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FACULDADE DO VALE DO IPOJUCA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL

INTRODUÇÃO A MECÂNICA DOS SOLOS

Professora D.Sc.: Marilia Mary da Silva


Disciplina: Mecânica dos Solos I

FEVEREIRO 2008
TÓPICOS A SEREM APRESENTADOS

ƒ Principais referências bibliográficas;


ƒ Origem e formação dos solos;
- definição de solos
- solos residuais, sedimentares e orgânicos
ƒ Composição mineralógica dos solos;
- minerais argílicos
ƒ Principais tipos de solos;
ƒ Superfície específica;
ƒ Tixotropia.
PRINCIPAIS REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ƒ Caputo, H. P. (1974). “Mecânica dos solos e suas


aplicações”. Vol.1. Livros Técnicos e Científicos Editora.

ƒ Vargas, M. (1977). “Introdução à mecânica dos solos”.


Mcgraw-Hill do Brasil, Ed. da Universidade de São Paulo.
ORIGEM E FORMAÇÃO DOS SOLOS

• DEFINIÇÃO: os solos são materiais que resultam do


intemperismo das rochas, por desintegração mecânica
ou decomposição química.

Desintegração mecânica: Decomposição química:


através de agentes como: através de :
água; oxidação;
temperatura; hidratação;
vegetação; carbonatação;
vento. efeitos químicos da
vegetação.
FORMAÇÃO DOS SOLOS

Solo residual maduro • SOLOS RESIDUAIS

Solo residual jovem São provenientes da decomposição


e alteração das rochas “in situ”
Saprolito através de processos de
intemperismo.

Rocha alterada

Perfil geotécnico típico de solo


Rocha sã residual (Mitchell,1994).
FORMAÇÃO DOS SOLOS
• SOLOS RESIDUAIS

- Solo Residual Maduro: quando se


Solo residual maduro
referir à camada superficial, na qual não
é possível identificar a estrutura ou
outras características da rocha matriz.
Solo residual jovem
- Solo Residual Jovem: quando se
referir às camadas subjacentes à
superficial, onde as características
Saprolito
estruturais (descontinuidades ou juntas)
e mineralógicas da rocha matriz
encontram-se presentes.
- Saprolito ou Material de Transição: Rocha alterada
quando se referir à rocha altamente
intemperizada, material no qual não pode
ser considerado como solo (no sentido
Rocha sã
de engenharia) nem rocha fresca.
- Rocha Matriz: quando se referir à
rocha de origem.
FORMAÇÃO DOS SOLOS

• SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS:


São os que sofrem a ação de agentes transportadores

ƒ água (solos aluvionares)


ƒ vento (solos eólicos)
ƒ gravidade (solos coluvionares)
ƒ geleiras (solos glaciares)
ƒ ou por vários destes agentes
FORMAÇÃO DOS SOLOS
• SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS:

ƒ solos aluvionares: transporte por grandes volumes água. A


princípio as grandes torrentes carregam consigo todo o detrito de
erosões, depositando os materiais na seguinte ordem:
grandes blocos- pedregulhos- areias grossas- areias finas e silte-
argila
ƒ solos eólicos: nas regiões desérticas ou ao longo das praias,
ventos fortes sopram sobre as areias e as carreiam, indo depositar
seus grãos mais além.
ƒ solos coluvionares: formados pela ação da gravidade, onde massas
de solo e rocha são acumuladas ao longo dos taludes, os quais
escorregam, sob ação de seu próprio peso, indo acumular-se ao pé
do talude.
FORMAÇÃO DOS SOLOS
• SOLOS SEDIMENTARES OU TRANSPORTADOS:

Figura. Perfil geotécnico de solos da Formação Barreiras / PE.


FORMAÇÃO DOS SOLOS
• SOLOS DE FORMAÇÃO ORGÂNICA:

Provenientes da decomposição de matéria orgânica vegetal


(raízes e plantas) e animal (conchas e algas).

Figura. Perfil geotécnico típico de argila mole.


COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS

Os minerais que podem ser encontrados nos solos, podem


ser classificados em:

ƒ primários: quando provém diretamente da rocha


matriz.
Ex. mineral quartzo, muscovita e biotita.
ƒ secundários: quando são formados na
decomposição.
Ex. minerais argílicos.
COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS
MINERAIS ARGÍLICOS:

As argilas são constituídas de pequeníssimos minerais


cristalinos, chamados de minerais argílicos, dentre os quais
distinguem-se três grupos principais: caulinitas, ilitas e
montmorilonitas.

ESTRUTURA DOS MINERAIS ARGÍLICOS:


COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA DOS SOLOS
MINERAIS ARGÍLICOS:

ƒ Caulinitas: são formadas por


unidades de silício e alumínio,
que se unem alternadamente,
conferindo-lhe uma estrutura
rígida.
ƒ Montmorilonitas: são formadas
por uma unidade de alumínio
entre duas unidades de silício. As
ligações não são muito firmes
(características expansivas).
ƒ Ilitas: são estruturalmente
análogas as montmorilonitas,
sendo porém menos expansivas.
PRINCIPAIS TIPOS DE SOLOS
ƒ Areia e pedregulho: são agregados não coesivos de fragmentos
de rochas ou minerais, de forma arredondada ou angulosa.
ƒ Siltes (orgânicos e inorgânicos):
- Orgânicos: é um solo de grãos finos, mais ou menos
plástico, contendo partículas de matéria orgânica.
- Inorgânicos: é um solo de grãos finos, com pequena ou
nenhuma plasticidade.
ƒ Argilas: é um solo constituído de partículas’provenientes da
decomposição química dos constituintes da rocha. É um material
plástico.
ƒ Argilas orgânicas: possui algumas de suas características físicas
mais importantes comandadas pela presença da matéria orgânica.
Tem cor escura e preta e odor característico.
ƒ Turfa: é um solo constituído de matéria vegetal decomposta,
mais ou menos fibroso.
SUPERFÍCIE ESPECÍFICA
ƒ DEFINIÇÃO:
Denomina-se superfície específica de um solo, a soma das
superfícies de todas as partículas contidas na unidade de volume
ou de peso do solo.

Quanto mais fino o solo maior a sua superfície específica. Isto


constitui uma das diferenças entre os solos arenosos e argilosos.

Para os minerais argílicos, as superfícies específicas assumem os


valores:
Caulinita 10m2/g
Ilita 80m2/g
Montmorilonita 800m2/g
TIXOTROPIA
ƒ DEFINIÇÃO:

Existem alguns solos argilosos que têm a propriedade de quando


solicitados perder a resistência e deixando novamente em repouso
ele retoma a sua resistência, tal fenômeno é chamado de
tixotropia.

ƒ PARTICULARIDADES:
As bentonitas são argilas ultra-finas e exibem propriedades
tixotrópicas. São largamente utilizadas na água utilizada em
perfurações de petróleo, sondagens, perfurações de um modo
geral.
OBRIGADA PELA ATENÇÃO.