) Obtido através da particularização das estatísticas de ocorrências criminais, por setor de
policiamento, permitindo que o Cmt Ciaacompanhe de modo mais próximo o
desenvolvimento do trabalho. de cada policial militar;
2) Permite uma avaliação de desempenho mais congl11ente, além de gerar 'um sentimento de
aproximação entre líder e liderados.

7. Soluções Propostas em Trabalhos Monográficos"Motivacionais


Durante a realização do trabalho desta comissão, foram iâerUificadas outras idéias que, apesar
de algumas não apresentarem possibilidade de aplicação imediata, devem ser' seriamente
consideradas a longo prazo. Todas elas são fluto do trabalho de pesquisa de oficiais:.. alunos do
CAO e CSP que contemplaram em seus estudos a temátiça da motivação.
a. Programas para facilitar a aquisição de casa própria;
b, Possibilidade de residir perto dó local de ttªbalhb;
c, Receber fardamento com regularidade;
d. Tomar a Lei de Promoção mais objetiva com· critérios de avaliação de mérito menos falho e
sem patemalismos;
e, Premiação compatível com o desempenho;
f Melhores salários;
g. Melhores condições de escaIade serviço (horário);
h, Assistência jurídica adequada para es cases de crimes cometidos em serviço;
Continuado, do Anexo "8" à Diretriz N° PM3,.OOl/03/98,de 25 Fev9.8. . FI 9
. i Melhorescondi'ções de relacionamento pessoal no a:rrtpiente de trabalho~
j. Diferença de vencimentos quando exercendo função reservada a graduação supenor
(substituição de cargo)~
I. Gratificação para motorista de Vtr operacional~
m. Melhorar as condições das instalações fisicas~ :
n. Programas para despertar a auto-realização profissional, .ente·ndida como a possibilidade de
sentir verdadeira satisfação naquilo que se faz~
o. Estimulo a eriaçlo de cooperativas para aquisição de.:suprimentosdomés.ticosa preço menor~
p. Implantaçlo de creches em número proporcional.à quantidade de policiais que tenham filhos
pequenos~

q. Melhorar o relacionamento entre supenor direto e sijbordillado e vice-versa. Evitar o


surgimento e cultivo de sentimentos de medo e raiva~

r. Fornecer serviço social e atendimento psicológico, descentralizado aoruveJ 'dosbatalhões~

t. Continuidade na filosofia de trabalho, mesmo com as mudanças de comando '(unidade de


doutrina)~

u. Implantar caixa de sugestões e reclamações~


v. Oferecer lazer dentro e fora do local de trabalho (atividades .fisicas e ,sOCiéliS).

8. Relação das Monografias Consultadas


a. Cap PM Reginaldo Benacchio. "A aplicabilidade do teste sociométtico na eia PM')~

Monografia CAO-1/89.
b. Cap PM Roberto Allegretti. "Lógica Institucional. ~ Polícia: Militar pela Ótica de seus
Mecanismos", Monografia CAO-1/89.
c. Teu Cel PM João Elidio Moreira. "Motivação Profissional", Monografia CSP"-1/90,
d. Cap Fem PM Catarina Evangelista da Silva. "Motivação da f!lulherpara o trabalho policial
militar", Monografia CAO . . 1/90.
e. Cap .PM Daniel Farias. "A motivação para o trabalho: um desafio. Ensaio no Comando de
organização policial militar", Monografia: CAO-II/9J.
f Cap PM Paulo Roberto FaTat. "Motivação, valoriza'ção eJncentivo do. Policial Militar~',
Monografia CAO~11l9S.
Coiltfnuacã'o do. Anexo "B"à Diretriz N° PM3-00l/03/98, de 25Fev98 FI 10
DIAGNÓSTICO MOTIVACIONAL

Instruções: - Não se identifique


- Escolha uma únicaaltemativa de cada item

J) De que maneira você acredita que setl chefe podenilldar o comportamento de um compaJlheiro
que 1lãOCllmpre as tarefas adequadamente?
( ) a. Dando oportünidade para que mostre seu potencial em outraatiVijade
( ) b.Conversando p~a saber o porquê daquele comportamento
( ) c. Orientando, incentivando e acompanhando
.( ) d. Através de p~nição disciplinar
( ) e. Através do treinamento
( ) f. Supervisão mais intensa
2) A.lémda qlle.~tão salarial, o que incentiva alguém a realizar um ótimo trabalho?
( )
a. Melhor integração com os colegas de trabalho
( b. Integração com os comandantes visando a participaçã~,nas d~isõesimportantes
)
( )
c. Ser reconheoido e considerado, por parte dossuperipres'hieráRIllicos
( d. Atividades para, o aperfeiçoamento do trabalho (cursos~ 'palestras, treinamento)
)
( )
e. Instalação, material e equipamentos adequados .
( ) f. Valorização do trabalho em equipe
( ) g. Satisfação por ver o dever cumprido .
3) Em seu trabalho. o que o motiva a agir?
( ) a. O respeito, consideração e reconhecimento d()s s~periQres
( ) b. Realizar todo o seu trabalho com qualidade
( ) c. A amizade e integração com os colegas de trabalho
( ) d. Satisfação de fazer o que gosta
( )e. Poder ser útil à comunidade
4) Você sente falta de alguma coisa 110 seu trabalho?
SIM ( ) NÃO ( )
Se positivo, explique ou assinale abaixo:
( ) a. Instalações adequadas, confortáveis e agradáveis
( ) b. Modernização e adequação dos equipamentos
( ) c. Incentivo a integração social e afetiva entre os iJJtegrantes da OPM
( ) d. Agilização e melhorias nos procedimentosadrrtinistrativos
( ) e. Atividades para o aperfeiçoamento profissional
( ) f. Incentivar o desempenho profissional adequado
( ) g. Maior fiscalização e controle das tarefas
5) Avalie seul1ível de motivação 110 seu trabalho. aSsiildkmdo o míri1ero. em que sé ellcoiltra:
MOTIVADO 'DESMOTIVADO

DDDDDDDDDD
10 9 8 7 6 5 4 .3 2

.'
Continuação do Anexo "899 à Diretriz N° PM3-001l03/98, de 25Fev9'J FI 11

SOCIOGRAMA - Folha 1

NOMEDEGUERM:IL_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ ~

Você está trabalhando no policiamento motorizado.• Repentinamente vê-se


envolvido numa oc:orrincl. de Iminente 'peilgó, por exemplo, um tiroteio
contra marginais.

NA ORDEM DE PREfERÊNCIA:

A) Quem do pelotio que você mais gostaria que estivesse com você para
enfrentar aquela situação:
1
2 ,

B) Quem do pelotão você menos gostaria que. e,sthfésse aos,~U lado:


1
2
3

C) Quem do pelotão lhe é indiferente (tanto faz) para ficar com v.ocê:
1
2
3
Continu aeão' do Anuo "B"à Diretriz N° PM3~Ol/03/98, de 25Fev98 F1 12

SOCIOGRAMA - Folha 2

NOME DE~UERM:IL____________________~
Voe ê est' Iniciando o gozo. de 3 dias de dJsp~osa recompensa. É dia de
rece ber o pagamento e você ganhóuCinco mil reais "'"um sorteió de:
shop plng. *
,"-
NAORDEM DE PREFERENCIA:

A) Quem do pelotão que você mais gostaria déco.nvidar parafestêjar seu


dia de sorte: .'
1
2
3

B) Que m do pelotão você menos gostariá. d~ conviClar ps.ra .f~stej~r:


1
2
3

C) Quem do pelotão lhe é indiferente coi1"i~arpar.a comemor:ar seu dia de


so rte:
1
2
3
"

dac;ao alterada com autorlzaçao do autor.

JOSÉ CARLOS BONONI


CelPM ,Semt PM

..
POLÍCIA ~IILIT AR DO ESTADO DE S..\O PAULO
São Paulo, 19 de maio de 1998.
OFICIO N° DS-0782122/98
Do Diretor de Saúde
Ao Sr. Diretor de Pessoal (via Ch do CSAEP).
Asslmto: Plano de Saúde" Mentg.l - versa.
Ref: Diretriz n° PM3-001lÓ3/98, item 5.a.3).
Anexo: 1) Plano de SaüdeMehtat
2) Resultados àpresentados pelo Setorcle Psicologia
PúL MiL OQ fSl. UE sAo ·f~m.g
C. S. A. E. ? do CPAll-6; e
PR ~;. j -43.:L- 3) Relatório-Palestra sobre Saúde Mental da

o ~~::~8i4~~~
, DESTiNO. o
, PMESP.

ASSI'1 ~(\.d.\...C..vC- .'

1. Encaminho a V. S3 a documentação em anexo, qlle foi


elaborada atendendo ao detenninado na Diretriz n° PM}-OOl/03/98, item 5.a.3),
para conhecimento, análise e sugestões.
2. Esclareço que todas as UIS receberam es.ta documenJação
com a orientação de tentar implantar este· Plano .em Slla área de atuação, bem
como. os Chefes do C Méd, CASRJ e Sch do EM/PM (viaY EMlPM).
3. Sabemos das dificuldades que serão encontradas, por isso,
sugiro a nomeação de equipe multidisciplinar c,omposta de Ofidais da Divisão de
Psiquiatria e Psicologia do C Méd, CSAEP eCASRJ, com amlssão deminJstrar
palestras nos moldes da que foi ministrada no CP AfI-6 (anexo 3), qlle t~rá o
objetivo de conscientizar o Oficialato da problemática em questão,bern COrnO,
receber, analisar os relatórios periódicos dasUIS, e adotar medidas a fim de
aprimorar o Plano ora implantado, enfim,cooidenar as Atividades Preventivas em
Saúde Mental na Corporação.

....- ...-/'" -~

~ ISAAC CHAZIN
cap/pg CelMéd PM - Diretor
EIVI oC~C6/~3
D O'--'=::rff--+-:-~

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PLANO DE SAÚDE l\.IENT AL

I - Objetivo geral: .
Identificar o Policial Milítarque não se encontra em condições
psico-emocionais adequadas, para enfrentar sittla~õe~inerentes à sua atividade
profissional e/ou que esteja inadaptado ao s.eu meio s9cial e/ou deseq~.lÍliprado
em sua afetividade e procurar através de técnic.a adequada', reestruturá-"lo psico.,
emocionalmente em seu meio profissional, familiar e social, realocan'do:-o de
fonna a atender as necessidades da Corp0ra~âo; da Família, da Sociedade .e
propnas.
II - Objetivo específico:
1. promover palestras à Tropa durante o curso de reciclagem,
com temas de Psicologia~
2. avaliação do grupoatrayés de 'métodos depsicodiagnóstic.Q~
3, avaliação dos casos que .necessitem de atuaçãoaniível
individual;
4. propor atendimento psicoteráplcoaos Policiais e famdiares
que assim necessitarem~ e
5. orientar o Comando quanto as medidas necessárias para
prevenir e/ou solucionar problemas individuáis e/ou coletivos que forem
diagnosticados no decorrer das avaliações e tratamento.
IH - Pessoal:
1. Médico da UIS; ,
2. Psicólogo (a) ~ profissionalfonnado, do efetiVo. da Tropa
de qualquer graduação ou posto queseni excluído das atividades de
policiamento e passará a ser o psicólogo da Unidade e terá as seguintes
atividades subordinadas à UIS:
..~. ministrar aulas de psiGologia aos grupos de ITP (Instru~ão
à Tropa Pronta) abordando os aspectos do Desenvolvimento Biopsic0social do
homem (temas em anexo);
b. dinâmica de grupo obsen'ando as relaç-ões interpessoais
dos participantes e os aspectos indivldllaís que entram nestas. relações;
c. atendimento q.mbulato6al;
d. psicodíagnóstíco' inçlividual e coletivo das ~ropostas de
medidas terapêuticas e preventivas;
e. orientação familiar;
f. psicoterapia degrupo;~e
g. Unidades Escola (CFSd) - uma observação díreta no dia a
dia da formação dos Alunos Soldados, avaliando-os e acompanhando o seu
desempenho, para que após a· fOfrrtatura tenham' ótimo relacionàmento com o
público em geral, e aqueles que não forem compatíveis' CO.fi as atividades
militares, excluí-los aiÍlda na Escola, embasado em critérios bem definidos a
serem propostos pelo's Órgãos já citados.
3. Assistente Social - profissional foanado, do efetivo da
Tropa de qualquer graduação ou posto que seráexc1uldo das atividades de
policiamento e passará a ser oCa) Assistente Social da Unidade e terá as
seguintes atividades subordinadas à UIS:
a. apoiar o médico e psicólogo na resolução e/ou'atenuação
de problemas afetos à SMa área.
1) atendimento dos PMs e seus dependentes nos casos dé
conflitos de ordem biopsicosocial;
2) administração das situações-problema, oriundas dos
conflitos conjugais, familiares e de ordem pfrofissional.
IV - Atividades:
1. Programa de acompanhamento de PMsenvolvidos
em Ocorrências de Alto Risco (PROAR) - atua em Policiais que participaram de
Ações de Alto Risco.
2. Atividades EpidemioJógicas (preventiv(is)
reconhecendo de modo ativo, através de ações coletívas, alterações psicológi~as,
atuando ativamente em suas causas, eliminando e/ou atenuando os fatores de
risco e/ou predisponentes, através de propostas de açQes individuais e/ou
coletivas.
3. Atendimento psí'c:ológico secundário
proporcionando atendimento psicológico a Policiais Militares que:
a. procuram o serviço voluntariamente;
b. sejam encaminhadospelafamHia;
c. sejam encaminhádospelos Comandantes;
d. sejam encaminhados pelos seus pares; e
e. sejam encaminhados pelo médico.
4. Emitir relatórios lhens(iis dos atendimentos,
diagnósticos, medidas adotadas e resultados obticlos à comissãomultiâiscipHhar
pennanente composta por membros dos 03 (três) Órgãos (Divis~Q de Psicologia
e Psiquiatria do C Méd, CASRJ e CSAEP).
5. Encaminhar ;aos órgãos s~peri'ores (C Méd, CASRJ,
CSAEP).
v- I\-letodologia~
1. Geral:
a.. promovêraolas e palestras tendo como temas o
desenvolvimento do seu trabalho a nível social;
b. realizar em ,sala de aula o teste Warteg, como
recurso técnico, a fim de reunir subsídios para o psicodiagnóstico e traçar planos
de tratamento; e
c. os casos identificados com problemátiea.
emocional que vem interferindo no desempenho das suas atívidades normais,
serão encaminhados ao serviço de psicologia da UIS, passando a participar das
atividades de tratamento e prevenção.
3. Individual:
a. os PMs encaminhados ao serviço farão entrevista inicial
onde preencherão ficha de cadastro e anamnese completa~
b. serão avaliados os PMs envolvidos em ocorrência de alto
de risco com os testes projetivos PMK, FIGURA HUMANA e WARTEG;
c. os PMs que apresentar.em.clistilibios emocionais, não
relacionados ao PRO AR, terão procedimentos difere,nfes:
1) entrevista social;
2) anamnese completa;
3) avaliação para psicQdiagnóstÍco; e
4) psicoterapia.
4. Os testes são de fundamental importância, poismedema-s
condições psicológicas que se encontram os PMs, naql.wIe momento, anivel de
agressividade,de insegurança e projeta siltüi'çÕ'e,s em que o PM poderá
desencadear mediante confronto com um problema do' meio social.
VI - Temas das aulas e.palestrás:
1. Aspecto biopsicosocíah .
a .abordagem do desen\~oh'imento da criança ~
primeiros anos de vida (O a 7 anos).
1) desenvolvimento intra-uterino-formação; como
se dá a formação;
2) fatores ambientais irt>fluênda no
desenvolvimento do recém nascido; atenção, :amor e,cârÍnho dos pais para com. o
bebê;
3) fatores emocjonais no meio social e familiar -
dinâmica familiar como elemento de estrutura :para formaçãQ depersonalidacle;
4) desenvolvimento Hsico e mental - modificações
do organismo; fatores psicológicos deconentés des'sa faixa etária;
5) desenvolv:llnento cognitivo e percentual-
criança em fase de aprendizado;
6) desenvolvimento da pe[sonalidad~ - como fator
responsável de seu comportamento às respostas a nível familiar, social e
profissional;
b. mudé:lnçasJTsicas e psicológicas na adolescência;
1) crescimento do corpo; caractedsticassexuais;
2) independência; relacionamento com os grupos;
3) escolhas vocac,íonais; e
4) desenvolvimento moral e valores, relacioqados
à família.
C. fase adulta, com seus fatores fislcos,
psicológicos e sociais;
1) maturidade do sistema nervoso central, com
distúrbios do desenvolvimento;
2) interação entre profissionais;
3) responsabilidade familiar e. profiss.ional;
4) relacionamerítotom a comunidade, .como fator
de boa prestação de serviço; e
5) policial inse~idoneste contexto s:ocíal, com
suas dificuldades e necessidades não complementadas, surgÍndo 'desequínhrio,
insegurança, insatisfação, instabilidade emocional.
d, fase prevenJiva;
1) o resultado adequado das fases ào indivíduo
estabelece uma melhor interação com o meio, ocorrenôo completo bem estar
fisico, mental e social. Quando isso ocorre', o indivíduo pode adquirir doenças '~.
orgânicas e psíquicas pela pressão e tensão do meio, ]evando-o ao desequilíbrio
psico-emocionaI. Portanto, é fundamental investir na ~aúde mental paTIa que o
PM adquira mecanismo de proteção e administre melhor seus conflitos,. através
do conhecimento específico na psicoterapia.
2. abordagem humanist:q na Empresa (RH):
a. influência na 'motivação humana - valorização
do pessoal;
b. .liderança-influênda. inter""pessoal exere:ida
numa situação e dirigida através do processo dacomunicaçãó e consecução de
um ou diversos objetivos específicos;
c. interação com a soúedade I~ bom
relacionamento do profissional com a sociedade, garantindo sua segurança.;
d. organização como um sistema cooperativo-
cooperação entre os próprios policiais, criando relaçÕes pessoai's desÍmpatia, de
respeito, de participação e integração na vida dogrl:lpo.
3. Dinâmica de GrupO':
.•=- a. objetivo - auxiliar a inter-relação social do
grupo trabalhando as dificuldades e diferenças das relações entre si;
b. di(igílóstÍ'co - identificar no grupo o grau de
agressividade ou cooperação do individuo, o grau de: aulo confiaNça, sua enengia.
no trabalho, suas aspirações, sua opinião sobre o que é verdadeiro ·e bom, seus
amores ou ódios, suas crenças e preconceitos .. Todas essas caracted~ticas' são
detenninadas em alto grau pdo grupo a .que pertence o' ind:iv.íduo;
c. terapia - propor mudanças G'C:Hll grupos como
instrumento de mudança, !,1fupbs comG método de müdança, grupos COrnO agente
de mudança.

