UNIVERSIDADE FEDERAL DE LAVRAS CURSO DE AGRONOMIA GAG-125 CULTURA DO MILHO PROFESSOR RENZO GARCIA VON PINHO

PRINCIPAIS PRAGAS E DOENÇAS DA CULTURA DO MILHO

ALUNO 1 ALUNO 2

TURMA: 01D

LAVRAS 2010

1 PRAGAS DO MILHO
Doenças, plantas daninhas e insetos pragas, juntos ou separadamente podem causar, significativamente, redução na produção da planta de milho. A produção pode ser afetada em partes ou no total por insetos, pragas em especial. Esses podem atacar as sementes, causando redução do número ideal de plantas, as plântulas e as plantas adultas. Assim pode-se dizer que no milho existem insetos pragas iniciais e pragas da fase vegetativa e reprodutiva.

1.1 Pragas inicias
As pragas iniciais são aqueles insetos que atacam as sementes, raízes e plântulas (Plantas jovens) do milho após a semeadura. O ataque reduz o número de plantas na área cultivada e o potencial produtivo da lavoura. Esses insetos muitas vezes passam por despercebidos pelo agricultor, pois são de hábito subterrâneo ou superficiais, isso dificulta o emprego de medidas para o seu controle. As principais espécies, sua importância para a cultura, sintomas de danos e métodos de controle disponíveis são descritos a seguir, divididos em pragas que atacam sementes e raízes e pragas que atacam plântulas:

1.1.1 Pragas que atacam sementes e raízes 1.1.1.1 Larva alfinete (Diabrotica spp.) Importância econômica - No Brasil, a espécie predominante é a Diabrotica speciosa, cujos adultos alimentam-se das folhas de várias culturas, além do milho, como hortaliças, feijoeiro, soja, girassol, bananeira e algodoeiro. As larvas atacam as raízes do milho e tubérculos de batata. Os estados do Sul e em algumas áreas das regiões Sudeste e Centro-Oeste têm tido maiores problemas com essa praga. Sintomas de danos - a larva alimenta das raízes do milho e interfere na absorção de nutrientes e água, e também reduz a sustentação das plantas. O ataque ocasiona o acamamento das plantas em situações de ventos fortes e de alta precipitação pluviométrica. Mais de 3,5 larvas por planta são suficientes para causar danos ao sistema radicular. Métodos de controle - No Brasil, o controle dessa larva é pouco realizado na cultura do milho e tem-se baseado quase que exclusivamente no emprego de inseticidas químicos aplicados via tratamento de sementes, granulados e pulverização no sulco de plantio. Excesso e baixa umidade do solo são desfavoráveis a larva. O método de preparo de solo influênc a população ia desse inseto. A ocorrência da larva é maior em sistema de plantio direto do que em plantio convencional. Os agentes de controle biológico mais eficientes são através dos inimigos naturais, Celatoria bosqi, Centistes gasseni, e dos fungos Beauveria bassiana e Metarhizium anisopliae. 1.1.1.2 Larva-arame (Conoderus spp., Melanotus spp) Importância econômica - esse grupo de inseto causa danos esporádicos em várias culturas. Para o milho, os danos são mais severos em lavouras semeadas em áreas de pastagens, situação em que o solo não é preparado anualmente, proporcionando uma condição favorável para o desenvolvimento da larva. Sintomas de danos - as larvas danificam as sementes após a semeadura e o sistema radicular da planta de milho e de outras gramíneas. Geralmente, constrói galerias e destrói a base do colmo das plantas. Métodos de controle - ainda não existem informações sobre o nível de controle para esse grupo de inseto. A biologia dessas espécies não é bem conhecida e os hábitos são variados. Embora o

acarretando sérios prejuízos. Liogenys. Stenocrates sp.1. Experimentalmente.1. O controle químico pode ser utilizado via tratamento de sementes. O preparo de solo com implementos de disco é uma alternativa de controle cultural da larva.O método cultural pode ser empregado para o manejo desse inseto.essa praga ataca várias culturas. A umidade do solo é um fator importante no manejo dessa praga. sp. a suspensão da irrigação e a conseqüente drenagem da camada agricultável do solo. instaladas em semeadura direta sobre a palhada da soja.As larvas danificam as sementes após o plantio prejudicando sua germinação.3 Bicho-bolo. O ataque severo causa o definhamento e morte da planta.5 Larva Angorá (Astylus variegatus) Importância econômica . a pulverização de inseticidas no sulco de semeadura tem se mostrado viável para o controle dessa larva. podendo causar danos na soja. força a larva aprofundar-se. Com essa prática. algodão. Eutheola humilis.agentes de controle biológico natural de larvas do bicho -bolo são nematóides. .controle químico tenha sido realizado em áreas experimentais. Em áreas que apresentam histórico de ataque da larva -arame. o percevejo ataca o milho. Em áreas localizadas. Somente alta população do inseto causa prejuízos para cultura de baixa densidade de sementes como a do milho.1. Dyscinetus dubius. Também alimentam-se das raízes provocando o definhamento e morte das plantas. O fungo Metarhizium anisopliae é um agente de controle biológico da praga. medidas de controle deverão ser utilizadas preventivamente na semeadura. A aração com arado de aiveca é o que apresenta maior eficiência no controle do percevejo castanho. Os sintomas de ataques variam com a intensidade e época do ataque e muitas vezes são confundidos com deficiência nutricional ou doença da planta.essa praga ataca várias espécies de plantas cultivadas e é considerada uma praga secundária da cultura do milho. Devido ao hábito subterrâneo do percevejo. Inseticidas utilizados no controle da larva-alfinete. reduzindo o dano no sistema radicular. O nível de dano para esse inseto ocorre a partir de 5 larvas/m2. Geralmente a população do inseto é alta em áreas cultivadas anteriormente com gramíneas como é o caso de pastagem. a importância econômica dessa praga é maior para lavouras de safrinha. ocorre o efeito mecânico do implemento sobre as larvas que possuem corpo mole e são expostas a radiação solar e aos inimigos naturais. e parasitóides da ordem Diptera. Métodos de controle . especialmente pássaros.para o milho. Em sistemas irrigados. não há inseticidas registrados para o controle desse inseto. coró ou pão de galinha (Diloboderus abderus. principalmente Metarhizium e Beauveria sp. pastagens. Sintomas de danos .) Importância econômica .1. A ocorrência deste inseto é esporádica o que dificulta o estabelecimento de um programa de manejo para impedir os danos desta praga. fungos. 1. Métodos de controle . o controle químico é difícil de ser realizado e a recomendação de uso de inseticidas tem sido preventivo.as ninfas e os adultos alimentam nas raízes e sugam a seiva. Sintomas de danos . bactérias. A aração e a gradagem expõem os insetos aos predadores e causam o esmagamento das ninfas e adultos.4 Percevejo castanho (Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae) Importância econômica .1. também apresentam boa performance para a larva -arame. 1. feijão e no milho. 1.1.

O controle químico deve ser realizado em áreas com histórico de ocorrência da praga. Sintomas de danos . 1.esses insetos atacam as sementes após a semeadura do milho. destruindoas antes da germinação. carbofuran ou imidacloprid. Métodos de controle . Sintomas de danos . acarretando falhas na lavoura. Cornitermes sp. sendo sua incidência menor sob plantio direto. Sob condições de estresse hídrico mesmo esse tratamento não é efetivo. Métodos de controle . são os mais importantes para a cultura do milho. onde cava uma galeria vertical. A destruição do ponto de crescimento provoca inicialmente murcha e posteriormente morte das folhas centrais provocando o sintoma conhecido como "coração morto". ocasiona a morte de larvas.os cupins subterrâneos são difíceis de controlar.é uma praga esporádica com grande capacidade de destruição num intervalo curto de tempo. causando descortiçamento das camadas externas.as larvas alimentam-se preferencialmente das sementes do milho após a semeadura e de raízes.os cupins são insetos sociais.2.em áreas de risco. condições que aumenta a susceptibilidade da planta pelo atraso no desenvolvimento da planta e favorece a explosão populacional de lagartas na lavoura. O tratamento de sementes com inseticidas evita o dano da praga.1.as lagartas recém eclodidas iniciam raspando as folhas e dirigem para a região do coleto da planta.2 Tripes (Frankliniela williamsi) .método cultural como a aração e gradagem. organizados em castas e que se alimentam de celulose. e Heterotermes sp. Pode reduzir a -se infestação e os danos na lavoura com o emprego de inseticidas aplicados no sulco de plantio ou através de tratamento de sementes.1. deve ser usado o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos à base de tiodicarb..1. As raízes também são atacadas. recomendando a aplicação de um -se inseticida de ação de contato e profundidade como os a base de clorpirifós. Entre a grande variação existente para esse grupo de inseto.1.1 Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus) Importância econômica . Métodos de controle . São insetos que atacam inúmeras culturas. A alta umidade do solo contribui para reduzir os problemas causados pela lagarta-elasmo no milho. e as plantas amarelecem.6 Cupim (Procorniterms sp. 1..1.2. murcham e morrem. Syntermes sp. os cupins de hábitos subterrâneos dos gê neros Proconitermes e Syntermes.2 Pragas que atacam as plântulas (Plantas jovens) 1. 1. reduzindo a germinação e o número de plantas na lavoura. Maiores danos são observados em solos leves e bem drenados. Seus danos estão associados à estiagem logo após a emergência das plantas.) Importância econômica .Sintomas de danos .

