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Tecnologia da Informação

e Comunicação
Material teórico
Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento

Responsável pelo Conteúdo:


Prof. Dr. Carlos Fernando de Araujo Jr.

Revisão Textual:
Profa. Ms. Alessandra Cavalcante
Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento

• Introdução: conceitos e significados

• A Informação e o Conhecimento

• Alfabetização digital e da informação

• Tecnologia nas Empresas

• Tecnologia nas Escolas

• Tecnologia nos órgãos governamentais

• Aspectos Éticos

• Uso do e-mail corporativo

• Qual a importância da tecnologia nos dias de hoje.


• Manifestação da Tecnologia no mundo cotidiano.
Aprendizado


Objetivo de

A integração entre Tecnologia a Ciência e a Sociedade.


• Aspectos éticos relacionados à Tecnologia (uso e desenvolvimento).

Nesta primeira unidade, abordaremos o tema “Tecnologia da Informação e Comunicação:


fundamentos”. Fique atento ao cumprimento de prazos para a entrega das atividades
propostas, sinta-se à vontade para esclarecer suas dúvidas durante todo o curso. Lembre-
se que o fórum é uma ótima ferramenta de comunicação entre você, o seu grupo e seu
professor tutor.

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Unidade: Tecnologia da Informação e Comunicação: Fundamento

Contextualização

Vivemos em uma sociedade em que a tecnologia se apresenta em todos seus setores e


áreas do conhecimento. Se você parar um instante a leitura e olhar para os lados, onde quer
que esteja, muito provavelmente, verá algum dispositivo tecnológico: celulares, netbooks,
tablets e smartphones, pois são alguns dos dispositivos tecnológicos pessoais que nos
acompanham diariamente. Compreender o papel da tecnologia na sociedade da informação e
do conhecimento e, principalmente, adquirir habilidades, competências e conhecimentos para
utilizar os recursos tecnológicos existentes com o objetivo de melhor exercer suas atividades
profissionais, de lazer e entretenimento é a proposta central desta disciplina.

O Jornal da Globo realizou uma série de reportagens em 2010 para tratar do


tema “Gerações”. Neste vídeo que apresentamos a vocês são claras as
implicações das tecnologias da informação e da comunicação nas relações
pessoais e no ambiente de trabalho. O vídeo esclarece os conceitos de geração
baby boomers, geração X e geração Y.

Assista ao vídeo e entenda os impactos das tecnologias nos aspectos sociais e no


âmbito do mundo do trabalho.

Jornal da Globo - Série Especial - Gerações parte1 (duração 7min53seg)

Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=w7x2XhxtBfk

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Introdução: conceitos e significados

Nesta unidade trataremos de alguns aspectos fundamentais para aqueles que iniciam
seus estudos sobre tecnologia da informação e da comunicação. Atualmente muito se fala
sobre tecnologia, já que estamos envoltos em um mundo altamente tecnológico. Uma das
razões para se falar tanto em tecnologia é que vivemos em uma sociedade caracterizada como
Sociedade da Informação e do Conhecimento. A nossa civilização tem passado por ciclos de
desenvolvimento conhecido por eras: a era agrícola, a era industrial e, atualmente, a era da
informação e do conhecimento. Alvin Toffler, um conhecido teórico da área das Ciências
Sociais, conceitua estas “eras” chamando-as de “ondas” (TOFFLER, 1980).
A sociedade da informação e do conhecimento é caracterizada pela importância
essencial da informação e a transformação da informação em conhecimento estratégico em
todas as atividades humanas. Enquanto a era industrial foi caracterizada pelo modelo Fordista
de produção em massa, da divisão do trabalho, da padronização e da simplificação. O novo
modelo emergente de sociedade (da informação e do conhecimento), o valor central é o
conhecimento. Nesse novo paradigma social e econômico de desenvolvimento a tecnologia
tem um importante papel. Muitos estudiosos contemporâneos têm discutido a estruturação
desta nova sociedade, dentre os quais, podemos destacar: Pierre Levy, Don Tapscott, Manuel
Castels (LEVY, 1996; TAPSCOTT, 1999; CASTELS, 2005). Esses autores têm se dedicado a
compreender este novo modelo de sociedade emergente, quais são suas características, quais
são efeitos positivos e negativos sobre o homem e sobre a coletividade.

