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CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO – UNICEUMA

COORDENADORIA GERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE


COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM

MANOEL VIOMAR COSTA

O PERFIL DO IDOSO HIPERTENSO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA


EM SÃO LUÍS-MA

São Luís
2008
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO MARANHÃO – UNICEUMA
COORDENADORIA GERAL DE CIÊNCIAS DA SAÚDE
COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM

MANOEL VIOMAR COSTA

O PERFIL DO IDOSO HIPERTENSO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA


EM SÃO LUIS-MA

Projeto de pesquisa apresentado à disciplina deTCC,


do Curso de Enfermagem do Centro Universitário do
Maranhão - UNICEUMA para elaboração do Artigo
Científico.

Orientador: Profª. Tatiana Elenice Cordeiro Soares

São Luís
2008
A Deus, Principal fonte de vida e luz da minha inspiração
Pelo dom da vida e a todos os meus familiares e
amigos
AGRADECIMENTO

Sou grato a Deus, pelo privilégio alcançar esse grande propósito


com muitas barreiras me dando forças para vencer com muita
fé, esperança e determinação.
Aos meus queridos e amados filhos Manuela, Emanuel Victor e
Bianca, são o principal motivo desta grande e constante luta.
A minha querida tia do coração Lucimar quem me Trouxe à
São Luís.
À Dona Soledad, a quem dedico minha gratidão e meu carinho
À Tatiana Elenice Cordeiro Soares
A minha querida tia, Mãe e irmã, Domingas Caetana com amor
A meu Pai e Minha Mãe
Ao AMIGO Carlos Eduardo Baptista
Ao amigo Joilson
A todos os meus familiares e amigos que com palavras de ânimo
Me incentivaram muito.
Agradeço ainda a todos os cabeleireiros que conhecem na
minha história de muitas lutas.
O Impossível é quase sempre o que não se tentou!
SUMÁRIO

1 IDENTIFICAÇÃO.................................................................................. 6

2 JUSTIFICATIVA................................................................................... 6

3 OBJETIVOS.......................................................................................... 7

3.1 GERAL.................................................................................................. 9

..

3.2 ESPECÍFICOS...................................................................................... 9

..

4 METODOLOGIA................................................................................... 9

5 CRONOGRAMA................................................................................... 11

6 REFERÊNCIAS.................................................................................... 12

7 ANEXOS............................................................................................... 13

.
1 IDENTIFICAÇÃO

1.1 Tema

O PERFIL DO IDOSO HIPERTENSO EM UMA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM


SÃO LUIS-MA

1.2 Orientando

Manoel Viomar Costa

1.3 Orientadora

Enf. Esp. Tatiana Elenice Cordeiro Soares

1.4 mês / ano

Fevereiro a Maio de 2008

1.4 Instituição

Centro Universitário do Maranhão – UNICEUMA


02 JUSTIFICATIVA

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) segundo o III Consenso Brasileiro de


