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LEGISLAÇÃO DE TRÂNSITO

ESTRANGEIROS E DIPLOMATAS

PROFª MORGANA DIEFENTHAELER


Estrangeiros
Art. 3º As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer veículo, bem
como aos proprietários, condutores dos veículos nacionais ou estrangeiros e
às pessoas nele expressamente mencionadas.
Veículos estrangeiros
Art. 118. A circulação de veículo no território nacional, independentemente de sua
origem, em trânsito entre o Brasil e os países com os quais exista acordo ou tratado
internacional, reger-se-á pelas disposições deste Código, pelas convenções e acordos
internacionais ratificados.
Art. 119. As repartições aduaneiras e os órgãos de controle de fronteira
comunicarão diretamente ao RENAVAM a entrada e saída temporária
ou definitiva de veículos.
§ 1º Os veículos licenciados no exterior não poderão sair do território nacional sem o
prévio pagamento ou o depósito, judicial ou administrativo, dos valores
correspondentes às infrações de trânsito cometidas e ao ressarcimento de danos que
tiverem causado ao patrimônio público ou de particulares, independentemente da fase
do processo administrativo ou judicial envolvendo a questão.
§ 2º Os veículos que saírem do território nacional sem o cumprimento do disposto no §
1º e que posteriormente forem flagrados tentando ingressar ou já em circulação no
território nacional serão retidos até a regularização da situação.
Art. 260. As multas serão impostas e arrecadadas pelo órgão ou entidade de trânsito com
circunscrição sobre a via onde haja ocorrido a infração, de acordo com a competência
estabelecida neste Código.

§ 4º Quando a infração for cometida com veículo licenciado no exterior, em trânsito no


território nacional, a multa respectiva deverá ser paga antes de sua saída do País, respeitado
o princípio de reciprocidade.
Pessoas estrangeiras
Art. 142. O reconhecimento de habilitação obtida em outro país está
subordinado às condições estabelecidas em convenções e acordos
internacionais e às normas do CONTRAN.
Art. 230. Conduzir o veículo:

XXIII - em desacordo com as condições estabelecidas no


art. 67-C, relativamente ao tempo de permanência do
condutor ao volante e aos intervalos para descanso,
quando se tratar de veículo de transporte de carga ou
coletivo de passageiros:
Infração - média;
Penalidade - multa;
Medida administrativa - retenção do veículo para
cumprimento do tempo de descanso aplicável.

