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UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

Andreia Fabiana Morone Zampolo – RA 1812646


Camila Helena Nascimento Burin – RA 1802857
Carolina Thaylise dos Santos Chefer – RA 1817854
Clara Maria Caliman Gomes – RA 1810430
Eduarda Karoline de Oliveira – RA 1812623
Maria Clara Ielo de Araújo Boiago – RA 1817361
Sofia de Castro Gouvêa Gomes Leal – RA 1812594

A alfabetização cartográfica com uso de Árvore Genealógica

Videoaula
https://youtu.be/70Hdz0Yp4WU

Making of
https://youtu.be/7zKQp2ln2x8

Tambaú – SP
2020
UNIVERSIDADE VIRTUAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

A alfabetização cartográfica com uso de Árvore Genealógica

Relatório Técnico - Científico apresentado na


disciplina de Projeto Integrador para o curso de
Licenciatura em Pedagogia da Fundação
Universidade Virtual do Estado de São Paulo
(UNIVESP).

Facilitadora: Profa Mariana Yuki Kamada

Tambaú - SP
2020
BOIAGO, M. C. I. A.; BURIN, C. H. N.; CHEFER, C. T. S.; GOMES, C. M. C.;
OLIVEIRA, E. K.; ZAMPOLO, A. F. M; LEAL, S. C. G. G. A alfabetização cartográfica
com uso de Árvore Genealógica. 26f. Relatório Técnico-Científico (Licenciatura em
Pedagogia) – Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Facilitadora: Profa
Mariana Yuki Kamada. Polo Tambaú, 2020.

RESUMO

Nosso trabalho é uma videoaula para o 5º ano do ensino fundamental com o uso da
árvore genealógica para alfabetização cartográfica e noções de tempo e espaço,
provocando a curiosidade dos alunos em um trabalho de investigação pessoal. O
estudo da cartografia é muito complexo, e é uma queixa muito frequente dos
professores do ensino fundamental dos anos finais, que os alunos chegam a essa
fase sem os conhecimentos iniciais para sua alfabetização cartográfica. Com isso a
dinamização das aulas mostra-se essencial, para despertar maior interesse dos
alunos quando se trabalha com diferentes metodologias. Essa dinamização provoca
um desafio, que é o de envolver o aluno, transformando o ambiente da sala de aula
em um local de construção de valores e conhecimentos geográficos com a infusão de
assuntos do cotidiano do aluno.

PALAVRAS-CHAVE: Alfabetização Cartográfica; Árvore Genealógica.


BOIAGO, M. C. I. A.; BURIN, C. H. N.; CHEFER, C. T. S.; GOMES, C. M. C.;
OLIVEIRA, E. K.; ZAMPOLO, A. F. M; LEAL, S. C. G. G. Cartographic literacy using
Family Tree. 26f.Technical-Scientific Report (Licenciatura em Pedagogia) –
Universidade Virtual do Estado de São Paulo. Adviser Facilitator: Teacher Mariana
Yuki Kamada. Polo Tambaú, 2020.

ABSTRACT

Our work is a video lesson for the 5th year of elementary school with the use of the
genealogical tree for cartographic literacy and notions of time and space, provoking
the curiosity of the students in a personal investigation work. The study of cartography
is very complex, and it is a very frequent complaint of elementary school teachers in
the final years, that students reach this stage without the initial knowledge for their
cartographic literacy. With that, the dynamization of classes is essential, to arouse
greater interest of students when working with different methodologies. This dynamism
provokes a challenge, which is to involve the student, transforming the classroom
environment into a place for the construction of values and geographic knowledge with
the infusion of subjects of the student's daily life.

KEY WORDS: Cartographic Literacy; Genealogy.


LISTA DE ILUSTRAÇÕES

FIGURA 1 – Árvore Genealógica .............................................................................. 22


FIGURA 2 - Foto das professoras/alunas ................................................................. 22
FIGURA 3 – Exemplo de mapa ................................................................................. 23
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................ 6
1.1 Problema e objetivos ............................................................................................. 6
1.2 Justificativa ............................................................................................................ 7
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .............................................................................. 8
2.1 A Base Nacional Comum Curricular, no 5°Ano Ensino Fundamental ................... 8
2.2 O ensino de Geografia nos anos iniciais ............................................................. 10
2.3 Geografia – Prática docente nos anos iniciais..................................................... 12
2.4 Geografia – Tempo e Espaço.............................................................................. 14
2.5 Alfabetização Cartográfica .................................................................................. 15
2.6 O que é uma Árvore Genealógica ....................................................................... 17
3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS........................................................... 20
4. PROTÓTIPO ......................................................................................................... 21
4.1 Avaliações e Resultados ..................................................................................... 24
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS................................................ .................................. 25
REFERÊNCIAS..........................................................................................................26
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1. INTRODUÇÃO

