UNIVERSIDADE DE CAXIAS DO SUL

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLOGIA TECNOLOGIA EM AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL DISCIPLINA DE INSTRUMENTAÇÃO

SENSORES CAPACITIVOS, SENSORES INDUTIVOS E CHAVES FIM-DE-CURSO

Professor Valner João Brusamarello Alunos Marcelo Fagundes Silvano Luiz Rech

Caxias do Sul, 28 de setembro de 2003

.............................. 7 Alcance dos Sensores Capacitivos.......................................................... 8 Chaves Tipo Alavanca .......................................... 7 Aplicação ........................................................... 5 Distância Sensora e Histerese............................................................................................................................................................................ 9 Chaves Tipo Pistão...................................................................................................................................................... 9 Chaves Fim-de-curso Sem Plug-in e Com Plug-in .............................................................................................................................................................................................................. 4 Princípios de Funcionamento (ferromagnético) .................. 4 Princípios de Funcionamento (não ferromagnético) .................... 11 Bibliografia .. 8 Chaves Fim-de-Curso..... 8 Modelos de Sensores ........................................ 6 Princípios de Funcionamento ...............................................................................................Sumário Introdução..................................................................................................... 5 Aplicação ...................................................................................... 6 Sensores Capacitivos ................................................. 5 Alcance dos Sensores Indutivos........................................................................................................................................................ 12 2 ......... 6 Modelos de Sensores ......................................................................... 10 Conclusão..................................................................................................................................................................................... 3 Sensores Indutivos .............................................................................................................. 9 Chaves Fim-de-curso Seladas..........................................................

E os sensores e as chaves fim-de-curso em geral estão quase sempre presentes. nestes sistemas de automação industrial. Este trabalho tem como objetivo apresentar de forma simples e objetiva alguns modelos de sensores capacitivos. confiabilidade e maior produtividade. seus princípios de funcionamento e características básicas dos mesmos. indutivos e as chaves fim-de-curso existentes no mercado.Introdução Atualmente as indústrias estão investindo cada vez mais em automatização em seus processos produtivos buscando sempre qualidade. 3 . a utilização destes nos mais diversos segmentos. repetibilidade.

alta velocidade na resposta e confiabilidade. Os sensores indutivos para materiais não ferromagnéticos são projetados de forma a fazer com que haja desequilíbrio entre os campos elétrico e magnético gerados pelo sensor. A variação de amplitude deste sinal é convertida em uma variação continua. absorve a energia do campo. Assim. o sensor muda o estado de saída. Sendo assim estes efetuam um chaveamento eletrônico quando um objeto metálico aproxima-se de sua face ativa (sensora). a qual usa um alvo padrão (Norma DIN 50010) como acionador e não considera as variações causadas pela 4 . Princípio de Funcionamento (ferromagnéticos) Baseia-se na geração de um campo eletromagnético de alta freqüência. Proporcionam repetibilidade. diminuindo a amplitude do sinal gerado. Distância sensora nominal (Sn): É a distância sensora teórica. Normalmente ferromagnéticos utilizados para comutar circuitos elétricos e eletrônicos de potência reduzida. fazendo-o assim ficar sensível também a materiais dessa natureza. Face sensora: Superfície onde emerge o campo eletromagnético. Algumas de suas configurações de saída são de corrente contínua. que é desenvolvido por uma bobina ressonante instalada na face sensora. é a configuração mais simples de sensor indutivo). este através de correntes de superfície (foulcault). Quando um metal aproxima-se do campo. corrente alternada e namur (sensor padrão DIN 19234. sempre que detectarem metal em sua face sensora. desde que estes sejam condutores. Distância de acionamento: A distância de acionamento é em função do tamanho da bobina. A bobina faz parte de um circuito oscilador que em condição normal (desacionada). não podemos especificar a distância sensora e nem o tamanho do sensor simultaneamente. que comparada com um valor padrão passa a atuar no estágio de saída. gera um sinal senoidal. Distância sensora (S): É a distância em que aproximando-se do acionador da face sensora.Sensores Indutivos São equipamentos normalmente eletrônicos capazes de detectar a variação de alguma grandeza e fornecer em sua saída um sinal elétrico proporcional à variação desta grandeza. pois existe uma distância pré-determinada para cada tamanho de sensor. Essa aproximação varia conforme o tipo de sensor indutivo.