(BIBLIOGRAFIAS):
Inteligência .Emocional (Daniel Goleman);
Psiquiatria da Infância .e da Adolescência (Francisco B.
Assumpção Jr);
Psicologia do Deúmvolvimento')Jifância e Adolescência
(Jerry Fml):
Introdução à Teoria Geral da Administração ( Idalbe rto
Chiavenaw).

VII - Instalações e l\fateEial:


1. Será nec.essário:
a. OI (uma) sala de atendimento individ.LWI;
b. OI (uma) mesa e 01 (uma) cadeira para o
psicólogo;
c. 02 (duas) eadeiras. para clientes;
d. 01 (um) armário com chaves para arquivo;
e. 01 (uma) mesa padronízadá para aplicação
do teste PMK;
f. folhas padronizadas do teste PMK;
g. folhas do testé Warteg;
h. folhas de papeI sulfit;
i. lápis vermeIho e preto n° 2;
j. canetas esferográficas azule vennelha;
k. borrachas brancas médias;
1. OI (uma )~genda (anotar consulta e
retorno );
m. 01 (um) au~iliar para convocare agendar
os PMs que virão para o atendimento psicológito e be.m comO reapresentá-Ios ,às
suas Unidades;
n. 01 (uma) 5ala para reuniões de grupos de
Policiais que realizam estágio de aprimoramer.to profissional.
2. Material e método para a parte preventiva:
a. para caçlagrupo dê reciclagem:
1) 30 (trinta) folhas de teste Warteg;
2) 100 (ce"m) foHlasde p~pel sulfif;
. 3) 20 {vínte} horrachas rrrédias; e
4} 3D (trinta) l~pis preto n° 2.
b. serão qvahados coletivamente em sala
de aula.
Resultados apres.entados pelo Se,tor de Psicolo,gia do CPAII-6

1. No período de 24Mar a 26De:z97 forat'n atendidos no Setor de


Psicologia, 1124 (um mil cento e vinte e qUatro) PMs, penencentesao CP A/l-
6, 6° BPMII, 14° BPMJI, 2J ° BPMII, 29° BPM/l, 3:90 BPMlI,RPMont, BPRv,
GI, Refonnados e da Reserva, tendo sido administradas aulas de Psicologia
(abordando os aspectos do desenvolvimento b'içpslcosbcial do home.rn) , e
aplicado DInâmica de Grupo (observando as ,- relações iI1terpessoais dos
participantes e os aspectos individuais _que entram nestas relações), a 12
grupos que participaram do ITP (Instruçã0à Tropa Pronta).
2. Nos atendimentos, tanto a nível ambulátorial como em sala de aula,
observou-se alguns cohflitos emocionais:
a . dificuldade de inter-relação pesso:a:l entre a Tropa;
b. desconsideração e desvalorização profissional,; ,
c. desrespeíto ao homem; pois consideràm-se'-corfio "número" e
nào como profissional;
d. falta de apoio em ocorrênciascie grande vulto, ocasionando
insegurança e instabilidade emocional, proporcionanQo maior possibihdade a
erros;
e. situação financeira e moradia;
f. segurança pessoal e de famihares';
g. desmotivação profiss,ional e ontros ....
3. Os conflitos acima mencionados"ac,arretam um desequJHbr;i0
psico-emocional, -que repercute tanto a nível orgânico como na dinâ'mica
familiar, no desajuste social e no desempenho profissional; todavia, quandq 'llá
o desequilíbrio emocional é necessário interferir e tomar decisões de
restabelecimento, pois o resultado negativo atúig~ diretamente, Corporação e
Sociedade, comprometendo a segurança (como qtÍvidade tím e como anseio
respectivamente), gerando instabilidade 'sodal cüm seus efeitos deletérios à
Corporação e influenciando negativamente a .opinião Pública.
4. Confonne estipulado no Projeto de Pl'ánejamento das Atividades
do Serviço de Psicologia na UIS do CPAJI-6, entregue no iní~io do ano,
esclareço:
a. foram atingidas rnetaspomordiais, como:
Atendimentos Psicoter,àpicoaosPM,s que, nas suas funções
tiveram algum transtorno psicológ1cQ,acarr,etando a diminuiçã'o da eficacia de
suas atividades, decorrente do grau de stress,depressão, angústia, dificuldade
de memorização, concentraçào, atençao, percepção,afetividade, motivação
profissional e outros, que estavam préseiites e'lJl: gtaBde número desses rMs.
Após sessões de psicoterapia apresentaram melhora significativa,
recuperando. a auto-estima, a confiança e a segurança, na execução de suas
tarefas;
b. foi introduzida:
Atividade Preventiva, aulas de psicologia na ITP, com objetivo
de passar aos PMS, conhecimento sobre os: aspectos do desenvolvimento
Biopsicosocial do homem e a Dinâmica de GrUpO, que auxilia a inter.,relação
social do grupo, trabalhando a dificuldade e diferença da reJaç-ão entte si.
Houve boa aceitação dessa disciplina pêlos grupos, inc1usíve com
perspectiva que essa matéria seja efetivada no cllrrleulum no próximo ano;
c. foram orientados PMs e farrii.Ifares com dificuldade conjugal,
onde a dinâmica familiar estava comprometida eom perspectiva de separação;
e
d. auxiliamos PMs na iminência de sukídío, realiza,ndo psicoterapia
de apoio; atendemos e encaminhamos ao Centro Médico e clínicas
especializadas PMs toxicomanos para tratamento. Nà0 observamos nerihl:lm
caso de suicídio durante este período.

FRANCISCO FERNANDES
SubtenPMRE 85756-4 -púcólogo.
GRÁFICO DE ATENDL'IENTOS PSICOLÓGICQS NO ANO DE 1997

PERÍODO: 24/03 À 26/12/97

MÊS NillvIERO DE ATENDIMENTOS

04 32

05 38

06 44

07 51

08 145

09 174

10 196

11 217

12 227
-

TOTAL GERAL: 1124 PMs ATENDIDOS


RELATORIO

Em 27Mar98 teve inicio o "Ciclo de Palestr,as de


Instrução paraOficiais da Area do CP AII-6", ~endo como tema "Atividades na
Área de Saúde Mental no Centro Médico e CASRJ", send0 que este Centro
esteve representado por integrantes da DivÍ'são de.Psiqüiatria e Psicologia.

Os assuntos abordados no referido .evento foram:

a) breve histórico da Psicologia e do Serviço Social da


Divisão de Psiquiatri;a ePsicolcg!3 dó C!'.1éd;
b) atividades realizadas e ptojelos.a serem ,i:mplantados;
c) nossa realidade atual: a crescente procUf,a pelos
nossos servIços;
d) motivos de procura e· desencadeamento de
patologias;
e) o abandono social, faoüliareinstitucional;
f) o homem enquanto .ser btopsicossocial;
g) a necessidade' iminente de maior proximidade e
interação entre snpetlores e. subo~rd.Í'nados,
promovendo a Iidefança nata, resultando na
integração, valorização e' moÜvação do Homem;
h) o papel do Ondal e comandados como agente-
preventivo em saúde Mental, na medida em que
passa a conhecer mais amiúde seus· comandados,
consegue perceber quando. se inicia uma alteração de
comportamento e conduta, podendo infervlrno
problema desde o iníCIO;
..~i) reflexos positivos Glestaatuação na produtividade e
qualidade.

CONCLUSÕES PRELIMINARES

Em nossob,tevecontato col11 estes Oficiais pudemos


perceber a desinfonnação que apreselilfqm s'obte o Gaminhar da Saúde Mental
nê PM, tendo a príncípio uma dili'culdade- em se crer na realidade nada
agradável que nos cerca.
Nota-se também uma dificuldade, Oll inabilidade em
lidar com indivíduos que venham a apresentar alteraçõ,es de comportamento
e/ou que façam trataIi1ento especializado, o que vem de encontro com a
dificuldade do "homem" em entrar em contato com o "mito da'lollcura", fato
que hoje vem sendo repensado e que em uma instituição como a nossa, não
pode permanecer indiferente,
Observou-se também que fi'c ara m apreensivos e
pensativos quando se deram conta do seu grau de participação, que de modQ
geral apresenta-se de formas opostas, ora como desencadeante de um distúrbio
ou moléstia e por outro lado exercendo seu papel na prevenção ou até reversão
do quadro, até porque em boa parte destas ocotrenéias, as mesmas se evítam
ou se solucionam através de medidas de pouca: comp!exldade, n50 se ,;úgindo
necessariamente a intervenção técnica mais específica, e que podem
perfeitamente serem administradas, em prúneira: instância: pelo oficial qtle
trabalha diretamente com o indivíduo que está apresentando o tal problema,

Ilegível Ilegíve1
José Luiz de Campos Edcléa Orador da Rocha
Psicólogo AssisteNte Social

Ilegível Ilegível
Sonia Egea Antonio José Eça
Psicóloga Psiquiatra

. ,:r
POLíCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO P.AULO
CENTRO DE SELEÇÃO, ALISTAMENTO E EStUDOS "DE PESSOAL
DIVISÃO DE SELEÇÃO E ESTUDOS; DE PESSOAL
SEÇÃO DE ESTUDOS DE PESSOAL

PESQUISA:

"ANÁLISE DA DIRETRIZ N° PM3-0011031·98,- MEDIDAS DE


INTERNALIZAÇÃO DOS VALORES DA MORALPOLIGIAL MILITAR
PARA CONTER A VIOLÊNCIA"

Equipe técni.cà:

Cap PM JosuÉ FILEMON R,IBEIRO PEREIRA


1° Ten PM EDUARDO DA SlL\fA ALMEIDA
2° Ten PM JOSÉWLADIMIROUVO
Sd Fem PM CLAUDIA Mo FEITOSA

São Paulo, 27 de Março de 19.9,8


2

Analisando a Dtz PM3-001/03/98, observa.,se que os principais


problemas que a PM enfrenta atualmente, em S8,U efetivo, são: desm0tiva~o,
baixa auto-'estima, pouca identificação com os valores .da Corporação e
principalmente alto nível de agressividade, seja na r:esolução de problemas
pessoais ou profissionais. Quanto aos três primeirosite.!ls, a própriadtz já mostra
caminhos, no entanto faremos alguns comentarios, analisando com mais
profundidade o item agressividade. Acreditamos ~ue os fatores geradores da
desmotivação, baixa auto-€stima e falta de identificaçao CQm os Valores da
corporação, estão diretamente ligados à importâAcia da.da pela míeia a fatos
envolvendo situações de agressividade e violência'; qU8stionandoa atuação da
Corporação e consequentemente a qualificação de seus ir:it~grantes.

Poucos temas de psicologia mereceramJantaatenção e estimularam


tanto interesse de pesquisadores e leigos, como ,a agressividade.
A controvérsia se inicia na definição do termo, pois ao mesmo tempo
que agressividade é definida como tendência ou conjunto de tendências· que se
atualizam em comportamentos reais ou fantasísticos q.LJe vi.s8 prejudicar Ü' Ql!Jtro,
destruí-lo, constrangê-lo ou humilhá-lo, também é ,definida cbrnosinônimo de
espírito empreendedor, combativo, energia, ativ.idade, sendo comum ouvirmos
frases do tipo "Fulano é vitorioso em sua carreira, por ser agressivo ern suas
ações".
Tendo em vista que a energia geradora daagtessividade é inata áo
ser humano, sem a qual teríamos uma vida vegetativa, pois sequer seríamos
estimulados a vencer os obstáculos mais simples da 'vida, vamos fazerl.Jm breve
comentário dos motivos que nos levam a utilizá-Ia de. maneira inadequada:
a) superpovoação de um território econs'eqüente perigo de
esgotamento de recursos necessários à vida;
b) Céllor, multidão e outras. situações estressarites;
c) influenci 9 shormonais;
d) use de álcool e oütras substãmcias químicas;
e) here'ditariedade genétitá~

f) frustração;
3

g) medo excessivo;
h} desigualdade entre forças;
i) insatisfação material;
j) submissão constante à agressão, fLsica ou verbal;
k) punições inadequadas, extemporâne'as0u incomsistentes;
I) ganhos pessoais como ato de agredir, -
m) aprendizado social, por meio do convívio, do cumprimento de
normas do grupo e ordens.
O homem é um ser eminentemente soda!; necessltand,o do grupo
para sobreviver e tende a acatar as regras do grupo, muitas veze.s somente para
ser aceito, mesmo contrariando alguns de seus princípios,
Ainda sobre agressividade, sabe'-'se que :indiv,íduos jovens ou
adultos, sem qualquer história pregressa de comportamento a'gressivo ou violento,
podem subitamente explodir, tendo um comportamento leve" médio ou
extremamente violento, ainda que temporário. Tal' reação pode ter origém num
,. momento específico, podendo ser este comportamento Cl único na vida daquela
pessoa.
Para que um trabalho de mudança de, corriportamentose inicie, é
necessário que se saiba, sem dúvidas, qual o comportamento a ser substituído e
quais as causas do seu aparecimento. Para tanto, conceitUar o que vem a ser
agressividade dentro da realidade policial militar efundamental.
Os candidatos, após análise psicológica neste Centr:o e tidos como
aptos, ingressam na Corporação com sua mente ~quilib[ada e dentro da
normalidade. Logo, é possível supor que,após o seu ingresso na PolíCia Militar, b
novo integrante se depara comas contingências, citadas anteriormente, que
rompem o equilíbrio ou a normalida'de das funções executivas do cérebro.
A ruptura do equilíbrio das funções executivas do cerebro pode levar
o ser humano a manifestar diversos comportamentos desviantes. Comportamento
agressivo ou violento é apenas uma destas manifestações.
Pesquisa estatística já demonstrotJ, por exemplo, que 0 número de
suicídios, que é uma manifestaçãe de agressividade, envolvendo componentes da
Polícia Militar, chega a ser, proporcionalmente, 09 (nove) vezes maior do que na
sociedade civil.
A agressividade não é aprendida. É na verdade uma forma de
energia que conduz a uma atuação ligada à sobrevivência. do ser humano. O que
pode ser aprendido é a forma de direcionar esta. energia, ,geranpo c,omportamento
violento ou pacífico. Os homens primitivos sOfTléntesbbrevivi,am graças a essa
energia, que os impulsionava à caça, a fuga ou a enfrentamento contra os seus
predadores naturais. A evolução da espécie humana deu a ela. recursos
intelectuais e emocionais que permitem hoje ao ser humano mais. evoluído
transformar sua natural energia agressiva em comportamentos C0nstrutivos parª si
e para a sociedade.
Este é um processo de amadure.cirtlento; onde a pessoa cada vez
mais aprende a usufruir de sua potencialidade para o bem individual e coletivo,
através do próprio empenho em trabalho dedicado, prática. esportiva, ati\lidades
sociais intelectuais e afetivas. Quanto mais rqde e deficitário. culturalmente é o
indivíduo, menos condições terá para transformar Sl!a agressi,vidade bruta em
comportamentos adequados e elevados. Neste caso, tç3be a pessoas mais
capacitadas ou instituições, educar este indivíduo, aJudá-lca intemalizé3r recursos
intelectuais e afetivos que o torne Capaz de, dire.Gionar sua energia' para a
consecução de rnetas desejadas pelo grupo social a que pertence e que taml::rérn
lhe traga benefícios próprios.
O comportamento violento, portanto, pode ser desaprendido. Para
que isto ocorra diversos fatores precisam ser analisados e estar pre$.entesno
processo de reaprendizagem. Dissimular e menosprezara agressividade sob
pretexto de refrear a violência é provocar é justificara violência. A energia do ser
humano se esvai somente com sua morte, a~sjrn, não se pode fazer com que o
organisrno humano desaprendaa ptoduzir energ'i,a agressiva. Possí,vel éeducá""'lo
e propiciar condiÇões de canalizá~la de forma 'adequada. A tarefa dos educadores
é instumentalizar os educandos.
Certamente háindiv.lduos mais combativos, ,apresentando elevado
nível de agressividade, e indivíduos menos combativos, com menor níveJ de
5