Nosso trabalho tem como objetivo usar a árvore genealógica para


alfabetização cartográfica e noções de tempo e espaço, provocando a curiosidade
dos alunos em um trabalho de investigação pessoal. Preocupadas com a delicadeza
ao tratar de assuntos familiares em escolas com alunos de vários contextos
familiares, nossa atividade não tem como objetivo que seja exposto ao restante da
sala todo resultado de cada investigação, mas apenas que seja estimulada a
curiosidade dos alunos de conhecerem as suas histórias.
A proposta inicial é que cada aluno faça sua árvore genealógica que vá até
os seus avós. Nessa pesquisa, os alunos deveriam entrevistar seus familiares e
descobrir onde e em que ano seus pais e avós nasceram. Além da pesquisa de
tempo e lugar, aproveitando o momento que estamos vivendo uma pandemia, uma
discussão sobre nosso papel na história da humanidade seria levantada.
O estudo da cartografia com a dinamização das aulas mostra-se essencial,
observando maior interesse dos alunos quando se trabalha com diferentes
metodologias, principalmente as que usam o cotidiano para a alfabetização
cartográfica.
Discutir sobre o ensino de Geografia no contexto atual tem sido cada vez
mais desafiador, mediante a quantidade de fatores que intervém no processo de
ensino e aprendizagem, a diversidade de interesses dos alunos na sala de aula;
relação dos alunos com o mundo tecnológico. O desafio de envolver o aluno e
transformar o ambiente da sala de aula em um local de construção de valores e
conhecimentos geográficos nos propõe infundir assuntos do cotidiano do aluno para
despertamos o seu interesse.

1.1 Problema e objetivos

O problema que motivou esse trabalho acabou surgindo após entrevistas com
uma professora de geografia, pesquisas feitas e vídeos assistidos no AVA-Univesp,
onde percebemos a necessidade de despertar interesse dos alunos para facilitar a
alfabetização cartográfica.
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Deste modo, os resultados da pesquisa nos revelam que a cartografia deve ser
uma linguagem que interaja cotidianamente com o sujeito, ajudando-o a desvendar o
objeto de investigação: o espaço geográfico e suas multidimensões.
Trazendo a cartografia para assunto cotidiano dos alunos, nosso objetivo é
provocar a curiosidade e despertar interesse, garantindo o desenvolvimento de
crianças e jovens geograficamente competentes com um processo de ensino e
aprendizagem inovador. Com a construção do conhecimento, promovendo a interação
na sala de aula, facilitando os processos de comunicação e desenvolvendo a
autonomia, para potenciar novas representações dos alunos sobre si próprios, sobre
os outros e sobre o mundo físico e social que os rodeia. Proporcionando aos alunos a
vivência de situações que os levam a interagir com a realidade, formular hipóteses,
recolher e tratar informação, analisar fatos, e sintetizar e comunicar as suas
conclusões.
Não podemos mais ver a escola como transmissora de conteúdo com alunos
perfilados sem estímulo e quietos. A escola é desafiada hoje pelos avanços
tecnológicos e precisa usar desses recursos e de outros que façam com que seus
alunos se interessem e principalmente, participem da aula.

1.2. Justificativa

Baseados na Base Nacional Comum Curricular (BNCC, 2017), temos que


apresentar aos alunos o conteúdo exigido no quinto ano do ensino fundamental com
o uso de várias ferramentas de ensino de forma criativa e que estimule o interesse
dos alunos, sem esquecer dos avanços tecnológicos, onde o uso de celulares mudou
o interesse das crianças. Não podemos condenar os avanços tecnológicos, mas fazer
uso dele, principalmente nesse momento de pandemia e isolamento, onde a
tecnologia passou a ser o único meio possível de aproximação dos alunos, para as
práticas pedagógicas.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Primeiramente temos que usar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC,


2017), para nortear o conteúdo teórico exigido no quinto ano do ensino fundamental,
nas disciplinas de Geografia e História, que são as disciplinas base de nosso projeto
integrador.
Após pesquisa efetuada com professores de geografia, percebemos a
dificuldade dos alunos na alfabetização cartográfica, uma vez que fazem uso
constante de aplicativos de localização que respondem prontamente as dúvidas de
localização e distância.
Portanto nossa fundamentação teórica vai com ênfase na Geografia e vai
permear cartografia e História.

2.1 A Base Nacional Comum Curricular, no 5°Ano Ensino Fundamental

Nosso Projeto Integrador, propõe a abordagem da área do conhecimento ligada


às ciências humanas, a geografia, conteúdos pertinentes ao 5° ano do Ensino
Fundamental.
Segue abaixo as competências específicas das ciências humanas trazidas pela
BNCC (2017), relacionadas a nossa proposta de videoaula. Ou seja, ao refletir sobre
cada competência, buscamos pensar em como ela pode ser transformadora do
conhecimento dos alunos.

 Compreender a si e ao outro como identidades diferentes, de forma a exercitar


o respeito à diferença em uma sociedade plural e promover os direitos
humanos.

Nessa competência, nosso grupo pretende apresentar aos alunos, através da


árvore genealógica o quão os indivíduos podem ser diferentes e isso ocorre até em
círculos menores como a própria família, amigos e que devem ser respeitadas as
diferenças.
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 Analisar o mundo social, cultural e digital e o meio técnico-científico-


informacional com base nos conhecimentos das Ciências Humanas,
considerando suas variações de significado no tempo e no espaço, para intervir
em situações do cotidiano e se posicionar diante de problemas do mundo
contemporâneo.

