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Jurisprudência em Teses

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DIREITO DO CONSUMIDOR

EDIÇÃO N. 39: DIREITO DO CONSUMIDOR I

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Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 01/07/2015

1) O Superior Tribunal de Justiça admite a mitigação da teoria finalista para


autorizar a incidência do Código de Defesa do Consumidor - CDC nas hipóteses
em que a parte (pessoa física ou jurídica), apesar de não ser destinatária final do
produto ou serviço, apresenta-se em situação de vulnerabilidade.

Acórdãos

AgRg no AREsp 601234/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, julgado em 12/05/2015, DJe 21/05/2015
AgRg no AREsp 415244/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 07/05/2015, DJe 19/05/2015
AgRg no REsp 1321083/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 09/09/2014, DJe 25/09/2014
AgRg no AREsp 426563/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 03/06/2014, DJe 12/06/2014
AgRg no REsp 1413889/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 27/03/2014, DJe 02/05/2014
AgRg no AREsp 439263/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 27/03/2014, DJe 04/04/2014
REsp 567192/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
05/09/2013, DJe 29/10/2014
EDcl no AREsp 265845/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado
em 18/06/2013, DJe 01/08/2013

Decisões Monocráticas

AREsp 588646/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,


julgado em 03/06/2015, publicado em 15/06/2015
REsp 1500994/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em
06/03/2015, publicado em 10/04/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0510, publicado em


18 de dezembro de 2012.

Informativo nº 0510
Período: 18 de dezembro de 2012.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. CONSUMO INTERMEDIÁRIO.


VULNERABILIDADE. FINALISMO APROFUNDADO.

Não ostenta a qualidade de consumidor a pessoa física ou jurídica que não é


destinatária fática ou econômica do bem ou serviço, salvo se caracterizada a
sua vulnerabilidade frente ao fornecedor. A determinação da qualidade de
consumidor deve, em regra, ser feita mediante aplicação da teoria finalista, que,
numa exegese restritiva do art. 2º do CDC, considera destinatário final tão somente
o destinatário fático e econômico do bem ou serviço, seja ele pessoa física ou
jurídica. Dessa forma, fica excluído da proteção do CDC o consumo intermediário,
assim entendido como aquele cujo produto retorna para as cadeias de produção e
distribuição, compondo o custo (e, portanto, o preço final) de um novo bem ou
serviço. Vale dizer, só pode ser considerado consumidor, para fins de tutela pelo
CDC, aquele que exaure a função econômica do bem ou serviço, excluindo-o de
forma definitiva do mercado de consumo. Todavia, a jurisprudência do STJ,
tomando por base o conceito de consumidor por equiparação previsto no art. 29 do
CDC, tem evoluído para uma aplicação temperada da teoria finalista frente às
pessoas jurídicas, num processo que a doutrina vem denominando "finalismo
aprofundado". Assim, tem se admitido que, em determinadas hipóteses, a pessoa
jurídica adquirente de um produto ou serviço possa ser equiparada à condição de
consumidora, por apresentar frente ao fornecedor alguma vulnerabilidade, que
constitui o princípio-motor da política nacional das relações de consumo, premissa
expressamente fixada no art. 4º, I, do CDC, que legitima toda a proteção conferida
ao consumidor. A doutrina tradicionalmente aponta a existência de três
modalidades de vulnerabilidade: técnica (ausência de conhecimento específico
acerca do produto ou serviço objeto de consumo), jurídica (falta de conhecimento
jurídico, contábil ou econômico e de seus reflexos na relação de consumo) e fática
(situações em que a insuficiência econômica, física ou até mesmo psicológica do
consumidor o coloca em pé de desigualdade frente ao fornecedor). Mais
recentemente, tem se incluído também a vulnerabilidade informacional (dados
insuficientes sobre o produto ou serviço capazes de influenciar no processo
decisório de compra). Além disso, a casuística poderá apresentar novas formas de
vulnerabilidade aptas a atrair a incidência do CDC à relação de consumo. Numa
relação interempresarial, para além das hipóteses de vulnerabilidade já
consagradas pela doutrina e pela jurisprudência, a relação de dependência de uma
das partes frente à outra pode, conforme o caso, caracterizar uma vulnerabilidade
legitimadora da aplicação do CDC, mitigando os rigores da teoria finalista e
autorizando a equiparação da pessoa jurídica compradora à condição de
consumidora. Precedentes citados: REsp 1.196.951-PI, DJe 9/4/2012, e REsp
1.027.165-ES, DJe 14/6/2011. REsp 1.195.642-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 13/11/2012.

2) A inversão do ônus da prova, nos termos do art. 6º, VIII, do CDC, não ocorre
ope legis, mas ope iudicis, vale dizer, é o juiz que, de forma prudente e
fundamentada, aprecia os aspectos de verossimilhança das alegações do
consumidor ou de sua hipossuficiência.
Acórdãos

AgRg no REsp 1151023/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, julgado em 09/06/2015, DJe 15/06/2015
AgRg no AREsp 648795/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, julgado em 14/04/2015, DJe 30/04/2015
AgRg no AREsp 613785/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado
em 19/03/2015, DJe 26/03/2015
AgRg no AREsp 576387/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 05/03/2015, DJe 08/04/2015
AgRg no AREsp 545976/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 02/12/2014, DJe 15/12/2014
AgRg no AREsp 561330/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 16/10/2014, DJe 21/10/2014
AgRg no AREsp 521515/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 05/08/2014, DJe 05/09/2014
AgRg no AREsp 135322/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 16/04/2013, DJe 24/04/2013
AgRg no REsp 1216562/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 04/09/2012, DJe 10/09/2012
AgRg no Ag 828618/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 06/09/2011, DJe 13/09/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0489, publicado em


19 de dezembro de 2011.

Informativo nº 0489

Período: 5 a 19 de dezembro de 2011.

TERCEIRA TURMA

SAQUE. CONTA BANCÁRIA. NÃO AUTORIZADO. ÔNUS DA PROVA.


INVERSÃO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INSTITUIÇÃO FINANCEIRA.
A Turma negou provimento ao apelo especial sob o fundamento de que, na espécie,
em ação que versa sobre a realização de saques não autorizados em conta bancária,
é imperiosa a inversão do ônus da prova em favor do consumidor. Entendeu, ainda,
que a responsabilidade objetiva da instituição financeira, ora recorrente, não foi ilidida
por qualquer das hipóteses previstas no § 3º do art. 14 do CDC. A Min. Relatora
observou, inicialmente, que o art. 6º, VIII, do CDC, com vistas a garantir o pleno
exercício do direito de defesa do consumidor, autoriza a inversão do ônus da prova
quando sua alegação for verossímil ou quando constatada sua hipossuficiência.
Registrou, ademais, que essa hipossuficiência deve ser analisada não apenas sob o
prisma econômico e social, mas, sobretudo, quanto ao aspecto da produção de prova
técnica. Dessa forma, considerando as próprias "regras ordinárias de experiências"
mencionadas no CDC, concluiu que a chamada hipossuficiência técnica do
consumidor, in casu, dificilmente pode ser afastada. Principalmente, em razão do
total desconhecimento, por parte do cidadão médio, dos mecanismos de segurança
utilizados pela instituição financeira no controle de seus procedimentos e ainda das
possíveis formas de superação dessas barreiras a eventuais fraudes. Quanto à
reparação dos danos causados ao recorrido pela instituição financeira, asseverou
que, uma vez reconhecida a possibilidade de violação do sistema eletrônico e
tratando-se de sistema próprio das instituições financeiras, a retirada de numerário
da conta bancária do cliente acarreta a responsabilização objetiva do fornecedor do
serviço. REsp 1.155.770-PB, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 15/12/2011.

3) A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só, não


indica abusividade. (Súmula n. 382/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 544154/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, julgado em 09/06/2015, DJe 15/06/2015
AgRg no AgRg no AREsp 617348/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, julgado em 16/04/2015, DJe 28/04/2015
AgRg nos EDcl no AgRg no Ag 1405842/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, julgado em 16/04/2015, DJe 23/04/2015
AgRg no AREsp 554817/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
julgado em 17/03/2015, DJe 27/03/2015
AgRg no REsp 1466789/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 03/03/2015, DJe 10/03/2015
AgRg no AREsp 564360/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, julgado em 24/02/2015, DJe 05/03/2015
REsp 1487562/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 25/11/2014, DJe 03/06/2015
AgRg no AREsp 287604/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 20/11/2014, DJe 01/12/2014
AgRg nos EDcl no AREsp 487704/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 20/11/2014, DJe 28/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 02/09/2014, DJe 07/10/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 382

DIREITO CONSTITUCIONAL

SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL

Súmula 382 - A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por


si só, não indica abusividade. (Súmula 382, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
27/05/2009, DJe 08/06/2009)

4) A vedação à denunciação da lide prevista no art. 88 do CDC não se restringe à


responsabilidade de comerciante por fato do produto (art. 13 do CDC), sendo
aplicável também nas demais hipóteses de responsabilidade civil por acidentes
de consumo (arts. 12 e 14 do CDC).

Acórdãos
AgRg no AREsp 619161/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 07/04/2015, DJe 13/04/2015
AgRg no AgRg no AREsp 546629/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 03/03/2015, DJe 11/03/2015
EDcl no Ag 1249523/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
05/06/2014, DJe 20/06/2014
REsp 1286577/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em
17/09/2013, DJe 23/09/2013
REsp 1165279/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 22/05/2012, DJe 28/05/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1483947/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em


11/05/2015, publicado em 18/05/2015
AREsp 589798/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 28/04/2015, publicado em 06/05/2015
AREsp 679850/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,
julgado em 24/04/2015, publicado em 11/05/2015
AREsp 336815/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,
julgado em 13/04/2015, publicado em 27/04/2015
AREsp 164835/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 27/03/2015, publicado em 07/04/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0498, publicado em


01 de junho de 2012.

Informativo nº 0498
Período: 21 de maio a 1º de junho de 2012.

TERCEIRA TURMA

DENUNCIAÇÃO DA LIDE. CDC. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DE SERVIÇO.


A Turma, ao rever orientação dominante desta Corte, assentou que é incabível a
denunciação da lide nas ações indenizatórias decorrentes da relação de consumo
seja no caso de responsabilidade pelo fato do produto, seja no caso de
responsabilidade pelo fato do serviço (arts. 12 a 17 do CDC). Asseverou o Min.
Relator que, segundo melhor exegese do enunciado normativo do art. 88 do CDC,
a vedação ao direito de denunciação da lide não se restringiria exclusivamente à
responsabilidade do comerciante pelo fato do produto (art. 13 do CDC), mas a todo
e qualquer responsável (real, aparente ou presumido) que indenize os prejuízos
sofridos pelo consumidor. Segundo afirmou, a proibição do direito de regresso na
mesma ação objetiva evitar a procrastinação do feito, tendo em vista a dedução no
processo de uma nova causa de pedir, com fundamento distinto da formulada pelo
consumidor, qual seja, a discussão da responsabilidade subjetiva. Destacou-se,
ainda, que a única hipótese na qual se admite a intervenção de terceiro nas ações
que versem sobre relação de consumo é o caso de chamamento ao processo do
segurador - nos contratos de seguro celebrado pelos fornecedores para garantir a
sua responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço (art. 101, II, do CDC). Com
base nesse entendimento, a Turma negou provimento ao recurso especial para
manter a exclusão de empresa prestadora de serviço da ação em que se pleiteia
compensação por danos morais em razão de instalação indevida de linhas
telefônicas em nome do autor e posterior inscrição de seu nome em cadastro de
devedores de inadimplentes. REsp 1.165.279-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso
Sanseverino, julgado em 22/5/2012.

5) Em demanda que trata da responsabilidade pelo fato do produto ou do serviço


(arts. 12 e 14 do CDC), a inversão do ônus da prova decorre da lei (ope legis),
não se aplicando o art. 6º, inciso VIII, do CDC.

Acórdãos

REsp 1262132/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado
em 18/11/2014, DJe 03/02/2015
AgRg no AREsp 402107/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 26/11/2013, DJe 09/12/2013
REsp 1331628/DF, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 05/09/2013, DJe 12/09/2013
AgRg no REsp 1085123/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado
em 13/08/2013, DJe 23/08/2013

Decisões Monocráticas

REsp 1520987/GO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,


julgado em 19/05/2015, publicado em 01/06/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em


13 de maio de 2011.

Informativo nº 0472
Período: 9 a 13 de maio de 2011.

TERCEIRA TURMA

INDENIZAÇÃO. ERRO MÉDICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. HOSPITAL.

Trata-se, na origem, de ação movida pelo ora recorrente, cônjuge da vítima


falecida, contra a clínica, ora recorrida, fornecedora de serviços médico-
hospitalares, postulando indenização por danos materiais e morais. A alegação
central na ação, como causa de pedir, é a ocorrência de defeito na prestação de
serviços consistente em sucessivos erros e omissões dos médicos prepostos da
clínica por um período de quase dois meses, não chegando ao diagnóstico correto
da doença de que era acometida a paciente, o que culminou em seu óbito. Em
primeiro grau, foi indeferida a denunciação da lide dos médicos prepostos e
deferida a inversão do ônus da prova, com base no art. 6º, VIII, do CDC. A
recorrida interpôs agravo de instrumento ao qual foi dado parcial provimento pelo
tribunal a quo, mantendo o indeferimento da denunciação da lide no caso dos
médicos, mas afastando a inversão do ônus da prova com fundamento na regra do
§ 4º do art. 14 do mesmo diploma legal, por reconhecer como subjetiva a
responsabilidade civil da demandada. No REsp, o recorrente pretende a aplicação
da regra do § 3º do mencionado artigo e, consequentemente, o restabelecimento
da sentença. Portanto, a questão centra-se em definir o regime jurídico aplicável à
responsabilidade civil da clínica recorrida pelos atos praticados pelos seus
prepostos que culminaram na morte da paciente, esposa do recorrente. A Turma
deu provimento ao recurso por entender que a regra geral do CDC para a
responsabilidade pelo fato do serviço, traçada pelo caput do seu art. 14, é que se
trata de responsabilidade objetiva, ou seja, independente de culpa do fornecedor,
como consignado no próprio enunciado normativo. Observou-se que a incidência
da regra de exceção do § 4º do art. 14 do CDC restringe-se à responsabilidade civil
dos profissionais liberais, não se estendendo aos demais fornecedores, inclusive
aos hospitais e clínicas médicas, a quem se aplica a regra geral da
responsabilidade objetiva, dispensando a comprovação de culpa. Desse modo, na
hipótese, o ônus da prova da inexistência de defeito na prestação do serviço, por
imposição do próprio legislador, é da clínica recorrida, que, no entanto, poderá
excluir a sua responsabilidade civil mediante a comprovação de que inexistiu
defeito na prestação de serviço, demonstrando ter adimplido corretamente as suas
obrigações em relação à paciente falecida. Ressaltou-se que não havia
necessidade sequer de ser determinada, como fez o magistrado de primeiro grau, a
inversão do ônus da prova com base no art. 6º, VIII, do CDC, pois essa inversão já
fora feita pelo próprio legislador ao estatuir o § 3º do art. 14 do
mesmo codex. Trata-se da distinção respectivamente entre a inversão ope judicis e
a operada diretamente pela própria lei (ope legis). Assim, entendeu-se ter o
acórdão recorrido violado texto expresso em lei, pois a responsabilidade da clínica
é objetiva (independentemente da culpa de seus prepostos no evento), sendo dela
o ônus da prova da inexistência de defeito na prestação dos serviços médicos.
Precedente citado: REsp 696.284-RJ, DJe 18/12/2009. REsp 986.648-PR, Rel.
Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 10/5/2011 (ver Informativo n.
418).

6) A redução da multa moratória para 2% prevista no art. 52, § 1º, do CDC aplica-
se às relações de consumo de natureza contratual, não incidindo sobre as
sanções tributárias, que estão sujeitas à legislação própria de direito público.
(Tese julgada sob o rito do art 543-C do CPC)
Acórdãos

AgRg nos EDcl no AREsp 596500/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 18/12/2014, DJe 19/12/2014
REsp 1164662/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em
24/08/2010, DJe 08/09/2010
AgRg no REsp 1120361/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 23/03/2010, DJe 16/04/2010
AgRg no REsp 1168789/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 18/03/2010, DJe 06/04/2010
REsp 963528/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, CORTE ESPECIAL, julgado em
02/12/2009, DJe 04/02/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 581391/SP, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA,


julgado em 30/03/2015, publicado em 15/04/2015
REsp 1474589/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado
em 11/12/2014, publicado em 15/12/2014
REsp 1263361/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
julgado em 28/08/2014, publicado em 01/09/2014
AREsp 218320/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 26/09/2012, publicado em 01/10/2012

7) A devolução em dobro dos valores pagos pelo consumidor, prevista no art.


42, parágrafo único, do CDC, pressupõe tanto a existência de pagamento
indevido quanto a má-fé do credor.

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 618411/MS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA


TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe 24/06/2015
AgRg no AgRg no AREsp 600663/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 07/05/2015, DJe 19/05/2015
AgRg no AREsp 439822/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado
em 07/05/2015, DJe 18/05/2015
AgRg no AREsp 460436/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 07/04/2015, DJe 14/04/2015
AgRg no REsp 1200821/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 10/02/2015, DJe 13/02/2015
AgRg no AREsp 617419/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 18/12/2014, DJe 03/02/2015
AgRg no AREsp 551275/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, julgado em 16/12/2014, DJe 19/12/2014
AgRg no AREsp 514579/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/10/2014, DJe 28/10/2014
AgRg no REsp 1441094/PB, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 21/08/2014, DJe 01/09/2014
AgRg no REsp 1424498/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 07/08/2014, DJe 19/08/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0418, publicado em


04 de dezembro de 2009.

Informativo nº 0418
Período: 30 de novembro a 4 de dezembro de 2009.

TERCEIRA TURMA

COBRANÇA INDEVIDA. MÁ-FÉ. REPETIÇÃO EM DOBRO.

A Turma deu provimento ao recurso por entender que, comprovada a má-fé, no


caso de descumprimento de disposição contratual expressa, por agência bancária,
não obstante o pedido dos recorrentes para a apresentação do valor pago pelas
moedas de privatização para aquisição de ações de companhia petroquímica, cabe
devolução em dobro dos valores cobrados indevidamente e pagos a maior pelos
recorrentes (art. 42, parágrafo único, do CDC). Não é possível, porém, a pretendida
multa contratual e os juros moratórios de 12% ao ano como sucedâneo da litigância
de má-fé (art. 18 do CPC), porquanto as penas decorrem da violação de normas
distintas referentes a relações jurídicas diversas (contratual e processual),
inexistindo dupla penalidade. Precedentes citados: REsp 505.734-MA, DJ
23/6/2003; AgRg no REsp 538.154-RS, DJ 15/8/2005; AgRg no REsp 947.897-RS,
DJ 22/10/2007, e AgRg no Ag 1.042.588-RS, DJe 11/9/2008. REsp 1.127.721-RS,
Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 3/12/2009.

8) Não se aplica o Código de Defesa do Consumidor à relação contratual entre


advogados e clientes, a qual é regida pelo Estatuto da Advocacia e da OAB - Lei
n. 8.906/94.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no REsp 1474886/PB, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 18/06/2015, DJe 26/06/2015
REsp 1134709/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 19/05/2015, DJe 03/06/2015
REsp 1371431/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 08/08/2013
REsp 1150711/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado
em 06/12/2011, DJe 15/03/2012
REsp 1123422/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA,
julgado em 04/08/2011, DJe 15/08/2011
AgRg no Ag 1380692/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 24/05/2011, DJe 30/05/2011

Decisões Monocráticas

REsp 1535211/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


julgado em 12/06/2015, publicado em 19/06/2015
REsp 1500600/MA, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, julgado em
11/02/2015, publicado em 24/02/2015
REsp 1174402/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
30/10/2013, publicado em 13/11/2013
AREsp 184544/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 08/10/2013, publicado em 11/10/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0493, publicado em


23 de março de 2012.

Informativo nº 0493
Período: 12 a 23 de março de 2012.

TERCEIRA TURMA

RESPONSABILIDADE CIVIL. ADVOGADO. EXERCÍCIO DA PROFISSÃO.

A Turma manteve a condenação de advogado ora recorrente ao pagamento de


indenização por danos morais ao cliente no valor de R$ 15 mil, em decorrência de
sua conduta maliciosa no exercício da profissão. No caso em comento, o recorrente
foi contratado para propor ação ordinária contra o Estado do Paraná, pleiteando
diferenças salariais e gratificações. Procurado diversas vezes pelo recorrido, ele
negou o recebimento de procuração outorgada em seu favor, bem como o
ajuizamento de qualquer demanda judicial em seu nome. Tal fato foi, inclusive,
apurado em representação instaurada na OAB, que resultou em arquivamento
diante da negativa do recorrente. Transcorridos quase vinte anos, após pesquisa
realizada pela nova advogada contratada, descobriu-se que a ação havia sido
efetivamente proposta pelo recorrente, até mesmo com recursos especiais para os
tribunais superiores, tendo sido julgada improcedente. Em preliminar, afastou-se a
alegada prescrição. Segundo observou o Min. Relator, na ação de reparação de
danos em apreço, fundada no direito comum, e de acordo com as regras de
transição do CC/2002 (art. 2.028), há de ser aplicado o novo prazo prescricional de
três anos, consoante o disposto no art. 206, § 3º, IV, do referido diploma legal,
contado o prazo da data da entrada em vigor do novo Código, e não da data do fato
gerador do direito. No mérito, sustentou-se a inaplicabilidade do CDC nas relações
contratuais entre clientes e advogados, que, de fato, são regidas pelo EOAB e pelo
direito comum. Ao final, considerando o patente padecimento moral do recorrido
diante das inverdades perpetradas pelo recorrente e da angústia de não saber o
resultado da demanda, ainda que fosse negativa, manteve-se a responsabilização
do advogado. REsp 1.228.104-PR, Rel. Min. Sidnei Beneti, julgado em
15/3/2012.

9) Não é abusiva a cláusula de cobrança de juros compensatórios incidentes em


período anterior à entrega das chaves nos contratos de compromisso de compra
e venda de imóveis em construção sob o regime de incorporação imobiliária.

Acórdãos

AgRg no Ag 1252154/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em


23/06/2015, DJe 30/06/2015
AgRg no REsp 1504443/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, julgado em 19/05/2015, DJe 29/05/2015
AgRg no REsp 1187142/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 16/10/2014, DJe 21/10/2014
AgRg no Ag 1384004/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 22/04/2014, DJe 25/06/2014
AgRg no REsp 1340563/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 03/09/2013, DJe 12/09/2013
REsp 737267/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
21/03/2013, DJe 16/04/2013
AgRg no REsp 1225437/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 18/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no AREsp 048968/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, julgado em 09/10/2012, DJe 18/10/2012
EREsp 670117/PB, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, Rel. p/ Acórdão Ministro ANTONIO
CARLOS FERREIRA, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/06/2012, DJe 26/11/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1382651/SE, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA


TURMA, julgado em 11/03/2015, publicado em 16/03/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0499, publicado em
15 de junho de 2012.

Informativo nº 0499
Período: 4 a 15 de junho de 2012.

SEGUNDA SEÇÃO

JUROS COMPENSATÓRIOS ("JUROS NO PÉ"). INCIDÊNCIA ANTERIOR À


ENTREGA DAS CHAVES. COMPROMISSO DE COMPRA E VENDA.

A Seção, por maioria, decidiu que não é abusiva a cláusula de cobrança de juros
compensatórios incidentes em período anterior à entrega das chaves nos contratos
de compromisso de compra e venda de imóveis em construção sob o regime de
incorporação imobiliária. Observou o Min. Antonio Carlos Ferreira que, a rigor, o
pagamento pela compra de um imóvel em fase de produção deveria ser feito à vista.
Não obstante, em favorecimento financeiro ao comprador, o incorporador pode
estipular o adimplemento da obrigação mediante o parcelamento do preço, inclusive,
em regra, a prazos que vão além do tempo previsto para o término da obra. Em tal
hipótese, afigura-se legítima a cobrança dos juros compensatórios, pois o
incorporador, além de assumir os riscos do empreendimento, antecipa os recursos
para o seu regular andamento. Destacou-se que seria injusto pagar na compra
parcelada o mesmo valor correspondente da compra à vista. Acrescentou-se, ainda,
que, sendo esses juros compensatórios um dos custos financeiros da incorporação
imobiliária suportados pelo adquirente, deve ser convencionado expressamente no
contrato ou incluído no preço final da obra. Concluiu-se que, para a segurança do
consumidor, em observância ao direito de informação insculpido no art. 6º, II, do
CDC, é conveniente a previsão expressa dos juros compensatórios sobre todo o
valor parcelado na aquisição do bem, permitindo, dessa forma, o controle pelo
Judiciário. Além disso, afirmou o Min. Antonio Carlos Ferreira que se esses juros não
puderem ser convencionados no contrato, serão incluídos no preço final da obra e
suportados pelo adquirente, sendo dosados, porém, de acordo com a boa ou má
intenção do incorporador. Com base nesse entendimento, deu-se provimento aos
embargos de divergência para reconhecer a legalidade da cláusula contratual que
previu a cobrança dos juros compensatórios de 1% a partir da assinatura do
contrato. EREsp 670.117-PB, Rel. originário Min. Sidnei Beneti, Rel. para
acórdão Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado em 13/6/2012.

10) Considera-se consumidor por equiparação (bystander), nos termos do art. 17


do CDC, o terceiro estranho à relação consumerista que experimenta prejuízos
decorrentes do produto ou serviço vinculado à mencionada relação , bem como,
a teor do art. 29, as pessoas determináveis ou não expostas às práticas
previstas nos arts. 30 a 54 do referido código.

Acórdãos

REsp 1324125/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


julgado em 21/05/2015, DJe 12/06/2015
AgRg no AREsp 479632/MS, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 25/11/2014, DJe 03/12/2014
EDcl no REsp 1162649/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 02/10/2014, DJe 10/10/2014
REsp 1354348/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado
em 26/08/2014, DJe 16/09/2014
REsp 1374726/MA, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 18/02/2014, DJe 08/09/2014
REsp 1370139/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em
03/12/2013, DJe 12/12/2013
REsp 567192/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
05/09/2013, DJe 29/10/2014
AgRg nos EDcl no AgRg no Ag 1289063/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
QUARTA TURMA, julgado em 11/09/2012, DJe 24/09/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1251137/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em


14/11/2014, publicado em 18/11/2014
AREsp 556363/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 23/10/2014, publicado em 05/11/2014
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em


27 de junho de 2014.

Informativo nº 0542
Período: 27 de junho de 2014.

SEGUNDA SEÇÃO

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO DE


AÇÃO PROPOSTA POR CONSUMIDOR POR EQUIPARAÇÃO.

O foro do domicílio do autor da demanda é competente para processar e


julgar ação de inexigibilidade de título de crédito e de indenização por danos
morais proposta contra o fornecedor de serviços que, sem ter tomado
qualquer providência para verificar a autenticidade do título e da assinatura
dele constante, provoca o protesto de cheque clonado emitido por falsário em
nome do autor da demanda, causando indevida inscrição do nome deste em
cadastros de proteção ao crédito. De início, vale ressaltar que a competência
para o julgamento de demanda levada a juízo é fixada em razão da natureza da
causa, a qual é definida pelo pedido e pela causa de pedir deduzidos, que, na
hipótese, demonstram a ocorrência de acidente de consumo, situação apta a atrair
a competência do foro do domicílio do consumidor. Com efeito, a referida lide tem
como fundamento dano moral emergente de uma relação de consumo
supostamente defeituosa, da qual o autor não teria participado, mas teria sido
atingido reflexamente em virtude de alegado descumprimento pelo fornecedor do
dever de cuidado. Assim, pode-se afirmar que, nessa situação, houve uma relação
de consumo entre o fornecedor de serviços e o suposto falsário, bem como
acidente de consumo decorrente da alegada falta de segurança na prestação do
serviço por parte do estabelecimento fornecedor, que poderia ter identificado a
fraude e evitado o dano provocado ao terceiro com a simples conferência de
assinatura em cédula de identidade. Outrossim, claro é o enquadramento do autor,
suposta vítima da má prestação do serviço, no conceito de consumidor por
equiparação, pois, conquanto não tenha mantido relação de consumo com o
demandado, suportou danos que emergiram de um acidente de consumo
ocasionado em razão de atitude insegura do estabelecimento comercial. Desse
modo, consta no CDC, na Seção que trata da "Responsabilidade pelo Fato do
Produto e do Serviço", que, "Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos
consumidores todas as vítimas do evento" (art. 17). Nesse contexto, em se tratando
de relação de consumo, a competência é absoluta, razão pela qual deve ser fixada
no domicílio do consumidor. Precedentes citados: AgRg nos EDcl no REsp
1.192.871-RS, Terceira Turma, DJe 26/9/2012; e REsp 1.100.571-PE, Quarta
Turma, DJe 18/8/2011. CC 128.079-MT, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em
12/3/2014.

11) A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-se ao


prazo prescricional estabelecido no Código Civil. (Súmula n. 412/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1516647/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,


julgado em 07/05/2015, DJe 22/05/2015
AgRg no AREsp 649352/SP, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 05/05/2015, DJe 15/05/2015
AgRg no AREsp 418584/SP, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 12/05/2015
AgRg no AREsp 493479/RJ, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/12/2014, DJe 19/12/2014
AgRg no AREsp 594257/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 18/11/2014, DJe 21/11/2014
AgRg no AREsp 555455/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/09/2014, DJe 23/09/2014
EDcl no AREsp 454073/PR, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 05/08/2014, DJe 12/08/2014
AgRg no AREsp 401564/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, julgado em 22/04/2014, DJe 08/05/2014
AgRg no AREsp 443598/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 18/02/2014, DJe 25/02/2014
AgRg nos EREsp 1325390/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL,
julgado em 18/12/2013, DJe 06/02/2014
REsp 1113403/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO,
julgado em 09/09/2009, DJe 15/09/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 412

DIREITO DO CONSUMIDOR

SERVIÇOS PÚBLICOS

Súmula 412 - A ação de repetição de indébito de tarifas de água e esgoto sujeita-


se ao prazo prescricional estabelecido no Código Civil. (Súmula 412, PRIMEIRA
SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJe 16/12/2009)

12) É descabida a aplicação do Código de Defesa do Consumidor alheia às


normas específicas inerentes à relação contratual de previdência privada
complementar e à modalidade contratual da transação, negócio jurídico
disciplinado pelo Código Civil, inclusive no tocante à disciplina peculiar para o
seu desfazimento.

Acórdãos

EDcl no AREsp 603176/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 02/06/2015, DJe 25/06/2015
AgRg no REsp 1514181/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe 02/06/2015
AgRg nos EDcl no REsp 1500632/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 12/05/2015
AgRg no REsp 1509350/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 28/04/2015, DJe 04/05/2015
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0550, publicado em


19 de novembro de 2014.

Informativo nº 0550
Período: 19 de novembro de 2014.

SEGUNDA SEÇÃO

DIREITO PREVIDENCIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE RESTITUIÇÃO DE


PARCELAS EM CASO DE MIGRAÇÃO ENTRE PLANOS DE BENEFÍCIOS DE
PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR.

Não cabe o resgate, por participante ou assistido de plano de benefícios, das


parcelas pagas a entidade fechada de previdência privada complementar
quando, mediante transação extrajudicial, tenha ocorrido a migração dos
participantes ou assistidos a outro plano de benefícios da mesma entidade. A
Súmula 289 do STJ ("A restituição das parcelas pagas pelo participante a plano de
previdência privada deve ser objeto de correção plena, por índice que recomponha
a efetiva desvalorização da moeda") trata de hipótese em que há o rompimento do
vínculo contratual com a entidade de previdência privada, e, portanto, não de
situação em que, por acordo de vontades, envolvendo concessões recíprocas, haja
migração de participante em gozo do benefício de previdência privada para outro
plano, auferindo em contrapartida vantagem. Ademais, os arts. 14, III, e 15, I, da LC
109/2001 esclarecem que a portabilidade não caracteriza resgate, sendo
manifestamente inadequada a aplicação deste instituto e da Súmula 289 para caso
em que o assistido não se desligou do regime jurídico de previdência privada.
Dessarte, nos termos de abalizada doutrina, a migração - pactuada em transação -
de planos de benefícios administrados pela mesma entidade fechada de previdência
privada ocorre em um contexto de amplo redesenho da relação contratual
previdenciária, com o concurso de vontades do patrocinador, da entidade fechada
de previdência complementar, por meio de seu conselho deliberativo, e autorização
prévia do órgão público fiscalizador, operando-se não o resgate de contribuições,
mas a transferência de reservas de um plano de benefícios para outro, geralmente
no interior da mesma entidade fechada de previdência complementar. Ora, se para
a migração fosse aplicada a mesma solução conferida ao resgate, essa solução
resultaria em tratamento igualitário para situações desiguais, em flagrante violação
à isonomia. Outrossim, estabelece o art. 18 da LC 109/2001 que cabe ao plano de
benefícios arcar com as demais despesas - inclusive com o resgate vindicado -, por
isso não cabe ser deferido o resgate das contribuições vertidas ao plano, sob pena
de lesão aos interesses dos demais assistidos e participantes do plano de benefícios
primevo a que eram vinculados, e consequente violação ao art. 3º, VI, da LC
109/2001. O CDC traça regras que presidem a situação específica do consumo e,
além disso, define princípios gerais orientadores do direito das obrigações; todavia,
"[é] certo que, no que lhe for específico, o contrato" continua regido pela lei que lhe
é própria (REsp 80.036-SP, Quarta Turma, DJ 25/3/1996). Desse modo, em
conformidade com entendimento doutrinário, não cabe a aplicação do CDC
dissociada das normas específicas inerentes à relação contratual de previdência
privada complementar e à modalidade contratual da transação - negócio jurídico
disciplinado pelo Código Civil, inclusive no tocante à disciplina peculiar para o seu
desfazimento. AgRg no AREsp 504.022-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão,
julgado em 10/9/2014.
DIREITO DO CONSUMIDOR

EDIÇÃO N. 42: DIREITO DO CONSUMIDOR II

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 04/09/2015

1) Na avaliação do risco de crédito, devem ser respeitados os limites


estabelecidos pelo sistema de proteção do consumidor no sentido da tutela da
privacidade e da máxima transparência nas relações negociais, conforme
previsão do Código de Defesa do Consumidor - CDC e da Lei n. 12.414/2011.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 710)

Acórdãos

EDcl no REsp 1419691/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/12/2014, DJE 03/02/2015
REsp 1457199/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 12/11/2014, DJE 17/12/2014

Decisões Monocráticas

REsp 1422230/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 20/08/2015, Publicado em 09/09/2015
AREsp 630880/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
07/08/2015, Publicado em 08/09/2015

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

DIREITO DO CONSUMIDOR

SISTEMA CREDIT SCORING

SISTEMA DE "CREDIT SCORING": NATUREZA, LICITUDE E LIMITES,


APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS E REGRAS DO CÓDIGO DE DEFESA DO
CONSUMIDOR E POSSIBILIDADE DE CONFIGURAÇÃO DE DANO MORAL EM
CASO DE DESRESPEITO À REGULAMENTAÇÃO LEGAL DO
SISTEMA (Tema: 710)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 550

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de abril de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0553, publicado em 11 de fevereiro de


2015.

INTERESSE DE AGIR EM AÇÃO CAUTELAR DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS


CONCERNENTES AO SISTEMA CREDIT SCORING (Tema: 915)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0551, publicado em 03 de dezembro de 2014.

Informativo nº 0551
Período: 3 de dezembro de 2014.

SEGUNDA SEÇÃO
DIREITO DO CONSUMIDOR. LEGALIDADE DO SISTEMA CREDIT SCORING.
RECURSO REPETITIVO (ART. 543-C DO CPC E RES. 8/2008 DO STJ).

No que diz respeito ao sistema credit scoring, definiu-se que: a) é um método


desenvolvido para avaliação do risco de concessão de crédito, a partir de modelos
estatísticos, considerando diversas variáveis, com atribuição de uma pontuação ao
consumidor avaliado (nota do risco de crédito); b) essa prática comercial é lícita,
estando autorizada pelo art. 5º, IV, e pelo art. 7º, I, da Lei 12.414/2011 (Lei do
Cadastro Positivo); c) na avaliação do risco de crédito, devem ser respeitados os
limites estabelecidos pelo sistema de proteção do consumidor no sentido da tutela
da privacidade e da máxima transparência nas relações negociais, conforme
previsão do CDC e da Lei 12.414/2011; d) apesar de desnecessário o consentimento
do consumidor consultado, devem ser a ele fornecidos esclarecimentos, caso
solicitados, acerca das fontes dos dados considerados (histórico de crédito), bem
como as informações pessoais valoradas; e) o desrespeito aos limites legais na
utilização do sistema credit scoring, configurando abuso no exercício desse direito
(art. 187 do CC), pode ensejar a responsabilidade objetiva e solidária do fornecedor
do serviço, do responsável pelo banco de dados, da fonte e do consulente (art. 16
da Lei 12.414/2011) pela ocorrência de danos morais nas hipóteses de utilização de
informações excessivas ou sensíveis (art. 3º, § 3º, I e II, da Lei 12.414/2011), bem
como nos casos de comprovada recusa indevida de crédito pelo uso de dados
incorretos ou desatualizados. REsp 1.419.697-RS, Rel. Min. Paulo de Tarso
Sanseverino, julgado em 12/11/2014.

2) Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do Consumidor


incide a multa moratória nele prevista (Súmula n. 285/STJ).

Acórdãos

AgRg no REsp 1243240/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 27/11/2014
AgRg no REsp 1197946/MA, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 24/09/2013, DJE 04/10/2013
AgRg no Ag 1416127/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 20/06/2013, DJE 01/07/2013
EDcl no Ag 1247165/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/03/2013, DJE 03/04/2013
AgRg no REsp 1190391/MS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 25/09/2012, DJE 28/09/2012
AgRg no REsp 1121432/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 15/09/2011, DJE 23/09/2011
AgRg no REsp 539814/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/05/2011, DJE 08/06/2011

Decisões Monocráticas

REsp 960912/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 01/04/2013, Publicado em 16/04/2013

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 285

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Súmula 285 - Nos contratos bancários posteriores ao Código de Defesa do


Consumidor incide a multa moratória nele prevista. (Súmula 285, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 28/04/2004, DJ 13/05/2004 p. 201)

3) A instituição de ensino superior responde objetivamente pelos danos


causados ao aluno em decorrência da falta de reconhecimento do curso pelo
Ministério da Educação e Cultura - MEC.

Acórdãos
REsp 1244685/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 03/10/2013, DJE 17/10/2013

4) A instituição de ensino superior responde objetivamente pelos danos


causados ao aluno em decorrência da falta de reconhecimento do curso pelo
MEC, quando violado o dever de informação ao consumidor.

Acórdãos

AgRg no AREsp 651099/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 26/05/2015, DJE 03/06/2015
REsp 1232773/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 18/03/2014, DJE 03/04/2014
REsp 1230135/MT, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
04/12/2012, DJE 11/12/2012

Decisões Monocráticas

AREsp 715860/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 05/06/2015, Publicado em 01/07/2015
AREsp 284036/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 30/10/2014, Publicado em 05/11/2014
AREsp 286138/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
26/03/2013, Publicado em 05/04/2013

5) É cabível indenização por dano moral quando o consumidor de veículo zero-


quilômetro necessita retornar à concessionária por diversas vezes para reparo
de defeitos apresentados no veículo.

Acórdãos

AgRg no AREsp 692459/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 16/06/2015, DJE 23/06/2015
AgRg no AREsp 453644/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 21/05/2015, DJE 22/06/2015
AgRg no AREsp 672872/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 26/05/2015, DJE 10/06/2015
AgRg no AREsp 533916/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 11/05/2015
AgRg no REsp 1368742/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/03/2015, DJE 24/03/2015
AgRg no AREsp 385994/MS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 10/12/2014
REsp 1443268/DF, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
03/06/2014, DJE 08/09/2014
REsp 1395285/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
03/12/2013, DJE 12/12/2013

Decisões Monocráticas

AREsp 677101/DF, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


30/04/2015, Publicado em 07/05/2015
REsp 1405325/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 11/06/2014, Publicado em 18/06/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0544, publicado em 27 de agosto de 2014.

Informativo nº 0544
Período: 27 de agosto de 2014.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. DANO MORAL NO CASO DE VEÍCULO ZERO


QUILÔMETRO QUE RETORNA À CONCESSINÁRIA POR DIVERSAS VEZES
PARA REPAROS.

É cabível reparação por danos morais quando o consumidor de veículo


automotor zero quilômetro necessita retornar à concessionária por diversas
vezes para reparar defeitos apresentados no veículo adquirido. Precedentes
citados: REsp 1.395.285-SP, Terceira Turma, DJe 12/12/2013; AgRg no AREsp
60.866-RS, Quarta Turma, DJe 1/2/2012; e AgRg no AREsp 76.980-RS, Quarta
Turma, DJe 24/8/2012. REsp 1.443.268-DF, Rel. Min. Sidnei Beneti, julgado em
3/6/2014.
6) A constatação de defeito em veículo zero-quilômetro revela hipótese de vício
do produto e impõe a responsabilização solidária da concessionária e do
fabricante.

Acórdãos

AgRg no AREsp 661420/ES, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 26/05/2015, DJE 10/06/2015
EDcl no REsp 567333/RN, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 20/06/2013, DJE 28/06/2013
REsp 611872/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/10/2012, DJE 23/10/2012
REsp 547794/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 15/02/2011, DJE 22/02/2011
REsp 912772/RS, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA,
Julgado em 26/10/2010, DJE 11/11/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1533282/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 03/08/2015, Publicado em 14/08/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0505, publicado em 03 de outubro de 2012.

Informativo nº 0505
Período: 20 de setembro a 3 de outubro de 2012.

