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INTRODUÇÃO

-A família ocupa a célula-base da sociedade e ocupa um lugar central na construção da


identidade individual e constitui o centro do processo de auto-revelação, através de 2
fatores: 1) a conjugalidade; 2) a parentalidade. Uma família saudável é o pilar da saúde
da sociedade e a família e a sociedade funcionam como variáveis interativas ou
moderadores.
-Atualmente a família esta em crise, implicando um fracasso no matrimonio e na
família, resultando em cada vez ´reticencias em casar, procurando alternativas. Na 2ª
metade do sec XX, assistiram-se a profundas modificações no seio da família, o q se
traduz numa crise de identidade da família. Passou-se de 1 modelo único de família
nuclear pr uma grd diversidade de padrões familiares, c/ consequências graves de
autoridade e disciplina.. A carateristica do mundo atual é a mudança q resulta em
diversas macrotendências, mas esta mudança deve acontecer na continuidade e não
na rutura, aproveitando o melhor do passado e integrando-o nopresente. Passou-se
uma família “vertical” pr uma família “horizontal” ao serviço da promoção da pessoa
em todas as suas dimensões. A um nível + amplo, assiste-se a uma crise das
instituições + próxima// ligadas c/ a família (ex: escola). Os psicólogos só mto recente//
se debruçaram sobre a família e o seu desenvolvi//. A psicanalise e a psicologia do
desenvolvi// interessaram-se pelo estudo, mas outros ramos da psicologia ignoraram
durante mto tempo a dinâmica familiar. A partir da 2ª metade do sec XX, devido às
teorias sistémicas, a partir da escola de Palo Alto e da sua teoria do double bind, o
panorama foi mudando, sobretudo a nível clinico. A psicoterapia familiar, c/ uma
abordagem sistémica (vendo a família como um cacho de indivíduos inseparáveis,
privilegiando uma visão compreensiva e global da situação), obrigou a interpretar de
forma diferente o comporta// global da família.
-Apesar de privilegiar a corrente sistémica no estudo da dinâmica familiar, existem
mtos outros métodos geral// utilizados. Hoje, todos os ramos da psicologia estão +
atentos à família, na sua complexidade e nas consequências q tem pr o desenvolvi//
integral das crianças e pr a felicidade, em geral, dos indivíduos. Apesar da crise q afeta
a família, esta é hoje valorizada + q nunca, sendo considerada como um pilar da
felicidade das pessoas e da estabilidade social. Em Portugal, tb os investigadores têm
prestado pouca atenção à problemática familiar.
TEMA 1 – PERSPETIVAS HISTORICAS E TEORIS DO ECOSSISTEMA FAMILIAR
ASPETOS CONCEITUAIS SOBRE NOÇÃO DE FAMILIA
-Conceito de família – (de difícil definição devido à complexidade). 1) Pr Barros a
família é um construto pluridimensional e multicultural, existindo diversas vivencias
familiares consoante as diversas culturas, assistindo-se a diversas formas de poligamia,
poliandria, embora a monogamia já se verifique há mto tempo, além de esta ser a +
frequente. Barros refere q a família é uma reunião de indivíduos unidos pelos laços de
sangue, vivendo sob o mesmo teto e numa comunidade de serviços. 2) Pr Fores a
família típica de classe media (mae,pai,2 filhos) é cada vez +difícil de encontrar,
havendo um aumento de varias combinações de famílias: multigeracionais,
monoparentais, pais adotivos, c/ ou s/ irmãos, etc.  3) Pr Cornwell e Korteland, no
mesmo sentido de mudança refere q a família americana tem sido bastante afetada
pelas mudanças dramáticas sociais, demográficas e económicas q se tem vindo a
observar, alterando as suas rotinas e papéis de pais e crianças. De uma forma geral, as
famílias são + peq e têm menos filhos. 4) Pr Galston o nº de famílias monoparentais
tem vindo a aumentar, devido ao aumento dos divórcios e das mães solteiras,
principal// adolescentes. Assim, hoje o conceito de família não está apenas associado
ao casal e seus descendentes, havendo diversas configurações familiares. 5) Pr Trost é
um desafio definir o conceito de “família”, sendo a família como uma unidade é
indivisível, c/ a sua forma e a sua realidade descrita através de interações dinâmicas e
sempre modificáveis.
-A família como um sistema tem sido definida como um grupo de indivíduos q
participam no processo de construção da própria identidade e, segundo Hess e
Handel, o conceito de “família” é um construto teórico q e caraterizado como um
sistema.
Pr Castellan, o q carateriza o par fundador duma família é a intenção de união de duas
pessoas pr auto-realização do casal e sua realização através dos filhos (excluindo os
casais homossexuais).  Mais flexível q Barros, é a definição de Gough, o qual considera
a família como um grupo de adultos, casados ou não, q cooperam na vida económica e
na criação dos filhos, em q a maior parte reside em comum. Outros autores não
limitam o conceito de família ao mesmo espaço, ou em termos de laços de sangue,
mas consideram tb a rede social próxima q proporciona suporte emocional e físico
diária//. Isto vai ao encontro de Fallon et al  q definem família de 2 modos: 1) conj de
pessoas q vivem na mesma casa e q partilham responsabilidades diárias de
organização e manutenção familiar; 2) ou un conj de pessoas q fornecem uns aos
outros suporte emocional diário, independente// do local de residência.

EVOLUÇÃO HISTORICA DO CONCEITO DE FAMILIA

Na atualidade, no paradigma “moderno” a família é como uma instituição ancestral,


essencial, c/ pai trabalhador, mãe dona de casa e os filhos dependentes. É entendida
como um sistema, mas no entanto, a maioria das famílias não encaixa na definição
funcional e saudável. 
No paradigma “pós-moderno”, a família é como uma unidade interativa e dinâmica,
em q a diversidade familiar é uma caraterística das famílias contemporâneas.
-Antes defendia-se a união de 2 pessoas heterossexuais, residindo em comum a fim de
procriar e educar os filhos. Mas, as novas formas de família têm-se vindo a instituir
devido aos divórcios e famílias monoparentais. Pr Barros, a família é entendida como
qq grupo cujas ligações sejam baseadas na confiança, suporte mútuo e um destino
comum. Posto isto, é evidente q a realidade social das famílias está a passar por grds
alterações. Pr Singly o papel da família, no passado, consistia fundamental// na
transmissão de património material e espiritual, mas hoje privilegia-se a construção da
identidade pessoal. Atual// a família tende a ser + personalizada e ao serviço da
promoção da pessoa e no respeito pelo outro. Os pais têm sidoconsiderados como os
principais agentes da sociabilização das crianças, sendo dada importância às mães
biológicas e à mãe sociedade, havendo uma preocupação c/ o bem-estar familiar.   
Esta evolução tem introduzido mudanças significativas nos diferentes níveis do
ecossistema familiar: antes privilegiava-se a permanência das mães em casa nos 1ºs
meses do bebé, mas hoje o direito de licença de maternidade foi estendido aos pais.
Hoje nota-se tb uma redução das famílias alargadas pr famílias nucleares. Foram ainda
criados grupos de preparação  pr o parto e estes movimentos sociais vieram
possibilitar apoio social numa sociedade de crescentes famílias nucleares, pois antes
esses saberes eram partilhados em famílias alargadas, de geração pr geração. Em
suma, é significativa a evolução e a diversidade de famílias, segundo alguns autores.

TEORIAS E MODELOS DE FUNCIONAMENTO FAMILIAR

-A partir da 2ª metade do sec passado, c/ a grd enfase das teorias sistémicas, a


abordagem e interpretação do comporta// da família e da sua dinâmica foi-se
alterando. Na teoria do Sistema Familiar, a família é considerada como uma unidade,
indissociável, inseparável, em q a sua compreensão só pode ser feita através de uma
visão global da situação. Pr Hornby, Berger e Foster, uma mudança no comporta//
individual afetará toda a família e uma intervenção num membro alastra-se a toda a
família. Para uns a família é constituída por 4 subsistemas: 1) pai/mãe; 2) pai/mãe-
criança; 3) criança-criança; 4) extra familiar. Uma intervenção c/ um membro terá
impacto nos outros membros e interações da família. Minuchim considera a família
como um sistema, um todo organizado, cujos membros são interdependentes, em q os
padrões da interação são circulares. Outros autores alertam pr as limitações da família
como um sistema, visto serem mecanicistas e impessoais, em q estes modelos de
funciona// ignoram a dimensão humana da família. As pessoas q compõem as famílias
tb interpretam as varias forças do sistema de q fazem parte, construindo as suas vidas
em interação. A estrutura familiar, a interação familiar, as funções familiares e o ciclo
de vida da família constituem os 4 elementos desta moldura concetual, os quais
podem ser examinados separada//, mas tb interagem e se interrelacionam entre si.      
1)Estrutura familiar – são os aspetos q descrevem a família
(composição,tamanho,estatuto socio-economico,cultura,localização geográfica ou até
a excecionalidade de um dos seus membros). 2) Interação familiar – estuda os
subsistemas marital, parental, fraternal e extra familiar q integram a unidade familiar e
q se relacinam através de processos de coesão (laços emocionais e grau de
autonomia), adaptabilidade (capacidade de resposta ao stress) e comunicação
(processo central de construção da realidade familiar). 3) Funções familiares –
diferentes tipos tais como: económicos, domésticos, cuidados de saúde, recreação,
socialização, afeto, auto-definição, educação e vocação. É um conj de atividades e
tarefas constantes do sistema familiar.
 4) Ciclo de vida da família – desenvolvi//s q se traduzem em mudanças q ocorrem ao
longo do tempo e q são vivenciadas pela unidade familiar e pelos seus membros. São
as varias etapas da evolução da família e q definem como as tarefas e quais devem ser
cumpridas pela família e cujos padrões de interação são influenciados pelo impacto
destas mudanças no funciona// das famílias (ex: casa//, nasci//dos filhos, reforma).
Pr Relvas, a crise está presente no ciclo de vida da família, diferenciando 2 tipos de
crise: 1) Crise natural – decorre do processo evolutivo e natural do ciclo de vida; 2)
crise acidental – surge sem previsibilidade, q requer + recursos q não foram pensados
c/ antecedência (ex: nasci// de uma criança deficiente).
-O Modelo Transacional, além do individuo enquanto parte integrante da sua família,
tb dá importancia ao seu modo de interação c/ o meio, numa perspetiva +
individualizada. Pr Sameroff, Chandler e Boaventura, neste modelo, o desenvolvi//
deve ser visto como resultado de uma relação continua entre um organismo em
mudança e um envolvimento em mudança.
-Pr Boaventura, numa perspetiva ecológica do desenvolvi//, neste modelo, considera
a criança, a família e as instituições como componentes de um todo organizado e
jamais podem ser entendidas como unidades funcionais independentes, isto significa q
o desenvolvi// e o comporta// só podem ser compreendidos de acordo c/ o contexto
em q ocorrem. Uma noção importante de Bronfenbrenner é a de cronossistema – é o
leque de eventos ao longo da vida em q o individuo está em desenvolvi// em múltiplos
contextos envolvimentais, c/ influencias diretas e indiretas de cada sistema e da
interação entre sistemas ao longo do tempo. Ecossistema – comunidade ou coleções
de contextos interrelacionados. Existe a necessidade de compreender a experiencia
individual como um subsistema dentro de sistemas. A forma como uma crise é vivida e
ultrapassada depende tb das carateristicas e recursos da família e do seu meio
envolvente.

REDE DE SUPORTE SOCIAL

-Em ambas as crises, o apoio q as famílias recebem, vindo do exterior do sistema


familiar, é mto significante pr as vivencias da família em conj e por cada membro. A
este apoio chama-se rede de suporte social. Um dos suportes pode ser o conj de
recursos proporcionados a um individuo ou grupo, por elementos da comunidade, por
membros da rede social. Pr Dunst, existem 2 tipos de fornecedores de suporte social:
1) Rede de suporte social informal – indivíduos próximos, grupos sociais e grupos
sociais disponíveis pr um suporte diário); 2) Rede de suporte social formal – técnicos e
serviços preparados pr proporcionar assistência).
O suporte emocional refere-se à ajuda emocional, instrumental ou de informação. Pr
Flores, os processos de suporte social têm componentes distintas e dimensões
especificas, definindo 5 componentes/dimensões: 1) Suporte relacional – existência e
quantidade de relações sociais/estatuto conjugal e laboral, nº de pessoas na rede
social e a pertença a diferentes organizações; 
2) Suporte estrutural – aspetos quantitativos da rede pessoal social (proximidade
física, duração e estabilidade de relações e frequência de contacto); 3) Suporte
constitucional – necessidade indicada de ajuda (combinação dos tipos de suporte
necessários c/ os tipos de suporte proporcionados); 4) Suporte funcional – tipo,
quantidade e qualidade de ajuda e assistência prestada; 5) Satisfação c/ o suporte –
grau de perceção de utilidade do suporte.

TEMA 2

HISTÓRIA DA PSICOLOGIA DA FAMILIA E AVALIAÇÃO DA FAMILIA

-Pr Liddle, refere q esta disciplina está em progresso e em maturação, mas apresenta
diversos desafios no futuro da psicologia da família. Isto pq tem sido dada pouca
atenção por parte da psicologia clássica. Contudo, cada vez + os autores procuram dar
um estatuto cientifico a esta nova ciência psicológica, pr q esta contribua pr a
compreensão e trata// de tantos problemas q afligem a instituição familiar. Markman
pensa q a família tem um papel fundamental, sendo importante prestar atenção à
família e consequente// às crianças e à sociedade em geral. Daí os desafios q se
colocam a partir das diversas perspetivas, sem excluir a contextual e a multicultural.
Por sua vez, Gable, Belsky e Crnic pensam q a psicologia do desenvolvi// da criança
andou durante mto tempo desfasada da família, mas q deve atuar nessa vertente visto
q o funciona// do casal, da educação e da família em geral afetam grande// o
desenvolvi// da criança.
-Pinsof, na tentativa de encontrar um paradigma cientifico da psic da família,
apresenta 3 componentes principais: 1) Componente sistémica – ao enquadrar dentro
so ponto de vista epistemológico, a psic da família dentro de outros sistemas
humanos; 2) Comp. Integradora – de todos os aspetos abrangidos pela psic da família
(dimensão sexual, cultural e terapêutica);
3) Dimensão processual ou temporal – considerando a evolução da psicologia e da
psicoterapia da família ao longo do tempo.
-Kaslow pensa q a psic da família se tem desenvolvido ao ponto de hoje ser
reconhecida como um ramo da psicologia. A família deve ser estudada ao nível da
microcélula, mas tb a nível macrossocial. A psic da família deve abordar problemas
teóricos e metodológicos a nível das pessoas q fazem parte dela, mas tb numa
perspetiva holística ou ecológica.     Mtos livros ou referencias à psic da fam, tratam o
psicólogo da família numa perspetiva essencial// de intervenção clinica ou terapêutica
(prevalecencia da psicanalise e do behaviorismo). Hoje há mtos temas referentes ao
casal ou relacionados c/ os filhos, ou situações anormaisda família e há periódicos q
acentuam particular// a vertente terapêutica. No passado, os psicólogos não
prestaram mta atenção à família nem se prepararam pr intervir a esse nível. Hoje a
situação está a mudar, já se dando + atenção  em termos de terapia matrimonial
behaviorista ou até nas abordagens psicanalistas, cognitivistas, humanísticas ou
sistémicas. Há livros q se debruçam particular// sobre alguns problemas matrimoniais,
numa perspetiva desenvolvimental. No plano clinico, mtos autores privilegiam uma
abordagem sistémica, como é o caso de Relvas, visto q na realidade a família é um
organismo vivo e um sistema em evolução continua, dependendo do tempo e de mtas
outras circunstancias, como o apareci// e cresci//dos filhos.

AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA DA FAMILIA

-É necessário dispor de instrumentos fidedignos e válidos de avaliação psicológica dos


diversos aspetos da casal e dos filhos, tais como: escalas ou questionários (estes
últimos, menos adaptados). Como são diversas as abordagens da família, tb as
ferramentas de avaliação são diversificadas mas rigorosas cientifica//. Uma dirigidas +
à observação (através de agentes externos) e outras à auto-avaliação ou auto-
reportagem (questionários). O ideal seria combinar ou 2 metodos. Escala de satisfação
matrimonial (ENRICH) – de Fowers e Olson, avalia a qualidade do amor do casal
através de 10 dominios;
 Escala MADS – de Arellano e Markman, pr encontrar suficientes qualidades
psicométricas capazes de avaliar a comunicação entre o casal, designada// em
situações conflituosas, partindo da hipótese de q a maior causa de insatisfação do
casal reside na sua incapacidade de lidar c/ os afetos negativos, particular// durante as
discussões.
-Algumas técnicas de diagnóstico (e de terapia) da situação familiar, referentes
particular// às crianças são: 
● Tecnicas gerais:
1-métodos diretos – a observação e os questionários. Apesar de parecerem eficazes,
são de valor reduzido, pois a descrição dos sinais clínicos pode não ir ao fundo do
problema, além de poder fornecer respostas inibidas e deturpadas das crianças pelo
medo e pela angustia, ou mesmo em clima de confiança, o quadro pode não ser exato.
Mesmo ao interrogar os pais, estes podem deformar a verdade por ignorância ou
autodefesa ou o seu testemunho sincero pode não ser objetivo. 2- psicanálise – são
processos indiretos pr colmatar a instabilidade dos métodos diretos. A psicanalise
infantil é difícil pq não resulta de associação livre, nem a “via régia” dos sonhos (visto
serem pobres e uniformes). 3- Técnicas projetivas comuns – Bellak criou o CAT (c/
figuras de animais), pois o Rorschach só é aplicável a partir dos 9 anos e o TAT a partir
dos 11/12 anos (mas menos indicado pr as crianças) e o teste Szondi é suscetível de
mtas criticas.
●Técnicas projetivas (para crianças):
1-tecnicas visuais – Lydia Jackson criou o “teste de atitudes familiares”, semelhante ao
TAT, visando explorar as relações familiares da crianças. Fulchignoni criou o “teste
fílmico dos canários”, q em vez de imagens fixas usa o filme, onde se projeta a vida de
um casal de canários e dp se faz um inquérito às crianças. 2- Técnicas verbais –
histórias, fábulas (as melhores são sobre um tema dado). Backes-Thomas foi a 1ª a
utilizar a técnica das histórias a completar (10 histórias em q 4 delas são referentes às
relações familiares); Luisa Duss propôs o método das fábulas a completar; por fim, há
a prova dos 3 desejos, em q se pergunta à criança quais das 3 coisas gostaria de ver
realizada. 3- Técnicas lúdicas – o jogo livre e espontâneo (c/ os mesmos
inconvenientes do tema livre – dá indicações medíocres), ou a modelagem. O melhor
são os jogos de bonecos Identificação espontânea das crianças). Pode-se usar tb o
psicodrama de Moreno. 4- Técnicas gráficas – o desenho livre (sobre temas dados),
talvez o melhor seja “desenha a tua família”, esta é uma técnica simples, mas o
psicólogo deve estar presente desdo o inicio e não deve entrar em interpretações
ingénuas, sem ter em conta outras fontes de informação e uma experiencia grd de
interpretação. Graesser teve a feliz ideia de pedir pr desenhar a família sob a forma de
animais.
RESUMO – Não é tarefa fácil definir o q se entende por família, mas existem elementos
essenciais. Todavia, hoje assiste-se a uma multiplicidade de novas formas de família.
Contudo, não se pode chamar família a qq contacto, é necessário esclarecer as
motivações e as finalidades e verificar a sua execução. Durante mto tempo os
psicólogos não prestaram a devida atenção à problemática familiar, dai a historia da
psic da fam ser recente, em compensação, atual// assiste-se a um grs desenvolvi// da
investigação e intervenção neste domínio. Sendo a família uma instituição tão
importante, ou a + importante da sociedade, é necessário dispor de alguns
instrumentos de avaliação e intervenção nas diversas situações (inst pouco adequados
à pop port). 

TEMA 3

EXISTENCIA CONJUGAL: PERSPETIVA DESENVOLVIMENTAL

-A fórmula de Lewin pr compreender o desenvolvi// da família é C=f(P,M): o


comporta// é uma função da pessoa e do meio envolvente. Swensen aplicou a fórmula
à relação entre as pessoas, a começar pela família R=f(P1, P2…Pn)M: a relação é
função das diversas pessoas envolvidas e do meio ou situação onde se processa a
relação. Aplicando à família, a relação muda qd alguma pessoa ou meio muda. Assim, a
família está sempres a mudar devido ao desenvolvi// físico e psicológico de cada um
dos membros, mas tb pelas continuas mudanças ambientais, devido aos fatores socio-
politicos, económicos, comunicacionais e outros.
-O melhor processo pr compreender mínima// a família é usar uma abordagem
sistémica, como refere Relvas, q afirma q a terapia não é da família, mas antes faz-se
c/ a família, isto pq a família é entendida como um sistema, um todo, uma globalidade,
q só nessa perspetiva holística pode ser correta// entendida. Pr Gameiro, a família é
uma rede complexa de relações e emoções q não podem ser pensadas c/ instrumentos
criados pr o estudo dos indivíduos isolados.
 O sistema familiar é mto complexo, c/ carateristicas particulares, onde o todo é maior
q a soma das partes, c/ diversos subsistemas (conjugal, parental, fraternal), sistema
hierarquizado e aberto a outros sistemas (outras famílias, escola, sociedade). Trata-se
ainda de um sistema  ou de um organismo vivo e em continua evolução através do seu
ciclo vital de desenvolvimento q vai desde o casa// (ou o momento em q o casal se
conheceu), até à velhice ou à morte, passando pelo nasci// dos filhos, o seu cresci// e
casa//, c/ o consequente abandono do lar, etc.

ESTADIOS DE DESENVOLVIMENTO DO INDIVIDUO

-Os psicólogos do desenvolvi// humano, como Freud e Piaget, limitaram-se a estudar a


evolução cognitivo-afetivo-social das crianças, em detri// dos adultos ou idosos. No
entanto, na família estão presentes os adultos, q posterior// passam a ser pais, + tarde
os filhos tb atingem a maturidade. Por isso é necessário compreender mínima// a
evolução psicológica do adulto jovem, medio ou idoso, uma vez q os noivos são
pessoas adultas.
●Erikson – o sistema + conhecido dos estádios de desenvolvi// q cobrem todo o arco
da vida é o de Erikson (cada estádio é como uma tarefa desenvolvimental q deve ser
resolvida antes de s e atingir o estádio seguinte, embora a tarefa de cada estádio se
possa prolongar noutros). Dá importância à interação social da criança c/ o meio e
explica o desenvolvi// em termos da sexualidade e tb da personalidade em geral. Ele
refere-se ao “principio epigenético” ou potencial de cresci//. Ao inicio formulou o seu
quadro em termos de estádios de crise, fornecendo definições bipolares da crise de
cada estádio. Erikson aponta 8 etapas, cada uma c/ uma crise central c/ tarefas
concretas de desenvolvi//: 1) confiança básica vs desconfiança – (1º ano – sensorial-
oral) a criança tem necessidade de ganhar confiança em si e nos outros pr se sentir
confiante, segura, feliz e sociável (resolução: esperança). Senão pode gerar
insegurança e desconfiança. 2) autonomia vs vergonha e duvida – (2º ano- muscular-
anal) transição de total dependência da mãe pr o começo de certa autonomia e
domínio do ambiente (resolução: vontade). Se os pais impuserem mtas exigências e
castigos, a criança perde o sentido de independencia e da auto-confiança. 3) iniciativa
vs culpa – (2-6 anos- locomotor-genital) cresce a busca da autonomia, bem como um
maior domínio linguístico (resolução: finalidade) procura impressionar os outros e, se
recebe apoio, redobra de confiança e ensaia novas iniciativas, mas se é alvo de punição
e indiferença, desenvolve sentimentos de culpabilidade, inibição e medo. 4)
competência (mestria) vs inferioridade – (6-11 anos – latência) a saída pr a escola
exige novas competências, pelo q deve aprender a cooperar, a conviver e a trabalhar
/resolução: competência), se se sai bem desta experiencia social sente-se + motivada
pr novos progressos, de contrário, desenvolverá sentimentos de inferioridade e
baixará a sua auto-estima. Pr superar esta fase, precisa de ajuda dos pais e de todos os
agentes educativos q a levem a aceitar a sua individualidade, q adquiram uma atitude
realista e ajuda-las a adquirir um bom auto-conceito de si mesmos. 5) identidade vs
confusão (difusão) – (puberdade e adolescência) destaca-se a crise de identidade, o
sentido da vida e o futuro (resolução: fidelidade). A confusão e desorientação em
relação ao q são e o q querem pode desenvolver ansiedade, confusão e insatisfação,
podendo aumentar o insucesso escolar. Tb aqui os educadores podem constituir-se
figuras de identificação pr ajudar a superar a crise em direção ao reencontro consigo e
c/ a sociedade. 
6) intimidade vs isolamento – (juventude) relações + intimas, especial// c/ o sexo
oposto. Se superou bem as anteriores etapas consegue relacionar-se positiva// e nutre
sentimentos de confiança e autonomia, caso contrario, encontrará dificuldades em
relacionar-se e pode isolar-se. 7) generatividade vs estagnação – (idade adulta) apto a
constituir família e a satisfazer as suas necessidades, de contrário, pode marginalizar-
se e sentir-se marginalizado, baixando a auto-estima e a para psíquica e social//. 
8) auto-aceitação vs desespero – (3ª idade) ou aceita natural// esta etapa, ou então
sente revolta interior, amargura e desespero.
-Erikson reserva apenas 1 estádio pr a adultez. Outros autores, tais como Levinson
dividem em 4 estadios, distinguindo-se subestadios: 1) Pré adultez – (do nasci// aos 22
anos aproximada//). 2) 1ª adultez – (17-45 anos aprox), dominam as ambições e
paixões e tb as exigências da família, trabalho e sociedade. Os subperíodos são (6): 1-
17-22 anos (1ªs passos no mundo dos adultos); 2- 22-28 (passa-se da família de origem
pr a nova família constituída); 3- 28-33 (pode haver um tempo de crise na luta da vida
e da família; 4- 33-40 (realizar sonhos, a família e o trabalho pedem o máx); 5- 36-40
(atingir objetivos e tornar-se membro sénior do mundo); 6- 40-45 (transição da meia
idade). 3) adultez média – (40-65 anos), a paixão da 1ª idade vai cedendo à
compaixão, reflexão e ponderação. Há menos peso dos conflitos internos e exigências
externas, podendo amar + genuina// a si e aos outros. Os subperíodos são (5): 1- 40-45
(reavaliação da vida, integra polaridades entre a juventude e a velhice, a destruição e a
criação, a masculinidade e a feminilidade, a adesão e a separação); 2- 45-50 (entra-se
na meia idade);
 3- 50-55 (nova estrutura de vida pr a meia idade); 4- 55-60 (cume da adultez média,
construindo-se uma 2ª estrutura de vida);
5- 60-65 (idade de transição). 4) adultez tardia – (a partir dos 65 anos) incluindo a q se
considera 3ª idade e até 4ª idade.
-Um dos problemas acerca da adultez é saber se a personalidade se mantém estável
ou se se pode desenvolver e mudar (tal como nas crianças). Simões julga resolver este
dilema usando a conjugação “e” em vez de “ou”, em q o adulto carateriza-se
simultânea// pela estabilidade e pela mudança, ou pela “estabilidade da mudança”.

CICLO VITAL DO CASAL

●-Gould aplica o esquema de Levinson á evolução do casal, em q o processo de


cresci// do casal alterna entre o cresci// e a intimidade. Tb a relação amorosa alterna
entre períodos em q os parteners não estão sincronizados e períodos em q crescem
juntos e íntimos. Porém o casal pode não ser convergente neste desenvolvi//,
podendo originar novas situações conflituosas.    
●-Pr Franck-Lynch, o ciclo vital do casal passa por 3 atapas: 1) Estádio de fusão – eu e
tu vão evoluindo pr “nós”, q são nos 1ºs 10 anos, embora possam surgir duvidas logo
nos 1ºs anos e começando tb a investir na parentalidade e na profissão, como forma
de compensar frustrações. 2) Estádio do realismo – passada a utopia, regressando do
“nós” à individualidade, podendo cair na rotina e aborreci// q gera ansiedade e medo
do futuro. Os filhos vão crescendo, tornando-se a triangulação + difícil. A “crise dos 40”
pode resolver-se de diversas formas: negação da personalidade de algum dos
cônjuges; individualismo a 2; nova centração nos filhos; melhoria da relação ou então
possível separação. 3) Estádio do reequilíbrio – entre o “eu-tu” e o “nós” (após +/- 20
anos de casados), aceitando-se melhor um ao outro e havendo+ compreensão e
dialogo renovados, mas tal não significa estabilidade definitiva.              A conclusão é a
de q, ao longo do seu ciclo vital, o casal, bem como cada pessoa, está num continuo
processo de formação, q de acordo c/ Hegel é a “tese-antítese-síntese” e, segundo
Piaget é “assimilação-acomodação-(re)equilíbrio. 
●-Olson usa o modelo em circumplex, considerando 3 variáveis: 1) adaptabilidade; 2)
coesão; 3) comunicação – são analisadas as mudanças por q passa o casal e como
gerem o stress familiar e a satisfação. Lancaster analisa as perspetivas biossociais e
históricas do ciclo de vida da família e suas implicações e interações na sociedade
moderna.
●-Hill e Rodgers apontam 3 critérios pr definir os diversos estádios do ciclo vital da
família, em q apresentam 5 estádios no 1º critério: 1) alteração no nº de elementos q
a compõem: 1º estádio – pré-parental (casal jovem sem filhos); 2º estádio –expansivo
(a partir do nasci// do 1º filho); 3º estádio – estável (período de educação dos filhos);
4º estádio – de concentração (desde a saída do 1º filho de casa até ao ultimo); 5º
estádio – pós-parental (o casa lde novo sem filhos). 2) coesão; 3) comunicação.
●-Numa perspetiva + sistémica, McGoldrick e Carter apresentam 6 estádios
considerando o processo emocional de transição e as mudanças inerentes ao processo
de desenvolvi//: 1) entre famílias (o jovem adulto independente); 2) junção de famílias
pelo casa// (o novo casal); 3) famílias c/ filhos peq; 4) famílias c/ filhos adolescentes; 5)
saída dos filhos de casa; 6) ultima fase da vida da familia.
-Pr simplicar os anteriores autores, pode-se sintetizar distinguindo-se fundamental// 3
fases, cada uma delas c/ diversos momentos: 1) pré-parental (formação do casal e
período antes do nasci// dos filhos); 2) parental ou educacional ( desde o nasci// do 1º
até q o ultimo deixa o lar); 3) pós-parental (estaõ sozinhos e já não têm a 1ª
responsabilidade educacional c/ os filhos e os netos).
●-Pr Mucchielli, o casal está constituído na altura do casa//, mas deve continuar a
consolidar-se ao longo da vida e passa por diversas fases (4) de evolução, c/ as
respetivas tarefas e crises: 1) Lua de mel – (duração entre algumas semanas e 1 ano)
carateriza-se pela euforia e pela total dedicação ao outro, levado pelo desejo de
agradar. 2) Existencia conjugal comprometida – (1ºs anos) regresso ao realismo e
reintegração no mundo. Podem surgir crises provocadas pelas 1ªs desilusões e
dificuldades de adaptação de personalidades. Nesta fase é necessário tornar-se
mutua// felizes e ajustar o comporta// em todas as dimensões. Todos os problemas
devem ser tratados de forma aberta, numdialogo sincero de negociação e
compromisso. 3) Busca de estabilidade a longo prazo – (após nasci// dos filhos, entre
5/7 anos e os 15/20 anos de casa//), está em “velocidade de cruzeiro” e podem surgir
novas crises q levam ao divorcio ou ao distancia//. É necessário acertar as perspetivas
qt à carreira, aos bens adquiridos, ao nº de filhos a ter e como educa-los. 4)
Maturidade e perspetiva de envelhecimento a dois – (após 20 anos), a aceitação é
maior e aparecem novos compromissos até à morte. No entanto, podem aparecer
crises como a tentação de novas experiencias amorosas, q se se conseguirem
ultrapassar, começa a entrar num período+ estável.
●-Noller e Feeney examinam a comunicação nos 1ºs anos do casal e concluem q o
nível de satisfação do casal depende da qualidade da sua comunicação, a qual é
iniciada antes do casa// e influencia o futuro.
●-Rusbult, Bissonnette, Arriage e Cox estudam os processos de acomodação nos 1ºs
anos, concluindo q o nível de compromisso é o ponto central.
●-O casal tem algumas funções especificas a desenvolver ao longo do ciclo vital: 1)
biológica ou procriadora – condição necessária à sobrevivência da espécie e tb como
auto-realização parental; 2) social – sendo o casal uma pessoa moral e jurídica, c/
direito e deveres. 3) psíquica- como cresci// e maturidade psicológica a todos os
níveis.
●-Tal como no desenvolvi// do individuo, no desenvolvi// de uma família os estádios
não são compartimentos estanques, mas podem interpenetrar-se, dependendo ainda
dos tipos de famílias.

