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FAED

Trabalho de Conclusão de Curso

FICHAS TÉCNICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE


BENAFICIAMENTOS SECUNDÁRIOS EM PRODUTOS DO
VESTUÁRIO

LEONARDO TRIERVEILER GUIMAS

CURSO: TECNOLOGIA DO VESTUÁRIO

Dois Vizinhos, PR, Brasil

2006
FICHAS TÉCNICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE
BENEFICIAMENTOS SECUNDÁRIOS EM PRODUTOS DO
VESTUÁRIO

Leonardo Trierveiler Guimas

Trabalho de Conclusão de Curso apresentada ao Curso de


Tecnologia do Vestuário da Faculdade Educacional de Dois
Vizinhos – UNISEP (FAED/UNISEP, PR), como requisito parcial
para a obtenção do grau de
Tecnólogo

Curso de Tecnologia do Vestuário

Dois Vizinhos, PR, Brasil

2006
Faculdade Educacional de Dois Vizinhos
União de Ensino do Sudoeste do Paraná
Curso de Licenciatura em Tecnologia do Vestuário

A Comissão Examinadora, abaixo assinada, aprova o Trabalho de


Conclusão de Curso

FICHAS TÉCNICAS PARA O DESENVOLVIMENTO DE


BENEFICIAMENTOS SECUNDÁRIOS EM PRODUTOS DO
VESTUÁRIO

elaborada por
Leonardo Trierveiler Guimas

como requisito parcial para a obtenção do grau de

Tecnólogo do Vestuário

COMISSÃO EXAMINADORA

_____________________________
Prof. Luciane Salete Panisson
(Orientador)

_______________________________
Prof. Laércio Lacerda

_______________________________
Prof. Marcos Maria

Dois Vizinhos, 13 de novembro de 2006.


Agradeço a todos os amigos que me
apoiaram e que acreditaram em mim, a
minha orientadora Luciane Salete
Panisson pelo apoio, auxílio e paciência,
para a minha família como forma de
orgulho, e para que este seja a prova do
meu merecimento perante a todos.
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 07

1.1 Justificativa 08

2. PROBLEMA 10

3.OBJETIVOS 11

3.1. Objetivo Geral 11

3.2. Objetivos Específicos 11

4.HIPÓTESES 12
5.METODOLOGIA 13

5.1. Tipos de Pesquisa 13

5.2 Procedimento de Coleta de Dados 13

5.2.1 Definição da População e amostra 14


5.2.2 Procedimento de Análise e Discussão dos Dados 14
5.4 Limitações da Pesquisa 14

6. REFERENCIAL TEÓRICO 15

6.1 Ficha Técnica 15


6.1.1 Dados de Identificação 15 6.1.2
Dados sobre Insumos Diretos 16 6.1.3
Dados sobre Insumos Indiretos 16
6.1.4 Dados sobre Elementos Decorativos 16
6.1.5 Dados sobre Mão-de-obra 16
6.2 Desenho Técnico 17
6.3 Produto do Vestuário 20
6.4 Beneficiamentos Têxteis 22
6.4.1 Beneficiamentos Primários 22
6.4.2 Beneficiamentos Secundários 23
6.4.2.1 Lavanderia 23
6.4.2.1.1 Processos derivados (…) 27
6.4.2.2 Estamparia 29
6.4.2.2.1 Procedimentos de impressão/estamparia 30
6.4.2.3 Bordado 37
6.4.3 Beneficiamentos Terciários ou Finais 40

7.PESQUISA DE CAMPO 41 8.ANÁLISE DOS DADOS


42 8.1 Análise
dos dados – Lavanderia e Lavanderia/ Solicitante 42
8.2 Análise dos dados – Estamparia e Estamparia/ Solicitante 43
8.3 Análise dos dados – Bordado e Bordado/ Solicitante 45

9.CONSIDERAÇÕES DA PESQUISA 47

9.1 Ficha técnica Lavanderia 47

9.2 Ficha técnica Estamparia 50

9.3 Ficha técnica Bordado 52

10.CONSIDERAÇÕES FINAIS 54

11. REFERÊNCIAS 56

12. APÊNDICES 59

LISTAS DE FIGURAS

FIGURA 1: Modelo de Ficha Técnica básica..........................................................17


FIGURA 2: Modelo de desenho técnico.................................................................18
FIGURA 3: Audaces Estilo.......................................................................................19
FIGURA 4: Biblioteca Audaces Estilo.....................................................................20
FIGURA 5: Máquina de estampar em rolos 1.........................................................31
FIGURA 6: Máquina de estampar em rolos 2.........................................................31
FIGURA 7: Máquina de estampar em rolos 3.........................................................31
FIGURA 8: Estamparia em quadros........................................................................32
FIGURA 9: Estamparia em quadros rotativos 1.....................................................32
FIGURA 10: máquina de estamparia em quadros rotativos 2..............................33
FIGURA 11: Estampa Batik......................................................................................33
FIGURA 12: Estamparia Batik ................................................................................34
FIGURA 13: saia com estampa Ikato......................................................................34
FIGURA 14: estampa Ikato.......................................................................................35
FIGURA 15: Estampa Flock.....................................................................................35
FIGURA 16: Estampa Devore..................................................................................36
FIGURA 17: Estamparia tye and die.......................................................................36
FIGURA 18: Estampa tye and die............................................................................37
FIGURA 19: bordado................................................................................................38

FIGURA 20: Logotipos bordados 1.........................................................................38

FIGURA 21: logotipos bordados 2..........................................................................38

FIGURA 22: Máquina de bordados.........................................................................39

FIGURA 23: Bastidor da máquina de bordar.........................................................39

FIGURA 24: Operador na máquina de bordados...................................................39

FIGURA 25: Modelo Ficha Técnica Lavanderia.....................................................49

FIGURA 26: Modelo Ficha Técnica Estamparia.....................................................51

FIGURA 27: Modelo Ficha Técnica Bordado.........................................................53


RESUMO

Guimas, Leonardo Trierveiler

O processo de beneficiamentos secundários muitas vezes não ocorre como o


esperado, ou até poderia ocorrer de forma mais eficiente e eficaz.
Para isso, este trabalho busca desenvolver fichas técnicas que funcionem como
um intercâmbio de informações entre as empresas que solicitam estes beneficiamentos
e as empresas que realizam este serviço.
Com estas informações, a empresa que realiza os acabamentos secundários
poderá encerrar este processo do desenvolvimento de produto de forma fidedigna ao
pedido feito pela empresa solicitante e sem que hajam desperdícios neste processo.

Palavras-chave: Fichas técnicas, beneficiamento secundário, desenvolvimento


de produto.
1. INTRODUÇÃO

O beneficiamento secundário é uma ferramenta utilizada pelas empresas para


atrair inicialmente o cliente ao seu produto. É a forma inicial de dar atratividade a este
elaborando-o com uma coloração total (lavanderia), parcial (estamparia) ou com um
bordado.
As confecções, ao solicitar a elaboração destes beneficiamentos, tanto interna
quanto externamente, pecam no momento da transmissão de dados, ou seja, as
informações necessárias para que este processo seja feito de forma fidedigna ao
pedido não são completas, ou não trazem detalhadamente o que deve ser feito no
artigo, causado, em muitos casos, a improvisação do processo, que não sai do mesmo
modo que o solicitado.
Através de uma pesquisa exploratória, utilizando-se de entrevistas semi-
estruturadas focalizadas, em empresas que solicitam algum dos processos de
beneficiamento secundário e empresas que realizam estes beneficiamentos nos
municípios de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, Sudoeste do Paraná, pode ter-se um
conhecimento destes na íntegra, verificar quais as dificuldades encontradas e levantar
itens importantes para que estes processos fossem concluídos de forma otimizada.
Para que houvesse uma inclusão e entendimento ao tema pesquisado, também
foram abordados assuntos relevantes aos objetivos deste trabalho através de pesquisas
bibliográficas fundamentadas.
Tendo a ficha técnica como tema inicial, foram realçados o seu conceito geral, os
seus objetivos e a sua importância dentro da indústria do vestuário, além de ser
destacado cada item contido nela em uma forma padrão.
Um dos elementos da ficha técnica de grande importância, que também serviu
como um assunto para ser realçado dentro do trabalho, é o desenho técnico. Foi
mostrado o seu conceito, a sua importância na ficha técnica e no processo produtivo,
como ele é elaborado e quais programas auxiliam o desenvolvimento deste desenho
técnico.
Pelo fato de toda a indústria têxtil ter como objetivo final um produto acabado, e
de as fichas técnicas resultantes deste trabalho estarem diretamente relacionadas a
produtos, este também se tornou um dos assuntos abordados, enfatizando inicialmente
o seu conceito, o seu desenvolvimento, suas características, e a sua
reflexão no mercado consumidor através dos diferenciais.
Alguns diferenciais dos produtos podem ser destacados em seu beneficiamento,
que neste trabalho apresenta-se em três subdivisões, beneficiamento primário,
secundário e terciário ou final.
O beneficiamento secundário é o que tem maior importância em nosso objetivo,
por isso ele ganha destaque em sua descrição, tendo as suas subdivisões (lavanderia,
estamparia e bordado) detalhadamente explicadas e exemplificadas, para que haja uma
melhor compreensão de qual área da indústria do vestuário o trabalho aborda.
Após a pesquisa de campo e a fundamentação do trabalho concluídas, os dados
da pesquisa foram analisados subjetivamente, baseados na compreensão do autor
deste estudo sobre o mesmo e nas pesquisas bibliográficas.
Esta análise dos dados coletados foi feita separadamente pelo processo que
cada empresa abordava, ou seja, esta analise foi dividida entre a avaliação dos dados
provenientes da lavanderia, da estamparia e do bordado, cada uma com informações
recolhidas das empresas que requerem este processo e das empresas que prestam
este serviço.
Estas avaliações dos resultados resultaram em três fichas técnicas, cada uma
específica para um processo dentro dos beneficiamentos secundários, que servirão
para o auxílio na indústria de confecção, concluindo assim o objetivo principal do
trabalho.

