Você está na página 1de 15

Sexta-feira, 6 de Dezembro de 2013 I SÉRIE — Número 98

BOLETIM DA REPÚBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P. 2. O Quadro de pessoal do SERNAP compreende:


a) Pessoal com funções de Guarda Penitenciária;
AVISO b) Pessoal do Quadro Técnico Comum.
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve Art. 6. O presente Decreto entra em vigor na data da sua
ser remetida em cópia devidamente autenticada, uma publicação.
por cada assunto, donde conste, além das indicações Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 10 de Setembro
necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte, de 2013.
assinado e autenticado: Para publicação no «Boletim
da República». O Primeiro-Ministro, Alberto Clementino António Vaquina.

SUMÁRIO
Estatuto Orgânico do Serviço Nacional
Conselho de Ministros
Penitenciário
Decreto n.º 63/2013:
CAPÍTULO I
Aprova o Estatuto Orgânico do Serviço Nacional Penitenciário,
abreviadamente designado SERNAP. Disposições Gerais

Decreto n.º 64/2013: ARTIGO 1


Aprova o Estatuto do Pessoal de Serviço Nacional Penitenciário, com (Natureza)
funções de Guarda Penitenciário.
1. O SERNAP é uma força de segurança interna, com natureza
de serviço público, que garante a execução das decisões judiciais
em matéria de privação da liberdade e das penas alternativas,
CONSELHO DE MINISTROS
assegurando as condições de reabilitação e reinserção social
Decreto n.º 63/2013 do cidadão condenado.
2. O SERNAP tem autonomia administrativa.
de 6 de Dezembro

Havendo necessidade de se definir a estrutura orgânica ARTIGO 2


e funcional do Serviço Nacional Penitenciário – SERNAP, (Competências)
ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 9 da Lei n.º 3/2013,
de 16 de Janeiro, o Conselho de Ministros, decreta: 1. São competências gerais do SERNAP:
Artigo 1. É aprovado o Estatuto Orgânico do Serviço Nacional a) Dirigir, gerir e coordenar os serviços penitenciários,
Penitenciário, abreviadamente designado SERNAP, que consta assegurando a ordem, a segurança e a disciplina
do anexo ao presente Decreto e que dele faz parte integrante. nos estabelecimentos penitenciários bem como garantir
Art. 2. A data comemorativa do SERNAP é o dia 27 de Julho. o cumprimento das penas dos cidadãos condenados em
Art. 3. Transitam para o SERNAP os recursos humanos, regime de liberdade;
!"#$%!%&'()*!*+#%$,&(#(-!"$% ,*%!%&(!.#+",&(!,(/#$0%1,(2!+%,*!3( b) Garantir e velar pelo respeito dos Direitos Humanos
das Prisões. no tratamento da população penitenciária e dos que
Art. 4. Compete ao Ministro que superintende a área cumprem a pena em regime de liberdade;
penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP, c) Proceder à escolha, indicação local e transferência
no prazo de 60 dias contados da data da publicação do presente do recluso para determinado Estabelecimento
decreto, aprovar o Regulamento Interno do SERNAP. Penitenciário e à sua afectação em regime de execução;
Art. 5. 1. Compete ao Ministro que superintende a área d) Implementar e coordenar um sistema nacional
penitenciária propor ao Conselho de Ministros, o quadro de execução das penas alternativas em articulação
de pessoal do SERNAP, no prazo de noventa dias a contar com as autoridades judiciárias que as tenham aplicado
da publicação do presente Estatuto. e com os parceiros da rede social;
988 I SÉRIE — NÚMERO 98

e) Estabelecer protocolos, programas e acordos de coope- ARTIGO 5


ração institucional, no âmbito da execução das penas (Competências)
alternativas e das penas privativas de liberdade
e medidas de segurança; 1. Compete ao Director-Geral:
f) Incentivar a colaboração da sociedade civil em matérias a) Dirigir, representar e superintender o SERNAP;
#&-#+4)+!&( 5!( !+"%0%5!5#( -#*%"#*+%6$%!'( # ( #&-#+%!3(( b) Garantir e velar pelo respeito dos Direitos Humanos
no âmbito da reabilitação e reinserção social; nos Estabelecimentos Penitenciários;
g) Promover a realização de estudos, projectos e activi- c) Emitir instruções necessárias ao correcto funcionamento
dades de investigação referentes ao tratamento dos serviços;
de delinquentes, de acordo com as estratégias e políticas d) Exercer o poder e autoridade disciplinar nos termos
&7-#$%,$ #*"#(5#)*%5!&8( do regulamento disciplinar e demais legislação
h) Realizar outras competências que lhe sejam legalmente aplicável ao pessoal do SERNAP;
cometidas. e) Distribuir o pessoal do SERNAP e superintender a sua
9:(/;,(+, -#"<*+%!&(#&-#+4)+!&(5,(/=>2?@A gestão;
a) Propor a criação e instalação de estabelecimentos f) Presidir o Conselho Coordenador do SERNAP;
penitenciários e superintender na sua organização g) Dirigir a participação do SERNAP na realização
e funcionamento; de compromissos decorrentes de acordos internacionais
b) Criar e promover o desenvolvimento de actividades e das relações de cooperação dos serviços penitenciários
económicas adequadas à geração de renda para com outros países;
melhoria das condições de vida nos estabelecimentos h) Propor a criação, encerramento ou extinção de estabele-
penitenciários e como meio de reabilitação e reinserção cimentos penitenciários, bem como a aprovação
social do delinquente; dos respectivos regulamentos;
cB(C#)*%$(#(+$%!$( !*7!%&(5#(-$,+#5% #*",(#(# %"%$(%*&"$71D#&( i) Autorizar a execução de operações, em situações
técnicas e administrativas para o enquadramento excepcionais de manutenção da ordem e segurança
da actuação do pessoal penitenciário e proceder à sua nos estabelecimentos penitenciários;
divulgação junto do mesmo; j) Nomear, promover e determinar a passagem à reserva,
d) Estabelecer parcerias com instituições públicas e privadas à aposentação e exoneração dos membros do SERNAP
para o desenvolvimento das actividades económicas !"G(!,(#&+!3;,(5#(,)+%!%&(&7H!3"#$*,&(#(,&(5,(I7!5$,(
em regime empresarial; técnico comum, sob proposta dos Directores dos
e) Desenvolver e implementar normas e acções adminis- Serviços Centrais, Regionais e Provinciais, nos termos
trativas internas adequadas ao aproveitamento da legislação aplicável;
#)+!E(5,&($#+7$&,&(F7 !*,&'()*!*+#%$,&(#( !"#$%!%&(( k) Nomear membros do SERNAP para os cargos de direcção
do SERNAP, de forma a garantir a realização #(+F#)!(5#(*40#3(5#(5#-!$"! #*",(#($#-!$"%1;,(+#*"$!3'(
dos objectivos traçados; provincial e distrital, sob proposta dos Directores
f) Celebrar contratos de trabalho dos cidadãos condenados. dos Serviços Centrais e dos Estabelecimentos
Penitenciários Regionais e Provinciais;
ARTIGO 3 l) Determinar a transferência dos membros do SERNAP até
!,(#&+!3;,(5#(J)+%!%&(/7-#$%*"#*5#*"#&(#(5,(I7!5$,(
(Tutela) técnico comum, de acordo com a legislação aplicável;
1. O SERNAP é tutelado pelo Ministro que superintende a área m) Fazer executar a actividade respeitante à organização,
penitenciária. meios e dispositivos, operações, instruções, e serviços
2. A tutela referida no número anterior compreende os seguintes técnicos, logísticos e administrativos do SERNAP;
n) Mandar inspeccionar os órgãos e Serviços do SERNAP
actos:
em todos os aspectos da sua actividade;
a) Homologação do plano e do relatório anual de actividades; o) Submeter a aprovação do Ministro que superintende
b) Aprovação do Plano Estratégico do SERNAP e da Política a área penitenciária os regulamentos do SERNAP;
Penitenciária; p) Aprovar os planos, programas e projectos das actividades
c) Homologação da proposta do orçamento do SERNAP; económicas do SERNAP;
d) Submissão do Estatuto Orgânico e Quadro de Pessoal q) Autorizar e ordenar a realização de despesas do SERNAP;
do SERNAP ao órgão competente para o aprovar; r) Orientar e supervisionar a actividade de ensino
e) Submissão do Estatuto do Pessoal com funções de Guarda do SERNAP;
s) Fixar o número de vagas para a promoção;
Penitenciário à entidade competente;
t) Propor ao Ministro que superintende a área penitenciária
f) Verificação do cumprimento das leis, regulamentos o número de vagas de ingresso para os estabelecimentos
e programas por parte dos órgãos e serviços do SERNAP de ensino;
e a revogação dos actos ilegais. u) Publicar anualmente a posição dos membros do SERNAP
no Quadro do pessoal;
ARTIGO 4 v) Emitir os livre-trânsitos para as instituições e organizações
(Direcção) que trabalham na promoção da assistência e patrocínio
judiciário;
1. O SERNAP é dirigido por um Director-Geral, nomeado w) Submeter a despacho do Ministro que superintende
pelo Primeiro-Ministro, por um período de 4 anos, prorrogável a área penitenciária, os assuntos que excedam as
uma única vez. competências dos órgãos do SERNAP;
2. O Director-Geral do SERNAP, quando membro da Guarda x) Garantir a execução de normas e procedimentos relativos
Penitenciária, é promovido a patente de Comissário Chefe da ao concurso para a aquisição de bens e serviços pelo
Guarda Penitenciária. SERNAP;
6 DE DEZEMBRO DE 2013 989

