Você está na página 1de 99

BIBLIOTECA VIRTUAL DO INSTITUTO SUPERIOR DE

CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (ISCED)

ADJELLO LOBO GARFO


UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

BIBLIOTECA VIRTUAL DO INSTITUTO SUPERIOR DE

CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (ISCED)

ADJELLO LOBO GARFO

BEIRA

2016
UNIVERSIDADE ZAMBEZE

FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA

BIBLIOTECA VIRTUAL DO INSTITUTO SUPERIOR DE

CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA (ISCED)

ADJELLO LOBO GARFO

Monografia submetida à Faculdade

de Ciências e Tecnologia da

Universidade Zambeze - Beira, como

parte dos requisitos para obtenção do

Grau de Licenciatura em Engenharia

Informática.

Orientador: Msc. Eng. Amilcar Borrás González

BEIRA

2016
DECLARAÇÃO

Eu, Adjello Lobo Garfo declaro por minha honra que esta monografia é resultado do

meu próprio trabalho e está a ser submetida para a obtenção do grau de licenciatura na

Universidade Zambeze, Beira. Ela não foi submetida antes para obtenção de nenhum grau

ou para avaliação em nenhuma outra universidade.

____________________________________

(Adjello Lobo Garfo)

Beira, ____ de _______________ de 2016


SUMÁRIO

RESUMO .......................................................................................................................... I

ABSTRACT ..................................................................................................................... II

LISTA DE FIGURAS .................................................................................................... III

LISTA DE TABELAS .....................................................................................................V

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS ................................................................... VII

INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 1

CAPÍTULO I – MARCO TEÓRICO E CONTEXTUAL .......................................... 9

1.1 ESTUDO HISTÓRICO – LÓGICO SOBRE A DINÂMICA DA


DISPONIBILIZAÇÃO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS NO ISCED ....................... 9

1.2 CARACTERIZAÇÃO EPISTEMOLÓGICA ................................................. 11

1.3 CARACTERIZAÇÃO DO ESTADO ATUAL DO PROCESSO DE


DISPONIBILIZAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS NO ISCED ........................ 30

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO ............................................................................... 31

CAPÍTULO II – DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA VIRTUAL E


EXECUÇÃO DA SUA METODOLOGIA DE IMPLEMENTAÇÃO .................... 33

2.1 DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA VIRTUAL ................................ 33

2.2 EXECUÇÃO DA METODOLOGIA DE IMPLEMENTAÇÃO .................... 55

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO ............................................................................... 66

CAPÍTULO III – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ....... 67

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO ............................................................................... 69

CONCLUSÕES GERAIS .............................................................................................. 71

RECOMENDAÇÕES..................................................................................................... 72

BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................ 73

APÊNDICES .................................................................................................................. 77

ANEXOS ........................................................................................................................ 82
RESUMO

Educação a distância é uma modalidade educacional na qual discentes e docentes


estão separados espacial e/ou temporariamente, ou seja, não estão fisicamente num
ambiente presencial de ensino-aprendizagem e, por este motivo faz-se necessária a
utilização de meios de tecnologias de informação e comunicação. Considerando a
importância das Bibliotecas Virtuais como base de apoio e contribuintes a esta
modalidade de ensino, especialmente na oferta de serviços, o presente trabalho apresenta
a utilização de um software livre para implementação de repositórios digitais com o
objetivo de implementar uma Biblioteca Virtual no Instituto Superior de Ciências e
Educação a Distância (ISCED), de forma a disponibilizar materiais didáticos para os seus
usuários, envolvidos no processo de ensino e aprendizagem à distância. Foram feitos
estudos comparativos e análises de soluções de softwares livres como recursos para
implementação de repositórios digitais, sendo destacado e escolhido para o presente
trabalho o DSpace pela sua ampla cobertura funcional muito aproximada aos objetivos
imediatos e futuros do ISCED e pela forte implementação no mercado, para o
desenvolvimento e implementação de repositórios institucionais.
Palavras-chave: Bibliotecas Virtuais, DSpace, Educação a distância, Aplicações
Web, Software livre.

I
ABSTRACT

Distance learning is an educational method in which students and teachers are


separated spatially and/or temporarily, or are not physically in a teaching-learning
classroom environment and for this reason it is necessary the use of means of information
technologies and communication. Considering the importance of Virtual Libraries as a
support and contributors to this type of education, especially in the provision of services,
this work presents the use of a free software for implementation of digital repositories in
order to implement a Virtual Library at the Instituto Superior de Ciências e Educação a
Distância (ISCED), in order to provide educational materials to their users involved in
the process of teaching and learning distance. Comparative studies and analysis of free
software solutions as resources for implementation of digital repositories were made,
being highlighted and chosen DSpace for its wide functional coverage very approximated
to immediate and future objectives of ISCED and strong implementation on the market
for the development and implementation of institutional repositories.
Keywords: Virtual Libraries, DSpace, Distance Education, Web Applications,
Free Software’s.

II
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Estrutura geral do trabalho ............................................................................... 7

Figura 2- Arquitetura Cliente-Servidor simplificada...................................................... 17

Figura 3-Uso de softwares livres para repositórios digitais, no mundo ......................... 23

Figura 4- Estrutura do DSpace, a partir da versão 1.5. ................................................... 24

Figura 5 – Exemplo de diagrama de casos de uso. ......................................................... 27

Figura 6-Exemplo de diagrama de classes ..................................................................... 28

Figura 7-Exemplo de um diagrama de atividades. ......................................................... 29

Figura 8- Exemplo de diagrama de sequência ................................................................ 29

Figura 9-Exemplo de diagrama do modelo relacional.................................................... 30

Figura 10-Diagrama de casos de uso do sistema ............................................................ 38

Figura 11 - Porta 8080 para comunicação do servidor web e os clientes, através do

protocolo HTTP/1.1 ........................................................................................................ 56

Figura 12 - Inicialização do servidor Apache Tomcat ................................................... 56

Figura 13-Página inicial do servidor Apache Tomcat .................................................... 57

Figura 14-Estado do servidor Tomcat, após a instalação, no ISCED............................. 57

Figura 15- Instalação do PostgreSQL 9.5 ....................................................................... 58

Figura 16-Configuração da senha do usuário “postgres” da base de dados ................... 58

Figura 17-Configuração da porta de comunicação com o servidor da base de dados

PostgresSQL ................................................................................................................... 59

Figura 18 - Configuração de acesso remoto à biblioteca, à base de dados PostgreSQL e

ao servidor SMTP para o envio de e-mails..................................................................... 60

Figura 19 - Página inicial da Biblioteca Virtual do ISCED, acedida localmente a partir do

servidor ........................................................................................................................... 60

Figura 20-Exemplo de uma conferência utilizando a ferramenta Cisco WebEx ........... 62

III
Figura 21-Página inicial da Biblioteca Virtual do ISCED ............................................. 63

Figura 22-Página de login da Biblioteca Virtual do ISCED .......................................... 64

Figura 23-Área pessoal do utilizador da Biblioteca Virtual do ISCED ......................... 64

Figura 24-Processo de disponibilização de materiais didáticos, por via de submissão.. 65

Figura 25-Preenchimento dos campos de catalogação do material didático. ................. 65

Figura 26-Resultado da pesquisa a um material didático na Biblioteca Virtual do ISCED

........................................................................................................................................ 66

Figura 27-Leitura de conteúdos na Biblioteca Virtual do ISCED .................................. 66

IV
LISTA DE TABELAS

Tabela 1-Comparação de softwares para repositórios digitais ....................................... 21

Tabela 2-Descrição textual do caso de uso efetuar login. .............................................. 39

Tabela 3-Descrição textual do caso de uso adicionar utilizadores. ................................ 39

Tabela 4-Descrição textual do caso de uso Alterar dados de utilizadores...................... 40

Tabela 5-Descrição textual do caso de uso Remover utilizadores.. ............................... 40

Tabela 6-Descrição textual do caso de uso Submeter itens. ........................................... 41

Tabela 7-Descrição textual do caso de uso Submeter itens.. .......................................... 41

Tabela 8-Descrição textual do caso de uso Remover itens. ........................................... 42

Tabela 9-Descrição textual do caso de uso Verificar submissões.. ................................ 42

Tabela 10-Descrição textual do caso de uso Adicionar itens de metadados .................. 43

Tabela 11-Descrição textual do caso de uso Alterar itens de metadados. ...................... 43

Tabela 12-Descrição textual do caso de uso Remover itens de metadados.................... 43

Tabela 13-Descrição textual do caso de uso Adicionar comunidades............................ 44

Tabela 14-Descrição textual do caso de uso Remover comunidades. ............................ 44

Tabela 15-Descrição textual do caso de uso Alterar dados de comunidades ................. 45

Tabela 16-Descrição textual do caso de uso Adicionar coleções.. ................................. 45

Tabela 17-Descrição textual do caso de uso Atualizar dados de coleções.. ................... 46

Tabela 18-Descrição textual do caso de uso Remover coleções .................................... 46

Tabela 19-Descrição textual do caso de uso Adicionar políticas de permissão ............. 47

Tabela 20-Descrição textual do caso de uso Remover políticas de permissão.. ............ 47

Tabela 21-Descrição textual do caso de uso Atualizar políticas de permissão .............. 48

Tabela 22-Descrição textual do caso de uso Subscrever ao serviço de alertas .............. 48

Tabela 23-Descrição textual do caso de uso Desativar o serviço de alertas................... 49

V
Tabela 24-Descrição textual do caso de uso Pesquisar itens.. ........................................ 49

Tabela 25-Descrição textual do caso de uso Ler conteúdos.. ......................................... 49

Tabela 26-Diagrama de classes do sistema .................................................................... 50

Tabela 27-Diagrama de actividades para submissão de itens......................................... 53

Tabela 28-Diagrama de sequência para submeter itens... Error! Bookmark not defined.

Tabela 29-Diagrama do modelo relacional. ................................................................... 54

Tabela 30-Opiniões e preferências dos coordenadores sobre a sua interação com a

biblioteca virtual. ............................................................................................................ 68

Tabela 31-Opiniões dos estudantes do Centro de Recursos da Beira sobre algumas

características que a Biblioteca Virtual do ISCED não tem e que poderia ter ............... 69

VI
LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

AVA Ambiente Virtual de Aprendizagem

BVS Biblioteca Virtual em Saúde

CMC Comunicação Mediada por Computador

CR Centro de Recursos

EaD Educação à Distância

ESA Escola Superior Aberta

FSF Free Software Foundation

GNU Gnu is Not Unix

HP Hewlett-Packard

HTM HyperText Markup Language

HTTP Hypertext Transfer Protocol

IAPED Instituo Africano de Promoção da Educação à Distância

IBM International Business Machines

IP Internet Protocol

ISBN International Standard Book Number

ISCED Instituto Superior de Ciências e Educação à Distância

ISMN International Standard Music Number

ISPU Instituto Superior Politécnico e Universitário

VII
ISSN International Standard Serial Number

JSP Java Server Pages

JSPUI Java Server Pages User Interface

MIT Massachusetts Institute of Technology

PCSG Plano Curricular do Ensino Secundário Geral

RF Requisito Funcional

RNF Requisito Não Funcional

SGBD Sistema Gerenciador de Base de Dados

SGBDOR Sistema Gerenciador de Base de Dados Objeto-Relacional

SMTP Simple Mail Transfer Protocol

TCP Transmission Control Protocol

TIC Tecnologia de Informação e Comunicação

UCM Universidade Católica de Moçambique

UEM Universidade Eduardo Mondlane

UML Unified Modeling Language

UNIPIAGET Universidade Jean Piaget

UP Universidade Pedagógica de Moçambique

XML eXtented Mark Language

XMLUI eXtented Mark Language User Interface

VIII
INTRODUÇÃO

A utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) na educação não

é uma prática recente. Estas tecnologias fazem-se presente na educação para o auxílio dos

processos tanto de aprendizagem quanto de ensino, possibilitando novos recursos para o

aprendizado assim como processos de ensino diferentes dos tradicionais.

O processo de ensino está em constantes mudanças em busca de novas formas

para tornar esta prática mais fácil, interativa e até mesmo divertida para os envolvidos.

Ao longo dos tempos, muitas formas surgiram desde o quadro-preto e o giz, passando por

livros, tele-aulas1, vídeo-aulas2, projetores, entre outros. Muitos destes métodos procuram

para além de ser um complemento a outras formas de ensino, também atender às várias

necessidades do aluno, causadas pela falta de tempo, dificuldades de deslocação aos

locais apropriados ou facilidades de obtenção desses meios.

