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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

Curso: Redes – Infra-Estrutura e Cablagem


Nome do Manual: MI01-1003 Manual de Redes Infra-Estrutura e Cablagens
Versão: 03
Data: 27-03-2006
Elaborado Por: Jorge Neves
Verificado Por: Sérgio Gouveia
Márcio Fernandes

Empresa: NHK – Formação e Novas Tecnologias, Unipessoal, Lda.


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Dir. Pedagógica Dra. Eva Rosa
Dir. Tec. Informação Sérgio Gouveia

ATENÇÃO:

Este manual destina-se a apoiar os formados da NHK no curso.

Não pretendendo ser um manual exaustivo do curso em questão, apresenta-


se como uma ferramenta de consulta quer durante a duração do curso, quer
após a conclusão do curso.

O manual foi criado para satisfazer os requisitos das formações da NHK.


Contudo poderá não corresponder na íntegra ao conteúdo programático do
curso, sendo que será possível que alguns temas aqui abordados não façam
parte do conteúdo programático do curso, assim como poderá acontecer que
durante o curso sejam dados alguns temas que não se encontram neste
manual.

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forma a satisfazer a sua oferta de cursos.

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Este manual não pode ser reproduzido total ou parcialmente sem a autorização da NHK –
Formação e Novas Tecnologias, Unipessoal, Lda.

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Índice:
INTRODUÇÃO:........................................................................ 8
ARQUITECTURAS DE COMUNICAÇÃO...................................... 9
MODELO DE REFERÊNCIA OSI ....................................................9
Arquitectura TCP/IP.............................................................. 11
ALGUNS CONCEITOS DE REDES:........................................... 12
Servidor .............................................................................. 12
Cliente ................................................................................ 12
Redes Ponto-a-Ponto ............................................................ 12
Redes Multiponto ................................................................. 12
TIPOS DE REDES: ................................................................. 13
REDES G EOGRÁFICAS ............................................................ 13
Redes Locais ....................................................................... 13
Redes Metropolitanas ........................................................... 13
Redes de área alargada ........................................................ 13
TOPOLOGIAS DE REDES .......................................................... 14
BUS .................................................................................... 14
Anel ................................................................................... 14
Estrela ................................................................................ 15
Malha ................................................................................. 15
MEIOS FÍSICOS DE TRANSMISSÃO:...................................... 16
CABO COAXIAL .................................................................... 16
CABO COAXIAL B ANDA BASE.................................................... 17
CABO COAXIAL B ANDA L ARGA .................................................. 18
CABO PARES ENTRELAÇADOS............................................... 19
CABO PARES ENTRELAÇADOS COM BLINDAGEM STP: ....................... 20
CABO PARES ENTRELAÇADOS S EM B LINDAGEM (UTP): ................... 21
FIBRA ÓPTICA...................................................................... 22
TRANSMISSORES Ó PTICOS: ..................................................... 24
RECEPTORES ÓPTICOS: ......................................................... 24
FIBRAS MULTIMODO: ............................................................ 25
FIBRAS ÓPTICAS MONOMODO : ................................................. 25
Q UADRO COMPARATIVO DOS CABOS: .......................................... 26
COMO CRAVAR CABOS UTP/RJ-45: ........................................... 26
REDES SEM FIO – WIRELESS LAN:........................................ 29
TECNOLOGIAS USADAS NA TRANSMISSÃO ..................................... 29
Spread Spectrum ................................................................. 29
Infra-Vermelho .................................................................... 29
Microondas.......................................................................... 30

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Radiodifusão ....................................................................... 30
PADRÃO 802.11 ................................................................. 31
802.11a ........................................................................... 31
802.11b ........................................................................... 31
802.11g ........................................................................... 31
TOPOLOGIAS WIRELESS ......................................................... 32
Topologia Ad-Hoc ............................................................. 32
Topologia Infra-estrutura................................................... 32
S EGURANÇA ....................................................................... 32
EQUIPAMENTOS WIRELESS ..................................................... 33
V ANTAGENS E D ESVANTAGENS ................................................. 35
Vantagens........................................................................... 35
Desvantagens...................................................................... 35
COMO MONTAR UMA REDE WIRELESS .......................................... 36
Esquema de configuração ..................................................... 36
SISTEMA TELEFÓNICO: ........................................................ 37
A CESSO D IAL-UP: ............................................................... 37
CONECTORES: ...................................................................... 38
PADRÕES: ............................................................................ 42
NORMAS EIA/TIA:................................................................ 43
COMPONENTES FÍSICOS DE UMA REDE: ............................... 46
MODEMS: ......................................................................... 47
PLACA DE REDE: ................................................................. 50
HUB: ............................................................................... 51
S WITCH: .......................................................................... 52
ROUTERS: ......................................................................... 54
B RIDGE: ........................................................................... 56
G ATEWAYS: ....................................................................... 57
TRANSMISSÃO NA REDE: ..................................................... 58
B ITS E B AUD :..................................................................... 59
S ENTIDO DE TRANSMISSÃO :.................................................... 59
MODO DE TRANSMISSÃO E TOPOLOGIAS DE REDE:......................... 61
N ÚMERO DE CANAIS S IMULTÂNEOS: .......................................... 63
O RIENTAÇÃO À CONEXÃO: ...................................................... 64
S INCRONIZAÇÃO ENTRE FONTE E D ESTINO : ................................. 65
TIPOS DE S INAIS E TRANSMISSÃO DE D ADOS: .............................. 66
MULTIPLEXAÇÃO: ................................................................ 67
TESTE DE CONHECIMENTOS: ................................................ 68
RESPOSTAS: ...................................................................... 69
BIBLIOGRAFIA: .................................................................... 70
GLOSSÁRIO .......................................................................... 71

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INTRODUÇÃO:
Uma rede de computadores é basicamente um conjunto de dispositivos ligados
entre si, de forma a possibilitar o armazenamento, recuperação e partilha de
informação pelos seus utilizadores. É um conjunto de pontos ou nós interligados
entre si e aos dispositivos da rede por meios de comunicação, os dispositivos
envolvidos são computadores, servidores, impressoras, dispositivos de
armazenamento de dados, entre outros. Numa rede um nó é um ponto de
ligação, distribuição ou ponto terminal. De forma geral um nó tem a capacidade
de processar, reconhecer ou transmitir os dados para outros nós.

As redes trouxeram novas facilidades de processamento de informação,


permitem utilizar as potencialidades de diversos equipamentos, assim como as
capacidades dos seus utilizadores independentemente da sua localização
geográfica. Uma rede local permite o processamento de informação de uma
forma mais rápida e económica que anteriormente. É possível reduzir o dinheiro
gasto na aquisição de hardware pois a partilha de periféricos possibilita ter
menos e melhores periféricos, desta forma o tempo necessário à gestão e
manutenção do sistema também é reduzido. Uma rede bem concebida permite
controlar os acessos aos recursos da rede, desta forma é possível definir níveis
de acesso para os diversos recursos. As redes podem classificar-se quanto à
topologia de organização que apresentam, podendo ter uma topologia em
barramento, anel, ou estrela. É ainda possível caracterizar as redes quanto à
distribuição espacial como sendo redes locais vulgarmente designadas de LAN
(Local Área Network), redes metropolitanas também designadas de MAN
(Metropolitan Area Network), e por último as redes de grande distribuição
geográfica também designadas de WAN (Wide Area Network). Uma rede é
também caracterizada pela tecnologia que utiliza na transmissão física dos
dados, pode utilizar a tecnologia Ethernet, ARCNET, FDDI, Token Ring, etc. Pode
ainda caracterizar-se uma rede pelo tipo de dados que transporta (voz, dados, ou
ambos ), dai as diferentes ligações ( fibra óptica, cabo coaxial, par Entrelaçado).

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ARQUITECTURAS DE COMUNICAÇÃO
A comunicação entre sistemas tendo em vista a execução de aplicações
telemáticas só é possível no contexto de um conjunto de regras,
normalmente designados modelos ou arquitecturas de comunicação –
que definem as interacções entre equipamentos e programas.

MODELO DE REFERÊNCIA OSI

Com a afinidade de compor um sistema padrão de redes para


comunicação de dados, a ISO (International Organization Standard)
desenvolveu um modelo padrão RM-OSI (Reference Model – Open
Systems Interconnections). Este modelo tem como objectivo criar uma
estrutura comum entre qualquer sistema sem criar conflitos de
comunicação, lidando apenas com o modo de como se troca a informação.

O RM-OSI é composto por sete Camadas:

A camada física constitui a interface com o meio físico de comunicação e


define a forma como a representação lógica da informação – os bits, com
valor lógico de 0 ou 1 – são transformados em símbolos físicos – tensões
ou correntes eléctricas, ondas hertzianas ou sinais ópticos – que se
propaga no meio físico utilizado. Esta camada pode aparecer dividida em
duas sub camadas, uma relativa a aspectos dependentes do meio físico
como, por exemplo, conectores, transmissão e recepção de sinais físicos,
e outra relativa a aspectos independentes do meio físico como, por
exemplo, codificação de conjuntos de bits a transmitir/receber.

A camada de ligação de dados tem por objectivo a garantia da


comunicação, num dado troço de rede, podendo fornecer mecanismos
locais de controlo de fluxo de informação. Esta camada lida com conjuntos
de bits, que puderam estar organizados em quadros ou tramas (frames),
enviados entre sistemas adjacentes na rede. Nas redes locais, esta
camada aparece dividida em duas sub camadas: a sub camada de
controlo de acesso ao meio físico, que determina quando é que uma dada
estação da rede pode transmitir informação; e a sub camada de controlo
das ligações lógicas, que poderá lidar com aspectos como o controlo de
fluxo e controlo de sequência.

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A camada de rede é a camada que garante a interligação entre


quaisquer sistemas terminais, independentemente da localização desses
sistemas e do número e tipo de sub-redes atravessado. As suas principais
funções relacionam-se com o encaminhamento (routing) da informação
através da rede, assegurado através de um complexo conjunto de
mecanismos e protocolos. É nesta camada que é identificada de forma
única todos os sistemas terminais e encaminhadores da rede, através da
utilização de endereços de significado universal (função de
endereçamento).

A camada de transporte garante aos sistemas terminais uma


independência relativamente ao tipo e qualidade das sub-redes utilizadas,
através de mecanismos de detecção e recuperação de erros, controlo de
fluxo e controlo de sequência. É ainda em funcionalidade desta camada
que se apoiam muitos dos mecanismos de garantia da qualidade de
serviço, quando existem.

A camada de sessão oferece mecanismos para controlo e sincronização


do diálogo entre as entidades de aplicação comunicantes. Utilizando
serviços desta camada, é possível estabelecer modos de diálogo simplex,
half-duplex, ou full-duplex ao nível de aplicação. É, ainda, possível
estabelecer pontos de sincronismo e de recuperação no fluxo de dados, o
que é de vital importância para certo tipo de aplicações como, por
exemplo, aplicações de acesso a bases de dadas distribuídas, aplicações
em ambiente bancário ou aplicações em sistemas tolerantes a falhas.

