CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. A entidade sindicalconvenção coletiva (artigo 462 da Consolidação das Leis do Trabalho e artigo 7o.

, inciso VI, da Carta Magna). Nessa conformidade, a fixação de contribuição assistencial em cláusula de Convenção Coletiva de Trabalho, não fere a ordem jurídica, nem ofende o princípio da liberdade sindical, não se justificando, dessarte, a improcedência da ação de cumprimento declarada pelo MM. Juízo de primeiro grau. (TRT/SP - 01413200704502006 RO - Ac. 12aT 20090292620 - Rel. Vania Paranhos - DOE 08/05/2009) Convenções e acordos coletivos de trabalho são instrumentos de caráter normativo, firmados entre entidades sindicais ou entre estas e empresas, que estabelecem condições de trabalho aplicáveis no âmbito de representação das partes envolvidas. Para que tenham validade e se apliquem a todos os envolvidos, precisam ser registrados no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE. A obrigatoriedade de depósito dos instrumentos no MTE, para fins de registro e arquivo, tem previsão legal no art. 614 da CLT e objetiva a verificação dos requisitos formais exigidos para a sua celebração e a publicidade que deve ser dada a tais atos.
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Os instrumentos coletivos deverão ser, obrigatoriamente, transmitidos para registro eletrônico pelo Sistema MEDIADOR, disponível no endereço eletrônico do MTE na internet (www.mte.gov.br). O protocolo do requerimento do registro emitido por meio do Sistema MEDIADOR deverá ser efetuado: na Secretaria de Relações do Trabalho – SRT, quando se tratar de norma com abrangência nacional ou interestadual; e nos órgãos regionais do MTE, nos demais casos. Com o registro os instrumentos coletivos ficarão disponíveis para consulta de qualquer interessado no endereço eletrônico do MTE na internet (www.mte.gov.br). Legislação Pertinente: arts. 611 a 625 da CLT e Instrução Normativa nº 11, de 24 de março de 2009. Termo de Cooperação Técnica Estatísticas Legislação

Destaques:
Convenções e Acordos Coletivos via Internet - Mediador Cartilha do Mediador - Arquivo PDF (418kb) Contato Convenção Coletiva de Trabalho é um instrumento normativo pactuado entre sindicatos representantes de empregadores (categoria econômica) e empregados (categoria profissional).

Índice
[esconder] • 1 Car acte rísti cas • 2 Neg ocia ção cole tiva • 3 Dat a bas e • 3 •

• 4 Val ida de • 5 Adi tam ent o • 6 Reg istr o • 7 Ins

[editar] Características
Uma Convenção Coletiva de Trabalho cria lei entre as partes, que devem ser respeitadas durante sua vigência. Ressalta-se que suas cláusulas não podem ferir direitos previstos na legislação, sob pena de nulidade.

[editar] Negociação coletiva
A Convenção Coletiva de Trabalho é fruto de negociação entre as partes, através de respectivas comissões de negociação, que são escolhidas e tem o poder de negociação outorgados em assembléias convocadas para esta finalidade. Este processo é chamado de negociação coletiva. convenção coletiva de trabalho

[editar] Data base
Segundo a legislação trabalhista, data base é aquela data na qual os sindicatos representantes das respectivas categorias têm para, através de negociação ou ajuizamento de ação coletiva, requerer, rever, modificar ou extinguir normas contidas nos instrumentos normativos de sua categoria. É o mês no qual se discute o reajuste salarial, por exemplo.

[editar] Rol de reivindicações
O primeiro passo ocorre quando um dos sindicatos, geralmente o laboral, envia o Rol de Reivindicações à outra parte, contendo as exigências da categoria, previamente discutida e aprovada em assembléia. Tudo o que diz respeito à relação de emprego das partes representadas pode ser inserido na Convenção Coletiva de Trabalho, porém, dentro do limite legal. [editar] Cláusulas econômicas Versam sobre a remuneração, como reajustamento, piso salarial, gratificações, valor das horas extras, vales, entre outras. [editar] Cláusulas sociais São as demais cláusulas, e que não geram um desembolso imediato por parte dos empregadores, como a garantia de emprego por um determinado período, seguro de vida, abono de faltas ao estudante, condições de segurança e higiene do trabalho, etc.
CARACTERISTICAS FUNDAMENTAIS

-Prestação de serviços continuados -Relação hierárquica -Recebimento de saláro

[editar] Validade
Uma convenção coletiva de trabalho terá a validade máxima de dois anos, porém, o mais comum é o prazo de um ano. Nada impede que certas cláusulas tenham validade diversa de outras, desde que seja

e estabelece que: § 2° Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem. Porém. [editar] Insucesso nas negociações Caso não haja acordo entre as partes para formalizar uma Convenção Coletiva de Trabalho. [editar] Aditamento Durante sua vigência. podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito. é licito as partes fazer inclusão. (negrito nosso) [editar] Ver também • Acordo Coletivo de Trabalho • Sentença Normativa Obtida de "http://pt. vez que tal exigência possui fins meramente cadastrais e de publicidade. para que este aplique um instrumento normativo. 114. Vale ressaltar que.wikipedia. sua eficácia independe do registro no MTE. [editar] Registro Conforme o artigo 614 da CLT. pelo Sistema Mediador das Relações de Trabalho. devidamente assinada. os sindicatos das categorias econômica e profissional). de 8 de dezembro de 2004.org/wiki/Conven%C3%A7%C3%A3o_Coletiva_de_Trabalho" Categoria: Direito do trabalho A liberdade de não filiação sindical das empresas e as contribuições sociais imposta por sindicatos patronais Elaborado em «Página 1 de 2» . neste caso chamado de Sentença Normativa. através de um instrumento chamado de aditamento. A eficácia da Convenção Coletiva de Trabalho surge com a assinatura da mesma pelas partes convenentes (no caso. a Convenção Coletiva de Trabalho.respeitado o limite acima. de comum acordo. as partes poderão ingressar com uma ação junto ao Tribunal Regional do Trabalho (dissídio coletivo). terá que ser registrada no site do MTE. respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho. quando se tratar de dissidio coletivo de natureza econômica a ação só poderá ser proposta mediante anuência da parte suscitada. ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica. §2° da Constituição Federal. é facultado às mesmas. alteração ou supressão de cláusulas. de acordo com o art. que foi alterado pela Emenda Constitucional n° 45. bem como as convencionadas anteriormente.

observado o disposto nos arts." Como o disposto acima. § 6º. Fundamento de validade. 150. Fundamento de validade. As contribuições passíveis de serem criadas por sindicato. Impossibilidade de o sindicato criar obrigação convencional à categoria com fundamento em seus próprios interesses. 195.Dâmares Ferreira Nota do artigo: 0 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 13 • • Desmarcar Object 14 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280'). faz-se necessária a intervenção do legislador ordinário. 149 . 248/06. 146.A finalidade dos instrumentos normativos coletivos. Em primeiro lugar invoca-se a Constituição Federal. Liberdade de adesão a sindicato. como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. que instituíram a "contribuição sindical" ainda sob a égide da CF/67. a doutrina entendeu que a nova ordem constitucional recepcionou os artigos 578 e ss.Conclusões. I. III. Esta contribuição foi apelidada de . 5 .que em seu art. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. e 150. CF/88) para a criação da referida contribuição social. 1. As espécies contributivas passíveis de serem criadas por uma entidade sindical são várias. cuja natureza é tributária. 149 prescreve: "Art. mas têm fundamentos próprios e distintos entre si. da CLT. Sumário: 1 . 3 . I e III. 2 . para que uma contribuição social de interesse de categoria econômica possa ser criada.As contribuições passíveis de serem criadas por sindicato.Da nulidade da extensão da contribuição assistencial fixada em Convenção Coletiva de Trabalho à empresa não filiada. Em cumprimento a esta exigência de lei (art.Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. 4 Projeto de Lei n. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. e sem prejuízo do previsto no Art.

IV. nos termos de seu Estatuto Social. até este ponto da exposição é possível identificar fundamentos constitucionais para a criação de duas contribuições sindicais: o "imposto sindical" e a contribuição confederativa. que integra a chamada liberdade sindical e está prescrita no art. Esta contribuição. da CF/88). . o fundamento de incidência desta contribuição não é o texto constitucional. deverá sê-lo por meio de decisão assemblear. Este é o entendimento do Supremo Tribunal Federal. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" .Filiação a Sindicato Respectivo. 4. Na autonomia sindical está implícita a liberdade da vontade dos membros de dada categoria em: filiarse. V. Para um sindicato criar a contribuição confederativa a Constituição exige que o mesmo esteja autorizado pelo concurso da vontade de seus filiados. Contribuição Confederativa . Com isso. Além das duas contribuições acima referidas. Ou seja.DJ de 9/10/2003. A contribuição confederativa de que trata o art. p. tal criação ocorrerá pelo concurso da vontade dos próprios filiados. 4. 4. só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo. 8º. p. Não obstante esta critica."Imposto Sindical" e a sua existência no ordenamento jurídico é criticada pela maioria da doutrina sindical. seja profissional ou econômica. Cada uma delas com fundamentos constitucionais de validade distintos. A natureza jurídica desta contribuição é não-tributária e o seu âmbito subjetivo de incidência é composto pelos membros de dada categoria. a possibilidade de criação de uma segunda contribuição: a confederativa. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). tudo nos termos do Estatuto Social Sindical ao qual o sujeito aderiu no ato de filiação.Em função da natureza jurídico-tributária da referida contribuição social. caput. Como visto. do mesmo artigo. expresso na Súmula 666: STF. por exigência constitucional a sua criação é de iniciativa do legislador e sua base subjetiva de incidência é composta por todos os membros de uma categoria. da Constituição. ainda há a possibilidade jurídica de um sindicato criar outras contribuições destinadas ao financiamento de sua atividade sindical. Súmula nº 666 . considerada a liberdade de filiação e não-filiação prevista no inciso V."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280").24/09/2003 .Exigibilidade . IV. 8º. 8º. sindicalizada ou não. mas a decisão assemblear autorizada pelo Texto Maior. DJ de 13/10/2003. da CF/88. caso criada. A cada sindicato regular cabe a arrecadação desta contribuição e a aplicação dos valores financeiros auferidos aos seus fins sociais. DJ de 10/10/2003. sua instituição e sua cobrança têm fundamento constitucional de validade. p. Além da contribuição social supra. filiados ao sindicato instituidor. manter-se filiado e submeter-se às deliberações assembleares (art. Esta possibilidade está baseada na autonomia sindical. 8º. a CF/88 também prescreveu no art.

Assim as demais contribuições sindicais – sejam as diretamente criadas pelo estatuto social, sejam as apenas autorizadas por este e criadas por decisão assemblear – podem ser criadas e incidir sobre aqueles que se filiaram à entidade sindical e, como decorrência, anuíram e participam expressa ou implicitamente da vontade dos filiados regulada pelo estatuto social desta. À contribuição sindical instituível com fundamento na vontade dos filiados pode ser dado o nome que esta vontade coletiva assim quiser, podendo ser contribuição mensal, mensalidade sindical, taxa de reversão, contribuição assistencial, etc. Da mesma maneira, os filiados podem criar tantas contribuições/doações quantas lhes forem convenientes. Os membros de uma dada categoria, se filiados a um sindicato, são livres para se auto-imporem as mais diversas contribuições/doações à entidade que constituíram. Todavia, estas contribuições criadas somente poderão ser cobradas daqueles que autorizaram (imediata ou mediatamente) a criação. A autorização será imediata quando dado membro da categoria participou da assembléia geral de instituição da espécie contributiva. Tal autorização será mediata se o referido membro da categoria não participou da assembléia geral instituidora, mas concordou em se submeter às decisões assembleares válidas, submissão esta anuída no ato de filiação/adesão à entidade sindical. Em suma: ressalvado o imposto sindical, cuja incidência dá-se sobre todo membro de categoria econômica e profissional, filiado ou não a uma entidade sindical, para sofrer a cobrança de qualquer outra contribuição criada por sindicato o sujeito deverá ter concordado – imediata ou mediatamente - com a criação e incidência da mesma, o que pressupõe a sua prévia filiação ao sindicato instituidor. 2. A finalidade dos instrumentos normativos coletivos. Impossibilidade de o sindicato criar obrigação convencional à categoria com fundamento em seus próprios interesses. A Recomendação n. 91/1951, da OIT, define convenção coletiva de trabalho como "todo acordo escrito relativo a condições de trabalho e emprego, celebrado entre um empregador, um grupo de empregadores ou uma ou várias organizações de empregadores, de um lado, e, de outro lado, uma ou várias organizações representativas de trabalhadores ou... " (grifos nossos) No mesmo sentido, dispõe a Convenção 98, da OIT, em seu art. 4º: "Medidas apropriadas às condições nacionais serão tomadas, se necessário, para estimular e promover o pleno desenvolvimento e utilização de mecanismos de negociação voluntária entre empregadores ou organizações de empregadores e organizações de trabalhadores, com o objetivo de regular, mediante acordos coletivos, termos e condições de emprego."[1] Considerando o acima exposto e adotando por critério o conteúdo, a doutrina classifica as normas convencionais em: normativas (que regulam as condições de emprego) e as obrigacionais. Estas últimas são de natureza instrumental, teleológica e contraposta às respectivas categorias pactuantes. Isto é, tais normas obrigacionais visam implementar e sancionar o cumprimento/ descumprimento das normas convencionais que fixam as condições de emprego (salário/reajuste/adicionais, etc) aos trabalhadores/empregadores. As normas convencionais obrigacionais fixam deveres para as empresas com vistas ao cumprimento das condições de trabalho, bem como aos próprios sindicatos envolvidos, um contra o outro. Estas normas não podem criar obrigações entre um sindicato e os seus próprios representados. A finalidade da liberdade/autonomia sindical não é esta. O art. 7º, XXIV, da CF/88 não recepciona instrumentos normativos que tenham por finalidade a imposição convencional de um sindicato em desfavor de seus próprios representados.

O art. 7º, XXIV, da CF/88 fixa como direito fundamental do trabalhador, a recepção ao ordenamento jurídico positivo de convenções e acordos coletivos, com vistas a regular as suas condições de trabalho e as formas de cumprimento destas condições pactuadas. Veja que o artigo em questão tem um conteúdo teleológico: proteger o trabalhador, numa relação de conflito entre capital e trabalho. O art. 7º, XXIV, supra referido, não confere validade a imposição unilateral e erga omnes de obrigações entre um sindicato e os membros de sua própria categoria, porque que neste campo impera a liberdade de adesão (art. 8º, V, da CF/88). Assim, caso dado sindicato patronal queira fixar e impor à empresas integrantes da categoria econômica por ele representada, contribuições sindicais diversas daquela prescrita e autorizada pelo art. 149, da CF/88 – o imposto sindical -, deverá, no uso de sua liberdade/autonomia/legitimidade sindical (art. 8º, V), fundamentar tais contribuições na vontade das empresas que são suas constituintes e filiadas, bem como restringir a incidência destas contribuições apenas a este corpo social, sob pena de afronta à liberdade fundamental de não filiação sindical. Não foi por outro entendimento que o Tribunal Superior do Trabalho, em Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo (RODC), assim decidiu: "DISSÍDIO COLETIVO. ACORDO. CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. Considerando que tanto a negociação coletiva quanto o dissídio coletivo visam a compor o conflito entre as partes nele envolvidas (arts. 114, caput e § 2º, da Constituição da República, 611, 613, 616, § 4º, da CLT), o fundamento lógico de uma determinada cláusula inclusive a de natureza obrigacional é a existência de interesses contrapostos entre as partes representantes das respectivas categorias ou, então, entre aquelas representadas. 2. Por essa razão, não é próprio do instrumento normativo que regule relação entre o sindicato e seus membros. Ao contrário, o funcionamento intestino da entidade sindical é matéria para estatuto, deliberação autorizada por lei ou ato de sua assembléia geral regularmente convocada. 3. Excetuada, pois, a hipótese em que a eficácia da norma coletiva dependa da imposição de obrigação ou outorga de direito para a categoria adversa, denotando a presença de interesse contraposto, não se admite cláusula de natureza obrigacional em instrumento normativo que tenha por escopo regular questão interna de determinada entidade sindical. 4. Não se homologa, assim, em dissídio coletivo de natureza econômica, cláusula de natureza obrigacional avençada entre o sindicato da categoria profissional e o sindicato da categoria econômica, criando contribuição assistencial devida por empresas ao respectivo sindicato patronal, até porque o sindicato suscitante não tem nenhum poder de disposição, a respeito, não podendo transigir sobre direito de que nem sequer em tese é o titular. 5. Recurso ordinário a que se dá provimento para excluir a cláusula do acordo homologado pelo Tribunal a quo." (RODC - 76243/2003-900-04-00. Publ. DJ - 19/09/2003) (grifos nossos). No acórdão supra, o Ministro Orestes Dalazen, do Tribunal Superior do Trabalho, ainda considerou que: "tanto a autocomposição como a heterocomposição dos conflitos coletivos de trabalho

visam à criação de normas e condições por intermédio de cláusulas, sejam de natureza normativas, sejam de natureza obrigacionais . Como observa AMAURI MASCARO NASCIMENTO, tal distinção é útil para, de acordo com a natureza de cada tipo, reconhecer-lhes um efeito próprio e um tratamento diverso. Assim, segundo doutrina alemã do início do século XX, existiriam preceitos voltados a regular os contratos individuais de trabalho e outros, diversamente, dirigidos a aspectos das entidades sindicais ou das empresas. É do renomado jurista a seguinte lição: "As cláusulas obrigacionais criam direitos e deveres entre os sujeitos estipulantes, destacando-se as garantias para facilitar o exercício da representação sindical no estabelecimento. Que são cláusulas obrigacionais? Não se incorporam nos contratos individuais de trabalho, porque a eles não se referem. Sublinhem-se as lições de Ojeda Avilés, em Derecho Sindical (1980): a parte obrigacional compreende os direitos e obrigações das partes firmantes, enquanto a normativa abrange as normas jurídicas sobre as relações individuais de trabalho, o estabelecimento e a participação de trabalhadores na empresa; enquanto uma não apresenta diferença das cláusulas de qualquer contrato, outra ordena o marco jurídico de terceiros, quer dizer, os trabalhadores e empresários individuais não-intervenientes na negociação coletiva. (...) as primeiras, as cláusulas obrigacionais, são dirigidas aos sindicatos e empresas signatárias dos acordos; as cláusulas normativas, e que são as mais expressivas, são dirigidas aos empregados e empresas e aos seus respectivos contratos individuais sobre os quais se projetarão. ( in Compêndio de direito sindical, 3ª edição. São Paulo: LTr, 2003, págs. 336/337 sem destaque no original) Certo, portanto, - considerou o Ministro Dalazen - o instrumento normativo resultado de negociação coletiva ou de sentença proferida pela Justiça do Trabalho pode conter cláusulas as obrigacionais que recairão diretamente sobre os sujeitos estipulantes, por meio das quais assumem deveres e ajustam direitos como se fossem partes de um contrato de direito comum. Todavia, considerando que tanto a negociação coletiva quanto o dissídio coletivo visam a compor o conflito entre as partes nele envolvidas (arts. 114, caput e § 2º, da Constituição da República, 611, 613, 616, § 4º, da CLT), o fundamento lógico de uma determinada cláusula inclusive a de natureza obrigacional é a existência de interesses contrapostos entre as partes representantes das respectivas categorias ou, então, entre aquelas representadas. Por essa razão - concluiu o Ministro - não é próprio do instrumento normativo que disponha a respeito do relacionamento entre o sindicato e seus próprios membros. Ao contrário, o funcionamento intestino da entidade sindical é matéria de regimento interno, de deliberação autorizada por lei ou de ato de sua assembléia geral regularmente convocada. Excetuada, pois, a hipótese em que a eficácia da norma coletiva dependa da imposição de obrigação ou outorga de direito para a categoria adversa, denotando a presença de interesse contraposto, não se admite cláusula de natureza obrigacional em instrumento normativo que tenha por escopo regular questão interna de determinada entidade sindical. Na espécie, a cláusula obrigacional impugnada cria contribuição assistencial devida por empresas ao respectivo sindicato patronal. Não há, nem mesmo em tese, interesse contraposto entre os Sindicatos patronal e profissional que figuram no presente processo ou, então, entre as respectivas categorias representadas. (grifos nossos) Além da decisão acima, corroborando os argumentos já expostos, há ainda vários outros precedentes da Seção de Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho no mesmo sentido, senão vejamos: "(...) CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - ENTIDADE PATRONAL.