Aqui com a pesquisa feita em sua família, pretendemos fazer o aluno conhecer
o seu próprio mundo social e cultural, que por vezes ficam esquecidas por falta de
interesse ou estímulo, fazendo uma reflexão sobre o que seus antepassados viveram
e o que estão vivendo nesse momento.

 Identificar, comparar e explicar a intervenção do ser humano na natureza e na


sociedade, exercitando a curiosidade e propondo ideias e ações que
contribuam para a transformação espacial, social e cultural, de modo a
participar efetivamente das dinâmicas da vida social.

Caso a família toda tenha vindo de uma mesma cidade, na pesquisa feita pelo
aluno, aqui está o ponto que pode surgir a curiosidade de, se a cidade sempre foi do
mesmo jeito, o que mudou?

 Interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si


mesmo, aos outros e às diferentes culturas, com base nos instrumentos de
investigação das Ciências Humanas, promovendo o acolhimento e a
valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes,
identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer
natureza.

 Comparar eventos ocorridos simultaneamente no mesmo espaço e em


espaços variados.

As duas competências acima permitem que os alunos façam comparações


entre sua história, a da professora ou de um colega.

 Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros


textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no
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desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização,


distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.

Aqui esperamos que os alunos desenvolvam, já em sua pesquisa inicial a


curiosidade em saber onde ficam as cidades de suas origens e façam uma leitura
cartográfica inicial, e posteriormente vamos apresentar exemplos de distâncias para
a alfabetização cartográfica.

Nosso projeto, propõe o desenvolvimento de atividades referenciadas entre as


competências e habilidades dos componentes de geografia do 5° ano do Ensino
Fundamental.
Sendo estas citadas abaixo, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular
(BNCC, 2017):

Componente: GEOGRAFIA
Unidade Temática: Formas de representação e pensamento espacial.
Objetos de Conhecimento: Representação das cidades e do espaço urbano
Habilidades: Estabelecer conexões e hierarquias entre diferentes cidades, utilizando
mapas temáticos e representações gráficas.

Para que o aluno possa fazer essas conexões, vamos utilizar o recurso
cartográfico de representação das cidades com os mapas que apresentem onde
nascemos e também nossos antepassados. Nosso objetivo é que estabeleçam
ligações entre cidades com noções de distância entre elas e como podemos chegar
até elas.
Algumas crianças nunca saíram de sua cidade de nascimento, outras já
mudaram de residência até com fronteiras interestaduais, essa troca de experiências
que temos como objetivo.

2.2 O ensino de Geografia nos anos iniciais

Melhorar a qualidade do ensino é uma necessidade, que preocupa todos os


profissionais da Educação, e nós como futuras professoras.
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Apesar da BNCC (2017) determinar os objetos de conhecimentos, habilidades


e competência, nossa preocupação especificamente no ensino de Geografia é: Como
desenvolver na prática o que se aprendeu na teoria? Como trabalhar com alunos que
tem pouca ou nenhuma noção sobre tempo e espaço? Como preparar o aluno para
que nas séries finais do ensino fundamental tenham esse fio que os conecta ao mundo
geográfico? Como atrair o aluno a entender temáticas geográficas que são
respondidas por seus aparelhos celulares, sem que precisem entender como se
chegou a resposta?
Sabendo que, nas séries iniciais, os profissionais são formados em Pedagogia,
isso explica em parte as dificuldades desses profissionais, porque tem que atender
também o Ensino de Ciências, Matemática, Língua Portuguesa e Artes, por exemplo.
Ao mesmo tempo percebemos dificuldades no professor que fica na outra ponta do
processo, ou seja, aquele que tem a formação, mas não dialoga com o professor das
séries iniciais e precisa mostrar aos seus alunos a importância de estudar a Geografia
na mesma proporção da importância de estudar as outras disciplinas.
Dessa forma, percebemos a necessidade de promover formação continuada
aos professores envolvidos, propondo mudança nos conceitos que são trabalhados e
a forma como são trabalhados.
O professor das séries iniciais precisa entender como os alunos das séries
seguintes se relacionam a Geografia e que valores atribuem à disciplina na sua grade
curricular é o ponto central e representa um grande desafio, e a conexão que falta
para a falha na alfabetização cartográfica.
O estudo da Geografia nas series iniciais deveria ser mais integrada de forma
que já apontasse para as séries seguintes alguns conceitos, que depois serão
aprofundados nas etapas seguintes, no entanto, a maior dificuldade é a da falta de
integração entre os professores das séries iniciais e os das séries seguintes. Sem um
diálogo adequado, a transição dos educandos desses anos iniciais para os seguintes
é bastante problemática. A Geografia no Ensino fundamental é trabalhada de maneira
desconectada dos anos finais da Educação Básica, isso dificulta a interação
necessária nas séries seguintes. É preciso, portanto, a formação de profissionais que
reconheçam a integração dos conhecimentos aplicados nas séries iniciais com
aqueles das séries finais.
Outra questão para responder em parte os desafios e em parte a dificuldade
dos estudantes, é o da necessidade dos profissionais professores em desenvolver a
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Educação Continuada de forma que os mesmos profissionais que atuam na Educação


Básica estejam sempre atualizados com as informações referentes ao seu campo de
trabalho. Isso demonstra maturidade intelectual suficiente para entender questões
relevantes e atuais como: o Ensino de Ciências Humanas e os desafios propostos
pelas novas tecnologias da informação e da comunicação; a interdisciplinaridade
necessária entre os conteúdos de Geografia com os demais componentes curriculares
e, a própria formação dos professores diante da sociedade moderna.