§ 2o Em se tratando de condutor estrangeiro, a


liberação do veículo fica condicionada ao pagamento
ou ao depósito, judicial ou administrativo, da multa.
Art. 328. O veículo apreendido ou removido a qualquer título e não reclamado por seu proprietário dentro do
prazo de sessenta dias, contado da data de recolhimento, será avaliado e levado a leilão, a ser realizado
preferencialmente por meio eletrônico
§ 18. Os veículos sinistrados irrecuperáveis queimados, adulterados ou estrangeiros, bem como aqueles
sem possibilidade de regularização perante o órgão de trânsito, serão destinados à reciclagem,
independentemente do período em que estejam em depósito, respeitado o prazo previsto no caput deste
artigo, sempre que a autoridade responsável pelo leilão julgar ser essa a medida apropriada.
RESOLUÇÃO Nº 360, DE 29 DE SETEMBRO DE 2010
Dispõe sobre a habilitação do candidato ou condutor estrangeiro
para direção de veículos em território nacional.
Art. 1o. O condutor de veículo automotor, oriundo de país estrangeiro e nele
habilitado, desde que penalmente imputável no Brasil, poderá dirigir no Território
Nacional quando amparado por convenções ou acordos internacionais, ratificados
e aprovados pela República Federativa do Brasil e, igualmente, pela adoção do
Princípio da Reciprocidade, no prazo máximo de 180 (cento e oitenta)
dias, respeitada a validade da habilitação de origem.
O prazo a que se refere o caput deste artigo iniciar-se-á a partir
da data de entrada no âmbito territorial brasileiro.
§ 3° O condutor de que trata o caput deste artigo deverá portar a
carteira de habilitação estrangeira, dentro do prazo de validade,
acompanhada do seu documento de identificação.
§ 4° O condutor estrangeiro, após o prazo de 180 (cento e oitenta) dias de
estada regular no Brasil, pretendendo continuar a dirigir veículo automotor no
âmbito territorial brasileiro, deverá submeter-se aos Exames de aptidão Física
e Mental e Avaliação Psicológica, nos termos do artigo 147 do CTB,
respeitada a sua categoria, com vistas à obtenção da Carteira Nacional de
Habilitação.
§ 6° O disposto nos parágrafos anteriores não terá caráter de
obrigatoriedade aos diplomatas ou cônsules de carreira e
àqueles a eles equiparados.
Art. 2o. O condutor de veículo automotor, oriundo de país estrangeiro e nele habilitado, em
estada regular, desde que penalmente imputável no Brasil, detentor de habilitação não
reconhecida pelo Governo brasileiro, poderá dirigir no Território Nacional mediante a
troca da sua habilitação de origem pela equivalente nacional junto ao órgão ou entidade
executiva de trânsito dos Estados ou do Distrito Federal e ser aprovado nos Exames de
Aptidão Física e Mental, Avaliação Psicológica e de Direção Veicular, respeitada a sua
categoria, com vistas à obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.
Art. 3°. Ao cidadão brasileiro habilitado no exterior serão aplicadas as regras estabelecidas nos
artigos 1° ou 2°, respectivamente, comprovando que mantinha residência normal naquele
País por um período não inferior a 06 (seis) meses quando do momento da expedição da
habilitação.
Art. 5°. Quando o condutor habilitado em país estrangeiro cometer infração de trânsito,
cuja penalidade implique na proibição do direito de dirigir, a autoridade de trânsito
competente tomará as seguintes providências com base no artigo 42 da Convenção
sobre Trânsito Viário, celebrada em Viena e promulgada pelo Decreto n° 86.714, de 10
de dezembro de 1981:
I – recolher e reter o documento de habilitação, até que expire o prazo da suspensão do direito de usá-la, ou
até que o condutor saia do território nacional, se a saída ocorrer antes de expirar o prazo;
II – comunicar à autoridade que expediu ou em cujo nome foi expedido o documento de habilitação, a
suspensão do direito de usá-la, solicitando que notifique ao interessado da decisão tomada;
III – indicar no documento de habilitação, que o mesmo não é válido no território nacional, quando se
tratar de documento de habilitação com validade internacional.
Parágrafo único. Quando se tratar de missão diplomática, consular ou a elas
equiparadas, as medidas cabíveis deverão ser tomadas pelo Ministério das Relações
Exteriores.
Art.6°. O condutor com Habilitação Internacional para Dirigir, expedida no Brasil, que
cometer infração de trânsito cuja penalidade implique na suspensão ou cassação do direito
de dirigir, terá o recolhimento e apreensão desta, juntamente com o documento de
habilitação nacional, ou pelo órgão ou entidade executivo de trânsito do Estado ou do
Distrito Federal.
Parágrafo único. A Carteira Internacional expedida pelo órgão ou entidade
executiva de trânsito do Estado ou do Distrito Federal não poderá substituir a CNH.
Diplomatas
Art. 96. Os veículos classificam-se em:
III - quanto à categoria:
b) de representação diplomática, de repartições consulares de carreira ou organismos
internacionais acreditados junto ao Governo brasileiro;
Art. 122. Para a expedição do Certificado de
Registro de Veículo o órgão executivo de trânsito
consultará o cadastro do RENAVAM e exigirá do
proprietário os seguintes documentos:

I - nota fiscal fornecida pelo fabricante ou


revendedor, ou documento equivalente expedido
por autoridade competente;

