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Autismo, uma abordagem pelo prisma da Educação Física

Autismo ou transtorno do aspecto autista (TEA), pode ser definido como um transtorno
neurobiológico caracterizado por comprometimento da interação social, comunicação
verbal e não verbal e comportamento restrito e repetitivo. O autista nasce com uma
alteração no desenvolvimento que faz com que ele tenha dificuldades no relacionamento
com as pessoas que ele vive, necessitando assim de ajuda para se desenvolver e superar
suas limitações.
A criança autista apresenta algumas características, tais como: evita contato visual, sua
linguagem demora a desenvolver, ou até mesmo as vezes parece estranha; a criança
dificilmente responde quando é chamado, apresenta movimentos repetitivos, que não
tem motivo aparente, possui gesticulações nas mãos e dedos de forma peculiar e
constantemente repete frases ou expressões que tenha ouvido em desenhos ou filmes; é
comum que a criança emita sons ou palavras fora do contexto de uma conversa, por
exemplo, pode gritar gol, numa aula de história ou ciências naturais, no meio da
explanação do professor. É constantemente visto isolado, muitas das vezes sem motivos,
o autista, tem um universo que é só dele e cabe a ele decide se você fará parte ou não
deste universo. A criança autista muita das vezes tem gostos peculiares, não comum a
crianças de sua idade, aviões, naves espaciais, dinossauros, entre outros e quando esses
assuntos são tocados demostra total interesse, interagindo na conversa de maneira
natural. Podemos dizer também que facilmente leva tudo ao pé da letra, tendo
dificuldade de entender frases de sentido figurado ou duplo sentido. Sua audição é um
tanto apurada, evitando barulhos e também muitas das vezes contato físico.
A criança com TEA, possui um brilho no olhar diferente, muitas das vezes pode ser
fechado com uns, mas extremamente carinhoso com outros. Busca sempre está perto
daqueles que lhe são seu espelho, aos quais tem admiração. É comum sempre numa sala
de aula que a criança autista tenha total afeto por aquele educador que está com ele
todos os dias.
A educação física pode ser uma grande ferramenta, para que a criança que apresenta
autismo, o professor pode ajuda-lo a se desenvolver melhor, inclui-lo e tornar mais
dinâmicas suas aulas quando ele se envolve no mundo maravilhoso que uma criança
autista pode oferecer, levando assim as outras crianças a embarcarem nessa jornada. A
educação física possui infinitas praticas e atividades pedagógicas, que ampliam o
conhecimento corporal e cultural, que passam desde a sala de aula até experimentações
técnicas, com jogos ou danças entre outros (SOARES, et al). Para que o professor tenha
êxito na sua jornada perante ao aluno autista, o mesmo deve conhece-lo, saber de suas
limitações e adequar suas aulas, de modo que facilite o aprendizado e que não torne
perceptível para o aluno que ele tem vantagem para com os outros, mas sim que todos
somos capazes de realizar inúmeras tarefas e que somos iguais sem diferenciações mas
que cada um tem o seu tempo, sua cultura, seu modo e sua particularidade, o que
chamamos de elementos culturais.
Os elementos estruturais têm um papel importante neste jogo, os professores têm que
saber distrair e divertir, mantendo uma relação positiva com cada aluno, pares, grupos
de alunos, colegas não deficientes, irmãos, irmãs e os pais. Em terceiro lugar,
recomendamos atividades compatíveis com a cultura de cada comunidade em particular
(LABANCA 2000; VATAVUK 1996). [Capture a atenção do leitor com uma
ótima citação do documento ou use este espaço para enfatizar um ponto-chave.
Para colocar essa caixa de texto em qualquer lugar na página, basta arrastá-la.]