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DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA

Como já apresentado em aulas anteriores, tanto nos cursos de graduação, quanto de Pós-
Graduação Lato Sensu do Centro Universitário utilizam-se vários tipos de trabalhos científicos,
os quais podem ser classificados conforme o seu porte, ou seja, conforme o número de
páginas, em trabalhos de pequeno, médio e grande porte.

Os relatórios científicos são considerados trabalhos de médio porte, como por exemplo: artigo
científico, projetos (projeto de pesquisa de campo; projeto de ação social e ministerial; projeto
de trabalho de conclusão de curso) e relatórios (portfólio e relatório de estágio). São
considerados de médio porte por possuírem entre 10 a 30 páginas.

O relatório é considerado como a ação final resultante do pensamento reflexivo, segundo


Whitney1 apud MARCONI e LAKATOS, 2008. Entende-se relatório como a parte final de uma
pesquisa, sendo seu objetivo trazer o resultado de um estudo, com informações detalhadas e
suficientes permitindo que o leitor compreenda e determine a validade das conclusões,
conforme Goode e Hatt2 apud MARCONI e LAKATOS, 2008.

Os relatórios diferem uns dos outros em relação à forma, estilo, extensão e ao leitor a que se
destinam: público geral ou especializado, instituições ou entidades patrocinadoras da
pesquisa, etc.

Os relatórios científicos são mais que uma simples apresentação de dados coletados, eles tem
o propósito de comunicar os resultados da pesquisa apresentando fatos, procedimentos e
metodologias usadas, resultados obtidos, análises, conclusões, considerações e
recomendações.

É indispensável um roteiro, um esquema básico formal elaborado de acordo com normas


preestabelecidas, de acordo com os fins a que se destinam.

Para nossos estudos ofereceremos quatro modelos de relatórios de pesquisa:

a) Paper
b) Relatório de estágio
c) Artigo
d) Monografia

1
WHITNEY, Frederick L. Elementos de investigación. Barcelona: Omega, 1958

2
GOOD, Willian J.; HATT, Paul K. Métodos em pesquisa social. 3.ed. São Paulo: Nacional, 1969
PAPER

Paper é uma divulgação científica que serve usualmente como um trabalho escrito para
avaliação do desempenho acadêmico. Pode ser considerado como um pequeno artigo
científico, elaborado sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para
comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos à sua aceitação por julgamento.

Um paper tem como propósito quase sempre formar um problema, estudá-lo, adequar
hipóteses, levantar dados, prover uma metodologia própria e, finalmente, concluir ou
eventualmente recomendar. É intrinsecamente técnico, podendo envolver fórmulas, gráficos,
citações e pés de página, anexos, adendos e referências.

A elaboração do paper envolve uma apresentação inicial de forma genérica até chegar no foco
de interesse ou ponto de vista que será focalizado, em que o autor demonstra a importância
do mesmo, a fim de despertar o interesse do leitor. No paper é facultativo a crítica, sendo
fundamental existir uma estrutura para o desencadeamento de idéias com introdução –
descrição/discussão – considerações e conclusões finais.

Segundo Medeiros (1997, p. 186), [...] “se o autor apenas compilou informações sem fazer
avaliações ou interpretações sobre elas, o produto do seu trabalho será um relatório e não um
paper”. Portanto, espera-se de quem escreve uma avaliação e/ou interpretação dos fatos ou
das informações que foram recolhidas. O desenvolvimento sintético de um ponto de vista
acerca de um tema, de uma realidade observada, de um texto, uma tomada de posição
definida e a expressão dos conhecimentos de forma original são responsabilidades do autor.

Para elucidar melhor o conceito de paper, vale lembrar o que ele não é:

a) um resumo de um artigo ou livro (ou outra fonte);

b) idéias de outras pessoas, repetidas não criticamente;

c) uma série de citações, não importa se habilmente postas juntas;

d) opinião pessoal não evidenciada, não demonstrada;

e) cópia do trabalho de outra pessoa sem reconhecê-la, quer o trabalho seja ou não publicado,
profissional ou amador: isto é plágio.
Em periódicos ou em avaliações de final de disciplina/curso, um paper ocupa em regra entre 5
a 25 páginas, conforme recomendações de cada instituição. Em atividades de desempenho
didáticas pedagógicas, costuma-se ter entre 1 a 4 páginas, variando de acordo com a disciplina
e o professor. Embora um paper apresente número de páginas variado, de 15 a 20 páginas é o
tamanho aceitável. É utilizado principalmente nos seguintes casos:

• Trabalho final de disciplinas de cursos de graduação, de especialização, de mestrado e


de doutorado;

• Apresentação em congressos;

• Publicações periódicas de papers.

