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UNIDADE 4

NOÇÕES DE CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

OBJETIVO DA UNIDADE

Na ampliação das habilidades produtivas vimos que a macroeconomia deu ênfase a questões conjunturais relacionadas com crescimento com base em economias externas represente uma alternativa ao crescimento com base nas economias internas, e que sempre se possa pensar no estreitamento do espaço da pequena empresa pelo desenvolvimento das empresas de diferentes dimensões podem se complementar, ao invés de competir.

No plano mais elevado das nações, e fundamentadas em suas políticas adotadas encontraremos uma análise de casos de crescimento e desenvolvimento que indicam a importância de instituições e condicionantes históricos para o desempenho empresarial. Qual o modelo de capital humano com habilidades no mercado de trabalho?Como garantir o bem-estar social frente às questões estruturais e conjunturais dos países? Estas são as questões fundamentais deste capítulo.

1. MERCADO DE TRABALHO

Em economia as novas combinações de produtividade chamadas de "empreendimento" dirigem um processo de qualificação do capital humano. O conflito entre os trabalhadores e empregadores opera novas combinações de fatores produtivos para explicar as diferenças salariais e as diferentes habilidades.

1.1 ESPECIALIZAÇÃO DAS ORGANIZAÇÕES

Entenda que os salários são vistos como custos pelas empresas. O modelo de salário eficiente leva os trabalhadores a tornarem-se mais produtivos. Assim, o país tende a reduzir sua deficiência de informações, ou pela existência de alguma rigidez de preços que não há equilíbrio no ponto de pleno emprego.

No mercado de trabalho os trabalhadores são os ofertantes e as empresas são demanda de trabalho. O fator preço será o trabalho, o que leva ao fato a produção correspondente não satisfaz às condições de maximização de lucros dos empresários, e eles que decidem quanto querem empregar. Em conseqüência disso, o mercado de trabalho é caracterizado por uma assimetria fundamental entre demandantes e ofertantes, não de informação, mas de poder o que chamamos de efeito de ameaça salarial. Segundo Davidson (1998) expressa eloqüentemente esse ponto de vista:

“Numa economia monetária, trabalhadores desempregados não têm mecanismos disponíveis para induzir empreendedores a modificarem suas decisões de produção, de fixação de preço, de demissão e de contratação de trabalhadores adicionais, enquanto as expectativas de maximização de lucro dos empreendedores estiverem sendo satisfeitas” (Davidson, 1998, p. 825,826)

As mudanças de técnicas na produção é uma característica endógena da nova organização econômica (NEI), que apresenta como base a eficiência econômica e o progresso tecnológico. Nas diversas combinações de produção e especializações produtivas entre unidades produtivas, seus envolvidos (stakeholders) no ambiente até a sua comercialização e distribuição, representa uma escala de divisão do trabalho responsável por uma tarefas distinta e especializada no ciclo produtivo.

Lembremos da escola clássica. Nessa fase do capitalismo intenso e puro se debateu os benefícios da divisão do trabalho. O homem poderia desenvolver o seu trabalho ou qualquer outro recurso, afirmava a escola, por exemplo, terra e trabalho, de forma a obter um resultado máximo, sendo que todos os usos dos recursos devem render uma taxa igual de retorno, caso contrário, ocorreria uma redistribuição

Em termos mais gerais os incentivos ao emprego, inclusive preços dos salários em relação ao preço dos insumos de produção, selecionam a alocação dos fatores de produção através da vantagem comparativa, isto é, de forma que os insumos mais baratos são empregados para manter baixo o custo de oportunidade de um tipo de produto. No processo de absorção da mão-de-obra, a produção agregada aumenta como um efeito colateral.

Segundo Gomes 1 tal especialização da produção cria oportunidades de habilidades de bens intangíveis (conhecimento, educação) para ganhos de comércio em que os detentores dos recursos se beneficiam na expansão comercial vendendo um tipo de produto por outros bens de maior valor. Uma medida dos ganhos de comércio é o aumento na produção (formalmente, a soma do acréscimo excedente do consumidor e dos lucros do produtor) advindos da especialização na produção associado a uma rápida comercialização.

Nosso perfil de mercado de trabalho brasileiro registra em seu histórico colonial e escravista a constituição do mercado de trabalho livre ( excedente de força de trabalho de negros e trabalhadores rurais não proprietários reforçada , pelo expressivo crescimento populacional desordenado e pelo êxodo rural e, finalmente, pela sua submissão ao rumo de nacionalismo brasileiro de Getulio Vargas com a criação de instituições de qualificação para os trabalhadores(SENAI, SENAC, Escolas de artífices).

Entre 1930 até 1980 o cenário econômico brasileiro passou por grande crescimento econômico, contabilizando vastas oportunidades de ocupação para a população brasileira. De 1950 e 1980 foram criadas aproximadamente 27 milhões de ocupações, distribuídos entre agricultura (10,7%), indústria (30,9%) e terciário (58,4%)4. Segundo Faria (1986), essa mudança quantitativa resultou no período num declínio percentual de pessoas empregadas no setor primário (sua participação no total da PEA cai de 59,9% em 1950 para 29,9% em 1980). Em relação a participação do setor secundário na PEA o setor respondeu a 14,2% da PEA em 1950 e 24,4% em 1980.