A camada de apresentação a troca de informação entre sistemas


heterogéneos exige que seja adoptada uma representação comum para os
dados, isto é, uma representação de dados que seja compreendida por
todos os sistemas envolvidos no diálogo. Fornece meios para o
estabelecimento e utilização de sintaxes – abstractas e de transferência –
que possibilitam essa troca de informação.

A camada de aplicação fornece mecanismos de comunicação de alto


nível, orientados para as aplicações (isto é, orientados para os processos
de utilizador). Esses mecanismos poderão ser comuns a várias aplicações
– como, por exemplo, mecanismos para estabelecimento e terminação de
associações entre entidades de aplicação – ou ser específicos de
determinada aplicação – por exemplo, mecanismos orientados para a
transferência de ficheiros ou para aplicações de terminal virtual. Esta
camada pode ser encarada como a componente de comunicação dos
processos aplicacionais, sendo, muitas vezes, confundida com os próprios
processos de aplicação.

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ARQUITECTURA TCP/IP
O conjunto de protocolos TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet
Protocol) são o pilar das comunicações na Internet, como os protocolos
TCP e IP são os mais conhecidos, dão desta forma nome ao conjunto.
Este conjunto de protocolos foi desenvolvido de forma a permitir a partilha
de recursos de uma rede.

O TCP/IP é um protocolo estruturado por camadas, estando a camada


TCP (Transmission Control Protocol) acima da camada IP (Internet
Protocol). A camada TCP gere o envio das mensagens ou ficheiros,
necessitando por vezes de dividi-los em vários pacotes de tamanho
apropriado, no receptor a aplicação que implementa a camada TCP será a
responsável pela sua reconstrução.

A camada IP tem a responsabilidade de fazer chegar o pacote ao


endereço IP de destino, o pacote é-lhe entregue pela camada TCP
juntamente com o endereço do computador a que se destina

Curiosamente, a arquitectura TCP/IP, atingiu, com enorme êxito, os


objectivos primordiais inicialmente estabelecidos para o modelo OSI da
ISO: independência relativamente a fabricantes de equipamento, abertura
e universalidade. A sua concepção, no entanto, seguiu uma metodologia
totalmente diversa da metodologia utilizada no desenvolvimento do
modelo OSI. No caso da arquitectura TCP/IP privilegiou-se uma
abordagem simples e uma atitude pragmática em relação ao problema da
comunicação fiável entre computadores, a arquitectura TCP/IP conduziu a
soluções despidas de complexidade que não fosse justificada por
necessidades concretas. Esse mesmo facto é patente na arquitectura
protocolar resultante, que é composta por apenas quatro níveis ou
camadas, em vez das sete camadas preconizadas pelo modelo OSI da
ISO.

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ALGUNS CONCEITOS DE REDES:


SERVIDOR
Podemos ver o servidor como uma estação de serviço onde vários clientes se
servem, para ser considerado como tal, este deve ter instalado um sistema
operativo versão servidor, como por exemplo: Windows 2003 server

CLIENTE
É o computador (posto de trabalho) com que o utilizador se serve para aceder
aos serviços do servidor, este deve ser instalado com um sistema operativo
versão cliente, como por exemplo: Windows XP Profissional

REDES PONTO-A-PONTO
Uma rede Ponto-a-Ponto (peer-to-peer), é constituída por dois ou mais
computadores onde o acesso é individual e não depende de um servidor

REDES MULTIPONTO
Uma rede Multiponto ou Cliente-Servidor, é constituída por dois ou mais
computadores onde o acesso depende de um servidor

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TIPOS DE REDES:
As redes de computadores existem em todas as formas e tamanhos: de dois
computadores domésticos ligados entre si por um único cabo até à colossal
Internet, ligando toda a civilização existente e milhões de computadores. Apesar
das grandes diferenças que todas as redes têm, podemos definir uma rede em
termos da sua arquitectura, topologia e protocolo.

REDES GEOGRÁFICAS

REDES LOCAIS
As redes locais (Local Area Network, LAN) tornam possível interligar postos de
trabalho, servidores e dispositivos de interligação de redes numa área geográfica
limitada a um edifício conjunto de edifícios próximos.

Dois outros tipos de redes são, também, utilizados para interligar dispositivos em
áreas restritas:

Redes de área pessoal (Personal Area Network, PAN) são redes que
utilizam tecnologias de comunicação sem fios para interligar computadores,
periféricos numa área reduzida.

Redes de armazenamento (Storage Area Network, SAN) destinam-se


à interligação de grandes computadores e dispositivos de armazenamento de
massa, também, numa área relativamente pequena.

REDES METROPOLITANAS
A interligação de redes e equipamentos numa área metropolitana é feita
com recurso a uma rede MAN (Metropolitan Area Network), são normalmente,
utilizadas para interligar redes locais situadas em diversos pontos de uma cidade.

REDES DE ÁREA ALARGADA


As redes de área alargada (Wide Area Network, WAN) possibilitam a interligação
de equipamentos, redes locais e redes metropolitanas dispersas por uma grande
área geográfica (um país, um ou vários continentes).

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TOPOLOGIAS DE REDES
A topologia de rede diz respeito à forma de como os computadores são
fisicamente ligados entre sí, ou seja, o tipo e a distribuição dos cabos de rede.
Existe ainda a topologia lógica, que é independentemente da topologia física
usada, indica a forma como os computadores comunicam.

Por exemplo, as redes Ethernet podem utilizar topologias físicas de estrela ou


bus, mas a topologia lógica é sempre de barramento, pois os computadores
transmitem os sinais para toda a rede, como se todos estivessem ligados no
mesmo cabo

Existem várias topologias, entre elas temos a Bus, Ring, Star e a Mesh

BUS
Uma topologia Bus usa um único cabo como backbone, o qual é terminado em
ambas as extremidades. Todos os hosts conectam directamente a este
backbone.

ANEL
Uma topologia Anel conecta cada host ao host seguinte e o último ao primeiro.
Isto cria um anel físico de cabo.

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ESTRELA
Uma topologia Estrela conecta todos os cabos a um ponto central da
concentração, como por exemplo um Switch

MALHA
Uma topologia Malha é executada para fornecer protecção/tolerância a
interrupções de serviço (por exemplo controlo a sistemas nucleares. Cada host
liga a todos os outros.

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MEIOS FÍSICOS DE TRANSMISSÃO:


O cabo de cobre é o meio físico de transmissão usado na maioria das LANs,
existem muitos tipos de cabo de cobre, tendo cada tipo vantagens e
desvantagens, a selecção apropriada de cablagem é importante para a operação
eficiente da rede.

O meio de transmissão de dados serve para dar suporte ao fluxo de informação.


Os meios mais utilizados são o cabo coaxial, o par Entrelaçado e a fibra
óptica. Existe outro meio, o Wireless, em que a transmissão é através do ar,
por satélite, microondas, radiodifusão e infravermelho.

CABO COAXIAL
O termo "coaxial" surgiu porque o condutor central e a malha de
blindagem têm o mesmo eixo. O cabo mantém uma capacitância constante e
baixa, teoricamente independente do comprimento do cabo, o que permite
suportar velocidade na ordem de mega bits por segundo, sem a necessidade de
regeneração do sinal e sem distorções ou ecos, sendo melhor que o cabo de
pares Entrelaçados para longas distâncias. A conexão é mais difícil que o par
Entrelaçado, pois é feito através de conectores mecânicos, o que torna sua
instalação mais cara.

Existem dois tipos de cabos coaxiais:


1.Cabo Coaxial Banda Base (Fino).
2.Cabo Coaxial Banda Larga (Grosso).

Para se ligar ao computador, são utilizados conectores BNC e um T.

O cabo coaxial está em desuso, o cabo par Entrelaçado sem blindagem é o


actualmente utilizado.

Cabo coaxial

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CABO COAXIAL BANDA BASE


Também conhecido como cabo coaxial fino, é descrito como RG-58 e tem
uma impedância de 50 Ohms. O nome IEEE é 10BASE2 e o número padrão IEEE
é 802.3a.
Composto por um fio de cobre rígido ou multifilar, um material isolante
envolvido por um condutor cilíndrico na forma de malha entrelaçada, e uma capa
plástica protectora.

O comprimento máximo do cabo coaxial fino é de 185 metros, com 30 máquinas


distanciadas de 0,5 metros no mínimo. Sem repetidores.
A taxa máxima de transmissão é de 10 Mbps.
É utilizado para transmissão digital, onde, o sinal digital é injectado
directamente no cabo.
A topologia mais usual é a em BUS.

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CABO COAXIAL BANDA LARGA


Também conhecido como cabo coaxial grosso, é originalmente descrito como
RG-59, tem uma impedância de 75 Ohms. O nome IEEE é 10BASE5 e o número
IEEE é 802.3.
O comprimento máximo do cabo é de 500 metros, 100 máquinas.

É muito utilizado na transmissão de imagens e voz, através da transmissão


analógica. Suporta transmissões de 100 a 150 Mbps.
Em redes locais, a banda é dividida em dois canais, denominados canal de
transmissão (TX) e canal de recepção (RX). Utiliza-se duas técnicas de
transmissão por cabo coaxial, por cabo único e por duplo:

• Cabo único: são utilizadas frequências diferentes para a comunicação.


• Cabo duplo: transmissão no cabo 1 e recepção no cabo 2.

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CABO PARES ENTRELAÇADOS


É um cabo composto por quatro pares de fios de cobre envolvidos por uma
camada isolante. Os dois fios são enrolados em espiral, a fim de reduzir o ruído
(interferência) e manter as propriedades eléctricas do meio constantes por todo
o seu comprimento. Cada par é entrelaçado com um número variado de tranças
em cada centímetro.
Todo meio de transmissão sofre influência do meio externo, o que prejudica o
desempenho na taxa de transmissão.
Para se contornar o problema da interferência e do ruído, foram criados os cabos
pares Entrelaçados com blindagem e o par Entrelaçado sem blindagem.

Para se saber a taxa máxima de transmissão e a distância máxima permitida,


é necessário levar em conta a perda de energia, que pode ocorrer por radiação
ou por calor (dissipação). A perda de energia aumenta com a distância, até
chegar a um ponto onde o receptor não consegue reconhecer o sinal.

Em geral, um par Entrelaçado pode chegar até 100 metros com taxas de
transmissão de alguns mega bits por segundo (Mbps). A topologia mais usual é a
Estrela, obtendo cada ponto de rede um segmento independente de todos os
outros.

Topologia Estrela

É o cabo mais utilizado, mesmo sendo mais caro que o cabo coaxial.
Os cabos de par Entrelaçado são classificados em dois grupos:

• Par Entrelaçado com blindagem (STP - Shielded Twisted Pair)


• Par Entrelaçado sem blindagem (UTP - Unshielded Twisted Pair)

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CABO PARES ENTRELAÇADOS COM BLINDAGEM STP:

É constituído por uma blindagem interna e global de alumínio envolvendo os


condutores. Porém a blindagem causa uma perda de sinal, que aumenta a
necessidade de um espaçamento maior entre os pares de fio e a blindagem,
portanto, um maior volume de blindagem e isolamento aumenta o tamanho, o
peso e o custo. É aterrado nas duas extremidades, portanto, a blindagem não faz
parte do caminho percorrido pelo sinal.

Possui alta taxa de sinalização, com pouca distorção do sinal.


