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Marylia Alice Souza Pegorer – 2º Noturno

Conselheira Discente do Setor de Direito Público


GRR 20103902

O Centro Acadêmico Hugo Simas, como representante legítimo dos estudantes desta casa,
deve ser gerido com responsabilidade e probidade. Por isso, seu conselho administrativo deve
ser fiscalizado com rigor pelo corpo discente de maneira neutra, independente e democrática,
garantindo que seus rumos sejam escolhidos em conformidade com o verdadeiro e amplo
interesse estudantil. Sendo assim, candidato-me ao cargo de ouvidora para receber críticas,
reclamações e sugestões da comunidade acadêmica sobre a atuação do CAHS e para
manifestar-me abertamente em seus meios de comunicação (em conformidade com o art. 53
do Estatuto), intermediando a comunicação entre estudantes e gestão de forma a
salvaguardar a demanda discente e fiscalizar o devido cumprimento dos respectivos
interesses.

Nome: Henrique Ian Gustavo Neves Sanches Bertoldi.

Turno: 1º Noturno

Como disse certa socióloga, "Todas as origens são secretas". Difícil tarefa a de
encontrar os recôndidos meandros que presidem ao advento do fenômeno. Imprescindível, no
entanto, observar a formação desse fato.

A ouvidoria é, antes de mais nada, um gesto de amor. Uma ponte, dir-se-ia, ligando
poder à população. Incumbindo-se da tarefa de atenuar as disparidades entre aqueles que
exercem o poder e aqueles que o acatam. O ouvidor, ao tramitar entre ambas esferas sociais,
percorre essa ponte de dual sentido em busca do funcionamento ótimo da instituição. É
indispensável, portanto, o comprometimento de ouvidor com a imparcialidade de suas
subjetividades pessoais(crenças e preferências) em nome de um todo que ele representa e,
ainda mais importante, o amor pela causa, por aqueles que representa e pela sua necessária
função; sendo esse sentimento a engrenagem máxima para o bom exercício do ouvidor.

No contexto do curso de direito da Universidade Federal do Paraná não é diferente a


função da ouvidoria. Há, contudo, especificidades nesse cenário acadêmico tão especial que
não devem ser ignoradas. Por tratar-se de uma entidade acadêmica, naturalmente boa parte
dos assuntos em pautas dirão respeito a conteúdos do curso e dos meandros da vida
acadêmica. Outro importante ponto diz respeito aos acadêmicos; por tratar-se de um número
limitado de indivíduos e estes altamente escolarizados e capazes, o papel do ouvidor deve ser
repensado e adaptado a essa realidade. Por fim, devido a vitalidade política observada neste
cenário, é imprescindível que o ouvidor objetive sempre o bem comum e não incline-se a
tendências políticas/ partidárias.

Tudo aquilo que convenciona-se chamar de altruísmo é posto em crise pela filosofia.
Não obstante, a origem do desejo de candidatar-me a tal vaga, em muito, surge de
características pessoais. Há de recordar-se o que disse o professor de filosofia e presidente
do Instituto Brasileiro de Filosofia, Tarcisio M. Padilha: "Ora, o relacionamento entre o 'eu' e o
'tu' é condição indispensável à própria afirmação existencial do 'eu', pelo que o 'eu' só se
aprimora em contato com o 'tu'.". Busco através da atividade de ouvidor aprimorar-me, ao
passo que posso aprimorar a realidade acadêmica. Atentar para as necessidades e desejos
dos acadêmicos. Priorizar a atividade intelectual, cultural e social que deve ser oferecida pela
universidade. Situar-me nos debates e interesses dos acadêmicos, bem como nos do CAHS.
Prezando sempre pelo bom senso, pela unidade, e pelo bem comum.

Meu canto não tem linhas

e meu amor é dourado como o trigo

A todos os povos ergo nosso vinho

com a taça à altura do destino.

Pablo Neruda

Sinceramente, Henrique Ian Bertoldi.

Gabriel Antonio Cremer dos Santos, 1º Diurno.

A ouvidoria do CAHS é um importante aspecto da articulação de toda a


faculdade, podendo e devendo representar o maior número possível de interessados em
todos os aspectos que sejam relevantes. É nesse sentido que me candidato, a fim de poder
participar ativamente nas discussões gerais da faculdade, e principalmente, o que me chamou
mais a atenção, podendo NÃO estar ligado aos partidos políticos da faculdade; acredito que
uma ouvidoria deve ser feita a fim de atender "aos dois lados" da moeda, interagindo e
buscando opiniões e críticas sensatas e que visem o bem comum. Nesse sentido, enquanto
ouvidor, me disponho igualmente a ouvir todos os lados, fazendo as considerações
necessárias e podendo levar os interesses desde dos mais ativos na faculdade - dos partidos
políticos - até aqueles que na simplicidade do cotidiano acabam deixando de lado (muitas
vezes por acreditar que não serão escutados) decisões importantes que dizem respeito a
todos nós. Ser ouvidor do CAHS seria um prazer para mim, enquanto aquele que busca
entender mais sobre as razões que levam cada indivíduo a fazer suas determinadas políticas,
conhecendo diversos âmbitos de pensamentos e podendo fazer o que nós mais gostamos,
defender os interesses das partes que a nossa ajuda procura.