agressividade. Em havendo a ruptura do equilíbrio interno, háa possibilidade de


surgirem danos maiores quando a ocorrência se dá com indivíduos que
apresentem agressividade mal canalizada ou em níyeis inadequados. Assim,faz
parte do perfil psicológico básico para ingresso na CorpQração, como consta no
Boi Geral nO 023, de 23Fev98, que o candidàto po_ssl:Ja "agressividade controlada
e bem canalizada", significando ,que só seliao, aprovadoscandidatds que
preencham tal requisito, apresentado essa caracter,ÍstiCa em níveis normais e que
demonstrem possuir recursos internos em sua personalidade para direcionarem
sua energia de maneira saudável e construtiva.
Pesquisadores do Núcleo de Estudos da Violência, ,da Universidade
de São Paulo, afirmam que as pessoas facilmente se contaminam pela violência
urbana, ou seja, a violência é contagiosa. Além do comportamento violento
existem o sentimento violento e fantasias violentas. É cortfurn acontecer que
policiais militares envolvidos em ocorrências de tiroteio contra marginais, onde
haja morte, passem a desenvolver o sentimento de que sua .integridade física
pode a qualquer momento ser violentada. Alguns chegam .até a fantasiar que
serão atacados pelos espíritos dos marginais que morreram nos confrontos.
O mais importante porém, é a noção dequédentre todas as
profissões, a de policial militar é a que sofre a maior exposição à violência urbana.
Em alguns casos, o policial militar pode passar até oito ou mais horas por dia,
quando de serviço, em contato direto com a violência social da região onde
trabalha. Assim, tem sua integridade emocional aviltadapela.exposição maciça de
seus sentidos a situações como: pessoas usando drogas, menc:ligos pelas ruas,
brigas de pessoas embriagadas em bar, acidentes de trânsito, pessoas mortas' 00

feridas, confrontos com marginais, apoio à Cid,adãos totâlmente abalados por terem
sofrido violência física, moral, sexual ou materíéll, dentre. tantas outras.
Ao absorver toda esta'· gama de _ situações emocionalmente
carregadas, o policial militar corre o riSC0 de enlouquecer, pois não há
'personalidade que sl!.Jporte incólume tamanhaagressão'a si.
Todo ser humano desenvolve mecanismos interhos de auto-defesa
contra estímulos externos ameaçadores à sua saúde mental, Existem vário,s deles,
6

sendo necessário um estudo interno na PolíCica Militar para que se possa


determinar quais são os mais utilizados pelos profissionais desta Organização. A
partir daí é possível o estabelecimento de uma correta política de preven~o às
doenças mentais na Corporação.
Um dos mecanismos de defesa que sabe--se ser utilizado por alguns
policiais militares é o do "contra-ataque". Sentindo-se ferido emo.oioAalmente pela
violência social, o PM contra-ataca utilizando tambem de violência. Mas oomo é
difícil identificar de onde partiu a violência dentro de meio ambiente onde está
trabalhando, pois as situações adversas são muitas, o PM violentado dirige-se .a
pessoas ou objetos de maneira indiscriminada, através de ações como: chutar
portas, bater viaturas, agredir civis (infratores ou nã0) sendo rude com todos,
brigando com amigos ou familiares, etc. Assim, a en~ergia gerada pela
necessidade de auto-defesa é dissipada por essa ações equivocadas do policial
mi.litar. Inconscientemente, ele quer repelir tudo aquilo que julgea, lhe .agredir.
Este mecanismo de defesa deve ser melhor pesquisado, podendo
assim ser devidamente tratado por psicólogos e educadores, palia que técnicas'
adequadas de cura sejam utilizadas.
Neste caso, a simples. cont~nção da agressividade e violência,
fiscalizande e reprimindo, é impedir que o policial militar dissipe sua ehergia
gerada para defesa. Essa imensa energia deve encontrar' um meio de escape do
corpo, caso coritrário há uma tendência de que ela S8' dissipe dentro do corpo do
próprio indivíduo. Quando isso acontece, é comum o aesenvolvi'rnento de doenças
psicossemáticas, como: gastrite, drogadição, alcoolismo, úloera, apendicite,
inflamações articulares e até câncer. Em casos extr:emos a pessoa volta
completamente a viol'ênciá contra si~cometendo suicídio, num momento de total
desespero, quando já perdeu a 'noção da realidade ir::1terna e externa.
Então, muito mais d.0 .quefiscaiizare punir,deve..:se prombver
sessões de psiCoterapia para os casos mais'graves e treinos cemportamentais
para os outros casos, para que possarmaprender mecanismos de defesa mais
saudáveis e eficazes e aplicá-los em sua vida duréinte seu tLirno d~ trabalho.
i

Assim como o médico usa máscara para não contrair doenças


através de vfrus ou bactérias existentes no arem urtl' hospital, o policial militar
deve desenvolver sua "máscara psicológica" para se dere,nder contra o "vírus da
violência" .
A Diretriz em questão foi conceDida tendo como um dos'
motivadores, o crescente número de policiais militares que apresentam atitudes
violentas, além de apresentar propostas de iotérvençêes ,para mudar o quadro
atual. Não se pode perder de vista, contudo, o gigantismo da Corporação e as
inúmeras realidades existentes. Qualquer trabalho ,de mudança de comportamento
precisa estar fundamentado em dados científicos, que apreserltariam uma visão
real e global do problema, podendo identificar Gausas 8, "a partir disto, sugerir
caminhos que embasariam programas com maior probabilidade de êxito.
Pesquisas criteriosas podem responder as seguintes questões
abaixo, lembrando as citações iniciais sobre o surgimento de atitudes violenta,s:
a) é real a afirmativa de que o ciVil que ingressa na. Corporaça0
já apresenta elevado nível de agressividade e violência?
b) o civil passa por um processoadeql;Jadode inserção social na
PM e sua formação o instrumentaliza suficientemente pa~a no tuturocanalizar de
forma adequada sua agressividade?
c) o meio social interno contribui para a canalização adequada
ou inadequada da agressividade?
d) quais as atividades profissionais desenvolvidas pelo PM que
propiciam o surgimento de atitudes violentas?
e) detectadas as atividades que favorecem o surgimento de
atitudes violentas, quais os instrumentos adequados para auxiliar o PM a cumprir
suas missões, sem se deixar conlaminat?
f) quanto o meio sodal, externo ,à Corporação contribui para o
surgimento ou não de comportamentos violentos praticados por PM?
g) qual o percentual de fDM, pei'ahte o ,efetivo, que praticam atos
violentos, e em que situações isto ocorre?
8

Faz-se aqui necessário outro questionamento: qual o


comportamento que nosso cliente, o cidadão, deseja QO policial militar? Deve-se,
através de pesquisa de opinião pública, levantar o qué a sociedade deseja da'
Polícia Militar, com relação ao comportamento de seus'pwfissionais. Isto é premissa
básica em programa de qualidade total.

CONCLUSÃO
A partir do exposto e levando-se em ,con'side(açá9 a economia de
recursos citada na Diretriz, propõe-se que seja estruturado um prbgram'éi onde os
policiais militares treinem intensarnenteos comp>ortamentos necessários,
redirecionando sua energia agressiva. De imediato' pode,;se ini,ciar algum trabalho
com b,ase em rápido estudo realizado por uma eomissão comp0sta por policiais
militares das unidades mais envolvidas com a probJemátiCa,
A realização de tal treinament0, a curto prazo; pod~ráser

realizado por outros policiais militares que já tem em si i"ntemalizados os valores


organizacionais e que também tenham o conhecimento técnico necessário.
Profissionais com esse perfil encontram-se dentro das próprias fileiras da
Corporação. São policiais militares que tem formação superior em áreas de
recursos humanos e que também poderão comp9r equipes multidi'sciplinares, para
realizar trabalhos, objetivando colaborar coma DlreJoriadé Saúde nas missões a
ela atribuídas na Diretriz.
De outra parte, torna-se claro que a r.eavaliação do perfil
psicológico preconizada pela Diretriz em análise pode ser considerada como já
procedida pela Comissão de Implantação do Policiamento Comunitário
(assessorada pelo CSAEP) e aprovada pelo Gomando Geral. a partir do momento
em que houve a publicação do U Novo Perfil do PoliCiai Milifar' no Boi G N° 23 de
23Fev98. O procedimento de novo estLJdo. i neste momento, seria portanto inócuo
sem uma verificação prática do já estabelecido.
Não obstante os fatores psíquicos, ambientais e interpessoais
formadores do comportamento agressivo, Citados ao longo deste trabalho, sugere-
9

se que somente após um período de aplicação dos novos: critérios já fixados, seja
realizada nova revisão:
No que conterne à substituição dos, quadros' de psicólogos
atuantes através da contratação de civis, uma rápida reflexao toma evidente s'er
uma medida não somente dispendiosa como desnecessária. A equipeatü:almEmte
em ativjdade na seleção de pessoal, há muitos anos vem an'aHsarldoa ques.tão da
a'gressividade e prevenindo a admissão de candidatos que apresentem desajuste
quanto a este quesito. Para isso utiliza..,se dos métodos e técnitás psicoiógicas
desenvolvidas para tal finalidade.
Os novos psicólogos que por acaso venham a sereontratados.,
deverão valer-se dos mesmos métodos já em uso, indicando que, a solução do
problema não está aí. Além disso, corre-se o risco de se perder a qüalidáde qU$
hoje se obtém na seleção por não ser possível ga~antira adequada qualificaçao
dos possíveis contratados, nem o compromisso destes çom os ideais da
Organização. Tal argumento se sustenta na fragilidade do sistema de contratação
de funcionários públicos que, face a um salário pouco atrativo, tem dificuldade em
manter profissionais mais qualificados que acabam buscaAdo na inieiativa privada
melhor nível de recompensa.

c:\seçao E P\div\informação diretrjz


QUARTEL DO COMANQO GERA:L
S;io i '<lI!lO, I ~ clt! 111;lio cll! I ~)(r/

nOLETIM CErU\L PM N" OBa

ífi:IltI).7l\\ Puulico, pilr,1 o cOllllecilllClllo do~; illlC:9r;IlIl!!~; d" F'oliciil Militoll cio L:;LIt!() til!
'Paulo e devid" execur,:;io, o se~Juilll(!:

'I" ,,/\InE
LEGISLI\ÇÃO E OnGI\Nlll\ÇÃO

L[I~)

LEI NU 9,G2/J, DE or, DE MI\IO DF '1')97 - (T)

ojeto de Lei 11" 42G/9G, do OepuLl/fo Holll!rlo GC>llvt:i" - l''I)

titui o Sistem;1 de S"úde MellLiI d;1 Polici;1 Militõlr:

GOVGfWf\DOR DO ESTI\DO 01':: SÃO P/\ULO:


ço saber que " /\s~;erf,lbléia LeDisliltivil c/t!crc:l" l: ell JlIorllllltJtl " :;t!<JlIilllt:

1° - fica o PO,de;' [x(!clllivo illllori/ilclo iI crlill o ~;i:;lt:lIl" clt: ~;;"'111t:


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o de Oliciais de S"CI(ft: (OOS) !e;doc"dlJsp<lril o OU,lllrO COll1pll!llIl:IILII

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5crviço sob os .dilillll,es tI<i éliciI profissio;l'll e ;{fi'lililÇAo (b cid;.lddlli" d()~;
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::!5:!.-:·/J::';,"7'.:!~::J : : S:!·~ .:.~~:!;:,:i'3! "~';::;:;:':J 3:,) C3 ~-;! ~3:: :.~ 1=:-:'.
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VI,· v'!':-J,::'.C:;·
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~:J,-.:;::,·,~~o 17."'!,'"::J: :.:u'j:) d~;,,'!i:':l ::l:J.":":~:-::,J· ,!'."71
Véto Parcial ao; Projeto de lei ",0 426. de 1996
Mensagem'll'O 63 dó:Governador do Estado
São Paulo. 6 de maio.de .1997.
SenhorPresidenfe,
Tenho a·nonra de levar ,ao conhecimento de
Vossa Exceléncia, par"a o's fiiís dedireíto,qu~'- nos
termos do ai:tigo 28, §P,cof'(lbinado com.,o artigo
47,incisoW, daCorlstiiu:çáo:Paulista, resolvo vetar,
parcialm.eote, oPioiet:J de lei. n,o 426, (fe 1996.
aprovado por essa nobre Assembléia conforrn.e
Autógrafo n;o 23572, pelos motivos que passo a
expor.
De iniciati ... a:parlamen'tar, a propositura autoriza
o Poder Execüti . . o a criar o Sistema de Saúde
Mentai dá Policia Militar,
Incide o ... etosobre os § § 1. 9 e 6. i do :artigo V.
sobre os Incisos V:; Vii, ,/I;;. X ,,'X;: dv ania.:; i. q , c
iJbre os.artigo. J.q; e, s.q c ;JJrág,ab ;j,.::~, t 6;9
do projeto, pQ"r sua manifesta inéonstitu-
ciona~dadL --
A Policia Militar ,in:egra a policia do Est'!.do,
subordinada a') Ghele r.ó becutivoe responsá ... el
pelo polic;j.a.mento: oster.si ... o e pela 'preservaçã:béla
ordem pública (Gonstituiçáo E~ta.dual; artigo 139 e
§ § eari[go H1" "éapüt"l. Insere·sp.,pois.IH
adrtúnisHáção pú'blica, cujo ord~.namento é da
exc'lusi.va competéncia do .Gover.nador. do 'Estado, a
querritãtie,'tâmhém, estabelecer o regimejur.idlco
de seus imegrarl\es, bem tania 'il'fixaçao e .a
alteração do eletivo da Corporaçáo (Constituição
EstadUal, artigo 47, incisos 11. Xle XIV, combinado
com.o·.artigo;24;§ 2/i 4 e 51.
Os §§ 1,9. é 6,9 do artigo U; os inciso,s VI, VII,
VIII, Xe XII do anigo 2.~ .e b artigo 5,Y, ora'vetados,
são inconstitutíonais pelo fàto 'de iníe'rlerirem na
.organizaçãõ de ó~gão. administrati ... o; atu;!Çáo i1pica
do Executivo, vulr~r,éihdo. assim. o postula.do
pOliúco.-constitucional da "ind,ependência e
harmonia e.ntre . os Poderes.