1.1Justificativa

Os processos de beneficiamento secundários, que consistem em: bordado,


estamparia e lavanderia são atualmente, desenvolvidos em indústrias do vestuário, ou
empresas que realizam especificamente este serviço. Eles requerem, no entanto,
instruções técnicas para que o processo solicitado seja realizado na peça.
Muitas indústrias, porém, não possuem nenhum tipo de instrução técnica com
relação aos processos de beneficiamento, por este motivo, este estudo auxiliará muitas
empresas que desenvolvem este tipo de beneficiamento e ainda, empresas que o
solicitam, no entendimento dos processos, para a conformidade e qualidade dos
produtos. Ele possibilitará também aplicação prática dos conhecimentos adquiridos
durante a graduação como Tecnólogo do Vestuário, no qual, a temática dos
acabamentos secundários foi abordada, e no qual notou-se que esta área da indústria
do vestuário poderia ser aprimorada.
Em relação à indústria em si, este estudo busca otimizar o processo de
acabamentos secundários, visando a redução de falhas e custos com desperdícios de
matéria-prima, e tornando-o mais ágil e eficiente.

2.O PROBLEMA
Como auxiliar o desenvolvimento de beneficiamentos secundários nos produtos
do vestuário?
3.OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

Desenvolver fichas técnicas que auxiliem na elaboração de beneficiamentos


secundários: lavanderia, estamparia e bordado.

3.2 Objetivos Específicos

 Identificar os pontos fracos na forma que se organiza o processo de beneficiamentos


secundários em Indústrias do Vestuário;
 Analisar de que forma se organiza o processo de envio de peças para empresas que
realizam o beneficiamento;
 Analisar as formas de recebimento destas, por parte de quem beneficia as peças;
 Pesquisar os beneficiamentos secundários existentes.
4.HIPÓTESES

Através da elaboração de fichas técnicas destinadas especificamente ao processo de


beneficiamento secundário (lavanderia, estamparia e bordado), este processo poderá se tornar
mais ágil e mais organizado, para que haja redução de alguns desperdícios encontrados nesta
etapa da Indústria do Vestuário, e entendimento fidedigno do processo a ser desenvolvido.

5.METODOLOGIA
5.1 Tipos de Pesquisa

Esta pesquisa é de natureza aplicada e ainda, tecnológica, com objetivos de


pesquisa exploratória, que “visa proporcionar maior familiaridade com o problema com
vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses” (GIL, 2002, p. 41), considerando que
o objetivo deste trabalho é aprofundar o conhecimento sobre beneficiamento
secundário, e gerar hipóteses que organizem e agilizem este processo.
Este estudo foi feito através de pesquisa bibliográfica, que “reside no fato de
permitir ao investigador a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do
que aquela que poderia pesquisar diretamente” (GIL, 2002, p. 44), com base em
material já elaborado, com livros e sites especializados; e com pesquisa de campo, na
qual “o pesquisador realiza a maior parte do trabalho pessoalmente, pois é enfatizada a
importância de o pesquisador ter tido ele mesmo uma experiência direta coma situação
de estudo” (GIL, 2002, p. 53).
A pesquisa de campo, conclusiva descritiva, foi realizada em empresas que
solicitam o beneficiamento e empresas que beneficiam as peças do vestuário no
Sudoeste do Paraná, nas cidades de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos.

5.2 Procedimento de Coleta de Dados

A pesquisa foi realizada através de entrevistas semi-estruturadas, que


consistem, segundo Lakatos e Marconi (2004) numa entrevista também chamada de
antropológica, assistemática e livre no qual o entrevistador tem liberdade para
desenvolver cada situação em qualquer direção que considere adequada, de acordo
com as respostas que possam surgir.
Esta entrevista foi de forma focalizada, ou seja, “quando há um roteiro de tópicos
relativos ao problema a ser estudado e o entrevistador tem liberdade de fazer as
perguntas que quiser, sobre razões, motivos, esclarecimentos. Para isso, fazem-se
necessárias certas qualidades ao pesquisador como habilidade e perspicácia” (ANDER-
EGG apud LAKATOS e MARCONI, 2004, p. 279).
Através dos resultados destes, foram levantadas as informações que são
necessárias para que este processo de beneficiamento secundário seja realizado, tanto
para a empresa que mandam beneficiar seus produtos, quanto para as empresas que
os beneficia.

5.2.1 Definição da População e Amostra

Esta pesquisa foi realizada em seis empresas que solicitam o desenvolvimento


de beneficiamentos secundários e os desenvolvem. Esta amostra foi definida, de
acordo com a localização das empresas e tipo de serviço – já que o sudoeste do
Paraná não conta com muitas empresas que contam com este tipo de beneficiamentos
– e justifica-se pelo fato de que “amostras de menos de um por cento de uma
população podem freqüentemente fornecer bom grau de confiabilidade, dado um
procedimento de amostragem plausível” (Kotler, 2000, p. 134).

5.3 Procedimento de Análise e Discussão dos Dados

A análise destes dados recolhidos foi feita de forma qualitativa, e disposta em


textos narrativos, de forma que se consiga tomar decisões sobre como melhorar os
processos de lavanderia, estamparia e bordado na indústria do vestuário através da
elaboração de fichas técnicas especificas, neste processo.
Estes dados foram analisados subjetivamente, baseados na compreensão do
autor deste estudo sobre o mesmo e nas pesquisas bibliográficas.

5.4 Limitações da Pesquisa

Devido ao desconhecimento da quantidade de indústrias registradas que


realizam os beneficiamentos secundários, não há a compreensão do universo produtivo
total da pesquisa.

6.REFERENCIAL TEÓRICO
6.1 Ficha Técnica

Na elaboração de um produto do vestuário, existem vários elementos que devem


ser detalhadamente especificados para que haja uma compreensão de quais materiais
serão necessários para que este produto seja construído devidamente, quanto isso
custará para a indústria e ainda, como eles devem ser manufaturados.
Para isso, é de grande valia a utilização de uma ficha técnica, que corresponde,
segundo TREPTOW (2003, p. 165), como:

O documento descritivo de uma peça de coleção. É a partir dela que o setor de


custos e o departamento comercial estipularão o preço de venda, que o setor
de planejamento e controle da produção calculará os insumos necessários
para a fabricação conforme os pedidos, e que o setor de compras efetuará a
aquisição de matéria-prima (tecidos e aviamentos).

Esta ficha técnica tem com objetivo “informar os dados peculiares do produto,
que são o desenho técnico e as informações sobre matéria-prima e o modo de
produção. A ficha técnica deve conter toda a memória descritiva do produto” (LEITE e
VELOSO, 2004, p. 147).
O layout da ficha técnica pode ser escolhido pela empresa, e varia de acordo
com o produto ou o tipo de produção, desde que nela contenha os itens básicos
preenchidos.
“A formatação de uma ficha técnica é flexível, não há uma regra geral” (LEITE e
VELOSO, 2004, p. 148).
Estes campos fundamentais que devem ser preenchidos são, segundo Treptow
(2003):

6.1.1 Dados de Identificação:

 Nome ou período da coleção;


 Referência do modelo;
 Descrição do modelo;
 Designer Responsável;
 Código do molde;
 Grade de tamanhos;
 Modelista responsável;
 Data de aprovação do modelo;
 Desenho técnico frente e costas do modelo.

6.1.2 Dados sobre Insumos Diretos:

Referem-se aos materiais que comporão o produto e o consumo para a produção


de cada unidade.
 Tecidos
 Aviamentos
É aconselhável indicar os dados sobre insumos indiretos sobre a forma de
tabela. Eles compreendem ainda, os aviamentos e devem conter: quantidade,
código/ref, fornecedor, composição, cor, fornecedor e se necessário, preço.

6.1.3 Dados sobre Insumos Indiretos

Elementos de identificação ou embalagens que serão utilizados, como tags de


identificação ou preço, etiquetas adesivas de tamanho, sacos plásticos, caixas de
papelão e outros.

6.1.4 Dados sobre Elementos Decorativos

Serve para orientar a combinação de cores de estampas e bordados. Também


deve ser expresso em forma de tabela.

6.1.5 Dados sobre Mão-de-obra

Seqüência de operações, relacionando as máquinas envolvidas na manufatura e


o tempo de trabalho em cada operação. Essa informação viabiliza a programação da
produção e fornece ao setor de custos o tempo total de produção da peça.

Figura 1: Modelo de Ficha Técnica básica


Fonte: TREPTOW, 2003, pg. 170, 171.

6.2 Desenho Técnico

O desenho técnico também é conhecido como desenho planificado ou de


especificação.
Para Fulco e Silva (2005, p. 10) este é um importante instrumento para
representação e interpretação das peças do vestuário.
No desenho técnico, a peça do vestuário é representada de forma planificada,
sem distorções, características dos desenhos de moda, e sem aparecer volumes de um
corpo de manequim, conforme ilustração abaixo.

Figura 2: Modelo de desenho técnico


Fonte: TREPTOW, 2003, pg. 149.

Nesta representação, deve ser detalhado todo o tipo de especificação necessária


para a construção da peça, para que esta saia de acordo com o desejado. O que
reforça Araújo (1996, p. 25 e 26) quando afirma que:

O desenho técnico de uma peça é a representação gráfica efectuada de tal


forma que o mesmo possa ser realizado exactamente como fora previsto pelo
modelista, sem que haja qualquer possibilidade de interpretações divergentes
e sem que seja necessário recorrer a outros documentos: estado descritivo,
modelo, etc.

Em alguns casos, para que ocorra um melhor detalhamento das especificações


da peça, “partes do desenho técnico são ampliadas em um outro desenho para mostrar
detalhes de costuras ou acabamentos” (TREPTOW, 2003, p. 148), e algumas medidas
também podem ser aplicadas ao desenho, como é o caso do comprimento e da largura
das partes.
Este desenho “é o meio de comunicação entre estilista e modelista, bem como
para a produção de peças em larga escala e seu controle de qualidade” (FULCO e
SILVA, 2005, p. 10), pois é através dele que todos os colaboradores da construção
desta peça terão uma base de como deve ser feita qualquer operação desejada na
criação do produto.
A sua principal função segundo LEITE e VELLOSO (2004, p. 61) é fornecer os
esclarecimentos técnicos para a confecção da roupa, mas ele também pode ser usado
para catálogos e manuais de venda.
O desenho técnico pode ser desenvolvido de forma manual, mas geralmente
ele é desenvolvido através de softwares de desenhos vetoriais como o Corel Draw, ou
em softwares específicos nesta área, como o Audaces Estilo e a Biblioteca do Audaces
Estilo1, conforme figuras abaixo.

Figura 3: Audaces Estilo

Fonte: AUDACES ESTILO, 2006.

1
Para maiores informações, acessar http://www.audaces.com.br/
Figura 4: Biblioteca Audaces Estilo

Fonte: AUDACES ESTILO, 2006

O desenho técnico é a parte visual da ficha técnica, por isso deve ser
representado de forma clara e exatamente como se deseja o produto, para que não
ocorram eventuais falhas durante o processo produtivo.

