Você está na página 1de 2

Atividade #4 de Evolução da Física: Introdução de “A Estrutura das Revoluções

Científicas” de Thomas S. Kuhn


Roberto José Carvalho Junior

• Trecho 1:
É comum, dentre os cientistas, a perspectiva acerca da História da própria
Ciência como apenas uma sucessão de fatos granulares, não como um processo
contínuo de aprimoramentos lentos. Os livros didáticos utilizados na formação desses
cientistas reforçam essa visão eventual dos processos.

• Trecho 2:
Os livros utilizados na formação de cientistas expõem o processo do fazer
científico como uma aplicação de métodos já estabelecidos (por eles mesmos), sem
levar em conta que o que verdadeiramente move a ciência são as perguntas e o
questionamento das respostas anteriores através de numerosos testes.

• Trecho 3:
A grande confiabilidade da ciência reside na busca constante pela melhor
resposta, isto é, nenhuma resposta científica é final. Neste sentido, as respostas que
temos hoje são tão confiáveis pra nós quanto a alquimia, por exemplo, era para
aqueles que a estudaram em tempos passados. Não devemos rebaixar as hipóteses
obsoletas a uma mazela na racionalidade humana, pois têm tanta importância quanto
as bem sucedidas nos processos históricos.

• Trecho 4:
O processo de experimentação empírica nos dá informações do que está
acontecendo (no fenômeno estudado), fazendo com que descartemos as hipóteses
que diziam que ocorreria qualquer outra coisa. Contudo, as nossas experiências são
limitadas pela falibilidade daquele(s) que as desenvolvem, logo, não devemos tomar
um experimento como teste definitivo de uma hipótese e sim experimentar de
diferentes formas.

• Trecho 5:
O conhecimento não surge do nada, é necessário, antes do emprego dos
métodos característicos, o estabelecimento de assunções básicas. Mesmo em áreas
em nada relacionadas com a investigação dessas entidades fundamentais, precisa-
se assumir, por exemplo, uma natureza para a realidade, caso contrário, a busca do
objeto alvo do estudo dessa área torna-se despropositado.

• Ciência normal e revoluções científicas:


A ciência normal é aquela definida por um conjunto de métodos e práticas
específicas, ou, no vocabulário kuhniano, paradigmas. Com o passar do tempo, pela
própria natureza questionadora da ciência, os testes e ferramentas aplicados nos
fenômenos estudados podem apresentar desvios (anomalias) que, se recorrentes,
levam finalmente a uma mudança de paradigmas científicos, a isso chama-se
revolução científica.