O 'artigo 3. 9 ~Itera o eíetivo da Policia Militar.


crian'do Olia'dro·Complementar e dispo,ndosobre'o
preenchimento dos respecti ... os. cargos. Ora. tal
pro .... idéncia só pode ser objeto de' lei
compiementar, conior.meartigo 23, parágrafo
únito. ite,m. 6. da· Constituição Estadual, lei
cOfTl.plemer1\àr essa reservada à .i[liciativa do
Governador do Estadp, conforme artigo 24; § 2. i •
item 5, da mesma Carta.
Com refação ao artigo 4. i • que prevê a
possibilidade de preenchimento de cargos por
concursá interno. o dispositivo vulnera o inciso 11.
do artigo 37, daConS:::Jiç"W Federal, reproduzido
pelo inciso II do ar:lçJ 115 da Constituição
Estadual, relativo à cibdatoriedade de concurso
público em tal hipótese -
Sou obrigado, tar.-::,em, a negar sanção ao
artigo 6: 8 do projeto, uma vez que compete ao
Executivo, após ,o .exame. de suas disponibilidades
tecnica~ e'firi~nceiras; re;~lamentar a prescriçao ''da
1ei, inadmitindO"se'Queu;;,a di.sposição meramente
autorizativa estabeleça prazo para seu
cUmprimef}to, d'ando·lhe, assim, caráter de
imperatividade::
Assim justificado o veto .parcial que oponho,
devolvo a matéria a.essailustre Casa de Leis, para
reex'ame, r,enõvando a Vossa Excelência meus,
prõ!~~loS de ~Ievadá consideração,
MARIOCOVAS-Govemador do Estado
A Sua. Excelência "o ,Senhor Deputado Paulo
Kobay'ashi, Pr!lsidente,daAssembléia tegislatlvado
Estado,
Parec.r ml 993, de 1997, de Relator :,,:
Especial am'substit'uiÇão à Comissão de
COl1stituiçao I Just,i~ ~brl o.Vete) Parcial
aposto 10 Projeto deiLei n.I426;de 19:96,
O Proj~to ~e lein,' 426; de 1997': de autoria
do nobre Deputado Roberto Gouveia, que institui :
o Sistema de Saúde Mental da Policia Militar do '
Estado de 'São Paulo, foi aprovado pelo Egrégio
Plenário· desia Casa de leis. em sessão ocórrida
em lO de abril de 1997, '
o Sr. Governador, do Estado, usando de sua
prerrogativail1iúiá: no'art,28 da Constituição
Estaduai, vetoU p'arcialmente a prop'oslçAo,
negandosançáo ao § 1;1 e§, 6,a do art, '1,a, aos
incisos VI, Vil, VIII, X e Xii do Íi:1, ~,' a ::~ srt.~,3:~,
':.'. '5.~, e":"S:·, ·toçia,s J~~ .pr~p;q~lçzc $cb j!n.±~:~e.
alegar)Qoà iii~o'lstituciOnalidadé de todos esses
dispositivos, confornie as ,razoe's apresentadas às
fls .. 3V34 .. - • '. '.
A Douta ,Go(!1issã'o r:le '(;onsti\\Ji1~C' e 'h!~'ij~
não emitiu parecer 'sobre as razoes do ve.torio '
prazo r,egirTlental(fls,,3S1, ser)do, deste modo,
desigl}ado Ó 110b(e :Oeput,ãdo Albidfo C,alvo corno c
relator especial em sUbstituição a essa comissão, :
Contudo, o prazo concedido expirou sem que
houvesse pariecer, sendo assim ,ocorreu a '
designação deste parlamentar para, na condição
de relaíorespecial"exarar o devido:parecer:lns; 361 ,
º?
O § 1,a li O § 6," art.LRp.a pro'posiçáo nfo :
vulne~amdJ modoalguin a iníCiativalegislativa ~
privativa, do S'r .• Governador do Estado: d § 2,a do c,
art,24, da 'Constitui'çáoEsiadúal emn9nhum dos "
seus itens tazmençàoque é privativo ,dO ,Chefe
do Poder Executivo a iniciativa das le,i,s ,que'
disponham sobre o ordenamento da
ad,ministraçAo pública, O art:47, in~isosií e xiV, ,
da m:esmã Cànstituiç~o" ao estabeiecer .8 ,
competência privativa do mesmo nas ,matérias :
que especifica~o,fal somente em relação à
Administração Direta do Estado e -manda, no
inciso XI desse artigo. ,observar o art, 24, ~ 2,a,
reirocitado, acerca da competência privativa êm ,
matéria .de processo legi~lªtivà.Deste modo, o's ,
vetos po'rihCof'lstitl.icicr.a'iidada, incidentes no

,,' ,
art. 1. g
do Projeto de Lei n.' 426, de 1996, não
procedem.
-:··05 incisos dI) art. 2.' não são incons·
tltucionais, além dos mO,tivos expostos acima,
, pelo siinplasfaio & que eS,ses· incisos repetem
princípios constantes oa Lei Complementar n.'
791, de 9 de março,de 1995.(C,ódigo, de Saúde do
Estadol e visamj)~rmitir que ,o poliCiai militar em
, tratamento náoseja segregado dentro da própria
. instituição... '" ,.".
'. ·6 art. J.g nªo fere a' i'niciativalegislàtiva
privativa do Sr. Governador e objetivàfãzer com
que o policia'j mijitar sela traJadp. Ror
, profissionais vinculados à ,própria' instit\iição. o
que possiblitará uma integração ,maior enúe ci
',profis~ióri~1 de,~aúde 'e' o policial emtraíamento.
. Os artS.. ,4,,'; 5.' e, 6.'da proposição são,
'realmente,in'c'onititucionáis, éabendo ao ·Sr.
, Governador, rieste cáso~ totai ratã.o.: _., ..
. " Ante o exposto; somos pela rajéiçãô dos
,'y's'tos apostos aOI'§ r.' e '§ 6,9 dO'árt.,1.R, ,aos
, lnci,s·os.Yl: VII;VIII~ X· e XI do art. 2. D e· ao art. J.',
~odóSdo PJojetode,lei n',. 426{de199S;'e à
'aceitaçáodos ,v~etós.i,f1cidentes nos arts. 4.', S.D e
6.~.damesma ptopçsição," : " : " , ,
:'".' !l.flÓLri~t,~~ ,~,e'a!(lt ~,spe~~a!',:L .. ~ ... ::' , :.. 1, .'

,", Rltificação '


" Parecer:n,D'993. de 1997,de RelatOl"E~al '
em'~bstituiçãoàComiSsão 'de: ConstitúiÇão e
• Justiça sobre;o Veto Partialapostoao Projeto
de Lei ",'425;1k 1995.
, No oitavo parágrafo, leia-se como segue e não
comocon,stóu':' ,

..·....A~i~.. ~..~;·p~~i·;:··;;~';~··p~i~ ..;~·i~fç~~··d~S .vetos


apostos,io'§ I.v'e 6,' doart., P; aos incisos VI. VlI, VlII,
X e XI/;do art.2: i e:aó art. 3', todos,.do Pwjeto de Lei
n. g 426, de 1996; e 'àaceitaçao dos vetos incidentes
nos .ris;('.5.g:e S!Ílda mesma proposiçao.,
__._._
.......... ~ ..~~.. ~..:._... :..;..:.,.:_--_ ............. .. .. .;.-_..........
_

(PubliCado no 0.0. de 7~97)'


".-. • I ' -. - - ., : " .• I -: ~.:

'. - ,
2- D.a.E.; Poder Lagisl.. Sã.o Paulo. 108 (179). sábado. 19 set. 1998 ~

Agricultura. favor3veis 30 ~'rojeto. !Ar.:ço 23: í 5' :a 3:;resentaco oelo deoutado L'Jiz (arlos da Sil.'Ia, aorescntado pelo cep\.ó:ado Sal'/aCêr <huri'l~h, cli
Constituicãodo·~stadbl. ciscondo sobre a instituic.3o de GruDo de Tr3balho a denominação de ""rofeSSOf :ecdato Cypr
~!-Vêto,- Discussão evotacão dó Projeto de 'ei ~, cara implantação qa L~i ~eder31 n1 9394,96, Lei de Pinto" a
Delegacia ::e =nsino do Municipi
3S8 .. de 1996. (Autógraío n>Z3SsÍl. v~tado totalmente. Ciretrizese :3~ses da Edi;caçao, noãmbito do Estado. Cruzeiro .. Parecer :1' lê9, de 1993. ce relator esç
apresentado pelodepu:adoDoiival 3r3ga, dispon.Co Parecer n1 lÜ2, de 1997. de relawr e'special pela pela Comissão de Justiça. favorável 30 projeto, (A
sobre a obrigatoriedade de. infor;maçóes, ~m, iingu3 Cemissão de Justiça, co~trário 30 projeto. (Artigo 23, 23, § õ2 da Constituição do :5tadol. .
portuguesa. sobre pr,odu'tos imporctados í ô" da ConstitLJição.do:stádol. ô&- Veto - Discussao e votação :0 Projeto de
comercializados.,no Estaca. ?3recer ri 1 30l de 1998. de '37, [)iscussãoe vctação do Projeto de lei n1 211. ~~ô. de 1997, (AutOgrafo n> 2~331 "etado totalm
relator especial pela Co~issão 2e Jus:iÇJ, contr3r io 30 ,~~ 1997. ap'resentádO pelo deputado Pedro Dallari. apresentado pelo deo\.ótado Celi~a Cardoso, dar
projeto. (Artigo is, §.t)2 da.Consiituição.do;~mdOI. dispondo sobre· a iadesáa do Estado ao Si:;tema denominação de "Proíessor Jair IJledo Xavi
~5,Veto· ()iscussão e 'iotaçào do Projeto de lei,~' :G:egrado cte:Pagamemo di! Impostos e.contribuições =scola Estadual de i' Grau do Ja:::~:n Tiro ao Po
~02. de' 1'996. (Autógraío nj 23798\, vetado' totalmente. - SIMPLES,insiituido pelaLei Federal n1 93.17, de 199ô. na Capitai. Parecer n' 13~3. de i 998, de re
30r,esentado pelal:!eputada ~Iaria. do Carmo '?iunti, ?,reçern'·2028. d'e. 1997" .de relator especial pela especial pela COmissão de Jus:iça. favorav
d·::~13r.ando a
'represa de Itupar3éan·ªa,. qué Comissáo de.Justip;:i,avorjvel, com emenda. prój~to.(Ai'tigO 28, 3 31 ~a Constitu:,;ao do Estado
cClmpreende'osmuni.çiGios déSão 2cque, Malri~que. ?areceres n's 20'29! ê 203Ó, d~ 1997,de relator;!s 59-Veto' Discussão e '/ctação ::0 Projeto de
':Jtorantim, Ibiúna â P;edade, como .i.r.ea de Proteção especiais, 'respectivamente. p.elas Comissões ':e H5, de 1997, IAutó<jfafo n' 2!O~5··, ':etadototaln
.Ambiental - APÀ.Parecer n' 10'.t, de 1S~8. se reiá:or :cónori1ia e, de f'inanças, favo(aveis 30 projeto e 3 apresentado peio deoutado Wa~,"er Lino. disc
esoecial pela Comissá,oêe Justiça, fa~or'3'1el .30 'emenda"IEm ánexo .. maléria .cOrrelata.artigo 179. ca sobre cessão de prédios eSCJ:ares para u·
projeto. (A~rtig'o 23, § ô2 ca Gonstituiçjo.do,Estado!. iX COÍ1soÍidaçã'o ,do 'Regimento In'terríq:distússão e 'comunidade local. Parecer n' 13!9. :e 1998, de r
,---- ':6- VetO, Discussão e 'Iotaç.3o'do Projeto;cà :eh' ·/:taç.3odo ?~oieto d~,:ei ;1' 395. de f998:,apresentado especial pela t"omiS530 de Jt.st'ça, favorá\
!iõ, dei 1995; (AU.l(j'grafo nj 23J721,vetado oei.o Sr,. Góver,nadOr, d'ispondosobre o regir.ce projeto.(Artigo 23, í ô" da Conslit~;yão do Estadc
:Jarcialmente,.apresentado pelo deoutado"ooer;tO' :i!bú13riosimplificado da microempiesa eda empresa 70-Veto ' Disc\,;ssáo e '1ctJçáo ':::'J Projeto dt
j GODveia: ins ituindo o Si5:~rn' - - ,. -~ ,\Ieçtal da .:e peqqen,o ,R.or'té no :5taco de Sáo Paulo. Com 21 313, de 1997, (Autógrafo n' 239311 .etado totalr
V
-y 50 Ii<:ia. Militar. Parecer n 1 993. de .1997, de, rêla Gr
esoecial pela ComlSS30 de Justiça, ravoravel ao
orojeto quanto aos'§§ l' e'ô" do art.ço 1', 30S ,nc:sc~
e.r:::enda's, ?ar;!Cer n1 1!03, de 1993, de relator especial
ç~ia, Comissão de Justiça, favorável ao proJéto e
,:CJntrúIO 35 emendas. Parecer n HO~, de 1998, de
'
abresentado oelo dect;!ado Caie:"i Cresoo. da
denominaçao'de "Cel ?M Pedro <:;'3S de Campl
71 SPM, em Sorocaba. ?are~er ~l i350, de 19
\ ,I. VII, VIII. X e Xli do 3rt,gCl 2', ao ar..go 3°;) :ontr3r,0 lel'ator especial pela Comi5s30 de Economia, relator especial pela Comissáo;:e Jt;s::ça, favor,
t ao orOI'eto quanto as cemals oar;tes " etaOa5 IArtlgo f3vorá v el, com emendas 'e contrario 3S emendas de proieto.(Artigo 23, í õ' da Consti:,,:ção do Estadl
L3. § 5~ da CenstltUlção do :stadol
J.7' Veto', Discussão e ',ctacao ao Prole:o çe :el n'
,,",'s1 a 21. Parecer n1 1!C5, ce 1998, de relator escecial
8ela êomissáo de Finanças, favorável ao projeio, às
71- Veto, DiscuSS30 e 'Iotaçao :0 "rojeto d
538, de 1997, (Autograio n' 23978i, 'Jetado total
!'~J.. de,1996, tAutégraio.n' 237081, 'i;),ado·:ot.3lrner.:e, em'endas, do .relator especial pela Comissao de apresentado pelo aeou:ado 'i a':) i Abi C
30resentado pelo.deputado Syl'/io ~\13rt:~i. 'nstituindo ::,an,ol)'1i'ae contrar,io 35 demais. ' Artigo 25 da declarando o Sistema Cantare::) como i
o (':ldigo ce ~tjC3 co 'S'ér:::ori'LiblicoGiv.il C9:S:3C? C:'nstitu:ç.30 do Es:adc\. .~roteção Ambi·ental. ?3recer n' '3:3. de 1
~e São. Paúlo. PareCer n'2131, de 1397, C~ reI3:Cl( 53-VetQ - Discussão e vctaçao do Projeto de lei ~, relator especial pela Comissão ;;e~~st;ça, cort
e:;peci'aipeia ·Comissão de Justip. fa·Ior.3:,el a,) 233. de 199T,.(Autografo n1 235021. vetado totaimenre. projeto. (Artigo 23, § ~":a Co~,5:i:·~·çjo co ::sta
~rejeto. !Artigo 23,3 6g'~3 ConstitJ~jo,do :stadói .. 3Jreseri::adó pela de~utada ~,lariàngeI3 Duar!e, 72- Veto, Discussão e '1ctaç.ic :0 'Projeto
. ~- Veto::Diséussáo e'votação::do ?rojetoi':e'!ei'n' :rst:tuindo a "Semana Flaulo Freire da:ducaç.3o·', ~o õ98, de 1997, IAutógrafo n'239õ:,\. "2:3CO tet
7 iO, dê 1996, (Aútógpio n' 23930) velado :tstado d~ São Paulo, Parecer ~, 803. de 1998,de 30resentado pelo de;)ut3do, Ch'~;) 3ezerra,
oa(cialmente, apresentado pe!aCornissáo dO \',~io :e:atorespecial pela Comissão ·je Justiça, favorável ao ·:enominação de 'Cid 30UCJt;I( 3 :5cola Est
-~mbiente, autorizando o PO,der EXecur:'io" 3. participar :roieto.IArtigo 23, § iÍ" da Ccnstituiçao do Estado\. l' e 2~ Graus'de Vila 'lova Junc:a:eba. em :
'::a ,constituiçao de rundaçoes Agencias de,3a·:ia5 . 59; Veto, Discussão e vota~ão do Projeto de lei n 1 Cruzes, Parecer n' lJCJ., de 1993. :e relator
·"idrogratic.as dirigiaas aos coroos,"e 3g.'~3. Eõ:de 1997, (Autógrafo n' 239911 vetado totalmente. cela Comissão de Jus::ca, fa'/er:iv:~1 ao,orojét
s~oérficiais e subterr'ãneos, do dominio d·? :,S!3C:'í J:'r;esentado pelo deoutado Ar certo Calvo, obriganco 23, í 5° da Constit'Jiç,10 :0 C::it3dc '.
hr"eceres n's 13.61 e 1362, ie 1993: je rel3t'Jfes .J :5tJdo"a fcrnecer IU'l3s.e máscaras cescJrtá'ieisacs
7]- 'hto ' Dlscuss.io e '1ctaçjc :0 ?rojeto
-;5;Jeci'ais, r,:.sP.2Cliv3~~en!~ PtH35 ComissÕ'es' '~~', :~Jfissior\ais da área 'JdontOlóçica ca ;:l.ece ?Gbl:o
738. de 1997, !Autcçraio n' 239OOi. ',et3do to
J·..isiiça ed,~Déesa· dci);1eio .Amoieme, cont:ar:Gs, 30. :s:adual. Parecer n' 13!ô. ce 1<::93. Cc ,,,Iator es::ec;al
apreSentado pelo d~;J'J:3CO "'Ji ;:,)Icão.
:;roje(o. IAflige -28, l69 ja.Cor,stituiç30jo :5bCióL :~:3 .Comissão de Just:ça. favora"el ao Drojeto.iArújO
ceGomina~ão de '~,l=r:edes Guerra :35ilva"
!g, V~to' .Cliscussá'o e 'Iopção co ?r-ji~:-J c~ 'ei C.' :3. í 32 da COf1stituição do êstadol, :st3dual de l' e 2' (:;raus do ~ )rcim Ro
752 .. de'-996; ;A,utqgraion' ~!037Li,etado tct3I~~r,:e. '50-,!eto ' Discussjo e votacjo do Projeto de lei .~,
Capital. Parecer'n' 13'3, de 1993. :e relato
JP!esen.tai:lo pela ,'deputa'na ·&elia. Artac.~,0, QSà,.de 1997,.IAutógra;0 n' 233731. vetado wtalr.cente,
pela Comissão ce J~s::ça. t3'I0r3"~! }O'~roiet
qi~_çij~lin3nc!ô {focal!!3~30 do~~ e~3.rr._~S ',esJi~u;3·r.és> aor~sentado Delo cepc:ado CJ,dini Crespo, disDOr.CO
28, §õqda Constituição do :S!3cc'.
;::as CJriiversidades PCc!:cas Pau:i:;tàs. ?arecer',~' 13~~: scbr~ ~a transferênciá de ,recno da Rodovia SP-i'9 ao
H,Veto ' Discussão e '/ct3çao ::0 Pro;et
=e 1998, de relat9r~speçi3Ice!a ComiSsão :e JüstiçJ. ';1 LJ .nicipiiJ de Votorantim. IArtigo 23. í â' CJ
775, de 1997, iA~:jgrafo n' 2336õl
fav,orav,ehao ;lro;eto.!Artiçci 2S.,§59 ~a,Gon5ti~uiçjo ~"o CJns:ituiçaodo cstadol.
;;arcialmi!nti? apr~5entaCCl aelJ Sr. Go
:5tadol. . õ1,Veto, Discussao e votação do .~rojeto de lei ,1'
aiterando as Tabelas "À", "3" e "C', anex
50, Ve:o, lJiscussão,e 'IQt:çãodo ~r0i.eIoc1e':e~nl 327, ce 1997. (AutÓgraíon' 2~J.J.1. vetado totalmente.
76!5, de 1991, que :lisoóe 500re a
'H: de '1997', (;~.ut0'lraio,ri' 23990l. '1';!t,lCO .tct3:menre. 'a~resen{3do pelo deputado'Ceisú "lIl':' .. :, iJlJ:ori:ar,,::o
FisêJlinçáo de Ser,lIÇGs Di'/erscs. i':H~er
aoresentado pelo dequtado Nelson ::;al.o;n~, 'J "ode r :xecut;vo 3. criar :i~h3 :õPC:21 ::2
1~913, de relator es;;ecial ~e!) CJr~:;;Sdu ~I
obrigando ~'realizaç,ão daeletroforese e(l1 e.ornes iiríanéi'amentopara agri~ultor~s na aquisição de
favoravel ao projeto.!Ar.:go 23, ~ 5' :) Cons
or~·-nCatais. Parecern' 1360, de 1993, Ce relator s'err,entesde algodão. Parecer n~ 13à3, de '998. de
êmdol.
especial pela Comissão de Justiç:a. iavocl'vel 3·J re!atorespi?cial. pela Ccimissao de Justiça, fa'lor:hel ao
_ ...... ; _ .... 1.4.~; ....... .,R li. ~ ri. c .......... ;, .. ;c .. 9',ci.., ;;.,,a";nl ~,oi~to. (Artioo 28. ,Dl1 da Con;e;tit"icjo do ESf;\doL
7:>' Veto - Discussão e '/ctJçjo :J .~foje
--- .. - . -..... '" .... ---"- -* - - ..... _ - - - . -

