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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

SERVIÇO SOCIAL

MARCIANA MARIA BRITO DE MELO

O ADOLESCENTE E O ATO INFRACIONAL

Pesqueira
2011
MARCIANA MARIA BRITO DE MELO

O ADOLESCENTE E O ATO INFRACIONAL

Trabalho apresentado a disciplina Formação Social,


Política e Econômica do Brasil, do Curso Serviço
Social, da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR

Profºs.: Lisnéia Rampazzo, Geane, Gleiton Lima,


Rosane.

Pesqueira
2011
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.........................................................................................................3
2 DESENVOLVIMENTO...............................................................................................4
3

1 INTRODUÇÃO

Hodiernamente, o Brasil está vivendo uma época de crescimento da


morbidade e da mortalidade por causas externas, no qual estudos têm observado
que as mortes por essas causas externas, na maioria das vezes resultantes de
homicídio, têm como alvo de preferência os adolescentes, que residem em áreas
menos favorecidas, carentes em termo socioeconômico, onde o quadro geral é que
esses adolescentes, na maior parte, possuem baixa escolaridade ou são negros.

E o que é mais preocupante, é que esse grupo de adolescentes,


sobretudo do sexo masculino, estão atingidos como autores e vítimas, tendo
envolvimento cada vez mais de jovens brasileiros com o mundo do crime.

A maior parte dessas crianças e adolescentes entra no mundo da


marginalidade, em conseqüência do descaso financeiro dos seus pais, fugindo das
opressões e tentando se proteger da despersonalização do modelo em que a
sociedade os obriga.

A irresponsabilidade da sociedade desumana faz com que essas


crianças e adolescentes pratiquem atos ilícitos que satisfaçam as suas
necessidades.

Assim, o presente trabalho objetiva expor a situação do adolescente


em conflito com a lei, buscando interpretar o sistema judicial empregado para
aqueles, em especial a competência da lei e das medidas adotadas no combate ao
crime entre esses jovens infratores.

Entretanto, faz-se necessário buscar informações que esclareçam


mais a realidade desse tema, no que tange à questão dos adolescentes infratores,
visando subsidiar as ações do judiciário em relação à aplicação das leis, bem como
instituições que aplicam as medidas sócio-educativas aos adolescentes infratores.

Assim sendo, diante do exposto, o propósito do presente trabalho, é


buscar informações da realidade acerca dos adolescentes infratores brasileiros, para
entender quais fatores contribuem para que esses adolescentes pratiquem ato
infracional, ressaltando a situação dos adolescentes em conflito com a lei no nosso
Estado.
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2 DESENVOLVIMENTO

A adolescência é vista como uma fase onde a pessoa é tomada por


diversos conflitos. É a partir daí que surgem as dúvidas e as experiências que irão
acarretar as pessoas rumo à fase adulta. O adolescente não projeta seu futuro, ele
age de imediato, sem prever as situações de risco.

É na adolescência onde o jovem passa por um processo de


amadurecimento, onde ele irá aprender a combater os problemas que a vida
ocasionar.

Esses adolescentes são vistos como seres difíceis de serem


entendidos diante da sociedade tornando-os condenados a serem o foco dos
problemas sociais.

A maioria desses adolescentes que são considerados infratores,


compõe-se de homens, da classe baixa, que vivem em péssimas condições de
assistência familiar, não tendo eles nenhuma visão de um futuro promissor, e que na
sua maioria possuem baixa escolaridade, assim, de cada 10 jovens internos, apenas
um completou o Ensino Fundamental. Pernambuco é o quarto Estado do Brasil com
maior número de jovens infratores. São 3.800 internos no Estado. 1

Esses adolescentes em conflito com a lei, estão sujeitos às medidas


sócio-educativas listadas no Capítulo IV do ECA, entre as quais está a internação
forçada (detenção física) por um período de no máximo 3 (três) anos, conforme
artigo 121, § 3º, do referido Estatuto. 2

Um dos principais fatores que mais influência na criminalidade do


adolescente é a violência familiar. A pobreza passa a fazer toda a diferença por que
enfraquece a relação entre pais e filhos a falta de comunicação familiar por pai e
mãe precisar passar a maior parte do tempo longe de seus filhos fazem com que
esses jovens procurem atenção nas pessoas da rua e com a companhia de outros
jovens já considerados delinqüentes passam a cometer pequenos atos infracionais.