No cenário atual em que vivemos é fundamental que a educação se integre à

sociedade moderna do conhecimento. Segundo (ANDRADE-PEREIRA & SANCHES,

2009), a inserção das TICs na educação, torna-se importante para implementar estratégias

e planos de ação que conduzam a um aprendizado cada vez mais em sintonia com as

realidades tecnológicas do nosso tempo. Uma das formas de realizar essa tarefa é através

do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem mediadas pelas tecnologias de

informação e comunicação. Essas tecnologias oferecem meios que possibilitam a criação

1
Aula ministrada à distância, através do uso de uma Tecnologia de Comunicação, como a TV, o
computador ligado a Internet, celulares ou outros instrumentos que veiculem áudio e/ou vídeo. Uma tele-
aula, em um programa de EaD, em geral, funciona como um complemento a outras formas de ensino,
utilizando-se outras mídias.
2
Utilização de imagens e de sons gravados em vídeo, para aulas ou ações de formação.

1
de um ambiente de aprendizagem mais flexível sem as limitações impostas pelo espaço e

tempo.

O propósito do uso das TICs na educação mencionado neste trabalho, estará

voltado para a aplicação de tecnologias, especialmente no uso do computador, Web e

internet como máquinas-ferramentas auxiliares do processo de ensino e aprendizagem,

ou seja, as TICs aplicadas no âmbito da educação, principalmente às modalidades que

usufruem diretamente da comunicação mediada por computador (CMC), como a

Educação à Distância (EaD) que, segundo (LANDIM, 1997), “é um ponto intermediário

de uma linha contínua em cujos extremos se situam de um lado, a relação presencial

professor-aluno, e, de outro, a educação autodidata, aberta, em que o aluno não precisa

da ajuda do professor”.

Para (ANDRADE-PEREIRA & SANCHES, 2009), as TICs na Educação à

Distância conferem uma nova dinâmica na relação professor-aluno, pois ampliam as redes

de relacionamento e de colaboração entre alunos do mesmo curso, permitem a

incorporação de novas mídias e facilitam o acesso a diversos conteúdos. Além do material

impresso utilizado em sala de aula, os alunos podem aceder o material didático em meio

digital disponibilizado na internet.

Diante desse cenário, (SANTOS & URBINA, 2002) afirmam que as bibliotecas,

cuja razão de ser é atender as necessidades de seus usuários, passaram a fazer uso de TICs

para contribuir com a melhoria no atendimento e na otimização do tratamento de

múltiplas e crescentes informações, possibilitando que seu público acompanhe o ritmo

dos avanços tecnológicos e dos fluxos informacionais.

Como consequência da Educação à Distância e das várias necessidades da maioria

dos discentes desta modalidade de ensino, mencionadas ao início deste texto introdutório,

2
os usuários necessitam ter acesso às bibliotecas que precisam estar disponíveis via

internet ou outras redes, de forma a possibilitar-lhes o acesso à informação

independentemente do tempo e sem necessidades de deslocação.

De acordo com (MOREIRA, 2006), foi a partir de 2004 que surgiu a primeira

biblioteca virtual em Moçambique, num programa do Instituto Superior Politécnico e

Universitário (ISPU). Naquela altura a biblioteca era composta inicialmente por 250

documentos, disponíveis no programa da Escola Superior Aberta (ESA), sendo artigos,

teses, relatórios e livros sobre as tecnologias de informação e comunicação, educação e

pedagogia.

Existem atualmente muitas instituições de ensino superior em Moçambique que

implementam o EaD, como a Universidade Católica de Moçambique (UCM),

Universidade Pedagógica (UP), Instituto Superior de Ciências e Educação à Distância

(ISCED) e Universidade Jean Piaget de Moçambique (UNIPIAGET); sendo que a maior

parte delas implementam em simultâneo o modelo presencial e o presente trabalho

desenvolvido no contexto da Educação à Distância do Instituto Superior de Ciências e

Educação à Distância (ISCED).

Considerando todas as vantagens e benefícios que as bibliotecas digitais podem

agregar aos cursos do ensino à distância, torna-se indispensável a sua implementação para

dar suporte inicialmente aos cursos ministrados atualmente no ISCED e posteriormente

aos demais cursos aprovados no âmbito da Instituição.

Delimitação do problema

O ISCED é uma instituição de ensino superior que atua, específica e

exclusivamente, na educação aberta3 e à distância e possui atualmente mais de 7 mil

3
Refere-se a projetos educacionais que visam permitir o livre acesso a oportunidades de aprendizagem.

3
estudantes (VER ANEXO II) distribuídos em todo país. O processo de ensino e

aprendizagem na instituição é mediado por um Ambiente Virtual de Aprendizagem

(AVA)4 baseado na plataforma Moodle5 e uma das maiores preocupações/limitações dos

estudantes é a dificuldade de localizar os materiais de apoio apresentados nas

bibliografias referenciadas no AVA ou de se locomover aos Centros de Recursos6 para

aquisição dos produzidos na instituição.

Como resultado dos métodos empíricos da observação e entrevistas realizadas ao

pessoal da Direção Académica do ISCED e dos métodos de análise e síntese, surgem as

seguintes manifestações fáticas:

 Dificuldades dos estudantes em localizar os materiais didáticos referenciados no

AVA;

 Dificuldades dos estudantes em se deslocar com frequência aos Centros de

Recursos para aquisição dos manuais produzidos pelo ISCED;

 Limitações por parte do ISCED em disponibilizar os seus manuais em formato

físico, devido aos custos da sua impressão.

De acordo com as manifestações fáticas mencionadas, identifica-se o problema

de investigação como sendo: Como disponibilizar os materiais didáticos de forma que

possibilite o acesso imediato às fontes de informação e sem necessidades de deslocação?

As causas que provocam o problema acima identificado são as seguintes:

 Inadequadas soluções implementadas para disponibilizar materiais didáticos, que

obrigam o deslocamento dos estudantes para a sua aquisição;

4
São softwares que auxiliam na montagem de cursos e de ambientes de aprendizagem acessíveis pela
Internet.
5
É um software livre de apoio à aprendizagem, que executa um AVA.
6
Unidades orgânicas representantes do ISCED em cada província.

4
 Custos de impressão altos, que dificultam à disponibilização dos manuais em

formato físico para os estudantes.

Define-se a dinâmica da disponibilização dos materiais didáticos no Instituto

Superior de Ciências e Educação à Distância (ISCED) como o objeto de estudo da

presente pesquisa e o processo de disponibilização desses materiais como o seu campo

de ação.

Considerando a importância dos materiais didáticos como recursos indispensáveis

para potenciar a qualidade de ensino e aprendizagem à distância a presente pesquisa tem

como objetivo geral implementar uma Biblioteca Virtual no Instituto Superior de

Ciências e Educação à Distância baseada na plataforma DSpace7.

Em conformidade com o problema, objetivo e o campo de ação é estabelecida a

seguinte hipótese de pesquisa:

Com a implementação de uma Biblioteca Virtual no Instituto Superior de Ciências

e Educação à Distância baseada na plataforma DSpace, será possível disponibilizar

materiais didáticos de uma forma que permita o acesso rápido e imediato, independente

do tempo e sem necessidades de deslocação.

Para o alcance do objetivo geral foram traçados os seguintes objetivos

específicos:

1. Desenvolver um estudo histórico – lógico sobre a dinâmica da disponibilização

dos materiais didáticos no ISCED;

2. Caracterizar epistemologicamente a dinâmica da disponibilização dos materiais

didáticos no ISCED;

7
É um software livre utilizado para criação de repositórios digitais.

5
3. Caracterizar o estado atual do processo de disponibilização de materiais didáticos

no ISCED;

4. Desenvolver a Biblioteca Virtual e executar a sua metodologia de implementação.

A presente pesquisa é baseada nos seguintes métodos científicos:

Métodos teóricos

 Analise-síntese, que consistiu nos resultados de informações, dos documentos e

listas de discussão de assuntos relacionados com o tema da pesquisa,

fundamentalmente serviu para caracterização do objeto e campo de ação da

investigação e na elaboração de conclusões gerais.

 Histórico-lógico, que se baseou na análise de literaturas, websites, artigos

eletrónicos e documentos de assuntos relacionados com o tema da pesquisa e

permitiu a representação lógica da investigação e a determinação das tendências

históricas.

 Hermenêutico-dialético, que ajudou na compreensão, explicação e interpretação

do objeto e do campo de ação.

Métodos e técnicas empíricas

 Análise documental, com foco na verificação e apreciação de trabalhos

científicos relacionados, de estudantes graduados na universidade, pesquisas na

internet, e outras matérias disponíveis na área de informática relevante para o

presente trabalho;

 Entrevista, ao pessoal da Direção Académica do ISCED, com o objetivo de

colher informações a respeito da metodologia atual utilizada para disponibilizar

os materiais didáticos a seus estudantes;

6
 Observação participante, interagindo ativamente no acompanhamento do

processo de trabalho normal, ferramentas usadas e a rotina diária.

O presente trabalho está estruturado nos itens apresentados na ilustração a seguir:

Figura 1 - Estrutura geral do trabalho. Autoria: Própria


Onde:

Na introdução se descreve o desenho teórico metodológico do projeto de pesquisa;

O primeiro capítulo aborda o marco teórico e contextual, relacionado à pesquisa

e as ferramentas utilizadas para o desenvolvimento da mesma.

No segundo capítulo, é demostrado o processo de desenvolvimento e execução da

metodologia de implementação do sistema, mostrando os artefactos produzidos no

desenvolvimento deste;

7
No último capítulo é apresentada a discussão dos resultados a cerca de entrevistas

realizadas no âmbito da pesquisa; a seguir definem-se as recomendações que apontam

para o uso coreto dos recursos da biblioteca virtual e à continuação da investigação, e por

fim as conclusões gerais do trabalho.

8
CAPÍTULO I – MARCO TEÓRICO E CONTEXTUAL

Este capítulo apresenta o marco teórico e contextual utilizando o método histórico

– lógico sobre a dinâmica da disponibilização dos materiais didáticos no ISCED e seus

referentes epistemológicos como bases para a fundamentação teórica. Carateriza-se

também o estado atual do objeto e apresentam-se as tecnologias usadas para o desenho

da solução.

1.1 ESTUDO HISTÓRICO – LÓGICO SOBRE A DINÂMICA DA

DISPONIBILIZAÇÃO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS NO ISCED

O Instituto Superior de Ciências e Educação à Distância (ISCED) é uma

instituição moçambicana privada, de Ensino Superior, vocacionada exclusivamente, para

a educação aberta e à distância. Foi criado pelo Decreto nº 41/2014, de 15 de Agosto, do

Conselho de Ministros, para colaborar com o Governo Central, como um dos parceiros,

no setor de educação e com a missão de ser um agente dinamizador e proactivo ao nível

nacional na formação de quadros através da educação aberta e à distância.

O ISCED é propriedade do Instituo Africano de Promoção da Educação à

Distância (IAPED), criado em 2012, por um grupo de moçambicanos com experiência na

educação, em especial na educação à distância, cujos estatutos foram publicados no BR

no50, III Série, 4º suplemento, de 18 de Dezembro 2012 e está registado na Conservatória

de Registo das Entidades Legais sob no100350467.

9
Atualmente, o ISCED tem a sua sede na Cidade da Beira, onde possui três

instalações, sendo a primeira onde funciona o Centro de Recursos da Beira (CR Beira),

outra onde funciona o Gabinete do Diretor Geral e outra, no Macuti onde funcionam as

Direções Académica, Tecnológica e a Administração.

Em 2015, no começo das suas atividades, o ISCED era composto por 5 unidades

orgânicas, as chamadas de Centro de Recursos, distribuídas pelo país nas cidades de

Maputo, Nampula, Lichinga, Chimoio e Beira. Naquela época a instituição contava com

cerca de 2500 estudantes (VER ANEXO I), sendo maior número destes pertencentes ao

Centro de Recursos de Maputo, que se responsabilizava pelos estudantes da província de

Maputo, Gaza e Inhambane. Os estudantes das províncias de Nampula e Zambézia eram

responsabilizados pelo Centro de Recursos de Nampula, os de Cabo Delgado e Niassa

pelo Centro de Recursos de Lichinga e os de Tete e Manica pelo Centro de Recursos de

Chimoio. O Centro de Recursos da Beira era responsabilizável apenas por estudantes da

província de Sofala.

Sendo uma instituição de ensino à distância relativamente nova em comparação

com as já encontradas em atuação e que implementavam essa modalidade de ensino como

a Universidade Católica de Moçambique (UCM), Universidade Jean Piaget de

Moçambique (Uni Piaget) e Universidade Eduardo Mondlane (UEM), o ISCED entrou

com o diferencial tecnológico como o NowSMS8, a personalização de plataformas de

EaD e o desenvolvimento e comercialização de soluções de gestão e plataformas para

integração de processos empresariais educacionais, como um dos grandes diferenciais

que a instituição oferecia para a competitividade no meio de outras instituições e como

forma de obtenção de parcerias.

8
NowSMS é uma aplicação para o sistema operativo Windows, de envio de mensagens escritas, utilizando
a porta 80 (HTTP).

10
Por forma a se destacar no mercado e de atrair novos estudantes o ISCED

introduziu a distribuição gratuita de tablets a seus estudantes com o objetivo de dar

suporte às atividades normais realizadas no AVA e acesso a conteúdos multimídias.