" ..... ::':" ....;.~~ ..:-:'J:"--


.~:"""' "~'''''-:-:':'''-'' .. '''_'''''''''"'~ '.
NOUMITE Consultas de psiquiatria do hospital militar de SP aumentaram 55,4% entre dezembro de 96 e janeiro de 98
....:.....
Crescem casos de problema n:t,~ntal na PM
" \ ': f •

:
" ....

"
I,: •
fdltorl.d. Art./ro'tI.lmaq .. m ~
1r."t!~.,.mPl!~I'-"l~Ip!~"'~!IIIIIPIjI"i{II!':!lI7m""~".~r."ITl;' março pa~sado. apresenta lima
".' !
d. R.portag"m local COI<l):ll,1 ,Iumcntoll 55.4% em re- (8,2%) e prohlemas relacionados ,I
,;: '~. • rm4'l·][!f.!iftit:r:rt.'t'h~ttlttt:mtttlt.ttm.tJ!t,N1'JO , , ., ,.
O numero de poliCiaiS militares
lação ,I dezembro de 96. Foram
realIzad.ls 2.183. que representa-
~ falha por não revelar o
UOlveno pesqUisado. Ele também
distância enire o trabalho e local
onde moram (3.6%).
,
., \ '. • Consultas no Hospital da Potrcla Militar. que apresentam problemas psi- ram 29<1" do total de atendimentos divideoscasosporpatologias . "Atmilmente,o PM sofre muilo
quiátricos e psicológicos -rela- feitos pelo hospital (7.525). Segundo esse levantamento, com o estresse profi'ssional, 'se en-
.. li Psiquiatria R Outros· cionados a drogas, álcool ou ou- "Isso significa que mais casos 11.4% das consultas realizadas pe- volve em conflitos sociais, tem

-
• Ortopedia • Total 3.895 tras patologias~ como esquizofre- estão chegando ao nosso conheci- la área de psiquiatria eram relacio- problemas pessoais e sofre tam-
3.758 nia ou psicopatia- vem aumen- mento". afirmou o coronel Isaac nadasaPMsViciadoserndrogas. bém com a diminuição da au-
tandoacadaano. Chaiin. comandante da Diretoria Os ca50sde alcoolismo crônico to-estima. Na cabeça da socieda-
A constatação é baseada na.evo- de Saúde da PM. Portanto. o pro- representaram 9.9%. O maior per- de, todo polici,al é um cara violen-
lução das consultas feitas no Hos- blema pode ser ainda maior. centual é o relacionado a casos dé to", dec1arouChaiih_
pital da Polícia Militar. Em dezem- policiais esquizofrênicos, psicóti- ,u Ao se deparar com esse qua-
bro de 96, por exemplo, o hospital Jovens cos e psicopatas, entre outros. El.es dro, o policial com problemas
1\" realizou 5.522 atendimerltos. ues- Um levantamento fcito pela di- somam 24,1% das consultas reali- procura uma válvula de escape.
tes, 1.405 foram feitos pela divisão visão de psiquiatria e psicologia zadas ptla psiquiatria. Nes~e caso aparecem as soluções
~, ,L
de psiquiatria e psicologia, o que do hospital militar traz llJ11 outro Os problemas relacionados ao infelizes, corrio o'uso de drogas Oll
representou 25,4% dos casos. O dado. considerado assustador pe- trabalho aparecem em segundo álcool. Há tambéin os casos em
número foi maior que os casos los psiquiatras: a maioria dos PMs lugar (21,5%), seguidos de p~rto que o PM se torna violento e vira
atendidos pela unidade de ortope- que procuram esse tipo de ajuda é dos problemas familiares (21,3%). um verdadeiro psicopata." A so-
dia (1.367 consultas). jovem, entre 28 e 30 anos, e está na Outros dois motivos .Ievaram os lução mais extremada é ti suicídio:
Em janeiro deste ano, a parcela tropa há cerca de cinco anos. PMs a procurar ajuda: dificulda- foram registrados 74 casos de 95 a
de PMs que procuraram ajuda psi- O estudo, que foi concluído. em des no relacionamento. conjugal abril deste ano. (CRISPIM ALVES)

,. }"'il rY~:'f;ã:~ ;ri'-;;'ft'~ ';'};/.' /~:\("~ :,;~ "i~·~~~~~1t?, . :'i;ki;~:~~pUr~\~·'~:,*';r·,~1it f1ff •.~,;",,"-.. ~::
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I • Fomr.HospIr" da PoIcL. Mnttar ~ sIo,.ukt -


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PM adota terapia de grupo para viciados


CRISPIM ALVES consultas feilas na divisjo de psi- DEPOIMENTO ... ~1""d •• 'O.,'OII....,·' ... ~

doi R.portage-m Local quiatria e psicologia do Hospital

A Pnlicia ,\Iililar de ~jo Paulo v.,i


criar grupos semelhJnTes ao :"-lA
(Narcóli(os'AnÓnimosl e AA (,\1·
da Policia Militar.
Em relação ao universo total de
policiais militares no Estado -al-
go em torno de 82 mil-, os nú-
'Se não bebesse, não , j'7., ..
i~) :. ,·.. ~.t
(oólicos .\nún(mo'\) na maioria
da~,:\üJs t1n1d.Hh·~ par,llt'nIJr con-
tcr () J~.'JJlçn dc~ WiO dL' drtl~.I\ r de
mero.s podem parecer pequenos,
ma~ r.'\t.10 preocupando muito o
comando. ~eral da corporaçjo.
conseguia escrever'
,ikoo.I.~nlreo, polic;,us. "Ape'H de n.in haver núm('ros
A idéia principal e descenlraliz,,, fantásticos, o erro cometido. por
Policial (rabaUlava embriagado todo dia

~.
~,atendimento psi(nl()~i(o de sau- um policial drol'tado. traz coose·
Pediram vUW veuS para sair de
dt, concentrado Jlualmente no
Hosp'lài Já Policia ~1ilil,,,. Um
pro.ielo-pilolo já eSlá sendo desen·
quenci.s tragicas. Infelizmente, a
populaçao esquece qUt o. policial
também e um ser.numano", afir-
d. Rf'porug .. m loul

Biografia do. sar~ento f.L., 45:


casa", rdnnbr.. com os olhos
mareiadas.
t
volvido' em Sdnlos, no lit'oral de
São Paulo. ;~bs'resultados'obtidos
mou o coronel Chazin.
19 anos de Policia Militar, casa-
do, quatro filhos, quatro inttrna·
O sargmlo. wmeçnu a tomar
consciencia do lamanho do bu- ,,-,t
........
ate agóra são mililo .f,ons·, alir- Álcool ções para tI atamento do alcoolis· raco em qur s~ encontrava há . ..;::"P . .,. •••
mou,oco"tonellsaacChaún. chele
da Direioria de Salidcda,Í!~L
Além do avanço do crack, outro
prnlllemá qUt preocupa o coronel
mo üônico. dnco litros d~ ca-
chaça por dia duran'ie os cinco
piores anos da doença, 65 dias de
cerca dtO sdr anos. quando ini·
ciou seu primeiro tratam~n!o.
"Parecia '!'Ie ludo estava vol·
~;'L-.

~ i~,'t 'i:::"
Pelo pr:oielCr s.erào realizadas
psicoterapiásde gru,pn·.dentro dos
são os casos ti,· PMs dtpendentes
de bebidas alcoólicas. Eles somam
cadeia. dois inqueritos (umdele, tando ao r.onnal. Minha mulher
~:
~:~
~

i'
por ter sido !lagrado bel1eÍldo em engrJ\idou,oovamentt (tefceiro >.Ii/.
-,':'.
qu~çom :1 ~racào dos
comandames das.unidades, lodos
';s.Q.(Miais e ilte de.famiÍiares.
"·Dessa manéira, queremos ins·
truir 05 comandantes dis unida·
9,9% das consultas da divisão de
psiquiatria do hospital militar.
"O problema maior é que essa
tua tem se mantido estável aO
longo dos anos.N~o estamoscon-
serviço) e um comelho discipli·
nar que quase· culminou na sua
eXpulsão da corporação.
"Eu bebia desde os 9 anos de
ftlho), mas lio-tllma recaída e (0-
meçou turo de novo. Acho que
PJn'i de bdler lima am vezes."
Segun-dolL.~s recaída' sãomu-
iC' .....
~
1 .
idade.. mas o problema se agr.· ilo devasôador"s. "Voce stnte
dts"paráeennhecer nsür~iinerito se~uindo diminuí,la", disse Cha-
vou em 79, quando entrri na PM. vontade dr;tomar toda a.bebida
dt lima p.atolo.~iade fo.rmà rrceo' zin. A grande prrocupação, se-
Encontrei màis f3(lIidade par" do mundo."
ce. Assi!f1.·elefar}parte dasõliJçáo gun_dº o l11ajor Antonio fosé Eça,
do' prob)ema"; disse Chaiiti. O beber. Chegava nos oa,r.e.s eos do· AP<;.s,aprimeica.reéaí.:Ja,o sar-
ctiefe da'dixisão de,psiquiat"na"éô.
nos,davam de 'graça. " ~CoITl dez, ,gerito .giz,!JW foidésel)pnado
coronel. faz q\lestão de ressálíar fáto de o álCool ser, invariavel-
anos de Polícia' Militar; ,a bebida ~los' médicos que o;iaiavam.:
~:
que,o pro.ietn não tem caráierpu, mente.,. 'Rrinéipal,porla de,acesso
ja,tomavaconiade mim. Não to: "FJes.ch~m a aconsêlliar-.mi-
oitivo, e sim curati\·.o e preventivo. p~i":io m\!pdp <!~s drogas,
má~ama;sc~fé:só 'pinga. Ã;57h, riha,mulM a I;'zer u!n cem se"~ ~.,-
.
"A maior .dificuldade 'tem sido
Avanço ante.s de entrar no serviço, já ti,' 'g!1ro de viia para'mim '!m'nóme"
,diagnosticar nOVo.s, casos". deéla-
Anteontem. , Folha informou nha !o,m~do quase' um litro de dela. poin,previsão e,'ã .f;Ue_eU~
rou.o maiorluiz'Alvaro de,Mene-
(om.cXCllJ~I'';lt~~~e ill~e o (on!'lImo zes "Filho. chefe da divisão de as-
pin~a .. Se'l)ão·bebesse, nãoccon· d<:veriamorttr.,rm'brev.'. " I
,If"'(·~~l.d( I'"nr r~1_~;r ... r;i :lIITnrflt.m- (;",~""of,i;l'- t~c;'jli(-a 'da, Dirrloria dr ~('r.qia ('t;crrvrr. ''''Tràt'ialhól\"a O tom-cid nlfT:1'tiva m ,"d:1.nnva-
l

f"f11I;~ i:l ..~.'c:II-1 .di~·,. "if'lli,.-- ':r.fl."i.1;:rnr1df~. LI r;at'A:


tlh. I k .• 11 u,di, .011\ Ib.to'l do I "
~;1frJ~··g;r;lI.. desJl' o,lT1l(io dl' ... i,l'
,,'Ii
~,It...jl~·.· 't :lIlIi II 'i uh'r:I(,'I~i~ dI'"
grupo ..1 PM l's'perJ j"niclar tll11 tr,l-
loc'lll\ 0"
n.ln ~'h!,gjlv" ;1,l·:I~líh.âr.-!t.p(,r~lIu·
m:l';
"Holt" (1Ilil;lIA ic'ir~ .I,: "'!l1jl~I1.I: I'
.1ho' fór~m -k\·<1do~ .10, COnhCl"j·
mçn,10 d.9 srlnr,dc.~Jtid_t; d~l tropa
mais (~e 20 caso.s p'"!'r m{< de r~li·
~.a:H~o qlJ(~;'rO~-~a"r-cvCr1cr e<;_~{>qua·
4ro. cunsiderado pr,encup.antc.
A i,úcrição e realizar palestras e
comiá-hâstàntc: N"jo media,a vio.-
l~nci,1. Quailllo p~~ava um.ban·
dido,(}\l um mcnor":'infrator. d('~·
carre~ava toda..~m.inbáira.".
p•• ,.a',i..,." "a." 'l',~tro. ~'.I.(" e
diàs 'lll~ p'rri dE helJtr"·
Naí'f".l<d~'(H de main oIt 9'1) .
de's~iq.Jr~a~ tom a inic:17ào~e1'
'
2(]i
:\ I
\i
(tais viciados. dn drogas -'70°0 promover debates. sempre com
Dessa maneira, calma e,obj"li' btber cOrt: o. irmão. Po, >0' (to io;'
em,crack,;:"-los'doisultliTIo-s ano.s. a temas'ligados aos problemas. bus-
média mensal não passava de dei. ca'ndo Uma solução em conjunto.
,va, ',L, foi:nárrandopara a ~olha tnganado t,acaoou pa'·"iidotm
° númer6.rode sl'r ainda maior:
estima-5çAut:ror td~ de ("Jtb \.j.
na própflh unid~dc.
Atuahl1entei"o comandante do
todos os' pr!,blemas ,queerifien·
tou por causa da bebida. O,tom
uma reuniãode.·alcoü);,tras'ano-
rumos. "Fii"KiJ.m que c-~r_avam
; ;J
;.
dá';arrativa sóé alterãd'" quando coolando,. minha vida "'"da·ti'
Liadõ existam entre t!'cs nü dn"co quJrtel"ao identificar um 'proble- J
oUtros P~h dependentes de áàl'k. ma, simple.lmente encaminh.a o
eldala de duas iilhas. . nha sob""do'um pouuii"ho de
:::';
.t,l, i-
'·;,.
;' "
1
I
Além disso. a P~l sÓ toma conhe· poiiciál Rara o :hospitalmilitar.
"Não acompanhei-o {r~sc4!ten­
to delas. Só·vivia no bóteco. N un,
Inteli(!ênóa., Prestei al,![J(.10 no
que.ele, !,!Ünln e promc~i paI" .,,1. I ~ .J t . j
Cimento (kum.no\"O (a,o quando
oviciado,rrocuraa.iudJ médica.
Os caSos de policiais \'iciados em
"Isso piora muito o' protílerila.
porque;além detudo.·o:pólicial se
'sente exchJido do meio no quàl
éavi um boletim escola ... Elas
não me consideravamma,s pai.
mim mcsniO que >nunc;<r.f.l isjria
~ber:"léAl
'lI:',
·.',_.1 ~I·t·! .:- 1.1 ~ltL'J
Osargi'rit.o. da Policia MilitarJ.l. que ena sem beber há quatro. anós
drõgâs iá repre<entaml U~;, das convive", declarou I:ça.
, .,