Caberiam ao terceiro setor (serviço) os melhores desempenhos no crescimento do cenário com destaque a administração pública e atividades sociais e a outras atividades (a qual demonstraria complexidade da estrutura ocupacional brasileira) em contraposição ao terciário “marginal”. Na liderança registrou-se a integração do mercado nacional de trabalho, vigorosa expansão das fronteiras agrícolas, crescente urbanização da força de trabalho e baixíssimas taxas de desemprego aberto (de 2% a 3% em meados da década de 70).

Essas transformações na base social transfiguraram um mercado de trabalho heterogêneo, com cenário negativo de forte arrefecimento do crescimento econômico nos anos 80, tendo os períodos de grande dinamismo econômico não conseguido captar um nível de absorção de sua população, que foi aquecendo a informalidade.

Como resultado a partir da década de 90 o movimento de desestruturação do mercado de trabalho ficou mais forte. Novos rumos da política econômica comprometeram a integração social e econômica da sociedade por meio da entrada no mercado de trabalho, configurando como importante ponto de inflexão na trajetória da economia brasileira.

Com o inicio do governo Collor, houve um processo de desregulamentação da economia (fim da regulação estatal dos preços e das relações capital-trabalho) e sua abertura; a retirada do Estado do campo produtivo (via privatizações); o contingenciamento do gasto público, entre outras medidas Todos os governos que sucederam Collor não romperam com as propostas mais gerais defendidas em seu curto período de administração, em alguns casos, medidas apenas sinalizadas em seu governo foram aprofundadas, principalmente com o governo Cardoso e o Plano Real.

1 http://www.sep.org.br/artigo/xcongresso59.pdf

O Plano Real teve como característica a desvinculação da taxa de câmbio da

evolução dos preços domésticos, através da sua indexação com a moeda externa. A paridade cambial seria, então, mantida via ingressos de capitais no balanço de pagamentos, atraídos pelo diferencial na taxa de juros.

No seu programa de estabilização o governo do FHC estava baseado na âncora cambial requisitado pelo câmbio apreciado, cuja paridade e confiança na moeda foram garantidas pela manutenção de elevados diferenciais de juros, de forma a proporcionar influxo de capitais. Em relação aos juros, as taxas de juros reais cresceram.

1.2 REFORMA DO ESTADO

A orientação da política econômica brasileira nos anos 50 e 60 ampliaram a

industrialização nos países com um grande aumento da produtividade agrícola, o que permitiu a liberação de obras e recursos para áreas inaugurou uma nova etapa do desenvolvimento do país, indicando caminhos diversos daqueles experimentados pelo país nas décadas anteriores, principalmente no que diz respeito ao papel do Estado dentro de um contexto de retomada do crescimento. Se o Estado até então tinha ocupado lugar de destaque, de protagonista, tal papel agora caberia ao mercado.

Segundo o autor as mudanças no plano econômico visavam uma reforma interna ao panorama financeiro internacional, no qual verificou alta liquidez e baixas oportunidades de aplicação de capital no conjunto dos países desenvolvidos. Neste quadro, voltou a ser possível a aplicação de capital internacional em países como o Brasil.

Por volta da década de 1990 à abertura comercial e financeira acompanhado da política de privatização das empresas estatais, redução do tamanho do aparelho estatal por reformas administrativas e gerenciais, como característica de atrelar a economia brasileira às mudanças observadas na economia mundial, principalmente no que diz respeito à liberalização dos fluxos financeiros. Para os governantes brasileiros, essa seria uma possibilidade de atrair recursos externos e retomar o crescimento nacional.

O Estado no seu papel de gestor público, as organizações não-estatais e sem

fins lucrativos que atendam aos bens e serviços essencialmente públicos, como um meio ambiente protegido, devem ser públicos. Na garantia dos direitos que nos asseguram que

o patrimônio público entendido em sentido amplo, seja público - que seja de, e para,

todos, em vez de ser objeto de investigação, e de ser privatizada por grupos de interesse

À medida que a proteção aos direitos públicos passava a ser dominante em todo

o mundo, foi-se tornando cada vez mais claro que era preciso a república; que a reforma

do Estado ganhava uma nova prioridade; que a democracia e a administração pública burocrática - as duas instituições criadas para proteger o patrimônio público - tinham de mudar: a democracia devia ser aprimorada para se tornar mais participativa ou mais direta; e a administração pública burocrática devia ser substituída por uma administração pública gerencial.

Essas medidas resultaram no controle da inflação, permitindo a entrada de capital com um papel fundamental (pelo efeito sobre o câmbio), além da liberalização das importações.

A combinação de câmbio valorizado e juros altos jogou a economia brasileira em uma trajetória de crescimento chegando em ano de 1994 a 5,9%, enquanto a média de crescimento no período 1990-99 foi inferior a 2%). Além dos baixos níveis de crescimento (em relação com as médias históricas da economia brasileira), estes não foram sustentados. O PIB per capita também não teve um desempenho positivo, cresceu apenas 5% ao longo dos anos 90.