Inicialmente vamos esclarecer o entendimento que temos do termo “tecnologia”.

O que seria “tecnologia” e como podemos conceituá-la?

O termo “tecnologia” deve ser contextualizado, em geral, podemos conceituar a tecnologia


como o estudo da aplicação de conhecimentos e práticas científicas em áreas específicas. A
tecnologia tem sido, durante muito tempo, caracterizada como uma aplicação das ciências
básicas. Contudo, o grande avanço da tecnologia nas últimas décadas colocou-a como uma
área de estudo independente.

Qual o significado de “Tecnologia da Informação e Comunicação”?

O termo Tecnologia da Informação e Comunicação, também conhecido


por “TIC” ou “TICs”, caracteriza as tecnologias utilizadas para
armazenamento, processamento e distribuição de dados e informações
(ARAUJO JR e MARQUESI, 2009). Em uma primeira análise
poderíamos pensar que o termo TIC está relacionado exclusivamente a

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computadores. Na verdade, dada a convergência digital, atualmente muitos dispositivos


elétricos e eletrônicos possuem processadores embarcados: entre eles podemos citar: TVs,
games, celulares, Smartphones, automóveis, elevadores, entre outros. Assim, a base das
Tecnologias de Informação e de Comunicação são as tecnologias baseadas em
computador. As TIC são hoje o cerne da sociedade da informação e do conhecimento,
permitindo a produção e a geração de informação e conhecimento sem precedentes.

Nas próximas seções iremos nos aprofundar em alguns temas relevantes: tais como os
conceitos de informação e conhecimento; o conceito de alfabetização digital e da informação (ou
informacional). Apresentaremos, ainda, uma breve descrição da inserção das tecnologias de
informação e de comunicação em alguns setores de atividades: empresas, escolas e governo.
Finalizamos nossa unidade com uma seção onde discutiremos um tema muito
importante: os aspectos éticos envolvidos no uso de aplicações das tecnologias da informação
e da comunicação. Como exemplo destas questões éticas, discutiremos dois assuntos bastante
atuais: o uso do e-mail corporativo e suas implicações jurídicas e a utilização das redes sociais.

A Informação e o Conhecimento

Como poderíamos conceituar Conhecimento e Informação? Qual a importância


destes elementos para seu sucesso pessoal e profissional?

Há alguma controvérsia no significado do termo “informação”. Contudo buscaremos


um conceito abrangente que nos auxilie na reflexão sobre a importância da informação e do
conhecimento para sua vida pessoal e profissional.

O conceito sobre informação é bastante estudado e há uma série de perspectivas sobre


seu significado de acordo com a área de referência. Para um aprofundamento sobre este tema
leia o trabalho de Capurro e Hjorland (2007).

Nesta disciplina, a informação pode ser conceituada como um dado ou conjunto de


dados que nos traduz algo sobre alguma coisa. Assim quando dizemos que a temperatura hoje
será de 12º Celsius, estou apresentando vários dados: data (hoje), temperatura (número e
escala). Estes dados, dentro de um determinado contexto, podem se configurar em uma
informação, por exemplo, a temperatura na data de hoje (inverno) indica que está frio e devo
sair de casa agasalhado. Neste contexto o conhecimento pode ser entendido como a
interpretação da informação por um determinado receptor.
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A importância da informação e do conhecimento na sociedade contemporânea tem
levado alguns autores a cunharem os temos “alfabetização digital e da informação” (digital
and information literacies). Em linhas gerais, a alfabetização no âmbito da informação,
significaria a busca de habilidades e competências básicas para atuação nesta nova
sociedade (ver definição abaixo). As habilidades e competências de buscar a informação e
transformá-la em conhecimento estratégico são essenciais no mundo do trabalho, seja
qual for sua atuação profissional. Estudos têm mostrado que a quantidade de informação
gerada pela sociedade tem crescido exponencialmente. Em dez anos produziu-se mais
informação e conhecimento que nos últimos 50 anos. Há abundância de informação.
Estima-se que um profissional formado atualmente atuará ao longo de sua vida em várias
áreas. Assim, a formação em nível superior deverá se proporcionar em fundamentos para
uma atuação flexível do profissional no futuro.