QUARTA TURMA
DIREITO CIVIL. VÍCIO DO PRODUTO. AQUISIÇÃO DE VEÍCULO ZERO
QUILÔMETRO PARA USO PROFISSIONAL. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.

Há responsabilidade solidária da concessionária (fornecedor) e do fabricante


por vício em veículo zero quilômetro. A aquisição de veículo zero quilômetro
para uso profissional como táxi, por si só, não afasta a possibilidade de aplicação
das normas protetivas do CDC. Todos os que participam da introdução do produto
ou serviço no mercado respondem solidariamente por eventual vício do produto ou
de adequação, ou seja, imputa-se a toda a cadeia de fornecimento a
responsabilidade pela garantia de qualidade e adequação do referido produto ou
serviço (arts. 14 e 18 do CDC). Ao contrário do que ocorre na responsabilidade
pelo fato do produto, no vício do produto a responsabilidade é solidária entre todos
os fornecedores, inclusive o comerciante, a teor do que preconiza o art. 18 do
mencionado codex. REsp 611.872-RJ, Rel. Min. Antonio Carlos Ferreira, julgado
em 2/10/2012.

7) As bandeirasou marcas de cartão de crédito respondem solidariamente com


os bancos e as administradoras de cartão de crédito pelos danos decorrentes da
má prestação de serviços.

Acórdãos

AgRg no AREsp 596237/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 03/02/2015, DJE 12/02/2015
PET no AgRg no REsp 1391029/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 04/02/2014, DJE 17/02/2014
AgRg no REsp 1116569/ES, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 21/02/2013, DJE 04/03/2013
REsp 1058221/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
04/10/2011, DJE 14/10/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 079411/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 17/11/2014, Publicado em 09/12/2014
AREsp 737321/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/08/2015, Publicado em 07/08/2015
AREsp 583130/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
29/09/2014, Publicado em 01/10/2014
AREsp 211828/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 14/10/2013, Publicado em 16/10/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0409, publicado em 02 de outubro de 2009.

Informativo nº 0409
Período: 28 de setembro a 2 de outubro de 2009.

TERCEIRA TURMA

DANOS MORAIS. SOLIDARIEDADE. BANCO. CARTÃO. CRÉDITO.

O recorrido ajuizou ação de compensação por danos morais contra o banco e a


administradora de cartões de crédito, alegando que pretendeu pagar despesas de
hospedagem no exterior valendo-se de seu cartão de crédito e teve a autorização
indevidamente negada. Tentou resolver o problema junto ao banco e à recorrente,
não obtendo êxito. A recorrente alegou que não é parte legítima para figurar no
polo passivo da ação porque não administra cartões de crédito, que não é parte no
contrato firmado entre as partes e que não procedeu ao bloqueio do cartão. Mas a
Turma negou provimento ao recurso ao argumento de que o art. 14 do CDC
estabelece regra de responsabilidade solidária entre os fornecedores de uma
mesma cadeia de serviços, razão pela qual as "bandeiras"/marcas de cartão de
crédito respondem solidariamente com os bancos e as administradoras de cartão
de crédito pelos danos decorrentes da má prestação de serviços. A recorrente
alega que o valor arbitrado em R$ 16.500, 00 a título de reparação por danos
morais revela-se elevado, merecendo a devida redução. Porém, este Superior
Tribunal orienta-se no sentido de que a alteração do valor fixado a título de
compensação por danos morais somente é possível, em recurso especial, nas
hipóteses em que a quantia estipulada pelo tribunal de origem seja irrisória ou
exagerada. Na hipótese, não há exagero na sua fixação, uma vez que o recorrido
sujeitou-se a constrangimentos indevidos em país estrangeiro, requereu solução
para o problema e não foi atendido. Precedente citado: REsp 259.816-RJ, DJ
27/11/2000. REsp 1.029.454-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em
1º/10/2009.

8) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 59) (Súmula n.
404/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1320418/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no REsp 914283/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 22/04/2015
AgRg no AREsp 439026/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
AgRg no AREsp 276030/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/06/2014, DJE 17/06/2014
AgRg no REsp 1416838/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 20/02/2014, DJE 06/03/2014
REsp 1033274/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 06/08/2013, DJE 27/09/2013
AgRg no REsp 1007450/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 21/08/2012, DJE 17/09/2012

Decisões Monocráticas

AREsp 656905/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 08/06/2015, Publicado em 01/07/2015
REsp 1507867/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado em
13/05/2015, Publicado em 15/05/2015
Rcl 019290/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 11/03/2015, Publicado em 24/03/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 404

DIREITO DO CONSUMIDOR

SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO

Súmula 404 - É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação


ao consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e cadastros.
(Súmula 404, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/10/2009, DJe 24/11/2009)

 Repetitivos Organizados por Assunto

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSCRIÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES

REQUISITOS CUMULATIVOS PARA DEFERIMENTO DAS TUTELAS DE


URGÊNCIAS INCIDENTES SOBRE O CADASTRO DE
INADIMPLENTES (Temas: 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de
2016.

RESPONSABILIDADE E PRAZO PARA RETIRADA DO NOME DO DEVEDOR


DE CADASTRO DE ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, APÓS EFETUADO
O PAGAMENTO DO DÉBITO (Tema: 735)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 548

POSSIBILIDADE DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DECORRENTE DA


INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR NOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO
CRÉDITO, COM AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA, EXCETO NA
HIPÓTESE DE PREEXISTIR REGULAR INSCRIÇÃO (Temas: 37, 38, 40, 41)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

DISPENSABILIDADE DO AVISO DE RECEBIMENTO (AR) NA CARTA DE


COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR SOBRE A NEGATIVAÇÃO DE SEU NOME
EM CADASTRO DE INADIMPLENTES (Tema: 59)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 404


Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0597, publicado em 15 de março de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0470, publicado em 29 de abril de 2011.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO


CRÉDITO POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES
EM BANCO DE DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE PROTESTO (Tema: 806)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de abril de 2016.

ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL EM AÇÃO DE


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS RESULTANTES DA AUSÊNCIA DE
NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DO CORRENTISTA ACERCA DE SUA INSCRIÇÃO NO
CADASTRO DE EMITENTES DE CHEQUES SEM FUNDOS - CCF (Tema: 874)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 572

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de
2016.

NÃO CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL POR INSCRIÇÃO


INDEVIDA COMANDADA PELO CREDOR EM CADASTRO DE PROTEÇÃO AO
CRÉDITO, QUANDO PREEXISTENTE LEGÍTIMA INSCRIÇÃO (Tema: 922)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

LEGITIMIDADE PASSIVA DOS ÓRGÃOS MANTENEDORES DE CADASTROS


PARA AS AÇÕES QUE BUSCAM A REPARAÇÃO DOS DANOS MORAIS E
MATERIAIS DECORRENTES DA INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR EM
SEUS CADASTROS RESTRITIVOS, SEM PRÉVIA NOTIFICAÇÃO (Temas: 37,
38, 40, 41)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0301, publicado em 20 de outubro de 2006.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO


CRÉDITO POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES
EM BANCO DE DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO DO
JUDICIÁRIO (Tema: 793)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

9) A ausência de prévia comunicação ao consumidor da inscrição do seu nome


em cadastros de proteção ao crédito, prevista no art. 43, § 2º, do CDC, enseja o
direito à compensação por danos morais. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C
do CPC/1973 - TEMA 40)

Acórdãos

AgRg nos EDcl no AREsp 146564/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 26/08/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no AREsp 098098/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/08/2013, DJE 19/08/2013
AgRg no REsp 1248956/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/09/2012, DJE 18/09/2012
AgRg no REsp 1222421/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 21/08/2012, DJE 27/08/2012
AgRg no AREsp 140884/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 15/08/2012
EDcl no AgRg no REsp 665338/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
QUARTA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 09/08/2012
Rcl 004598/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
27/04/2011, DJE 05/05/2011

Decisões Monocráticas

REsp 1538316/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 30/06/2015, Publicado em 05/08/2015
REsp 1507896/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 05/05/2015, Publicado em 05/06/2015
REsp 1507841/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado em
15/05/2015, Publicado em 19/05/2015
Rcl 010365/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
26/03/2015, Publicado em 19/05/2015

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSCRIÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES

REQUISITOS CUMULATIVOS PARA DEFERIMENTO DAS TUTELAS DE


URGÊNCIAS INCIDENTES SOBRE O CADASTRO DE
INADIMPLENTES (Temas: 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

RESPONSABILIDADE E PRAZO PARA RETIRADA DO NOME DO DEVEDOR


DE CADASTRO DE ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, APÓS EFETUADO
O PAGAMENTO DO DÉBITO (Tema: 735)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 548

POSSIBILIDADE DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DECORRENTE DA


INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR NOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO
CRÉDITO, COM AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA, EXCETO NA
HIPÓTESE DE PREEXISTIR REGULAR INSCRIÇÃO (Temas: 37, 38, 40, 41)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

DISPENSABILIDADE DO AVISO DE RECEBIMENTO (AR) NA CARTA DE


COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR SOBRE A NEGATIVAÇÃO DE SEU NOME
EM CADASTRO DE INADIMPLENTES (Tema: 59)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 404

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0597, publicado em 15 de março de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0470, publicado em 29 de abril de 2011.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO


CRÉDITO POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES
EM BANCO DE DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE PROTESTO (Tema: 806)
Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de abril de 2016.

ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL EM AÇÃO DE


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS RESULTANTES DA AUSÊNCIA DE
NOTIFICAÇÃO PRÉVIA DO CORRENTISTA ACERCA DE SUA INSCRIÇÃO NO
CADASTRO DE EMITENTES DE CHEQUES SEM FUNDOS - CCF (Tema: 874)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 572

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

NÃO CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL POR INSCRIÇÃO


INDEVIDA COMANDADA PELO CREDOR EM CADASTRO DE PROTEÇÃO AO
CRÉDITO, QUANDO PREEXISTENTE LEGÍTIMA INSCRIÇÃO (Tema: 922)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de
2016.

LEGITIMIDADE PASSIVA DOS ÓRGÃOS MANTENEDORES DE CADASTROS


PARA AS AÇÕES QUE BUSCAM A REPARAÇÃO DOS DANOS MORAIS E
MATERIAIS DECORRENTES DA INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR EM
SEUS CADASTROS RESTRITIVOS, SEM PRÉVIA NOTIFICAÇÃO (Temas: 37,
38, 40, 41)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de


2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0301, publicado em 20 de outubro de 2006.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO


CRÉDITO POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES
EM BANCO DE DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO DO
JUDICIÁRIO (Tema: 793)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

10) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado
o direito ao cancelamento.(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 -
TEMA 41) (Súmula n. 385/STJ)

Acórdãos
AgRg no AREsp 677463/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no REsp 1518352/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 19/05/2015
AgRg no REsp 1502831/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 20/05/2015
AgRg no AREsp 477143/MS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 06/05/2015
AgRg no REsp 1440505/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 17/03/2015, DJE 23/03/2015
AgRg no AREsp 645529/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/03/2015, DJE 18/03/2015
AgRg no AREsp 560188/MG, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/02/2015, DJE 20/02/2015
AgRg no AREsp 055064/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 076940/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE 25/09/2014
AgRg no AREsp 215440/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 13/08/2013, DJE 23/08/2013

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 385

DIREITO DO CONSUMIDOR

SERVIÇO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO

Súmula 385 - Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o
direito ao cancelamento. (Súmula 385, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 27/05/2009,
DJe 08/06/2009)
11) A agência de turismo que comercializa pacotes de viagens responde
solidariamente, nos termos do art. 14 do CDC, pelos defeitos na prestação dos
serviços que integram o pacote.

Acórdãos

AgRg no AREsp 461448/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 09/12/2014, DJE 16/12/2014
AgRg no REsp 1453920/CE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no Ag 1319480/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/02/2014, DJE 14/03/2014
REsp 1102849/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
17/04/2012, DJE 26/04/2012
REsp 888751/BA, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
25/10/2011, DJE 27/10/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 604471/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado em


24/02/2015, Publicado em 05/03/2015
AREsp 564388/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,
Julgado em 30/09/2014, Publicado em 06/10/2014
AREsp 310120/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 08/10/2013, Publicado em 21/10/2013
AREsp 037859/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 06/09/2013, Publicado em 27/09/2013

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)
CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência


de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes
ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 595

DIREITO DO CONSUMIDOR

RESPONSABILIDADE OBJETIVA

Súmula 595 - As instituições de ensino superior respondem


objetivamente pelos danos suportados pelo aluno/consumidor pela
realização de curso não reconhecido pelo Ministério da Educação, sobre
o qual não lhe tenha sido dada prévia e adequada informação. (Súmula
595, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 25/10/2017, DJe 06/11/2017)

 Súmula Anotada n. 479

DIREITO CIVIL

RESPONSABILIDADE CIVIL

Súmula 479 - As instituições financeiras respondem objetivamente pelos


danos gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados
por terceiros no âmbito de operações bancárias. (Súmula 479, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 27/06/2012, DJe 01/08/2012)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de fevereiro de
2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de fevereiro de


2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de agosto de


2015.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de agosto de


2015.
 Informativo de Jurisprudência n. 0626, publicado em 15 de junho de 2018.

Informativo nº 0626
Publicação: 15 de junho de 2018.

TERCEIRA TURMA

Processo REsp 673.048-RS, Rel. Min. Marco Aurélio


Bellizze, por unanimidade, julgado em 08/05/2018,
DJe 18/05/2018

Ramo do Direito DIREITO CONSTITUCIONAL, DIREITO DO


CONSUMIDOR, DIREITO INTERNACIONAL

Tema Juízo de retratação. Ação indenizatória. Extravio


de bagagem. Responsabilidade das
transportadoras aéreas de passageiros.
Indenização tarifada. Preponderância das
Convenções de Varsóvia e Montreal em relação ao
Código de Defesa do Consumidor.

Destaque

Em adequação ao entendimento do Supremo Tribunal Federal, é


possível a limitação, por legislação internacional espacial, do direito do
passageiro à indenização por danos materiais decorrentes de extravio
de bagagem.

Informações do Inteiro Teor


A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça, em juízo de retratação
(art. 1.040, II, do CPC/2015), reformou decisão antes proferida, tendo
em vista que o Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE
636.331-RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 13/11/2017, firmou
compreensão de que "nos termos do art. 178 da Constituição da
República, as normas e os tratados internacionais limitadores da
responsabilidade das transportadoras aéreas de passageiros,
especialmente as Convenções de Varsóvia e Montreal, têm prevalência
em relação ao Código de Defesa do Consumidor". Constata-se,
portanto, que a antinomia aparente se estabelecia entre o art. 14 do
Código de Defesa do Consumidor, o qual impõe ao fornecedor do
serviço o dever de reparar os danos causados, e o disposto no art. 22
da Convenção de Varsóvia, introduzida no direito pátrio pelo Decreto
20.704, de 24/12/1931, que preestabelece limite máximo para o valor
devido pelo transportador, a título de reparação pelos danos materiais.

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de março de 2018.

Informativo nº 0620
Publicação: 23 de março de 2018.

QUARTA TURMA

Processo REsp 1.378.284-PB, Rel. Min. Luis Felipe


Salomão, por unanimidade, julgado em
08/02/2018, DJe 07/03/2018

Ramo do Direito DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL


CIVIL
Tema Bancorbrás. Hotel conveniado. Má prestação de
serviço. Solidariedade entre todos os integrantes
da cadeia de fornecimento de serviços.
Legitimidade passiva ad causam.

Destaque

A Bancorbrás é parte legítima para figurar no polo passivo de ação


indenizatória de dano moral decorrente de defeito do serviço prestado
por hotel integrante de sua rede conveniada.

Informações do Inteiro Teor

Inicialmente, cumpre salientar que em se tratando de relações


consumeristas, o fato do produto ou do serviço (ou acidente de
consumo) configura-se quando o defeito ultrapassar a esfera
meramente econômica do consumidor, atingindo-lhe a incolumidade
física ou moral, como é o caso analisado, em que consumidor, no
período de lazer programado, fora - juntamente com seus familiares -
submetido a desconforto e aborrecimentos desarrazoados, em virtude
de alojamento, em quarto insalubre, em resort integrante da rede
conveniada da Bancorbrás. Nos termos do caput do artigo 14 do CDC,
o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência
de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre fruição e riscos. Sob essa ótica e
tendo em vista o disposto no parágrafo único do artigo 7º e no § 1º do
artigo 25 do CDC, sobressai a solidariedade entre todos os integrantes
da cadeia de fornecimento de serviços, cabendo direito de regresso (na
medida da participação na causação do evento lesivo) àquele que
reparar os danos suportados pelo consumidor. No contexto analisado, a
Bancorbrás não funciona como mera intermediadora entre os hotéis e
os adquirentes do título do clube de turismo. A intermediação configurar-
se-ia se o contrato fosse fundado na livre escolha do consumidor, sem
qualquer condução ou direcionamento da Bancorbrás. Ao revés, a
escolha do adquirente do título fica limitada aos estabelecimentos
previamente credenciados e contratados pela Bancorbrás, que, em seu
próprio regimento interno, prevê a necessidade de um padrão de
atendimento e de qualidade dos serviços prestados. O caso, portanto,
não pode ser tratado como culpa exclusiva de terceiro, pois o hotel
conveniado integra a cadeia de consumo referente ao serviço
introduzido no mercado pela Bancorbrás. Em verdade, sobressai a
indissociabilidade entre as obrigações de fazer assumidas pela
Bancorbrás e o hotel credenciado. Nesse sentido, evidencia-se que os
prestadores de serviço de hospedagem credenciados funcionam como
verdadeiros prepostos ou representantes autônomos da Bancorbrás, o
que atrai a incidência do artigo 34 do CDC. Deste modo, é de se
reconhecer a legitimidade passiva ad causam da Bancorbrás para
responder por defeito do serviço de hotel conveniado.

 Informativo de Jurisprudência n. 0569, publicado em 21 de outubro de 2015.

Informativo nº 0569
Período: 17 a 30 de setembro de 2015.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL DE


FRANQUEADORA EM FACE DE CONSUMIDOR.

A franqueadora pode ser solidariamente responsabilizada por


eventuais danos causados a consumidor por franqueada. No contrato
de franquia empresarial, estabelece-se um vínculo associativo entre
sociedades empresárias distintas, o qual, conforme a doutrina, caracteriza-
se pelo "uso necessário de bens intelectuais do franqueador (franchisor) e
a participação no aviamento do franqueado (franchise)". Dessa forma,
verifica-se, novamente com base na doutrina, que o contrato de franquia
tem relevância apenas na estrita esfera das empresas contratantes,
traduzindo uma clássica obrigação contratual inter partes. Ademais, o STJ
já decidiu por afastar a incidência do CDC para a disciplina da relação
contratual entre franqueador e franqueado (AgRg no REsp 1.193.293-SP,
Terceira Turma, DJe 11/12/2012; e AgRg no REsp 1.336.491-SP, Quarta
Turma, DJe 13/12/2012). Aos olhos do consumidor, entretanto, trata-se de
mera intermediação ou revenda de bens ou serviços do franqueador, que
é fornecedor no mercado de consumo, ainda que de bens imateriais. Aliás,
essa arquitetura comercial - na qual o consumidor tem acesso a produtos
vinculados a uma empresa terceira, estranha à relação contratual
diretamente estabelecida entre consumidor e vendedor - não é novidade no
cenário consumerista e, além disso, não ocorre apenas nos contratos de
franquia. Desse modo, extraindo-se dos arts. 14 e 18 do CDC a
responsabilização solidária por eventuais defeitos ou vícios de todos que
participem da introdução do produto ou serviço no mercado (REsp
1.058.221-PR, Terceira Turma, DJe 14/10/2011; e REsp 1.309.981-SP,
Quarta Turma, DJe 17/12/2013) - inclusive daqueles que organizem a
cadeia de fornecimento -, as franqueadoras atraem para si
responsabilidade solidária pelos danos decorrentes da inadequação dos
serviços prestados em razão da franquia, tendo em vista que cabe a elas a
organização da cadeia de franqueados do serviço. REsp 1.426.578-SP,
Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, julgado em 23/6/2015, DJe 22/9/2015.

Saiba mais:

 Jurisprudência em Teses

 Legislação Aplicada

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de junho de 2015.


Informativo nº 0562
Período: 18 a 28 de maio de 2015.

QUARTA TURMA

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL DE


TRANSPORTADORA DE PASSAGEIROS E CULPA EXCLUSIVA DO
CONSUMIDOR.

A sociedade empresária de transporte coletivo interestadual não deve


ser responsabilizada pela partida do veículo, após parada obrigatória,
sem a presença do viajante que, por sua culpa exclusiva, não
compareceu para reembarque mesmo após a chamada dos
passageiros, sobretudo quando houve o embarque tempestivo dos
demais. De fato, a responsabilidade decorrente do contrato de transporte
é objetiva, nos termos do art. 37, § 6º, da CF e dos arts. 14 e 22 do CDC,
sendo atribuído ao transportador o dever reparatório quando demonstrado
o nexo causal entre o defeito do serviço e o acidente de consumo (fato do
serviço), do qual somente é passível de isenção quando houver culpa
exclusiva do consumidor ou uma das causas excludentes de
responsabilidade genéricas - força maior ou caso fortuito (arts. 734 e 735
do CC). Deflui do contrato de transporte uma obrigação de resultado que
incumbe ao transportador levar o transportado incólume ao seu destino (art.
730 do CC), sendo certo que a cláusula de incolumidade se refere à
garantia de que a concessionária de transporte irá empreender todos os
esforços possíveis no sentido de isentar o consumidor de perigo e de dano
à sua integridade física, mantendo-o em segurança durante todo o trajeto,
até a chegada ao destino final. Ademais, ao lado do dever principal de
transladar os passageiros e suas bagagens até o local de destino com
cuidado, exatidão e presteza, há o transportador que observar os deveres
secundários de cumprir o itinerário ajustado e o horário marcado, sob pena
de responsabilização pelo atraso ou pela mudança de trajeto. Assim, a
mera partida do coletivo sem a presença do viajante não pode ser
equiparada automaticamente à falha na prestação do serviço, decorrente
da quebra da cláusula de incolumidade, devendo ser analisadas pelas
instâncias ordinárias as circunstâncias fáticas que envolveram o evento,
tais como, quanto tempo o coletivo permaneceu na parada; se ele partiu
antes do tempo previsto ou não; qual o tempo de atraso do passageiro; e
se houve por parte do motorista a chamada dos viajantes para reembarque
de forma inequívoca. O dever de o consumidor cooperar para a normal
execução do contrato de transporte é essencial, impondo-se-lhe, entre
outras responsabilidades, que também esteja atento às diretivas do
motorista em relação ao tempo de parada para descanso, de modo a não
prejudicar os demais passageiros (art. 738 do CC). Nessa linha de
intelecção, a pontualidade é não só um dever do transportador como
também do passageiro. No caso, tendo havido o chamado, bem como o
embarque tempestivo dos demais passageiros, conclui-se pela culpa
exclusiva do passageiro decorrente da falta do dever de cuidado. REsp
1.354.369-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/5/2015, DJe
25/5/2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0559, publicado em 16 de abril de 2015.

Informativo nº 0559
Período: 6 a 16 de abril de 2015.

QUARTA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL DA


EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS E TELÉGRAFOS (ECT) POR
ASSALTO OCORRIDO NO INTERIOR DE BANCO POSTAL.

A ECT é responsável pelos danos sofridos por consumidor que foi


assaltado no interior de agência dos Correios na qual é fornecido o
serviço de banco postal. De início, cumpre esclarecer que a questão
discutida no caso em análise não é a mesma da enfrentada no julgamento
do REsp 1.224.236-RS (DJe 2/4/2014), ocasião na qual a Quarta Turma
afastou a incidência do art. 1º, § 1º, da Lei 7.102/1983 no que toca às
lotéricas, quando atuando na função de correspondente, ao fundamento de
que, apesar de prestarem determinados serviços bancários, não possuem
natureza de instituição financeira. Naquele caso, analisava-se contenda
entre casa lotérica e a Caixa Econômica Federal, na qual se discutia a
relação contratual (seguro) entre elas e a específica relação de permissão
de serviço público, para fins de definir quem seria o responsável pela
segurança do estabelecimento comercial (agência permissionária). Aqui,
ao revés, discute-se a responsabilidade na relação usuário/fornecedor pelo
defeito nos serviços prestados na atividade de banco postal, portanto
durante a relação de consumo entre as partes, não havendo falar em
permissão de serviço público. Posto isso, esclareça-se, por oportuno, que
banco postal (serviço financeiro postal especial), segundo o Banco Central,
é a marca utilizada pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos - ECT
para a atuação, por meio de sua rede de atendimento, como
correspondente contratado de uma instituição financeira. O objetivo dessa
atividade é levar os serviços e produtos bancários mais elementares à
população de localidades desprovidas de referidos benefícios,
proporcionando a inclusão social e acesso ao sistema financeiro,
conferindo maior capilaridade ao atendimento bancário, nada mais sendo
do que uma longa manus das instituições financeiras que não conseguem
atender toda a sua demanda. Efetivamente, é inviável reconhecer a
incidência das especializadas regras de segurança previstas na Lei
7.102/1983 com relação à atuação dos Correios, notadamente a exigência
de requisitos de segurança para funcionamento de estabelecimento que
seja sede de instituição financeira, tais como: equipamentos de filmagem,
vigilância ostensiva, artefatos que retardem a ação de criminosos, cabina
blindada dentre outros. Todavia, não há como obstar a incidência das
regras protetivas do CDC. Com efeito, as contratações tanto dos serviços
postais como dos serviços de banco postal oferecidos pelos Correios
revelam a existência de contrato de consumo, desde que o usuário se
qualifique como "destinatário final" do produto ou serviço. Observe-se, a
propósito, que o fato de uma empresa se inserir na categoria de prestadora
de serviço público ou de exploradora da atividade econômica, por óbvio,
não a afasta das regras próprias do CDC, bastando que seja estabelecida
relação de consumo com seus usuários (art. 3º). Nesse contexto, tanto as
empresas públicas prestadoras de serviços públicos, assim como as
exploradoras da atividade econômica, submetem-se ao regime de
responsabilidade civil objetiva, previsto no art. 14 do CDC. Dessarte,
considerando a existência de relação de consumo na hipótese, bem como
o fato do serviço, resta saber se incide a excludente de responsabilização
pelo rompimento do nexo causal - fortuito externo. No caso do banco postal,
presta-se um serviço cuja natureza traz, em sua essência, risco à
segurança, justamente por tratar de atividade financeira com guarda de
valores e movimentação de numerário, além de diversas outras atividades
tipicamente bancárias, e que, apesar de o correspondente não ser
juridicamente uma instituição financeira para fins de incidência do art. 1°, §
1°, da Lei 7.102/1983, aos olhos do consumidor nada mais é do que um
banco, como o próprio nome revela: "banco postal". Deveras, é assente na
jurisprudência do STJ que, nas discussões a respeito de assaltos dentro de
agências bancárias, sendo o risco inerente à atividade bancária, é a
instituição financeira que deve assumir o ônus desses infortúnios. É que os
"roubos em agências bancárias são eventos previsíveis, não
caracterizando hipótese de força maior, capaz de elidir o nexo de
causalidade, requisito indispensável ao dever de indenizar" (REsp
1.093.617-PE, Quarta Turma, DJe 23/3/2009). Na hipótese, o serviço
prestado pelos Correios foi inadequado e ineficiente, porque descumpriu o
dever de segurança legitimamente esperado pelo consumidor, não
havendo falar em caso fortuito para fins de exclusão da responsabilidade
com rompimento da relação de causalidade, mas sim fortuito interno,
porquanto incide na proteção dos riscos esperados da atividade
empresarial desenvolvida. Ademais, como dito, aos olhos do usuário,
inclusive em razão do nome e da prática comercial, não se pode concluir
de outro modo. Com efeito, o consumidor efetivamente crê que o banco
postal (correspondente bancário) nada mais é do que um banco com
funcionamento dentro de agência dos Correios. De fato, dentro do seu
poder de livremente contratar e oferecer diversos tipos de serviços, ao
agregar a atividade de correspondente bancário ao seu empreendimento,
acaba-se por criar risco inerente à própria atividade das instituições
financeiras, devendo por isso responder pelos danos que essa nova
atribuição tenha gerado aos seus consumidores, uma vez que atraiu para
si o ônus de fornecer a segurança legitimamente esperada para esse tipo
de negócio. REsp 1.183.121-SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado
em 24/2/2015, DJe 7/4/2015.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o


consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as
circunstâncias relevantes, entre as quais:

I - o modo de seu fornecimento;

II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III - a época em que foi fornecido.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0558, publicado em 06 de abril de 2015.

Informativo nº 0558
Período: 19 de março a 6 de abril de 2015.

TERCEIRA TURMA

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE POR


OFENSAS PROFERIDAS POR INTERNAUTA E VEICULADAS EM
PORTAL DE NOTÍCIAS.

A sociedade empresária gestora de portal de notícias que


disponibilize campo destinado a comentários de internautas terá
responsabilidade solidária por comentários, postados nesse campo,
que, mesmo relacionados à matéria jornalística veiculada, sejam
ofensivos a terceiro e que tenham ocorrido antes da entrada em vigor
do marco civil da internet (Lei 12.965/2014). Inicialmente, cumpre
registrar que, de acordo com a classificação dos provedores de serviços na
internet apresentada pela Min. Nancy Andrighi no REsp 1.381.610-RS,
essa sociedade se enquadra nas categorias: provedora de informação -
que produz as informações divulgadas na Internet -, no que tange à matéria
jornalística divulgada no site; e provedora de conteúdo - que disponibiliza
na rede as informações criadas ou desenvolvidas pelos provedores de
informação -, no que tocante às postagens dos usuários. Essa classificação
é importante porque tem reflexos diretos na responsabilidade civil do
provedor. De fato, a doutrina e a jurisprudência do STJ têm se manifestado
pela ausência de responsabilidade dos provedores de conteúdo pelas
mensagens postadas diretamente pelos usuários (REsp 1.338.214-MT,
Terceira Turma, DJe 2/12/2013) e, de outra parte, pela responsabilidade
dos provedores de informação pelas matérias por ele divulgadas (REsp
1.381.610-RS, Terceira Turma, DJe 12/9/2013). Não obstante o
entendimento doutrinário e jurisprudencial contrário à responsabilização
dos provedores de conteúdo pelas mensagens postadas pelos usuários, o
caso em análise traz a particularidade de o provedor ser um portal de
notícias, ou seja, uma sociedade cuja atividade é precisamente o
fornecimento de informações a um vasto público consumidor. Essa
particularidade diferencia o presente caso daqueles outros julgados pelo
STJ, em que o provedor de conteúdo era empresa da área da informática,
como a Google, a Microsoft etc. Efetivamente, não seria razoável exigir que
empresas de informática controlassem o conteúdo das postagens
efetuadas pelos usuários de seus serviços ou aplicativos. Todavia,
tratando-se de uma sociedade que desenvolve atividade jornalística, o
controle do potencial ofensivo dos comentários não apenas é viável, como
necessário, por ser atividade inerente ao objeto da empresa. Ademais, é
fato notório, nos dias de hoje, que as redes sociais contêm um verdadeiro
inconsciente coletivo que faz com que as pessoas escrevam mensagens,
sem a necessária reflexão prévia, falando coisas que normalmente não
diriam. Isso exige um controle por parte de quem é profissional da área de
comunicação, que tem o dever de zelar para que o direito de crítica não
ultrapasse o limite legal consistente no respeito à honra, à privacidade e à
intimidade da pessoa criticada. Assim, a ausência de qualquer controle,
prévio ou posterior, configura defeito do serviço, uma vez que se trata de
relação de consumo. Ressalte-se que o ponto nodal não é apenas a efetiva
existência de controle editorial, mas a viabilidade de ele ser exercido.
Consequentemente, a sociedade deve responder solidariamente pelos
danos causados à vítima das ofensas morais, que, em última análise, é
um bystander, por força do disposto no art. 17 do CDC. Saliente-se que,
tratando-se de uma sociedade que desenvolva atividade jornalística, não
se pode admitir a ausência de qualquer controle sobre as mensagens e
comentários divulgados, porque se mesclam com a própria informação, que
é o objeto central da sua atividade econômica, devendo oferecer a
segurança que dela legitimamente se espera (art. 14, § 1º, do CDC). Cabe
esclarecer que o marco civil da internet (Lei 12.965/2014) não se aplica à
hipótese em apreço, porque os fatos ocorreram antes da entrada em vigor
dessa lei, além de não se tratar da responsabilidade dos provedores de
conteúdo. Consigne-se, finalmente, que a matéria poderia também ter sido
analisada na perspectiva do art. 927, parágrafo único, do CC, que estatuiu
uma cláusula geral de responsabilidade objetiva pelo risco, chegando-se a
solução semelhante à alcançada mediante a utilização do CDC. REsp
1.352.053-AL, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em
24/3/2015, DJe 30/3/2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em 27 de junho de 2014.

Informativo nº 0542
Período: 27 de junho de 2014.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. INCIDÊNCIA DO ART. 27 DO CDC ANTE


A CARACTERIZAÇÃO DE FATO DO SERVIÇO.

Prescreve em cinco anos a pretensão de correntista de obter


reparação dos danos causados por instituição financeira decorrentes
da entrega, sem autorização, de talonário de cheques a terceiro que,
em nome do correntista, passa a emitir várias cártulas sem provisão
de fundos, gerando inscrição indevida em órgãos de proteção ao
crédito. Na hipótese, o serviço mostra-se defeituoso, na medida em que a
instituição financeira não forneceu a segurança legitimamente esperada
pelo correntista. Isso porque constitui fato notório que os talonários de
cheques depositados em agência bancária somente podem ser retirados
pelo próprio correntista, mediante assinatura de documento atestando a
sua entrega, para possibilitar o seu posterior uso. O Banco tem a posse
desse documento, esperando-se dele um mínimo de diligência na sua
guarda e entrega ao seu correntista. A Segunda Seção do STJ, a propósito,
editou recentemente enunciado sumular acerca da responsabilidade civil
das instituições financeiras, segundo o qual as "instituições financeiras
respondem objetivamente pelos danos gerados por fortuito interno relativo
a fraudes e delitos praticados por terceiros no âmbito de operações
bancárias" (Súmula 479). Sendo assim, em face da defeituosa prestação
de serviço pela instituição bancária, não atendendo à segurança
legitimamente esperada pelo consumidor, tem-se a caracterização de fato
do serviço, disciplinado pelo art. 14 do CDC. O STJ, aliás, julgando um caso
semelhante - em que os talões de cheque foram roubados da empresa
responsável pela entrega de talonários -, entendeu tratar-se de hipótese de
defeito na prestação do serviço, aplicando o art. 14 do CDC (REsp
1.024.791-SP, Quarta Turma, DJe 9/3/2009). Ademais, a doutrina,
analisando a falha no serviço de banco de dados, tem interpretado o CDC
de modo a enquadrá-la, também, como fato do serviço. Ante o exposto,
incidindo o art. 14 do CDC, deve ser aplicado, por consequência, o prazo
prescricional previsto no art. 27 do mesmo estatuto legal, segundo o qual
prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados
por fato do serviço, iniciando-se a contagem do prazo a partir do
conhecimento do dano e de sua autoria. REsp 1.254.883-PR, Rel. Min.
Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 3/4/2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0502, publicado em 24 de agosto de 2012.


Informativo nº 0502
Período: 13 a 24 de agosto de 2012.

QUARTA TURMA

RESPONSABILIDADE CIVIL. GESTOR DO FUNDO DERIVATIVO.

A responsabilidade civil não pode ser imputada ao gestor do fundo


derivativo (recorrente); pois, ainda que o CDC seja aplicável à relação
jurídica estabelecida entre ele e o investidor (Súm. n. 297-STJ), não se
pode falar em ofensa ao direito à informação (CDC, art. 8º), em publicidade
enganosa (CDC, art. 37, § 1º) ou em defeito na prestação do serviço por
parte do gestor de negócios (CDC, art. 14, § 1º, II). In casu, o recorrido é
investidor habitual e experiente (analista financeiro), tendo ciência dos
riscos e oscilações de investimento dessa natureza. Ademais, não se pode
alegar defeito na prestação do serviço pelo gestor de negócios porque,
embora remunerado pelo investidor (consumidor) para providenciar as
aplicações mais rentáveis, não assumiu obrigação de resultado,
vinculando-se a lucro certo, mas obrigação de meio, de bem gerir o
investimento, visando à tentativa máxima de obtenção de lucro. Por outro
lado, os fundos derivativos são investimentos agressivos, com alto risco,
podendo proporcionar ganhos relevantes, mas também perdas
substanciais. Dessarte, sendo a perda do investimento um risco que pode,
razoavelmente, ser esperado pelo investidor desse tipo de fundo, não se
pode alegar defeito no serviço, sem que haja culpa por parte do gestor do
fundo. Também, não há como presumir má gestão do fundo, gestão
fraudulenta ou propaganda enganosa, mormente quando as instituições
financeiras são fiscalizadas pelo Bacen, inexistindo indícios de que tenham
descumprido normas e obrigações estipuladas. Os prejuízos havidos
devem ser atribuídos à desvalorização cambial efetivada pelo Governo
Federal em janeiro de 1999, bem assim ao alto grau de risco ínsito às
aplicações em fundos de investimento derivativo. Assim, concluiu-se que a
desvalorização da moeda naquela época é evento equiparável a caso
fortuito e força maior, que foge ao alcance do recorrente. Precedentes
citados: REsp 1.003.893-RJ, DJe 8/9/2010; REsp 343.617-GO, DJ
16/9/2002, e RMS 15.154-PE, DJ 2/12/2002. REsp 799.241-RJ, Rel. Min.
Raul Araújo, julgado em 14/8/2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de setembro de


2009.

Informativo nº 0408
Período: 21 a 25 de setembro de 2009.

QUARTA TURMA

ERRO MÉDICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.

No recurso especial advindo de ação de indenização por danos materiais e


morais por erro do anestesista durante cirurgia plástica, a tese vencedora
inaugurada pelo Min. Luis Felipe Salomão estabeleceu que, incontroversa,
nos autos, a culpa do anestesista pelo erro médico, o que acarretou danos
irreversíveis à paciente (hoje vive em estado vegetativo), essa culpa,
durante a realização do ato cirúrgico, estende-se ao cirurgião chefe, que
responde solidariamente com quem diretamente lhe está subordinado.
Aponta que cabe ao cirurgião chefe a escolha dos profissionais que
participam da sua equipe, podendo até se recusar a trabalhar com
especialistas que não sejam de sua confiança. Consequentemente, explica
que, no caso de equipes médicas formadas para realização de uma
determinada intervenção cirúrgica, o cirurgião chefe, que realiza o
procedimento principal, responde pelos atos de todos os participantes por
ele escolhidos e subordinados a ele, independentemente da
especialização, nos termos do art. 1.521, III, do CC/1916 e art. 932, III, do
CC/2002 c/c com os arts. 25, § 1º, e 34 do CDC. Também ressalta que,
uma vez caracterizada a culpa do médico que atua em determinado serviço
disponibilizado por estabelecimento de saúde (art. 14, § 4º, do CDC),
responde a clínica de forma objetiva e solidária pelos danos decorrentes do
defeito no serviço prestado (art. 14, § 1º, do CDC). Destaca ainda que, em
relação à responsabilidade da clínica no caso dos autos, não se aplica
precedente da Segunda Seção (REsp 908.359-SC, DJe 17/12/2008) sobre
a exclusão da responsabilidade dos hospitais por prestação de serviços
defeituosos realizados por profissionais que nele atuam sem vínculo de
emprego ou subordinação, apenas utilizando suas instalações para
procedimentos cirúrgicos. Na espécie, o contrato de prestação de serviço
foi firmado entre a autora, a clínica e o cirurgião, que é sócio majoritário da
sociedade jurídica, sendo os danos decorrentes da prestação defeituosa do
serviço contratado com a empresa, por isso responde solidariamente a
clínica. Com esse entendimento, a Turma, por maioria, conheceu em parte
do recurso e, nessa parte, deu-lhe provimento, condenando os recorridos,
a clínica e o cirurgião, a pagar danos morais no valor de R$ 100.000, 00,
acrescidos de juros a partir do evento danoso e correção monetária a partir
dessa data e a pagar os danos materiais, que devem ser apurados em
liquidação de sentença por arbitramento, além de honorários advocatícios
de 10% sobre o valor da condenação. Note-se que o anestesista não foi
parte integrante da lide. A tese vencida defendida pelo Min. João Otávio de
Noronha, o Relator originário, consiste em que, diante do desenvolvimento
das especialidades médicas, não se pode atribuir ao cirurgião chefe a
responsabilidade por tudo que ocorre na sala de cirurgia, especialmente
quando comprovado, como no caso, que as complicações deram-se por
erro exclusivo do anestesista, em relação às quais não competia ao
cirurgião intervir, e também afasta a responsabilidade solidária do cirurgião
chefe, porquanto não se pode atribuir responsabilidade solidária pela
escolha de anestesista de renome e qualificado. Por outro lado, o Min. Aldir
Passarinho Junior acompanhou a divergência com ressalvas quanto à tese
da responsabilidade do cirurgião chefe em relação ao anestesista, pois
depende de cada caso. Precedente citado: REsp 258.389-SP, DJ
22/8/2005. REsp 605.435-RJ, Rel. originário Min. João Otávio de
Noronha, Rel. para acórdão Min. Luis Felipe Salomão, julgado em
22/9/2009.
 Informativo de Jurisprudência n. 0390, publicado em 17 de abril de 2009.

Informativo nº 0390
Período: 6 a 17 de abril de 2009.

QUARTA TURMA

RESPONSABILIDADE CIVIL. EMPRESA. VIGILÂNCIA. LEGÍTIMA


DEFESA.