Entretanto, a manutenção da sobrevalorização cambial, as taxas reais de juros elevadas e o aprofundamento da abertura comercial exerceram um efeito perverso sobre o custo de uso do capital existente, Foram adotadas medidas em relação a produção, com redução nos custos das empresas, introdução de inovações organizacionais, terceirização de atividades, que promoveram crescimento insuficiente dos postos de trabalho.

Além disso, o regime cambial e monetário do Plano Real provocou a quebra de elos da cadeia produtiva em diversos setores da indústria. As perdas de elos das cadeias produtivas denotam o valor agregado em produtividade para o valor bruto de produção, representando a eliminação de pontos de geração de emprego e renda a todos os trabalhadores no mercado de trabalho.

A reestruturação da economia nos anos 90 foi responsável por mudanças

importantes na estrutura produtiva e no mercado de trabalho no Brasil. O ritmo de crescimento insatisfatório fez coro com as poucas oportunidades de ocupação para a população economicamente ativa do país.

O cenário rural continuou a ser reprimido pelo desenvolvimento urbano- industrial, restou a ocupação em áreas de serviços, insuficiente para resolver o problema do desemprego que se expandiu ao longo da década, alcançando mais de dez milhões de trabalhadores. Atestou-se, ainda, a ampliação de postos de trabalho mais precários, à margem de qualquer proteção. Os fenômenos “compensatórios” dos anos 80 não se repetiram na década de 90.

O crescimento do emprego público deu lugar a uma reforma administrativa que

visava à moralidade via concurso público, o que impediu o inchaço da folha de pagamentos dos estados e municípios que comprometiam as prioridades sociais. Outra frente de atuação do Estado foi na desregulamentação das relações capital-trabalho com reformas na legislação trabalhista cujo objetivo era tornar as condições de contratação da força de trabalho mais flexíveis, o que resultou, em muitos casos, em mais precário do mercado de trabalho. No caso da reestruturação do aparelho produtivo, verificou-se alguma mudança em relação aos anos 80. Observou-se reestruturação de parte do aparelho produtivo, mas tal reestruturação foi de natureza defensiva e se deu, em grande medida, por mudanças organizacionais.

Neste sentido, os problemas históricos do mercado de trabalho foram aprofundados nos anos 2000, com elevados níveis de desemprego o que amplia mais ainda as dificuldades a serem enfrentadas para ocupar a força de trabalho existente no país.

1.3Tipos e custos do Desemprego

Uma economia está em uma recessão quando o produto total cai. Uma recessão aumenta a taxa de desemprego de duas maneiras, quando perdem seus empregos e quando há menos oferta de trabalho.

Em períodos o IBGE entrevista por meio de uma amostra, 38.500 domicílios, em diversas capitais para representar a população total brasileira. Com base nas suas respostas, as pessoas são incluídas em uma das três categorias que segue:

a) População Ocupada; uma pessoa está empregada se ela trabalhou na

semana anterior a entrevista e/ou está ausente por doença, greve ou férias.

b) População Desocupada; uma pessoa está desempregada se ela não tinha

trabalho num determinado período de referência, mas estava disposta a trabalhar.

c) População não economicamente ativa; a força de trabalho é composta por todos que estão empregados ou desempregados, os demais é fora da força de trabalho. Isso inclui estudantes, cônjuges que não trabalham fora de casa e aposentados. Inclui também pessoas que desistiram de procurar trabalho.

Taxa de desemprego é a porcentagem da força de trabalho que está desempregada. Aas economia se defrontam com os diverso tipos de desemprego, tais como:

a) desemprego Fricativo é resultado do funcionamento normal da economia. O desemprego fricativo acontece porque os trabalhadores demitidos buscam empregos melhores. Os empregadores demitem em busca de melhores profissionais e os consumidores deixam de comprar determinados produtos e o progresso tecnológico.

b)desemprego Estrutural ocorre se os consumidores deixam de comprar determinados produtos e pelo avanço tecnológico, que afetam seriamente certas industrias.

c) desemprego Cíclico, deve-se ao desaquecimento da economia.

2. ENGENHARIA ECONÔMICA

Na avaliação de programas e projetos com viabilidade econômica os empreendedores devem buscar a redução dos custos ou na maximização os lucros dos seus projetos de investimentos. Param realizar isto, os projetos de construção devem ser localizados, projetados, construídos, geridos e operados sempre com atenção para as conseqüências econômicas destas decisões.

Com isso, os métodos de análise e de avaliação econômica adequados á indústria da construção ajudará as economia e as empresas na construção de modo a atingir os objetivos de performance dos ambientes construídos desejados a um custo acessível.

De acordo com Pereira (2006) a engenharia econômica, como instrumento destinado à análise de investimentos, representa um processo decisório, consistindo na escolha do tipo de aplicação (investimento) mais apropriado à empresa ou indivíduo, pressupondo a aceitação do conceito de que se deve atribuir um valor ao dinheiro no

tempo. Este processo lida com a evolução (no tempo) de benefícios e custos tais como receitas e despesas de capital, particularmente procurando avaliar e selecionar projetos de investimentos.