CRISES NA EVOLUÇÃO DO CASAL


-Existem mtas razões q levam à disfunção e à destruição do casal.
●-Lemaire, numa perspetiva clinica, a partir da terapia do casal e considerando os
fatores sociológicos e sistémicos tenta seguir tanto a evolução positiva como a
negativa. MOTIVOS: As crises dependem mto da estrutura +/- rígida ou flexível da
família e de quem toma e executa as diversas decisões, se só o marido ou só a mulher,
se os 2 em dialogo, sendo q esta ultima proporciona + estabilidade e manos tensões.
As crises e tensões tb dependem do modo como cada um ocupa o seu próprio
“campo” ou espaço de competência dominante e interage c/ o campo do outro
cônjuge ou dos filhos. Existem campos pessoais e os campos materiais (económico e
financeiro, relações sociais, lazer, etc). SUPERAÇÃO: Pr q os conflitos e crises sejam
superados, deve haver uma mentalidade de casal, é necessária a tensão equilibrada
entre a unidade do casal e a fecundidade ou a abertura aos outros e é necessário o
justo equilíbrio entre a proteção da intimidade e a abertura ao exterior.

CONDIÇÕES DE FELICIDADE CONJUGAL

●-Mtos autores insistem nas variáveis personológicas (sanidade ou perturbação),


determinantes pr a satisfação e bem-estar do casal, mas tb pr a educação e sanidade
dos filhos. Assim, a qualidade de um casal depende, pela negativa, da ausência ou
superação de crises e conflitos e, pela positiva, do nível de felicidade q manifestam os
dois. Porém, a felicidade do casal não depende só dos dois, mas de mtos outos fatores:
satisfação profissional de um ou de ambos; situação económica; saúde; relações
pessoais, etc.. Todavia, os fatores pessoais têm maior peso no bem-estar e felicidade,
do q os fatores socio-economicos e contextuais. Está em causa as infraestruturas
psicológicas de cada um: imagem positiva ou negativa de si (influenciada pelos pais e
relações desde a adolescência c/ o outro sexo) e da maturidade ou imaturidade afetiva
de cada um, tendo q ser ambos equilibrados pr um matrimonio feliz.
-Diversos estudos demonstram o peso maior do marido, como pilar de adaptação da
mulher.
●-Veroff, Douvan, Orbuch e Acitelli estudam a felicidade dos casais nos 1ºs anos de
vida, mas não é fácil definir os fatores principais q produzem a felicidade e o bem-estar
subjetivo. A maior parte dos estudiosos colocam o assento principal nos fatores
personológicos -  Assim, se a personalidade de ambos é + equilibrada, será + fácil o
casal manter-se unido e feliz, mas se um tem tendências neuróticas, está
comprometida a felicidade.
●-Mas existem tb variáveis sociodemográficas, particular// o sexo e a etnia.        
-De qq forma, em todos os casos se realça a qualidade da interação entre o par e o
modo como cada um gere o seu autoconceito e auto-afirmação na relação c/ o outro.
●-Outros autores analisam fatores q podem estar contra a felicidade ou q podem
baixar o nível de satisfação, como Kurdek e Bradbury q salientam indícios de
infelicidade no 1º ano, q se desenvolvem em particularidades nos 1ºs 6 anos.
●-Ainda há autores q analisam a comunicação, a intimidade + intima nas diversas
perspetivas e o seu contributo pr o bem-estar do casal, como saliente Derlega. Ou
então , outros q se debruçam sobre a relação familiar na idade avançada.

RESUMO:
-Só uma abordagem sistémica possibilita uma melhor compreensão da existência
conjugal, mesmo na sua vertente desenvolvimental.
-A maior parte dos autores de psicologia do desenvolvi// limitam o seu estudo sobre os
estádios de desenvolvi// à infância e adolescência. Erkson estuda tb a adultez, mas
apenas lhe dedica 2 estádios. Outros desenvolvem melhor a psicologia da idade adulta
e outros aplicam ao ciclo vital do casal e da família.
-Na sua evolução, tanto a pessoa como o casal conhecem as suas crises e as suas
glórias e convém q estejam atentos à evolução pr evitar eventuais crises e potenciar o
bem-estar.

TEMA 4

O AMOR, ESSE (DES)CONHECIDO)

-As escolhas são feitas c/ recurso a diversos métodos, quer seja de estereotipo, da
classe social, ou da educação q se teve, mas tb se processa sem razões aparentes,
talvez inconscientes, em q a psicanálise pode tentar compreender. O amor é tb o pilar
fundamental do casal e o q lhes dá sentido, mas é difícil defini-lo: é uma emoção mto
particular, q não prescinde da cognição e q se expressa numa grd variedade de
comporta//s verbais e não-verbais.

TEORIAS SOBRE A ATRAÇÃO INTERPESSOAL E A ESCOLHA AMOROSA

-Levinger interpreta as relações entre duas pessoas através de 4 niveis: 1) nenhum


contacto ou ausência de relação; 2) algum conheci// mas nenhuma interação; 3)
contacto superficial c/ alguma interação; 4) contacto + reciproco c/ um relaciona// +/-
intimo, desde a simples amizade, à amizade + profunda e ao amor duradouro. O
encontro progride através de etapas, até estabilizar na ultima, podendo culminar no
casa//. Junta-se o desejo de afiliação c/ o de atração.
●-Há diversas teorias sobre a atração interpessoal: (complementa-se mutua//)
1) Teoria do reforço – gosta-se das pessoas + compensadoras; 2) Teoria da troca social
– gosta-se de quem oferece + garantias c/ menos custos; 3) Teoria da equidade –
equilíbrio entre recompensas e custos; 4) Teoria sociobiológica – atração influenciada
por objetivos sociobiológicos, como a perpetuação dos próprios genes.
●-Os determinantes da atração interpessoal são: familiaridade; a proximidade; a
semelhança; a complementaridade; a reciprocidade; as qualidades positivas; a atração
física. Estas teorias e determinantes da atração interpessoal aplicam-se ao processo q
leva dois jovens a enamorar-se e eventual// a casar-se. As semelhanças ditam a
aproximação, mas as diferenças e até o acaso podem contribuir, ou seja, cada caso
amoroso tem a sua história onde alguns determinantes pesam + do q outros, sendo tb
necessário ter em conta o sexo. Os sociólogos e psicólogos estão + inclinados pr as
semelhanças como fator de união, designando-se de homofilia: os amantes aprovam
reciproca// os mesmos valores e crenças.
-Mas outros psicólogos defendem a teoria da complementaridade das necessidades,
como é o caso de Winch q se inspira na teoria das necessidades de Murray – uma
pessoa q necessita de ser protegida escolherá um protetor, ou quem tende a ser
submisso escolherá um dominador. Mas tb há quem defenda as hipóteses
intermediarias ou mistas, centrando-se no conceito de “compatibilidade”, em q esta
inclui um certo grau de semelhança e de complementaridade.
●-Segundo Skinner, o motivo por q se escolhe determinado parceiro é por afinidades
psicológicas, sobretudo a partir de antecedentes familiares. Mas tb existem outros
fatores, +/- conscientes ou inconscientes. Porém, acontecem casa// c/ personalidades
opostas c/ vista a cada um se completar, ou vão ou não, à procura de alguém parecido
c/ os pais; há ainda a aproximação +/- naturais. 
-O modo ideal de companheiro começa a delinear-se desde a infância, mto
dependendo da qualidade da relação entre os pais, c/ os pais e irmãos, embora tal
imagem possa ser mal apreendida na infância. Enfim, a atração amorosa continua a ser
um mistério: ou fruto do acaso, ou em não escolher mas ser-se escolhido; é um ato
afetivo e instintivo, fruto de uma expetativa, onde se misturam motivações
conscientes e inconscientes +/- incontroláveis. Mas o instinto baseia-se num “modelo
interior”, onde se pode colocar a fasquia mto alta ou prescindir do ideal. Todos estes
trabalhos cognitivo-afetivos são mto influenciados, positiva ou negativa//, por figuras
parentais ou outras representativas da infância, ou ainda pelo própria psicologia e
auto-conceito e até por componentes neuróticos.

RAZÕES PARA CASAR E MOTIVOS DE (IN)FELICIDADE

Além do amor, existem outras necessidades inconscientes q estão na base da


constituição de um casal: desejo sexual; busca de apoio e aprovação; fuga à solidão;
necessidade de companhia; segurança pr o futuro; novo estatuto social; a realização
de expetativas ou pressões familiares e sociais e ate razões económicas, entre outras.
-Mas os motivos +/- conscientes da escolha do parceiro têm influencia decisiva nas
razões de felicidade/infelicidade do casal. Contudo, há sempre uma adaptação, a qual
pode acabar em felicidade se a escolha for bem-feita e se ambos são +/- equilibrados
psicológica//. Outros fatores q contribuem pr a estabilidade/desagregação do casal
são: 1) o momento do 1º encontro; 2) a relação c/ a família de origem; 3) a
maior/menor liberdade c/ q casaram; 4) a idade em q casaram (ideal 25); 5) o tempo e
a qualidade do namoro (ideal 3); 6) o tempo da 1ª gravidez; 7) situação financeira.    
Mas isto não é linear, por vezes assistindo-se a famílias unidas apesar das
adversidades, ou havendo infelicidade e separação em casos c/ melhores condições de
partida, apenas se pode intuir o maior/menor sucesso. Todavia, impõem-se uma
construção continua da conjugalidade e do amor em todas as estações da vida.

O AMOR NA BIBLIA

-Sendo o amor tão antigo qt o homem, na religião judaico-cristã encontramos


vocabulários q exprimem o amor. No antigo testa// em hebraico, havia o verbo aheb e
o substantivo ahabah, q cobria uma grd variedade de amores. Os tradutores dos
“70”tinham 4 termos gregos pr o verbo aheb hebraico: 1) stergein (ternura) – afeição
de pais e filhos; 2) ecrân (eros) – pureza do amor entre homens e Deus; 3) philein –
afetividade pr evocar laços de parentesco e relações amigáveis; 4) agapân –
preferência de escolha q provém da inteligência e da vontade (juízo de valores).
-Na tradução do grego pr o latim, o termo q melhor exprime agapê era cáritas (valioso,
querido), termo + nobre q o amor familiar, + virado pr o amor divino ou entre homens
ilustres. O termo amor é banalizado, dando-lhe uma conotação sexual, mas mto
abrangente (amizade,afeto,intimidade,ternura,perdão…). O sentimento amoroso é tão
complexo q há dificuldades em expressa-lo linguística//. Psicologica// podemos defini-
lo como uma força de unificação (intimidade) e de crescimento.

ESTADIOS DE DESENVOLVIMENTO DO AMOR

●-Pr Altman e Taylor e ainda Weiner, os estádios têm as seguintes sequencias: 1)


orientação – começam a conhecer-se e a interagir de modo superficial; 2) exploração
– começa uma relação afetiva superficial e vão-se conhecendo e interessando +; 3)
inicio amoroso – o intercâmbio amoroso sobe e começa-se a explorar + as
carateristicas de personalidade até q a idealização atinge o máx; 4) desmascaramento
– maior intimidade e o mútuo abre-se revelando tb defeitos mútuos; 5) manipulação
mútua – procura-se fazer do outro o q se deseja q seja; 6) resolução - ambas as
realidades adaptam-se e desenvolve-se uma relação + permanente.
●-O modelo de Secord e Backman distingue 4 estádios no desenvolvi// das relações
intimas: 1) precoce – os 2 exploram as vantagens da relação; 2) negociação – estudo
das condições q permitem o estabeleci// da relação; 3) compromisso – aumenta a
independencia mútua, independente// de outras possibilidades amorosas; 4)
institucionalização – reconheci// oficial da relação exclusiva.
●-Pr Murstein, as relações intimas q levam ao casa// desenvolvem-se em 3
estádios/tempos: 1) estímulos – perceção das carateristicas físicas, psicológicas e
sociais do outro c/ a consequente avaliação das suas qualidades; 2) valores – ambos
avaliam os seus valores pessoais e do outro e o q pode resultar da sua interação; 3)
papéis – avaliação mútua dos diferentes papéis.
-Existem mudanças no amor ao longo da vida matrimonial: o amor romântico inicial vai
dando lugar ao “amor-companheiro”; tb pode sofrer desgaste, tornando-se +
convencional, passivo, diminuindo as expressões externas de amor; mas tb pode não
declinar apesar de não se demonstrar tanto por razões internas ou externas. Os
conflitos bem resolvidos podem unir, caso contrario, podem desagregar a família.
-O amor é o pilar do casale é tb a base do desenvolvi// e educação dos filhos. A
psicologia do desenvolvi//, no inicio de vida, afirma q o amor é absoluta// necessário
pr um normal desenvolvi// físico-afetivo da criança. Se o amor primitivo (mãe ou outra
figura feminina) está ausente, além de a criança não se desenvolver normal//, tb pode
gerar distúrbios psicossomáticos pr toda a vida. O amor entre pais e filhos manifesta-se
em vários níveis.

TIPOLOGIAS DO AMOR

-O amor na família é uma força de unificação e cresci//, onde há uma dialética entre
autonomia e intimidade, entre individualização e integração ou quase fusão. Este amor
unificante é tb a força q a prolonga noutra família. No entanto, o amor (por outrem)
pode estar na base da desagregação do núcleo familiar, mas é sempre a grd força de
aproximação e construção das familias, visto ser uma necessidade fundamental. 
●-A relação amorosa começa normal// no estádio q Erikson define como de intimidade
vs isolamento. Trata-se inicial// de um amor romântico – amor dependente e erótico,
cujas carateristicas são: preocupação c/ o amado e desejo de estar c/ ele; idealização e
sobrevalorização do amado; fantasias nas quais o amado satisfaz as necessidades e
leva a uma existência ideal; vulnerabilidade narcisística pr c/ o amado e vigilância pr
não o perder. Mas neste amor há diferenças por género.
●-Qt á tipologia do amor, Lee distingue 6 cores/estilos de amor: 3 primários: eros-
paixão; ludus-jogo; storgê-amizade – comparados às 3 cores principais: vermelho,
amarelo e o azul. 3 secundárias: pragma-prático; mania-possessão; agapê-altruísmo –
cores mistas resultando das diferentes combinações (amores c/ carateristicas
diferentes: Prada- composto de storgê e de ludus; Mania- combinação de eros e de
ludus;  Agapê- composto de eros e storgê).
●-Daqui proviram 6 modos possíveis de amar, conforme os diferentes níveis de
desenvolvi//, descritos por Lasswell e Lasswell e por Lee: (crescendo valorativo): 1)
mania – o amor associado a um baixo auto-conceito e auto-estima. É típico de pessoas
num estadio de desenvolvi// do eu impulsivo e autoprotetivo; 2) ludus – joga-se aos
amores procurando o máx de lucro e mínimo custo, abstendo-se de qq dependência.
Típico do estadio de desenvolvi// autoprotetivo; 3) pragma – amor pratico, consciente
e realista, típico em estádios de desenvolvi// autoprotetivo c/ aspetos conformistas
(em vias de superação); 4) eros – romântico, apaixonado, q idealiza e procura agradar,
baseado em carateristicas de beleza física, em estádio de desenvolvi// conformista; 
5) storgê – ternura, independencia, mútua abertura, compromenti//, amizade, eme
stadio de desenvolvi// onde prevalece a autonomia; 6) agapê – amor puro, gratuito,
desinteressado e preocupado e incondicional. Encontra-se em casos q atingiram a
maturidade e é simbolo do amor material e divino.
●-A partir desta tipologia, certos autores como Lasswell e Lobrenz, ou Hendrick e
Hendrick, procuram encontrar escalas de avaliação dos diversos graus do amor.

COMPONENTES DO AMOR

-Sternberg distingue 3 dimensões/componentes no amor, chamada “Teoria


Triangular do Amor”, em q em cada vertice do triangulo está uma dimensão principal:
1) intimidade – (componente principal) sentimento de proximidade e união q geram
alegria e entusiasmo; 2) paixão – (menos nobre e duradoura) impulsos q levam à
atração e à união física; 
3) decisão/compromisso – assumir uma relação a longo prazo.                 
-Comparando com Lee: a intimidade e o compromisso afetam o amor storgê e agapê; a
paixão é um amor erótico e até maníaco.
-Cada uma das 3 componentes pode exprimir-se de diversas maneiras: 1) intimidade –
através da comunicação de sentimentos interiores, da promoção do bem-estar do
outro, da partilha de bens; 2) paixão – através de diversas expressões físicas; 3)
compromisso – através da fidelidade, mesmo em momentos difíceis.
-Sternberg aponta ainda propriedades +/- presentes em cada componente: na
estabilidade, a intimidade e o compromisso desempenham um papel fundamental nas
relações a longo prazo, enquanto a componente passional está + presente a curto
prazo, podendo desaparecer.
-Analisando as 3 componentes, Sternberg identificou 8 espécies de amor: 1- não amor;
2- amor de gosto; 3- amor louco; 4- amor vazio (relação c/ compromisso mas sem
intimidade); 5- amor romântico; 6- amor companheiro (relação c/ intimidade e
compromisso mas sem paixão); 7- amor insensato; 8- amor perfeito (relação c/ as 3
componentes).
-CRITICAS A STERNBERG – a critica baseia-se no facto, de cognitivista q é, não tenha
apontado + uma componente principal, o (re) conhecimento critico do amor. Além
disso, tudo isto carece de confirmação empírica.
-Piaget, aproximando a inteligência da afetividade, afirmava q todo o amor tem uma
componente cognitiva.
-Algumas variáveis q dão coloridos particulares ao amor são: idade, sexo,
personalidade ou idiossincracia de cada um, além dos determinantes contextuais e
interculturais.
-Tanto na relação entre os pais, como c/ os filhos, podem encontrar-se os diversos
tipos de amor, quer segundo Lee (todos os casais deviam procurar atingir o amor
storgê ou até o agápico), quer segundo Sternberg (deveriam tentar atingir o amor
prefeito).
-O amor conjugal tem a sua especificidade própria. O q não deve ser: um amor-paixão
q seja trágico ou dramático; uma alienação q julga; uma repetição do passado sem
abertura pr o futuro. Ao contrário, o amor conjugal verdadeiro deve ter algumas
carateristicas: compromisso futuro de união e felicidade; necessidade de criação
continua a todos os níveis; aceitação de uma transcendência; corresponsabilidade c/
igualdade e colaboração.

