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Aula 10 12.01.

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Teste de Convergência

Teorema 5. Seja Σbn absolutamente convergente, com bn≠0, ∀ n ∈ N. se  é sequência limitada então Σan é

absolutamente convergente

Ex8. Mostre que para an= a série Σan é convergente


 

Sabemos que Σ é absolutamente convergente


 

bn= .  =  
. lim  . lim   =1
 

 


Logo    é sequência limitada. Pelo teorema 5 Σ an é convergente.


Teorema ( Teste de D’Alambert): Seja (an) sequência com an≠0, ∀n ∈ N. Se ∃ c ∈ R tal que


 
≤c<1 para n suficientemente grande, então Σan é absolutamente convergente.


Corolário: Se (an) sequência com an ≠ 0 e lim 
=c < 1. Então Σ an é absolutamente convergente.

Demonstração (do Teorema):

 | | %  | | | |


Se  ≤ ,  !ã# ≤ =c. Daí ≤
 | | % %  % 

| |
Temos então que  %   é sequência monótona não-crescente limitada para n > n0

| |
(inferiormente por 0 e superiormente por )
% 

Como Σcn é absolutamente convergente para c>1, pelo teorema 5, temos que Σ|an| é convergente█

Obs: Seja lim  
=L. Se L > 1, então a série é divergente;

Obs: Se L=1, o teste é inconclusivo.


a) an =



  = 
⇒ lim 
= 1. Sabemos que Σ diverge.


b)an =



 = ' 
(
⇒ lim ' 
( = 1. Mas Σ converge


 ! *
Ex9. Para a>1 e k ∈ N. Mostremos que lim = lim =lim =0
!

Sejam an, bn, e cn as sequências apresentadas respectivamente.


 
%

Lim = 0 ; lim =+ e lim =


  %

Pelo teste de D’Alambert as séries Σan ; Σbn e Σcn convergem. █


Teorema 6 (Teste de Cauchy).

Se ∃ c∈ R tal que /|0 | ≤ c < 1, para n suficientemente grande, então Σan é absolutamente convergente.



Corolário: Se lim /|0 |< 1, então Σan é absolutamente convergente.

Demo: Σ cn é convergente, ( do teorema 1), temos que Σan é absolutamente convergente █

Obs: Seja lim /|0 |=L




⦁ Se L>1, então Σan diverge

Se L>1 , para n grande temos /|0 | >1, donde temos |an|> 1 para n grande.

Daí não vale lim an=0. Logo Σan diverge

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Ex10. Mostre que Σ   é convergente

|  | 
Teorema 7: Seja (an) sequência tal que an≠0 ∀n∈ N. Se lim | |
= L, então lim /|0 |=1.

Demo: Análise Real (Elon)



Ex11. Mostre que lim  =e
√ !

 
Seja an= ! . Mostramos que lim 
=e


Pelo teorema 7 lim /0 = lim  = lim =e
√ ! 

Comutatividade

Def: Uma série Σan é comutativamente convergente se, para toda bijeção f: N→N, fazendo bn =af(n), temos Σbn=Σan

Ex11.




7 = 1 − 9 +  − ; + < + ⋯ = ∑?
@
'−1(


9
= 9 − ; + B − C +
D …

s=1− + − + − + − …
9  ; < B G C

= 0+9+0−;+0+B+0−C …
9

Somando as séries termo a termo obtemos

37 1 1 1 1 1 1 1 1
=1+ − + + − + + −
2 3 2 5 7 4 9 11 6


A série assim formada tem os mesmos termos de Σ'−1(Q
em ordem trocada. A soma dessa nova série é 9s≠s.

Teorema 8. Se Σan é absolutamente convergente, então Σan é comutativamente convergente.

Teorema 9 (Riemann): Alternando-se a ordem dos termos de uma série condicionalmente convergente, pode-se
fazer que a soma fique igual a qualquer número real pré-fixado.
Topologia da Reta - Cap. 5
Def.

a) c∈ R é ponto interior de X ⊂ R se ∃ ԑ>0 tal que (c-ԑ;c+ԑ) ⊂X

Sejam x=(a,b) e c ∈ X. Seja ԑ=min {c-a;b-c}


Temos então (a-ԑ;a+ԑ) ⊂ (a,b)
Seja X = [a,b], a e b não são pontos interiores de X
(a-ԑ;a+ԑ) ⊄ X, ∀ ԑ >0
(b-ԑ,b+ԑ) ⊄ X
Seja X = Q, ∀ a∈ Q temos que a não é ponto interior de X, pois ∀ ԑ>0, existe x=(a-ԑ;a+ԑ) irracional.
Logo (a-ԑ,a+ԑ) ⊄ X

b) O interior de X é o conjunto int X= {x∈ R / x é ponto interior de X}

int(a,b) =(a,b) Int Q = ∅


int [a,b] = (a,b) Int N =Int Z = ∅
c) Se a∈ Int X dizemos que X é vizinhança de a

d) Dizemos que X ⊂ R é conjunto aberto de R se X= int X

(a,b) é aberto R é aberto


[a,b] não é aberto ∅ é aberto.

Proposição: a=lim xn ⇔ ∀ A aberto e c∈ A, ∃ n0 ∈ N tal que n> n0 ⇒ xn ∈ A

Demo:

(⇐) ∀ ԑ >0, (a-ԑ;a+ԑ) é aberto contendo A.

Logo ∃ n0 ∈ N tal que n> n0 ⇒ xn ∈ (a-ԑ;a+ԑ). Logo lim xn=a

(⇒) Exercício

Teorema 1

a) A1 ;A2 são abertos de R ⇒ A1 ⋂ A2 é aberto de R


b) Se (Aλ)λ∈L é uma família de abertos de R, então Uλ∈L Aλ é aberto

Demo:

a) Se A1 e A2 são abertos de R, então A1= int A1 e A2=int A2. Seja a ∈ A1 ⋂A2, a ∈ int A1 e a ∈ int A2. Assim,
respectivamente, ∃ ԑ1>0 tal que (a-ԑ;a+ԑ) ⊂ A1 e ∃ ԑ2>0 tal que (a-ԑ ; a+ ԑ) ⊂ A2

Seja ԑ=min {ԑ1;ԑ2}

Temos facilmente que (a-ԑ, a+ ԑ) ⊂ A1 e (a-ԑ, a+ ԑ) ⊂ A2 ⇒ (a-ԑ;a+ԑ) ⊂ A1 ⋂ A2

Logo a∈ int A1⋂A2. Conclusão A1⋂A2 é aberto

b) Se a∈ U λ∈L Aλ então a∈ A1 para algum λ ∈ L

como Aλ é aberto, ∃ ԑ>0 tal que (a-ԑ;a+ԑ) ⊂ Aλ

Mas então (a-ԑ;a+ԑ) ⊂ Aλ ⊂ Uλ∈L Aλ

Logo Uλ∈L Aλ é aberto.