Como resultado disso, o número de estudantes triplicou (VER ANEXO II) no início de

2016 e a instituição expandiu as suas unidades orgânicas para todas as províncias do país.

Para suprir as necessidades informacionais do número crescente de seus

estudantes, o ISCED produziu manuais em módulos de disciplinas e os tornou disponíveis

para o consumo em formato físico. Por iniciativa própria alguns tutores disponibilizavam

os seus módulos no AVA e a maior parte deles limitava-se apenas na citação e

recomendação de bibliografias externas.

Por não usar um mecanismo de disponibilização de materiais didáticos que

permita que os estudantes tenham acesso aos manuais à distância, estes deslocavam-se

aos respetivos centros para a aquisição por via de compra, devido aos custos de produção

e impressão, sobretudo.

1.2 CARACTERIZAÇÃO EPISTEMOLÓGICA

Educação

Para (Oliveira, 2009), num sentido mais amplo sentido, educação é um processo

de atuação de uma comunidade sobre o desenvolvimento do indivíduo a fim de que ele

possa atuar em uma sociedade pronta para a busca da aceitação dos objetivos

coletivos. Pode ser definida também como sendo o processo de socialização dos

indivíduos. Ao receber educação, a pessoa assimila e adquire conhecimentos. A educação

também envolve uma sensibilização cultural e de comportamento, onde as novas gerações

adquirem as formas de se estar na vida das gerações anteriores.

11
O processo educativo é materializado numa série de habilidades e valores, que

ocasionam mudanças intelectuais, emocionais e sociais no indivíduo. De acordo com o

grau de sensibilização alcançado, esses valores podem durar toda a vida ou apenas durante

um determinado período de tempo.

Biblioteca

O termo biblioteca (do grego βιβλιοϑήκη, composto de βιβλίον, biblion – “livro”,

e ϑήκη theca – “depósito”) refere-se a um local onde são colecionados, de forma

organizada, um conjunto de livros, documentos, publicações de forma que estejam

acessíveis para consulta e leitura.

As bibliotecas atuam como depósitos da produção literária proporcionando o

acesso livre e universal a todos, contribuindo para preservar e divulgar a memória cultural

da comunidade local, bem como o estímulo à leitura em todas as camadas da população.

Sua função é atender às necessidades de estudos, consultas para professores, alunos,

universitários e o público em geral como centros de documentação e informação.

No âmbito educativo costuma ser muito comum que mandem realizar trabalhos

nas bibliotecas, por um lado para acostumar os alunos a usá-las como principal e melhor

lugar de consulta de materiais didáticos na hora de ter que fazer alguma investigação e

por outro, porque é sempre melhor encontrar e ler em primeira mão aquilo que for de

interesse para o trabalho em questão. Dessa forma, de acordo com (ARRUDA, 1988)

apresentam-se alguns objetivos das bibliotecas:

 A guarda dos livros e publicações em local livre de perigo, onde não sejam

roubados, incendiados e sujeitos a demais perigos;

12
 A conservação, que não sejam estragados porque o público manuseia

constantemente as obras, ou porque os documentos ficam húmidos, quentes e/ou

em situações similares;

 A organização segundo algumas regras para catalogar e arquivar as obras

impressas, com intuito de que seja possível de se encontrarem de maneira imediata

por meio de classificações como autor, assunto, ou diferentes características de

importância.

Os profissionais que lidam com esses objetivos são os bibliotecários, com

formação em biblioteconomia, curso ensinado em instituições de ensino superior.

Normalmente para a maior parte de usuários, as bibliotecas têm apenas 3 finalidades

básicas: estudar, ler e consultar as obras. O uso que tem de importante e determinante é

que satisfaça as necessidades do usuário.

Segundo (MACANANDZE, 2014), existem em Moçambique apenas 40

bibliotecas públicas para cerca de seis milhões de estudantes, um número bastante

insignificante para satisfazer às necessidades de leitura e aprendizagem, bem como de

pesquisa, o que afeta negativamente no processo de instrução nos diferentes níveis de

educação.

TICs na Educação

A tecnologia é hoje parte indispensável na vida do ser humano, uma vez que o seu

progresso contribui em muito para o desenvolvimento da sociedade. Nesse contexto, as

TICs podem ser utilizadas como apoio nas atividades escolares, visto que ampliam e

criam novos espaços para o conhecimento.

Para (JOSGRILBERG, 2006), no ambiente escolar, os objetos tecnológicos se

instalam de maneira que, de uma forma ou de outra, visam principalmente a ideias de

13
uma escola que consiga dar conta das várias dimensões da sociedade atual, preparando os

alunos para a realidade complexa e global.

De acordo com (CHOÉ, 2014) a introdução das TICs na educação em

Moçambique deu-se em 2010 no Ensino Secundário, segundo o Plano Curricular do

Ensino Secundário Geral (PCSG). Para este autor, na maioria dos estabelecimentos de

ensino tutelados pelo Ministério de Educação em Moçambique não se desenvolvem

experiências suficientes que possibilitem o manuseamento, exploração, criação de

estratégias e modelos para a utilização das TICs nas salas de aula, devido à insuficiência

de meios, professores qualificados.

Do ensino básico ao superior, as TICs podem auxiliar de diversas maneiras:

 Na captura de novos conteúdos a serem estudados ou na agregação aos conteúdos

educativos;

 Na aptidão de novas ferramentas que apoiem o processo de disponibilização,

busca e acesso a materiais didáticos;

 Na criação de novos métodos de organização e comunicação de informações que

apoiem o processo de aprendizagem pelo uso de recursos multimídia e

interatividade;

Para além do acima mencionado, as TICs podem ser usadas para criação de novas

modalidades de ensino diferentes das tradicionais, como a Educação à Distância. As TICs

vêm impulsionar a Educação à Distância permitindo que pessoas de diferentes partes do

mundo estudem em conjunto e em tempo real, superando os limites naturais impostos

pela distância geográfica, isto é, hoje é possível moçambicanos se formarem em Portugal,

Brasil mesmo estando em Moçambique.

14
Educação à Distância (EaD)

Ao longo dos tempos, surgiram muitas tentativas de definição do conceito de

Educação à Distância. De entre as várias definições pode-se citar a de (RABELLO, 2007)

que diz que a “educação a distância é uma forma sistematicamente organizada de

autoestudo, onde o aluno se instrui a partir do material que lhe é apresentado; onde o

acompanhamento e a supervisão do sucesso do aluno são levados a cabo por um grupo

de professores. Isto é possível a distância, através da aplicação de meios de comunicação

capazes de vencer essa distância, mesmo que seja grande. O oposto da educação a

distância é a educação direta ou educação face-a-face: um tipo de educação que tem lugar

com o contato direto entre professores e alunos”.

Por sua vez, (PETERS, 1983) define educação à distância como “um método de

transmitir conhecimentos, habilidades e atitudes, racionalizando, mediante a aplicação da

divisão do trabalho e de princípios organizacionais, assim como o uso extensivo de meios

técnicos, especialmente para o objetivo de reproduzir material de ensino de alta qualidade,

o que torna possível instruir um grande número de alunos ao mesmo tempo e onde quer

que vivam. É uma forma industrial de ensinar e aprender”.

A educação à distância apresenta características específicas, rompendo com a

conceção da presencialidade no processo de ensino-aprendizagem. Para o EaD, o ato

pedagógico não é mais centrado no professor, e não parte mais do pressuposto de que a

aprendizagem só acontece a partir de uma aula realizada com a presença deste e do aluno.

Para que isso seja possível é necessário que se estabeleçam meios que permitam a

comunicação à distância entre os atores envolvidos neste processo; e por este motivo,

atualmente esta modalidade de ensino é mediada pelas Tecnologias de Informação e

Comunicação (TICs).

15
Devido às caraterísticas desta modalidade de ensino os alunos necessitam ter

acesso aos materiais didáticos que precisam estar disponíveis igualmente à distância, via

internet ou outras redes, de forma a possibilitar-lhes o acesso à informação

independentemente do tempo e sem necessidades de deslocação.

Com a aplicação das TICs é possível criar repositórios que possibilitem o

armazenamento e disponibilização de materiais didáticos em meio digital, de forma que

sejam acessíveis pelas redes de comunicação de uma comunidade científica; este tipo de

repositórios são chamados de repositórios digitais.

Repositórios digitais

São coleções de informações digitais construídas para diversos propósitos. Um

repositório digital além de armazenar um conjunto de informações em formatos digitais,

oferece também uma interface que permite a busca de forma a facilitar o acesso aos

mesmos.

São exemplos de repositórios digitais as bibliotecas virtuais e digitais, usadas

atualmente como principais meios de disponibilização de conteúdos no ensino à distância.

Em Moçambique, exemplos de repositórios digitais são a Biblioteca Eletrónica da

Universidade Pedagógica, a BVS-Moçambique, para área da saúde e a Biblioteca

Moçambique, que disponibiliza livros em formato eletrónico relacionados com a antiga

colónia portuguesa.

Na sua maior parte, esses repositórios são acedidos pela internet, através da web

devido à sua mobilidade e flexibilidade. Os sistemas web são conhecidos por serem mais

dinâmicos, uma vez que são online, as informações podem ser acedidas em qualquer

lugar, a qualquer momento e a partir de quaisquer dispositivos com suporte à internet; por

este motivo foi escolhido como solução para o problema da presente pesquisa.

16
Segundo (COSTA, 2013), as aplicações Web dividem o processamento da

informação em módulos ou processos distintos, através da arquitetura Cliente-Servidor.

Ainda segundo este autor, nessa arquitetura um processo é responsável pela manutenção

da informação (Servidor), enquanto o outro é responsável pela obtenção dos dados.

A arquitetura Cliente-Servidor funciona numa rede de computadores onde existem

uma ou mais máquinas que atuam como servidores, disponibilizando recursos para outras

máquinas, que atuam como clientes. Os processos cliente enviam pedidos para o processo

servidor, e este por sua vez processa e envia os resultados dos pedidos. É no servidor onde

normalmente ficam os sistemas mais pesados da rede, tais como o banco de dados. As

máquinas clientes são menos poderosas, pois não executam aplicativos que requerem

tantos recursos das máquinas. Um exemplo dessa arquitetura é ilustrado a baixo:

Figura 2- Arquitetura Cliente-Servidor simplificada. Fonte: (OSÓRIO, 2015).

O importante nesta arquitetura não é que todas as máquinas clientes sejam do

mesmo fabricante ou do mesmo tipo. O que realmente importa, é o fato de todas as

máquinas poderem se interligar pela rede, com o mesmo tipo de protocolo de acesso

(TCP/IP, HTTP), como indica a figura. Essa caraterística permite que os diferentes atores

17
envolvidos no processo de ensino e aprendizagem à distância possam aceder remotamente

aos diversos tipos de conteúdos colecionados nos servidores dos repositórios digitais, a

partir dos seus dispositivos com suporte à internet.

Bibliotecas Virtuais

As bibliotecas virtuais são repositórios digitais que trazem o conceito de

virtualização9 das bibliotecas tradicionais, isto é, são bibliotecas existentes apenas em

meios virtuais, sem infraestrutura física. Estas bibliotecas são obtidas através da

instalação de softwares10 em computadores que funcionam como servidores dos

repositórios digitais apresentando um ambiente virtual que oferece os serviços de

biblioteca a usuários clientes a partir da internet.

As bibliotecas virtuais têm a vantagem de direcionar os seus usuários para as

fontes de informação disponíveis no meio virtual e acessíveis à distância. Estas

bibliotecas expandem os serviços das bibliotecas tradicionais disponibilizando materiais

eletrónicos de diferentes tipos, como imagens, vídeos, músicas, entre outros.

Em Moçambique instituições de diversas áreas adotaram esta tecnologia para

diversas aplicações, como a Biblioteca Virtual em Saúde Moçambique (BVS-

Moçambique) com o objetivo de contribuir para o acesso à informação na área de saúde

em Moçambique e reforçar a pesquisa nesta área e a Biblioteca Moçambique, que

9
Refere-se à simulação ou criação de uma versão não física de algo, normalmente por mecanismos de
softwares.
10
Refere-se a um programa de computador.

18
coleciona diversos materiais eletrónicos relacionados à história da antiga colónia

portuguesa.

Software livre

Segundo (STALLMAN, 2010), é considerado livre qualquer programa que pode

ser copiado, usado, modificado e redistribuído de acordo com as necessidades de cada

usuário; o software é livre quando atende a todos esses tipos de liberdade.

A ideia começou em 1983, pelas mãos de Richard Stallman, que na época criou o

GNU11 e, cerca de dois anos depois, fundou a Free Software Foundation (FSF). A Free

Software Foundation, é uma entidade sem fins lucrativos criada para servir de base para

o movimento do software livre.