PATOLOGIAS DO AMOR

-O amor autentico deve-se basear na interdependência, na necessidade de estarem


juntos, de se sacrificarem em prol da felicidade, de se acarinharem e fazerem-se
mutua// felizes, ao contrario da teoria freudiana e psicanalítica. No entanto, tb existe
mto amor patológico e doentio, em q não há respeito, confundindo e reduzindo o
amor à paixão sexual, em q o amor é neurótico, psicótico e até perverso e tem como
consequência verdadeiras aberrações.
-Uma das patologias do amor é o ciúme, q em excesso é patológica e corrói o amor,
sem fundamento algum, a necessitar de intervenção terapêutica, pois torna ambos
infelizes. Os homens costumam ser + ativos e zangados. Pfeiffer e Wrong definem os
ciúmes como um emaranhado cognitivo-afetivo-comportamental. Do ponto de vista
cognitivo, está em causa uma ameaça +/- real ou fictícia (medo, mal estar, ira,
surpresa, etc). A pessoa ciumenta pode comportar-se de diversos modos, tentando
aproximar-se do par ou então reagindo +/- violenta// ou passiva//.

TEMA 5

HARMONIA E DESARMONIA SEXUAL

BIO-PSICOLOGIA DIFERENCIAL DO GÉNERO (masculinidade/feminilidade)

-As mulheres têm maior êxito em tarefas q implicam fatores estéticos; verbais;
realizações manuais; preocupações sociais; organização material do trabalho. Além
disso, são + espontâneas e extremas a exprimir as suas emoções; são menos
indiferentes q os homens em relação aos interesses; são + introvertidas.
-Os homens são melhores em tarefas q impliquem aptidões espaciais, uma perceção
analítica; tempo de reação rápido; raciocínio matemático e lógico; definições de
palavras abstratas.
-No estudo de Rocheblave-Spenlé, conclui-se q os traços relativos ao género são
representações culturais onde está presente o domínio masculino (machismo) q atribui
aos homens (11-1) em valores positivos e à mulher (8-2) defeitos. Mesmo as mulheres
reconhecem a supremacia dos homens (sobre estereótipos de género).
-Como reação, começaram a surgir movimentos feministas, reivindicando pr a mulher
igualdade a vários níveis e reinterpretou-se a psicologia diferencial das mulheres,
considerando como mitos essas diferenças – todas as diferenças seriam convencionais
ou artefactos sócio-culturais, resultado da educação machista e da pressão social. Fez-
se crer q o sexo anatómico e fisiológico nada tem a ver c/ a diferenciação e q toda a
distinção não é + do q papéis sociais aprendidos. Cai-se assim no outro extremo da
igualdade absoluta ou do uni-sexo de comporta// e nos papéis sociais.
-A contra-reação cientifica de Margaret Mead, a partir da antropologia,  constata q as
diferenças culturais apenas formalizam a diferença biológica dos sexos e q os papéis
sociais há mto q foram fixados, isto pq é a mulher q concebe e ela própria educa os
filhos consoante o género e o papel original do homem é o de alimentar a família.
-Conclui-se q a diferenciação dos papéis entre os sexos é uma realidade transcultural e
q se baseia na biologia, embora os estereótipos culturais tenham alguma influencia e
as representações possam evoluir e, por vezes, tal evolução é fruto da pressão cultural
(ex: alguns comporta//s masculinos efeminados). Assim, nota-se q a conceção
masculina e feminina ao longo das diversas culturas e tempo é uma invariante e a sua
explicação é de ordem biológica, embora a educação e a cultura possam influenciar tb.
-as diferenças genéticas, hormonais e fisiológicas entre homem e mulher têm
realmente repercussões a nível neurológico e psicológico: 1) biologicamente – o sexo
masculino é + frágil e as raparigas desenvolvem-se + rápida// e o ultimo par de
cromossomas (23) além da determinação do sexo, tb confere resistência a certas
doenças e resistência psicológica e mental; 2) a nível das hormonas – (genética genital)
estas determinam os carateres sexuais secundários (voz, barba, seios), toda a
fisionomia interior e exterior e ainda o comporta//, podendo afirmar-se q tudo, que
físico quer psicológico, é sexuado e por isso diferenciado; 3) a nível da expressão da
sexualidade – tb existem diferenças, o homem é + pratico e a mulher + emocional; 4) a
nível da paternidade e da maternidade – o homem não se compromete biológica//,
mas apenas social e afetiva//. A mulher é + biológica//. O mesmo se passa em relação
aos sentimentos paternal/maternal, tb eles diferentes.  
- Tais diferenças baseadas na biologia têm implicações a nível psicológico e de
conceção de vida: 1) a nível da inteligência – o raciocínio do homem é + abstrato e
espacial e na mulher é + intuitivo e concreto, é + sensível e compreensível.; 2) a nível
da afetividade – a emotividade feminina contrasta c/ a agressividade masculina, cuja
raiz é tb biológica, sendo a agressividade do homem + ofensiva e física e a
agressividade na mulher é + defensiva e verbal.               Nível psicológico. A diferença
na conceção do mundo e da vida, particular// a nível da vida domestica.
TEMA 6

DOENÇAS DO CASAL – CONFLITOS E DIVORCIO

-A partir dos anos 70 já começou a haver a preocupação c/ o divorcio e as suas


consequências pr os filhos. Na realidade e conforme Maurey (o casal doente c/
inspiração na bíblia), mtos casais atuais (como ao longo de toda a historia) nascem mal
e continuam mal, acabando por desfazer-se. As manifestações patológicas no corpo
humano são lentas, o mesmo processo acontece a nível psicológico e assim como no
casal, em q a pouco e pouco se instala a desilusão, o fracasso, a infelicidade e o
divorcio.

PROCESSO DE DIVORCIO – DECEÇÃO E TENTATIVAS DE RECONCILIAÇÃO

-Segundo Lee, o processo q acaba em separação passa por diversos estádios: 1) a sua
descoberta; 2) a sua exposição ao parceiro; 3) negociação q podem chegar à resolução
ou então à separação. Chegando a este ponto a sensação é a de q caminharam em vias
paralelas e não convergentes, em q se acusam mutua//, mas ambos são responsáveis e
vitimas em graus diferentes. Tb a dor e as consequências sentidas pela separação
dependem de mtos fatores, dependendo se a relação foi boa ou má (> dor nos
homens).
-Tb o processo pq se chega à desilusão pode ser diversificado. Mas dp da crise vem a
bonança, por isso há formas de se tentar resolver a situação: ativas e construtivas
(verbalizar a situação e manifestar capacidade de dialogo e de lealdade) e passivas e
destrutivas (deixar andar até rebentar a corda). Pode haver reconciliação e um
recomeço mas tb a reconciliação pode ser sol de pouca dura, recomeçando o processo
de deceção e separação (isolamento, procura de compensações fora de casa, rutura da
comunicação, exasperação permanente, doenças físicas ou psíquicas e até o suicídio,
comporta//s desviantes e até o crime). Mas normal// acaba em separação ou divorcio,
ou por razões sociais ou económicas podem permanecer sob o mesmo teto (divorcio
afetivo), mas c/ vidas independentes.
-(filhos) Os diversos processos de rutura funcionam como mecanismos de defesa
contra a culpabilidade pessoal, como culpabilização do outro ou como forma de se
autocastigar ou de castigar o outro, mas estas tensões não atingem só o casal, atingem
sobretudo os filhos, gerando neles sentimento de insegurança, culpabilidade,
desorientação, dificuldades de identificação, desadaptação social, distorção da
imagem de família, medo do casa// futuro.
-As causas de doença ou morte do casal podem ser: 1) +/- internas (controláveis ao
casal) – arrefecimento do amor, incompatibilidades de personalidade e de expetativas,
nível sócio-cultural e de origem mto diferente, desarmonia sexual; conflitos a
propósito dos papéis de cada um, etc; 2) +/- extrínsecas (incontroláveis) – matrimónios
precoces, forçados e irresponsáveis, sem preparação e liberdade; doença mental ou
psíquica de um dos cônjuges; problemas profissionais ou financeiros; presença de
terceiros; trabalho da mulher fora de casa; meios de comunicação social q atentam
contra fidelidade do casal.
-Pr Touzard, o impacto do conflito começa por ser intrapessoal antes de se tornar
interpessoal. Mas os conflitos + graves passam-se ao nível das duas pessoas do casal
devido a traços de personalidade incompatíveis. A fonte do conflito pode tb ser
cultural e social.
-Os conflitos podem ser resolvidos das + diversas formas, uma negativas e outras c/
sucesso. Vaillant descreve 4 niveis de defesa: 1) defesas psicóticas (projeção ilusória, a
negação e a distorção); 2) mecanismos de defesa imatura (projeções, fantasias
esquizoides, hipocondrias, comporta//s passivo-agressivos e mesmo agressões); 3)
defesas neuróticas (racionalização, recalcamento, a deslocação, a formação reativa, a
dissociação); 4) defesas maduras (altruísmo, o humor, a supressão, a sublimação, a
antecipação) – apenas esta ultima consegue resolver a situação positiva// e a longo
prazo.
-O conflito pode ser inevitável, mas tb pode ser usado construtiva// pr bem do casal e
dos filhos. Humphreys afirma q o conflito pode ser “uma força criativa dentro da
família”, se for encarado como processo de mudança ou como cura necessária. Este
processo de cura pode ser necessário a vários níveis: físico, comportamental,
emocional, social, sexual, cognitivo. Pr soluciona-lo é necessário identificar bem os
problemas e o empenho de todos os intervenientes.
-Rucquoy tente compreender os conflitos e crises do casal, a partir das
razões/determinantes q levaram o casal a formar-se: 1) determinantes sociológicos (o
contexto em q vivem é o cerne do futuro (des)entendimento); 2) determinantes
psicológicos (razões +/- conscientes da escolha).
-Bates descreveu um modelo tridimensional do comporta// interpessoal q pode ser
aplicado à dinâmica familiar, em q as 3 dimensões são: 1) topo-base (up-down) –
representa a dominância vs submissão; 2) positivo-negativo – inclui associações
positivas (amor e relações interpessoais satisfatórias) ou negativas (hostilidade e
ansiedade); 3) para a frente-para trás (forward-backward) – leva o grupo ou à mútua
aceitação e consecução do objetivo, ou então ao afasta// do projeto comum.   Cada
pessoa tende a levar o grupo pr o lugar ou atitude onde se move. Na situação familiar,
os diversos membros encontram-se em situações diferentes nas 3 dimensões e podem
acontecer as + variadas combinações no funciona// do agregado familiar, gerando-se
vários conflitos ou soluções satisfatórias.
-Pr Gottman, a hipótese de o casal terminar em fracasso é estudada longitudinal//,
apresentando a sua teoria da dissolução matrimonial – prever a sua eventual
estabilidade, dando importância, além de outros fatores, às expetativas negativas ou
positivas do casal q tendem a generalizar-se de situações pontuais pr a relação
conjugal na sua globalidade.
-Maccoby et al analisam os papéis da mãe e do pai no pós-divorcio e as suas
implicações na vida dos filhos adolescentes (estudo longitudinal) e estudam os
possíveis custos e benefícios do contacto dos filhos c/ um dos progenitores ausente do
lar.
-Carrère et al procuram encontrar fatores capazes de predizer a estabilidade ou o
fracasso do casal. Detetando e compreendendo a influencia desses fatores será
possível construir uma teoria sobre a qualidade e estabilidade matrimonial e baseiam-
se na teoria de Gottman, q aponta 3 dominios: 1- perceções; 2- fisiologia; 3-
comporta// - q funcionam a nível individual e grupal.
-Castellan analisa sumaria// a problemática da separação e do divorcio: há tantas
formas de divorcio, qts as formas de casa//, tentando compreender caso a caso e se
possível ajudar a ultrapassar a situação de crise e de risco de cisão q acarreta graves
custos pr o casal e pr os filhos.

CONSEQUENCIAS DOS CONFLITOS E DO DIVORCIO NOS PAIS E NOS FILHOS

-Cummings e Davies analisaram o impacto q os conflitos conjugais podem ter, a curto


ou a longo prazo, pr o desenvolvi// integral dos filhos q podem ser frequente//
patológicas e prolongar-se pela vida afetando a sua futura família. As múltiplas reações
são conforme a sua personalidade e conforme a natureza do conflito e da
personalidade dos pais. Logo, o mesmo conflito pode produzir efeitos mto
diversificados conforme a índole da criança e as diversas circunstancias q a rodeiam.
Apesar do impacto ser diversificado, causam sempre perturbações quer a nível de
personalidade, quer de educação, isto pq a qualidade conjugal se reflete em geral, mas
acima de tudo, os pais devem evitar “jogar” os filhos contra um dos cônjuges.
Contudo, as discussões tb podem ter aspetos positivos, na medida q são inevitáveis e
motivo de readaptação. Se o casal souber concordar e resolver c/ o mínimo de
desgante pr si e pr os filhos.
-Os filhos reagem diferentemente – não apenas conforme a intensidade do conflito,
como ele é resolvido, q depende da maneira de ser de cada cônjuge, mas tb conforme
a idade, o sexo e principal//, a idiossincracia de cada filho (uns remetem-se ao silencio
e frustração afetiva e outros tomam parte e por vezes tentam ajudar na resolução). Em
todo o caso, os conflitos devem ser geridos de forma a proteger o + possível todos e a
promover o seu bem-estar.
-Outros autores estudam as consequências ou os padrões de resposta das crianças, q
podem levar a comporta//s agressivos e depressivos, e Davies et al estudam
particular// a avaliação q os filhos fazem dos conflitos, interpretando-os sobretudo em
chave contextual.
-Liberman analisa do ponto de vista psicopatológico e medico-social as implicações
negativas (desequilíbrio social, intelectual, afetivo e somático) da separação dos pais pr
o desenvolvi// dos filhos e dá sugestões de prevenção do divorcio.
-Levinger e Moles abordam o contexto, as causas e consequências deste fenómeno.
Clarke-Steward et al analisam as consequências do divorcio nos filhos, logo nos 1ºs
anos de vida, c/ influencias negativas na saúde física e psíquica. 
Ayalon e Flasher, no seu livro “reações em cadeia”, preocupam-se a nível terapêutico,
na tentativa de prevenir e remediar os evetuais traumatismos das crianças, q mto
dependem dos pais, da idiossincracia de cada criança e do ambiente q as rodeia.
Whiteside e Becker conduzem o estudo sobre a adaptação dos filhos peq no pós-
divórcio (uma meta-analise), q aponta pr uma intervenção contextual ou sistémica, em
relação à mãe, ao pai e fatores envolventes. Emery tem um bom livro sobre o casa//, o
divorcio e as consequências na adaptação das crianças, tratando o problema desde as
+ diversas perspetivas, as questões metodológicas e concetuais da investigação sobre
o divorcio, a adaptação dos filhos e ainda abordagens terapêuticas e legais. Este autor
afirma “se há algo q carateriza todos os divórcios é a mudança”, cujo processo pode
ser facilitado ou complicado, dependendo de mtas condições. Cada caso é um caso,
visto ser um processo multifatorial q tem de ser visto no seu contexto ecológico.
-Qt às consequências do divorcio nas crianças: há um nº maior de consultas destas nos
serviços de saúde mental, sendo + difícil a construção da identidade própria; nota-se
uma precoce atividade sexual; + problemas de comporta//; menos sucesso na escola.
No entanto, ainda há crianças q passam quase imunes, dependendo de c/ quem ficam,
do contacto e da qualidade c/ o outro progenitor; do eventual novo casa//; da
presença ou não de outros familiares; da idade e do sexo das crianças, estatuto social e
outras variáveis q contribuem positiva/negativa// pr ultrapassar ou agravar os
problemas.
-Laumann-Billings e Emery analisam o sofri// psíquico de jovens adultos provenientes
de famílias divirciadas, em q uma maior tristeza depende tb de outros fatores
(frequência do contacto c/ os pais, conflito entre os pais, idiossincracia das crianças).
-Outros autores julgam, atual//, q os efeitos negativos sobre os filhos e sobre o casal,
são menos acentuados, devido a varias razões: Polacek tenta demonstrar o contrário,
apesar de haver intervenções psico-sociais q possam mitigar os efeitos deletéricos,
mas q não parecem diminuir. Amato refere q hoje o divorcio é + bem aceite, logo os
filhos são menos estigmatizados; os pais e as escolas estão + preparados pr lidar c/ os
efeitos, no entanto, não confirmou a sua hipótese de melhora//, tendo em conta o
rendimento escolar, os problemas de comporta//, a adaptação psicológica, o
autoconceito e auto-estima, a competência social e o estado de saúde.
-Estudos específicos sugerem q o divorcio perturba o comporta// parental, levando ao
pais a terem menos exigências e afeição pr c/ os filhos, + inconsistência na disciplina, a
serem menos positivos e + irritadiços. Arendell estuda as consequências do divorcio
desde a perspetiva do marido; Tein et al (estudo longitudinal) analisam o comporta//
das mães divorciadas em relação c/ outras variáveis.