y) Exercer todos os demais poderes que lhe sejam delegados ARTIGO 9


pelo Ministro que superintende a área penitenciária.
(Princípios de organização)
9:( K,*&"%"7# ( +, -#"<*+%!&( #&-#+4)+!&( 5,( C%$#+",$LM#$!3(
do SERNAP propor ao Ministro que superintende a área 1. A organização do SERNAP, a todos os níveis, obedece
penitenciária: !,( -$%*+4-%,( 5!( 5#&+,*+#*"$!1;,'( -3!*%)+!1;,'( ,$N!*%E!1;,'(
a) O Quadro e a Política do desenvolvimento do pessoal direcção e controlo das actividades penitenciárias, visando o
do SERNAP; descongestionamento do escalão central e uma maior aproximação
b) O Plano Económico-Social e o Orçamento do SERNAP; do SERNAP às comunidades.
c) O Plano de recrutamento e de formação do pessoal; 2. Os estabelecimentos do SERNAP aos níveis das Províncias
d) A Política de meios e equipamento do SERNAP; e dos Distritos é realizado respeitando e diferenciando
eB( J( @3!*,( 5#( 5#&#*0,30% #*",( #( #5%)+!1;,( 5!&( %*.$!L( a necessidade do seu funcionamento, quer para as infra-estruturas
-estruturas do SERNAP. de cumprimento das penas dos cidadãos condenados em regime
de privação de liberdade e em regime de liberdade.
3. O Director-Geral do SERNAP é substituído, nas suas
3. A desconcentração referida no número anterior ocorre com
ausências e impedimentos, pelo Director dos Serviços
respeito à unidade de acção e aos poderes de direcção e supervisão
de Operações Penitenciárias.
dos níveis hierarquicamente superiores.
ARTIGO 6 4. O SERNAP organiza-se hierarquicamente a todos os níveis
da sua estrutura com respeito pela diferenciação entre as funções
(Delegação de competências)
de Guarda Penitenciária e as do Quadro Técnico Comum,
1. O Director-Geral do SERNAP pode delegar parte das suas obedecendo, quanto às primeiras, a hierarquia de comando
competências nos Directores dos Serviços Centrais. do respectivo estatuto e, quanto às segundas, a hierarquia
2. As competências referidas nas alíneas c), d), e), l), o), q), s), da Função Pública.
t), u), x) y), do n.º 1 do artigo 5 apenas podem ser delegadas no ARTIGO 10
Director dos Serviços das Operações Penitenciárias.
(Estrutura)
ARTIGO 7
1. O SERNAP tem a seguinte estrutura:
(Directores de Serviços Centrais) a) Director-Geral;
1. Os Serviços Centrais são dirigidos por Directores Nacionais b) Serviços Centrais;
aos quais incumbe a responsabilidade de direcção, coordenação, c) Estabelecimentos Penitenciários Regionais;
+,*"$,3,'()&+!3%E!1;,(#(!5 %*%&"$!1;,(5,&($#&-#+"%0,&(&#$0%1,&: d) Estabelecimentos Penitenciários Provinciais;
2. São competências do Director de Serviço: e) Estabelecimentos Penitenciários Distritais;
f) Estabelecimentos Penitenciários Especiais;
a) Dirigir e executar as competências estabelecidas g) Estabelecimentos de Ensino.
ao serviço dele dependente; 2. Os Estabelecimentos Penitenciários Especiais destinam-se
b) Elaborar e submeter para aprovação do Director-Geral à afectação de grupos de reclusos que carecem de tratamentos
do SERNAP, os planos de actividades e operativos #&-#+4)+,&(,7(+,3,+!5,&(# (5#"#$ %*!5,&($#N% #&(5#(#O#+71;,(
do respectivo serviço; nos termos da Lei.
c) Orientar e supervisar as actividades do serviço dele 3. Havendo conveniência de organização e expansão
dependente; dos serviços penitenciários, sob proposta do Director-Geral
d) Elaborar a proposta do orçamento anual do respectivo do SERNAP, o Ministro que superintende a área penitenciária
serviço; pode, ouvido o Ministro que superintende a área das Finanças,
eB(=3!H,$!$(!&(H!&#&(#&-#+4)+!&(5!(!5 %*%&"$!1;,(5,(-#&&,!3( criar unidades e subunidades penitenciárias.
do respectivo serviço;
f) Propor o número de vagas para promoção e submeter CAPÍTULO III
a aprovação do Director Geral do SERNAP; Orgânica
g) Exercer o poder e autoridade disciplinar do pessoal afecto
ao seu serviço; SECÇÃO I
h) Emitir instruções necessárias ao correcto funcionamento Serviços Centrais
do seu serviço; ARTIGO 11
i) Propor a nomeação e exoneração dos chefes de depar-
tamento e repartição do respectivo serviço; (Serviços Centrais)
j) Dirigir o colectivo de direcção do respectivo serviço; 1. O Director-Geral do SERNAP institucionaliza-se em
k) Exercer outras competências que legalmente lhe forem Direcção-Geral que integra os Serviços Centrais do SERNAP, e
cometidas. exerce competência em todo o território nacional.
2. A Direcção-Geral compreende:
CAPÍTULO II
a) Serviço de Inspecção Penitenciária;
Sistema Orgânico b) Serviço de Operações Penitenciárias;
SECÇÃO I c) Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada;
d) Serviço de Penas Alternativas à Pena de Prisão;
Organização e Estrutura e) Serviço de Cooperação;
ARTIGO 8 f) Serviço de Reabilitação e Reinserção Social;
gB(/#$0%1,(5#(@3!*%)+!1;,8
(Organização territorial)
h) Serviço de Administração e Finanças;
O SERNAP organiza-se ao nível Central, Provincial e Distrital. i) Serviço dos Assuntos Jurídicos;
990 I SÉRIE — NÚMERO 98

j) Serviço de Cuidados Sanitários; 3. O Serviço de Inspecção Penitenciária estrutura-se em


k) Departamento de Inteligência Penitenciária; Departamentos e Repartições.
l) Departamento de Recursos Humanos e Formação; 4. O Serviço de Inspecção Penitenciária é dirigido por um
m) Departamento de Actividades Económicas; Director Nacional, nomeado pelo Ministro que superintende a
n) Departamento de Gestão de Sistema Penitenciário; área penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP.
o) Gabinete do Director-Geral.
3. Os Serviços, Departamentos e outras unidades orgânicas ARTIGO 13
que integrem a Direcção-Geral do SERNAP actuam de forma (Serviço de Operações Penitenciárias)
coordenada.
1. O Serviço de Operações Penitenciárias é um órgão
ARTIGO 12 do SERNAP responsável pela garantia da Ordem e Segurança
nos Estabelecimentos Penitenciários, e actua nos domínios
(Serviço de Inspecção Penitenciária) de vigilância e segurança penitenciária, do controlo penal
1. O Serviço de Inspecção Penitenciária é um órgão do e das comunicações e informática.
SERNAP que assegura a realização de apoio, controlo e auditorias 2. São funções, em especial do Serviço de Operações
e de toda a actividade inspectiva sobre as unidades orgânicas do Penitenciárias:
SERNAP. a) Garantir a segurança das instalações do SERNAP;
2. São funções, em especial do Serviço de Inspecção b) Garantir a segurança e a integridade física dos preventivos
Penitenciária: e condenados em regime de privação de liberdade;
c) Assegurar as diligências necessárias junto do Instituto
a) Garantir a realização e avaliações sistemáticas e perió-
de Patrocínio e Assistência Jurídica e outras entidades
dicas do desempenho do pessoal afecto ao Serviço,
!)*&'( ,( -!"$,+4*%,( #( !( !&&%&"<*+%!( P7$45%+!( 5,&( -$#L
bem como a aplicação dos regulamentos e orientações
ventivos e condenados;
relativas à gestão e administração de pessoal; d) Garantir e assegurar a observância das normas técnicas
b) Garantir a realização das visitas periódicas de apoio de avaliação do comportamento dos condenados
controlo às Unidades Orgânicas do SERNAP; a pedido das Autoridades Judiciais;
c) Assegurar o acompanhamento das propostas de recru- e) Garantir a observância das normas técnicas de celebração
tamento, contratação, afectação, enquadramento de contratos de trabalho dos condenados com o sector
e de reafectação do pessoal afecto ao Serviço; público e privado;
d) Garantir a coordenação de planos e programas das nece- f) Garantir a participação dos técnicos na Comissão Técnica
ssidades de formação por especialidade do pessoal de Tratamento do preventivo e do condenado;
afecto ao Serviço; g) Garantir a organização da segurança, fiscalização,
e) Garantir a realização de avaliações sistemáticas e perió- controlo da legalidade e o movimento das entradas
dicas do pessoal afecto ao Serviço; e saídas nos Estabelecimentos Penitenciários;
f) Garantir e Avaliar periodicamente a realização, actua- h) Garantir a organização e implementação do cadastro
lização do plano de trabalho e da Missão do SERNAP; #(-$,+#5#$(Q()&+!3%E!1;,(5,(7&,(!5#I7!5,(5,&(#I7%-!L
g) Garantir o reconhecimento dos problemas e questões mentos e material de serviço colectivo e individual em
existentes no serviço no cumprimento da Missão uso nos Estabelecimentos Penitenciários;
do SERNAP; i) Garantir a prevenção e investigação de actos que
h) Assegurar a determinação das causas, falhas, condições atentem contra a segurança nos Estabelecimentos
e fenómenos que tenham ou que possam prejudicar Penitenciários;
o cumprimento da Missão do SERNAP e os que j) Garantir da interdição da introdução e uso sob qualquer
possam servir de experiência positiva de trabalho; meio ou forma de máquinas ou equipamentos de
iB( M!$!*"%$( !( #)+6+%!( #( #)+%<*+%!( 5!( N#&";,( 5,&( =&"!H#L captação de som, comunicação ou imagem nos
Estabelecimentos Penitenciários.
lecimentos Penitenciários;
k) Garantir a vigilância e acompanhamento do cumprimento
j) Assegurar o cumprimento das disposições legais
das penas em regime de liberdade;
dos regulamentos e das instruções de Serviço
l) Garantir a realização de diligências, inquéritos ordenados
nos Estabelecimentos Penitenciários;
pelas autoridades competentes;
k) Garantir a realização de inspecções, de auditorias
m) Garantir o tratamento e reabilitação adequada de menores,
e de sindicâncias nos Estabelecimentos Penitenciários,
+$%!*1!&(#( 73F#$#&(# (+,*R%",(+, (!(3#%8
quando para tal se julgue pertinente; n) Garantir e promover a cultura de respeito dos Direitos
l) Assegurar a recolha e tratamento de informações e elaborar Humanos nos Estabelecimentos Penitenciários e nas
relatórios sobre o funcionamento dos Estabelecimentos missões de vigilância e acompanhamento;
Penitenciários e propor ao Director-Geral as medidas o) Garantir o funcionamento do sistema de recolha e trata-
de correcção ajustadas à uniformização de procedi- mento das ocorrências diárias nos Estabelecimentos
mentos; Penitenciários e a sua disseminação pelas autoridades
m) Assegurar a elaboração das competentes participações competentes da Administração da Justiça;
em resultado das actividades inspectivas ou de sindi- pB(?&&#N7$!$( !( 5#)*%1;,( 5#( #+!*%& ,&( #( ,5!3%5!5#&(
cância, quando para tal se demonstrar necessário; operativas da execução das medidas de segurança
n) Garantir a realização das inspecções, auditorias e sindi- e privativas de liberdade, de cumprimento de pena
câncias que lhe forem ordenadas; em regime de liberdade e os respectivos regimes
o) Assegurar o apoio técnico nos processos instruídos por penitenciários;
outras unidades orgânicas; q) Assegurar a implementação do nível do regime adequado
p) Assegurar a emissão de informações e pareceres que lhe aos condenados em regime de privação de liberdade
forem solicitados. para a celebração de contratos de trabalho;
6 DE DEZEMBRO DE 2013 991

rB( M!$!*"%$( !( &#N7$!*1!'( +,*)5#*+%!3%5!5#( #( %*"#N$%5!5#( e em missões especiais de acompanhamento, segurança