2.3 Geografia – Prática docente nos anos iniciais

Na atualidade, o sistema escolar tem sido objeto de muitas reflexões em razão


de sua importância política, econômica e social. O desenvolvimento de pesquisas
relacionadas ao ensino de Geografia no Brasil acompanha esse novo quadro e vem
produzindo, substancialmente, conhecimentos que colaboram para a melhoria da
prática educativa.
Em um momento de grandes transformações nas relações humanas – de
ordem cultural, econômica, política – o caráter complexo da Geografia e sua presença
nas instituições escolares deve desencadear novos olhares e desafios no ensino
dessa ciência e na formação do professor, em especial daqueles que atuarão nas
Séries Iniciais do Ensino Fundamental. Dessa forma, deve-se procurar compreender
a influência das experiências escolares na prática docente no ensino dos conteúdos
geográficos, pois os mesmos podem colaborar para uma intervenção significativa na
sociedade por parte do futuro cidadão.
O ensino de Geografia leva à inserção do indivíduo no espaço geográfico. Mas,
se o indivíduo não o compreender, mesmo fisicamente inserido em um lugar, a sua
inserção será relativa e a sua participação na (re)organização desse espaço, se
limitará ao assistir às mudanças. A melhoria da educação, do ensino de Geografia em
especial, deve ter como objetivo propiciar, aos alunos da educação básica, a
alfabetização geográfica, e, posteriormente, análise, reflexão e crítica do espaço
geográfico. Os educandos devem compreender os conceitos geográficos,
valorizando-os, assim como o profissional da educação.
O professor pode usar do livro didático como instrumento de ensino, mas
precisa oferecer diferentes fontes de conhecimento para proporcionar o
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desenvolvimento de reflexões que levam à construção do conhecimento, mas essa


não é uma prática comum. A formação docente deve caminhar no sentido de romper
com essa realidade linear e fragmentada, que impõe a utilização do livro didático na
educação escolarizada. Portanto, devemos denunciar as formas ideológicas que
utilizam a educação apenas como instrumento de dominação.
Dentre as possibilidades de ensinar Geografia de forma diferente, estão as
novas metodologias e linguagens: trabalho de campo ou estudo do meio, poesia,
música, imagens, equipamentos tecnológicos, apesar de não desconsiderarmos a
importância do livro didático, um objeto legítimo de construção do conhecimento,
mesmo se impregnado por certas ideologias que algumas vezes, anulam os sujeitos-
leitores. Tais atividades contribuem para a melhoria da prática educativa e deixam
marcas na formação educacional.
A Geografia é uma ciência que tem função educacional, mas passa também
pelo social e político, podendo desenvolver a capacidade de analisar dados e fatos do
espaço geográfico. Nossa sociedade possui uma grande parcela de “analfabetos
geográficos”.
Há muito o que se pensar sobre o ensino de Geografia e sobre o seu papel no
meio educacional, em especial nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental. Percebe-
se que o principal fator que depõe contra a Geografia é a metodologia utilizada durante
as aulas: tradicional, centrada na memória e descontextualizada. Diante desses fatos,
um dos grandes desafios dos educadores é o de pesquisar a forma por meio da qual
conseguirão atingir os alunos, para que ambos participem da construção do
conhecimento.
Para tanto, conhecer a concepção de Geografia e desenvolver atividades
práticas torna-se relevante. É nesse sentido que a educação básica não está
efetivamente cumprindo seu papel na construção dos conhecimentos geográficos: a
Geografia não está fazendo parte da vida escolar dos alunos.
Para tanto, a formação do pedagogo deve possibilitar o acesso ao
conhecimento científico e metodológico das diferentes ciências, além da incorporação
de uma perspectiva interdisciplinar, o que contribuirá substancialmente para a sua
prática.
Assim, a persistência dos docentes deve ser vista como uma raiz profunda que
busca, os lugares onde as ideias ainda brilham, para uma melhoria do ensino, para a
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(re)invenção da educação, um projeto possível, mesmo no terreno mais