.OPMs sào excluídos por ano


policiais que morrem por causa do
envolvimento com drogas, álcool
De acordo com o majór Antonio ou,por desenvolver outros tipos de
osé Eça, chefe· da .,divisão de psi- doenças mentais,
uiatria e psicologia do Hospital
a Polícia Militai- de $ão Paulo, Seleção falha
.. ',
erca de 60 policiais sãó excluidos Anteontem, o coronel Isaac
a corporaçao a cada ano por 'Chazin, chefe·da Diretoria de.Saú-
preseritar' problemas mentais de de da PM, afmnou que parte dos
odos os tipo~, o que dá uma mé- problemas enfrentados hoje pela
ia de cincocasos'por mês. tropa estão relaciQDados a·falhas I,
Esses policiais, apesar de serem no proc~andi- r ..
esligados automãticamente da 4.~M º,orridas nopassaà&.
ropa, continuam o tratamento no "Parte desse pessoal que foi
ospital,militar. Nos casos das pa- contratado às pressas já foi expur-
ologias mais complexas (esquizo- gada naturalmente da tropa", dis' ; .
"'\.. ", .
reniiu ou psicoses), a exclusão se o major Luiz Álvaro de Menezes
corre assim que o problema é Filho,chefe da di,isão de assesso-
.agnosticado, pois esses poliCiais ria técnica da ditetoria.,Noentan-
assam a representar um certo to, esses policiais teriam ficado Oi _
.,
' "

au de perigo à população. tempo suficiente na PM para


No caso dos PMs viciados em "contaminar" parte do grupo.
ogas ou álcool, o afastamento Atualmente, segundo o maior, o
o poüciamento de rua é tem pará· processo de seleéão é muito' mais
io e dwa'o tempo necessário.para rigido. "No máximo, apenas 12%
recuperação. Geralmente, o poli- dos candidatos são aprovados."
.al passa a desenvolver trabalhos De a:crdo com Chazin, o r'igor
ilrocráticos. "Esse PM fica res- no processo seletivo traz outro da-
'to de usâr arma, dirigi., atender do assustador: 60% dos caiJ!lli1a-
público etc:", declarou Eça. tos são reprovaáos após os exames
Isso.se não for o caso de urna in- psicológicos. "Isso revela um pro-
emação. Atualmente, a ala psi- blema serio da sociedade." (CA) .: /

uiátrica do hospital militar tem


5 pacientes internados (cinco .':, .
,\ ,
om dependência de drogas, dez i
om problemas relacionados a be- i
idas alcoólicas e dez com outros
roblemas men tais),
Não é possível saber a extensão
otal do problema porque a PM
ão dispõe de dados a respeito de

,.'

, .:

.'
..... , -. '

'. ~.'
..
O,".: .....
. .
~ .. , ~ ..
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" ...

.....
i
..'~ ::." " J
. :-.

.':~ ..
' .
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO

RELA çÃO DOS POLICIAIS AFASTADOS EM 1.997 E 1'998


POR "STRESS"

1997
JS-2
l° Ten Dent PM 924787-4 MÁRCIA C. B. BUENO CPAlM-3
Sd PM 811566-4 WALDIR E. REZENDE 18° HP:rvl/M
I°Sgt PM 801193-1DJALMA S. CARVALHO CPAIM-3
CONSULTA
2° Ten PM 860731-1 AlLTON CRÍSPIM 5° 13'PMfM
]<) Sgt PM 93.040-7 GABRIEL J. DE CASTRO 5° BPM!M .
Cb PM 861264-1 V ALNEI A. VIEIRA CPAIM~3
Sd PM 885571-4 PAULO H. DE OLIVEIRA 18°BPM/M
Sd PM 950189-4 SOLANGE AP. G. RODRIGUES 4° BPTran

1998
JS-2
1° Sgt PM 801193-1 DJALMA S. CARVALHO CPAIM-3
Sd PM 965417-8 SAMUEL M. DOS REIS <)0 BPM!M
CONSl1LTA
Cap PM 822280-A ANTONIO BUENO DE O. NETO 18°BPM/M
2° S!,Yf PM 793466-1 ALEX A. M. DE LIMA 9° BPM!M
Sd PM 780130-A SIDNEY D. ROMANO CPNM-3
Sd Fem PM 760421-1 ELIAN FERZI 4° BPTran
Sd Fem PM 882467-3 NAIR F. RODRIGUES 4°BPTran
Sd Fem PM 950382-0 CLAUDIA A. DEMARCO 4ó BPTran

Continua folh_a 02
2

[l. I. S. 19,9'7 1.998


RESTRIÇÃO 63 50
CONV ALESCENÇA 39 49
JS-2 (REST. E LTS) 12 13
ENCAMINHADOS AO HPM 29 24
CMÉD. /~
RESTRIÇÃO ----_._. 1()' ',I 13
I
CONV ALESCENÇA 32 20
JS-2 (REST. E LTS) 0$ / 09

LlJlZ ROBERTO M EDINA DOS SANTOS


Maj Méd PMCh « UIS do CPAlM-3
Sã'o Pa-ulo, 05 de novembro de 1998.

De Adilson Pinto Marante (Chefe do Depto. de E'ngenharia)

Para Polícia Militar

AlC Capitão da Polícia Militar Emanuel da Aquino Lopes

A Universidade Bandeirante de São f>,auio, ciente da proposta que esta


sendo apresentada pelo Capitão da PM Etnanuel: do Aquino Lopes, do Curso
de Aperfeiçoamento de Ofioiais da PoJíciaMilitar, relativo à implantação de
um programa de controle do estresse junto ao efetivo pertencente às
unidades do CPAJM-3, vem através desta, manifestar-se seu interesse em
participar de ta'l programa, mediante a análise dos diVersos departamentos
acadêmicos.

Atenciosamente,

\
-.
\ ."

" /.' '" i\"l' l;


A[)lL~ON/;~. M .: I'" L
.. - --;R<f. ~.~.7~
~~n" . .. v

Adll$onPinto' M'.arante
. Che,fé do' Depe. de; Engeo har[a
!{ ESE R \ .. \ I ,, )
IFls'..........
.6t _,;

Exemplar N° de cópias

P ME S P SÃO PAULO
CPM CPM - LUZ
281500Fev97
PROGRAMA DE AC()MP~~\1ENTO DE PM
ENVOLVIDOS EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO
(PROAR) ~

NOTA DE INSTRUCÃON° CP~i-OOl/3/97


Ref: N1 N° PM3-002/02/97, DE 20Jan97 .

1. FINALIDADE
Regular o desenvolvimento do Programa de Acompanhamento de PM e·nvolvidos
em Ocorrências de Alto Risco no âmbito da Região Metrbpolitanade SAoPauJo.

2. SITUAÇÃO
ao diante do sucesso do Programa de Acompanhamento a Policiais en~olvidos em
ocorrências de Aho Risco desenvolvido pelQCPM,o Comando Geral decidiu
estender o Programa para toda Corporaçio;
b. para tal foi expedida a NI N° PM3-OO2/02l97,atribuindo ao CPM a misslo de
coordenar o desenvolvimento dó PROAR parâ as Op·M constarltesda referida
Nl; e
c. o Programa abrangerá, além dos PM envolvidos em ocorrências com morte,
aqueles participantes de ocor:rências de resist!~ia seguidas de lesA0 cor;poral·e
os PM que apresentem alterações compoJ1amentais .em ra.zão da par:iicipaçlo em
eventos traumáticos.

3. OBJETIVOS
a. criar e manter mecanismos de controle e adequaçio de
comportamento;
b. promover o reequilIbrio psico-emocional do policial: miliUir que participa
de ocorrência deaho risco, além de eVentos tri'gicosquepossam abàlá~1o
psicolo~nte ou criar traumas~
c. promover a neçessária de ititude nos PM itJt~grt\Dtes de grupos
. imedi to .
a..
desviantes· que~tuamem Uc!IaC(J~IUO comi doutrina CQrporaçlo; .
. .. . ··lic:
. _.
1 millW·" -
. ~ d ~ atuar..; . a· na DO po ~ : .'~' .
A
.
<pJe , de" -.. r~çlo· de ~reDçâs ".~'~~~_-

- . , -,
::. i." _ C
!-
t~·~ ;,',J._J
· ((lí,t::lcceros rrl:',:;-;,1S dI.' 11I~r,Hll' I e di~(lplll"l. ,lll,I\\'> ,:,) l\llllf ok )"
cÚIl1~ortame·ntal e ret'nquJdramenlo dll~ r,diciais mJlitJr~~ qlle rel:ll/~,llll J prJt,,~~
de comportamenlos etic:1menle condena\ ~I:;; e s-\
promover a redução do nlllnC!ro de 1111lr10S em conrrollln. dlr;l\~S d( Illelhol
lre'inalTlento e domínio do medo por rJrlt' Jl)S P~I c, ((IIH:urnili.lJlkllleIHe, hlJs(ar
o aumento
,
do número de prisões em IlJ l!rallle. -
EXECUÇÃO
· OPM integrantes do PROAR na C:lpit:ll e' (;r:l,,,le S:il,» PaulO': Illüdadl!s
Subordinadas ao CPM, Órgãos de Oireção, de Apú'io, Espc(iais de Ap.oi,o,
Especiais de Execução e demais Órgãos de fxeOJç.ào selüados na (JTand~ São
Paulo, Assessorias Po,liciais Militarese Casa M:.ilil'ar~
· A eMil será consultada quanto a participaç,ão dos PM sübordinados ao
Programa;
· Serão ,apresentados ao CPM, com destino ao P;ROARos P~1 que:
I) de serviço ou de folga, participem de ocorrências de resislência seguida de
morte e tenham apreendidas as annasque ponavam;
2) de serviço ou de folga, participem de ocorrênc'ias' de resislência .seguiaa de
lesões corporais e tenham apreendidas as armas que portavam, e /
3) a critério dos respectivos Comandos apresenlem aJl~raçôes cOI.npoltamenl'ais, ,
em razão da participação em ocorrências trágicas, cu exposição pro,longadaa
situações geradoras de "stress" intenso.
· Considerações Gerais .
I) a Coordenação do Projeto será efetivada pelo CPM na: se,glllnlé conformidade:
a) Coordenação Geral: Cml do CPM;
b)Coordenador do PROAR da Região Mettópol de, SP: SCh EM/CP~f; e
c) Secretário do PROAR: Oficial Subalterno desi:gn'ado pelo. CPM.
) Comissão de Análise:
a) Coordenador do IPROAR: SCh EM/CPM,;
b) Psicólogo ou outro profissional que tenha dado assisJência ao PM;
c) Representante da OPM do PM;
d) Representante da Corregedoria PM; e
e) Secretário doPROAR.
· Critérios de Avaliação
1) A Comissão de, análise·emitirá'doisparecer:es:.
a) apresentara ao Coordenador Geral o tempo d"eestági'o após o ERP' e a
conveniência ou 010 de devolver oPM IOPM de origem;
b) 80 ténnino d() ERP ou do estj'gio. deflnld lebre os nfveis de 'festriçlo CJUe
devem ser impostos e a conveniência .~ ,moWneoJaçio do efetivo do, CPMf
propondo para os demai,' po!iciais.~bmetidos ao Programa, propos~, .~~,_,
_+-..' -.' '\'i-,- ~~:c ,-' -
,~_~..:a . '-.,::;~~Y"",
, l'\l\\(lk'nJJur (I_'~,J: lk 1t:')\ill1~nt;I('i11 11,lr.1 311\\11.: k" dê ,ll\:.'llllr P()Il:I~i;i~',l
~grt!~)ivu; . _ _. "
c)alllbJs avallJçocs km os r3drocs de anJhse deslgnJdos, na NI
, .rtv
dt! reft!rencln,.
incluindo-se. apenas, o r~sultaJo de entr~\'iSI3 psiqui;1trica " s~r efdllJda; ~
d) a Comissão dctcidirá sl.")br~ caJa cuso Culll a prt!sC:Il\'U rnillill'" do CLloJd~llador
e Secretário do PRO,-\R, JcsJe qllt! loJas os SeUS 111L~:lr,lIJl.es l~nham sido
regularmenl'e convo(3dos.
f. Restrições e Períodos
1) o período mínimo de pennanência será o necessano à assistência (m~dka.
ps icológica e fisica) e para a conclusão do ERP comarro\ t! Ilaine,nlo regular;
2) o período de pennanência será definido pela Comissão para cada caso,após
análise e de acordo com as necessidades individuais;
J) durante o Programa o PM nào poderá ser e:mpt'nhado em policiamento
motorizado;
4) tenninado o período de freqüência ao Programa, a COI'h:issãodeJiberará sobre os
níveis de restrição a serem impostos, dentro dosseguinles limites:
a) restrição total para atividade de policiamento os,tensivo (ilildicando
reexames periódicos a cada 3 meses);
b) restrição para PTM, ROTA, ROCAM e outras modalidades similares dt!
policiamento motorizado (entre 3 meses e 2 anos);
c) restrição para RP P (entre 3 meses e 2 anos);
d) restrição para policiamento a pé; e
e) restrição para outras atividades de policia ostensiva.
S) sempre serão expressas as atividades para as quais o PMestá liberado.
g. Moviment·ação
I) a movimentação do PM, após o estágio, para OPM de menor pótencíal de cristo
deve ser proposta pela Comissão; e
2) o PM que desejar ser movimentado para OPM difereot~ da sua, ao ténniino do
PROAR só poderá fazê-lo se estagiar no m·inime per 6 meses após Q ERP, nãD
estar respondendo a PDS ou CD, existir vaga na OPM, ler s:id:o aprovado em ,
entrevista por aquele Comando, e receber :indicação prévia favorável da
Comissão de Análise.
h. Rotinas
1) da apresentação 80 CPM
a) encerrada a parte de Pollc'ia Judic,iária Militar das ocor:rências onde se
envolveram diretamente e cumpridas as demais. etapas hoje existentes:, 0$, PM
serão apresentados à sede doCPM; ,
b) as apresentaçôeSserio feitas durante o horário dee.xpediente;
.ctos apresentados devem estar de posse ·dOl uniformes e equipamentos- ,padrlo
. (EP1' ". " incl~!!e o de educ.aç~ _,~~portando anname,nto da'
cal.~8emuniçló) e tràZena~i Ficha Sa~itâm.a, Regi,stro
--:---tm!t:YltaU:ablIC 'firo e --.,.---
.,;~tíi", :~.(~
, • . _., i~
di Sl' r.l.o aprcsenlJ ,: l" ao C I'~ 1, l', I'" 1 "" " 'l' l' n~ tJaJrn " , (<In" '\ " l ' t~~s"
no Item 4. c. ; e . Ov
e) até o término do ERP os PM rt.:rm.lllecerão adidos <lO CP\! dt:[lois, S~
estagiarem, passarão à cond iç ào de ;1didos à OP\ 1 r:1rJ a llll;d fnrclll
des ignados.
2) fases do PROAR
a) apresentação ao CPM onde o PM é incluído no ProgrJm:1;
b) entrevista de entrada com oficial d,", Oi\! Com SU(;
c) apresentação ao Oficial Secretário do PROA R;
d) entrevista psicológica e agendamento da aplicação de testes;
e) encaminhamento ao HPM para entrevista ps'iquiátrica e realizaç:'\o dI!
"check-up" de saúde;
f) período de condicionamento fisico, treinamento de Tonra e visitas
programadas pela Coordenação (periodo pré··ERP};
g) Estágio de Reciclagem Profissional (ERP);
h) habilitação como motorista PM, a ser definida em Nota própria;
i) Estágio de Resgate Nível r - CB, podendo ser a convocação efetuada pelo
Coordenador do PROAR, após o término do ERP; e
j) liberação ou Estágio em OPM específica por tempo determinadu pela
Comissão de Análise.

i. Atribuições Particulares
J) DEI
a) através da EEF pennitir o uso da sala de aula e vestiários, para os PM do
PROAR;
b) manter local .adequado para a instalação do Secretário do Programa e
sala de psicologia;
c) organizar e executar, na fase pre-ERP, programa de condicionamento fisico,
emprego de Tonfa e laborterapia aos PM convocados ao PROAR;
d) transmitir ao Oficial Secretário do PROAR informações sobre o desempenho
dos PM submetidos aos programas estabelecidos, que servirão de subsídio
para a Comissão de Análise; e
e) o médico chefe da UIS/EEF apresentará os PM para exames e transmitirá os
resultados ao Secretário do PROAR, para subs'idiar a elaboração do plano de
condicionamento flsico e as decisões da Comisslo de Avaliação.