da informação transportada através da rede de comu- e vigilância dos reclusos, bem ainda a prevenção
nicações e informática do SERNAP; e combate a incêndios;
s) Garantir a manutenção dos equipamentos e rede de comu- c) Garantir o resgate dos reféns e combater situações de vio-
nicação e de informática; lência declarada nos estabelecimentos Penitenciários
t) Garantir e assegurar o desenvolvimento e manutenção e nas missões de vigilância e acompanhamento dos
de informações penitenciárias; preventivos e condenados;
u) Garantir a investigação e a prevenção de actos que d) Coordenar e articular com as demais forças de segurança
atentem contra a segurança nos Estabelecimentos interna na restauração da ordem nos estabelecimentos
Penitenciários. penitenciários e nas missões de acompanhamento
v) Assegurar a avaliação psicossocial de doentes mentais e vigilância dos preventivos e condenados;
e assegurar um tratamento diferenciado de acordo com e) Garantir a ordem e segurança nas missões e tarefas
a sua anormalidade; de escolta no acompanhamento de reclusos fora
w) Garantir que afectação em actividades de doentes dos estabelecimentos Penitenciários;
mentais em processo de tratamento no Estabelecimento 5. O Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada
Penitenciário esteja de acordo com a sua situação estrutura-se em Departamentos.
médica; 6. O Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada
x) Assegurar o acompanhamento médico adequado
é dirigido por um Director Nacional, nomeado pelo Ministro que
e o cumprimento da medicação administrada aos
superintende a área penitenciária, sob proposta do Director-Geral
preventivos e condenados;
do SERNAP.
y) Garantir a definição de locais próprios adequados
ARTIGO 15
ao atendimento e tratamento dos doentes mentais;
z) Garantir a concepção de um programa de saúde tendente (Serviço de Penas Alternativas à Pena de Prisão)
a melhorar o estilo de vida e adição dos doentes
mentais; 1. O Serviço de Penas Alternativas à Pena de Prisão é um
aa) Garantir que os doentes mentais internados nos Esta- órgão do SERNAP através do qual auxilia o juiz de Execução
belecimentos Penitenciários Especiais sejam tratados de Penas no cumprimento das decisões judiciais em matéria
de acordo com as normas de segurança inerentes a sua de prestação de trabalho socialmente útil e no asseguramento das
condição de sanidade mental; condições para reinserção social do condenado, ao qual compete
bb) Assegurar a elaboração da proposta de definição implementar e monitorar a execução de penas.
dos mecanismos e das modalidades operativas 2. São funções, em especial do Serviço de Penas Alternativas
da execução das medidas de segurança e privativas à Pena de Prisão:
de liberdade e os respectivos regimes penitenciários; a) Garantir a funcionalidade e gestão do sistema das penas
cc) Assegurar a informação aos Tribunais, Ministério alternativas à pena de prisão;
Público e outras entidades, nos termos da Lei, b) Garantir a elaboração e operacionalização do Plano Anual
sobre a situação legal dos delinquentes com sinais de Monitoria e Avaliação;
de demência e insanidade mental. c) Assegurar a coordenação e a articulação inter-sectorial
3. O Serviço de Operações Penitenciárias estrutura-se em entre o Serviço de Penas, órgãos de Administração
Departamentos e Repartições. da Justiça e a rede social na avaliação de propostas
4. O Serviço de Operações Penitenciárias é dirigido por um de intervenção;
Director Nacional nomeado pelo Ministro que superintende d) Garantir a realização de acções de monitoria e acompa-
a área penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP. nhamento de projectos e elaboração de relatórios
periódicos sobre a execução da pena alternativa
ARTIGO 14 de prestação de trabalho socialmente útil;
(Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada) e) Garantir a realização do balanço trimestral, semestral
e anual dos projectos existentes e manter o registo
1. O Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada actualizado dos mesmos;
é um órgão do SERNAP, responsável pela prevenção e gestão f) Assegurar que os relatórios de monitoria das actividades
da violência declarada, bem ainda nas actividades de manutenção dos programas contenham dados sobre o desempenho
da ordem e segurança nos Estabelecimentos Penitenciários direccionado aos grupos alvos e emitir recomendações
intervindo na prevenção e repreensão de tumultos, resgate sobre o impacto das iniciativas;
de reféns e incêndios, actuando sempre que for solicitado g) Assegurar a realização de encontros com os diferentes
e mediante a autorização do Director-Geral do SERNAP. participantes na execução da pena de prestação
2. O Serviço de Prevenção e Gestão de Violência Declarada de trabalho socialmente útil para concordância sobre
é constituído essencialmente por efectivos aquartelados anexos os indicadores e metas anuais;
aos Estabelecimentos Regionais. h) Assegurar que todos os sectores do Serviço de Penas
3. Em caso de necessidades operativas podem ser destacadas Alternativas à Pena de Prisão alimentem a base
unidades tático-operativos junto dos Estabelecimentos Provinciais de dados;
e Distritais. i) Garantir a análise permanente da relação de diálogo
4. São funções, em especial do Serviço de Prevenção e Gestão entre a dimensão político-constitucional e a dimensão
de Violência Declarada: tecnico-operacional do processo de execução das Penas
a) Coordenar a actividade das Unidades de Prevenção Alternativas a Pena de Prisão;
e Gestão de Violência Declarada; j) Garantir a realização da entrevista psicossocial do conde-
bB( @3!*%)+!$'( 5#&#*0,30#$'( $#!3%E!$( #( +,*"$,3!$( !&( !+1D#&( nado encaminhado ao órgão de execução competente
que garantam a manutenção e reposição da ordem !() (5#(-$,-,$(!(-#*!(#(!(#*"%5!5#(-!$+#%$!(!5#I7!5!(
e segurança nos Estabelecimentos Penitenciários !,(-#$)3(5,( #& ,8
992 I SÉRIE — NÚMERO 98

k) Garantir a realização do registo do parecer psicossocial ARTIGO 16


em um arquivo interno da equipa de apoio técnico,
(Serviço de Cooperação)
de acesso restrito;
l) Garantir o registo e a assinatura nos autos do processo 1. O Serviço de Cooperação é um órgão do SERNAP,
sumário psicossocial contendo a sugestão de enca- responsável pela execução e implementação dos instrumentos
minhamento; e actividades de cooperação, celebrados com os parceiros
m) Assegurar a realização da consulta prévia a entidade nacionais e internacionais.
parceira mais adequada para o caso, para aferir 2. São funções, em especial do Serviço de Cooperação:
as condições para a execução da pena; a) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho
n) Garantir o acompanhamento do condenado à pena do pessoal afecto ao Serviço, bem como a aplicação
alternativa que a entidade parceira solicitar ou quando dos regulamentos e orientações relativas à gestão
se tratar de instituição de grande porte e de difícil e administração de pessoal;
acesso ao lugar determinado para cumprimento b) Garantir a cooperação com os Países de que Moçambique
da Pena; tenha celebrado acordos nos domínios de interesse do
oB(?&&#N7$!$(,(-$##*+F% #*",(5!()+F!(5#(.$#I7<*+%!(-#3!( País e que o SERNAP tenha sido solicitado a tomar
entidade parceira; parte;
pB(?&&#N7$!$(#(+#$"%)+!$(!(-$#&#*1!(# (P74E,(5#(#O#+71;,( c) Garantir a cooperação com organizações e organismos
5#(-#*!&(&# -$#(I7#(&#()E#$(*#+#&&6$%,8 nacionais, regionais e internacionais que prossigam
q) Assegurar o nível de cumprimento das obrigações pela ,&( #& ,&()*&8
entidade parceira e a forma de acolhimento e adaptação d) Garantir a participação do SERNAP em comissões,
5,(H#*#)+%6$%,8 grupos de trabalho com organizações e organismos
r) Garantir a realização de palestras e seminários visando nacionais, regionais e internacionais que tratem
o fortalecimento da rede social de apoio para aplicação e abordem assuntos do interesse do sector;
e) Garantir a elaboração e implementação de Acordos,
das Penas Alternativas a Pena de Prisão;
Protocolos e Memorandos de Cooperação com
s) Garantir o reajuste e encaminhamento do condenado
organizações e organismos nacionais, regionais
# (+!&,(5#(%*+%5#*"#(I7#(+,*)N7$#(!(%*!5!-"!1;,(,7(
#(%*"#$*!+%,*!%&(I7#(-$,&&%N! (,&( #& ,&()*&8
se à reavaliação assim o indicar; f) Garantir a monitoria e avaliação da execução dos
t) Garantir a realização de actividades de monitoria -$,P#+",&()*!*+%!5,&(-#3,&(.7*5,&(5!(+,,-#$!1;,8
e avaliação dos planos de curto, médio e longo prazo g) Garantir as notificações às entidades diplomáticas
bem como a sua divulgação; e consulares sobre o internamento nos estabelecimentos
u) Assegurar a elaboração dos relatórios periódicos penitenciários de cidadãos estrangeiros no País
de avaliação da execução e dos instrumentos de plani- em coordenação com o Serviço de Operações
)+!1;,8 Penitenciárias;
v) Garantir a informação e colaboração institucional com h) Assegurar a tradução dos documentos e a interpretação
os órgãos da Administração da Justiça, e outros nos encontros com contraparte externa de que toma
intervenientes na execução das penas alternativas parte o SERNAP;
à pena de prisão; i) Garantir a organização e realização de reuniões com
w) Garantir a capacitação dos operadores do Serviço de Penas os parceiros de cooperação, organizações não-
Alternativas à Pena de Prisão; -governamentais e entidades públicas e privadas;
x) Garantir a celebração de contratos e acordos de parceria j) Assegurar a manutenção e contacto regular com os
na execução das penas; órgãos de comunicação social e promover a divulgação
y) Garantir e supervisionar a actuação dos membros dos assuntos de interesse para o SERNAP;
da rede social e do SERNAP com funções de Guarda k) Assegurar a realização de conferências de imprensa;
Penitenciário para o respeito da integridade e dignidade l) Garantir a concepção e criação da página electrónica
do SERNAP;
humana do condenado e ao cumprimento estrito das
m) Assegurar a recolha, análise e tratamento da informação
normas e dos Direitos Humanos; divulgada nos órgãos de comunicação social relativa
z) Assegurar a elaboração de propostas de selecção ao SERNAP;
e recrutamento do pessoal do Serviço de Penas n) Garantir a divulgação e circulação de informação
Alternativas à Pena de Prisão; nos Estabelecimentos Penitenciários;
aa) Garantir a recolha, registo e sistematização de infor- o) Assegurar a assistência e apoio técnico e logístico
mação e dados relativos ao condenado; ao Director-Geral, Directores Nacionais e delegações
bb) Assegurar a avaliação sistemática e periódica estrangeiras, ao abrigo de acordos de cooperação
do desempenho do pessoal afecto ao Serviço; e assistência técnica internacional;
cc) Garantir a realização de estudos e actividades p) Assegurar a assistência ao Director Geral do SERNAP
5#(%*0#&"%N!1;,(&,H$#(!(#)+6+%!(5!(-#*!(5#(-$#&"!1;,( no contacto com os órgãos de comunicação social;
q) Garantir a harmonização e coordenação de planos
de trabalho socialmente útil.
e programas das necessidades de formação por
3. O Serviço de Penas Alternativas à Pena de Prisão estrutura- especialidade do pessoal do SERNAP, com instituições
-se em Departamentos e Repartições. internacionais;
4. O Serviço de Penas Alternativas à Pena de Prisão r) Garantir a actualização do cadastro da legislação
é dirigido por um Director Nacional, nomeado pelo Ministro que e literatura penitenciária internacional.
superintende a área penitenciária, sob proposta do Director-Geral 3. O Serviço de Cooperação estrutura-se em Departamentos
do SERNAP. e Repartições.
6 DE DEZEMBRO DE 2013 993