CONTRIBUIÇÃO PATRONAL.. 12410. razão pela qual não tem sentido lógico ou jurídico sua fixação em instrumento coletivo. oriundo de desconto efetuado pelas empresas que integram a categoria representada. II . Clausula convencional que estabelece desconto assistencial no salário de sindicalizados e não-sindicalizados. Ocorre desvirtuamento da convenção ou acordo coletivo quando se estipula benefício ao sindicato da categoria patronal.10. tal como acima já demonstrado.) CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. pelo que. afetando exclusivamente o interesse da entidade beneficiada.. ou seja. 513. A cláusula em questão. Rel. as partes preferem ir a juízo para terem o aval da justiça e assim fazer parecer aos seus associados que o desconto fora uma imposição da justiça. alínea b e e. após a promulgação da CF/88. Ronaldo José Lopes Leal)" "(. 334. Considere-se. Sendo assim.DESCONTO ASSISTENCIAL. O outro pólo da relação processual. Vantuil Abdala) (. o tema não passa pela negociação direta e obrigatória entre trabalhadores e empregadores.2000.109/2001. contraria o principio constitucional da livre associação sindical. A Justiça do Trabalho não pode homologar avença que prevê condição alheia à relação entre trabalhadores e empregadores. deve ser lido e interpretado o art.Trata-se de contribuição das empresas em favor do sindicato patronal. tal como estabelecida contribuição assistencial dos empregadores para com o sindicato patronal . evidentemente. Orlando Teixeira da Costa) É no sentido acima exposto que.06. pois muitas vezes embora já conciliadas. indistintamente.04. Rel. não constitui condição normativa de trabalho e não envolve os empregados ou o sindicato profissional. da CLT: "Art. ainda. todas as demais contribuições instituíveis por um sindicato deverão ser criadas levando-se em consideração a liberdade de associação sindical que resulta no respeito à manifestação da vontade em filiar-se. Sendo que a estas decisões o sujeito terá anuído no ato de adesão à entidade de representação classista.) I . e." Salvo o imposto sindical.. . o sindicato profissional é alheio ao que entre eles se resolva. (TST-RODC-578. Min.1997.2002. que a admissibilidade desta cláusula acaba por desestimular a solução extrajudicial. matéria que. DJ: 13. ainda. (TST-RODC308956/1996. DJ: 14.não institui uma obrigação de uma parte frente a outra.459/1999. Rel. pág. 513. (TST-ROAA-733. DJ: 11. por óbvio não faz parte do dissídio. O relacionamento entre representante e representado deve ser resolvido entre eles. São prerrogativas dos sindicatos: b) celebrar convenções coletivas de trabalho. pág. e) impor contribuições aos integrantes da categoria. omite a possibilidade de oposição ao seu pagamento. manter-se filiado e submeter-se às decisões assembleares.. Min. Recurso ordinário não provido. Min.

da SDC/TST: TST . cita-se trecho de acórdão prolatado em Recurso de Revista. CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. a qualquer título.Nº 119 CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTITUCIO-NAIS – (nova redação dada pela SDC em sessão de 02. assegura o direito de livre associação e sindicalização. obrigando trabalhadores não sindicalizados.. por analogia. "A Constituição da República. 119. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. nulas. in verbis: SDC/TST/OJ 17 . V."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). Da nulidade da extensão da contribuição assistencial fixada em Convenção Coletiva de Trabalho à empresa não filiada Por todo o exposto. portanto. cujo conteúdo corrobora a aplicação analógica do acima exposto à impossibilidade de cobrança de contribuição assistencial. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . em seus arts. Inconstitucionalidade de sua extensão a não associados.homologação Res.Contribuições para entidades sindicais. 17. sendo passíveis de devolução. os respectivos valores eventualmente descontados. DJ 20. aplica-se.1998) As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. cláusula constante de acordo. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição. n. 82/1998.1998 . mas não filiada ao sindicato representante da mesma. obrigando empregador não-associado. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. Ofende o disposto no artigo 8º. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de contribuição assistencial. confederativa ou qualquer outra (ressalvado o imposto sindical) também às empresas não sindicalizadas: Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). XX e 8º. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. (grifos nossos) Por oportuno. no caso de uma empresa..06. Aplica-se.08.1998.PRECEDENTE NORMATIVO . o contido na Orientação Jurisprudencial da SDC/TST.05.)RECURSO DE REVISTA. constitucionalmente assegurado. aplica-se também o Precedente Normativo n. inciso V." (. assistencial. SUMARÍSSIMO. (Inserida em 25. por . da Constituição Federal. membro de dada categoria econômica. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. e. por via própria.3. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. No mesmo sentido. obrigando trabalhadores não sindicalizados. 5º.

analogia. Min. seja ele empregado ou empregador. Recurso de revista provido. 5º. julgar improcedente a ação de cumprimento. da Constituição Federal e.. Apenas para corroborar a tese supracitada.CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL PATRONAL. Essa mesma orientação deve ser aplicada em se tratando de sindicato patronal que pretende obter a contribuição de forma compulsória até das empresas a ele não filiadas. consagrado no artigo 8º. (RR-2203/2003-771-04-00. em conseqüência.. Ives Gandra Martins Filho. conhecer do recurso de revista. Também por unanimidade. que prevê o princípio da liberdade sindical. CONHECI-MENTO. e 8º. por violação do artigo 8º. cláusula na qual se estabelece a contribuição assistencial do não associado. cito os seguintes precedentes: CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL COBRANÇA DE EMPRESA NÃO ASSOCIADA IRREGULARIDAE APLICAÇÃO ANALÓGICA DO PRECEDENTE NORMATIVO Nº 119 DA SDC DO TST. DJ 03/03/2006). Aplica-se. esta Corte editou o Precedente Normativo nº 119 da SDC. (. assistencial. caracteriza desrespeito ao princípio da liberdade de associação. À luz da defesa deste princípio é que o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho condiciona a contribuição assistencial. à autorização expressa do trabalhador. em favor do Sindicato.) V O T O (. Brasília. o mesmo entendimento deve ser adotado ao empregador. XX. 4ª .Turma. . o ônus da sucumbência. inciso V. Tem-se que daí aplica-se por analogia ao empregador. que considera ofensiva ao direito de livre associação e sindicalização a instituição de cláusula em acordo. dar provimento ao agravo de instrumento para destrancar o recurso de revista.. 8º. da Constituição Federal assegura a liberdade sindical sem qualquer restrição para às categorias econômicas. se ao empregado não sindicalizado é vedada a contribuição assistencial sindical sem a sua sindicalização.) 1 . (.. obrigando trabalhadores não sindicalizados.. dar-lhe provimento para. por unanimidade. Até porque o art. que asseguram a liberdade de associação e de filiação sindical. o disposto no Precedente Normativo nº 119 da SDC desta Corte e no preceito constitucional acima citado. Rel. restando efetivamente nulas as estipulações que não observem tal restrição e passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. da CF. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. V. excluindo da condenação a determinação de pagamento das contribuições assistenciais previstas nas convenções coletivas de trabalho relativas aos anos de 1994/1995. vale transcrever os Precedentes Normativos de nº 119 da SDC desta Corte:(. por analogia. Com efeito. Recurso de revista conhecido e provido. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. 1995/1996 e 1996/1997. Tendo em vista o disposto nos arts.. no mérito..) Assim. o disposto no precedente supracitado. inciso V. 26 de março de 2008.. da Constituição Federal.) ISTO POSTO ACORDAM os Ministros da Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho. inciso V. Inverta-se. Nesse sentido.

e a forma de rateio serão fixados por Assembléia Geral dos trabalhadores". Conclusões a) O "imposto sindical". que visa acrescentar um Capítulo III-A ao Título V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 8º. que garante a liberdade de filiação e não-filiaçao sindical. Assim. sem qualquer distinção. do referido Projeto de Lei insere o ar. tal como já amplamente versado acima. de 2006. 513 desta Consolidação. Importa ressaltar que se. 8º. Liberdade de adesão a sindicato Não obstante o acima exposto. O art. apesar destes regramentos se referirem apenas aos trabalhadores. quer a empregadores. de autoria do Senador Paulo Paim. após o cumprimento da bicameralidade. TST. sindicalizados ou não. Caput.25/04/2008. e na alínea e do art. Projeto de Lei n. O percentual de Contribuição Assistencial devido. Note-se que a criação ou as demais providências relativas a tal contribuição serão definidas em Assembléia Geral das categorias sindicais. de 11 de dezembro de 1990. 1º. será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores e servidores membros da categoria profissional. o que afronta o art. enquanto não for aprovado e sancionado o projeto de lei supra referido – que certamente será impugnado com fundamento em vício material de constitucionalidade – valem todas as considerações supra lançadas. a todas as empresas partícipes de categorias econômicas. serão aplicáveis. Segunda Turma) A proibição de cobrança de contribuições sindicais – salvo o imposto sindical – às empresas não filiadas a dado sindicato representativo da categoria econômica tem seu fundamento no art. que garante como direito fundamental do trabalhador a faculdade de não aderir a um sindicato. com a seguinte redação: "Art. caput. 149.RENATO DE LACERDA PAIVA . da CF/88. para dispor sobre a Contribuição Assistencial e outras providências.590/1998-026-04-40. destinada ao financiamento da negociação coletiva e de outras atividades sindicais. quer a empregados. houver a sanção do texto tal como acima apresentado. A Contribuição Assistencial. na CLT. Mas. PUBL. 240 da Lei n 8112. 610-A. 5.: DJ . 4. E tal como já alinhavado acima. 248. a ser creditado para a entidade sindical representativa. 248/06. bem como afrontando o princípio da liberdade sindical prescrito no Texto Maior. 1º. cujo fundamento de validade encontra-se prescrito no art. Par. da CF/88. 610-A. bem com o objeto do presente ensaio ser somente o direito posto.Ministro Relator"(RR . da CF/88 e criação descrita no art. estar-se-á na contramão do entendimento jurisprudencial consolidado nas Cortes Superiores Brasileiras. cumpre ressaltar que recentemente foi aprovado pelo Senado Federal o Projeto de Lei n. 578 e ss da CLT é de incidência automática e cobrança devida de todos os . por analogia. conforme prerrogativa prevista na alínea e do art. se um trabalhador não sindicalizado quiser interferir na criação ou em outros delineamentos desta contribuição terá de se sindicalizar. sejam estes sindicalizados ou não. O que for definido por esta será aplicado a todos os membros das categorias.

todas as demais contribuições. O assunto é atraente e pertinente. A presente abordagem visa aprofundar o estudo sobre a contribuição assistencial e sua cobrança quando da oposição do empregado. uma vez que questionada de forma constante no exercício diário das empresas e sempre merece profundas discussões jurídicas. . somente poderão ser criadas por decisão assemblear da categoria econômica. Toda cobrança que não observar estes regramentos padecerá de vício material de constitucionalidade. por afronta ao princípio da liberdade de não filiação sindical. em respeito ao direito constitucional de livre associação. demonstrando-se uma matéria de extrema relevância no Direito Coletivo do Trabalho. Contribuição assistencial (in)exigibilidade quando da oposição do empregado Elaborado em «Página 1 de 2» Roberta Pappen da Silva Nota do artigo: 107 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 15 • • Desmarcar Object 16 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280'). pois tem aplicabilidade prática. É inequívoca a obrigatoriedade de prévio assentimento pessoal para o desconto ou recolhimento da contribuição assistencial.membros de dada categoria econômica. b) Ressalvada a contribuição sindical referida na alínea anterior. obedecidas as disposições estatutárias. e incidentes apenas sobre os membros da referida categoria que forem filiados à entidade sindical instituidora. temática irresistível. independentemente do nome que possuam.

87 da OIT [05] e o Precedente normativo n. pois decorrente de Lei do que transcorre a contenda. 1 CONCEITOS E FUNDAMENTOS A contribuição assistencial pode ser entendida como um pagamento efetuado pelo trabalhador de uma categoria profissional ou econômica ao respectivo sindicato da categoria em virtude de participação . que serão descontadas pelos empregadores nas folhas de pagamento dos trabalhadores. desta forma. para que seja possível alcançar o objetivo proposto. convém salientar que a categoria sindical pertence a todos os trabalhadores. filiados ou não. Finalmente. no que pertine as contribuições. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . Na segunda. serão ponderadas."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). [01] Por conseguinte. 119 do Tribunal Superior do Trabalho [06] e. assistencial e associativa. explanando-se a matéria de maneira a propor ao leitor o convencimento de que quando o empregado se opuser ao desconto é ilegal qualquer tipo de cobrança de contribuição assistencial. visando obter o intento alvitrado. exceto a contribuição sindical. Deste modo. quais sejam: sindical. associado e filiado. primeiramente é necessário esclarecer que o artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho [02] possibilita ao sindicato a impor contribuições a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas. firmando-se posicionamento no sentido de que não seria obrigatória a exigência do pagamento da contribuição dos funcionários que se opuserem ao desconto. no terceiro tópico será abordado sobre a liberdade sindical. bem como de exame de jurisprudencial. estas se dividem basicamente em quatro tipos. o artigo 545 do mesmo diploma legal [03] impõe que devem ser devidamente autorizados. não se podem excluir dos benefícios das normas coletivas os trabalhadores não sindicalizados. através de uma visão sistêmica analisar-se-á a posição do empregador e do sindicato em confronto com o artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho [04]. ainda. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). partindo-se de materiais já publicados. o artigo 2º da Convenção n. divide-se o artigo em quatro partes: Na primeira serão apresentadas considerações acerca das conceituações de contribuição assistencial. complementando esta idéia. serão lançadas as notas conclusivas do artigo. confederativa. constituídos principalmente de livros e artigos de periódicos. associados e não-associados e. Assim. Esta escolha se deve ao fato de que a abordagem científica proporciona o conhecimento necessário para a formulação de uma conclusão condizente com a realidade. busca-se obter os resultados almejados. o Sindicato dispõe das fontes de receitas elencadas no artigo 548 da Consolidação das Leis do Trabalho sendo que. especificadamente. Contudo. como em algumas vezes tem-se questionado.Através da apreciação bibliográfica e jurisprudencial.Para tanto. na quarta parte.

Com efeito. espontânea. em respeito ao princípio da liberdade sindical. por sua vez. que deve cumprir as deliberações das assembléias de sua entidade. enfim. entre outras. Esta ajuda seria uma prestação pecuniária voluntária feita pelo membro da categoria profissional ou econômica ao sindicato. com o objetivo de custear a participação da entidade nas negociações coletivas ou propiciar a prestação de assistência jurídica. e não para todos os integrantes da categoria. paga pelo associado ao sindicato em benefício de sua filiação à corporação. Deste modo. com a devida aprovação em Assembléia. segundo a jurisprudência majoritária [13].. esta constitui a prestação pecuniária. as colônias de férias. trata-se de contribuição que obriga tão somente os associados ao sindicato. médica. a contribuição que bem entender. [07] De igual forma é o bem lançado voto do Juiz Aldon do Vale Taglialegna. acordos coletivos ou em sentenças normativas. como não há fundamento legal expresso para este pagamento. ou para pagar determinadas despesas assistenciais realizadas pela agremiação. porque a ninguém é lícito se apropriar de bens e interesses de terceiro. feita pela pessoa pertencente à categoria profissional ou econômica ao sindicato da respectiva categoria. [10] A não ser. Sérgio Pinto Martins entende que a contribuição assistencial é: A prestação pecuniária. para o custeio de atividades assistenciais dos Sindicatos. sob o fundamento de que constituíam matéria inerente à negociação direta entre sindicatos e empresas.] Daí é que surgiu o entendimento de que tal contribuição somente poderia ser imposta aos empregados filiados aos sindicatos. a receita arrecadada será aplicada em serviços de interesse do sindicato e no patrimônio do sindicato. [. não alcançando os não-filiados. ambulatórios. bem como a tese de que cláusulas de contribuição assistencial e confederativa não poderiam ser objeto de exame pelos Tribunais Trabalhistas. Orientação Jurisprudencial nº 17 da SDC do TST [11] e o Precedente Normativo nº 119 da SDC do Tribunal Superior do Trabalho. [12] Além de não se fundar em lei.deste nas negociações coletivas. além de propiciar melhores condições de vida aos trabalhadores e seus familiares. agasalhado na Constituição Federal. e complementa . por não terem a condição de associados.. Assim ocorre. pode estabelecer. portanto. entende que "se a contribuição assistencial for autorizada pelo empregado corresponderá a doação pelo fato da natureza compulsória desta" [09] e. voluntária. se não houver anuência dele ou fundamento em lei. em virtude de este ter participado das negociações coletivas. como foi dito anteriormente. de ter incorrido em custos para esse fim. hospitais e obras semelhantes. [14] Neste sentido. senão vejamos: Visa a contribuição assistencial dotar o sindicato de recursos financeiros para custear a defesa de direitos e interesses profissionais. mas não pode sua assembléia impor obrigação a terceiros que dela não participaram e nem podem participar. para seus associados. a contribuição assistencial é obrigatória apenas para os associados do sindicato. em caráter espontâneo e não obrigatório. desde que instituída de acordo com seus estatutos e com a lei. Orlando Gomes define que toda obrigação é uma relação jurídica. [08] Délio Maranhão. para realização de seus fins. O sindicato. A sua previsão de pagamento é estabelecida através de convenções coletivas. dentária. na medida em que programas de assistência social podem ser implementados através dessa fonte de custeio. pois o não associado sofreria as conseqüências das mesmas obrigações impostas aos coligados. a liberdade individual de filiar-se ou não a sindicato seria violada por via oblíqua.

XX [17]). na mesma base territorial. não podendo ser inferior à área de um Município. observado o seguinte: I . [19] No entanto. única e exclusivamente. inclusive convenções e dissídios. Este. Convém. ao "sindical" e não a um poder ilimitado de imposição de contribuições.dizendo: A obrigação é uma relação jurídica. proferir que a Carta Magna prevê expressamente que ninguém poderá ser compelido a se associar ou a se manter associado (Constituição Federal. o núcleo normativo [20].a assembléia geral fixará a contribuição que. que tem esta redação. art. ressalvado o registro no órgão competente. É o Direito. em qualquer grau. em se tratando de categoria profissional. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. . está contido no seu art. respeitados os limites de sua atividade profissional. De outro lado. mas a revogação das disposições infraconstitucionais que sejam incompatíveis. III . sua fonte há de ser. deverá autorizar o desconto em folha da contribuição em benefício daquele sindicato. Noutro momento declara que ninguém será obrigado a se filiar ou se manter filiado a sindicato (CF. in verbis: Art. necessariamente. 8º É livre a associação profissional ou sindical. em última análise. apenas pela análise dos conceitos acima mencionados já podemos concluir que é indevida a cobrança de contribuição assistencial.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. Deste modo. por sua vez. ainda. faz referência. enquanto permanecer neste enquadramento. no que se refere aos sindicatos. IV . art. II . 8º. 5º. Assim.é vedada a criação de mais de uma organização sindical. a lei. que empresta significação jurídica às relações de caráter pessoal e patrimonial que os homens travam na sua vida social. Como tal. competem ainda alguns esclarecimentos. da Constituição Federal de 1988 [16]. II. a alínea "e" do artigo 513 da Consolidação das Leis do Trabalho. representativa de categoria profissional ou econômica. Desta forma. após a Carta Magna de 1988.a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. Convém salientar que associado é o trabalhador devidamente cadastrado e inscrito no sindicato ao qual livremente decidiu aderir por com ele se identificar. 8º. quando alude ao poder dos sindicatos em "impor contribuições". VI [18]). 2 O PODER DE TRIBUTAR e a (in)constitucionalidade da contribuição A observância do principio da hierarquia das normas determina que a superveniência de uma Ordem Constitucional implica não só a recepção no mundo jurídico. Este participa das atividades sociais e administrativas. filiado é o trabalhador que pertence a uma categoria de classe por força de exercer uma atividade profissional para a qual foi fundado um sindicato. [15] Salienta-se que a cobrança de contribuições dos não-associados dependeria de prévia autorização de Lei conforme mencionado no artigo 5º. inclusive em questões judiciais ou administrativas.

Ainda. bem como o de promoverem interesses próprios ou dos grupos a que . o que a torna ilegal". 3 DA LIBERDADE SINDICAL A imposição da contribuição a todos os empregados da categoria. 513 da Consolidação das Leis do Trabalho desde a Constituição de 1946. art.é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. diante da necessidade de autorização do trabalhador interessado para que seja efetuado o seu desconto. IV [25] da Carta Magna). foi explícita ao comandar que apenas dois tipos de "contribuições" corporativas podem existir: a confederativa e a sindical (art. indistintamente. 149.será descontada em folha. no processo de se organizarem. ressalta-se que a competência para criar contribuições sociais ou as de interesse das categorias econômicas ou profissionais. independentemente da contribuição prevista em lei. e é não-obrigatória. Edgar Troppmair. bem como vulnera o princípio da irredutibilidade do salário. Parágrafo único. inclusive ao não associado. não havendo mais lugar para nenhuma outra. conforme prevê o art. IV) [22]. ou algo equivalente. por meio de Lei Complementar. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. c/c art. do critério da parafiscalidade. a contribuição assistencial não tem respaldo legal para ser cobrada daquele funcionário que não é associado ao sindicato. [23] Amauri Mascaro Nascimento. como mencionado anteriormente. VII . com a única exceção. afronta o princípio constitucional da liberdade de filiação sindical [26]. se eleito. complementa a idéia afirmando que "a taxa assistencial não encontra qualquer amparo legal para ser criada e exigida. [28] Tomamos o conceito de Liberdade Sindical criado por Magano: Liberdade sindical é o direito dos trabalhadores e empregadores de não sofrerem interferência nem dos poderes públicos nem uns em relação aos outros. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva. entende que: É fácil observar que a contribuição assistencial é de fonte convencional. por sua vez. É convencional porque o instrumento jurídico de que resulta é a convenção coletiva de trabalho. salvo se cometer falta grave nos termos da lei.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato. talvez da "contribuição confederativa" (CF. mas facultativa. [24] Se ainda restavam dúvidas sobre a revogação da alínea "e" do art. após a Constituição de 1988. V . VIII . "de interesse das categorias profissionais ou econômicas". Deste modo.o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações sindicais. ainda que suplente. e facultativa. De outro modo. 8º. 149 da Constituição Federal de 1988 [21] é privativa da União. VI . na vigência da atual Constituição.é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. nem sob o pálio de "contribuição social". até um ano após o final do mandato. que constitui cânone do direito internacional do trabalho [27]. 8º. "assistencial". inexiste. atendidas as condições que a lei estabelecer.

o sindicato não pode imiscuir-se na vida privada ou religiosa dos seus aderentes. inclusive. inciso V. isto é. e envolvem um problema de autoridade do grupo sobre os seus membros e de liberdade dos membros perante os poderes do sindicato. Nesta esteira. LIBERDADE SINDICAL. primeiramente foi editado o Precedente nº 74. como se vê por todo o exposto. desse modo. inciso XX e 8º. para associados e não associados revela-se como uma afronta ao princípio da liberdade de associação insculpido no artigo 8º. o poder interno do grupo. De acordo com o segundo princípio. o enunciado do princípio da liberdade de filiação sindical.) As relações entre o sindicato e os seus filiados são amplas. ditando suas regras de funcionamento e ações que devam ser empreendidas. inciso V). igualmente. Verdier sustenta que a autoridade do sindicato sobre os seus membros é destinada a assegurar a disciplina sindical e o respeito dos seus membros às suas obrigações. a única concepção possível de categoria é a voluntarista. [31] Assim. é admitido o poder disciplinar do sindicato sobre os seus membros e reconhecidos limites à autoridade do sindicato.. sob a égide da atual carta política. permanecendo enquanto for sua vontade.) A liberdade de filiação sindical envolve. De acordo com o primeiro princípio. de modo simples. na forma que desejarem. o direito do trabalhador de não ingressar em um sindicato. Sua formulação envolve uma diretriz genérica de amplitude tal que possa valer como regra fundamental de liberdade individual dos trabalhadores. podendo nelas ingressar ou não. Interpretando o direito da França. segundo os princípios da especialidade e da subordinação. Recurso ordinário conhecido e provido.pertençam [29]. [34] Ressalta-se que os empregadores não se limitarem a efetuar tal desconto somente de que os autoriza. inexiste base legal para impor-se contribuição assistencial aos integrantes da categoria profissional ou econômica não associados do sindicato recorrente. ou seja. ensina Amauri Mascaro Nascimento: Ninguém pode ser obrigado a ingressar ou a não ingressar num sindicato. [33] CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL.. José Cláudio Monteiro de Brito Filho ensina que: Liberdade sindical consiste no direito de trabalhadores (em sentido genérico) e empregadores de constituir as organizações sindicais que reputarem convenientes. o grupo não pode usar o seu poder senão para atender aos seus fins. uma ordem sindical. 545 da Consolidação das Leis do Trabalho. [30] Sobre a liberdade de filiação sindical.. a liberdade de não se filiar. da organização internacional do trabalho. a defesa dos interesses profissionais. da Carta Recurso Ordinário a que se nega provimento.. A contribuição assistencial não se confunde com a sindical. não pode ferir os direitos individuais de seus membros (. 5º. garantida por nossas leis. [35] . A imposição de contribuição assistencial em montante diversificado. conforme já decidiu a jurisprudência: Consagrando a CF/88 o princípio da liberdade sindical (arts. o que. Assim. Eis. 2º). art. estarão desrespeitando o art. sem qualquer tipo de especificação (. se harmoniza com convenção sobre a liberdade sindical e a proteção do direito sindical (Convenção nº 87. da Seção de Dissídios Coletivos. razão pela qual a autorização do empregado é condição "sine qua non" para que o empregador possa efetuar o desconto [32].

