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REVISTA EM MARCHA - ESTUDOS BÍBLICOS - INÍCIO 22 DE MAIO DE 2011

TEMA- BÍBLIA E CULTO: UM CHAMADO À SANTIDADE

Estudo 1- Introdução à Bíblia

Início dando uma visão do que iremos estudar nesta revista

BÍBLIA CULTO
Objetivo: visão ampla sobre o A e N Objetivo: entender a importância e dinâmica do
Testamento culto cristão
1. INTRODUÇÃO À BÍBLIA 12.INTRODUÇÃO AO CULTO CRISTÃO

2. PENTATEUCO 13.CULTO NA REFORMA E NO


ANGLICANISMO

3. LIVROS HISTÓRICOS 14.CULTO NO METODISIMO:INGLATERRA,


EUA E BRASIL

4. LIVROS POÉTICOS E 15.ADORAÇÃO E CONFISSÃO


SAPIENCIAIS

5. LIVROS PROFÉTICOS 16.LOUVOR E MINISTÉRIO DE MÚSICA

6. LIVRO APOCALÍPTICO: 17.EDIFICAÇÃO, DEDICAÇÃO E ENVIO


DANIEL

7. EVANGELHOS 18.CEIA DO SENHOR E BATISMO

8. LIVRO HISTÓRICO: ATOS 19.ARTE NO CULTO


DOS APÓSTOLOS

9. CARTAS PAULINAS 20.CALENDÁRIO LITÚRGICO,


ORNAMENTAÇÃO E SÍMBOLOS
CRISTÃOS

10. CARTAS GERAIS 21.ELEMENTOS NÃO-CRISTÃOS NO CULTO


CRISTÃO

11. LIVRO
APOCALÍPTICO:APOCALIPSE
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BASE D ESTUDO; INTERNET E O LIVRO:Formação, Transmisssão eTradução


da Bílbia de Edgar Johnson Goodspeed

Cp1: Os Livros da Bíblia

EXPOR NO QUADRO AS PERGUNTAS QUE O ESTUDO IRÁ RESPONDER:

1) Como este livro chegou até nós?

2) como estes livros vieram a encontrar-se e a se agrupar?

3) Como vieram a possuir esse respeito e autoridade que são atribuídos?

PERGUNTAR Á CLASSE:: Vocês acham que a Bíblia sempre teve este


formato?

QUADRO RESUMO DA INTROUÇÃO À BÍBLIA

Origem dos textos Hebraico= judaico( 2 Reis 18:26-28); Isaías


19:18 lingua de Canaã e Greco

Tempo de sua composição Mais ou menos 1.600 anos

Escritores Mais de 40

Autores de diferentes atividades Reis (Salomão e Davi), camponeses, filósofos,


pescadores ( Pedro, João), poetas,
estadistas( Moisés), profetas( Samuel, Isaías),
copeiro (Neemias),boiadeiro( Amós),
médico( Lucas), cobrador de impostos( Mateus),
rabino( Paulo), escribas e sacerdotes( Esdras),
músico( Asafe

Escrito em diferentes lugares No deserto; numa masmorra; nos palácios de


Susã, na Pérsia; em viagens; nas prisões; em uma
ilha.

Escrito em diferentes condições Em tempo de paz; no exílio; em tempos de


guerra; em tempos de alegria e em tempos de
tristeza; em tempos de liberdade e em tempos de
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cativeiro

Escrito em três Continentes Ásia; África; Europa

Escrito em diferentes estilos Poéticos; narrativos; parábolas; metáforas;


literários descritivos

Línguas para qual foi traduzida Aramaico, Greco e Latim

Composição nos dias atuais de seu 66 livros sendo 36 no Antigo Testamento e 27 no


Cânon (autoridade, regra de fé Gl Novo testamento
6:16)) termo vem da palavra grega
Kânon que significa cana de medir,
caniço, usado para medir
( Ezequiel.40:3-5)

Divisão da Bíblia Capítulos: ano de 1.250 pelo cardeal Hugo


Sancto Caro, monge dominicano e pelo
arcebispo de Cantuária Stephen Lanton em
1227

Versículos :em 1525 por Jacob Bem Hayim


divide o Antigo Testamento

Novo Testamento em 1551, por Robert


Stephanus, um impressor de Paris que
publicoua a1ª Bíblia em capítulos e versículos.