4. O Serviço de Cooperação é dirigido por um Director u) Garantir o funcionamento regular da Comissão Técnica
Nacional nomeado pelo Ministro que superintende a área de Tratamento do Preventivo e Condenado;
penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP. v) Assegurar a realização das actividades desportivas,
culturais e recreativas;
ARTIGO 17 w) Assegurar a implementação dos acordos de parcerias
(Serviço de Reabilitação e Reinserção Social) com entidades públicas e privadas na área desportiva,
cultural e recreativa;
1. O Serviço de Reabilitação e Reinserção Social é um órgão do x) Garantir a coordenação e harmonização dos planos
SERNAP, a quem incumbe garantir a Reabilitação e Reinserção e programas das necessidades de formação para área
Social dos condenados em regime de privação e não privação desportiva, cultural e recreativa;
de liberdade. y) Garantir a implementação de programas de educação
2. São funções, em especial do Serviço de Reabilitação cívica e patriótica nos Estabelecimentos Penitenciários;
e Reinserção Social: z) Garantir o cumprimento das normas para a visita
a) Garantir o processo de reabilitação e reinserção social de artistas e desportistas nos Estabelecimentos
dos condenados em regime de privação e não privação Penitenciários;
da liberdade; aa) Garantir a realização de eventos desportivos, com
b) Garantir a implementação do Plano Reabilitativo a participação dos condenados dos Estabelecimentos
dos condenados em regime de privação da liberdade; Penitenciários e com a sociedade civil.
c) Assegurar a implementação do Roteiro do Recluso bb) Assegurar o arquivo sobre os pareceres técnico-
nos Estabelecimentos Penitenciários; -científicos elaborados pela Comissão Técnica
d) Garantir o cumprimento do período de quarentena de Tratamento do Preventivo e do Condenado;
para o preventivo e condenado que ingressam cc) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho
no Estabelecimento Penitenciário; do pessoal afecto ao Serviço, bem como a aplicação
e) Garantir a realização do diagnóstico e o preenchimento dos regulamentos e orientações relativas à gestão
5!(S%+F!(5#(T5#*"%)+!1;,(5,(+,*5#*!5,8 e administração de pessoal;
f) Garantir a implementação do Plano de Tratamento dd) Garantir a harmonização dos planos e programas
Individualizado e diferenciado do condenado; 5!&(*#+#&&%5!5#&(5#(.,$ !1;,(-!$!(6$#!(#&-#+4)+!8
g) Garantir a elaboração do relatório mensal sobre ee) Garantir a elaboração e implementação do Manual
a evolução do Plano Individual de Tratamento de Procedimentos do Tratamento do preventivo
do condenado; e do condenado.
h) Garantir o registo da evolução do condenado nas 3. O Serviço de Reabilitação e Reinserção Social estrutura-se
actividades reabilitativas, transferências e outros em Departamentos e Repartições.
processos no Plano de Atendimento Individual 4. O Serviço de Reabilitação e Reinserção Social é dirigido por
do condenado no Portfólio; um Director Nacional, nomeado pelo Ministro que superintende
i) Garantir a aplicação de medidas avaliativas e outros a área penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP.
instrumentos a fim de aferir a eficácia do Plano
de Atendimento Individual do Condenado; ARTIGO 18
j) Assegurar a selecção e constituição de brigadas
!"#$%&'()"(*+,-%./,&0'1
de trabalho de condenados em coordenação e articu-
lação com o Serviço das Operações Penitenciárias 1. O Serviço de Planificação é um órgão do SERNAP
e Departamento de Inteligência; responsável pela coordenação e elaboração de propostas
k) Garantir a implementação de contratos de trabalho de actividades e monitoria, no âmbito das políticas e estratégias
de mão-de-obra de condenados; do sector.
l) Garantir e desenvolver programas e actividades no campo 9:(/;,(.7*1D#&'(# (#&-#+%!3(5,(/#$0%1,(5#(@3!*%)+!1;,A
da educação vocacional;
m) Assegurar o desenvolvimento de parcerias com entidades a) Garantir a elaboração da proposta do orçamento
públicas e privadas na área da educação vocacional; de despesas do funcionamento e investimento
n) Garantir o desenvolvimento de métodos e técnicas do SERNAP;
de tratamento penitenciário individualizado de acordo b) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho
com a natureza criminógena, necessidades educativas do pessoal afecto ao Serviço, bem como a aplicação
especiais, de foro psicológico, entre outras; dos regulamentos e orientações relativas à gestão
o) Garantir a realização das actividades espirituais nos Esta- e administração de pessoal;
belecimentos Penitenciários; c) Garantir em colaboração com o Serviço de Administração
p) Garantir o desenvolvimento de parcerias público privadas
e Finanças a elaboração do Plano Económico e Social
com vista a reinserção social do condenado;
e programas de actividades do SERNAP;
q) Promover debates com os parceiros de forma a prevenir
a reincidência criminal; d) Garantir a coordenação, dinamização e orientação
r) Assegurar e monitorar a efectivação de visitas íntimas de metodologias de elaboração de programas de curto
nos Estabelecimentos Penitenciários; e médio prazo do SERNAP com base nos instrumentos
s) Garantir a articulação com as famílias, Sociedade Civil, orientadores do SERNAP;
parceiros económicos e outros intervenientes com vista e) Garantir a coordenação e monitoria do processo de elabo-
à reintegração social do Condenado; ração dos balanços periódicos dos órgãos centrais
tB(?&&#N7$!$(!(.7*5! #*"!1;,("G+*%+,L+%#*"4)+!(5!(#0,371;,( e locais do SERNAP, sobre a execução dos programas
do tratamento individual do condenado com o propósito e planos de actividades de curto, médio e longo prazo;
de formular a proposta de liberdade condicional fB(M!$!*"%$(!(-!$"%+%-!1;,(*!(#3!H,$!1;,(5,(+#*6$%,()&+!3(
e constituição de brigadas de trabalho; do Sector de Administração da Justiça;
994 I SÉRIE — NÚMERO 98

g) Garantir a preparação de propostas em matéria de planea- #()*!*+#%$,8


mento, formulação e acompanhamento de políticas n) Garantir a implementação do Sistema Nacional
do SERNAP; de Arquivo do Estado.
h) Assegurar a participação e acompanhamento 3. O Serviço de Administração e Finanças estrutura-se em
da execução dos planos sectoriais, de investimento Departamentos e Repartições.
e desenvolvimento do SERNAP; 4. O Serviço de Administração e Finanças é dirigido por um
i) Garantir a harmonização institucional na elaboração Director Nacional nomeado pelo Ministro que superintende
dos planos e respectivos balanços; a área penitenciária, sob proposta do Director Geral do SERNAP.
j) Garantir a emissão de instruções sobre a elaboração
de Planos e orçamentos; ARTIGO 20
k) Garantir a elaboração de relatórios periódicos de execução (Serviço de Assuntos Jurídicos)
do Plano de actividades do SERNAP;
l) Garantir a concepção, desenvolvimento e emissão 1. O Serviço dos Assuntos Jurídicos é um órgão de apoio
de indicadores de base de avaliação do Plano Econó- técnico da Direcção Geral do SERNAP ao qual compete realizar a
mico e Social do SERNAP; actividade Jurídica, de Assessoria e de estudo de matéria Técnico-
m) Garantir a elaboração das matrizes de execução dos planos -jurídica, bem como de produção de instrumentos jurídicos.
de actividade do SERNAP; 2. São funções, em especial do Serviço de Assuntos Jurídicos:
n) Garantir a elaboração do relatório anual do SERNAP. a) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho
U:(J(/#$0%1,(5#(@3!*%)+!1;,(#&"$7"7$!L&#(# (C#-!$"! #*",&( do pessoal afecto ao Serviço, bem como a aplicação
e Repartições. dos regulamentos e orientações relativas à gestão
V:( J( /#$0%1,( 5#( @3!*%)+!1;,( G( 5%$%N%5,( -,$( 7 ( C%$#+",$( e administração de pessoal;
Nacional nomeado pelo Ministro que superintende a área b) Garantir a elaboração de pareceres jurídicos e de propostas
penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP. de legislação do SERNAP;
c) Garantir a promoção e orientação técnica e metodológica
ARTIGO 19 do processo de elaboração de propostas de Diplomas
(Serviço de Administração e Finanças) Legais;
d) Assegurar a publicação e difusão de estudos sobre
1. O Serviço de Administração e Finanças é um órgão do a administração penitenciária, de reconhecida
/=>2?@(I7#(!&&#N7$!(!(N#&";,(5,&( #%,&( !"#$%!%&(#()*!*+#%$,&( qualidade e interesse público;
afectos ao SERNAP. e) Garantir a divulgação de leis e demais textos legais,
2. São funções, em especial do Serviço da Administração tornando acessível a compreensão e o entendimento
e Finanças: 5,&(-$%*+%-!%&(C%-3, !&(#( !&&%)+!$(,(&#7(5, 4*%,(
a) Garantir a Direcção e o controlo de aplicação de normas pelos funcionários do SERNAP;
sobre a execução do orçamento de funcionamento f) Garantir a colaboração na promoção da educação jurídico-
e de investimento atribuído ao SERNAP; penitenciária de preventivos, condenados e cidadãos,
b) Assegurar o controlo contabilístico da execução no âmbito do respeito à legalidade;
do orçamento de funcionamento e de investimento g) Garantir a análise, emitir pareceres e participar
e sua contabilização; na preparação e conclusão de acordos, memorandos
de entendimento, contratos, tratados, com entidades
c) Assegurar a administração interna do SERNAP;
nacionais e estrangeiras que impliquem compromisso
d) Assegurar a execução do orçamento de investimentos
para o SERNAP;
em infra-estruturas do SERNAP; h) Assegurar a capacitação de funcionários responsáveis
e) Garantir a preparação, execução e controlo do Plano pela instrução de processos de averiguação, sindicância
de Aprovisionamento e de Gestão do Património; e disciplinar do SERNAP;
f) Garantir a actualização de investimento dos bens i) Assegurar a preparação de propostas de respostas
do SERNAP e assegurar a gestão e manutenção, em recurso contencioso administrativo;
procedendo à elaboração de proposta de base quando j) Assegurar a elaboração de Instruções e Ordens de Serviço;
necessário; k) Garantir e monitorar a actuação dos membros do SERNAP
g) Garantir a gestão e manutenção do parque automóvel com funções de Guarda Penitenciário para o respeito
do SERNAP e utilização correcta dos meios de trans- da integridade e dignidade humana do condenado e
porte; ao cumprimento estrito das normas e dos Direitos
h) Garantir a aquisição de materiais, meios e equipamentos Humanos nos Estabelecimentos Penitenciários e nas
para o SERNAP; missões de vigilância e acompanhamento;
i) Garantir a proposta e emissão de instruções internas l) Assegurar a organização e actualização da Legislação
&,H$#(!&(!+"%0%5!5#&(5#(N#&";,()*!*+#%$!(#(-!"$% ,*%!3( do interesse do SERNAP;
do SERNAP, observando as normas gerais vigentes; m) Assegurar a publicação de obras sobre temas de adminis-
tração penitenciária e colaborar em publicações
j) Garantir a produção de informação periódica sobre
nacionais e estrangeiras;
!(N#&";,(5,&($#+7$&,&( !"#$%!%&(#()*!*+#%$,&(#(5# !%&( n) Garantir o amor a verdade e a responsabilidade como
bens do SERNAP; fundamentos éticos dos serviços penitenciários;
k) Garantir a elaboração da conta de gerência anual sobre o) Assegurar o acesso ao funcionário do SERNAP à docu-
a execução do orçamento; mentação relativa aos seus direitos e deveres;
l) Assegurar o apoio técnico e logístico as diferentes p) Assegurar o respeito aos direitos e garantias individuais
unidades orgânicas do SERNAP; dos funcionários do SERNAP;
m) Assegurar o cumprimento das leis, regulamentos q) Garantir que os funcionários do SERNAP no exercício
e outras disposições legais de carácter administrativo das suas funções ajam com probidade, discrição
6 DE DEZEMBRO DE 2013 995