devido à raspadura do limbo foliar. esbranquiçadas ou prateadas. entretanto.2.3 Percevejos . podendo.no início. A incidência das doenças só é confirmada depois do aparecimento dos sintomas: Rayado fino .Importância econômica . mas os principais prejuízos causados por essa espécie é devido a transmissão de fitopatógenos como o vírus do rayado fino e dois milicutes Spiroplasma kunkelli (enfezamento pálido) e fitoplasma (enfezamento vermelho). dos fatores ambientais e da sensibilidade dos híbridos cultivados A . Os danos ocorrem na fase inicial de desenvolvimento da cultura.4 Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) Importância econômica . 1. as folhas apresentam-se amarelecidas.inicialmente. nanismo acentuado com os últimos internódios pouco desenvolvido . mostram vários furos de distribuição simétrica no limbo foliar.1.2. o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos dá boa proteção às plantas.os percevejos são pragas tipicamente da soja. introduzem seus estiletes através da bainha até as folhas internas causando lesões que posteriormente. D. mas com o plantio do milho em sucessão ou mesmo em rotação passaram a causar danos também ao milho logo após a emergência das plantas. melacanthus). 1.pode ser feito com o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos ou através de pulverizações logo após a emergência das plantas quando constado a presençados insetos. plantas podem apresentar folhas com deformações e posteriormente inicia-se pela descoloração (clorose) das bordas da base das folhas que pode progredir para toda a planta. verde (Nezara viridula) Importância econômica . sob condições de altas reinfestação pode ser necessário pulverizações. Outros sintomas são a deformação das plantas podendo levá-las a morte e/ou intenso perfilhamento que são totalmente improdutivos.a presença do inseto pode ser constatada diretamente pelo exame do cartucho das plantas ou através de amostragem com rede entomológica passada no topo das plantas. após a abertura das folhas. apresentando halos amarelados ao redor dos furos. Métodos de controle . Os danos causados pelos tripes têm sido verificados nos períodos de estiagem logo após a emergência das plântulas.os danos diretos causados pela sucção de seiva dos adultos e ninfas pode reduzir principalmente o desenvolvimento do sistema radicular.os adultos e ninfas ao se alimentarem na base das plântulas de milho.reclamações por produtores são freqüentes nos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul. h Métodos de controle . podendo causar perdas parciais ou totais das lavouras. Sintomas de danos . sob altas infestações. incidência da doença está associada à alta densidade populacional de insetos infectivos o que ocorre no final do verão (plantios tardios).barriga-verde (Dichelops furcatus. Os prejuízos causados por essas doenças pode chegar a mais de 80% dependendo do patógeno. causar até morte das plantas com perdas econômicas significativas. Sintomas de danos .1. Enfezamento pálido . Sintomas de danos .folhas com riscas amareladas (paralelas às nervuras) com aparência pontilhada. A infestação pode ser confirmada pela verificação de peque nos insetos amarelados no interior do cartucho e sob altas infestações ocorre murcha das fol as.

nota-se manchas descoloridas nos grãos incompletamente cheios o que dá à espiga certa flexibilidade ao ser torcida nas mãos. 1. Métodos de controle . típico da elasmo. na forma de eliminação dos hospedeiros nativos do patógeno e do vetor (gramíneas em geral). o que pode ocorrer desde a emergência até o pendoamento. O sintoma da doença aparece no limbo foliar na forma de um mosaico de coloração verde claro num fundo verde escuro. Nessas condições. Enfezamento vermelho . Os inseticidas sistêmicos dão controle até cerca de 17 dias após o plantio sob condições satisfatórias de suprimento de água.este é a espécie de inseto de ocorrência mais endêmica no milho. Durante o ciclo da planta os inimigos naturais têm ação primordial na manutenção do equilíbrio. através da picada de prova. o tratamento de sementes oferece proteção. Os maiores danos ocorrem sob condições favoráveis para transmissão do vírus do mosaico. Seus danos diretos ocorrem somente quando a densidade populacional é muito alta e a planta esteja sofrendo de estresse hídrico. Raramente tem sido necessário tomar outras medidas de controle.5 Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) Importância econômica . a lagarta pode perfurar a base da planta. mesmo sob densidades muitas vezes não detectáveis pode ocorrer perdas significativas. Evitar o plantio de milho pipoca e milho doce em áreas com histórico recente de alta incidência dos enfezamentos dado à alta susceptibilidade da maioria dessas cultivares.6 Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) Importância econômica . Na fase reprodutiva. têm sido os mais eficientes. ou seja. Sintomas de danos .. erradicação de plantas voluntárias na área antes do plantio e uso de cultivares menos susceptíveis aos patógenos. Neste caso. Métodos de controle .para o controle da doença. aumentando significativamente sua importância no estabelecimento da população de plantas ideal na lavoura.dando à planta a aparência de uma palmeira o que é facilmente confundido com plantas "dominadas".a lagarta-do-cartucho atacando plantas mais jovens de milho pode causar a sua morte. Sintomas de danos . transmite de plantas doentes para sadias simplesmente por via mecânica. atingindo o ponto de crescimento e provocar o sintoma de "coração morto". Métodos de controle . Sob estresse hídrico os tratamentos de semente não apresentam a mesma eficiência e devem ser suplementados por pulverizações dirigidas para o sitio de ataque do inseto. Ele ataca as partes jovens da planta. todavia. os métodos culturais. .sob altas populações é visível a colônias sobre as plantas e sob estresse hídrico as folhas mostram-se murchas e com bordas necrosadas.dependendo do estádio de infecção das plantas pode não se observar o nanismo. Finalmente pode também ser utilizado o tratamento de semente com inseticidas sistêmicos.2. especialmente quando a cultura é instalada após a dessecação no sistema de plantio direto.1. No inicio de desenvolvimento das plantas. 1. pois o principal vetor é a forma alada e o vírus é de transmissão estiletar.1. a lagarta já está presente na área e quando o milho emerge as lagartas podem causar danos nas plantas ainda jovens. mas pode infestar também o pendão e gemas florais. mas geralmente ele está presente. com últimos internódios pouco desenvolvidos e folhas com avermelhamento generalizado.o tratamento de sementes tem sido o método mais recomendado para controle das pragas iniciais do milho.2.embora esta espécie ataque tipicamente o cartucho da planta.os mais eficientes são os culturais evitando-se a multiplicação do vetor em plantios sucessivos. mas raramente constitui problema para a cultura pela ação eficiente dos inimigos naturais (predadores e parasitóide). preferencialmente o cartucho. quando o ataque ocorre no início de desenvolvimento da cultura.