A recorrente, empresa de vigilância, pretende demonstrar que o fato de seu


empregado ter agido em legítima defesa própria, como reconhecido no
procedimento criminal por decisão transitada em julgado, afasta sua
responsabilidade no evento que culminou na morte do companheiro da
recorrida. Pretende, também, que seja reconhecida a inaplicabilidade do
CDC no caso em apreço ou a relação meramente contratual estabelecida
com o banco interessado na lide, o que redundaria no afastamento da
responsabilidade objetiva que lhe foi atribuída nas instâncias ordinárias.
Inicialmente, esclareceu o Min. Relator que a coisa julgada só pode atingir
o réu do processo penal, não os possíveis responsáveis no âmbito cível,
pois a sentença faz coisa julgada entre as partes, não beneficiando nem
prejudicando terceiros (art. 472 do CPC). A decisão na esfera criminal
somente gera influência na jurisdição cível, impedindo a rediscussão do
tema, quando tratar de aspectos comuns às duas jurisdições, ou seja,
quando tratar da materialidade do fato ou da autoria, segundo previsto no
art. 935 do CC/2002 (que repetiu o disposto no art. 1.525 do CC/1916). O
reconhecimento da legítima defesa do vigilante, no juízo criminal, não
implica, automaticamente, a impossibilidade de a parte autora requerer
indenização pelos danos ocorridos, especialmente quando, como no
presente caso, pugna pelo reconhecimento da responsabilidade civil
objetiva do banco e da empresa de vigilância, obrigados em face do risco
da atividade. A relação jurídica existente entre o contratante/usuário de
serviços bancários e a instituição financeira é disciplinada pelo CDC,
conforme decidido pelo STF na ADI 259. Tendo em vista a existência de
defeito no serviço prestado (art. 14, § 1º, do CDC), que ocasionou a morte
do companheiro da autora, aplica-se o disposto no art. 14 do CDC, o qual
prevê a responsabilidade objetiva do banco. Assim, respondem
solidariamente pela indenização todos os responsáveis pelo acidente de
consumo, inclusive os terceiros que prestaram serviço mediante
contratação. Em face do risco profissional da atividade bancária, a
instituição financeira é obrigada pela Lei n. 7.102/1983 a tomar todas as
cautelas necessárias a fim de fornecer segurança a seus clientes e
funcionários. Diante disso, considerando-se as peculiaridades do caso,
bem como os padrões adotados por este Superior Tribunal na fixação do
valor indenizatório a título de danos morais por morte, a Turma reduziu a
indenização arbitrada pelo Tribunal de origem para o valor de R$ 232.500,
00, correspondente a 500 salários mínimos atuais, com os acréscimos
legais a partir desta data. REsp 686.486-RJ, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 14/4/2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de outubro de 2008.

Informativo nº 0370
Período: 29 de setembro a 3 de outubro de 2008.

TERCEIRA TURMA

DANO MORAL. MORTE. MICARETA.

Os recorridos buscaram, da sociedade promotora de eventos, a


indenização por danos morais decorrentes do falecimento de seu filho,
vítima de disparo de arma de fogo ocorrido no interior de bloco
carnavalesco em que desfilava durante uma micareta (réplica em escala
menor do carnaval de Salvador). Alegam que a morte do jovem estaria
diretamente ligada à má prestação de serviços pela recorrente, visto que
deixara de fornecer a segurança adequada ao evento, prometida quando
da comercialização dos abadás (camisolões folgados que identificam o
integrante do bloco). Nesse contexto, ao sopesar as razões recursais, não
há como afastar a relação de causalidade entre o falecimento e a má
prestação do serviço. O principal serviço que faz o consumidor pagar
vultosa soma ao optar por um bloco e não aderir à dita "pipoca" (o cordão
de populares que fica à margem dos blocos fechados) é justamente a
segurança. Esse serviço, se não oferecido da maneira esperada, tal como
na hipótese dos autos, apresenta-se claramente defeituoso nos termos do
art. 14, § 1º, do CDC. Diante da falha no serviço de segurança do bloco,
enquanto não diligenciou impossibilitar o ingresso de pessoa portadora de
arma de fogo na área delimitada por cordão de isolamento aos integrantes
do bloco, não há como constatar a alegada excludente de culpa exclusiva
de terceiro (art. 14, § 3º, II, do mesmo código). Daí que se mantém incólume
a condenação imposta ao recorrente de reparar os danos morais no valor
de sessenta mil reais. REsp 878.265-PB, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 2/10/2008.

§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.

§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:

I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de maio de 2011.

Informativo nº 0472
Período: 9 a 13 de maio de 2011.

TERCEIRA TURMA

INDENIZAÇÃO. ERRO MÉDICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.


HOSPITAL.

Trata-se, na origem, de ação movida pelo ora recorrente, cônjuge da vítima


falecida, contra a clínica, ora recorrida, fornecedora de serviços médico-
hospitalares, postulando indenização por danos materiais e morais. A
alegação central na ação, como causa de pedir, é a ocorrência de defeito
na prestação de serviços consistente em sucessivos erros e omissões dos
médicos prepostos da clínica por um período de quase dois meses, não
chegando ao diagnóstico correto da doença de que era acometida a
paciente, o que culminou em seu óbito. Em primeiro grau, foi indeferida a
denunciação da lide dos médicos prepostos e deferida a inversão do ônus
da prova, com base no art. 6º, VIII, do CDC. A recorrida interpôs agravo de
instrumento ao qual foi dado parcial provimento pelo tribunal a quo,
mantendo o indeferimento da denunciação da lide no caso dos médicos,
mas afastando a inversão do ônus da prova com fundamento na regra do
§ 4º do art. 14 do mesmo diploma legal, por reconhecer como subjetiva a
responsabilidade civil da demandada. No REsp, o recorrente pretende a
aplicação da regra do § 3º do mencionado artigo e, consequentemente, o
restabelecimento da sentença. Portanto, a questão centra-se em definir o
regime jurídico aplicável à responsabilidade civil da clínica recorrida pelos
atos praticados pelos seus prepostos que culminaram na morte da
paciente, esposa do recorrente. A Turma deu provimento ao recurso por
entender que a regra geral do CDC para a responsabilidade pelo fato do
serviço, traçada pelo caput do seu art. 14, é que se trata de
responsabilidade objetiva, ou seja, independente de culpa do fornecedor,
como consignado no próprio enunciado normativo. Observou-se que a
incidência da regra de exceção do § 4º do art. 14 do CDC restringe-se à
responsabilidade civil dos profissionais liberais, não se estendendo aos
demais fornecedores, inclusive aos hospitais e clínicas médicas, a quem se
aplica a regra geral da responsabilidade objetiva, dispensando a
comprovação de culpa. Desse modo, na hipótese, o ônus da prova da
inexistência de defeito na prestação do serviço, por imposição do próprio
legislador, é da clínica recorrida, que, no entanto, poderá excluir a sua
responsabilidade civil mediante a comprovação de que inexistiu defeito na
prestação de serviço, demonstrando ter adimplido corretamente as suas
obrigações em relação à paciente falecida. Ressaltou-se que não havia
necessidade sequer de ser determinada, como fez o magistrado de
primeiro grau, a inversão do ônus da prova com base no art. 6º, VIII, do
CDC, pois essa inversão já fora feita pelo próprio legislador ao estatuir o §
3º do art. 14 do mesmo codex. Trata-se da distinção respectivamente entre
a inversão ope judicis e a operada diretamente pela própria lei (ope
legis). Assim, entendeu-se ter o acórdão recorrido violado texto expresso
em lei, pois a responsabilidade da clínica é objetiva (independentemente
da culpa de seus prepostos no evento), sendo dela o ônus da prova da
inexistência de defeito na prestação dos serviços médicos. Precedente
citado: REsp 696.284-RJ, DJe 18/12/2009. REsp 986.648-PR, Rel. Min.
Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 10/5/2011 (ver Informativo n.
418).

 Informativo de Jurisprudência n. 0404, publicado em 28 de agosto de 2009.

Informativo nº 0404

Período: 24 a 28 de agosto de 2009.

TERCEIRA TURMA

FURTO. SUPERMERCADO. INVERSÃO. PROVA.

A questão em causa cinge-se em determinar se há possibilidade de inverter


o ônus da prova em hipótese de alegação de ocorrência de furto de bolsa
da consumidora, ora recorrente, em interior de supermercado e se há
responsabilidade pelos danos materiais e morais. Ela sustenta ser cabível
tal inversão, com espeque no art. 6º, VIII, do CDC, razão pela qual
incumbiria ao supermercado recorrido demonstrar que não houve o corte
de sua bolsa e o consequente furto no interior do estabelecimento
comercial. O Tribunal a quo deixou de inverter o ônus da prova sob o
fundamento de que o juiz não deve impor à parte o ônus de produção de
prova negativa ou impossível. Contudo, para a Min. Relatora, tal
fundamento não prospera, visto que, atualmente, a máxima de que as
negativas são isentas de prova não é verdadeira, porquanto dizem respeito
tão-somente às negativas indefinidas, ou seja, não abarcam aquelas
relativas, suscetíveis de prova. Ressaltou ainda que, caso se considere a
prova negativa como impossível de ser produzida, o art. 14, § 3º, I, do CDC,
por prever uma hipótese de prova negativa, não teria razão de existir, já
que dispõe que o fornecedor de serviços só não será responsabilizado
quando provar que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste. Assim,
contatada a ausência de prova por parte do recorrido de que a recorrente
não foi furtada e em razão de seu estado de choque, bem como do descaso
dos funcionários daquele estabelecimento diante da comunicação do
ocorrido, a única conclusão plausível é a procedência do pedido de
indenização pelos danos materiais e morais tal como formulado. Aplica-se,
portanto, a responsabilização do fornecedor pelo fato do serviço (art. 14 do
CDC), em razão dos defeitos na prestação desse, ao não fornecer ao
consumidor a segurança que ele legitimamente esperava, fato que causou
danos à recorrente. É de salientar também que o ônus da prova das
excludentes da responsabilidade do fornecedor de serviços, previstas no §
3º do art. 14 do CDC, é do fornecedor por força do art. 12, § 3º, do mesmo
código. Isso posto, a Turma deu provimento ao recurso para condenar o
recorrido ao pagamento da quantia de R$ 50, 00 a título de indenização por
danos materiais e de R$ 3.000, 00 a título de compensação por danos
morais, em favor da recorrente. Precedentes citados: REsp 422.778-SP,
DJ 27/8/2007, e REsp 685.662-RJ, DJ 5/12/2005. REsp 1.050.554-RJ, Rel.
Min. Nancy Andrighi, julgado em 25/8/2009.

II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de março de 2018.

Informativo nº 0620
Publicação: 23 de março de 2018.

QUARTA TURMA
Processo REsp 1.378.284-PB, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, por unanimidade, julgado em
08/02/2018, DJe 07/03/2018

Ramo do Direito DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL


CIVIL

Tema Bancorbrás. Hotel conveniado. Má prestação de


serviço. Solidariedade entre todos os integrantes
da cadeia de fornecimento de serviços.
Legitimidade passiva ad causam.

Destaque

A Bancorbrás é parte legítima para figurar no polo passivo de ação


indenizatória de dano moral decorrente de defeito do serviço prestado
por hotel integrante de sua rede conveniada.

Informações do Inteiro Teor

Inicialmente, cumpre salientar que em se tratando de relações


consumeristas, o fato do produto ou do serviço (ou acidente de
consumo) configura-se quando o defeito ultrapassar a esfera
meramente econômica do consumidor, atingindo-lhe a incolumidade
física ou moral, como é o caso analisado, em que consumidor, no
período de lazer programado, fora - juntamente com seus familiares -
submetido a desconforto e aborrecimentos desarrazoados, em virtude
de alojamento, em quarto insalubre, em resort integrante da rede
conveniada da Bancorbrás. Nos termos do caput do artigo 14 do CDC,
o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência
de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por
defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações
insuficientes ou inadequadas sobre fruição e riscos. Sob essa ótica e
tendo em vista o disposto no parágrafo único do artigo 7º e no § 1º do
artigo 25 do CDC, sobressai a solidariedade entre todos os integrantes
da cadeia de fornecimento de serviços, cabendo direito de regresso (na
medida da participação na causação do evento lesivo) àquele que
reparar os danos suportados pelo consumidor. No contexto analisado, a
Bancorbrás não funciona como mera intermediadora entre os hotéis e
os adquirentes do título do clube de turismo. A intermediação configurar-
se-ia se o contrato fosse fundado na livre escolha do consumidor, sem
qualquer condução ou direcionamento da Bancorbrás. Ao revés, a
escolha do adquirente do título fica limitada aos estabelecimentos
previamente credenciados e contratados pela Bancorbrás, que, em seu
próprio regimento interno, prevê a necessidade de um padrão de
atendimento e de qualidade dos serviços prestados. O caso, portanto,
não pode ser tratado como culpa exclusiva de terceiro, pois o hotel
conveniado integra a cadeia de consumo referente ao serviço
introduzido no mercado pela Bancorbrás. Em verdade, sobressai a
indissociabilidade entre as obrigações de fazer assumidas pela
Bancorbrás e o hotel credenciado. Nesse sentido, evidencia-se que os
prestadores de serviço de hospedagem credenciados funcionam como
verdadeiros prepostos ou representantes autônomos da Bancorbrás, o
que atrai a incidência do artigo 34 do CDC. Deste modo, é de se
reconhecer a legitimidade passiva ad causam da Bancorbrás para
responder por defeito do serviço de hotel conveniado.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de junho de 2015.


Informativo nº 0562
Período: 18 a 28 de maio de 2015.

QUARTA TURMA

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE CIVIL DE


TRANSPORTADORA DE PASSAGEIROS E CULPA EXCLUSIVA DO
CONSUMIDOR.

A sociedade empresária de transporte coletivo interestadual não deve


ser responsabilizada pela partida do veículo, após parada obrigatória,
sem a presença do viajante que, por sua culpa exclusiva, não
compareceu para reembarque mesmo após a chamada dos
passageiros, sobretudo quando houve o embarque tempestivo dos
demais. De fato, a responsabilidade decorrente do contrato de transporte
é objetiva, nos termos do art. 37, § 6º, da CF e dos arts. 14 e 22 do CDC,
sendo atribuído ao transportador o dever reparatório quando demonstrado
o nexo causal entre o defeito do serviço e o acidente de consumo (fato do
serviço), do qual somente é passível de isenção quando houver culpa
exclusiva do consumidor ou uma das causas excludentes de
responsabilidade genéricas - força maior ou caso fortuito (arts. 734 e 735
do CC). Deflui do contrato de transporte uma obrigação de resultado que
incumbe ao transportador levar o transportado incólume ao seu destino (art.
730 do CC), sendo certo que a cláusula de incolumidade se refere à
garantia de que a concessionária de transporte irá empreender todos os
esforços possíveis no sentido de isentar o consumidor de perigo e de dano
à sua integridade física, mantendo-o em segurança durante todo o trajeto,
até a chegada ao destino final. Ademais, ao lado do dever principal de
transladar os passageiros e suas bagagens até o local de destino com
cuidado, exatidão e presteza, há o transportador que observar os deveres
secundários de cumprir o itinerário ajustado e o horário marcado, sob pena
de responsabilização pelo atraso ou pela mudança de trajeto. Assim, a
mera partida do coletivo sem a presença do viajante não pode ser
equiparada automaticamente à falha na prestação do serviço, decorrente
da quebra da cláusula de incolumidade, devendo ser analisadas pelas
instâncias ordinárias as circunstâncias fáticas que envolveram o evento,
tais como, quanto tempo o coletivo permaneceu na parada; se ele partiu
antes do tempo previsto ou não; qual o tempo de atraso do passageiro; e
se houve por parte do motorista a chamada dos viajantes para reembarque
de forma inequívoca. O dever de o consumidor cooperar para a normal
execução do contrato de transporte é essencial, impondo-se-lhe, entre
outras responsabilidades, que também esteja atento às diretivas do
motorista em relação ao tempo de parada para descanso, de modo a não
prejudicar os demais passageiros (art. 738 do CC). Nessa linha de
intelecção, a pontualidade é não só um dever do transportador como
também do passageiro. No caso, tendo havido o chamado, bem como o
embarque tempestivo dos demais passageiros, conclui-se pela culpa
exclusiva do passageiro decorrente da falta do dever de cuidado. REsp
1.354.369-RJ, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 5/5/2015, DJe
25/5/2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0484, publicado em 07 de outubro de 2011.

Informativo nº 0484

Período: 26 de setembro a 7 de outubro de 2011.

QUARTA TURMA

INDENIZAÇÃO. SERVIÇO. PACOTE TURÍSTICO.

Trata-se, na origem, de ação de indenização por danos materiais e morais


contra empresa de turismo, uma vez que os autores-recorrentes sofreram
transtornos e aborrecimentos durante viagem internacional, face ao não
cumprimento de termos do contrato de pacote turístico para assistir a Copa
do Mundo de Futebol realizada na França. O tribunal a quo afastou a
responsabilidade objetiva do fornecedor do serviço ao entender que haveria
culpa exclusiva de terceiro quanto ao fornecimento dos ingressos para o
jogo inaugural da seleção brasileira de futebol e, quanto aos demais fatos
narrados na inicial, não caracterizariam dano moral, mas simples
aborrecimentos, desconfortos insuscetíveis de indenização. Segundo as
instâncias ordinárias, a recorrida deixou os recorrentes sem assistência e
tendo que adotar providências eles próprios quando ocorreram transtornos
na parte aérea do pacote em razão de greve dos aeroviários. Também
houve mudança de itinerários e hospedagem em hotel de categoria inferior
à contratada. A Turma, entre outras questões, assentou que a
jurisprudência do Superior Tribunal é no sentido de que a agência de
turismo que comercializa pacotes de viagem responde solidariamente, nos
termos do art. 14, § 3º, II, do CDC, pelos defeitos na prestação dos serviços
que integram o pacote. Assim, inquestionável o dano moral sofrido pelos
autores recorrentes. A perda do jogo inaugural da seleção brasileira de
futebol no referido torneio, a mudança unilateral de roteiro, com troca de
cidades e a hospedagem em hotéis de categoria inferior ao contratado -
sendo os autores acomodados em hotel de beira de estrada - são
circunstâncias que evidenciam a má prestação do serviço, situações que
não se restringem a um simples aborrecimento de viagem, configurando,
sim, um abalo psicológico ensejador de dano moral. Daí a Turma conheceu
do recurso e deu-lhe parcial provimento para reconhecer a ocorrência de
dano moral, fixando o valor de R$ 20.000, 00 para cada um dos autores,
com correção monetária e juros de mora incidindo a partir da data de
julgamento neste Superior Tribunal, vencido parcialmente o Min. Luis Felipe
Salomão, que fixava os juros a partir da citação. REsp 888.751-BA, Rel.
Min. Raul Araújo, julgado em 27/9/2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0414, publicado em 06 de novembro de


2009.

Informativo nº 0414
Período: 2 a 6 de novembro de 2009.

TERCEIRA TURMA

CARTÃO. CRÉDITO. BLOQUEIO. ADMINISTRADORA.


Trata-se de ação de indenização por danos morais interposta pelo recorrido
contra o banco, em razão dos constrangimentos decorrentes da
impossibilidade de usar seu cartão de crédito pelo bloqueio efetivado pela
administradora. Em seu recurso, a instituição financeira sustenta que a
culpa é exclusiva do consumidor por encontrar-se em atraso no pagamento
da fatura, sendo perfeitamente legal a cláusula que prevê seu bloqueio.
Assim, a questão cinge-se em saber se há vantagem exagerada à
administradora do cartão com a cláusula contratual que permite o bloqueio
temporário em razão do não pagamento da fatura mensal. Para o Min.
Relator, não se verifica a potestatividade apontada pelo Tribunal de origem
na citada cláusula contratual. A cláusula, em verdade, não permite à
administradora bloquear o cartão de crédito do consumidor ao seu
exclusivo talante, mas apenas em razão do descumprimento das
obrigações assumidas pelo consumidor no contrato assinado,
especialmente diante do não pagamento da fatura mensal com as
despesas efetuadas no período. Desse modo, a permissão de bloqueio
temporário do cartão após a verificação de descumprimento contratual pelo
consumidor, não o coloca em sujeição ao puro arbítrio da administradora
(art. 122 do CC/2002). O bloqueio só ocorrerá regularmente se o
consumidor não cumprir suas obrigações contratuais. Afasta-se, portanto,
a alegação de abusividade da cláusula do contrato celebrado entre as
partes e, assim, reconhece-se a regularidade do bloqueio temporário do
cartão do consumidor, uma vez que se encontrava inadimplente. Outro
ponto a ser considerado para a verificação da liceidade da conduta da
administradora diz respeito ao tempo decorrido entre o pagamento da
fatura até o desbloqueio do cartão. O pagamento da fatura, inclusive com
os valores atrasados e encargos, foi efetuado em uma sexta-feira, sendo
que o cartão foi liberado para uso na quarta-feira seguinte, isto é, no terceiro
dia útil, uma vez que o contrato prevê o prazo de até cinco dias para tal.
Prospera, portanto, a tese da administradora recorrente de que agiu no
exercício regular de um direito (art. 188, I, do CC/2002), pois pautou sua
conduta dentro das previsões contratuais e de que os danos decorridos do
bloqueio e a impossibilidade de uso do cartão ocorreram por culpa
exclusiva do consumidor (art. 14, § 3º, do CPC), já que se encontrava
inadimplente e é razoável o tempo gasto para regularização do uso do
cartão após o pagamento efetuado. REsp 770.053-MA, Rel. Min. Sidnei
Beneti, julgado em 3/11/2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de março de 2009.

Informativo nº 0387
Período: 16 a 20 de março de 2009.

QUARTA TURMA

BANCO. ROUBO. COFRE. RESPONSABILIDADE.

No caso, o Tribunal a quo afastou o dano moral, entendendo que o abalo


do roubo de bens depositados em cofre locado em agência bancária
provocado por terceiros, não pode ser atribuído ao banco e, ainda,
reformou o valor indenizatório quanto aos danos materiais, reduzindo-o ao
valor dos bens comprovadamente depositados no cofre pelos autores.
Mesmo assim, o banco recorreu, alegando, no REsp, entre outras teses, a
ilegitimidade ativa de um dos autores, caso fortuito ou força maior.
Esclarece o Min. Relator que esses contratos abrangem a locação e a
prestação de serviço, utilizando-se o cofre para a guarda do que convier ao
locatário, sem prestar contas ao locador. Logo, se um dos locadores
depositou objetos próprios e de sua esposa (que não assinou o contrato de
locação), não há impedimentos. Ademais, a ausência ou presença dessa
esposa na ação não alteraria a demanda, uma vez que eles são casados
no regime de comunhão universal de bens. Nos autos, é incontroverso que
os bens pertenciam à esposa, assim, na verdade, trata-se de bens comuns
do casal. Quanto à tese da culpa exclusiva de terceiro defendida pelo
banco, não poderia prosperar, pois é de responsabilidade do banco a
subtração dos bens mantidos sob sua guarda em cofre alugado em agência
bancária. Trata-se de risco empresarial (art. 927, parágrafo único, do
CC/2002, correspondente ao art. 156 do CC/1916), de modo que o banco
responde pelos danos causados a clientes e a terceiros decorrentes de sua
prática comercial lucrativa. Aplica-se, também, o art. 14 do CDC.
Outrossim, a jurisprudência deste Superior Tribunal firmou-se no sentido de
que roubos em agência bancária são eventos previsíveis. Dessa forma, não
podem caracterizar hipótese de força maior capaz de elidir o nexo de
causalidade. Precedentes citados: REsp 227.364-AL, DJ 11/6/2001, e
REsp 333.211-RJ, DJ 18/3/2002. REsp 1.093.617-PE, Rel. Min. João
Otávio de Noronha, julgado em 17/3/2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de outubro de 2008.


Informativo nº 0370
Período: 29 de setembro a 3 de outubro de 2008.

TERCEIRA TURMA

DANO MORAL. MORTE. MICARETA.

Os recorridos buscaram, da sociedade promotora de eventos, a


indenização por danos morais decorrentes do falecimento de seu filho,
vítima de disparo de arma de fogo ocorrido no interior de bloco
carnavalesco em que desfilava durante uma micareta (réplica em escala
menor do carnaval de Salvador). Alegam que a morte do jovem estaria
diretamente ligada à má prestação de serviços pela recorrente, visto que
deixara de fornecer a segurança adequada ao evento, prometida quando
da comercialização dos abadás (camisolões folgados que identificam o
integrante do bloco). Nesse contexto, ao sopesar as razões recursais, não
há como afastar a relação de causalidade entre o falecimento e a má
prestação do serviço. O principal serviço que faz o consumidor pagar
vultosa soma ao optar por um bloco e não aderir à dita "pipoca" (o cordão
de populares que fica à margem dos blocos fechados) é justamente a
segurança. Esse serviço, se não oferecido da maneira esperada, tal como
na hipótese dos autos, apresenta-se claramente defeituoso nos termos do
art. 14, § 1º, do CDC. Diante da falha no serviço de segurança do bloco,
enquanto não diligenciou impossibilitar o ingresso de pessoa portadora de
arma de fogo na área delimitada por cordão de isolamento aos integrantes
do bloco, não há como constatar a alegada excludente de culpa exclusiva
de terceiro (art. 14, § 3º, II, do mesmo código). Daí que se mantém incólume
a condenação imposta ao recorrente de reparar os danos morais no valor
de sessenta mil reais. REsp 878.265-PB, Rel. Min. Nancy Andrighi,
julgado em 2/10/2008.

§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada


mediante a verificação de culpa.
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0494, publicado em 03 de abril de 2012.

Informativo nº 0494

Período: 26 de março a 3 de abril de 2012.

QUARTA TURMA

RESPONSABILIDADE. PLANO DE SAÚDE. PRESTAÇÃO. SERVIÇO.

Reiterando seu entendimento, a Turma decidiu que a operadora de plano


de saúde é solidariamente responsável pela sua rede de serviços médico-
hospitalar credenciada. Reconheceu-se sua legitimidade passiva para
figurar na ação indenizatória movida por segurado, em razão da má
prestação de serviço por profissional conveniado. Assim, ao selecionar
médicos para prestar assistência em seu nome, o plano de saúde se
compromete com o serviço, assumindo essa obrigação, e por isso tem
responsabilidade objetiva perante os consumidores, podendo em ação
regressiva averiguar a culpa do médico ou do hospital. Precedentes
citados: AgRg no REsp 1.037.348-SP, DJe 17/8/2011; AgRg no REsp
1.029.043-SP, DJe 8/06/2009, e REsp 138.059-MG, DJ 11/6/2001. REsp
866.371-RS, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em 27/3/2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de maio de 2011.

Informativo nº 0472

Período: 9 a 13 de maio de 2011.

TERCEIRA TURMA
INDENIZAÇÃO. ERRO MÉDICO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA.
HOSPITAL.

Trata-se, na origem, de ação movida pelo ora recorrente, cônjuge da vítima


falecida, contra a clínica, ora recorrida, fornecedora de serviços médico-
hospitalares, postulando indenização por danos materiais e morais. A
alegação central na ação, como causa de pedir, é a ocorrência de defeito
na prestação de serviços consistente em sucessivos erros e omissões dos
médicos prepostos da clínica por um período de quase dois meses, não
chegando ao diagnóstico correto da doença de que era acometida a
paciente, o que culminou em seu óbito. Em primeiro grau, foi indeferida a
denunciação da lide dos médicos prepostos e deferida a inversão do ônus
da prova, com base no art. 6º, VIII, do CDC. A recorrida interpôs agravo de
instrumento ao qual foi dado parcial provimento pelo tribunal a quo,
mantendo o indeferimento da denunciação da lide no caso dos médicos,
mas afastando a inversão do ônus da prova com fundamento na regra do
§ 4º do art. 14 do mesmo diploma legal, por reconhecer como subjetiva a
responsabilidade civil da demandada. No REsp, o recorrente pretende a
aplicação da regra do § 3º do mencionado artigo e, consequentemente, o
restabelecimento da sentença. Portanto, a questão centra-se em definir o
regime jurídico aplicável à responsabilidade civil da clínica recorrida pelos
atos praticados pelos seus prepostos que culminaram na morte da
paciente, esposa do recorrente. A Turma deu provimento ao recurso por
entender que a regra geral do CDC para a responsabilidade pelo fato do
serviço, traçada pelo caput do seu art. 14, é que se trata de
responsabilidade objetiva, ou seja, independente de culpa do fornecedor,
como consignado no próprio enunciado normativo. Observou-se que a
incidência da regra de exceção do § 4º do art. 14 do CDC restringe-se à
responsabilidade civil dos profissionais liberais, não se estendendo aos
demais fornecedores, inclusive aos hospitais e clínicas médicas, a quem se
aplica a regra geral da responsabilidade objetiva, dispensando a
comprovação de culpa. Desse modo, na hipótese, o ônus da prova da
inexistência de defeito na prestação do serviço, por imposição do próprio
legislador, é da clínica recorrida, que, no entanto, poderá excluir a sua
responsabilidade civil mediante a comprovação de que inexistiu defeito na
prestação de serviço, demonstrando ter adimplido corretamente as suas
obrigações em relação à paciente falecida. Ressaltou-se que não havia
necessidade sequer de ser determinada, como fez o magistrado de
primeiro grau, a inversão do ônus da prova com base no art. 6º, VIII, do
CDC, pois essa inversão já fora feita pelo próprio legislador ao estatuir o §
3º do art. 14 do mesmo codex. Trata-se da distinção respectivamente entre
a inversão ope judicis e a operada diretamente pela própria lei (ope
legis). Assim, entendeu-se ter o acórdão recorrido violado texto expresso
em lei, pois a responsabilidade da clínica é objetiva (independentemente
da culpa de seus prepostos no evento), sendo dela o ônus da prova da
inexistência de defeito na prestação dos serviços médicos. Precedente
citado: REsp 696.284-RJ, DJe 18/12/2009. REsp 986.648-PR, Rel. Min.
Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 10/5/2011 (ver Informativo n.
418).

 Informativo de Jurisprudência n. 0468, publicado em 08 de abril de 2011.

Informativo nº 0468
Período: 28 de março a 8 de abril de 2011.

QUARTA TURMA

RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. INVERSÃO. ÔNUS.


PROVA.

Cuida-se de REsp interposto contra acórdão em agravo de instrumento


que, em ação de indenização ajuizada pela ora agravada, manteve a
inversão do ônus da prova com fulcro no art. 6º, VIII, do CDC. Para a ação,
alegou a agravada erro médico em procedimento cirúrgico realizado pelo
médico (agravante), arrolado como réu ao lado do hospital onde foi
realizada a cirurgia. Ressalta a Min. Relatora que, segundo a jurisprudência
do STJ, a responsabilidade subjetiva do médico (art. 14, § 4º, do CDC) não
exclui a possibilidade de inversão do ônus da prova, se presentes os
requisitos do art. 6º, VIII, do CDC. Nesse caso, deve o profissional
demonstrar ter agido com respeito às orientações técnicas aplicáveis e ter
adotado as devidas cautelas. Igualmente, explica que a inversão do ônus
da prova não implica procedência do pedido, mas significa apenas que o
juízo de origem, em razão dos elementos de prova já trazidos aos autos e
da situação das partes, considerou presentes os requisitos do art. 6º, VIII,
do CDC (verossimilhança da alegação ou hipossuficiência), os quais não
podem ser revistos em recurso especial (Súm n. 7-STJ). Diante do exposto,
a Turma negou provimento ao agravo regimental. Precedentes citados:
REsp 171.988-RS, DJ 28/6/1999, e REsp 696.284-RJ, DJe
18/12/2009. AgRg no Ag 969.015-SC, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti,
julgado em 7/4/2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0418, publicado em 04 de dezembro de


2009.

Informativo nº 0418

Período: 30 de novembro a 4 de dezembro de 2009.

TERCEIRA TURMA

RESPONSABILIDADE. HOSPITAL. MÉDICO. DIAGNÓSTICO.

A Turma negou provimento ao recurso, reiterando o entendimento de que


se aplica o CDC no que se refere à responsabilidade médica e hospitalar,
cabendo ao hospital a responsabilidade objetiva (CDC art. 14), no caso de
dano material e moral causado a paciente que escolhe o hospital
(emergência) e é atendido por profissional médico integrante, a qualquer
título, de seu corpo clínico, prestando atendimento inadequado, causador
de morte (erro de diagnóstico). Outrossim, responde por culpa subjetiva o
médico, aplicando-se, porém, a inversão do ônus da prova (CDC art. 6º,
VIII). Precedentes citados: REsp 519.310-SP, DJ 24/5/2004; REsp
258.389-SP, DJ 22/8/2005; REsp 908.359-SC, DJe 17/12/2008, e REsp
880.349-MG, DJ 24/9/2007. REsp 696.284-RJ, Rel. Min. Sidnei Beneti,
julgado em 3/12/2009.
 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de setembro de
2009.

Informativo nº 0408

Período: 21 a 25 de setembro de 2009.

QUARTA TURMA

ERRO MÉDICO. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA.

No recurso especial advindo de ação de indenização por danos materiais e


morais por erro do anestesista durante cirurgia plástica, a tese vencedora
inaugurada pelo Min. Luis Felipe Salomão estabeleceu que, incontroversa,
nos autos, a culpa do anestesista pelo erro médico, o que acarretou danos
irreversíveis à paciente (hoje vive em estado vegetativo), essa culpa,
durante a realização do ato cirúrgico, estende-se ao cirurgião chefe, que
responde solidariamente com quem diretamente lhe está subordinado.
Aponta que cabe ao cirurgião chefe a escolha dos profissionais que
participam da sua equipe, podendo até se recusar a trabalhar com
especialistas que não sejam de sua confiança. Consequentemente, explica
que, no caso de equipes médicas formadas para realização de uma
determinada intervenção cirúrgica, o cirurgião chefe, que realiza o
procedimento principal, responde pelos atos de todos os participantes por
ele escolhidos e subordinados a ele, independentemente da
especialização, nos termos do art. 1.521, III, do CC/1916 e art. 932, III, do
CC/2002 c/c com os arts. 25, § 1º, e 34 do CDC. Também ressalta que,
uma vez caracterizada a culpa do médico que atua em determinado serviço
disponibilizado por estabelecimento de saúde (art. 14, § 4º, do CDC),
responde a clínica de forma objetiva e solidária pelos danos decorrentes do
defeito no serviço prestado (art. 14, § 1º, do CDC). Destaca ainda que, em
relação à responsabilidade da clínica no caso dos autos, não se aplica
precedente da Segunda Seção (REsp 908.359-SC, DJe 17/12/2008) sobre
a exclusão da responsabilidade dos hospitais por prestação de serviços
defeituosos realizados por profissionais que nele atuam sem vínculo de
emprego ou subordinação, apenas utilizando suas instalações para
procedimentos cirúrgicos. Na espécie, o contrato de prestação de serviço
foi firmado entre a autora, a clínica e o cirurgião, que é sócio majoritário da
sociedade jurídica, sendo os danos decorrentes da prestação defeituosa do
serviço contratado com a empresa, por isso responde solidariamente a
clínica. Com esse entendimento, a Turma, por maioria, conheceu em parte
do recurso e, nessa parte, deu-lhe provimento, condenando os recorridos,
a clínica e o cirurgião, a pagar danos morais no valor de R$ 100.000, 00,
acrescidos de juros a partir do evento danoso e correção monetária a partir
dessa data e a pagar os danos materiais, que devem ser apurados em
liquidação de sentença por arbitramento, além de honorários advocatícios
de 10% sobre o valor da condenação. Note-se que o anestesista não foi
parte integrante da lide. A tese vencida defendida pelo Min. João Otávio de
Noronha, o Relator originário, consiste em que, diante do desenvolvimento
das especialidades médicas, não se pode atribuir ao cirurgião chefe a
responsabilidade por tudo que ocorre na sala de cirurgia, especialmente
quando comprovado, como no caso, que as complicações deram-se por
erro exclusivo do anestesista, em relação às quais não competia ao
cirurgião intervir, e também afasta a responsabilidade solidária do cirurgião
chefe, porquanto não se pode atribuir responsabilidade solidária pela
escolha de anestesista de renome e qualificado. Por outro lado, o Min. Aldir
Passarinho Junior acompanhou a divergência com ressalvas quanto à tese
da responsabilidade do cirurgião chefe em relação ao anestesista, pois
depende de cada caso. Precedente citado: REsp 258.389-SP, DJ
22/8/2005. REsp 605.435-RJ, Rel. originário Min. João Otávio de
Noronha, Rel. para acórdão Min. Luis Felipe Salomão, julgado em
22/9/2009.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0484, publicado em 07 de outubro de 2011.

Informativo nº 0484
Período: 26 de setembro a 7 de outubro de 2011.

QUARTA TURMA

INDENIZAÇÃO. SERVIÇO. PACOTE TURÍSTICO.

Trata-se, na origem, de ação de indenização por danos materiais e morais contra


empresa de turismo, uma vez que os autores-recorrentes sofreram transtornos e
aborrecimentos durante viagem internacional, face ao não cumprimento de termos
do contrato de pacote turístico para assistir a Copa do Mundo de Futebol realizada
na França. O tribunal a quo afastou a responsabilidade objetiva do fornecedor do
serviço ao entender que haveria culpa exclusiva de terceiro quanto ao fornecimento
dos ingressos para o jogo inaugural da seleção brasileira de futebol e, quanto aos
demais fatos narrados na inicial, não caracterizariam dano moral, mas simples
aborrecimentos, desconfortos insuscetíveis de indenização. Segundo as instâncias
ordinárias, a recorrida deixou os recorrentes sem assistência e tendo que adotar
providências eles próprios quando ocorreram transtornos na parte aérea do pacote
em razão de greve dos aeroviários. Também houve mudança de itinerários e
hospedagem em hotel de categoria inferior à contratada. A Turma, entre outras
questões, assentou que a jurisprudência do Superior Tribunal é no sentido de que a
agência de turismo que comercializa pacotes de viagem responde solidariamente,
nos termos do art. 14, § 3º, II, do CDC, pelos defeitos na prestação dos serviços que
integram o pacote. Assim, inquestionável o dano moral sofrido pelos autores
recorrentes. A perda do jogo inaugural da seleção brasileira de futebol no referido
torneio, a mudança unilateral de roteiro, com troca de cidades e a hospedagem em
hotéis de categoria inferior ao contratado - sendo os autores acomodados em hotel
de beira de estrada - são circunstâncias que evidenciam a má prestação do serviço,
situações que não se restringem a um simples aborrecimento de viagem,
configurando, sim, um abalo psicológico ensejador de dano moral. Daí a Turma
conheceu do recurso e deu-lhe parcial provimento para reconhecer a ocorrência de
dano moral, fixando o valor de R$ 20.000, 00 para cada um dos autores, com
correção monetária e juros de mora incidindo a partir da data de julgamento neste
Superior Tribunal, vencido parcialmente o Min. Luis Felipe Salomão, que fixava os
juros a partir da citação. REsp 888.751-BA, Rel. Min. Raul Araújo, julgado em
27/9/2011.

12) O início da contagem do prazo de decadência para a reclamação de vícios do


produto (art. 26 do CDC) se dá após o encerramento da garantia contratual.

Acórdãos

REsp 984106/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 04/10/2012, DJE 20/11/2012
REsp 547794/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 15/02/2011, DJE 22/02/2011
REsp 1021261/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
20/04/2010, DJE 06/05/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 467098/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 24/03/2015, Publicado em 13/04/2015
REsp 1130418/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
01/12/2014, Publicado em 05/12/2014
AREsp 134469/ES, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 05/09/2014, Publicado em 26/09/2014
REsp 1327725/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 14/08/2014, Publicado em 20/08/2014
Ag 1184262/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
28/03/2012, Publicado em 02/04/2012

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0506, publicado em 17 de outubro de 2012.


Informativo nº 0506

Período: 4 a 17 de outubro de 2012.

QUARTA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. VÍCIO OCULTO. DEFEITO MANIFESTADO APÓS O


TÉRMINO DA GARANTIA CONTRATUAL. OBSERVÂNCIA DA VIDA ÚTIL DO
PRODUTO.

O fornecedor responde por vício oculto de produto durável decorrente da


própria fabricação e não do desgaste natural gerado pela fruição ordinária,
desde que haja reclamação dentro do prazo decadencial de noventa dias após
evidenciado o defeito, ainda que o vício se manifeste somente após o término
do prazo de garantia contratual, devendo ser observado como limite temporal
para o surgimento do defeito o critério de vida útil do bem. O fornecedor não é,
ad aeternum, responsável pelos produtos colocados em circulação, mas sua
responsabilidade não se limita, pura e simplesmente, ao prazo contratual de garantia,
o qual é estipulado unilateralmente por ele próprio. Cumpre ressaltar que, mesmo na
hipótese de existência de prazo legal de garantia, causaria estranheza afirmar que o
fornecedor estaria sempre isento de responsabilidade em relação aos vícios que se
tornaram evidentes depois desse interregno. Basta dizer, por exemplo, que, embora
o construtor responda pela solidez e segurança da obra pelo prazo legal de cinco
anos nos termos do art. 618 do CC, não seria admissível que o empreendimento
pudesse desabar no sexto ano e por nada respondesse o construtor. Com mais
razão, o mesmo raciocínio pode ser utilizado para a hipótese de garantia contratual.
Deve ser considerada, para a aferição da responsabilidade do fornecedor, a natureza
do vício que inquinou o produto, mesmo que tenha ele se manifestado somente ao
término da garantia. Os prazos de garantia, sejam eles legais ou contratuais, visam
a acautelar o adquirente de produtos contra defeitos relacionados ao desgaste
natural da coisa, são um intervalo mínimo de tempo no qual não se espera que haja
deterioração do objeto. Depois desse prazo, tolera-se que, em virtude do uso
ordinário do produto, algum desgaste possa mesmo surgir. Coisa diversa é o vício
intrínseco do produto, existente desde sempre, mas que somente vem a se
manifestar depois de expirada a garantia. Nessa categoria de vício intrínseco,
certamente se inserem os defeitos de fabricação relativos a projeto, cálculo
estrutural, resistência de materiais, entre outros, os quais, em não raras vezes,
somente se tornam conhecidos depois de algum tempo de uso, todavia não decorrem
diretamente da fruição do bem, e sim de uma característica oculta que esteve latente
até então. Cuidando-se de vício aparente, é certo que o consumidor deve exigir a
reparação no prazo de noventa dias, em se tratando de produtos duráveis, iniciando
a contagem a partir da entrega efetiva do bem e não fluindo o citado prazo durante
a garantia contratual. Porém, em se tratando de vício oculto não decorrente do
desgaste natural gerado pela fruição ordinária do produto, mas da própria fabricação,
o prazo para reclamar a reparação se inicia no momento em que ficar evidenciado o
defeito, mesmo depois de expirado o prazo contratual de garantia, devendo ter-se
sempre em vista o critério da vida útil do bem, que se pretende "durável". A doutrina
consumerista - sem desconsiderar a existência de entendimento contrário - tem
entendido que o CDC, no § 3º do art. 26, no que concerne à disciplina do vício oculto,
adotou o critério da vida útil do bem, e não o critério da garantia, podendo o
fornecedor se responsabilizar pelo vício em um espaço largo de tempo, mesmo
depois de expirada a garantia contratual. Assim, independentemente do prazo
contratual de garantia, a venda de um bem tido por durável com vida útil inferior
àquela que legitimamente se esperava, além de configurar um defeito de adequação
(art. 18 do CDC), evidencia uma quebra da boa-fé objetiva, que deve nortear as
relações contratuais, sejam elas de consumo, sejam elas regidas pelo direito comum.
Constitui, em outras palavras, descumprimento do dever de informação e a não
realização do próprio objeto do contrato, que era a compra de um bem cujo ciclo vital
se esperava, de forma legítima e razoável, fosse mais longo. Os deveres anexos,
como o de informação, revelam-se como uma das faces de atuação ou
'operatividade' do princípio da boa-fé objetiva, sendo quebrados com o perecimento
ou a danificação de bem durável de forma prematura e causada por vício de
fabricação. Precedente citado: REsp 1.123.004-DF, DJe 9/12/2011. REsp 984.106-
SC, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 4/10/2012.