1
Fonte: www.pernambuco.com
2
Art 121, § 3º do ECA:
5

2.1 A INDISCIPLINA E O ATO INFRACIONAL

Ato Infracional, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente


(ECA), é toda infração prevista no Código Penal, na Lei de Contravenções Penais e
Leis Penais esparsas, como a lei de tóxico, por exemplo, praticada por criança ou
adolescente, sendo verificado ato infracional, somente quando a conduta do infrator
se enquadra em algum crime ou contravenção previsto na legislação em vigor, tudo
em obediência ao princípio da legalidade.

Dessa forma, importante é esclarecer que ato infracional é diferente


de ato indisciplinar, assim, nem todo ato indisciplinar corresponde a um ato
infracional, como por exemplo, a conduta de um aluno pode ser indisciplinar, mas
que não corresponde a uma infração prevista na legislação, sendo o ato
indisciplinar, conceituado como o descumprimento das normas fixadas pela escola e
demais legislações aplicadas, como o Estatuto da Criança e do Adolescente,
constituindo em um desrespeito entre alunos e professores.

Um dos objetivos do ato indisciplinar é justamente coibir o mau


comportamento do adolescente em ambiente escolar, através da disciplina em sala
de aula, que pode equivaler à simples boa educação, possuindo bons modos de
comportamento que permitam o convívio pacífico.

O procedimento adequado, quando um adolescente pratica um ato


infracional, é encaminhar ao Conselho Tutelar ou Juizado da infância e juventude,
assim, tendo cometido um ato infracional na escola, cabe ao responsável (diretor,
professor, etc), encaminhar o adolescente infrator. Assim, no caso de ato infracional
cometido por adolescente, deve ser lavrado o Boletim de Ocorrência na Delegacia,
onde vai ser providenciado o encaminhamento ao Ministério Público e ao Juízo da
Infância e Juventude.
6

3 CONCLUSÃO

Diante do exposto, chega-se à conclusão de que é grande o número


de adolescentes infratores brasileiros, os quais entram em conflito com a lei devido a
fatores como a baixa escolaridade, carentes em termo socioeconômico, os quais
influenciam esses adolescentes, principalmente no sentido da rebeldia, onde, na
maioria das vezes, muitos adolescentes ou foram vítimas de abuso sexual na
infância, inclusive por parte do pai, ou são órfãos, ou são abandonados pela família,
etc.

Assim, a partir da análise do quadro geral de adolescentes que


praticam ato infracional, chega-se à conclusão de que, de todos os fatores que
contribuem para o ingresso dos mesmos para o mundo da marginalidade, o mais
incidente é o tocante à família, pois, essa instituição é o centro de apoio de qualquer
adolescente e, no caso de perda de pai ou mãe, não sendo acolhido por nenhum
parente, ficando à mercê do mundo, este adolescente tem mais facilidade para
praticar algum ato infracional, pois ele não tem lar, não tem nenhum parente para
acolhê-lo, não tem educação, muito menos recursos financeiros, tendo que recorrer,
na maioria das vezes, ao furto para sobreviver.

No mais, perante os estudos realizados para o desenvolvimento do


presente trabalho, conclui-se que o papel do Assistente Social não se limita apenas
à identificar o problema, como também, buscar soluções para tal, através de
pesquisas e, no caso, ter contato direto com os adolescentes infratores, para poder
criar alternativas para a melhoria de vida desses jovens, ajudando também na
diminuição dos atos infracionais no nosso País e, consequentemente, no nosso
Estado.
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REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Adolescentes infratores. Texto disponível em: www.pernambuco.com Acesso em:


09 de maio de 2011.

Criança e Adolescente. Texto disponível em:


http://www.gmvarginha.com.br/legislacao/ato_infracional.htm. Acesso em: 02 de
maio de 2011.

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

GOMIDE, P. Menor infrator: a caminho de um novo tempo. 2.ed. Curitiba: Juruá,


2003.

PRIULI, Roseana Mara A; MORAES, Maria Silvia de. Adolescentes em conflito


com a lei.

Secretaria de Direitos Humanos. Texto disponível em:


http://www.direitoshumanos.gov.br/spdca/ppcaam Acesso em: 10 de maio de 2011.