1. podendo causar a morte de toda planta.2. sistemas de cultivo e fatores bióticos localizados. melaço e um inseticida sem odor como o trichlorfon. Em áreas menores é recomendado também a distribuição de iscas preparadas a base de farelo.1.os danos pela broca-da-cana em plantas novas são semelhantes aos causados pela lagarta-elasmo. Os danos resultam da redução da população de plantas produtivas cujos prejuízos são proporcionais a taxa de infestação.neste caso os métodos recomendados são os mesmos anteriormente citados. mal cultivados.2. as plantas atacadas são totalmente improdutivas sendo os prejuízos proporcionais à redução da população de plantas. mas essa praga pode também infestar as plantas recém emergidas.é relativamente fácil observar a presença dos insetos alimentando-se nas folhas que após serem picadas.1. Nessas fases. O tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos também é recomendado em áreas com histórico de incidência dessa praga. que são mostradas a seguir. .o milho. folhas raspadas no inicio da infestação e posteriormente o sintoma de "coração morto" e/ou perfilhamento das plantas sobreviventes.2. o tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos ou pulverização dirigida para a base da planta utilizando inseticidas de efeito de profundidade e/ou de ação translaminar possibilita um bom controle da praga.predomina em áreas de solos pesados. Portanto. mas os insetos não são facilmente visíveis já que têm atividade preferencialmente noturna. 1. pois as mariposas preferem ovipositar em plantas ou restos culturais ainda verdes. Métodos de controle . Sintomas de danos . o arroz e o sorgo não são considerados hospedeiros dessa espécie por não permitirem o fechamento do seu ciclo biológico.1. principalmente daquelas formadas com capins do gênero Brachiaria.9 Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon) Importância econômica .evitar sempre que possível.as larvas atacam a região do coleto. 1.7 Cigarrinha-das-pastagens (Deois flavopicta) Importância econômica . cortando as plantas na base o que provoca morte ou perfilhamento. a cultura é atacada por várias espécies-praga. Em áreas muito infestadas nota-se muitas plantas cortadas.2 Pragas da fase vegetativa e reprodutiva Os danos causados pelas pragas da fase vegetativa e reprodutiva do milho variam de acordo com o estádio fenológico da planta. Neste caso. ou seja.os culturais envolvem a antecipação da eliminação de plantas daninhas principalmente via dessecante o que pode reduzir a infestação. Métodos de controle . Sintomas de danos . Métodos de controle .tem sido mais problema em plantas mais desenvolvidas. áreas "sujas". A sensibilidade das plantas é tanto maior quanto mais nova forem.8 Broca-da-cana (Diatraea saccharalis) Importância econômica . O tratamento de sementes com inseticidas sistêmicos também pode reduzir significativamente os danos causados às plantas. condições edafoclimáticas. amarelecimento e necrose. o cultivo de milho em áreas próximas a pastagens de brachiárias. 1. Sintomas de danos . a infestação do milho pela cigarrinha é resultado da imigração de adultos proveniente de áreas de pastagens. mostram áreas de clorose. Experimentalmente.

. O estádio da planta de milho mais sensível ao ataque é o de 8-10 folhas.3 Broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis) Importância econômica . demandando controle imediato para evitar elevada perda no rendimento de grãos. bem como provocando o quebramento do colmo devido a infecção por microorganismos e ao próprio dano causado pela broca na haste da planta. as lagartas raspam as folhas deixando áreas transparentes. Para evitar danos. A infestação geralmente desenvolve em gramíneas ao redor da lavoura e quando ocorre competição por alimento.1 Na Fase Vegetativa: 1. Sintomas de danos . virus.no início do ataque..1. nem sempre é necessário aplicar o inseticida em toda área da lavoura. Botrytis rileyi. principalmente em áreas vizinhas a pastagens. são importante agentes de controle biológico dessa praga. Esses inseticidas diferem em seletividade.1.essa praga é de importância secundária para a cultura do milho. 1. Sintomas de danos . o ataque desse inseto pode causar perdas de até 21% na produção. causam impacto diferenciado sobre os inimigos naturais. a planta pode secar precocemente e se tornar improdutiva.1. as lagartas emigram para o milho. Sintomas de danos . Com o seu desenvolvimento. A época ideal de realizar medidas para o controle é quando 17% das plantas estiverem com o sintoma de folhas raspadas. através de água de irrigação (insetigação). Quando o ataque é intenso. afetando o enchimento dos grãos. Em altas infestações. Várias doenças também atacam a lagarta.A lagarta alimenta das folhas do milho deixando somente a nervura central. Existem um grande número de inseticidas registrados para o controle da lagarta que podem ser aplicados via pulverização.o predador Doru luteipes e os parasitóides Trichogramma spp. Bacillus thuringiensis e outros agentes de menor importância como nematóides e protozoários. bactérias. Métodos de controle .2. Telenomus sp. Métodos de controle .1 Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) Importância econômica . em determinados locais pode ocorrer alta infestação da praga. ou seja.essa praga tem constituído um problema sério para a cultura do milho no Brasil Central. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. 1. Chelonus insularise e Campoletis flavicincta. é nec essário realizar vistorias freqüentes na fase vegetativa da lavoura. Apesar do tamanho. .2.1. como os fungos Nomuraea rileyii. Beauveria globulifera. As perdas devido ao ataque da lagarta pode reduzir a produção em até 34%. a lagarta é muito sensível a ação da maioria dos inseticidas recomendados para o controle da lagarta-do-cartucho. uma vez que a infestação inicia pelas bordas da cultura e a pulverização localizada sobre a área infestada é bastante eficiente. e em alguns casos.2. Baculovirus. Porém.O método químico é o mais utilizado e eficiente para o controle dessa lagarta.2. Porém.essa praga tem causado danos diretos e indiretos. A aplicação do inseticida pode ser realizada tanto por pulverização convencional ou via água de irrigação por aspersão.esse inseto é considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil.2Curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes) Importância econômica . a lagarta localiza-se no cartucho da planta destruindo-o.

As perdas na lavoura de milho variam de 9 a 90%.2. Eliminação de restos culturais de plantas hospedeiras ajuda a reduzir a infestação na próxima safra. Tem-se observado diferenças significativas entre os híbridos comerciais disponíveis no mercado quanto a susceptibilidade às doenças transmitidas pela cigarrinha.na cultura da cana-de-açúcar.2. O inseto também é vetor do vírus do raiado fino. Os danos são mais acentuados em plantios de verão realizados tardiamente e em cultivos de safrinha. Não existem inseticidas registrados no MAPA para o controle dessa praga atacando o milho. O inseto alimenta nos tecidos jovem e vive em colônias situadas no interior do cartucho.1.o principal método de controle para essa praga tem sido o emprego de cultivares resistentes.1. plantio mais cedo. principalmente mosaico.4 Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) Importância econômica .2. podendo nesse caso acarretar perda econômica na lavoura devido ao ataque da praga. 1. reduzem a população da praga. Fatores climáticos como vento e chuvas fr equentes são desfavoráveis ao inseto.os sintomas das plantas infectadas aparecem depois de 4 a 7 semanas da alimentação do inseto. Métodos de controle . Para regiões onde o milho é plantado na safra e na safrinha.2. Os principais parasitóides são o Metagonistylum minense e o Trichogramma spp.Métodos de controle . os inseticidas lufenuron (15 g i. principalmente quando coincide com o pré-florescimento. 1. O inseto suga a seiva das plantas e transmite viroses. O controle químico pode ser realizado com inseticidas aplicados no sulco de plantio ou através do tratamento de sementes.a.A praga vive em colônias e elimina dejeções líquidas onde se desenvolve um fungo negro (fumagina). o controle desse inseto tem sido realizado com sucesso através de inimigos naturais. O controle químico somente é justificável em altas populações. aumenta a importância desse método de controle. no pendão e nas gemas das plantas. e onde várias outras culturas hospedeiras da broca são cultivadas durante quase todo o ano. podendo o parasitismo da lagarta chegar a atingir 20%. 1.. ocasionando mudança na coloração da folha (avermelhada ou amarelada).a.vários inimigos naturais parasitam e predam o pulgão do milho mantendo sua população sob controle.2 Na fase reprodutiva 1.5 Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis) Importância econômica .esse inseto é uma praga secundária do milho e somente causa prejuízos em alta infestação. Sintomas de danos . do patógeno envolvido e das condições ambientais. Sintomas de danos . evitar plantio sucessivos e contínuos./ha) e acephate (750 g i.1 Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) .2. dependendo da susceptibilidade das cultivares utilizadas. Medidas culturais como a eliminação das plantas voluntárias. Esse inseto tem trazido sérios prejuízos para a cultura do milho no Brasil Central. A infestação do pulgão no estádio de préflorescimento prejudica a formação de grãos. Experimentalmente. Métodos de controle . Os danos diretos causados pela cigarrinha decorrem da sucção de seiva. possibilita um controle eficiente da praga./ha) aplicados antes da broca penetrar no colmo. murcha e morte das plantas. originando espigas pequenas que quando torcida manualmente. apresentam o aspecto de "grãos frouxos".essa cigarrinha é o vetor das doenças denominadas enfezamentos pálido e vermelho.