2. 1 Métodos de análise

Os principais métodos de análise utilizados pela engenharia econômica para tomar decisões entre alternativas de investimento são:

1.

Fluxo de Caixa (FC)

O

fluxo de caixa é um instrumento gerencial fundamental que permite

a coleta de dados e a geração do desempenho financeiros dos projetos e previsões orçamentárias dos investimentos. Uma representação é realizada por meio de um diagrama que representa períodos de movimentação de caixa e discriminação de movimentação.

Esses movimentos de fluxo de caixa são representados pela sete pra cima e saídas pelas setas pra baixo em uma linha horizontal como escala de tempo. Entrada de dinheiro

linha horizontal como escala de tempo. Entrada de dinheiro Saída de dinheiro n escala de tempo

Saída de dinheiro

n escala de tempo

2. Método do valor presente líquido (VPL)

O método do valor presente líquido, também conhecido pela terminologia método do valor atual, caracteriza-se, essencialmente, pela transferência para o instante presente de todas as variações de caixa esperadas, descontadas à taxa mínima de atratividade.

Em outras palavras, seria o transporte para a data zero de um diagrama de fluxos de caixa, de todos os recebimentos e desembolsos esperados, descontados à taxa de juros considerada. Se o valor presente for positivo, a proposta de investimento é atrativa, e quanto maior o valor positivo, mais atrativa é a proposta.

O método consiste numa operação onde se determina o valor presente líquido pela seguinte equação:

determina o valor presente líquido pela seguinte equação: Onde, i = é a taxa de juros;

Onde, i = é a taxa de juros; j = nula no período, e n = tempo do empreendimento a realizar.

3. Método da Taxa Interna de Retorno (TIR)

Por definição, a taxa interna de retorno de um projeto é a taxa de juros para a qual o valor presente das receitas torna-se igual aos desembolsos. Isto significa dizer que a TIR é aquela que torna nulo o valor presente líquido do projeto. Pode ainda ser entendida como a taxa de remuneração do capital.

A TIR deve ser comparada com a TMA para a conclusão a respeito da aceitação ou não do projeto. Uma TIR maior que a TMA indica projeto atrativo. Se a TIR é menor que a TMA, o projeto analisado passa a não ser mais interessante. O cálculo da TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro.

TIR é feito normalmente pelo processo de tentativa e erro. 3. Método PAY-BACK Um dos métodos,

3. Método PAY-BACK

Um dos métodos, que é muito utilizado, e que possui limitações do ponto de vista conceitual é o PAY-BACK ou método do tempo de recuperação do investimento.

O método do PAY-BACK consiste simplesmente na determinação do número de períodos necessários para recuperar o capital investido, ignorando as conseqüências além do período de recuperação e o valor do dinheiro no tempo. Normalmente é recomendado que este método seja usado como critério de desempate, se for necessário após o emprego de um dos métodos exatos.

4. Taxa Mínima de Atratividade (TMA)

A TMA é a taxa a partir da qual o investidor considera que está obtendo ganhos financeiros. Existem grandes controvérsias quanto a como calcular esta taxa. Alguns autores afirmam que a taxa de juros a ser usada pela engenharia econômica é a taxa de juros equivalente à maior rentabilidade das aplicações correntes e de pouco risco. Uma proposta de investimento, para ser atrativa, deve render, no mínimo, esta taxa de juros.

3. CRESCIMENTO ECONÔMICO

3.1 Conceito

O crescimento econômico segundo Vasconcelos (2003) é o crescimento contínuo da renda per capita ao longo do tempo. As fontes de crescimento entre os diversos países estariam na chamada função de produção. O autor classifica as fontes de crescimento de produção a seguir:

a)aumento da força de trabalho

b)aumento do estoque produtivo.

c)melhoria na qualidade de vida, através e programas e projetos de educação e especialização.

d)melhoria tecnológica, com resultados de eficácia da produção.

e)eficiência organizacional.

A forma mais clássica e tradicional de se medir o crescimento econômico de um país é medir o crescimento de seu Produto Interno Bruto - PIB. Há uma relação direta entre o nível de investimentos chamado de formação bruta de capital fixo de um país e o ritmo de crescimento de seu PIB.

Pode-se entender essa fonte de crescimento no aumento da capacidade produtiva (mais fábricas, mais geração de energia, mais empregos) e na geração sustentável na renda de um país. Para efeito de avaliação de desempenho estão os fatores:

a)capital humano : mede o capital físico o que inclui a habilidade abstrata como talento, educação, aperfeiçoamento.

b)capital físico: mede a mobilidade quantitativa do progresso tecnológico, é a variação do papel do capital físico no processo de desenvolvimento econômico.

Quando a capacidade produtiva de um país está sendo subutilizada, pode-se obter - mediante medidas governamentais de estímulo - por curtos períodos de tempo, um crescimento causado por uma melhor utilização da capacidade produtiva já existente. Mas esse crescimento de curto prazo, apelidado de vôo de galinha, não se sustenta se não for acompanhado, simultaneamente, por novos investimentos na produção.