e moderação fazendo observar as leis e os regulamentos; adequadas no provimento dos serviços médicos, de
r) Garantir a concepção e elaboração do Código de Ética enfermagem e farmacêuticos e de assistência médica
dos Funcionários do SERNAP; e medicamentosa nos Estabelecimentos Penitenciários;
s) Assegurar que a conduta dos funcionários do SERNAP i) Garantir a observância e o cumprimento estrito da ética
se conforme com o respeito ao Código de Ética e deontologia de saúde no trato de preventivos e conde-
5!(-$,)&&;,(#(!,&(-$%*+4-%,&( ,$!%&8 nados e de outros utentes do Serviço de Cuidados
t) Garantir e preservar nos funcionários do SERNAP a honra Sanitários do SERNAP;
#(!(5%N*%5!5#(5!(-$,)&&;,8 j) Garantir, conceber e desenvolver programas de triagem
u) Garantir aos funcionários do SERNAP a informação sanitária no processo de ingresso de preventivos
sobre as consequências e os riscos da sua pretensão, e condenados nos Estabelecimentos Penitenciários;
de forma clara e inequívoca; kB( M!$!*"%$'( +,*+#H#$( #( 5#&#*0,30#$( )+F!&( G5%+!&( I7#(
v) Garantir que os funcionários do SERNAP não se contenham o estado de saúde à entrada de preventivos
#*0,30! (# (!+",&(#(!+"%0%5!5#&(5#(+,*R%",&(5#(%*"#L e condenados nos Estabelecimentos Penitenciários;
resse; l) Garantir que no momento da transferência dos preventivos
e condenados se façam acompanhar da respectiva
wB( M!$!*"%$( !( ,H&#$0W*+%!( 5,( &%N%3,( -$,)&&%,*!3( -#3,&(
informação clínica;
funcionários do SERNAP aos diversos níveis sobre
m) Garantir a assistência médica – odontológica a nível
as informações de que tenham conhecimento devido primário para os preventivos e condenados com ênfase
!,(#O#$+4+%,(-$,)&&%,*!38 nas actividades de prevenção e promoção da saúde nos
x) Garantir que o tratamento entre funcionários do SERNAP Estabelecimentos Penitenciários;
e entre estes, com terceiros seja respeitável, zelando nB(M!$!*"%$(!(%5#*"%)+!1;,(5!(-$#0!3<*+%!(5!(5,#*1!( #*"!3'(
pela boa convivência; %*0!3%5#E'(5#)+%<*+%!'(#("XO%+,L5#-#*5<*+%!(5!*5,(3F#&(
yB(M!$!*"%$(I7#(,&(.7*+%,*6$%,&(!P! (5#(.,$ !(!(5%N*%)+!$( acompanhamento, encaminhamento e viabilizando
!( .7*1;,( I7#( #O#$+# '( "!*",( *,( W H%",( -$,)&&%,*!3( o tratamento nas Unidades Sanitárias ou Hospitais
quanto privado; Psiquiátricos locais;
z) Garantir o trato com urbanidade ao superior hierárquico, o) Garantir a promoção das acções educativas, para
colega e os privados de liberdade e entidades terceiras. os preventivos, condenados e funcionários, com vista
3. O Serviço de Assuntos Jurídicos estrutura-se em a conhecer as medidas e atitudes de prevenção dos
Departamentos. problemas de saúde e mudança de estilo de vida;
4. O Serviço de Assuntos Jurídicos é dirigido por um Director p) Garantir a observância e o acompanhamento dos horários
Nacional nomeado, pelo Ministro que superintende a área de banho de sol e actividades desportivas, culturais
penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP. e de arte, nos Estabelecimentos Penitenciários;
q) Assegurar a observância e o acompanhamento
ARTIGO 21 da qualidade da dieta alimentar disponibilizada
(Serviço de Cuidados Sanitários) aos preventivos e condenados de acordo com
as quilocalorias estabelecidas e seu estado de saúde,
1. O Serviço de Cuidados Sanitários é um órgão do SERNAP
responsável pela prevenção, tratamento e reabi-litação dos nos Estabelecimentos Penitenciários;
preventivos e condenados nos Estabelecimentos Penitenciários. r) Garantir a observância e o cumprimento das instruções
2. São funções, em especial do Serviço de Cuidados Sanitários: das autoridades da saúde da respectiva área de juris-
5%1;,'( 5!&( *#+#&&%5!5#&( 5#( -$,)3!O%!( #( "$!"! #*",(
a) Garantir a direcção e supervisão das Unidades Sanitárias
dos preventivos e condenados nos Estabelecimentos
dos Estabelecimentos Penitenciários;
b) Garantir a saúde física, psíquica e social dos preventivos Penitenciários;
e condenados nos Estabelecimentos Penitenciários, em s) Garantir a emissão de informações e pareceres de natureza
coordenação e articulação com as instituições de saúde sanitária que lhe forem solicitados;
de natureza pública e privada; t) Garantir a elaboração de cronograma de actividades
c) Assegurar a realização do diagnóstico da situação com vista a implementação do Plano de Acção para
de saúde e do estado higiénico sanitário em todos a Promoção de Higiene e Saneamento do Meio nos
os Estabelecimentos Penitenciários; Estabelecimentos Penitenciários;
d) Garantir a observância das acções preventivas, u) Garantir, conceber e desenvolver estratégia de um
saneamento básico e situação da saúde no meio sistema de vigilância epidemiológica que permita uma
penitenciário e desenvolver estratégia de intervenção actuação atempada e oportuna em casos de ameaça da
sanitária das incidências higiénicas e epidemiológicas; eclosão de qualquer problema de saúde.
e) Garantir, conceber e desenvolver estratégias de abordagem 3. O Serviço de Cuidados Sanitários estrutura-se em Depar-
da problemática de higiene epidemiológica e assistência tamentos.
médica nos Estabelecimentos Penitenciários; 4. O Serviço de Cuidados Sanitários é dirigido por um
f) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho Director Nacional nomeado, pelo Ministro que superintende
do pessoal afecto ao Serviço, bem como a aplicação a área penitenciária, sob proposta do Director Geral do SERNAP.
dos regulamentos e orientações relativas à gestão
e administração de pessoal; ARTIGO 22
g) Garantir, conceber e desenvolver programas de formação
(Departamento de Inteligência Penitenciária)
técnico-profissional do pessoal médico, técnico-
-médio e básico, em coordenação e articulação com as 1. O Departamento de Inteligência Penitenciária é um órgão
instituições competentes púbicas e privadas da saúde; do SERNAP, na dependência directa do Director-Geral
h) Garantir, conceber e desenvolver programas e planos do SERNAP, que assegura as actividades de inteligência
que assegurem a política e linhas de actuação e contra-inteligência nos Estabelecimentos Penitenciários através
996 I SÉRIE — NÚMERO 98