Hipertensão Arterial é definida como uma pressão arterial sistólica maior ou igual a
140mmHg e a pressão diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não
estão fazendo uso de medicação anti-hipertensiva (BRASIL,001).
A Hipertensão arterial,é um problema grave de saúde pública no mundo,e
principalmente no Brasil .No continente americano ,a hipertensão atinge cerca de 40
milhões de pessoas ( MANSUR,1998).
Sua freqüência aumenta de maneira expressiva entre as pessoas
idosas,atingindo cerca de 50% dos idosos acima de 60 anos( PAPALEO,2OO2).
Entende-se que o idoso, dentro do contexto aqui abordado, apresenta cada vez
mais necessidades de uma assistência diferenciada no que diz respeito,
principalmente, a um bom atendimento nas patologias que surgem com a idade
avançada, o que inclui profissionais habilitados para atender a terceira idade nos
serviços públicos de saúde (CLARET,1999).
No Brasil, estima-se para 2025, que o número de idosos será de 31,8
milhões ,este fator importante colocará o Brasil na sexta posição de idosos no mundo
( VERAS,1998).
No Maranhão,registrou-se em 1999,um estudo epidemiológico de base
populacional,o qual revelou que 23,8%,da população era hipertensa, segundo a
classificação do lll Consenso de Hipertensão arterial (BARBOSA ET AL.2002).
Nas alternativas encontradas para o atendimento do idoso estão as políticas
públicas de saúde ,voltadas para esse segmento da população, onde o governo,
através de programas, que visa atender à demanda ,dar ênfase ao Programa
HIPERDIA, que funciona em Unidades Básicas da familia, por todo o Brasil
(BRASIL,2006).
Medeiros (2002) diz que a qualidade no atendimento do setor público de saúde, tem
sido considerada como um elemento diferenciador no processo de atendimento das
expectativas de clientes e usuários, assim entende-se que toda política de saúde,
deve preocupar-se com a melhoria permanente da qualidade de sua gestão e
assistência.
Segundo Lomba (2000) quando este atendimento é para as pessoas idosas, os
elementos: independência, saúde, segurança, integração social, ocupam lugar de
destaque, uma vez que, com o processo de envelhecimento, eles sofrem
modificações significativas.
A conduta ética e o respeito ao paciente e sua família deverão nortear sempre
este relacionamento, principalmente pela Equipe de enfermagem,principalmente o
enfermeiro ,que apresenta um contato mais freqüente e mais próximo do paciente e
sua família no programa de saúde da família (CINTRA, 2003).
De acordo com Brasil ( 1997), os idosos precisam saber que a pressão arterial
varia e que a faixa dentro da qual suas pressões variam deve ser monitorizada.
Sendo assim os cuidados de acompanhamento regulares são necessários, de modo
que possa ser avaliado e controlado, conforme o que preconiza o Ministerio as saúde.
Existe uma gama de medicações eficazes no controle da hipertensão,
cabendo ao profissional habilitado a escolha de uma ou mais drogas, de acordo com
a gravidade e com as patologias associada (SOCIEDADE BRASILEIRA DE
HIPERTENSÂO).
É fundamental que a adesão ao tratamento medicamentoso seja feito sob
orientação médica. Dessa forma, a não adesão ao programa terapêutico é um
problema significativo nas pessoas com hipertensão e que exigem o controle pelo
restante da vida. Estima-se que 50% interrompem seus medicamentos dentro de um
ano a partir do início (BRUNNER; SUDDARTH, 2002).
Para (BRASIL, 2002), o idoso hipertenso além do tratamento medicamentoso,
deve iniciar ou continuar as modificações no seu estilo de vida (redução do
sobrepeso, moderação do álcool, atividade física, redução do sal e supressão do
fumo) e, depois, se necessário, iniciar a terapêutica farmacológica, autor também
revela que existem cinco áreas principais em que devem ocorrer mudanças:
Fumo - abandono do tabagismo: a interrupção do hábito de fumar deve ser aderida,
pois a nicotina estreita e restringe os vasos sangüíneos (BRASIL, 2002).
Estudos recentes orientam a importância em limitar a ingestão de álcool a não
mais do que 30ml de etanol por dia para os homens, ou 15ml por dia para mulheres e
pessoas magras. Supostamente, há evidências que o álcool em doses modestas
diminui a incidência de morte por infarto do miocárdio (SMELTZER; BARE, 2002).
Considerações a respeito do sobrepeso devem ser direcionadas à dieta,
apontando para a necessidade de reeducação alimentar e não dietas curtas. Quanto
à redução na ingestão de sódio (sal) na comida provoca retenção de líquidos, o que
pode aumentar a pressão, por isso, restringir o sódio proporciona vasos sangüíneos
mais jovens, o que pode ajudar a reduzir a pressão arterial (NIEMAN, 1999).
Conforme os profissionais da saúde que tratam à obesidade, muitas pessoas
com excesso de peso não permanecem em tratamento. Dentre aquelas que
permanecem a maioria não atinge o peso corporal ideal e dentre aquelas que perdem
peso, a maioria o recupera (FORTI; DIAMENT, 2005).
Ressalta-se que a inatividade física predispõe ao aparecimento de outros
fatores de risco para o aumento da pressão arterial entre eles a obesidade, redução
de HDL-C e o aumento de triglicérides,. O aumento da atividade física pode ter seu
efeito mais significativo na prevenção, em vez de no tratamento, do excesso de peso
e da obesidade (NIEMAN, 1999).
O indivíduo que deixa de ser sedentário para ser um pouco mais ativo diminui
em até 40% o risco de morte por doenças cardiovasculares. Isso significa que uma
pequena mudança no comportamento pode provocar grande melhora na saúde e
qualidade de vida (ROUQUARYOL; ALMEIDA FILHO, 2003).
Diante da grande relevância do tema da hipertensão arterial, surgiu o
interesse de se conhecer o perfil do idoso hipertenso assistidos no programa de
saúde da família, onde o Enfermeiro está inserido no acompanhamento desses
pacientes.