Para suportar a ideia do software livre Richard M. Stallman definiu as seguintes 4

liberdades:

 1ª Liberdade: A liberdade de executar o software, para qualquer uso.

 2ª Liberdade: A liberdade de estudar o funcionamento de um programa e de

adaptá-lo às suas necessidades.

 3ª Liberdade: A liberdade de redistribuir cópias.

 4ª Liberdade: A liberdade de melhorar o programa e de tornar as modificações

públicas de modo que a comunidade inteira beneficie da melhoria.

O conceito de software livre é baseado nos princípios a cima e não significa a

gratuitidade do mesmo; nada impede que um desenvolvedor cobre pelas modificações

11
Um projeto para o desenvolvimento de um sistema operacional livre.

19
feitas, porém a diferença está na filosofia do software, a qual visa o espírito de liberdade

e não o lucro.

No caso da primeira liberdade, um indivíduo ou uma organização pode utilizar o

software para qualquer atividade e em qualquer quantidade de computadores.

A segunda liberdade, dá acesso ao código-fonte do software para que a pessoa

possa estudá-lo ou alterá-lo conforme as suas necessidades.

A terceira liberdade diz respeito à permissão dada ao usuário de distribuir quantas

cópias quiser do software, assim como do código-fonte.

Por fim, a quarta liberdade consiste na permissão que o usuário tem para alterar

um software ou mesmo colaborar com o seu desenvolvimento, permitindo que outras

pessoas ou organizações tirem proveito disso.

Os softwares livres são uma boa solução quando se pretende reaproveitar as

funcionalidades de uma aplicação e alterá-las de acordo com as preferências do

desenvolvedor/instituição sem restrições proprietárias, e por este motivo foi escolhido

como base para o desenvolvimento da solução desta monografia.

Existem muitos softwares no mercado utilizados atualmente como recursos base

para implementação de repositórios digitais, e um dos pontos-chave para a escolha de

uma ou outra está na capacidade da ferramenta de se adequar às necessidades da

instituição; por este motivo é necessário que se conheça a relação existente entre elas e

os requisitos básicos para a implementação e uso do repositório.

20
A seguir apresentam-se alguns softwares identificados na presente pesquisa:

CDS Invenio
DSpace 1.7.2 EPrints 3 Fedora 2.2
0.99
Ano de criação 1993 2002 2000 1997
Linguagens de Python, PHP e
XML, Java e JSP PERL Java
programação LISP
Unix, Linux e
Sistema operativo Unix Unix Unix
Windows
MySQL,
Base de dados MySQL PostgreSQL, Oracle MySQL
Oracle
OAI-PMH Sim Sim Sim Sim
Z39.50 Não Não Não Não
Dublin
MARC21,
Formato de metadados Dublin Core Dublin Core Core,
flexible
METS
Serviço de alertas Não Sim Sim Sim
Permite a distinção de
grupos de usuários para
Sim Sim Sim Sim
atribuição de direitos
específicos

doc, pdf,
doc, pdf, html, doc, pdf, html, ppt, html, ppt,
Formatos de ficheiros pdf, MS-Word,
ppt, jpeg, gif, jpeg, gif, Áudio, jpeg, gif,
suportados html, jpeg, etc
Áudio, Vídeo, etc Vídeo, etc Áudio,
Vídeo, etc

Tabela 1-Comparação de softwares para repositórios digitais. Fonte: Própria.

Os softwares a cima identificados foram escolhidos por causa da sua popularidade

no mundo dos repositórios digitais e comparados de acordo com algumas caraterísticas

funcionais e especificações técnicas básicas.

Por causa da sua ampla cobertura funcional que se aproxima aos anseios do

ISCED e do suporte a múltiplos sistemas operativos, compatíveis com os recursos

21
tecnológicos da instituição, o DSpace é considerado a ferramenta ideal a ser usada como

recurso base para o desenvolvimento da biblioteca virtual.

DSpace

Segundo (BRANSCHOFSKY & CELESTE, 2002), DSpace é um software que

surge de uma iniciativa do Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT), em conjunto

com a Hewlett-Packard (HP), em resposta à emergente necessidade de mudanças na

comunicação científica. A primeira instalação do DSpace foi disponibilizada no inverno

de 2002, pela biblioteca do MIT, e teve como propósito, inicialmente, compartilhar a

produção acadêmica entre as duas instituições. Somente depois de ser considerado

totalmente estável foi disponibilizada para outras instituições.

Como projeto, o DSpace iniciou-se no MIT aliado à HP. Hoje, é mantido pela

fundação DuraSpace com apoio de uma comunidade mundial como um projeto de

software livre.

Segundo estudos recentes feitos pela (OpenDOAR, 2016), o DSpace é o software

livre mais usado no mundo para implementação de repositórios digitais cobrindo cerca

de 43.6% do mercado, em relação a outras plataformas.

22
Figura 3-Uso de softwares livres para repositórios digitais, no mundo. Fonte: (OpenDOAR, 2016).

O DSpace evoluiu muito desde a sua primeira versão conforme as necessidades

que iam surgindo ao nível das comunidades e mesmo a partir da sua versão 1.5 teve a

maior mudança até agora feita na sua estrutura; esta mudança consistiu na possibilidade

de se usar duas interfaces web, a JSPUI (Java Server Pages User Interface) e a XMLUI

(eXtented Mark Language User Interface), havendo somente um banco de dados e um

conjunto de programas que funciona independentemente da interface escolhida. Antes

dessa novidade existia apenas a interface XMLUI.

A arquitetura atual do DSpace permite que se escolha a interface web entre duas

tecnologias distintas, com as vantagens e desvantagens de cada uma.

23
Figura 4- Estrutura do DSpace, a partir da versão 1.5. Fonte: (SHINTAKU & MEIRELLES, 2010).

A interface web XMLUI baseia-se na linguagem XML enquanto que a JSPUI é

baseada em páginas JSP. A solução de biblioteca virtual desta monografia é baseada na

versão 5.5 do DSPace com a interface JSPUI e base de dados PostgreSQL versão 9.5.

O JSP (Java Server Pages) é uma tecnologia server-side orientada para criação de

páginas web dinâmicas com base na tecnologia JAVA. Páginas JSP são compostas de

código HTML/XML misturados com tags especiais para programar scripts server-side

em sintaxe Java. Por ser uma linguagem server-side script o JSP precisa de um servidor

web para poder funcionar. O servidor web aqui utilizado é o Apache Tomcat desenvolvido

pela Apache Software Foundation; o Tomcat é um servidor web para tecnologia JAVA

EE12 (JAVA Enterprise Edition) recomendado e usado nas referências oficiais de

implementação de JSP.

A estrutura do DSpace dá a possibilidade de escolha entre os SGBD (Sistema de

Gestão de Base de Dados) Oracle e PostgreSQL. O PostgreSQL foi escolhido

12
É uma plataforma para o desenvolvimento de aplicações web baseadas na tecnologia JAVA SE.

24
primeiramente por ser livre e por ser um sistema de gerenciamento de base de dados

objeto-relacional (SGBDOR)13 extremamente funcional e sofisticado, considerado

atualmente como um dos SGBD livres mais avançados do mundo.

Com a tecnologia web usada para o desenvolvimento da biblioteca virtual nenhum

software cliente, para além do navegador nos dispositivos, é necessário para que os

usuários do ISCED consigam usar os serviços da biblioteca virtual para o depósito ou

acesso aos conteúdos.

Para a representação gráfica dos artefactos14 do sistema, apresentados no capítulo

a seguir, foi utilizada a linguagem de modelagem UML (Unified Modeling Language).

UML

A UML é uma linguagem padrão para modelagem orientada a objetos que permite

que os desenvolvedores visualizem os produtos do seu trabalho em diagramas

padronizados, com a finalidade de obter todas as visões e aspetos do sistema. É importante

referir que a UML não é uma metodologia de desenvolvimento de software, o que

significa que ela não demostra como ou que tipo de trabalho deve ser desenvolvido.

Depois da recolha de requisitos feita através de questionário (VER APÊNDICE I

e II) para o desenvolvimento do sistema que se apresenta no capítulo a seguir foram

utilizados os seguintes diagramas de UML: casos de uso, classes, atividades e sequência.

Os requisitos de software são um conjunto de condições ou capacidades

necessárias que o software deve possuir para atender as necessidades ou restrições do

usuário ou dos outros componentes do software. Quanto mais compreensível, precisa e

13
É um sistema de gestão de base de dados relacional que permite aos desenvolvedores integrar à base de
dados seus próprios tipos de dados e métodos personalizados.
14
São os vários tipos de subprodutos concretos produzidos durante o desenvolvimento de software, como
os diagramas de casos de uso, de classes, etc.

25
rigorosa for a descrição de um requisito de sistema, maior serão as chances quanto ao

grau de qualidade do produto resultante.

Tradicionalmente, os requisitos de software são separados em requisitos

funcionais [RFxx] e não-funcionais [RNFxx], onde o xx indica o número do requisito em

causa.

Os requisitos funcionais referem-se sobre o que o software deve fazer, ou seja,

suas funções e informações, além do seu comportamento perante entradas e determinadas

ocasiões.

Os requisitos não funcionais referem-se às qualidades globais do software como

a manutenibilidade, usabilidade, capacidades dos dispositivos de entrada e saída, tempo

de resposta de uma operação e espaço para armazenamento.

O diagrama de casos de uso é um diagrama UML que documenta o que o

software faz do ponto de vista do usuário; este diagrama descreve as principais

funcionalidades do software e a sua interação com os usuários do mesmo. Normalmente

neste tipo de diagrama não se aprofunda em detalhes técnicos que dizem como o software

executa essas funcionalidades.

De acordo com (SOMMERVILLE, 2007), os diagramas de casos de uso são

compostos basicamente por quatro partes:

 Cenário: sequência de eventos que acontecem quando um usuário interage com o

sistema;

 Ator: entidade que interage com o sistema;

 Caso de uso: é uma tarefa ou uma funcionalidade realizada pelo ator;

 Comunicação: é o que liga um ator com um caso de uso.

26
Alguns autores defendem que os casos de uso devem ser expostos de maneira a

descrever as atividades realizadas pelas entidades que interagem com o sistema,

utilizando os atributos a seguir:

 Fluxos principais: descreve todos caminhos possíveis do caso de uso.

 Fluxos Alternativos: são caminhos alternativos e casos diferentes a considerar;

 Pré-condição: condições que precisam, necessariamente, estarem presentes para

que um caso de uso possa ser dado como iniciado;

 Pós-condição: condições que precisam, necessariamente, estarem presentes para

que um caso de uso possa ser dado como realizado.

A figura a baixo mostra um exemplo de um diagrama de casos de uso:

Figura 5 – Exemplo de diagrama de casos de uso. Fonte: (BOOCH, RUMBAUGH, & JACOBSON,
1998).
Os diagramas de classes não são nada mais do que uma representação gráfica da

estrutura e relações existentes entre as classes do sistema. Este é o diagrama central da

modelagem orientada a objetos; o seu principal enfoque está em permitir a visualização

das classes que irão compor o sistema com os seus respetivos atributos e métodos, bem

como em demonstrar como as classes do sistema se relacionam, se complementam e

transmitem informações entre si.


27
Figura 6-Exemplo de diagrama de classes. Fonte: (GARCIA, 2014)

Segundo a (IBM, 2016), um diagrama de atividades fornece uma visualização

do comportamento de um sistema descrevendo a sequência de ações num certo processo.

Os diagramas de atividades são semelhantes a fluxogramas porque mostram o fluxo entre

as ações numa uma atividade; no entanto, os diagramas de atividades também podem

mostrar fluxos paralelos ou simultâneos e fluxos alternativos. A figura a seguir apresenta

um exemplo de um diagrama de atividades:

28
Figura 7-Exemplo de um diagrama de atividades. Fonte: (BEZERRA, 2012).

O diagrama de sequência é parte dos diagramas de interação UML, usado para

representar a sequência de processos ou de mensagens passadas entre objetos num

sistema. Um diagrama de sequência descreve a maneira como os grupos de objetos

colaboram em algum comportamento ao longo do tempo. É usado para representar

interações entre objetos de um cenário, realizadas através de operações ou métodos.

Figura 8- Exemplo de diagrama de sequência. Fonte: (SANTOS B. , 2014)

O relacionamento entre as tabelas da base de dados da biblioteca virtual é

apresentado no próximo capítulo sob a forma de diagrama do modelo relacional. Este


29
modelo representa as informações de uma base de dados de uma forma uniforme, por

meio de tabelas, onde cada linha representa as ocorrências de uma entidade e as colunas

representam os seus atributos. As relações entre entidades são construídas através da

associação de um ou mais atributos das tabelas. A baixo, um exemplo:

Figura 9-Exemplo de diagrama do modelo relacional. Fonte: (ASSEMBLA, 2012)

1.3 CARACTERIZAÇÃO DO ESTADO ATUAL DO PROCESSO DE

DISPONIBILIZAÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICOS NO ISCED

Um dos pontos de concordância entre as literaturas de educação e instituições de

ensino é a importância dos livros didáticos e outros materiais de apoio no processo de

ensino-aprendizagem, uma vez que estes contribuem para potenciar a qualidade de ensino

existente na instituição e no desenvolvimento intelectual dos indivíduos envolvidos nesse

processo.