O país que vem se destacando e crescido nas últimas décadas, de maneira

sustentada e com visão de inveja, é a China, que manteve uma taxa de crescimento

médio de seu PIB de 11,45% a.a. entre 1991 e 2003. No mesmo período a economia mundial cresceu, em média, 4,41% a.a. e o Brasil apenas 1,98% a.a.

Segundo dados macroeconômicos a China vem representando essa fortaleza

contínua pela sua taxa de investimento que foi acima de 28%, em média, nos anos 80, alcançado aumentado ainda mais, atingindo patamares acima dos 40% nos anos 2002 e

2003.

Em comparação ao crescimento produtivo no Brasil, seus índices comparados com o da China são bem definidos pelo IBGE em seus boletins econômicos, pelas seguintes taxas de investimento no Brasil: em 2005 foi de 16,3% do PIB. Em 2004, 16,1%. Em 2003, 15,3%. Em 2002, 16,4%. Em 2001, 17% e em 2000 16,8%, quase e metade das taxas chinesas.

O comportamento da taxa de poupança da China revela comportamento similar

à da taxa de investimento e geração de poupança no período de 1980 a 2003, saindo de

uma média de 35% nos anos 80 para um patamar acima dos 40% na década de 90 e início do novo século 2 .

Portanto, aumentar o ritmo de crescimento do PIB brasileiro que já foi dos maiores do mundo no período do Milagre Econômico (1968/1973) desde então é dos menores - devemos tomar medidas para aumentar sua taxa de investimento.

3.1.1 Formas de crescimento

O crescimento econômico, quando medido apenas pelo PIB, pode ser muito

desigual de um país para outro.

Isso porque taxas de crescimento iguais do PIB escondem grandes variações na melhoria do bem estar das pessoas e do seu IDH (que é um método padronizado de avaliação e medida do bem-estar de uma população). Para citar um exemplo, Sri Lanka, Trindad e Uruguai, que tiveram o mesmo declínio na taxa de mortalidade infantil, tiveram crescimentos - medidos pelo PIB - completamente diferentes.

Certos tipos de crescimento, que poderíamos chamar de predatórios, podem levar à degradação ambiental e dos recursos naturais de alguns países, como a Indonésia, a Nigéria e a Rússia e a China, o que por sua vez pode afetar as perspectivas de crescimento futuro.

As possibilidades de indicadores de crescimento é um dos fatores fundamentais na redução da pobreza e na melhoria do IDH dos países. Seu impacto sobre a pobreza representa variação enorme de país pra país. No caso brasileiro, durante a ditadura militar, foi marcado como uma década em que o país obteve índices recordes de crescimento de seu PIB, sem que isso tivesse contribuído significativamente para diminuir sua desigualdade econômica.

A lógica codifica fundamentalmente na questão da distribuição de renda, que

reduz o impacto de qualquer crescimento sobre a pobreza. As possibilidades que reduzem a desigualdade não só elevam o crescimento, como aperfeiçoa o seu impacto sobre a pobreza. Padronizar o acesso à educação e um ensino de melhor qualidade são

fatores determinantes na qualidade do crescimento de um país.

Outro importante fator que afeta a distribuição da renda são as transferências públicas de recursos através de programas como a previdência social e outros. Políticas que aumentem o efeito equalizador dessas transferências -- tais como mudanças na alocação de recursos visando transferências direcionadas aos mais necessitados -- contribuem para reduzir gradualmente a desigualdade da renda.

3.1.2 Desigualdades sociais

Devido ao distinto cenário de desequilíbrio social, a fragmentação do crescimento econômico torna-se instável. A relação produto capital deve relacionar um modelo de eficiência produtiva do produto e distribuído a renda, quando há concentração de riquezas na mão de uma minoria socialmente privilegiada. As pessoas que normalmente afirmam isso acreditam que em um segundo momento o "bolo" seria então divido, o que viria finalmente a beneficiar todos os integrantes daquela população.

Este pensamento, comum nos meios empresariais, é embasado pela crença de que, supostamente, alguns poucos devem prosperar para então oferecer emprego aos demais integrantes da sociedade. "A natureza da curva de possibilidade de produção dos países tem como missão a melhor alocação dos recursos, o que permite a alguns poucos "a missão de gerar riquezas", enquanto aos demais a função secundária de subordinar- se a estes, os provedores de emprego.

Justamente esta concepção, que faz com que o status quo não se altere. Criando a ilusão de uma elite provedora e de uma coletividade incapaz de empreender e gerar riqueza.

4. Desenvolvimento Econômico

Nos países em desenvolvimento - nos quais emergiu, neste século, um Estado desenvolvimentista em vez de um Estado de Bem-Estar social focou claro a estratégia os direitos civis e sociais continuavam quase sempre sem proteção; o nepotismo e a corrupção conviviam com a burocracia, que era beneficiária de privilégios e convivia com excesso de quadros.