DIVISÃO HEBRAICA - DIVISÃO CRISTÃ DIVISÃO CRISTÃ


TaNaK CATÓLICA PROTESTANTE

Torah = Lei (5): Livros Históricos (21): • 5 da Lei (Gn, Ex,


corresponde ao nosso Gn, Ex, Lv, Nm, Dt, Js, Lv, Nm, Dt),
Pentateuco (Gn, Ex, Lv, Jz, Rt, 1-2Sm, 1-2Rs, 1- formando o
Nm e Dt) 2Cr, Esd, Ne, Tb, Jt, Pentateuco; A
Est, 1-2Mc Tanakh
Nebi’im = Profetas (21) Livros Sapienciais ou • 12 históricos (Js, Jz,
Didáticos (7): Jó, Sl, Pr, Rt, 1 e 2Sm, 1 e 2Rs,
a) Profetas anteriores: Js, Ecl, Ct, Sb, Eclo 1 e 2Cr, Ed, Ne, Et);
Jz, 1-2Sm, 1-2Rs

b) Profetas posteriores:
Is, Jr, Ez e os 12 Profetas
Menores
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Ketubim = Escritos (13): Livros Proféticos (18): • 5 poéticos (Jó, Sl,


Sl, Pr, Jó, Ct, Rt, Pv, Ec, Ct);
a) Profetas maiores:
Lm, Ecl, Est, Dn, Esd, Ne, Is, Jr, Lm, Br, Ez., Dn.
1-2Cr
b) Profetas menores: • 5 profetas maiores
Os, Jl, Am, Ab, Jn, Mq, (Is, Jr, Lm, Ez, Dn);
Na, Hab, Sf, Ag, Zc, Ml • 12 profetas
menores (Os, Jl, Am,
Ob, Jn, Mq, Na, Hc,
Sf, Ag, Zc, Ml).
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OBSERVAÇÕES:
a) Os Profetas e os Escritos: também eram conhecidos pelos nomes
dos seus primeiros livros,
“Isaías” e “Salmos”, respectivamente.
b) Profetas Posteriores: porque exerceram o ministério no período
compreendido entre os cativeiros Assírio e Babilônico até o retorno
dos judeus à Palestina, após 70 anos sob o domínio babilônico.
c) Os livros históricos são de autores que não eram profetas oficiais,
mas que possuíam o dom de profecia.
d) O Rolo dos Doze – XII inclui os livros de: Oséias, Joel, Amós,
Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,
Zacarias, Malaquias.
e) Os Cinco rolos (Megilloth) são cada um usado na ocasião de uma
festa específica: Cantares naPáscoa; Rute no Pentecostes;
Lamentações no dia 9 do mês Abibe (no aniversário da destruição de
Jerusalém); Eclesiastes na Festa dos Tabernáculos; Ester na Festa de
Purim.
f) O primeiro livro da Escritura hebraica é Gênesis e o último Crônicas
(Mt 23:35; Gn 4:8; 2 Cr 24:20-22).
g) No Cânon hebraico, como no nosso Cânon, os livros não estão em
ordem cronológica.
h) São 24 livros, visto que os seguintes livros são assim considerados:
Samuel (engloba 1 e 2 Sm), Crônicas (engloba 1 e 2 Cr), Reis
(engloba 1 e 2 Rs), Os Doze (são contados como um só livro), Esdras
(inclui Neemias). [39 livros menos 15 = 24).
i) Flávio Josefo, historiador judeu reduziu os 24 livros para 22 livros,
em correspondência às 22 letras do alfabeto hebraico, combinando
Rute com Juízes e Lamentações com Jeremias.
j) O Novo Testamento menciona uma divisão tripla do Antigo
Testamento: "A Lei, os Profetas

HISTÓRIA DO CÂNON DO ANTIGO TESTAMENTO

Como vimos, o Antigo Testamento usado pelos protestantes não tem os


seguintes livros: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, 1 e 2 Macabeus,
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Baruc e algumas partes de Daniel (Dn 3,24-90; 13-14) e de Ester (isto é, Est
10,4-16,24, na Vulgata, a tradução da Ave Maria segue esta seqüência, as
outras não); e uma Carta de Jeremias (nas nossas Bíblias, esta carta está no
capítulo 6 de Baruc).