Portanto o presente estudo tem como objetivo , conhecer este perfil desta clientela,
segundo as variáveis:idade,sexo,cor e estado civil ,bem como a situação sócio
econômica, fator pelo qual influencia a grande prevalência desta patologia, a morbi-
mortalidade, os custos sociais inerentes para seu controle na saúde pública.
3. OBJETIVOS

3.1 Geral

Conhecer o perfil dos idosos hipertensos em uma unidade de saúde da família em


São Luís - Ma.

3.2 Específicos
Traçar o perfil sócio econômico do idoso hipertenso.
Identificar as dificuldades encontradas pelos idosos hipertensos na unidade de
saúde da família.
Verificar a adesão ao tratamento medicamentoso do idoso hipertenso.

4. METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa do tipo descritiva, com uma abordagem quantitativa.Na


pesquisa descreveu-se o perfil dos idosos hipertensos que são assistidos pelas equipes
de saúde da Família. A pesquisa foi realizada em um Centro de saúde no município de
São Luís-MA,no período de fevereiro a maio de 2008.
A população estudada correspondeu aos clientes hipertensos cadastrados e
assistidos no local já citado,de acordo com o cadastro feito no Sistema de informação da
atenção básica-SIAB,somando uma população de 1.118 idosos hipertensos cadastrados.
O tamanho da amostra vai ser constituído de 100 clientes,com idade entre 60 a 80
anos,atendidas nos dias de segundas e terças feiras pela turno matutino e que já fizeram
pelo menos seis consultas de enfermagem no programa HIPERDIA.
Para a coleta de dados será realizado um questionário fechado,onde serão
preenchidos pelo próprio autor do trabalho (Apêndice A) . Os entrevistados irão assinar
um termo de consentimento, concordando praticipar da pesquisa, onde explica a natureza
do estudo e sua finalidade,de acordo com a Resolução n. 196/96 sobre a pesquisa
envolvendo seres humanos do Conselho Nacional de Saúde( Apendice B).Ao término das
coletas de dados os mesmos serão analisados utilizando-se o programa Microsolft Office
Excel 2008.Após a análise minuciosa e discussão das informações obitidas,os resultados
serão agrupados conforme variáveis e colocados em forma de tabelas para melhor
compreensão.O levantamento da literatura especifica foi realizado para fundamenar o
ponto de vista teórico de cada item abordado nas tabelas.

5- CRONOGRAMA

ATIVIDADES FEVER MARÇ ABRI MAI JUN


EIRO O O HO
L

Escolha do tema X
Levantamento X X
bibliográfico
Elaboração do X
marco teórico
Pesquisa de X X
campo
Elaboração do X X
Artigo
Entrega do Artigo X
e Defesa
REFERÊNCIAS:

ARRUDA, A. Cuide do que você tem de mais precioso: você. Folha de São Paulo,
2003.