Alfabetização digital e da informação (Digital and Information Literacy)

A “information literacy” está voltada para o aprendizado ao longo da vida. Pode-se


defini-la “como o processo contínuo de internalização de fundamentos conceituais, atitudinais
e de habilidades necessárias para compreensão e interação permanente com o universo
informacional e sua dinâmica, de modo a proporcionar um aprendizado ao longo da vida”
(Dudziak, 2003).

Figura 1: Hierarquia dos dados, informação e conhecimento

Na Figura 1, apresentamos uma visualização da hierarquia entre dados, informação e


conhecimento. Nesta representação os dados são os elementos básicos que formam o que
chamamos de informação. A informação, por sua vez, pode ser transformada em
conhecimento útil. Para que ocorra a transformação da informação em conhecimento é
imprescindível a atuação criativa do homem. Note que a sequência
dadosinformaçãoconhecimento leva ao aprendizado e é uma demonstração da
capacidade de “alfabetização da informação” (information literacy).

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Tecnologia nas Empresas

As empresas contemporâneas não sobrevivem sem o uso de algum tipo de tecnologia.


Pequenas empresas, como um escritório de contabilidade, por exemplo, se utiliza de recursos
como planilhas eletrônicas, processadores de texto, e-mail, entre outros.

Em uma visão mais ampla, podemos pensar uma empresa como um sistema,
composto por partes. A figura representa uma empresa que produz um “Produto” ou
“Serviço” muito amplo. Normalmente uma empresa é dividida em quatro setores,
conforme os apresentados na figura abaixo: recursos humanos, manufatura e produção,
finanças e contabilidade, vendas e marketing. Para que cada uma destas áreas possa
funcionar de forma adequada há necessidade de tecnologia, há necessidade de sistemas
baseados em computador. Os sistemas utilizados nas empresas são genericamente
chamados de sistemas de informação.

Figura 2: Organização básica de uma empresa

Cada uma das áreas que compõem a organização da empresa, conforme apresentado,
pode ainda, ser representada por uma divisão hierárquica que destaca a divisão e organização
do trabalho. A Figura 2 apresenta a divisão hierárquica típica de uma empresa: gerência
sênior, gerência média e gerência operacional. A divisão hierárquica ou níveis de organização
de cada setor está relacionada ao tipo de tecnologia e sistema que cada um destes níveis irá
utilizar para o desenvolvimento de seu trabalho. Considere uma empresa de produção de
automóveis, por exemplo. Os sistemas utilizados na produção são aqueles necessários para o
controle da produção em série dos automóveis, controle de pintura, controle de acabamento,
etc. Os funcionários da Gerência Operacional serão aqueles que atuaram utilizando os
sistemas e as tecnologias necessárias para a produção eficiente e eficaz do automóvel.

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Figura 3: Organização hierárquica de uma empresa

A gerência media, no âmbito da produção do automóvel, é aquela que desenvolve o


projeto do automóvel ou os engenheiros responsáveis pelos testes de segurança, por exemplo.
Nesse nível os sistemas e as tecnologias utilizadas são de natureza bastante distintas da
gerência operacional, localizada no nível hierárquico anterior. Na gerência sênior os sistemas e
tecnologias utilizadas estão relacionados a dados e informações gerados nos níveis
operacional e da gerência média. Nesse nível hierárquico o principal objetivo dos sistemas e
tecnologias é permitir a tomada de decisões gerenciais.
Na Figura 4 apresentamos os componentes de um sistema de informação. Dentro de
uma visão sistêmica abrangente os componentes envolvem: tecnologia, pessoas e
organizações.

