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| | | surge como um tratado.
³É a filosofiafrancesaaplicada à legislação penal: contra a tradiçãojurídica, invoca a
razão e o sentimento, faz-se porta-voz dos protestos da consciênciapública contra
osjulgamentossecretos, o juramentoimpostoaosacusados, a tortura, a confiscação, as
penasinfamantes, a desigualdade ante o castigo, atrocidade dos suplícios;
estabelecelimites entre a justiçadivina e a justiçahumana, entre ospecados e osdelitos;
condena o direito de vingança e tomapor base do direito de punir a utilidade social;
declara a pena de morteinútil e reclama a proporcionalidade das penasaosdelitos,
assimcomo a separação do PoderJudiciário e do PoderLegislativo.
Nenhumlivroforatãooportuno e o seusucessofoiverdadeiramenteextraordinário,
sobretudo entre osfilósofos franceses´.3
Em| | | , acentua BECCARIA:
³Para queumapenasejajusta, deveterapenas o grau de rigor
bastanteparadesviaroshomens do crime´.
³É pois da maiorimportânciapunirprontamente um crime cometido, se sequiserque, no
espíritogrosseiro do vulgo, a pinturasedutora das vantagens de
umaaçãocriminosadesperteimediatamente a idéia de um castigoinevitável. Uma
penapordemaisretardadatornamenosestreita a uniãodessasduasidéias: crime e castigo.
Não é o rigor do suplícioqueprevineos crimes com maissegurança, mas a certeza do
castigo, o zelo vigilante do magistrado a essaverdadeinflexívelquesó é umavirtude no
juizquando as leis sãobrandas. A perspectiva de um castigomoderado, mas inevitável,
causarásempreumaimpressãomais forte do que o vagotemor de um suplícioterrível,
emrelaçãoaoqual se apresentaalgumaesperança de impunidade.
O interesse de todosnão é somenteque se cometampoucos crimes,
masaindaqueosdelitosmaisfunestos à sociedadesejamosmaisraros. Osmeiosque a
legislaçãoempregaparaimpediros crimes devem, pois, sermais fortes à medidaque o
delito é maiscontrárioaobempúblico e podetornar-se maiscomum. Deve, pois,
haverumaproporção entre osdelitos e as penas.
Quereispreveniros crimes?Fazei leis simples e claras; esteja a naçãointeirapronta a
armar- se paradefendê-las, semque a minoria de quefalamos se
preocupeconstantementeemdestrui- las4´
Segundo BECCARIA, o querealmenteimporta é ver o fatoilícito e o dano.
(d) A pena surge como um justocastigo. O mal que se padecepelo mal que se fez,
comvontadelivre e inteligência normal.
A penanão surge emnome de umacondenação social ouumaresposta da sociedade,
maspara a satisfação da própriajustiça. A pena é um remédio contra o crime. Surge
comdoispoderes: retributivo e preventivo. Retributivo, porque a pena é umaresposta
da justiçaaumaviolação legal. Preventivo, porque a penainibe, intimida o homem.
5 BRUNO, Aníbal. Op. cit., p. 11.
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³A EscolaClássicasustenta a igualdade fundamental de
todososindividuoshonestosoucriminosos, afirmandoque, excetonoscasosevidentes de,
loucura, embriaguez, surdo-mudez, hipnotismo etc., osquecometemdelitos de
qualquerespéciesãocomotodosos outros homensdotados de inteligência e de
sentimentos normaiso´6. O criminoso é um sernormalmenteconstituído e
psicologicamentesão, provido de idéias e sentimentosiguaisao de todosos outros
homens".6

1.5 DIREITO PENAL MODERNO


1.5.1 Período Humanitário

Iniciado com BECCARIA, com sua obra Dos delitos e das penas, foi caracterizado
pela adoção de um sistema de direito penal que abolia as torturas e outras penas
desumanas. Passa a existir um estudo crítico e fundamentado sobre a pena de morte e,
ainda, a proporcionalidade entre as penas e as ofensas. Neste período, é dada ênfase
maior à prevenção do crime, ao invés da ênfase à punição, como era até então.(10)

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