BALDESIN, A. O idoso: viver e morrer com dignidade. In: PAPALEO NETTO,


Matheus. Gerontologia. A velhice e o envelhecimento em visão globalizada. São
Paulo: Atheneu, 1996.

BRUNNER, J. SUDDARTH, M. N. Tratado de enfermagem médico - cirúrgica. Rio


de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002.

CARVALHO FILHO, PAPALEO NETO; GARCIA, et al. Fisiologia do envelhecimento.


In: PAPALEO NETO, M. Gerontologia. São Paulo: Atheneu, 2000.

MEDEIROS, Walter. Qualidade no atendimento. Disponível em


walterm.nat@terra.com.br. Capturado em abril de 2008.

PAPALEO NETTO, M. Gerontologia. A velhice e o envelhecimento em visão


globalizada. São Paulo: Atheneu, 1996.

TIRADO, M. G. Terapia Ocupacional em Gerontologia. Ribeirão Preto: Atheneu,


2004.

GUYTON, HALL. Fisiologia humana e mecanismos das doenças. Rio de janeiro:


Guanabara Koogan,1998.
APENDICE B

Modulo do termo de consentimento

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Caro usuário;

Eu Manoel Viomar Costa, aluno do 7º período do curso de Enfermagem do


UNICEUMA, estou realizando uma pesquisa sobre o Perfil do Idoso Hipertenso em uma
unidade de saúde da família em São Luís – MA, em 2008. A pesquisa será feita para a
elaboração do meu trabalho de conclusão do curso. Para que isso seja possível, preciso
da sua colaboração respondendo este questionário, concedendo-me uma entrevista.
As informações colhidas serão mantidas em sigilo, usada apenas para fins
estudantis, e a identidade do entrevistado será preservada.
Pergunto por fim, se você usuário quer participar dessa pesquisa, e se as
informações aqui podem ser utilizadas no meu artigo?

____________________________________________
Assinatura do usuário
APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO APLICADO AO PACIENTE
1. IDENTIFICAÇÃO
NOME:
ENDEREÇO:
IDADE:
( ) 60 a 65 anos
( ) 71 a 75 anos
( ) 66 a 70 anos
( ) 76 a 80 anos
SEXO:
( ) Masculino ( ) Feminino
COR:
( ) Negro
( ) Branco
( ) Pardo
ESTADO CIVIL:
( ) casado (a)
( ) solteiro(a)
( ) divorciado(a)
( ) viúvo(a)
SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA
( ) Aposentado
( ) Pensionista
( ) Empregado
RENDA FAMILIAR:
( ) até 1 salário mínimo
( ) 2 a 4 salários mínimos
ESCOLARIDADE:
( ) analfabeto
( ) básico [ 1ª a 4ª série ]
( ) fundamental [ 5ª a 8ª]
( ) nível médio[2º grau]
2.HÁ QUANTO TEMPO VOCÊ ESTÁ CADASTRADO NO PROGRAMA DE HIPERTENSÃO?
( ) Menos de um ano
( ) De 1 a 2 anos
( ) 3 a 4 anos
( ) 5 anos ou mais
3. COMO VOCE DESCOBRIU QUE É HIPERTENSO?
( ) Por atendimento no centro de saúde sem presença de sintomas
( ) Por atendimento no centro de saúde com presença de sintomas
( ) por ocorrência de complicações
( ) No atendimento Hospitalar
4.O QUE VOCÊ ACHA QUE LHE CAUSOU A HIPERTENSÃO ARTERIAL?
( ) Comida salgada e gordurosa
( ) uso de cigarro
( ) Idade avançada
( ) Estresse/nervosismo
( ) Aumento do peso
( ) Uso de álcool
( ) Sedentarismo
( ) Hereditariedade