4 DO DIREITO DE OPOSIÇÃO PELO EMPREGADO E A IMPOSSIBILIDADE DA COBRANÇA O empregador é responsável pelos pagamentos e descontos aos seus empregados sendo vedado qualquer desconto sem a prévia autorização deste. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo. não autoriza as partes a firmarem de forma contrária a princípios outros também agasalhados pela Lei Maior. 7º. Diz o artigo 462 da Consolidação das Leis do Trabalho: Ao empregador é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado. propuseram a afirmação do princípio de liberdade sindical. XXVI. 5º. obrigando trabalhadores não sindicalizados. portanto. da CF. 119 do C. em seus arts. de todas as liberdades civis e políticas de que gozam os cidadãos do país.87. XX e 8º. assistencial. a partir do seu documento constitutivo. Os descontos são. [38] Neste ínterim. assegura o direito de livre associação e sindicalização. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. à condição única de se conformarem com os estatutos destas últimas. reafirmado pela Convenção n. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie. salvo quando este resultar de adiantamento. Delio Maranhão. de constituir organizações de sua escolha. a liberdade dos empregados de dispor do seu salário. ao consagrar o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho. [37] No cenário internacional podemos mencionar: Os instrumentos. a mais importante. pois sua violação pode afetar de maneira determinante o livre exercício dos direitos sindicais’. definindo-se uma diretriz amplamente garantidora do direito de organizar sindicatos. aprovados. Daí a importância que deve atribuir aos princípios fundamentais contidos na Declaração Universal dos Direitos do Homem. V. 87 é. genericamente.. Segadas Vianna e Lima Teixeira muito bem discorreram sobre o assunto.) 4º . sem a necessidade de prévia autorização do Estado". senão vejamos: Os trabalhadores e os empregadores. têm o direito. . por qualquer forma. Arnaldo Sussekind. sem distinção de qualquer espécie. assim como o de se filiar a estas organizações. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. Com isso. o artigo segundo da Convenção n. sendo que o art. [39] A sumula 666 do STF também se posicionou no sentido de não ser cobrada a contribuição de não associados. senão vejamos: O grau de liberdade de que desfrutam os sindicatos para determinar e organizar sua ação depende muito de certas normas legais de caráter geral sobre o direito da livre reunião. pela Organização Internacional do Trabalho . de dispositivo de lei ou de contrato coletivo: (. TST. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição.. ilegais no que tange aos não associados. é vedado às empresas limitar. sem dúvida. considera-se inconstitucional a cobrança de qualquer taxa assistencial de trabalhadores não filiados a sindicato.Sinala-se que esse precedente foi cancelado [36] adotando-se em seu lugar o Precedente Normativo n. A Constituição Federal de 1988.OIT. sem autorização prévia. o direito de livre expressão do pensamento e.Observado o disposto neste capítulo.

no prazo de até 10 (dez) dias após o primeiro pagamento reajustado. o empregado pode se opor a cobrança e tal ato deve ser efetuado ao empregador pois este é o responsável pelo desconto no contracheque. prevista no inciso IV do artigo 8º da Constituição da República. não pode ser cobrado dos empregados que se opuserem a cobrança e tal requerimento deverá ser efetuado perante a empresa sendo ilegal qualquer cláusula em contrário. a legislação pertinente permite somente ao trabalhador legitimar sobre os descontos em seu salário. Neste sentido: "I. A contribuição confederativa. Direito de oposição.Como se vê. sob pena do empregador vir a ser responsabilizado perante a Justiça do Trabalho. 04 da Seção de Dissídios Coletivos do TRT da Quarta Região possui o seguinte enunciado: Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). as empresas não podem ser compelidas a descontarem contribuições dos contracheques de seus funcionários mesmo havendo oposições destes no que pertine a Contribuição Assistencial.Qualquer trabalhador integrante da categoria profissional suscitante poderá. Tal desconto é exigido dos empregadores. associados do sindicato. visando beneficiar entidade sindical ao qual os empregados não participam e sequer gostariam de participar conforme expressa . Contribuição confederativa. Deste modo. [40] Ainda. desrespeitar o princípio da liberdade sindical individual negativa passiva. O direito de oposição do empregado a que seja efetuado o desconto da contribuição para o custeio do sistema confederativo deve ser dirigido ao empregador e não ao sindicato. por efetuar ilegal redução nos salários. em sendo imposta a todos. manifestação a ser efetuada perante a empresa. eis que é aquele que deve efetuar os descontos."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). CONCLUSÃO Como vimos no presente estudo. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . II.(grifo nosso) Assim. opor-se ao desconto da contribuição assistencial. pena de. o Entendimento n. é devida apenas pelos integrantes da categoria. sendo este um de seus beneficiários. Inexigibilidade para o trabalhador não associado. qual o do trabalhador que não quer exercer a faculdade de filiar-se a sindicato. O artigo 545 da Consolidação das Leis do Trabalho menciona que os empregadores ficam obrigados ao desconto das contribuições desde que autorizados pelos funcionários.

Rio de Janeiro: Forense.br/doutrina/texto. São Paulo: LTr. Disponível em: <http://jus2. In:____ Elementos de Direito Administrativo. São Paulo: Iglu. Assim. esta visa o auxílio para despesas assistenciais. Contribuição assistencial X contribuição confederativa. LTr Suplemento Trabalhista. MARTINS. 1. p. Direito do Trabalho. José Cláudio Monteiro de. Pablo Luis Barros. São Paulo: Atlas. Contribuições sindicais: direito comparado e internacional: Contribuições assistencial.manifestação de vontade destes. 2.1999. NASCIMENTO. São Paulo: Saraiva.. 2 ed. 3 mar. entre outros. 1968. São Paulo. Jus Navigandi. referências bibliográficas BASTOS. Portanto. NASCIMENTO. Rio de Janeiro: FGV. São Paulo: LTr. Sistema Jurídico de Custeio dos Sindicatos. a.uol. natural ou jurídica. Celso Antônio Bandeira de. III. 9. São Paulo: RT. 1984. Amauri Mascaro. BRITO FILHO. São Paulo. Por fim. In ______ LTr Revista legislação do trabalho. n.. mais ainda se há de exigir da vontade da pessoa. 603. Eduardo Antônio Tempony. I. PEREZ. MARANHÃO. A aceitação da obrigatoriedade de associação e de contribuição é um retrocesso e o acordo coletivo que ofende a ordem constitucional e internacional não pode prevalecer em detrimento das liberdades conquistadas pelos trabalhadores ao longo da história. 1991. Ariovaldo.. nesta englobando médicos. LEBRE. 1983. Direito Sindical. confederativa e sindical. 6. v.com. A inconstitucionalidade da contribuição sindical assistencial em face do trabalhador não associado . GOMES. 27-28. 2. a contribuir para entidade nãoestatal à qual não associado. não há como se admitir a cobrança de contribuição assistencial de empregados quando da oposição deste. existe a inequívoca a obrigatoriedade de prévio assentimento pessoal para o desconto ou recolhimento da contribuição assistencial. subverter a todos os integrantes da categoria seria incluir aqueles que não possuem direitos a voto nas assembléias. Teresina. MAGANO. ed. Orlando. ed. v. Octavio Bueno. dos quais somente os associados possuem benefícios. Délio. o sindicato é parte ilegítima para criar tributos.asp?id= 6388>. 1991. 2005. MELLO. Conforme natureza jurídica da contribuição. São Paulo: Saraiva. Obrigações. . é interesse que a postura do Judiciário Trabalhista deve contribuir para que seus julgados cumpram seu caráter social. Manual de direito do trabalho. n. Ainda. 1997. em respeito ao direito constitucional de livre associação. LUNARDI. 1988. o que é ilegal. Acesso em: 19 nov. sendo irrelevante o fato de que tenha sido instituída exatamente pelo convênio dos sindicatos do setor que integra no campo econômico. Comentários à Constituição do Brasil. 27. Celso Ribeiro. 2000. ed. sendo esta tarefa da União. Direito Sindical. Perspectivas do Direito Sindical. 2 ed. Amauri Mascaro. advogados. 2005. Sérgio Pinto. v. [41] Como a incerteza jurídica é um fator que indiscutivelmente comprime as pessoas na acepção de não concretizarem negócios que normalmente realizariam se tivesse a garantia jurídica. 1978. 1998.

perante as autoridades administrativas e judiciárias. os interesses gerais da respectiva categoria ou profissional liberal ou interesses individuais dos associados relativos à atividade ou profissão exercida. 2002. como órgãos técnicos e consultivos.. Sérgio Pinto. NOTAS 01 Art. Rio de Janeiro: FGV.] III . 1992.2003. Ricardo Conceição. 02 Art. 20. Lima. 108. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo. organizar sua administração e atividades e formular seus programas de ação" 06 Enunciado 119 TST: "Contribuições Sindicais – Inobservância de preceitos constitucionais. v.) 04 05 Acima mencionado. 8º da Constituição Federal de 1988: É livre a associação profissional ou sindical.051. São Paulo. Direito do Trabalho. São Paulo: Atlas. II.00." 07 MARTINS. 08 09 Relator do ROS n. assistencial. LTr Suplemento Trabalhista. 1978." 03 Art. p. confederativa e sindical. em seus arts. p. Délio.. que "as organizações de trabalhadores e de empregadores terão o direito de elaborar seus estatutos e regimentos. obrigando trabalhadores não sindicalizados. 3º. 28. 1998. 2º Convenção 87 OIT: Trabalhadores e empregadores. SÜSSEKIND. Regime jurídico das contribuições. Sendo nulas as estipulações que observem tal restrição. Edgar. São Paulo: Dialética. 2002. a elas se filiarem". 675-678. ed. São Paulo: LTr. organizações de sua própria escolha e.SOUZA. Art. Segadas.. p.11. no item 1 de seu art. VIANNA. 545 da Consolidação das Leis do Trabalho: "Os empregadores ficam obrigados a descontar na folha de pagamento dos seus empregados. c) eleger ou designar os representantes da coletiva da respectiva categoria ou profissão liberal. TEIXEIRA. e. sob a única condição de observar seus estatutos. cujo desconto independe dessas formalidades. sem distinção de qualquer espécie. salvo quanto à contribuição sindical. Instituições de Direito do Trabalho. observado o seguinte: [. Convém ressaltar o . eleger livremente seus representantes. tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados. assegura o direito de livre associação e sindicalização.3 julgado em 11. inclusive em questões judiciais ou administrativas. 5° XX e 8°. 00644. b) celebrar convenções coletivas de trabalho.ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. d) colaborar com o Estado. desde que por eles devidamente autorizados. Contribuições sindicais: direito comparado e internacional: Contribuições assistencial. Contribuição às entidades sindicais. 200.125. V. convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio de sistema confederativo. MARANHÃO. A Constituição da República. 513 Consolidação das Leis do Trabalho: "São prerrogativas dos sindicatos: a) representar. as contribuições devidas ao Sindicato. sem prévia autorização. quando por este notificados. terão o direito de constituir.18. n. e) impor contribuição a todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas." (g. 2 ed. revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie..n. v. Délio. TROPPMAIR. Arnaldo. no estudo e solução dos problemas que se relacionam com a respectiva categorias ou profissão liberal.03 MARANHÃO.

548. "e". das profissões liberais representadas. Ocorre. A inconstitucionalidade da contribuição assistencial se deve ao artigo 5° incisos II e XX. O art. INCONSTITUCIONALIDADE DE SUA EXTENSÃO A NÃO ASSOCIADOS. em função da negociação coletiva empreendida pelo sindicato.) (PEREZ. São Paulo: Dialética. 3 mar.47). veda ao Poder Público qualquer forma de interferência ou intervenção na organização sindical. 513. 1997. é a lição de Ricardo Conceição Souza: "Evidente que não há como negar que se trata de uma obrigação compulsória de dar dinheiro. de uma contribuição instituída como instrumento de atuação da União no interesse de categorias profissionais ou econômicas. Eduardo Antônio Tempony . AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. os respectivos valores eventualmente descontados. obrigando trabalhadores não sindicalizados. art. c/c 545 e 578 e seguintes da CLT)(. bem como afronta ao princípio da legalidade. Pablo Luis Barros. Afinal. 603. nulas.. a contribuírem com algo que não concordam e que não vem assentado em lei. Basta isso para percebermos que não estamos falando. porque ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de . 2002. da CLT). 10 Nesse sentido.com. sendo passíveis de devolução. 90). instituída mediante lei. da CLT. Regime jurídico das contribuições. não obrigando os empregados e empregadores. (SOUZA. são ofensivas ao direito de livre associação e sindicalização. 548. Acredita-se que coagir os trabalhadores. uma vez que decorrente de lei (CLT. Disponível em: <http://jus2. garantia constitucional prevista no artigo 5°. 2005. A abusividade da Cláusula de acordo coletivo que estabelece a Contribuição Assistencial se deve também ao precedente Normativo n. e. artigo 8°. de modo que sua cobrança de empregados não filiados ao sindicato está vedada. por via própria. que isso não é suficiente para dar-lhe natureza tributária. por se tratar de contribuição cobrada de todos aqueles que participam das categorias econômicas ou profissionais ou. IV.. "b". artigo 149 e artigo 150." 12 13 Citado anteriormente. que são apenas três.05.) contribuição assistencial: sendo prevista em acordo. "a".uol. incisos IV e V. I. Jus Navigandi.° 119 e da Orientação jurisprudencial n. 8º. inciso I da Constituição da República Federativa do Brasil. não cria contribuição diversa das previstas em lei. 8º. (Contribuição sindical: é obrigatória e devida anualmente por todos que integram a correspondente categoria.Sistema Jurídico de Custeio dos Sindicatos.entendimento de Eduardo Antônio Tempony Lebre quando menciona que "a contribuição assistencial é mera contribuição voluntária de natureza privada. Teresina. muito menos dizer que tem lastro no art. 2005. inciso II da Constituição Federal de 1988 – CF/88. independente da vontade de contribuir para o sindicato. 9. Não há previsão legal sobre a contribuição assistencial. a. A inconstitucionalidade da contribuição sindical assistencial em face do trabalhador não associado . As cláusulas coletivas que estabeleçam contribuição em favor de entidade sindical. 548. p. não se pode ignorar que o Texto Constitucional. entretanto. pois não existe atuação estatal e nem poderia haver. então. por simples arbitrariedade do sindicato. contribuição sindical obrigatória ou imposto sindical (art. Ricardo Conceição.br/doutrina/texto. em seu art. também chamada mensalidades ou contribuições voluntárias (art. "a". n. 149 da Carta Constitucional. constitucionalmente assegurado. apesar de autorizar a imposição. Iglu. São Paulo:. CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL. portanto.) 11 "CONTRIBUIÇÕES PARA ENTIDADES SINDICAIS. a saber: contribuição confederativa (art. em prol do interesse das categorias profissionais e econômicas. a qualquer título.asp?id=6388>. Acesso em: 19 nov. Inserido em 25. e artigos 149 e 150 do mesmo diploma legal. p. convenção coletiva ou sentença normativa. muito menos de dar dinheiro ao Estado ou a quem lhe faça as vezes por força de função pública delegada". ainda. associados ou não do sindicato" (LEBRE. da CLT) e contribuição dos associados.° 17 do Tribunal Superior do Trabalho e dos Arestos Jurisprudenciais do TST e STF. mostra-se plena perversidade jurídica.1998. da Constituição da República).

10ª Região. pois em relação a eles trata-se de res inter alios acta. I.. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. inciso IV. Bertholdo Satyro. posto não prescindir do expresso assentimento dos associados ao sindicato. SDC/TST remansou a jurisprudência no sentido da inconstitucionalidade da exigência aos empregados não sindicalizados... nos termos dos seus artigos 5º.. Desig. garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida. Resp 56.136-2. constitui obviamente matéria de nível infraconstitucional. 3ª Turma. CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS. convenção coletiva ou sentença normativa que estabelece contribuição assistencial em favor de entidade sindical. ed. Da segunda não cuidou a Lei Fundamental. **"1 CONTRIBUIÇÕES ASSISTENCIAIS. e 8º.092. à segurança e à propriedade.. j. a todos os trabalhadores. 14 15 16 BRASIL. A cláusula constante de acordo. inequivocamente. TST.lei. o direito de livre associação e sindicalização. Ac. JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL. E 8º.] VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. (BRASIL. art. [. sem distinção de qualquer natureza. observado o seguinte: [.04. nem em seu artigo 8º.195. Embora distinção não a faça esta última Alta Corte entre contribuição assistencial e contribuição confederativa. à liberdade. Supremo Tribunal. a competência precípua de uniformizar a jurisprudência nessa questão é. p.. 12ª Câmara Civil. 198. Tribunal Superior do Trabalho (CLT.] XX – ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" 18 Artigo 8º da Constituição Federal de 1988: "É livre a associação profissional ou sindical. nem em seu artigo 7º. Rel. a c.quando legitimamente constituída . Os não filiados estão desobrigados no que atina às deliberações das assembléias sindicais. [.0033755-8. 1968. Rel." (BRASIL.. f). A Constituição Federal assegura.2004).. há que se distinguir a contribuição confederativa da contribuição assistencial. 94. Não estando a contribuição assistencial prevista na Constituição. Recurso improvido por unanimidade. Precedentes do STF: RREE 191. 1ª Turma. Agravo Regimental a Ação Anulatória nº 00606-2003-000-12-00-0 (04402/2004). DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. primeira parte. como vem reiterando o Exc. 12. Recurso Ordinário nº 00261-2003-005-10-00-8. 2. Rel.2003). . Destarte. à igualdade. PRECEDENTE NORMATIVO DO C. 189. à igualdade. 702. TRT. A primeira .]" 19 Neste sentido citamos as seguintes jurisprudências: ‘‘A denominada contribuição assistencial tem natureza eminentemente convencional. TJ/SP.271. Min. XX. Marta Maria Villalba Fabre. alcançando apenas estes. Orlando. inclusive quanto à contribuição assistencial. nos termos seguintes: [. IV.09. à segurança e à propriedade. 24. in LTr 59-04/021).. 12ª Região. V.. inciso XXVI. 2. j. não se estendendo a todos os quantos integram a categoria econômica ou profissional. Tribunal Pleno. sequer implicitamente.5000-6/SP.] II ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. Ac. Rio de Janeiro: Forense.AP. Rel. Na questão das contribuições sindicais estabelecidas em convenções ou acordos coletivos impostas aos empregados das empresas contratantes. do c. à liberdade. incisos III. IV e VI.está expressamente prevista no artigo 8º. "CONTRIBUIÇÃO CONFEDERATIVA – EMPREGADOS NÃO –ASSOCIADOS – NÃO EXIGIBILIDADE – INTELIGÊNCIA DOS ARTIGOS 5º.022. ao emprestar uniformidade à inteligência das referidas disposições constitucionais.443 e 203. 41-42 Artigo 5º da Constituição Federal de 1988: "Todos são iguais perante a lei. da Constituição da República.]" 17 Artigo 5º da Constituição Federal de 1988: "Todos são iguais perante a lei. TRT. Obrigações. Carvalho Viana GOMES. sem distinção de qualquer natureza.’’ (STJ. XX. Demócrito Reinaldo. nos termos seguintes: [.

