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TEXTO ÁUREO

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, par que fique convosco para sempre”
(Jo 14.16).

VERDADE PRÁTICA

O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade Santíssima e, à semelhança do Pai e do


Filho, é Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 1.2,26 - O Espírito Santo na criação

Terça – Gn 41.38,39 - O Espírito Santo na era patriarcal

Quarta – Jz 3.10; 6.34 - O Espírito Santo no tempo dos juízes

Quinta – Jo 14.16,17 - O Espírito Santo como a promessa do Pai à Igreja

Sexta – Jl 2.28,29 - O Espírito Santo e a promessa no AT de sua efusão

Sábado – At 2.1-4 - O Espírito Santo no Pentecostes

INTRODUÇÃO

No ano do Centenário das Assembléias de Deus no Brasil, pôr-nos-emos a estudar, uma vez
mais, os fundamentos da fé pentecostal. Abriremos esta série de estudos, tratando sobre o
Espírito Santo – a Terceira Pessoa da Trindade, o divino Consolador. Nesta lição, você
conhecerá mais a respeito do Consolador: sua deidade, personalidade, operações e
manifestações. Quanto mais conhecermos o Espírito Santo, com temor de Deus e santidade,
ais íntimos nos tornaremos dEle, e melhor compreenderemos a obra realizada por Ele.

I - A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO

A doutrina do Espírito Santo. A pneumatologia é o estudo da pessoa, obra e ministério do


Espírito Santo. O termo vem de pneuma (gr. “ar”, “vento”, “espírito”), cognato do verbo pnéo,
“respirar”, “soprar”, “inspirar”.

Há teólogos, frios na fé, modernistas e irreverentes que, menosprezando o Espírito Santo,


afiram que Ele é tão somente uma força, ou poder, que emana de Deus. Todavia, o Consolador
é a Terceira Pessoa da Trindade. Sim, Ele é uma pessoa em toda a sua plenitude, pios ensina,
guia, consola e fala (Jo 14.26; 16.13; At 21.11). Como pessoa, o Espírito Santo chama-se a Si
mesmo “Eu” (At 10.19,20).

O Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. O Espírito Santo está presente em toda a
Bíblia. Na criação, no planejamento e na construção do universo (Gn 1.2; Sl 104.30). Ele
também atuou na formação do homem (Jó 33.4). E agiu por intermédio dos juízes, reis,
sacerdotes e profestas (2 Sm 23.2; Mq 3.8).

O Espírito Santo fez-se presente, ainda, no nascimento e na vida terrena de Jesus (Lc 1.35;
4.1). Ele inspirou, capacitou e guiou os autores do Novo Testamento a registrar,
fidedignamente, os principais episódios do ministério de Cristo (Lc 1.1-4; Jo 21.25). Sua
atuação em Atos dos Apóstolos é tão marcante, que o livro é conhecido também como os “Atos
do Espírito Santo”.
O Espírito Santo na atualidade. No dia de pentecostes, o Espírito Santo foi derramado sobre
a Igreja (At 2.2), enchendo a todos aqueles crentes e batizando-os, tal como prometera o
Senhor (Lc 24.49; At 1.5). após o Pentecostes, os discípulos passaram a pregar e a
evangelizar vigorosa e eficazmente, alcançando Israel e as nações gentias sem impedimento
algum (At 28.31).

Busquemos o poder do alto; mantenhamos acesa a chama pentecostal.

O autêntico pentecostes leva o crente a evangelizar com poder e dinamismo, a orar e a


contribuir para a obra missionária. Precisamos do Espírito atuando poderosamente em nosso
meio. Caso contrário, corremos o risco de compactuar com o mundo (Rm 12.2; 1 Jo 2.15).
Laodiceia tornou-se intragável, porque havia se tornado espiritualmente morna (Ap 3.15b).
Busquemos, pois, o poder do alto, e lancemo-nos à conquista do mundo para Cristo no poder
do Espírito Santo (At 1.8).