2) DS
a) através do HPM, submeter os PM do PROAR. "chetk-up" de saúde,
incluídos exames laboratoriais e ergométrico; e
b) executar entrevista psiq~ individual em cac~a um dos PM" submetendo-os
a eletroencefalogra~a, '.
, . for o~cucrr'elri1tir parecer que .~çve ser
_" .4, "o _ . .1[".
encaminhado em ."- ..-=-- -' - -

.
r:F~:"7~1 :.'~·:)o;-i~r -
.....
. I
,
. J) DI'
a) atrav~s do CASRJ e CSArr, meoiante solicitaçào do erM, suloml?ter os P
00 PI{OA R a ll?stes r~i(L>ll)gicus, exeClllar sessões de dintlmica Je grupo e
oferecer programas de assislellcia inJividll<l1 aos que l1ecessilarelll;
b) remeter os resllhaJl)S JO CoorJt'IlJdor du PR OA R; e
c) partic ipar da Comissão de A Ilj Iise, quallJo ror o CJSO.

4) DAL
a) através do CS MMfl nt, med ia nte solic itaçào priorizar a distrihu ição de
fardamento e equipamentos aos PM do Programa que façam jus; e
b) através do CSM MIM designar, quando solicitado, inslrutores e examinadores
para habilitar os PM inscritos no Programa a dirigir veículos da Corporação.

5) Correg Pl\1
Apresentar ao CPM o Oficial para compor a Comissão, trazendo subsídios
quanto as ocorrências e vida funcional dos PM a serem avaliados.

6) CPM
a) Divisão Administrativa
I) recepcionar os PM quando das apresentações, procedendo as anotações
devidas, para fins de controle e outras providências administrativas cabíveis
(adição, diárias, documentação, comunicação e outras), cobrando de imediato
das OPM de origem a remessa de cópias das folhas "I" e "9" dos
Assentamentos Individuais;
2) quando os PM forem apresentados ao CPM diretamente pela Correg PM,
infornlar a OPM de origem e solicitar os documentos constantes 4.h.l) c);
3) apresentá-los para a assistência psicológica e aplicação de testes;
4) acompanhar as movimentações dos PM, no período em que estiverem
adidos ao CPM, para fins do programa; .
5) manter quadro pormenorizado e atualizado por posto/graduação, OPM de
origem e situação (qual fase do programana qual se e·ncontra cada PM);
6) cobrar das OPM a apresentação dos PM que não iniciarem estágio por
estarem em gozo de afastamentos;
7) apresentá-los à Divisão de Comunicação Social, quando liberados da
assistência psico-sodal;
8) proceder, após a conclusJo do Programa, as apresentações as OPM de
origem ou de destino, bem como, providenciar quanto a cessação das adiçôes
ou outras movimentações, quando for o caso; e
9) apoiar o C~D8dor do PROAR no tocante ~ JUstiça e Disciplina.
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I.) nnutarentr~\i>tJ inicial e5cL,:,,,',~,, .,,1'\10 ftlnc" " .. ::: ,,'nttl ti .. IT"k~:},~E I

2) apresentá-lo ao O fic ia I SecretárIO di) /) lU) A R; /


3) em comum acordo com o CoorJ~ll;ldl)f Jo PRO/\R, at~IlJ;lr visit:ls ~ e\c!lÍl1 s
de interesse do Programa~
4) manter estatísticas atua lizadas sobre o PR0.-\ R;
5) transmitir informações a DAMCO para dindgJção à mídia;
6) responsabilizar-se pela divulgação intema no âmbito do C j>f\ 1; e
7) elaborar os boletins mensais sobre o PROAR.

c) Divisão Operacional:
Apoiar e <:oordenar o ERP no tocante a área de ensino.

d) COPOM:
Remeter à Div Adm, diariamente, a relação dos pnliciJis militares
env91vidos em ocorrências com resultado mOr1e ou lesões corporais, na área
da Grande São Paulo.

e) Coordenador Geral:
I) decidir sobre as propostas de restrição e movimentação de PM do efetivo do
CPM;
2) remeter ao Semt PM as propostas de restrição e movimentação de PM de
outras OPM não subordinadas ao CPM, de acordo com o indicado pela
Comissão de Análise;
J) manter o Comando Geral infonnado a respeito do andamento do Programa;
4) propor mudanças para o aperfeiçoamento do Programa; e
5) expedir boletins infonnativos mensais para conhedmento das OPM
pa rt ic ipantes.

f) Coordenador do PROAR:
I) designar 'O'S docentes para o Estágio de Atualização Profissional;
2) coordenar, fiscalizar e orientar os responsáveis pelo Projeto no CPM;
J) presidir a Comissão de Análise;
4) encaminhar ao Coordenador Geral °as decisões da Comissão;
5) manter o Coordenador Geralinfonnado sobre os acontecimentos e
alterações na execução do Programa;
6) acompanhar o desenvolvimento do Projeto junto aos órgãos apoiadores;
7) propor ao emt Pol Metropol, dentro das disponibilidades, a complementaçlo
do efetivo das OIPM Subordinadas que; tiverem PM·recolhidos para estágio;
8) expedir toda a documentáçlo referente aoPROAR;
9) prestar info~~ M. 9PM integrantes do Programa, seml'l'e o que
necessário; J-~;Ffb. 00o0_'•

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il HII\ iJuJI dll~;:lI q;r J Ilk~ Jo Pro grd /ll.J, 4 UJnlu JU illkrt: )~e d~ serJ~\t/
movimentados de SUJS ()l'fv1 de origem: e (]v
11) apresentar ao CoorJ~[)aJor Geral os proct?ssos disciplir,ares dt! comronenks
do PROAR, rara decisàu.

gJ Secretário do PROAR:
I)elaborar toda a doclInlt'ntação do PROAR em comum acnrJo com o P/I;
2)elaborar o Quadro de Distribuiçào de Trabalho e QU3Jro de Trabalho Semanal
do ERP, divulgando-o com antecedência ao Corpo Docente e Discente;
3) supervisionar o Registro Diário de Aula e arquivá-lo em condições de pronta
consulta;
4) indicar, por relação, a composição das turmas para lins de publicação
em Bollnt do CPM;
5) elaborar Relação de Freqüência dos Estagi~rios e respectivo conceito de
aproveitamento;
6) reincluir, para nova freqüência ao ERP, aqueles que nào obt.iveram conceito
de aproveitamento pelo menos REGULAR no ERP anterior;
7) elaborar a relação de aulas dadas encaminhando-a ao Coordenador para
remessa ao CDP;
8) integrar e secretariar a Comissão de Análise;
9) coordenar toda a movimentação dos PM integrantes entre os direrentes
órgãos;
10) apoiar a EEF em suas necessidades;
11) fiscalizar a sala de aula e vestiários dos inte:grantes do ERP;
12) reunir, quando solicitado, grupos de PM para reavaliação psicológica,·
dinâmica de grupo, estudo de casos e outras alividades afetas ao PROAR; e
13) colher, no início do Progrâma, as manifestações individuais dos PM,
quanto ao interesse de serem movimentados para outras OPM,
encaminhando-as à Comissão de Análise.

h) Assistente psico-social:
I) executar entrevista de entrada;
2) agendar e aplicar os testes psicológicos necessários;
3) agendar acompanhamento psicológico a cada 30 dias;
4) controlar, convocar e reavaliar osPMque tenham sido liberados com
restrições de ordem psicológica; e
S) participar da Comisslo de Avaliaçlo.
b) Je::-i:.~:,Jr, em comullI a(orJo C0111 t' ( \\t'r\.L.:luJur do PI{I I \I{, 0.11", .: j\I~·~
para estágio práli~o nas Unidades de l\cs~,!le.

8) Representantes de OP~1
O Oli~ial designaJo para representar a ()P~1 <In pnliL'j;JI Illjlil;lr r,,'((Ilbido ~In
PROAR, deverá, preferencialmente, conhecê-lo e comp~lrt:ct'rá j l'\.Imissão na
data e local designados, trazendo subsídios sobre a vida prolission~1 e pessoal
do mesmo.

j. Prescrições Diversas
a. a Comissão de Análise se reunirá na sede do CPM, de ordo com convocação
feita pelo Coordenador do PROAR; e
b. fica revogada a NI N° CPM-005/3/95, d· ~8A e demais ordens
complementares a respeito do lema.
" \

ESTA NOTA DE INSTRUÇÃO NÃO ESGOTA O ASSU m;-n~ D :NDO SER


OBJETO DE ORDENS COMPLEMENTARES.

\
CONFERE

-k~k-'-L--
CARL S ALBERTO DA COSTA
Cel M Subcomandante PM

ANEXO: "A" - CURRicULO DO ERP - PROAR

DISTRIBUIÇÃO: Seçôes do EMIPM, Diretorias, Correg PM, CPM, CPf,


eCB, CPChq, GRPAe, EEF e Assessorias Policiais M'ilitares.

Para Conhecimento: emt G, Semt PM, Sch do EMIPM, Gab CmtG e CMil.

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1'1{()LJIL\~L\ DE ACU\1I'ANIIA\1LNI
U lJL \IM
ENVOLVIDOS EM OCORRÊNCIAS DE ALTO
RISCO - "PROAR"

 ~ [ X O "A" À N I N° C ri' 1- nOI (3/97

ESTÁGIO DE RECICLAGEM PROHSSIO:"JAL - "pnOAR"

I. DURAÇÃO
04 (QUATRO) SEMANAS

2. OBjETiVO GERAL 00 ESTÁGIO


a. Propor experiências de! aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
1) rememorar os conhecimentos teóricos e práticos recebidos 110S
Cursos de Formação; atualizando-os e adaptando-os, face as novas
orientações e mudanças da legislação;
2) adequar o comportamento aos padrões mínimos exigidos pela
sociedade em razão da função;
3) cultuar valores relacionados coma disciplina, senso do dever e
responsabilidade; e
4) capacitar o estagiário a exercer com proficiência as funções de
patrulheiros; e com aptidão a ação preventiva dentro dos limites legais de
competência de Polícia Ostensiva.

3. ROL DE MA TÉRlAS E CARGA HORÁRIA

N° DE ORDEM MA RIAS CURRJCULARES CARGA


HORÁRIA
20
10
10
14

.... _...,:. .; ..

-, ~.>
~. OUJI: 11\ I.J ílAR II(L;L,,:\ : 'I. l .\/):\ ~I:\ 11:,1.\
a. Conhe~imt'ntos Jurídicos
I) Propor experiências d~ arrenJiz;lgelll qll~ rropicielll JO
. estagiário:
a) identificar os direitos e g3r~lntiJS rUlldanlent:1is, bC:1ll como os
limites constitucionais da ação policial;
b) definir os principais delitos contra a pessoa, o patrimônio e a
administraçâo;
c) reconhecer os parâmetros legais do Poder de Polícia de
~fanutençâo da Ordem Pública, bem como os principais casos de aouso do
poder;
d) reconhecer os parâmetros legais do Poder de Polícia Judiciária
f\filitar; e
e) assimilar noções elementares de Dire!to necess8rio ao
cumprimento das atividades policiais Militares.
b. Legislação e Regulamento
) Propor experiências de aprendizagem que prop'lclem ao
estagiário:
a) reconhecer a legislação e os regulamentos a serem observados
durante a vida profissional;
b) identificar os princípios fundamentais que regem a Corporação;
c) pautar a conduta profissional às normas vigentes; e
d) redigir os documentos afetos ao patrulhamento segundo os
padrões estabelecidos na regulamentação própria.
c. Legislação de Trânsito
) Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
a) atualizar os conhecimentos face as constante's a Iterações
introduzidas na legislação de Trânsito; e
b) identificar os diversos grupos de infrações ligadas ao condutor,
ao veículo, à carga, 8 sinalização e a via pública.
d. Emprego de Polícia Comunitária
I) Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
a) reconhecer a importância do caráter comunitário da ação
policial;
b) assimilar as qualidades indispensáveis ao patrulheiro visando o
bom relacionamento com a comunidade;
c) agir preventivamente, com domlnio das táticas e procedimentos
básicos de patrulhamento ~st_ensivo;' e· ~'
.... ~-d) identi~ os'princlp~~gurança individual e das
.patw, .lhas.. I , ... _~-
l' h~!~~~0!~!~~ i,'; 1.. 1 is
I) PropUr exrerl~l1cias de aprenGllagem que proplc 1~11) ao
estagiário:
a) utilizar com eficiência e segurança as armas da Corporação
nonnalmente empregadas no r~HrulhJlllento~
b) identilicar os principais aspectos que influem na qualidade das
comunicações;
c) reconhecer a importância da atividade clt! informações polic ia is,
com o fim de subsidiar o exercício do patrulhamento.; e
d) utilizar as viaturas e equipamentos de patrulhamento confonne
as especificações técnicas, atentando para a manutenção e conservação da
frota.
f. Ordem Unida
!) Propor experiências de aprendizagem que propiclero ao
estagiário:
a) apresentar destreza e reflexos de disciplina; e
b) perceber que as atividades individuais devem subordinar-se a
missão de conjunto e a tarefa do grupo.
g. Condicionamento Físico
I) Propor experiências de aprendizagem que propiCiem ao
estagiário:
a) apresentar o vigor fisico necessário ao cumprimento das
atividades profissionais;
b) melhorar a aparência pessoal; e
c) adquirir autoconfiança.
h. Atividades Complementares
I) Propor experiências de aprendizagem que propiCiem ao
estagiário:
a) solidificar os conhecimentos teóricos e :práticos recebidos; e
b) reconhecer o sistema Judiciário Militar e o Presídio Militar
Romão Gomes.

5. PRESCRIÇÓES DIVERSAS
a. Avaliação da Aprendizagem
I) as matérias curricularesserloavaliadas através de uma única
VF (Verificaçlo Final), abrangendo todas as Unidades Didáticas; e
2) a aprovaçlO no estágio será expressa em termos qualitativps
baseados na Nota Final e condicionar-se-' • obtençAo de, 00 mInimo, conceito
REGULAR; -----1 .
~:.:

-.
....

... •
.

..... :i..~-'
~~'~t'lIíl~&rt,;W;·,.;
. ."
.c. ~-
·.·~·_t
NOTA FI~AI. ( '( INCTITO
--
0,0 à 4,9 I NSI IIIClLN I L
-
5,0 à 6.0 l{f(i\l\.\I{
---
6.1 à 8.0 IH )~1
8,1 à 9,5 MUITO BOM
9,6 à 10.0 EXPECIONÀL

4) não haverá 21 época.


b. Desenvolvimento do Estágio
I) os QTS (Quadro de Trabalho Semanal) comportará 05 (cinco)
dias letivos com 05 (cinco) horas-atividade cada, de segunda à sexta-feira;
2) o N° de ordem das matérias não implica no seu desenvolvimen-
to sequencial; e
3) o currículo proposto é o mínimo indispensável a ser ministrado
aos estagiários.
c. Controle de Assiduidade
I) Será desligado o estagiário cujas falt'as à instruçãoexcedcf\!m o'
limite de 10%, da soma da carga horária das matérias curricubres previstas; t!
2) na hipótese de desligamento ou reprovação, o estagiário deverá
frequentar o primeiro estágio subsequente possível.
( )" I j." l ~,', . :__l::.i/-, ~ ...~I ~.\ \ .• ~ . '\ ! . \.: lo: 1 •-

[O\1ANDO DE POLICI:\~1ENTO METROPOLlTA>~O

IESTÁGIO DE RECICLAGEM PROFlSSIONAL]

PROGRAMA DE ACO~ti'ANHA.M.ENTO DE PM ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR"

IpROGRAMA DE MATÉRIA}

~~o DE UNIDADES ornÁ TICASJ

(01. CONHECIMENTOS JURÍDICOS}


1. OBJETIVOS PARTICULARESDAMATÉRlA NO ESTÁGIO
a. Propor experiências de aprendizagem que propkiem ao
estágio:
I) identificar os direitos e garantias fundamentais, bem como os
limites constitucionais da açIo polkial;
2) definir os principais delitos contra a pessoa, o patrimônio e a
administraçlo;
3) reconhecer os parâmetros legais do Poder de Polícia de
Manutençio da Ordem Pública, bem como os principais casos de abuso de
poder;
4) reconhecer os parâmetros legais do Poder de Policia JudiciAria
Militar; e
S) assimilar noções elementares de Direito necessárias ao
cumprimento das atividades Policiais Militares.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


a. UD-OI: DIREITOS DA CIDADANIA

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA
,HORÁRIA
01 O POLICiAL )GUTAll B· OS DJltEIT()S. E 01
0ARANTlAS 1NDMDU:AIS E COlETIVOS
GrZ O POLICiAL .MJLn'1dt. 11 OS .DIJtErI'OS OI
- .,
I('.~ • • .. lPoiti1<xxt -~._-
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b. UD-02: NoçÕES DE DIREITO PENAL

N" DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HOR.ÁRlA
01 CRIME COMUM . CRIME MILITAR · 01
CONTRAVENÇÓES PENAIS . NoçÕEs ·
DIFERENÇAS
02 EXCLUDENTES DA CRIMINALIDADE · 04
ESTAOO DE NECESSIDADE, LEGITIMA
DEFESA, ESTRlTO CUMPRIMENTO IX>
DEVER LEGAL E EXERClOO REGULAR DE
DIREITO
03 CRIMES CONTRA A AUTORIDADE OU Q2
DISCIPLINA MILITARE CRIMEStüNTRA
ADMINISTRAÇÃO MIUTAR· NoçõES
04 CRIMES CONTRA A PESSOA . CRIMF..5 01
CONTRA A VIDA, LESÕES CORPORAIS,
PERlCUTAÇÃO DE VIDA E DA SAÚDE,
CRIMES CONTRA A HONRA E CRIMES.
CONTRA A INVIOLABll..IDADE DE
DOMJCllJO
OS CRIMES CONTRA OPATRIMÓNlO • FURTO, 01
ROUBO, EXTORSÃO, DANO,APROPRIAÇÃO
INDÉBITA, ESTEUONATO E RECEPTAÇÃO

c. UD-03: LEGISLAÇÃO ESPECIAL

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


-
HORÁRIA
01 ESTAruTO DA CRIANÇA E DO 01
ADOLESCENTE - LFJ N- 1.069 DE 13JUL90 •
ATO INFRAOONAL, DIREITOS INDIVIIXJAlS
DA CRIANÇA E 00 ADOl..ESCENTE,
GARANllAS PROCESSUAIS E MEDIDAS
SÓCIO-EDUCAnvAS
02 ENTORPECENTES - PJtINCIPAlS ASPECTOS 04
DA LEI N" 6368/76 - ARnOO 12E ARll0016

'5.':: --

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p_ ~
FI, '9~
I

J
d. UD-04: DO PODER DE POLÍCIA E DA ~1A~'illTE\Ç ÃO
DA ORDEM PÚBLICA
~DEORDEM ASSUNTOS CARGA
HORÁRIA
01 PODER DE POLICIA • CONCEI11JAÇAO, 01
ATRIBUIÇOES E LIMITES
02 ABUSO DE ALrT ORIDAD E . 01
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE A LEI N"
489&165
03 BUSCA E APREENSÃO • BUSCAPESSO~ 01
OOM1CILlAR EM EDlFlCAçOES
04 O FLAGRANTE DELITO .
CONCEITO, 01
SlTIJAçOES E PROCEDIMENTOS

e. UD-05: PODER DE POLÍCIA JUDICIÁRIA MIUTAR

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
01 PODER DE POUClA . CONCEITUAÇAO, 01
ATRIBUlçOES E LIMITES
02 PROCEDIMENTOS 00 PATRUlHEmO NOS 01
CASOS DE CRIME MILITAR.