Existem dois tipos de cabos STP:

1. Blindado de 100 Ohms;


2. Blindado de 150 Ohms;

O STP mais simples é o de 100 Ohms, que contém uma blindagem formada
por uma folha de cobre/alumínio a envolver todos os condutores (blindagem
global).
O STP com impedância de 150 Ohms, que suporta 300 MHz de largura no
máximo em 100m de cabo. Além de todo o cabo ser blindado para reduzir a
interferência electromagnética e de radiofrequência, há uma blindagem que
separa cada par de fios Entrelaçados, para diminuir a diafonia.
O STP de 150 Ohms é normalmente utilizado em redes token-ring da IBM,
enquanto que os de 100 Ohms são mais utilizados em instalações Ethernet.

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CABO PARES ENTRELAÇADOS SEM BLINDAGEM (UTP):


Padronizado pelo IEEE 802.3, também conhecido por 10BaseT. Esse cabo é
composto por quatro pares de fios, sendo cada par isolado um do outro,
envolvidos por uma cobertura externa. Não havendo blindagem física interna, a
protecção é encontrada através dos pares de fios entrelaçados, onde
mutuamente reduzem a interferência electromagnética de radiofrequência e a
diafonia (ruídos eléctricos produzidos por sinais de outros fios do cabo).

O par Entrelaçado sem blindagem é flexível e a espessura é fina. É de fácil


instalação e baixo custo. O comprimento máximo é de 100 metros, entre duas
conexões dentro da categoria 5 e superior.
A desvantagem é a susceptibilidade à interferência e ruído, incluindo crosstalk
(diafonia) de fiação adjacente. Em sistemas de baixa frequência, a imunidade ao
ruído é comparada com a do cabo coaxial.

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FIBRA ÓPTICA
É constituída por um filamento, denominado núcleo (fibra), por onde é feita a
transmissão da luz. Em geral, o material dieléctrico (filamento), é constituído de
sílica ou plástico, em forma cilíndrica transparente e flexível, de dimensões
microscópicas comparáveis às de um fio de cabelo. Esta forma cilíndrica é
envolvida por um revestimento de material também dieléctrico.
Ao redor do filamento existem substâncias de menor índice de refracção, que
fazem com que os raios de luz sejam reflectidos internamente.

A fibra transmite os dados via pulsos de luz codificados, dentro do domínio do


infravermelho, que podem ser gerados por um LED ou Laser. Necessita de um
conversor de sinais eléctricos para sinais ópticos (transmissor), e um conversor
de sinais ópticos para sinais eléctricos (receptor). Existem duas fibras por cabo.

Existe dois tipos de fibras ópticas:

1. Fibras Multimodo
2. Fibras Monomodo.

A atenuação das transmissões não depende da frequência utilizada, o que


torna a taxa de transmissão muito mais alta, em torno de 100Mbps, podendo
chegar a 200.000 Mbps e a 620 Mbps numa única fibra unidireccional.

É totalmente imune a interferências electromagnéticas e a ruídos, mantém os


pontos que liga electricamente isolados um do outro.

Porém, a atenuação pode ser causada pela absorção do meio físico.

Podem chegar à distância de 100 km, sem a necessidade de um repetidor.


Suporta voz, dados, vídeo.
São mais finas e mais leves que os cabos coaxiais, o que facilita sua instalação.
Porém, por ser inflexível, requer cuidados especiais na instalação e manutenção.

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

Exemplo de fibra óptica:

Existem algumas limitações quanto à fibra óptica:

• A união das fibras é uma tarefa muito delicada e cara, pois as dimensões
da fibra são muito pequenas e requerem alta precisão.
• Não pode haver dobra nos cabos de fibra óptica, pois pode tornar o
ângulo de incidência dos feixes de luz em relação à normal muito
pequeno, provocando o escape desses feixes da fibra, pois não chegarão
a sofrer reflexão. São muito frágeis.
• Os componentes ópticos possuem uma padronização.

Apesar das limitações acima, possui inúmeras vantagens:

• Permite enviar mais dados por longas distâncias;


• Pequeno tamanho e peso;
• São imunes a interferência electromagnética, de radiofrequência e
diafonia;
• É constituído de material isolante, o que lhe concede insolação eléctrica;
• Alta confiabilidade no sinal transmitido, pois não irradiam
significativamente a luz transportada.

Cuidados a ter na instalação:

• Uma das principais causas de atenuação no cabo de fibra óptica é a


instalação deficiente.
• Se a fibra for demasiado esticada ou curvada, pode causar minúsculas
fissuras no núcleo que dispersará os feixes.
• Não deve ser efectuada a união entre duas fibras com dimensões de
núcleo diferentes.
• Efectuar uma curva demasiado apertada na fibra pode mudar o ângulo de
incidência dos feixes.
• A união deficiente de duas fibras é outro dos problemas a ter em conta.
• Não deve ser efectuada a união entre duas fibras com dimensões de
núcleo diferentes.

V03 - 23 -
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TRANSMISSORES ÓPTICOS:
São responsáveis pela conversão de sinais eléctricos em sinais ópticos, que serão
transmitidos pela fibra. A fonte óptica é modulada pela sua intensidade, através
da variação da corrente eléctrica injectada no gerador óptico. A fonte óptica é
um semicondutor e pode ser:

• LED (Light-Emitting Diode): utiliza o processo de fotogeração por


recombinação espontânea. São utilizados em sistemas de comunicação
que possuem taxas de transferência menor que 200 Mbps.

• Diodo LASER (Light Amplification by Simulated Emission on Radiation):


utiliza o processo de geração estimulada de luz.

O Laser é melhor que o LED, como mostra a tabela abaixo:

Características LASER LED


Potência óptica Alta Baixa
Custo Alto Baixo
Utilização Complexa Simples
Tempo de vida Menor Maior

RECEPTORES ÓPTICOS:
Também conhecidos como foto detectores, convertem sinais ópticos
recebidos pela fibra em sinais eléctricos.
Os foto detectores mais usados são os fotodiodos.

Características Led Laser


Sensibilidade Menor Maior
Relação sinal / ruído Pior Melhor
Custo Baixo Alto
Vida útil Maior Menor
Tempo de resposta Maior Menor

V03 - 24 -
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FIBRAS MULTIMODO:
Utiliza emissores do tipo LED, que diminui o seu custo.
A taxa média de transmissão dessa fibra é de 100 Mbps. O comprimento máximo
depende da composição da fibra óptica, pode ir desde 100m até 2Km.

São as mais simples. O funcionamento dessas fibras é baseado no fenômeno


de reflexão total interna na casca de índice de refração menor. É denominado
multimodo, pois é possível que vários feixes em diferentes ângulos de incidência
se propaguem através de diferentes caminhos pela fibra.

FIBRAS ÓPTICAS MONOMODO:


A luz percorre a fibra em um único modo, e em linha recta.
O diâmetro do núcleo é muito pequeno, quase justo ao feixe de luz.
Utiliza o laser como emissor dos sinais de luz, o que lhe permite longas
distâncias (até 100 km) sem a necessidade de um repetidor.
Pode atingir taxas de transmissão na ordem de 1 Gbps ou mais, depende do
número de fibras.

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QUADRO COMPARATIVO DOS CABOS:

Cabo Coaxial Cabo Par Entrelaçado Fibra Óptica


Baixos custos de Instalação muito
Baixo custo de manutenção
manutenção cara
Resistente a ruídos e Susceptível à interferência Imune a
interferências e ao ruído interferências
Pouca segurança Boa segurança Seguro
Média distância Média distância Longa distância
Altas taxas de
Altas taxas de transmissão ~ 100 Mbps
transmissão
Mais caro que o par Menor custo por
Muito cara
Entrelaçado comprimento

COMO CRAVAR CABOS UTP/RJ-45:


Para cravar cabos de rede com par entrelaçado e conectores RJ-45, é preciso
utilizar um alicate apropriado. Este alicate é encontrado em lojas especializadas
em acessórios para redes, e é normalmente chamado de alicate RJ-45.

Possui duas lâminas e uma fenda para o conector. A lâmina indicada com (1) é
usada para cortar o fio. A lâmina 2 serve para retirar a extremidade do
revestimento do cabo, deixando os quatro pares expostos. A fenda central serve
para cravar o cabo no conector RJ-45.

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Os passos que deve seguir para cravar os cabos são as seguintes:

1º Passo – Use a lâmina (1) para cortar o cabo no tamanho necessário.

2º Passo – Use a lâmina (2) para retirar cerca de 2 cm do revestimento plástico,


expondo os quatro pares do cabo. É preciso alguma prática para fazer a
operação correctamente. A lâmina deve cortar superficialmente a capa plástica,
porém sem atingir os fios. Depois de fazer um leve corte, puxe o cabo para que a
parte plástica seja retirada.

3º Passo – Verifique que existem os seguintes quatro pares de fios:

a) Verde / Branco-verde
b) Laranja / Branco-laranja
c) Azul / Branco-azul
d) Castanho / Branco-castanho

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4º Passo – Separe os pares na seguinte ordem:

Branco-verde
Verde
Branco-laranja
Azul
Branco-azul
Laranja
Branco-castanho
Castanho

5º Passo – Use a lâmina (1) do alicate para aparar as extremidades


dos 8 fios, de modo que fiquem todos com o mesmo comprimento. O
comprimento total deverá ser de cerca de 1,5 cm.

6º Passo – Introduza cuidadosamente os 8 fios dentro do conector RJ-


45. Cada um dos oito fios deve entrar totalmente no conector. Depois
de fazer o encaixe, confira se os 8 fios estão na ordem correcta.

7º Passo – Agora falta apenas “cravar” o conector. Introduza o


conector na fenda apropriada existente no alicate e aperte-o. Nesta
operação, os oito contactos metálicos existentes no conector irão
“morder” os 8 fios correspondentes, fazendo os contactos eléctricos.
Ao mesmo tempo, uma parte do conector irá prender com força a
parte do cabo que está com o revestimento externo. O cabo ficará
definitivamente fixo no conector.

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REDES SEM FIO – WIRELESS LAN:


WLAN é uma nova tecnologia de redes de computadores, com as mesmas
funcionalidades das redes de computadores com fio.

Por meio do uso de rádio ou infravermelho é que as WLANs estabelecem a


comunicação entre os computadores e dispositivos da rede, ou seja, não usam
fios ou cabos.

Os dados são transmitidos através de ondas electromagnéticas e várias conexões


podem existir em um mesmo ambiente sem que uma interfira na outra,
permitindo, por exemplo, a existência de várias redes dentro de um prédio.

Para isso, basta que as redes operem em frequências diferentes. Através de


algumas ferramentas, é possível interligar estas redes.

TECNOLOGIAS USADAS NA TRANSMISSÃO


As WLANs podem utilizar várias tecnologias para permitir a conexão dos
computadores e dispositivos da rede. Cada uma tem vantagens e limitações que
as distinguem das outras. As mais conhecidas são:

Os sistemas Spread Spectrum, rádio e infra-vermelho (infrared), sendo este


último pouco usado em WLANs.