sendo que esta última deve ser tão pequena quanto permitem as normas. para que as detecções sejam precisas. principal causadora de variações. Também deve ser o comportamento de histerese. especificado em temperatura ambiente e tensão nominal. age como um curto-circuito para este campo.45 0. 5 . porém não ferromagnético.industrialização. temperatura e tensão de alimentação. Distância Sensora e Histerese Para a grande maioria das aplicações envolvendo detecção de posição. É o valor em que os sensores de proximidade são especificados. Distância sensora operacional (Sa): É a distância em que seguramente pode-se operar. Distância sensora real (Sr): Valor influenciado pela industrialização.85 0.40 O tamanho e a forma do alvo também podem afetar o alcance. Material alvo Aço carbono Aço Inox Latão Alumínio Cobre Fator de correção 1. Princípio de Funcionamento (não ferromagnéticos) Seu principio de funcionamento baseia-se no fato que quando à uma determinada distância da face sensora temos uma intensidade de campo elétrico bastante superior à do campo magnético. Distância sensora efetiva (Su): Valor influenciado pela temperatura de operação. a aproximação de um material condutor. Os seguintes pontos devem ser considerados como orientação geral quanto ao tamanho e a forma do objeto.50 0.00 0. variação esta responsável pela efetivação da detecção. reforçando a condição de oscilação anteriormente imposta em regime normal da funcionamento e causando assim uma variação no consumo de energia do oscilador. considerando-se as variações de industrialização. temperatura de operação e tensão de alimentação. a distância sensora do equipamento deve ser extremamente constante sob as várias condições de temperatura ambiente. Alcance dos Sensores Indutivos O alcance é especificado pelo fabricante. Existem fatores de correção que levam em conta as variações do material do alvo (material a ser detectado).

aumentado a vida útil do sensor por não possuir peças moveis sujeitas ao desgaste. Porém. Como a detecção ocorre sem que haja o contato físico entre o acionador e o sensor. Aplicação Alguns exemplos de onde estes podem ser aplicados são: máquinas operatrizes. Os sensores de proximidade indutivos são bastante usados em máquinas substituindo as tradicionais chaves de fim-de-curso que pode oxidar. desgastar ou apresentar algum tipo de mau funcionamento.• • • • Alvos planos são preferíveis. Materiais não ferrosos normalmente diminuem o alcance. de qualquer material. Alvos arredondados podem diminuir o alcance. • Alvos maiores que e face ativa podem aumentar o alcance. inclusive líquido. se aproxima de sua face sensível a uma distância pré-determinada 6 . para que tenhamos a confiabilidade necessária. injetoras e linhas transportadoras entre outros. Alvos menores que a face ativa reduzem o alcance. comprometendo assim o processo que se deseja. um ponto importante deve ser verificado quanto às especificações dos sensores a serem utilizados. Modelos de Sensores Sensores Capacitivos São sensores que executam chaveamento eletrônico quando um objeto.

a qual utiliza um alvo padrão como acionador e não considera as variações causadas pela industrialização. Princípio de Funcionamento O princípio de funcionamento baseia-se na geração de um campo elétrico. desenvolvido por um oscilador controlado por capacitor. Existem fatores de correção que levam em conta as variações do material do alvo (material a ser detectado). quando aproximamos um material. formando assim um capacitor que possui como dielétrico o ar. Alcance dos Sensores Capacitivos O alcance é especificado pelo fabricante. do campo elétrico. alterando também o dielétrico do capacitor frontal do sensor. provocando uma mudança no circuito oscilador. sendo considerados os fatores de industrialização e um fator que é proporcional ao dielétrico do material a ser detectado.para cada tamanho de sensor. Distância sensora efetiva (Su): Valor influenciado pela industrialização e considera as variações causadas pela temperatura de operação. Distância sensora operacional (Sa): É a distância que observamos na prática. São fabricados em dois tipos elétricos diferentes. passa a atuar no estagio de saída. É a distância em que os sensores são especificados. que comparado com um valor padrão. ou seja. Quando um material se aproxima da face sensora. temperatura de operação e tensão de alimentação. carregadas com cargas elétricas opostas. corrente contínua e corrente alternada. montadas na face sensora. o dielétrico do meio se altera. Como o oscilador de sensor é controlado pelo capacitor frontal. a capacitância também se altera. de forma a projetar o campo elétrico para fora do sensor. O capacitor é formado por duas placas metálicas. Face sensora: É a superfície onde emerge o campo elétrico. Distância sensora nominal (Sn): É a distância sensora teórica. Os fatores de correção 7 . Esta variação é convertida em um sinal contínuo.