e 8º. Celso Ribeiro. n. São Paulo.ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato" 27 28 29 30 31 Art. inciso VI da Carta Magna MAGANO. IV. n. 1983.quando obriga empregados não sindicalizados ao seu pagamento. deve merecer especial atenção do intérprete. Edgar. da Constituição Federal. em benefício destes. 7º. José Cláudio Monteiro de. que é compulsória apenas para os filiados do sindicato. NASCIMENTO. São Paulo. portanto. a organização de seus órgãos supremos e a definição de suas competências". III. LTr Suplemento Trabalhista. 1988. 57. Contribuição às entidades sindicais. v. (MELLO. Direito Sindical. São Paulo: LTr.] V . verdadeiro alicerce dele. disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência. observado o disposto nos arts. de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas. DJ 08-11-2002). é ela um "conjunto de regras e princípios que têm por objeto a estruturação do Estado. 195. p. Min. 20 A Constituição. Celso Bandeira de Mello define princípio como "mandamento nuclear de um sistema. p. carecem de eficácia. da Constituição Federal. "Contribuição assistencial X contribuição confederativa". ed. 27. Comentários à Constituição do Brasil.. (BASTOS. São Paulo: Saraiva. 27-28. BRITO FILHO. ofende a liberdade constitucionalmente protegida. 1991. o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição. quarta turma. relativamente às contribuições a que alude o dispositivo. 27. São Paulo: RT. como fonte primária do direito positivo. 2º da Convenção nº 87 da OIT. Em seu sentido substancial. In:____ Elementos de Direito Administrativo. p. 6. Octavio Bueno. p. 678 24 LUNARDI. 28. porque o fazem flagrantemente ao arrepio da inteligência dos artigos 5º. I. v. O mesmo ocorre em relação à contribuição para o custeio do sistema confederativo. Parágrafo único: Os Estados. p. 1991. v. Manual de direito do trabalho. Recurso de revista parcialmente conhecido e parcialmente provido" (BRASIL. 108. 675-678. Milton de Moura França. Artigo 8º Constituição Federal de 1988: É livre a associação profissional ou sindical. j. 23 10 2002. de sistemas de previdência e assistência social. v. LTr Suplemento Trabalhista. para o custeio. 27. . como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas. São Paulo: LTr. Rel. Cláusulas que impõem o desconto compulsório de referidas contribuições para os integrantes da categoria profissional. Celso Antônio Bandeira de. XX. observado o seguinte [. p. 230) 21 Artigo 149 da Constituição Federal: "Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais. Amauri Mascaro. Art. no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico. É o conhecimento dos princípios que preside a intelecção das diferentes partes componentes do todo unitário que há por nome sistema jurídico positivo". 146. 124-6. TST. ed. 25 26 Citados anteriormente. abrangendo não-filiados ao sindicato. I e III.. São Paulo: Saraiva." 22 23 Citados anteriormente. 1992. 1984. III e 150. IV e V. p. Ariovaldo. 1. 274). cobrada de seus servidores.. e sem prejuízo do previsto no art. 2000.. Direito Sindical. Recurso de Revista 1768-2001-113-03-00. TROPPMAIR. exatamente por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo. p. p. 2. § 6º. 2 ed. prevista no artigo 8º.

decisão em 18/11/97. Amauri Mascaro.1098. v. 5. TST — Seção de Dissídios Coletivos Rel. 8º. e 8º. p. teríamos insuportável violação do Princípio da Isonomia. 5º da Constituição Federal. 41 A Constituição da República Federativa do Brasil dispõe em seu artigo 5º que "ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado" e a garantia de livre associação profissional ou sindical encontra guarida no art. 82/1998 DJ 20. XX.1998. V. Arnaldo. 4ª Turma. Sindicato dos Trabalhadores em Condomínios de Edifícios e Empregados em Empresas de Compra. 8º V da Carta Magna NASCIMENTO." Esse precedente foi cancelado pela SDC em Sessão de 02. 5º XX e art. ed. DJ. Genebra. Recurso Ordinário. O modelo sindical brasileiro Elaborado em . Acórdão nº 505/96. p. 1983. 1595. Ac. (TST ROAA 557596/99 – Ac. Do contrário.1998. 35 Enunciado 74 TST "Subordina-se o desconto assistencial sindical à não-oposição do trabalhador. Órgão Julgador: 3ª Turma – Relator Silvia Regina Pondé Galvão Devonald) 33 BRASIL. 36 Por analogia.11. Délio.06. Rel. SP. Res. 5º. São Paulo: LTr. 40 BRASIL. TST. VIANNA. A exigência de recolhimento da contribuição assistencial por pessoas não filiadas ao sindicato da categoria. Inteligência do Precedente Normativo nº 119 do TST. 2002. Ney Doyle Recurso Ordinário em Dissídio Coletivo 45356/92 Acórdão SDC-429/93 publicado no DJU. I. 20. consagrado com todas as letras no caput do art.08. inciso V. Ofensa a direito negativo de filiação ao sindicato. Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais do Estado do Pará . 134 34 BRASIL. manifestada perante a empresa até 10 (dez) dias antes do primeiro pagamento reajustado. aos empregadores também deve ser garantido o mesmo direito de oposição. SDC – 2ª Região. (TRT. Instituições de Direito do Trabalho. nº. Relator Juiz Georgenor de Sousa Franco Filho. através de previsão em cláusula de instrumento normativo. Min.99. 37 38 Art. In ______ LTr: revista legislação do trabalho. de 19 de março de 1996.23 apud SÜSSEKIND.. Min. Recurso Ordinário conhecido e parcialmente provido. O posicionamento assente nesta Justiça Especializada consagra que as cláusulas que instituam o pagamento de contribuição assistencial sindical indiscriminadamente de associados e não associados afrontam a liberdade de filiação preconizada nos arts. V da Carta Magna. Valdir Righetto) *Contribuição assistencial. Hom. RO 15-005137/98 Relator: Juiz(a) Ministro(a): Nildemar da Silva Ramos DOE 30/03/98.SINTRACON vs.93. da Constituição Federal de 1988. fere o princípio da liberdade sindical e o direito negativo à filiação a sindicato. p. Segadas. Lima.RNDT v. 02970643019.1 p. de 13. Previsão em cláusula de norma coletiva. Perspectivas do Direito Sindical. 39 Libertad Sindical y Negociación Colectiva.1999. TRT. Processo Tribunal Regional do Trabalho Recurso Ordinário 543/96. 2ª Região.. OIT. Condomínio do Edifício Lygia Fernandez. desta vez inserta no capítulo referentes aos Direitos Sociais. MARANHÃO. Venda. TEIXEIRA. s.08. da Carta Magna. prevista no artigo 8. II.32 DESCONTO ASSISTENCIAL SINDICAL.

posteriormente. por analogia. Em nosso sistema jurídico o sindicato possuí grande relevância. segundo Arion Sayão Romita. É bastante válido conhecermos a etimologia da palavra sindicato. Roberto Barreto . porque a classe empresarial não precisa de sindicato. As centrais sindicais. Por si ela já leva vantagem. iremos analisar as demais entidades sindicais. 1. aplicou – se igualmente às entidades patronais. No Brasil. acreditemos que apenas os trabalhadores deveriam ter esse direito. embora exerçam grande influência junto ao movimento sindical. tem origem no vocábulo francês syndicat. embora. vale mencionar. Pois. as federações e confederações. e sim de associação civil. Vai nos interessar nesse momento apenas o estudo do sindicato em sentido estrito. Este é o sindicato em sentido estrito. O termo syndicat designava também as organizações operárias.«Página 1 de 5» Márcio de Almeida Farias Nota do artigo: 55 votos 1 2 3 4 5 • • • • • • a A Versão para impressão Recomende esse texto Nota do artigo: Vote Object 17 • • Desmarcar Object 18 GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_topo_336x280'). tendo em vista estar localizado na base do sistema confederativo. tendo em vista seu poder econômico. Já quando falamos em sindicato em sentido amplo.O Sindicato A palavra sindicato. "Syndic era o dirigente da associação de classe e syndicats eram os associados.Conceito A doutrina tem apresentado uma série de conceitos de sindicato em sentido estrito. que no devido momento iremos analisar. estamos nos referindo às demais entidades que compõem o referido sistema. até para tornar nosso estudo mais coerente. pois não possuem natureza jurídica de entidade sindical." [1] diz o autor.2. podem existir sindicatos de empregados e de empregadores. oportunamente. não fazem parte do sistema. CAPÍTULO I 1.

para não afastar da definição os sindicatos patronais. é que segundo Romita. existiria essa consciência. "as organizações profissionais tanto podem ser de empregados como de empregadores ou profissionais liberais. O primeiro conceito é de que "o sindicato é um grupo social" [7]. assume a característica de grupo de pressão. ainda que rudimentar. afirma que sindicato "é uma forma de organização de pessoas físicas ou jurídicas que figuram como sujeitos nas relações coletivas de trabalho. representante que é da categoria respectiva. sempre atua sobre os poderes públicos para obter a vitória de uma reivindicação da classe. por isso. e uma base psicológica na consciência de seus membros. os sindicatos de trabalhadores. exerçam. que "é lícita a associação para fins de estudo. por exemplo.Prado." [6] Já Arion Sayão Romita apresenta três conceitos para sindicato: um sociológico. Apenas de forma supletiva é que se admite que essa representação se estenda aos interesses individuais dos seus membros. é uma associação de pessoas físicas ou jurídicas voltada . E o autor explica que para existir um grupo social." [9] A Consolidação das Leis do Trabalho não traz um conceito pronto de sindicato. O sindicato se caracteriza pelos fins que procura alcançar. e supletivamente dos interesses individuais dos seus membros" [2]. é indispensável que ele possua uma estrutura e uma organização. Desse modo. agentes ou trabalhadores autônomos. então. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . caput. em sentido estrito. O segundo conceito. [3] Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). ou profissionais liberais. O mesmo autor se justifica dizendo que sempre existe a necessidade da associação estar investida dos poderes de representação dos interesses gerais da categoria de empregados ou de empregadores. em seu artigo 511. da mesma profissão. ou de profissões similares ou conexas. define sindicato como "a associação que tem por objeto a representação e defesa dos interesses gerais da correspondente categoria profissional. o conceito jurídico de sindicato para Romita é que "o sindicato é espécie do gênero associação. a mesma atividade ou profissão ou atividades ou profissões similares ou conexas. bem como da categoria empresarial. que tem por objetivo principal a defesa dos interesses total ou parcialmente comuns. um como grupo de pressão e um jurídico. defesa e coordenação dos seus interesses econômicos ou profissionais de todos os que. é que nela se afirma que sindicato é uma forma de pessoas físicas ou jurídicas. como empregadores. empregados. Todo sindicato é uma associação cuja finalidade consiste na defesa dos interesses da classe que representa. respectivamente." [4] Amaury Mascaro Nascimento. do sindicato como grupo de pressão." Para nós sindicato. os sindicatos de empregadores. apenas dispõe." [5] Mais adiante Mascaro diz : "Há sindicatos que agrupam pessoas físicas. Nos sindicalizados." [8] Por fim."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). mas há outros que reúnem pessoas jurídicas. quer morais quer econômicas. É claro que o sindicato.Para José Martins Catharino sindicato é "associação trabalhista de pessoas naturais. o sindicato seria um grupo social.

3. que se unem para defesa de seus interesses. Antes de tudo podemos afirmar que o sindicato é uma pessoa jurídica. que exigem uma certa autonomia.exclusivamente para a defesa de interesses profissionais e econômicos. que impregnou a organização sindical brasileira por muito tempo. [12] Sobre a última corrente. tinha como objetivo trazer os sindicatos para integrar o Estado. isto é. É uma associação porque deve reunir um grupo de pessoas. deixando de cumprir as suas funções principais. defensora da tese do sindicato com personalidade de direito social. isto é. Em nome do interesse público e estatal. cumpre o papel de produtor de normas e encarrega – se de certas prerrogativas ( representação. conforme Gaspar. 1. Gaspar assim situa essa concepção: " O sentido ideológico. mas não publicizá – lo nem dirigir as suas atividades e administração. inclusive. Interesses profissionais. Isso se materializa quando o sindicato. é a publicização do sindicato. outros de direito privado. quando o sindicato for de trabalhadores. também.se neutralizar as lutas de classe e o sindicato passaria a ter um sentido muito mais assistencialista e comunitário. os sindicatos podem ser . por isso e com base. e etc ). poder de homologar rescisão e de fiscalização. no entanto. Vamos procurar explicar cada uma delas. Em termos de Brasil. há alguns até que defendem a tese do sindicato ser de natureza semi–pública.– Natureza Jurídica Muito se tem discutido na doutrina acerca da natureza jurídica do sindicato. Alguns defendem a tese do sindicato ser uma associação de direito público. entende que mesmo o sindicato não sofrendo interferência estatal. seu principal expoente no Brasil é Cesarino Júnior. qual seja a defesa exclusiva dos interesses da classe." [10] Já em relação a concepção privatistíca temos a dizer que é a que atualmente prevalece. de natureza de direito social. e interesses econômicos. menciona o nome de Ludovico Barassi como um de seus principais adeptos. substituição processual." [13] Entendemos ter o sindicato personalidade jurídica de direito privado. porque equivale à sua absorção pelo Estado. e não se preocupar com outras atividades. Para ele o direito social é um tertum genius. O Estado pode controlar o sindicato. empregado e empregador como parceiros do desenvolvimento. Com isso pretendia . ainda. e "sendo o sindicato justamente uma autarquia. sejam físicas ou jurídicas. Isto porque sendo o sindicato criado pela livre vontade de pessoas físicas ou jurídicas. elaborou – se um sistema de organização a partir de sua criação passando pelo seu desenvolvimento e dissolução com a presença obrigatória do Estado. Segundo Everaldo Gaspar de Andrade. Dizemos voltada exclusivamente porque entendemos que o sindicato deve lutar pelos interesses da classe. Mascaro. As divergências doutrinárias surgem quando se procura situar essa personalidade jurídica do sindicato dentro dos ramos do Direito. a concepção do sindicato como pessoa jurídica de direito público nasceu no direito italiano. não há que se falar em intervenção de terceiros ou até mesmo do Estado no seu funcionamento e gestão. um ente jurídico que não se pode classificar exatamente nem entre as pessoas jurídicas de direito privado nem entre as pessoas jurídicas de direito público. O autor. no princípio da liberdade sindical. e outros." [11] A corrente que defende a natureza semi – pública (Verdier). que não possuem nenhuma afinidade com as reais necessidades de seus membros. A privatização do sindicato é imperativo da liberdade sindical. O sindicato tem uma finalidade principal. parece – nos melhor e mais lógico qualificá – lo como pessoa jurídica de direito social. quando for de empregadores. acaba agindo como um órgão do próprio Estado. é defensor dessa corrente e assim se manifesta: " Indesejável.

HISTÓRICO DA ORGANIZAÇÃO SINDICAL BRASILEIRA Ao contrário do que ocorreu na Europa. As escassas e episódicas aparições de corporações em um ou outro centro mais populoso. Desse modo." Portanto. desde que fosse exercido de forma pacífica. CAPÍTULO – II 2 . porque foram criadas diversas .’’ [15] O segundo fato histórico foi justamente a promulgação de nossa primeira Constituição Republicana. consagrou o direito de associação. Além disso. apesar de existir aqui a presença de corporações de ofício. analisando os seguintes períodos históricos: a)Primórdios do sindicalismo no Brasil até a Revolução de 1930 Este pode ser considerado um período bastante fértil para o sindicalismo brasileiro. § 8º. antes desses dois fatos. Orlando Gomes assim leciona : ". embora houvesse subordinação à normas estatutárias. é correto afirmar que não havia no Brasil o que denominamos hoje de sindicatos( lato sensu).72. não podendo intervir a polícia senão para manter a ordem pública. jamais existiu no Brasil um regime corporativo idêntico ao Europeu. que em seu art. Com a lei denominada de ‘ Ventre Livre’ ( 1871) e mais tarde com a "abolição’ (1888). que pressupõe o trabalho livre. Primeiro. Sobre o assunto. que modificaram sensivelmente a vida sócio – econômica do país: a abolição da escravatura e a promulgação da Constituição Republicana de 1891. no Brasil somente no final do século XIX e início do século XX é que os trabalhadores passaram a se unir em associações para a defesa de seus interesses.enquadrados como pessoas jurídicas de direito privado. Isto porque. como afirma Romita.. vamos trabalhar a organização sindical brasileira.. porque em uma economia incipiente. O referido dispositivo assim dispunha : " A todos é lícito associarem – se e reunirem – se livremente e sem armas. naquele momento não tínhamos o que consideramos hoje de trabalho livre. conforme ensina Arion Sayão Romita [14]. embora submetido a estritas regras regulamentares. como observa José Cláudio Monteiro de Brito Filho [17]. Primeiro. num regime de trabalho escravagista não teria sido possível vicejar o sistema corporativo de produção e trabalho. não chegaram a caracterizar um sistema corporativo a feição do europeu. predominantemente agrícola como aquela. toda e qualquer associação de trabalhadores não poderia receber caráter sindical. em centros mais populosos. onde as entidades sindicais começaram a surgir e se organizar a partir da Revolução Industrial. cuja sustentação era dada exatamente pela mão – deobra escrava. em 1891. no entanto. era impossível encontrar a classe trabalhadora envolvida em movimentos de luta visando reverter a situação de exploração e de miséria a que estava submetida. após termos feito as necessárias considerações. é que surgiram as condições para a formação do Direito do Trabalho no campo das relações coletivas. e isto antes da ocorrência de dois fatos históricos. [16] A partir de agora.

as idéias da lei francesa de 1884. b) Revolução de 1930 até 1934 No campo político. bastando ser efetuado o depósito dos estatutos. no art. que por sinal traz reflexos até hoje no Brasil. ao setor rural. " [21] Já o Decreto n. Para o sindicalismo representou o início da " Fase Intervencionista ". como observa Brito Filho [22].1. a função desempenhada pelos sindicatos sob a égide do Decreto 979. através dos panfletos que aqui publicaram para a divulgação das suas idéias. Carroceiros e Classes Anexas (1906) e a União dos Operários em Fábricas de Tecidos (1917)." [24] Este movimento foi severamente reprimido tanto pelo Estado. de 6 de janeiro de 1903 e o Decreto nº 1. como observa Mascaro [25].637/07 regulou a criação de sindicatos tendo como base a profissão. terminava no país a " República do Café com Leite". Sob o prisma legislativo. é correto afirmar que este imprimiu aos sindicatos sentido cooperativista. era uma doutrina sindical e política que influenciaria. visto que dispunha que os mesmos serviriam de intermediários a fim de conseguir crédito a seus associados.associações de classe. o sindicalismo do tipo revolucionário [23]. tivemos a edição do Decreto nº 19. Talvez. a Sociedade União dos Foguistas ( 1903). que segundo Mascaro. além de observar que a referida legislação refletiu. etc. incluindo profissionais liberais. com a criação de caixas para os sócios e cooperativas de crédito e de vendas dos seus: produtos. que se estenderia até 1945.2º. além da Confederação Geral dos Trabalhadores. visto que o Estado passa a contemplar à classe trabalhadora com os direitos que a mesma reivindicava. abrangendo. embora sem caráter sindical como: a União dos Operários Estivadores (1903). embora o caudilho Vargas retornasse democraticamente em 1950. No que tange. poderosamente. voltado apenas para a melhoria das condições dos trabalhadores com o emprego de táticas como a sabotagem. empregados e empregadores. como conseqüência dessa preocupação do Estado em regulamentar à atividade sindical tivemos. e iniciava a era Vargas. O mesmo autor prossegue sobre o assunto : " Propagou – se nos meios trabalhistas brasileiros.770 de 19 de março de 1931. em especial. a Associação de Resistência dos Cocheiros. Para Mascaro. pois surgiram as primeiras leis voltadas ao problema sindical no Brasil: o Decreto nº 979. no período. devido à produção legislativa do período. Era voltado. O mesmo autor assim diz : " Sobre o Dec. através dos critérios da similaridade e da conexidade. relativamente à livre constituição. exclusivamente. que segundo Mozart Victor Russomano [18]. de 5 de janeiro de 1907. Sobre esse período vale mencionar também a presença do anarcossindicalismo. no setor urbano. a greve geral. conforme Octávio Bueno Magano [19]. por isso. trazido pelos imigrantes. que .637/07. Mascaro assim se pronuncia : " Como função do sindicato ganhou destaque o caráter assistencial. Sobre o Decreto nº 979. ata de instalação e lista da diretoria no registro de hipotecas do distrito ". como veremos oportunamente. quanto pelos patrões. além de trabalhadores autônomos.637. Preconizou um sindicalismo apolítico. italianos.º 1. afirma Romita que ele garantiu a pluralidade sindical. foi dissolvida meses depois pelo Governo Federal. o supracitado decreto garantiu o direito individual de ingressar ou não e sair de um sindicato [20]. uma redução nos movimentos grevistas. Depois.