13) A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de


veículo ocorridos em seu estacionamento. (Súmula n. 130/STJ).

Acórdãos

AgRg no REsp 1523947/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 590239/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 05/03/2015, DJE 18/03/2015
AgRg no AREsp 603026/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 12/02/2015, DJE 05/03/2015
REsp 1269691/PB, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Rel. p/ Acórdão Ministro
LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado em 21/11/2013, DJE 05/03/2014

Decisões Monocráticas

AREsp 327168/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 23/03/2015, Publicado em 27/03/2015
REsp 1408498/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 03/08/2015, Publicado em 25/08/2015
REsp 1535751/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 15/06/2015, Publicado em 05/08/2015
Rcl 021882/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 29/10/2014, Publicado em 04/11/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 130

DIREITO CIVIL

RESPONSABILIDADE CIVIL

Súmula 130 - A empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou


furto de veículo ocorridos em seu estacionamento. (Súmula 130, SEGUNDA
SEÇÃO, julgado em 29/03/1995, DJ 04/04/1995 p. 8294)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0534, publicado em 26 de fevereiro de 2014.


Informativo nº 0534
Período: 26 de fevereiro de 2014.

QUARTA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. RESPONSABILIDADE DE SHOPPING CENTER


POR TENTATIVA DE ROUBO EM SEU ESTACIONAMENTO.

O shopping center deve reparar o cliente pelos danos morais decorrentes de


tentativa de roubo, não consumado apenas em razão de comportamento do
próprio cliente, ocorrida nas proximidades da cancela de saída de seu
estacionamento, mas ainda em seu interior. Tratando-se de relação de consumo,
incumbe ao fornecedor do serviço e do local do estacionamento o dever de proteger
a pessoa e os bens do consumidor. A sociedade empresária que forneça serviço de
estacionamento aos seus clientes deve responder por furtos, roubos ou latrocínios
ocorridos no interior do seu estabelecimento; pois, em troca dos benefícios
financeiros indiretos decorrentes desse acréscimo de conforto aos consumidores,
assume-se o dever - implícito na relação contratual - de lealdade e segurança, como
aplicação concreta do princípio da confiança. Nesse sentido, conforme a Súmula 130
do STJ, "a empresa responde, perante o cliente, pela reparação de dano ou furto de
veículo ocorrido em seu estacionamento", não sendo possível estabelecer
interpretação restritiva à referida súmula. Ressalte-se que o leitor ótico situado na
saída do estacionamento encontra-se ainda dentro da área do shopping center,
sendo certo que tais cancelas - com controles eletrônicos que comprovam a entrada
do veículo, o seu tempo de permanência e o pagamento do preço - são ali instaladas
no exclusivo interesse da administradora do estacionamento com o escopo precípuo
de evitar o inadimplemento pelo usuário do serviço. Esse controle eletrônico exige
que o consumidor pare o carro, insira o tíquete no leitor ótico e aguarde a subida da
cancela, para que, só então, saia efetivamente da área de proteção, o que, por óbvio,
torna-o mais vulnerável à atuação de criminosos. Ademais, adota-se, como mais
consentânea com os princípios norteadores do direito do consumidor, a interpretação
de que os danos indenizáveis estendem-se também aos danos morais decorrentes
da conduta ilícita de terceiro. Ainda que não haja falar em dano material advindo do
evento fatídico, porquanto não se consumou o roubo, é certo que a aflição e o
sofrimento da recorrida não se encaixam no que se denomina de aborrecimento
cotidiano. E, por óbvio, a caracterização do dano moral não se encontra vinculada à
ocorrência do dano material. REsp 1.269.691-PB, Rel. originária Min. Isabel
Gallotti, Rel. para acórdão Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 21/11/2013.

14) O roubo no interior de estacionamento de veículos, pelo qual seja direta ou


indiretamente responsável a instituição financeira, não caracteriza caso fortuito
ou motivo de força maior capaz de desonerá-la da responsabilidade pelos danos
suportados por seu cliente vitimado, existindo solidariedade se o
estacionamento for explorado por terceiro.

Acórdãos

AgRg no AREsp 613850/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 05/08/2015
AgRg no AREsp 376268/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/02/2014, DJE 06/03/2014
AgRg no AREsp 137354/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 11/02/2014, DJE 19/02/2014
AgRg no AREsp 327434/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 06/08/2013, DJE 29/08/2013
AgRg no AREsp 025280/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/05/2013, DJE 11/06/2013
AgRg no AREsp 175727/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/04/2013, DJE 18/04/2013
REsp 1232795/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
02/04/2013, DJE 10/04/2013
AgRg no AREsp 195736/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 06/11/2012, DJE 13/11/2012
AgRg nos EDcl no REsp 844186/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/06/2012, DJE 29/06/2012

Decisões Monocráticas
AREsp 638649/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
13/02/2015, Publicado em 18/02/2015

15) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições financeiras.


(Súmula n. 297/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 372889/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 05/05/2015, DJE 25/05/2015
REsp 1521393/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 12/05/2015
AgRg no REsp 1484136/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 16/12/2014, DJE 04/02/2015
AgRg no AREsp 223866/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no Ag 1404888/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/11/2014, DJE 10/11/2014
AgRg no REsp 1135068/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/09/2014, DJE 08/09/2014
REsp 1187365/RO, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 22/05/2014, DJE 25/08/2014
AgRg no AREsp 658608/ES, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 17/08/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 297

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Súmula 297 - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições


financeiras. (Súmula 297, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 12/05/2004, DJ
09/09/2004 p. 149)
16) As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos gerados
por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no
âmbito de operações bancárias.(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - TEMA 466) (Súmula n. 479/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 424008/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 12/05/2015, DJE 18/05/2015
AgRg no AREsp 522460/DF, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 07/05/2015
AgRg no AREsp 491894/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/04/2015, DJE 20/04/2015
AgRg no AREsp 602968/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/12/2014, DJE 10/12/2014
AgRg no AREsp 355215/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 26/08/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no AREsp 353681/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 21/08/2014, DJE 01/09/2014
AgRg no AREsp 486966/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/06/2014, DJE 25/06/2014
AgRg no Ag 1388725/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 07/03/2013, DJE 13/03/2013

Decisões Monocráticas

REsp 1486761/AL, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 03/08/2015, Publicado em 14/08/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 479


DIREITO CIVIL

RESPONSABILIDADE CIVIL

Súmula 479 - As instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos


gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no
âmbito de operações bancárias. (Súmula 479, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
27/06/2012, DJe 01/08/2012)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em 27 de junho de 2014.

Informativo nº 0542
Período: 27 de junho de 2014.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. INCIDÊNCIA DO ART. 27 DO CDC ANTE A


CARACTERIZAÇÃO DE FATO DO SERVIÇO.

Prescreve em cinco anos a pretensão de correntista de obter reparação dos


danos causados por instituição financeira decorrentes da entrega, sem
autorização, de talonário de cheques a terceiro que, em nome do correntista,
passa a emitir várias cártulas sem provisão de fundos, gerando inscrição
indevida em órgãos de proteção ao crédito. Na hipótese, o serviço mostra-se
defeituoso, na medida em que a instituição financeira não forneceu a segurança
legitimamente esperada pelo correntista. Isso porque constitui fato notório que os
talonários de cheques depositados em agência bancária somente podem ser
retirados pelo próprio correntista, mediante assinatura de documento atestando a
sua entrega, para possibilitar o seu posterior uso. O Banco tem a posse desse
documento, esperando-se dele um mínimo de diligência na sua guarda e entrega ao
seu correntista. A Segunda Seção do STJ, a propósito, editou recentemente
enunciado sumular acerca da responsabilidade civil das instituições financeiras,
segundo o qual as "instituições financeiras respondem objetivamente pelos danos
gerados por fortuito interno relativo a fraudes e delitos praticados por terceiros no
âmbito de operações bancárias" (Súmula 479). Sendo assim, em face da defeituosa
prestação de serviço pela instituição bancária, não atendendo à segurança
legitimamente esperada pelo consumidor, tem-se a caracterização de fato do
serviço, disciplinado pelo art. 14 do CDC. O STJ, aliás, julgando um caso semelhante
- em que os talões de cheque foram roubados da empresa responsável pela entrega
de talonários -, entendeu tratar-se de hipótese de defeito na prestação do serviço,
aplicando o art. 14 do CDC (REsp 1.024.791-SP, Quarta Turma, DJe 9/3/2009).
Ademais, a doutrina, analisando a falha no serviço de banco de dados, tem
interpretado o CDC de modo a enquadrá-la, também, como fato do serviço. Ante o
exposto, incidindo o art. 14 do CDC, deve ser aplicado, por consequência, o prazo
prescricional previsto no art. 27 do mesmo estatuto legal, segundo o qual prescreve
em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do serviço,
iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua
autoria. REsp 1.254.883-PR, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em
3/4/2014.

17) A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de contas para


obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos bancários.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 449)(Súmula n.
477/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 242378/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/02/2014, DJE 28/02/2014
REsp 1373391/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
18/06/2013, DJE 01/08/2013
AgRg no AREsp 186901/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 04/06/2013, DJE 13/06/2013
AgRg no REsp 1108567/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/12/2012, DJE 11/12/2012
AgRg no REsp 1064135/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 01/03/2012, DJE 26/03/2012
REsp 1117614/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 10/08/2011, DJE 10/10/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 628486/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA TURMA,


Julgado em 30/06/2015, Publicado em 03/08/2015
REsp 1539279/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
30/06/2015, Publicado em 03/08/2015
AREsp 539511/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 12/11/2014, Publicado em 25/11/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 477

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

Súmula 477 - A decadência do art. 26 do CDC não é aplicável à prestação de


contas para obter esclarecimentos sobre cobrança de taxas, tarifas e encargos
bancários. (Súmula 477, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/06/2012, DJe
19/06/2012)

 Repetitivos Organizados por Assunto


DIREITO DO CONSUMIDOR

AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS

INAPLICABILIDADE DO PRAZO DECADENCIAL DO ART. 26 DO CDC À


PRESTAÇÃO DE CONTAS (Tema: 449)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 477

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR)


- Art. 26

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

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SEÇÃO IV
Da Decadência e da Prescrição

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação


caduca em:

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 477

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 83, publicado em 14 de junho de


2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de setembro de


2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0573, publicado em 16 de dezembro de


2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0557, publicado em 18 de março de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0463, publicado em 18 de fevereiro de


2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0431, publicado em 23 de abril de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0197, publicado em 06 de fevereiro de


2004.

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não


duráveis;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 477

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de fevereiro de
2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0224, publicado em 15 de outubro de 2004.

II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos


duráveis.

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 477

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de fevereiro de


2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0431, publicado em 23 de abril de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0379, publicado em 05 de dezembro de


2008.

§ 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do


produto ou do término da execução dos serviços.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0506, publicado em 17 de outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0205, publicado em 16 de abril de 2004.

§ 2° Obstam a decadência:

I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o


fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente,
que deve ser transmitida de forma inequívoca;

II - (Vetado).

III - a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.


Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de março de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0614, publicado em 22 de novembro de


2017.

§ 3° Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento


em que ficar evidenciado o defeito.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0506, publicado em 17 de outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0243, publicado em 22 de abril de 2005.

 Informativo de Jurisprudência n. 0224, publicado em 15 de outubro de 2004.


DIREITO DO CONSUMIDOR

EDIÇÃO N. 74: DIREITO DO CONSUMIDOR III

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 25/11/2016

1) A relação entre concessionária de serviço público e o usuário final para o


fornecimento de serviços públicos essenciais é consumerista, sendo cabível a
aplicação do Código de Defesa do Consumidor - CDC.

Acórdãos

REsp 1595018/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, Julgado


em 18/08/2016, DJE 29/08/2016
AgRg no REsp 1421766/RS, Rel. Ministro OLINDO MENEZES (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), PRIMEIRA TURMA, Julgado em 17/12/2015,
DJE 04/02/2016
REsp 1396925/MG, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, CORTE ESPECIAL, Julgado
em 05/11/2014, DJE 26/02/2015
AgRg no AREsp 479632/MS, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 03/12/2014
AgRg no AREsp 546265/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 07/10/2014, DJE 15/10/2014
AgRg no AREsp 372327/RJ, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 05/06/2014, DJE 18/06/2014

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.


Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias,


permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são
obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos
essenciais, contínuos.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0593, publicado em 15 de


dezembro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0556, publicado em 04 de


março de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0505, publicado em 03 de


outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0297, publicado em 22 de


setembro de 2006.

 Informativo de Jurisprudência n. 0214, publicado em 25 de


junho de 2004.

 Informativo de Jurisprudência n. 0195, publicado em 12 de


dezembro de 2003.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das


obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a
cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0593, publicado em 15 de


dezembro de 2016.

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros


atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos
e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará
se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

§ 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e


consulta por qualquer interessado.

§ 2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas


no artigo anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste código.

2) As empresas públicas, as concessionárias e as permissionárias prestadoras


de serviços públicos respondem objetivamente pelos danos causados a
terceiros, nos termos do art. 37, §6º da Constituição Federal e dos art. 14 e 22 do
Código de Defesa do Consumidor.

Acórdãos

REsp 974138/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


22/11/2016, DJE 09/12/2016
REsp 1469087/AC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 18/08/2016, DJE 17/11/2016
AgInt no AgRg no Ag 1225135/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 04/08/2016, DJE 12/08/2016
AgRg no AREsp 586409/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 13/08/2015
EREsp 1097266/PB, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 10/12/2014, DJE 24/02/2015
AgRg no AREsp 479632/MS, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 03/12/2014

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência


de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes
ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 595

 Súmula Anotada n. 479

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.
 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de
fevereiro de 2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de


setembro de 2015.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de


agosto de 2015.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de


agosto de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0626, publicado em 15 de


junho de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de


março de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0569, publicado em 21 de


outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0559, publicado em 16 de abril


de 2015.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o


consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as
circunstâncias relevantes, entre as quais:

I - o modo de seu fornecimento;

II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III - a época em que foi fornecido.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0558, publicado em 06 de abril
de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em 27 de


junho de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0502, publicado em 24 de


agosto de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0390, publicado em 17 de abril


de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de


outubro de 2008.

§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.

§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:

I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de


maio de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0404, publicado em 28 de


agosto de 2009.

II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de


março de 2018.
 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de
junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0484, publicado em 07 de


outubro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0414, publicado em 06 de


novembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de


outubro de 2008.

§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada


mediante a verificação de culpa.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0494, publicado em 03 de abril


de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de


maio de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0468, publicado em 08 de abril


de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0418, publicado em 04 de


dezembro de 2009.

Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de setembro de 2009.

 Legislação Aplicada
LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR
REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias,


permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são
obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos
essenciais, contínuos.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0593, publicado em 15 de


dezembro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0556, publicado em 04 de


março de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0505, publicado em 03 de


outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0297, publicado em 22 de


setembro de 2006.

 Informativo de Jurisprudência n. 0214, publicado em 25 de


junho de 2004.
 Informativo de Jurisprudência n. 0195, publicado em 12 de
dezembro de 2003.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das


obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a
cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

3) É obrigatória a restituição em dobro da cobrança indevida de tarifa de água,


esgoto, energia ou telefonia, salvo na hipótese de erro justificável (art. 42,
parágrafo único, do CDC), que não decorra da existência de dolo, culpa ou má-
fé.

Acórdãos

AgRg no AREsp 642115/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,


Julgado em 15/09/2016, DJE 10/10/2016
AgRg no AREsp 672481/RS, Rel. Ministra DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA
CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, Julgado em 04/08/2016, DJE
12/08/2016
AgRg no REsp 1348883/RJ, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 03/03/2016, DJE 11/03/2016
AgRg no AREsp 550660/RJ, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 15/12/2015
AgRg no AgRg no Ag 1269061/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, Julgado em 01/10/2015, DJE 13/10/2015
AgRg no REsp 1525141/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 22/09/2015, DJE 30/09/2015

Saiba mais:

 Legislação Aplicada


LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR
REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

SEÇÃO V

Da Cobrança de Dívidas

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto


a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou
ameaça.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0456, publicado em 19 de


novembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de


outubro de 2008.

 Informativo de Jurisprudência n. 0310, publicado em 23 de


fevereiro de 2007.

 Informativo de Jurisprudência n. 0182, publicado em 05 de


setembro de 2003.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à


repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso,
acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano
justificável.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.
 Informativo de Jurisprudência n. 0594, publicado em 01 de
fevereiro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0589, publicado em 06 de


outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0478, publicado em 24 de


junho de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0456, publicado em 19 de


novembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0440, publicado em 25 de


junho de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0418, publicado em 04 de


dezembro de 2009.

Informativo de Jurisprudência n. 0389, publicado em 03 de abril de 2009.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0440, publicado em 25 de junho de 2010.

Informativo nº 0440
Período: 21 a 25 de junho de 2010.

PRIMEIRA TURMA

CDC. REPETIÇÃO. INDÉBITO.

Cuida-se, na origem, de ação ordinária de restituição de tarifas relativas ao


fornecimento de água e esgoto ajuizada pela ora agravante (Shopping) em razão
de cobrança equivocada da companhia de saneamento no período de agosto de
1983 a dezembro de 1996, lapso em que vigente o Dec. estadual n. 21.123/1983. O
tribunal a quo determinou a devolução do quantum pago indevidamente e afastou a
repetição do indébito em dobro. A agravante sustenta ofensa ao art. 42, parágrafo
único, do CDC, almejando a revisão do julgado quanto à devolução dos valores
cobrados erroneamente a maior, que lhe seriam devidos em dobro. Dessa forma, a
insurgência do Shopping está na restituição simples, pois o tribunal a quo afastou o
pagamento em dobro, sob o fundamento de ser erro justificável por parte da
concessionária de serviço público. Para o Min. Relator, não há como reexaminar a
existência de culpa da concessionária. Entretanto, destacou que, mesmo se
vencido esse óbice, era caso de se negar seguimento ao REsp, visto que somente
se justifica a aplicação do parágrafo único do art. 42 da Lei n. 8.078/1990, quando
ocorre erro injustificável do prestador de serviços, na cobrança dos débitos. No
caso dos autos, não foi comprovada a ocorrência de erro injustificável do prestador
do serviço público, uma vez que a questão referente ao enquadramento de imóveis
comerciais do chamado "regime de economias" ensejou a aplicação de
interpretações divergentes dos dispositivos do Dec. estadual n. 21.123/1983.
Dessarte, não há falar em erro injustificável se a cobrança resulta da adesão do
Poder Público à jurisprudência dos tribunais, ainda mais quando submetida à
controvérsia, hipótese que em nada se identifica com a ocorrência de fato de
terceiro ou a ausência de cautela. Por isso, a Turma negou provimento ao agravo.
Precedentes citados: REsp 528.186-RS, DJ 22/3/2004; REsp 606.360-PR, DJ
1º/2/2006; REsp 710.183-PR, DJ 2/5/2006; AgRg no REsp 932.894-RS, DJe
13/10/2008; REsp 756.973-RS, DJ 16/4/2007; REsp 895.366-RS, DJ 7/5/2007, e
REsp 1.090.398-RS, DJe 11/2/2009. AgRg no REsp 1.155.827-SP, Rel. Min.
Hamilton Carvalhido, julgado em 22/6/2010.

4) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia e


expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável e
sujeito à aplicação de multa administrativa. (Súmula n. 532/STJ)

Acórdãos

EDcl no AREsp 528668/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/08/2014, DJE 26/08/2014
AgRg no AREsp 275047/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 22/04/2014, DJE 29/04/2014
REsp 1261513/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 27/08/2013, DJE 04/09/2013
REsp 1199117/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 18/12/2012, DJE 04/03/2013
AgRg no AREsp 105445/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/06/2012, DJE 22/06/2012
AgRg no AREsp 033418/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 27/03/2012, DJE 09/04/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 532

DIREITO CIVIL

RESPONSABILIDADE CIVIL

Súmula 532 - Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem
prévia e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável
e sujeito à aplicação de multa administrativa. (Súmula 532, CORTE ESPECIAL,
julgado em 03/06/2015, DJe 08/06/2015)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de dezembro de


2015.
DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 48: BANCÁRIO

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 29/10/2015

1) É inviável a utilização da taxa referencial do Sistema Especial de


Liquidação e Custódia SELIC como parâmetro de limitação de juros
remuneratórios dos contratos bancários.

Acórdãos

AgRg no AREsp 287604/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 01/12/2014
AgRg no AREsp 477017/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 13/05/2014, DJE 26/05/2014
AgRg no REsp 844405/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 21/09/2010, DJE 28/09/2010
AgRg no Ag 717521/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/09/2010, DJE 22/09/2010
AgRg no Ag 957344/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/04/2010, DJE 10/05/2010
AgRg no REsp 960880/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, Julgado em 03/12/2009, DJE 18/12/2009
AgRg no Ag 1018106/SE, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/02/2009, DJE 27/02/2009

Decisões Monocráticas

REsp 1394968/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 29/09/2015, Publicado em 28/10/2015
REsp 1348900/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 30/04/2015, Publicado em 08/05/2015
REsp 1469666/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 25/09/2014, Publicado em 19/11/2014
2) Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros
efetivamente contratada - por ausência de pactuação ou pela falta de juntada
do instrumento aos autos -, aplica-se a taxa média de mercado, divulgada
pelo Bacen, praticada nas operações da mesma espécie, salvo se a taxa
cobrada for mais vantajosa para o devedor. (Súmula n. 530/STJ) (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 233)

Acórdãos

REsp 1545140/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


01/09/2015, DJE 05/10/2015
AgRg no REsp 1380528/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/09/2015, DJE 15/09/2015
AgRg no AREsp 577134/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 13/08/2015
AgRg no REsp 1471931/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, Rel. p/ Acórdão
Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, Julgado em
19/03/2015, DJE 09/04/2015
AgRg no REsp 1142409/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 22/10/2013, DJE 28/10/2013
AgRg no Ag 1417040/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/10/2011, DJE 26/10/2011
REsp 1112880/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 12/05/2010, DJE 19/05/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 220771/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 29/10/2015, Publicado em 05/11/2015
REsp 1230729/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
14/10/2015, Publicado em 23/10/2015
AREsp 658333/PR, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, Julgado em 09/09/2015,
Publicado em 21/10/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 530


Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0434, publicado em 14 de


maio de 2010.

3) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia


e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável
e sujeito à aplicação de multa administrativa. (Súmula n. 532/STJ)

Acórdãos

EDcl no AREsp 528668/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/08/2014, DJE 26/08/2014
AgRg no AREsp 275047/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 22/04/2014, DJE 29/04/2014
REsp 1261513/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 27/08/2013, DJE 04/09/2013
REsp 1199117/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 18/12/2012, DJE 04/03/2013
AgRg no AREsp 105445/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/06/2012, DJE 22/06/2012
AgRg no AREsp 033418/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 27/03/2012, DJE 09/04/2012
REsp 1061500/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
04/11/2008, DJE 20/11/2008

Decisões Monocráticas

REsp 1264960/PB, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado


em 10/04/2012, Publicado em 16/04/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 532

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0511, publicado em 06 de


fevereiro de 2013.
4) A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só,
não indica abusividade (Súmula n. 382/STJ). (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/1973 - Tema 25)

Acórdãos

AgRg no AREsp 413345/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 15/10/2015, DJE 22/10/2015
AgRg no REsp 1543201/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 09/10/2015
AgRg no AREsp 613691/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 26/08/2015
AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
REsp 1487562/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/11/2014, DJE 03/06/2015
AgRg no Ag 1369875/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/05/2015, DJE 18/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 617348/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 16/04/2015, DJE 28/04/2015
AgRg no REsp 1466789/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/03/2015, DJE 10/03/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 487704/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 382

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

5) É válido o contrato celebrado em moeda estrangeira desde que no


momento do pagamento se realize a conversão em moeda nacional.
Acórdãos

AgRg no REsp 1299460/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 10/03/2015, DJE 18/03/2015
SEC 011529/EX, Rel. Ministro OG FERNANDES, CORTE ESPECIAL, Julgado em
17/12/2014, DJE 02/02/2015
AgRg no REsp 1265576/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 13/05/2014, DJE 29/05/2014
AgRg no REsp 1342000/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/02/2014, DJE 17/02/2014
AgRg no REsp 660170/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/09/2013, DJE 07/02/2014
REsp 1323219/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 27/08/2013, DJE 26/09/2013
REsp 1212847/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
08/02/2011, DJE 21/02/2011
REsp 885759/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/11/2010, DJE 09/11/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1322899/SE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 23/09/2015, Publicado em 25/09/2015
REsp 1411932/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 17/08/2015, Publicado em 14/09/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0310, publicado em 23 de


fevereiro de 2007.

6) Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da


abusividade das cláusulas. (Súmula n. 381/STJ) (Tese Julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/1973 - Tema 36)

Acórdãos

AgRg no REsp 1419539/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 07/05/2015
AgRg no AREsp 067272/BA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 05/05/2015
AgRg no AREsp 130256/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/03/2015, DJE 17/04/2015
AgRg no REsp 1198163/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/09/2014, DJE 30/09/2014
AgRg no AREsp 475164/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE 26/09/2014
AgRg no REsp 1352847/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/08/2014, DJE 04/09/2014
AgRg nos EDcl nos EDcl no REsp 1194631/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/05/2014, DJE 19/05/2014
AgRg no REsp 1128640/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 17/12/2013, DJE 03/02/2014
AgRg no AREsp 096903/MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 27/03/2012, DJE 12/04/2012
EREsp 720439/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 14/03/2011, DJE 29/03/2011

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 381

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

7) Nos contratos bancários celebrados até 30.4.2008 (fim da vigência da


Resolução CMN 2.303/96) era válida a pactuação das tarifas de abertura de
crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra denominação para o
mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso
concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 618)

Acórdãos

AgRg no AREsp 719675/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 01/10/2015, DJE 13/10/2015
AgRg no REsp 1532484/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AREsp 633598/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 08/09/2015
AgRg no REsp 1502323/PB, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/08/2015, DJE 03/09/2015
AgRg no AREsp 663536/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 28/08/2015
AgRg no AREsp 689735/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 30/06/2015
AgRg no AREsp 123860/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/03/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no REsp 1302552/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no AREsp 095206/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 05/05/2015
AgRg no AREsp 408848/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/09/2014, DJE 26/09/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.

8) O simples fato de os juros remuneratórios contratados serem superiores à


taxa média de mercado, por si só, não configura abusividade.

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 602850/MS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA


TURMA, Julgado em 20/08/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AgRg no AREsp 605021/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS
FERREIRA, QUARTA TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 19/05/2015
AgRg no AREsp 564360/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
AgRg no AREsp 259816/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 07/08/2014, DJE 19/08/2014
AgRg no AREsp 432059/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 11/02/2014, DJE 13/03/2014
AgRg no AREsp 263152/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/02/2014, DJE 10/03/2014
AgRg no Ag 1362391/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/10/2013, DJE 04/11/2013

Decisões Monocráticas

AREsp 776793/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 02/10/2015, Publicado em 14/10/2015
REsp 1535054/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 24/06/2015, Publicado em 30/06/2015

9) A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao


duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva
anual contratada. (Súmula n. 541/STJ)(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - TEMAS 246 e 247)

Acórdãos

AgRg no AREsp 353605/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 23/10/2015
AgRg no AREsp 572596/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 14/10/2015
AgRg no Ag 1240587/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/10/2015, DJE 07/10/2015
AgRg no AREsp 704159/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/09/2015, DJE 14/09/2015
AgRg no AREsp 708135/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 25/08/2015, DJE 31/08/2015
AgRg no AREsp 694489/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 17/08/2015
AgRg no AREsp 448991/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 04/08/2015
AgRg no AgRg no AREsp 597241/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 472504/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 22/04/2014, DJE 16/06/2014
Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 541

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0500, publicado em 29 de


junho de 2012.

10) Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações


Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo
principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais. (Tese julgada sob
o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 621)

Acórdãos

AgRg no REsp 1532484/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AgRg no AREsp 597241/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 264054/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/12/2014, DJE 06/02/2015

Decisões Monocráticas

AREsp 733504/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 07/08/2015, Publicado em 13/08/2015
AREsp 599270/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 03/02/2015, Publicado em 12/02/2015
REsp 1289286/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/04/2014, Publicado em 07/05/2014
AREsp 641017/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 16/06/2015, Publicado em 19/06/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.
11) São inaplicáveis aos juros remuneratórios dos contratos de mútuo
bancário as disposições do art. 591 c/c o art. 406 do CC/02. (Tese julgada sob
rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 26)

Acórdãos

AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1276096/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no AREsp 559866/PR, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/03/2015, DJE 23/03/2015
AgRg no AREsp 574590/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 16/12/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg nos EDcl no AgRg no Ag 1082219/AL, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/10/2012, DJE 19/10/2012
EDcl no Ag 1138693/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 14/04/2011, DJE 29/04/2011
AgRg no REsp 1028453/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
23/11/2010, DJE 09/12/2010
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Decisões Monocráticas

REsp 1475259/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 07/10/2015, Publicado em 04/11/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

12) É admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações


excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a
abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada -
art. 51, §1 º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante às peculiaridades
do julgamento em concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C/1973 - Tema
27)

Acórdãos

AgRg no AREsp 720099/MS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 01/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no REsp 1385348/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 13/08/2015
AgRg no AREsp 615810/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 05/08/2015
AgRg no AREsp 615795/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/05/2015, DJE 20/05/2015
AgRg no AREsp 574590/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 16/12/2014
AgRg no AREsp 548764/MS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/11/2014, DJE 26/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg no AREsp 359847/ES, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/02/2014, DJE 14/02/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

13) Os empréstimos com desconto em folha de pagamento (consignação


facultativa/voluntária) devem limitar-se a 30% (trinta por cento) dos
vencimentos do trabalhador, ante a natureza alimentar do salário e do
princípio da razoabilidade.

Acórdãos

AgRg no AREsp 435294/MG, Rel. Ministro OLINDO MENEZES


(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), PRIMEIRA TURMA,
Julgado em 01/10/2015, DJE 08/10/2015
AgRg nos EDcl no REsp 929439/PE, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, Julgado em
17/09/2015, DJE 08/10/2015
EDcl no REsp 1201838/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 25/08/2015
AgRg no AREsp 314901/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 24/06/2015
AgRg no REsp 979442/MS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, Julgado em 09/06/2015, DJE 19/06/2015
AgRg no AREsp 677476/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/05/2015, DJE 29/05/2015
REsp 1521393/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 12/05/2015
AgRg no AREsp 040721/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/12/2014, DJE 09/12/2014
AgRg no REsp 1455715/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 11/11/2014, DJE 21/11/2014
AgRg no AREsp 488321/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/10/2014, DJE 09/10/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0459, publicado em 10 de


dezembro de 2010.

14) É possível a cobrança de comissão de permanência durante o período da


inadimplência, à taxa média de juros do mercado, limitada ao percentual
previsto no contrato, e desde que não cumulada com outros encargos
moratórios. (Súmula n. 472/STJ)(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - Tema 52)

Acórdãos

AgRg no AREsp 722857/PR, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 15/09/2015, DJE 24/09/2015
AgRg no Ag 1396477/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 19/05/2015, DJE 18/06/2015
AgRg no REsp 1492212/PE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 15/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 613726/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 14/05/2015
AgRg no AREsp 548825/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
EDcl no AREsp 009038/GO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 12/12/2014
AgRg no REsp 1352847/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/08/2014, DJE 04/09/2014
AgRg no REsp 1309365/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 13/08/2012

Decisões Monocráticas

AREsp 746167/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 06/11/2015, Publicado em 10/11/2015
AREsp 220771/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 29/10/2015, Publicado em 05/11/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 472

15) As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições


financeiras e, por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem
as limitações da Lei de Usura. (Súmula n. 283/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 387999/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 05/02/2015, DJE 12/02/2015
AgRg no REsp 1478788/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 16/12/2014, DJE 05/02/2015
AgRg no REsp 1316460/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 23/10/2012, DJE 09/11/2012
AgRg no REsp 1193443/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/10/2012, DJE 10/10/2012
AgRg no Ag 1189694/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 19/04/2012, DJE 22/05/2012
AgRg no REsp 860382/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
09/11/2010, DJE 17/11/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 636464/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 03/09/2015, Publicado em 06/10/2015
REsp 1231441/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 13/03/2015, Publicado em 30/03/2015
AREsp 587084/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 14/10/2014, Publicado em 21/10/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 283

16) As cooperativas de crédito e as sociedades abertas de previdência


privada são equiparadas a instituições financeiras, inexistindo submissão
dos juros remuneratórios cobrados por elas às limitações da Lei de Usura.

Acórdãos

AgRg no REsp 1264108/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 10/03/2015, DJE 19/03/2015
AgRg no REsp 1119309/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/08/2014, DJE 19/08/2014
REsp 1141219/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/04/2014, DJE 12/05/2014
AgRg no REsp 958210/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/05/2011, DJE 06/06/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 288470/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


13/10/2015, Publicado em 26/10/2015
AREsp 679315/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 25/05/2015, Publicado em 03/06/2015
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0539, publicado em 15 de


maio de 2014.

17) As instituições financeiras não se sujeitam à limitação dos juros


remuneratórios estipulada na Lei de Usura (Decreto n. 22.626/33).

Acórdãos

AgRg no REsp 1543201/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 06/10/2015, DJE 09/10/2015
AgRg no AREsp 613691/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 26/08/2015
AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
REsp 1487562/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/11/2014, DJE 03/06/2015
AgRg no Ag 1369875/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/05/2015, DJE 18/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 617348/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 16/04/2015, DJE 28/04/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 487704/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg no REsp 1097450/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 11/06/2013, DJE 19/06/2013
AgRg no AREsp 026267/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 28/05/2013, DJE 17/06/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.
 Informativo de Jurisprudência n. 0511, publicado em 06 de fevereiro de 2013.

Informativo nº 0511
Período: 6 de fevereiro de 2013.

TERCEIRA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. ENVIO DE CARTÃO DE CRÉDITO À RESIDÊNCIA


DO CONSUMIDOR. NECESSIDADE DE PRÉVIA E EXPRESSA SOLICITAÇÃO.

É vedado o envio de cartão de crédito, ainda que bloqueado, à residência do


consumidor sem prévia e expressa solicitação. Essa prática comercial é
considerada abusiva nos moldes do art. 39, III, do CDC, contrariando a boa-fé
objetiva. O referido dispositivo legal tutela os interesses dos consumidores até
mesmo no período pré-contratual, não sendo válido o argumento de que o simples
envio do cartão de crédito à residência do consumidor não configuraria ilícito por
não implicar contratação, mas mera proposta de serviço. REsp 1.199.117-SP, Rel.
Min. Paulo de Tarso Sanseverino, julgado em 18/12/2012.

5) É objetiva a responsabilidade civil das instituições financeiras pelos crimes


ocorridos no interior do estabelecimento bancário por se tratar de risco inerente
à atividade econômica (art. 14 do CDC).

Acórdãos

AgRg no REsp 1353504/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 07/08/2015
REsp 1183121/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 24/02/2015, DJE 07/04/2015
AgRg no AREsp 162062/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 16/12/2014, DJE 19/12/2014
AgRg no AREsp 405583/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 04/02/2014, DJE 21/02/2014
AgRg nos EDcl no AREsp 355050/GO, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 19/11/2013, DJE 03/12/2013
AgRg no REsp 1273445/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 14/02/2012, DJE 02/03/2012

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência


de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos
relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes
ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 595

 Súmula Anotada n. 479

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de


setembro de 2015.
 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de
agosto de 2015.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 39, publicado em 19 de


agosto de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0626, publicado em 15 de


junho de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de


março de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0569, publicado em 21 de


outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0559, publicado em 16 de abril


de 2015.

§ 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o


consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as
circunstâncias relevantes, entre as quais:

I - o modo de seu fornecimento;

II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III - a época em que foi fornecido.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0558, publicado em 06 de abril


de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em 27 de


junho de 2014.
 Informativo de Jurisprudência n. 0502, publicado em 24 de
agosto de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0390, publicado em 17 de abril


de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de


outubro de 2008.

§ 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.

§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:

I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de


maio de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0404, publicado em 28 de


agosto de 2009.

II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0620, publicado em 23 de


março de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0484, publicado em 07 de


outubro de 2011.
 Informativo de Jurisprudência n. 0414, publicado em 06 de
novembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0370, publicado em 03 de


outubro de 2008.

§ 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada


mediante a verificação de culpa.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0494, publicado em 03 de abril


de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0472, publicado em 13 de


maio de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0468, publicado em 08 de abril


de 2011.

RESPONSABILIDADE CIVIL. ERRO MÉDICO. INVERSÃO.


ÔNUS. PROVA.

 Informativo de Jurisprudência n. 0418, publicado em 04 de


dezembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0518, publicado em 15 de maio de 2013.


Informativo nº 0518
Período: 15 de maio de 2013.

TERCEIRA TURMA

DIREITO CIVIL. ILEGITIMIDADE PASSIVA DA CEF EM AÇÃO INDENIZATÓRIA


REFERENTE A DANOS CAUSADOS EM RAZÃO DE ROUBO OCORRIDO NO
INTERIOR DE CASA LOTÉRICA.

A Caixa Econômica Federal não tem legitimidade para figurar no polo passivo
de ação que objetive reparar danos materiais e compensar danos morais
causados por roubo ocorrido no interior de agência lotérica. Com efeito, a
CEF, na qualidade de instituição financeira, poderia ser responsabilizada pelo
eventual descumprimento das imposições legais referentes à adoção de recursos
de segurança específicos para proteção dos estabelecimentos que constituam
sedes de instituições financeiras. Essas específicas determinações legais, contudo,
não alcançam as unidades lotéricas. Em primeiro lugar, porque, a partir da análise
da Circular Caixa n. 539/2011 (itens 4 e 6) - que regulamenta as permissões
lotéricas e delimita a atuação das respectivas unidades -, pode-se inferir que estas,
embora autorizadas a prestar determinados serviços bancários, não possuem
natureza de instituição financeira, já que não realizam as atividades referidas na Lei
n. 4.595/1964 (captação, intermediação e aplicação de recursos financeiros). Em
segundo lugar, porquanto a Lei n. 7.102/1983 - que prevê normas de segurança
para estabelecimentos financeiros - restringe sua aplicabilidade apenas aos
"bancos oficiais ou privados, caixas econômicas, sociedades de crédito,
associações de poupança, suas agências, postos de atendimento, subagências e
seções, assim como as cooperativas singulares de crédito e suas respectivas
dependências" (art. 1°, § 1°). Além disso, a Lei n. 8.987/1995 - que dispõe sobre o
regime de concessão e permissão de serviços públicos - é expressa ao prever que
o permissionário (no particular, a unidade lotérica) deve desempenhar a atividade
que lhe é delegada "por sua conta e risco" (art. 2°, IV). No mesmo sentido,
ademais, o art. 25 da mesma lei impõe ao delegatário a responsabilidade por todos
os prejuízos causados aos usuários ou a terceiros. Assim, como não há qualquer
obrigação legal ou contratual imposta à CEF que conduza à sua responsabilização
por dano causado no interior de unidade lotérica, fica evidente a sua ilegitimidade
passiva em ação que objetive reparar danos materiais e compensar danos morais
causados por roubo ocorrido no interior de unidade lotérica. Por fim, deve-se
ressaltar que a eventual possibilidade de responsabilização subsidiária do
concedente dos serviços públicos prestados pela agência lotérica, verificada
apenas em situações excepcionais, não autoriza, por imperativo lógico decorrente
da natureza de tal espécie de responsabilidade, o ajuizamento de demanda
indenizatória unicamente em face do concedente (nesses casos, a CEF). REsp
1.317.472-RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 5/3/2013.