6.3 Produto do Vestuário

Segundo JURAN (1997), produto é o resultado final de qualquer processo –


qualquer coisa que seja produzida, ou seja, é algo desenvolvido através de um
processo de fabricação, que chega até o consumo.
“O desenvolvimento de um produto é o processo de transformar uma idéia sobre
um produto em um conjunto de instruções para sua fabricação” (BAXTER, 2003, p. 21).
Antes de este produto ser desenvolvido, ele deve ter suas características e
metas bem definidas. BAXTER (2003) demonstra isso quando diz que não é fácil obter
lucro com os novos produtos. Assim, é importante gerar o maior número possível de
alternativas para o novo produto e eliminar aquelas que não servem.
“Um produto físico pode ser claramente descrito em termos de seus atributos, se
não de suas funções: tamanho, partes, materiais e assim por diante”.(NORMANN, apud
CORDEIRO, 2001, p. 18).
Para este desenvolvimento, “existem as exigências dos consumidores,
representando as características básicas que devem ser incluídas, para que o produto
seja comercialmente viável” (BAXTER, 2003, p. 19).
E estas características do produto devem ser bem pensadas e definidas para que
atinjam de forma eficiente ao publico consumidor.
“O projeto e a criação de um produto social implica, essencialmente, a
identificação das necessidades dos adotantes escolhidos como alvo” (KOTLER, 1998,
p. 147).
Albrecht (apud CORDEIRO, 2001, p. 21) nos diz que: “uma vez que a maioria
dos produtos é similar, o campo de batalha é serviços: mediante os serviços o negócio
pode diferenciar-se dos concorrentes”. E também Téboul (apud CORDEIRO, 2001, p.
21): “à medida que os bens produzidos se parecem cada vez mais com os de seus
concorrentes, a melhor maneira de se obter uma vantagem competitiva reside,
inevitavelmente, ora em desenvolver a dimensão serviço em sua oferta”.
Embora um serviço também seja uma espécie de produto, Cobra afirma que
“produto é objeto; serviço é o resultado de desempenho” (apud CORDEIRO, 2001, p.
20).
É esse diferencial do serviço oferecido pelo produto que atrairá muito mais os
consumidores.
Partindo desses conceitos de produtos, conclui-se que o produto do vestuário,
nada mais seja do que o resultado dos processos de criação, confecção, acabamento,
entre outros de uma indústria do vestuário e podem ser classificados como peças de
roupas, acessórios, cama, mesa, banho e casa.
E estas características do produto devem ser bem pensadas e definidas para que
atinjam de forma eficiente as necessidades do público-alvo escolhido como consumidor.
Pelo fato de existirem muitos produtos do vestuário similares no mercado, e
vários destes disputando o mesmo público-alvo, estes devem ter foco também nos
serviços e na satisfação de necessidades que não sejam as de usabilidade,
preocupação constante de empresas e designers.

6.4 Beneficiamentos Têxteis

Beneficiamentos Têxteis, também chamados de acabamentos têxteis, têm como


objetivo fazer com que os produtos das fiações, tecelagens e malharias se tornem mais
atraentes ao consumidor, mudando suas características, tais como cor, toque, largura,
etc. (GRANJA, 1999).
Cherem (2004, p. 62) afirma, de uma forma mais detalhada, os objetivos do
beneficiamento têxtil quando diz:

Nesta etapa objetiva-se, portanto, transformar os tecidos, a partir do estado


cru, em artigos brancos, tintos, estampados e acabados. São executados
processos e operações técnicas, respeitando as características dos materiais
têxteis, que conferem conforto, durabilidade e propriedades especificas ao
produto final.

Ou seja, é um conjunto de operações realizadas sobre os processos têxteis que


retiram impurezas existentes nos tecidos, e que também buscam a melhoria do material
através de tingimento, estampagem, entre outras operações. Os
beneficiamentos têxteis se dividem em três categorias:

 Beneficiamentos Primários
 Beneficiamentos Secundários
 Beneficiamentos Terciários ou Finais

6.4.1 Beneficiamentos Primários

Consistem na “preparação do substrato para receber tintura e/ou acabamento”


(GRANJA, 1999).

Os beneficiamentos primários que se aplicam aos materiais têxteis tem como


objetivo de prepará-los para os beneficiamentos secundários, beneficiamentos terciários
ou para a comercialização. Este tratamento atinge as características de limpeza,
hidrofilidade, grau de brancura e brilho (SENAI, 2000).
Segundo Granja (1999), esta fase pode se limitar a apenas uma purga
(lavagem), com o objetivo de eliminar os óleos impregnados na fibra durante o processo
de fabricação, ou processos mais complexos, tais como a desengomagem, o pré
alvejamento, a mercerização, a caustificação, a chamuscagem, etc.

6.4.2 Beneficiamentos Secundários

São as bases para a elaboração deste trabalho, e compreendem pelo tingimento


(lavanderia), estamparia e o bordado, que não é citado em muitas bibliografias, mas
também se enquadra nesta classificação por ser um acabamento que elabora a peça
para o cliente, não sendo parte do processo de preparação para outros acabamentos,
como é o caso dos beneficiamentos primários, e nem sendo uma característica
“especial”, caracterizada pelos beneficiamentos terciários (o que será abordado
posteriormente).

Os beneficiamentos secundários têm como objetivo principal dar coloração total


e/ou parcial (estamparia) ao substrato (GRANJA, 1999).

De um modo mais detalhado, SENAI (2000) aborda que nesta fase são aplicados
aos materiais têxteis, produtos para sua modificação cromática, podendo conferir em
toda sua extensão (tingimento) ou de forma localizada (estamparia).

6.4.2.1 Lavanderia

O tingimento, em tecidos foi inicialmente utilizado para que houvesse uma


diferenciação no vestuário habitual, fazendo com que a peça confeccionada ganhasse
uma nova aparência e transformando-a, se não em exclusiva, com uma “nova cara”.
Este tingimento pode ser uma mudança total na cor de peça, ou algumas
mudanças em nuances da coloração e marcações no tecido feitas manualmente após a
sua confecção.

Na indústria têxtil atual, a tinturagem tem por objetivo dar ao tecido uma
coloração diferenciada da natural, realizada de uma forma integral – o que faz
uma das dessemelhanças em comparação com a prática artesanal – e
produzindo efeito único em sua superfície. (CHATAIGNIER, 2006, p. 58).
O tingimento de forma artesanal teve inicio há vários séculos atrás, mas com os
hippies, evoluiu e estendeu-se para a moda em geral. CHATAIGNIER (2006, p. 58) diz
que “pode-se afirmar, sem dúvida, que o tingimento artesanal celebrado principalmente
nos anos 1970, foi um dos responsáveis pela aceleração das técnicas e opções de
coloridos nos tecidos destinados ao vestuário dentro do padrão fashion”.
Em matéria de lavanderia, os rumos foram os mesmos. Em uma forma mais
detalhada, CARTOIRA (2006) aborda que este processo artesanal realizado a partir das
décadas de 60/70 mostra a sua ligação com a moda cotidiana:

Os efeitos de desbotamento sobre peças confeccionadas partiam do material


tinto e começaram a ter aceitação com os hippies, que obtinham os efeitos
produzidos pelo desgaste do tecido com o uso, ou através de lavagens
caseiras, empregando soluções de hipoclorito de sódio. Em pouco tempo, essa
tendência, que veio da rua, passa a ser uma nova atitude, e chega à industria
através do emprego de produtos químicos para provocar o desbotamento”
(CARTOIRA, 2006, p. 91 e 92).

Seguindo a mesma linha de raciocínio, CHATAIGNIER (2006) também cita os


hippies, juntamente com os yuppies, como sendo influencias para que os métodos de
tinturaria industrial no ramo têxtil, assim como lavagens químicas, passassem a fazer
parte do cotidiano durante as décadas de 1970 e 80.
Para obter-se um efeito de envelhecimento nas peças confeccionadas, passou-
se a utilizar a pedra-pomes ou a argila nodulizada durante o procedimento de lavagem,
para promover o desgaste do tecido.
”Uma das vantagens para que esse trabalho se tornasse melhor, residia na sua
estrutura resistente, sarjada, na qual a tessitura em diagonal garantiria o sucesso e
promessa de maior duração” (CHATAIGNIER, 2006, p. 59) tanto nesta forma de
lavagem, como em outras técnicas aprimoradas através de constantes variações na sua
apresentação, o que trouxe cada vez mais inovações e aperfeiçoamento a esta área.

O primeiro processo que procurou dar ao tecido um aspecto de


envelhecimento precoce e que deu origem aos demais foi o denominado
“lixado”, que consiste em passar o tecido, em aberto e de forma contínua, em
equipamentos normalmente improvisados, providos de cilindros revestidos
com material abrasivo (lixa fixada com cola em rolos de madeira).
O processo que se seguiu foi o denominado “Délavé” que, inicialmente
utilizado em veludos (corduroy), possuía a denominação especial de “Délavé
Cord”, sendo posteriormente aplicado em denim e brins em geral” ( SENAI,
1994, p. 38).
O maquinário utilizado para a obtenção destes efeitos nas peças é basicamente
a “máquina de lavar, o extrator centrifugo e a secadeira de tambor rotativo (“Tumbler”)”
(SENAI, 1994, p. 18).
Estes efeitos podem ser de forma regular, ou de forma irregular, aonde as
lavagens são produzidas através de padrões ou aleatoriamente sobre o tecido. Nestes
casos, as lavagens recebem nomes diferentes, que variam de acordo com a estação do
ano, tendência de moda, da lavanderia industrial e das grifes que trabalham com a
lavagem.
Chataignier (2006) seleciona os nomes das lavagens industriais mais usadas nos
jeans, todos americanizados, ainda que, a cada estação surjam novidades e releituras:
• Bleached: lavagem realizada com alvejantes e enzimas químicas que levam ao
desbotamento integral e uniforme do tecido jeans. È feita antes da confecção da
peça de vestuário. Quando é praticada com a roupa pronta, recebe o nome de
délavé, um toque fashion francês.
• Destroyed: Lavagem realizada com química corrosiva, deixando rasgões nas
peças e coloridos aleatórios conseguidos com a superposição de tintas antes da
lavagem.
• Estonado: lavagem realizada com pedras vulcânicas, nesse caso o tipo que é
conhecido como pedra pomes, leve e porosa, causando no tecido ranhuras
desiguais quando batidas na maquina de lavagem industrial.
• Dust wash: lavagem realizada em tecido estonado que recebe corantes
acinzentados. Indicado para peças prontas.
• Fire wash: lavagem realizada em jeans escuro (índigo ou black) com corantes
vermelhos que produzem tons próximos aos do fogo ou aos de terras barrentas.
O efeito obtém melhores resultados com peças já confeccionadas.
• Gold wash: lavagem realizada em jeans que tenha uma base estonada média
com sobretinta em tom cáqui, dando efeito de envelhecimento. Também mais
indicado para a peça pronta.
• Light used: lavagem realizada em alvejantes químicos de alta densidade,
provocando efeitos de desgaste e envelhecimento em jeans claros.
• Médium distressed: lavagem realizada em jeans escuro com amaciamento
prévio, sendo que o tecido é lixado depois manualmente, o que torna o produto
final mais caro.
• Mud wash: lavagem realizada em jeans escuro (azul ou black jeans) com
sobretinta verde, algumas vezes produzindo efeito de camuflado.
• Overdie: lavagem realizada por múltiplos recursos e tonalidades diferentes de
corantes, criando efeitos de sujeiras.
• Pré-washed: lavagem realizada com a finalidade de amaciar o tecido, por meio
de enzimas amaciantes ou silicone. Sem acabar com a solidez do índigo, esta
lavagem torna o produto agradável no toque e uso. Não muda o tom do tecido.
• Second hand: lavagem realizada com pedras que proporcionam aspecto de
roupa usada na peça, como se fosse de brechó; seu nome significa segunda
mão.
• Snow wash: lavagem realizada com respingos aleatórios de material químico
corrosivo, que embranquece a peça pronta em determinados lugares como se
fossem flocos de neve.
• Soft rigid: lavagem realizada em tecido virgem, visando um leve amaciamento.