AGRESSIVIDADE E VIOLENCIA

O’Leary e Cascardi debruçam-se sobre o problema da agressão física no casa//, numa


perspetiva desenvolvimental. O estudo procura encontrar explicações psicológicas
(carateristicas da personalidade) e ainda biológicas e até genéticas. Esta problemática
complexa pode tb ser estudada numa perspetiva + sociológica e cultural.
-Outros estudos abordam o drama da violência ou da agressão no casal e as
repercussões evidentes q tem no comporta// e nos problemas do outro e nos filhos. 
-Van Hassel coloca numa perspetiva psicanalítica, sociológica e intercultural,
analisando todas as formas de agressão e ainda os diversos fatores q conduzem à
situação violenta.
-um livro recente português de Costa e Duarte – “Violencia Familiar”, em q as autoras
privilegiam o modelo explicativo (e interventivo) ecológico-desenvolvimental por
parecer + abrangente da complexa problemática q é a violência familiar (intervenção
junto das famílias portuguesas e panoramas de intervenção preventivos).
-É um problema antigo mas + visível hoje em dia devido aos meios de comunicação
social q expõem qq situação anómala. No entanto, a maior parte dos casos continua no
segredo do lar, talvez por pudor ou medo, mas, por vezes, a mulher não é total//
inocente. Há violência em todas as classes sociais, contudo, é essencial ajudar o casal a
gerir os conflitos através do dialogo e a suportar melhor as frustrações. O Cód Penal
português prevê e pune os crimes de violência contra a família, considerando crimes
públicos.

MELHOR PREVENIR DO QUE REMEDIAR

-Uma forma de prevenção é tentar promover uma família nova, desde a raíz, isto é,
sensibilizando os jovens antes de casar. Mas se já existe este mal no casal é necessário
um bom diagnóstico da situação antes de aplicar a receita, o q pode ser feito por um
especialista, ou até numa fase inicial, por outra pessoa. O pior é ignorar. Há mtas
psicoterapias, quer individuais quer em grupo ou sistémicas, e a escolha depende: das
condições do casal; se a culpa é exclusiva de um ou dos dois; e doutras condições
como a intervenção precoce ou já retardada; a vontade de ultrapassara crise, etc.
1 PROBLEMA – Como a dificuldade de comunicação é uma das cusas do mal estar
familiar, é necessário q o casal (e até os filhos) seja (re)educado na arte de bem
dialogar, capacitando-se pr saber ouvir e falar, pr estar disposto a aceitar a verdade e a
dize-la;
2 PROBLEMA – A desarmonia sexual é outro grd problema q é causa e efeito de outros
desentendimentos conjugais, tb se impõem uma (re)educação q leve ao conheci//
mútuo, aceitando os ritmos diferentes de reação, dispondo-se o marido a preparar a
esposa e, sobretudo, enchendo-se de carinho um pr o outro ao longo de todo o dia.

TEMA 7

A CRIANÇA E A FAMILIA

EXPETATIVAS FAMILIARES QUE ANTECEDEM O NASCIMENTO DE UMA CRIANÇA

-Stage e Catron; Hanson e Lynch referem q a família tem expetativas e ansiedade,


mesmo antes do nasci//; Roussel refere q já existe o imaginário da criança, mesmo
antes desta ser concebida; Relvas tb faz alusão à idealização do bebé durante a
gravidez e refere q o processo de idealização é importante pr o futuro exercício da
parentalidade, sendo q o conflito de expetativas tb é caraterizado por alguma deceção,
incertezas e grd cansaço, mas a criança é sempre imaginada na perfeição.

A INTERAÇÃO PAIS-FILHO

-A existência do bebé e a sua relação c/ os meio ambientes antecedem o seu nasci//.


Pr Buhler, a partir da fecundação já há uma atuação reciproca e nesta “interação” c/ o
meio ambiente (hereditariedade e meio ambiente – relação recíproca). Winnicott
evidencia a importância do meio, pois é o modo como ele está preparado q
condicionará a “unidade interdependente” q mãe e filho constituem e o processo de
desenvolvimento da criança – interação mãe-criança (importância do q se passa entre
mãe e filho pr fomentar o desenvolvi// da criança). Barnard, McCollurn e Hemmeter
não se centraram exclusiva// na interação mãe-filho, dando enfase ao papel e
importância das interações entra ambos os pais e filhos – interações pais-filhos. Sendo
q os pais são figuras dominantes na relação c/ a criança e no seu processo de
aprendizagem. Pr Brazelton e Cramer o pai tem sido negligenciado nos estudos há mto
tempo, daí ser excluído da relação mãe-filho. Mal nasce, pais e mães manifestam
diferença na relação c/ o bebé, o q parece reforçar os papéis e importância, mas esta
diferença não se costuma vislumbrar relativa// ao estabeleci// de vinculação e os
momentos seguintes ao nasci// são de intensa adaptação e aprendizagem mútua. Pr
Freitas, as carateristicas individuais da criança influenciam os pais e eles tb a afetarão
(influencia mútua). A observação doconteudo adequado das interações e o momento
em q as efetuam, testemunham a adequação e a regulação dos comporta//s da mãe e
da criança, c/ especial atenção pr os q utilizando técnicas de observação do tipo
microanalítico corroboram estas conclusões. Deste modo, tanto os pais como os bebés
reúnem grds recursos pr estabelecer o ajusta// importante da sua relação. Brazelton
diz q o processo de trocas entre adulto e bebé constitui uma fonte de estimulação
adequada pr o mesmo e, simultânea//, fontes de aprendizagem sucessivas. E este tipo
de processo está inerente um investi// emocional dos pais. Ramos refere q são os
cuidados maternais q facilitam o estabeleci// das 1ªs relações e comunicações, através
do contacto físico.

INFLUENCIAS CULTURAIS E CRENÇAS DE SAUDE NA FAMILIA

-As imprevisíveis mudanças modernas alteraram os valores e papéis, dando origem a


uma reestruturação social enorme. Pr Ramos, tendo em conta estas alterações da
estrutura social, a criança constrói-se ao se apropriar ativa// do mundo exterior, por
isso, hoje passa-se a analisar o seu desenvolvi// de acordo c/ aspetos psicológicos,
sociológicos e culturais, contemplando ainda as interações da família e da sociedade. O
1º agente (sociedade) educativo é a família, mas c/ o desenrolar do desenvolvi//,
considera-se a existência de uma sequencia geral em todas as crianças. Numa
perspetiva + ecológica, explica-se melhor as diferenças de ritmo, natureza e qualidade
do processo de desenvolvi// q vão caraterizar cada criança. Pr Freitas, esses diferenças
estão relacionadas c/ a constituição biológica de cada uma e do ambiente especifico
em q se desenvolve, bem como da cultura do meio em q vai crescendo. Isto significa q
em todos os contextos culturais, o processo de desenvolvi// englobará dimensões
físicas, intelectuais e sociais q vão fazer a diferença e q darão a possibilidade de
encontrar representações sociais sobre a família, a criança e a educação e sobre
carateristicas pessoais e sociais q se associem à diferença, sendo imperativo q a
sociedade preste atenção aos 1ºs anos de vida. Neto refere q as representações já há
mto têm vindo a ser analisadas por diversas áreas do saber
(antropologia,sociologia,psicologia da educação e da criança).
 -Ramos incidiu os seus estudos nas representações sociais e crenças das famílias,
relativa// á infância, saúde, desenvolvi// e educação, sendo q um dos aspetos
estudados foi a analise às diferentes representações sociais dos pais qt às
carateristicas por eles atribuídas às crianças: 1) famílias de meios rurais e urbanos
socioeconomica// desfavorecidos – não ser doente, alimentar-se e dormir bem e não
chorar (bebé fácil) e c/ bom aspeto físico e bom peso (bem desenvolvido); 2) Meios
culturais e socioeconomica// favorecidos – maior exigência em relação à precocidade,
preocupando-se em estimular as suas capacidades percetivo-cognitivas e interativas.
-Conclui-se q é indispensável ter em conta as influencias culturais e crenças na família.
O ENVOLVIMENTO DO PAI NA INTERVENÇÃO PRECOCE

O PAI E AS MANIFESTAÇÕES DO BEBÉ

-as manifestações do bebé são mto importantes na relação entre pais e filhos. Pr
Gomes Pedro et al, cada bebé tem as próprias sensibilidades e responde de forma
diferente a estímulos iguais. Qd os pais descobrem os estímulos + adequados pr
obterem respostas positivas, continuam a estimula-las da mesma forma,
desencadeando uma aprendizagem respeitante à habituação áqueles estímulos, mas
tb relativa ao controlo q o bebe vai adquirindo, no sentido de poder fornecer aos pais
indícios pr q eles continuem ou parem tal estimulação. Para Gomes Pedro et al, o
comporta// facial traduz a satisfação interior do bebe (sorriso) q desencadeia novos
tipos de estimulação. Pr Birns a 1ª tarefa dos pais é descobrir as sensibilidades
especificas do seu bebe. Schaffer refere q os bebes por volta dos 2 meses distinguem
os pais dos estranhos, pouco dp distinguem o pai da mae e podem reconhecer as mães
pelo cheiro já na 1ª semana de vida. O’Leary, Phillips e Parke consideraram o choro
como objeto de estudo e colocam ambos os pais em pé de igualdade na capacidade de
resposta às manifestações do bebe. Frodi, Lamb e col. concluíram pelos seus estudos q
ambos os pais são igual// sensíveis na interpretação de sinais q constituem diversas
msg do recém-nascido. Pr tal, mediram a sensibilidade dos pais, utilizando medidas
psicofisiológicas e os seus relatos sobre aquilo q sentiam acerco do bebe (contrariando
a exclusividade da mãe).

INFLUENCIAS PATERNAS NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

-a influencia no desenvolvi// dos filhos é feita tanto direta// (interações) ou indireta//


(impacto no clima socio-emocional da família). As atitudes parentais são os
comporta//s habituais dos pais e das mães qse constatam em diversas situações e
circunstancias e essas atitudes tornam-se evidentes através de reações repetidas, as
quais ao identificarem-se em circunstancias diferentes, permite-nos identificar uma
caraterística estável, percebendo assim o sentir e atuar de certa forma.
-O envolvi// paterno pode ser benéfico ou prejudicial pr o desenvolvi// da criança
consoante as atitudes e valores dos pais, sendo assim de max importância reconhecer
a diversidade intercultural e intracultural qd exploramos as influencias paternas.
-A investigação acerca da influencia dos pais agrupa 3 corpos de literatura: 1) estudos
correlacionais – Lamb conclui q as dimensões importantes da influencia paternal são
as relativas ás carateristicas parentais (calor, proximidade e natureza da relação), + do
q carateristicas ligadas c/ o sexo do progenitor. Os valores individuais e culturais
podem variar a natureza do efeito das influencias parentais, assim como os padrões
sociais podem fazer variar os padrões de influencia; 2) estudos acerca dos efeitos da
ausência paterna – a ausencia do pai não é necessária//nociva pela ausência de um
modelo de tipificação sexual, mas antes por outros aspetos do papel paterno
(económico, social, emocional). A influencia do pai no desenvolvi// da criança não
pode deixar de estar ligada à multiplicidade dos papéis do pai  ; 3) estudos acerca do
impacto de um grd envolvi// paterno – relativa// ao tempo, não importa qt, importa
sim o q fazem nesse tempo e como o conj das pessoas significativas pr a criança
percecionam e avaliam a relação pai-criança.
-Pr Lamb os efeitos podem ter + a ver c/ o contexto do envolvi// paterno,
considerando-se os sentimentos de ambos os pais e os seus estados emocionais
afetam a dinâmica familiar.
-EM SUMA – um elevado ou baixo envolvi// podem ter efeitos positivos ou negativos
dependendo das circunstancias. E Lamb constata mudanças históricas recentes nos
níveis médios de envolvi// paterno, aumentando o nº de famílias em q o maior
envolvi// do pai é benéfico.

A IMPORTANCIA DO PAI

-Gomes Pedro et al consideram q a filosofia da intervenção precoce dos pais serve pr


aumentar a atenção e a motivação destes pr as faculdades individuais do bebe,
podendo este conheci// fazer a criança + atenta à estimulação ambiental. Assim, a
intervenção é vista como um mecanismo q liberta a disponibilidade e flexibilidade
natural dos pais por volta do período perinatal. Parke afirma q o pai tem um impacto
qualitativa// diferente dos outros adultos. Greenberg e Morris designam o impacto de
um recém-nascido na pai pela expressão “absorção”. Gomes Pedro refere q pr
clarificar o desenvolvi// infantil e compreender a interação da nossa cultura, devemos
estudar a relação da criança c/ ambos os pais.
-O papel do pai é mto importante tanto pela influencia no comporta// materno, como
no processo de vinculação mãe-filho no pré e pós parto. O papel do pai durante o
parto pode ser desempenhado ativa e participativa//, q segundo Gomes Pedro,
contrasta c/ certos estereótipos culturais. Levine e Bloct verificaram q, em casa, estes
pais empenhavam-se + nos cuidados diários dos seus bebes, designados de pais “feito
de médicos”. Pr Bettelheim a participação ativa de ambos os pais é necessária pq a
identidade precoce da criança desenvolve-se inteira// em relação a eles. Mcgreal
refere q as investigações sobre a vinculação materna têm incluído cada vez + aspetos
de comporta// do pai. Bettelheim afirma q a alegria de ser pai e a afetuosidade q dá à
mulher contribui pr fazer do nasci// um aconteci// feliz e q a inter-relação entre ambos
os pais e os filhos é continua desde o inicio.
-A interação pai-filho é considerada como de extrema importância pr o desenvolvi//
global da criança, cuja influencia se dá ao nível das diferentes áreas do seu
desenvolvi//. Assim, pr Park, o contacto precoce (até durante o parto) pode facilitar a
relação posterior c/ o bebe, sendo q na preparação pr o nasci// pode haver uma
participação + ativa da parte dos pais.

TEMA 8

A EDUCAÇÃO, CONTÍNUA GERAÇÃO

-Mais do q nunca é necessário educar os pais, mas tb preparar os professores pr uma


melhor relação c/ os encarregados de educação. Não é fácil “inventar novos pais”
capazes de interpretar todos os sinais emitidos pelos filhos, pr elaborar a resposta
certa e manter o + aceso possível o dialogo em ordem de ter “novos filhos”. A
educação é uma ciência e uma arte: é necessário saber (psicopedagogia); ter jeito; ter
equilíbrio psicológico; ter suficiente auto-conheci// e auto-aceitação de si mesmo (pq
mtos pais educam do mesmo modo como foram educados, q ao se consciencializarem
podem evitar erros ou potenciar aspetos positivos).
-Fisher encontrou 4 estilos distintos de pais em relação aos seus próprios
progenitores: 1) os tradicionalistas – admiram o estilo dos seus pais, admiram o
passado e escolhem consciente// repeti-lo; 2) rebeldes – criticam os pais e querem
fazer o oposto, mas frequente// repetem inconsciente// o passado contra a sua
vontade; 3) Compensadores – prometem dar aos filhos aquilo q lhes faltou e
desejavam ter tido pelos pais; 4) Sintetizadores – escolhem consciente// repetir o
melhor e modificar o pior.
-Os pais não têm todas as rédeas da educação, pois mtos outros fatores extra
familiares têm influencia. O estudo de hereditariedade e do meio tb podem entrar no
campo educativo. Para Collins et al, talvez se tenha acentuado demasiado a forçada
educação parental no desenvolvi// personológico dos filhos, sem considerar outros
fatores micro ou macro-contextuais (importância dos companheiros e outros fatores
ambientais  não familiares e tb a força dos fatores genético-hereditarios). Assim, é
necessário encontrar novos modelos de compreensão da influencia dos diversos
fatores em interação constante. Pr Poussin, se há um instinto maternal e paternal, tb
há um institnto parental e esta função parental só existe na espécie humana e q vai
mto + além do q a proteção e o alimento e perdura por toda a vida. São necessários os
dois pr educar, pois ambos são necessários pr o equilíbrio psicológico dos filhos e
ambos se devem responsabilizar pelos desatinos dos filhos.