As bibliotecas são atualmente uma das formas mais utilizadas pelas instituições

de ensino para proporcionar o acesso aos materiais didáticos a seus usuários.

Respondendo às questões da entrevista realizada ao pessoal da Direção

Académica do ISCED (VER APÊNDICE V), os funcionários desta instituição revelaram

30
a inexistência de uma biblioteca onde possam preservar diversos materiais didáticos

juntamente com a produção intelectual da instituição de forma a disponibilizá-la para os

seus estudantes; e como forma de atender às necessidades informacionais dos estudantes

a instituição produz manuais em módulos de disciplinas de forma a disponibilizar aos

estudantes em formato físico. No entanto, para a sua aquisição, os estudantes devem se

deslocar aos respetivos Centros de Recursos (CR) e efetuar o pagamento, por cada

unidade de módulos.

A maior parte dos funcionários aponta que a situação da disponibilização de

materiais didáticos no ISCED veio a agravar quando o número de estudantes triplicou de

2015 para 2016 (VER ANEXOS I e II); os estudantes queixam-se das dificuldades de se

deslocar com frequência aos CRs de forma a adquirir os materiais didáticos, para além

das dificuldades da própria instituição em produzir e disponibilizar um número suficiente

de manuais em formato físico para todas as disciplinas e para o número de estudantes que

possuem atualmente, devido aos custos de impressão.

Perante esses fatos, é senso comum dos funcionários a necessidade de uso de um

mecanismo que permita a disponibilização de materiais didáticos sem custos adicionais

de impressão e que permita igualmente que os estudantes tenham acesso a esses materiais

sem necessidades de deslocação e limites temporais, o que torna este projeto uma solução

para o problema da instituição.

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO

 O uso de repositórios digitais é uma boa iniciativa para a preservação e

disponibilização da produção intelectual de uma instituição de ensino, uma vez

que os torna fontes importantes de informações. Nesse caso, existe uma

diversidade de softwares livres utilizados para esse fim.

31
 Os referentes epistemológicos revelam o DSpace como sendo o software livre

mais utilizado no mundo para implementação de repositórios digitais.

 As limitações do processo atual de disponibilização de materiais didáticos no

ISCED mostram a necessidade de se implementar uma biblioteca virtual na

instituição, uma vez que irá permitir que os estudantes tenham um local onde

possam aceder aos materiais didáticos, sem as limitações de tempo e espaço.

32
CAPÍTULO II – DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA VIRTUAL E

EXECUÇÃO DA SUA METODOLOGIA DE IMPLEMENTAÇÃO

Este capítulo aborda o processo de desenvolvimento da biblioteca e a execução da

sua metodologia de implementação. Nesse contexto são apresentados todos os artefactos

criados no processo de desenvolvimento do software e todos os processos seguidos para

a implementação da biblioteca no ISCED.

2.1 DESENVOLVIMENTO DA BIBLIOTECA VIRTUAL

Neste ponto são demostrados todos os conceitos abordados no capitulo anterior e

as fases do desenvolvimento do sistema. Para o desenvolvimento do sistema levaram-se

em conta os seguintes requisitos funcionais:

 [RF01] Efetuar login: o sistema deve permitir que os utilizadores funcionários e

estudantes acedam aos serviços da biblioteca por via de e-mail institucional e

senha. Neste processo o utilizador deve fornecer o e-mail e a senha corretos. O

sistema deve exibir uma mensagem de erro caso as credenciais sejam incorretas

ou não existam.

 [RF02] Adicionar utilizadores: o sistema deve permitir a inclusão de novos

utilizadores, com os seguintes atributos: nome, e-mail, telefone, idioma de

visualização da biblioteca, senha de acesso, estado da conta e grupo de utilizador

a que pertence.

33
 [RF03] Alterar dados de utilizadores: o sistema deve permitir que registos de

utilizadores possam ser alterados, para atualização de dados.

 [RF04] Remover utilizadores: o sistema deve permitir que o administrador exclua

utilizadores. Uma mensagem de sucesso ou falha deve ser exibida, após a

operação.

 [RF05] Submeter itens: o sistema deve permitir a inclusão de novos itens por via

de submissão. Cada item possui os seguintes atributos básicos: título do item,

autores, data da publicação, número de edição, editora, identificadores (ISBN,

ISMN, ISSN), citação, tipo, idioma, palavras-chave, resumo. A biblioteca deve

aceitar a submissão de quaisquer formatos digitais de documentos, imagens,

vídeos e áudios.

 [RF06] Alterar dados de itens: o sistema deve permitir a alteração de dados dos

itens submetidos às coleções da biblioteca virtual.

 [RF07] Remover itens: o sistema deve permitir a remoção de itens submetidos às

coleções da biblioteca virtual.

 [RF08] Verificar submissões: o sistema deverá permitir que um utilizador

autorizado verifique e avalie as submissões de itens efetuadas dentro do seu

domínio de administração de modo que seja possível rejeitar ou aceitar a

submissão. Em caso de rejeição o sistema deve dar a possibilidade de indicar os

motivos.

 [RF09] Adicionar itens de metadados: o sistema deverá permitir a inclusão de

novos atributos para a descrição dos itens da biblioteca.

 [RF10] Alterar itens de metadados: o sistema deverá permitir a alteração de

atributos que descrevem os itens da biblioteca, para atualização.

34
 [RF11] Remover itens de metadados: o sistema deverá permitir a remoção de

atributos que descrevem os itens da biblioteca.

 [RF12] Adicionar comunidades: o sistema deverá permitir a inclusão de novas

comunidades. As comunidades representam o mais alto nível da estrutura

informacional da biblioteca.

 [RF13] Remover comunidades: o sistema deverá permitir a remoção de

comunidades existentes.

 [RF14] Alterar dados de comunidades: o sistema deverá permitir que registos de

comunidades existentes possam ser alterados, para atualização de dados.

 [RF15] Adicionar coleções: o sistema deverá permitir a inclusão de novas

coleções, para o agrupamento dos itens da biblioteca.

 [RF16] Atualizar dados de coleções: o sistema deverá permitir a alteração de

dados das coleções existentes, para a atualização de dados.

 [RF17] Remover coleções: o sistema deverá permitir a remoção de coleções

existentes.

 [RF18] Adicionar políticas de permissão: o sistema deverá permitir que o

utilizador administrador possa adicionar novas políticas de permissão de acesso

às comunidades, coleções e itens, de modo que seja possível atribuir permissões

específicas aos diferentes componentes da estrutura informacional da biblioteca.

 [RF19] Remover políticas de permissão: o sistema deverá permitir que o

utilizador administrador possa remover as políticas de permissão de acesso

existentes.

 [RF20] Atualizar políticas de permissão: o sistema deverá permitir que o

utilizador administrador possa alterar as políticas de permissão de acesso já

existentes.

35
 [RF21] Subscrever ao serviço de alertas: o sistema deve permitir que os

utilizadores possam se subscrever a um serviço de alertas a coleções. A biblioteca

deve informar por via de e-mail aos utilizadores, sempre que estiver disponível

um material didático nas coleções a que se subscrevem.

 [RF22] Desativar o serviço de alertas: o sistema deve permitir que os utilizadores

possam cancelar as subscrições feitas a nível das coleções. Utilizadores com o

serviço de alerta desativados não devem ser notificados caso exista algum material

disponível na biblioteca virtual.

 [RF23] Pesquisar itens: o sistema deve permitir que os utilizadores possam

realizar uma pesquisa rápida e avançada dos materiais depositados na biblioteca

virtual. A pesquisa deve ser por comunidades e/ou coleções, datas de publicação,

autores, palavras-chave, títulos e assuntos.

 [RF24] Ler conteúdos: o sistema deve permitir a leitura online de documentos e

reprodução de vídeos a partir da biblioteca, sem que seja necessário a descarrega

para os dispositivos dos utilizadores. A leitura de conteúdos deve ser permitida

somente a utilizadores com o login efetuado.

Para além dos requisitos funcionais a cima citados, o sistema foi desenvolvido

tendo em conta os seguintes requisitos não funcionais:

 [RNF01] O sistema deve ter a capacidade para recuperar os dados perdidos da

última submissão realizada, em caso de falhas de energia ou conexão com a

internet.

 [RNF02] O sistema deve ser implementado de tal forma que para ser usado não

necessite de instalação nos dispositivos dos utilizadores.

 [RNF03] O sistema deve ser capaz de se adaptar às resoluções de ecrã dos

diferentes dispositivos dos utilizadores.


36
 [RNF04] O sistema deve possuir senhas de acesso e identificação para diferentes

tipos de utilizadores: administrador do sistema, administradores de comunidades

e coleções, e estudantes.

 [RNF05] O sistema deve apresentar os resultados das pesquisas em menos de 10

segundos.

 [RNF06] As mensagens de erro produzidas pelo sistema deverão ser informativas

e precisas, apontando o fator de origem e os procedimentos a serem seguidos após

sua ocorrência.

 [RNF07] O sistema deverá ser capaz de suportar uma grande quantidade de

acessos simultâneos.

 [RNF08] O sistema deve ser acedido remotamente a partir da internet, sem

limitações temporais ou geográficas.

 [RNF09] A base de dados a ser utilizada deverá ser livre, a fim de minimizar os

custos de implementação do sistema.

Durante o processo de desenvolvimento do sistema, foram desenvolvidos alguns

diagramas para a ilustração de alguns processos, utilizando a linguagem de modelagem

unificada, UML.

Desenho do software

A seguir são apresentados os artefactos produzidos no processo de

desenvolvimento do sistema, nomeadamente, os diagramas com a descrição das

funcionalidades do sistema.

37
Diagrama de casos de uso do sistema

A seguir é apresentado o diagrama de casos de uso do sistema para os atores:

Estudante, Funcionário, Administrador e Anónimo. Ferramenta usada: Enterprise

Architect.

Figura 10-Diagrama de casos de uso do sistema. Autoria: Própria.

38
Todos os casos de uso foram expostos de forma detalhada, descrevendo os fluxos

de atividades principais e alternativos, conforme as tabelas a baixo:

Caso de Uso: Efetuar login - [RF01]


Atores: Administradores, Funcionários e Estudantes.
Pré-condições: O ator precisa estar cadastrado no sistema e ter um
dispositivo com navegador de internet.
Pós-condições: Utilizador é autenticado no sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator acessa o sistema no navegador.
2. Seleciona a opção de menu “Entrar-> Área Pessoal”.
3. Ator entra com a informação de e-mail e senha.
4. O sistema autentica o utilizador.
5. O sistema abre a tela da área pessoal do utilizador.
Fluxo de eventos alternativos
1. O utilizador introduz e-mail e/ou senha que não correspondem.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 3 do fluxo principal.

Tabela 2-Descrição textual do caso de uso efetuar login. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Adicionar utilizadores - [RF02]


Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O novo utilizador é adicionado ao sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Utilizadores”.
2. Seleciona a opção “Adicionar novo utilizador”.
3. Informa os dados do novo utilizador.
4. O ator confirma a inclusão e os dados são registados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O ator introduz dados incompletos
3. O sistema exibe mensagem de erro
4. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 3-Descrição textual do caso de uso adicionar utilizadores. Autoria: Própria.

39
Caso de Uso: Alterar dados de utilizadores -
[RF03]
Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O registo do utilizador selecionado precisa estar no
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Utilizadores”.
2. Seleciona o utilizador cujos dados serão alterados.
3. Altera os dados exibidos no formulário.
4. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 4-Descrição textual do caso de uso Alterar dados de utilizadores. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover utilizadores - [RF04]


Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O utilizador selecionado é excluído do sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Utilizadores”.
2. Seleciona o utilizador a ser removido.
3. O ator confirma a remoção do utilizador e os dados são removidos.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 5-Descrição textual do caso de uso Remover utilizadores. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Submeter itens - [RF05]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para submissão de itens na respetiva

40
coleção, estar em secção iniciada e na sua área
pessoal.
Pós-condições: O item é adicionado ao sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator clica o botão “Nova submissão”.
2. Seleciona a coleção em que o item será submetido.
3. Informa os dados do item a ser submetido.
4. O ator confirma a submissão e o item é armazenado no sistema.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 1 do fluxo principal.