Segundo Vasconcelos (2003) explicou o desenvolvimento segundo estudos Rostow que a evolução histórica dos países desenvolvidos, estaria em cinco estágios de desenvolvimento:

a)sociedade tradicional, o que significa que um país possui bases produtivas

agrárias.

b)pré-requisitos de arranco , seriam as condições previas a partir de mudanças econômicas e não econômicas.

sua maturidade seria um período crucial do

processo de arranque a partir das seguintes mudanças:

1-taxa de investimento líquida se eleva de 5% para mais de 10% da renda

nacional.

c)crescimento auto-sustentável,

2-surgimento

de

novos

segmentos

industriais,

principalmente

de

bens

de

consumo duráveis.

3-emerge

uma

estrutura

política

social

e

institucional,

que

garante

a

sustentabilidade do crescimento econômico.

c)idade do consumo de massa,

Em suma, o desenvolvimento econômico é um processo pelo qual a renda nacional real de uma economia aumenta durante um longo período de tempo. A renda nacional real refere-se ao produto total do país de bens e serviços finais, expresso não em termos monetários, mas sim em termos reais: a expressão monetária da renda nacional deve ser corrigida por um índice apropriado de preço de bens e consumo e bens de capital. E, se o ritmo de desenvolvimento é superior ao da população, então a renda real per capita aumentará.

O processo implica na atuação de certas forças, que operam durante um longo

período de tempo e representam modificações em determinadas variáveis. Os detalhes do processo variam sob condições diversas no espaço e no tempo, mas, não obstante,

há algumas características comuns básicas, e o resultado geral do processo é o crescimento do produto nacional de uma economia que, em si própria, é uma variação particular em longo prazo.

O processo de desenvolvimento econômico supõe que ajustes institucionais,

fiscais e jurídicos são necessários, incentivos para inovações e investimentos, assim como fornecer condições para um sistema eficiente de produção e distribuição de bens e serviços à população.

Desenvolvimento pode ser entendido como exercício de potencial. Uma analogia ajuda a entender o significado: quando você planta uma semente espera que se torne uma planta adulta está exercendo um potencial genético, em outras palavras, está desenvolvendo-se. Quando aperfeiçoado a economia, refere-se ao processo de produção de riqueza material, a partir do potencial dado pela disponibilidade de recursos humanos e naturais e uso de tecnologia.

4.1 Teorias

Foram muitas as teorias voltadas para a promoção do desenvolvimento econômico. Como alternativa à crise de 1929, o economista inglês John Maynard Keynes formulou uma hipótese de que o Estado deveria interferir ativamente na economia: seja regulando o mercado de capitais, seja criando empregos e promovendo obras de infra- estrutura e fabricando bens de capital.

Essa teoria foi muito popular até os anos 1970 quando - em parte devido à crise do petróleo - o sistema monetário internacional entrou em crise. Tornou-se então evidente a inviabilidade da conversibilidade do dólar em ouro, ruiu o padrão dólar-ouro, com inflação e o endividamento dos Estados por um lado, e uma grande acumulação de excedente monetário líquido nas mãos dos países exportadores de petróleo por outro. Em vista disso, sobreveio uma mudança de enfoque na política econômica.

Surge então a escola neoliberal de pensamento econômico, baseada na firme crença na Lei de Say, e cujos fundamentos já tinham sido esboçados em 1940 pelo economista austríaco Friedrich August von Hayek. Para corrigir os problemas inerentes à crise, os neoliberais pregavam a redução dos gastos públicos e a desregulamentação, de modo a permitir que as empresas com recursos suficientes pudessem investir em praticamente todos os setores de todos os mercados do planeta: tornar-se-iam empresas multinacionais ou transnacionais.

4.2

Neoliberalismo

A palavra neoliberalismo tem sua base teórica da escola econômica clássica. Naquela época o ideal de liberalismo econômico pregava uma dinâmica ao setor privado, e uma redução participativa do Estado às áreas publica e de segurança.

Sua aplicabilidade ao cenário do papel do Estado atual conta com quatro setores: o núcleo estratégico, as atividades exclusivas, os serviços não-exclusivos, e a produção de bens e serviços para o mercado. O núcleo estratégico é o centro no qual se definem a lei, as políticas e o modo de, em última instância, as fazer cumprir.

No formato do parlamentarismo pelo Parlamento, pelos Tribunais, pelo Presidente ou Primeiro-ministro, por seus ministros e pela cúpula dos servidores civis. Autoridades locais importantes também podem ser consideradas parte do núcleo estratégico. No caso do sistema presidencialismo ser uma estrutura federal, integrando a esse núcleo os governadores e seus secretários e a alta administração pública estadual.

Setores exclusivos são os que envolvem o poder de Estado na garantia direta que as leis e as políticas públicas sejam cumpridas e financiadas. Integram este setor as forças armadas, a polícia, a agência arrecadadora de impostos - as tradicionais funções do Estado - e também as agências reguladoras (ANEEL, ANATEL), as agências de financiamento, fomento e controle dos serviços sociais e da seguridade social (Bancos Públicos, BNDES, Previdência Social, SUS). As atividades exclusivas, portanto, não devem ser identificadas com o Estado liberal clássico, para o qual bastam a polícia e as forças armadas.