especialmente quando o ataque é na inserção com a planta. Orifícios na palha é um bom indicativo da presença da praga. Um controle efetivo pode ser conseguido através da liberação de vespas do gênero Trichogramma. os grãos em formação. As perdas devido ao ataque da lagarta na espiga pode ser alta. merecem destaque os grupos das doenças foliares. podem representar os sintomas de ataque da praga. onde ainda existe o equilíbrio biológico o controle natural através de Trichogramma.2 Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) Importância econômica .Na espiga a lagarta pode atacar os estilo-estigmas ("cabelo do milho"). podendo ocasionar falhas na produção de grãos. prodriões da espiga e doenças sitêmicas. a qualidade.o controle da praga quando o ataque é na espiga é muito difícil com métodos convencionais em função da dificuldade de colocação do inseticida químico no local onde se encontra a praga. pela sua importância.o inseto é considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil. Os prejuízos estimados para essa praga é cerca de 8% nos rendimentos. Métodos de controle . 2. De maneira geral.pela localização da praga o controle convencional através da pulverização tem baixa eficiência.Importância econômica . Muitas vezes a falta de controle ou o controle inadequado do inseto na f se vegetativa a (fase de cartucho). causadas por molicutes e vírus 2. Dentre as doenças que ocorrem na cultura do milho. Deve-se considerar que também a lagarta-docartucho pode também estar presente na espiga e ocasionar sintoma de dano semelhante. ela dirige-se para a ponta da espiga para alimentarse dos grãos em formação. mesmo quando ela está exposta nos estilos-estigma.2.2.1. Espigas caídas e/ou danos no ponto de inserção da espiga com o colmo também são sintomas do ataque da lagarta. Cercosporiose (Cercospora zea-maydis) . das podridões do colmo e das raízes. À medida que a larva desenvolve. pois pode haver queda da espiga ou até mesmo falta de enchimento dos grãos. Doru luteipes ou de espécies de Orius tem sido suficiente para manter a praga com nível populacional insuficiente para causar dano econômico. Sintomas de danos . local onde as lagartas recém-nascidas iniciam os seus danos. Fica praticamente impossível quando a praga encontra-se protegida pela palha. Doenças foliares 2. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. tem sido importante na manutenção dessa praga em níveis populacionais baixo na espiga de milho. comercialmente disponíveis no mercado brasileiro. Métodos de controle . 1. a palatabilidade e o valor nutritivo dos grãos e da forragem.1.tipicamente o inseto coloca seus ovos nos estilos-estigmas. DOENÇAS DO MILHO A cultura do milho está sujeita à ocorrência de várias doenças que podem afetar a produção. na ponta da espiga ou em outras partes como a porção mediana ou basal. faz com que se tenha a presença na espiga de lagartas bem desenvolvidas com grande capacidade de destruição.estilo-estigmas danificados e grãos na ponta da espiga danificados. O controle biológico especialmente com os predadores Doru luteipes e Orius spp. ou da tesourinha.1. Sintomas de danos .

Sintomas: As lesões apresentam formato linear-retangular e são delimitadas. que cessam a fotossíntese na fase de enchimento dos grãos. sendo mais severos após o pendoamento e nunca ocorre em plântulas de milho. Em geral. Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de plantio dificulta a adaptação do patógeno e a realização de adubações de acordo com as recomendações técnicas.2. as lesões são pequenas. Sob condições de alta umidade. estando presente em praticamente todas as regiões de plantio de milho no Brasil. Fungicidas são eficientes no controle da cercosporiose. Atualmente é considerada uma das doenças de maior importância desde os surtos epidêmicos das safras de 2000 e 2001 nos híbridos altamente produtivos na região sudoeste do estado de Goiás. A doença ocorre com alta severidade em cultivares suscetíveis. principalmente a relação nitrogênio/potássio. as lesões ficam cobertas por esporos e passam de uma coloração verde-oliva para cinza. portanto. Em grande número. fonte de inóculo lo e. elevada umidade relativa do ar (>60%) e elevada precipitação. evitando desequilíbrios nutricionais nas plantas de milho que são favoráveis ao desenvolvimento deste patógeno. pode ocorrer necrose de todo o tecido foliar. . A disseminação se dá pelo vento e por respingos de chuva. resultando em maior incidência de acamamento de plantas. pelas nervuras principais da folha. em sua largura. 2. Severas perdas na produção de milho foram posteriormente constatadas nas regiões de Paracatu em MG e de Dourados no MS.0 cm e formato variando de arredondado a oblongo apresentando bordos escuros e centro esbranquiçado com a presença de pontuações escuras correspondentes as frutificações do patógeno. os quais secam prematuramente antes de atingir o seu tamanho normal. para outras áreas de plantio. podendo as perdas serem superiores a 80%. Os componentes da produção mais afetados pela doença são o número de grãos por espiga e o tamanho do grão. Sintomas: Inicialmente.1. Em situações de ataques mais severos. fase na qual as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno e os sintomas são mais severos. mas é uma prática de custo elevado. Pode haver coalescência de lesões.Importância e Distribuição: A mancha de cercospora foi relatada pela primeira vez no Brasil no ano de 1953.3 a 2. Epidemiologia: A disseminação ocorre através de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva. Manejo da Doença: A medida mais eficiente de controle é a resistência genética. atualmente. Os restos de cultura são. as lesões juntam-se e causam requeima das folhas. cloróticas tipo anasarca. A rotação de culturas com espécies não suscetíveis é uma forma eficiente para reduzir a fonte de inóculo primário. uma das principais doenças da cultura do milho no Brasil. as plantas tornam-se mais predispostas às infecções por patógenos no colmo. Epidemiologia: O inoculo primário se origina nos restos da cultura. Os plantios tardios favorecem elevadas severidades da doença devido à ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento da cultura. Mancha branca (Phaeosphaeria maydis) Importância e Distribuição: A mancha branca é considerada. progredindo rapidamente em direção ao ápice da planta. As perdas na produção podem ser superiores a 60% em situações de ambiente favorável e de uso de cultivares suscetíveis. Com o desenvolvimento dos sintomas da doença. os sintomas aparecem primeiro nas folhas inferiores. levando à morte parcial ou total da folha. evoluindo para necróticas com diâmetro variando aproximadamente entre 0. cal também. A mancha branca é favorecida por temperaturas no turnas amenas (15 a 200C). A ocorrência de temperaturas entre 25o e 30o C e de umidade relativa do ar superior a 90% são consideradas condições ótimas para o desenvolvimento da doença.

No Brasil. Epidemiologia: A ocorrência da doença é dependente da altitude.) Importância e Distribuição: Danos na produção de mais de 50% já foram relatados em híbridos suscetíveis. pode causar seca prematura da planta. é possível ocorrer o escape à doença realizando-se o cultivo nos meses em que essas condições são desfavoráveis. Em fases mais avançada da doença surgem s pústulas marrom-escuras. liberando os esporos. tendo desde o início dos anos 80. despontado como um problema sério nas regiões produtoras no sudoeste de Goiás e no triângulo mineiro. de janeiro a março. As pústulas ocorrem em ambas as faces da folha. As pústulas da ferrugem comum apresentam formato circular a alongado e coloração castanho clara a escuro. No Brasil. onde predominam temperatura mais e levadas (25 a 35o C). Devem ser feitas também adubações equilibradas entre nitrogênio. fósforo e potássio. as pústulas podem coalescer. Sintomas: A ferrugem comum caracteriza-se pela formação de pústulas em toda a parte aérea da planta. Sintomas: Pústulas pequenas e circulares a elípticas de coloração amarela a dourada inicialmente observadas nas folhas baixeiras. Em ataques a cultivares suscetíveis. ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m. Epidemiologia: É uma doença favorecida por temperaturas entre 16 e 23 ºC. sendo que o l período normal de plantio vai de meados de setembro a meados de novembro.Manejo da Doença: Usar cultivares resistentes. O controle químico é indicado para cultivos de alto valor econômico. tornando-se problemático. 2.1. representam mais de 20% da área total de milho no Brasi . 2. principalmente durante os per odos í vegetativos e de florescimento da cultura. umidade relativa alta e altitudes superiores a 900m.4. Após os anos 90. mas com maior abundância nas folhas. no Leste e no Norte do Paraná e no Mato Grosso do Sul.1. Os plantios tardios. A rotação de culturas e a destruição dos restos culturais ajudam a complementar o manejo da doença. formando grandes áreas necróticas nas folhas. Manejo da Doença: Como principal medida recomenda-se o uso de cultivares resistente. a ferrugem é mais freqüente e severa na região sul. principalmente nos cultivos de safrinha. Essas pústulas encontram-se densamente distribuídas em ambas as faces das folhas e podem ser normalmente observadas ainda cobertas pela epiderme. esta ferrugem se tornou também importante no Noroeste de São Paulo. A sua importância tem aumentado com a expansão da cultura do milho para áreas não tradicionalmente usadas para cultivo do milho. sendo esta uma das características que a diferencia da ferrugem polissora. Ferrugem Comum (Puccinia sorghi) Importância e Distribuição: A ferrugem comum é encontrada em praticamente todas as regiões onde o milho é cultivado. Em locais em que as condições climáticas favoráveis ocorrem apenas em determinadas épocas. esta ferrugem é uma das mais comuns na cultura do milho. comprometendo grandemente a produção. O cultivo sucessivo de milho tem resultado no aumento do inóculo para os cultivos mais tardios. As folhas mais velhas da planta são menos suscetíveis à . que se acentua à medida em que as pústulas amadurecem e se rompem. ocorre a morte prematura em virtude da destruição foliar. Ferrugem Polissora (Puccinia polysora Underw. Assim como outras ferrugens. pois o nitrogênio em e xcesso favorece a doença. evitar o plantio de cultivares mais suscetíveis em épocas ou locais que sejam muito úmidos ou chuvosos. cujas pústulas predominam na face superior da folha. Aquelas que já romperam a epiderme apresentam aspecto pulverulento. A ocorrência de períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar também é um fator importante para o desenvolvimento da doença.3. Sob condições ambientais favoráveis.