Tabela 6-Descrição textual do caso de uso Submeter itens. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Alterar dados de itens - [RF06]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para alteração de dados de itens na
respetiva coleção, estar em secção iniciada e na sua
área pessoal.
Pós-condições: O registo do item selecionado precisa estar no
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Conteúdos-> Itens”.
2. Seleciona o item cujos dados serão alterados.
3. Altera os dados exibidos no formulário.
4. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 7-Descrição textual do caso de uso Submeter itens. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover itens- [RF07]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para remoção de itens na respetiva

41
coleção, estar em secção iniciada e na sua área
pessoal.
Pós-condições: O item selecionado é removido sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Conteúdos-> Itens”.
2. Seleciona o item a ser removido.
3. O ator confirma a remoção e o item é removido
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 8-Descrição textual do caso de uso Remover itens. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Verificar submissões - [RF08]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para visualizar submissões de itens,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A tela geral de submissões é mostrada no sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator clica o botão “Ver submissões”.
2. O sistema exibe a tela de submissões.
Fluxo de eventos alternativos
1. O sistema exibe a mensagem de que não existem submissões submetidas.
2. O sistema retorna ao passo 1 do fluxo principal.

Tabela 9-Descrição textual do caso de uso Verificar submissões. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Adicionar itens de metadados -


[RF09]
Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O novo item de metadado (atributo) é adicionado
Fluxo de eventos principais
1. Ator clica o botão “Definições gerais-> Registo de metadados”.
2. Ator clica o botão “Novo item”.
3. Informa os dados do novo item no formulário.
4. Confirma a inclusão e o item é adicionado.

42
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 10-Descrição textual do caso de uso Adicionar itens de metadados. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Alterar itens de metadados- [RF10]


Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O registo do item selecionado precisa estar no
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator clica o botão “Definições gerais-> Registo de metadados”.
2. Seleciona o item a ser alterado.
3. Altera os dados exibidos no formulário.
4. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 11-Descrição textual do caso de uso Alterar itens de metadados. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover itens de metadados- [RF11]


Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O item selecionado é removido do sistema
Fluxo de eventos principais
1. Ator clica o botão “Definições gerais-> Registo de metadados”.
2. Seleciona o item a ser removido.
3. O ator confirma a remoção e o item é removido.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 12-Descrição textual do caso de uso Remover itens de metadados. Autoria: Própria.

43
Caso de Uso: Adicionar comunidades - [RF12]
Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A nova comunidade é adicionada ao sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Clica no botão “Nova comunidade”.
3. Informa os dados do formulário.
4. O ator confirma a inclusão e os dados são armazenados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 13-Descrição textual do caso de uso Adicionar comunidades. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover comunidades - [RF13]


Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A comunidade selecionada é removida do
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Seleciona a comunidade a ser removida.
3. Confirma a remoção e os dados são removidos.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 14-Descrição textual do caso de uso Remover comunidades. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Alterar dados de comunidades -


[RF14]
Atores: Administradores
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.

44
Pós-condições: O registo da comunidade selecionada deve estar
no sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Seleciona a comunidade cujos dados serão alterados.
3. Altera os dados exibidos no formulário.
4. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 15-Descrição textual do caso de uso Alterar dados de comunidades. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Adicionar coleções - [RF15]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para adição de coleções, estar em
secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A nova coleção é adicionada ao sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Seleciona a comunidade a que a nova coleção irá pertencer.
3. Clica no botão “Nova coleção”.
4. Informa os dados do formulário.
5. O ator confirma a inclusão e os dados são armazenados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 16-Descrição textual do caso de uso Adicionar coleções. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Atualizar dados de coleções - [RF16]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para alteração de dados de coleções,
estar em secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O registo da coleção selecionada precisa estar no
sistema.

45
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Seleciona a coleção cujos dados serão alterados.
3. Altera os dados exibidos no formulário.
4. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 17-Descrição textual do caso de uso Atualizar dados de coleções. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover coleções - [RF17]


Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para remoção de coleções, estar em
secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A coleção selecionada é removida do sistema,
juntamente com seus itens.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Comunidades e Coleções”.
2. Seleciona a coleção a ser removida.
3. O ator confirma a remoção e a coleção é removida do sistema.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 18-Descrição textual do caso de uso Remover coleções. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Adicionar políticas de permissão -


[RF18]
Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para adição de políticas, estar em
secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A nova política de permissão é adicionada ao
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Controle de acesso-> Permissões”.

46
2. Seleciona o recurso para adicionar a respetiva política.
3. Seleciona a opção “Adicionar nova política”.
4. Informa os dados do formulário exibido.
5. O ator confirma a adição da nova política e os dados são armazenados no sistema.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 19-Descrição textual do caso de uso Adicionar políticas de permissão. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Remover políticas de permissão -


[RF19]
Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para remoção de políticas, estar em
secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: A política de permissão selecionada é excluída do
sistema.
Fluxo de eventos principais
1. Ator seleciona a opção de menu “Controle de acesso-> Permissões”.
2. Seleciona o recurso de onde pretende remover a política de permissão.
3. Seleciona a política de permissão a ser removida.
4. O ator confirma a remoção e a política é removida do sistema.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 20-Descrição textual do caso de uso Remover políticas de permissão. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Atualizar políticas de permissão -


[RF20]
Atores: Administradores e Funcionários autorizados
Pré-condições: O ator precisa ter privilégios de administrador ou
permissão para atualização de políticas, estar em
secção iniciada e na sua área pessoal.
Pós-condições: O registo da política de acesso selecionada precisa
estar no sistema.
Fluxo de eventos principais

47
1. Ator seleciona a opção de menu “Controle de acesso-> Permissões”.
2. Seleciona o recurso de onde pretende alterar a política de permissão.
3. Seleciona a política de permissão a ser alterada.
4. Altera os dados exibidos no formulário.
5. O ator confirma a alteração e os dados são atualizados na base de dados.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 21-Descrição textual do caso de uso Atualizar políticas de permissão. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Subscrever ao serviço de alertas -


[RF21]
Atores: Administradores, Funcionários e Estudantes.
Pré-condições: O ator precisa estar com a secção iniciada no
sistema.
Pós-condições: A subscrição é feita na respetiva coleção
Fluxo de eventos principais
1. O ator seleciona a opção de menu “Entrar-> Serviço de alertas”.
2. Seleciona a coleção a que pretende se subscrever.
3. Clica no botão “Ativar alerta”.
Fluxo de eventos alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 22-Descrição textual do caso de uso Subscrever ao serviço de alertas. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Desativar o serviço de alertas -


[RF22]
Atores: Administradores, Funcionários e Estudantes.
Pré-condições: O ator precisa estar com a secção iniciada no
sistema.
Pós-condições: A subscrição é desativada na respetiva coleção
Fluxo de eventos principais
1. O ator seleciona a opção de menu “Entrar-> Serviço de alertas”.
2. Seleciona a coleção a que pretende desativar a subscrição.
3. Clica no botão “Desativar”.
Fluxo de eventos alternativos

48
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 23-Descrição textual do caso de uso Desativar o serviço de alertas. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Pesquisar itens - [RF23]


Atores: Administradores, Funcionários, Estudantes e
Anónimos.
Pré-condições: O ator precisa estar com a secção iniciada no
sistema.
Pós-condições: A tela dos resultados da pesquisa é exibida
Fluxo de eventos principais
1. O ator introduz o item a pesquisar no formulário da barra de pesquisa.
2. Confirma a pesquisa ao submeter o formulário.
Fluxo de eventos Alternativos
1. A operação não é confirmada.
2. O sistema exibe mensagem de erro.
3. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 24-Descrição textual do caso de uso Pesquisar itens. Autoria: Própria.

Caso de Uso: Ler conteúdos - [RF24]


Atores: Administradores, Funcionários e Estudantes.
Pré-condições: O ator precisa estar com a secção iniciada no
sistema.
Pós-condições: O conteúdo é visualizado na tela do utilizador
Fluxo de eventos principais
1. O ator seleciona a opção de menu “Procurar” e escolhe o critério de procura.
2. Seleciona o item que pretende ler.
3. Clica no botão “Abrir”
Fluxo de eventos alternativos
3. A operação não é confirmada.
4. O sistema exibe mensagem de erro.
5. O sistema retorna ao passo 2 do fluxo principal.

Tabela 25-Descrição textual do caso de uso Ler conteúdos. Autoria: Própria.

49
Diagrama de classes do sistema

O diagrama de classes apresenta a relação existente entre as diversas classes que

compõem o sistema e qual é a responsabilidade de cada classe na realização das operações

solicitadas pelos atores. A seguir é apresentado um diagrama contendo algumas classes

presentes no sistema, contendo as respetivas associações de dependência entre as

mesmas. Ferramenta usada: Enterprise Architect.

class Class Model

eperson community

- can_log_in: boolean - createdby_id: int


- digest_algorithm: String 0..* - id: int
- email: String - name: String
- firstname: String Cria 1
- id: int Possue
1
- last_active: Date
- lastname: String
0..*
- password: String
- phone: String
Cria collection
- salt: String
1 - createdby_id: int
+ createColletion(Colletion): void
0..* - id: int
+ createCommunity(Community): void
+ deleteColletion(int): boolean - name: String
+ deleteCommunity(int): boolean 1 1
+ deleteItem(int): boolean Submete Possue
+ login(String, String): boolean
+ submitItem(Item): void
0..*
+ updateColletion(Colletion): void
+ updateCommunity(Community): void
0..* item metadatasregistry
+ updateItem(Item): void
possui
- id: int - description: String
0..* 0..* 1..*
- submittedby_id: int - id: int
Pertence - metadatafield: String

1..*

epersongroup epersongrouproles
Tem
- id: int - id: int
- name: String 0..* 1..* - role: String

Tabela 26-Diagrama de classes do sistema. Autoria: Própria.

50
Cada classe foi exposta de forma detalhada, descrevendo o tipo de dado e a

descrição de seus atributos conforme apresentam as tabelas abaixo:

Atributo Tipo de dado Descrição


boolean Indicador se a pessoa pode
can_log_in
efetuar login
String Algoritmo digesto utilizado para
digest_algorithm
criptografar a senha do utilizador
email String Correio eletrónico da pessoa
firstname String Primeiro nome da pessoa
int Número único identificador da
id
pessoa no sistema
last_active Date Data do último acesso ao sistema
lastname String Apelido da pessoa
password String Senha de acesso ao sistema
phone String Número de telefone da pessoa
String Valor aleatório criado para
salt
encriptar a senha do utilizador

Tabela 27-Descrição textual dos atributos da classe Eperson. Autoria: Própria.

Atributo Tipo de dado Descrição


boolean Indicador se a pessoa que criou a
createdby_id
comunidade
int Número único identificador da
id
comunidade no sistema
name String Nome da comunidade

Tabela 28-Descrição textual dos atributos da classe Community. Autoria: Própria.

Atributo Tipo de dado Descrição


boolean Indicador se a pessoa que criou a
createdby_id
coleção
int Número único identificador da
id
coleção no sistema
name String Nome da coleção

Tabela 29-Descrição textual dos atributos da classe Collection. Autoria: Própria.

51
Atributo Tipo de dado Descrição
int Número único identificador do
id
item no sistema
int Indicador da pessoa submeteu o
submittedby_id
item

Tabela 30-Descrição textual dos atributos da classe Item. Autoria: Própria.

Atributo Tipo de dado Descrição


int Número único identificador do
id
metadado no sistema
description String Descrição do item de metadado
metadatafield String Nome do campo de metadado

Tabela 31-Descrição textual dos atributos da classe Metadatasregistry. Autoria: Própria.

Atributo Tipo de dado Descrição


int Número único identificador do
id
grupo de pessoas no sistema
name String Nome do grupo de pessoas

Tabela 32-Descrição textual dos atributos da classe Epersongroup. Autoria: Própria.

Atributo Tipo de dado Descrição


int Número único identificador do
id
papel no sistema
role String Nome do papel no sistema

Tabela 33-Descrição textual dos atributos da classe Epersongrouproles. Autoria: Própria.

Diagrama de atividades do sistema

É apresentado a seguir um diagrama que contém o fluxo necessário para a

submissão de um item na biblioteca. Ferramenta utilizada: Enterprise Architech. No

diagrama de atividades a seguir para Submeter item depois de abrir o sistema a partir da

sua página inicial o utilizador deve:

52
1. Clicar no menu “Entrar” e escolher a opção “Área Pessoal” e é lhe mostrada a tela

de login.

2. O utilizador informa as suas credenciais de acesso ao sistema, a partir do

preenchimento do formulário.

3. Clica no botão “Nova submissão” e é lhe mostrada uma tela com a lista de todas

as coleções aonde o utilizador tem permissão para submissão.

4. O utilizador seleciona a coleção aonde pretende submeter o item e clica em

continuar.

5. Informa todos os dados descritivos do item através do formulário de submissão e

clica em submeter. E assim, termina o processo.

Tabela 34-Diagrama de actividades para submissão de itens. Autoria: Própria.

53
Diagrama de entidade relacionamento (ER) do sistema

Este diagrama descreve toda estrutura lógica da base de dados do sistema da forma

mais próxima do mundo real dos negócios. O diagrama ilustrado a seguir foi desenvolvido

com ajuda da ferramenta Mysql Workbench.