6) É admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações


excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a
abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada - art.
51, §1 º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante as peculiaridades do
julgamento em concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema
27)

Acórdãos

AgRg no REsp 1398568/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/09/2016, DJE 03/10/2016
AgInt no AREsp 880334/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/09/2016, DJE 12/09/2016
AgRg no AREsp 649935/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 02/08/2016, DJE 16/08/2016
AgInt no AREsp 710019/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 03/05/2016, DJE 06/05/2016
AgRg no AgRg no AREsp 770625/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/02/2016, DJE 07/03/2016
AgRg no AREsp 795320/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 01/03/2016, DJE 04/03/2016
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
22/10/2008, DJE 10/03/2009

Saiba mais:
 Repetitivos Organizados por Assunto

DIREITO BANCÁRIO

CONTRATO BANCÁRIO

CONFIGURAÇÃO DA MORA EM CONTRATOS BANCÁRIOS (Temas: 24, 25,


26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 380

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 16, publicado em 01 de


julho de 2014.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 14, publicado em 04 de


junho de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0501, publicado em 10 de


agosto de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0496, publicado em 04 de


maio de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0436, publicado em 28 de


maio de 2010.

DISPOSIÇÕES DE OFÍCIO EM CONTRATOS BANCÁRIOS (Temas: 24, 25, 26,


27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo


 Súmula Anotada n. 381

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de


dezembro de 2015.

JUROS MORATÓRIOS EM CONTRATOS BANCÁRIOS (Temas: 24, 25, 26, 27,


28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 379

JUROS REMUNERATÓRIOS EM CONTRATOS BANCÁRIOS (Temas: 24, 25,


26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 382

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de


dezembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0539, publicado em 15 de


maio de 2014.

COMISSÃO DE PERMANÊNCIA EM CONTRATOS BANCÁRIOS (Tema: 52)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 472


 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de


dezembro de 2015.

JUROS REMUNERATÓRIOS EM CONTRATOS BANCÁRIOS NOS QUAIS NÃO


HAJA PROVA DA TAXA PACTUADA OU A CLÁUSULA AJUSTADA ENTRE AS
PARTES NÃO TENHA INDICADO O PERCENTUAL A SER
OBSERVADO (Temas: 233, 234)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 530

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de


dezembro de 2015.

POSSIBILIDADE DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS COM PERIODICIDADE


INFERIOR A UM ANO EM CONTRATOS BANCÁRIOS CELEBRADOS APÓS
31/03/2000 (Temas: 246, 247)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 539

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0572, publicado em 02 de


dezembro de 2015.

POSSIBILIDADE DE PACTUAÇÃO DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS EM


PERIODICIDADE INFERIOR À SEMESTRAL EM CONTRATOS DE CRÉDITO
RURAL (Tema: 654)
Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 93

 Pesquisa Pronta

POSSIBILIDADE DE PACTUAÇÃO DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS NOS


CONTRATOS DE MÚTUO (Tema: 953)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 539

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 83, publicado em 14 de


junho de 2017.

INEXISTÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR DO DEVEDOR PARA AJUIZAMENTO


DE AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS EM CONTRATO DE MÚTUO E
FINANCIAMENTO BANCÁRIO (Tema: 528)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Pesquisa Pronta

DESCABIMENTO DA REPETIÇÃO DE INDÉBITO COM OS MESMOS


ENCARGOS DO CONTRATO DE MÚTUO FENERATÍCIO (Tema: 968)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA QUE PREVÊ O RESSARCIMENTO, PELO


CONSUMIDOR, DOS VALORES CORRESPONDENTES AOS SERVIÇOS
PRESTADOS POR TERCEIROS, SEM ESPECIFICAÇÃO DO SERVIÇO A SER
EFETIVAMENTE PRESTADO (Tema: 958)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA QUE PREVÊ O RESSARCIMENTO, PELO


CONSUMIDOR, DA COMISSÃO DO CORRESPONDENTE BANCÁRIO PARA OS
CONTRATOS CELEBRADOS A PARTIR DE 25/02/2011 (Tema: 958)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

VALIDADE DA TARIFA DE AVALIAÇÃO DO BEM DADO EM GARANTIA E DA


CLÁUSULA QUE PREVÊ O RESSARCIMENTO DE DESPESA COM O
REGISTRO DO CONTRATO (Tema: 958)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA QUE PREVÊ O RESSARCIMENTO PELO


CONSUMIDOR DA DESPESA COM O REGISTRO DO PRÉ-GRAVAME EM
CONTRATOS CELEBRADOS A PARTIR DE 25/02/2011 (Tema: 972)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

ABUSIVIDADE DA CLÁUSULA QUE OBRIGA O CONSUMIDOR A CONTRATAR


SEGURO COM A INSTITUIÇÃO FINANCEIRA OU COM SEGURADORA POR
ELA INDICADA (Tema: 972)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

IMPOSSIBILIDADE DE DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA EM VIRTUDE DA


ABUSIVIDADE DE ENCARGOS ACESSÓRIOS (Tema: 972)
Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

SEÇÃO II

Das Cláusulas Abusivas

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais
relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 381

 Súmula Anotada n. 302

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0578, publicado em 06 de abril


de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0570, publicado em 04 de


novembro de 2015.
 Informativo de Jurisprudência n. 0526, publicado em 25 de
setembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0491, publicado em 24 de


fevereiro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0380, publicado em 12 de


dezembro de 2008.

 Informativo de Jurisprudência n. 0282, publicado em 28 de abril


de 2006.

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor


por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem
renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o
fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser
limitada, em situações justificáveis;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0529, publicado em 06 de


novembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0506, publicado em 17 de


outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0283, publicado em 05 de


maio de 2006.

II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos


casos previstos neste código;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 543

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de
fevereiro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de


fevereiro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0441, publicado em 06 de


agosto de 2010.

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o


consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-
fé ou a eqüidade;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 609

 Súmula Anotada n. 543

 Súmula Anotada n. 382

 Súmula Anotada n. 381

 Súmula Anotada n. 302

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0612, publicado em 25 de


outubro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0589, publicado em 06 de


outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0588, publicado em 21 de


setembro de 2016.
 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de
novembro de 2015.

V - (Vetado);

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0591, publicado em 11 de


novembro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0508, publicado em 14 de


novembro de 2012.

VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico


pelo consumidor;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0099, publicado em 08 de


junho de 2001.

IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora


obrigando o consumidor;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de


fevereiro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0441, publicado em 06 de


agosto de 2010.

X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de


maneira unilateral;

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que


igual direito seja conferido ao consumidor;
XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua
obrigação, sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0611, publicado em 11 de


outubro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0574, publicado em 12 de


fevereiro de 2016.

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a


qualidade do contrato, após sua celebração;

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0618, publicado em 23 de


fevereiro de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0414, publicado em 06 de


novembro de 2009.

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias


necessárias.

§ 1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vantagem que:

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 382

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.
 Informativo de Jurisprudência n. 0333, publicado em 28 de
setembro de 2007.

I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0630, publicado em 31 de


agosto de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0423, publicado em 19 de


fevereiro de 2010.

II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do


contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 302

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0506, publicado em 17 de


outubro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0003, publicado em 11 de


dezembro de 1998.

III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a


natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras
circunstâncias peculiares ao caso.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de


fevereiro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0423, publicado em 19 de


fevereiro de 2010.
§ 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,
exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer
ônus excessivo a qualquer das partes.

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0608, publicado em 30 de


agosto de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0569, publicado em 21 de


outubro de 2015.

§ 3° (Vetado).

§ 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente


requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser
declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste
código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e
obrigações das partes.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 48, publicado em 18 de dezembro de


2015.

DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 48: BANCÁRIO


Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 29/10/2015

1) É inviável a utilização da taxa referencial do Sistema Especial de


Liquidação e Custódia SELIC como parâmetro demuneratórios dos contratos
bancários.

Acórdãos

AgRg no AREsp 287604/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 01/12/2014
AgRg no AREsp 477017/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 13/05/2014, DJE 26/05/2014
AgRg no REsp 844405/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 21/09/2010, DJE 28/09/2010
AgRg no Ag 717521/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/09/2010, DJE 22/09/2010
AgRg no Ag 957344/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/04/2010, DJE 10/05/2010
AgRg no REsp 960880/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, Julgado em 03/12/2009, DJE 18/12/2009
AgRg no Ag 1018106/SE, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/02/2009, DJE 27/02/2009

Decisões Monocráticas

REsp 1394968/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 29/09/2015, Publicado em 28/10/2015
REsp 1348900/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 30/04/2015, Publicado em 08/05/2015
REsp 1469666/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 25/09/2014, Publicado em 19/11/2014

2) Nos contratos bancários, na impossibilidade de comprovar a taxa de juros


efetivamente contratada - por ausência de pactuação ou pela falta de juntada
do instrumento aos autos -, aplica-se a taxa média de mercado, divulgada
pelo Bacen, praticada nas operações da mesma espécie, salvo se a taxa
cobrada for mais vantajosa para o devedor. (Súmula n. 530/STJ) (Tese julgada
sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - TEMA 233)

Acórdãos

REsp 1545140/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


01/09/2015, DJE 05/10/2015
AgRg no REsp 1380528/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/09/2015, DJE 15/09/2015
AgRg no AREsp 577134/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 13/08/2015
AgRg no REsp 1471931/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, Rel. p/ Acórdão
Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, Julgado em
19/03/2015, DJE 09/04/2015
AgRg no REsp 1142409/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 22/10/2013, DJE 28/10/2013
AgRg no Ag 1417040/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/10/2011, DJE 26/10/2011
REsp 1112880/PR, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 12/05/2010, DJE 19/05/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 220771/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 29/10/2015, Publicado em 05/11/2015
REsp 1230729/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
14/10/2015, Publicado em 23/10/2015
AREsp 658333/PR, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, Julgado em 09/09/2015,
Publicado em 21/10/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 530

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0434, publicado em 14 de


maio de 2010.
3) Constitui prática comercial abusiva o envio de cartão de crédito sem prévia
e expressa solicitação do consumidor, configurando-se ato ilícito indenizável
e sujeito à aplicação de multa administrativa. (Súmula n. 532/STJ)

Acórdãos

EDcl no AREsp 528668/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/08/2014, DJE 26/08/2014
AgRg no AREsp 275047/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 22/04/2014, DJE 29/04/2014
REsp 1261513/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 27/08/2013, DJE 04/09/2013
REsp 1199117/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 18/12/2012, DJE 04/03/2013
AgRg no AREsp 105445/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/06/2012, DJE 22/06/2012
AgRg no AREsp 033418/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 27/03/2012, DJE 09/04/2012
REsp 1061500/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
04/11/2008, DJE 20/11/2008

Decisões Monocráticas

REsp 1264960/PB, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado


em 10/04/2012, Publicado em 16/04/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 532

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0511, publicado em 06 de


fevereiro de 2013.

4) A estipulação de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano, por si só,


não indica abusividade (Súmula n. 382/STJ). (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/1973 - Tema 25)
Acórdãos

AgRg no AREsp 413345/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 15/10/2015, DJE 22/10/2015
AgRg no REsp 1543201/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 09/10/2015
AgRg no AREsp 613691/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 26/08/2015
AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
REsp 1487562/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/11/2014, DJE 03/06/2015
AgRg no Ag 1369875/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/05/2015, DJE 18/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 617348/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 16/04/2015, DJE 28/04/2015
AgRg no REsp 1466789/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/03/2015, DJE 10/03/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 487704/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 382

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

5) É válido o contrato celebrado em moeda estrangeira desde que no


momento do pagamento se realize a conversão em moeda nacional.

Acórdãos

AgRg no REsp 1299460/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 10/03/2015, DJE 18/03/2015
SEC 011529/EX, Rel. Ministro OG FERNANDES, CORTE ESPECIAL, Julgado em
17/12/2014, DJE 02/02/2015
AgRg no REsp 1265576/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 13/05/2014, DJE 29/05/2014
AgRg no REsp 1342000/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/02/2014, DJE 17/02/2014
AgRg no REsp 660170/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/09/2013, DJE 07/02/2014
REsp 1323219/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 27/08/2013, DJE 26/09/2013
REsp 1212847/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
08/02/2011, DJE 21/02/2011
REsp 885759/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/11/2010, DJE 09/11/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1322899/SE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 23/09/2015, Publicado em 25/09/2015
REsp 1411932/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 17/08/2015, Publicado em 14/09/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0310, publicado em 23 de


fevereiro de 2007.

6) Nos contratos bancários, é vedado ao julgador conhecer, de ofício, da


abusividade das cláusulas. (Súmula n. 381/STJ) (Tese Julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/1973 - Tema 36)

Acórdãos

AgRg no REsp 1419539/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 07/05/2015
AgRg no AREsp 067272/BA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 05/05/2015
AgRg no AREsp 130256/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/03/2015, DJE 17/04/2015
AgRg no REsp 1198163/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/09/2014, DJE 30/09/2014
AgRg no AREsp 475164/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE 26/09/2014
AgRg no REsp 1352847/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/08/2014, DJE 04/09/2014
AgRg nos EDcl nos EDcl no REsp 1194631/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/05/2014, DJE 19/05/2014
AgRg no REsp 1128640/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 17/12/2013, DJE 03/02/2014
AgRg no AREsp 096903/MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 27/03/2012, DJE 12/04/2012
EREsp 720439/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 14/03/2011, DJE 29/03/2011

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 381

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

7) Nos contratos bancários celebrados até 30.4.2008 (fim da vigência da


Resolução CMN 2.303/96) era válida a pactuação das tarifas de abertura de
crédito (TAC) e de emissão de carnê (TEC), ou outra denominação para o
mesmo fato gerador, ressalvado o exame de abusividade em cada caso
concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 618)

Acórdãos

AgRg no AREsp 719675/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 01/10/2015, DJE 13/10/2015
AgRg no REsp 1532484/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AREsp 633598/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 08/09/2015
AgRg no REsp 1502323/PB, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/08/2015, DJE 03/09/2015
AgRg no AREsp 663536/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 28/08/2015
AgRg no AREsp 689735/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 30/06/2015
AgRg no AREsp 123860/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/03/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no REsp 1302552/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no AREsp 095206/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 05/05/2015
AgRg no AREsp 408848/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/09/2014, DJE 26/09/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.

8) O simples fato de os juros remuneratórios contratados serem superiores à


taxa média de mercado, por si só, não configura abusividade.

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 602850/MS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA


TURMA, Julgado em 20/08/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AgRg no AREsp 605021/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS
FERREIRA, QUARTA TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 19/05/2015
AgRg no AREsp 564360/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
AgRg no AREsp 259816/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 07/08/2014, DJE 19/08/2014
AgRg no AREsp 432059/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 11/02/2014, DJE 13/03/2014
AgRg no AREsp 263152/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/02/2014, DJE 10/03/2014
AgRg no Ag 1362391/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/10/2013, DJE 04/11/2013

Decisões Monocráticas

AREsp 776793/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 02/10/2015, Publicado em 14/10/2015
REsp 1535054/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 24/06/2015, Publicado em 30/06/2015

9) A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual superior ao


duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva
anual contratada. (Súmula n. 541/STJ)(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - TEMAS 246 e 247)

Acórdãos

AgRg no AREsp 353605/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 23/10/2015
AgRg no AREsp 572596/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 14/10/2015
AgRg no Ag 1240587/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/10/2015, DJE 07/10/2015
AgRg no AREsp 704159/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/09/2015, DJE 14/09/2015
AgRg no AREsp 708135/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 25/08/2015, DJE 31/08/2015
AgRg no AREsp 694489/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 17/08/2015
AgRg no AREsp 448991/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 04/08/2015
AgRg no AgRg no AREsp 597241/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 472504/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 22/04/2014, DJE 16/06/2014

Saiba mais:
 Súmula Anotada n. 541

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0500, publicado em 29 de


junho de 2012.

10) Podem as partes convencionar o pagamento do Imposto sobre Operações


Financeiras e de Crédito (IOF) por meio de financiamento acessório ao mútuo
principal, sujeitando-o aos mesmos encargos contratuais. (Tese julgada sob
o rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 621)

Acórdãos

AgRg no REsp 1532484/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AgRg no AREsp 597241/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 264054/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/12/2014, DJE 06/02/2015

Decisões Monocráticas

AREsp 733504/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 07/08/2015, Publicado em 13/08/2015
AREsp 599270/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 03/02/2015, Publicado em 12/02/2015
REsp 1289286/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/04/2014, Publicado em 07/05/2014
AREsp 641017/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 16/06/2015, Publicado em 19/06/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.
11) São inaplicáveis aos juros remuneratórios dos contratos de mútuo
bancário as disposições do art. 591 c/c o art. 406 do CC/02. (Tese julgada sob
rito do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 26)

Acórdãos

AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1276096/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/04/2015, DJE 23/04/2015
AgRg no AREsp 559866/PR, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/03/2015, DJE 23/03/2015
AgRg no AREsp 574590/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 16/12/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg nos EDcl no AgRg no Ag 1082219/AL, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/10/2012, DJE 19/10/2012
EDcl no Ag 1138693/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 14/04/2011, DJE 29/04/2011
AgRg no REsp 1028453/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
23/11/2010, DJE 09/12/2010
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Decisões Monocráticas

REsp 1475259/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 07/10/2015, Publicado em 04/11/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

12) É admitida a revisão das taxas de juros remuneratórios em situações


excepcionais, desde que caracterizada a relação de consumo e que a
abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada -
art. 51, §1 º, do CDC) fique cabalmente demonstrada, ante às peculiaridades
do julgamento em concreto. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C/1973 - Tema
27)

Acórdãos

AgRg no AREsp 720099/MS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 01/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no REsp 1385348/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 13/08/2015
AgRg no AREsp 615810/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 05/08/2015
AgRg no AREsp 615795/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/05/2015, DJE 20/05/2015
AgRg no AREsp 574590/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 16/12/2014
AgRg no AREsp 548764/MS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/11/2014, DJE 26/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg no AREsp 359847/ES, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/02/2014, DJE 14/02/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

13) Os empréstimos com desconto em folha de pagamento (consignação


facultativa/voluntária) devem limitar-se a 30% (trinta por cento) dos
vencimentos do trabalhador, ante a natureza alimentar do salário e do
princípio da razoabilidade.

Acórdãos

AgRg no AREsp 435294/MG, Rel. Ministro OLINDO MENEZES


(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TRF 1ª REGIÃO), PRIMEIRA TURMA,
Julgado em 01/10/2015, DJE 08/10/2015
AgRg nos EDcl no REsp 929439/PE, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, Julgado em
17/09/2015, DJE 08/10/2015
EDcl no REsp 1201838/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 25/08/2015
AgRg no AREsp 314901/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 24/06/2015
AgRg no REsp 979442/MS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, Julgado em 09/06/2015, DJE 19/06/2015
AgRg no AREsp 677476/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/05/2015, DJE 29/05/2015
REsp 1521393/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 12/05/2015
AgRg no AREsp 040721/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/12/2014, DJE 09/12/2014
AgRg no REsp 1455715/SC, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 11/11/2014, DJE 21/11/2014
AgRg no AREsp 488321/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/10/2014, DJE 09/10/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0459, publicado em 10 de


dezembro de 2010.

14) É possível a cobrança de comissão de permanência durante o período da


inadimplência, à taxa média de juros do mercado, limitada ao percentual
previsto no contrato, e desde que não cumulada com outros encargos
moratórios. (Súmula n. 472/STJ)(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - Tema 52)

Acórdãos

AgRg no AREsp 722857/PR, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 15/09/2015, DJE 24/09/2015
AgRg no Ag 1396477/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 19/05/2015, DJE 18/06/2015
AgRg no REsp 1492212/PE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 15/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 613726/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 05/05/2015, DJE 14/05/2015
AgRg no AREsp 548825/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
EDcl no AREsp 009038/GO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 12/12/2014
AgRg no REsp 1352847/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/08/2014, DJE 04/09/2014
AgRg no REsp 1309365/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 13/08/2012

Decisões Monocráticas

AREsp 746167/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 06/11/2015, Publicado em 10/11/2015
AREsp 220771/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 29/10/2015, Publicado em 05/11/2015

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 472

15) As empresas administradoras de cartão de crédito são instituições


financeiras e, por isso, os juros remuneratórios por elas cobrados não sofrem
as limitações da Lei de Usura. (Súmula n. 283/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 387999/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 05/02/2015, DJE 12/02/2015
AgRg no REsp 1478788/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 16/12/2014, DJE 05/02/2015
AgRg no REsp 1316460/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 23/10/2012, DJE 09/11/2012
AgRg no REsp 1193443/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/10/2012, DJE 10/10/2012
AgRg no Ag 1189694/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 19/04/2012, DJE 22/05/2012
AgRg no REsp 860382/RJ, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
09/11/2010, DJE 17/11/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 636464/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 03/09/2015, Publicado em 06/10/2015
REsp 1231441/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 13/03/2015, Publicado em 30/03/2015
AREsp 587084/MS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 14/10/2014, Publicado em 21/10/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 283

16) As cooperativas de crédito e as sociedades abertas de previdência


privada são equiparadas a instituições financeiras, inexistindo submissão
dos juros remuneratórios cobrados por elas às limitações da Lei de Usura.

Acórdãos

AgRg no REsp 1264108/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 10/03/2015, DJE 19/03/2015
AgRg no REsp 1119309/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/08/2014, DJE 19/08/2014
REsp 1141219/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/04/2014, DJE 12/05/2014
AgRg no REsp 958210/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/05/2011, DJE 06/06/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 288470/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


13/10/2015, Publicado em 26/10/2015
AREsp 679315/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 25/05/2015, Publicado em 03/06/2015
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0539, publicado em 15 de


maio de 2014.

17) As instituições financeiras não se sujeitam à limitação dos juros


remuneratórios estipulada na Lei de Usura (Decreto n. 22.626/33).

Acórdãos

AgRg no REsp 1543201/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 06/10/2015, DJE 09/10/2015
AgRg no AREsp 613691/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 26/08/2015
AgRg no AREsp 602087/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 07/08/2015
REsp 1487562/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/11/2014, DJE 03/06/2015
AgRg no Ag 1369875/MS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/05/2015, DJE 18/05/2015
AgRg no AgRg no AREsp 617348/MS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 16/04/2015, DJE 28/04/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 487704/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 533578/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/09/2014, DJE 07/10/2014
AgRg no REsp 1097450/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 11/06/2013, DJE 19/06/2013
AgRg no AREsp 026267/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 28/05/2013, DJE 17/06/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0531, publicado em 04 de


dezembro de 2013.
 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de outubro de 2008.

Informativo nº 0373
Período: 20 a 24 de outubro de 2008.

SEGUNDA SEÇÃO

RECURSO REPETITIVO. CONTRATO BANCÁRIO. AÇÃO REVISIONAL.

No julgamento de recurso repetitivo (art. 543-C do CPC), confirmou-se a


pacificação da jurisprudência da Segunda Seção deste Superior Tribunal nas
seguintes questões. Quanto aos juros remuneratórios: 1) as instituições financeiras
não se sujeitam à limitação dos juros remuneratórios estipulada na Lei de Usura
(Dec. n. 22.626/1933), como já dispõe a Súm. n. 596-STF; 2) a simples estipulação
de juros remuneratórios superiores a 12% ao ano não indica abusividade; 3) são
inaplicáveis aos juros remuneratórios dos contratos de mútuo bancário as
disposições do art. 591 c/c o art. 406 do CC/2002; 4) é admitida a revisão das taxas
de juros em situações excepcionais, desde que haja relação de consumo e que a
abusividade (capaz de colocar o consumidor em desvantagem exagerada - art. 51,
§ 1º, do CDC) esteja cabalmente demonstrada, diante das peculiaridades do caso
concreto. Quanto à configuração da mora: 1) afasta a caracterização da mora a
constatação de que foram exigidos encargos abusivos no contrato, durante o
período da normalidade contratual; 2) não afasta a caracterização da mora quando
verificada a simples propositura de ação revisional, nem mesmo quando o
reconhecimento de abusividade incidir sobre os encargos inerentes ao período de
inadimplência contratual. Quanto aos juros moratórios: nos contratos bancários não
alcançados por legislação específica, os juros moratórios poderão ser
convencionados até o limite de 1% ao mês. Quanto à inscrição em cadastro de
inadimplentes: 1) a abstenção da inscrição/manutenção em cadastro de
inadimplentes requerida em antecipação de tutela e/ou medida cautelar, somente
será deferida se, cumulativamente: a) a ação for fundada em questionamento
integral ou parcial do débito; b) ficar demonstrada que a cobrança indevida se
funda na aparência do bom direito e em jurisprudência consolidada do STF ou STJ;
c) for depositada a parcela incontroversa ou prestada a caução fixada conforme o
prudente arbítrio do juiz; 2) a inscrição/manutenção do nome do devedor em
cadastro de inadimplentes decidida na sentença ou no acórdão observará o que for
decidido no mérito do processo. Caracterizada a mora, correta a
inscrição/manutenção. Quanto às disposições de ofício: é vedado aos juízes de
primeiro e segundo graus de jurisdição julgar, com fundamento no art. 51 do CDC,
sem pedido expresso, a abusividade de cláusulas nos contratos bancários. A Min.
Relatora e o Min. Luís Felipe Salomão ficaram vencidos nesse específico ponto.
Anote-se, por último, que as questões a respeito da capitalização dos juros e a
comissão de permanência não foram tratadas. REsp 1.061.530-RS, Rel. Min.
Nancy Andrighi, julgado em 22/10/2008.

7) Não existindo anotação irregular nos órgãos de proteção ao crédito, a mera


cobrança indevida de serviços ao consumidor não gera danos morais
presumidos.

Acórdãos

AgRg no REsp 1526883/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 27/09/2016, DJE 04/10/2016
AgRg no AREsp 673562/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 17/05/2016, DJE 23/05/2016
AgRg no REsp 1486517/RS, Rel. Ministra DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA
CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, Julgado em 03/05/2016, DJE
12/05/2016
REsp 1550509/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no AREsp 651304/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no REsp 1517436/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 13/10/2015, DJE 18/11/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de 2016.


DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 59: CADASTRO DE INADIMPLENTES

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 29/04/2016

1) A inscrição indevida em cadastro de inadimplentes configura dano moral in


re ipsa.

Acórdãos

AgRg no AREsp 821839/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 26/04/2016, DJE 03/05/2016
AgRg no AREsp 838709/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/03/2016, DJE 13/04/2016
REsp 1550509/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no AREsp 796447/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/02/2016, DJE 16/02/2016
AgRg no REsp 1435412/MA, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 729678/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 30/11/2015

2) É possível que o magistrado, no âmbito da execução de alimentos, adote


as medidas executivas do protesto e da inscrição do nome do devedor nos
cadastros de restrição ao crédito, caso se revelem eficazes para o pagamento
da dívida.

Acórdãos

REsp 1469102/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 08/03/2016, DJE 15/03/2016
REsp 1533206/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/11/2015, DJE 01/02/2016
Decisões Monocráticas

AREsp 843654/MT, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


28/04/2016, Publicado em 10/05/2016
REsp 1543050/MG, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 29/04/2016, Publicado em 05/05/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de


abril de 2016.

3) Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor


no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral
e efetivo pagamento do débito. (Súmula n. 548/STJ) (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/73 - Tema 735)

Acórdãos

AgRg no AREsp 783997/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 09/12/2015
AgRg nos EDcl no REsp 1368258/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 13/10/2015, DJE 04/11/2015
AgRg no AREsp 406689/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/05/2015, DJE 11/05/2015
REsp 1424792/BA, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 10/09/2014, DJE 24/09/2014
AgRg no REsp 1047121/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/06/2013, DJE 03/02/2014
REsp 1149998/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 07/08/2012, DJE 15/08/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 548

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Legislação Aplicada
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0548, publicado em 22 de


outubro de 2014.

4) Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a


notificação do devedor antes de proceder à inscrição. (Sumula n. 359/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1538316/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/09/2015, DJE 28/09/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 146564/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 26/08/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no REsp 1411875/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 19/11/2013, DJE 03/12/2013
AgRg no REsp 1389409/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/11/2013, DJE 22/11/2013
AgRg no AREsp 140884/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 15/08/2012
AgRg no REsp 1141864/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 13/08/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 359

 Legislação Aplicada

5) Os órgãos mantenedores de cadastros possuem legitimidade passiva para


as ações que buscam a reparação dos danos morais e materiais decorrentes
da inscrição, sem prévia notificação, do nome de devedor em seus cadastros
restritivos, inclusive quando os dados utilizados para a negativação são
oriundos do CCF do Banco Central ou de outros cadastros mantidos por
entidades diversas. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas
37 e 38)

Acórdãos
AgRg no REsp 1526114/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 28/08/2015
AgRg no REsp 1367998/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/06/2014, DJE 27/06/2014
AgRg no AREsp 502716/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/06/2014, DJE 18/06/2014
EDcl no AREsp 379471/CE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 19/09/2013, DJE 24/09/2013
AgRg no REsp 628205/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/10/2012, DJE 09/10/2012
AgRg no REsp 1133717/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 28/09/2010, DJE 21/10/2010
REsp 1061134/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 10/12/2008, DJE 01/04/2009

6) Somente após a concessão da recuperação judicial, com a homologação


do plano e a novação dos créditos, é possível promover a retirada do nome
da recuperanda dos cadastros de inadimplentes.

Acórdãos

REsp 1374259/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 02/06/2015, DJE 18/06/2015
REsp 1260301/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 14/08/2012, DJE 21/08/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1430988/MT, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 25/06/2015, Publicado em 05/08/2015
AREsp 555308/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 12/03/2015, Publicado em 08/04/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 37, publicado em 24


de junho de 2015.
 Informativo de Jurisprudência n. 0564, publicado em 12 de
agosto de 2015.

7) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição,
ressalvado o direito ao cancelamento. (Súmula n. 385/STJ) (Tese julgada sob
o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 41)

Acórdãos

EDcl no AREsp 709162/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1516602/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 10/03/2016, DJE 16/03/2016
AgRg no REsp 1502587/MG, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no REsp 1158835/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/02/2016, DJE 18/02/2016
AgRg no AREsp 779661/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 19/11/2015, DJE 04/02/2016
AgRg no REsp 1462407/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no AREsp 734256/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/11/2015, DJE 26/11/2015
REsp 1061134/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 10/12/2008, DJE 01/04/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 385

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30


de setembro de 2015.
8) O entendimento da Súmula n. 385/STJ é aplicável às ações opostas em
face do suposto credor que efetivou a inscrição irregular. (Tese julgada sob o
rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 922)

Acórdãos

REsp 1386424/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/


Acórdão Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
27/04/2016, DJE 16/05/2016
EDcl no AREsp 709162/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1158835/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/02/2016, DJE 18/02/2016
AgRg no REsp 1462407/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no REsp 1428143/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/10/2015, DJE 25/11/2015
AgRg no AREsp 754387/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 28/10/2015
AgRg no REsp 1502831/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 20/05/2015

9) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e
cadastros. (Súmula n. 404/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/73 - Tema 59)

Acórdãos

AgRg no AREsp 731577/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 18/02/2016, DJE 24/02/2016
AgRg no AREsp 745160/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 09/09/2015
AgRg no AREsp 655734/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 02/09/2015
AgRg no AREsp 729546/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 24/08/2015
AgRg no AREsp 439026/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
AgRg no AREsp 276030/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/06/2014, DJE 17/06/2014
REsp 1083291/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 09/09/2009, DJE 20/10/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 404

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30


de setembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0470, publicado em 29 de


abril de 2011.

10) É cabível a aplicação de multa diária como meio coercitivo para o


cumprimento de decisão judicial que determina a exclusão ou impede a
inscrição do nome do devedor em cadastro de restrição de crédito.

Acórdãos

AgRg no AREsp 607670/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 18/06/2015, DJE 30/06/2015
AgRg no AREsp 603525/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 07/05/2015, DJE 01/06/2015
AgRg no AREsp 416796/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/02/2015, DJE 18/02/2015
AgRg no AREsp 563376/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/11/2014, DJE 17/11/2014
AgRg no AREsp 014350/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/11/2011, DJE 24/11/2011
REsp 1126715/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
02/09/2010, DJE 21/09/2010

11) Diante da presunção legal de veracidade e publicidade inerente aos


registros do cartório de distribuição judicial e cartório de protesto, a
reprodução objetiva, fiel, atualizada e clara desses dados na base de órgão de
proteção ao crédito - ainda que sem a ciência do consumidor-, não tem o
condão de ensejar obrigação de reparação de danos. (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/73 - Temas 793 e 806)

Acórdãos

AgRg no AREsp 276107/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 19/03/2015, DJE 30/03/2015
REsp 1444469/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 12/11/2014, DJE 16/12/2014
REsp 1344352/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 12/11/2014, DJE 16/12/2014
AgRg nos EDcl nos EDcl no Ag 1351315/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/12/2013, DJE 17/12/2013
AgRg no AREsp 384184/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/10/2013, DJE 24/10/2013
AgRg no AREsp 305765/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/06/2013, DJE 12/06/2013
AgRg na Rcl 011107/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 24/04/2013, DJE 02/05/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0554, publicado em 25 de


fevereiro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0554, publicado em 25 de


fevereiro de 2015.

12) A abstenção da inscrição/manutenção em cadastro de inadimplentes,


requerida em antecipação de tutela e/ou medida cautelar, somente será
deferida se, cumulativamente: a) a ação for fundada em questionamento
integral ou parcial do débito; b) houver demonstração de que a cobrança
indevida se funda na aparência do bom direito e em jurisprudência
consolidada do STF ou STJ; c) houver depósito da parcela incontroversa ou
for prestada a caução fixada conforme o prudente arbítrio do juiz. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 a 34)

Acórdãos

AgRg no AREsp 388912/MT, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 26/04/2016, DJE 04/05/2016
AgRg no AREsp 364851/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1411837/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/06/2015, DJE 19/06/2015
AgRg no AREsp 584200/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 11/11/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no AREsp 537458/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 23/09/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no AREsp 526730/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 05/08/2014, DJE 01/09/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

13) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de


proteção ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente
da prescrição da execução. (Súmula n. 323/STJ)

Acórdãos

AgRg no Ag 713629/ES, Rel. Ministro PAULO FURTADO (DESEMBARGADOR


CONVOCADO DO TJ/BA), TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2009, DJE
04/08/2009
AgRg no Ag 1099452/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 17/02/2009, DJE 05/03/2009
REsp 873690/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 08/11/2006, DJE 10/10/2008
AgRg no REsp 817201/RS, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA
TURMA, Julgado em 12/09/2006, DJ 30/10/2006
REsp 825106/RS, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA,
Julgado em 15/08/2006, DJ 04/09/2006

Decisões Monocráticas

AREsp 105159/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,


Julgado em 01/02/2016, Publicado em 04/02/2016

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0303, publicado em 10 de


novembro de 2006.

14) A inscrição do nome do devedor nos cadastros de inadimplência é ilícita


quando descaracterizada a mora em razão de abusividades na cobrança dos
encargos contratuais no período de normalidade. (Tese julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 e 32)

Acórdãos

AgRg no AgRg nos EDcl no AREsp 677446/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/02/2016, DJE 05/02/2016
AgRg no REsp 1545990/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/12/2015, DJE 09/12/2015
AgRg no AREsp 500011/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 27/10/2015, DJE 03/11/2015
AgRg no AREsp 572596/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 14/10/2015
AgRg no REsp 1077517/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2015, DJE 30/03/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 590744/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS
FERREIRA, QUARTA TURMA, Julgado em 12/02/2015, DJE 20/02/2015
AgRg no Ag 877724/MT, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/08/2014, DJE 25/08/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

15) Os débitos de natureza tributária, inscritos em dívida ativa, podem ser


inseridos nos cadastros de proteção ao crédito, independentemente de sua
cobrança mediante execução fiscal.

Acórdãos

AgRg no AREsp 800895/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 05/02/2016
RMS 033381/GO, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 07/06/2011, DJE 14/06/2011
AgRg no RMS 031551/GO, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 17/08/2010, DJE 24/08/2010
RMS 031859/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 08/06/2010, DJE 01/07/2010

16) O Sistema de Informações de Crédito do Banco Central - Sisbacen possui


natureza semelhante aos cadastros de inadimplentes, tendo suas
informações potencialidade de restringir a concessão de crédito ao
consumidor.

Acórdãos

AgRg no AREsp 652943/MT, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/09/2015, DJE 30/09/2015
REsp 1365284/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Rel. p/ Acórdão
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE
21/10/2014
AgRg no REsp 1183247/MT, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/08/2012, DJE 20/08/2012
REsp 1117319/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 22/02/2011, DJE 02/03/2011
AgRg nos EDcl no REsp 1156729/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/03/2010, DJE 19/03/2010
AgRg no Ag 790315/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 07/10/2008, DJE 28/10/2008

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0447, publicado em 17 de


setembro de 2010.

17) A data em que o consumidor tem ciência do registro indevido de seu


nome nos cadastros de inadimplentes é o termo inicial da prescrição para o
ajuizamento da demanda indenizatória.

Acórdãos

AgRg no AREsp 651304/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 586219/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no Ag 1418421/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 13/08/2012
REsp 1276311/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011
AgRg no REsp 1074476/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 04/08/2009, DJE 02/10/2009

18) A ação de indenização por danos morais decorrente da inscrição indevida


em cadastro de inadimplentes não se sujeita ao prazo quinquenal do art. 27
do CDC, mas ao prazo de 3 (três) anos previsto no art. 206, § 3º, V, do
CC/2002.

Acórdãos
AgRg no REsp 1365844/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 14/12/2015
AgRg no REsp 1303012/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/06/2014, DJE 01/08/2014
AgRg no AREsp 127346/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/05/2014, DJE 16/05/2014
AgRg no Ag 1418421/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 13/08/2012
REsp 1276311/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

19) Não existindo anotação irregular nos órgãos de proteção ao crédito, a


mera cobrança indevida de serviços ao consumidor não gera danos morais
presumidos.

Acórdãos

AgRg no AREsp 680941/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 17/03/2016, DJE 29/03/2016
REsp 1550509/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no AREsp 651304/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 569528/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no REsp 1517436/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 13/10/2015, DJE 18/11/2015
AgRg no REsp 1517478/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 12/05/2015, DJE 29/05/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de
abril de 2016.

20) O Banco do Brasil, na condição de gestor do Cadastro de Emitentes de


Cheques sem Fundos (CCF), não tem a responsabilidade de notificar
previamente o devedor acerca de sua inscrição no aludido cadastro,
tampouco legitimidade passiva para as ações de reparação de danos
fundadas na ausência de prévia comunicação. (Súmula n. 572/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 874)

Acórdãos

AgRg no AREsp 251155/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 17/09/2015, DJE 24/09/2015
REsp 1354590/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
09/09/2015, DJE 15/09/2015
AgRg no REsp 1426304/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/10/2014, DJE 29/10/2014
AgRg no REsp 1442588/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 16/10/2014, DJE 28/10/2014
AgRg no REsp 1444304/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 05/08/2014, DJE 01/09/2014
AgRg no REsp 1366743/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/08/2014, DJE 28/08/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 572

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de


outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de abril de 2016.


Informativo nº 0579
Período: 17 de março a 1º de abril de 2016.

QUARTA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. AUSÊNCIA DE DANO MORAL IN RE IPSA PELA


MERA INCLUSÃO DE VALOR INDEVIDO NA FATURA DE CARTÃO DE
CRÉDITO.

Não há dano moral in re ipsa quando a causa de pedir da ação se constitui


unicamente na inclusão de valor indevido na fatura de cartão de crédito de
consumidor. Assim como o saque indevido, também o simples recebimento de
fatura de cartão de crédito na qual incluída cobrança indevida não constitui ofensa
a direito da personalidade (honra, imagem, privacidade, integridade física); não
causa, portanto, dano moral objetivo, in re ipsa. Aliás, o STJ já se pronunciou no
sentido de que a cobrança indevida de serviço não contratado, da qual não
resultara inscrição nos órgãos de proteção ao crédito, ou até mesmo a simples
prática de ato ilícito não têm por consequência a ocorrência de dano moral (AgRg
no AREsp 316.452-RS, Quarta Turma, DJe 30/9/2013; e AgRg no REsp 1.346.581-
SP, Terceira Turma, DJe 12/11/2012). Além disso, em outras oportunidades,
entendeu o STJ que certas falhas na prestação de serviço bancário, como a recusa
na aprovação de crédito e bloqueio de cartão, não geram dano moral in re
ipsa (AgRg nos EDcl no AREsp 43.739-SP, Quarta Turma, DJe 4/2/2013; e REsp
1.365.281-SP, Quarta Turma, DJe 23/8/2013). Portanto, o envio de cobrança
indevida não acarreta, por si só, dano moral objetivo, in re ipsa, na medida em que
não ofende direito da personalidade. A configuração do dano moral dependerá da
consideração de peculiaridades do caso concreto, a serem alegadas e
comprovadas nos autos. Com efeito, a jurisprudência tem entendido caracterizado
dano moral quando evidenciado abuso na forma de cobrança, com publicidade
negativa de dados do consumidor, reiteração da cobrança indevida, inscrição em
cadastros de inadimplentes, protesto, ameaças descabidas, descrédito, coação,
constrangimento, ou interferência malsã na sua vida social, por exemplo (REsp
326.163-RJ, Quarta Turma, DJ 13/11/2006; e REsp 1.102.787-PR, Terceira Turma,
DJe 29/3/2010). Esse entendimento é mais compatível com a dinâmica atual dos
meios de pagamento, por meio de cartões e internet, os quais facilitam a circulação
de bens, mas, por outro lado, ensejam fraudes, as quais, quando ocorrem, devem
ser coibidas, propiciando-se o ressarcimento do lesado na exata medida do
prejuízo. A banalização do dano moral, em caso de mera cobrança indevida, sem
repercussão em direito da personalidade, aumentaria o custo da atividade
econômica, o qual oneraria, em última análise, o próprio consumidor. Por outro
lado, a indenização por dano moral, se comprovadas consequências lesivas à
personalidade decorrentes da cobrança indevida, como, por exemplo, inscrição em
cadastro de inadimplentes, desídia do fornecedor na solução do problema ou
insistência em cobrança de dívida inexistente, tem a benéfica consequência de
estimular boas práticas do empresário. REsp 1.550.509-RJ, Rel. Min. Maria Isabel
Gallotti, julgado em 3/3/2016, DJe 14/3/2016.

