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CARTA DE INTENÇÃO PARA DA ÊNFASE EM PSICOLOGIA E PROCESSOS

DE SAÚDE

Francisco Nataniel da Silva


Aluno do curso de Psicologia
Faculdade Evolução Alto Oeste Potiguar
Sitio Mata do Julião
Tenente Ananias/RN, 599.55-000
natanieloficial@gmail.com
(84)999213865
20 de junho de 2020

Prezada professora Jéssica Luana Fernandes Queiroz:


Sou Graduando do curso de Psicologia da Instituição de ensino Faculdade
Evolução Alto Oeste Potiguar – FACEP, na Cidade de pau dos Ferros – RN, e por meio
desta presente carta venho a relatar minha trajetória no decorrer do curso até então,
como também demostrar meu interesse pela Ênfase em Psicologia e Processos de
Saúde.
De antemão quero frisar um pouco sobre o decorrer de todo esse período e
alguns pontos que merecem ser explanados referentes a cadeira Histórico-Cultural, pelo
fato de a mesma ter causado uma certa expectativa, gerada por alguns comentários da
mesma, e também sobre sua relevância nesse processo de aprendizagem e formação
profissional. Sempre ouvi que era uma abordagem complexa, e no inicio realmente
concordei, mas através de algumas leituras gerais, compreendi um pouco seu
fundamento. Foi um processo que achei que não ia pegar o ritmo, pois logo nas
primeiras aulas tive dificuldade na compreensão histórica da abordagem, daí surge esse
momento pandêmico e ao retornar nesse modelo de aula remoto, precisei de uma
dedicação maior aos conteúdos, principalmente os que estavam atrasados, onde priorizei
uns dias pra leitura dos mesmos.

A Leitura/Aprendizagem referente a Abordagem Histórico-Cultural foi


libertadora, no sentido de quebrar alguns estigmas que tinha sobre a própria psicologia e
suas tantas abordagens, e que segundo Sirgado (2000) o nosso desenvolvimento se dá
numa amplitude biológica, social, cultural e que essa ação interrelacional não retira do
indivíduo sua singularidade. Não que as outras abordagens ocorram isso, mas que esse
olhar mais amplo da histórico-cultural possibilita uma ação transformadora (transforma
e é transformada) a partir da sua inserção no meio. Esse processo de relação social é
trago como elementar para o nosso processo de desenvolvimento, tido não meramente
como mediação, mas dado como um sentido mais profundo e que envolve a si mesmo,
que há uma significação para outro de modo cultural e o quanto isso se torna
significativo para si mesmo, é como Vygotsky traz: “Nós nos tornamos nós mesmos
através dos outros” sirgado (2000).

Isso traz à tona as interações acadêmicas, que são permeadas por relações de
amizades, conhecimentos e trocas de experiencias, considerando a variação dos
contextos de cada graduando, que envolve não somente o fator cognitivo das funções
superiores, mas também o fator social, cultural que está envolto. Isso vai dizer muito do
modo como cada um se relaciona, interage, desenvolve, aprende e como esse meio
acadêmico nos imerge.

Interessante também como a própria academia vai ter uma perspectiva distinta
uma da outra. Falo pelo fato de antes de adentrar a psicologia, cursei dois períodos de
Arquitetura e Urbanismo em outra Instituição e também Licenciatura em Computação, e
como o meio social e cultural estão ligados, pois são várias pessoas de cidades distintas,
Estados diferentes, cada um com sua subjetividade, e segundo Sirgado (2000) as
funções biológicas permanecem mesmo diante das questões culturais, além de obterem
uma nova vivencia, ou seja, existe uma troca de experiencia que media no processo de
transformação.

Com todos esses percursos de graduações, e me encontrando agora na


Psicologia, encontro esse muito positivo em termos gerais, percebo a Ênfase em
Psicologia e Processos de Saúde como sendo mais um deste encontros no decorrer dessa
caminhada acadêmica. Durante todo o meu ensino médio, sempre guardei um desejo
pela área da saúde, especificamente a Enfermagem, porém nunca consegui realizar, pelo
fato de a única Universidade publica próxima, ser bastante concorrida na época, o que
me levou a “comprimir” esse sonho através do Técnico em Enfermagem, que foi algo
muito magico, e que me possibilitou a experiencia de trabalhar por dois anos na UBS de
minha cidade, porém hoje me encontro trabalhando na Assistência Social, como
Orientador Social do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV),
Grupo de adolescentes do CRAS e é outra experiencia muito rica, que possibilita um
laço social, não somente com esses jovens, mas com os seus familiares e todo o bairro
que é beneficiário do serviço. Todas essas vivencias somam na decisão dessa minha
escolha da Ênfase, no sentido que completam minha visão referente a Saúde, ao
cuidado, a promoção, prevenção, educação, trabalho grupal, comunitário, social, enfim,
é como traz o próprio Sirgado (2000) sobre a relação social, cultural, biológica, como
ação de aprendizagem e transformação humana.

Dito isso me disponho a novas experiencias e conhecimentos, sempre a priorizar


o fazer ético e político, na busca constante da garantia dos direitos humanos e do seu
bem-estar social. Experiências estas que seja uma troca de vivencias e transformações
positivas e enriquecedoras, como desejo permanente de uma sociedade cada vez mais
equitativa, que expande o real conceito de saúde.

Atenciosamente,

Francisco Nataniel da Silva


Referencia:

Sirgado, A. P. (2000). O social e o cultural na obra de Vigotski. Educação & Sociedade, 21(71),


45-78. Recuperado de https://dx.doi.org/10.1590/S0101-
73302000000200003http://www.scielo.br/pdf/es/v21n71/a03v2171.pdf