Segundo Sicsu (2005) o neoliberalismo foi experimentado, primeiramente, por Pinochet, no Chile na década de 1970, e foi seguida pela inglesa Margaret Thatcher e pelo americano Ronald Reagan nos anos 1980.

De 1990 até 2004, as práticas neoliberais preconizadas pelo Consenso de Washington, em 1990), e pelo FMI, durante a década seguinte, tornaram-se um rumo global para os governantes, que acreditavam num ritmo certo para alcançar suas metas de desenvolvimento econômico. Reformas foram aplicadas em vários países, notadamente nos mais pobres, no pressuposto de que, com a liberalização dos mercados, fosse possível atrair um maior volume de investimentos.

Entre algumas medidas consideradas necessárias para os neoliberais, estão:

b) a liberalização dos fluxos internacionais de capitais,

c) o fim das reservas de mercado, e

d) a flexibilização de leis trabalhistas.

É um grande indicador de dimensão dos níveis de riqueza, educação e esperança média de vida de um pais, o que representa a qualidade e vida e o bem-estar da população. Foi desenvolvido em 1990 pelos economistas Amartya Sen e Mahbub ul Haq, e vem sendo usado desde 1993 pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento no seu relatório anual.

Seguindo um padrão seu critério de avaliação tem por bases os índices abaixo:

Índice de educação: Para avaliar a dimensão da educação o cálculo do IDH considera dois indicadores. A taxa de alfabetização de pessoas com 15 anos ou mais de idade e a taxa de escolarização: somatório das pessoas, independentemente da idade, matriculadas em algum curso, seja ele fundamental, médio ou superior, dividido pelo total de pessoas entre 7 e 22 anos da localidade. São incluídos os alunos supletivo, de classes de aceleração e de pós-graduação.

Longevidade: mostra a quantidade de anos que uma pessoa nascida em uma localidade, em um ano de referência, deve viver.

Renda: A renda é calculada tendo como base o PIB per capita (por pessoa) do país. Como existem diferenças entre o custo de vida de um país para o outro, a renda medida pelo IDH é em dólar PPC (Paridade do Poder de Compra), que elimina essas diferenças. O índice varia de zero (nenhum desenvolvimento humano) até 1 (desenvolvimento humano total), sendo os países classificados deste modo:

a)entre 0 e 0,499, é considerado baixo país de desenvolvimento baixo (subdesenvolvido)

b)entre 0,500 e 0,799, é considerado médio país de desenvolvimento médio (em desenvolvimento)

c)entre 0,800 e 0,899, é considerado elevado país de desenvolvimento alto (em desenvolvimento)

Quando o IDH de um país está entre 0,900 e 1, é considerado muito elevado país de desenvolvimento muito alto (desenvolvido)

FIGURA 5 - MAPA DE INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO BRASILEIRO

muito alto (desenvolvido) FIGURA 5 - MAPA DE INDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO BRASILEIRO Fonte: Relatório ONU

Fonte: Relatório ONU 2005

O mapa mostra que a área verde claro representa um índice médio-alto entre 0,7, a área verde escura representa índice elevado 0,8 a 0,9 e o laranja representa um índice médio-baixo entre 0,6.

4.4 Programa de Aceleração de Crescimento PAC

Foi anunciado, pelo Governo Federal, em 22 de janeiro de 2007, o Programa de Aceleração de Crescimento - PAC que é um conjunto de medidas de políticas econômicas que visam acelerar o crescimento econômico no Brasil.

O Programa de Aceleração de Crescimento - PAC" previu investimentos de R$ 503 bilhões até 2010, com prioridade para a infra-estrutura, como portos e rodovias, e objetiva permitir ao país crescer “de forma correta, porém mais acelerada” do que o vem sendo registrado nos últimos anos. Seu foco fundamental estaria na dinâmica macroeconômica de acelerar o crescimento sem comprometer a estabilidade.

Políticas de promoção do crescimento

Para aumentar o crescimento de uma economia , o governo deverá adotar as seguintes medidas:

3. Promoção da educação, quer a nível do ensino tradicional, quer através da

promoção de programas específicos de formação profissional .

4. Promover mais e melhores cuidados de saúde preventiva, para assegurar o

aumento da assiduidade ao trabalho.

5. Criar condições, para reter o capital humano existente, evitando a fuga de

quadros qualificados, para outros países.

6. Promoção de atividades geradoras de externalidades positivas, como o desenvolvimento de produtos, desenvolvimento de novas tecnologias e promover a investigação aplicada.

7. Promoção da eficiência dos mercados:

Políticas de promoção de concorrência;

Fornecimento de bens públicos ;

Eliminar externalidades negativas;

Eliminação dos efeitos negativos, provocados pela intervenção do estado;

Essas medidas resultariam na promoção da poupança nacional, através de um déficit orçamentário público, os aumentos nos níveis de poupança são necessários para financiamento , de todos os investimentos acima referidos.Alem de optar por investimento pela ótica da oferta agregada (produção), o governo direcionou conforme seu Plano

Plurianual 2008-2011 para a área de educação através do Plano de Desenvolvimento da Educação PDE.