II - documento fornecido pelo Ministério das


Relações Exteriores, quando se tratar de veículo
importado por membro de missões diplomáticas,
de repartições consulares de carreira, de
representações de organismos internacionais e de
seus integrantes.
Art. 124. Para a expedição do novo Certificado de Registro de Veículo serão
exigidos os seguintes documentos:

VI - autorização do Ministério das Relações Exteriores, no caso de veículo da


categoria de missões diplomáticas, de repartições consulares de carreira, de
representações de organismos internacionais e de seus integrantes;
Art. 282. Aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do veículo ou
ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que assegure
a ciência da imposição da penalidade.
§ 2º A notificação a pessoal de missões diplomáticas, de repartições consulares de
carreira e de representações de organismos internacionais e de seus integrantes será
remetida ao Ministério das Relações Exteriores para as providências cabíveis e
cobrança dos valores, no caso de multa.
Resolução 619/2016
Estabelece e normatiza os procedimentos para a aplicação das multas por infrações, a
arrecadação e o repasse dos valores arrecadados, nos termos do inciso VIII do art. 12 da Lei
nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro – CTB, e dá
outras providências.
Art. 26. Nos casos dos veículos registrados em nome de missões diplomáticas, repartições
consulares de carreira ou representações de organismos internacionais e de seus integrantes,
as notificações de que trata esta Resolução, respeitado o disposto no § 6o do art. 10,
deverão ser enviadas ao endereço constante no registro do veículo junto ao órgão executivo
de trânsito do Estado ou Distrito Federal e comunicadas ao Ministério das Relações
Exteriores para as providências cabíveis, na forma definida pelo DENATRAN.
Resolução 780/2019
Dispõe sobre o novo sistema de Placas de Identificação
Veicular.
Resolução 231/2007
Estabelece o Sistema de Placas de Identificação de Veículos.
§ 1o Além dos caracteres previstos neste artigo, as placas dianteira e traseira deverão conter,
gravados em tarjetas removíveis a elas afixadas, a sigla identificadora da Unidade da
Federação e o nome do Município de registro do veículo, exceção feita às placas dos
veículos oficiais, de representação, aos pertencentes a missões diplomáticas, às repartições
consulares, aos organismos internacionais, aos funcionários estrangeiros administrativos
de carreira e aos peritos estrangeiros de cooperação internacional.
§ 2o As placas excepcionalizadas no parágrafo anterior, deverão conter,
gravados nas tarjetas ou, em espaço correspondente, na própria placa, os
seguintes caracteres:
IV - As placas dos veículos automotores pertencentes às Missões
Diplomáticas, às Repartições Consulares, aos Organismos Internacionais, aos
Funcionários Estrangeiros Administrativos de Carreira e aos Peritos
Estrangeiros de Cooperação Internacional deverão conter as seguintes
gravações estampadas na parte central superior da placa (tarjeta),
substituindo-se a identificação do Município:
a) CMD, para os veículos de uso dos Chefes de Missão Diplomática;
b) CD, para os veículos pertencentes ao Corpo Diplomático;
c) C, para os veículos pertencentes ao Corpo Consular;
d) OI, para os veículos pertencentes a Organismos Internacionais;
e) ADM, para os veículos pertencentes a funcionários administrativos de
carreira estrangeiros de Missões Diplomáticas, Repartições Consulares e
Representações de Organismos Internacionais;
f) CI, para os veículos pertencentes a peritos estrangeiros sem residência
permanente que venham ao Brasil no âmbito de Acordo de Cooperação
Internacional.
Resolução 286/2008
Estabelece placa de identificação e define procedimentos para o registro, emplacamento e
licenciamento, pelos órgãos de trânsito em conformidade com o Registro Nacional de Veículos
Automotores – RENAVAM, de veículos automotores pertencentes às Missões Diplomáticas e da
outras providencias.
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