O marketing também utiliza-se dos nomes e da variedade de lavagens para


incentivar as vendas:

“stone-washed (solução descolorante), stone color (retingimento do produto


depois do stone-washed em cor diferente), old stone color (nova lavagem com
pedra sobre o produto retingido).
Hoje, em pleno século XXI, as lavagens são outras: bleached (bem claro),
coated (cobertura com resina e pigmento), metalizados (pigmentos prata ou
ouro), crumple (amarrotados localizados), dirty (esverdeado, violetado ou
amarelado), mustache (desgaste frontal falso), printed ou hand printed
(pincelado com mensagens), sprayed (grafite surrado com as cores do arco-
íris), spotty (manchados com pincéis ou jatos de tinta), vintage (usados,
puídos), reservas (estampas com corrosão decorantes com motivos)”
(CARTOIRA, 2006, p. 92 e 93).

As peças que inicialmente passavam pelo processo de Délavé, logo passaram a


outros processos, do qual se destaca o denominado “stone wash” (lavagem com pedra).
Conhecido também como “stone washed” (lavado com pedra), este processo de
envelhecimento emprega também processos de tinturas, nos quais os corantes são
fixados nas fibras de forma superficial para facilitara remoção posterior.
“É utilizado, sobretudo, o corante de redução índigo para obtenção do “Blue
jeans”, corantes ao enxofre, reativo e, até, corantes substantivos”. (SENAI, 1994, p. 38).
A denominação do processo (lavado com pedra) reflete a realidade empregada,
visto que as peças confeccionadas são lavadas em máquinas do tipo rotativas em
presença de pedra pome ou vulcânica, que é o material abrasivo que é responsável
pelo desgaste superficial do tecido.

6.4.2.1.1 Processos derivados do “stone-washed”, “start-washed” ou


“stone-dry”

Denominações atribuídas ao processo “Stone-washed”, no qual foi praticamente


eliminada a água, visto que as peças eram embebidas na solução descolorante, de
acordo com SENAI (1994).

• “STONE COLOR”
Consiste em retingir o artigo já tratado pelo processo “Stone-washed” em cor
diferente, normalmente em cor mais clara e mais viva, sendo utilizados sobre tudo os
corantes substantivos, facilmente aplicáveis nas máquinas de lavar.

• “OLD STONE COLOR”


Processo que resume em aplicar uma nova lavagem com pedra (stonagem)
sobre o artigo retingido, ou seja, é aplicar o “Stone Washed” sobre o “Stone Color”.

• “STONE WASHED” (QUÍMICO)


Surgiu com o objetivo de substituir o processo com pedra para ser utilizado nos
tecidos sensíveis à abrasão, notadamente tecidos leves.
Proporciona aspecto envelhecido, com maior desgaste nas costuras e com efeito
inferior ao processo com pedra.

• “SNOW WASHED”
Assemelha-se ao processo “STAR-Washed” ou “DRY-Washed”, visto que obedece às
mesmas fases, ou seja, as peças são desengomadas parcialmente, através de purga
alcalina, seguindo-se o processo de tratamento das peças embebidas na solução
descolorante (“STAR-Washed”) ou através da aspersão da solução sobre as mesmas
(“Snow-Washed”).

O SENAI (1994) destaca também alguns fatores que podem influenciar na


qualidade das peças beneficiadas com efeitos de desbotamento:
• Quantidades de produtos químicos e auxiliares empregados nos diversos
processos; cada processo deve ter a sua formulação previamente estabelecida.
• Tempo de tratamento, temperatura e pH de cada banho e do material no final do
processo.
• Quantidade de goma existente no material; certos tipos de defeitos como riscos,
“pés-de-galinha” e outros são geralmente ocasionados pela remoção incompleta da
goma, nos processos onde a desengomagem é necessária.
• Teor de unidade no material. Este ponto é particularmente importante,
principalmente quando as peças são submetidas ao tratamento com pedras
umedecidas com solução de produtos químicos, que atuarão na retirada do corante.
Assim, pequenas variações na quantidade de umidade nas peças poderão causar
diferenças no padrão de desbotamento entre uma peça e outra.
• Costuras que provocam fortes zonas de atrito. É comum se ouvir dizer que o
tratamento com pedras foi excessivo e que provocou o rasgamento das peças,
principalmente nas bainhas. Contudo, na maioria das vezes tem sido constatado que a
causa deste problema está relacionado com a alimentação irregular do tecido na
maquina de fazer bainhas, tendo como conseqüências o aumento da zona de atrito e,
por conseguinte, o poimento do tecido nessas regiões durante o processo de
beneficiamento.
• Abertura das peças. Esta operação é de grande importância para eliminar as
dobras ou vincos que deixarão marcas nas peças.
• Gramatura do tecido. Peças confeccionadas com tecidos de menor gramatura
deverão submeter-se a tratamentos mais suaves para a obtenção de um mesmo efeito
produzido em tecidos de gramatura maior.
• Tecidos de procedências diferentes. Geralmente reagem de forma diferente
quando submetidos a um mesmo tratamento. Por este motivo, deve-se preparar uma
formulação para cada artigo, de modo que se obtenham resultados semelhantes com
tecidos de procedências diferentes.
• Quantidade de peças a serem colocadas na máquina. O cálculo deverá ser
sempre baseado no peso total do material para cada batelada.
• “Quebra de costuras”. Costuma-se passar a ferro para arrematar ou quebrar as
costuras ou trabalhar com as peças no sentido do avesso quando da retirada da goma
para se evitar o aparecimento de riscos claros nas laterais das peças, próximo às
costuras.
• Quantidade, formato e tamanho das pedras utilizadas nos processos para manter
a uniformidade no desgaste das peças.

6.4.2.2 Estamparia

“A origem da palavra estamparia é inglesa, mais exatamente printwork, ou seja,


trabalho pintado” ( CHATAIGNIER, 2006, p. 82).
A estamparia é o processo de “gravar” desenhos no tecido, ou na forma de
tecidos estampados (estampa corrida) ou em desenhos em locais específicos da peça
(estampa localizada).

Estampar ou imprimir designa de maneira genérica diferentes procedimentos


que têm como finalidade produzir desenhos coloridos – e também brancos ou
monocromáticos – na superfície de um tecido, como se fosse uma pintura
localizada que se repete ao longo da metragem da peça e aplicada no seu lado
conhecido como lado direito (CHATAIGNIER, 2006, p. 82 e 83).

Enquanto para Araújo (1987), embora a estamparia seja por vezes considerada
como um caso particular do tingimento, na óptica dum ”tingimento local”, preferimos
encará-lo como uma operação totalmente distinta, pois as técnicas utilizadas têm muito
poucas semelhanças.
Os desenhos que serão gravados no tecido/peça podem ser desenvolvidos a
mão ou em um computador, através de programas vetoriais ou em bitmaps.
Existem também alguns programas mais sofisticados que permitem que as cores
do desenho sejam separadas, e assim, os quadros e cilindros sejam gravados.
Treptow explica melhor esta divisão das cores na estamparia quando diz que “em
estamparia, cada cor impressa corresponde a um quadro ou cilindro de gravação.
Esses cilindros ou quadros devem ser numerados, identificando a parte do desenho que
se referem” (2003, p. 151).
As diferenças entre os processos de estamparia corrida e localizada é que no
primeiro, o desenho escolhido é estampado repetidamente o desenho por todo o
comprimento do tecido de forma regular, este intervalo regular é chamado de “rapport”
ou raportagem, e o segundo método aplica o desenho desejado sobre partes de peças
já cortadas ou mesmo sobre peças costuradas, tendo como resultado uma figura
aplicada sobre a peça sem que esta seja repetida.

6.4.2.2.1 Procedimentos de impressão/estamparia

Direto: feito com motivos coloridos sobre o lado direito do tecido.


Corrosão: realizado por uma mistura de corantes que vão vaporizar e destruir
localizadamente a tintura do tecido em que se trabalha e regenerar o fundo branco ou
natural do tecido.
Fio tinto: os desenhos são formados por fios já tinturados previamente.

Os principais tipos de aplicações de estamparia segundo Chataignier (2006) são:

• Estamparia com rolos: é feita com o emprego de cilindros de cobre gravados


com perfurações e recobertos com massas corantes sobre as quais o tecido que
será estampado passa direto antes de ser secado. O corante é injetado dentro
dos cilindros e sai pelos orifícios do desenho gravado.

Figura 5: Máquina de estampar em rolos 1

Fonte: BARCELOS.

Figura 6: Máquina de estampar em rolos 2


Fonte: BARCELOS.

Figura 7: Máquina de estampar em rolos 3

Fonte: BARCELOS.