PARA SABER MAIS

Nada contribui para o desenvolvimento se o crescimento acelerado da mecanização e do conhecimento tornar o homem um "ser empresário". A viabilidade dessa excelência foi via combinação do aumento da taxa de poupança sobre a taxa de crescimento do produto real.

Para entender a função de empresário que ascende socialmente a economia. Uma ascensão merecida, uma vez que estes indivíduos foram capazes de coordenar tarefas jamais vistas, num ambiente incerto e confuso. O sucesso dessa estratégia de crescimento está nas novas economias do leste asiático.

REFLEXÕES SOBRE A APRENDIZAGEM

A sociedade geralmente apresenta reações ao surgimento de estoques crescentes chamada de economia de escala. Seja através de maquinas e equipamentos com comando numérico ou até mesmo sem que haja razões para tal. Torna-se ainda mais necessária a característica de líder do empresário, para enfrentar os "preconceitos" e levar a cabo as novas combinações.

O aluno precisa educar cada função do mercado consumidor a aceitar seu novo papel do capitalista a conceder o crédito necessário contra os riscos de sua produção. Por fim, entender que o empresário exerce seu poder de liderança ao arrastar todo um setor produtivo atrás de si, o que se apresenta como o motor do desenvolvimento econômico.

Hoje o nível do consumo global atingiu sua fase mais elitista. Já saímos da fase do consumo de subsistência, e à medida que a renda do mundo melhora, pó consumo torna-se mais exigente e especialista. E é nessa ótica, que o mercado produtor deve estar atento as nossas tendências do mercado (aperfeiçoar o modo de produção pra promover produtos rápidos) e gerar novas ondas tecnológicas aos produtos (era da automação e da robótica) que demanda uma mão de obra especializada e informatizada.

RESUMO DA UNIDADE

O processo de desenvolvimento deve ser explicado a partir de uma situação sem desenvolvimento e sem interferências endógenas (trabalho, eficiência tecnológica, capital, conhecimento intelectual) visto na microeconomia, e por variáveis exógenas

(juros, controle de preços, câmbio) na junção agregada. Essas mudanças estruturais que geram desenvolvimento acontecem "no lado da oferta", ou seja, é a esfera produtiva que conduz todo o processo. Mas como gerar essa cadeia produtiva de excelência?

A produção combina materiais e valores abstratos ao nosso alcance. Para

produzir coisas novas ou as mesmas coisas de forma diferente devemos combinar os materiais e forças de mercado. Essas são as novas combinações que podem acontecer de forma gradativa ou abrupta. Quanto às novas combinações surgem de forma repentina e descontínua, há o fenômeno do desenvolvimento econômico. Essas novas combinações podem objetivar a introdução de um novo produto, de um novo método, a abertura de um mercado, a conquista de novas matérias-primas ou o estabelecimento de

uma nova organização produtiva.

Ao ocorrerem novas combinações, elas ocasionam alterações sociais e econômicas; num sistema monopolista, surgem dentro das grandes corporações; e num sistema socialista, as novas combinações surgem de forma a não provocar conseqüências sócio-econômicas. Cabe aqui ressaltar a distinção entre inovações e novas combinações. Inovações são descobertas científicas que nem sempre influenciam a economia, ao passo que as novas combinações dos fatores de produção, oriundas ou não de inovações recentes ou passadas, desencadeiam o desenvolvimento econômico.

Ao partirmos de um fluxo circular previamente equilibrado, não havendo, portanto capacidade ociosa, as novas combinações passam a ser o emprego diferente dos meios produtivos previamente existentes no sistema econômico. Desconsideramos a existência de mão-de-obra ociosa ou de elevado nível de poupança. Mesmo o maior dos cartéis não poderia financiar a produção de um novo bem com os recursos da produção passada, devendo, portanto recorrer ao crédito.

A existência dos agentes especuladores do mercado financeiro, os quais

alocam recursos e investimento aos capitalistas, é que caracteriza o sistema capitalista propriamente dito. E é a partir do crédito que torna possível um ambiente empresarial a

novas combinações e, conseqüentemente, promover o desenvolvimento. Mas de onde vêm os recursos, que garantam visto teoricamente em pleno emprego?

Tais recursos vêm da criação de poder de compra do governo, dos especuladores e das holdings pelos capitalistas através da emissão de títulos de seu capital aberto. Caso as novas combinações financiadas não alcancem sucesso, há um processo inflacionário. Havendo sucesso das novas combinações a economia dá o salto desejado.

É por isso que se explica e aplica melhor aos capitalistas àqueles que tornam possível a realização de novas combinações e autoriza indivíduos "em nome da sociedade" a desencadear o processo de desenvolvimento.

SUGESTÕES DE LEITURA

A conseqüência da visão do realismo econômico crítico sobre a natureza do objeto estudado, em termos metodológicos, é que não é possível construir modelos de

desenvolvimento e crescimento econômico único as economias. A partir de indivíduos representativos (governos) axiomas que predeterminam comportamentos dos sistemas econômicos e seus métodos para construção desses modelos.

É importante no aperfeiçoamento explicativo do capítulo, no seu poder de entendimento da discussão ler a Teoria de Myrdal.