desacreditado: a educação pública.
Acreditamos ser os profissionais formados nessa área, os mais capacitados
para atuarem nas Séries Iniciais, mas a formação deve ser (re)pensada em uma
perspectiva reflexiva, revitalizando-se a pesquisa para a construção do conhecimento
nos diferentes níveis de ensino de maneira interdisciplinar. A formação do professor
deve ser reflexiva, sinalizando uma nova postura docente: o aprender a ensinar, a
partir da articulação dos saberes escolares, levando à construção da aprendizagem
por parte do aluno, que deverá fazer uso desse conhecimento no dia-a-dia.
Sabe-se que fatores como a falta de material didático, tempo para planejar,
desvalorização profissional e a perda de identidade docente agravam a vida do
professor e, consequentemente, o aprendizado dos alunos. Apesar de todas as
dificuldades, não podemos esquecer que o processo educacional ocorre tendo como
sujeito o ser humano, crianças, jovens e adultos em permanente processo de
formação.
Acreditamos que a alfabetização vai além da aquisição da leitura e da escrita,
sendo necessário preparar o aluno para uma leitura crítica do mundo, seus fenômenos
e processos, o que exige capacidade de abstrair, analisar, sintetizar e concluir dados
e fatos do espaço geográfico. Entendemos que a compreensão do mundo pode
transformar o educando em um cidadão pleno, a partir de uma leitura acurada do meio
em que vive; portanto, faz-se necessário ensinar Geografia desde as Séries Iniciais
do Ensino Fundamental, em uma perspectiva crítica.

2.4 Geografia – Tempo e Espaço

Precisamos apresentar para as crianças noções de tempo e espaço, elas


precisam perceber que fatos podem ter acontecido há muito tempo ou recentemente,
precisam saber por que as coisas estão onde estão, quais fatos e quanto tempo
precisou para estarem ali.
Tempo e Espaço são conceitos centrais da Geografia Escolar, e são
considerados os mais importantes e necessários para a criança aprender Geografia.
Porém é clara a sua interdisciplinaridade, porque o estudo de tempo também é
claramente fundamental para aprender a disciplina de História.
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Ao estudarmos da semana 5 de Fundamentos e Práticas no Ensino de


Geografia e de História, ficou clara a importância do ensino de tempo e espaço para
as crianças e também a interdisciplinaridade do assunto.
As crianças pequenas têm pouca noção de tempo quando ingressam no ensino
fundamental, onde terão o primeiro contato com a marcação do tempo, elas passam
a ter a hora de entrada, hora do recreio, hora de brincar, hora de fazer lição e hora de
ir embora.
Além da noção de tempo, as crianças precisam de noção de sucessão, o que
vem antes e depois, e simultaneidade. Nossa árvore genealógica pode trazer para os
alunos essa noção, ao verificarem quem nasceu primeiro de sua arvore genealógica,
quem nasceu depois e que alguns podem ter nascido na mesma época.
Nossa atividade tem a proposta de apresentar também as noções de tempo,
junto com a alfabetização cartográfica de forma lúdica, usando a árvore genealógica.