Não são conhecidos hospedeiros intermediários. A partir do início da década de 1990. recomendam-se a alternância de genótipos e a interrupção no plantio durante certo período para que ocorra a morte dos uredósporos. Helmintosporiose (Exserohilum turcicum) Importância e Distribuição: No Brasil. escolha da época e do local de plantio. bem como a ocorrência de longos períodos de . Além disso. (trevo). e aplicação de fungicidas em situação de elevada pressão de doença.5. que se tornam escuras devido à frutificação do fungo. plantios contínuos e áreas irrigadas. Manejo da Doença: As principais medidas de manejo são: plantio de cultivares resistentes. Sintomas: A ferrugem branca caracteriza-se pela formação de pústulas de formato arredondado a oval. A escolha da época e de locais de plantio menos favoráveis ao desenvolvimento da doença e a eliminação de hospedeiros alternativos também contribuem para a redução da severidade da doença. Ferrugem Tropical ou Ferrugem Branca (Physopella zeae) Importância e Distribuição: No Brasil.5 a 15 cm. Sintomas: Sintomas típicos nas folhas surgem inicialmente nas folhas mais baixas. evitar plantios sucessivos de milho. com bordos bem definidos. Em situações favoráveis ao desenvolvimento da doença. alta umidade relativa e baixas altitudes. os quais infectam plantas do gênero oxalis spp. A doença é favorecida por condições de alta temperatura (22-34°C).infecção do que folhas mais jovens. a ferrugem tropical encontra-se distribuída principalmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste. A aplicação de fungicidas é recomendada em situações de elevada pressão de doença e uso de cultivares suscetíveis. 2. Manejo da Doença: O uso de cultivares resistentes é a principal forma de manejo da ferrugem comum. Uma borda de coloração escura pode envolver o agrupamento de pústulas. na superfície superior da folha e recoberta pela epiderme. de coloração esbranquiçada a amarelada.1. Seu primeiro relato no Brasil foi no ano de 1985. as perdas na produção podem chegar a 50%. a severidade da doença tende a ser a maior nos plantios de safrinha. Devido ao coalescimento destas lesões. as folha adquirem um aspecto de queima. A doença tem grande potencial destrutivo e é encontrada em áreas de semeaduras mais tardias. a presença de plantas de trevo na área contribui para a sobrevivência e para a disseminação do patógeno. as maiores severidades desta enfermidade têm ocorrido em plantios de safrinha. A disseminação ocorre pelo transporte de conídios pelo vento a longas distâncias. Epidemiologia: Os uredoóporos são o inóculo primário e secundário. em que o patógeno desenvolve o estágio aecial (fase reprodutiva). 2. a ferrugem branca tem se destacado devido à severidade de sua ocorrência em vários municípios do sudoeste do Estado de Goiás. quando o ataque começa antes do período de floração. Desse modo. em pequenos grupos. quando a doença surge nos estádios iniciais de desenvolvimento da cultura. Temperaturas moderadas (18-27°C) são favoráveis à doença. sendo transportados pelo vento ou em material infectado.6. Epidemiologia: O patógeno apresenta boa capacidade de sobrevivência em restos de c ultura. 2. Por ser um patógeno de menor exigência em termos de umidade.1. Nestas lesões praticamente não ocorre esporulação do fungo. Lesões com bordas amareladas indicam a presença do gene Ht1 de resistência. na forma de lesões elípticas de coloração palha. Os teliósporos produzidos pelo patógeno germinam e produzem basidiósporos.

Sintomas: O fungo B. grandes. predominantemente elípticas e com coloração de marrom a castanho. São Paulo. Esta doença encontra-se bem distribuída no Brasil. orientadas pelas nervuras com margens castanhas e com forma e tamanho variáveis. ³0´ e ³T´. Goiás. Manejo da Doença: O plantio de cultivares resistentes e a rotação de culturas são as principais medidas recomendadas para o manejo dessa doença. em algumas áreas das regiões Centro -Oeste e Nordeste. semelhantes às de helmitosporiose.1. Apesar de amplamente distribuída.1. em algum local da lesão. Atualmente.8. Epidemiologia: A disseminação ocorre através dos esporos e dos restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva.molhamento foliar ou a presença de orvalho. causando perdas na produção particularmente em condições de alta umidade relativa temperaturas amenas. Embora as lesões sigam a orientação das nervuras. Epidemiologia: A sobrevivência ocorre em restos culturais infectados e em grãos. A raça ³0´. Mancha de Bipolaris maydis (Bipolaris maydis ) Importância e Distribuição: Uma das doenças mais antigas e importantes na cultura do milho no Brasil. As lesões causadas pela raça ³T´ são maiores.7. Apesar da variação sintomatológica. Em algumas situações. pequeno círculo visível contra a luz (ponto de infecção). a doença tem ocorrido com severidade entre baixa e média até o momento. . predominante nas principais regiões produtoras. maydis possui duas raças descritas. Podem alcançar até 10cm de comprimento. Rotação com culturas não suscetíveis também diminui significativamente o número de focos da doença. Sintomas: As lesões são alongadas. as bordas das lesões não são tão bem definidas como ocorre no caso da cercosporiose. o capim sudão. Manejo da doença: O manejo da doença pode ser feito através do uso de cultivares resistentes e da rotação com culturas não hospedeiras. produz lesões alongadas. os sintomas são caracterizados pela presença de lesões estreitas e alongados. Controle químico com base em fungicidas é recomendado em áreas de produção de sementes no período de polinização. 2. 2. A ocorrência de longos períodos de seca e de dias com muito sol entre dias chuvosos é desfavorável à doença. Os conídios são transportados pelo vento e por respingos de chuva. As condições ótimas para o desenvolvimento da doença consistem em temperaturas entre 22 e 30°C e em elevada umidade relativa. Mancha foliar de Diplodia (Stenocarpella macrospora) Importância e Distribuição: Esta doença está presente nos estados de Minas Gerais. Manejo da Doença: Recomenda-se a utilização de cultivares resistentes (genes Ht). tem ocorrido com elevada severidade em materiais suscetíveis. A doença tem uma importância histórica por causar epidemias de grande proporção que ficaram famosas. porém com severidade entre baixa e média. o sorgo de halepo e o teosinto. em todos os casos é possível verificar o ponto de infecção pelo patógeno. Os restos de cultura são fonte de inóculo local e também contribuem para a disseminação da doença para outras áreas de plantio. Diferem destas por apresentar. O patógeno tem como hospedeiros o sorgo. podendo haver formação de halo clorótico. A ocorrência de temperaturas entre 25 e 30oC e de elevada umidade relativa do ar favorecem o desenvolvimento da doença. Bahia e Mato Grosso e na região Sul do país.