totalmente contrário ao texto constitucional de 1934. como já dissemos. Para o autor.694 com o qual manteve os mesmos princípios do Decreto n º 19. demonstrando completa ruptura com o modelo de organização proposto pelo Decreto de 1931. No entanto.O Decreto 19. eis o tripé que informava a nova sistemática sindical. entretanto. Getúlio Vargas dá um golpe de Estado e instaura um regime de força. Com a Constituição outorgada de 1937. permitindo – se a fundação de sindicato desde que 1/3 dos empregados com a mesma profissão e na mesma localidade dele participassem. . em que o Estado passou a sujeitar os sindicatos. É o que veremos a seguir. embora proclamasse a liberdade de associação profissional. colaborando com o Estado. O mesmo autor assim dispõe: " Analisando o diploma legal em comento.770/31 estabeleceu também a sindicalização por categoria – que já era fato desde o Decreto nº 1. O texto constitucional em comento. Pois. prescreve que: Desmobilização. em seu artigo 120. não teve sua inconstitucionalidade declarada pelo Supremo Tribunal Federal. Este modelo. porém. em sua essência. ao fascismo italiano. Esta fase intervencionista deveria terminar com a promulgação da Constituição de 1934 pelo seu caráter democrático. semelhante. não foi o que aconteceu na prática. previa a pluralidade e a autonomias sindicais. " [27]. negou – lhe função política e lhe deu função assistêncial. com a implantação do " Estado Novo". a regra do monossindicalismo ( sindicato único). na nova ordem estabelecida. muitas delas estrangeiras. nada ocorreu. com a nova regulamentação sindical. o Governo Vargas em 12 de julho de 1934.07. visto que em 1937. objetivou o Governo. baixou o Decreto nº 24. d)Constituição de 1937 até a Constituição de 1946 Em 1937. tivemos o retorno do instituto da unicidade sindical e de todo o corporativismo. transformou o sindicato em órgão de colaboração com o Estado. Luiz Werneck Vianna expõe que. na prática. desmobilizar as antigas lideranças sindicais.implantou um modelo de organização sindical de caráter corporativista. [28] Brito Filho. No entanto. c) Constituição de 1934 até 1937 A Constituição Federal de 16. teria curta duração. Além do mais. que vem caracterizando nosso sindicalismo até o momento atual. parágrafo único. denominado de " Estado Novo".Resumindo a nova sistemática sindical. portanto. no quadro de filiados. pois a regra. que passava a deter um rígido controle das entidades sindicais. retirando toda sua autonomia. para o autor. deveria o sindicato atuar como amortizador dos conflitos trabalhistas. quatro dias antes da promulgação da Carta Magna. despolitização e desprivatização.770 /31. impediu a materialização da pluralidade. como informa Magano [30]. também.1934. houve também o rompimento com a regra da unicidade sindical. não foi só isso. e trazendo. nasce nova ordem constitucional.637/07 – estruturou nosso sistema confederativo. era de um rigor tamanho que. [29] O interessante é que este decreto. entende que esta transposição para a pluralidade de fato não ocorreu. tanto é que houve exigência quanto à proporcionalidade de brasileiros/estrangeiros. porém. Para Mascaro este Decreto apresentava cunho detalhista. como ensina Brito Filho [26]. interferindo de forma acentuada nas organizações sindicais.

condicionando – a. que defendia a unicidade sindical. A estrutura corporativista. principalmente. tornou–se quase impossível de ser exercido. Em 1945. passou a intervir na vida interna dos sindicatos com mais rigor.F/46. De um lado. 6 º. com o processo de abertura democrática. Otacílio Negrão de Lima. A greve. o que de fato ocorreu. até mesmo no regime militar. num regime democrático. no que se refere ao direito de greve. contraditório. Ocorreram sim mudanças. utiliza os mesmos procedimentos que haviam sido usados por Vargas na constituinte de 1934. poderia o legislador ordinário determinar as bases do modelo de organização sindical. a brecha para que o modelo corporativista fosse mantido. considerava a greve e o lockout.158 da C. Assim. pela vontade dos que lideravam o novo regime. portanto.402. como ensina Mascaro [31]. foi editado o Decreto–Lei nº 1. como recursos anti– sociais. autoritária. através da implantação no país da liberdade e autonomia sindicais. mas repudiava a interferência do Estado. como observa Mascaro. que era considerada um ilícito pela Carta de 1937. logo após a Segunda Guerra. Agora. o Presidente Dutra. que por conta da Lei nº 4. conforme. para tal. a visão do Governo com relação à questão sindical passou a ser outra. ressalte – se já existiam. Claro. em seu art. como veremos adiante. por exemplo. " Foi intensificado o controle sobre as entidades sindicais . promulgada no Governo Dutra. que apesar da queda do regime que a criou. praticamente. Do outro. estava a CUT ( Central Única dos Trabalhadores). como é demonstrado por Luiz Werneck Vianna. como era de se esperar. é que poderia se vislumbrar alguma mudança na estrutura sindical. à lei. "regulou a constituição e o funcionamento dos sindicatos." como menciona Brito Filho [35]. de 1943. não houve modificações na organização sindical. 159). declarou a liberdade sindical. o princípio da unicidade sindical. " [32] A partir de então. no mínimo.1985) Neste período histórico. Em 5 de julho de 1939. através da autorização constitucional (art.por meio de instrumentos que.não criava condições para o exercício desta. Evidentemente. quando ocorreu uma tremenda efervescência no movimento sindical brasileiro. porque a partir daí houve uma divisão dentro do movimento sindical. que afirma que. foi mantido o modelo da constituinte de 1934. Sim. Algo. Somente a partir de 1978. no que tange ao modelo de organização sindical.L. no região do ABC paulista. e) Constituição de 1946 até o Regime de 1964 A Carta Magna de 1946. Sobre o assunto Brito Filho assim nos ensina : " Criou – se. cedendo aos conselhos de seu ministro do Trabalho. f)Regime Militar ( 1964 . [34] passou a ser reconhecida pelo art. fundada em 1986.330/64.T. fundada em 1983. que. As Constituições de 1967 e de 1969 mantiveram a tendência corporativista dos anos trinta. . através do Ministério do Trabalho. inclusive. foi a manuntenção de um sistema concebido numa ordem anterior. estava a CGT ( Central Geral dos Trabalhadores). No ano seguinte são marcadas eleições gerais e é promulgada nova Constituição. É bom lembrar que este Decreto – lei foi quase todo incorporado à C. até porque. um golpe de Estado derruba o governo Vargas. permaneceu quase que intacta. no entanto. continua em vigor em pleno Estado Democrático de Direito. o Estado. que segundo Roberto Barreto Prado. consagrando de maneira categórica. então. com o regime de 64. que pretendia uma reforma geral." [33]. O que houve então. que ocorreram modificações importantes. especialmente pela onda de greves deflagrados no período.

portanto. como a proibição de intervenção e de interferência do Estado na organização sindical. tivemos uma fase de tolerância onde o Estado aceitou tacitamente as associações de trabalhadores e. que é justamente o momento histórico em que estamos vivendo. estava aberto o caminho para a grande reforma sindical no país que deveria ocorrer com a promulgação da Constituição Federal de 1988. na pessoa de seus líderes. pode ser considerada.Modelos de Sindicalização 3. Desse modo. em seu artigo 8º. visto que. como uma das melhores do mundo. veio a fase do reconhecimento do direito sindical. através de leis ordinárias ou constitucionais. como o Trade Unions . passou a reconhecê – las. Sob o prisma normativo podemos mencionar a publicação da Portaria nº 3. os Estados passaram a reconhece – lo.100/85 que revogou a de nº 3. obedecer as regras contidas no artigo 8º. permitiu a sindicalização dos servidores públicos. No artigo 9º vemos que o direito de greve também passou a ser admitido. não tendo. que proibia a criação das centrais sindicais. no entanto. depois. como observa Brito Filho [40]. tornando a reunião de trabalhadores. pelo seu caráter democrático e humanista. porém. como a supressão da unicidade sindical e da contribuição compulsória. fazendo com que outros grupos passassem a defender os interesses de seus membros por via sindical.337/78. ao longo de sua evolução histórica. Finalmente. No que tange à questão sindical seus dispositivos refletem exatamente as pretensões dos sindicatos. os sindicatos passaram a sofrer menos interferência interna. Brito Filho [36]. como nos ensina Mascaro [38]. g) Governo Sarney até a Constituição de 1988 No Governo Sarney.novamente. Através de uma série de atos administrativos Pazzianoto. O modelo brasileiro de sindicalização deve. h) Constituição Federal de 1988 A atual Constituição Federal. a partir de 1985. como nos informa Mascaro [39]. aboliu o estatuto padrão e suspendeu o controle direto das Delegacias Regionais do Trabalho ( DRTs) sobre as eleições sindicais que se opusessem a política econômica do governo. iniciou . três momentos distintos. promulgada em 1988. que na época participaram. consagrou algumas medidas liberalizantes. a Carta de 1988. esqueceu de outras igualmente necessárias. que no momento oportuno será devidamente analisado. Sobre esta fase Mascaro assim leciona : " Da simples tolerância para com o movimento sindical. um direito. também que a atual Constituição em seu artigo 37. inciso VI. somente nos interessou realizar esta breve descrição. mas que infelizmente não ocorreu. Em primeiro lugar. A partir das mudanças ocorridas. tivemos uma fase de proibição. como veremos a seguir. com o objetivo de defesa de seus interesses. Constitucional. 1 – Considerações preliminares O sindicalismo mundial viveu. na qual o Estado pretendeu proibir toda e qualquer associação de trabalhadores. Sob a "batuta" do então Ministro do Trabalho. já em um segundo momento. obtido êxito devido a resistência da classe proletária e. agora. ativamente de suas deliberações. Almir Pazzianoto. Vale mencionar. de modo expresso. conforme nos conta Armando Boito Jr [37].se uma fase de maior liberdade. Capitulo III 3 .

Na antiga URSS os esforços eram todos voltados para um mesmo fim: a manutenção do sistema de produção socialista. o corporativo e os sindicatos dos períodos de guerra e outros tipos organizados em regimes fechados ou de ditadura militar [43]. que os sindicatos lá existentes deveriam estar comprometidos com esse objetivo e por isso. Textos relacionados • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso • Aposentadoria espontânea e efeitos trabalhistas. de controle do movimento sindical. o Clayton Act (1914) dos Estados Unidos. vale mencionar a lição do prof." [41] Analisando o pensamento de Mascaro. limitar a área de atuação.socialistas e os sindicatos do tipo corporativista. simplesmente. e o sindicalismo fundado no princípio da liberdade sindical. de autonomia aos sindicatos. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . significando a atividade do Poder Público não repressiva. nos sindicatos ideológicos – socialistas. da realidade sindical. que podem ser impostas através do ordenamento ou. a Constituição do México (1917). .2 – Modelo sindical controlado O que caracteriza este modelo é justamente o papel interventor do Estado na organização sindical. de acordo com a postura estatal. sujeita – lo a regras rígidas. como ocorria no Leste Europeu. dois modelos de sindicalização : um sob controle do Estado e outro baseado na liberdade sindical. Primeiramente. em outros casos. de outro lado.socialistas. ditadas sem base legal que as sustente. desenvolveu – se. A partir da lição deixada por este autor. que controlava o Estado e toda burocracia. É evidente. mas de acolhimento. seja de forma velada. verificaremos as características dos dois modelos e as formas pelas quais se manifestam."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). como a unicidade sindical. O reconhecimento. podemos afirmar que existem no mundo. através de instrumentos de controle consagrados pelo ordenamento jurídico. da França. daí resultando o sindicalismo corporativo ou estatal. a Constituição de Weimar.3. de um lado.Act (1871) da Inglaterra. ao mesmo tempo em que aceita o sindicato. a Lei Waldeck Rousseau (1884). estavam atrelados ao Partido Comunista ( único). Discussões remanescentes GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). O Estado é quem irá ditar as regras a serem acatadas. em suas leis." [42] Everaldo Gaspar exemplifica citando os sindicatos do tipo soviético. no entanto. Brito Filho : " O modelo do reconhecimento do direito de associação sob o controle do Estado caracteriza – se pela conduta deste de. procuraremos explicar os sindicatos ideológicos. seja de forma direta. em duas diferentes dimensões. como ocorre no corporativismo. enfim. basicamente. em alguns casos. estabelecer as funções desempenhadas pelo movimento sindical. Aproveitando estes exemplos iremos fazer uma análise dos dois principais expoentes do sindicalismo controlado : os sindicatos ideológicos . da Alemanha (1919) etc. Com relação a este modelo.

o Estado pretende controlar trabalhadores e empregadores. E essa fundamentação continuou sendo a luta econômica. aí nessa política. Mascaro assim se pronuncia a respeito do corporativismo sindical : " Não reconhece a autonomia privada coletiva. " [44] Já Russomano entende que a ditadura do proletariado contribuiu para que o sindicato soviético perdesse sua base histórica. por exemplo. Tem como principio a inexistência da luta de classes. Vemos então. O Estado. Deveria manter nos sindicatos o espírito bolchevique. "Cúmplice do autoritarismo. cabendo ao Estado promover a supressão da luta de classe e estando o poder político teoricamente nas mãos dos próprios trabalhadores. uma vez que as suas funções ficam de certo modo comprometidas perante o Estado. O objetivo fundamental dos sindicatos era.’’ [47]. justamente. diz o autor. do cerceamento das liberdades. Aqui o controle exercido por parte do Estado tem como pressuposto a publicização das relações coletivas de trabalho. predominou na Itália de Mussolini. nesse sistema. do que propriamente de organização voltada para a defesa dos interesses da classe." Foi preciso dar – lhe outra fundamentação. intervêm na organização . dentro desta perspectiva. daí a intervenção. que através do controle o Estado objetiva fundamentalmente em aniquilar a luta de classes. não havia liberdade. O controle por parte do Estado consistia justamente em manter esse caráter ideológico e. mas agora sem caráter de conflito de classes. dentre outros fatores. mas por algo. organizou – se para lutar por seus interesses. de propagação do ideal marxista. encara os conflitos coletivos como se fossem de natureza pública e. com alguma propriedade. político.Mascaro assim leciona sobre esses sindicatos : "O sistema político adotado na Rússia leva o sindicato a um impasse teórico. não de forma individual ou relativa aos grupos. que para Marx. mas para a consecução dessa finalidade cria uma estrutura sem espaço para a liberdade. Assim. " [46] Para Everaldo Gaspar o sindicato do tipo corporativo era um aliado do Estado no pior sentido. a organização dos trabalhadores urbanos e dos camponeses a partir dos sindicatos. o Estado teria que intervir na máquina sindical. através da Carta del Lavoro. portanto. foi. Vejamos. O Estado. Falou – se. com o que procura unir o trabalho e o capital. agora as características do sindicalismo corporativista. que na Rússia o sindicato não luta contra algo. A classe trabalhadora. adotando medidas restritivas da liberdade coletiva de associação. porque na Rússia. não há condições para que reclamem do Estado as medidas que a eles próprios representados no poder caberia tomar. Até. a menos que se entenda normal um sindicato reivindicativo diante de uma ditadura do proletariado. preferindo integrar as forças produtivas da Nação em um sistema organizado unitariamente. em face da supressão de uma delas : luta sem tréguas de incentivo à produção do país e pela melhoria de vida do povo em geral e do operário em particular. Por isso. " diz o autor [45]. No corporativismo. era o motor da História. dentro das fronteiras russas. pois os próprios dirigentes eram indicados pelo partido único. o que provocou a Revolução de 1917. os sindicatos existentes nos regimes socialistas possuíam mais um papel ideológico. conscientizada de sua força. e por conseguinte derrubou o antigo regime para implantar um governo formado por trabalhadores. com o que se quer dizer que. da violência. manter o sistema comunista. como já foi dito. que consistia na luta de classes.

Por isso. autonomia e pluralidade sindicais. ao contrário desses países europeus. ditando suas regras de funcionamento e ações que devam ser empreendidas.3 – Modelo sindical com liberdade Neste modelo. se for a partir de uma entidade sindical única. trabalhadores e empregadores somente podem se associar para lutarem por seus objetivos. autonomia sindical e _ em nosso juízo _ . Já pela forma conceitual. Como vimos no histórico do sindicalismo no Brasil. Explicaremos com mais detalhes este instituto e a unicidade sindical no momento oportuno. Os outros tipos de sindicalizaçao que se enquadram no modelo controlado pelo Estado. os sindicatos possam cumprir os seus objetivos maiores. permanecendo enquanto for sua vontade. através dos critérios da similaridade e da conexidade. guardam similitude com os tratados acima. representativa de sua categoria ou grupo profissional. no Brasil até hoje encontramos resquícios deste sistema. [50] Para Brito Filho uma definição de liberdade sindical seria esta: ". na forma que desejarem. 3. no entanto. o corporativismo influenciou bastante a Era Vargas. que após sua redemocratizaçao abandonaram o modelo corporativista. Mascaro define liberdade sindical. Russomano afirma : " Não se pode falar em liberdade sindical absoluta sem se admitir que exista. dentro dos limites de determinada base física. do direito sindical e seus institutos. Assim. citados por Gaspar [48] (sindicatos de períodos de guerra. procura – se determinar o conteúdo da liberdade sindical e suas manifestações.sindical de forma dura.. Não deve haver. utilizando na maioria das vezes instrumentos consagrados pelo próprio ordenamento jurídico. em determinado sistema jurídico. Poderão livremente se filiarem à entidade sindical que melhor lhes parecer. liberdade sindical significa o método epistemológico. para ele é inadmissível haver liberdade sindical sem sindicalização livre. bem como as garantias que devem ser estabelecidas para que. como a unicidade sindical e a sindicalização por categoria. de regimes autoritários ou de ditaduras militares). principalmente os primeiros. claro.o direito de trabalhadores ( em sentido genérico) e empregadores de constituir as organizações sindicais que reputarem convenientes. não encontrarão nenhuma restrição por parte do Estado no que tange à sindicalização. abuso de direito. antes nos ensina que a liberdade sindical pode ser entendida a partir de duas formas: metodológica e conceitual. desde que esteja de acordo com o ordenamento jurídico e os interesses da coletividade. Não há amarras legais.. expositivo. Esta consiste no fato de trabalhadores e patrões unirem – se em entidades sindicais somente se exercerem a mesma atividade econômica ou profissão. prevalece o princípio da liberdade sindical. Sendo assim. seus membros gozam de total liberdade para o exercício do direito de sindicalização. trabalhadores e empregadores. Outra restrição à liberdade sindical de organização é a chamada sindicalização por categoria. Pela primeira. A unicidade sindical é um deles. Alemanha de Hitler." [51] Mozart Victor Russomano concebe o instituto da liberdade sindical como uma figura triangular. simplesmente como liberdade de associação. portanto. também. O Estado. Espanha sob Franco e Portugal com Salazar. não intervêm na organização interna dessas entidades. sem limitações que resultem em sua aniquilação. O sistema corporativista de sindicalização foi a tônica dos regimes autoritários de direita da primeira metade do século XX na Europa : Itália fascista.. sindicalização livre. podendo nelas ingressar ou não. pois não oferecem a menor liberdade para trabalhadores e empregadores se organizarem da forma como desejarem. decorrente de imposição estatal. Pois. de caráter didático. [49]Porém. Por ela.

havendo qualquer tipo de restrição a este direito estaremos diante de um sistema que não contempla a liberdade sindical. O autor menciona ainda a liberdade coletiva positiva e negativa. ressalte – se. Já a liberdade sindical coletiva. não – filiação. Sob o primeiro aspecto.Liberdade de exercício das funções . que teria como titular unicamente o sindicato. propriamente. refere. " [52] Para nós. Quanto ao grupo profissional e 3. que se dividiria em passiva ( não .pluralidade sindical. E. contra a sindicalização obrigatória. O terceiro aspecto. escolher seus dirigentes. 2. Georgenor de Souza Franco Filho. liberdade sindical é o direito amplo de trabalhadores e empregadores se associarem. A segunda. relativo à liberdade de administração. vem classificando a liberdade sindical de diversas formas. com as mesmas características do segundo prisma. podendo livremente administra – las. significando que os sindicatos podem se filiar ou não à entidades de grau superior. Já para Amaury Mascaro Nascimento a liberdade sindical pode ser concebida por cinco dimensões [55] : 1. apresenta o instituto a partir de dois pontos de vista : individual e coletivo.Liberdade de organização. estruturar – se e mesmo de dissolver – se. o terceiro aspecto. classifica da seguinte forma a liberdade sindical [54] : 1. consistente no direito de estruturação interna sem interferência de terceiros. por exemplo. 3. a autonomia sindical. podemos vislumbrar a existência. por fim. só podendo ser ela restringida para que haja respeito ao ordenamento jurídico e às liberdades das outras pessoas. e a autonomia de ação.filiação) e ativa ( filiação). em entidades sindicais de sua escolha. referente ao direito de filiação.se à impossibilidade do Estado de interferir na organização sindical. entendemos que o ordenamento jurídico deve garantir a existência de sindicatos. a liberdade sindical individual teria sua titularidade exercida pelos trabalhadores e empregadores e seria positiva. e a autonomia de ação. para a defesa de seus interesses. pode ser compreendido levando–se em conta dois aspectos: democracia . Quanto ao indivíduo . que é o direito de atuar coletivamente. desfiliação e de participação nas atividades sindicais. do direito de criação de sindicatos e os direitos de filiação. Assim. Quanto ao Estado. referente à liberdade de organização sindical. Alfredo Ruprecht. a pluralidade sindical contra a unidade sindical. e elaborar seus estatutos. temos a liberdade sindical coletiva. 2. A doutrina. contra o dirigismo sindical. e negativa.Liberdade de associação . significa que as entidades sindicais poderão organizar– se independente de autorização estatal. No segundo caso. Pois.Liberdade de administração. [53] Um autor argentino.Liberdade de filiação sindical. de constituir – se. sem sofrer nenhum tipo de interferência ou intervenção por parte do Estado ou de terceiros. que reuniria as várias hipóteses do que chama de autotutela. 5. sem a intervenção estatal. Por outras palavras : a liberdade sindical pressupõe a sindicalização livre. 4. que abrange a autonomia orgânica. apresenta dois aspectos da autonomia sindical que seria a parte dinâmica dessa liberdade : a autonomia interna. Pela primeira dimensão.

do Estado. entende que a liberdade sindical deve ser dividida também. 2º. garantindo – se a trabalhadores e patrões o direito de associação. c)a liberdade sindical. Brito Filho. não – filiação e desfiliação e o segundo. Por fim. A primeira é a possibilidade das entidades sindicais definirem suas regras internas de forma livre. já que não conseguiram impedir uma nova guerra mundial em 1939. de 1º de julho de 1949. na luta pelo cumprimento de suas funções e objetivos. isto é. Foi o caminho que escolheu. as liberdades de associação. Portanto. que pôs fim a Primeira Guerra. que pensa. neste momento. b)a formação profissional capaz de propiciar melhores colocações . [56] Concordamos com a divisão adotada por Brito Filho e por Mascaro. principalmente. em face. trazendo em seu texto as divisões que já mencionamos anteriormente. que dispõe sobre a " liberdade sindical e a proteção ao direito sindical " e a Convenção nº 98. e)a proteção à vida e saúde dos trabalhadores. que trata da "aplicação dos princípios do direito de sindicalizaçao e de negociação coletiva. Sabemos. Na realidade. podemos afirmar que esta define as linhas mestras da liberdade sindical. no que se refere a este modelo sindical com liberdade. Desse modo. pois não há que se pensar em liberdade sindical se não concebermos a idéia de que a questão sindical engloba não apenas uma coletividade comum.º 87. seja por parte do Estado. o que vai nos interessar mesmo. da mesma forma como Mascaro. de 1944. dos empregados e dos empregadores. diz respeito à atuação dos sindicatos." Sobre a primeira. sob dois prismas: o individual e o coletivo. de organização. Vejamos. que luta. a fim de lutarem pelos seus objetivos. esse ideal de liberdade sindical deve prevalecer sempre. de 9 de julho de 1948. f)a oportunidade de participação das vantagens materiais e culturais da civilização. que batalha por melhores dias e que deve ter plena liberdade para decidir seu futuro. ou seja. mesmo que prefira não lutar pelos seus interesses. Já autarquia externa. uma individualidade.4 – Modelo sindical com liberdade na visão da OIT A Organização Internacional do Trabalho (OIT) foi criada em 1919. mas também. alcançando assim: a)o pleno emprego para os trabalhadores e a melhoria do seu nível de vida. então o art. d)a seguridade social. Já o quarto aspecto. nem a Liga das Nações e muito menos o Tratado de Versalles. 3. atingiram suas finalidades. sobre o quinto aspecto. um ser humano. é justamente a produção legislativa desse organismo internacional. que contempla a liberdade sindical individual e as liberdades coletivas de . segundo Délio Maranhão [58]. e sobretudo. É a única organização internacional em que a representação dos Estados é tripartida : representantes do Governo. O primeiro englobaria as liberdades individuais de filiação. referente à liberdade de exercício das funções.interna e autarquia externa. não dependendo da vontade de ninguém. de administração e de exercício das funções. como ensina Délio Maranhão [57]. como parte integrante da antiga Liga das Nações. ninguém é obrigado a ingressar ou permanecer em entidade sindical. significa a imunidade que essas entidades possuem de não sofrer interferências externas. seja por parte de terceiros. A finalidade desse organismo internacional especializado é. Isto pode ser comprovado através da análise dos artigos 2º e 3º. que mais tarde. trabalhar pela realização dos objetivos da Declaração da Filadélfia. temos o direito de filiação e desfiliação. vamos proceder à análise das duas Convenções da OIT que tratam do assunto: a Convenção n. pelo Tratado de Versalles.