SPREAD SPECTRUM
Também conhecida como CDMA (Code Division Multiple Access) a Spread
Spectrum é a tecnologia de transmissão mais utilizada actualmente, pois é
menos sensível a interferências e mais capaz de atravessar obstáculos, como
paredes, por exemplo

INFRA-VERMELHO
As WLANs baseadas em infravermelho utilizam a mesma tecnologia empregada
em produtos como controlos remotos. A vantagem é a sua habilidade de oferecer
uma grande largura de banda, podendo atingir até 16 Mbps, operando a faixas
de 100 THz. Porém, o infravermelho pode ser facilmente obstruído (a luz não
atravessa objectos sólidos, como as paredes) e também sofre a interferência da
iluminação do ambiente.

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MICROONDAS
Utiliza ondas de rádio de alta-frequência para transmissão. A faixa da
frequência varia de 900 MHz a 30000MHz.
É utilizado para transmissão analógica ou digital, de dados e voz de longas
distâncias.
Nessa frequência, as ondas de rádio comportam-se praticamente como ondas
de luz, propagando-se em linha recta.
O sistema de microondas é composto por:

• Torre: suporte para a antena de microondas tem que ser capaz de


suportar as dificuldades meteorológicas. A distância máxima entre duas
antenas é de 50 até 80 km.
• Antena: é formada por um reflector parabólico, e um dipolo
electromagnético (própria antena). Os microondas são direccionados pela
parábola transmissora de forma a incidirem directamente na parábola
receptora, onde está a antena receptora. Dessa antena as ondas são
levadas por um guia de onda até o rádio receptor. Sua dimensão varia
entre 50 cm a 1.5m de diâmetro.
• Guia de onda: linha de transmissão. Tubo que se localiza entre a antena e
o equipamento de rádio onde a distância típica entre estes é de 25 a
40m.
• Rádio transmissor / receptor: recebe ou transmite sinais e também faz a
modulação, tendo que permitir operar em frequência própria.

RADIODIFUSÃO
É utilizada em aplicações onde a confiabilidade do meio de transmissão é
indispensável.
Permite ligações ponto a ponto e multiponto.
Características da transmissão de dados por radiodifusão:

• Atenuação e propagação: quando existe algum obstáculo a ser transposto


pelas ondas de rádio, são utilizados alguns fenómenos como refracção, e
reflexão, apesar de deixarem distorções ou atenuações.
• Composição da atmosfera: a atmosfera possui camadas que actuam
diferentemente na propagação das ondas de rádio.
• Espectro de frequência: a medida que as frequências de rádio
aumentam, vão se propagando cada vez mais em linha recta.
Quando ultrapassam 300 MHz, são necessárias antenas
transmissoras e receptoras, que apontem para a outra.
• Sistemas em Tropo difusão: quando as frequências estão entre 300
MHz e 30 GHz, podem ser reflectidas na troposfera e serem
captadas por antenas que estejam fora do campo de visualização
do transmissor

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PADRÃO 802.11
O padrão 802.11 é uma arquitectura definida pelo IEEE (Institute of Electrical
and Electronics Engineers) para as redes sem fio, onde a área coberta pela rede
é dividida em partes denominadas células. Cada célula, por sua vez, é chamada
de BSA (Basic Service Area). O tamanho da BSA depende das características do
ambiente e da capacidade dos transmissores usados na rede.

Existem vários tipos de padrão 802.11, onde cada um é dotado de características


próprias, principalmente no que se refere à velocidade de transmissão dos
dados. Cada tipo é identificado por uma letra ao final do nome 802.11.

Por exemplo: 802.11a, 802.11b, 802.11g, etc.

802.11a
Chega a alcançar velocidades de 54 Mbps dentro dos padrões do IEEE e de 72 a
108 Mbps por fabricantes não padronizados.

Esta rede trabalha num raio de 5 GHz e inicialmente suporta 64 utilizadores por
Ponto de Acesso (PA). As suas principais vantagens são a velocidade, a
frequência usada é grátis e a ausência de interferências. A maior desvantagem é
a incompatibilidade com os padrões 802.11 b e g.

802.11b
Alcança uma velocidade de 11 Mbps padronizada pelo IEEE e a uma velocidade
de 22 Mbps oferecida por alguns fabricantes não padronizados. Trabalha dentro
dos 2.4 GHz. Inicialmente suporta 32 utilizadores por PA. Um ponto negativo
neste padrão é a alta interferência mesmo na transmissão quanto na recepção
de sinais, porque funciona a 2,4 GHz, o mesmo dos telefones móveis, fornos
microondas e dispositivos Bluetooth. E o lado positivo é o baixo preço de seus
dispositivos, a frequência grátis assim como a disponibilidade em todo mundo

É importante citar que apesar de ser possível a criação de WLANs com áreas
grandes de cobertura, o 802.11 é voltado somente às redes locais.

802.11g
Baseia-se na compatibilidade com os dispositivos 802.11b e oferece uma
velocidade de 54 Mbps. Funciona dentro da frequência de 2,4 GHz. Tem os
mesmos inconvenientes do padrão 802.11b (incompatibilidades com dispositivos
de diferentes fabricantes). As vantagens também são as mesmas do 802.11b
(maior velocidade e precisão).

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TOPOLOGIAS WIRELESS

Topologia Ad-Hoc
Cada dispositivo pode se comunicar com todos os demais. Cada ponto forma
uma parte da rede Peer to Peer (P2P), ou igual para igual, para o qual só vamos
necessitar de um SSID (Service Set IDentifier, é uma cadeia de 32 caracteres
que identifica cada rede wireless) igual para todos os pontos e não pode
ultrapassar um número razoável de diapositivos para não baixar o rendimento da
rede

Topologia Infra-estrutura
Nesta topologia existe ponto central (Access Point) que serve de link para todos
os demais (adaptadores de rede). Este ponto serve para encaminhar as ligações
feitas na rede convencional com outras redes distintas. Para poder estabelecer a
comunicação, todos os pontos devem estar dentro da zona de cobertura do
Access Point.

SEGURANÇA
Existem alguns problemas de segurança que devem ser considerados no uso de
WLANs.

Nestas redes, qualquer pessoa com equipamento adequado poderá capturar os


dados transmitidos. Além disso, por serem simples de instalar, muitas pessoas
utilizam redes deste tipo em casa, sem nenhum cuidado adicional, e até mesmo
em empresas, sem o conhecimento dos administradores de rede.

Vários cuidados devem ser observados quando pretende-se conectar à uma


WLAN.

O principal é usar firewall, antivírus, instalar as últimas actualizações de


softwares, desabilitar a partilha de pastas e impressoras sempre que não houver
uso.

Os administradores da rede devem implementar o WEP (Wired Equivalent


Privacy), que permite encriptar os dados transferidos entre os computadores.
A WEP utiliza uma combinação de chaves de 64 ou 128 bits para proporcionar o
controlo do acesso à sua rede e segurança de encriptação para todas as
transmissões de dados. Para descodificar uma transmissão de dados, cada ponto
na rede tem de utilizar uma chave de 64 ou 128 bits idêntica. Níveis de
encriptação superiores significam maiores níveis de segurança, mas devido à
complexidade da encriptação, podem também significar uma diminuição no
desempenho da rede.

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EQUIPAMENTOS WIRELESS
Os equipamentos mais comuns actualmente em comercialização suportam ritmos
de transferência de 11Mbps, embora existam já normas e equipamentos com
suporte para ritmos até 55Mbps. É no entanto necessário ter em atenção que
este ritmo é partilhado por todos os utilizadores do mesmo canal e que o próprio
protocolo exige alguma sobrecarga adicional, pelo que os ritmos de transferência
efectivos dos equipamentos de 11Mbps raramente ultrapassam os 5 a 8 Mbps.

A infra-estrutura de rede sem fios baseia-se em pontos de acesso ligados à infra-


estrutura de rede com fios e adaptadores de rede para os computadores. Em
alguns computadores portáteis recentes os adaptadores 802.11 vêem já
instalados de origem. Nos outros casos, os adaptadores podem ser instalados na
forma de uma PCMCIA.

Os computadores estabelecem comunicação rádio com os pontos de acesso, os


quais funcionam como uma interligação entre a rede sem fios e a rede com fios.

O alcance dos pontos de acesso pode atingir cerca de 200 a 300 metros em
espaço aberto, mas esta distância é consideravelmente reduzida em zonas
interiores, onde paredes e outros obstáculos (sobretudos os de origem metálica)
atenuam consideravelmente o sinal transmitido.

Os Routers Wireless e os Access Points proporcionam serviços de rede


Wireless integrados, com segurança, mobilidade e administração.

Os adaptadores de rede wireless e as PCMCIA permitem ao computador ter


acesso a uma rede sem fios.

As antenas Omnidireccionais cobrem 360º no plano horizontal. Elas trabalham


excepcionalmente bem em áreas amplas ou em aplicações Multiponto.
Usualmente, este tipo de antena é utilizado em computadores, com estações
remotas colocadas ao seu redor.

As antenas Direccionais concentram o sinal em uma única direcção. Os seus


sinais podem ter alcance curto e amplo, ou longo e estreito. Quanto mais estreito
o sinal, maiores distâncias ele alcançará. Normalmente, este tipo de antena é
utilizado em estações remotas para fazer a comunicação entre estas estações
com uma ou mais estações base.

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Exemplo de alguns equipamentos Wireless:

Router Wireless

Access Point

Antena Direccional
PCMCIA

Antena Omnidireccional
Placa de rede Wireless

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VANTAGENS E DESVANTAGENS

VANTAGENS
• Instalação rápida e simples
• Tecnologia sem fio permite que as redes cheguem aonde cabos não
podem ir.
• Os rádios utilizados trabalham na frequência 2,4 GHz. Eles trabalham
num sistema de espalhamento de frequência, o que reduz drasticamente
a possibilidade de interferências, garantindo a qualidade do sinal e a
integridade das informações. Assim, como é utilizada uma frequência
muito alta, microondas, o sistema é imune a chuvas, raios e outras
interferências de fenómenos meteorológicos.
• Acessos sem fio podem ser configurados segundo diversas topologias de
acordo com as necessidades da empresa. As configurações podem ser
facilmente alteradas e as distâncias entre as estações adaptadas desde
poucos usuários até centenas
• Segurança, o sistema WEP (Wired Equivalente Privacy) suporta
encriptação com chaves de até 128 bits, garantindo protecção à rede
contra ataques externos

DESVANTAGENS
• Os Adaptadores Ethernet de alta velocidade são, em geral, 10 vezes mais
baratos que adaptadores para redes sem fio.
• Segurança e privacidade, a interface de rádio aberta é muito mais fácil de
ser burlada do que sistemas físicos tradicionais. Para solucionar deve-se
sempre utilizar a criptografia dos dados através de protocolos como o
WEP.

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COMO MONTAR UMA REDE WIRELESS

ESQUEMA DE CONFIGURAÇÃO

Passo 1: Ligação do router


• Ligação do router ao modem por cabo ou DSL.
• Ligue um cabo Ethernet ao adaptador de Ethernet do PC e ligue a outra
extremidade do cabo a uma das portas LAN do router. Repita este
processo para cada PC que pretender ligar ao router.
Passo 2: Configuração dos computadores
• Os computadores devem ser configurados de modo a obter
automaticamente um endereço IP para comunicar com o router.
Passo 3: Configuração do router
• Abra o browser no seu computador (não se preocupe se receber uma
mensagem de erro nesta altura. Continue a seguir as instruções).
• Introduza 192.168.1.1 ou 192.168.0.1 (dependendo do fabricante
do router) no campo ‘Endereço do browser e prima a tecla Enter.