8) A ação de indenização por danos morais decorrente da inscrição indevida em


cadastro de inadimplentes não se sujeita ao prazo quinquenal do art. 27 do CDC,
mas ao prazo de 3 (três) anos, conforme previsto no art. 206, § 3º, V, do CC/2002.

Acórdãos

AgRg no AREsp 731525/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 23/06/2016, DJE 01/07/2016
AgRg no REsp 1365844/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 14/12/2015
AgRg no REsp 1303012/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 24/06/2014, DJE 01/08/2014
AgRg no AREsp 127346/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/05/2014, DJE 16/05/2014
AgRg no Ag 1418421/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 13/08/2012
REsp 1276311/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 20/09/2011, DJE 17/10/2011

Saiba mais:

 Legislação Aplicada
LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR
REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos


causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste
Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano
e de sua autoria.

Parágrafo único. (Vetado).

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0616, publicado em 17 de


janeiro de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0590, publicado em 24 de


outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0573, publicado em 16 de


dezembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0557, publicado em 18 de


março de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0542, publicado em 27 de


junho de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0536, publicado em 26 de


março de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0525, publicado em 11 de


setembro de 2013.
DIREITO DO CONSUMIDOR. PRAZO DE PRESCRIÇÃO DA
PRETENSÃO DE RESSARCIMENTO POR DANOS
DECORRENTES DA QUEDA DE AERONAVE.

 Informativo de Jurisprudência n. 0490, publicado em 10 de


fevereiro de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0487, publicado em 18 de


novembro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0483, publicado em 23 de


setembro de 2011.

 Legislação Aplicada

LEI 10.406/2002 (CÓDIGO CIVIL PARTE GERAL)

CÓDIGO CIVIL

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 206. Prescreve:

§ 1º Em um ano:

I - a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a


consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou
dos alimentos;

II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele,


contado o prazo:
Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 101

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 4, publicado em 27 de


novembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0535, publicado em 12 de


março de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0529, publicado em 06 de


novembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0514, publicado em 20 de


março de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0495, publicado em 20 de abril


de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0447, publicado em 17 de


setembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0439, publicado em 18 de


junho de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0298, publicado em 29 de


setembro de 2006.

a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em


que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro
prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;

b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;

Saiba mais:
 Súmula Anotada n. 278

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 4, publicado em 27 de


novembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0495, publicado em 20 de abril


de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0447, publicado em 17 de


setembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0399, publicado em 19 de


junho de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0178, publicado em 01 de julho


de 2003.

 Informativo de Jurisprudência n. 0136, publicado em 31 de


maio de 2002.

III - a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais,


árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários;

IV - a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para
a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata
da assembléia que aprovar o laudo;

V - a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os


liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da
liquidação da sociedade.

§ 2º Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da


data em que se vencerem.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0574, publicado em 12 de
fevereiro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0508, publicado em 14 de


novembro de 2012.

§ 3º Em três anos:

I - a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 53, publicado em 16 de


março de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0340, publicado em 30 de


novembro de 2007.

II - a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou


vitalícias;

III - a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações


acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização
ou sem ela;

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

IV - a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 547

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0580, publicado em 04 de


maio de 2016.
 Informativo de Jurisprudência n. 0520, publicado em 12 de
junho de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0518, publicado em 15 de


maio de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0493, publicado em 23 de


março de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0487, publicado em 18 de


novembro de 2011.

V - a pretensão de reparação civil;

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0563, publicado em 02 de julho


de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0545, publicado em 10 de


setembro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0529, publicado em 06 de


novembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0514, publicado em 20 de


março de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0483, publicado em 23 de


setembro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0483, publicado em 23 de


setembro de 2011.
 Informativo de Jurisprudência n. 0283, publicado em 05 de
maio de 2006.

VI - a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé,


correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;

VII - a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei


ou do estatuto, contado o prazo:

a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade


anônima;

b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do


balanço referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da
reunião ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento;

c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação;

VIII - a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do


vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;

IX - a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro


prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 573

 Súmula Anotada n. 405

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 6, publicado em 05 de


fevereiro de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0559, publicado em 16 de abril


de 2015.
 Informativo de Jurisprudência n. 0489, publicado em 19 de
dezembro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0398, publicado em 12 de


junho de 2009.

§ 4º Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da


aprovação das contas.

§ 5º Em cinco anos:

I - a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento


público ou particular;

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 547

 Súmula Anotada n. 504

 Súmula Anotada n. 503

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 56, publicado em 27 de


abril de 2016.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 18, publicado em 20 de


agosto de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de


outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0529, publicado em 06 de


novembro de 2013.
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais,
curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da
conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0574, publicado em 12 de


fevereiro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0557, publicado em 18 de


março de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0508, publicado em 14 de


novembro de 2012.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL. COBRANÇA DE


HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS EM CONTRATO NÃO
ESCRITO. TERMO INICIAL DA PRESCRIÇÃO.

III - a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em


juízo.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de junho de 2016.

DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 59: CADASTRO DE INADIMPLENTES

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 29/04/2016


1) A inscrição indevida em cadastro de inadimplentes configura dano moral in
re ipsa.

Acórdãos

AgRg no AREsp 821839/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 26/04/2016, DJE 03/05/2016
AgRg no AREsp 838709/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/03/2016, DJE 13/04/2016
REsp 1550509/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no AREsp 796447/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/02/2016, DJE 16/02/2016
AgRg no REsp 1435412/MA, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 729678/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 30/11/2015

2) É possível que o magistrado, no âmbito da execução de alimentos, adote


as medidas executivas do protesto e da inscrição do nome do devedor nos
cadastros de restrição ao crédito, caso se revelem eficazes para o pagamento
da dívida.

Acórdãos

REsp 1469102/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 08/03/2016, DJE 15/03/2016
REsp 1533206/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/11/2015, DJE 01/02/2016

Decisões Monocráticas

AREsp 843654/MT, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


28/04/2016, Publicado em 10/05/2016
REsp 1543050/MG, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 29/04/2016, Publicado em 05/05/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de
abril de 2016.

3) Incumbe ao credor a exclusão do registro da dívida em nome do devedor


no cadastro de inadimplentes no prazo de cinco dias úteis, a partir do integral
e efetivo pagamento do débito. (Súmula n. 548/STJ) (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/73 - Tema 735)

Acórdãos

AgRg no AREsp 783997/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 09/12/2015
AgRg nos EDcl no REsp 1368258/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 13/10/2015, DJE 04/11/2015
AgRg no AREsp 406689/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/05/2015, DJE 11/05/2015
REsp 1424792/BA, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 10/09/2014, DJE 24/09/2014
AgRg no REsp 1047121/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/06/2013, DJE 03/02/2014
REsp 1149998/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 07/08/2012, DJE 15/08/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 548

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0548, publicado em 22 de


outubro de 2014.

4) Cabe ao órgão mantenedor do Cadastro de Proteção ao Crédito a


notificação do devedor antes de proceder à inscrição. (Sumula n. 359/STJ)
Acórdãos

AgRg no REsp 1538316/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/09/2015, DJE 28/09/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 146564/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 26/08/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no REsp 1411875/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 19/11/2013, DJE 03/12/2013
AgRg no REsp 1389409/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/11/2013, DJE 22/11/2013
AgRg no AREsp 140884/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 15/08/2012
AgRg no REsp 1141864/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 13/08/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 359

 Legislação Aplicada

5) Os órgãos mantenedores de cadastros possuem legitimidade passiva para


as ações que buscam a reparação dos danos morais e materiais decorrentes
da inscrição, sem prévia notificação, do nome de devedor em seus cadastros
restritivos, inclusive quando os dados utilizados para a negativação são
oriundos do CCF do Banco Central ou de outros cadastros mantidos por
entidades diversas. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas
37 e 38)

Acórdãos

AgRg no REsp 1526114/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 18/08/2015, DJE 28/08/2015
AgRg no REsp 1367998/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/06/2014, DJE 27/06/2014
AgRg no AREsp 502716/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/06/2014, DJE 18/06/2014
EDcl no AREsp 379471/CE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 19/09/2013, DJE 24/09/2013
AgRg no REsp 628205/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/10/2012, DJE 09/10/2012
AgRg no REsp 1133717/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 28/09/2010, DJE 21/10/2010
REsp 1061134/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 10/12/2008, DJE 01/04/2009

6) Somente após a concessão da recuperação judicial, com a homologação


do plano e a novação dos créditos, é possível promover a retirada do nome
da recuperanda dos cadastros de inadimplentes.

Acórdãos

REsp 1374259/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 02/06/2015, DJE 18/06/2015
REsp 1260301/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 14/08/2012, DJE 21/08/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1430988/MT, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 25/06/2015, Publicado em 05/08/2015
AREsp 555308/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 12/03/2015, Publicado em 08/04/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 37, publicado em 24


de junho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0564, publicado em 12 de


agosto de 2015.

7) Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe


indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição,
ressalvado o direito ao cancelamento. (Súmula n. 385/STJ) (Tese julgada sob
o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 41)

Acórdãos
EDcl no AREsp 709162/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1516602/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 10/03/2016, DJE 16/03/2016
AgRg no REsp 1502587/MG, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no REsp 1158835/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/02/2016, DJE 18/02/2016
AgRg no AREsp 779661/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 19/11/2015, DJE 04/02/2016
AgRg no REsp 1462407/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no AREsp 734256/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/11/2015, DJE 26/11/2015
REsp 1061134/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 10/12/2008, DJE 01/04/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 385

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30


de setembro de 2015.

8) O entendimento da Súmula n. 385/STJ é aplicável às ações opostas em


face do suposto credor que efetivou a inscrição irregular. (Tese julgada sob o
rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 922)

Acórdãos

REsp 1386424/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/


Acórdão Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
27/04/2016, DJE 16/05/2016
EDcl no AREsp 709162/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1158835/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/02/2016, DJE 18/02/2016
AgRg no REsp 1462407/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no REsp 1428143/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/10/2015, DJE 25/11/2015
AgRg no AREsp 754387/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 28/10/2015
AgRg no REsp 1502831/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/05/2015, DJE 20/05/2015

9) É dispensável o aviso de recebimento (AR) na carta de comunicação ao


consumidor sobre a negativação de seu nome em bancos de dados e
cadastros. (Súmula n. 404/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/73 - Tema 59)

Acórdãos

AgRg no AREsp 731577/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 18/02/2016, DJE 24/02/2016
AgRg no AREsp 745160/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 09/09/2015
AgRg no AREsp 655734/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 02/09/2015
AgRg no AREsp 729546/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 24/08/2015
AgRg no AREsp 439026/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 05/03/2015
AgRg no AREsp 276030/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/06/2014, DJE 17/06/2014
REsp 1083291/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 09/09/2009, DJE 20/10/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 404

 Repetitivos Organizados por Assunto


 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30


de setembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0470, publicado em 29 de


abril de 2011.

10) É cabível a aplicação de multa diária como meio coercitivo para o


cumprimento de decisão judicial que determina a exclusão ou impede a
inscrição do nome do devedor em cadastro de restrição de crédito.

Acórdãos

AgRg no AREsp 607670/SC, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 18/06/2015, DJE 30/06/2015
AgRg no AREsp 603525/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 07/05/2015, DJE 01/06/2015
AgRg no AREsp 416796/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/02/2015, DJE 18/02/2015
AgRg no AREsp 563376/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/11/2014, DJE 17/11/2014
AgRg no AREsp 014350/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/11/2011, DJE 24/11/2011
REsp 1126715/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
02/09/2010, DJE 21/09/2010

11) Diante da presunção legal de veracidade e publicidade inerente aos


registros do cartório de distribuição judicial e cartório de protesto, a
reprodução objetiva, fiel, atualizada e clara desses dados na base de órgão de
proteção ao crédito - ainda que sem a ciência do consumidor-, não tem o
condão de ensejar obrigação de reparação de danos. (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/73 - Temas 793 e 806)

Acórdãos
AgRg no AREsp 276107/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/03/2015, DJE 30/03/2015
REsp 1444469/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 12/11/2014, DJE 16/12/2014
REsp 1344352/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 12/11/2014, DJE 16/12/2014
AgRg nos EDcl nos EDcl no Ag 1351315/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/12/2013, DJE 17/12/2013
AgRg no AREsp 384184/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/10/2013, DJE 24/10/2013
AgRg no AREsp 305765/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/06/2013, DJE 12/06/2013
AgRg na Rcl 011107/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 24/04/2013, DJE 02/05/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0554, publicado em 25 de


fevereiro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0554, publicado em 25 de


fevereiro de 2015.

12) A abstenção da inscrição/manutenção em cadastro de inadimplentes,


requerida em antecipação de tutela e/ou medida cautelar, somente será
deferida se, cumulativamente: a) a ação for fundada em questionamento
integral ou parcial do débito; b) houver demonstração de que a cobrança
indevida se funda na aparência do bom direito e em jurisprudência
consolidada do STF ou STJ; c) houver depósito da parcela incontroversa ou
for prestada a caução fixada conforme o prudente arbítrio do juiz. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 a 34)

Acórdãos

AgRg no AREsp 388912/MT, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 26/04/2016, DJE 04/05/2016
AgRg no AREsp 364851/SC, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1411837/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/06/2015, DJE 19/06/2015
AgRg no AREsp 584200/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 11/11/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no AREsp 537458/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 23/09/2014, DJE 01/10/2014
AgRg no AREsp 526730/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 05/08/2014, DJE 01/09/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.

13) A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de


proteção ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente
da prescrição da execução. (Súmula n. 323/STJ)

Acórdãos

AgRg no Ag 713629/ES, Rel. Ministro PAULO FURTADO (DESEMBARGADOR


CONVOCADO DO TJ/BA), TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2009, DJE
04/08/2009
AgRg no Ag 1099452/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 17/02/2009, DJE 05/03/2009
REsp 873690/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 08/11/2006, DJE 10/10/2008
AgRg no REsp 817201/RS, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA
TURMA, Julgado em 12/09/2006, DJ 30/10/2006
REsp 825106/RS, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA,
Julgado em 15/08/2006, DJ 04/09/2006

Decisões Monocráticas

AREsp 105159/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,


Julgado em 01/02/2016, Publicado em 04/02/2016
Saiba mais:

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0303, publicado em 10 de


novembro de 2006.

14) A inscrição do nome do devedor nos cadastros de inadimplência é ilícita


quando descaracterizada a mora em razão de abusividades na cobrança dos
encargos contratuais no período de normalidade. (Tese julgada sob o rito do
art. 543-C do CPC/73 - Temas 31 e 32)

Acórdãos

AgRg no AgRg nos EDcl no AREsp 677446/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO
BELLIZZE, TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/02/2016, DJE 05/02/2016
AgRg no REsp 1545990/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/12/2015, DJE 09/12/2015
AgRg no AREsp 500011/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 27/10/2015, DJE 03/11/2015
AgRg no AREsp 572596/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 14/10/2015
AgRg no REsp 1077517/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2015, DJE 30/03/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 590744/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS
FERREIRA, QUARTA TURMA, Julgado em 12/02/2015, DJE 20/02/2015
AgRg no Ag 877724/MT, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/08/2014, DJE 25/08/2014
REsp 1061530/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 22/10/2008, DJE 10/03/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0373, publicado em 24 de


outubro de 2008.
15) Os débitos de natureza tributária, inscritos em dívida ativa, podem ser
inseridos nos cadastros de proteção ao crédito, independentemente de sua
cobrança mediante execução fiscal.

Acórdãos

AgRg no AREsp 800895/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 05/02/2016
RMS 033381/GO, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 07/06/2011, DJE 14/06/2011
AgRg no RMS 031551/GO, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 17/08/2010, DJE 24/08/2010
RMS 031859/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 08/06/2010, DJE 01/07/2010

16) O Sistema de Informações de Crédito do Banco Central - Sisbacen possui


natureza semelhante aos cadastros de inadimplentes, tendo suas
informações potencialidade de restringir a concessão de crédito ao
consumidor.

Acórdãos

AgRg no AREsp 652943/MT, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/09/2015, DJE 30/09/2015
REsp 1365284/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, Rel. p/ Acórdão
Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE
21/10/2014
AgRg no REsp 1183247/MT, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/08/2012, DJE 20/08/2012
REsp 1117319/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 22/02/2011, DJE 02/03/2011
AgRg nos EDcl no REsp 1156729/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/03/2010, DJE 19/03/2010
AgRg no Ag 790315/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 07/10/2008, DJE 28/10/2008

Saiba mais:
 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0447, publicado em 17 de


setembro de 2010.

17) A data em que o consumidor tem ciência do registro indevido de seu


nome nos cadastros de inadimplentes é o termo inicial da prescrição para o
ajuizamento da demanda indenizatória.

Acórdãos

AgRg no AREsp 651304/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 586219/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/12/2014, DJE 15/12/2014
AgRg no Ag 1418421/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 13/08/2012
REsp 1276311/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011
AgRg no REsp 1074476/RJ, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 04/08/2009, DJE 02/10/2009

18) A ação de indenização por danos morais decorrente da inscrição indevida


em cadastro de inadimplentes não se sujeita ao prazo quinquenal do art. 27
do CDC, mas ao prazo de 3 (três) anos previsto no art. 206, § 3º, V, do
CC/2002.

Acórdãos

AgRg no REsp 1365844/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 14/12/2015
AgRg no REsp 1303012/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/06/2014, DJE 01/08/2014
AgRg no AREsp 127346/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/05/2014, DJE 16/05/2014
AgRg no Ag 1418421/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/08/2012, DJE 13/08/2012
REsp 1276311/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

19) Não existindo anotação irregular nos órgãos de proteção ao crédito, a


mera cobrança indevida de serviços ao consumidor não gera danos morais
presumidos.

Acórdãos

AgRg no AREsp 680941/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 17/03/2016, DJE 29/03/2016
REsp 1550509/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no AREsp 651304/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
AgRg no AREsp 569528/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no REsp 1517436/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 13/10/2015, DJE 18/11/2015
AgRg no REsp 1517478/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 12/05/2015, DJE 29/05/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de


abril de 2016.

20) O Banco do Brasil, na condição de gestor do Cadastro de Emitentes de


Cheques sem Fundos (CCF), não tem a responsabilidade de notificar
previamente o devedor acerca de sua inscrição no aludido cadastro,
tampouco legitimidade passiva para as ações de reparação de danos
fundadas na ausência de prévia comunicação. (Súmula n. 572/STJ) (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 874)
Acórdãos

AgRg no AREsp 251155/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 17/09/2015, DJE 24/09/2015
REsp 1354590/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
09/09/2015, DJE 15/09/2015
AgRg no REsp 1426304/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 21/10/2014, DJE 29/10/2014
AgRg no REsp 1442588/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 16/10/2014, DJE 28/10/2014
AgRg no REsp 1444304/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 05/08/2014, DJE 01/09/2014
AgRg no REsp 1366743/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/08/2014, DJE 28/08/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 572

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de


outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de novembro de 2015.

Informativo nº 0571
Período: 15 a 27 de outubro de 2015.

QUARTA TURMA
DIREITO DO CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. INTERESSE DE AGIR EM
AÇÃO DE CANCELAMENTO DE DIVERSAS INSCRIÇÕES EM CADASTRO
NEGATIVO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO.

Há interesse de agir na ação em que o consumidor postula o cancelamento


de múltiplas inscrições de seu nome em cadastro negativo de proteção ao
crédito, mesmo que somente uma ou algumas delas ultrapassem os prazos
de manutenção dos registros previstos no art. 43, §§ 1º e 5º, do CDC. Salienta-
se, inicialmente, que nem toda dívida inscrita em cadastro negativo de proteção ao
crédito (a exemplo do SPC e Serasa) é igual, pois cada uma delas apresenta
características próprias que as diferem das demais, tais como as partes
contratantes, o valor da obrigação, a data de vencimento, as garantias contratuais e
até eventual foro para dirimir as questões decorrentes do negócio. Assim, como
cada dívida pode gerar uma inscrição distinta, vislumbra-se ser possível que o
devedor inadimplente, sob os mais variados fundamentos, questione
individualmente cada registro. Ademais, quando o art. 43 do CDC utiliza as
expressões "cadastros", "dados", "fichas" e "informações", todas no plural, infere-se
a ideia de multiplicidade de registros a respeito do consumidor inadimplente. Em
decorrência disso, o próprio § 3º do referido dispositivo explicita que: "O
consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá
exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis,
comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas".
Nessa linha de ideias, do ponto de vista do direito material, é plausível concluir que,
no âmbito do cadastro de inadimplentes, não há falar em unicidade, pois é possível
a existência de múltiplas anotações autônomas, porquanto cada inscrição possuirá
origem em diferentes obrigações vencidas e não pagas. De outra banda, sob a
ótica do direito processual civil, observa-se que cada dívida enseja uma causa de
pedir e um pedido, podendo ser impugnadas, conforme o caso, nos autos de um
mesmo processo ou em demanda autônoma, sem que, neste último caso, possa
caracterizar eventual litispendência. No ponto, ressalta-se que mesmo quando a
petição inicial impugnar variadas anotações, estar-se-á diante de diversas causas
de pedir, fundadas em fatos possivelmente diferentes, na medida em que, como
dito acima, cada registro corresponde a uma dívida não paga. Por tal razão, se a
parte alega que as inscrições deverão ser canceladas em virtude de estar prescrita
a pretensão de cobrança das dívidas ou por fluência do prazo quinquenal, e, ao
analisar o caso, o magistrado ou Tribunal verificar que uma ou algumas ainda estão
dentro do lapso legal de permanência do registro, deverá julgar parcialmente
procedente o pedido, com base no art. 269, I, do CPC. Outrossim, mesmo na
situação em que todos os registros questionados ainda se encontrarem dentro do
prazo de permanência das anotações, o magistrado julgará improcedentes os
pedidos, podendo a ação declaratória de cancelamento de registro ser novamente
proposta em razão da fluência de novo lapso temporal. Desse modo, não parece
possível a aplicação do princípio da "unicidade dos cadastros de inadimplentes"
para reconhecer suposta falta de interesse de agir, tendo em vista que os registros
são derivados de débitos distintos, impugnáveis de maneira individual ou conjunta.
Ressalta-se, aliás, que entender o contrário poderia criar uma esdrúxula hipótese
de perpetuidade dos registros negativos, caso o nome do devedor fosse inscrito no
cadastro de proteção ao crédito em momentos diversos, ampliando-se, com isso, o
período máximo de permanência da inscrição negativa, em evidente afronta aos
comandos insertos nos §§ 1º e 5º do art. 43 do CDC. Além disso, não se pode
olvidar que os bancos de dados e os cadastros negativos de proteção ao crédito
atingem importante direito da personalidade, qual seja, o nome (art. 16 do CC). Por
tal razão, eventuais restrições ao nome devem ser realizadas com temperamentos
e em estrita observância à ordem jurídica, principalmente diante da tutela
constitucional da dignidade da pessoa humana, imagem e privacidade. Nessa linha
de intelecção, há vozes doutrinárias que ensinam que: "A semieternidade dos
sistemas de proteção ao crédito - são conhecidos os exemplos de mortos que
integravam os bancos de dados de consumo - não instiga o funcionamento do
mercado. Em vez de acelerar as transações comerciais, a temporalidade aberta de
registros privados (ou mesmo públicos) amarra a estrutura mercadológica,
conquanto cristaliza ad eternum situações excepcionais que podem não mais
representar a realidade do comportamento normal do indivíduo. Um caso isolado
não pode ser usado para macular uma vida inteira, passada e futura, de correção
como contratante e consumidor". A par disso, nota-se que o enunciado da Súmula
385 do STJ, a despeito de impossibilitar a obtenção de indenização por danos
morais em virtude da existência de diversas inscrições em nome do devedor
inadimplente, assegura o cancelamento de anotação considerada irregular,
permitindo inferir que este Tribunal Superior já reconhece a existência de interesse
de agir em caso de multiplicidade de registros em nome de um único
devedor. REsp 1.196.699-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em
22/9/2015, DJe 20/10/2015.
9) Considera-se abusiva a prática de limitar a liberdade de escolha do
consumidor vinculando a compra de produto ou serviço à aquisição
concomitante de outro produto ou serviço de natureza distinta e comercializado
em separado, hipótese em que se configura a venda casada.

Acórdãos

REsp 1331948/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 14/06/2016, DJE 05/09/2016
REsp 1558086/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 10/03/2016, DJE 15/04/2016
REsp 1397870/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 02/12/2014, DJE 10/12/2014
REsp 969129/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 09/12/2009, DJE 15/12/2009
REsp 384284/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 20/08/2009, DJE 15/12/2009
REsp 804202/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
19/08/2008, DJE 03/09/2008

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.


SEÇÃO IV

Das Práticas Abusivas

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras


práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de


suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e
costumes;

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer


produto, ou fornecer qualquer serviço;

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista


sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus
produtos ou serviços;

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização


expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores
entre as partes;

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo


consumidor no exercício de seus direitos;

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em


desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou,
se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);
IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem
se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos
de intermediação regulados em leis especiais; (Redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.6.1994)

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. (Incluído pela Lei
nº 8.884, de 11.6.1994)

XI - Dispositivo incluído pela MPV nº 1.890-67, de 22.10.1999, transformado


em inciso XIII, quando da conversão na Lei nº 9.870, de 23.11.1999

XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar


a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. (Incluído pela Lei nº
9.008, de 21.3.1995)

XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido. (Incluído pela Lei nº 9.870, de 23.11.1999)

XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de


um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade
administrativa como máximo. (Incluído pela Lei nº 13.425, de 2017)

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 532

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0618, publicado em 23 de


fevereiro de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0593, publicado em 15 de


dezembro de 2016.
 Informativo de Jurisprudência n. 0589, publicado em 06 de
outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0581, publicado em 18 de


maio de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0553, publicado em 11 de


fevereiro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de


fevereiro de 2014.

Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou


entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às
amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0206, publicado em 30 de abril


de 2004.

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando


determinação de autoridade competente:

Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa.

§ 1º As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à


lesão corporal e à morte. (Redação dada pela Lei nº 13.425, de 2017)
§ 2º A prática do disposto no inciso XIV do art. 39 desta Lei também
caracteriza o crime previsto no caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 13.425,
de 2017)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0553, publicado em 11 de fevereiro de 2015.

Informativo nº 0553
Período: 11 de fevereiro de 2015.

SEGUNDA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. VENDA CASADA E DANO MORAL COLETIVO IN


RE IPSA.

Configura dano moral coletivo in re ipsa a realização de venda casada por


operadora de telefonia consistente na prática comercial de oferecer ao
consumidor produto com significativa vantagem - linha telefônica com tarifas
mais interessantes do que as outras ofertadas pelo mercado - e, em
contrapartida, condicionar a aquisição do referido produto à compra de
aparelho telefônico. Inicialmente, cumpre ressaltar que o direito metaindividual
tutelado na espécie enquadra-se na categoria de direitos difusos, isto é, tem
natureza indivisível e possui titulares indeterminados, que são ligados por
circunstâncias de fato, o que permite asseverar ser esse extensível a toda a
coletividade. A par disso, por afrontar o direito a livre escolha do consumidor, a
prática de venda casada é condenada pelo CDC, que, em seu art. 39, I, prescreve
ser "vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, entre outras práticas abusivas:
I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro
produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos", devendo o
Estado engendrar todos os esforços no sentido de reprimi-la. Desse modo, a
prática de venda casada por parte de operadora de telefonia é prática comercial
apta a causar sensação de repulsa coletiva a ato intolerável, tanto intolerável que
encontra proibição expressa em lei. Nesse passo, o dano analisado decorre da
própria circunstância do ato lesivo (dano moral in re ipsa), prescindindo de prova
objetiva do prejuízo sofrido. Portanto, afastar da espécie o dano moral coletivo é
fazer tábula rasa da proibição elencada no art. 39, I, do CDC e, por via reflexa,
legitimar práticas comerciais que afrontem os mais basilares direitos do
consumidor. REsp 1.397.870-MG, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado
em 2/12/2014, DJe 10/12/2014.

10) O Ministério Público é parte legítima para atuar em defesa dos direitos
difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores.

Acórdãos

AgRg no REsp 932994/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 15/09/2016, DJE 22/09/2016
REsp 871172/SE, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 14/06/2016, DJE 24/08/2016
REsp 1254428/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 02/06/2016, DJE 10/06/2016
REsp 1537890/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 08/03/2016, DJE 14/03/2016
AgRg no REsp 1411444/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 27/10/2015, DJE 13/11/2015
AgRg no AREsp 300270/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
Julgado em 17/09/2015, DJE 24/09/2015

Saiba mais:

 Legislação Aplicada
LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR
REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou


serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou
periculosidade à saúde ou segurança.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0440, publicado em 25 de


junho de 2010.

§ 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua


introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade
que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades
competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.

§ 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão


veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do
produto ou serviço.

§ 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou


serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0495, publicado em 20 de abril


de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0440, publicado em 25 de


junho de 2010.
 Informativo de Jurisprudência n. 0381, publicado em 19 de
dezembro de 2008.

 Informativo de Jurisprudência n. 0274, publicado em 17 de


fevereiro de 2006.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 19, publicado em 03 de setembro de


2014.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

EDIÇÃO N. 19: PROCESSO COLETIVO I - LEGITIMIDADE

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 08/08/2014

1) O Ministério Público tem legitimidade para atuar em defesa dos direitos


difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores.

Acórdãos

AgRg no AREsp 405682/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA


TURMA, julgado em 15/05/2014, DJe 20/06/2014
AgRg no AREsp 372936/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 19/11/2013, DJe 25/11/2013
AgRg no AREsp 078949/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 03/10/2013, DJe 09/10/2013
REsp 1324712/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 24/09/2013, DJe 13/11/2013
REsp 1342899/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/08/2013, DJe 09/09/2013
EDcl no AgRg no AREsp 034403/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, julgado em 06/06/2013, DJe 17/09/2013
AgRg no Ag 956696/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 06/06/2013, DJe 01/07/2013
REsp 726975/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 20/11/2012, DJe 06/12/2012
REsp 976217/RO, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 11/09/2012, DJe 15/10/2012
REsp 568734/MT, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 19/06/2012, DJe 29/06/2012

2) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública


visando tutelar direitos dos consumidores relativos a serviços públicos.

Acórdãos

EDcl nos EDcl no REsp 1010130/MG, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA
FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/04/2014, DJe 05/06/2014
AgRg no AREsp 139216/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 07/11/2013, DJe 25/11/2013
AgRg no AREsp 050151/RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 03/10/2013, DJe 16/10/2013
AgRg no AgRg no REsp 1155380/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA
TURMA, julgado em 03/09/2013, DJe 11/09/2013
AgRg no REsp 1344098/MT, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 13/11/2012, DJe 20/11/2012
REsp 976217/RO, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 11/09/2012, DJe 15/10/2012
REsp 568734/MT, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 19/06/2012, DJe 29/06/2012
REsp 1099634/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 08/05/2012, DJe 15/10/2012
AgRg no Ag 1249559/RJ, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012
REsp 984005/PE, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 13/09/2011, DJe 26/10/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0523, publicado em 14 de


agosto de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0497, publicado em 18 de


maio de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0483, publicado em 23 de


setembro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0455, publicado em 12 de


novembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

3) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar os interesses individuais indisponíveis, difusos ou
coletivos em relação à infância, à adolescência e aos idosos, mesmo quando
a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada.

Acórdãos

AgRg no REsp 1368769/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 14/08/2013
REsp 509968/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 06/12/2012, DJe 17/12/2012
AgRg no REsp 1094914/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
julgado em 06/09/2012, DJe 13/09/2012
REsp 976021/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 14/12/2010, DJe 03/02/2011
REsp 1005587/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
02/12/2010, DJe 14/12/2010
REsp 440502/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado
em 15/12/2009, DJe 24/09/2010
EREsp 488427/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, PRIMEIRA SEÇÃO,
julgado em 10/09/2008, DJe 29/09/2008
EREsp 695665/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado
em 23/04/2008, DJe 12/05/2008

Decisões Monocráticas

REsp 1201226/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado


em 19/05/2014, publicado em 26/05/2014
REsp 1222537/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA,
julgado em 07/11/2013, publicado em 11/11/2013

4) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar assistência médica e odontológica à comunidade
indígena, em razão da natureza indisponível dos bens jurídicos
salvaguardados e o status de hipervulnerabilidade dos sujeitos tutelados.

Acórdãos

REsp 1064009/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,


julgado em 04/08/2009, DJe 27/04/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0401, publicado em 07 de


agosto de 2009.

5) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar os interesses individuais indisponíveis, difusos ou
coletivos em relação às pessoas desprovidas de recursos financeiros,
mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada.

Acórdãos

REsp 1410520/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado


em 03/12/2013, DJe 10/12/2013
AgRg no REsp 1297893/SE, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 05/08/2013
AgRg no REsp 1327279/MG, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg nos EDcl no REsp 1075839/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 27/05/2010
AgRg no Ag 1131833/SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/08/2009, DJe 26/08/2009
AgRg no REsp 946973/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 05/06/2008, DJe 19/12/2008

Decisões Monocráticas

AREsp 502889/CE, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA,


julgado em 10/06/2014, publicado em 13/06/2014
AREsp 264338/CE, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 26/05/2014, publicado em 06/06/2014
AREsp 519171/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado
em 23/05/2014, publicado em 27/05/2014
REsp 1201226/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 19/05/2014, publicado em 26/05/2014
REsp 1417400/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 31/03/2014, publicado em 09/04/2014

6) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública em


defesa de interesses e direitos individuais homogêneos pertencentes a
consumidores decorrentes de contratos de cessão e concessão do uso de
jazigos em cemitérios.

Acórdãos

AgRg no REsp 1113844/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, julgado em 02/08/2012, DJe 09/08/2012
REsp 1090044/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 21/06/2011, DJe 27/06/2011
REsp 440617/SP, Rel. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA,
julgado em 22/10/2002, DJ 17/03/2003

Decisões Monocráticas
AREsp 291389/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em
24/05/2013, publicado em 28/05/2013
Ag 567092/DF, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 18/05/2009, publicado
em 22/05/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0478, publicado em 24 de


junho de 2011.

7) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
fim de impedir a cobrança abusiva de mensalidades escolares.

Acórdãos

AgRg no REsp 1311156/SE, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,


julgado em 23/10/2012, DJe 08/11/2012
REsp 437277/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em
07/10/2004, DJ 13/12/2004

Decisões Monocráticas

Ag 1066419/MG, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO, QUARTA TURMA, julgado


em 19/08/2009, publicado em 28/08/2009
REsp 951535/RJ, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
03/08/2009, publicado em 13/08/2009
REsp 234488/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 16/03/2009, publicado em 07/04/2009

8) O Ministério Público Estadual não tem legitimidade para ajuizar ação civil
pública objetivando defesa de bem da União, por se tratar de atribuição do
Ministério Público Federal.

Acórdãos

AgRg no REsp 976896/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA


TURMA, julgado em 06/10/2009, DJe 15/10/2009
REsp 876936/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
21/10/2008, DJe 13/11/2008
REsp 440002/SE, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 18/11/2004, DJ 06/12/2004

Decisões Monocráticas

REsp 1129806/RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,


julgado em 31/08/2011, publicado em 09/09/2011
REsp 1118859/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 27/10/2010, publicado em 03/11/2010
REsp 976896/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em
04/06/2008, publicado em 16/06/2008

9) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública


objetivando a cessação dos jogos de azar.

Acórdãos

REsp 813222/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado


em 08/09/2009, DJe 04/05/2011
REsp 805334/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
12/02/2008, DJe 02/04/2008

Decisões Monocráticas

Ag 1223154/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado


em 25/11/2009, publicado em 27/11/2009
REsp 784629/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 22/09/2008, publicado em 10/11/2008

10) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em
defesa do patrimônio público. (Súmula n. 329/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 476375/DF, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 20/05/2014, DJe 26/05/2014
REsp 1135158/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 20/06/2013, DJe 01/07/2013
AgRg no REsp 1128563/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 28/05/2013, DJe 04/06/2013
AgRg no REsp 1253805/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 11/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no REsp 650030/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA,
julgado em 27/11/2012, DJe 10/12/2012
AgRg no AREsp 120979/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/08/2012, DJe 27/08/2012
AgRg no REsp 1174124/SC, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 07/08/2012, DJe 17/08/2012
REsp 1133185/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA
TURMA, julgado em 18/10/2011, DJe 03/11/2011
AgRg no REsp 1110485/RN, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA,
julgado em 20/09/2011, DJe 03/10/2011

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 329

11) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública
objetivando o fornecimento de medicamentos e tratamentos médicos, a fim
de tutelar o direito à saúde e à vida.

Acórdãos

AgRg no REsp 1443783/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,


SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2014, DJe 06/08/2014
REsp 1365202/MG, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 01/04/2014, DJe 25/04/2014
REsp 1410520/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 03/12/2013, DJe 10/12/2013
AgRg no REsp 1297893/SE, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 05/08/2013
AgRg no REsp 1162946/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 04/06/2013, DJe 07/06/2013
AgRg no AREsp 314002/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 16/05/2013, DJe 22/05/2013
REsp 1136851/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 26/02/2013, DJe 07/03/2013
AgRg no AREsp 091114/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 07/02/2013, DJe 19/02/2013
AgRg no REsp 1327279/MG, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no REsp 1086805/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 02/08/2011, DJe 15/09/2011

12) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em
defesa dos interesses de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação,
visto que presente o relevante interesse social da matéria.

Acórdãos

AgRg no REsp 739483/CE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 06/04/2010, DJe 23/04/2010
AgRg no REsp 800657/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 16/11/2009
REsp 1126708/PB, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 17/09/2009, DJe 25/09/2009
EREsp 644821/PR, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, CORTE ESPECIAL, julgado em
04/06/2008, DJe 04/08/2008
AgRg nos EREsp 633470/CE, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS,
CORTE ESPECIAL, julgado em 30/06/2006, DJ 14/08/2006

Decisões Monocráticas

EREsp 1042609/GO, Rel. Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em


06/06/2014, publicado em 12/06/2014
REsp 1346361/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 20/02/2014, publicado em 06/03/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0407, publicado em 18 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0229, publicado em 19 de


novembro de 2004.
13) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil
pública, a indenização decorrente do seguro obrigatório (DPVAT) em
benefício do segurado. (Súmula n. 470/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1134518/GO, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA


TURMA, julgado em 18/09/2012, DJe 25/09/2012
AgRg no REsp 1129675/GO, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 14/02/2012, DJe 24/02/2012
AgRg no AREsp 081215/GO, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 02/02/2012, DJe 07/02/2012
AgRg no REsp 1197496/GO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
QUARTA TURMA, julgado em 10/05/2011, DJe 19/05/2011
AgRg no REsp 1072606/GO, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 09/03/2010, DJe 16/03/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1090463/GO, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, julgado em 13/11/2013, publicado em 19/11/2013

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 470

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0563, publicado em 02 de


julho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0314, publicado em 23 de


março de 2007.

14) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública com o
objetivo de anular concurso realizado sem a observância dos princípios
estabelecidos na Constituição Federal.

Acórdãos
AgRg nos EDcl no Ag 1409346/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
REsp 1362269/CE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 16/05/2013, DJe 01/08/2013
EDcl no REsp 1121977/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 04/10/2012, DJe 11/10/2012
AgRg no Ag 998628/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA
TURMA, julgado em 02/03/2010, DJe 29/03/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1409346/RN, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA,


julgado em 08/05/2014, publicado em 16/05/2014
REsp 1234729/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 14/03/2014, publicado em 25/03/2014
REsp 1262425/CE, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 13/02/2013, publicado em 18/02/2013
REsp 1275586/RN, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 31/08/2011, publicado em 01/09/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0528, publicado em 23 de


outubro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0532, publicado em 19 de dezembro de 2013.

Informativo nº 0532
Período: 19 de dezembro de 2013.

QUARTA TURMA
DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DO CONSUMIDOR. LEGITIMIDADE DO MP NA
DEFESA DE DIREITOS DE CONSUMIDORES DE SERVIÇOS MÉDICOS.

O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública cujos
pedidos consistam em impedir que determinados hospitais continuem a
exigir caução para atendimento médico-hospitalar emergencial e a cobrar, ou
admitir que se cobre, dos pacientes conveniados a planos de saúde valor
adicional por atendimentos realizados por seu corpo médico fora do horário
comercial. Cuida-se, no caso, de buscar a proteção de direitos do consumidor,
uma das finalidades primordiais do MP, conforme preveem os arts. 127 da CF e 21
da Lei 7.347/1985. Além disso, tratando-se de interesse social compatível com a
finalidade da instituição, o MP tem legitimidade para mover ação civil pública em
defesa dos interesses e direitos dos consumidores difusos, coletivos e individuais
homogêneos, conforme o disposto no art. 81 do CDC. REsp 1.324.712-MG, Rel.
Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 24/9/2013.

11) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública visando
tutelar direitos dos consumidores relativos aos serviços públicos.

Acórdãos

AgRg no REsp 1221289/PR, Rel. Ministro GURGEL DE FARIA, PRIMEIRA TURMA,


Julgado em 23/06/2016, DJE 16/08/2016
REsp 929792/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 18/02/2016, DJE 31/03/2016
AgRg nos EDcl no REsp 1508524/SC, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, Julgado em 10/03/2016, DJE 16/03/2016
REsp 1347910/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, Julgado
em 26/05/2015, DJE 12/02/2016
AgRg no AREsp 255845/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 07/05/2015, DJE 10/08/2015
AgRg no AREsp 209779/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 05/11/2013, DJE 20/11/2013
Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem
como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo,
poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados
indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação
penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0560, publicado em 03 de


maio de 2015.