" Sobre este artigo. As autoridades públicas abster–se–ão de qualquer intervenção que possa limitar esse direito ou cercear seu exercício legal. como podemos observar em sua redação : " Art. que será devidamente efetuada no momento oportuno. sem prévia autorização. podemos dizer que esta complementa a anterior. 2º Trabalhadores e empregadores. 87 da OIT. Com relação à Convenção n. terão o direito de constituir. faculdade que tem diversos reflexos. Toda e qualquer atividade sindical deve estar de acordo com a lei e não poderá jamais prejudicar à coletividade.associação e administração : "Art. Artigo 2 º . sem interferência ou intervenção do Estado. b) Causar a demissão de um trabalhador ou prejudicá – lo de outra maneira por sua filiação a um sindicato ou por sua participação em atividades sindicais fora das horas de trabalho ou. organizações de sua própria escolha e. organizar sua administração e atividades e formular seus programas de ação. o que pode ser explicado pela análise de seu regramento constitucional.Essa proteção aplicar–se–á especialmente a atos que visem : a) Sujeitar o emprego de um trabalhador à condição de que não se filie a um sindicato ou deixe de ser membro de um sindicato. sem distinção de qualquer espécie. 3.Os trabalhadores gozarão de adequada proteção contra atos de discriminação com relação ao seu emprego. que o Brasil não ratificou a Convenção n. 98. eleger livremente seus representantes. " [59] O artigo 8º.3º As organizações de trabalhadores e empregadores terão o direito de elaborar seus estatutos e regimentos. Como já foi dito por nós.em seu inciso I. contempla as liberdades coletivas de administração e de exercício das funções. Vale ressaltar. 2.º. durante o horário de trabalho. Seus principais dispositivos são os artigos 1º e 2º que assim dispõem : " Artigo 1º 1. é inconcebível haver abuso de direito por parte dos movimentos sindicais." Já o art. Mascaro assim se pronuncia: " Os sindicatos devem ter plena liberdade para a administração dos seus interesses. a elas se filiarem. mas que não exclui a atuação judicial. traz uma observação interessante e bastante válida : a liberdade sindical deve ser exercida com respeito ao ordenamento jurídico. com o consentimento do empregador. sob a única condição de observar seus estatutos.

como já dissemos. visando a defesa de seus interesses. como menciona Brito Filho [60].1 – Considerações preliminares: Vimos no capítulo anterior. podemos resumir o modelo sindical com liberdade. ressalvando.2 – Matriz constitucional A Constituição Federal de 1988 tratou a questão sindical em seu artigo 8º. na visão da OIT. Assim.As organizações de trabalhadores e de empregadores gozarão de adequada proteção contra atos de ingerência de umas nas outras. " No artigo 1º vemos a proteção dada à liberdade sindical individual dos trabalhadores em face de atos arbitrários por parte de seus empregadores. não podendo a lei exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. que não poderá ser inferior ao Município. Seus dispositivos refletem. no próximo capítulo. vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. ou por agentes ou membros de umas nas outras. do seguinte modo : trabalhadores e empregadores. iremos abordar as várias propostas que visam modificar nossa organização sindical. e depois. Sobre esses dispositivos. funcionamento e administração. CAPÍTULO IV 4 . encontramos dois modelos de sindicalização no mundo: um sob controle estatal e outro com liberdade. neste capítulo iremos. e assim. desde que haja respeito ao ordenamento jurídico e à coletividade. enquadrá–lo. o registro no órgão competente. Já o artigo 2º cuida da proteção das organizações sindicais. da forma como decidirem. 2.O Modelo Brasileiro de Sindicalização 4. na relação capital – trabalho. veio a declaração de liberdade de associação profissional. Desse modo. aquele sindicato de trabalhadores controlado e mantido financeiramente com ajuda do empregador. de empregadores e de trabalhadores contra outras entidades ou pessoas. assim escrevem Orlando Gomes e Elson Gottschalk : " Finalmente. analisar as características de nosso modelo. nos termos deste Artigo. os anseios e pretensões do movimento sindical. promover a constituição de organizações de trabalhadores dominadas por organizações de empregadores ou manter organizações de trabalhadores com recursos financeiros ou de outra espécie. com o advento da Constituição de 5 de outubro de 1988. interessa–nos saber em que modelo podemos enquadrar o sistema brasileiro e de que forma o mesmo está estruturado. e o quadro territorial da representação.Serão principalmente considerados atos de ingerência. do ponto de vista organizacional. após vinte anos de ditadura militar. As duas Convenções aqui expostas e discutidas instituem as bases para concebermos o verdadeiro regime de liberdade sindical.1. se for possível. encerrando este tópico. que a partir do posicionamento do Estado em relação as entidades sindicais. com o objetivo de sujeitar essas organizações ao controle de empregadores ou de organizações de empregadores. Impede até mesmo o que se denomina no Brasil de " sindicato amarelo". a partir do regramento constitucional. quando falamos da evolução histórica do sindicalismo no Brasil. ou seja. apenas. 4. ou unidade sindical. na sua constituição. Estabelece a regra do monossindicalismo." [61] . em primeiro lugar. Neste momento. terão o direito de se associarem.

IV – a assembléia geral fixará a contribuição que. por sua vez critica o sistema adotado pela nova Carta Magna: " O texto constitucional de 1988 muito pouco avançou em comparação com os ditames anteriores. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . vedadas ao Poder Público a interferência e a intervenção na organização sindical. de 1939 e legislação posterior. profissional ou econômica. o mesmo paradigma adotado no país desde 1937.Ary Brandão Oliveira. que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados. No Brasil. com que se pretende evitar sindicatos múltiplos na mesma categoria. no fundo.É livre a associação profissional ou sindical. portanto.402. inclusive em questões judiciais ou administrativas. Adotou o modelo de unicidade sindical por categoria. com a reafirmação do Decreto – lei n. seguimos a unicidade de base ou categoria.º 1. II . observado o seguinte: I – a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato. como igualmente os sindicatos por empresa. derivado de imposição autoritária. III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria. dá – se o mesmo: a exclusão da possibilidade de mais de um sindicato atuar em determinada esfera.º . na mesma base territorial. ressalvado o registro no órgão competente. não permite a lei mais de um sindicato da mesma categoria.Apesar da unicidade de 1988 resultar do consenso. divergindo do sistema de 1937. em se tratando de categoria .é vedada a criação de mais de uma categoria sindical. em qualquer grau. não podendo ser inferior à área de um Município. in verbis. Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280'). ou seja. da discussão democrática no âmbito interno dos sindicatos e destes com a classe política." [62] Iremos neste momento transcrever o referido artigo 8º. representativa de categoria profissional ou econômica. para posterior análise: " Art.8."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280"). na mesma base territorial. Segue.

visto não ser possível enquadra – lo entre os dois modelos existentes no mundo. podemos afirmar que no Brasil. existem as liberdades de associação. no caput.ninguém será obrigado a filiar – se ou a manter – se filiado a sindicato. Pois bem. e inciso V do artigo 8º." A conclusão que chegamos. contidas no inciso II. Sim. especialmente esta.corporativista. Dissemos. no que tange à liberdade de organização.3 . após leitura atenta do artigo em estudo. ou ainda semi. em razão do caráter contraditório de sua matriz constitucional. e à liberdade de exercício das funções. encontramos preceitos próprios de um sistema baseado na liberdade sindical. Mascaro. liberdade de organização. iremos dividir esse item didaticamente em características liberalizantes e restritivas. se eleito. como as garantias de liberdade de associação e administração das entidades sindicais. Parágrafo único. no entanto. base territorial mínima. é necessário recordarmos de algo que foi dito no capítulo anterior.Características do modelo brasileiro Vamos neste momento analisar com um pouco mais de profundidade os pontos marcantes de nosso modelo sindical. agora. Desse modo. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva.profissional. tenta combinar a liberdade sindical com a unicidade sindical imposta por lei e a contribuição sindical oficial. V . liberdade de exercício das funções e liberdade de filiação sindical. salvo se cometer falta grave nos termos da lei. porque de um lado. liberdade de administração. que a liberdade sindical apresenta cinco dimensões: liberdade de associação. é de que nosso modelo sindical é completamente contraditório. mas mantém o sistema confederativo que define rigidamente bases territoriais. 4. VI – é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas. VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e. da contribuição compulsória prevista no inciso IV e pela obrigação dos sindicatos participarem das negociações coletivas. nosso modelo de sindicalização pode ser considerado misto. . mas. como a presença dos institutos da unicidade sindical. de administração e de filiação sindicais. com base nas lições de Mascaro. até um ano após o final do mandato. representação por categoria. encontramos sérias restrições. representação por categorias e tipos de entidades sindicais. conforme o inciso VI. encontramos disposições próprias de modelo de controle estatal. As disposições deste artigo aplicam – se à organização de sindicatos rurais e de colônias de pescadores. e liberdades de filiação." [63] Assim. VII – o aposentado filiado tem direito de votar e ser votado nas organizações sindicais. realmente. inciso I. pelo exposto. por outro lado. atendidas as condições que a lei estabelecer. confrontando essas cinco dimensões com os dispositivos do artigo 8º da Constituição Federal. ou semi – livre. mas para isso. será descontada em folha. também entende que o modelo sindical previsto pela Carta de 1988 é de conteúdo contraditório: " Reconheça – se. desfiliação e não–filiação contidas respectivamente. Estabelece o direito de criar sindicatos sem autorização prévia do Estado. independente da contribuição prevista em lei. ainda que suplente. que o sistema de organização sindical que acolheu é contraditório. do tipo corporativista.

Quer dizer. verdadeiros empecilhos ao desenvolvimento das relações coletivas de trabalho. nos incisos II. a seguir comentadas.º. que já foram devidamente transcritos e comentados no item 3. primeiramente. Os interessados não podem se organizar livremente em entidades sindicais. sem necessidade de autorização por parte do Estado. conforme a proposta de Mascaro. base territorial .2 – Características restritivas Chegou o momento de trazermos à baila as questões mais polêmicas a respeito de nosso modelo sindical. em virtude das restrições constitucionais. estas liberdades tornam – se quase que impossíveis de serem desfrutadas em sua plenitude. IV e VI do artigo 8. apenas fazendo o registro no órgão competente. A liberdade de administração refere-se ao fato de as entidades sindicais brasileiras estarem imunes a qualquer tipo de intervenção ou interferência externa. Encontramos esta garantia na parte final do inciso I. no Brasil. Portanto. Os privilégios que amparam os sindicalizados devem constar de lei expressa.3. depois.1 – Características liberalizantes Estas características referem–se à presença. quer da parte de terceiros. às vezes não é nem importante ter liberdade. em seus artigos 515 a 521 dava pleno poderes ao Ministro do Trabalho para conceder ou não o registro sindical para as associações solicitantes. vendo as restrições à liberdade de organização e. estabelecer seu regramento interno. expressamente.2. existe no Brasil a possibilidade de entrar. " [65] A terceira destas características é a liberdade de filiação sindical. e sim. Trata–se das restrições à liberdade sindical contidas na CF/88. A autarquia externa significa a garantia de não interferência externa. na realidade. São. num modelo sindical contraditório como o nosso. mas sim que ao menos a vontade das pessoas seja respeitada. sobre a liberdade de administração : " Veda a Constituição de 1988. Roberto Barreto Prado leciona. que realmente foi consagrada no inciso V do artigo 8º da CF/88. a interferência e a intervenção do Poder Público na organização sindical. Ora. porque se. não tínhamos liberdade alguma para a criação de entidades sindicais. de administração e de filiação sindicais. quer da parte do Estado. Os abusos cometidos pelo sindicato no exercício de suas atividades não podem deixar de ser repelidos.8º. de não entrar e de sair de uma entidade sindical. mas se é obrigado a pagar a contribuição confederativa. quer da parte do Estado. de não – filiação e desfiliação. [64]O primeiro significa que é o sindicato quem deve redigir seus estatutos. Significa que ninguém pode ser obrigado a se filiar ou continuar filiado a sindicato. Antes da Constituição de 1988. as restrições à liberdade de exercício das funções. por um lado é assegurada a liberdade de filiação sindical. Vale ressaltar porém que. Pode – se não ser filiado. Ela pode ser dividida também em liberdade de filiação. quer de terceiros. 4. já transcrito na parte relativa à matriz constitucional. e significa o direito de trabalhadores e empregadores de poderem criar entidades sindicais. iremos dividir esse item. Isto.3. é consagrada no caput e no inciso I do art. Mascaro entende que essa liberdade de administração consiste em dois aspectos: democracia interna e autarquia externa.4. a Consolidação das Leis do Trabalho ( CLT). É chamada autonomia sindical. porém. Devem se submeter à regras próprias de um regime corporativo. que no Brasil é o Ministério do Trabalho e Emprego. Os empecilhos a esta liberdade são basicamente quatro: unicidade sindical. Não há opções de escolha. A primeira. devido à regra da unicidade. das liberdades de associação. do artigo 8º. Não pode a Administração Pública ir além da fiscalização do cumprimento das leis sociais. Assim. as pessoas individualmente consideradas. Este tipo de liberdade não leva em conta o grupo. a) Liberdade de organização sindical No Brasil não temos este tipo de liberdade. por outro não se dá opção de escolha.

Primeiramente. exercerem a representação da mesma categoria.II. da CF/88). num mesmo espaço geográfico. dos quais o mais expressivo é o de cúpula. naturalmente permitindo – se os desmembramentos. esse espaço não pode ser inferior a um município ( art. unicidade sindical. José Carlos Arouca afirma que a unidade sindical. como nos informa Mascaro. [72] . Esta ocorrerá quando a lei determinar que na mesma empresa não pode existir mais de um sindicato. 1 . seria conquistada pela conscientização dos trabalhadores. 8. Desse modo. apresentar quem é a favor e quem é contra. da existência de mais de um sindicato na mesma unidade de atuação. o que aniquila de vez a existência de sindicatos distritais e de empresas. disputando – se qual sindicato mais representativo. segundo o mesmo autor. até no meio da doutrina. Para Wilson de Souza Batalha. ou monismo sindical. ou ainda monossindicalismo. pode desdobrar-se em diferentes níveis. o de empresa. É o que ocorre na Inglaterra e na Suécia. representativa de um grupo. como. unicidade sindical implica a existência de uma única entidade representativa da mesma categoria em determinada área territorial. ainda a unidade em grandes sindicatos nacionais. na mesma base territorial. Pode haver unicidade total ou apenas em alguns níveis. por exemplo. o que será devidamente mostrado. Esta significa a existência de somente uma entidade sindical. mas não por imposição do Estado. mostrar outras opções para o Brasil. ou as condições para uma participação proporcional na representação da categoria. Só um sindicato representa a categoria na área territorial. e sim. representação por categoria e o sistema confederativo. plurissindicalismo. representativa de um grupo. pois para o autor a profissão é o critério de agrupamento ou de enquadramento sindical comumente adotado pela maioria das legislações mundiais. No caso brasileiro. ou pluralismo sindical ou ainda. O oposto da unicidade é a pluralidade. [68] Batalha define a pluralidade da seguinte forma: " A pluralidade sindical consiste na permissão de várias entidades. as cisões com os desmembramentos e as cisões das categorias. representativa de um grupo. A liberdade pode ser usada para a unidade. como ideal. na mesma base territorial. [66] Já Mascaro define unicidade sindical como a proibição. quando o movimento sindical voluntariamente se une em torno de uma só central sindical. por lei. Será em nível de categoria quando a referência legal se fizer nesse âmbito. Pode ocorrer. que são definidos no ato de constituição da entidade sindical.mínima.º. [70] Para Mascaro a unidade não contraria o princípio da liberdade sindical. na Espanha e na Itália. significa a exigência legal de somente existir uma única entidade sindical. Significa a possibilidade de existência de mais de uma entidade sindical. As mesmas observações são pertinentes quanto ao nível da profissão [67]. iremos conceituar esse instituto. [71] Esta unidade. [69] Um outro conceito que merece ser apresentado vem a ser o da unidade sindical. decorrente da vontade das pessoas. na mesma base territorial. O pluralismo sindical é o modelo adotado na França. sem que fosse imposta por lei.Unicidade sindical Um dos temas que mais tem despertado controvérsias no sindicalismo brasileiro é a unicidade sindical. e por fim nos posicionar. Vamos discorrer sobre cada um deles." Para Evaristo de Moraes Filho temos pluralidade sindical quando mais de um sindicato representa a mesma profissão.

enfraquecendo – os e por conseqüência lógica. ao passo que o monismo sindical fatalmente se transforma em poderosa alavanca político – partidária. prevista no inciso II. quase sempre é um mal. mas nunca os interesses gerais e abstratos de toda a classe. fomentaríamos a criação de pequenos sindicalóides oriundos de desavenças doutrinárias. políticas. até certo ponto. os conflitos de interesses que inevitavelmente existirão dentro dele. desejos contrariados. defensor da pluralidade. que passam a ter vários pequenos mandatários desavisados. Os sindicatos que nascem dessa desunião representam. que assim leciona: " Em uma sociedade democrática. que a unicidade gera na classe operária um desinteresse natural pelo sindicato e que a pluralidade é uma conseqüência do próprio princípio da liberdade sindical. do artigo 8º. [77] Roberto Barreto Prado. de pontos de vista particulares do cisma.Mas. é bem preferível delinear–se desde logo o sindicato único. Qualquer pretexto pode servir para o separatismo sindical – vaidade ferida. De qualquer maneira. através de órgãos de cúpula. " [74] José Carlos Arouca. também. ao invés de um único. pois fácil é perceber que desagrega os trabalhadores. que assim se posiciona : "E. também segue essa linha de pensamento. mas resultar da unidade mesma do grupo profissional. as maiores divergências doutrinárias ocorrem quando o assunto é a conveniência ou não de se manter a unicidade sindical. é um só: a profissão. por instrumentos. enfraquecendo os sindicatos. podemos citar Délio Maranhão. inviabilizando sua ascensão como classe. desfaz desde logo todas as dúvidas. sem dúvida alguma. necessário. principalmente. É o caso típico da unidade inglesa. constitucional. que sem prejudicar a liberdade dos interessados. como conseqüência do anacrônico sistema eleitoral do sufrágio universal direto. aquilo que como grupo social espontâneo. exagerada ao dizer : " Com a pluralidade. como instituição." [76] Délio Maranhão entende. a unidade do movimento sindical não deve ser legalmente imposta pelo Estado. da liberdade e da democracia. intolerância confessional ou política – desunindo. como exacerbação do individualismo." [73] Sobre a pluralidade Evaristo se manifesta de forma. em geral. confessionais. fracionando. de interesses talvez desonestos de uma minoria de trabalhadores ou mesmo de parte do patronato. [75] Dos autores que combatem à unicidade. próprios. de conformidade com os reclamos dos próprios moradores. lançando a confusão na organização social. também declara-se defensor da pluralidade e apresenta seu ponto de vista da seguinte forma: " Pluralismo não significa dispersão e desorganização dos sindicatos. mas sua distribuição nos locais mais carentes e que ofereçam possibilidades efetivas de êxito." [78] O mesmo autor assim prossegue: " O pluralismo sindical sempre tem como objetivo a prestação de serviços. entre ficar a meio do caminho. ao afirmar que a pluralidade. ainda . ideológicas. a multiplicidade sindical enfraquece sempre a força da representação dos interesses profissionais. Um defensor histórico da unicidade é Evaristo de Morais Filho. superando. grande e fortalecido pela confiança de todos.