2.5 Alfabetização Cartográfica

Considerando a renovação do ensino de Geografia na contemporaneidade,


através do qual os alunos devem saber fazer a leitura e compreensão do mundo em
suas múltiplas dimensões, sentindo-se partes integrantes do ambiente e sujeitos
construtores do espaço em que vivem, os mapas e demais instrumentos cartográficos
são fundamentais na compreensão e representação do espaço geográfico e,
consequentemente na construção de conhecimentos.
Um dos desafios do professor de Geografia na atualidade é o de construir os
instrumentos adequados e necessários para a leitura e compreensão da sociedade a
partir do olhar espacial, e isso exige uma alfabetização que podemos denominar de
geocartográfica, a qual deve fazer parte da educação do aluno desde o início da
escolaridade, sendo que a criança necessita aprender uma linguagem constituída de
símbolos e significados que servem para representar o espaço geográfico. Por
conseguinte, a formação dos alunos requer o uso de uma linguagem gráfica que
facilita a compreensão dos fatos geográficos, isto é, o uso de mapas, cartas, globos e
maquetes em sala de aula. Porém, como ensinar e aprender cartografia nas aulas de
Geografia quando a dificuldade está na prática do professor? Qual o nível de leitura e
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interpretação de mapas do professor das séries iniciais? Será que este professor está
preparado para ensinar/aprender cartografia aos seus alunos?
Os alunos e professores precisam ser preparados para que possam construir
conhecimentos fundamentais sobre essa linguagem, como pessoas que representam
e codificam o espaço e como leitores que comunicam e expressam suas ideias.
Inserir a cartografia no cotidiano de sala de aula, não é uma tarefa fácil, pois
nos deparamos com a falta de recursos didáticos que atendam as expectativas dos
alunos e o processo de Leitura Cartográfica. Ler mapas corresponde a compreender
as representações, mediados pela observação de uma série de itens como Título,
Legenda, Escala. Ao trabalhar-se a leitura crítica do mapa, observa-se a dificuldade
em compreender tantos elementos que norteiam os mapas, principalmente ao
trabalhar-se com ampliação e redução de escalas, mas é por meio dessas dificuldades
que os alunos poderão construir seu norte de orientação, onde ele só compreenderá
a linguagem cartográfica quando construir seu próprio mapa, seja ele de localização
da escola, sala de aula, entre outros, como forma de começar a desenvolver sua
criticidade, ler o mapa é um elemento necessário para a formação básica, e as escolas
dispõem destes instrumentos que devem ser explorados pelos alunos e professores.
O uso dos mapas é um dos instrumentos mais importantes em nossas vidas, os mapas
vão conter informações ao ponto de vista de cada grupo social, sendo adequados aos
usuários, ao construir um mapa mesmo que em pequena escala o leitor está
desenvolvendo suas lateralidades de representação, o que é de importante relevância
para o professor de Geografia trabalhar em sala de aula.
A cartografia representa um recurso fundamental para o ensino e a pesquisa
em Geografia, pois, possibilita a leitura e representação dos diferentes recortes do
espaço e na escala que convém para o estudo.
Portanto, a alfabetização cartográfica consiste no processo de construção de
conhecimentos referentes ao entendimento do uso de mapas e plantas, ou seja,
compreende uma série de aprendizagens para que os alunos prossigam sua formação
nos elementos de representação gráfica (desenho, símbolos, fotografias, etc.), e
posteriormente trabalhem com a representação cartográfica (mapas, cartas, plantas),
por meio da codificação, decodificação e interpretação dos diversos símbolos
adotados por um sistema de convenções. No processo de alfabetização cartográfica
é necessário que a criança inicie a representação do próprio corpo e aos poucos
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explore espaços maiores como a sala de aula, o quarto, a casa, a rua, entre outros,
ampliando sua concepção de representação e envolvendo a continuidade espacial.
Do mesmo modo, é importante trabalhar com os níveis de leitura e análise que
vão do elementar ao complexo, ou seja, localização e análise, correlação e síntese,
através dos quais o aluno localiza e analisa um determinado fenômeno no mapa,
correlaciona-o com duas ou três ocorrências e faz uma determinada síntese de tudo
(SIMIELLI, 2004).
Criar circunstâncias desafiadoras para que ocorram avanços nos níveis de
leitura é objetivo da alfabetização cartográfica. Este processo envolve a compreensão
e construção de visão vertical e oblíqua; lateralidade e orientação; proporção e noções
de escala e legenda.
Nesse sentido, para iniciar o estudo e aplicabilidade da linguagem cartográfica
no ensino de Geografia é necessário que o professor detenha esse conhecimento e
que considere as etapas de desenvolvimento mental da criança e os níveis de
abrangência espacial. Segundo Simielli (2004), nas séries iniciais, realizando a
alfabetização cartográfica, o objetivo maior é orientar e preparar o aluno para que
possa interpretar o mapa e, consequentemente, produzir interpretações do mundo,
seja através da escrita como também, de imagens, desenhos, plantas, maquetes,
entre outros. Deste modo, como resultado teremos o aluno leitor crítico ou mapeador
consciente e não aquele aluno copiador e decalcador de mapas que memoriza as
informações neles representadas, sendo motivado por práticas pedagógicas
mecanicistas, as quais têm sido realizadas por muitos professores da Educação
Básica e que não acrescentam nada de significativo na formação do aluno.
Entretanto, está faltando uma maior preocupação no que se refere ao
aproveitamento da linguagem cartográfica com esse objetivo nas escolas; muitos
professores que atuam nas séries iniciais não foram alfabetizados
geocartograficamente e apresentam dificuldades de trabalhar com esse universo nas
aulas de Geografia.

2.6 O que é uma Árvore Genealógica

A Árvore genealógica traça o perfil das pessoas que participaram direta ou


indiretamente na vivência passada de uma pessoa ou de sua família.
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É um histórico que vai apresentar os resultados encontrados, por meio de


estudos, acerca dos antepassados desta família, de maneira que tais conhecimentos
proporcionem um esclarecimento dos laços de ligação do futuro com o passado muitas
vezes desconhecido.
Para os descendentes é como decifrar o mistério de um passado desconhecido,
a grande chance de se conhecer avós, avôs, bisavós e bisavôs, entre outros parentes
até então existentes só no imaginário das pessoas e nas histórias relatadas pelos
familiares.
A montagem de uma árvore genealógica geralmente é iniciada colocando-se o
nome do antepassado mais antigo de que se tenha algum dado e a partir das pessoas
que descendem deste ancestral chega-se ao serzinho mais novo da família ou pode-
se até mesmo encontrar uma pessoa em especial, que esteja sendo procurada por
sua família.
O procedimento normalmente utilizado começa por se desvendar de onde veio
os antepassados de uma determinada família, através da naturalidade do patriarca e
da matriarca e a seguir anotam-se as seguintes informações:
* O nome e sobrenome de todos os entes estudados;
* A data e local onde nasceram;
* Documento de comprovação de união matrimonial no qual apareça data e local onde
foi realizada a cerimônia;
* Atestado de óbito no qual conste a data e local do ocorrido;
* Informes gerais a respeito de cada pessoa, tais como profissão que exerce, nível de
escolaridade, história da família no país de origem da pesquisa, procedência do nome,
do sobrenome e outras informações úteis.
É importante saber que a ciência que cuida de estudar os ancestrais e seus
descendentes e em seguida montar uma árvore genealógica das mesmas é a
Genealogia.
Normalmente quando se estrutura a árvore genealógica de uma família com
poucas informações ela é representada por uma pequena árvore, quando os
elementos são de maior proporção a sua feição torna-se mais complexa, pois os
dados passam a ficar mais desarranjados; quando isso acontece a visualização
melhora através de uma representação gráfica.
Uma árvore genealógica é de extrema importância para as famílias, pois por
meio delas é possível ter conhecimento da ascendência familiar, da existência de
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títulos até então desconhecidos, sem dizer que futuramente, ela pode ser útil nos
tratamentos de diversas anomalias e doenças genéticas.
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3. MATERIAL E MÉTODOS EMPREGADOS