PERSPETIVA DESENVOLVIMENTAL

-Bowlby estudou a vinculação da criança c/ a mãe e as funestas consequências da


desvinculação. Os autores distinguiram vários estilos de vinculação (seguro, esquivo ou
distante, ansioso, ambivalente) e as consequências pr o desenvolvi// psicológico da
criança, concluindo q uma vinculação feita de segurança promove um ótimo
desenvolvi// a todos os níveis. Cook estuda a segurança da vinculação no contexto
familiar. Pillemer e McCartney tratam da vinculação pr além da infância (relação pais-
filhos ao longo da vida); relações q se estabelecem no seio da própria família; entre
indivíduos de diferentes espécies de famílias; a situação social da família, q condiciona
a interação entre os seus diversos membros.
-Os estudos q se referem à ligação ou afeto entre o bebe e a mae, destacaram-se os de
Brazelton, sobre as interações da mae c/ o recém-nascido, registadas em vídeo. Mas
há autores q estudam a vinculação entre o bebe e o pai logo nos 1ºs dias e meses de
vida. As diferenças entre o pai e a mae na interação diversificada c/ o filho não
parecem significativas. Tb não aparecem mtas diferenças conforme o sexo do filho
(apesar de ser + calorosa c/ meninas) e qt à ordem dos nasci//, os pais (particular// a
mae) tem relações + ricas c/ o 1º filho. Contudo, a ligação dos pais é mto importante,
pois a sua ausência ou insuficiência traz perturbações graves à personalidade futura do
filho.
-M. Bornstein estuda a relação dos pais c/ o bebé, considerando ser uma época
fascinante e desafiadora, cujas relações precoces c/ o bebe marcam definitiva// o seu
futuro. Mas se a criança sofre influncias positivas ou negativas dos pais, tb estes são
marcados e condicionados em grd medida pelo filho recém-nascido.
-Edwards estuda o 2º e 3º anos de vida, não apenas física// mas tb psicológica// e
social// e, a partir das diversas pespetivas (psicanalítica, cognitivista, ,  teoria da
vinculação, dimensão intercultural) aborda o desenvolvi// do autoconceito e do
autocontrolo da criança, a sua identidade sexual, suas competências cognitivas,
sempre em constante interação c/ os pais, pr além do seu próprio processo de
desenvolvi// biológico e neurológico.
-(Manual de Bornstein) Dos 6-12 anos, período de infância media ou da escolarização.
Entre os 5-7 anos a criança atinge o “uso da razão” ou entra no período das
“operações concretas”. C/ o inicio da escolarização, dá um grd passo na socialização e
são exigidas maiores responsabilidades (pais e professores). Mas este não é o período
de “latência”, é antes um período efervescente c/ implicações pr o resto da vida.
-Holmebeck, Paikoff e Brooks-Gunn abordam o período adolescencial, como um
período tão decisivo no desenvolvi// físico, cognitivo, afetivo, moral e social. Atual//
reconhece-se a importância decisiva desta idade pr o resto da vida, obrigando tb os
pais a mta “ginástica” mental no sentido de saber dosear autoridade c/ liberdade.
Podem distinguir-se 3 adolescencias: inicial, média e final. Todas c/ carateristicas
próprias conforme a idiossincracia, o sexo, o meio social e outros fatores
condicionantes da vida do adolescente. Em todas é necessária uma grd capacidade de
paciencia e adaptação doa pais e outros educadores. Jeffries estudou o amor dos
adolescentes pr c/ os pais, em q os filhos usam da virtude da caridade e das virtudes
cardeais (prudencia, justiça, fortaleza, temperança). Barros concluiu q os filhos têm em
boa consideração os pais.
Outros autores estudas os adolescentes nas suas relações c/ os pais e confrontando-os
c/ os seus problemas específicos. Farehand e Nousianen estudam a forma diferente do
pai e da mae se relacionar c/ o adolescente. Outros autores, numa perspetiva
terapêutica a partir dos problemas comportamentais, ou analisam casos + concretos
(abuso de drogas) ou então a adaptação, sobretudo em caso de separação dos pais.
-Zarif e Eggebeen abordam o modo de ser pai/mae durante a vida adulta dos filhos e
ao mesmo tempo a atenção q os filhos devem prestar aos pais já avançados na idade.
Os pais continuam a apoiar os filhos, mas estes nem sempre retribuem do mesmo
modo. 
-É ainda estudade a interação desenvolvimental do marido c/ a esposa: segundo
Pedersen, numa perspetiva de “sistema interativo” e as implicações q tem pr a
educação. Outros estudos referem a linguagem como meio privilegiado de interação
entre filhos e pais e tb o jogo.

-Pode ainda estudar-se a importância da família pr o desenvolvi// integral da criança


(cognitivo,afetivo,social,etc), mas aborda-se neste caso o desenvolvimento moral, pois
esta é uma das dimensões q fazem parte da educação integral.
®Importancia dos pais pr o desenvolvi// moral dos filhos – Eisenberg e Murphy
apresentam perspetivas teóricas sobre o desenvolvi// pró-social e moral (teoria
psicanalítica, a behaviorista, a da aprendizagem social, a teoria cognitivista, a da
internalização moral, a da motivação intrínseca/extrínseca). Qq teoria ou estudos
defendem a importância decisiva dos pais pr o desenvolvi// moral e social dos filhos, +
pelo exemplo do q pelas palavras, dependendo dos estilos educativos usados: se
educam c/ amor e autoridade dialogante – é + fácil a promoção de comporta//s pró-
sociais e morais; se usam uma educação repressiva e fria, podem cair em comporta//s
desviantes e marginais.
®Importancia do contexto familiar – este contexto tb é importante pr o desenvolvi//
moral: Walker lamenta q se tenha menosprezado a importância decisiva da família no
desenvolvi// e educação moral das crianças, privilegiando-se a escola e os colegas;
Lourenço entendeu q se desconsiderava a importância da autoridade, da afetividade e
do comporta// na educação moral, em favor da acentuação cognitivista e racionalista.
Esta desconsideração da família foi danosa, pois a educação moral não pode ser feita
única// à base da inteligência e do raciocínio dilemático, mas tb fundada na afetividade
e nos exemplos concretos da vida. Walker e Henning referem a importância
fundamental da família no desenvolvi// moral dos filhos, sem menosprezar a
influencia de outras instancias (escola e colegas) e concluem q os estilos de interação
dos pais c/ os filhos, o seu funciona// e raciocínio moral usado nas obras e palavras,
são preditivos do subsequente desenvolvi// do raciocínio e do comporta// moral dos
filhos. São ainda realçados os fatores afetivos e a relevância dos dilemas da vida real.
®Perspetiva social dos pais – Smetana analisa o papel dos pais no desenvolvi// desde
uma perspetiva social, em q a moralidade é construída a partir de interações sociais
reciprocas, quer afetivas quer cognitivas. O contexto afetivo da relação pode
influenciar a motivação dos filhos pr ouvir e responder às propostas dos pais.
®Diversidade na educação moral – Halstead insiste na grd diversidade atual a ter em
conta na educação moral, (dependendo da estrutura familiar, dos valores recebidos no
contexto familiar e no modo como são transmitidos). Frequente//, os valores
familiares entram em colisão c/ os transmitidos na escola e na sociedade. Então, é
necessário considerar o direito das famílias na iniciação aos valores valiosos q julgam
melhor pr os filhos; no direito da escola a transmitir os valores da sociedade e
sobretudo no direito da criança de progressiva// se tornar autonoma no desenvolvi//
dos valores q considera melhores.

PERSPETIVA DIFERENCIAL (manual de Bornstein)


-Qt + filhos se tem, + a educação é diversificada. Furman estuda os diversos aspetos da
relação dos pais c/ os filhos. Outros autores analisam aspetos particulares da
paternidade/maternidade, como a influencia do sexo dos filhos (Fagot); o caso dos
irmãos gemeos; das crianças c/ síndroma de Down ou outras deficiências mentais; dos
filhos agressivos ou transviados; das crianças sobredotadas; dos filhos adotivos; dos
filhos de casais divorciados e recasados; “filhos” de casais homossexuais. 
Contudo, tendo em conta tantas variáveis diferenciais, a arte de educar não é fácil e os
pais devem ser treinados nesse sentido, tanto pr enfrentar situações normais de
educação, mas tb pr c/ filhos problemáticos ou “diferentes”. De qq modo, deve
atender-se sempre às diversas variáveis sociodemográficas (sexo e idade); às variáveis
contextuais e, sobretudo, ao temperamento da criança (pois cada filho é um mundo e
não se podem criar todos igual), devendo ter em conta a idissincracia de cada filho,
bem como a própria maneira de ser do pai e da mae q interage direta//. Sanson e
Rothbart pedem q os pais tenham atenção e respeitem a individualidade de cada filho,
pois a adaptação e flexibilidade é o único caminho pr uma educação c/ sucesso.

PERSPETIVA ECOLÓGICA

-Atual// os autores tendem a situar a educação e os estilos educativos no contexto


envolvente, considerando tb a dimensão intercultural. Sendo o ambiente familiar mto
complexo (a natureza dos ambientes, múltiplos elementos q interagem e se
influenciam), Lewis e Feiring designaram de “sistema de matriz social”. É a partir
deste complexo sistema de referencia q é possível interpretar mtas situações
referentes tanto a pais como a filhos, como é o sucesso escolar, etc. Se a família sofre
múltiplas influencias do meio ambiente, tb constitui fonte de socialização mto pr além
dos seus limites, podendo influenciar contextos como as relações dos filhos c/ os
colegas. Luster e Okagaki editaram um livro numa “perspetiva ecológica”, em q o
paradigma ecológico tem influencia de teorias como a de Bronfenbrenner e de Belsky,
em q este ultimo parte do principio q os estilos educativos parentais são determinados
pelas carateristicas dos pais, dos filhos e pelo contexto envolvente à relação pais-
filhos, onde o sistema familiar é fixado como contexto primário da educação. Vandra e
Belsky (papel da personalidade em relação c/ os fatores ambientais) concluíram q só
numa perspetiva ecológica é possível compreender melhor a origem e evolução dos
estilos parentais de educação, cientes de q tais praticas marcam precoce// os filhos e o
seu comporta// na escola, a relação c/ os outros colegas, etc. Se o tempera// dos pais
tem influencia decisiva nas praticas educativas, tb as diversas carateristicas do filho,
em continua interação c/ o meio, influenciam o comporta// parental. Okagaki e
Divecha entendem q o sistema de crenças influencia o comporta//, mas tb este pode
interferir c/ as crenças, inspirando-se em Stevenson (estudos interculturais) q concluiu
q nos EUA o desempenho é menor pq a sociedade e os pais pensam q essencial// o
sucesso se deve a fatores biológicos (alta auto-estima). Outro estudo intercultural de
Cochran analisa as diversas redes sociais pessoais e a sua influencia determinante nos
estilos educativos. A respeito das crenças parentais, McGillicuddy-De Lisi e Sigel
referem q as diversas crenças dos pais influenciam a sua relação c/ os filhos e o
sistema educativo, influenciando por sua vez as crenças dos próprios filhos a respeito
dos pais, em continua interação. Holden aborda o tema das atitudes dos pais pr c/ os
filhos (semelhante às crenças).
Díade/Tríade – Emery e Tuer pensam q a díade mãe/pai-filho é mto influenciada pela
tríade mãe/pai-filho-esposa/marido, pois demonstra q o pai ou a mãe se comportam
diferencial// conforme estão sozinhos c/ os filhos ou em presença do outro cônjuge.
Daí ser necessário enquadrar o estilo educativo parental dentro do contexto da relação
conjugal. O problema da separação/divorcio põe + a nu a importância da relação
conjugal pr o sucesso educativo, uma vez q os progenitores deixam de ser cônjuges,
perturbando por isso a educação.
Estilo educativo/trabalho dos pais – os estilos educativos parentais dependem ainda
de outros contextos, como é o caso do trabalho dos pais q exerce influencias +/-
diretas nos seus valores, humor, etc.; e tb dos vizinhos e da comunidade envolvente,
havendo ambientes +/- favoráveis/de risco pr o exercício da parentalidade. Por isso,
Luster e Okagaki defendem q pr uma compreensão e eventual mudança dos estilos
educativos parentais é necessário considerar conjunta// quer as carateristicas dos pais,
quer dos filhos, quer do contexto ecológico, pois todos estes fatores em interação
constante condicionam positiva ou negativa// o modo como os pais educam. Se
compreendermos melhor estas influencias, + fácil// podemos intervir e ajudar os pais
nesta missão educativa.
Estruturação do ambiente familiar e relação c/ classe social – O livro de Lautrey
examina a estruturação do ambiente familiar e a sua relação c/ a classe social, em
ordem de compreender e promover o desenvolvi// cognitivo dos filhos. Todavia, estas
praticas ou estilos de educação não estão desenraizados, mas antes inseridos e
dependentes do meio social onde a família vive. Mas, apesar da importância do meio
social, Lautrey acredita q pode haver uma “educação compensatória”. Pior q a
descompensação social da família, é a sua estruturação demasiado rígida e uma
educação autoritária. O autor está convencido da importância determinante dos
estilos educativos parentais pr o desenvolvi// da inteligência dos filhos. O sistema
educativo familiar pode funcionar como variável intermediária entre a classe social e o
desenvolvi// cognitivo.
Relação dos filhos c/ os colegas – tb mto importante é a relação entre a família e os
pares ou colegas dos filhos. Parke e Ladd estudam a influencia q a família exerce na
relação q os filhos mantêm c/ os colegas e os efeitos causados por essa interação. Tal
influencia pode ser direta ou indireta. Na realidade, as cognições, emoções e outras
formas de funcionar ou competências q a criança adquire na família servem-lhe na
relação c/ os pares, mas o inverso tb pode ser válido. Enfim, todo o ambiente
endógeno familiar bem como o exógeno influenciam as relações dos filhos c/ o meio
ambiente, sobretudo c/ os colegas.

CASOS PARTICULARES DE EDUCAÇÃO

1). Existe hoje um nº mto significativo de famílias monoparentais, tratando-se de um


grupo heterogéneo (mtas formas). Weinraub e Gringlas abordam as diversas
implicações e dificuldades, não apenas educativas, mas tb económicas e sociais (stress,
depressão), mas tb pode ter sucesso e sentir-se realizado. Depende mto da sua
capacidade educativa e social, da sua personalidade, bem como da personalidade dos
filhos, do apoio ou não q pode encontrar noutros familiares e da sociedade em geral.
Trata-se sempre de uma situação anómala, embora mto frequente. Outros estudos
recaem sobre as implicações da separação/divorcio, tanto pr os pais como pr os filhos
e pr a educação. O divorcio dos pais perturba psicológica// os filhos em qq idade,
dependendo de outras variáveis (no caso de filhos adultos), como o contacto c/ os
pais, o conflito entre eles, a residência, etc. Tb Geuzaine,Debry e Liesens analisaram as
consequências da separação dos pais na tardia adolescência dos filhos, concluindo q as
raparigas sentem + q os rapazes.
2)Outra problemática é o caso de famílias c/ padrasto/madrasta. Sussman e Levin
apresentam algumas razões do aumento do nº destas famílias (casa// da viúva,
aumento dos divórcios, mortes pela guerra, etc). outros autores referem diversos
programas de educação pr estas famílias ou o problema do abuso de crianças no seio
destas famílias.
3)Cada vez + frequente é o caso de mães adolescentes, sendo necessário facultar
apoio a estas mães. Luster e Mittelstaedt estudaram este problema no mundo
ocidental e suas consequências na educação. Demonstra-se q os filhos destas mães
apresentam + problemas comportamentais, têm maiores dificuldades escolares e
correm + riscos sociais. As autoridades educativas e sociais devem intervir a fim de
evitar estas gravidezes, ou então prestar apoio social e psicológico a estas mães. Os
autores sugerem q o problema não reside própria// na idade das mães, mas no
ambiente ecológico em q vivem.
4)em relação a pais deficientes sensório-motores, ou psicológica// deprimidos, ou
toxicodeoendentes, ou q maltratam os filhos. 
Um aspeto particular da educação é a disciplina, em q Chamberlain e Patterson
referem q este é um problema q todos enfrentam à medida q os filhos vão crescendo.
Os pais podem ser +/- democráticos/autoritários; calorosos/frios; centrados nos
filhos/em si mesmos. A disciplina tb pode ser +/- flexível/inflexível (dialogante).