aliás. abrindo a possibilidade de se criar mais sindicatos para a defesa dos interesses de um determinado grupo. art. onde quem definia a base territorial era o Ministro do Trabalho.vigente no Brasil. a especificação da base territorial assume importância extraordinária. Mas. assim.º). art. que realmente. 571 da CLT dá respaldo à dissociação. e sim a sua supressão. a base territorial do sindicato tem como área mínima o limite de um município. A liberdade de escolha favorece a liberdade de associação. O que se quer é a aproximação do sindicato ao ambiente de trabalho. Com esta regra fica inviabilizada a criação de sindicatos em distritos. da Convenção n. " [79] Apesar de ser defensor da liberdade sindical plena. Entendemos que o melhor caminho não seja a flexibilização da unicidade. somos favoráveis a implantação da liberdade sindical plena no Brasil. § 3º. não teve significado prático. A melhor opção para o Brasil é a pluralidade. Encontra fundamento na CLT. que sem sombra de dúvida. em uma mesma base geográfica. é expressão do próprio principio da liberdade sindical. entendendo – se como tal a categoria constituída por pessoas que exercem uma mesma profissão. A reforma do sindicalismo brasileiro é de urgência. art. mas.8. que. poderá ser intermunicipal. especialmente os primeiros. fomentador do governo demagógico das massas. com a ratificação. Pelo contrário. O primeiro é a criação de categorias diferenciadas prevista pelo artigo 511. O problema é que essa escolha não pode ser inferior a área de um município. a associação distrital. os engenheiros. Roberto Barreto Prado critica esse regramento. e que podem flexibilizar o princípio da unicidade sindical [80]. afirmando : " Em uma cidade grande há muitas categorias profissionais e empresariais. É por essa razão que nossa preferencia recai sobre os sindicatos distritais. venham a decidir pela forma mais conveniente de sua organização. interestadual e até nacional sem depender de . seria o ideal. O terceiro e último mecanismo é a divisão de base territoriais. passando a constituir uma categoria própria. também. ou empregador. segundo a qual a base territorial é definida pelos trabalhadores e empregadores. Deste modo. Nada impede.517. II. um sindicato estadual onde antes havia um sindicato nacional. também. que com a pluralidade venhamos a atingir a unidade sindical. nada obstando que uma base territorial nacional venha a ser dividida para que passe a existir. será permitido ao trabalhador. Por exemplo. mas também conexas ou similares.II. 2 – Base territorial mínima A segunda restrição à liberdade sindical de organização é a base territorial mínima ( inc. Mascaro apresenta três mecanismos legais. específica. ficando vedada. Na realidade. até porque define não só o âmbito de atuação. que já existiam antes da Constituição Federal de 1988. diferentemente do que ocorria antes de 1988. comportando grande número de correspondentes sindicatos. devendo ser efetuado sem maiores delongas. Mas. da CLT. e na CF/88. os trabalhadores e empregadores é que passaram a eleger a base.º. Nada impede que uma das atividades conexas ou similares se desmembre. inclusive. que não pode inferior a um município. Não acreditamos que com a pluralidade os sindicatos de trabalhadores venham a se enfraquecer. " [81] José Carlos Arouca entende que num regime de unicidade sindical como o nosso. a fim de que possam eles exercer suas importantes atividades com maior eficiência. 87 da OIT. O segundo mecanismo é a dissociação ou desmembramento de categorias ecléticas. para que trabalhadores e empregadores. a extensão da representatividade. através de reforma constitucional que venha a implantar no país o modelo baseado na pluralidade. assim caracterizadas porque são constituídas de atividades ou profissões específicas. se filiar ao sindicato que quiser. O art. bairros e empresas. por exemplo.8.

prevista no inciso II. não quer dizer muita coisa. min. Garcia Vieira. vamos primeiro conceituar alguns termos.º da CF/88 : " Sindicato – Base territorial . Categoria significa um vínculo social básico que. quando representam profissões. e atividade é o lado empresarial. As atividades que são reunidas numa categoria podem ser idênticas. Representação significa o ato de representar. cabendo aos próprios interessados definir a base territorial. Similares são as atividades que se assemelham. o que seria para nós bom caminho para fortalecer a classe operária. leva – se em conta tanto trabalhadores quanto os patrões. que pode ser constituída pela identidade dos trabalhos exercidos ou pela similaridade nas atividades empresariais em sentido vertical. Categoria profissional é o conjunto de atividades trabalhistas. Formarão um sindicato de profissão" [83]. por exemplo. Especial n. ou verticais quando representam pessoas de uma determinada atividade. ocorrendo por critérios estabelecidos pelos próprios interessados. agentes e profissionais liberais. com a unicidade. baseada no no inciso II.8. Categoria econômica é o conjunto de atividades empresariais. com o que numa categoria podem ser agrupadas empresas que não são do mesmo ramo. 8º. Há categorias trabalhistas de autônomos. Wilson de Souza Batalha. não poderão criar mais de uma entidade representativa do grupo na mesma base geográfica. A vigente Constituição Federal assegurou liberdade sindical muito ampla. Categoria diferenciada é o grupo de trabalhadores de uma mesma profissão. Para entendermos melhor. diz o autor ( Grifo nosso).licença do Ministro do Trabalho. podendo qualquer categoria profissional desmembrar – se e instituir um novo que represente melhor seus interesses. Não se anula registro de sindicato que não padece de ilegalidade e não se suspende o direito do sindicato de continuar a exercer suas funções próprias em nome da categoria que. vedou ao Poder Público qualquer interferência ou intervenção na instituição e organização sindical. como nos Estados Unidos. de acordo com Mascaro.) O fato de os interessados poderem definir livremente sua base de atuação sindical. visto que. Idênticas são as atividades iguais. somente trabalhadores. legalmente representa. Rel.94. do art. de agir em nome de outrem. por isso dizemos que a sindicalização no Brasil se dá de forma homogênea. 3 – Representação por categoria A terceira restrição à liberdade sindical de organização. já na segunda. "Profissão é o lado trabalhista. ou seja. seja por indústria ou por empresa.Desmembramento – Anulação de Registro – Suspensão de Atividade. julgamento de 26. afirma que o sindicato é constituído por categorias definidas em seus estatutos e que essas categorias devem ter um elemento de aglutinação.10. agrupa atividades ou profissões. engenheiros. Também não se poderão organizar a partir das empresas. de empregados ou outro tipo de trabalhadores. ou finalmente. pela conexidade dos trabalhos exercidos ou pela conexidade das atividades empresariais em sentido horizontal ou vertical. não sendo semelhantes complementam –se. . é a chamada representação por categoria. similares ou conexas. do art. 54. [84] No Brasil. e não heterogênea. Ninguém é obrigado a filiar – se a sindicato ou nele permanecer.660 – 5. onde a união das pessoas em sindicatos é totalmente livre. mas de ramos que se parecem como hotéis e restaurantes. Conexas são as atividades que. como as atividades múltiplas destinadas à construção de uma casa. os sindicatos somente podem representar categorias. por indústria. " ( Rec. Na primeira. Os sindicatos podem ser horizontais. visando a defesa de seus interesses. [82] Com relação ao assunto podemos mencionar também uma decisão do Superior Tribunal de Justiça.

Da mesma forma. cuja manutenção é prevista pelo inciso IV. e acima destas. além de impedir que trabalhadores possam se organizar a partir de seus locais de trabalho. naturalmente. explicar como funciona a estrutura confederativa de nossa organização sindical. sempre considerando a atividade desenvolvida. os servidores públicos sindicalizam–se por atividade. formar diversas categorias. a união de trabalhadores de uma única empresa. Já as confederações organizam – se a partir da união de três federações. contida no texto constitucional. isto é.se à existência de um sistema rígido e inflexível de estruturação e representação sindical denominado de "sistema confederativo". porém. Desse modo. primeiramente. deve ser entendido em sentido estrito.conforme nos ensina Brito Filho [85]. acima destes. via de regra. como dispõe o § 3º do art. são constituídas pela reunião de no mínimo cinco sindicatos ( art. iremos. as propulsoras de melhor colaboração dos empregados com seus empresários. as confederações coordenam os interesses das federações filiadas.º da CF/88. Podem. visto que o artigo 8. Assim. e que constitue o primeiro degrau do referido sistema. neste momento.87 a legislação que exija um número mínimo de sindicatos e federações para a constituição de federações e confederações compostas de pessoas com diferentes atividades numa mesma localidade ou região. fazendo o agrupamento das atividades e das profissões . apenas.º da CF/88 deve ser aplicado de forma igualitária. estadual. como a entidade que reúne trabalhadores ou empregadores numa determinada base. para após sim. " [86] 4. Esse sistema confederativo da representação sindical pode ser exemplificado como uma pirâmide. e possuem alcance nacional. onde na base temos os sindicatos. Entendemos que a sindicalizaçao por categoria é mais um resquício do corporativismo. as federações. Para uma melhor compreensão.O Sistema confederativo Finalmente. As famosas centrais sindicais não possuem natureza de entidades sindicais. no entanto. pois impede a organização espontânea das entidades sindicais. No sistema do pluralismo sindical não haveria nenhuma dificuldade para que se constituírem sindicatos deste tipo. eis que ambos exerceriam suas atividades na mesma organização. conforme o artigo 535. 534 da CLT. as regras referentes à sindicalização estão presentes no artigo 511 e parágrafos da Consolidação das Leis do Trabalho. de associações sindicais de grau superior. No setor privado. As primeiras. o que acarreta a criação de diversos sindicatos. fazemos nossas as palavras de Barreto Prado : " A organização sindical brasileira não prevê sindicato de empregados de uma só empresa. e não é prevista aqui a sindicalização por empresa. conforme o artigo 533. Para Octávio Bueno Magano é incompatível com o artigo 5º da Convenção n. e se dá por meio de contribuição sindical. 534. as confederações. falarmos acerca da contribuição sindical. Analisando o texto legal verificamos que o Brasil adota o modelo de sindicalização homogênea vertical por atividade. As federações e as confederações são chamadas pela CLT. do artigo 8. e têm base de atuação. [87] A competência das federações é coordenar os interesses dos sindicatos a ela filiados. desde que respeitem a unicidade sindical e a base territorial mínima. a fim de tornar esta exposição mais didática. não tendo. a quarta restrição à liberdade de organização sindical refere. como é tão comum nos Estados Unidos. associações de natureza civil. O termo sindicato. direito de representá–los. levando – se em conta que seu empregador é o Estado.. são. Tais entidades sindicais seriam. No setor público as regras são praticamente as mesmas. CLT).

os sindicatos poderiam filiar– se à federação que bem entendessem. . O não -filiado não é obrigado a contribuir. voltaremos a transcrever o supracitado inciso. 557.. da Constituição.F. como vimos quando tratamos da representação por categoria.º.. 557. no processo RE 302513. são obrigados a contribuir. 8. . representante ou não da mesma categoria. IV. em linhas gerais apenas. independente da contribuição prevista em lei. C. como esta que citamos abaixo. I. para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva.assim compulsória. 8º. que ela é compulsória. CPC. § 1º." [88] O próprio Supremo Tribunal Federal. em se tratando de categoria profissional. com caráter tributário .Agravo não provido. prevista pela primeira parte do inciso. EM QUE VERSADO O MESMO TEMA. art. Isto significa dizer que todos os membros da categoria. dessas duas modalidades de arrecadação. já firmou esse entendimento. do artigo 8º. A manutenção do sistema confederativo pela Constituição de 1988 é mais uma restrição à liberdade de organização sindical porque as entidades pertencentes ao sistema não podem criar vínculos entre si de forma livre. seja esta profissional ou econômica. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: JULGAMENTO PELO RELATOR. visto que é devida somente pelos associados dos sindicatos.C. O inciso IV. art. que dispõe : " A contribuição confederativa de que trata o art. . NÃO COMPULSORIEDADE.em nível nacional. Vamos falar. só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo." Sobre a contribuição sindical. instituída pela Assembléia Geral . IV. 38. Em um regime de liberdade sindical plena.F. POSSIBILIDADE DE JULGAMENTO IMEDIATO DE OUTRAS CAUSAS. art. PELOS RELATORES OU PELAS TURMAS..distingue-se da contribuição sindical. possam as decisões ser submetidas ao controle do Colegiado. órgão máximo das entidades sindicais de 1º grau. A contribuição confederativa não pode ser considerada violação ao principio da liberdade sindical. art. Lei 8. para um melhor entendimento: " IV – a assembléia geral fixará a contribuição que. vamos falar acerca dessa contribuição. regida pela CLT (artigos 578 a 610). sua existência é que custeia financeiramente o sistema confederativo. SINDICATO. PROCESSUAL CIVIL.038/90. Devem.A contribuição confederativa. III. § 1º-A. EMPREGADOS NÃO SINDICALIZADOS: IMPOSSIBILIDADE DO DESCONTO. sendo fruto de deliberação interna da assembléia geral. art.RI/STF. já a outra é a contribuição sindical. Primeiramente. Legitimidade constitucional da atribuição conferida ao Relator para arquivar. CPC. mediante recurso. através da súmula 666. art. 149 . na verdade. Esse entendimento é encontrado em diversas decisões do Supremo Tribunal Federal. trata da contribuição sindical. e que a Constituição manteve a cobrança. Precedentes do STF.C. portanto. e § 1º-A .F. em que foi o Relator o Ministro Carlos Velloso e que apresenta a seguinte ementa : "EMENTA: CONSTITUCIONAL. negar seguimento a pedido ou recurso e a dar provimento a este . 21. Quem contribui é o filiado ao sindicato. 8º. CONTRIBUIÇÃO INSTITUÍDA PELA ASSEMBLÉIA GERAL: CARÁTER NÃO TRIBUTÁRIO. art. " Numa atenta leitura do supracitado dispositivo verificamos que a Constituição de 1988 faz menção a duas formas de contribuição destinadas a manter o já combalido sistema confederativo. será descontada em folha. instituída por lei. e assim por diante. A primeira é a contribuição confederativa. temos a dizer. agrupar-se de forma homogênea. II. Neste instante. IV . A primeira é compulsória apenas para os filiados do sindicato. primeiramente. caput.desde que.

totalmente incompatível com um sistema baseado na liberdade. Revela–se. 8. por lei. Daí dizer – se que o mesmo tem poderes de impor contribuições a todos os que pertencem às categorias econômicas e profissionais ( letra e. podemos afirmar que sua existência é mais uma contradição de nosso modelo sindical. uma deformação legal do poder representativo do sindicato. ao sindicato. [89] " Praticamente impede que as associações profissionais regularmente registradas postulem a investidura sindical. se adapta. poderem eleger livremente a melhor forma de cumprirem suas funções institucionais. mas não com exclusividade. O modelo sindical previsto na Constituição de 1988 apresenta uma restrição a esta liberdade quando. Roberto Barreto Prado entende que a contribuição sindical existente no Brasil. o monopólio da negociação coletiva. como mais uma afronta ao princípio da liberdade sindical. como federações. pois de um lado garante a liberdade de filiação. com apoio em lei expressa. A prerrogativa que se reconhece às empresas não pode deixar de ser respeitada. b) Liberdade de exercício das funções Esta liberdade refere – se ao fato de as entidades sindicais. o que impede que outras entidades sindicais. CLT)" [92]. visando a defesa da categoria representada. Segundo Brito Filho [93]. [91] "Baseado numa fictícia representação legal dos interesses gerais da categoria profissional ( artigo 158. dizem os autores. Vamos falar primeiro da restrição contida no inciso VI. 513.87 da OIT. precipitou – se o legislador constituinte desnecessariamente em tornar obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho ( alínea VI do art. também pode ser considerada como uma restrição a esta liberdade. " [90] diz o autor. principalmente pela opinião dos doutrinadores e da jurisprudência. do artigo 8. a serviço dos interesses coletivos das categorias representadas. a competência normativa da Justiça do trabalho." [94] No modelo sindical brasileiro o sindicato possui. desfiliação e não. em sentido amplo. da Carta de 1937 ) atribuiu – se. prevista pelo artigo 114 da Constituição. centralizada e exageradamente sujeita a fiscalização e direção do Ministro do Trabalho. art.filiação ( inciso V. ao sistema da unicidade sindical. artigo 8º). assim leciona : " Embora tenha expressamente reconhecido as convenções e acordos coletivos ( alínea XXVI. conforme mostramos acima. os recursos tributários impostos pelo próprio Estado. Sobre o assunto Roberto Barreto Prado. apregoado pela Convenção n. . do artigo 7º). Favorece a constituição do monopólio sindical. Orlando Gomes e Elson Gottschalk afirmam que a contribuição sindical representa. Torna – se inócua a exigência legal.º). na realidade. a manutenção do sistema confederativo e da contribuição sindical compulsória constituem resquícios de um sistema corporativista. perfeitamente. com todas as suas conseqüências. no inciso VI. que se pretende um dia alcançarmos neste país. mas de outro não garante a liberdade de não – contribuição. Uma vez que se admite. dispõe que é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. Por tudo o que foi mostrado. mas nunca de monopólio que atentaria contra direitos de terceiros. Trata – se de faculdade conferida ao sindicato.Todos os empregados e todos os patrões são obrigados a contribuir. à guisa de estar legislando em nome do sindicato. a celebração de acordo ou convenção coletiva efetuada diretamente pela empresa com seus empregados. Por isso.º constitucional. Os sindicatos tem o direito de representar os membros de sua categoria profissional nas convenções e dissídios coletivos. em vigor no país. no fundo. portanto.

a postura de determinados líderes sindicais. c)PEC. [96] Reside. No próximo capítulo iremos discorrer sobre as diversas propostas de mudança do modelo e procurar apontar a melhor para o Brasil. No que se refere as propostas de emenda que pretendem modificar o modelo sindical brasileiro existem três : a)PEC.confederações e até mesmo centrais sindicais. na época deputado federal pelo PT de São Paulo. por fim. interfere no livre exercício do direito de greve.A REFORMA SINDICAL 5. especialmente os trabalhadores. a quando da promulgação da Constituição de 1988. ser empreendida uma reforma que realmente eleve o país à condição de nação civilizada. que não vão querer perder seus privilégios. 5. e analisar. pretendem realizar a chamada Reforma Sindical. o grande óbice à esta reforma será. o problema que surge. A seguir vamos apresentar cada proposta e proceder a respectiva análise. nº 29/2003. No entanto. desse passado libertário. nada soluciona. discussões intermináveis. nº 121/2003. ajuda a perpetuar um modelo de sindicalização ultrapassado e.PE). a competência normativa da Justiça do Trabalho. Sobre a outra restrição. n. conforme informa José Carlos Arouca. [95] Pelo exposto. a vontade política do Governo Federal para realizar a reforma do sistema. CAPÍTULO V 5 . segundo Brito Filho. com o governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva. e que não levam a nada. cremos que ficou claro porque nosso modelo é contraditório. debates.º 29/2003 De autoria dos deputados federais Vicentinho ( PT .º40/2003. através da ratificação da Convenção 87 da OIT. Tem o apoio do governo federal. as propostas de emenda constitucional que atualmente tramitam no Congresso Nacional e que pretendem modificar o artigo 8º da CF/88. ex–líder sindical. 1º Os incisos do art. 8º da Constituição Federal passam a vigorar com as seguintes redações: . pelo menos nessa área. possam participar do processo de negociação e assim. indubitavelmente. Passemos a transcrevê–la : " Art.1 – Considerações preliminares Neste capítulo iremos apresentar. demonstrativos de vontade política. conseguir melhores resultados para seus representados. é que ela desestimula a solução de conflitos pelos meios autocompositivos. portanto. n. A Reforma Sindical deve ser levada a cabo não somente através de fóruns.SP) e Maurício Rands ( PT . Até porque o ilustre presidente. consubstanciados no apoio popular. mas deve sim ser empreendida através de atos governamentais firmes. visto que o resultado das urnas em 2002 revelou o desejo de mudança da população. a PEC nº 29/2003 é a mais ampla e pretende instituir no Brasil a liberdade sindical plena. 2 – PEC. b)PEC. nasce uma esperança para. foi um dos poucos parlamentares que defenderam a pluralidade sindical. Evidentemente.