• Irá aparecer uma janela para introduzir nome de utilizador e palavra-


chave da rede
o Nome de utilizador – Admin
o Palavra-chave – Admin
• Estes dados vêm predefinidos pelo fabricante deverá ser alterado pelo
utilizador
• Aqui deveremos configurar o:
o SSID – o nome que será dado à rede sem fios
o Channel – será necessário que todos os pontos na rede sem fios
utilizem o mesmo canal para funcionarem correctamente
o WEP – deverá configurar a WEP para que a sua rede seja mais
segura, O utilizador pode criar uma chave de encriptação
utilizando uma Passphrase (Frase-passe).
Passo 4: Configuração nas ligações de rede do Windows
• Configurar as propriedades, onde aparecer o SSID, seleccione a opção de
encriptação de dados (WEP) e no campo chave de rede, introduza a
chave (consoante o nível de encriptação) tal e qual como foi gerada pelo
router, deverá reiniciar o computador. Depois de reiniciar já deverá ser
possível estabelecer a ligação sem fios

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

SISTEMA TELEFÓNICO:
Para a comunicação interna (exemplo, uma empresa), normalmente são
utilizados cabos, como o par entrelaçado e o coaxial. Porém, quando a
comunicação é com um ambiente externo, como entre duas cidades, é
necessário um meio que os ligue.
O sistema telefónico é uma rede complexa de linhas e centrais. As centrais
interligam-se com uma rede ainda mais complexa, composta por torres de
microondas, cabos de fibra óptica, satélites.
A comunicação entre dois pontos separados utiliza a infra-estrutura do
sistema telefónico para se comunicar.

ACESSO DIAL-UP:
Permite o acesso a uma rede através da linha telefónica (modem).
O acesso Dial-UP tem se difundido muito devido aos avanços na área
de telecomunicações.

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CONECTORES:

São uma parte importante em Redes de Computadores, os conectores


servem para facilitar a ligação de um cabo a um determinado
equipamento.

Conectores para Interface RS232:

ETDs são Equipamentos Terminais de Dados, pode ser


computadores, impressoras, Routers e tudo que pode ser ligado a um
modem via interface serial. ECDs são Equipamentos de Comunicação
de Dados, basicamente modems.

Actualmente usam-se três tipos de conectores para a Interface RS232: Os


DB-25, DB-9 e RJ-45. Os dois primeiros são trapezoidais com 25 e 9
pinos respectivamente e o terceiro não tem 45 pinos como o nome pode
indicar, mas apenas 8.

Os conectores DB-25 são, pela forma, macho nos terminais (ETD) e


fêmea nos modems (ECD). Os conectores DB-9 são praticamente usados
somente em terminais, sempre machos.

O conector RJ-45 é actualmente utilizado, de início houve um problema


com esse conector por a pinagem não está normalizada e variava de
fabricante para fabricante, actualmente utiliza-se a pinagem da Cisco
como padrão.

Vejamos alguns Tipos de Conectores e Interfaces:

Conectores RJ-45

São para a Interface RS232.

Aqui um conector RJ45 genérico.

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RJ - 45 Fêmea

RJ - 45 Shielded

Conector RJ - 12

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Conector DB para solda

Conectores Linha BNC

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Número Descrição Modelo


1 BNC Macho para cabo RG 58 -Solda MT 812
2 BNC Macho para cabo RG 59 -Solda MT 801
3 BNC Macho para cabo RG 58 – Cravar MT 815/58
BNC Macho para cabo RG 59 – Cravar MT 815/59
4 BNC Macho para cabo malha dupla - Cravar MT 814
5 BNC Fêmea para cabo RG 59 -Solda MT 805
6 BNC Fêmea com base quadrada para painel MT 819
7 BNC Fêmea com rosca para painel MT 804

Conector BNC fêmea - RCA macho para Cabo Coaxial

Conector BNC macho - RCA fêmea para Cabo Coaxial

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Conector Fibra Óptica

Um exemplo de conector óptico:

A Lucent Technologies (empresa originária das unidades de sistemas e


tecnologia da AT&T), lançou o conector óptico "LC". Este conector tem o
formato e o sistema de inserção semelhante ao do conector RJ-45, o que
torna fácil a sua utilização. Possui a metade do tamanho dos conectores
"ST" e "SC", sendo ideal para aplicações onde o espaço é limitado.
Apresenta o sistema "Pull-proof", que garante possíveis desconexões
acidentais. É fabricado para cabos Multimodo e para cabos Monomodo.
Também possui o sistema de polimento "PC" que assegura menores
perdas ópticas nos contactos. Precisa de polimentos mínimos o que
garante uma economia enorme no tempo utilizado pelos instaladores na
montagem dos cordões em campo.

PADRÕES:
Os padrões para os cabos são especificados por organizações como EIA/TIA
(Eletronic Industries Association / Telecommunications Industry Association),
IEEE (Institute of Electrical and Electronic Engineers), UL (Underwriters
Laboratories) e entidades governamentais que emitem especificações para
utilização de material nos cabos e para a instalação do mesmo.

A EIA/TIA é um órgão norte-americano que estabelece padrões para sistemas


de comunicação. O padrão EIA/TIA 568 é o padrão para fios de
telecomunicações em prédios comerciais, voltado para os fios sem blindagem
(UTP). O nome desse padrão está sendo mudado para SP-2840. Esse padrão
descreve as especificações de desempenho do cabo e sua instalação, deixando
espaço para que o projectista possa utilizar outras opções ou expandir o sistema.
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Criaram as normas que regulamentam a instalação de cabos de redes com o


uso de cabos de par Entrelaçado (UTP).

O EIA/TIA 568 sofre alterações constantemente; suas principais especificações


de desempenho são:

• Categoria 1: O cabo desta categoria é um fio não entrelaçado AWG 22 ou


24, com variações nos valores de impedância e atenuação. Não é
recomendada para taxa de transmissão superior a 1 Mbps.
• Categoria 2: Cabo de fios de pares entrelaçados AWG 22 ou 24. Pode ser
utilizado com uma largura máxima de banda de 1 MHz, porém não é testado
em relação à paradiafonia.
• Categoria 3: É a categoria dos fios de pares entrelaçados sólidos AWG 24. A
impedância típica desse fio é de 100 Ohms, é testado para atenuação e
paradiafonia a 16 MHz. Útil para transmissões de taxas de no máximo 16
Mbps.
• Categoria 4: Pode ter fios de pares entrelaçados sólidos AWG 22 ou 24 e
possui impedância de 100 Ohms. É testado para uma largura de banda de 20
MHz.
• Categoria 5: É o mínimo recomendado para todas as novas instalações.
Trata-se de cabos de par entrelaçado sem blindagem (UTP) AWG 22 ou 24
com impedância de 100 Ohms. Testado para uma largura de banda de 100
MHz, capaz de permitir velocidades de até 100 Mbps. O cabo é de alta
qualidade, usado para transmissão de imagens e dados a altas velocidades.
• Categoria 5E: É um Cat.5 melhorado, mantêm a mesma taxa de
transmissão mas disponibiliza uma largura de banda de 1Ghz.
• Categoria 6: Encontra-se ainda com pouca utilização pelo seu elevado
preço, disponibiliza uma largura de banda com 250 MHz com taxas de
transmissão até 1Gbps.
• Categoria 7: Este é a última inovação do par entrelaçado disponibilizando
uma largura de banda passante de 600 MHz, não tem taxa de transmissão
estabelecida.

A UL possui padrões de segurança para os cabos. O UL 444 é o padrão de


segurança para cabos de comunicação, o UL 13 é o padrão de segurança para
cabos de circuito com limitações de energia eléctrica.

A UL testa a segurança e o desempenho avaliando amostras de cabos pares


Entrelaçado com ou sem blindagem. Seus níveis de classificação lidam com o
desempenho e a segurança.

NORMAS EIA/TIA:
O propósito dessas normas é garantir que um edifício possa ser pré – equipado
com a cablagem, sem conhecimento dos equipamentos que serão instalados
posteriormente.

A EIA/TIA 568 trata a cablagem de telecomunicações de um edifício como


sendo parte da infra-estrutura do mesmo, permitindo que a cablagem existente

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possa ser reconfigurado e reutilizado para diferentes aplicações, visto que se


estima que dure mais de dez anos.

O sistema de cablagem é dividido em sete subsistemas:

• Cablagem Horizontal: com UTP 4 pares, 24 AWG-100 Ohms, STP 2


pares, 24 AWG-150 Ohms ou cabo com duas fibras ópticas, Multimodo
62,5/125micrometro.
• Cablagem Vertical (‘Backbone Cabling’): Basicamente irá ligar a sala
de equipamentos e a distribuição horizontal.
• Área de trabalho (‘work area’): são estabelecidas as tomadas, os
cabos...
• Distribuidor Horizontal (‘telecommunications closet’): local onde
convergem o cablagem horizontal e o vertical. Estão instalados os patch
panel, terminal block,...
• Sala de equipamentos: onde ficarão os equipamentos complexos de
telecomunicações (bridge, routers,...).
• Entrada do edifício
• Administração.

São reconhecidos quatro tipos de meios físicos:

• Cabo par Entrelaçado não blindado (UTP) de 4 pares de 100 Ohms;


• Cabo coaxial de 50 Ohms;
• Cabo de fibra óptica Multimodo de 62,5/125 micrómetros;

É especificada a tomada de telecomunicações JACK modular de oito posições.


São fornecidas especificações detalhadas de performance para todos os meios
físicos e componentes.
As normas possuem guias, sugestões e recomendações adicionais ao projecto,
instalação e teste de sistemas de cablagem.

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

A Norma EIA/TIA 568 descreve também a ordem dos condutores no conector RJ-
45 para Cat. 5, a norma diz o seguinte:

• Com a patilha de segurança do conector para baixo e da esquerda para a


direita a ordem deve ser a seguinte:

Norma T568A Norma T568B

1. Branco + Verde 1. Branco + Laranja

2. Verde 2. Laranja

3. Branco + Laranja 3. Branco + Verde

4. Azul 4. Azul

5. Branco + Azul 5. Branco + Azul

6. Laranja 7. Verde

8. Branco + Castanho 8. Branco + Castanho

9. Castanho 9. Castanho

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COMPONENTES FÍSICOS DE UMA REDE:


Existem vários componentes que podem ser usados em uma Rede de
Computadores e aqui falaremos de alguns, tais como:

Modem

Switch

Router

Hub

Placa de Rede

Bridge

Gateways

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MODEMS:

São os dispositivos mais comuns entre redes. A palavra Modem é originada pela
contracção das palavras Modulador e Demodulador, é um equipamento
bidireccional o qual é instalado nas duas extremidades de um canal de
comunicação de dados, e tem como função adequar um sinal binário vindo de
um computador às características da linha. Sendo um modulador, o modem
converte os pulsos digitais de corrente contínua de sistema do computador em
sinais analógicos que contenha as mesmas informações. Esse processo é
chamado de Modulação.