Figura 4: Componentes dos sistemas de informação

De forma semelhante ao que discutimos nas seções anteriores para a implantação e


utilização dos sistemas de informação e suas tecnologias em uma empresa há a necessidade
de se entender a estrutura da organização e o papel das pessoas envolvidas em seu uso.

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Tecnologia nas Escolas


Como acontece em todas as áreas ou setores de atividades, também na educação, a
tecnologia tem possibilitado avanços significativos. Obviamente não se trata da introdução da
tecnologia pela tecnologia, apenas, mas uma nova forma de organizar e fazer educação com o
auxilio da tecnologia. Deste modo, a tecnologia entra na educação como um recurso
potencializador das propostas educacionais dos professores.
Atualmente percebemos um grande avanço das tecnologias de informação e
comunicação nos ambientes escolares, em todos os níveis: Ensino Fundamental I, Ensino
Fundamental II, Ensino Técnico e/ou Ensino Médio e Ensino Superior. Quais seriam os
benefícios das tecnologias de informação e comunicação para a educação? Os benefícios são
vários e dependerá em grande parte do uso que será dado pela escola ou pelo professor.
Contudo podemos citar alguns benefícios:
- acesso à informação: internet, bases de dados, livros eletrônicos, entre outros;
- comunicação entre alunos e entre alunos e professores: e-mail, redes sociais, fóruns de discussão.
- utilização de simulações, animações e objetos de aprendizagem;
- utilização de softwares educativos;
- educação on-line e educação a distância;
- ambientes virtuais de aprendizagem que ampliam o espaço e tempo de aprendizagem tradicional
realizada em sala de aula.
Embora existam muitas tecnologias disponíveis, o papel da escolha da tecnologia mais
apropriada para um determinado objetivo educacional deverá ser realizado pelo professor.
Deste modo, a inclusão da tecnologia na escola não tirou a importância do papel do
professor. Contudo, o papel do professor foi transformado diante do contexto da sociedade da
informação e do conhecimento. Araujo Jr. (2009) destaca a emergência de um novo
paradigma, ou nova episteme. No quadro abaixo apresentamos a velha episteme, ou seja, o
conhecimento passado sobre educação e aprendizagem e a nova episteme emergente.
(ARAUJO JR e MARQUESI, 2009).

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Tecnologia nos órgãos governamentais

Os órgãos governamentais, em todo o mundo, estão investindo na implantação de


sistemas de informação que permitam acesso da população a serviços públicos, possibilitem a
transparência nos investimentos e gastos públicos e permitam uma maior interação do
cidadão com a administração pública.
No Brasil temos dois serviços ou procedimentos realizados pela população que têm se
difundido muito nos últimos anos: a declaração de imposto de renda e o sistema de votação
eleitoral. Estes sistemas são um grande exemplo da implantação pública massiva da tecnologia
realizada pelo Governo. Esses são apenas dois exemplos que podemos destacar.
Atualmente a sigla e-gov tem sido empregada para os projetos governamentais de
utilização das tecnologias de informação e de comunicação. No Brasil, temos o projeto
“Governo Eletrônico” do governo federal (site: http://www.governoeletronico.gov.br/) em que
destacamos seus objetivos:

O desenvolvimento de programas de Governo Eletrônico tem como princípio a utilização das


modernas tecnologias de informação e comunicação (TICs) para democratizar o acesso à
informação, ampliar discussões e dinamizar a prestação de serviços públicos com foco na
eficiência e efetividade das funções governamentais.

No Brasil, a política de Governo Eletrônico segue um conjunto de diretrizes que atuam em três
frentes fundamentais: junto ao cidadão; na melhoria da sua própria gestão interna; e na
integração com parceiros e fornecedores.