.. GA_googleCreateDomIframe("google_ads_div_revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280_ad_container" . .............. ..... 2º O art. ..... sendo – lhe facultado recorrer ao judiciário pleiteando tutela antecipada específica para anular o ato de retaliação.. ... inclusive despedida..ao sindicato..... .. e qualquer uma dessas organizações pode filiar – se a organizações internacionais de trabalhadores e empregadores....... II – organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem se organizar a partir do local de trabalho e constituir federações...Textos relacionados • Da contribuição sindical dos profissionais liberais de categorias especiais regulamentadas • Do direito ao lazer nas relações de trabalho • A estabilidade do empregado público que ingressa na Administração Pública por meio de concurso • No atraso sindical impera o marasmo • O ministério cristão do sacerdote católico no âmbito do trabalho religioso GA_googleFillSlot('revista_direito-do-trabalho_texto_embutido_meio_336x280')... salvo se cometer falta grave nos termos da lei....... federação.... por motivo de participação em atividade sindical.. as contribuições para o custeio do sistema confederativo e as contribuições de fortalecimento sindical ou similares que sejam aprovadas pela assembléia geral representativa de acordo com os respectivos estatutos. VIII – é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical.... ainda que suplente... 8º da Constituição Federal passa a vigorar acrescido dos seguintes incisos: IX – nenhum empregado poderá sofrer retaliação. . em questões judiciais ou administrativas.. X ... confederações e centrais sindicais e a elas se filiarem................. 8º.."revista_direito-dotrabalho_texto_embutido_meio_336x280")........ IV – o empregador fica obrigado a descontar em folha de pagamento e a recolher às organizações sindicais as contribuições associativas.. se eleito............ inclusive como substituto processual.. confederação ou central sindical cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais dos trabalhadores.... até um ano após o final do mandato.....os litígios entre as entidades sindicais pela legitimidade para negociação coletiva serão submetidos à central sindical a que elas sejam filiadas ou a comissão mista composta pelas diversas centrais sindicais quando elas forem filiadas a centrais distintas. ....Art..... inclusive com representante no local de trabalho e.... III ..... Art....... . ...... .

pela redação do projeto. Sobre o assunto Ivan Alemão. é a expressão utilizada na Justificação do Projeto. sem as atuais amarras. A PEC 29 não diz de quem o empregador deve descontar essas contribuições. reconhece a criação de sindicatos de empresa. dá condições para chegarmos a um modelo pluralista ao abandonar a atual redação do inciso II. isso gerar problemas de equiparação salarial (art. se de toda a . No entanto. III . não se define pela pluralidade. 580 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. Todavia. assim. caso a emenda venha a ser aprovada. Isto porque estabelece que o empregador é obrigado a descontar dos trabalhadores em folha e recolher às entidades sindicais as contribuições associativas. visto que na atual Constituição Federal sequer são mencionadas.461 da CLT) em cada uma das empresas. O problema que surge é que o projeto não diz quantos sindicatos podem existir numa determinada empresa. As centrais ganham. realmente. em primeiro lugar. confederações e centrais sindicais) a atribuição de defender os direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria representada e de se exercer a substituição processual. assim se pronuncia: " Pela PEC. nas seguintes proporções: I – 80% ( oitenta por cento ) do valor previsto no primeiro ano subsequente ao da aprovação desta Emenda. apenas diz que organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem se organizar a partir do local de trabalho. por isso afirmamos que o projeto não se define claramente pela pluralidade. Juiz do Trabalho e Professor Assistente da UFF. que passa a ser o local de trabalho. No inciso IV é onde residem as maiores críticas. O inciso II. que o objetivo principal dos deputados é fortalecer as centrais sindicais. como por exemplo se empregados de empresas diversas que trabalham concentrados. podem ter um sindicato local. inclusive. natureza jurídica de entidade sindical. a base territorial mínima deixa de ser o município e passa a ser o local de trabalho. Essa. as contribuições para o custeio do sistema confederativo e as contribuições de fortalecimento sindical ou similares que vierem a ser aprovadas pela assembléia geral representativa de acordo com os respectivos estatutos. pois irá permitir que a liberdade sindical de exercício das funções se desenvolva com mais intensidade. quando não houver acordo na comissão mista ou quando as entidades não forem filiadas a qualquer central. dando margem a dúvidas. visto que se pretende dar também às outras entidades sindicais (federações. Em caso positivo. " Da leitura do texto do projeto podemos concluir. do artigo 8º. A expressão "local de trabalho" é pouco definida. como num canteiro de obra. é a criação de sindicato por empresa.ou por mediação e arbitragem. Art.40% ( quarenta por cento) no terceiro ano. vemos que o sindicato." [97] No inciso III. podendo ser cobrada com base no art. Com isso. II – 60% ( sessenta por cento) no segundo ano.3º A contribuição sindical compulsória devida por todos os integrantes da categoria profissional ou econômica à entidade sindical será extinta gradualmente. o que o projeto pretende. Achamos a mudança válida. hoje restrita ao sindicato. IV – 20% ( vinte por cento) no quarto ano. irá perder o monopólio da representação da categoria. Outra questão importante refere – se à base territorial.

nos termos de seu estatuto. então garantir a livre manifestação sindical. " [98] Mastrichi continua: "Ora. [100] A PEC traz ainda. diz Alemão. O problema que surge é que a PEC não diz quantos diretores pode existir dentro de um sindicato. pois a lei ordinária já a prevê. Isto causa problemas. visto ser "a Constituição a fonte onde emana e sobre o qual se funda a lei infraconstitucional ". acrescenta o inciso IX.345 – 3. como novidade. fala da contribuição confederativa. isto porque a Constituição Federal garante o direito de filiar – se ou não à entidades sindicais. de empresas. como vemos na justificação do Projeto. da categoria. além da unicidade sindical. entende que a PEC em exame "carece de aperfeiçoamento na redação proposta. Caso ocorra esse tipo de conflito. que punem ou demitem seus empregados pela participação em atividades sindicais. O próprio Supremo Tribunal Federal tem entendido que a contribuição confederativa pode ser votada pela assembléia geral. Este refere .categoria ou somente dos filiados. a criação de mais um cargo dentro do sindicato. ainda adota a CLT que limita a diretoria em sete membros. Mastrichi Basso. mas apenas pode ser cobrada dos associados do Sindicato e. no mínimo. que trata da proteção dos empregados contra retaliações por parte de seus empregadores. além da associativa. assim justificam a inclusão do presente inciso: "Num sistema de liberdade sindical. porque o STF. que trata da solução dos conflitos de representatividade para os fins de negociação coletiva. Dessa forma. sete diretores é muito pouco. que podem surgir entre as entidades sindicais. que atinge empregados filiados e não filiados aos sindicatos. até um ano após o mandato. pensa não ser de boa técnica a Constituição fazer remissão a uma lei ordinária ( no caso da tutela antecipada. " [99] Vamos analisar agora o inciso VIII. Guilherme Mastrichi Basso. Marco Aurélio Mello). três são as hipóteses que podem ser adotadas: . A novidade que a PEC 29 traz é a inclusão do representante no local de trabalho. "Para sindicatos de categoria numerosa. Extinguir uma contribuição e assegurar a cobrança de pelo menos outras duas – confederativa e assistencial . [101] Outra novidade é a inclusão do inciso X. A atual redação já assegura a estabilidade daqueles empregados que se lançam candidatos a cargos eletivos no sindicato. segundo Ivan Alemão. um contra – senso. O objetivo dos deputados foi vedar a conduta anti – sindical dos empregadores. dando a entender que a assembléia geral possa fixar. firmar convenção e acordo coletivo de trabalho.em relação a todos os empregados da empresa é. Vicentinho e Rands. Poderia se estabelecer um critério de quantidade de diretores em função da quantidade de filiados. etc. É preciso definir qual deles tem legitimidade para negociar e. vários podem ser os sindicatos que representam trabalhadores e empregadores. de forma livre. ainda que na suplência. o que se critica no atual modelo.se à estabilidade do dirigente sindical. em caso de atividades anti–sindicais). sejam eles associados ou não. isto é. valores a serem descontados compulsóriamente de todos os empregados. desde o registro de suas candidaturas e sendo eleitos. no entanto. para efeitos de estabilidade no emprego( RE 193. da de melhoria ou assistencial. é exatamente a questão do imposto sindical. Procurou–se. dentro de um modelo de liberdade sindical plena. consequentemente. Rel. facultando – lhes ingressar na Justiça e pleitear tutela antecipada específica para anular a retaliação. ". mais três incisos para serem acrescentados ao artigo 8º. Isto porque ao tratar das fontes de custeio do Sindicato.

.1. O período é de quatro anos. 8º.. " Se prevalecer a vontade da instancia superior. A PEC 29 em seu art......... É muito tempo.. É preciso acabar de vez com a famigerada contribuição compulsória. 8º da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art. Assim. em questões judiciais ou administrativas..... Formar uma comissão composta pelas diversas centrais às quais são filiados os sindicatos envolvidos a fim de solucionar a disputa.. 3.. 3º. pois seria o tempo necessário para que as entidades sindicais se acostumassem com o novo modelo.. inclusive como substituto processual. É bastante interessante e até certo ponto ousada. pela contribuição espontânea somente dos filiados e a redução do período de transição de quatro para dois anos referente ao fim da contribuição compulsória... estabelecendo um período de transição para que as entidades sindicais se habituem ao novo sistema. promulgam a seguinte Emenda ao texto constitucional: Art... para custeio da representação sindical respectiva.. pretende extinguir a contribuição sindical compulsória. 2.. mas de forma gradual... do art. mas é justo que se conceda um período para que as entidades sindicais façam caixa e possam manter-se apenas com as contribuições espontâneas dos filiados.. vale transcreve – la na integra e também a justificativa do senadores que a subscrevem : "Proposta de Emenda Constitucional n... . como a definição desde já pelo pluralismo. que obrigatoriamente será descontada em folha. Submeter o conflito à mediação e à arbitragem... As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal..º é dar a central o poder de decidir se o sindicato tem legitimidade para representar uma determinada categoria. Dois anos seriam suficientes..... Por isso.. a fim de planejarem seu futuro sem a contribuição compulsória..º 40/ 2003 Esta proposta é de autoria do Senador Sibá Machado e de outros senadores.. Submeter o litígio de representação à central sindical à qual são filiados os sindicatos litigantes." [102] Ivan Alemão." [103] diz o magistrado... estaremos incentivando ao sistema autoritário.. 5. III – ao sindicato cabe a defesa dos direitos individuais e coletivos de seus associados.º 40/ 2003 Altera a Constituição Federal para dispor sobre a unicidade sindical e a contribuição sindical obrigatória. 60 da Constituição Federal.. 1º Os incisos III e IV do art. nos termos do § 3º do art... IV – a assembléia geral fixará a contribuição dos associados. 8º.8. entende que a proposta do inciso X do art.. visto pretender revogar de vez o inciso II. caso os sindicatos não sejam filiados a nenhuma central ou quando não alcançarem uma solução. . fica patente a necessidade de se implementar mudanças ao texto do projeto. por tudo o que foi dito a respeito da PEC 29.3 – PEC n...

no inciso I.. afirma a plena autonomia sindical e...... . 8º da Constituição Federal. conferindo um poder tributário anômalo aos sindicatos.. . a chamada unicidade sindical. São eles a unicidade sindical e a contribuição sindical obrigatória.. entendemos que o período em que o movimento sindical brasileiro necessitava de tamanho paternalismo para evitar o seu colapso encontra-se superado. . . no inciso IV. 3º Esta Emenda à Constituição entra em vigor na data de sua publicação. Além disso. quando os sindicatos eram vistos como órgãos executores de funções delegadas do poder público e instrumentos subordinados à sua vontade... 8º da Constituição Federal encerra em si uma combinação. estranha. ocorrida no decorrer da década de 1930. . Tanto a unicidade sindical quanto a contribuição sindical obrigatória são resquícios da implantação da atividade sindical no Brasil. Art. No caput. contribui para que sindicatos sem representatividade sobrevivam graças às contribuições compulsórias. em seguida. 8º do texto constitucional.. que fulgura no caput do art... Nesse panorama....(NR)" Art. Art. possibilita a manutenção da contribuição sindical obrigatória.. . no inciso II.... ....12 Em que pesem os argumentos em contrário.. O art. deveras retrógrado.... arrimado no financiamento propiciado pela contribuição sindical obrigatória. O princípio da liberdade sindical. 2º O disposto nesta emenda aplica-se integralmente as entidades sindicais patronais. o que dificultava a formação dos organismos sindicais e a filiação dos operários a eles... no mínimo. 4º Revoga-se o inciso II do art. A realidade das relações de trabalho atualmente é mais dinâmica.... A unicidade sindical por categoria desempenhou o seu papel de prevenir a fragmentação dos sindicatos e a debilitação de suas respectivas representações numa época em que não havia nos trabalhadores a consciência de classe. ativa e consciente.... Ademais o arcabouço legal vigente. ligados por uma .. estabelece o monopólio de representação sindical por categoria... a contribuição sindical obrigatória desempenhava também o importante e essencial papel de dotar de fundos os sindicatos para que os mesmos pudessem funcionar e atender as demandas de seus representados.. consagra o princípio da liberdade sindical...’’ Justificação [104] A presente proposta de emenda à Constituição visa a dar novo contorno a dois aspectos fundamentais da organização sindical pátria.... implica em as segurar que os grupos de trabalhadores ou de empresários. A moderna organização sindical não florescerá plenamente enquanto pesar sobre ela o jugo do monopólio da representação.

a democracia em nosso País. 8. assim. Temos a certeza de que a PEC que ora submetemos à apreciação do Senado Federal representará um importante avanço na consolidação do sindicalismo moderno.Tião Viana – Delcidio Amaral – Renan Calheiros – Gilberto Mestrinho. Sobre o texto da PEC. apenas dos associados. inclusive de partidos considerados conservadores. pois trata de eliminar de vez o inciso II do atual art. A alteração proposta é válida. conforme se infere do disposto no seu inciso I. 8º. Neste sentido. as amarras do sindicalismo pátrio. Pretende mesmo é eliminar de uma vez por todas a unicidade sindical. – Siba Machado – Saturnino Braga – Mão Santa – Efraim Morais – Mozarildo Cavalcanti – Fátima Gleide Almeida Lima – Marco Maciel – Antonio Carlos Valadares – Valmir Raupp – Flávio Arns – Eduardo Azeredo – Reginaldo Duarte – Papaléo Paes – Pedro Simon – Jefferson Péres – Ana Júlia Carepa – Eduardo Suplicy – Patrícia Saboya Gomes – Ideli Salvatti – Hélio Costa – Geraldo Mesquita Júnior Juvêncio da Fonseca – Luiz Otávio – José Maranhão – Eurípides Camargo – João Capiberibe . Políticos das mais diversas legendas. Sala das Sessões. a alteração do inciso III visa dirimir a controvérsia que se estabeleceu sobre a substituição processual na Justiça do Trabalho. termos que restou atendida a autonomia sindical. pois somente os associados devem decidir pela entidade que melhor possa defender seus interesses em juízo. Do modo como se encontra estrutura do o referenciado art. na forma do disposto no art. primeiramente. implica ainda que cada trabalha dor ou empresário possa filiar-se ou desligar-se do sindicato de sua preferência e. Todavia. atuante e independente. até hoje pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. Por último.º A PEC.º fará com que os sindicatos defendam os interesses coletivos ou individuais. possam constituir o sindicato de sua escolha. 29 de maio de 2003. a nova redação atribuída ao inciso IV estabelece que a contribuição aprovada em assembléia geral somente será devida pelos associados da entidade sindical respectiva. base territorial mínima e a representação por categoria. depois. em última análise. razões pelas quais contamos com o apoio dos nossos nobres pares. Entendermos ser válida a transcrição da justificativa da PEC 40. pelo menos aqueles que a subscrevem. similar ou conexa. Não pretende modificar. a liberdade sindical restou traída ao se impor o monopólio de representação sindical e obrigar não associados a contribuir para a associação representativa da categoria. objetiva. mas não de toda categoria. . ainda. Mas. pois serve para demonstrar o quanto estão conscientes do problema sindical os senadores. Pela PEC 40 o inciso III do artigo 8. fundado no pluralismo e na liberdade de associação. com a estruturação que lhes convier. e sim. propõe a adoção do pluralismo sindical. 2º desta Emenda Constitucional. temos a dizer que a redação é. confederações e centrais sindicais).atividade comum. que as associações sindicais possuam autonomia no que importa à sua organização interna e funcionamento. ou extra – judicialmente. o que fortalece. deveriam estender essa legitimidade também às outras entidades sindicais ( federações. a fim de se garantir a liberdade de exercício das funções. inclusive patronais. que é eficiente.

....... Pela PEC........... custear a respectiva entidade representativa. como vimos no item anterior...... não assegura expressamente o pluralismo sindical... ..... o inciso II.. Porém... pelo projeto. garante..... o projeto propõe sua extinção total......... Mas........ podem se organizar em federações.......... Somente contribuirão os associados ao sindicato......... mas aí...... a liberdade sindical coletiva de filiação. difere pouco das anteriores....... já em uma escala mundial..... 5...... O inciso II........ possam trocar experiências e unirem – se para a defesa de seus objetivos... Passemos à sua transcrição: . e não dá prazo algum para as entidades sindicais se adequarem ao novo sistema.... pois também pretende implantar a liberdade sindical plena. No inciso IV...................................................... carece de alguns aperfeiçoamentos.......... acreditamos ter vindo tal proposta em boa hora. Mas.. pois nada melhor que os sindicalizados do mundo....... especialmente..... pelo fato de apresentar redação mais objetiva...... Outra medida justa... os trabalhadores.......... pela leitura de sua redação... para não se criar brechas para a unicidade.... quem irá fixar a contribuição será a assembléia geral....... que exercem enorme importância no país. se coaduna com a proposta da Convenção n º 87.... que será descontada obrigatoriamente em folha. ..... Uma sugestão nossa é de que a contribuição deveria recair somente para os associados que concordaram com a deliberação da assembléia geral......." (NR) O texto da PEC 121.. da OIT. na nossa opinião.. Estas. porém. Desse modo........... ....... e não a lei........ confederações e centrais sindicais. o deputado Almir Moura inova ao propor a contribuição negocial em substituição à contribuição sindical compulsória. portanto... ao permitir que as entidades sindicais brasileiras filiem – se à organizações sindicais internacionais............... 8º da Constituição Federal passam a vigorar com a seguinte redação: "Art............... O inciso II. IV – é devida contribuição negocial de todos os trabalhadores abrangidos pela negociação coletiva ao sindicato que celebrou acordo ou convenção coletiva que tenha beneficiado esses trabalhadores. e qualquer uma dessas entidades pode filiar-se a organizações internacionais de trabalhadores e empregadores.... além de outras contribuições previstas na norma coletiva................... II – organizações sindicais representativas de trabalhadores e empregadores podem constituir federações............. ... a PEC 40 é mais eficiente. do que a PEC 29... Art. E a finalidade da contribuição........................ no geral... As inovações estão de acordo com o princípio da liberdade sindical.... será a de manter... no mais. da PEC... Almir Moura ( PL .. Faltou à PEC 40 dispor acerca das centrais sindicais.4– PEC nº 121/ 2003 De autoria do Deputado Federal....... durante a sua vigência....... 1º Os incisos II e IV do art... ao contrário da PEC 29... apenas dispõe que organizações sindicais que representem trabalhadores e patrões. ganham status de entidade sindical.. deveria assegurar de vez o pluralismo.. também..8º.... O que é justo.....A respeito da contribuição compulsória....... aqueles trabalhadores beneficiados com a negociação ... confederações e centrais sindicais e a elas se filiarem..RJ).......

como o dinheiro proveniente do famigerado imposto sindical. especialmente dos trabalhadores. é evidente a necessidade de se reformar nosso sistema sindical. Portanto. CONCLUSÃO Mostramos durante o decorrer deste trabalho porque nosso modelo sindical pode ser considerado contraditório. não se trata apenas de ratificar a Convenção nº 87. por isso o inciso em exame merece ser corrigido. pois como existe liberdade de filiação sindical. e de todas as amarras que impedem o desenvolvimento de . Deve ser espontânea. a liberdade de não– contribuição. mas não imposta por lei.coletiva implementada pelo seu sindicato seriam obrigados a contribuir com um determinado valor mensal. E uma Reforma Sindical ideal para o Brasil seria aquela que assegurasse justamente o pluralismo sindical. Portanto. O problema é que o "lado corporativista" sobrepõe-se ao "lado liberalizante". mas sim pela existência de trabalho. Na justificação do projeto o parlamentar assim se manifesta: "Julgamos. Evidentemente que um modelo sindical ideal para o Brasil seria aquele fundado na unidade. da OIT. nem pelo Estado. mesmo os trabalhadores beneficiados pela atuação de seus sindicatos não devem jamais serem obrigados a fazer algo que não queiram. espontaneamente. que tem caráter de imposto. Um outro fator que merece destaque é de que a luta do movimento sindical numa época de globalização. Agora. que gera custos para manutenção de uma estrutura mínima. que ao invés de lutarem pelos interesses de seus representados pensam somente em manter seus privilégios. em retribuição ao beneficio alcançado. concluímos que o modelo deve ser reformado imediatamente. não se pode deixar levar pelo discurso fácil de determinadas lideranças sindicais. se quiser realmente implementar a Reforma Sindical deverá adotar uma postura rígida no sentido de " impor a liberdade ". não é por melhores condições de trabalho. e isto somente pode ser feito através de uma reforma constitucional que realmente opte pela pluralidade sindical e pelo fim do imposto sindical. que para nós é exigência da própria liberdade sindical. mas esta união não deve ser imposta. Pelo exposto. pelo ordenamento jurídico. e sim. de emprego. o Governo Federal. toda e qualquer reforma sindical deve levar em conta estes fatores: luta contra o desemprego e as injustiças sociais. de outro. as contribuições necessárias à manutenção da máquina sindical devem ser efetuadas de forma livre e espontânea. sem qualquer obrigação de contraprestação. decorrente da conscientização dos interessados. Nesse sentido. Não se trata apenas de reformar o modelo sindical. Por isso. como a que estamos vivenciando." Data vênia. que deve efetivamente ser extinta a cobrança compulsória. Por outro lado. é preciso reformar também toda uma estrutura sócio–política–econômica que há séculos escraviza nosso povo e coloca o nosso país na condição de subalterno. como forma de retribuir a atuação sindical. Acreditamos ser justo que todos os beneficiados pela atuação do sindicato contribuam para a sua manutenção. suprimindo essa obrigatoriedade de retribuir a atuação do sindicato. o processo da reforma sindical deve ser irreversível. portanto. Entendemos que deve haver união no movimento trabalhista. com alguns caracteres liberalizantes. deve ser assegurada também. não é justo que um sindicato que legitimamente luta pelos interesses de seus representados somente receba a contribuição associativa. portanto. Agora. nem por terceiros. De um lado corporativista. representação por categoria e base territorial mínima. além de outras contribuições previstas na vigência da norma coletiva. e as outras amarras. isto é. É preciso adequá–la à nossa realidade sócio–política. dependente do sistema financeiro mundial. que extinguisse de vez a contribuição compulsória. Toda contribuição devida aos sindicatos deve ser efetuada.

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01 a 04 de maio de 2003. Comentário proferido no IX Ciclo de Estudos do Direito do Trabalho – Ilha de Comandatuba / Bahia. Reforma Sindical Atrelada. 01 a 04 de maio de 2003. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003.97 98 Reforma Sindical Atrelada. Artigo publicado no site " Defesa do trabalhador " em 30/06/2003. 102 103 104 Justificativas da PEC 29. 99 Idem. Sexta – feira. . 30 de Maio de 2003. DIÁRIO DO SENADO FEDERAL. 100 101 Comentário proferido no IX Ciclo de Estudos do Direito do Trabalho – Ilha de Comandatuba / Bahia. Reforma Sindical Atrelada.

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