da recolha, análise e tratamento de informações penitenciárias. -Geral do SERNAP, que garante a implementação da política
2. São funções, em especial, do Departamento de Inteligência de desenvolvimento dos Recursos Humanos do SERNAP.
Penitenciária: 2. São funções, em especial, do Departamento de Recursos
aB(M!$!*"%$(!(5%$#+1;,'(-3!*%)+!1;,'(,$N!*%E!1;,(#(+,*"$,3,( Humanos e Formação:
do trabalho de inteligência e contra-inteligência nos a) Garantir a gestão dos recursos humanos do SERNAP;
Estabelecimentos Penitenciários; b) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho
b) Garantir a articulação e coordenação com os Estabe- do pessoal afecto ao Departamento;
lecimentos Penitenciários das acções operativas c) Assegurar a execução dos planos, programas e projectos
no âmbito da Inteligência e de Contra-Inteligência de gestão de pessoal em função do diagnóstico
Penitenciária, efectuado em conformidade com as atribuições do
c) Assegurar a recolha, análise e tratamento de informações SERNAP e dos indicadores e gestão dos recursos
penitenciárias; humanos;
d) Assegurar a realização de avaliações sistemáticas d) Garantir a execução dos planos e programas de formação,
e periódicas do desempenho do pessoal afecto capacitação e promoção de pessoal;
ao Departamento de Inteligência Penitenciária; e) Assegurar a coordenação e acompanhamento das
e) Assegurar a elaboração de propostas e monitorar propostas de afectação, enquadramento e de reafectação
o processo de recrutamento, formação e capacitação de recursos humanos aos diferentes níveis de Serviço;
5#(-#&&,!3(# ( !"G$%!(#&-#+4)+!8 f) Garantir a interpretação e aplicação do Estatuto Geral
f) Garantir a investigação, prevenção e neutralização dos Funcionários e Agentes do Estado, bem como
de actividades delitivas ou factos que atentem contra dos regulamentos normativos aplicáveis ao pessoal
a ordem e segurança e estabilidade dos Estabelecimentos do SERNAP;
Penitenciários; g) Assegurar a manutenção e o funcionamento do sistema
g) Garantir a recolha oportuna e permanente de informações estatístico relativo a gestão e administração do pessoal
relevantes dentro e fora dos Estabelecimentos # (!$"%+73!1;,(+, (,(/#$0%1,(5#(@3!*%)+!1;,8
Penitenciários que concorram para prevenção h) Assegurar a elaboração de estudos e relatórios sobre os
e combate a actividades delitivas e outras conexões recursos humanose e do balanço económico e social;
contra a ordem, segurança e tranquilidade Públicas; i) Assegurar a sistematização de dados em função de
h) Assegurar a realização de estudos e análise das principais indicadores de gestão de recursos humanos, e propor
tendências da população penitenciária, causas a adopção de políticas e estratégias que visem o
e condições que põem em perigo a estabilidade melhoramento dos níveis do funcionamento do
e o funcionamento normal dos Estabelecimentos Serviço;
Penitenciários; j) Garantir a aplicação de técnicas de recrutamento
i) Garantir a recolha permanente de informações sobre e selecção de recursos humanos;
funcionários vinculados com reclusos que após o k) Assegurar a aplicação de metodologias e regras
cumprimento da pena ou em liberdade condicional de organização dos processos individuais dos funcio-
continuam a praticar actos criminais; nários;
j) Garantir o levantamento sistemático da situação operativa l) Assegurar o funcionamento e manter actualizado o e-SIP
nos Estabelecimentos Penitenciários; do SERNAP de acordo com as orientações e normas
k) Garantir, organizar e desenvolver processos investigativos 5#)*%5!&(-#3,&(X$N;,&(+, -#"#*"#&8
contra todas acções delitivas e condutas impróprias que m) Garantir a elaboração e gestão do Quadro de Pessoal
violem as normas de funcionamento do SERNAP; do SERNAP;
l) Assegurar a emissão de pareceres, para soluções n) Garantir a implementação e controlo da Política
de actos que atentem contra a ordem e segurança nos de formação e desenvolvimento de recursos humanos
Estabelecimentos Penitenciários; do SERNAP;
m) Garantir o controlo e a observação permanente o) Assegurar o cumprimento dos actos administrativos
de preventivos e condenados que pelos seus antecedentes de gestão dos recursos humanos do SERNAP;
criminais e características pessoais sejam potenciais p) Garantir a realização de avaliações sistemáticas
líderes na promoção de factos que concorram para e periódicas de desempenho dos recursos humanos,
alterações a ordem, segurança e disciplina nos bem como a aplicação dos regulamentos e instruções
Estabelecimentos Penitenciários; relativas à gestão e administração de pessoal ao nível
n) Emitir informações e pareceres pertinentes ao Director- dos Estabelecimentos Penitenciários;
-Geral do SERNAP.
q) Assegurar o acompanhamento e a aplicação dos instru-
3. O Departamento de Inteligência Penitenciária estrutura-se
em Repartições. mentos de apreciação do mérito no desempenho
V:(J(C#-!$"! #*",(5#(T*"#3%N<*+%!(@#*%"#*+%6$%!(G(+F#)!5,(-,$( de funções e avaliar e promover as correspondentes
um Chefe de Departamento Autónomo nomeado pelo Ministro adequações;
que superintende a área penitenciária, sob proposta do Director- rB(M!$!*"%$(!()&+!3%E!1;,(#(+,*"$,3,(5!&(!+"%0%5!5#&(5!(=&+,3!(
Geral do SERNAP. Prática e de Sargentos da Guarda Penitenciária;
s) Garantir o cumprimento dos programas e curriculas
ARTIGO 23 da Escola Pratica e de Sargentos da Guarda Penitenciária;
(Departamento de Recursos Humanos e Formação) t) Garantir a coordenação das actividades no âmbito
da implementação das estratégias de prevenção
1. O Departamento de Recursos Humanos e Formação
é um órgão do SERNAP, na dependência directa do Director- e combate do HIV e SIDA, do género e pessoa
-,$"!5,$!(5#(5#)+%<*+%!8
6 DE DEZEMBRO DE 2013 997

u) Controlar a assiduidade dos Directores Nacionais relevante para o desenvolvimento do sector industrial,
e Chefes de Departamento Autónomos. comercial e agro-pecuário;
3. O Departamento de Recursos Humanos e Formação u) Garantir a elaboração dos planos, programas e projectos
estrutura-se em Repartições. relativos a actividade laboral dos condenados, nas áreas
4. O Departamento de Recursos Humanos e Formação da produção agro-pecuária e piscícola;
G(+F#)!5,(-,$(7 (KF#.#(5#(C#-!$"! #*",(?7"X*, ,(*, #!5,( v) Assegurar o controlo e combate de pragas, doenças,
pelo Ministro que superintende a área penitenciária, sob proposta epidemias e banhos carracicidas;
do Director-Geral do SERNAP. w) Assegurar a construção e a manutenção de sistema
de armazenamento de água e irrigação dos campos
ARTIGO 24 de cultivo;
x) Garantir a emissão de pareceres sobre questões relativas
(Departamento de Actividades Económicas) as actividades Agro Pecuária e Piscicultura que lhe
1. O Departamento de Actividades Económicas é um órgão sejam solicitados;
do SERNAP, que garante a implementação de política do desen- y) Assegurar a participação do SERNAP em empreendimentos
volvimento da actividade industrial, agro-pecuária, piscícola públicos ou privados que representem mais-valia para
e de comercialização dos bens produzidos pelo SERNAP. as actividades do SERNAP no âmbito agro-pecuário
2. São funções, em especial, do Departamento de Actividades e piscicultura;
Económicas: zB(M!$!*"%$(!(#3!H,$!1;,(5#(#&"75,&(-!$!(5#)*%1;,(5#(6$#!&(
adequadas para produção agrícola e animal de acordo
a) Garantir a Direcção do Departamento de Actividades com as condições agro ecológicas;
Económicas; aa) Assegurar o cumprimento das épocas agrícolas de acordo
b) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho com as culturas recomendadas;
do pessoal afecto ao Departamento; bb) Assegurar o cumprimento do plano de maneio animal
c) Garantir e estabelecer o mecanismo de consulta com e o fornecimento de sementes e insumos agrícolas;
as associações empresariais agrárias e industriais; cc) Garantir a implementação do programa de construção
d) Garantir o enquadramento dos brigadistas em actividades de tanques para o desenvolvimento da aquacultura;
produtivas nas diferentes áreas; dd) Garantir a elaboração do plano de povoamento e maneio
e) Assegurar a emissão de pareceres sobre questões relativas da piscicultura;
às actividades económicas que lhe sejam solicitados; ee) Garantir a elaboração das estratégias e formulação
f) Assegurar a celebração de parcerias públicas ou privadas dos planos e orçamentos correspondentes, ao controlo
entre o SERNAP e entidades especializadas no exer- e coordenação da sua execução;
cício de determinadas actividades económicas; ff) Garantir a animação, controlo de vendedores, distribuição
g) Assegurar a utilização, conservação e manutenção física dos produtos, serviço de pós-venda, actividades
dos equipamentos as áreas; técnicas-comerciais, estabelecimento de projectos
h) Assegurar a produção, processamento, armazenamento, e orçamentos, facturação e cobranças;
gg) Garantir o estabelecimento das directrizes das cotas
transporte e comercialização dos bens produzidos nos
e metas de produção;
Estabelecimentos Penitenciários;
hh) Garantir a elaboração do cronograma de produção com
i) Assegurar a prestação de contas trimestrais através de vista a minimizar o desperdício e aumentar os lucros;
relatórios e da adequada documentação dos resultados ii) Garantir a qualidade dos bens produzidos;
obtidos no âmbito das actividades económicas; jj) Garantir o conhecimento dos produtos e serviços
j) Garantir a concepção e elaboração de projectos e analisar do SERNAP através de publicidade, promoções,
a viabilidade económica da cadeia de valores; relações públicas e patrocínios, entre outras;
k) Garantir o desenho de pacotes ou módulos para kk) Assegurar a interacção personalizada dos clientes com
a formação e treinamento das brigadas de trabalho pessoal de produção e de vendas;
e respectivos planos de negócios; ll) Garantir a especialização da produção para responder
l) Garantir e propor o estabelecimento de novos projectos as políticas do Governo nos estabelecimentos
e parceria com as instituições de ensino técnico penitenciários;
-$,)&&%,*!38 mm) Garantir a distribuição e venda dos produtos produzidos
m) Garantir a construção e apetrechamento de unidades nos estabelecimentos penitenciários;
fabris de processamento; nn) Garantir, conceber e desenvolver a elaboração
n) Assegurar a aquisição da matéria-prima para o abaste- de estudos de mercado com vista a sua execução
cimento das indústrias; e exploração.
o) Garantir a elaboração de planos, programas e projectos 3. O Departamento de Actividades Económicas estrutura-se
nas áreas da produção industrial e comercial; em Repartições.
p) Garantir a aquisição, conservação e manutenção dos V:(J(C#-!$"! #*",(5#(?+"%0%5!5#&(=+,*X %+!&(G(+F#)!5,(-,$(
equipamentos para o desenvolvimento das actividades um Chefe de Departamento Autónomo nomeado pelo Ministro
industriais; que superintende a área penitenciária, sob proposta do Director-
q) Garantir a construção, apetrechamento e manutenção -Geral do SERNAP.
de silos; ARTIGO 25
r) Garantir a análise e evolução do sector comercial agrário
e agro-industrial; (Departamento de Gestão de Sistema Penitenciário)
s) Garantir a articulação com outras instituições, para 1. Departamento de Gestão de Sistema Penitenciário, é um
o desenvolvimento do sector industrial, comercial órgão do SERNAP, que garante a operacionalidade do Sistema
e agro-pecuário, nos Estabelecimentos Penitenciários; de Gestão de Informação Penitenciário e das infra-estruturas
t) Assegurar a recolha, analise e divulgação da informação de suporte, com elevados níveis de desempenho, bem como
998 I SÉRIE — NÚMERO 98