Esta diferença existe não apenas porque algumas partes desses livros não
eram simpáticas a Martinho Lutero, o fundador do protestantismo. O
problema vem de longe e tem uma longa história!

Depois do exílio na Babilônia, muitos hebreus viviam fora de Israel, exilados


ou porque emigraram. Nesta época em quase todo o mundo se falava a
língua grega. Os hebreus que viviam fora de Israel tinham dificuldade de ter
acesso ao texto bíblico escrito em hebraico. Os filhos dos hebreus nascidos
fora da Terra Santa estudavam o grego. E por isso, em Alexandria no Egito,
uns 300 anos antes de Cristo, alguns escribas hebreus decidiram traduzir a
Bíblia para o grego. A história conta que se reuniram em selas separadas 72
escribas vindos de Israel (6 de cada tribo) e em exatos 72 dias cada um fez
uma cópia. Depois de concluídos viram que os textos eram absolutamente
iguais. Porém, é fácil perceber que não foi bem assim. A tradução para o
grego foi feita por muitas mãos. Alguns conheciam bem o hebraico e
também o grego. Alguns livros têm uma tradução péssima para o grego.
Muitas vezes tiveram que explicar alguns termos, interpretar certas
expressões, fazer o texto se tornar compreensível ao mundo grego. Esta
tradução é chamada LXX (Setenta) ou Septuaginta.

Os hebreus que moravam em Israel não gostaram dessa tradução. Segundo


eles, Deus só “falava” em hebraico. Os hebreus que viviam fora de Israel
gostaram, porque assim podiam ler, estudar e viver a Palavra de Deus e
usar este texto na liturgia e nas celebrações. No entanto, eles foram mais
longe, entenderam que alguns livros escritos fora de Israel faziam parte da
história do povo de Deus e por isso também eram inspirados por Deus. Foi
assim que também incluíram na Bíblia os livros: Eclesiástico, Sabedoria,
Tobias, Judite, Baruc, 1 e 2 Macabeus e alguns trechos dos livros de Daniel e
Ester e uma Carta de Jeremias. Os judeus acharam isso um absurdo porque,
segundo eles, Deus só se revelava em hebraico e ficaram com a sua Bíblia
que ficou mais “pequena” e só em hebraico. Os judeus fora de Israel tinham
então uma Bíblia mais “grande”, em grego. No ano 87, os judeus de Israel,
no Concílio de Jamnia, definiram de uma vez por todas que para eles a
verdadeira Bíblia Hebraica era esta “pequena”. Jesus veio e viveu em Israel,
onde se falava o hebraico e aramaico. Jesus estudou a Bíblia, e quando ia
nas sinagogas lia os trechos bíblicos.
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A Vulgata: Mais uma vez, os cristãos não ligaram muito e ficaram com a
lista mais comprida, que eles consideravam toda Palavra de Deus,
inspirada par Ele.

Por volta do ano 400 o Papa Dâmaso pediu a São Jerônimo para traduzir a
Bíblia para o latim, pois naquele tempo não se falava mais nem o hebraico e
nem o grego, mas o latim. Jerônimo concordou e começou a trabalhar.

Mas havia um problema: Jerônimo não conhecia bem o hebraico. Procurou


então um velho rabino judeu de Belém, para ter aula com ele. Devido às
aulas, os dois acabaram ficando muito amigos. Trocavam idéias sobre a
Bíblia, até que Jerônimo ficou influenciado pelo rabino e começou a pensar
que a verdadeira Bíblia era aquela mais curta, aquela dos judeus. Jerônimo,
porém, sabia que a Igreja não pensava como ele, então traduziu tudo, mas
Jeronimo disse que os sete livros que não estavam na Bíblia
hebraica eram “Deuterocanônicos”. “Dêutero” quer dizer segundo;
“cânon” significa lista. São Livros da segunda lista.

A opinião de Jerônimo tinha muito peso na Igreja. As divergências


começaram de novo. Antes ninguém tinha dúvidas, mas depois que
Jerônimo veio com esta lista de “deuterocanônicos”, a discussão voltou a
ser forte e as discussões continuaram por muitos e muitos anos. Com o
passar dos séculos, os bispos resolveram pronunciar-se oficialmente.
Fizeram isto numa Carta escrita durante o Concílio Ecumênico de
Florença, no anos de 1430. Nesta Carta diziam que, para a Igreja
Católica, faziam parte da Sagrada Escritura todos os Livros da lista
comprida.

