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2-Weber fala acerca de alguns tipos de cidades e explica as características

delas, entre elas estão as "cidade de principado" quer dizer, daquela cidade
cujos habitantes dependem em suas probabilidades aquisitivas de maneira
dominante, direta ou indiretamente, do poder aquisitivo da grande propriedade
do príncipe e de outras grandes propriedades. a "cidade de funcionários" é
aquela onde os elementos que habitam nela vivem de renda. a "cidade de
consumidores", onde o poder aquisitivo repousa, sobretudo, em fontes de
ingressos condicionadas por uma economia monetária, especialmente
capitalista. Ou repousa, ainda, em pensões do Estado ou outras rendas
públicas. a "cidade de produtores", onde seu poder aquisitivo repousa em que,
estão localizadas nela fábricas, manufaturas ou indústrias domiciliares que
abastecem o exterior (tipo moderno); ou existem na localidade indústrias
artesanais cujos produtos são enviados para fora (tipo asiático, antigo e
medieval). a "cidade mercantil", quer dizer, aquela em que o poder aquisitivo de
seus grandes consumidores repousa na venda varejista de produtos
estrangeiros no mercado local, ou na venda para fora de produtos naturais ou
de artigos produzidos por pessoas da localidade, ou na aquisição de produtos
estrangeiros para colocá-los fora, com ou sem armazenamento na cidade.
Lembrando que essa caracterização de cidade tem um viés econômico.

3-A "cidade dos consumidores", é onde o poder aquisitivo repousa, sobretudo,


em pensões do Estado ou outras rendas públicas. Ou repousa, ainda, em
fontes de ingressos condicionadas por uma economia monetária,
especialmente capitalista, um exemplo desse tipo de cidades é a cidade de
Wiesbaden. Já a "cidade dos produtores", é onde seu poder aquisitivo repousa
em que nela estão localizadas fábricas, manufaturas ou indústrias domiciliares
que abastecem o exterior (tipo moderno); ou existem na localidade indústrias
artesanais cujos produtos são enviados para fora (tipo asiático, antigo e
medieval), esse tipo de cidade dos produtores ocorre em Essen ou em Bochum
por exemplo.

4-Muitas vezes os conceitos de cidade e aldeia se confundem, pois quando se


caracteriza cidade por quantidade de habitantes, Weber contrapõe que muitas
aldeias da Rússia possuem mais habitantes que antigas cidades da idade
média, portanto é de certa forma confuso traçar diferenças reais entre elas que
sejam aceitas numa totalidade. Weber estabelece uma diferença um pouco
mais clara quando se pensa na produção agrícola, pois nas "cidades" essa
produção tende a diminuir e os habitantes não dependem de um plantio próprio
para a sobrevivência e quanto maior a "cidade" menos dependem do plantio
para subsistência, algo que nas "aldeias" é comum, mesmo que habitantes das
"aldeias" produzam para o "mercado", eles necessariamente precisam ter um
plantio próprio para a sobrevivência e isso só acontece porque nas aldeias há
terra para tal, já as "cidades" em sua maioria não possuem tal espaço para
plantio. Além disso elas se diferenciam na forma com que tratam as
propriedades, a distinção é na forma com que tratam a regulamentação de uma
propriedade, na "cidade" há uma burocracia e uma formalidade maior do que
na "aldeia".

5-A maior importância da fortaleza para uma cidade é a proteção, Weber


ressalta que principalmente na antiguidade onde se existiam disputas
fronteiriças e guerras quase que crônicas, as muralhas, guarnições e fortalezas
era de extrema importância para a proteção e sobrevivência das cidades. As
fortalezas são constituições de cunho militar, além da proteção demonstrava
também um certo poder.