Em outras palavras, o Modem executa uma transformação, por modulação


(modem analógico) ou codificação (modem digital), dos sinais digitais emitidos
pelo computador, gerando sinais analógicos adequados à transmissão sobre uma
linha telefónica. No destino, um equipamento igual a este demodula (modem
analógico) ou descodifica (modem digital) a informação, entregando o sinal
digital restaurado ao equipamento terminal a ele associado.

Algumas utilidades de um Modem:


Ter acesso a informações de forma mais rápida e confiável consegue passar
informações e produtos em tempo razoável para seus clientes;
Maior capacidade de prestação de serviços, eliminando deslocamento de pessoas
ao local necessário;
Pesquisas e informações disponíveis em outros lugares (Internet);
Correio Electrónico, conferências, centros de negócios virtuais, acesso a serviços
pela rede;
Existem dois Tipos de Modem quanto a sincronização: Os Modems Síncronos e
os Modems Assíncronos.

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Modems Síncronos: A maioria dos modems dedicados utiliza uma técnica


especial de comunicações habitual nos mainframes denominada transmissão
síncrona. Nesse método de transmissão de dados por linhas telefónicas, as duas
extremidades do canal actuam dentro da mesma base de tempo, e os modems
operam de modo contínuo em frequências essencialmente iguais, sendo
mantidos em uma relação de fase correcta por circuitos que monitorizam a
ligação constantemente, e faz os ajustes necessários.

Uma desvantagem: O problema decorrente do seu uso está em que antes da


troca de informações as duas extremidades da linha têm de estar sincronizadas,
assim como a ligação entre o modem e o computador.

Modems Assíncronos: Quase todos os modems para uso pessoal normal com
o computador utilizam a técnica de transmissão assíncrona. É um método de
intercâmbio de informações entre dois computadores diferentes, que operam de
maneira independente e não compartilham nenhuma informação de sincronia.
Geralmente, os sinais dos modems que utilizam rede telefónica são assíncronos,
porque seria mais caro e mais difícil sincronizar sinais através do sistema
telefónico, onde os sinais podem ser redireccionados a qualquer momento, sem
aviso.

Existem dois Tipos de Modems quanto a transmissão: Os Modems Analógicos


e os Modems Digitais.

Os Modems Analógicos são equipamentos que realizam o processo de


Modulação para que os sinais digitais possam transitar pelo meio telefónico.

Os Modems Digitais são equipamentos que realizam uma Codificação no sinal


digital visando adequá-lo à transmissão em uma linha física.

Codificação: é uma mudança na representação do sinal digital, transformando


o próprio sinal digital vindo do ETD (Equipamento Terminal de Dados - como um
Computador, por exemplo), em um outro sinal mais adequado às condições da
linha.

A rigor esse tipo de equipamento não deveria ser chamado de modem, porque
não realiza modulação / demodulação do sinal digital. Os modems digitais são
reconhecidos também como Modem Banda Base ou Data Set.

Modulação: é um processo pelo qual são modificadas umas ou mais


características de uma onda denominada Portadora, segundo um sinal Modulante
(informação que se quer transformar pelo meio, na comunicação de dados o
sinal digital binário).

Em grande parte, o êxito de um sistema de comunicação depende da modulação,


de modo que a escolha do tipo de modulação é uma decisão fundamental em
projectos de sistemas para transmissão de sinais. Existe a modulação que varia a
Amplitude, a que varia a frequência, ou a que varia a fase da onda portadora,
isoladamente ou conjuntamente. Qualquer que seja o tipo de modulação usado,
o processo da modulação precisa ser reversível de modo que a mensagem possa
ser recuperada pela operação quando complementada a demodulação.

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

Alguns Tipos de Modulação são: Modulação por Amplitude, Modulação por


Frequência, e Modulação por Fase.

Modulação por Amplitude: Dois tamanhos de voltagem são utilizados para


representar 0s e 1s. A Modulação em Amplitude AM modifica a amplitude da
portadora de acordo com a cadeia de caracteres binários enviada.

Modulação por Frequência: Diferentes tons são usados. (FSK - Frequency


Shift Keying - Modulação por Desvio de Frequência ou FM - Modulação
em Frequência) consiste em se alterar a frequência da portadora de acordo
com a informação a ser transmitida.

Modulação por Fase: A modulação por fase (PSK - Phase Shift Keying -
Modulação por Desvio de Fase ou FM - Modulação em Fase) consiste em
variar a fase da portadora de acordo com os dados a serem transmitidos.

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Exemplo de um Modem:

PLACA DE REDE:
É devido às Placas de Rede que é possível ligar os computadores ás redes.

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HUB:
Hub’s são dispositivos usados para ligar os equipamentos que compõem uma
LAN. Com o Hub a segmentação de uma rede é concentrada (daí um outro nome
para Hub que é Concentrador) ficando cada equipamento com um segmento
independente dos outros. A administração da Rede é facilitado, e a solução de
problemas também, uma vez que se existir um defeito, este fica isolado no
segmento da Rede. Um exemplo comum de Hub é o Hub Ethernet com 10Base-T
(conectores RJ-45) e às vezes são parte integrante dos Bridge e Routers.

Assim, podemos definir ramificações da Rede com horários específicos de


utilização, entre outras coisas. A utilização do Hub é muito interessante por
outros motivos, tais como:

• O servidor trabalhará mais "folgadamente", e esta folga quer dizer


aumento da produtividade e performance.
• A Rede ficará mais segura. Por exemplo, se em uma grande Rede, com
ligação em Estrela um dos cabos se partir, somente a ramificação desse
cabo defeituoso deixa de funcionar.

A cada entrada do Hub podemos ligar qualquer dispositivo de rede local, e com
isso pode-se aumentar a extensão (tamanho) da Rede, conforme seja
necessário, e a distribuição da Rede pode ser mais equilibrada.

Os Hubs precisam ter características que permitam protecção contra intrusão e


protecção contra interceptações, e também características de empilhamento e
administração.

Protecção contra Intrusão quer dizer que em cada porta do Hub só será
permitida a ligação de computadores com endereço físico de Rede que estiver
configurado para a Porta do Equipamento.

Protecção contra Interceptação quer dizer que um dado transmitido só será


reconhecido e válido na porta configurada com endereço da rede que coincide
com o da mensagem, e nas outras portas a mensagem não é válida.

Nos Hub são centralizados os fios de ligação dos diferentes computadores.

O Hub encarrega-se de distribuir os sinais eléctricos entre os vários


equipamentos que compõem a rede, isolando os problemas de cada um dos
computadores e garantindo maior nível de segurança e confiabilidade ao sistema.

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Existem dois Tipos de Hubs:

Hub Passivo – São pequenas caixas que têm apenas um conjunto


pequeno de portas para a ligação de computadores em topologia estrela.
Um Hub Passivo pode ser também um painel de fios. Nesse tipo de Hub
não existe amplificação dos sinais. Um hub passivo é resumidamente uma
caixa de junção que não precisa de ligação eléctrica.

Hub Activo – normalmente possui mais portas que os hubs passivos e


regeneram activamente os sinais de um dispositivo para outro. Requerem
ligação eléctrica. Os Hubs Activos são usados como repetidores para
proporcionar uma extensão do cabo que liga as estações de trabalho.

Exemplo de um HUB:

SWITCH:
É um componente que é utilizado para ligar segmentos de redes locais. Ele envia
pacotes para a porta de saída apropriada, e deve permitir que os computadores
em segmentos separados transmitam simultaneamente, já que comuta pacotes
utilizando caminhos dedicados. Colisões não ocorrerão, porém poderá ser
experimentada a contenção de dois ou mais quadros que necessitem do mesmo
caminho ao mesmo tempo, que são transmitidos posteriormente graças aos
buffers de entrada e saída das portas. Alguns Switches, os de Workgroup,
suportam somente um computador ligado por porta, enquanto em outros, os de
Backbone congestionado, segmentos com múltiplos computadores são ligados a
cada porta. Em projectos da actualidade em rede, switches são utilizados não só
para a interconexão, mas também para proporcionar um alargamento da largura
de banda disponível. Esses equipamentos têm um reservatório de banda, que
são distribuídos pelas portas visando se adequar às necessidades de
desempenho específico do projecto em questão.

O Switch deve ser usado quando existe situações em que é desejada uma
melhora de desempenho.

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Exemplos de um Switch:

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ROUTERS:

Router é um equipamento responsável pela interligação entre Redes LANs


actuando nas camadas 1, 2 e 3 do Modelo de Referência OSI (da ISO). Os
Routers possuem como função a decisão sobre qual o melhor caminho deve
seguir o tráfego de informações (Controle de dados), ou seja, decide por qual
caminho deve seguir um pacote de dados recebido, isto é, a função do Router é
de fazer o encaminhamento de pacotes entre duas redes através de uma série
de Regras tais como:

• Rotas Estáticas inseridas no Router;


• Rotas Dinâmicas aprendidas através de protocolos de roteamento usado
entre Routers, o Router consegue ratear pacotes de dados recebidos por
um determinado caminho.

Existem dois Tipos de Routers:

• Routers Internos: Têm a combinação de placa de comunicação


síncrona / assíncrona, PC, placa Ethernet e SW (software) de Roteamento
carregado ou built-in no S. O (Sistema Operacional) do PC (computador
pessoal). Trata-se de uma solução fácil, porém temos uma máquina não
dedicada para o fim de roteamento executando o papel do Router. A
performance torna-se comprometida já que o CPU do PC atende às
funções de roteamento e outras funções inerentes ao S.O.
• Routers Externos: São formados por HW (hardware) e SW (software)
dedicados ao roteamento. Como têm funções exclusivamente voltadas ao
roteamento, sua performance atinge índices superiores, e mostrando o
porquê desses Routers serem mais caros do que os outros. O produto
nesse caso é independente da arquitectura do hardware e software do
servidor, porque a ligação ao servidor é feita via Ethernet e host do
TCP/IP, ou algum outro protocolo de comunicação.

Os Routers interligam redes situadas a longas distâncias através de uma linha


pública ou dedicada, oferecem protecção relativa a erros associados aos níveis
superiores do protocolo, como àqueles relacionados a falhas eléctricas e relativos
aos dados. Os Routers também são úteis para controlar a velocidade de
transmissão dos pacotes para as redes que possuem diferentes capacidades de
transmissão e recepção, o que pode causar falhas na rede.

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Exemplo de um Router Externo:

Porta de Ligação Porta de Ligação


do Modem RDIS ao Switch

Ligação do router a um pc
Interruptor para (Permite fazer a
Ligar/Desligar o Alimentação configuração do router)
router

Exemplo de uma ligação do Router à Rede:

Exemplo de um Router RDIS/Cable com extras: Print Server, Switch 4


portas 10/100Mbps:

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BRIDGE:

Bridge é um produto com a capacidade de segmentar uma rede local em sub-


redes com o objectivo de reduzir o tráfego de mensagens na LAN (aumento de
performance) ou converter diferentes padrões de LANs (de Ethernet para Token-
Ring por exemplo). As Bridges manipulam pacotes enquanto os repetidores
manipulam sinais elétricos.