Tabela 35-Diagrama do modelo relacional. Autoria: Própria.

54
2.2 EXECUÇÃO DA METODOLOGIA DE IMPLEMENTAÇÃO

Este ponto tem como objetivo mostrar a metodologia executada para a

implementação da biblioteca virtual no ISCED. Essa metodologia é composta pelos

seguintes procedimentos:

 Instalação e configuração do servidor web Apache Tomcat;

 Instalação e configuração do Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD)

PostgreSQL;

 Recolha e conversão de materiais didáticos em objetos digitais;

 Definição dos metadados;

 Treinamento no uso da Biblioteca Virtual.

Todos os processos de instalação e configuração são executados no sistema

operativo Windows Server 2012 R2.

Instalação e configuração do servidor web Apache Tomcat

A versão do Tomcat utilizada para o sistema é a 8.0.36. O servidor web Apache

Tomcat pode ser encontrado para descarga livre a partir do endereço a seguir: http://www-

us.apache.org/dist/tomcat/tomcat-8/v8.0.36/bin/apache-tomcat-8.0.36.zip.

O arquivo descarregado “apache-tomcat-8.0.36.zip” deve ser descompactado em

qualquer pasta do sistema operativo de modo que se tenha acesso à estrutura de diretórios

do servidor Tomcat. Antes de iniciar o servidor deve ser feita uma configuração de modo

a definir a porta de comunicação entre o servidor web e os navegadores dos clientes na

internet. Essa configuração é feita no ficheiro “server.xml” localizado na pasta “conf/”.

55
Figura 11 - Porta 8080 para comunicação do servidor web e os clientes, através do protocolo HTTP/1.1.

Autoria: Própria.

Para iniciar o servidor deve-se executar o ficheiro “startup.bat” localizado na pasta

“bin/”.

Figura 12 - Inicialização do servidor Apache Tomcat. Autoria: Própria.

Deve aparecer a mensagem “Server startup in <tempo> ms” quando finalizar a

inicialização. Para aceder à página inicial do servidor Apache Tomcat, segue-se o

endereço: http://localhost:8080/.

56
Figura 13-Página inicial do servidor Apache Tomcat. Autoria: Própria.

A figura a baixo ilustra o estado do servidor, após a instalação:

Figura 14-Estado do servidor Tomcat, após a instalação, no ISCED. Autoria: Própria.

Após o término do processo de instalação, configuração e inicialização do servidor

web Tomcat, segue-se à instalação e configuração do sistema gerenciador da base de

dados PostgreSQL.

Instalação e configuração do Sistema de Gestão de Base de Dados (SGBD)

PostgreSQL

A versão do SGBD PostgreSQL 9.5 está disponível para descarga livre no

endereço: http://oscg-downloads.s3.amazonaws.com/packages/PostgreSQL-9.5.3-4a-

57
win64-bigsql.exe. Deve-se executar o ficheiro, de modo a instalar na máquina. Os passos

para instalação são apresentados a seguir:

Figura 15- Instalação do PostgreSQL 9.5. Autoria: Própria.

A baixo a configuração da senha para o usuário “postgres” e o número de porta

de acesso ao servidor da base de dados, respetivamente.

Figura 16-Configuração da senha do usuário “postgres” da base de dados. Autoria: Própria.

58
Figura 17-Configuração da porta de comunicação com o servidor da base de dados PostgresSQL. Autoria:

Própria.

Após o término do processo de instalação e configuração do servidor web Apache

Tomcat e da base de dados PostgreSQL, é necessário configurar o sistema com os

parâmetros de conexão definidos. Na figura a baixo é ilustrada a configuração necessária

para que a aplicação se comunique com a fonte de dados e os parâmetros de acesso remoto

à biblioteca a partir da internet; a figura ilustra também a configuração do servidor SMTP

para o envio de mensagens de email de alertas a partir da biblioteca virtual. Todas as

configurações são feitas num ficheiro de configuração criado para o efeito, com o nome

“bvisced.cfg”.

59
Figura 18 - Configuração de acesso remoto à biblioteca, à base de dados PostgreSQL e ao

servidor SMTP para o envio de e-mails. Autoria: Própria.

Para aceder à biblioteca virtual localmente a partir da máquina do servidor em que

foi instalada, segue-se o endereço: http://localhost:8080/biblioteca/.

Figura 19 - Página inicial da Biblioteca Virtual do ISCED, acedida localmente a partir do servidor.

Autoria: Própria.

60
Recolha e conversão de materiais didáticos em objetos digitais

Esta fase do projeto tem como objetivo principal fazer a captura dos materiais

didáticos com o pessoal da Direção Académica do ISCED, nomeadamente os

coordenadores dos cursos e tutores, de forma a serem disponibilizados para o consumo

dos utilizadores da biblioteca, nesta fase inicial do projeto. Para além da recolha do

material em formato digital é também feita a digitalização dos manuais, ou seja, a

conversão destes para o formato eletrónico a partir de equipamentos de scanner, para que

sejam disponibilizados na biblioteca virtual.

Definição dos metadados

O conceito de metadado diz respeito aos dados sobre dados, ou ainda, à

informação sobre informação que normalmente se encontra no espaço digital ou virtual.

É a catalogação do objeto digital ou do próprio dado. Aqui, utilizou-se o padrão Dublin

Core (VER ANEXO III), de forma a descrever os materiais didáticos depositados na

biblioteca virtual e facilitar o processo de pesquisa destes, além de estabelecer um padrão

universal de catalogação e elementos de pesquisa com as bibliotecas digitais e virtuais no

mundo. De uma forma resumida, este padrão visa possibilitar que pessoas não

especializadas em catalogação possam usá-lo para descrever os seus recursos.

Treinamento no uso da Biblioteca Virtual

Para que o uso da Biblioteca Virtual do ISCED seja adequado, o treinamento tem

um papel de extrema importância neste processo. O treinamento visa assegurar o uso

correto dos recursos da biblioteca virtual por parte dos usuários do ISCED. Este

treinamento deverá ser oferecido primeiramente para aos coordenadores dos cursos de

forma presencial, nos escritórios da Direção Académica e tutores dos Centros de

Recursos, à distância a partir de uma conferência utilizando a ferramenta WebEx da

61
Cisco15, disponibilizada pelo ISCED; A agenda da conferência é de acordo com o

ANEXO IV. O WebEx é uma ferramenta da Cisco para conferências através da internet

que permite encontrar com qualquer pessoa, em qualquer lugar, em tempo real. O WebEx

permite o compartilhamento da área de trabalho através de um navegador com

conferência telefônica e vídeo, de modo que todos vejam a mesma coisa enquanto se fala.

A baixo é mostrado um exemplo de conferência via Cisco WebEx:

Figura 20-Exemplo de uma conferência utilizando a ferramenta Cisco WebEx. Fonte: (CISCO, 2012).

A seguir são apresentados alguns exemplos de utilização da Biblioteca Virtual do

ISCED a partir da internet, após o processo de formação dos utilizadores e

disponibilização dos materiais didáticos para a fase inicial do projeto, segundo os

processos a cima mencionados. A aplicação cliente utilizada é o navegador Google

Chrome na versão 51.0.2704.103.

15
CISCO Systems é uma empresa dos EUA líder mundial na produção de soluções para a Internet. Os
produtos da CISCO são usados para facilitar a comunicação entre os dispositivos ligados à Internet,
tornando possível a partilha de grandes volumes de informação, de uma forma rápida e fiável.

62
Acesso à aplicação

O acesso à página inicial da Biblioteca Virtual do ISCED dá-se a partir do

endereço da web: www.isced.ac.mz:8080/biblioteca; como fora configurado

anteriormente.

Figura 21-Página inicial da Biblioteca Virtual do ISCED. Autoria: Própria.

Para proceder à disponibilização de materiais didáticos o utilizador deverá possuir

as credenciais de acesso à Biblioteca Virtual do ISCED juntamente com os privilégios

para efetuar a operação. Para efetuar o login na biblioteca o utilizador poderá selecionar

na barra superior do menu a opção “EntrarÁrea Pessoal” e introduzir o e-mail e senha

respetivamente e clicar em “Entrar”, conforme a figura a baixo:

63
Figura 22-Página de login da Biblioteca Virtual do ISCED. Autoria: Própria.

A baixo a área pessoal do utilizador após o login efetuado com sucesso.

Figura 23-Área pessoal do utilizador da Biblioteca Virtual do ISCED. Autoria: Própria.

Disponibilização de materiais didáticos via submissão

A disponibilização de materiais didáticos por via de submissão é feita a partir da

área pessoal do utilizador clicando em “Iniciar nova submissão” da figura a cima. O

processo de submissão é ilustrado a baixo, juntamente com preenchimento dos campos

de catalogação do material didático, segundo o padrão Dublin Core.

64
Figura 24-Processo de disponibilização de materiais didáticos, por via de submissão. Autoria: Própria.

Figura 25-Preenchimento dos campos de catalogação do material didático. Autoria: Própria.


Pesquisa e leitura de materiais didáticos

A baixo é mostrado um exemplo do resultado da pesquisa de materiais didáticos

a partir da barra de pesquisa e a respetiva leitura, diretamente na biblioteca a partir do

navegador de internet.

65
Figura 26-Resultado da pesquisa a um material didático na Biblioteca Virtual do ISCED. Autoria:

Própria.

Figura 27-Leitura de conteúdos na Biblioteca Virtual do ISCED. Autoria: Própria.

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO

 O objetivo do capítulo foi de executar a metodologia de implementação da

biblioteca virtual e mostrar os artefactos produzidos no processo de

desenvolvimento desta.

 A utilização do formato Dublin Core na definição dos metadados vem a facilitar

o processo de escolha de atributos para descrever os itens na biblioteca, além de

fornecer um padrão para catalogação dos objetos digitais depositados.

66
CAPÍTULO III – APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

Neste capítulo serão apresentados e discutidos os principais resultados desta

investigação. Assim, tendo presente a revisão bibliográfica e com base nos dados

recolhidos, nomeadamente a observação e questionários recolhidos a cerca da biblioteca

virtual, procurou-se analisar e refletir sobre as atitudes e reações dos estudantes da

instituição e funcionários da Direção Académica perante uma nova ferramenta para

disponibilização de materiais didáticos, a biblioteca virtual desenvolvida nesta pesquisa.

A discussão dos resultados da implementação da Biblioteca Virtual do ISCED foi

baseada em dois questionários (VER APÊNDICE III e IV), que foram respondidos por 5

coordenadores dos cursos do ISCED e por 10 estudantes, do Centro de Recursos da Beira.

O questionário foi direcionado aos coordenadores por serem os únicos que têm a

possibilidade de disponibilizar materiais didáticos na biblioteca virtual, para além do

administrador do sistema, segundo as políticas do ISCED.

A primeira parte do questionário (APÊNDICE III) é constituído por 5 perguntas e

teve como principal objetivo recolher opiniões e preferências dos coordenadores sobre a

sua interação com a biblioteca virtual. Esses resultados podem ser resumidos na tabela a

seguir.

Perguntas Muito Pouco Indiferente


1. Gostou de
trabalhar com a 4 0 1
biblioteca virtual?

67
2. Acha que a
biblioteca trouxe
facilidades na 5 0 0
disponibilização
de materiais?
3. Acha que a forma
de visualizar os
3 1 1
manuais é
adequada?
4. Gostou da
interface gráfica
3 1 1
apresentada pela
biblioteca virtual?
5. Considera que a
biblioteca virtual
4 1 0
se adequa à
imagem do ISCED
Tabela 36-Opiniões e preferências dos coordenadores sobre a sua interação com a biblioteca virtual.

Autoria: Própria.

Como se pode constatar pela análise da tabela a cima, estes coordenadores

tiveram, na grande maioria, uma atitude positiva perante a utilização da biblioteca virtual,

principalmente no que concerne à disponibilização de matérias didáticos, via submissão.

A maior parte dos coordenadores responderam que gostaram muito de trabalhar com a

biblioteca virtual e manifestaram interesse em continuar com o uso desta ferramenta;

acredita-se que pelo fato de fornecer uma forma mais simplificada, centralizada e menos

dispendiosa de disponibilizar materiais para o consumo dos seus estudantes (4

coordenadores gostaram muito de trabalhar e 1 manteve-se indiferente). Três (3)

coordenadores responderam que gostaram muito da interface gráfica da biblioteca e da

forma como os manuais são visualizados na biblioteca virtual, um (1) pouco e o último

mostrou indiferença.

A segunda parte do questionário (APÊNDICE IV) é constituída por 2 perguntas

e, teve como finalidade recolher a opinião dos estudantes do Centro de Recursos da Beira

sobre algumas características que a Biblioteca Virtual do ISCED não tem e que poderia

ter.