• Estamparia em quadros: é realizada por intermédio de quadros feitos com


molduras de madeira recoberta com telas de gaze de poliéster, nos quais os
desenhos se acham gravados. Esse processo pode ser executado em mesa
especial para estamparia.
Figura 8: Estamparia em quadros.
Fonte: CHIZO.

• Estamparia com quadros rotativos: utiliza-se o mesmo sistema da aplicação


anterior, a diferenciação reside nos quadros, que são movidos automaticamente.

Figura 9: Estamparia em quadros rotativos 1

Fonte: LPR PROMOCIONAL.

Figura 10: máquina de estamparia em quadros rotativos 2


Fonte: RUPEX.

São alguns tipos de estampas, citadas ainda por CHATAIGNIER (2006):

• Batik (que significa no idioma dominante da Indonésia, desenhado a mão):


coloca-se cera de origem animal em certos pontos do desenho que assim ficam
ocultos. Quando a cera é retirada aparecem efeitos interessantes.

Figura 11: Estampa Batik

Fonte: HOLLANDERS.
Figura 12: Estamparia Batik

Fonte: INDSTUDIO.

• Ikato: obtido pela tecitura de fios do urdume ou da trama, antecipadamente


tinturados e selecionados, técnica que prefigura a estampa em cadeia.

Figura 13: saia com estampa Ikato

Fonte: APAKABAR.
Figura 14: estampa Ikato

Fonte: CICAK-BALI.

• Flock: impressão feita em quadros que recebem uma cola especial na qual
salpica-se fibras em pó tinturadas com alguns milímetros de comprimento.

Figura 15: Estampa Flock

Fonte: SERIGRAF.

• Clocagem: estamparia obtida por uma pasta que contém soda cáustica em geral
colocada em listras e em tecidos de algodão. Na evaporação, as listras são
restauradas e provocam ondulações nos intervalos que as separam e as tornam
enrugadas.

• Devore: só é aplicado em materiais têxteis que tenham duas fibras distintas em


mistura próxima. A pasta corante, que possui um forte agente químico, destrói
uma das fibras no que se refere à cor e deixa a outra como foi utilizada
inicialmente.
Figura 16: Estampa Devore

Fonte: SUPER ARTISTIC BC.

• Tye and die: embora envolva a tinturaria, esta técnica pode ser definida como
estampa, por criar motivos aos tecidos. Ela é oriunda da África do Norte, e
consiste em dar nós, dobrar, enrugar, preguear ou plissar tecidos, que recebem
um banho de tinta; as partes tinturadas com maior ou menor volume de
pigmentos, provocarão resultados diferenciados.

Figura 17: Estamparia tye and die

Fonte: MAKEZINE.
Figura 18: Estampa tye and die
Fonte: SEWITSEAMSTIEDYE.

6.4.2.3 Bordado

Os bordados, na maioria das obras sobre beneficiamentos secundários, não se


enquadram nesta categoria, mas merecem atenção especial aqui, pois destaca-se que
assim como a lavanderia e a estamparia, o bordado é uma técnica que pode ser
aplicada aos tecidos, em peças cortadas ou ainda, em peças prontas e que por este
motivo também consiste numa espécie de beneficiamento.
Os bordados consistem em desenhos reproduzidos nos tecidos através de
conjuntos de fios que podem ser aplicados manualmente ou através de maquinas
específicas.
Eles são aplicados na peça em locais definidos pelo designer, que também “é
responsável pela escolha ou criação desse desenho e pela determinação de suas
variantes de cor conforme o fundo em que é aplicado” (TREPTOW, 2003, p. 150).
Estes desenhos devem ser criados em programas computadorizados de
desenhos vetoriais, pois os softwares de elaboração de bordado não conseguem recriar
desenhos com muitas tonalidades de cores (bitmap).
O número de agulhas existentes no cabeçote das maquinas de bordar limita as
quantidades de cores que poderão ser utilizadas no desenho e seu valor é medido,
através da quantidade de pontos que ele possui. Bordados mais condensados,
significam mais fechados e consequentemente, mais pontos e bordados menos
condensados, significam que o a trama é mais aberta.

Figura 19: bordado

Fonte: AMNA.

Figura 20: Logotipos bordados 1

Fonte: GRAFICOS DEL CARIBE.

Figura 21: logotipos bordados 2


Fonte: TC-REPLICAS.

Figura 22: Máquina de bordados

Fonte: CAMISETAS.

Figura 23: Bastidor da máquina de bordar


Fonte: MAKNUDO.

Figura 24: Operador na máquina de bordados

Fonte: MAKNUDO.

6.4.3 Beneficiamentos Terciários ou Finais

“No processo final são executadas atividades por meio de tecnologias especificas
que procuram agregar ao produto têxtil estabilidade dimensional, características
especiais, etc” (CHEREM, 2004, p. 62). Este tipo de
beneficiamento tem como objetivo a adição de algumas características extras ao
tecido/produto, proporcionando ao mesmo, características finais mais nobres e
funcionais de toque, uso e aparência a fim de diferenciar o artigo e atrair mais o
consumidor. Este processo pode ser um amaciamento comum ou processos mais
complexos, tais como: proteção anti-chama, impermeabilização, navalhagem, felpagem,
etc (GRANJA, 1999).
7.PESQUISA DE CAMPO

Através de uma pesquisa exploratória, e com a utilização de entrevistas semi-


estruturadas focalizadas, para que houvesse uma maior interação entre o entrevistador
e o entrevistado, a pesquisa de campo foi realizada entre os dias 14 de setembro e 14
de outubro de 2006.
As empresas entrevistadas são de pequeno e médio porte. Três, de um total de
seis empresas, que realizam os processos de beneficiamentos secundários, e as outras
três que solicitam a realização destes beneficiamentos, ou seja, do tingimento
(lavanderia), da estamparia e do bordado, e estão localizadas nos municípios de
Francisco Beltrão e Dois Vizinhos.
Os dados coletados nestas entrevistas são de grande importância na elaboração
de fichas técnicas que auxiliem e agilizem os processos de beneficiamento secundário,
pois estes foram extraídos diretamente junto a quem trabalha nesta área e sabe quais
são as dificuldades encontradas no seu cotidiano. São dados e opiniões fidedignas que
contribuíram para o aprimoramento e inovações nos itens das fichas técnicas
elaboradas.

8. ANÁLISE DOS DADOS

8.1 Análise dos dados – Lavanderia e Lavanderia/ Solicitante

A empresa entrevistada que realiza os processos de lavanderia desenvolve este


processo apenas para outras empresas, por ser uma empresa específica nesta área e
não possuir uma produção própria do material confeccionado.
Para obter informações sobre a solicitação do processo e realizá-lo
adequadamente, a empresa utiliza-se de uma ficha de pedidos, sem o auxílio de uma
ficha técnica específica, o que também acontece com a empresa que solicita o
processo de lavanderia. Os dados contidos nesta ficha de pedidos e,
conseqüentemente, considerados como importantes para a realização do
beneficiamento são:
 Cliente
 Data
 Tipo de lavagem/ processo
 Cor
 Referência
 Artigo
 Quantidade
 Valor unitário do processo
 Valor total do processo
 Observações
Há também os dados que são importantes para a realização do processo, mas
que vêm separadamente da ficha de pedidos, estes dados são:
 Peça piloto;
É enviada para que haja essa comparação entre o serviço prestado com o
exigido.
 Local de lixados e outros detalhes feitos manualmente;
Que são indicados com desenhos sobre as peças com giz, indicados de acordo
com a peça piloto, indicados verbalmente ou o cliente pede para que estes sejam
desenvolvidos aleatoriamente.
No caso da empresa solicitante entrevistada neste trabalho, os detalhes, como
os lixados e puídos, são realizados na própria empresa, o que não inutiliza a
importância de especificações sobre esta área na ficha técnica, pois não são todas que
realizam estes procedimentos dentro da própria empresa.
 Fotografia ou ilustração;
Auxiliam também na identificação da lavagem e dos efeitos solicitados.
 Novas lavagens;
Quando a empresa desenvolve novos tipos de lavagens, ela procede através de
testes aleatórios ou desenvolve conforme fotografias. Para a representação da nova
lavagem desenvolvida (fórmula da lavagem), se faz necessário um local próprio contido
na ficha técnica.
Outro item que merece destaque e que foi levantado pela empresa que realiza o
processo entrevistada é o acréscimo de especificações sobre o tipo de tecido, tempo de
máquina e processos, temperatura da máquina, química (produtos que podem ou não
ser utilizados no tecido), fornecedor e composição deste, pois no momento da
solicitação do beneficiamento, os clientes não enviam especificações detalhadas sobre
os tecidos.
As peças são identificadas no processo de lavagem através da etiqueta que
consta na ficha de pedidos.
Na margem inferior da ficha técnica, o entrevistado sugere que seja
acrescentada a seguinte frase:
“A produção deve ficar conforme a peça piloto, mas a empresa não se
responsabiliza por nuances não testadas”, acompanhada da assinatura do cliente, para
que este, posteriormente, não venha responsabilizar a empresa que realizou o processo
por resultados diferentes dos solicitados.

8.2 Análise dos dados – Estamparia e Estamparia/ Solicitante

A empresa entrevistada que realiza o processo de estamparia desenvolve este


processo apenas para outras empresas, por confeccionar apenas sob pedidos externos.
Nesta empresa não é utilizada a ficha técnica, o que também não ocorre na
empresa solicitante do serviço, então, para recolher os dados necessários para a
realização adequada da estamparia são utilizadas fichas de pedidos, com dados sobre:
 Cliente
 Quantidade de peças
 Tipo de estampa
 Cores
 Materiais
 Local da estampa
 Peça piloto
 Fotografia ou ilustração
 Observações
A empresa que realiza o beneficiamento recebe uma peça piloto para que haja
uma comparação entre o serviço prestado e o exigido, e para que possa ser indicado o
local correto para a aplicação da estampa. No pedido da estampa, a empresa solicitante
só envia uma peça piloto para estampas muito diferenciadas.Quando ocorre o envio,
esta serve para indicar os locais da estampa, se a peça piloto não é enviada, os locais
das estampas são indicados conforme anotações sobre a peça ou conforme ilustrações
feitas em um software de desenhos vetoriais chamado Corel Draw.
O desenvolvimento de novas estampas é feito conforme fotografias e através de
testes variados aleatórios.
A empresa que realiza a estampa não aceita que esta seja muito pequena ou
com muitos detalhes, pois as cores podem misturar-se, já que as estampas são feitas
em quadros específicos para cada cor, e estes são aplicados em etapas diferentes
durante o processo.
A empresa solicitante envia juntamente com o pedido especificações de quais
produtos devem ser utilizados na estampa.
Não são desenvolvidas novas cores de estampa através de pigmentos nesta
empresa pesquisada, pois eles utilizam-se sempre de uma variação de tintas prontas.
Já no caso da empresa solicitante, a escolha das cores é feita através de amostras
destas em tecidos pelo cliente inicial.
Em caso de escolha de cores diferenciadas, é solicitado à empresa que realiza
este processo que desenvolva a nova cor a partir de pigmentos, os quais devem ser
representados na ficha técnica para que haja um registro da formulação desta nova
pigmentação para uso em outras peças do mesmo lote, ou até para que seja utilizada
posteriormente.
A empresa que realiza esse beneficiamento baseia-se pelo desenho para saber
em qual etapa da estamparia está a peça, ou seja, ela verifica em quais etapas da
estampa a peça já passou para saber qual será a próxima etapa.