Nosso projeto é uma videoaula, devido a nova realidade das escolas em razão
da pandemia de COVID-19, muitos professores estão usando a videoaula em escolas
públicas e privadas. Primeiro fizemos uma pesquisa com a professora de Geografia
da rede pública estadual há mais de 30 anos, Cássia Fortunato, que relatou a
dificuldade dos alunos na leitura de mapas. Com essa informação, decidimos que
faríamos uma aula voltada para alfabetização cartográfica que explorasse a
curiosidade dos alunos e trouxesse a cartografia para a realidade pessoal do aluno.
Localizado o problema e definida a abordagem da alfabetização cartográfica,
iniciamos a pesquisa da fundamentação teórica que foi distribuída entre as integrantes
do grupo, baseada na BNCC nas disciplinas de Geografia e História do quinto ano,
assim os dados foram discutidos e inseridos no trabalho.
Esse projeto foi um desafio, porque tivemos que falar de um assunto, antes
mesmo dos módulos de Geografia e História terem sido estudados no nosso curso.
Quando fizemos as primeiras reuniões, resolvemos que nossa videoaula não seria
pautada em apresentação de conteúdo, mas sim de estímulo, para preparar os alunos
para sua alfabetização cartográfica, que ao longo das pesquisas, percebemos sua
importância e em contrapartida as dificuldades e falta de interesse dos alunos.
Conforme as semanas foram passando, fomos acrescentando mais
conhecimento e utilizamos um dos programas sugeridos no módulo do Projeto
Integrador IV, o ShotCut, que é um aplicativo de edição de vídeo gratuito e fácil de
trabalhar.
Resolvemos que todas deveriam participar das gravações e assim foi feito, com
a utilização de celulares e tutoriais com dicas, fizemos nosso vídeo. Sabemos que
temos muito ainda para aprender, nos outros projetos nós gravamos aulas
presenciais, e como já tínhamos feito três projetos e dois estágios, já estávamos nos
sentindo mais a vontade com os alunos. Mas como as videoaulas são uma novidade
para muitos docentes experientes, que também estão se adaptando, acreditamos que
essa foi apenas a primeira de muitas melhores que iremos fazer. Talvez não tenhamos
feito a melhor videoaula do curso de Pedagogia da Univesp, mas estamos felizes por
termos feito o nosso melhor e aprendemos uma nova maneira de docência.
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4. PROTÓTIPO

Atividade: “Essa é a nossa história, qual é a sua?”

Estrutura Curricular
Modalidade / Nível Componente curricular
Ensino Fundamental Geografia, História
5.º Ano

Dados da Aula
O que o aluno pode aprender com esta aula:
- Cartografia;
- Noções de tempo e espaço;
- História;

Duração da Atividade
02 aulas

Conhecimento prévio trabalhado pelo professor com os alunos


- Como montar uma árvore genealógica;
- Edição de vídeo;
- Formatação de slides;
- Apresentação de mapa digital.

Estratégia e recursos da aula


Objetivo da aula: Alfabetização Cartográfica usando dados do cotidiano dos
alunos.

Material utilizado na aula: Árvore genealógica, mapas, computador ou TV.


- Primeiro momento:
Apresentar e explicar para os alunos o que é uma árvore genealógica.
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FIGURA 1 – Árvore Genealógica

- Segundo Momento:
Falar para os alunos o título da aula “Essa é a nossa história, qual é a sua?”

- Terceiro Momento:
Apresentação de cada professora

Camila............ Carolina... Maria Clara... Andreia.... Clara.... Eduarda... e Sofia.

.
FIGURA 2 – Foto das professoras/alunas
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- Quarto Momento:
Apresentação da árvore genealógica em apresentação animada com a
narração da professora dona da árvore.

- Quinto Momento:
Convidar os alunos para localizar no mapa onde cada membro da família da
professora nasceu, e apresentar o resultado.

FIGURA 3 – Exemplo de mapa

- Sexto Momento:
Mostrar todos os mapas em uma única imagem para que os alunos possam ver
que cada pessoa tem uma história diferente.

- Sétimo Momento:
Falar para os alunos que cada pessoa tem uma história diferente, uma origem
diferente e que estamos juntos escrevendo a história do mundo. Falar do momento
histórico que eles estão vivendo com a pandemia e que eles no futuro poderão contar
para seus filhos e netos.