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 19, publicado em 03 de setembro de


2014.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

EDIÇÃO N. 19: PROCESSO COLETIVO I - LEGITIMIDADE


Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 08/08/2014

1) O Ministério Público tem legitimidade para atuar em defesa dos direitos


difusos, coletivos e individuais homogêneos dos consumidores.

Acórdãos

AgRg no AREsp 405682/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA


TURMA, julgado em 15/05/2014, DJe 20/06/2014
AgRg no AREsp 372936/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 19/11/2013, DJe 25/11/2013
AgRg no AREsp 078949/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 03/10/2013, DJe 09/10/2013
REsp 1324712/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 24/09/2013, DJe 13/11/2013
REsp 1342899/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
20/08/2013, DJe 09/09/2013
EDcl no AgRg no AREsp 034403/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, julgado em 06/06/2013, DJe 17/09/2013
AgRg no Ag 956696/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 06/06/2013, DJe 01/07/2013
REsp 726975/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 20/11/2012, DJe 06/12/2012
REsp 976217/RO, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 11/09/2012, DJe 15/10/2012
REsp 568734/MT, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 19/06/2012, DJe 29/06/2012

2) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública


visando tutelar direitos dos consumidores relativos a serviços públicos.

Acórdãos

EDcl nos EDcl no REsp 1010130/MG, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA
FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/04/2014, DJe 05/06/2014
AgRg no AREsp 139216/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA,
julgado em 07/11/2013, DJe 25/11/2013
AgRg no AREsp 050151/RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 03/10/2013, DJe 16/10/2013
AgRg no AgRg no REsp 1155380/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA
TURMA, julgado em 03/09/2013, DJe 11/09/2013
AgRg no REsp 1344098/MT, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 13/11/2012, DJe 20/11/2012
REsp 976217/RO, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 11/09/2012, DJe 15/10/2012
REsp 568734/MT, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 19/06/2012, DJe 29/06/2012
REsp 1099634/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 08/05/2012, DJe 15/10/2012
AgRg no Ag 1249559/RJ, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 15/12/2011, DJe 02/02/2012
REsp 984005/PE, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 13/09/2011, DJe 26/10/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0523, publicado em 14 de


agosto de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0497, publicado em 18 de


maio de 2012.

 Informativo de Jurisprudência n. 0483, publicado em 23 de


setembro de 2011.

 Informativo de Jurisprudência n. 0455, publicado em 12 de


novembro de 2010.

 Informativo de Jurisprudência n. 0408, publicado em 25 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0387, publicado em 20 de


março de 2009.

3) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar os interesses individuais indisponíveis, difusos ou
coletivos em relação à infância, à adolescência e aos idosos, mesmo quando
a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada.

Acórdãos

AgRg no REsp 1368769/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 14/08/2013
REsp 509968/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 06/12/2012, DJe 17/12/2012
AgRg no REsp 1094914/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
julgado em 06/09/2012, DJe 13/09/2012
REsp 976021/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 14/12/2010, DJe 03/02/2011
REsp 1005587/PR, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
02/12/2010, DJe 14/12/2010
REsp 440502/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado
em 15/12/2009, DJe 24/09/2010
EREsp 488427/SP, Rel. Ministro FRANCISCO FALCÃO, PRIMEIRA SEÇÃO,
julgado em 10/09/2008, DJe 29/09/2008
EREsp 695665/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado
em 23/04/2008, DJe 12/05/2008

Decisões Monocráticas

REsp 1201226/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado


em 19/05/2014, publicado em 26/05/2014
REsp 1222537/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA,
julgado em 07/11/2013, publicado em 11/11/2013

4) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar assistência médica e odontológica à comunidade
indígena, em razão da natureza indisponível dos bens jurídicos
salvaguardados e o status de hipervulnerabilidade dos sujeitos tutelados.

Acórdãos

REsp 1064009/SC, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,


julgado em 04/08/2009, DJe 27/04/2011
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0401, publicado em 07 de


agosto de 2009.

5) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
objetivo de assegurar os interesses individuais indisponíveis, difusos ou
coletivos em relação às pessoas desprovidas de recursos financeiros,
mesmo quando a ação vise à tutela de pessoa individualmente considerada.

Acórdãos

REsp 1410520/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado


em 03/12/2013, DJe 10/12/2013
AgRg no REsp 1297893/SE, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 05/08/2013
AgRg no REsp 1327279/MG, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg nos EDcl no REsp 1075839/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 04/05/2010, DJe 27/05/2010
AgRg no Ag 1131833/SP, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/08/2009, DJe 26/08/2009
AgRg no REsp 946973/RJ, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 05/06/2008, DJe 19/12/2008

Decisões Monocráticas

AREsp 502889/CE, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA TURMA,


julgado em 10/06/2014, publicado em 13/06/2014
AREsp 264338/CE, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 26/05/2014, publicado em 06/06/2014
AREsp 519171/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado
em 23/05/2014, publicado em 27/05/2014
REsp 1201226/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 19/05/2014, publicado em 26/05/2014
REsp 1417400/SP, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 31/03/2014, publicado em 09/04/2014
6) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública em
defesa de interesses e direitos individuais homogêneos pertencentes a
consumidores decorrentes de contratos de cessão e concessão do uso de
jazigos em cemitérios.

Acórdãos

AgRg no REsp 1113844/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, julgado em 02/08/2012, DJe 09/08/2012
REsp 1090044/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 21/06/2011, DJe 27/06/2011
REsp 440617/SP, Rel. Ministro RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA,
julgado em 22/10/2002, DJ 17/03/2003

Decisões Monocráticas

AREsp 291389/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em


24/05/2013, publicado em 28/05/2013
Ag 567092/DF, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, julgado em 18/05/2009, publicado
em 22/05/2009

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0478, publicado em 24 de


junho de 2011.

7) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública com o
fim de impedir a cobrança abusiva de mensalidades escolares.

Acórdãos

AgRg no REsp 1311156/SE, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,


julgado em 23/10/2012, DJe 08/11/2012
REsp 437277/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em
07/10/2004, DJ 13/12/2004

Decisões Monocráticas
Ag 1066419/MG, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO, QUARTA TURMA, julgado
em 19/08/2009, publicado em 28/08/2009
REsp 951535/RJ, Rel. Ministra DENISE ARRUDA, PRIMEIRA TURMA, julgado em
03/08/2009, publicado em 13/08/2009
REsp 234488/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 16/03/2009, publicado em 07/04/2009

8) O Ministério Público Estadual não tem legitimidade para ajuizar ação civil
pública objetivando defesa de bem da União, por se tratar de atribuição do
Ministério Público Federal.

Acórdãos

AgRg no REsp 976896/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA


TURMA, julgado em 06/10/2009, DJe 15/10/2009
REsp 876936/RJ, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
21/10/2008, DJe 13/11/2008
REsp 440002/SE, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 18/11/2004, DJ 06/12/2004

Decisões Monocráticas

REsp 1129806/RJ, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,


julgado em 31/08/2011, publicado em 09/09/2011
REsp 1118859/PR, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 27/10/2010, publicado em 03/11/2010
REsp 976896/RS, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, julgado em
04/06/2008, publicado em 16/06/2008

9) O Ministério Público tem legitimidade para ajuizar ação civil pública


objetivando a cessação dos jogos de azar.

Acórdãos

REsp 813222/RS, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado


em 08/09/2009, DJe 04/05/2011
REsp 805334/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em
12/02/2008, DJe 02/04/2008
Decisões Monocráticas

Ag 1223154/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, julgado


em 25/11/2009, publicado em 27/11/2009
REsp 784629/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 22/09/2008, publicado em 10/11/2008

10) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em
defesa do patrimônio público. (Súmula n. 329/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 476375/DF, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 20/05/2014, DJe 26/05/2014
REsp 1135158/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 20/06/2013, DJe 01/07/2013
AgRg no REsp 1128563/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 28/05/2013, DJe 04/06/2013
AgRg no REsp 1253805/SP, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 11/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no REsp 650030/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEXTA TURMA,
julgado em 27/11/2012, DJe 10/12/2012
AgRg no AREsp 120979/GO, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, julgado em 16/08/2012, DJe 27/08/2012
AgRg no REsp 1174124/SC, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 07/08/2012, DJe 17/08/2012
REsp 1133185/MG, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA
TURMA, julgado em 18/10/2011, DJe 03/11/2011
AgRg no REsp 1110485/RN, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA,
julgado em 20/09/2011, DJe 03/10/2011

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 329

11) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública
objetivando o fornecimento de medicamentos e tratamentos médicos, a fim
de tutelar o direito à saúde e à vida.
Acórdãos

AgRg no REsp 1443783/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,


SEGUNDA TURMA, julgado em 18/06/2014, DJe 06/08/2014
REsp 1365202/MG, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 01/04/2014, DJe 25/04/2014
REsp 1410520/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 03/12/2013, DJe 10/12/2013
AgRg no REsp 1297893/SE, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 05/08/2013
AgRg no REsp 1162946/MG, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 04/06/2013, DJe 07/06/2013
AgRg no AREsp 314002/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 16/05/2013, DJe 22/05/2013
REsp 1136851/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 26/02/2013, DJe 07/03/2013
AgRg no AREsp 091114/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, julgado em 07/02/2013, DJe 19/02/2013
AgRg no REsp 1327279/MG, Rel. Ministro ARI PARGENDLER, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 18/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no REsp 1086805/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 02/08/2011, DJe 15/09/2011

12) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública em
defesa dos interesses de mutuários do Sistema Financeiro da Habitação,
visto que presente o relevante interesse social da matéria.

Acórdãos

AgRg no REsp 739483/CE, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA


TURMA, julgado em 06/04/2010, DJe 23/04/2010
AgRg no REsp 800657/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, julgado em 05/11/2009, DJe 16/11/2009
REsp 1126708/PB, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado
em 17/09/2009, DJe 25/09/2009
EREsp 644821/PR, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, CORTE ESPECIAL, julgado em
04/06/2008, DJe 04/08/2008
AgRg nos EREsp 633470/CE, Rel. Ministro FRANCISCO PEÇANHA MARTINS,
CORTE ESPECIAL, julgado em 30/06/2006, DJ 14/08/2006

Decisões Monocráticas

EREsp 1042609/GO, Rel. Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em


06/06/2014, publicado em 12/06/2014
REsp 1346361/PR, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, julgado em 20/02/2014, publicado em 06/03/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0407, publicado em 18 de


setembro de 2009.

 Informativo de Jurisprudência n. 0229, publicado em 19 de


novembro de 2004.

13) O Ministério Público não tem legitimidade para pleitear, em ação civil
pública, a indenização decorrente do seguro obrigatório (DPVAT) em
benefício do segurado. (Súmula n. 470/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1134518/GO, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA


TURMA, julgado em 18/09/2012, DJe 25/09/2012
AgRg no REsp 1129675/GO, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 14/02/2012, DJe 24/02/2012
AgRg no AREsp 081215/GO, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 02/02/2012, DJe 07/02/2012
AgRg no REsp 1197496/GO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
QUARTA TURMA, julgado em 10/05/2011, DJe 19/05/2011
AgRg no REsp 1072606/GO, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 09/03/2010, DJe 16/03/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1090463/GO, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, julgado em 13/11/2013, publicado em 19/11/2013
Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 470

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0563, publicado em 02 de


julho de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0314, publicado em 23 de


março de 2007.

14) O Ministério Público tem legitimidade para propor ação civil pública com o
objetivo de anular concurso realizado sem a observância dos princípios
estabelecidos na Constituição Federal.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no Ag 1409346/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA


TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
REsp 1362269/CE, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
julgado em 16/05/2013, DJe 01/08/2013
EDcl no REsp 1121977/SP, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES,
SEGUNDA TURMA, julgado em 04/10/2012, DJe 11/10/2012
AgRg no Ag 998628/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA
TURMA, julgado em 02/03/2010, DJe 29/03/2010

Decisões Monocráticas

REsp 1409346/RN, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA TURMA,


julgado em 08/05/2014, publicado em 16/05/2014
REsp 1234729/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado
em 14/03/2014, publicado em 25/03/2014
REsp 1262425/CE, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA,
julgado em 13/02/2013, publicado em 18/02/2013
REsp 1275586/RN, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
julgado em 31/08/2011, publicado em 01/09/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0528, publicado em 23 de
outubro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0448, publicado em 24 de setembro de 2010.

Informativo nº 0448
Período: 20 a 24 de setembro de 2010.

PRIMEIRA SEÇÃO

REPETITIVO. CONCESSIONÁRIA. ENERGIA ELÉTRICA. REPASSE. PIS.


COFINS. CONSUMIDOR.

A Seção, ao julgar recurso submetido ao regime do art. 543-C e Res. n. 8/2008-STJ


suscitado pelo tribunal a quo, negou provimento ao recurso, entendendo que é
legítimo repassar às faturas de energia elétrica a serem pagas pelo consumidor o
valor correspondente ao pagamento da contribuição ao programa de integração
social (PIS) e da contribuição para financiamento da Seguridade Social (Cofins)
devidas pela concessionária. No REsp, o recorrente buscava o reconhecimento da
ilegalidade desse repasse às faturas de consumo de energia elétrica do custo
correspondente ao recolhimento do PIS e à Cofins, bem como almejava repetição
de indébito. Destacou o Min. Relator que a tese defendida pelo recorrente foi
encampada pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) e pelo
Ministério Público, entretanto parte de um pressuposto manifestamente
equivocado: atribuir à controvérsia uma natureza tributária. Observa que, na
relação jurídica que se estabelece entre concessionária e consumidor de energia
elétrica, não existe relação tributária, em que os partícipes necessários são o Fisco
e o contribuinte, mas há relação de consumo de serviço público, cujas fontes
normativas são próprias, especiais e distintas das que regem as relações
tributárias. Anotou-se ainda que o PIS e a Cofins, cobrados em decorrência da
edição das Leis ns. 10.637/2002, 10.833/2003 e 10.865/2004, alteraram a forma de
cobrança, mas trouxeram a possibilidade de que seus valores sejam fiscalizados
não apenas pela Aneel, mas pelos consumidores de energia elétrica
individualmente, visto que passaram a ser cobrados de forma destacada nas
faturas, a exemplo do que ocorre com o ICMS. REsp 1.185.070-RS, Rel. Min.
Teori Albino Zavascki, julgado em 22/9/2010.

12) As normas do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos


contratos do Sistema Financeiro de Habitação - SFH, desde que não vinculados
ao Fundo de Compensação de Variações Salariais - FCVS e posteriores à
entrada em vigor da Lei n. 8.078/90.

Acórdãos

AgRg no AREsp 538224/RS, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA


TURMA, Julgado em 10/03/2016, DJE 17/03/2016
AgRg no REsp 1216391/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 20/10/2015, DJE 20/11/2015
AgRg no REsp 1334688/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 12/08/2015
AgRg no REsp 1471367/PR, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 10/02/2015, DJE 20/03/2015
AgRg no REsp 1464852/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 10/03/2015, DJE 17/03/2015
AgRg no AREsp 565836/AL, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 04/12/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0311, publicado em 02 de março de 2007.


Informativo nº 0311
Período: 26 de fevereiro a 2 de março de 2007.

PRIMEIRA SEÇÃO

CONTRATO. SFH. FCVS. NÃO-APLICAÇÃO. CDC.

Nos contratos do Sistema Financeiro de Habitação com cláusula do Fundo de


Compensação de Variação Salarial (FCVS), há a presença do Estado (CEF) que é
o garante na quitação do saldo devedor. Assim, sua feição pública atrairá a
incidência das normas contratadas pela natureza social da avença, sendo exceção
as regras de direito contratual privado. Logo, nos contratos com a cobertura do
FCVS, não deve ser aplicada a jurisprudência da Segunda Seção do STJ, que
entende pertinente a aplicação do CDC aos contratos regidos pelo SFH. A Seção,
ao prosseguir o julgamento, por maioria, afastou a aplicação do CDC nos contratos
de financiamento da casa própria firmados sob as regras do SFH que possuam
cobertura do FCVS. REsp 489.701-SP, Rel. Min. Eliana Calmon, julgado em
28/2/2007.

13) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos contratos locatícios


regidos pela Lei n. 8.245/91.

Acórdãos

REsp 1535727/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


10/05/2016, DJE 20/06/2016
AgRg no AREsp 508335/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 361005/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 10/09/2013, DJE 17/09/2013
AgRg no AREsp 041062/GO, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/05/2013, DJE 13/05/2013
AgRg no AREsp 272955/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/03/2013, DJE 25/03/2013
AgRg no AREsp 111983/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 21/08/2012, DJE 28/08/2012

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 53, publicado em 16 de março de 2016.

DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 53: LOCAÇÃO DE IMÓVEIS URBANOS

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 18/12/2015

1) O Código de Defesa do Consumidor não é aplicável aos contratos


locatícios regidos pela Lei n. 8.245/91

Acórdãos

AgRg no AREsp 101712/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 03/11/2015, DJE 06/11/2015
AgRg no AREsp 508335/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 23/06/2015, DJE 03/08/2015
AgRg no AREsp 361005/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 10/09/2013, DJE 17/09/2013
AgRg no AREsp 041062/GO, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 07/05/2013, DJE 13/05/2013
AgRg no AREsp 272955/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/03/2013, DJE 25/03/2013
AgRg no AREsp 111983/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 21/08/2012, DJE 28/08/2012

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0146, publicado em 13 de


setembro de 2002.
2) É inadmissível a oposição de embargos de terceiros em execução de
sentença prolatada em ação de despejo, ressalvada a hipótese de
comprovada sublocação legítima, com ausência de intimação do
sublocatário.

Acórdãos

REsp 326063/MT, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, Rel. p/ Acórdão Ministro LUIS
FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado em 20/06/2013, DJE 23/08/2013
AgRg no Ag 1401784/RJ, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 20/10/2011, DJE 09/11/2011
AgRg no REsp 1115538/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
QUINTA TURMA, Julgado em 14/06/2011, DJE 01/07/2011
AgRg no REsp 886382/MT, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA,
Julgado em 24/08/2010, DJE 13/09/2010
REsp 932284/PA, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 24/11/2008, DJE 19/12/2008
REsp 551731/RJ, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, Julgado em 23/11/2004, DJ
05/02/2007

3) Na ação de despejo por falta de pagamento, não se admite a cumulação do


pedido de purgação da mora com o oferecimento de contestação, motivo pelo
qual não se faz obrigatório o depósito dos valores tidos por incontroversos.

Acórdãos

REsp 625832/SP, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado em


15/10/2009, DJE 09/11/2009
REsp 655286/RJ, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, Julgado em
04/08/2005, DJ 26/09/2005
REsp 292973/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Julgado em
18/12/2002, DJ 04/08/2003
REsp 290473/SP, Rel. Ministro VICENTE LEAL, Julgado em 25/09/2001, DJ
15/10/2001

Decisões Monocráticas

REsp 1257914/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


29/09/2015, Publicado em 01/10/2015
AREsp 639096/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
20/02/2015, Publicado em 02/03/2015
REsp 1064618/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA,
Julgado em 19/06/2012, Publicado em 25/06/2012

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0110, publicado em 28 de


setembro de 2001.

4) É indispensável a notificação pessoal do locatário por meio de mandado de


despejo, no qual conste o prazo de 30 dias disposto no art. 74 da Lei n.
8.245/91, para que proceda à desocupação do imóvel em execução provisória.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no AREsp 389671/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 27/05/2014, DJE 03/06/2014
REsp 1307530/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/
Acórdão Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em 11/12/2012,
DJE 11/03/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0513, publicado em 06 de


março de 2013.

5) A Lei n. 12.112/2009, que alterou regras e procedimentos sobre locação de


imóvel urbano, por se tratar de norma processual tem aplicação imediata,
inclusive a processos em curso.

Acórdãos

REsp 1290933/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 17/03/2015, DJE 24/04/2015
REsp 1307530/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, Rel. p/
Acórdão Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em 11/12/2012,
DJE 11/03/2013
REsp 1207161/AL, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 08/02/2011, DJE 18/02/2011

6) Havendo mais de um locatário, é válida a fiança prestada por um deles em


relação aos demais, o que caracteriza fiança recíproca.

Acórdãos

REsp 911993/DF, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado em


02/09/2010, DJE 13/12/2010
AgRg no Ag 1158649/RJ, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA
TURMA, Julgado em 02/03/2010, DJE 29/03/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0445, publicado em 03 de


setembro de 2010.

7) É válida a penhora de bem de família pertencente a fiador de contrato de


locação. (Súmula n. 549/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - Tema 708)

Acórdãos

AgRg no AREsp 325417/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 10/11/2015, DJE 13/11/2015
EDcl no AgRg no REsp 1364512/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 27/10/2015, DJE 10/11/2015
AgRg no REsp 1222078/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 15/09/2015, DJE 18/09/2015
AgRg no REsp 1507413/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 01/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AREsp 624111/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/03/2015, DJE 18/03/2015
AgRg no Ag 928463/SP, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, Julgado em
11/11/2014, DJE 01/12/2014
AgRg no REsp 1347068/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/09/2014, DJE 15/09/2014
AgRg no RMS 024658/RJ, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, Julgado em 03/06/2014,
DJE 20/06/2014
AgRg no AREsp 151216/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 26/06/2012, DJE 02/08/2012
AgRg nos EDcl nos EDcl no AgRg nos EDcl no REsp 771700/RJ, Rel. Ministro
VASCO DELLA GIUSTINA (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS),
Julgado em 28/02/2012, DJE 26/03/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 549

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Pesquisa Pronta

 Pesquisa Pronta

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 44, publicado em 28


de outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0552, publicado em 17 de


dezembro de 2014.

8) É impenhorável o único imóvel residencial do devedor que esteja locado a


terceiros, desde que a renda obtida com a locação seja revertida para a
subsistência ou a moradia da sua família. (Súmula n. 486/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 739557/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 01/12/2015
AgRg no AREsp 442229/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/02/2015, DJE 20/02/2015
AgRg no AREsp 422729/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 21/08/2014, DJE 04/09/2014
EREsp 1216187/SC, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, PRIMEIRA SEÇÃO,
Julgado em 14/05/2014, DJE 30/05/2014
REsp 1417629/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 10/12/2013, DJE 19/12/2013
AgRg no AREsp 314026/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 13/08/2013, DJE 04/09/2013
AgRg no AREsp 215854/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 04/10/2012, DJE 16/10/2012
REsp 714515/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA,
Julgado em 10/11/2009, DJE 07/12/2009
REsp 243285/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 26/08/2008, DJE 15/09/2008
AgRg no Ag 902919/PE, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, Julgado em
03/06/2008, DJE 19/06/2008

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 486

 Legislação Aplicada

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 44, publicado em 28


de outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0543, publicado em 13 de


agosto de 2014.

9) O fiador que não integrou a relação processual na ação de despejo não


responde pela execução do julgado. (Súmula n. 268/STJ)

Acórdãos

AgRg nos EDcl nos EDcl no AREsp 615101/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE
SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado em 06/10/2015, DJE 14/10/2015
REsp 1359510/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 25/06/2013, DJE 28/06/2013
AgRg no AREsp 093707/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 05/02/2013, DJE 26/02/2013
AgRg no REsp 954709/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado
em 03/05/2011, DJE 18/05/2011
AgRg nos EDcl no REsp 1049868/SP, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA
FILHO, QUINTA TURMA, Julgado em 23/02/2010, DJE 29/03/2010
REsp 1040421/SP, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 04/02/2010, DJE 08/03/2010
REsp 869357/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Julgado em 24/08/2009, DJE
28/09/2009
AgRg no REsp 656341/RS, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, Julgado em
23/06/2009, DJE 03/08/2009
EDcl no AgRg no REsp 866293/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO,
Julgado em 29/04/2008, DJE 15/09/2008
AgRg no Ag 651285/MG, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, Julgado em
14/02/2006, DJ 06/03/2006

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 268

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0030, publicado em 03 de


setembro de 1999.

10) Se o fiador não participou da ação de despejo, a interrupção da prescrição


para a cobrança dos alugueis e acessórios não o atinge.

Acórdãos

AgRg no REsp 1431068/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/09/2014, DJE 11/09/2014
REsp 1359510/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 25/06/2013, DJE 28/06/2013
AgRg no REsp 1211351/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 07/08/2012, DJE 14/08/2012
REsp 869357/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Julgado em 24/08/2009, DJE
28/09/2009
Decisões Monocráticas

REsp 1294749/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


31/08/2015, Publicado em 08/09/2015
REsp 1492416/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 22/04/2015, Publicado em 05/05/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0093, publicado em 27 de


abril de 2001.

11) Na vigência da Lei n. 8.245/91, havendo mais de um locador ou locatário,


presume-se a existência de solidariedade entre eles, salvo estipulação
contratual em contrário, nos termos do art. 2º do referido diploma.

Acórdãos

AgRg no AREsp 051655/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 17/11/2011, DJE 07/12/2011
REsp 785133/SP, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 15/03/2007, DJ 23/04/2007
REsp 488075/RJ, Rel. Ministro PAULO MEDINA, Julgado em 02/03/2004, DJ
10/05/2004
REsp 261359/SP, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, Julgado em
26/03/2002, DJ 22/04/2002

12) Nas ações de despejo, renovatória ou revisional o recurso de apelação


terá apenas efeito devolutivo, nos termos do art. 58, V, da Lei n. 8.245/1991.

Acórdãos

AgRg no AREsp 646890/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 24/03/2015, DJE 24/04/2015
AgRg no AREsp 171147/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 18/10/2012, DJE 31/10/2012
AgRg no Ag 922156/SP, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA
TURMA, Julgado em 18/03/2008, DJE 19/05/2008
AgRg na MC 012081/PE, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA,
Julgado em 30/11/2006, DJ 18/12/2006
AgRg na MC 007552/SP, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, Julgado em 16/03/2004,
DJ 05/12/2005
AgRg no REsp 665692/SC, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, Julgado
em 04/11/2004, DJ 13/12/2004
AgRg no Ag 479928/PR, Rel. Ministro PAULO MEDINA, Julgado em 13/05/2003,
DJ 09/06/2003
REsp 488452/SP, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, Julgado em
25/03/2003, DJ 19/05/2003

Decisões Monocráticas

AREsp 631748/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 19/06/2015, Publicado em 06/08/2015

13) Em casos excepcionais, o relator pode atribuir efeito suspensivo à


apelação interposta nas ações de despejo, renovatória ou revisional art. 558,
parágrafo único, do CPC.

Acórdãos

AgRg no AREsp 352893/PA, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 03/02/2015, DJE 11/02/2015
AgRg na MC 017783/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 12/04/2011, DJE 17/05/2011
REsp 588414/SP, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 12/09/2006, DJ 09/10/2006
AgRg no REsp 661699/SP, Rel. Ministro HÉLIO QUAGLIA BARBOSA, Julgado em
29/11/2005, DJ 19/12/2005

Decisões Monocráticas

RMS 048875/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 10/11/2015, Publicado em 24/11/2015
AREsp 767603/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/09/2015, Publicado em 28/09/2015
MC 024350/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 22/06/2015, Publicado em 26/06/2015
14) O art. 19 da Lei n. 8.245/91, ao regular a revisão judicial do aluguel,
consagrou a adoção da teoria da imprevisão no âmbito das locações urbanas,
disponibilizando aos contratantes instrumento jurídico para a manutenção do
equilíbrio econômico do contrato.

Acórdãos

REsp 1300831/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


27/03/2014, DJE 30/04/2014
AgRg no AREsp 184299/DF, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 27/11/2012, DJE 11/12/2012
AgRg no REsp 1206723/MG, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA,
Julgado em 17/05/2012, DJE 11/10/2012

15) O prazo máximo de prorrogação do contrato locatício não residencial


estabelecido em ação renovatória é de cinco anos.

Acórdãos

AgRg no AREsp 633632/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 28/04/2015, DJE 12/05/2015
REsp 1323410/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 07/11/2013, DJE 20/11/2013
AgRg no Ag 1157625/RJ, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, Julgado em
24/04/2012, DJE 07/05/2012
AR 004220/MG, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, TERCEIRA
SEÇÃO, Julgado em 11/05/2011, DJE 18/05/2011
AgRg nos EDcl no REsp 962945/MG, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, Julgado em
18/11/2008, DJE 09/12/2008

16) O direito à indenização pelo fundo de comércio - art. 52, § 3º, da Lei n.
8.245/91 - está intrinsecamente ligado ao exercício da ação renovatória
prevista no art. 51 do referido diploma.

Acórdãos

REsp 1216537/MT, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


03/09/2015, DJE 11/09/2015
AgRg no AREsp 563775/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/12/2014, DJE 19/12/2014
REsp 1060300/PR, Rel. Ministra LAURITA VAZ, Rel. p/ Acórdão Ministro GILSON
DIPP, QUINTA TURMA, Julgado em 02/08/2011, DJE 20/09/2011
AgRg nos EDcl no Ag 1045714/RS, Rel. Ministro PAULO GALLOTTI, Julgado em
02/06/2009, DJE 22/06/2009
REsp 141576/SP, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Julgado em
21/08/2003, DJ 22/09/2003

Decisões Monocráticas

AREsp 799965/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 30/11/2015, Publicado em 04/12/2015
AREsp 539145/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 19/09/2014, Publicado em 23/09/2014
REsp 686448/RS, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado em
25/08/2014, Publicado em 04/09/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0144, publicado em 30 de


agosto de 2002.

17) A locação de imóvel urbano para a exploração de serviço de


estacionamento não afasta a incidência do Lei n. 8.245/91.

Acórdãos

AgRg no REsp 1288067/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 26/02/2013, DJE 20/03/2013
AgRg no REsp 1230012/SP, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 02/10/2012, DJE 15/10/2012
REsp 1046717/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado em
19/03/2009, DJE 27/04/2009
REsp 769170/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 15/03/2007, DJ 23/04/2007

Decisões Monocráticas
REsp 1151119/DF, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, Julgado em
25/05/2015, Publicado em 28/05/2015
REsp 1399041/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/12/2014, Publicado em 10/12/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0505, publicado em 03 de


outubro de 2012.

18) Nos contratos de locação, é válida a cláusula de renúncia à indenização


das benfeitorias e ao direito de retenção. (Súmula n. 335/STJ)

Acórdãos

REsp 1411420/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/05/2015, REPDJE 01/02/2016
AgRg no AREsp 101712/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/11/2015, DJE 06/11/2015
AgRg no AREsp 624056/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 27/08/2015
AgRg no AREsp 045970/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 03/02/2015, DJE 18/02/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 441188/MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 25/02/2014, DJE 18/03/2014
AgRg no REsp 756546/SP, Rel. Ministro OG FERNANDES, Julgado em
02/04/2013, DJE 16/04/2013
REsp 829110/MG, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, Julgado em
06/04/2010, DJE 26/04/2010
AgRg no Ag 1023082/GO, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA
TURMA, Julgado em 29/05/2008, DJE 04/08/2008
AgRg no Ag 961157/MG, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, Julgado
em 18/03/2008, DJE 07/04/2008

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 335


19) Aplicam-se, por analogia, os direitos de indenização e retenção previstos
no art. 35 da Lei de Locações às acessões edificadas no imóvel locado.

Acórdãos

REsp 1411420/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/05/2015, REPDJE 01/02/2016
REsp 805522/RS, Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, QUINTA TURMA,
Julgado em 07/12/2006, DJ 05/02/2007

Decisões Monocráticas

REsp 1269496/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 05/06/2015, Publicado em 17/06/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0307, publicado em 08 de


dezembro de 2006.

20) Nas ações de despejo, o direito de retenção por benfeitorias deve ser
exercido no momento em que apresentada a contestação; admitindo-se,
ainda, que a matéria seja alegada por meio de reconvenção.

Acórdãos

REsp 1036003/SP, Rel. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA, Julgado em


26/05/2009, DJE 03/08/2009
AgRg no REsp 685103/MT, Rel. Ministro GILSON DIPP, QUINTA TURMA, Julgado
em 20/09/2005, DJ 10/10/2005
REsp 651315/MT, Rel. Ministro CASTRO FILHO, TERCEIRA TURMA, Julgado em
09/08/2005, DJ 12/09/2005

Decisões Monocráticas

AREsp 023338/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 06/03/2012, Publicado em 19/03/2012
21) O contrato de locação com cláusula de vigência, ainda que não averbado
junto ao registro de imóveis, não pode ser denunciado pelo adquirente do
bem, caso dele tenha tido ciência inequívoca antes da aquisição.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no REsp 1322238/DF, Rel. Ministro PAULO DE TARSO


SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 26/06/2015
AgRg no AREsp 592939/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/02/2015, DJE 11/02/2015
REsp 1269476/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 05/02/2013, DJE 19/02/2013

22) O prazo prescricional da pretensão de cobrança de aluguéis e acessórios


do contrato de locação é de três anos - art. 206, § 3º, I, do CC/2002,
sujeitando-se o termo inicial à entrada em vigor do referido Código, nos
termos do art. 2.028.

Acórdãos

EDcl no AREsp 784521/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 01/12/2015, DJE 07/12/2015
REsp 1511681/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 06/10/2015, DJE 13/11/2015
AgRg no REsp 1308355/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/06/2015, DJE 24/06/2015
AgRg no REsp 510898/RJ, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, Julgado em
12/06/2008, DJE 01/09/2008
REsp 948600/SP, Rel. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, Julgado em
29/11/2007, DJ 17/12/2007

Decisões Monocráticas

AREsp 800024/MS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA


TURMA, Julgado em 25/11/2015, Publicado em 01/12/2015
 Informativo de Jurisprudência n. 0412, publicado em 23 de outubro de 2009.

Informativo nº 0412
Período: 19 a 23 de outubro de 2009.

QUINTA TURMA

ACP. LOCAÇÃO. CLÁUSULAS ABUSIVAS. ILEGITIMIDADE. MP.

Trata-se de REsp em que o recorrente, MP estadual, pretende a nulidade de


cláusulas abusivas constantes de contratos de locação realizados com uma única
administradora do ramo imobiliário. Sustenta que o art. 82, I, do CDC, os arts. 1º, II
e IV, e 5° da Lei n. 7.347/1985 o legitimam a promover a ação civil pública (ACP),
tal como feito na hipótese em questão. A Turma, ao prosseguir o julgamento, por
maioria, reafirmou o entendimento de não ser possível o ajuizamento de ACP para
postular direito individual que, apesar de indisponível, seja destituído do requisito
da homogeneidade, indicativo da dimensão coletiva que deve caracterizar os
interesses tutelados por meio de tais ações. Outrossim, segundo a jurisprudência
deste Superior Tribunal, o CDC não é aplicável aos contratos locatícios, os quais
são regulados por legislação própria. Assim, resta claro que o MP estadual não tem
legitimidade para propor ACP nesse caso. Para os votos vencidos, contudo, não há
inconveniência na propositura da ACP pelo MP estadual nessa hipótese, visto que
se trata de uma ação visando alcançar ao mesmo tempo a pluralidade de locatários
potencialmente vítimas de exploração. Ressaltou-se que as grandes
administradoras têm uma carteira enorme de clientes, o contrato, em geral, é
padronizado, basicamente, um contrato de adesão. Portanto, a ACP teria a
utilidade de possibilitar o exame em uma única ação para dar lisura ou não às
cláusulas postas no contrato. Precedentes citados: REsp 984.430-RS, DJ
22/11/2007; REsp 294.759-RJ, DJe 9/12/2008; AgRg no Ag 590.802-RS, DJ
14/8/2006; REsp 442.822-RS, DJ 13/10/2003; REsp 893.218-RS, DJe 9/12/2008, e
AgRg no Ag 660.449-MG, DJ 25/2/2008. REsp 605.295-MG, Rel. Min. Laurita Vaz,
julgado em 20/10/2009.
14) Não incide o Código de Defesa do Consumidor nas relações jurídicas
estabelecidas entre condomínio e condôminos.

Acórdãos

AgRg no REsp 1096723/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 07/04/2015, DJE 14/04/2015
AgRg no AREsp 506687/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/02/2015, DJE 20/02/2015
REsp 860064/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
27/03/2012, DJE 02/08/2012
AgRg no Ag 1307222/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 04/08/2011, DJE 12/08/2011
AgRg no Ag 1122191/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 22/06/2010, DJE 01/07/2010
RMS 017605/GO, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, Julgado em
15/06/2010, DJE 24/06/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 68, publicado em 19 de outubro de


2016.

DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 68: CONDOMÍNIO

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 05/08/2016

1) É possível a penhora do bem de família para assegurar o pagamento de


dívidas oriundas de despesas condominiais do próprio bem.

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 198372/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/11/2013, DJE 18/12/2013
REsp 1401815/ES, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 03/12/2013, DJE 13/12/2013
AgRg no REsp 1196942/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 12/11/2013, DJE 21/11/2013
EDcl no Ag 1384275/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 13/03/2012, DJE 20/03/2012
AgRg no Ag 1041751/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/04/2010, DJE 19/04/2010
AgRg no Ag 1164999/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 06/10/2009, DJE 16/10/2009

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 44, publicado em 28


de outubro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0510, publicado em 18 de


dezembro de 2012.

2) Na execução de crédito relativo a cotas condominiais, este tem preferência


sobre o hipotecário. (Súmula n. 478/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1479319/GO, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 06/08/2015
AgRg no AREsp 305214/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no Ag 1382719/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/08/2011, DJE 29/08/2011
REsp 511003/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/05/2010, DJE 28/05/2010
AgRg no AgRg no Ag 1115989/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 17/12/2009, DJE 08/02/2010
AgRg no Ag 1085775/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 19/05/2009, DJE 29/05/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 478

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0435, publicado em 21 de


maio de 2010.

3) As cotas condominiais possuem natureza proptem rem, razão pela qual os


compradores de imóveis respondem pelos débitos anteriores à aquisição.

Acórdãos

AgRg no AREsp 215906/RO, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no Ag 1375488/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/03/2016, DJE 07/03/2016
AgRg no REsp 1370088/DF, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2015, DJE 26/06/2015
REsp 1440780/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 17/03/2015, DJE 27/03/2015
AgRg no REsp 1370016/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/09/2014, DJE 16/09/2014
REsp 1366894/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 22/04/2014, DJE 02/06/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0464, publicado em 25 de


fevereiro de 2011.

4) Havendo compromisso de compra e venda não levado a registro, a


responsabilidade pelas despesas de condomínio pode recair tanto sobre o
promitente vendedor quanto sobre o promissário comprador, dependendo
das circunstâncias de cada caso concreto. (Tese julgada sob o rito do art.
543-C do CPC/73 - Tema 886)

Acórdãos

AgInt no AREsp 733185/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 24/05/2016, DJE 01/06/2016
AgRg no REsp 1565550/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 23/02/2016, DJE 01/03/2016
AgRg no AREsp 804332/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 01/02/2016
AgRg no AREsp 729405/DF, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/11/2015, DJE 30/11/2015
AgRg no REsp 1542365/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 29/10/2015
REsp 1345331/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 08/04/2015, DJE 20/04/2015

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0560, publicado em 03 de


maio de 2015.

5) O arrematante só responde pelo saldo remanescente do débito


condominial se constar no edital da hasta pública a informação referente ao
ônus incidente sobre o imóvel.

Acórdãos

AgInt no REsp 1582933/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 14/06/2016, DJE 20/06/2016
AgRg nos EDcl no REsp 1410008/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, Julgado em 04/02/2016, DJE 17/02/2016
AgRg no REsp 1098223/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/10/2015, DJE 19/11/2015
AgRg no AREsp 745772/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 05/11/2015, DJE 17/11/2015
AgRg no AREsp 610546/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 08/09/2015
AgRg no AREsp 227546/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/08/2015, DJE 27/08/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0479, publicado em 01 de


julho de 2011.

6) É indevida a inclusão do arrematante de bem imóvel no cumprimento de


sentença proferida em ação de cobrança de cota condominial, tendo em vista
que não participou da fase processual em que constituído o título executivo.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no AgRg OF no AREsp 373066/SP, Rel. Ministro RICARDO


VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/03/2016, DJE
15/03/2016
AgRg no Ag 1375488/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 01/03/2016, DJE 07/03/2016
AgRg nos EREsp 835221/RS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 23/02/2011, DJE 10/03/2011
REsp 894556/RS, Rel. Ministro ANTÔNIO DE PÁDUA RIBEIRO, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/09/2007, DJ 24/09/2007
CC 081450/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
25/06/2008, DJE 01/08/2008

7) O prazo prescricional aplicável à pretensão de cobrança de taxas


condominiais é de cinco anos, de acordo com art. 206, § 5º, I, do Código Civil.

Acórdãos

AgInt no AREsp 883973/DF, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/06/2016, DJE 20/06/2016
AgRg no AREsp 813752/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/02/2016, DJE 17/02/2016
AgRg no AgRg no AREsp 359259/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/02/2016, DJE 16/02/2016
AgRg no REsp 1524380/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 14/12/2015
AgRg nos EDcl no AREsp 745276/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
QUARTA TURMA, Julgado em 22/09/2015, DJE 01/10/2015
AgRg no REsp 1490550/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/09/2015, DJE 08/09/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0527, publicado em 09 de


outubro de 2013.

8) A convenção de condomínio aprovada, ainda que sem registro, é eficaz


para regular as relações entre os condôminos. (Súmula n. 260/STJ)

Acórdãos

REsp 1231171/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 09/12/2014, DJE 10/02/2015
AgRg no Ag 648781/SP, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/08/2007, DJ 22/10/2007
REsp 493723/DF, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, Rel. p/ Acórdão Ministro
JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, Julgado em 22/08/2006, DJ 19/03/2007
REsp 363554/DF, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, QUARTA TURMA, Julgado
em 03/02/2005, DJ 28/03/2005
REsp 503768/RJ, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/06/2003, DJ 01/09/2003
AgRg no Ag 348604/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 04/12/2001, DJ 18/02/2002

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 260


9) A convenção do condomínio pode fixar o rateio das contribuições
condominiais de maneira diversa da regra da fração ideal pertencente a cada
unidade.