8.3 Análise dos dados – Bordado e Bordado/ Solicitante

A empresa entrevistada que realiza o bordado desenvolve este processo apenas


para outras empresas, por ser uma empresa especializada em confeccionar sob
pedidos externos.
Como ferramenta para a transferência de dados entre a empresa que solicita o
bordado e a empresa que realiza este serviço é utilizada uma ficha de pedidos, sem a
utilização de uma ficha técnica específica.
Esta ficha de pedidos contém os seguintes dados:
 Cliente
 Telefone
 Nome do vendedor, para controle interno.
 Data do pedido
 Data da entrega
 Descrição do produto e bordado
 Preço
 Quantidade de peças
 Observações
Outras informações utilizadas pela empresa, mas que não aparecem na ficha de
pedidos, são:
 Tipo do bordado
 Local do bordado;
Vem marcado na peça piloto ou é especificado por ilustrações.
 Peça piloto;
É utilizada apenas para bordados muito diferenciados e serve para indicar o local do
bordado e também para que seja feita uma comparação do serviço prestado com o
exigido.
No caso desta não ser enviada, a peça piloto deve ser feita antes de todas as
peças a serem bordadas, e é aprovada segundo a análise do cliente.

 Fotografia ou ilustração;
Serve para que o responsável pela arte do bordado coloque a quantidade certa de
pontos do bordado ,e também para verificar especificações do bordado.
 Quantidade de pontos no bordado;
Utilizado como base para que o preço do serviço seja calculado.
 Cores
 Tipos de linhas;
Em questão de tipos de linhas, a empresa tem todos os tipos de materiais
utilizados para bordados, e as cores destes são escolhidas pelos clientes através de
cores impressas ou em fotografias e imagens, na empresa que solicita o bordado, as
cores do bordado também são escolhidas pelo cliente inicial, mas neste caso, esta
escolha é feita através de amostras de cores em tecidos e códigos de cores em cartelas
de linhas.
A empresa que realiza o bordado aborda como importante para a realização
deste beneficiamento, a utilização de um desenho técnico com todas as suas
especificações em uma ficha técnica.

9.CONSIDERAÇÕES DA PESQUISA

As seguintes fichas técnicas para beneficiamentos secundários foram elaboradas a partir


do estudo de campo realizado e da fundamentação sobre fichas técnicas, beneficiamentos
secundários e os assuntos que as norteiam.

9.1 Ficha técnica Lavanderia

Desenvolvida a partir dos estudos anteriores, esta ficha técnica é específica para as
empresas que requerem o processo de lavanderia e as que realizam este processo.
Esta ficha contém dados como o nome da empresa que irá prestar o serviço e o nome do
cliente, para saber quem esta solicitando a prestação deste, o artigo a ser lavado, sua referência e
quantidade, juntamente com a data do pedido e a data de entrega, para que possa ser feito um
processo produtivo, para que este processo termine e seja entregue no prazo.
Também são relacionados o valor unitário e valor total do serviço,
exigindo que a empresa faça logo uma projeção do processo a ser realizado e assim obtenha um
orçamento, este seja estipulado, e a lavanderia (prestadora de serviços) e o cliente não entrem em
conflitos posteriores. Contém ainda um item relacionado
diretamente aos tecidos, ou seja, o fornecedor, o tipo do tecido, a composição, processos
recomendáveis, produtos químicos recomendáveis, tempo de máquina máximo e temperatura
máxima da máquina, para que não ocorram problemas nas lavagens por não haver conhecimentos
sobre a matéria-prima, por não saber como agir, com que produtos e quais tipos de processos
poderão ser utilizados, evitando assim, perda de tempo e desperdício.
Por final, uma área reservada à
lavagem que será realizada no artigo confeccionado, nela cita-se o tipo de lavagem, a cor e a
formulação da lavagem, que a empresa solicitante já preenche com todas as seqüências
operacionais e os produtos que deverão ser utilizados, ou a própria lavanderia preenche com a
formulação da lavagem testada na peça piloto ou do seu arquivo de lavagens, utilizando a
formulação de uma lavagem utilizada anteriormente. A ficha faz
referencia a peça piloto no item que indica somente se esta está anexa ao pedido, com a presença
da peça piloto, pode ser feita uma comparação entre o pedido solicitado e o resultado final, e
serve também para que sejam visualizados os locais dos efeitos na peça.
Para apresentar o artigo com sua lavagem, local dos efeitos e suas
particularizações na própria ficha técnica, esta contém uma área com representações do artigo
através de desenhos técnicos e abaixo contem uma legenda para explicar cada detalhe que deverá
ser realizado na peça. Na parte inferior da ficha, existe um termo de
responsabilidade por parte da lavanderia explicando o seu encargo somente com lavagens
previamente testadas, neste termo segue local para a assinatura tanto do seu cliente (empresa
solicitante) quanto o da empresa que realiza a lavanderia.
Ficha Técnica - Lavanderia
Lavanderia: Cliente: Valor unitário:
Data do pedido: / / Artigo: Valor total:
Data da entrega: / / Referência: Quantidade: //////////////////////////
Tecidos Desenho Técnico
Fornecedor:
Tipo de tecido:
Composição: Figura 25 – Modelo Ficha Técnica Lavanderia
Processos recomendáveis: SSS
SSS
\/\/
\/\/
\/\/\/
Produtos químicos recomendáveis:

\/\/\/
Tempo de máquina máx.: ||||| |||||

Temp. máx. da máquina: \/\/\/ \/\/\/


|||||

Lavagem \/\/\/
\/\/\/
Tipo de lavagem/ processo: \/\/

Cor:
Formulação da lavagem: Legenda
\/\/\/: lixado ||||||: rasgado
Peça piloto anexa Sim SSS: unha de gato
ao pedido: Não : aplicação de permanganato
A produção deve ficar conforme peça piloto, mas a empresa não se responsabiliza
por nuances não testadas.

____________________ ____________________
Empresa/ Responsável Cliente
Fonte: Autor do Projeto, 2006

9.2 Ficha técnica Estamparia

Esta ficha técnica é direcionada à empresas que solicitam o processo de estamparia e


empresas que prestam este serviço. A partir dos estudos
mencionados, direcionou-se a elaboração de uma ficha técnica que fosse o intermediador entre
estas empresas. E esta ficha contém informações como: Nome da empresa prestadora de
serviços, nome do cliente, ou seja, empresa solicitante, o tipo de estampa, quantidade, referência,
data do pedido, data da entrega, para que possa ser feita uma programação da produção e para
que os pedidos possam ser entregues dentro do prazo estipulado, valor unitário e valor total, que
são determinados para que não haja questionamentos depois do processo, nem por parte do
cliente e nem por parte da empresa que realiza o serviço, por isso, os valores e custos devem ser
rateados em uma previsão anterior. Outro dado importante contido, é uma tabela para registros
das formulações das cores utilizadas na estampa. Esta tabela relaciona o nome da estampa, sua
formulação e sua cor resultante. Nesta
ficha técnica também será descrito o produto, para que a empresa localize-o dentro do processo,
descrição da estampa, anotando qual será a estampa, a partir de que processo, etc., e a localização
da estampa, que também poderá ser analisada no desenho técnico presente também nesta ficha.
O desenho técnico traz uma descrição visual do artigo a ser estampado e dá
ênfase a estampa em si, e todas as suas especificações estão descritas em sua legenda. Isso torna a
continuidade do processo rápida, com ou sem a presença de uma peça piloto, dado que também
está presente na ficha técnica.
Ficha Técnica - Estamparia
Empresa: Data do pedido: / / Data da entrega: / /
Cliente: Referência: Valor unitário:
Tipo de estampa: Quantidade: Valor total:

Figura 26 - Modelo Ficha Técnica Estamparia


Produtos Nome Formulação Peso Cor
//////////
//////////
//////////
Fonte: Autor do Projeto, 2006

Desenho Técnico
Descrição da estampa:

Descrição do produto:
Localização da estampa:

Observações:
Legenda Estampa

Peça piloto anexa Sim


ao pedido: Não
9.3 Ficha técnica Bordado

A seguinte ficha técnica foi elaborada para intermediar o contato entre a empresa que
requer o bordado e a que realiza este processo. Entrevistas feitas, antes da
elaboração da ficha técnica, com as empresas do ramo levantaram pontos importantes a serem
abordados, que contribuíram para que esta fosse direcionada a este setor da indústria de
confecção. Esta ficha contém dados como o nome da empresa que
realizará o serviço e o nome do cliente, ou seja, empresa que requer o bordado, traz também a
referência do artigo que será bordado, para que se possa identificar qual o lote, de que cliente é
este lote e o que vai ser feito nele. O tipo de
bordado, a quantidade de pontos neste, e a quantidade de peças a serem bordadas são importantes
para que se possa fazer uma previsão de custos, e assim estipular os valores unitários e o total,
que juntamente com as datas do pedido e da entrega servem como base para que a empresa faça
um projeto do processo e programe-se para concluir o pedido até a data de entrega.
A descrição do produto e do bordado também estão inclusos na ficha para
que haja uma identificação deste lote dentro do processo e para um entendimento de qual será o
processo que este lote irá enfrentar. A localização deste
bordado é representada de forma escrita, e visualmente através do desenho técnico, que
representa também algumas especificações deste bordado citando-as na legenda. O desenho do
bordado em si, também é representado com ênfase neste desenho técnico.
Para que este bordado seja feito de forma fidedigna ao pedido, a ficha técnica
contém um item para apontar qual o material que deverá ser utilizado, ou seja, o tipo de linha e a
cor da mesma. Qualquer outra informação
relevante ao processo pode ser anotada na ficha na área de observações.
Esta ficha conta também com um item para que seja
indicado se neste pedido vem anexa uma peça piloto, para que possa ser feita a comparação entre
o serviço solicitado e o prestado, ou não.