5.QUANTO AO USO DOS MEDICAMENTOS PRESCRITOS, QUE HÁBITOS DE VIDA MODIFICARAM APÓS DESCOBRIR
QUE É HIPERTENSO?
( ) Passou a usar sempre segundo prescrição
( ) Raramente faz uso da medicação
( ) Só faz uso na presença de sintomas
( ) Não faz uso da medicação
6.QUANTO A PRÁTICA DE ATIVIDADES FÍSICAS, QUE HÁBITOS DE VIDA MODIFICARAM-SE APÓS DESCOBRIR QUE É
HIPERTENSO?
( ) Não pratica nenhuma vez por semana
( ) Pratica 1 a 2 vezes por semana
( ) Pratica 3 a 4 vezes por semana
( ) Pratica 5 vezes por semana
7.QUANTO À REDUÇÃO DE SAL E GODURA, QUE HÁBITOS DE VIDA MODIFICARAM-SE APÓS DESCOBRIR QUE É
HIPERTENSO?
( ) Retira totalmente das refeições
( ) Retira somente 1 vez por semana
( ) Retira 2 a 3 vezes por semana
( ) Não retira em nenhum dia da semana
8.QUANTO À VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO, QUE HÁBITOS DE VIDA MODIFICARAM-SE APÓS DESCOBRIR QUE É
HIPERTENSO?
( ) Verifica a pressão diariamente
( ) Verifica a pressão semanalmente
( ) Verifica a pressão quinzenalmente
( ) Verifica a pressão mensalmente
9. ETILISTA:
( ) Sim
( ) Não
10. TABAGISTA
( ) Sim
( ) Não
11.QUAIS DIFICULDADES VOCÊ TEM PARA ADERIR AO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO?
( ) Devido ao uso diário de medicamentos anti-hipertensivos
( ) Dificuldades de acesso ao Centro de Saúde
( ) O não entendimento da receita médica
( ) Falta de medicação na farmácia básica do Centro de Saúde
( ) Dificuldades sobre marcação das consultas
( ) Demora no atendimento das consultas de enfermagem
( ) Adesão a tratamentos secundários
( ) Não teve nenhuma dificuldade na adesão ao tratamento
RESUMO

A hipertensão arterial é a enfermidade mais freqüente na população brasileira.


Sendo de origem multifatorial e múlticausal. Decorrente da interação de fatores
relacionados com a constituição do indivíduo. No Brasil aproximadamente 65% dos idosos
são hipertensos. Por sua vez, busca-se referenciar O perfil dos Idosos
Hipertensos e verificar as causas e freqüências da adesão ao tratamento medicamentoso
e identificar as dificuldades encontradas pelos idosos hipertensos
Existentes na unidade de saúde da família do Centro de Saúde Dra. Nazaré Neiva. E
ainda traçar o perfil sócio-econômico, os hábitos de vida dos idosos hipertensos
é de suma importância a compreensão quanto ao tratamento de um grupo de hipertensos
no Centro de Saúde Dra. Nazaré Neiva. O estudo foi realizado no período de março a
junho de 2008. Foram entrevistados 50 clientes do total de XX cadastrados no programa.
Este estudo constata que, dentre os pacientes hipertensos pesquisados, % residem com,
% com conjugue e % com outros parentes
Sabe-se que um dos fatores primordiais para o sucesso do controle da HAS é o
apoio familiar, pacientes idosos, depressivos ou até mesmo aqueles com dificuldades de
aceitar o tratamento necessitam do suporte familiar.
Palavras Chaves: Hipertensão, Idoso, Perfil.