O que se pretende com o Programa de Governo Eletrônico brasileiro é a transformação das


relações do Governo com os cidadãos, empresas e também entre os órgãos do próprio governo
de forma a aprimorar a qualidade dos serviços prestados; promover a interação com empresas
e indústrias; e fortalecer a participação cidadã por meio do acesso a informação e a uma
administração mais eficiente.

Fonte: www.governoeletronico.gov.br

As iniciativas do governo eletrônico (e-gov), no Brasil estão sendo implantadas nas diversas
esferas da administração pública, a título de exemplo podemos citar:

a) âmbito do Governo Federal ,ver por exemplo, o portal Brasil -


http://www.brasil.gov.br/;
b) âmbito dos governos estaduais, podemos citar o projeto Acessa SP, do Estado de São
Paulo - http://www.acessasp.sp.gov.br;
c) administração municipal, apresentamos um exemplo da tecnologia utilizada na área de
saúde em uma prefeitura do município Feira de Santana. Conheça o projeto acessando
o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=jbih3OshRk8.
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Veja também:

• Portal da Transparência do Governo Federal- http://www.portaltransparencia.gov.br/

Nesse site você terá acesso aos gastos dos órgãos do governo federal (ministérios,
autarquias, institutos, entre outros), informações sobre projetos e convênios, além de
informações sobre funcionários públicos.

• Portal da Transparência do Governo do Distrito Federal -


http://www.transparencia.df.gov.br/

Portal destinado à divulgação dos gastos e investimentos do Governo do Distrito


Federal (GDF), promovendo a transparência na condução dos recursos públicos.

Os diversos setores públicos e privados estão provendo a divulgação dos seus dados e
informações para promover a transparência e a cidadania em uma sociedade baseada na
informação e no conhecimento.

Na sua atuação profissional muitas vezes você terá que recorrer a dados e informações nos
sites governamentais ou de outras instituições públicas. A habilidade e competência para
buscar estes dados e informações e transformá-los em conhecimento útil para seu negócio
ou trabalho é o que chamamos de alfabetização digital e em tecnologia da informação.

Aspectos Éticos

"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos,
dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons."
(Martin Luther King)

Antes de ler este texto sobre aspectos éticos nos usos e aplicações das Tecnologias da
informação e da Comunicação, assista ao vídeo da série do programa de televisão Fantástico da
Rede Globo.
Ética e Indiferença - Ser ou não ser? [Viviana Mosé] (Duração: 9min25seg)
Acesse: http://www.youtube.com/watch?v=jL_OR0OaGnA

O termo “ética” tem sido bastante utilizado na contemporaneidade: ética nos negócios,
ética na política, ética profissional, ética no trabalho, ética nas redes sociais e na internet,
apenas para citar alguns dos empregos do termo. No âmbito da sociedade da informação e do
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conhecimento baseada no uso intenso das tecnologias de informação e comunicação novas
questões éticas nos são apresentadas, relacionadas, por exemplo, a emergência de uma nova
economia, novas relações de trabalho, novas formas de produção e compartilhamento de
conteúdos.
Em linhas gerais poderemos conceituar ética como sendo o estudo da conduta frente
aos desafios morais relativos ou absolutos. Dentro deste contexto, a ética tem um caráter sócio
histórico e cultural, ou seja, está inserida dentro do contexto evolutivo de uma sociedade, por
exemplo. No âmbito do absoluto, a ética estaria voltada para o estudo da conduta frente a
desafios absolutos, válidos para todos os seres humanos.

As questões éticas apresentadas dentro do contexto das tecnologias de informação e de


comunicação podem ser sintetizadas como:
• privacidade;
• segurança e crime;
• liberdade de expressão e controle de conteúdo;
• igualdade e acesso;
• propriedade intelectual;
• responsabilidade moral.