Figura 27 – Modelo Ficha Técnica Bordado


10.CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ficha Técnica - Bordado


Empresa: Data do pedido: / / Data da entrega: / /

Cliente: Quantidade de peças: Valor unitário:


Referência: Quantidade de pontos: Valor total:
Descrição do produto: Desenho Técnico
Fonte: Autor do Projeto, 2006

Descrição do bordado:

Guimas

Localização do bordado:

Linhas
Tipo Cor

Legenda Bordado
Observações:

Guimas
Peça piloto anexa Sim
ao pedido: Não
Após um estudo bibliográfico fundamentado sobre fichas técnicas, acabamentos
secundários e alguns assuntos que norteiam esta área na indústria de confecção, entrevistas em
empresas que atuam neste setor, solicitando os beneficiamentos secundários e empresas que
realizam este processo, constatou-se que estas empresas não tinham uma ficha técnica específica
para este setor. Geralmente as empresas trabalham somente com anotações em rascunhos e com
fichas de pedido, que não contém todas as informações necessárias para que estes
beneficiamentos sejam concluídos da forma correta.

Neste momento surge o problema: Como auxiliar o desenvolvimento de beneficiamentos


secundários nos produtos do vestuário?

Após identificar os pontos fracos no modo que se organiza o processo de beneficiamento


secundário, analisado de que forma que se realiza o envio de peças para empresas que realizam o
beneficiamento, a forma de recebimento destas, por parte de quem beneficia as peças e
pesquisados os beneficiamentos secundário existentes, foram desenvolvidas fichas técnicas que
auxiliem na elaboração de beneficiamentos secundários, ou seja, a lavanderia, a estamparia e o
bordado, que foi incluso como beneficiamento secundário, apesar de não ser citado em muitas
bibliografias, por ser um acabamento que elabora a peça para o cliente, ele não é um processo de
preparação, como é o caso dos beneficiamentos primários, e nem um acabamento “especial”,
característica dos beneficiamentos terciários ou finais. Estas fichas técnicas têm a função de
ser o intermediador entre as empresas que requerem estes beneficiamentos e as empresas que
prestam este serviço, para que todas as informações necessárias, para que este processo seja
concluído com eficiência e eficácia, sejam apontadas e descritas com todos os detalhes.

Com todas as informações relevantes para a realização dos beneficiamentos em mãos, a


empresa prestadora de serviço conseguirá seguir à risca o que lhe foi pedido, fazendo
anteriormente um projeto de todo o processo, calculando os custos, sabendo quais produtos ou
materiais serão utilizados, e como proceder neste processo. Desta forma, a empresa não terá
desperdícios de tempo e nem de matérias-primas, reduzindo os custos e aumentando a
produtividade e conseqüentemente os lucros da empresa.
11. REFERÊNCIAS

AMNA. Disponível em: <http://www.amna.pt/artesanato/outros/bordados.htm>. Acesso em:


<09/11/06>, 01:23 h.

APAKABAR. Acesso em: http://apakabar.jp/suka-to.htm. Disponível em: <09/11/06>,


00:33 h.

ARAÚJO, Mario de. Tecnologia do Vestuário. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,


1996.

ARAÚJO, Mario de; CASTRO, E. M. de Melo. Manual de Engenharia Têxtil – 2° vol.,


Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1987.

BARCELOS. Disponível em: <http://www.barcelos.net/etexba/index.htm>. Acesso em:


<09/11/06>, 00:12 h.

BAXTER, Mike.Projeto de produto – Guia prático para o design de novos produtos. 2º


edição revista, São Paulo: Edgard Blücher LTDA, 2003.

CAMISETAS. Disponível em:


<http://www.camisetas.info/es/bordados+transfers+estampados/bordado.htm> . Acesso em:
<09/11/06>, 01:30 h.

CARTOIRA, Lu. Jeans, a roupa que transcende a moda. Aparecida: Idéias & Letras,
2006.

CHATAIGNIER, Gilda. Fio a fio: tecidos, moda e linguagem. São Paulo: Estação das
Letras Editora, 2006.

CHEREM, Luiz Felipe Cabral. Um modelo para a predição da alteração dimensional em


tecidos de malha de algodão. Tese apresentada ao programa de Pós-Graduação em Engenharia
de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção
do titulo de doutor em Engenharia de Produção. Florianópolis, 2004. Disponível em: <
http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/4973.pdf>. Acesso em: <11/08/06>.

CHIZO. Disponível em: <http://www.chizo.com.br/empresa.htm>. Acesso em:


<09/11/06>, 00:14 h.

CICAK-BALI. Disponível em: <http://www.cicak-


bali.com/bathik_Folder/Ik_Single_siz.htm>. Acesso em: < 09/11/06>, 00:34 h.

CORDEIRO, Nadir Radoll. Construção de um Modelo de Gestão Estratégica para


Organizações prestadoras de serviço utilizando o Balanced Scored, o
Gerenciamento de Processos e o Marketing de Relacionamento. Dissertação de
Mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação em Engenharia de Produção.
Florianópolis: UFSC, 2001. disponível em:
<http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/4363.pdf>. Acesso em: <12/06/2006>.

FULCO, Paulo de Tarso; SILVA, Rosa Lúcia de Almeida. Modelagem plana masculina
- métodos de modelagem. 1º reimpressão, Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2005.

GIL, Antônio Carlos. Como Elaborar Projetos de Pesquisa – 4º edição, São Paulo:
Atlas, 2002.
GRAFICOS DEL CARIBE. Disponível em:
<http://www.graficosdelcaribe.com/gmc/bordados.asp>. Acesso em: <09/11/06>, 01: 25 h.

GRANJA, Edson. Noções Básicas sobre Beneficiamento Têxtil. Disponível em:


<http://www.tinturariaeco.com.br/inftec01.htm>. Acesso em: <15/08/06>.

INDISTUDIO. Disponível em:


http://www.indistudio.com/india/surface/batik/batikKutch.htm. Acesso em: <09/11/06>,
00:25 h.

JURAN, J.M. A Qualidade desde o Projeto – os novos passos para o planejamento da


qualidade em produtos e serviços. São Paulo: Pioneira, 1997.

KOTLER, Philip. Aministração de Marketing: a edição do novo milênio. 10º edição.


São Paulo: Prentice Hall, 2000.

LAKATOS, Eva Maria e MARCONI, Maria de Andrade. Metodologia científica. 4º


edição. São Paulo: Atlas, 2004.

LEITE, Adriana Sampaio e VELLOSO, Marta Delgado. Desenho técnico de roupa


feminina. Rio de Janeiro: Senac Nacional, 2004.

LPR. Disponível em: <http://www.lprpromocional.com.br/fabrica.htm>. Acesso em:


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MAKEZINE. Disponível em: <http://www.makezine.com/blog/archive/2006/04/>. Acesso


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MAKNUDO. Disponível em: <http://maknudo.com/nosotros.php>. Acesso em: <09/11/06>,


01:34 h.

MINUZZI, Josiane; BELINAZO, Denadeti Parcianello;LEZANA, Álvaro Guillermo Rojas.


As relações entre Empreendedorismo e Marketing Social. Disponível em:
<http://www.fae.edu/publicacoes/pdf/IIseminario/organizacoes/organiacoes_01.pdf>
Acesso em: <20/08/2006>.

RECH, Sandra Regina.Qualidade na criação e desenvolvimento do produto de


moda nas malharias retilíneas. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa
de Pós Graduação em Engenharia de Produção. Florianópolis: UFSC, 2001. Disponível
em: <http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/4279.pdf>. Acesso em: <12/06/2006>.

RUPEX. Disponível em: <http://www.rupex.pt/html/apresentacao.html>. Acesso em:


<09/11/06>, 00:21 h.

SENAI. Disponível em: <http://www.sp.senai.br/bdifusor/Tecelagem/ >. Acesso em: <11/08/06>.

SERIGRAF. Disponível em: <http://www.serigraf.net.pl/flock.html>. Acesso em:


<09/11/06>, 00: 27 h.

SEWITSEAMSTIEDYE. Disponível em:


<http://www.sewitseamstiedye.com/patterns.htm>. Acesso em: <09/11/06>, 01:09 h.

SUPERARTISTICBC. Disponível em <http://www.superartisticbc.ca/i333_260-Silk-


Rayon-Velvet-Devore-Scarf-VS1008.php?start=0&lmid=333&cid=30>. Acesso em:
<09/11/06>, 00:38 h.

TC-REPLICAS. Disponível em: <http://www.tc-replicas.com.ar/cat-boutique.html>. Acesso em:


<09/11/06>, 01:25 h.

TREPTOW, Doris. Inventando Moda: planejamento de coleção. Brusque: Brusque,


2003.
12. APÊNDICES

Apêndice 1 - Questionário para lavanderias


Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa - Lavanderia

1) Como são os serviços desenvolvidos pela empresa?


( ) apenas para produção própria
( ) apenas para outras empresas
( ) para produção própria e outras empresas

2) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para o desenvolvimento do processo de lavanderia?


( ) Sim ( ) Não

3) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________

4) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar no desenvolvimento do processo de


lavanderia, com informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

5) Quais identificações são necessárias para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de lavagem
( ) Local de lixados e outros detalhes feitos manualmente
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( ) Outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

6) Quais identificações a empresa destaca como necessárias para que o serviço seja feito
adequadamente conforme o pedido?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
7) A empresa solicitante (ou responsável pela pilotagem) envia juntamente com o pedido uma peça
piloto para que possa haver uma comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças com lavagens muito diferenciadas

8) E como a empresa procede quando realiza novos desenvolvimentos de lavagens?


( ) realiza testes variados aleatórios ( ) desenvolve conforme fotografias
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
9) Como são indicados os locais onde haverão efeitos (puídos, lixados, rasgados, outros) sobre o
produto?
( ) Anotações sobre a peça ( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto ( ) Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente ( ) Outros: ________________________

10) No momento de solicitação da lavagem, os clientes enviam alguma indicação de quais produtos
poderão ser utilizados durante o processo de lavanderia ou como se deve proceder nesta etapa?
( ) Sim ( ) Não
( ) Conforme tipo de tecido ( ) Conforme qualidade do tecido
( ) Conforme especificações do cliente ou órgãos de fiscalização

11) Como a empresa identifica as peças no processo de lavagem, para localizá-las?