- Oitavo Momento:
Pedir para os alunos para que façam a sua própria árvore e a localização dos
seus familiares no mapa. E posteriormente, pesquisar o que foi notícia quando seus
pais/responsáveis tinham a idade deles.
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- Nono Momento:
Solicitar para os alunos enviarem, sua árvore genealógica, seu mapa e o fato
ou notícia importante ocorrida quando seus pais/responsáveis tinham a sua idade,
com o título:
“Essa é a minha história”

4.1 Avaliações e Resultados:


O resultado esperado é o despertar da curiosidade do aluno em pesquisar a
sua história e com isso fazer uso do mapa para localizar os seus antepassados,
estimulando a alfabetização cartográfica com uma atividade que envolva o cotidiano
do aluno.
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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS

No início nossa atividade pretendia falar de história e geografia, mas com o


desenvolver das pesquisas e após as reuniões com a professora mediadora,
percebemos que deveríamos focar em geografia. A entrevista feita com a
professora de geografia, também ajudou a trabalhar em cima do problema que ela
nos relatou, que é a defasagem da alfabetização cartográfica dos alunos.
Focamos em geografia, mas permeando em história, fazendo uso da
interdisciplinalidade, que acreditamos ser fundamental para estimular o interesse
do aluno. Usando um assunto referente a vida pessoal e do cotidiano do aluno, para
trazer o ensino próximo a realidade de cada aluno.
A árvore genealógica foi escolhida como atividade prática e interdisciplinar,
que vai abordar tanto o aspecto geográfico como o histórico da vida do aluno. Por
se tratar de um assunto delicado, a exposição da vida pessoal do aluno, teremos o
cuidado de não pedir a exposição de suas árvores genealógicas, mas propomos
uma exposição de fatos históricos ocorridos nos anos em que seus responsáveis
tinham a idade deles. Fazendo uma comparação com o fato histórico da pandemia
vivida por eles nesse momento.
Assim eles podem fazer uma reflexão sobre um fato histórico que pode
ocupar o mundo todo, como o que eles estão vivendo, e fatos que podem ser
relevantes apenas em algumas regiões.
Após a entrega do relatório parcial fizemos alguns ajustes na atividade,
porque ainda não tínhamos assistido as aulas referentes ao assunto abordado no
projeto. Após as semanas 3, 4 e 5 das disciplinas de Fundamentos e Práticas no
Ensino de História e Geografia, percebemos que estávamos com o entendimento
desconexo. Já havíamos inclusive gravado quase todos os trechos da videoaula.
Reorganizamos as ideias e focamos na disciplina de Geografia, porém percebemos
que era impossível separar tempo e espaço de Geografia e História, porque é
fundamental nas duas disciplinas.
Nossa atividade não tem finalidade de apresentar conteúdos teóricos, mas
despertar noções básicas, instigando a curiosidade do aluno a conhecer a sua
própria história e descobrir onde ele e seus antepassados estão no mapa.
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REFERÊNCIAS

https://www.infoescola.com/geografia/espaco-geografico/ Acesso em 23/04/2020.

http://geofundamental.blogspot.com/2010/03/tempo-e-espaco.html Acesso em
26/04/2020.

http://geofundamental.blogspot.com/2010/03/tempo-e-espaco.html Acesso
02/05/2020.

https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81rvore_geneal%C3%B3gica Acesso em
09/05/2020.

https://drive.google.com/file/d/1yWRefIHWMSqWjnydUBNzkjy02j5O8nMM/preview
Maria Aparecida Bergamaschi. Acesso em 10/06/2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Base nacional comum curricular. Brasília:


MEC/SEB, 2017. Disponível em: <http://basenacionalcomum.mec.gov.br >. Acesso
em: 23 abr. 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes curriculares nacionais da Educação


Básica. Brasília: MEC/SEB/DICEI, 2013. Disponível
em:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=
13448-diretrizes-curiculares-nacionais-2013-pdf&category_slug=junho-
2013- pdf&Itemid=30192 >. Acesso em: 23 abr. 2020.

BRASIL. Ministério da Educação. Síntese das diretrizes curriculares nacionais para a


Educação Básica. Brasília: MEC/CNE, s/d. Disponível
em:<http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=
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basica- pdf&Itemid=30192 >. Acesso em: 23 abr. 2020

ALMEIDA, Rosangela Doin. Do desenho ao mapa: Contexto, 2001, p. 13-16.

CASTELLAR, S. M. V. A psicologia genética e a aprendizagem no ensino da geografia:


Contexto, 2007, p. 38-50.

CAVALCANTI, Lana de Souza. A Geografia Escolar e a cidade: Papyrus, 2012, p. 30-


62.

MARTINELLI, Marcelo. O Ensino da Cartografia Temática.: contexto, 2011, p. 51-65.

MOREIRA, Ruy. Pensar e se me Geografia: Conceitos, categorias e princípios lógicos


para o método e o ensino de geografia: Contexto, 2007. P. 105-118.

OLIVEIRA, L. de. Estudo Cognitivo do mapa. In: ALMEIDA, R. D. Cartografia Escolar.


2 ed. São Paulo: Contexto, 2010, p. 15-42.