difícil seu diagnóstico. Esses sintomas são geralmente confundidos com os sintomas de deficiência de nitrogênio. Tipicamente. que vai depender das condições ambientais a da própria raça do patógeno presente. no mundo. o que dificulta a colheita mecânica e expõe as espigas à ação de roedores e ao apodrecimento pelo contato com o . No primeiro caso. Sintomas: As lesões foliares são observadas em plantas nos primeiros estágios vegetativos e. Podridões dos colmos e das raízes As podridões de colmo destacam-se. que além da função estrutural atua também como órgão de reserva é a principal fonte de carboidratos para o enchimento dos grãos. ou após a maturação fisiológica dos grãos. o que indica a importância do plantio direto e do plantio em sucessão para o aumento do potencial de inóculo. permitindo que ela ocorra em elevadas severidades. As podridões do colmo na cultura do milho podem ocorrer antes da fase de enchimento dos grãos. Antracnose foliar do milho (Colletotrichum graminicola) Importância e Distribuição:Com a ampla utilização do plantio direto. sem rotação de culturas. O colmo.1. e o aumento das áreas de plantio do milho na safra e na safrinha. de modo geral. o que torna. entre as mais importantes doenças que atacam a cultura do milho por causarem redução de produção e de qualidade de grãos e forragens. via processo de translocação. em plantas senescentes. A doença pode reduzir a produção do milho em até 40% em cultivares suscetíveis sob condições favoráveis de ambiente. a ampla adoção do sistema de plantio direto sem rotação de culturas e a utilização de genótipos suscetíveis favorecem a ocorrência da doença em função da elevada capacidade dos patógenos de sobreviverem no solo e em restos de cultura (fungos necrotróficos). Manejo da doença: As principais medidas recomendadas para o manejo da antracnose são o plantio de cultivares resistentes. pontuações escuras que correspondem às estruturas de frutificação do patógeno. em plantas jovens e vigorosas. Epidemiologia: A taxa de aumento da doença é uma função da quantidade inicial de inóculo presente nos restos de cultura. Incidência de podridão de colmo acima de 70% e perdas de produtividade em torno de 50% têm sido relatadas em cultivares suscetíveis sob condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento dos patógenos causadores de podridões de colmo. Sob condições favoráveis. a antracnose é a primeira doença foliar detectada no campo. Nas nervuras. Outro fator a influir na quantidade da doença é a taxa de reprodução do patógeno. as perdas se devem à morte prematura das plantas com efeitos negativos no tamanho e no peso dos grãos. a antracnose tornou-se uma das doenças mais amplamente distribuídas nas regiões produtoras de milho do Brasil.9. No segundo caso. as perdas na produção se devem ao tombamento das plantas. no interior das lesões. resultando em perdas significativas à produção. Temperaturas elevas (28 a 30oC). às vezes. denominadas acérvulos. Os sintomas são caracterizados por lesões de coloração marrom escura e formato oval a irregular. a rotação de cultura e evitar plantios sucessivos.2. as quais são essenciais para a redução do potencial de inóculo do patógeno presente nos restos de cultura. 2. Os plantios sucessivos. são observadas lesões elípticas de coloração marrom avermelhada que resultam numa necrose foliar em formato de ³V´ invertido. como consequência da redução na absorção de água e nutrientes. resultando no rápido acúmulo de inóculo nas áreas de cultivo. necrosando grande parte do limbo foliar e surgem. elevada umidade relativa do ar e chuvas frequentes favorecem o desenvolvimento da doença. as lesões podem coalescer. Um fator complicador relacionado à ocorrência da antracnose é a inexperiência por parte da maioria dos técnicos em reconhecer os sintomas dessa enfermidade no campo.2. um halo amarelado circunda a área doente das folhas.

principalmente na fase de plântula e após o florescimento. As lesões podem coalescer. A antracnose é favorecida por longos períodos de altas temperaturas e umidade. De um modo geral. 2. externamente. levando a planta à morte prematura e ao acamamento. essas lesões tornan-se marrom avermelhadas e. macrospora por apresentar conídios duas vezes menores e por não causar lesões foliares. S. graminicola pode sobreviver em restos de cultura ou em sementes. também denominada de antracnose do colmo. de lesões encharcadas.1. permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais é possível observar a presença de picnídios. bactérias. Sintomas: Embora o patógeno possa infectar as plantas nas fases iniciais de seu desenvolvimento. é causada pelo fungo Colletotrichum graminicola. finalmente.2. Vários são os patógenos causadores de podridão de colmo em milh incluindo fungos e o. passando para os entrenós superiores ou diretamente pelo colmo.solo.2. A disseminação dos conídios se dá por respingos de chuva. o tecido da medula adquire coloração marrom. 2. Epidemiologia: C. As perdas de produção. dependendo do híbrido e das condições ambientais. O tombamento das plantas é função do peso e da altura da espiga. A disseminação dos coní ios pode d ocorrer pela ação da chuva ou do vento. marromescuras a negras. A podridão do colmo é caracterizada pela formação. os mesmos agentes causais da podridão branca das espigas. através de ferimentos. Sintomas: Plantas infectadas por esses fungos apresentam. O tecido interno do colmo apresenta. causar lesões foliares em milho conforme descrito anteriormente. Epidemiologia: As podridões do colmo causadas por Stenocarpella spp. podendo se desintegrar. Podridão de Diplodia Etiologia: Essa podridão pode ser causada por duas espécies de fungos do gênero Stenocarpella. da quantidade do colmo apodrecida. pode se desintegrar. A infecção do colmo pode ocorrer pelo ponto de junção das folhas com o colmo ou através de raízes.2. sendo possível encontrar plantas sadias ao lado de plantas apodrecidas. Antracnose do colmo (Colletotrichum graminicola) Etiologia: Essa podridão. próximo aos entrenós inferiores. na forma de micélio e conídios. elípticas na vertical ou ovais.2. são favorecidas por temperaturas entre 28 e 30oC e alta umidade. principalmente na forma de chuva. Esses patógenos sobrevivem nos restos de cultura na forma de picnídios e nas sementes na forma de picnídios ou de micélio. maydis difere de S. Apresentam como único hospedeiro o milho. formando extensas áreas necrosadas de coloração escura brilhante. Internamente. Podridão de Fusarium . As podridões do colmo geralmente se iniciam pelas raízes. na casca. os principais serão abordados a seguir. nas quais é possível observar a presença de pequenos pontinhos negros (picnídios). A espécie S. também. quase negras. podem chegar a 40%. de forma contínua e uniforme. Posteriormente. macrospora pode. estreitas. não ocorrem uniformemente na área. o que torna a rotação de culturas uma medida eficiente para o manejo dessa doença. Stenocarpella maydis (= Diplodia maydis) e Stenocarpella macrospora (= Diplodia macrospora). 2. os sintomas são mais visíveis após o florescimento.3. coloração marrom escura. da dureza da casca e da ocorrência de ventos. lesões marrom claras.

Etiologia: Essa doença é causada por várias espécies do gênero Fusarium spp. Sintomas: Em plantas infectadas. Epidemiologia: Esse fungo sobrevive no solo. e ocorre em condições de umidade excessiva no solo. bem como sua disseminação. ocorre na forma de escleródios. o que torna a rotação de culturas uma medida de controle pouco eficiente. Com a evolução dos sintomas. 2. Embora essa infecção possa ocorrer nos primeiros estádios de desenvolvimento da planta. A infecção pode começar pelas raízes e é favorecida por ferimentos causados por nematóides ou pragas subterrâneas. os sintomas são visíveis nos entrenós inferiores após a polinização. uma cor cinza típica.5. o tecido dos entrenós inferiores geralmente adquire coloração avermelhada. os sintomas só se tornam visíveis logo após a polinização e aumentam em severidade à medida em que as plantas entram em senescência. A disseminação dos conídios se dá através do vento ou da chuva. Frequentemente. os tecidos internos do colmo se desintegram. Essa podridão não é tão comum quanto aquelas causadas por C.2. um patógeno capaz de causar podridões em mais de 500 espécies de plantas. Sintomas: A infecção das plantas inicia pelas raízes. e Fusarium spp. Internamente. a podridão permanece.2. Epidemiologia: A podridão por Macrophomina é favorecida por altas temperaturas (37°C) e por baixa umidade no solo. Esse patógeno pode atacar tecidos novos. A diferença é que. visto que os vasos lenhosos permanecem intactos. Embora a infecção do colmo possa ocorrer antes da polinização. Sintomas: Os sintomas iniciais dessa podridão são caracterizados por lesões do tipo aquosa semelhantes às causadas por bactérias. variando de marrom claro a escuro e com aspecto encharcado. proporcionada por prolongados períodos de chuva ou irrigação excessiva. que progride de forma uniforme e contínua da base em direção à parte superior da planta. . internamente ao colmo. nesse caso. antes de tombarem. inclusive o sorgo e a soja. verdes e fisiologicamente ativos. restrita ao primeiro entrenó acima do solo. resultando num estrangulamento do colmo na região. Epidemiologia: Esse patógeno é um fungo de solo capaz de sobreviver nos restos de cultura na forma de micélio e apresenta várias espécies vegetais como hospedeiro alternativo. que também causam podridões de espigas. Podridão de Macrophomina Etiologia: Essa doença é causada pelo fungo Macrophomina phaseolina. o tecido da medula se desintegra.4. nota-se uma alteração da cor dos tecidos. A sobrevivência de M. Essa podridão é favorecida por temperaturas em torno de 32oC e alta umidade no solo. Podridão por Pythium Etiologia: É causada pelo fungo Pythium aphanidermatum. Plantas tombadas permanecem verdes por algum tempo. o que torna a medida de rotação de culturas pouco eficiente. entre elas F. permanecendo intactos somente os vasos lenhosos sobre os quais é possível observar a presença de numerosos pontinhos negros (escleródios) que conferem. graminicola. moniliforme e F. As plantas. tipicamente. apresenta elevado número de espécies vegetais hospedeiras e é capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas antes do florescimento.. geralmente sofrem uma torção característica. graminearum. incluindo as podridões de colmo nas culturas do milho e do sorgo. enquanto que nas bacterioses podem atingir vários entrenós. 2. pode ser encontrado associado às sementes. Inicialmente. Stenocarpella spp. Esse fungo apresenta um grande número de hospedeiros. phaseolina no solo.