Tudo parecia em paz, quando o assunto voltou à tona por causa de


Lutero. Tendo deixado, por protesto, a Igreja Católica, Lutero tinha
começado a Igreja Protestante. A primeira preocupação dele foi traduzir a
Bíblia do latim para o alemão.

A Bíblia que Lutero traduziu, porém, foi a Bíblia pequena, aquela dos
Hebreus. Com ela reabriu-se a discussão dentro da Igreja. Então, no
Concílio de Trento (1545-1563), os Bispos definiram e encerraram a
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discussão. A Bíblia que a Igreja Católica aceita como inspirada por Deus é
aquela comprida. Os católicos ficaram com a Bíblia comprida e os
protestantes com a curta, como Lutero tinha traduzido. E esta diferença
existe ainda hoje.

Hoje em dia já tem Bíblias protestantes que trazem os outros Livros, porque
muitos deles sabem que são Livros antiqüíssimos e de grande valor.

HISTÓRIA DO CÂNON DO NT

O Evangelho, por ordem expressa de Jesus, foi primeiramente


pregado (Mt 28,19-20; Mc 16,15-16; At 5,28-29; 8,4; 13,4-5). Assim,
do ano 30 até o ano 51, o que existia do Novo Testamento era
somente a pregação viva da Igreja, daquilo que Jesus “fez e disse”.
O que

dinamizava as diversas Igrejas (Jerusalém, Samaria, Damasco,


Antioquia, Corinto, Tessalônica, Éfeso, Roma etc.) era a Tradição,
que continua até hoje.

A Igreja, desde o primeiro dia de sua existência, possuía o Antigo


Testamento como Escrituras inspiradas. Cristo tinha enviado os
seus Apóstolos para proclamar a Boa-Nova e edificar a comunidade
cristã. Eles tinham sido testemunhas oculares de sua obra e
ouvintes de suas palavras. Portanto, a Igreja primitiva tinha três
autoridades: o Antigo Testamento, o Senhor Jesus e os Apóstolos.

A autoridade última, decisiva, era Cristo, o Senhor, que falou


imediatamente em suas palavras e obras e imediatamente através
de suas testemunhas.

a) No começo, as palavras do Senhor e o relato de seus atos eram


repetidos e relatados oralmente. Mas logo eles começaram a ser
escritos. Mas, depois que pregaram o evangelho, os apóstolos
tiveram a necessidade de escrever a certas comunidades, como fez
São Paulo em suas cartas. Alguns desses escritos eram trocados
entre as igrejas e logo ganharam a mesma autoridade dos escritos
do Antigo Testamento (Cf. 2Pd 3,15s).

É, porém, compreensível que tenha decorrido algum tempo antes


que a coleção desses escritos do tempo dos Apóstolos tivesse
tomado o seu lugar ao lado dos livros do Antigo Testamento, com o
mesmo peso de autoridade, especialmente quando se considera
que muitos eram escritos ocasionais endereçados às igrejas
individuais.
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b) Por volta do ano 125, havia dois grupos de escritos que


possuíam a garantia apostólica e cuja autoridade era reconhecida
por todas as comunidades que os possuíam: os evangelhos e as
cartas de São Paulo. Contudo, não havia pronunciamento oficial e
as coleções variavam de igreja para igreja.

As palavras escritas do Senhor, os evangelhos, embora não sejam


os escritos mais antigos do Novo Testamento, foram os primeiros a
serem colocados em pé de igualdade com o Antigo Testamento e
reconhecidos como canônicos. Por volta do ano 140, Pápias, bispo
de Hierápolis, na Frígia, reconhecia os Evangelhos de Marcos e
Mateus. Os escritos dos Padres Apostólicos fornecem certa prova
de que, desde as primeiras décadas do século II, as grandes igrejas
possuíam um livro ou grupo de livros que eram comumente
conhecidos como “Evangelho” e aos quais se fazia referência como
a um documento que tinha autoridade e era universalmente
conhecido.