As Bridges têm vantagens sobre os repetidores, porque não retransmitem ruídos,


erros, ou frames de formação ruim (um Frame deve estar completamente válido
para ser transmitido por uma Bridge). Conectam duas LANs com os mesmos
protocolos.

As Bridges actuam nas camadas 1 e 2 do modelo de referência OSI (da ISO),


lendo o campo de endereço de destino dos pacotes de mensagens e
transmitindo-os quando se tratar de segmentos de rede diferentes, utilizando o
mesmo protocolo de comunicação. Algumas das atribuições das Bridges são:

- Filtrar as mensagens de tal forma que somente as mensagens endereçadas a


ela sejam tratadas.

- Armazenar mensagens quando o tráfego for muito grande.

- Funcionar como uma estação repetidora comum.

As Bridges também actuam como elementos passivos administrando a rede, e


pode colectar dados estatísticos de tráfego de pacotes para elaboração de
relatórios.

São equipamentos usados para interligar duas LANs localizadas a curta distância,
ainda que ambas utilizem diferentes meios de transmissão. Protegem a rede
resultante em relação à passagem de perturbações eléctricas e erros relativos a
dados, mas não em relação a erros vindos dos níveis superiores do protocolo.

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GATEWAYS:
Os gateways actuam em todas as camadas do modelo OSI (da ISO), e têm como
função fazer a interligação de redes distintas, isto é, seu objectivo é permitir a
comunicação entre duas redes com arquitecturas diferentes (usando protocolos
distintos, com características distintas). Podem ser chamados de "Routers de alta
velocidade".

Os gateways redireccionam o tráfego de redes que utilizam diferentes meios e,


algumas vezes, protocolos de comunicação diferentes. Eles resolvem problemas
de diferença entre tamanho máximo de pacotes, forma de endereçamento,
forma e controle de acesso, padrões de linguagem interna de formato de
correios electrónicos.

Um exemplo é que o gateway pode ser utilizado para interligar uma LAN Token-
Ring suportando arquitectura IBM/SNA, com uma LAN Ethernet (com
arquitectura OSI), ou ainda com uma rede Apple Talk.

É o equipamento mais caro e complexo para interconexão de redes, capaz de


interpretar e traduzir os pacotes que processa. Geralmente é usado um sistema
de processamento computacional completo para esta função, como por exemplo,
estações de trabalho. Um outro exemplo de gateways, pode-se citar um produto
que integra redes TCP/IP com redes SNA. Na figura abaixo qualquer nó da rede
TCP/IP pode se conectar na rede SNA e ter acesso a um Mainframe, por
exemplo, emulando terminais 3278. Os Gateways já não são utilizados visto que
os equipamentos e sistemas de comunicação estão padronizados.

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TRANSMISSÃO NA REDE:
Aqui falaremos sobre os tipos de rede, suas topologias, suas classificações.

Bits e Bauds

Sentido de transmissão: Simplex, Duplex e Half-duplex

Modo de transmissão e Topologias de Rede: Broadcast e Ponto a ponto

Número de canais simultâneos: Paralelo e Serial

Orientação à conexão: Redes Orientadas à Conexão e Redes Sem


Orientação

Sincronização entre fonte e destino: síncrono e assíncrono

Tipos de Sinais e transmissão de dados: Analógico e Digital

Arquitectura e o Tamanho (extensão) da Rede: LAN’s, MAN's e WAN's.

Multiplexação: frequência, tempo

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BITS E BAUD:
Baud refere-se à taxa de troca de estado do sinal no canal, sem considerar a
informação representada pelo canal. A fonte de Informação transmite
mensagens a uma determinada taxa de transferência de informação que é
medida em bits por segundo (abreviado por bit/s, ou b / s ou bps). O
transmissor codifica as mensagens em sinais (os quais formam uma cadeia de
símbolos). O número de símbolos por segundo (ou a taxa de sinalização) que
tem em um canal de comunicação é medido em Bauds. Ou seja:

A taxa de sinalização - medida em Bauds


A taxa de transferência de informação - medida em bit/s
Uma taxa só é igual a outra em sistemas que utilizam 0's e 1’s (símbolos
binários).

SENTIDO DE TRANSMISSÃO:
Existe três diferentes tipos para a transmissão: Simplex, Half-duplex (ou Semi-
Duplex) e Duplex (ou Full - Duplex). Em qualquer tipo de comunicação, a
transmissão e a recepção podem ou não existir simultaneamente no tempo,
sendo classificadas nesses três modos de operação.

Simplex:

Este tipo de comunicação só é possível em uma única direção.

Exemplos:

• A transmissão do sinal de televisão, rádio.

Half-Duplex (ou Semi-Duplex):

Este tipo de comunicação é possível em ambas as direções, mas não ao mesmo


instante (simultaneamente).

Exemplos:

• A comunicação entre rádios amadores.


• A transmissão de mensagens escritas pelo telex.

Duplex (ou Full-Duplex):

Neste modo a comunicação é possível em ambas as direcções simultaneamente.

Exemplos:

• A comunicação telefónica entre duas pessoas.


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MODO DE TRANSMISSÃO E TOPOLOGIAS DE REDE:


Existem dois Modos de Transmissão, Broadcast e Ponto a Ponto. A transmissão é
avaliada como Ponto a Ponto ou Broadcast pelo número de entidades a
comunicarem.

Ligação Ponto a Ponto

É a comunicação entre dois pontos, ou melhor, duas entidades. Este tipo de


comunicação (ligação) pode ser estabelecido por linhas de comunicação
permanentemente conectadas (ponto a ponto dedicado) ou não (ponto a
ponto comutado).

Ponto a Ponto Dedicado

Nesse caso utiliza-se LPCD's (Linha Privativa para Comunicação de Dados


permanentemente disponível ao usuário, não comutada nas centrais de
comutação), deixando sempre as ETD's (Equipamento Terminal de Dados
- um computador por exemplo) ligados entre si, até mesmo quando não
existe informações para serem transmitidas, e podem ser urbano ou interurbano.

Ponto a Ponto Comutado

Neste utiliza-se a rede pública para a interligação dos dois ETD’s


(computador). Nesse tipo de transmissão existe o problema de ruídos por não
apresentar tão boa qualidade de transmissão, devido às comutações que existem
nas centrais telefónicas.

Ligação Broadcast (ou Multiponto)

Consiste na comunicação (ligação) partilhada entre diversos usuários (ou


entidades ou estações). Nesta configuração a entidade (estação) principal é
chamada de estação de controlo.

Existem várias Topologias de Redes como a Hierárquica, a de Anel, a Estrela,


a de Barramento, a Irregular, por exemplo.

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NÚMERO DE CANAIS SIMULTÂNEOS:


Existem o Modo Paralelo e o Modo Serial.

Paralelo:

A transferência é feita através de vários condutores no cabo, permitindo fazer o


envio de vários bits, distribuindo cada bit por canal. A vantagem é poder-se
transmitir n bits de uma única só vez.

Serial:

A transferência é feita de um bit por vez, ou seja, sequencialmente, através de


uma única linha de dados, e cada bit de um byte é transmitido em sequência, um
após outro.

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ORIENTAÇÃO À CONEXÃO:
Os ETD (Equipamento Terminal de Dados, exemplo: um computador)
comunicam utilizando técnicas diferentes, podemos encontrar dois tipos, as
Redes Orientadas à Conexão e as Redes Sem Conexão.

Redes Orientadas à Conexão:

É aquela em que não tem inicialmente nenhuma conexão lógica ente dois ETD.
Para haver a comunicação entre computadores e terminais, deve-se primeiro
executar o estabelecimento da conexão, o qual é denominado de negociação
(handshake). Depois de estabelecida a conexão, o estado de transferências de
dados é alcançado, os dados do utilizador são trocados com base em um
protocolo pré-estabelecido. Depois da transferência de dados a conexão é
terminada.

A Rede Orientada a Conexão tem um alto cuidado com os dados dos usuários. O
controle do fluxo, ou seja, a garantia de que os dados chegam em bom estado.

Redes Sem Conexão:

Redes Sem Conexão (também chamadas de Datagrama) passam de um estado


inactivo para um estado de transferência. A diferença deste tipo de Rede é que
não tem fases de estabelecimento e encerramento da conexão, não existe
controle de fluxo, ou recuperação de erros.

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SINCRONIZAÇÃO ENTRE FONTE E DESTINO:


Existe a Transmissão Assíncrona e a Transmissão Síncrona para a sincronização
entre fonte e destino.

Transmissão Assíncrona

Nesse tipo de Transmissão existe irregularidade na transmissão dos bits, isto é, o


tempo entre dois caracteres (bits) (tempo de repouso) pode variar entre o
transmissor sem que o receptor saiba. Sua maior desvantagem é que existe uma
utilização ruim do canal, já que os bits não têm regularidade na transmissão
(espaços no tempo), que deixa uma fraca eficiência de transmissão.

Transmissão Síncrona

Os bits são mandados imediatamente depois do anterior, são transmitidos


serialmente, mas com tempo de repouso fixo, ou seja, com um tempo fixo e
constante. Por exemplo, a cada X segundos, a fonte (transmissor) envia um novo
bit. Essa transmissão pode utilizar técnicas mais elaboradas e modernas para a
detecção de erros, e é muito mais eficiente porque permite passar mais
informações sobre um canal por unidade de tempo. Os sinais preliminares são
chamados de bytes de sincronização.

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TIPOS DE SINAIS E TRANSMISSÃO DE DADOS:


Existem dois tipos de Sinais: os Analógicos e os Digitais.

Sinais Analógicos

Pode ter muitos valores de amplitude. É caracterizada por os pulsos variarem


continuamente com o tempo.

Sinais Digitais

Tem valores predeterminados de amplitude no tempo, ou seja, tem pulsos nos


quais a amplitude é fixa.

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MULTIPLEXAÇÃO:
O esquema da Multiplexação pode ser de duas categorias: por Frequência e por
Tempo.
As companhias de telefone desenvolveram elaborados esquemas para
multiplexar muitas conversas em um trunk simples.

Frequência – FDM (Frequency Division Multiplexing)

O Esquema FDM é usado no mundo com uma certa padronização.

• Entrada de sinal par um novo band (centrado sobre um Carier Frequência


FC) chamado canal (channel), separando cada um deles por um Guard
Band (para evitar interferência esses Guard Bands não têm sinais).
• Cada um dos Multiple Carriers são referenciados como um "subcarrier".
• Cada Subcarrier pode ser usado como um esquema de modulação
diferente, os sinais resultantes são somados e enviados através da
ligação.
• O processo de multiplexação é efectuado atribuindo uma frequência
diferente para cada Sub canal num único canal.

Problemas com FDM:

• Ligação cruzada (Crosstalk - se os Guard Bands não são suficientes).


• Barulho de intermodulação (Intermodulation noise).

AT&T e CCITT tem designação e hierarquias diferentes para o esquema do FDM,


os nomes são diferentes mas as idéias são as mesmas:

- A saída de um mux pode ser utilizada como a entrada do próximo mux da


hierarquia.

- Repita, até ter multiplexado bandwidths suficientes para encher o "cano" (isto
é, o bandwidth avaliado da ligação física que se está a usar).