podem evoluir e atingir os tecidos do colmo. consequentemente. aphanidermatum. de plantas daninhas e de doenças. existe pouca informação sobre a eficiência desses produtos sobre os patógenos causadores de podridão no colmo. Podem ocorrer o apodrecimento dos entrenós inferiores ao cartucho e a murcha do restante da plan Ferimentos no cartucho ta. Os sintomas típicos dessa doença são a murcha e a seca das folhas decorrentes de uma podridão aquosa na base do cartucho. Manejo das podridões de colmo e de raízes Não existe uma medida única recomendada para o controle das podridões de colmo e de raízes em milho. satisfatória resistência a estas doenças. Pythium spp. Recentemente. controle de pragas. chrysanthemi pv. sendo relatados efeitos indiretos. um conjunto de medidas devem ser executadas de forma integrada. pode -se observar a presença de lesões encharcadas (anasarcas). Assim como a podridão causada por P.8. sendo a mais comum a espécie Erwinia chrysanthemi pv. como adubação equilibrada. impedindo ou reduzindo sua senescência precoce. . bactérias. Outros critérios.2. iniciam-se nos entrenós próximos ao solo e rapidamente atingem os entrenós superiores. zeae pode. Nesse caso. Em alguns casos. nematóides e insetos que se alimentam das raízes podem estar associados às podridões radiculares. Os sintomas na parte aérea são enfezamento. grande ênfase tem sido dada ao uso de fungicidas na cultura do milho para o manejo de doenças. manejo de irrigação. A primeira e a mais importante é a escolha correta da cultivar. 2. as podridões bacterianas não ocorrem com elevada frequência e são restritas a ambientes caracterizados pelo excesso de umidade no solo.. são de fundamental importância e devem ser considerados num programa de manejo dessas podridões na cultura do milho. causando a podridão do cartucho. também. resulta numa menor necessidade de translocação de nutrientes do colmo para a espiga. Epidemiologia: Essas podridões são favorecidas por altas temperaturas associadas a altos teores de umidade. Podridões bacterianas Etiologia: Várias espécies de bactérias do gênero Pseudomonas spp. e Rhizoctonia spp. murcha e redução da produtividade devido à menor absorção de água e nutrientes. densidade de plantas.2. alé de alta m produtividade. No entanto. época de p lantio e colheita. Nas bainhas das outras folhas. Em geral.7. cloroses. iniciar pela parte superior do colmo.6. 2. causados por insetos podem favorecer a incidência dessa podridão. deve ser dada preferência para híbridos que apresentem.2. causam podridões do colmo em plantas de milho. As folhas se desprendem facilmente e exalam um odor desagradável.2. que por promover uma melhor sanidade foliar e preservar a capacidade fotossintética das plantas. Sintomas: Os sintomas típicos das podridões radiculares incluem o aparecimento de lesões de coloração escuras e. Para se obter sucesso no manejo dessas doenças. zeae exalam um odor desagradável típico. de raízes apodrecidas. Além disso. principalmente quanto à relação N/K. e Erwinia spp. Podridão de raízes Etiologia: As podridões de raízes podem ser causadas por um complexo de patógenos envolvendo várias espécies de fungos dos gêneros Fusarium spp. A infecção causada por E. zeae. Sintomas: As podridões causadas por bactérias são do tipo aquosas e especialmente aquelas causadas por Erwinia chrysanthemi pv.

Os sintomas são caracterizados pela presença de um crescimento fúngico denso e compacto. O manejo integrado para o controle desta podridão de espiga envolve a utilização de cultivares resistentes.1. sendo esta a fonte principal de inóculo. as quais estão intimamente relacionadas à capacidade de biossíntese do fungo e das condições ambientais predisponentes. Cultivares cujas espigas são mal empalhadas. na forma de esporos e de micélio dormente. Esses patógenos sobrevivem no solo. os quais servem como fonte de inóculo para os próximos plantios.3. que iniciam. Os grãos infectados apresentam. A evolução da podridão praticamente cessa quando o teor de umidade dos grãos atinge 21 a 22% em base úmida.2. é mais comum em regiões de clima ameno e de alta umidade relativa. da destruição de restos culturais infectados e da rotação de culturas. mas sempre associada a alguma injúria (insetos. considerados parasitas não especializados. sobre os grãos. denominados toxigênicos. nos restos de cultura contaminados e nas sementes. Embora esses fungos sejam frequentemente isolados das sementes. normalmente.3. que correspondem aos picnídios dos patógenos. por isso.3. sobrevivem e se multiplicam na matéria orgânica.3. pássaros). correspondente ao micélio do fungo. Com o desenvolvimento do patógeno.2. Fusarium moniliforme e Fusarium subglutinans. podem. Podridão de Giberela Esta podridão de espiga. em algumas situações. No processo de colonização dos grãos. Quando a infecção ocorre através do pedúnculo da espiga. Esses patógenos apresentam elevado número de plantas hospedeiras. necessariamente. no solo. isto é. O desenvolvimento dos patógenos nas espigas é paralisado quando o teor de umidade dos grãos atinge 18 a 19% em base úmida. o armazenamento e o transporte (grãos mofados ou embolorados). também apresentam estrias de coloração branca no pericarpo. como a alternância das temperaturas diurna e noturna. estas não são a principal fonte de inóculo. Como estes fungos possuem a fase saprofítica ativa. As espigas atacadas são mais leves e podem ser totalmente apodrecidas. as quais constituem as fontes primárias de inóculo para a infecção das espigas. A alta precipitação pluviométrica na época da maturação dos grãos favorece o aparecimento da doença. todos os grãos podem ser infectados. que possuem palh frouxas ou que não se as dobram após a maturidade fisiológica são as mais suscetíveis. normalmente. Podridões da espiga e grãos ardidos Os grãos de milho podem ser danificados por fungos em duas condições específicas. mas a infecção só desenvolverá naqueles que apresentarem alguma injúria no pericarpo. causada pelo fungo Gibberella zeae (forma imperfeita Fusarium graminearum). muitas espécies de fungos. A infecção pode iniciar pelo topo ou por qualquer outra parte da espiga. pela base das espigas. de proteínas e de açúcares totais). sendo. na produção de micotoxinas. produzir substâncias tóxicas denominadas micotoxinas. além dos danos físicos (descolorações dos grãos. visto que o milho é o único hospedeiro destes patógenos. Podridão de Fusarium Essa podridão é causada por duas espécies de fungos. uma alteração de cor que varia do róseo ao marrom escuro e. 2. A . observa -se. Podridão branca da espiga A podridão branca da espiga é causada pelos fungos Stenocarpela maydis e Stenocarpela macrospora. de sementes livres dos patógenos. em pré-colheita (podridões de espigas com a formação de grãos ardidos) e em pós colheita dos grãos durante o beneficiamento. de coloração branca entre os grãos. 2. um crescimento cotonoso de coloração clara a avermelhada. Uma característica específica dessa doença é o aparecimento de inúmeras pontuações de coloração escura nos grãos e no ráquis das espigas.3. 2. É importante ressaltar que a presença do fungo toxigênico não implica. reduções nos conteúdos de carboidratos.