INTRODUÇÃO

O envelhecimento, muitas vezes, é um processo que gera vários graus de


incapacidade. Com os avanços da medicina, as doenças voltadas a essa fase são
combatidas mais eficazmente, prevalecendo a hipertensão (BRASIL, 2001).
Assim segundo (BALDESIN 1996), a assistência à saúde do idoso, está prestes a
tornar-se um dos mais sérios problemas do mundo em que vivemos, devido o aumento
considerável dessa população.
Segundo (CINTRA 2003), entre as doenças que mais acometem o idoso tem-se a
hipertensão arterial que normalmente traz problemas para a saúde do idoso, tornando-o
dependente de outras pessoas. A conduta ética e o respeito ao paciente e sua família
deverão nortear sempre este relacionamento principalmente pela equipe de
enfermagem, que apresenta um contato mais freqüente e mais próximo do paciente e
sua família.
Alguns estudos revelam também à solidão como um outro fator de risco para a
hipertensão. Segundo eles, solitários com mais de 60 anos tendem a apresentar a
pressão arterial fatores denominados fatores de risco, que influenciam no aparecimento
ou agravamento da hipertensão arterial, são eles: idade, estresse emocional, sexo,
obesidade e sobrepeso, uso de anticoncepcionais, fumo, sedentarismo, dieta rica em
gorduras, hereditariedade e raça (PAPALÉO NETO,2002).
Existem evidências suficientes sobre o benefício do tratamento precoce da
hipertensão arterial, o qual pode ser baseado em quatro medidas: gerais, não-
farmacológicas ou mudanças no estilo de vida; remoção de causa, quando for
identificada; farmacológica e adesão ao tratamento medicamentoso.(BRASIL, 2001).
Assim, torna-se evidente que quase todas as medidas não-medicamentosas
dependem de mudanças no estilo de vida de forma permanente. Por isso, o tratamento
da HA se enriquece quando diferentes profissionais estão envolvidos. Nesta
perspectiva, com o propósito de ajudar os portadores desse agravo, o Ministério da
Saúde (MS) garante assistência nas unidades de saúde através do acompanhamento e
tratamento sistemático, mediante ações de capacitação dos profissionais e de
reorganização dos serviços (BRASIL, 2002).
Conforme Lessa (2001) apresenta a HAS em idosos e pacientes que vivem
sozinhos torna-se elevada devida a difícil adesão ao tratamento, pois os mesmos
dependem de acompanhantes para irem as consultas, seguirem a dieta prescrita,
receberem os medicamentos, garantirem as tomadas nos dias e horários
recomendados.
Conforme afirma (CARVALHO FILHO, 2000), nos países desenvolvidos, as
doenças cardiovasculares são as principais causadoras de óbitos na população
brasileira ha mais de 30 anos. Dentre essas enfermidades sendo responsável por altos
índices de morbidade e mortalidade a hipertensão arterial é a mais comum em todo
mundo.
No Brasil, estima-se a prevalência da hipertensão arterial, na população urbana
pública do mundo contemporâneo por sua magnitude, riscos e dificuldades no seu
adulta, de 22,3% à 43,9%, constituindo-se um dos principais problemas de saúde
controle (GARCIA;GALVÃO, 2006).
Assim explica (XAVIER, 2004), que a população brasileira idosa cresce
consideravelmente, sendo que nas próximas décadas futuras, acontecerá um elevado e
significativo crescimento do número de indivíduos acima de 65 anos. Logo, a
hipertensão arterial será uma das patologias que mais aumentarão nas próximas
décadas.
A prevalência da hipertensão arterial sistêmica nessa população é muito alta. No
Brasil, cerca de 65% dos idosos são hipertenso, entre mulheres maiores de 75 anos, a