II - A ASEIDADE DO ESPIRÍTO SANTO

A aseidade e existência do Espírito Santo. A palavra aseidade advém do latim aseitatis e


serve para designar o atributo divino, segundo o qual Deus existe por si próprio. Assim como o
Pai e o Filho, o Espírito Santo é auto existente. Ou seja: não depende de nada fora de sí para
existir Ele sempre existiu; é um ser incausado; “não teve princípio de dias, nem fim de
existência” (Hb 7.3). De eternidade a eternidade, o Espírito Santo é Deus.

O autor da Epístola aos Hebreus apresenta o Consolador como “o Espírito eterno” (9.14). Ele
tem existência própria. Mas isso não significa que esteja separado da trindade. O Pai, O Filho e
o próprio Espírito Santo, embora distintos como pessoas, constituem a mesma essência
indivisível e eterna da divindade.

Atributos incomunicáveis do Espírito Santo. O Espírito Santo possui todos os atributos


divinos. Em primeiro lugar, Ele é imutável. Sua essência e caráter não podem ser alterados. A
imutabilidade, por conseguinte, é um atributo que pertence exclusivamente à divindade (Rm
1.23; Hb 1.11).

a) Onipresença. Ele está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Não podemos fugir à
sua presença (Sl 139.7). Como é bom saber que podemos contar com a sua companhia em
todo o tempo.

b) Onisciência. O Espírito Santo tudo sabe e tudo conhece. Ele nos sonda e nos prova quanto
às intenções de nosso coração (1 Co 2.10). ninguém pode mentir àquEle que sabe toda a
verdade. Lembra-se de Ananias e Safira? Nada escapa ao conhecimento do Espírito Santo.
Sua compreensão é infinita. Ele tudo sabe e nada ignora (Sl 139.2, 11, 13).

c) Onipotência. Ele é Deus. Não há impossíveis para o Espírito Santo. O homem é limitado,
mas o Consolador tudo pode fazer. Ele sustenta todas as coisas (Hb 1.3). E o maior milagre
que Ele opera no homem é o do novo nascimento (Jo 3.3).

III - A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo tem personalidade. Você sabe o que é personalidade? De acordo com o
pastor Antonio Gilberto, “é o conjunto de atributos de várias categorias que caracterizam uma
pessoa”. As Escrituras mostram com clareza e simplicidade que o Espírito Santo é uma
pessoa. Suas ações evidenciam esta verdade. Ele ensina (Jo 14.26), testifica (Jo 15.26), guia
(Rm 8.14) e intercede por nós (Rm 8.26). Ele possuí qualidades intelectivas: “Mas Deus no-las
revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de
Deus” (1 Co 2.10,11). De acordo com Ron Rhodes, a palavra grega para penetrar significa
“investigar profundamente”. No versículo 11, a Palavra de deus afirma que o Espírito Santo
“sabe” os pensamentos de Deus.
O Espírito Santo tem emoções. “E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais
selados para o Dia da redenção” (Ef 4.30). Sim, o Espírito se entristece ante a desobediência
consciente, crescente e contínua do homem para com Deus (Is 63.10). E a tristeza é algo que
somente uma pessoa pode experimentar. Quando pecamos, entristecemos o divino Consolador
que em nós habita. Deixemos de lado, pois, tudo que possa entristece-lo (Ef 4.25-29).

O Espírito Santo tem vontade. “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas,
repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Co 12.11). O texto bíblico mostra a
vontade e a soberania do Espírito Santo. Segundo Ron Rhodes, a palavra grega bouletai,
traduzida por “querer”, refere-se à decisão proveniente da vontade, após deliberação prévia,
caracterizando o exercício volitivo de uma pessoa.

CONCLUSÃO

Precisamos conhecer melhor o Espírito Santo, pela nossa total e continua rendição e
comunhão com Ele para entendermos devidamente suas manifestações. Ele não é um mero
símbolo ou uma energia celestial. É a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele é Deus.
Como Igreja de Cristo, mantenhamos a comunhão com o Espírito Santo, o Espírito de
santidade e de vida, a fim de preservar os ensinos e os valores bíblicos que fundamentam a fé
pentecostal.