-A educação está presente ao nível familiar, escolar e social. Em todo o caso, quer a
criança quer o adolescente precisam de autoridade (dialogante e não repressiva),
dependendo mto o seu exercício, não apenas das carateristicas psicológicas (dos pais e
filhos), mas tb de condições sociais e históricas onde a família está inserida.

TEMA 9

ESTILOS EDUCATIVOS PARENTAIS

SITUAÇÃO HISTÓRICA

-Foi o Fels Research Institute a lançar a 1ª investigação sobre o desenvolvi// da criança,


entre elas as práticas educativas parentais. Os trabalhos de Baldwin, Kalhorn e Breese
(pioneiros) determinaram os diversos pattern of parente bahavior (padrão de
comporta// dos pais) e ainda da avaliação do comporta// dos pais e qt aos diversos
modelos/padrões de comporta// parental, distinguem 3 tipos de pais: 1) pais
regeitadores, subdivididos em “ativa// regeitadores” e “indiferentes”; 2) pais casual//
autocráticos e casual// indulgentes; 3) pais aceitadores, distinguindo entre
“aceitadores democráticos”, “aceitadores indulgentes” e “aceitadores democrático-
indulgentes”.
Baldwin et al, organizaram todas as variáveis sobre estilos educativos em 3 grupos: 1)
aceitação da criança; 2) indulgencia (proteção); 3) democracia. Concluiram q o
ambiente democrático é o + favorável ao desenvolvi// intelectual da criança, mas
existem outras variáveis, como o nível sócio-económico.
Posterior//, Baldwin et al encontraram outros 3 grupos de variáveis: 1) calor afetivo;
2) harmonia ou adaptação; 3) restrição.
-Lautrey sintetiza estas investigações e avança c/ uma interpretação + social do
sistema educativo, colocando-se numa perspetiva explicativa ou causal, acentuando a
importância da estruturação do ambiente familiar e dos seus valores e utiliza o quadro
concetual da “teoria de Piaget” como grelha de leitura do ambiente familiar.
-Neste âmbito, Schaefer encontra 2 dimensões bipolares (traduzidas por outros
termos) qt às práticas educativas: 1) amor vs hostilidade; 2) autonomia vs controlo.

AMOR VS HOSTILIDADE E AUTONOMIA VS CONTROLO

-A 1ª dimensão (sócio-afetiva) pode reportar-se às teorias psicanalíticas e


personalistas. Os autores concordam q o calor afetivo é favorável ao bom desenvolvi//
da criança, embora o amor excessivo e passivo da mãe possa ser prejudicial. As
investigações pioneiras evidenciam algumas carateristicas relacionadas c/ a aceitação
das crianças e c/ a sua proteção. Dimensões q Baldwin et al denominaram “harmonia”;
Baumrind de capacidade de resposta e Maccoby afirma ser difícil de definir calor. Pais
calorosos estão mto empenhados no bem-estar dos filhos, respondem às suas
necessidades, dispensam-lhes tempo, mostram entusiasmo pelas realizações das
crianças, são sensíveis aos seus estados emotivos. As crianças cujos pais mostram
aceitação e afeição são ligadas aos pais e têm tendência pr aprender melhor, são
complacentes, têm boa auto-estima, internalizam melhor as normas morais, são +
altruístas. Esta dimensão está presente em toda a relação educativa, mas é difícil
apreende-la, avalia-la e medi-la.
-A 2ª dimensão, referente à autoridade ou disciplina é tb necessária pr a compreensão
das praticas educativas, é de + fácil avaliação, mas varia igual// de intensidade e de
qualidade, mas é a q diferencia melhor o comporta// educativo dos pais e reporta-se
às teoria comportamentais às teorias de aprendizagem social.
-Mccoby refere q as conclusões podem diferir, a respeito de como os filhos são
afetados pelos estilos educativos parentais, pois o termo “controlo” pode assumir
diversas significações. As 4 regras/normas são: existência, origem, rigidez e pressão e
esta combinação pode sintetizar-se no eixo autoritarismo vs democracia ou na trilogia
clássica.
-Falar de autoridade e regras significa tb falar da estruturação da vida familiar e,
segundo Lautrey, existem 3 possibilidades: 1) ausência de estruturação (falta de
regras); 2) estruturação rígida (regras estabelecidas unilateral// e c/ imposição do
cumpri//); 3) estruturação flexível (flexibilidade na fixação e no cumpri//). Desta
estruturação familiar dependem as praticas educativas, assim, na ausência de
estruturação há permissidade, na estruturação rígida  a educação reveste-se de
autoritarismo e coerção, na estrutura flexível a norma educativa é democrática ou
autoritativa-reciproca.

TIPOLOGIA DOS ESTILOS EDUCATIVOS PARENTAIS

-Schaefer, estudando a educação materna, distribui os estilos educativos em 2 eixos


ou fatores bipolares ortogonais: 1) amor vs hostilidade; 2) autonomia vs controlo e da
sua conjugação nascem outras tantas praticas educativas. Schaefer apresenta um
modelo hipotético em circumplex do comporta// maternal, conjugando as 2 dimensões
( em q a principal é a autonomia vs controlo) e obtem 4 estilos educativos em
“circular”: 1) democrático; 2) indulgente, permissivo ou protecionista; 3) autoritário; 4)
negligente, indiferente ou regeitador. Nos 1ºs dois o centro é o filho – puerocêntrico;
nos 2 ultimos o centro são os pais – parentocêntrico; o 1º e o 3º dizem respeito à
dimensão autonómica (disciplina e poder); o 2º e o 4º apelam à dimensão afetiva.
-Baumrind acrescenta (em vez de amor vs hostilidade) o conformismo e o
tradicionalismo e situa em 2 dimensões ortogonais os estilos educativos: 1)
respondência; 2) exigência. Segundo Baumrind, os 4 estilos educativos são: 1)
respondente (aceitador)- centrado na criança; 2) não respondente (regeitador)-
centrado nos pais; 3) exigente (controlador); 4) não exigente (n controlad).
-Tendo em conta os 2 modelos, podemos identificar 4 estilos educativos
fundamentais:
1)Estilo autoritativo – (democrático, compreensivo, apoiante) – favorece a
internalização das normas parentais; autoridade forte mas dialogante; é exigido o
respeito das regras; as infrações podem ser objeto de sanções; a criança tem uma
certa autonomia e ao pais estimulam-na; são controladores mas tb calorosos; exigem
disciplina mas são compreensivos, levando os filhos à autoconfiança, á segurança e á
maturidade.
2)Estilo indulgente – (protetivo) ausência de normas e aceitação dos impulsos da
criança; os pais não utilizam o poder, mas podem por vezes tornar-se violentos;
traduzem-se em reações incoerentes em q estes pais relativa// permissivos, +/-
calorosos, pouco exigentes podem provocar nos filhos falta de autocontrolo e
autoconfiança, levando-os a serem dependentes.
3)Estilo autoritário – (autocrático, exigente) a vida familiar centra-se nos pais q detêm
o poder de decisão, modelando o comporta// dos filhos c/ base em critérios absolutos.
Os pais exigem obediencia cega, em q primam pelo respeito da ordem e da autoridade.
Os castigos são automáticos, os pais são controladores, pouco calorosos e mto
punitivos e tendem a produzir filhos descontentes, inseguros, submissos ou
revoltados.
4)Estilo negligente – (indiferente, rejeitador) os pais não exigem responsabilidade e tb
não encorajam a independencia dos filhos. São frios, inacessíveis, indiferentes,
centrados em si, não dando os estímulos afetivos q a criança necessita e recorrem a
castigos. Os filhos tornam-se tristes, frustrados, inseguros, desorientados, podendo +
fácil// cair na delinquência.
-Não há tipos puros e em cada família há uma educação diferente e própria, mas
teórica//, é o estilo democrático ou autoritativo-reciproco o ideal, pois há equilíbrio
entre autoridade e afeto e uma boa interação entre a capacidade de resposta e de
exigência, o q é benéfico. No tipo democrático os filhos tendem a comportar-se de
forma positiva, os pais democráticos e calorosos centram-se nos filhos.
-Outros autores como Kellerhals e Montandon, tendo em conta a situação social das
famílias, distinguem 3 estilos educativos:
1) Estilo contratualista – os pais dão importância à auto-regulação e à autonomia dos
filhos, privilegiando a imaginação e a criatividade. Os pais enfatizam a motivação ou a
relação sobre o controlo. Ambos os pais têm papéis educativos semelhantes e a família
manifesta-se aberta às influencias exteriores. 2) Estilo estatuário – privilegia-se a
obediência e a disciplina (controlo). Há grd distancia entre pais e filhos, c/ pouca
comunicação, sendo a presença do pai + fraca. Há uma atitude de reserva e de
desconfiança face aos agentes exteriores. 3) Estilo maternalista – foco na acomodação
(obediência), c/ uma educação fundada pelo controlo, mas há bastante proximidade
entre pais e filhos, sendo a comunicação frequente e relativa // intima e as influencias
externas são vistas c/ reserva.
Kellerhals e Montandon aproximam ainda + os estilos educativos de formas diferentes
de coesão familiar: 1) famílias tipo “associação” (coesão fundada na autonomia e c/
abertura ao exterior) – prevalece o estilo contratualista, normal// são famílias de
classe alta; 2) famílias tipo “bastião” (centradas em si) – prevalece o estilo estatuário,
em classes baixas; 3) famílias tipo “camaradagem” (coesão interna e abertura ao
exterior) – mistura dos 3 estilos. Os tipos de filhos, nas 1ªs são autonomo, negociador,
inventivo; nas 2ªs são: leal, conformista, dependente.
-Um estudo de Kerig classifica o sistema familiar em : 1) coesivo; 2) separado; 3)
triangular; 4) exclusivo.
IMPLICAÇÕES DOS ESTILOS EDUCATIVOS PARENTAIS

-Os estilos educativos têm um grd impacto no desenvolvi// (personológico e de


comporta//) psicológico das crianças e adolescentes.
●Autoconceito e inserção social dos filhos
-Coopersmith e Baumrind referem q pais calorosos e c/ uma disciplina firme geram
um elevado autoconceito nos filhos. Segundo Brody e Schaefer os pais calorosos
desenvolvem nos filhos uma auto-estima. Raschke e Raschke referem q o nível de
harmonia familiar tem influencia direta no autoconceito dos filhos e concluem q o
autoconceito dos filhos diminui à medida q os conflitos parentais aumentam. Segundo
Watson, as praticas educativas têm consequências a nível do carater das crianças. 
Vaz Serra et al estudaram a influencia das relações dos filhos c/ os pais pr o
autoconceito, concluindo q uma boa atmosfera familiar e uma relação positiva dos pais
c/ os filhos são essenciais pr um bom autoconceito. Estudaram ainda a relação entre as
praticas educacionais e o locus de controlo dos filhos, concluindo q há uma maior
influencia na externalidade. A influencia das praticas parentais na personalidade dos
filhos não é apenas direta, mas tb mediada por outras variáveis (perceção q os pais
têm dos filhos e vice-versa) e Parish e McCluskey concluíram q os pais eram avaliados
+ positiva// se eram percebidos como calorosos e permissivos. Pr Litovsky e Dusek, o
desenvolvi// de um bom autoconceito se processa numa atmosfera de aceitação dos
pais q permitem a autonomia e oportunidade pr aprender novas competências. Pr
Fleming, q relaciona autonomia adolescencial c/ a perceção q o adolescente tem das
praticas educativas, conclui q o estilo educativo autonómico-amoroso é o q melhor
facilita a autonomia.
 Um estudo intercultural sobre as relações familiares e a personalidade da criança
analisa diversas variáveis dependentes e independentes, concluindo q uma boa auto-
estima e baixa ansiedade dos filhos anda relacionada c/ uma boa harmonia familiar;
demasiado protecionismo causa baixa  competência interpessoal e o abuso da punição
desenvolve comporta//s hostis. Os estilos educativos além de terem repercussões no
desenvolvi// personológico dos filhos, tb influencia o seu comporta// social. O
comportamento pró-social, definido por Radke-Yarrow e Zahn-Waxler são
“comporta//s q respondem positiva// às necessidades e ao bem-estar dos outros” e
certas praticas parentais podem estimular uma orientação positiva da criança pr c/ os
outros. A aceitação da criança pelos colegas ou a sua rejeição desempenha um papel
importante no seu desenvolvi// social e é preditiva da sua adaptação/desadaptação
social posterior.
●Desempenho escolar
-O estilo + democrático ou autocrático favorece a capacidade de realização. Strage e
Brandt (c/ alunos universitários) concluíram q as praticas educativas condicionam quer
a personalidade dos filhos, quer a sua realização c/ os professores, quer o desempenho
escolar. Alguns estudos provam q os alunos de famílias autoritativas têm melhor
desempenho na escola, pois a relação entre autoridade e o sucesso escolar é causal.
Dornbusch et al examinaram 3 tipos de estilos educativos parentais e a sua relação c/
o desempenho escolar, sendo q os estilos autoritário e permissivo correlacionam
negativa// os resultados escolares, enquanto o estilo autoritativo ou democrático
correlaciona positiva//. Consideraram ainda o sexo, a idade, a raça e outras variáveis.
Steinberg et al, analisaram a relação entre os 3 aspetos do estilo autoritativo e a
relação escolar de adolescentes primogénitos, sendo q o estilo democrático facilita o
sucesso desenvolvendo um sentido de autonomia e orientação pr o trabalho. Segundo
Pratt et al o estilo autoritativo está positiva// correlacionado c/ o apoio q os pais
prestam ao trabalho escolar dos filhos em casa, favorecendo no desempenho da
matemática. Wentzel et al (rapazes 6º ano) realçam o papel mediador da educação na
adaptação socio-emotiva, concluindo q as mães q usavam uma disciplina severa e
inconsistente exerciam influencias negativas diretas nos resultados escolares e indireta
através do desanimo global e da desvalorização cognitiva dos filhos; os pais só
exerciam uma influencia negativa indireta através do desanimo e auto-desvalorização
dos filhos. Isto significa q um estilo severo influencia negativa// o desempenho escolar,
além de prejudicar o desenvolvi// socio-afetivo dos filhos. Steinberg et al sugeriram 3
componentes de autoridade q contribuem pr o desenvolvi// psicológico saudável do
adolescente e pr o sucesso escolar: 1) aceitação e calor parental; 2) supervisão do
comporta// e rigor; 3) concessão de autonomia psicológica ou democracia. Esta trilogia
(calor, controlo e democracia) é similar às dimensões do controlo parental de
Baumrid: 1) controlo apoiante (calor afetivo); 2) controlo assertivo (supervisão e rigor);
3) controlo diretivo-convencional (autonomia).
-Um estudo + complexo de Steinberg et al examina o papel das variáveis mediadoras
entre o sistema educativo e a realização cognitiva dos filhos e concluiu-se q a educação
c/ autoridade leva a uma melhor performance e um forte compromisso escolar, mas
qd há um positivo envolvi// parental na escola. No meio domestico tem + sucesso o
autoritativo. Steinberg et al examinaram: 1) a relação entre a realização escolar e o
comporta// parental ao longo do tempo; 2) os efeitos da autoridade na realização; 3)
os efeitos moderadores do estilo autoritativo na relação entre o envolvi// e o
encoraja//; 4) o impacto do estilo democrático na realização numa população
heterogénea étnica e sócio-economica//.
-O envolvi// dos pais nas atividades escolares tb influencia o rendi// escolar e a
educação autoritativa é vista como um estilo geral q carateriza o comporta// dos pais,
enquanto o encoraja// parental ao sucesso escolar e a participação nas atividades
escolares são vistas como praticas particulares c/ fins educacionais específicos. Lautrey
estuda o desenvolvi// intelectual dos filhos em função do meio familiar q tb depende
da classe social e conclui q o sistema educativo familiar influencia o desenvolvi//
cognitivo através de 2 espécies de mecanismos: 1) equilíbrio entre assimilação e
acomodação; 2) intervindo sobre a atividade espontânea do sujeito.