prevalência pode chegar a 80%, (BRASIL, 2001).
Segundo (CASTRO 2000), a hipertensão arterial sistêmica é a doença crônica
mais comum entre idosos, sendo assim a sua prevalência aumenta progressivamente
com a idade. No Brasil, anualmente morrem 250 mil pacientes em conseqüência de
doenças cardiovasculares e a (HAS) um dos mais importantes fatores de risco para a
doença cardiovascular no idoso.
Sobre essa questão (SANTOS, 2003), explica que o envelhecer implica alterações
físicas, psicológicas e sociais no indivíduo. As alterações que acometem os idosos são
naturais e gradativas. Sendo assim podem mudar conforme as características genéticas
de cada um, principalmente no que diz respeito à situação sócio-econômica nessa faixa
etária.
Vários autores pesquisadores, dentre os quais destaca-se (NAZARENO, 2004),
relatam que a hipertensão arterial é uma doença de caráter multígeno, com múltiplos
fatores de risco, a qual pode estar relacionada entre as doenças crônico-degenerativas
e, quando o indivíduo não está em tratamento adequado, o organismo tende a ficar
debilitado.
Outro ponto de extrema importância é o potencial para complicações resultantes
da hipertensão sistólica em idosos. Embora essa doença seja assintomática mesmo
nessa faixa etária, a (HAS), leva as alterações funcionais e estruturais em vários órgãos
e sistemas. Coração, cérebro, rins e sistema vascular periférico são altamente afetados
como uma ampla gama de envolvimento. (MACEDO-SOARES, 2007).
De acordo com (BRANDÃO, 2002), o tratamento da hipertensão arterial tem por
objetivo a redução da morbidade e mortalidades cardiovasculares do paciente
hipertenso, estas aumentadas em decorrência dos altos níveis tencionam e de outros
fatores agravantes.
Assim segundo (RIBEIRO, 2002), os agentes anti-hipertensivos a serem utilizados
devem promover a redução não só dos níveis tencionais como também a redução de
eventos cardiovasculares fatais e não fatais. A hipertensão em estágio I e II é de longa
duração, envolvem comorbidáde e, a rigor, nenhum estudo isolado de mono-terapia
atende a todos os questionamentos relacionados a premissas assinaladas.
Sendo assim, a falta de adesão ao tratamento constitui-se em um dos maiores
problemas no controle da hipertensão arterial, ocorrendo em até 40% dos pacientes, por
diversos motivos. Diminuir essa proporção constitui-se um dos maiores desafios no
tratamento do hipertenso (XAVIER, 2004).
Para aumentar a adesão às condutas preconizadas pelo tratamento, o paciente e
seus familiares devem receber orientações de enfermagem sobre a doença (SANTOS,
2003).
Diante desse contexto resolveu se fazer esta pesquisa com a finalidade de
contribuir para o conhecimento do perfil do idoso hipertenso em uma unidade de saúde
da família, visto que é de suma importância para os profissionais de saúde aumentarem
o conhecimento na área de atendimento a esta clientela. O contexto nos leva à seguinte
problematização: Como está sendo realizado o atendimento de enfermagem aos idosos
na Estratégia de Saúde da Família no centro de saúde do bairro São Raimundo em São
Luís - Ma. Parte-se da hipótese de que a partir do conhecimento do tipo de atendimento
dedicado aos idosos podem-se fazer avaliações e melhoramentos nos pontos fracos do
mesmo.
Assim, tem-se a certeza de que os resultados desta pesquisa trarão contribuições
significativas tanto para os profissionais de enfermagem quanto para outros profissionais
da área da saúde, no tocante ao atendimento de enfermagem aos idosos hipertensos