Tempo – TDM (Time Division Multipexing)

Características:

• Somente pode ser usado para Dados Digitais


• A Data Rate de cada canal é menor do que o da Ligação Data Rate
• O tempo da relação entre os n sources e os slots é fixado.
• O processo de multiplexação é efectuado por um determinado tempo
para cada canal para que não se cruzem.

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TESTE DE CONHECIMENTOS:
(As respostas estão no final da página.).

1. Quais são as Camadas do Modelo de Referência OSI?

2. Qual das alternativas abaixo não é função da Camada Física?

Controlo de erros Activar/Desactivar Encaminhar os pacotes

3. Qual desses modos de transmissão transmite dados nos dois sentidos, mas
não simultaneamente?

Simplex HalfDuplex Duplex

4. Quais são exemplos de Redes?

Novell Internet Broadcast Serial

5. Qual é a função do Gateway?

Interligar redes diferentes Partilhar a ligação á Internet


Controlar o trafego da rede

6. O Satélite e o Barramento são Topologias:

de Ponto a Ponto de Broadcast

7. Cite alguns meios de transmissão.

8.Cite os Tipos de Cabo Coaxial e suas características.

9. Descreva a estrutura do cabo Par Entrelaçado.

10. Qual Cabo é dividido em Categorias pela EIA/TIA 568?

Coaxial Par Entrelaçado UTP Par Entrelaçado STP Fibra Óptica

11. Qual a função da Blindagem?

12. Qual a diferença entre fibra óptica e cabo óptico?

13. Quais os tipos de Fibra Óptica e quais as diferenças entre eles?

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

RESPOSTAS:
1. Existem sete camadas. A saber:

Sendo que Camada Física é a de mais baixo nível e a camada de Aplicação é a de mais
alto nível.

2. A resposta errada é a que diz que o nível físico encaminha os pacotes na rede..

3. O modo HalfDuplex.

4. Exemplos de Rede são Novell e INTERNET; Broadcast é um tipo de Topologia e


Serial é um método de enviar dados, quanto ao número de canais simultâneos.

5. O Gateway tem a função de permitir a comunicação entre duas redes com


arquiteturas distintas.

6. São Topologias Broadcast.

7. Cabo Coaxial, Cabo Par Entrelaçado, fibra óptica e wireless.

8. Cabo Coaxial Fino (Banda Base). Sua taxa de transmissão é de 10Mbps com uma
impedância de 50 Ώ.

Cabo Coaxial Grosso (Banda Larga)., taxa de transmissão de 100 a 150Mbps, transmite
voz, dados através da transmissão analógica. Comprimento máx. de 500m com uma
impedância de 75 Ohms.

9. Composto por pares de fios enrolados em espiral, envolvidos por uma camada
isolante.

10. UTP

11.Funciona como uma barreira para os sinais de interferência.

12. Fibra Óptica: Por onde passa o sinal de luz codificado.

Cabo Óptico é o núcleo mais o revestimento.

13. Multímodo e monomodo, diferença está na fonte de luz que pode ser por led ou
laser.

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BIBLIOGRAFIA:

• Gabriel Torres (www.gabrieltorres.com)

• Portugal Telecom (www.telecom.pt)

• www.terravista.pt/guincho/9839/index.htm

• www.boutell.com/faq/sgmlthml.htm

• www.weca.net/OpenSection/index.asp

• www.fccn.pt

• www.fca.pt

• www.pcguia.pt

• www.laercio.com.br

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

GLOSSÁRIO

A
Atenuação - uma perda de intensidade ou deformação dos sinais.

Assíncrona - quando não é estabelecido, no receptor, nenhum


mecanismo de sincronização relativamente ao emissor e, portanto, as
sequências de bits emitidos têm de conter em si uma indicação de inicio e
do fim de cada agrupamento.

ATM (Asynchronous Transfer Mode) - é um padrão de rede de baixo


nível ou seja definido ao nível das camadas mais próximas do meio físico
de transmissão.

B
Baseband - transmissão em que o sinal utiliza toda a largura de banda
do canal para uma única transmissão.

Broadband - transmissão em que a largura de banda pode ser utilizada


para várias transmissões em simultâneo (multiplexação).

Bridges (pontes) - dispositivos de interligação de redes ou sub-redes.

Bus (barramento) - existe um cabo ao longo do qual se ligam os


computadores.

C
Cabos eléctricos - normalmente são cabos de cobre (ou de outro
material condutor), que transmitem os dados através de sinais eléctricos.

Cabos ópticos - cabos de fibra óptica, que transmitem informação


através de sinais ópticos ou luminosos.

Cabling - sistema de cabos usados numa rede.

Cladding - revestimento que serve para rodear as fibras dos cabos.

CSMA/CD (Carrier Sense Multiple Access) - método de acesseo ao


meio fisíco com detecção de colisões.

Cabo STP (Shielded Twiested-Pair ou cabo de pares Entrelaçados


blindado) - consiste em pares de fios Entrelaçados revestidos por um

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NHK – Formação e Novas Tecnologias Unipessoal Lda MI01-1003

invólucro plástico, com vista a proteger os condutores das interferências


electromagnéticas.

Cabo UTP (Unshielded Twiested-Pair ou cabo de pares


Entrelaçados não-blindados) - consiste apenas nos pares Entrelaçados
sem blindagem .

Cabo Thin Ethernet (Thinnet) - um cabo coaxial fino, com uma


capacidade transmissão de cerca de 10 Mbps, com uma extensão máxima
de segmento de rede de cerca de 185 metros.

Cabo Thick Ethernet (Thicknet) - um cabo coaxial grosso, com uma


taxa de transmissão de cerca de 10 Mbps e com uma extensão máxima de
500 metros.

D
Downlinks - recepções do satélite para a terra.

E
Ethernet - padrão de redes locais (LANs).

F
FDM (Frequency Division Multiplexing) - multiplexação por divisão de
frequência, espectro de frequências é dividido em diversas faixas.

Frames ou Pacotes - agrupamentos ou sequências de bits ou bytes,


com determinada estrutura que os computadores ou interfaces de rede
têm de codificar e descodificar.

Full-duplex - transmissão que pode ser feita nos dois sentidos em


simultâneo, ou seja, um dispositivo pode transmitir informação ao mesmo
tempo que a recebe.

FDDI (Fiber Distributed Data) - método de acesso ao meio físico de


transmissão que permite o desenvolvimento de redes com um âmbito
maior (MAN).

Frame Relay - método de acesso ao meio físico de transmissão que


utiliza a tecnologia de comutação de pacotes.

FTP (File Transfer Protocol) - responsável pela transferência de


ficheiros de um ponto da rede para outro.

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

G
Gateways - dispositivos de conversão de protocolos entre sistemas
diferentes.

H
Hubs - dispositivos de centralização de ligações.

Half-duplex - transmissão que pode ser feita nos dois sentidos, mas
alternadamente, isto é, ora num sentido ora no outro, e não nos dois
sentidos ao mesmo tempo.

HTTP (Hyper Text Tranfer Protocol) - assegura a transmissão de


documentos em hiper texto no subsistema da Internet conhecido como
WWW (World Wide Web).

I
ISDN- integrated services digital network, ou seja, RDIS em português.

IPX (Internet Packet Exchange) - protocolo que se encarrega de


endereçar e controlar o fluxo dos pacotes de uma comunicação entre dois
computadores ligados à rede.

L
LAN (Local Area Network) - rede de área local.

M
MAN (Metropolitan Area Network) - redes de área intermédia que
pode interligar redes do tipo LAN.

Modem - é uma dispositivo que converte os sinais digitais (zeros e uns)


do computador para sinais analógicos das linhas telefónicas tradicionais
(modulação) e também converte os sinais analógicos provenientes das
linhas telefónicas tradicionais para os sinais digitais dos computadores
(demodulação).

N
NetWare - sistema operativo de rede.

NOS (Network Operating System) - sistema operativo de rede.

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NHK – Formação e Novas Tecnologias Unipessoal Lda MI01-1003

NT (Network Termination) - é um interface de ligação de uma linha


ISDN ou RDIS.

P
PCMCIA - modem criado em forma de cartão especialmente para os
portáteis.

Plug and Play (PnP) - Tecnologia de autoconfiguração do novo


hardware instalado.

R
Repeaters (repetidores) - dispositivos que repetem os sinais ao longo
do meio físico de transmissão.

Routers (Routers) – dispositivo que partilha o acesso á Internet numa


LAN.

RDIS - rede digital com integração de serviços.

S
SPX (Senquenced Packet Exchange) - protocolo que se encarrega de
endereçar e controlar o fluxo dos pacotes de uma comunicação entre dois
computadores ligados à rede.

SNMP (Simple Network Management Protocol) - proporciona


funções de gestão da rede

SMTP (Simple Mail Tranfer Protocol) - assegura a transmissão de


mensagens de correio electrónico (email) na Internet.

Simplex - transmissão que pode ser feita apenas num só sentido, de um


dispositivo emissor para um ou mais dispositivos receptores.

Síncrona - quando no dispositivo receptor, é activado um mecanismo de


sincronização relativamente ao fluxo de dados proveniente do transmissor.

T
Topologia Mesh (malha) - computadores e redes locais que se ligam
entre si, ponto a ponto, através de cabos e dispositivos adequados.

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Manual de Redes – Infra-Estrutura e Cablagem MI01-1003

Topologia Ring (anel) - existe um cabo fechado sobre si próprio(anel),


ao qual se ligam os vários computadores de rede.

Topologia Star (estrela) - existe um dispositivo central (hub) ou algo


do género ao qual se ligam os computadores da rede através de cabos
individuais.

Token Ring - padrão de redes locais em topologias anel.

Token Passing - método de acesso ao meio físico de transmissão com


passagem de testemunho.

TCP\IP (Transmission Control Protocol / Internet Protocol) -


Arquitectura de redes genéricas de computadores, estruturada em níveis
ou camadas de protocolos.

Telnet - opera a emulação de terminal, ou seja, torna possível que um


computador asseda a outro computador da rede e trabalhe nesse
computador como fosse um seu terminal.

TDM (Time Division Multiplexing) - tempo de transmissão de um


canal é dividido em pequenas fracções de tempo, atribuindo-se uma
fracção a cada ema das várias transmissões que estão a decorrer ao
mesmo tempo.

Transmissão em Paralelo - transmissão de vários bits ao mesmo


tempo.

Transmissão em Série - transmissão de dados bit a bit, uns a seguir ao


outros, sequencialmente.

Transmissão por Difusão (broadcast) - um dispositivo emite para um


conjunto de dispositivos receptores, ou seja, através do espaço seja
através de um cabo.

Transmissão Ponto-a-ponto - as mensagens são transmitidas de um


ponto (emissor) para outro ponto (receptor).

Transceiver - dispositivo especifico que serve para a ligação de alguns


tipos de cabo à placa de rede.

U
Unix - sistema operativo.

Uplinks - emissões da terra para o satélite.

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W
WinPopup - programa do Windows que permite trocar mensagens
directas com outros computadores ligados à rede.

WAN (World Area Network) - rede mundial.

Wireless - transmissão sem fio, através de ondas hertzianas no espaço.

X
X.25 - método de acesso ao meio fisico de transmissão que permite
constituir redes alargadas (WANs).

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