68
O resultado pode ser sintetizado na tabela a seguir.

Perguntas Sim Não Indiferente


1. Acha que a
biblioteca virtual
deveria permitir
que os estudantes 5 1 4
descarreguem os
manuais para os
seus dispositivos?
2. Considera que a
biblioteca se
abastece de
manuais
0 10 0
suficientes para
todas as
necessidades dos
estudantes?
Tabela 37-Opiniões dos estudantes do Centro de Recursos da Beira sobre algumas características que a

Biblioteca Virtual do ISCED não tem e que poderia ter. Autoria: Própria.

Como se pode constatar pela análise da tabela a cima, a grande maioria dos alunos,

manifestou preferência pela possibilidade de poder descarregar os materiais didáticos

para os seus dispositivos. Houve 4 estudantes que mostraram indiferença e apenas um

estudante que apoiou a ideia de não tornar disponível o descarregamento para os seus

dispositivos.

Em relação à última questão, os alunos mostraram a necessidade de se

disponibilizar ainda mais conteúdos na biblioteca virtual; acredita-se que esta questão vai

se resolvendo com o andar do tempo, uma vez que esta é uma fase inicial do projeto e o

processo de disponibilização de materiais é contínuo.

CONCLUSÕES DO CAPÍTULO

 A análise e reflecção das atitudes e reações dos funcionários da instituição

revelam a satisfação destes perante a utilização da nova ferramenta para o depósito

e disponibilização da produção intelectual da instituição;

69
 Contudo, a reação dos estudantes mostram a necessidade de realização de esforços

por parte da instituição em depositar cada vez mais materiais didáticos, de forma

a suprir as suas necessidades informacionais.

70
CONCLUSÕES GERAIS

 A presente pesquisa teve como objetivo a implementação de uma biblioteca

virtual no ISCED para responder à dificuldade de se disponibilizar materiais

didáticos por parte da instituição de uma forma que permitisse acesso remoto e

sem necessidades de deslocação.

 Acredita-se que o objetivo da pesquisa foi alcançado e que a ferramenta vem a

promover a difusão do conhecimento e o aumento da qualidade de ensino na

instituição, uma vez que os estudantes dispõem agora de uma plataforma onde

possam ter acesso às bibliografias recomendadas e à produção intelectual da

instituição.

71
RECOMENDAÇÕES

De modo a garantir o uso correto dos recursos da Biblioteca Virtual do ISCED e

com o objetivo de melhorar a qualidade dos materiais didáticos nela depositados,

recomenda-se:

 O treinamento contínuo ao pessoal da Direção Académica da instituição e dos

estudantes, em relação ao uso desta ferramenta;

 Que o processo de disponibilização de materiais didáticos seja efetuado por pelo

menos dois utilizadores especialistas na área.

 Que outras instituições de ensino, não somente as do ensino à distância, expandam

os serviços das bibliotecas tradicionais com a aplicação das tecnologias de

informação e comunicação.

O presente trabalho de pesquisa está aberto a novas mudanças, reestruturação e

ampliação, de acordo a com a evolução da modalidade de ensino, das tecnologias de

informação e comunicação e das necessidades futuras da instituição.

72
BIBLIOGRAFIA

ANDRADE-PEREIRA, F., & SANCHES, A. L. (2009). Bibliotecas digitais e virtuais no

contexto da EaD: produtos e serviços on-line para usuários remotos. São Paulo.

ARRUDA. (1988). Biblioteca. Obtido de WIKIPÉDIA:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Biblioteca.

ASSEMBLA. (2012). Definição do Modelo Relacional. Obtido de Assembla:

https://app.assembla.com/spaces/sapcl/tickets/49-defini%C3%A7%C3%A3o-

do-modelo-relacional/details.

BEZERRA, D. d. (16 de 03 de 2012). Diário da Informática: Artigo - Engenharia de

Software - Diagrama de Atividades! Obtido de Diário da Informática:

http://diariodainformatica.blogspot.com/2012/03/artigo-engenharia-de-software-

diagrama.html.

BOOCH, G., RUMBAUGH, J., & JACOBSON, I. (1998). The Unified Modeling

Language User Guide. Addison Wesley.

BRANSCHOFSKY, M., & CELESTE, E. (2002). Building DSpace to Enhance Scholarly

Communication. Haworth Press.

CHOÉ, O. F. (2014). Impacto das Tecnologias de Informação & Comunicação na

Educação em Moçambique. Obtido de ebah:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfwsMAF/impacto-das-tics-na-

educacao-mocambique.

73
CISCO. (2012). Cisco WebEx with High-Quality Video. Obtido de Cisco:

http://www.cisco.com/c/en/us/solutions/collateral/enterprise/cisco-on-

cisco/Cisco_WebEx_with_High_Quality_Video_Updated.html.

COSTA, E. (12 de 02 de 2013). Arquitetura cliente servidor. Obtido de Slideshare:

http://pt.slideshare.net/marciaabrahim/arquitetura-cliente-servidor.

GARCIA, L. (01 de 2014). Diagrama de Classes - Prof. Dr. Luis Fernando Garcia.

Obtido de livrozilla: http://livrozilla.com/doc/16975/diagrama-de-classes---prof.-

dr.-luis-fernando-garcia.

IBM, K. C. (2016). IBM Knowledge Center - Diagramas de Atividade UML. Obtido de

IBM Knowledge Center: http://www.ibm.com/support/knowledgecenter/pt-

br/SS8PJ7_9.1.2/com.ibm.xtools.modeler.doc/topics/cactd.html.

JOSGRILBERG, F. B. (2006). O mundo da vida e as tecnologias de informação e

comunicação na educação. São Paulo.

KANAMADI, S., & PATIL, M. (2013). Digital Library Open Source Software: A

Comparative Study. Obtido de Academia.edu:

http://www.academia.edu/250425/Digital_Library_Open_Source_Software_A_

Comparative_Study.

LANDIM, C. (1997). Educação a distância: algumas considerações. Rio de Janeiro.

MACANANDZE, C. (31 de 05 de 2014). Moçambique possui 40 bibliotecas públicas

para seis milhões de alunos. Obtido de VERDADE:

http://www.verdade.co.mz/soltas/46517-mocambique-possui-40-bibliotecas-

publica-para-milhoes-de-alunos.

74
MOREIRA, B. (15 de 08 de 2006). Primeira biblioteca virtual em Moçambique. Obtido

de PRAVDA.Ru: http://port.pravda.ru/cplp/mocambique/15-08-2006/12355-

mocambiquebibvirt-0/.

Oliveira, D. B. (09 de 2009). Conceito de Educação. Obtido de ebah:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAATl8AJ/conceito-educacao.

OpenDOAR. (19 de 06 de 2016). OpenDOAR Chart - Usage of Open Access Repository

Software - Worldwide. Obtido de OpenDOAR:

http://www.opendoar.org/onechart.php?cID=&ctID=&rtID=&clID=&lID=&potI

D=&rSoftWareName=&search=&groupby=r.rSoftWareName&orderby=Tally%

20DESC&charttype=pie&width=600&height=300&caption=Usage%20of%20O

pen%20Access%20Repository%20Software%20-%20Worldwide.

OSÓRIO, A. (2015). Arquitetura Cliente/Servidor  ASP.NET  Servidores Web. Obtido

de Slideplayer: http://slideplayer.com.br/slide/3990076/.

PETERS, O. (1983). Distance Teaching and Industrial Production: A Comparative

Interpretation in Outline. St.Martin's Press.

RABELLO, C. R. (2007). Educação a distância: conceito e características. Obtido de

GEAC: https://sites.google.com/site/geacufrjpublico/textos-basicos/educacao-a-

distancia-conceito-e-caracteristicas.

SANTOS, A., & URBINA, L. (2002). Inovação da tecnologia de informação na

Biblioteca do ITA. Curitiba: Revista da FAEEBA.

SANTOS, B. (02 de 06 de 2014). DIAGRAMAS DE SEQUÊNCIA. Obtido de

brunoefranaps: http://brunoefranaps.blogspot.com/2014/06/diagramas-de-

sequencia.html.

75
SHINTAKU, M., & MEIRELLES, R. (2010). MANUAL DO DSPACE: administração de

repositórios. Salvador: ALANA GONÇALVES DE CARVALHO MARTINS.

SOMMERVILLE, I. (2007). Engenharia de Software. São Paulo: Pearson.

STALLMAN, R. (2010). Free as in Freedom: Richard Stallman's Crusade for Free

Software. Boston.

76
APÊNDICES

APÊNDICE I – GUIÃO DE ENTREVISTA AO PESSOAL DA DIREÇÃO

ACADÉMICA DO ISCED.

Objetivo: Auxiliar a recolha de dados e levantamento de requisitos para o processo de

desenvolvimento da Biblioteca Virtual do ISCED.

1. Qual é a estrutura organizacional dos cursos no ISCED?

2. Quais são as categorias de funcionários envolvidos no processo de

disponibilização de materiais didáticos?

3. Qual é o papel de cada um deles neste processo?

4. É necessário ser um estudante para ter acesso aos manuais da instituição, ou estão

disponíveis para o público em geral?

5. Se existe o Moodle como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), porque é

que não se usa igualmente para disponibilizar materiais didáticos aos estudantes?

Agradeço a colaboração!

77
APÊNDICE II – GUIÃO DE ENTREVISTA AOS COORDENADORES DOS CURSOS

DO ISCED.

Objetivo: Conhecer as opiniões dos funcionários da Direção Académica do ISCED a

cerca da relevância da criação de uma biblioteca virtual para a instituição e auxiliar o

processo levantamento de requisitos.

1. Há necessidade de se desenvolver e implementar uma biblioteca virtual no

ISCED, mesmo com a existência do Moodle?

2. Na sua opinião o quais são as facilidades que uma biblioteca virtual traria ao

ISCED, no ponto de vista dos funcionários e estudantes?

3. Quais são os serviços que consideram primordiais para uma biblioteca virtual?

Agradeço a colaboração!

78
APÊNDICE III – GUIÃO DE ENTREVISTA AOS COORDENADORES DOS

CURSOS DO ISCED.

Objetivo: Recolher opiniões e preferências dos coordenadores sobre a sua interação com

a biblioteca virtual.

Perguntas Muito Pouco Indiferente


1. Gostou de
trabalhar com a
biblioteca
virtual?
2. Acha que a
biblioteca
trouxe
facilidades na
disponibilização
de materiais?
3. Acha que a
forma de
visualizar os
manuais é
adequada?
4. Gostou da
interface gráfica
apresentada
pela biblioteca
virtual?
5. Considera que a
biblioteca
virtual se
adequa à
imagem do
ISCED

Agradeço a colaboração!

79
APÊNDICE IV – GUIÃO DE ENTREVISTA AOS ESTUDANTES DO CENTRO DE

RECURSOS DA BEIRA.

Objetivo: Recolher a opinião dos estudantes do Centro de Recursos da Beira sobre

algumas características que a Biblioteca Virtual do ISCED não tem e que poderia ter.

Perguntas Sim Não Indiferente


1. Acha que a
biblioteca
virtual deveria
permitir que os
estudantes
descarreguem
os manuais para
os seus
dispositivos?
2. Considera que
a biblioteca se
abastece de
manuais
suficientes para
todas as
necessidades
dos estudantes?

Agradeço a colaboração!

80
APÊNDICE V – GUIÃO DE ENTREVISTA AO PESSOAL DA DIREÇÃO

ACADÉMICA DO ISCED.

Objetivo: Conhecer os meios usados no processo de disponibilização de materiais

didáticos na instituição.

1. A instituição possui algum tipo de biblioteca?

2. Caso não, o que é que têm feito, perante às necessidades dos estudantes em termos

de consulta de livros, ou materiais didáticos em geral?

3. Visto que a modalidade de ensino é à distância, como é que fazem chegar os

manuais aos seus estudantes?

4. Considera essa forma atual de disponibilização de materiais didáticos adequada

às realidades do ensino à distância?

5. Quais são as dificuldades encontradas atualmente, concernente ao acesso aos

materiais didáticos por parte dos estudantes?

6. O ISCED consegue produzir manuais em formato físico para todas as disciplinas

e disponibilizá-los a todos os seus estudantes?

7. Quais são as dificuldades encontradas atualmente, concernentes à

disponibilização de materiais, por parte da instituição?

8. Considerações finais.

Agradeço a colaboração!

81
ANEXOS

ANEXO I – DADOS ESTATÍSTICOS REFERENTES AOS ESTUDANTES DO ISCED

NO ANO DE 2015

82
ANEXO II – DADOS ESTATÍSTICOS REFERENTES AOS ESTUDANTES DO

ISCED NO ANO DE 2016

83
ANEXO III – DESCRIÇÃO DE METADADOS DO PADRÃO DUBLIN CORE

84
ANEXO IV – AGENDA DA CONFERÊNCIA PARA O TREINAMENTO DA

BIBLIOTECA VIRTUAL AOS CENTROS DE RECURSOS UTILIZANDO A

FERRAMENTA CISCO WEBEX

85
86