É provável que já pelo fim do século I ou começo do século II, treze


epístolas paulinas (excluindo Hebreus) fossem conhecidas na
Grécia, Ásia Menor e Itália.

A maioria dos protestantes concorda com Lutero na rejeição dos


livros deuterocanônicos do AT. Quanto ao Novo Testamento, não
existe nenhuma divergência entre católicos, gregos, russos e
protestantes – concílio de Trento.

Os 27 livros do Novo a) 9 a igrejas locais (Rm, 1 e 2


Testamento são: Co, Gl, Ef, Fp, Cl, 1 e 2 Ts);

· (BIOGRAFIA) 4 Evangelhos b) 6 pastorais (1 e 2 Tm, Tt,


(Mt, Mc, Lc, Jo); Fm, 2 e 3 Jo);

· (HISTÓRIA) 1 histórico (At); c) 6 universais (Hb, Tg, 1 e 2


Pe, 1 Jo, Jd).
· (DOUTRINA) 21 epístolas. São
elas: · (PROFECIA) 1 profético (Ap).

Em 1945, na aldeia egípcia de Nag Hammadi, o camponês Mohammed Ali


Samman fez uma descoberta que iria alterar a forma de se analisar o
Cristianismo, assente nos 4 evangelhos canónicos, ao encontrar 13 treze
códices de papiro, escritos em copta, com capa de pergaminho num
recipiente fechado. Entre as obras aí guardadas encontravam-se tratados
gnósticos, três obras pertencentes ao Corpus Hermeticum e uma tradução
parcial da República de Platão. Estes textos também são conhecidos como
Evangelhos gnósticos. Supõe-se que datam do I século d.c. e que teriam
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sido guardados por monges do Mosteiro de S.Pacômio em potes de barros


na base de um penhasco chamado Djebel El-Tarif. Ali ficaram esquecidos e
protegidos por mais de 1500 anos, resguardados das proibições emergentes
do Concílio de Bispos de Nicéia de 325 d.c.

O rigor com o qual os judeus transmitiram a Bíblia Hebraica


até hoje pode ser visto nas prescrições abaixo, preservadas
no Talmude:

“Um rolo de sinagoga deve ser escrito sobre peles de animais


limpos, preparadas por um judeu, para o uso particular da
sinagoga. Estas devem ser unidas mediante tiras [de couro]
retiradas de animais limpos. Cada pele deve conter certo número
de colunas, igual em toda a extensão do códice. A altura da coluna
não deve ser menor do que 48 nem maior do que 60 linhas; e a
largura deve ser de 30 letras. Toda a cópia deve ser primeiro
dotada de linhas; e se três palavras forem escritas nela sem uma
linha, será sem valor. A tinta deve ser preta, não vermelha, verde
nem de qualquer outra cor e deve ser preparada de acordo com
uma receita definida. Uma cópia autêntica deve ser o modelo do
qual o transcritor não deve desviar-se até nos menores detalhes.
Nenhuma palavra, letra e nem ainda um yod deve ser escrito de
memória sem que o escriba não a tenha olha dono códice que está
à sua frente. ... Entre cada consoante deve intervir o espaço de um
cabelo ou de um pavio; entre cada palavra o espaço será de uma
consoante estreita; entre cada novo parashah, ou secção, o espaço
será de nove consoantes; entre cada livro, três linhas. O quinto
livro de Moisés deve terminar exatamente com uma linha, mas os
restantes não necessitam terminar assim. Além disto, o copista
deve sentar-se com vestimenta judia completa, lavar todo o seu
corpo, não começara escrever o nome de Deus com a pena
recentemente molhada na tinta e mesmo que um rei lhe dirigisse a
palavra enquanto estava escrevendo este nome, não deve dar
atenção a ele.

”Cada jovem escriba era advertido pelo escriba ancião: “Acautela-


te de como fazes teu trabalho, porque este é o trabalho do céu, não
aconteça que tu omitas ou insiras uma letra e assim te tornes o
destruidor do mundo!” (mundo = humanidade).

Cada palavra e cada letra era contada, e se UMA letra tivesse sido
omitida ou inserida, ou se UMA letra tocasse uma outra letra, a
página era imediatamente (!) destruída (!); três erros numa página
condenavam todo o manuscrito!