1. Os fungos G. à época e ao número de aplicações e sua relação com a resistência dos cultivares. Enfezamentos Importância e Distribuição: Os enfezamentos do milho (doenças sistêmicas associadas a infecções dos tecidos do floema das plantas) são considerados doenças importantes para essa cultura no Brasil pelas perdas elevadas na produtividade e por sua ampla ocorrência nas principais regiões produtoras de milho.4.4. F. vermelho claro a vermelho escuro. um quarto de sua superfície com descolorações variando de marrom claro. evitar plantios sucessivos de milho. no campo. Controle das podridões de espiga e de grãos ardidos Para se obter um manejo eficiente da ocorrência das podridões de espiga e de grãos ardidos na cultura do milho. a rotação de culturas para reduzir o potencial de inóculo dos patógenos. moniliforme. em algumas agroindústrias. F. a tolerância máxima de 6% de grãos ardidos em lotes comerciais de milho porém variando de acordo com a destinação do produto. há produção de grãos ardidos pelos fungos do gênero Penicillium spp.3. subglutinans e Gibberella zeae. pelo menos. Stenocarpela macrospora.. Este fungo sobrevive nas sementes na forma de micélio dormente. principalmente em lavoura com cultivar cujas espigas não dobram. do moniliforme ou F. Etiologia:Os enfezamentos são causados por patógenos pertencentes à classe dos Mollicutes. dar preferência a cultivares com espigas decumbentes (que viram para baixo após a maturação fisiológica). como: utilização de cultivares com maior nível de resistência aos principais patógenos que atacam as espigas. maydis são mais frequentes nos estados do Sul do Brasil e F. subglutinans e Diplodia macrospora nas demais regiões produtoras de milho. zeae e S. realizar. Chuvas frequentes no final do desenvolvimento da cultura. sempre que possível. É comum as palhas estarem firmemente ligadas às espigas devido ao excessivo crescimento micelial do fungo entre as brácteas e os grãos. 2. e evitar atraso na colheita. Os plantios tardios e de safrinha (iniciados a partir de meados de janeiro) contribuem para o aumento da incidência e das perdas causadas pelos enfezamentos devido ao aumento da população do inseto vetor nesta época. cuja transmissão é realizada de forma persistente e propagativa pela cigarrinha Dalbulus maidis. e Stenocarpella spp. Os principais patógenos causadores de grãos ardidos são Stenocarpela maydis. marrom escuro. confundindo o sintoma com aquele causa por F. Fusarium moniliforme. e Aspergillus spp. São considerados ardidos os grãos que apresentam. várias medidas devem ser adotadas de forma integrada. O enfezamento vermelho é causado por procarionte pertencente ao gênero Phytoplasma. A eficiência do controle químico para manejo de grãos ardidos em milho ainda é motivo de dúvidas quanto à eficiência de produtos. denominado pelo nome comum fitoplasma. subglutinans.ocorrência de chuvas após a polinização propicia a ocorrência desta podridão de espiga. como os pertencentes aos gêneros Fusarium spp. . Esse fato pode ser agravado em sistemas de plantios sucessivos de milho. esta podridão pode iniciar na base e progredir para a ponta da espiga. Grãos ardidos O termo grãos ardidos refere-se aos grãos produzidos em espigas que sofreram um processo de podridão.3. 2. O enfezamento pálido é causado por um procarionte pertencente à espécie Spiroplasma kunkelli. Ocasionalmente. Doenças sistêmicas 2. tem-se adotado.4. que começa com uma massa cotonosa avermelhada na ponta da espiga e pode progredir para a base.5. roxo. utilizar sementes sadias e densidade de plantio adequada do cultivar plantado. aumentam a incidência desta podridão. Como padrão de qualidade. 2. Ocasionalmente.

no campo. que são facilmente observados quando as fo lhas são colocadas contra a luz. pode reduzir a produção de grãos em até 30% e ocorre nas principais regiões produtoras de milho.2. e alterar a época de semeadura. adquire o vírus e o transmite para plantas sadias. O período latente entre a aquisição desse vírus e sua transmissão varia de 7 a 37 dias. pela época de semeadura (semeaduras tardias favorecem a doença). as plantas são raquíticas devido ao encurtamento dos entrenós. observa-se um amarelecimento das plantas e o surgimento de áreas avermelhadas nas folhas apicais. manchados e frouxos na espiga. Rayado Fino (Maize Rayado Fino Virus) Importância e distribuição: A virose Rayado Fino. que. A incidência e a severidade dessa . Outras práticas recomendadas para o manejo dessas doenças são: evitar semeaduras sucessivas de milho. Quando há produção de grãos. incompleto enchimento de grãos e seca precoce das plantas. Sintomas: Os sintomas característicos são riscas formadas por numerosos pontos cloróticos coalescentes ao longo das nervuras. adquire os molicutes e os transmitem para as plantas sadias. encurtamento dos entrenós. Enfezamento pálido: Os sintomas característicos são estrias esbranquiçadas irregulares na base das folhas. A incidência e a severidade dessas doenças são influenciadas pelo grau de suscetibilidade da cultivar. coincidentes com fases iniciais de desenvolvimento da lavoura de milho. tornando-se necessário o uso de exames laboratoriais para a correta diagnose. Viroses 2. Em alguns casos. Controle: O controle mais eficiente dos enfezamentos consiste na utilização de cultivares resistentes. também denominada ³risca´. O uso de inseticidas para o controle do inseto vetor não tem apresentado eficiência satisfatória na redução da incidência dos enfezamentos. 2. perfilhamento na base da planta e nas axilas foliares. Em ambos os casos. A ocorrência de temperatura e umidade elevadas e a alta densidade populacional de cigarrinhas. nem sempre é uma tarefa fácil. ao se alimentar de plantas doentes. Essa doença é transmitida e disseminada pela cigarrinha Dalbullus maidis. A identificação precisa dos enfezamentos com base apenas nos sintomas.1.4. ao se alimentar em plantas doentes. a proliferação de espigas. podendo haver uma proliferação de espigas pequenas e sem grãos. fazer o pousio por período de dois a três meses sem a presença de plantas de milho. que se estendem em direção ao ápice. O período latente entre a aquisição dos patógenos e a sua transmissão pela cigarrinha varia de três a quatro semanas. Normalmente. os sintomas são mais evidentes na fase de enchimento dos grãos. favorecem o desenvolvimento da doença em elevada severidade. produção de espigas pequenas. pela temperatura e umidade e pela população do inseto vetor. O milho é o único hospedeiro conhecido da cigarrinha Dalbulus maidis.Sintomatologia: Enfezamento vermelho: Os sintomas típicos dessa doença são o avermelhamento das folhas. evitando-se a semeadura tardia da cultura.4. eles são pequenos.2. Epidemiologia: Os molicutes ocorrem somente em células do floema de plantas doentes de milho e são transmitidos de forma persistente e propagativa pela cigarrinha Dalbulus maidis. Epidemiologia: O vírus Rayado Fino ocorre sistemicamente na planta de milho e é transmitido de forma persistente propagativa pela cigarrinha Dalbullus maidis que. As plantas podem secar precocemente.

2. mecanicamente. A transmissão desses vírus pode ser feita. Os insetos vetores adquirem os vírus em poucos segundos ou minutos e os transmitem. 2. praticamente. normalmente.4. Mosaico comum do milho (Sugarcane Mosaic Virus . Epidemiologia: A transmissão do mosaico comum do milho é feita por várias espécies de pulgões.SCMV) Importância e distribuição: O mosaico comum do milho ocorre. também. Controle de Viroses: A utilização de cultivares resistentes é o método mais eficiente para o manejo dessas viroses. A aplicação de inseticidas para o controle dos vetores não tem sido um método muito efetivo no controle do mosaico comum do milho.3. em toda região onde se cultiva o milho. Mais de 250 espécies de gramíneas são hospedeiras dos vírus do mosaico comum do milho. Calcula-se que essa doença pode causar uma redução na produção de 50%. 2. A eliminação de plantas hospedeiras e a realização do plantio mais cedo podem contribuir para a redução da incidência dessa doença. dando um aspecto de mosaico. . sendo a mais eficiente a espécie Rhopalosiphum maidis.doença são influenciadas por grau de suscetibilidade da cultivar. As plantas doentes são. menores em altura e em tamanho de espigas e de grãos. Sintomas: Os sintomas caracterizam-se pela formação nas folhas de manchas verde claras com áreas verde normal.2. também.4. em poucos segundos ou minutos. por semeaduras tardias e por população elevada de cigarrinha coincidente com fases iniciais de desenvolvimento da lavoura de milho.2.

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