METODOLOGIA

Trata-se de uma pesquisa do tipo descritiva, com uma abordagem quantitativa, onde
se busca conhecer o perfil dos idosos hipertensos que fazem o controle da hipertensão
arterial em uma Unidade de saúde da Família.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Seguem os resultados a baixo em forma de gráficos e tabelas para uma melhor


compreensão do estudo. Inicialmente levou-se em consideração a distribuição dos
entrevistados de acordo com as variáveis: idade, sexo, cor
Tabela 1- Distribuição numérica dos pacientes hipertensos assistidos por uma equipe de
saúde da família em um cetro de saúde de São Luís, segundo idade, sexo, cor, estado
civil, situação sócio econômica, renda familiar e escolaridade.

IDADE N %
60 a 65 anos 63 63
66 a 70 anos 21 21
71 a 75 anos 12 12
76 a 80 anos 04 04
Total 100 100
SEXO N %
Feminino 65 65
Masculino 35 35
Total 100 100
COR N %
Pardo 65 65
Negro 15 15
Branco 8 8
Indígena 2 2
Total 100 100
ESTADO CIVIL N %
Casado(a) 48 48
Viúvo 42 42
Solteiro 6 6
Divorciado 4 4
Total 100 100

SITUAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA N %

Aposentado 68 68
Pensionista 28 28
Empregado 4 4
Total
RENDA FAMILIAR
Até um salário mínimo 68 68
De 2 a 4 salários mínimos 28 28
Mais de 5 salários mínimos 4 4
Total 100 100
ESCOLARIDADE N %
Analfabeto 46 46
Básico[1ª a 4ª série] 29 29
Fundamental[ 5ª a 8ª ] 15 15
Nível médio[2º grau] 10 10

A tabela 1 no

Tabela 2- Distribuição do percentual de hipertensos segundo o tempo de cadastro no


programa de hipertensão e a forma de diagnóstico da hipertensão. São Luís-Ma 2008.

TEMPO DE CADASTRO NO HIPERDIA N %


5 anos ou mais 54 54
3 a 4 anos 26 26
1 a 2 anos 14 14
Menos de 1 ano 6 6
Total 100 100
FORMA DE DIAGNÓSTICO
Atendimento hospitalar 46 46
Presença de sintomas 25 25
Ausência de sintomas 23 23
Ocorrência de complicações 6 6
Total 100 100

Quadro- Causas apontadas como fatores de risco para a hipertensão. São


Luís- MA.2008.

CAUSAS APONTADAS COMO FATORES DE RISCO N %


Comida salgada e gordurosa 80 80
Uso de cigarro 65 65
Idade avançada 56 56
Estresse e nervosismo 45 45
Aumento de peso 42 42
Uso de álcool 35 35
Sedentarismo 22 22
Hereditariedade 25 25
Total
DIFICULDADES NA ADESÃO AO TRATAMENTO N %
Não teve dificuldade de adesão 85 85
Falta de medicação no Centro de Saúde 15 15
Dificuldade de acesso ao C. de Saúde 10 10
Não entendimento da receita médica 7 7
Demora no atendimento das consultas 6 6
Uso de vários medicamentos 6 6
Dificuldade na marcação das consultas 5 5
Adesão a tratamento secundário 4 4
¨O resultado não fecha em 100% devido aos entrevistados optarem por mais de uma
alternativa.
Tabela ......Distribuição do percentual de idosos hipertensos segundo mudanças em
relação ao estilo de vida. São Luís – MA 2008.

USO DE MEDICAMENTOS N %
Sempre 85 85
Raramente 13 13
Não faz uso de medicamento 2 2
TOTAL 100 100
PRATICA DE ATIVIDADE FÍSICA N %
Nenhum dia 48 48
1 a 2 vezes por semana 36 36
3 a 4 vezes por semana 12 12
5 vezes ou mais por semana 4 4
TOTAL 100 100
USO DE SAL E GORDURA N %
Retirou totalmente 70 70
Retirou 1 vez por semana 22 22
Retirou 2 a 4 vezes por semana 6 6
Não retirou 2 2
TOTAL 100 100
VERIFICAÇÃO DA PRESSÃO N %
Diariamente 2 2
Semanalmente 15 15
Quinzenalmente 74 74
Mensalmente 9 9
TOTAL 100 100
TABAGISMO N %
Sim 44 44
Não 56 56
TOTAL 100 100
ETILISMO N %
Sim 35 35
Não 65 65
TOTAL 100 100

Tabela 4