desenvolver e apoiar a implementação de outras soluções afecto ao Gabinete e providenciar para que o mesmo
%*.,$ 6"%+!&(-$, ,",$!&(5!(#)+%<*+%!(#(#)+6+%!(*!(,$N!*%E!1;,: se mantenha em devida ordem;
2. São funções, em especial, do Departamento de Gestão do g) Prestar assessoria em outras tarefas de natureza técnica
Sistema Penitenciário: e de confiança que lhe forem determinadas pelo
a) Assegurar a avaliação sistemática do desempenho dirigente;
do pessoal afecto ao Departamento, bem como h) Executar outras tarefas legalmente cometidas.
a aplicação dos regulamentos e orientações relativas U:( J( M!H%*#"#( 5,( C%$#+",$LM#$!3( G( +F#)!5,( -,$( 7 ( KF#.#(
à gestão e administração de pessoal; de Departamento Autónomo nomeado pelo Ministro que
bB(M!$!*"%$(!(-3!*%)+!1;,'(+,,$5#*!1;,'(N#&";,(#(&7-#$0%&;,( superintende a área penitenciária, sob proposta do Director-Geral
dos processos de desenvolvimento e manutenção do SERNAP.
de sistemas de comunicação de dados;
SECÇÃO II
c) Garantir o desenvolvimento e manutenção da rede local
+, (#(&# (),'(%*.$!L#&"$7"7$!(+, -7"!+%,*!3'(&#$0%1,( Colectivos
de atendimento de informática e demais actividades ARTIGO 27
de Tecnologia da Informação e Comunicação
do SERNAP; (Colectivos da Direcção)
d) Garantir a execução e coordenação de política de segurança No SERNAP funcionam os seguintes colectivos:
de Tecnologia de Informação e Comunicação no âmbito
a) Conselho Coordenador;
do SERNAP;
b) Conselho Consultivo;
e) Garantir a definição e adopção de metodologia
c) Conselho de Ética e Disciplina;
de desenvolvimento de sistemas de novas Tecnologias
d) Conselho Operativo.
de Informação e da Comunicação adequados
as necessidades do SERNAP; ARTIGO 28
f) Assegurar o reforço de práticas de gestão integrada
de informação e engenharia de processos tendo em vista (Conselho Coordenador)
-!5$D#&(5#(#)+6+%!'(#)+%<*+%!'(&!"%&.!1;,(#(I7!3%5!5#8 1. O Conselho Coordenador é um órgão de consulta
g) Garantir a coordenação, supervisão, e avaliação na do Director-Geral do SERNAP, que aprecia e aprova o plano
elaboração e execução dos planos, programas, de actividades do SERNAP, coordena e controla as acções
projectos e as contratações estratégicas de Tecnologia dos serviços, competindo-lhe:
da Informação e Comunicação do SERNAP; a) Apreciar e aprovar as matérias submetidas, incluindo
hB(M!$!*"%$(!(-3!*%)+!1;,(#(% -3# #*"!1;,(5#(#&"$!"GN%!&'( a política e estratégia de desenvolvimento dos serviços
soluções de Tecnologia da Informação e da Comu- penitenciários nos vários domínios;
nicação, de acordo com as directrizes definidas b) Submeter a homologação do Ministro que superintende
pelo SERNAP; a área penitenciária, o plano e o relatório das activi-
i) Garantir que os produtos e serviços relativos à Tecnologia dades anuais.
da Informação e da Comunicação sejam conduzidos 2. São membros do Conselho Coordenador:
de acordo com a legislação pertinente.
a) Director-Geral do SERNAP, que o preside;
3. O Departamento de Gestão de Sistema Penitenciário
b) Directores Nacionais;
estrutura-se em Repartições.
c) Directores dos Estabelecimentos Penitenciários regionais,
4. O Departamento de Gestão de Sistema Penitenciário
provinciais, especiais, distritais e centros abertos;
G(+F#)!5,(-,$(7 (KF#.#(5#(C#-!$"! #*",(?7"X*, ,(*, #!5,(
d) Chefes de Departamentos Autónomos e Centrais;
pelo Ministro que superintende a área penitenciária, sob proposta
e) Directores dos Estabelecimentos de Ensino.
do Director-Geral do SERNAP.
3. O Conselho Coordenador reúne-se por convocação
ARTIGO 26 do Director-Geral do SERNAP ordinariamente uma vez por
ano e, extraordinariamente, sempre que matérias urgentes assim
(Gabinete do Director-Geral)
,(P7&"%)I7# :
1. O Gabinete do Director-Geral, monitora a implementação 4. Dependendo da natureza e importância das matérias a tratar
das decisões do Director-Geral e dos colectivos do SERNAP, no Conselho Coordenador, a cerimónia de abertura pode ser
-$#&"!(!&&%&"<*+%!(# ("!$#.!&(5#(*!"7$#E!("G+*%+!(#(5#(+,*)!*1!( presidida por dirigentes superiores do Governo Central.
que lhe forem determinadas pelo dirigente.
5. O Director-Geral do SERNAP pode convidar, de acordo com
2. São funções, em especial do Gabinete do Director-Geral:
a matéria em apreciação, a participar no Conselho Coordenador,
a) Monitorar a implementação das decisões do Director- J)+%!%&(5,(I7!5$,(+, (.7*1D#&(5#(M7!$5!(@#*%"#*+%6$%!'("G+*%+,&(
-Geral e dos colectivos do SERNAP;
e individualidades que se reputem convenientes e necessários.
b) Emitir parecer sobre assuntos da sua competência a serem
submetidos a decisão do dirigente; ARTIGO 29
c) Transmitir, acompanhar e controlar a execução das
orientações, instruções e decisões definidas pelo (Conselho Consultivo)
dirigente, actuando em sua representação pessoal 1. O Conselho Consultivo é um órgão de consulta ao qual
quando para isso mandatado; compete:
d) Receber, expedir, reproduzir, fazer circular, arquivo
e segurança dos documentos; a) Analisar, apreciar e pronunciar-se sobre a situação
e) Coordenar o apoio logístico e protocolar ao Director- operativa nos estabelecimentos penitenciários bem
-Geral do SERNAP; ainda do cumprimento das penas em regime de
f) Supervisionar a utilização e manutenção do equipamento liberdade;
6 DE DEZEMBRO DE 2013 999

b) Analisar os relatórios periódicos apresentados pelos ARTIGO 32


serviços do SERNAP;
(Composição)
c) Analisar e pronunciar-se sobre as normas procedimentais,
de trabalho métodos e técnicas de tratamento 1. O Conselho de Ética e Disciplina da Direcção-Geral
penitenciário; 5,(/=>2?@(%*"#N$!(,)+%!%&(5!(M7!$5!(@#*%"#*+%6$%!(#("G+*%+,&(
d) Apreciar o nível de cumprimento e de aplicação dos superiores do Quadro Técnico Comum designados pelo Ministro
regulamentos de funcionamento interno dos serviços que superintende a área penitenciária, observando a seguinte
do SERNAP e Estabelecimentos Penitenciários; composição:
e) Propor a elaboração de projectos, regulamentos e manuais a) Um Comissário da Guarda Penitenciária, que o preside;
relativos ao funcionamento dos serviços do SERNAP; b) Um Primeiro Adjunto do Comissário da Guarda
f) Outras competências legalmente cometidas. Penitenciária, como Secretário-Relator;
2. São membros do Conselho Consultivo: c) Um Primeiro Adjunto do Comissário da Guarda
a) Director-Geral do SERNAP, que o preside; Penitenciária, como 1.º Vogal;
b) Directores Nacionais; d) Um Superintendente Chefe da Guarda Penitenciária,
c) Chefes de Departamentos Autónomos; como 2.º Vogal;
3. Considerando a matéria em apreciação, o Director-Geral e) Um Técnico Superior N1, como 3.º Vogal;
do SERNAP pode convidar a participar nas reuniões outros f) O Director do Serviço de Assuntos Jurídicos.
quadros, sempre que julgue pertinente. 2. Nas suas faltas e impedimentos, o Presidente é substituído
4. O Conselho Consultivo reúne quinzenalmente e extraor- pelo Secretário-Relator.
dinariamente sempre que for necessário sob convocação
3. Por determinação do Director-Geral do SERNAP podem
do Director-Geral do SERNAP.
participar nas sessões do Conselho de Ética e Disciplina, a título
ARTIGO 30 permanente ou transitório, outro pessoal do SERNAP, cujos
(Conselho Operativo)
pareceres seja conveniente acolher, atendendo à natureza das
.7*1D#&( I7#( 5#&# -#*F! ( ,7( Q&( #&-#+%!%&( I7!3%)+!1D#&( I7#(
1. O Conselho Operativo é um órgão especializado de consulta possuem.
do SERNAP ao qual compete: ARTIGO 33
a) Analisar o estado e o funcionamento dos serviços (Funcionamento)
do SERNAP sempre que tal lhe for solicitado pelo
Director-Geral do SERNAP; 1. No início de cada reunião, o Conselho de Ética e Disciplina
b) Emitir pareceres sobre estudos e questões técnicas procede à aprovação da agenda de trabalho, cabendo ao Presidente
dos serviços penitenciários; encerrar a discussão do ponto de agenda quando não haja mais
c) Participar na harmonização de regulamentos internos pedidos de intervenção sobre o mesmo assunto ou, havendo-os,
e outras normas dos serviços do SERNAP, mediante ,(-,*",("%0#$(&%5,(-$,.7*5!(#(&7)+%#*"# #*"#(5#H!"%5,:
solicitação do Director-Geral do SERNAP; 2. As votações de cada agenda são realizadas por braços
d) Emitir parecer sobre relatórios anuais das Direcções, levantados ou por outra forma de votação aberta.
Departamentos Centrais, Estabelecimentos Peniten- 3. As propostas consideram-se aprovadas quando obtenham
ciários e de Ensino; a maioria absoluta de votos.
e) Outras competências legalmente cometidas. 4. Cabe ao Secretário-Relator fazer a acta da reunião a ser
2. O Conselho Operativo é convocado e presidido pelo Director assinada pelos presentes, extraindo-se cópia a ser anexada ao
Nacional do Serviço de Operações Penitenciárias e tomam parte respectivo processo disciplinar.
os seguintes Directores dos Serviços de:
a) Penas Alternativas à Pena de Prisão; ARTIGO 34
b) Operações Penitenciárias; (Competência para submeter a solicitação de parecer
c) Prevenção e Gestão de Violência Declarada; pelo Conselho de Ética e Disciplina)
d) Cooperação;
e) Reabilitação e Reinserção Social; 1. Têm competência para submeter qualquer processo
f) Assuntos Jurídicos; disciplinar ao parecer dos respectivos Conselhos de Ética
g) Chefe de Gabinete do Director-Geral. e Disciplina:
3. O Conselho Operativo reúne-se semanalmente e, extraor- a) O Director-Geral do SERNAP;
dinariamente, sempre que for convocado pelo Director Nacional
b) Os Directores dos Serviços;
do Serviço de Operações Penitenciárias.
4. O Director Nacional do Serviço de Operações Penitenciárias c) Os Directores dos Estabelecimentos Regionais;
pode convocar a participar nas reuniões, qualquer funcionário d) Os Directores dos Estabelecimentos Provinciais,
que, pelo conhecimento pessoal dos assuntos a debater, possa e) Os Directores dos Estabelecimentos Especiais;
prestar colaboração. f) Os Directores dos Estabelecimentos de Ensino.
2. As propostas dos Conselhos de Ética e Disciplina não
CAPÍTULO IV vinculam os dirigentes que tenham submetido os processos para
Conselho de Ética e Disciplina o seu parecer.
ARTIGO 31
ARTIGO 35
(Natureza e objecto)
(Assistência Jurídica)
Na dependência directa do Director-Geral do SERNAP,
dos Directores dos Estabelecimentos Penitenciários, Regional Os Conselhos de Ética e Disciplina e todos os dirigentes
e Provincial funcionam Conselhos de Ética e Disciplina com do SERNAP podem, em matéria disciplinar ser assistidos por
carácter consultivo. técnicos jurídicos.
1000 I SÉRIE — NÚMERO 98