A FAMILIA E A ESCOLA

CONVERGENCIA E COMPLEMENTARIEDADE

-A saída da criança pr a escola marca a família, mas principal// a criança q terá de se


adaptar a novas competências e relações e o sucesso desta transição depende mto da
qualidade do ambiente familiar, da escola e dos professores.
-Hoje, acentua-se a importância da interação família-escola ou pais-professores e vice-
versa. Nos anos 60 pedia-se aos pais pr reforçarem s aprendizagens dos alunos; na déc
de 70 falava-se de complementariedade reciproca entre pais e escola; em 80 pedia-se
colaboração dos professores c/ a família e, em 90 pedia-se aos pais pr estarem
presentes na vida escolar. Poussin refere q a escola tem tentado substituir a educação
dos pais pela dos professores, mas a sua tarefa não é essa. Grolnick tenta
compreender os preditores do envolvi// parental, q se trata de um problema da
personalidade e do contexto q envolvem os agentes familiares e escolares, interagindo
c/ a idade, sexo dos filhos, sendo necessária uma abordagem multidimensional.
Adams e Christenson insistem na importância da confiança q os pais depositam na
escola e os professores na família. Porcher refere uma atual complementaridade entre
a escola e a família, isto é, a escola quase deixou de instruir pr educar, fazendo o papel
da família. Snyders critica as pedagogias não diretivas q se aplicam numa escola
eudemónica (centrada na criança e na sua liberdade e felicidade) podendo agravar + as
diferenças sociais.
- A família e a escola são instituições complementares, convergentes na diversidade de
meios e fins, q contam ainda c/ outras instituições educativas, como os meios de
comunicação social. Epstein afirma a necessidade de uma boa “conexão” e respeito
entre as duas instituições, o q contrasta c/ 3 perspetivas q têm defendido quer a
separação, quer a continuação ou até a sobreposição. Honoré afirma q apesar do
“desencanta//” na relação professores-pais, é importante q se estabeleça um dialogo,
o q por vezes tb não é fácil. Pr Almagro, a família influencia grande// não só a
configuração da personalidade e, em particular, a cognição e o código linguístico da
criança, mas tb o rendimento escolar e o comporta// na sala de aula. O sucesso escolar
assenta numa “causalidade circular”, pois tb a realização escolar pode interferir no
clima familiar e o ambiente familiar influencia igual// o comporta// na sala de aula.

TIPOLOGIAS, MODELOS E MECANISMOS DE DEFESA

-Dutercq constata q a presença e influencia dos pais na escola ainda é fragmentada e q


os pais se preocupam antes c/ outros aspetos do q c/ os conteúdos e métodos de
ensino/aprendizagem e c/ a educação integral dos filhos na escola. Dutercq aponta
tipologias de pais de alunos: 1) pais participantes; 2) pais oposicionistas (críticos); 3)
pais ausentes. Bouchard tb alude uma tipologia educativa das famílias, segundo 3
modelos principais: 1) o modelo racional – privilegia o saber pr se conseguir uma
melhor profissão pr o filho, pelo q valorizam os professores. Neste modelo, a
comunicação entre família e escola funciona melhor; 2) o modelo humanista –
privilegia-se o desenvolvi// pleno das potencialidades da criança em todas as
dimensões. Em vez do saber: O professor é apenas um outro educador a quem os pais
ainda pedem colaboração, mas estes continuam a ser a base da educação; 3) o modelo
simbiossinergético – a criança deve desenvolver-se a partir de um conj de sinergias,
incluindo a escola e os professores. O projeto parental está centrado no melhor pr o
filho, a nível individual e coletivo. Pode-se então entender a complexidade da
colaboração entre a família e a escola e a difícil situação dos professores face às
expetativas e exigências dos pais q os consideram como comunicadores do saber e
como formadores em todas as dimensões.

-Segundo Morval as famílias apresentam mecanismos de defesa na colaboração c/ a


escola, ou eventuais problemas psíquicos, em q a família corre o risco de sofrer: 1) de
narcisismo (se a criança não obtém sucesso, os pais tb são “chumbados”); 2) de
julgamento exterior sobre a sua estrutura /sujeitos à critica da escola); 3) de memória
(os insucessos dos filhos relembram os próprios fracassos dos pais na infância); 4) de
descaracterização do projeto parental (devido aos ventos contrários provindos da
escola q podem causar inquietação).   Contudo, os prof tb podem demonstrar
mecanismos de defesa, mas a interação família-escola vai funcionando. Os prof e os
pais devem ser educados no sentido de potenciar uma melhor relação, nomeada// nos
casos de perturbações de personalidade dos alunos, em q escola pode ser vista como
um lugar de mal-estar.

SITUAÇÃO EM PORTUGAL

-Don Davis refere q o envolvi// dos pais na escola traz vantagens pr todos, mas
existem alguns obstáculos ao envolvi// parental, tais como: baixo estatuto
sociocultural dos pais; conflitos entre as funções da família e da escola; as
características organizacionais.    Prova-se q são os filhos e pais de classe sociocultural
+ baixa os q + lucram c/ o maior envolvi// na escola, mas são os q têm + dificuldades
em participar. Já os prof sentem q são menosprezados, logo, a imagem q os prof fazem
da colaboração da família c/ a escola é menos positiva do q imagem q os pais têm da
escola e dos prof. Outros autores interessam-se pelas atitudes doa pais e realçam a
importância do seu envolvi// pr o bom rendimento escolar, tendo em conta diversas
variáveis socioculturais.
-A perceção q os pais têm da escola: positiva e gostavam de maior contacto,
preocupados c/ os resultados escolares dos filhos e c/ os seus tempos livres, realçam a
importância do ambiente familiar pr o sucesso e têm uma ideia positiva dos prof. Os
pais (homens) tendem a ser + otimistas e dá-se maior importância ao papel positivo da
mãe na relação família-escola. Pr Kellerhals e Montandon é dada uma missão à escola
pr uma vocação + técnica ou cientifica, do q ideológica ou pratica. Relativa// à
participação dos pais, nota-se um contacto da mãe, direto ou indireto e quase a
totalidade dos pais ajudam os filhos nos trabalhos escolares, mas não desejam se
intrometer mto nas competências dos prof e da escola, privilegiando a colaboração
individual sobre a coletiva.
-A perceção dos filhos sobre a relação família-escola: julgam q os pais são interessados,
os acompanham e estão satisfeitos c/ o sistema educativo escolar, em q os rapazes
sentem-se + obrigados a estudar e as raparigas não são tão encorajadas pois sentem q
os pais estão satisfeitos c/ os seus resultados.
-As expetativas dos prof a respeito da família: pr Sermet, atribuem aos pais amplas
responsabilidades qt ao trabalho escolar e ao comporta// do filho, mas são um pouco
céticos qt à vontade dos pais em faze-lo. Pr Chase, os prof sentem-se satisfeitos c/ a
condução do ensino dentro da escola e manos satisfeitos c/ a relação escola-
comunidade, concluindo-se q os prof desejariam ter + contactos c/ os pais,
interessando-se + c/ a família do esta pela escola.  
-Em suma, conclui-se q apesar de teórica// ambos os agentes educativos estarem
convencidos da importância de uma maior interação família-escola, ainda subsistem
dificuldades neste sentido, havendo, em Portugal, ainda um grd caminho a percorrer.

TEMA 11

FAMILIA EM CONTEXTO MIGRATÓRIO E INTERCULTURAL

FAMILIA E MATERNIDADE EM CONTEXTO MIGRATÓRIO E INTERCULTURAL

-Migrar é um direito de todos os humanos e a migração ocorre maioritária// no


interior dos países, sendo q a feminização das migrações internacionais tem vindo a
aumentar. Em Portugal, os Censos de 2001 demonstraram q alguns nasci// têm um ou
ambos os pais estrangeiros e tb tem aumentado os casa// mistos. O processo
migratório constitui um processo capaz de provocar a inadaptação, a doença, o
disfuncionamento, como igual//, capaz de favorecer o desenvolvi//, o bem-estar, a
saúde e a criatividade dos indivíduos e famílias.
-O acolhimento e a integração dos migrantes pelos recetores, estão relacionados c/ um
conj complexo e variado de fatores, tais como: psicológicos, socioeconomicos,
culturais e políticos. A CESE prevê a proteção dos direitos humanos e da dignidade
através de legislações adequadas e boas praticas nacionais. Tendo em vista a proteção
e a integração dos imigrantes, o ACIDI aprovou uma série de medidas, nomeada//, na
área da integração e da saúde, as quais têm vindo a ser implementadas gradual// em
Portugal pelas politicas publicas.

MIGRAÇÃO E FAMILIA – DINAMICAS PSICOSSICIAIS


-1/3 das migrações internacionais são migrações familiares. A migração constitui uma
experiencia de perda, rutura e mudança + ou – traumatizante ou harmoniosa. 
-Mulheres: as mulheres são objeto e agente de mudança no país de acolhi// e no de
origem, mas tb enfrentam novos problemas familiares, identitários, de saúde,
discriminação e violência, associados a problemas q afetam as mulheres. Verifica-se
em contexto migratório mtas mudanças e, por vezes, conflitos nos papéis e na
dinâmica familiar, onde as mulheres adquirem maior poder decisório e autonomia, isto
pq poderá significar capacitação e autoconfiança nas relações conjugais e familiares
devido a uma maior igualdade dos papéis a nível económico e na conquista da
independencia económica. Mas esta independencia e capacitação das mulheres no
âmbito familiar e profissional não exclui as desigualdades, pois continuam a receber
trata// diferenciado. A mobilidade feminina implica problemas, riscos e
vulnerabilidades, pois mtas mulheres são obrigadas a deixarem os seus filhos no país
de origem pr cuidarem de outras pessoas – maternidade transnacional, ou cadeias
globais de assistência, ou cadeias globais de cuidados, traduzindo-se em implicações
psicilogicas, familiares e sociais importantes.
-Filhas: as filhas de famílias migrantes têm em si posta a expetativa de melhores
oportunidades, mas espera-se delas q conservem a herança cultural da sociedade de
origem
-Crianças: nas crianças, os riscos são + evidentes qd a migração se processa em certos
períodos do seu desenvolvi// (etapas de aquisições estruturais), colocando, em certos
casos, problemas de identidade, sentimentos de desvalorização e insegurança,
dificuldades psicológicas e de integração social. O insucesso escolar representa um
risco acrescido e tem consequências psicológicas, no autoconceito e autoconfiança,
nas representações das próprias famílias e sobre a escola.
-Além disto, tb é determinante as atitudes e os comporta// da pop de acolhi// e as
politicas de integração da sociedade recetora. Fatores de aculturação, o nível de
integração e as respostas de adaptação das famílias migrantes às novas condições são
importantes, bem como as características da sociedade de acolhi//.

MATERNIDADE, MIGRAÇÃO E SAUDE.

-A migração vem complicar e vulnerabilizar as situações de gravidez e maternidade e


as 1ªs interações c/ a criança, devido aos condicionalismos impostos pela migração: a
aculturação, a solidão/isolamento e o individualismo-
-O nasci// em situação migratoria favorece e acentua distúrbios culturais e
psicológicos, pois a família separa-se da vida comunitária tradicional e reduz-se a uma
família nuclear q assegura sozinha as responsabilidades. O afasta// provoca conflitos
no papel materno, devido ao desequilíbrio entre as representações maternas e a
realidade vivenciada, o q pode criar dificuldades em decidir sobre o comporta// a
adotar perante os filhos, pois as referencias não são as mesmas, q pode culminar em
“conflitos maternos”.
-Saude: há + registos de problemas de saúde reprodutiva nas mulheres migrantes, q
incluem: poucos trata// pré-natais ou de modo inadequado; menor utilização de
contracetivos; maior vulnerabilidade às doenças sexual// transmissíveis; + gravidezes
indesejadas; elevadas taxas de aborto espontâneo; recém nascidos c/ baixo peso ou
mortalidade perinatal e infantil. 
-A mãe migrante vive c/ medo, ansiedade e stress neste período, devido ao isola// e às
diferenças culturais. Além disso, os profissionais de saúde nem sempre têm atitudes e
praticas adequadas.

TEMA 12

FAMILIAS IDOSAS

11.1-ASPETOS HUMANOS E PSICOLOGICOS DA 3ª IDADE


-Cada vez + tem aumentado a % de idosos e do seu abandono. Pr se caracterizar uma
pessoa idosa conta-se c/ a idade ou a saúde e a doença, mas em geral considera-se
acima dos 65 anos e, dado ao aumento da longevidade, emerge cada vez + um novo
grupo social – o dos velhos, ou “3ª idade”.
-As diversas fases ou períodos da idade avançada são: 1) “3ª idade” (65-75 ou 80
anos), verão-Outono; 2) “4ª idade” (velhos ou idosos-velhos), Outono-Inverno; ainda
se pode falar numa “5ª idade” (após 90 anos), Inverno.
-Mas tudo isto é relativo e existe até o “envelheci// c/ sucesso”, qd, apesar da idade,
se sente + novo.
-O índice de humanização duma sociedade corresponde ao lugar e o trata// reservado
aos velhos. Os governos pouco têm feito pr q se torne possível o velho permanecer em
casa.
-O idoso pode ser mto útil em certos trabalhos, dar maior estabilidade ao lar, interação
entre gerações, complementar na educação dos netos, ser a memória e a raíz da
família. Não só os familiares e as instituições sociais têm o dever de apoiar e confortar
o idoso, mas tb os responsáveis da Nação e isso está expresso na CRP.
-A problemática da 3ª idade tem sido abordada, desde diversas perspetivas, incluindo
a psicológica. Pr Triado e Villar, o envelheci// progressivo é sentido como um
“processo de declineo”, prevalecendo os aspetos negativos. As famílias não se devem
substituir ao velho, mas é recomendado ajudar.

LUZES E SOMBRA NA 3ª IDADE

-A saída do ultimo filho de casa pode causar no casal a “depressão conjugal” e até o
divórcio, mas este é um cenário q deve ser encarado como natural. Contudo, a
capacidade de coping c/ esta nova situação depende, entre outros fatores, da
manutenção de boas relações de conjugalidade e de parentalidade e, passado o 1º
momento de desorientação, abre-se um novo caminho pr o casal q sente + liberdade, +
intimidade e + tempo pr si e pr as suas atividades de lazer.
-A idade cronológica pr se considerar uma família de velhos, normal// é: qd se tem
filhos – consideram-se famílias velhas qd o ultimo deixa o lar, coincidindo mtas vezes
c/ o nasci// do 1º neto e c/ a idade da reforma. As famílias multigeracionais – onde os
+ velhos podem ser avós e bisavós, deve haver um grd dialogo enriquecedor entre as
diversas gerações, necessitando uns dos outros económica, educacional e espiritual//.
Se os + novos devem encontrar na família o 1º suporte psicossocial, + ainda as pessoas
idosas necessitam desta instituição fundamental pr a sua qualidade de vida. A
interdependência e a interajuda em todas as dimensões é absoluta// necessária pr a
felicidade dos + novos e dos + velhos.

REFORMADOS E AVÓS

-A 3ª idade (reforma) pode trazer aspetos negativos ou positivos, conforme a condição


sócio-psíquica, podendo ser um tempo de desgraça ou um tempo de graça. Uma das
alegrias, mas q tb pode ser causa de conflitos e preocupações, são os netos, q dão
novo trabalho e novo sentido à vida, embora hoje os avós tentem envolver-se menos
na educação dos netos. Mas a sua intervenção na educação dos netos, em geral, é
positiva, desde q tenham a competência mínima e não se sobreponham, contradigam
ou critiquem os pais das crianças (os quais são os 1ºs responsáveis pela educação),
mas antes colaborem segundo as linhas pedagógicas estabelecidas. Bengstson,
Robertson e Smith têm abordado a situação dos idosos. De qq modo, a influencia dos
avós na educação depende de mtos fatores: idade, formação e personalidade dos avós
e filhos.

TEMA 13
FAMILIAS DISFUNCIONAIS

-As famílias disfuncionais são abrangidas por doenças psíquicas (esquizofrenias ou


depressões) ou doenças sociais (toxicodependência, alcoolismo). Contudo, L’Abate
refere q o melhor remédio á a prevenção, a fim de melhorar a competência
interpessoal e o funciona// das pessoas. Um meio fundamental pr prevenir crises
futuras no matrimónio é preparar bem os q vão casar.
-Há sempre famílias q padecem de diversos males (abordados numa perspetiva
terapêutica): famílias traumatizadas; casais disfuncionais; famílias irregulares c/
padrasto ou madrasta; alcoolismo em um ou vários membros e o conflito entre pai e
adolescente; toxicodependência; prostituição ou prisão; SIDA; casais homossexuais;
famílias c/ crianças deficientes; crianças deprimidas e suas famílias.
-Alarcão estuda os (des)equilíbrios familiares numa perspetiva sistémica, abordando o
desenvolvi// familiar conforme as diversas idades dos filhos e conforme alguns tipos
particulares de famílias.
●Um caso mto especifico é o das crianças abusadas de todos os modos, sujeitas à
violência física q tem como consequência a imaturidade cognitiva e maiores limitações
noutras competências sociais, além de apresentarem problemas de comporta//, o q
pode dar azo ao q Clément chama de “disparentalidade”, q significa q estas crianças,
no futuro, vão fazer uma “repetição transgeneracional” da infância infeliz.
●Outro caso especifico é o da morte, c/ o consequente luto na família. No caso de pais
e filhos, marido ou esposa, o luto torna-se + dramático, mas é necessário ultrapassar,
c/ os menores gastos possíveis, a situação e fazer o trabalho de luto, q passa por: 1)
reconhecimento da realidade; 2) pela integração do defunto na memória familiar; 3) e
um trabalho de recriação de novos laços familiares, dada a ausência de um elemento
significativo.