( ) Lacre ( ) Detalhes da peça descritos no pedido
( ) lava separadamente ( ) separa por lotes de clientes (peças pilotos)
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

12) Quais informações a empresa sugere como importantes para a realização deste serviço?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Apêndice 2: Questionário para quem solicita processos de lavagem
Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa – Lavanderia/Solicitante

1) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para o requerimento do processo de lavanderia?


( ) Sim ( ) Não

2) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________

3) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar no desenvolvimento do processo de


lavanderia, com informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

4) Quais identificações são especificadas para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de lavagem
( ) Local de lixados e outros detalhes feitos manualmente
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( )Outros:__________________________________________________________________
___________________________________________________________________________
5) A empresa envia juntamente com o pedido uma peça piloto para que possa haver uma
comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças com lavagens muito diferenciadas

6) E como a empresa procede quando requerem novas lavagens?


( ) realiza realiza as lavagens e envia a sua formulação juntamente com o pedido
( ) solicita que a lavanderia responsável realize testes até chegar à lavagem exigida
( )outros:__________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

7) Como são indicados os locais onde haverão efeitos (puídos, lixados, rasgados, outros) sobre o
produto?
( ) Anotações sobre a peça
( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto
( )Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente
( ) Outros: ________________________

8) No momento de solicitação da lavagem, são enviadas indicações de quais produtos poderão ser
utilizados durante o processo de lavanderia ou como se deve proceder nesta etapa?
( ) Sim ( ) Não
( ) Conforme tipo de tecido ( ) Conforme qualidade do tecido
( ) Conforme especificações da empresa ou órgãos de fiscalização

Apêndice 3: Questionário para estamparias


Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa - Estamparia

1) Como são os serviços desenvolvidos pela empresa?


( ) apenas para produção própria
( ) apenas para outras empresas
( ) para produção própria e outras empresas

2) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para o desenvolvimento do processo de estamparia?


( ) Sim ( ) Não

3) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar no desenvolvimento do processo de


estamparia, com informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

5) Quais identificações são necessárias para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de estampa
( ) Cores
( ) Materiais
( ) Local da estampa
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( ) Outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

6) Quais identificações a empresa destaca como necessárias para que o serviço seja feito
adequadamente conforme o pedido?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

7) A empresa solicitante (ou responsável pela pilotagem) envia juntamente com o pedido uma peça
piloto para que possa haver uma comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças muito diferenciadas

8) E como a empresa procede quando realiza novos desenvolvimentos de estampas?


( ) realiza testes variados aleatórios ( ) desenvolve conforme fotografias
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

9) Como são indicados os locais onde serão feitas as estampas?


( ) Anotações sobre a peça ( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto ( ) Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente ( ) Outros: _________________________________

10) No momento de solicitação da estampa, os clientes enviam alguma indicação de quais produtos
deverão ser utilizados na estampa, como por exemplo, tinta com cobertura, relevo, etc.?
( ) Sim ( ) Não
( ) Ocasionalmente

11) Como a empresa identifica as peças no processo de estamparia, para localizá-las?


( ) Lacre ( ) Detalhes da peça descritos no pedido
( ) Pelo desenho da estampa ( ) Estampa separadamente por cliente
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

12) Como são escolhidas as cores para a estampa?


( ) Amostras de tinta ( ) cores impressas ou em fotografias e imagens
( ) Amostras de cores em tecidos
( ) Outros: _________________________________________________________________

13) Como as peças piloto passam por aprovação?


( ) análise do cliente ( ) avaliadas de acordo com solicitado na estamparia
( ) a analise do cliente ou da própria estamparia varia conforme o produto e cliente

14) A empresa utiliza de tintas em cores prontas ou desenvolve a partir de pigmentos?


______________________________________________________________________________

15) Caso desenvolva a partir de pigmento, como e onde, registra, as quantidades de matéria-prima,
para que a cor seja exata durante a produção de novas peças na mesma cor?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

16) Quais informações a empresa sugere como importantes para a realização deste serviço?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Apêndice 4: Questionário para quem solicita processos de estamparia


Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa – Estamparia/Solicitante

1) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para a solicitação de desenvolvimento do processo de


estamparia?
( ) Sim ( ) Não

2) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________
3) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar no desenvolvimento do processo de
estamparia, com informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

4) Quais identificações são necessárias para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de estampa
( ) Cores
( ) Materiais
( ) Local da estampa
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( ) Outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

5) A empresa envia juntamente com o pedido uma peça piloto para que possa haver uma
comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças muito diferenciadas

6) E como a empresa procede quando solicita novos desenvolvimentos de estampas?


( ) realiza testes variados aleatórios e envia os resultados juntamente com o pedido
( ) solicita que a empresa responsável pela estamparia desenvolva
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

7) Como são indicados os locais onde serão feitas as estampas?


( ) Anotações sobre a peça ( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto ( ) Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente ( ) Outros: ________________________

8) No momento de solicitação da estampa, a empresa envia alguma indicação de quais produtos


deverão ser utilizados na estampa, como por exemplo, tinta com cobertura, relevo, etc.?
( ) Sim ( ) Não
( ) Ocasionalmente

9) Como são escolhidas as cores para a estampa?


( ) Amostras de tinta ( ) cores impressas ou em fotografias e imagens
( ) Amostras de cores em tecidos
( ) Outros: _________________________________________________________________

10) A empresa solicita a utilização de tintas em cores prontas ou o desenvolvimento a partir de


pigmentos?
______________________________________________________________________________
Apêndice 5: Questionário para empresas que desenvolvem bordados
Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa - Bordado

1) Como são os serviços desenvolvidos pela empresa?


( ) apenas para produção própria
( ) apenas para outras empresas
( ) para produção própria e outras empresas

2) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para o desenvolvimento de bordados?


( ) Sim ( ) Não

3) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________

4) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar no desenvolvimento do bordado, com
informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

5) Quais identificações são necessárias para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de bordado
( ) Local do bordado
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( ) Cores
( ) Tipos de linhas
( ) Outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

6) Quais identificações a empresa destaca como necessárias para que o serviço seja feito
adequadamente conforme o pedido?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

7) A empresa solicitante (ou responsável pela pilotagem) envia juntamente com o pedido uma peça
piloto para que possa haver uma comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças muito diferenciadas

8) E como a empresa procede quando realiza novos desenvolvimentos de bordados?


( ) realiza testes conforme a arte do bordado
( ) desenvolve conforme fotografias
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

9) Como são indicados os locais onde serão feitos os bordados?


( ) Anotações sobre a peça ( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto ( ) Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente ( ) A peça piloto vem com local marcado
( ) Outros: _____________________

10) No momento de solicitação do bordado, os clientes enviam alguma indicação de quais matérias-
primas devem ser utilizadas durante o bordado ou como se deve proceder nesta etapa?
( ) Sim ( ) Não
( ) Conforme tipo de tecido ( ) Conforme qualidade do tecido
( ) Conforme especificações do cliente ou exigências de marcas

11) Como a empresa identifica as peças no processo de bordado, para localizá-las?


( ) Lacre ( ) Detalhes da peça descritos no pedido
( ) borda separadamente ( ) separa por lotes de clientes (peças pilotos)
( ) outros: _________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

12) Como as peças piloto passam por aprovação?


( ) análise do cliente ( ) avaliadas de acordo com solicitado no bordado
( ) a analise do cliente ou da própria empresa que desenvolve o bordado varia conforme o
produto e cliente

13) A empresa se utiliza de matérias-primas diferenciadas de acordo com o cliente ou utiliza


matérias-primas padronizadas? E por quê?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

14) Como são escolhidas as cores para o bordado?


( ) Amostras de linhas ( ) cores impressas ou em fotografias e imagens
( ) Amostras de cores em tecidos ( ) códigos de cores de cartelas de linhas
( ) Outros: _________________________________________________________________

15) Quais informações a empresa sugere como importantes para a realização deste serviço?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
__________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
Apêndice 6: Questionário para quem solicita bordados
Questionário para elaboração de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)
Acadêmico: Leonardo Trierveiler Guimas
Curso: Tecnologia do Vestuário
Orientadora: Luciane Salete Panisson
Empresa – Bordado/Solicitante

1) A empresa utiliza uma ficha de pedidos para a solicitação do desenvolvimento de bordados?


( ) Sim ( ) Não

2) Caso utilize, quais as informações existentes nesta ficha de pedido?


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________

3) A empresa utiliza-se de uma ficha técnica para auxiliar na solicitação desenvolvimento do


bordado, com informações detalhadas sobre o produto?
( ) Sim ( ) Não ( ) Não, apenas ficha de pedido

4) Quais identificações são necessárias para que este serviço seja feito adequadamente?
( ) Cliente
( ) Quantidade de Peças
( ) Tipo de bordado
( ) Local do bordado
( ) Peça piloto
( ) Fotografia ou ilustração
( ) Cores
( ) Tipos de linhas
( )Outros____________________________________________________
____________________________________________________________

5) A empresa envia juntamente com o pedido uma peça piloto para que possa haver uma
comparação do serviço prestado com o exigido?
( ) Sim ( ) Não ( ) Sim, ocasionalmente
( ) Apenas em peças muito diferenciadas

6) E como a empresa procede quando realiza novos desenvolvimentos de bordados?


( ) realiza testes conforme a arte do bordado e envia todas as solicitações juntamente com o
pedido
( ) solicita que a empresa responsável pelo bordado desenvolva-o
( ) outros:___________________________________________________
____________________________________________________________

7) Como são indicados os locais onde serão feitos os bordados?


( ) Anotações sobre a peça ( ) Desenhos sobre a peça com giz
( ) Conforme peça piloto ( ) Conforme fotografia ou ilustração
( ) Indicados verbalmente ( ) A peça piloto vai com local marcado
( ) Outros: ________________________

8) No momento de solicitação do bordado, os clientes enviam alguma indicação de quais matérias-


primas devem ser utilizadas durante o bordado ou como se deve proceder nesta etapa?
( ) Sim ( ) Não
( ) Conforme tipo de tecido ( ) Conforme qualidade do tecido
( ) Conforme especificações do cliente ou exigências de marcas

9) A empresa solicita a utilização de matérias-primas diferenciadas ou somente matérias-primas


padronizadas? E por quê?
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_____________________________________________

10) Como são escolhidas as cores para o bordado?


( ) Amostras de linhas ( ) cores impressas ou em fotografias e imagens
( ) Amostras de cores em tecidos ( ) códigos de cores de cartelas de linhas
( ) Outros:___________________________________________________