Embora estes termos possam, à primeira vista, parecer que estão longe de sua
realidade, na verdade, eles fazem parte de nosso cotidiano, seja de nossa vida privada ou de
nossa vida profissional. As tecnologias de informação e de comunicação permitem formas de
comunicação e de expressão que atingem um grande número de pessoas, rapidamente. Nesse
sentido, uma ação às vezes, aparentemente, inofensiva pode ganhar proporções e
consequências inesperadas. Apresentaremos dois casos em que há separação entre o que é
privado e o que é corporativo (do mundo do trabalho), ou seja, aspectos relacionados a
privacidade, liberdade de expressão.
Um aspecto de conduta importante frente aos desenvolvimentos da sociedade seria
uma conduta reflexiva, não omissa e que considere, não somente os seus direitos, mas,
também, os direitos do outro. Uma conduta ética desta natureza poderá conduzir a uma
sociedade mais justa, em que os direitos e deveres possam ser respeitados.
Para materializar os aspectos relacionados à ética no contexto das tecnologias de
informação e de comunicação e da sociedade da informação e conhecimento, discutiremos
dois assuntos que são de conhecimento de praticamente todos nos dias atuais: o e-mail
corporativo e as redes sociais. O e-mail corporativo é a forma de comunicação eletrônica do
empregado ou colaborador com todos os demais colaboradores da empresa e seus clientes,
por exemplo.

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Uso do e-mail corporativo


Um aspecto prático pode ser colocado, e que abrange as questões éticas apresentadas
acima, é a situação da comunicação eletrônica em ambiente empresarial corporativo. O e-mail
corporativo é um recurso de comunicação que a empresa disponibiliza para seus
colaboradores. Seria ético a empresa monitorar o e-mail de seus colaboradores? Seria ético os
colaboradores utilizarem, sistematicamente, o e-mail corporativo para finalidades pessoais?

A comunicação nas empresas com a utilização dos e-mails tem sido tema de diversos
estudos e processos judiciais. Embora o e-mail seja uma correspondência eletrônica,
inicialmente, seria garantida a inviolabilidade de seu sigilo. A respeito desse assunto observe o
que diz nossa Constituição de 1988, em seu artigo 5o, XII (veja quadro). Contudo, alguns
juristas têm contraposto os “direitos e deveres individuais” ao “direito a propriedade”. No
caso dos juristas que sustentam o “direito a propriedade”, alega-se que no ambiente de
trabalho o computador utilizado, e consequentemente o e-mail, é propriedade da empresa.
Deste modo, ambos o computador e o e-mail estão sob a orientação de uso da empresa,
podendo esta monitorá-lo. Para contornar os direitos individuais, os juristas indicam às
empresas que tenham uma política clara de utilização do e-mail corporativo informando em
que situações os e-mails poderão ser monitorados e como isso será realizado. Desta forma, a
política de utilização de e-mail é apresentada ou informada ao empregado quando de sua
contratação.

Constituição de 1988, Capítulo dos Direitos e Deveres Individuais:

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito
à indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no ultimo caso, por ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou instrução processual penal;
XIV – é assegurado a todos o acesso à informação e resguardado o sigilo da fonte, quando necessário
ao exercício profissional.

A Justiça tem dado ganho de causa a empresas nos casos de identificação de uso
indevido de e-mails por funcionários e consequente demissão.
Como vocês viram o uso do e-mail é um tema polêmico que deve ser refletido pelo
usuário. Para auxiliá-lo apresentamos um conjunto de “19 regras de etiqueta para uso do
email corporativo” que pode ser acessado no endereço: http://carreiradeti.com.br/carreira-
19-regras-etiqueta-email-corporativo/.

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Uso das redes sociais na vida pessoal e no trabalho

As redes sociais fazem parte de nosso dia-a-dia e das empresas.