A estrutura de um paper deve conter os seguintes elementos:

Capa e Folha de Rosto contendo:

Título;
Parte pré-textual Nome completo do(s) autor(es);

Resumo e/ou Abstract

Pode haver títulos e subtítulos, mas não há quebra de página dividindo


as partes. É um único texto com o seguinte conteúdo:
Introdução;
Revisão da Literatura;

Parte Textual Metodologia;


Desenvolvimento;
Resultados;
Discussão dos Resultados;
Conclusão.
Referências
Parte Pós-textual
Anexos e Apêndices (se for o caso)
Elementos Notas de rodapé
adicionais
RELATÓRIO DE ESTÁGIO

O estágio é um momento de fundamental importância no processo de formação profissional. É


constituído de um treinamento que possibilita ao estudante vivenciar o aprendizado de sala de
aula, integrando as inúmeras disciplinas que compõem o currículo acadêmico, dando-lhes
unidade estrutural e testando-lhes o nível de consistência e o grau de entrosamento. Por meio
do estágio o estudante pode perceber as diferenças do mundo organizacional e exercitar sua
adaptação ao meio através de práticas.

A realização de estágios é incentivada como forma de aproximar os alunos das necessidades


do mundo real, criando oportunidades de exercitar a prática profissional, além de enriquecer e
atualizar a formação acadêmica desenvolvida nos cursos.

O relatório de estágio é um instrumento através do qual se expõem resultados apresentando


a descrição objetiva dos fatos observados e das atividades desenvolvidas, seguidas de uma
análise crítica e conclusiva, além da indicação de sugestões, recomendações e prováveis
soluções. Tudo o que foi vivenciado durante o estágio deve ser analisado de forma criteriosa, e
apresentado no relatório que deverá, além de relatar sua experiência através de uma análise
interpretativa dos fatos vivenciados, demonstrar o conhecimento adquirido durante a
graduação.

A elaboração deste item seguiu a orientação da Norma Brasileira Registrada – NBR 10719, da
ABNT.

Estrutura do Relatório de Estágio Supervisionado:

Parte pré-textual Capa e Folha de Rosto


Introdução
Metodologia
Parte Textual Diário de Campo OU
Trabalho Prático OU
Estudo de Caso
Parte Pós-textual Referências bibliográficas finais
FORMATAÇÃO GERAL DO TEXTO

• Margens:

- Superior e esquerda: 3 cm

- Inferior e direita: 2 cm.

• Papel A4 cor branca

• Fonte para itens: Arial ou Times New Roman tamanho 12 com negrito e caixa alta

• Fonte para subitens: Arial ou Times New Roman tamanho 12 caixa alta

• Fonte para sub-subitens: Arial ou Times New Roman tamanho 12 itálico

• Fonte para corpo do texto: Arial ou Times New Roman tamanho 12 normal

• Paginação: inicia-se a contagem a partir da folha de rosto, mas se começa a numerar a partir
da introdução. O número deve ser colocado no canto superior direito da página.

• Espaçamento entrelinhas: 1,5

• Espaçamento entre parágrafos: 0 pt

• Recuo de parágrafo: 1,25 na primeira linha


REFERÊNCIAS:

BESSA, Daniela Borja; DIAS, Ricardo Bibiano. Manual de normas para apresentação de
trabalhos científicos: dos cursos de graduação e pós-graduação do Centro
Universitário Metodista Izabela Hendrix. Belo Horizonte, jan. 2009. Disponível em:
<http:// www.metodistademinas.edu.br/ead/ >. Acesso em: 02 mar. 2009.

MARCONI, Marina A.; LAKATOS, Eva M. Técnicas de pesquisa: planejamento e


execução de pesquisas, amostragens e técnicas de pesquisa, elaboração, análise e
interpretação de dados. 7.ed. São Paulo: Atlas, 2008.

MEDEIROS, J. B. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. São


Paulo: Atlas, 1997.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Apresentação de relatórios técnico-


científicos - NBR 10719. Rio de Janeiro, ago. 1989.