ARTIGO 36 CAPÍTULO VI
(Atribuições) Estrutura de nível Provincial
Cabe ao Conselho de Ética e Disciplina: SECÇÃO I
a) Emitir parecer, em acta, sobre todos os processos Estabelecimentos Penitenciários Regionais
disciplinares que lhe sejam submetidos pelo ARTIGO 39
Director-Geral do SERNAP, dos Estabelecimentos
Penitenciários Regionais, Provinciais e de Ensino; (Função)
b) Apreciar e emitir parecer sobre efeitos disciplinares 1. O Estabelecimento Penitenciário Regional abrange a área
das sentenças condenatórias e absolutórias proferidas N#,N$6)+!(5#(06$%!&(-$,04*+%!&(#(5#&"%*!L&#(!($#+37&,&(+,*5#*!5,&(
pelos tribunais contra o pessoal do SERNAP com a pena de prisão de maior.
funções de Guarda Penitenciária; 2. O Estabelecimento Penitenciário Regional pode abranger
c) Propor ao Director-Geral do SERNAP a revogação, diversos regimes de execução e são compostos por várias secções
&7H&"%"7%1;,(#( ,5%)+!1;,(5!&(5#+%&D#&(5,&(5%$%N#*"#&( especializadas em função dos regimes.
a qualquer nível da Guarda Penitenciária, quando
sejam ilegais ou injustas e requerer, quando seja caso ARTIGO 40
disso, procedimento disciplinar ou criminal contra os (Direcção)
autores;
d) Elaborar propostas de instruções e circulares relativas O Estabelecimento Penitenciário Regional é dirigido por um
à matéria de justiça e disciplina na Guarda Penitenciária; Director Regional nomeado pelo Ministro que superintende a
e) Desempenhar as demais tarefas que lhe sejam atribuídas área penitenciária, sob proposta do Director-Geral do SERNAP.
superiormente.
ARTIGO 41
f) Pronunciar-se sobre as propostas de promoção por mérito;
g) Pronunciar-se sobre as propostas de atribuição (Estrutura)
de distinções, prémios e condecorações.
1. Os Estabelecimentos Penitenciários Regionais organizam-se
CAPÍTULO V em Departamentos e Repartições.
2. A estrutura do Estabelecimento Penitenciário Regional
Conselho de Ética e Disciplina dos Estabelecimentos Peni- consta do Regulamento Interno.
tenciários
ARTIGO 42
ARTIGO 37
(Colectivos)
(Atribuições)
1. Nos Estabelecimentos Penitenciários Regionais funcionam
São atribuições dos Conselhos de Ética e Disciplina dos os seguintes colectivos de natureza consultiva:
Estabelecimentos Penitenciários: a) Conselho de Direcção;
a) Pronunciar-se, em acta, sobre todos os processos, b) Conselho Operativo;
recursos e revisões que estejam submetidos pelos c) Conselho de Ética e Disciplina.
Directores dos Estabelecimentos Penitenciários; 2. A composição, competências e funcionamento dos colec-
b) Propor ao Director Estabelecimento Penitenciário tivos dos Estabelecimentos Penitenciários Regionais consta
Regional e Provincial a revogação, substituição ou de Regulamento Interno.
,5%)+!1;,(5!&(5#+%&D#&(5,&(5%$%N#*"#&(5,(/=>2?@(
com funções de Guarda Penitenciária na Província, SECÇÃO II
quando sejam ilegais e requerer, quando seja caso Estabelecimentos Penitenciários Provinciais
disso, procedimento disciplinar ou criminal contra ARTIGO 43
os autores;
c) Desempenhar as demais tarefas que lhes sejam atribuídas (Função)
superiormente. 1. O Estabelecimento Penitenciário Provincial abrange a área
N#,N$6)+!(5!(@$,04*+%!(# (I7#(&#(&%"7!(#(5#&"%*!(&#(!($#+37&,&(
ARTIGO 38
condenados em penas de prisão de curta e média duração.
(Composição) 2. Excepcionalmente, o Estabelecimento Penitenciário
Provincial pode acolher reclusos preventivos em secção própria
Os Conselhos de Ética e Disciplina dos Estabelecimentos e possuir secções especializadas para internamento de mulheres
Penitenciários aos níveis Regional e Provincial integram ou de jovens até 21 anos de idade.
,)+%!%&( 5,( /=>2?@( +, ( .7*1D#&( 5#( M7!$5!( @#*%"#*+%6$%,( #(
técnicos superiores do Quadro Técnico Comum designados pelo ARTIGO 44
Director-Geral do SERNAP, sob proposta do respectivo Director,
(Direcção)
observando a seguinte composição:
a) Um Primeiro Adjunto do Comissário da Guarda Peni- 1. Os Estabelecimentos Penitenciários Provinciais são
tenciária, que o preside; dirigidos por um Director Provincial, nomeado pelo Ministro
b) Um Superintendente Chefe da Guarda Penitenciária, que superintende a área penitenciária, sob proposta do Director-
Secretário-Relator; -Geral do SERNAP.
c) Um Adjunto do Superintendente da Guarda Penitenciária, 2. O Director do Estabelecimento Penitenciário Provincial
1.º Vogal; é o órgão máximo de direcção, controlo e fiscalização das
d) Um Inspector Chefe da Guarda Penitenciária, 2.º Vogal; actividades do SERNAP ao nível Provincial.
e) Um Técnico Superior do Quadro Técnico Comum, 3.º 3. No plano territorial e de natureza funcional o Director
Vogal , do Estabelecimento Penitenciário Provincial coordena e articula
f) Um Sargento Principal da Guarda Penitenciária. as suas actividades com o Director Provincial da Justiça.
6 DE DEZEMBRO DE 2013 1001

ARTIGO 45 CAPÍTULO VII


(Estrutura) Estabelecimentos de Ensino
1. Os Estabelecimentos Penitenciários Provinciais organizam- ARTIGO 50
-se em Departamentos e Repartições.
(Tipos)
2. A estrutura do Estabelecimento Penitenciário Provincial
consta de Regulamento Interno. 1. Os estabelecimentos de ensino do SERNAP integram
o Subsistema de formação técnico-profissional do Sistema
ARTIGO 46 Nacional de Educação, e compreendem:
(Colectivos) a) Instituto Superior Penitenciário;
1. Nos Estabelecimentos Penitenciários Regionais funcionam b) Instituto Médio Penitenciário;
os seguintes colectivos de natureza consultiva: c) Escola Prática Penitenciária.
a) Conselho de Direcção; 2. Os Estabelecimentos de ensino do SERNAP compreendem
b) Conselho Operativo; ainda:
c) Conselho de Ética e Disciplina. aB(J(=*&%*,(YG+*%+,L@$,)&&%,*!38
b) A Alfabetização e Educação de Adultos;
2. A composição, competências e funcionamento dos colec-
tivos dos Estabelecimentos Penitenciários Provinciais consta c) O Ensino Básico;
de Regulamento Interno. d) O Ensino Secundário Geral.

SECÇÃO III
CAPÍTULO VIII

Estabelecimento Penitenciário Distrital e Centros Penitenciários


Subunidades
Abertos ARTIGO 51
ARTIGO 47 (Criação e extinção das Subunidades)
(Estabelecimento Penitenciário Distrital)
1. A Criação e extinção das Subunidades do SERNAP opera-se
1. O Estabelecimento Penitenciário Distrital corresponde a área por decisão conjunta dos Ministros que superintendem as áreas
N#,N$6)+!(5,(5%&"$%",(#(5#&"%*!L&#(!,(%*"#$*! #*",(5#(-$#0#*"%0,&( penitenciárias e das Finanças.
e condenados. 2. A organização e funcionamento das Subunidades consta
2. O Estabelecimento Penitenciário Distrital pode acolher de Regulamento Interno.
condenados a pena privativa de liberdade vindos de outros 3. Para efeitos do número anterior, consideram-se Subunidades
distritos e os que estejam condenados a pena de prisão não os Estabelecimentos Penitenciários Distritais e Estabelecimentos
superior a 18 meses a serem executadas em regimes de semi- Especiais.
liberdade ou em ambiente comunitário.
3. Sempre que as condições estruturais do Estabelecimento
Penitenciário Distrital o permitam e as razões de reinserção social Decreto n.º 64/2013
o aconselhem podem ser internados neste tipo de estabelecimentos
reclusos condenados a pena de prisão não superior a 12 anos. de 6 de Dezembro
4. Podem ser criados nos estabelecimentos penitenciários Havendo necessidade de se definir o regime estatutário
distritais, pelo Ministro que superintende a área penitenciária #&-#+4)+,(!-3%+60#3(!,(-#&&,!3(5,(/#$0%1,(2!+%,*!3(@#*%"#*+%6$%,(
sob proposta do Director-Geral do SERNAP, Centros Abertos com funções de Guarda Penitenciária, de forma a dotar o órgão
destinados a condenados que cumprem penas em regime de semi- de um quadro normativo que responda à organização e disciplina
liberdade, regime aberto ou em ambiente comunitário integrados -$,)&&%,*!3'(!,(!H$%N,(5,(5%&-,&",(*!(!34*#!(b) do artigo 33 da Lei
em brigadas de trabalho. n.º 3/2013, de 16 de Janeiro, o Conselho de Ministros, decreta:
ARTIGO 48 ARTIGO 1
(Direcção) 1. É aprovado o Estatuto do Pessoal do Serviço Nacional
1. O Estabelecimento Penitenciário Distrital é dirigido por um Penitenciário, com funções de Guarda Penitenciário, em anexo
Director de Estabelecimento Penitenciário Distrital, nomeado ao presente decreto e que dele faz parte integrante.
pelo Director-Geral do SERNAP sob proposta do Director 2. São igualmente aprovados e anexos ao presente Decreto,
do Estabelecimento Provincial. os seguintes instrumentos:
2. O Director do Estabelecimento Penitenciário Distrital a) O Regime de transição e os critérios de enquadramento
é o órgão máximo de direcção, controlo e fiscalização dos funcionários do SERNAP integrados nas diversas
das actividades do SERNAP a nível do distrito. carreiras;
ARTIGO 49 bB(J(Z,5#3,(5#(+!$$#%$!(#($#&-#+"%0,&(I7!3%)+!5,$#&8
cB(J(Z,5#3,(5#(+!$";,(5#(%5#*"%)+!1;,:
(Estrutura)
ARTIGO 2
1. O Estabelecimento Penitenciário Distrital organiza-se em
Repartições. Em tudo que não esteja previsto no presente Decreto, aplica-se
2. A estrutura do Estabelecimento Penitenciário Distrital consta subsidiariamente o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes
do Regulamento Interno. do Estado.