35 Cimento em pó 4. Os líquidos de maneira geral são ótimos atuadores para os sensores capacitivos. plástico.para os sensores capacitivos são determinados segundo a constante dielétrica do material alvo.10 Borracha 2. para uso em uma ampla variedade de 8 . mesmo que mergulhados totalmente no produto. granulados. Modelos de Sensores Chaves Fim-de-curso Na linha de chaves fim-de-curso existem diversos modelos.7 . Desta forma excelentes sistemas para controle de níveis máximos e mínimos de líquidos ou sólidos são obtidos com a instalação de um ou dois sensores.5 . pós de natureza mineral como talco e cimento. cerâmica. vidro. Materiais com constantes dielétricas altas são mais fáceis de detectar. alumínio. etc. papelão. a viscosidade ou cor. com várias disposições de contatos e diferentes mecanismos de operação. não importando se são condutivos ou não.00 Água 80 Vidro 3. Abaixo alguns exemplos: Material alvo Fator de correção Açúcar 3. tais como: madeira.0 Aplicação São muito utilizados para a detecção de objetos de natureza metálica ou não. Como podemos perceber os sensores capacitivos são usados quase sempre na mesma função dos sensores indutivos.

aplicações. lugares com jatos de água ou onde existam produtos químicos desfavoráveis. são acionadas através de uma alavanca que é pressa à um eixo rotativo que se projeta para fora do cabeçote de operação. alavanca ajustável com rodízio. ainda podem ser equipados com vários tipos de dispositivos como. Podem trabalhar no sentido horário ou anti-horário ou ainda em ambas as direções. São utilizadas normalmente em ambientes úmidos. As chaves de pistão lateral podem ser fornecidas com retorno por mola. Pressão sobre o pistão faz a comutação dos contatos. Chaves Tipo Alavanca Chaves do tipo alavanca (chaves de operação angular). umidade e fluídos normalmente encontrados no ambiente industrial. por exemplo. ou seja. haste rígida entre outros. São componentes importantes na automação industrial. pois são usadas extensivamente em sistemas de produção industrial onde se espera alta produção. alavanca com rodízio. 9 . submersão em líquidos e também para áreas secas. Estas chaves não permitem a entrada de fluídos aumentando assim a vida útil das mesmas. Chaves Tipo Pistão Chaves do tipo pistão (chaves de operação retilínea) são acionadas por meio de um pistão no topo do cabeçote (pistão vertical) ou no lado do cabeçote (pistão horizontal). Chaves Fim-de-curso Seladas Seu sistema de selagem é desenvolvido para proteger as chaves de poeira. Os pistões podem ser com rodízio de aço ou sem rodízio. alavanca bifurcada. podem trabalhar no sentido vertical ou horizontal.

Estas têm uma construção robusta. morsas automáticas. 10 . com alto grau de versatilidade. furadeiras e muitos outros equipamentos para produção em alta velocidade. equipamentos de transferência de material. São usadas em sistemas de esteira transportadora.Chaves Fim-de-curso Sem Plug-in e Com Plug-in Seu sistema é ideal para condições pesadas.

atendendo assim as necessidades das empresas. Entretanto existem vários outros modelos de sensores no mercado. 11 . os sensores magnéticos e os sensores ultra-sônicos. cada qual com suas características e aplicações recomendadas.Conclusão Como mostramos. por exemplos. Ao conhecermos as características básicas e os princípios de funcionamento destes componentes podemos futuramente utilizá-los em sistemas produtivos. os sensores e as chaves fim-de-curso podem ser utilizados em inúmeros processos industriais promovendo a segurança e a produtividade entre outras vantagens.

br www.com www.siemens.Bibliografia • • • www.com.rockwellautomation.com.br 12 .eletropratik.

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