Empregadores e empresas acessam as páginas pessoais de seus
colaboradores com o objetivo de conhecer melhor como o colaborador se
comporta neste ambiente virtual. Neste vídeo você tem algumas dicas de
como se comportar nas redes.
Redes sociais x Trabalho: Cuide de sua imagem - TV UOL.wmv
(duração 4min41seg)
http://www.youtube.com/watch?v=ACLe3OiQpAg

As redes sociais têm sido um fenômeno de anos recentes. Trata-se de uma mudança no
relacionamento com a internet e a tecnologia da informação e da comunicação. No início da
internet as TIC eram estáticas e não permitiam muita interação com o usuário. Atualmente,
temos diversos recursos onde o usuário colabora e interage na produção de conteúdos: blogs,
redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter, entre outros). Esta nova onda tecnológica tem sido
chamada de web 2.0.
Hoje as empresas e os empregadores estão presentes nas redes sociais. Em geral, para
as empresas, estar presente nas redes sociais é mais uma forma de visibilidade e de
relacionamento com o cliente. Nesse contexto, a empresa e seus clientes têm um
relacionamento mais próximo.
Por outro lado, muitas pessoas comuns estão presentes nas redes sociais e as utilizam
para os mais diversos motivos: contatos entre amigos ou comunidades, contatos profissionais,
contatos com parentes, entre outros.
Nos anos recentes a manifestação de trabalhadores nas redes sociais tem sido motivo
para repreensões ou até mesmo demissão. As principais razões para isso são manifestações:
divulgação pública de informações confidenciais, reclamações de funcionários sobre a
empresa, declarações pejorativas ou desrespeitosas sobre chefes e superiores.

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Material Complementar

Leia mais sobre o assunto, visitando a Biblioteca Virtual Pearson

ARAÚJO JR, C. F.; MARQUESI, S. C. Atividades em ambientes virtuais de aprendizagem:


parâmetros de qualidade. In: LITTO, Frederic. M, FORMIGA, Marcos. (orgs). Educação a
distância o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009. p. 358-368.

LAUDON, k. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 7.ed., São Paulo: Pearson


Prentice Hall, 2007.

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Referências

ARAÚJO JR, C. F.; MARQUESI, S. C. Atividades em ambientes virtuais de


aprendizagem: parâmetros de qualidade. In: LITTO, Frederic. M, FORMIGA, Marcos.
(orgs). Educação a distância o estado da arte. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009.
p. 358-368.

BELMONTE, Alexandre Agra. “O Monitoramento da Correspondência Eletrônica das


Relações de trabalho”. São Paulo: Editora LTr, 2004

CAPURRO, Rafael and Hjorland, Birger O conceito de informação. Perspect. ciênc. inf.,
Abr 2007, vol.12, no.1, p.148-207.

CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. Tradução de Roneide Venâncio Majer. São


Paulo: Paz e Terra, 2005.

CORREIA DE MELO, Bruno Herrlein. Fiscalização do Correio Eletrônico no Ambiente


de Trabalho. 1ª ed., Servanda: Campinas – SP, 2007, 232 p.

DUDZIAK, Elisabeth Adriana. Information literacy: princípios, filosofia e prática. Ci.


Inf., Abr 2003, vol.32, no.1, p.23-35.

GARDNER, H. Cinco mentes para o futuro. Porto Alegre (RS): Artmed; 2007.

LAUDON, k. C. e LAUDON, J. P. Sistemas de informação gerenciais. 7. ed., São Paulo:


Pearson Prentice Hall, 2007.

LEVY,P. O que é Virtual. São Paulo: Editora 34, 1996, 157p.

SILVA, Kalina Vanderlei, SILVA, Maciel Henrique. Dicionário de conceitos históricos.


São Paulo: Contexto, 2010. p. 159. (verbete fonte histórica). 3. ed.

SINGER, PETER. Ética na Prática. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

TAPSCOTT, D. Geração digital: a crescente e irreversível ascensão da geração net.


São Paulo: Makron Books; 1999.

TOFFLER, A. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record. 1980

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Anotações

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