3. INSTRUÇÕES METODOLOGICAS:
a. Processo de Ensino
Palestra (P)
Métodos de Casos (Me)
4. BmUOGRAFlA
Código penal
Código Militar
Código de Processo Penal
Código de Processo Penal Militar
Estatuto da Criança e do Adolescente

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"[COMANDO DE POLICIAMENTO ~1ETROPOLIT .Au\JO

êiÁGIO DE RECICLAGEM PROFISSIONAL ]

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE PM ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO· UPROAR"

[PROGRAMA DE MA riRIA 1

(PlANO DE UNIDADES DIDÁTICAS]

102. LEGISLAÇÃO E REGULAMENTO I


, ,
1. OBJETIVOS PARTICULARES DAMATERlA NO ESTAGIO
a. Propor experiências de aprendiza"gem que propiciem ao
esta giário:
1) reconhecer a 1e gislaç!o e os regulamentos a serem observados
durante a vida profissional;
2) identificar os prlnc fpios fundamentais que regem a
Corporação; _
3) pautar a conduta profissional às normas vigentes; e
4) redigir os documentos afetos ao patrulhamento se gundo os
padrões estabelecidos na regula.mentaçlo própria.

2. UNIDADES OIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


L ~l: REGULAMENTO DISCIPLINAR.

N" DE ORDEM ASSUNTOS" CARGA


HORÁRIA
01 PRINClPIOS GERAIS DA HIERARQUIA E 01
DISCIPLINA
02 TRANSGP~~~ES ~ • OI
DEFINIcAo E.ESP&;u~ ~.lA
03 PENAS DISaIIlNARBS
' " B 01
COMPORTAMENTO
~." a.- . ,!!::" ~
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I "..~~~ ( " \ 1· uü \.). '1-

b. LD-02: DEC RETO LEI ~o 260170

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
01 FORMAS DE INATIVIDADE 01
02 TEMPO DE SER VIÇO E PROVENTOS DA 01
INA TIVIDADE

c. UD-03: 1-21-PM • REGULAMENTO DE CONTINÊNC~


HONRAS E SINAIS DE RESPEITO

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


_.- . -- .___ .r'_ ..... _ .... '_._~.
HORÁRIA
01 SINAlS DE RESPEITO, PROCEDIMENTOS 01 .............
02 CONTINtNClA • GENERALIDADES • 01
PROCEDIMENTOS

d. UD-04: BOLETIM DE ocoRRÊNCIA

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
01 BOIPM -
BOLETIM DE OCOAAENClADA
poliCIA ~ AR. - DESCRlÇÃO E
01

PREENCHIMENTO
02 BEO - BOLETIM ESPECIAL DE OCOR:RSNclA 01
(lEI S970rTl AaDENTE DE TRÂNSITO COM
VÍTIMA. DESCRIÇÃO E PREENCHIMENTO
03 BEOVO . BOLETIM ESPECIAL DE 01
OCORRtNClA ENVOLVENDO VE1CULOS
OflCWS (DECRETO 20416/83) . • DESCRIÇÃO .

E PREENCHIMENTO

3. INSTRUÇÕES METODOLOGICAS:
a. Processo de Ensino
Palestra (P)
Métodos de Casos (Me)
4. BIBUOORAFIA
11-2-PM
IA-PM
Manual de Preenchimento de BOIPM (BolO W 1Sde
22Jan93)
IEST ÁGIO DE RECICLA(JE~I PROFISSIONAl. I
PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO nr: P~l ENVOI.VIOOS
E~1 OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR"

IPROGRAMA DE MATÉRIAI

IPLANO DE UNIDAOES DIDATIEAS]

103. LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO I

I. OBJETIVOS PARTICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO


a. Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
I) atualizar os conhecimentos face as constantes alteraçÕes
introduzidas na legislação de Trânsito; e
2) identificar os diversos grupos de infrações ligadas ao
condutor, ao veículo, à ~arga, a sinalização e a via pública.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


a. UO.() I: INFRAÇÕES DE TRÂNSITO E PENALIDADES

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI PRJNCIPAIS INfRAÇ ES DE TRANSITO - 02
COMENTÁRJos
02 PENALIDADES - ADVER· NelA. MULT~ OI
APREENSÃO, RETENÇÃO E CASSAÇÃO DA
CNH, REMoçÃO E APREENSÃO 00
VEIcULO - CONCEITOS

:i:õ~~,
- ':'-' .. ~:.
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-.;:;;~.

~~,. -1.;.'""' .. ~
N° OE OROLM :\SSIINlOS ( ,\IHiA
III )!L\!O A
~---------r--------------~~----~--~
OI AIT • AtlTO DF IN rRAç AO or 'I RANSI TO 111
(DETRAN I I>LSCRI( Ao L
I' I{ r. EN(' 111 ~ 1r N1 o
02 Allp· AUTO OE INfRAÇAO PARA OI
IMPOSiÇÃO DE PENALIDADES (OS\')·
DESCRI ÃO E PREENCHIMENTO
03 CR COMPROVANTE DE RECOLHIMENTO· oI
FINALIDADE E PREENCIIIMENTO

c. UD-03: ACl DENTES DE TRÂNSITO


---:---==---:-r--------------.---..
r - - - -____ -,.-'--'-.--.-----~

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


IfOR:\RJA
OI TIPOS DE ACIDENTES COM VEICULO - OI
ATROPELAMENTO, CAPOT AMENTO,
CHOQUE, COLJSÃO, TOMBAMENTO E
OUTROS
02 ACIDENTES DE TRANSITO oI
PROCEDrMENTOS NO LOCAL, ACIDENTE
SEM viTIMA, ACIDENTE COM ViTIMA E
ACI DENTE COM VEIcULO OfiCIAL

d. UD-04: FISCALIZAÇÃO DE VEíCULOS

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI E UlPAMENTOS OBRJGATRlOS OI
02 DOCUMENTOS OBRIGAT RJOS OI

3. INSTRUÇÕES METODOLOGICAS:
a. Processo de Ensino
Palestra (P)
Métodos de Casos (Me).
4. BIBLIOGRAFiA
CNT
RCNT

... , -
- - - : : --,.
. -;."
íi

(ESTÁGIO DE RECICLAGEt-.·' PROnSS10NAL

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO
. DE PM ENVOLVIDOS
EM OCORRENCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR"

IPROGRA~1A DE MATÉRIA)
(PLANO DE UNIDAOES DIDÁTICASj

104. EMPREGO DE POLíCIA CO'MUNITÁRIA)

I. OBJETIVOS PARTICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO


8. Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
I) reconhecer a importância. do caráter comunháro da ação
policial;
2) assimi1ar as qualidades indispensáveis 80 patrulheiro visando'
o bom relacionamento com a comunidade;
3) agir preventivamente,com dominro das táticas e procedimentos
básicos de patrulhamento ostensivo; e
4) indentificar os prindpios básicos de segurança individual e das
patrulhas.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


a. UD-OI: FUNDAMENTOS DE POLiCiA COMUNITARlA

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI CONSIDERAÇOES GERAIS SOBRE A MISSAO 02
DA PMESP E SEU CARATER
COMUNITÁRJO
02 PREV ALeNCIA DA AÇAO PREVENnVA.. OI
ENF9QUE pRÁnco -
RELACIONAMENTO COM A COMUNIDADE. ~ ·1)1
03
... IMPORTÂNCIA, . NORMAS E
~ ..
~ ..........
r ... - - ·
PRoÇEUIMENTos'-· .
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N° DF ORnEM .·.~~IINI()S C."I{I i:\
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PI~Er"R() TLC~~IC(). I"ISICO E PSICOI.OGICO
III )I{,\I<IA
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OI
OI
DO POLICIAI. ~tll.11 AR
02 AOORDAGEM DE PESSOA Et-.1 VIAS OI
Pt'JRI.IC AS.fATORES SlJRPRESA
NÚ~tERJCOS L SLUURANÇA
03 BUSCA PESSOAL E DE OBJETOS DE OI
ILlCITOS PENAIS
04 CERCO EM EDIFICAÇÕES OCUPADAS POR OI
DELlNQUENTES COM OU SEM REFÉNS-
.
05
CUIDADOS
. . . .,.---,.......... ...-........._---
CONDUÇAO DE PRESOS, CUI DADOS " USO
"--

OI
DE ALGEMA - TÉCNICA DE USO-_._._.__._-------
06 IJSO DA TONFA E 1>0 CASSETETE - OI
EMPUNHADURA, POSIÇÜES DE DEFESA,
CORTES E ESTOCAOAS
07 LOCAL DE CRIME. CONCEITO, OI
IMPORTÂNCIA E ATUAÇÃO DO POLICIAL
MILITAR

c. UD-03: MANEABILIDADE DE POLíCIA PREVENTIVA

N° OE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI PERSEGUiÇÃO, A PE E MOTORIZADA. OI
CERCO E ABORDAGEM DE VEíCULOS
02 PROTEÇÃO INDIVIDUAL, A PE E EM OI
VIATURAS. UTILIZAÇÃO DE COBERTAS E
ABRIGOS
03 ATUAÇÁO DA EQlHPE DF. OI
PATRULffAMENTO EM TIROTEIOS E
OUTRAS EMERGÊNCIAS

l.INSTRUÇÕES METODOLÓGICAS:
a. Processo de Ensino
Palestra (P)
Métodos de Casos (Me)
~~:
4. BIBUOORAFlA
M-B4-PM ~ Ht
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ICU\L\\iJ\) _I lt POLlll .~~~ L~ I () ~,~EI ROr('LlT:\~~ J -" :

IESTÁGIO DE RECICLAGEM PROFISSIONAL)

PROGRAMA OE ACOMPANHAMENTO DE PM ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR" .

IPROGRAMA DE MATÊRJAI

IPLA NO OE UN rOA DES Dl~~!·LÇ.~_~-'


105. TÉCNICAS PROFISSIONAIS I
I. OBJETIVOS PARTICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO
8. Propor experiências de aprendizagem
..
que propiciem ao
estagiário:
I) utilizar, com segurança e eticiênc.ia, as armas da Corporação
nonnalmente empregadas no patrulhaménto;
2) identificar os principais aspectos que influem na qualidade das
comunicações;
3) reconhecer a importância da atividade de infonnações
policiais, 8 tim de subsidiar o exercício do patrulhamento; e·
4) utilizar as viaturas e equipamentos de patrulhamento confonne
as especificações técnicas, atentando para manutenção e conservação da frota.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


8. UD-Ol: TIRO POLICIAL

N"DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI APRESENTAÇAO EtdANF.JQ DE 02
ARMAMENTO. REGRAS DE SBOURANÇA
02 I~YJ;:RrJClO DE TIRO CM ~~,.

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N° DE ORDEM ASSl :--JTOS CARGA


I/ORARIA
OI CO~SIOER:\ÇOF.S (,ER.A.IS A RESPEITO DA O~
CO~IUNICA~'ÀO.\'I:\ RÁDIO
02 NORMAS DE E~fPREGO no EQUlPA\fENTO 02
DE RÁDIO DURA\lTE O PATRULH:\.~fENTO

c. UD-03: INFORMAÇÓES POLICIAIS

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA 1


HOftA..RIA
OI O-SIOPM. l~fPORT ÂNCIA, FINALIDADE E OI
ATIVIDADES
02 O RADIOPATRULHAMENTO E AS OI
INFORMAÇÕES POLlCIA1S

d. UD-04: MANUTENÇÃO DE VIATURAS E SEGURANÇA


DA FROTA

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRJA
OI MANUTENÇÃO DA FROTA. IMPORT Af,;CiA E OI
RESPONSABILIDADE
02 NoçÓES DE DfREÇAO DEFENSIVA E OI
UTILIZAÇÃO DA VTR EM
PATRULHAMENTO

3. INSTRUÇÕES METODOLÓGICAS:
a. Processo de Ensino
Palestra (P)
Demonstração (D)
Exercido Individual'(EI)

.. .",. ....

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IEST ÁGIO DE RECICLAGEM PROFISSIONAL

PROGRA~fA DE ACOMPANHAMENTO DE Pl\1 ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR" .

IPROGRAMA DE MATÉRIA I
~NO DE UNIDADES DIDÁTICAS)

(06. ORDEM UNIDAI

I. OBJETIVOS PARTICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO


..
a. Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
I) apresentar destreza e reflexos de disciplina; e
2) perceber que as atividades individuais devem subordinar-se a
missão do conjunto e a tarefa do grupo.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA


a. UD-OI: ORDEM UNIDA

~DEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OJ UNlDA OI

02 OI

03
IEST ÁGIO DE RECICLAGEM PROFISSIONAL

PROGRArv1A DE ACOMPANHAMENTO DE Pf\1 ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - "PROAR"

(PROGRAMA DE ~fATERIAI

IPLANO DE UNIDADES OIDÁ TICAS I


107. CONDICIONAMENTO FíSICO!
I. OBJETIVOS PARTICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO
..
a. Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
1) apresentar o vigor fisico necessário ao cumprimento das
atividades profissionais; e
2) melhorar a aparência pessoal:.

2. UNIDADES DIDÁTICAS E CARGA HORÁRIA

a. UD-OI: EDUCAÇÃO FÍSICA

WDEORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRJA
OI TAF INICIAL 02
02 CONSCIENTIZAÇÃO SOBRE A 02
IMPORTÁNelA DA EDUCAÇÃO F1SICA
03 EXERCtCIOS FlslCOS 04
04 1M FINAL 02

3. INSTRUÇÕES METODOLÓ6ICAS:
L Processo de Ensino
Palestra (P)

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IESTÁGIO DE R.ECICLAGEM PROFISSIONAL

PROGRAMA DE ACOMPANHAMENTO DE PM ENVOLVIDOS


EM OCORRÊNCIAS DE ALTO RISCO - .. PROAR"

IPROGRAMA DE MATERIAl

IPLANO DE UNIDADES DIDÁ TICAS I

I. OBJETIVOS PAR.TICULARES DA MATÉRIA NO ESTÁGIO


a. Propor experiências de aprendizagem que propiciem ao
estagiário:
I) solidificar os conhecimentos' teóricos e práticos recebidos;
2) reconhecer o Sistema Judiciário Militare o Presidio Militar
RomElo Gomes~

2. UNIDADES OIDÁ TICAS E CARGA HORÁRIA


a. UD-O I: JUSTIÇA MILITAR

N° DE ORDEM ASSUNTOS CARGA


HORÁRIA
OI VISITA AO TJM OS
02 PALESTRA COM PROMOTOR DE JUSTIÇA 02
OU JUIZ
03 VISitA AO PRESIDIO MIUTAR ROr..fAO OS
GOMES

b. UD-02: ORlENTAÇ, O ESPIRllUAL


WDEORDEM ASSUNrOS CARGA
HORÁRIA
OI PALESTRA COM C4PBLAOMlUTAR 02
02 PAl..ESTRA COM PASTOR OU ESPIRITA 02
. -