Acórdãos

REsp 1213551/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 17/09/2015, DJE 20/10/2015
AgRg no AREsp 583848/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/06/2015, DJE 06/08/2015
REsp 784940/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO
BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em 20/03/2014, DJE 16/06/2014
REsp 493723/DF, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, Rel. p/ Acórdão Ministro
JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, Julgado em 22/08/2006, DJ 19/03/2007

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0294, publicado em 25 de


agosto de 2006.

10) Nas relações jurídicas estabelecidas entre condomínio e condôminos não


incide o Código de Defesa do Consumidor CDC.

Acórdãos

AgRg no REsp 1096723/PR, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 07/04/2015, DJE 14/04/2015
AgRg no AREsp 506687/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/02/2015, DJE 20/02/2015
REsp 860064/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
27/03/2012, DJE 02/08/2012
AgRg no Ag 1122191/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 22/06/2010, DJE 01/07/2010
RMS 017605/GO, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, Julgado em
15/06/2010, DJE 24/06/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0297, publicado em 22 de
setembro de 2006.

11) O condomínio não é responsável pelo pagamento do IPTU incidente sobre


as áreas comuns e de terceiros, pois não é sua a titularidade do domínio útil,
tampouco exerce posse com animus domini.

Acórdãos

AgRg no REsp 1361631/DF, Rel. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES, SEGUNDA


TURMA, Julgado em 21/06/2016, DJE 28/06/2016
AgRg no AREsp 486092/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 03/06/2014, DJE 24/06/2014
REsp 1327539/DF, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 14/08/2012, DJE 20/08/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1285122/DF, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA


TURMA, Julgado em 05/03/2015, Publicado em 11/03/2015

12) As taxas de manutenção criadas por associações de moradores não


obrigam os não associados ou que a elas não anuíram. (Tese julgada sob o
rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 882)

Acórdãos

REsp 1356251/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


Julgado em 02/06/2016, DJE 01/07/2016
AgRg no AREsp 809394/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 07/06/2016, DJE 13/06/2016
AR 004859/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 13/04/2016, DJE 20/04/2016
AgRg no REsp 1522083/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg nos EDcl no REsp 1540381/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 03/02/2016
REsp 1439163/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, Rel. p/ Acórdão
Ministro MARCO BUZZI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em 11/03/2015, DJE
22/05/2015

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

 Repercussão Geral no STF

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0562, publicado em 16 de


junho de 2015.

13) Não é lícita a cobrança de tarifa de água no valor do consumo mínimo


multiplicado pelo número de unidades autônomas existentes no condomínio
quando houver único hidrômetro no local. (Tese julgada sob o rito do art. 543-
C do CPC/73 Tema 414)

Acórdãos

AgRg no AREsp 208243/RJ, Rel. Ministra DIVA MALERBI (DESEMBARGADORA


CONVOCADA TRF 3ª REGIÃO), SEGUNDA TURMA, Julgado em 10/03/2016, DJE
21/03/2016
AgRg no AREsp 808538/SC, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA
TURMA, Julgado em 23/02/2016, DJE 01/03/2016
AgRg no AREsp 793708/RJ, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
Julgado em 01/12/2015, DJE 17/12/2015
AgRg no AgRg no Ag 1286328/RJ, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 19/05/2015
AgRg no AREsp 666333/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 28/04/2015, DJE 06/05/2015
REsp 1166561/RJ, Rel. Ministro HAMILTON CARVALHIDO, PRIMEIRA SEÇÃO,
Julgado em 25/08/2010, DJE 05/10/2010

Saiba mais:
 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0414, publicado em 06 de


novembro de 2009.

14) A legitimidade passiva na ação cautelar de exibição de documentos é do


síndico e não do condomínio.

Acórdãos

AgRg no AREsp 430735/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/06/2016, DJE 24/06/2016
REsp 827326/MG, Rel. Ministro JOSÉ DELGADO, PRIMEIRA TURMA, Julgado em
18/05/2006, DJ 08/06/2006
REsp 557379/DF, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, QUARTA TURMA, Julgado
em 05/02/2004, DJ 03/05/2004
REsp 224429/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 15/05/2001, DJ 11/06/2001

Decisões Monocráticas

AREsp 049560/MG, TERCEIRA TURMA, Julgado em 29/09/2011, Publicado em


05/10/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0197, publicado em 06 de


fevereiro de 2004.

15) O condomínio tem legitimidade ativa para ajuizar ação objetivando o


cumprimento de obrigações e/ou o reconhecimento de vícios de construção
nas partes comuns e em unidades autônomas.

Acórdãos

AgRg no AREsp 109156/PR, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 09/06/2015, DJE 12/06/2015
AgRg no AREsp 245586/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/08/2014, DJE 16/09/2014
AgRg no AREsp 093530/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 05/03/2013, DJE 02/04/2013
REsp 1177862/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 03/05/2011, DJE 01/08/2011
REsp 950522/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2009, DJE 08/02/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0471, publicado em 06 de


maio de 2011.

16) É possível a reforma ou a utilização exclusiva de área comum de


condomínio desde que exista autorização da assembleia geral.

Acórdãos

AgRg no AREsp 467865/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/10/2015, DJE 08/10/2015
REsp 1035778/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
05/12/2013, DJE 03/03/2015
AgRg no REsp 1197014/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 11/12/2012, DJE 01/02/2013
REsp 281290/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 02/10/2008, DJE 13/10/2008
REsp 325870/RJ, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 14/06/2004, DJ 20/09/2004
REsp 356821/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 23/04/2002, DJ 05/08/2002

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0254, publicado em 05 de


agosto de 2005.
17) A loja térrea, com acesso próprio à via pública, não concorre com gastos
relacionados a serviços que não lhe sejam úteis, salvo disposição
condominial em contrário.

Acórdãos

AgRg no AREsp 495526/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 02/02/2016
REsp 784940/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, Rel. p/ Acórdão Ministro MARCO
BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em 20/03/2014, DJE 16/06/2014
AgRg no Ag 1028411/PR, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 25/11/2008, DJE 16/12/2008
REsp 537116/RS, Rel. Ministro BARROS MONTEIRO, QUARTA TURMA, Julgado
em 04/08/2005, DJ 05/12/2005
REsp 646406/RS, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, Julgado
em 01/03/2005, DJ 21/03/2005

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0254, publicado em 05 de


agosto de 2005.

 Informativo de Jurisprudência n. 0297, publicado em 22 de setembro de 2006.

Informativo nº 0297
Período: 18 a 22 de setembro de 2006.

TERCEIRA TURMA

CONTADOR. CONDÔMINO. INAPLICAÇÃO. CDC.

Segundo a jurisprudência, não há relação de consumo entre condômino e


condomínio para litígios envolvendo cobrança de taxas, muito menos poderíamos
cogitar da existência de tal relação entre o profissional contratado pelo condomínio
para controlar tais cobranças e um dos condôminos tal como no caso. O réu,
contador, foi contratado pelo condomínio, para prestar serviços, cabendo ao
contratante a publicidade ou não do rol de inadimplentes fornecida por ele. Por
simples análise do caso, conclui-se inexistir relação de consumo entre o condômino
e o contador, há entre o condomínio e seu contratado, o contador. Apenas o
condomínio, nesta condição, pode ser caracterizado como consumidor, pois a
prestação do serviço de contadoria fora destinada àquele como um fim em si
mesmo, e não, individualmente, a cada um dos condôminos. Não há, portanto,
como se vislumbrar qualquer relação de consumo entre o contador e o condômino,
ou qualquer responsabilidade do contador em relação direta ao condômino, pela
publicidade do seu nome no rol dos inadimplentes, publicação que, segundo se
afirma, sequer chegou a acontecer. REsp 441.873-DF, Rel. Min. Castro Filho,
julgado em 19/9/2006.

15) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de


previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários
celebrados com entidades fechadas. (Súmula n. 563/STJ)

Acórdãos

AgInt no REsp 1617166/SE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/12/2016, DJE 16/12/2016
AgInt no AREsp 625910/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 18/10/2016, DJE 07/11/2016
AgInt no REsp 1594441/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 20/10/2016, DJE 07/11/2016
AgRg no AgRg no AREsp 719067/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, Julgado em 20/10/2016, DJE 28/10/2016
AgInt no REsp 1388692/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 04/10/2016, DJE 10/10/2016
EDcl no AgRg no REsp 1230249/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/05/2016, DJE 25/05/2016
Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 563

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

Súmula 563 - O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas


de previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários
celebrados com entidades fechadas. (Súmula 563, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em
24/02/2016, DJe 29/02/2016)

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 71, publicado em 30 de novembro de


2016.

DIREITO PREVIDENCIÁRIO

EDIÇÃO N. 71: PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 23/09/2016

1) O participante tem mera expectativa de direito à aplicação das regras de


aposentadoria suplementar nos moldes inicialmente contratados, incindindo
as disposições regulamentares vigentes na data em que cumprir todos os
requisitos exigidos para obtenção do benefício.
Acórdãos

AgInt no REsp 1584410/SE, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 23/08/2016, DJE 31/08/2016
AgInt no AREsp 567772/SE, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/08/2016, DJE 16/08/2016
AgRg no AREsp 741321/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/02/2016, DJE 29/02/2016
AgRg no REsp 1447483/SE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/02/2016, DJE 18/02/2016
REsp 1463803/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 02/12/2015
AgRg no Ag 1397445/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado
em 03/11/2015, DJE 26/11/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0574, publicado em 12 de


fevereiro de 2016.

2) As contribuições para o regime de previdência complementar podem ser


alteradas (majoradas ou reduzidas) a qualquer momento para manter o
equilíbrio econômico- financeiro do plano, uma vez que não há direito
adquirido ao regime inicial de custeio.

Acórdãos

AgRg no AREsp 541301/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 22/09/2015, DJE 30/09/2015
REsp 1384432/SE, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/03/2015, DJE 26/03/2015
AgRg no REsp 704718/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE 09/10/2014
REsp 1111077/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, Julgado em 04/08/2011, DJE 19/12/2011

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0561, publicado em 18 de
maio de 2015.

3) A previsão de reajuste dos benefícios de plano de previdência privada com


base nos mesmos índices adotados pelo INSS não garante aos participantes
de tais entidades a extensão do aumento real concedido pela previdência
pública.

Acórdãos

AgInt no AREsp 636331/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 23/08/2016, DJE 29/08/2016
AgRg no AREsp 050982/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 26/10/2015
AgRg no AREsp 360579/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/10/2015, DJE 20/10/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0557, publicado em 18 de


março de 2015.

4) Os pedidos de revisão de benefícios complementares devem ser instruídos


com perícia técnica que demonstre a manutenção do equilíbrio financeiro e
atuarial da entidade de previdência privada.

Acórdãos

AgRg no AgRg no REsp 1449265/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 26/04/2016, DJE 05/05/2016
EDcl no AgRg no REsp 1546364/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS
CUEVA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/04/2016, DJE 26/04/2016
AgRg no REsp 1439905/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/12/2015, DJE 02/02/2016
EDcl no REsp 1526784/RS, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 13/08/2015
AgRg no AREsp 137726/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/11/2014, DJE 11/12/2014
REsp 1345326/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 09/04/2014, DJE 08/05/2014

5) O auxílio cesta-alimentação, parcela concedida a título indenizatório aos


empregados em atividade, mediante convenção coletiva de trabalho, não se
incorpora aos proventos da complementação de aposentadoria pagos por
entidade fechada de previdência privada. (Tese julgada sob o rito do art. 543-
C do CPC/73 - Tema 540)

Acórdãos

AgRg no AREsp 811833/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/05/2016, DJE 27/05/2016
AgRg no AREsp 537157/MG, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/02/2016, DJE 11/02/2016
AgRg no AREsp 358111/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/11/2015, DJE 10/12/2015
EDcl no AREsp 397326/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/10/2015, DJE 27/10/2015
AgRg nos EREsp 1298827/RS, Rel. Ministro FELIX FISCHER, CORTE ESPECIAL,
Julgado em 02/09/2015, DJE 02/10/2015
REsp 1207071/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 27/06/2012, DJE 08/08/2012

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0574, publicado em 12 de


fevereiro de 2016.

6) Nos planos de benefícios de previdência privada fechada, patrocinados


pelos entes federados - inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de
economia mista e empresas controladas direta ou indiretamente -, é vedado o
repasse de abono e vantagens de qualquer natureza para os benefícios em
manutenção, sobretudo a partir da vigência da Lei Complementar n. 108/2001,
independentemente das disposições estatutárias e regulamentares. (Tese
julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 Tema 736)

Acórdãos

AgInt no REsp 1036446/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 18/08/2016, DJE 08/09/2016
AgRg no AREsp 811833/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/05/2016, DJE 27/05/2016
EDcl no AgRg nos EDcl no AREsp 615646/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE
NORONHA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 03/02/2016
EDcl no AREsp 536619/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 17/12/2015, DJE 02/02/2016
EDcl no AREsp 047634/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 03/11/2015, DJE 06/11/2015
REsp 1425326/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 28/05/2014, DJE 01/08/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0541, publicado em 11 de


junho de 2014.

7) Os valores de benefícios previdenciários complementares recebidos por


força de tutela antecipada posteriormente revogada devem ser devolvidos,
haja vista a reversibilidade da medida antecipatória, a ausência de boa-fé
objetiva do beneficiário e a vedação do enriquecimento sem causa.

Acórdãos

AgInt no REsp 1593410/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 23/06/2016, DJE 01/07/2016
AgRg no REsp 1584052/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/05/2016, DJE 19/05/2016
AgRg no REsp 1568908/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/02/2016, DJE 01/03/2016
REsp 1117247/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, Rel. p/ Acórdão Ministro
MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em 24/04/2014, DJE 18/09/2014
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 67, publicado em 05


de outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0573, publicado em 16 de


dezembro de 2015.

8) A complementação de aposentadoria ou a revisão da renda mensal inicial


de benefício são obrigações de trato sucessivo, assim a prescrição
quinquenal aplica-se tão somente às parcelas vencidas antes do ajuizamento
da ação, não alcançando o próprio fundo do direito (incidência das Súmulas
n. 291 e 427 do STJ).

Acórdãos

REsp 1330215/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 18/08/2016, DJE 05/09/2016
AgInt no AREsp 897285/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 23/08/2016, DJE 01/09/2016
AgRg no REsp 1387915/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 10/03/2016, DJE 30/03/2016
AgRg nos EDcl nos EDcl no AREsp 383337/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO
SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, Julgado em 16/02/2016, DJE 25/02/2016
AgRg no AREsp 718581/DF, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/11/2015, DJE 07/12/2015
AgRg no AREsp 025887/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 17/11/2015, DJE 26/11/2015

9) Incide Imposto de Renda sobre os valores recebidos a título de


antecipação dos direitos à Aposentadoria Complementar Móvel Vitalícia -
ACMV, pois tais valores decorrem de renúncia de direito trabalhista de
natureza remuneratória, configurando acréscimo patrimonial.

Acórdãos

AgRg no REsp 1350951/MG, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,


PRIMEIRA TURMA, Julgado em 26/02/2013, DJE 12/03/2013
EREsp 770023/MG, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, Julgado
em 10/11/2010, DJE 22/11/2010
REsp 1196551/MG, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA
TURMA, Julgado em 19/08/2010, DJE 28/09/2010
EREsp 438309/MG, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA SEÇÃO,
Julgado em 14/04/2010, DJE 20/04/2010
REsp 740287/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SEÇÃO, Julgado
em 25/11/2009, DJE 07/12/2009
REsp 438309/MG, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 15/05/2007, DJE 17/10/2008

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 28, publicado em 18


de fevereiro de 2015.

10) Não incide imposto de renda sobre o valor da complementação de


aposentadoria e sobre o resgate de contribuições correspondentes a
recolhimentos para entidade de previdência privada ocorridos no período de
1º.1.1989 a 31.12.1995, por força da isenção concedida pelo art. 6º, VII, b, da
Lei n. 7.713/88, com redação anterior à que lhe foi dada pela Lei n. 9.250/95.

Acórdãos

AgRg no REsp 1405591/RN, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 17/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg nos EREsp 1159709/SC, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO,
PRIMEIRA SEÇÃO, Julgado em 25/02/2016, DJE 11/03/2016
AgRg no REsp 1172079/RS, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA,
Julgado em 15/12/2015, DJE 02/02/2016
REsp 1536636/DF, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 04/08/2015, DJE 17/11/2015
AgRg nos EDcl no REsp 1461341/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL
MARQUES, SEGUNDA TURMA, Julgado em 27/10/2015, DJE 05/11/2015
REsp 760246/PR, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO,
Julgado em 10/12/2008, DJE 19/12/2008

Saiba mais:
 Súmula Anotada n. 556

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 28, publicado em 18


de fevereiro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0380, publicado em 12 de


dezembro de 2008.

11) Compete à Justiça Estadual processar e julgar litígios instaurados entre


entidade de previdência privada e participante de seu plano de benefícios.
(Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 539)

Acórdãos

AgRg no CC 139479/RJ, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, SEGUNDA


SEÇÃO, Julgado em 10/08/2016, DJE 18/08/2016
AgRg no CC 145481/SP, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 22/06/2016, DJE 29/06/2016
EDcl no CC 143500/RJ, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 08/06/2016, DJE 15/06/2016
AgRg no CC 131832/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 08/06/2016, DJE 13/06/2016
AgRg no REsp 1472327/GO, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 02/02/2016, DJE 11/02/2016
REsp 1207071/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 27/06/2012, DJE 08/08/2012

Saiba mais:

 Repercussão Geral no STF

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0510, publicado em 18 de


dezembro de 2012.
12) O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às entidades abertas de
previdência complementar, não incidindo nos contratos previdenciários
celebrados com entidades fechadas. (Súmula n. 563/STJ)

Acórdãos

AgRg no REsp 1382470/PR, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 23/08/2016, DJE 29/08/2016
AgInt no AREsp 567772/SE, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/08/2016, DJE 16/08/2016
AgRg no AREsp 831769/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 10/05/2016, DJE 30/05/2016
EDcl no AgRg no REsp 1230249/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI,
QUARTA TURMA, Julgado em 19/05/2016, DJE 25/05/2016
AgRg no REsp 1551607/SE, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 26/04/2016, DJE 04/05/2016

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 563

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

13) Não há litisconsórcio necessário entre o fundo de previdência


complementar e a instituição patrocinadora, tendo em vista a autonomia de
patrimônio e a personalidade jurídica própria do ente previdenciário.

Acórdãos

AgInt no AREsp 795006/RS, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2016, DJE 01/07/2016
REsp 1410173/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 05/11/2015, DJE 16/12/2015
AgRg no REsp 1531073/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/08/2015, DJE 02/09/2015
REsp 1431273/SE, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 09/06/2015, DJE 18/06/2015
REsp 1443304/SE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 26/05/2015, DJE 02/06/2015
AgRg no AREsp 273833/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 25/11/2014

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0534, publicado em 26 de


fevereiro de 2014.

14) A relação contratual mantida entre a entidade de previdência privada


administradora do plano de benefícios e o participante não se confunde com
a relação laboral mantida entre o participante trabalhador e a patrocinadora.

Acórdãos

AgInt no AREsp 740736/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA


TURMA, Julgado em 15/09/2016, DJE 21/09/2016
AgInt no AREsp 567772/SE, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 04/08/2016, DJE 16/08/2016
REsp 1443304/SE, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 26/05/2015, DJE 02/06/2015
REsp 909861/SC, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 24/04/2012, DJE 11/05/2012

15) São incompatíveis com o regime financeiro de capitalização, próprio da


previdência privada, o tempo de serviço especial (tempo ficto) e o tempo de
serviço prestado sob a condição de aluno-aprendiz.

Acórdãos

AgInt no REsp 1571345/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,


Julgado em 23/08/2016, DJE 31/08/2016
REsp 1351785/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 24/11/2015, DJE 07/12/2015
AgRg no AREsp 102133/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/08/2015, DJE 12/08/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0555, publicado em 11 de


março de 2015.

16) A restituição da reserva de poupança a ex-participantes de plano de


benefícios de previdência privada deve ser corrigida monetariamente
conforme os índices que reflitam a real inflação do período, mesmo que o
estatuto da entidade preveja critério diverso, devendo ser incluídos os
expurgos inflacionários. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 -
Tema 511)

Acórdãos

AgInt no AREsp 477827/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,


QUARTA TURMA, Julgado em 18/08/2016, DJE 23/08/2016
AgRg no AREsp 153483/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 15/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg no REsp 1483803/MG, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 10/03/2016, DJE 15/03/2016
AgRg no REsp 1324464/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 13/10/2015, DJE 20/10/2015
AgRg no AREsp 485037/DF, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 26/08/2014, DJE 04/09/2014
REsp 1183474/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
14/11/2012, DJE 28/11/2012

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 289

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0510, publicado em 18 de
dezembro de 2012.

17) A Súmula n. 289/STJ tem sua aplicação restrita às hipóteses em que


houver o definitivo rompimento do vínculo contratual estabelecido entre o
participante e a entidade de previdência complementar.

Acórdãos

AgInt no AREsp 526527/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 23/08/2016, DJE 09/09/2016
EDcl no REsp 1548821/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 23/06/2016, DJE 01/07/2016
EDcl no AgRg no REsp 1336910/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,
QUARTA TURMA, Julgado em 05/05/2016, DJE 11/05/2016
AgRg no Ag 1166363/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 15/03/2016, DJE 31/03/2016
AgRg nos EDcl no AREsp 602198/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 08/03/2016, DJE 28/03/2016
AgRg nos EAREsp 509379/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em 28/10/2015, DJE 04/11/2015

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0550, publicado em 19 de


novembro de 2014.

18) A Súmula n. 252/STJ, por ser específica para a correção de saldos do


FGTS, não tem aplicação nas demandas que envolvem previdência privada.

Acórdãos

EDcl no Ag 767001/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 06/10/2015, DJE 09/10/2015
AgRg no AREsp 192647/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 22/09/2015, DJE 30/09/2015
AgRg no REsp 817755/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/11/2013, DJE 18/11/2013
REsp 1177973/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
14/11/2012, DJE 28/11/2012
AgRg no AREsp 074162/GO, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 13/12/2011, DJE 01/02/2012
AgRg no Ag 792844/DF, Rel. Ministro PAULO FURTADO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/BA), TERCEIRA TURMA, Julgado em 18/08/2009, DJE
31/08/2009

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0510, publicado em 18 de


dezembro de 2012.

19) As contribuições devolvidas pelas entidades de previdência privada ao


associado devem ser atualizadas monetariamente pelo IPC - Índice de preços
ao consumidor. (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do CPC/73 - Tema 512)

Acórdãos

AgRg no AREsp 110898/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/02/2016, DJE 18/02/2016
AgRg no AREsp 192647/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 22/09/2015, DJE 30/09/2015
AgRg no AREsp 568104/DF, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 21/05/2015, DJE 28/05/2015
AgRg no REsp 1374181/GO, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/06/2014, DJE 25/06/2014
AgRg no AREsp 460419/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 27/05/2014, DJE 03/06/2014
REsp 1183474/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado em
14/11/2012, DJE 28/11/2012

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto


 Repetitivos Organizados por Assunto

20) A impenhorabilidade dos valores depositados em fundo de previdência


privada complementar deve ser aferida pelo Juiz casuisticamente e se
caracteriza nos casos de comprovada utilização dos valores para a
subsistência familiar.

Acórdãos

AgRg no REsp 1382845/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 24/03/2015, DJE 30/03/2015
EREsp 1121719/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 12/02/2014, DJE 04/04/2014

Decisões Monocráticas

AREsp 986463/RJ, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado


em 22/09/2016, Publicado em 28/09/2016
REsp 1363392/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/06/2016, Publicado em 01/08/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0535, publicado em 12 de


março de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de novembro de 2015.

Informativo nº 0571
Período: 15 a 27 de outubro de 2015.

SEGUNDA SEÇÃO
DIREITO PROCESSUAL CIVIL. FORO PARA O AJUIZAMENTO DE AÇÃO EM
FACE DE ENTIDADE FECHADA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR.

É possível a participante ou assistido de plano de benefícios patrocinado


ajuizar ação em face da respectiva entidade fechada de previdência privada
no foro do domicílio da ré, no eventual foro de eleição do contrato ou, até
mesmo, no foro onde labora ou laborou para a patrocinadora do plano. De
fato, as regras do CDC, conquanto sejam aplicáveis à relação jurídica existente
entre a entidade aberta de previdência privada e seus participantes, não se aplicam
à relação jurídica, de direito civil, formada entre entidade fechada de previdência
complementar e seus participantes ou assistidos de plano de benefícios, mesmo
em situações que não sejam regulamentadas pela legislação especial. Dessa
maneira, tratando-se de ação proposta por participante em face de entidade
fechada de previdência privada, o foro competente não será disciplinado pelo
diploma consumerista. Afastada a aplicação do CDC, deve-se atentar à
circunstância de que, embora a relação autônoma de previdência complementar
não se confunda com a trabalhista, a própria legislação de regência (art. 16 da LC
109/2001) impõe que a entidade confira tratamento isonômico com relação a todos
os empregados da patrocinadora. Dessarte, a possibilidade de o participante ou
assistido poder ajuizar ação no foro do local onde labora(ou) para a patrocinadora
não pode ser menosprezada, inclusive para garantir um equilíbrio e isonomia entre
os participantes que laboram no mesmo foro da sede da entidade e os demais, pois
o participante não tem nem mesmo a possibilidade, até que ocorra o rompimento
do vinculo trabalhista com o instituidor, de proceder ao resgate ou à
portabilidade. REsp 1.536.786-MG, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em
26/8/2015, DJe 20/10/2015.

16) Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de


saúde. (Súmula n. 469/STJ).

Acórdãos

REsp 1568244/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, SEGUNDA


SEÇÃO, Julgado em 14/12/2016, DJE 19/12/2016
AgRg no AREsp 862596/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado
em 06/12/2016, DJE 16/12/2016
AgRg no AREsp 831660/CE, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 17/11/2016, DJE 25/11/2016
AgInt no AREsp 895723/RS, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 20/10/2016, DJE 27/10/2016
REsp 1392560/PE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 09/08/2016, DJE 06/10/2016
REsp 1330919/MT, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 02/08/2016, DJE 18/08/2016

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 469

DIREITO DO CONSUMIDOR

PLANO DE SAÚDE

Súmula 469 - Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano


de saúde. (Súmula 469, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/11/2010, DJe
06/12/2010)

SÚMULA CANCELADA: A Terceira Seção, na sessão de 11/04/2018, ao apreciar


o Projeto de Súmula n. 937, determinou o CANCELAMENTO da Súmula 469 do
STJ. (DJe 17/04/2018).

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 2, publicado em 14 de novembro de


2013.
DIREITO CIVIL

EDIÇÃO N. 2: PLANOS DE SAÚDE - I

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 20/09/2013

1) Aplica-se o Código de Defesa do Consumidor aos contratos de plano de


saúde (Súmula n. 469/STJ).

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 090117/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,


QUARTA TURMA, julgado em 10/09/2013, DJe 20/09/2013
AgRg no AREsp 101370/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 10/09/2013, DJe 12/09/2013
AgRg no AREsp 007479/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 27/08/2013, DJe 20/09/2013
AgRg no AREsp 251317/RJ, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 26/08/2013
AgRg no AREsp 187473/DF, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
AgRg no Ag 1215680/MA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, julgado em 25/09/2012, DJe 03/10/2012
REsp 995995/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 19/08/2010, DJe 16/11/2010
REsp 1115588/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
25/08/2009, DJe 16/09/2009

Decisões Monocráticas

AREsp 377007/PR, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, julgado em 01/10/2013, publicado em 14/10/2013
AREsp 163647/SE, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 16/08/2013, publicado em 21/08/2013
Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 469

2) É possível aferir a abusividade das cláusulas dos planos e seguros


privados de saúde celebrados antes da Lei n. 9.656/98, em virtude da natureza
contratual de trato sucessivo, não havendo que se falar em retroação do
referido diploma normativo.

Acórdãos

AgRg no AREsp 008057/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 12/08/2013
AgRg no AREsp 327547/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
AgRg no AREsp 300954/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
julgado em 28/05/2013, DJe 12/06/2013
EDcl no REsp 866840/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado
em 28/05/2013, DJe 11/06/2013
AgRg no AREsp 064677/PR, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 26/02/2013, DJe 04/03/2013
REsp 1011331/RJ, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 17/04/2008, DJe 30/04/2008

Decisões Monocráticas

AREsp 063613/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,


julgado em 02/10/2013, publicado em 09/10/2013
Ag 1301332/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 02/10/2013, publicado em 04/10/2013
AREsp 126457/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 30/08/2013, publicado em 03/09/2013
AREsp 131545/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 05/06/2013, publicado em 14/06/2013

3) É abusiva a cláusula contratual de plano de saúde que limita no tempo a


internação hospitalar do segurado (Súmula n. 302/STJ).
Acórdãos

AgRg no Ag 1321321/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, julgado em 16/02/2012, DJe 29/02/2012
REsp 735750/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
14/02/2012, DJe 16/02/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1388058/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em


11/09/2013, publicado em 20/09/2013
AREsp 226929/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 17/12/2012, publicado em 20/02/2013
AREsp 070140/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 26/11/2012, publicado em 28/11/2012
AREsp 095946/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
13/03/2012, publicado em 09/04/2012
Ag 1281072/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado
em 13/02/2012, publicado em 24/02/2012
Ag 1193948/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em
04/11/2009, publicado em 20/11/2009
REsp 604643/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA,
julgado em 07/08/2009, publicado em 19/08/2009

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 302

4) É abusiva a cláusula contratual que exclui da cobertura do plano de saúde


o custeio de prótese necessária ao pleno restabelecimento da saúde do
segurado, em procedimento cirúrgico coberto pelo plano.

Acórdãos

AgRg no AREsp 158625/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,


TERCEIRA TURMA, julgado em 20/08/2013, DJe 27/08/2013
REsp 1364775/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 20/06/2013, DJe 28/06/2013
AgRg no AREsp 295133/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 06/06/2013, DJe 28/06/2013
AgRg no AREsp 259570/MG, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 11/12/2012, DJe 04/02/2013
AgRg no REsp 1201998/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 14/08/2012, DJe 20/08/2012
AgRg no Ag 1226643/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 05/04/2011, DJe 12/04/2011

Decisões Monocráticas

Ag 1301332/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA


TURMA, julgado em 02/10/2013, publicado em 04/10/2013
AREsp 362049/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
02/09/2013, publicado em 09/09/2013
AREsp 289039/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 19/03/2013, publicado em 25/03/2013
AREsp 155845/PE, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 01/02/2013, publicado em 14/02/2013

5) É abusiva a cláusula contratual que exclua da cobertura do plano de saúde


algum tipo de procedimento ou medicamento necessário para assegurar o
tratamento de doenças previstas pelo referido plano.

Acórdãos

AgRg no AgRg no AREsp 090117/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,


QUARTA TURMA, julgado em 10/09/2013, DJe 20/09/2013
AgRg no AREsp 007479/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 27/08/2013, DJe 20/09/2013
AgRg no AREsp 158625/SP, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 20/08/2013, DJe 27/08/2013
AgRg no AREsp 008057/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 12/08/2013
AgRg no AREsp 334093/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
AgRg no REsp 1242971/PB, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
REsp 1364775/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 20/06/2013, DJe 28/06/2013
AgRg no AREsp 121036/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 05/03/2013, DJe 14/03/2013
AgRg no AREsp 079643/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 02/10/2012, DJe 08/10/2012

Decisões Monocráticas

AREsp 132821/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,


julgado em 05/09/2013, publicado em 12/09/2013

6) É abusiva a cláusula contratual que exclua da cobertura do plano de saúde


o tratamento de AIDS ou de doenças infectocontagiosas.

Acórdãos

AgRg no REsp 1299069/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, julgado em 26/02/2013, DJe 04/03/2013
REsp 304326/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 24/09/2002, DJ 03/02/2003

Decisões Monocráticas

Ag 1274148/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado


em 15/02/2011, publicado em 01/03/2011
REsp 876064/PE, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
28/11/2008, publicado em 04/12/2008

7) É abusiva a cláusula contratual que exclui da cobertura do plano de saúde


o fornecimento de medicamento para quimioterapia tão somente pelo fato de
ser ministrado em ambiente domiciliar.

Acórdãos

AgRg no AREsp 292259/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
EDcl no AREsp 010044/PR, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, julgado em 16/04/2013, DJe 22/04/2013
AgRg no AREsp 147376/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 06/12/2012, DJe 14/12/2012
AgRg no AREsp 079643/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 02/10/2012, DJe 08/10/2012
REsp 1119370/PE, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 07/12/2010, DJe 17/12/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 372613/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


julgado em 05/08/2013, publicado em 19/08/2013
AREsp 331317/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
05/08/2013, publicado em 15/08/2013
AREsp 250066/MS, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em
26/10/2012, publicado em 13/11/2012
Ag 1390883/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 18/11/2011, publicado em 24/11/2011
REsp 1237259/MT, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, julgado em 25/02/2011, publicado em 11/03/2011

8) É abusiva cláusula contratual que prevê reajuste de mensalidade de plano


de saúde em decorrência exclusiva de mudança de faixa etária do segurado.

Acórdãos

AgRg no AREsp 101370/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,


TERCEIRA TURMA, julgado em 10/09/2013, DJe 12/09/2013
AgRg no Ag 945430/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 25/06/2013, DJe 06/08/2013
AgRg no REsp 1324344/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 21/03/2013, DJe 01/04/2013
AgRg no AREsp 202013/DF, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, julgado em 21/03/2013, DJe 26/03/2013
REsp 1228904/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 05/03/2013, DJe 08/03/2013

Decisões Monocráticas

AREsp 268154/RJ, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,


julgado em 30/09/2013, publicado em 07/10/2013
AREsp 204187/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 27/09/2013, publicado em 01/10/2013
Ag 1164206/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
01/02/2013, publicado em 05/02/2013

9) É ilícita a recusa de cobertura de atendimento, sob a alegação de doença


preexistente à contratação do plano, se a operadora não submeteu o paciente
a prévio exame de saúde e não comprovou a sua má-fé.

Acórdãos

REsp 1230233/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado


em 03/05/2011, DJe 11/05/2011
REsp 980326/RN, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
julgado em 01/03/2011, DJe 04/03/2011
EDcl no Ag 1251211/ES, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, julgado em 22/02/2011, DJe 02/03/2011

Decisões Monocráticas

AREsp 385113/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em


26/09/2013, publicado em 04/10/2013
AREsp 150252/DF, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 02/09/2013, publicado em 04/09/2013
AREsp 282512/MG, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em
30/08/2013, publicado em 03/09/2013
REsp 1285800/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 28/06/2013, publicado em 02/08/2013
REsp 1147866/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, julgado em 28/05/2013, publicado em 05/06/2013
AREsp 255532/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em
06/02/2013, publicado em 26/02/2013
REsp 1215413/MT, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 17/10/2012, publicado em 26/10/2012

10) O período de carência contratualmente estipulado em contratos de


seguro-saúde não prevalece em situações emergenciais.

Acórdãos
AgRg no AREsp 110818/RS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 19/08/2013
AgRg no AREsp 327767/CE, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
julgado em 25/06/2013, DJe 01/08/2013
AgRg no AREsp 213169/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, julgado em 04/10/2012, DJe 11/10/2012
REsp 1243632/RS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, julgado em 11/09/2012, DJe 17/09/2012
AgRg no Ag 845103/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, julgado em 17/04/2012, DJe 23/04/2012
AgRg no REsp 929893/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
julgado em 15/03/2012, DJe 13/04/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1401390/MT, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, julgado em


28/08/2013, publicado em 04/09/2013
AREsp 365096/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado
em 21/08/2013, publicado em 28/08/2013
AREsp 159310/SP, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA, QUARTA
TURMA, julgado em 13/12/2012, publicado em 18/02/2013
AREsp 077435/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
julgado em 10/12/2012, publicado em 12/12/2012

 Informativo de Jurisprudência n. 0588, publicado em 21 de setembro de 2016.

Informativo nº 0588
Período: 17 a 31 de agosto de 2016.

QUARTA TURMA
DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. ABUSIVIDADE DE CLÁUSULA QUE
AUTORIZA PLANO DE SAÚDE A INDEFERIR PROCEDIMENTOS MÉDICO-
HOSPITALARES.

Em contrato de plano de assistência à saúde, é abusiva a cláusula que


preveja o indeferimento de quaisquer procedimentos médico-hospitalares
quando solicitados por médicos não cooperados. O contrato de plano de
saúde, além da nítida relação jurídica patrimonial que, por meio dele, se
estabelece, reverbera também caráter existencial, intrinsecamente ligado à tutela
do direito fundamental à saúde do usuário, o que coloca tal espécie contratual em
uma perspectiva de grande relevância no sistema jurídico pátrio. No âmbito da
legislação, a Lei n. 9.656/1998 - a qual versa sobre os planos e seguros privados
de assistência à saúde - preconiza, logo no art. 1º, I, o seu escopo. É com clareza
meridiana que se infere da legislação de regência a preponderância do zelo ao
bem-estar do usuário em face do viés econômico da relação contratual. Até porque
não se pode olvidar que há, nesse contexto, uma atenta e imperativa análise dos
ditames constitucionais, que, por força hierárquica, estabelecem o direto à saúde
como congênito. Assim está previsto na CF, especificamente em seu art. 196.
Consoante doutrina a respeito do tema, conquanto a Carta da República se refira,
por excelência, ao Poder Público, sabe-se que a eficácia do direito fundamental à
saúde ultrapassa o âmbito das relações travadas entre Estado e cidadãos - eficácia
vertical -, para abarcar as relações jurídicas firmadas entre os cidadãos, limitando a
autonomia das partes, com o intuito de se obter a máxima concretização do
aspecto existencial, sem, contudo, eliminar os interesses materiais. Suscita-se,
pois, a eficácia horizontal do direito fundamental à saúde, visualizando a incidência
direta e imediata desse direito nos contratos de plano de saúde. Todavia, o que se
nota, muitas vezes, no âmbito privado, é a colisão dos interesses das partes,
ficando, de um lado, as operadoras do plano de saúde - de caráter eminentemente
patrimonial - e, de outro, os usuários - com olhar voltado para sua subsistência.
Assim, para dirimir os conflitos existentes no decorrer da execução contratual, há
que se buscar, nesses casos, o diálogo das fontes, que permite a aplicação
simultânea e complementar de normas distintas. Por isso, é salutar, nos contratos
de plano de saúde, condensar a legislação especial (Lei n. 9.656/1998),
especialmente com o CDC, pois, segundo o entendimento doutrinário, esse
contrato configura-se como um "contrato cativo e de longa duração, a envolver por
muitos anos um fornecedor e um consumidor, com uma finalidade em comum, que
é assegurar para o usuário o tratamento e ajudá-lo a suportar os riscos futuros
envolvendo a sua saúde". Assim, diante da concepção social do contrato, aquele
que declara algo referente ao negócio que está prestes a concluir deve responder
pela confiança que a outra parte nele depositou ao contratar. Isso porque o direito
dos contratos assume a função de realizar a equitativa distribuição de direitos e
deveres entre os contratantes, buscando atingir a justiça contratual, a qual se
perfectibiliza, pois, na exata equivalência das prestações ou sacrifícios suportados
pelas partes, bem como na proteção da confiança e da boa-fé de ambos os
contratantes. Embora seja conduta embasada em cláusulas contratuais, nota-se
que as práticas realizadas pela operadora do plano de saúde, sobretudo negar as
solicitações feitas por médicos não cooperados, mostram-se contrárias ao
permitido pela legislação consumerista. Naquela situação em que o usuário busca
o médico de sua confiança, mas realiza os exames por ele solicitados em
instalações da rede credenciada, não há prejuízo nenhum para a cooperativa, haja
vista que o valor da consulta foi arcado exclusivamente pelo usuário, sem pedido
de reembolso. Indeferir a solicitação de qualquer procedimento hospitalar requerido
por médico não cooperado estaria afetando não mais o princípio do equilíbrio
contratual, mas o da boa-fé objetiva. De fato, exames, internações e demais
procedimentos hospitalares não podem ser obstados aos usuários cooperados
exclusivamente pelo fato de terem sido solicitados por médico diverso daqueles
que compõem o quadro da operadora, pois isso configura não apenas
discriminação do galeno, mas também tolhe tanto o direito de usufruir do plano
contratado como a liberdade de escolher o profissional que lhe aprouver. Com isso,
não resta dúvida da desproporcionalidade da cláusula contratual que prevê o
indeferimento de quaisquer procedimentos médico-hospitalares se estes forem
solicitados por médicos não cooperados, devendo ser reconhecida como cláusula
abusiva. A nulidade dessas cláusulas encontra previsão expressa no art. 51, IV, do
CDC. Por fim, convém analisar conjuntamente o art. 2º, VI, da Res. n. 8/1998 do
Conselho de Saúde Suplementar ("Art. 2° Para adoção de práticas referentes à
regulação de demanda da utilização dos serviços de saúde, estão vedados: [...] VI -
negar autorização para realização do procedimento exclusivamente em razão do
profissional solicitante não pertencer à rede própria ou credenciada da operadora")
com o art. 1º, II, da Lei n. 9.656/1998 ("Art. 1º Submetem-se às disposições desta
Lei as pessoas jurídicas de direito privado que operam planos de assistência à
saúde, sem prejuízo do cumprimento da legislação específica que rege a sua
atividade, adotando-se, para fins de aplicação das normas aqui estabelecidas, as
seguintes definições: [...] II - Operadora de Plano de Assistência à Saúde: pessoa
jurídica constituída sob a modalidade de sociedade civil ou comercial, cooperativa,
ou entidade de autogestão, que opere produto, serviço ou contrato de que trata o
inciso I deste artigo"). Com efeito, é explícita a previsão legislativa que considera
defeso a negativa de autorização para a realização de procedimentos
exclusivamente em razão de o médico solicitante não pertencer à rede da
operadora. Apesar de ter sido suprimido o trecho do referido art. 2º, que
mencionava a palavra "cooperada" ao se referir à rede de atendimentos, ainda
assim permanece o óbice dessa prática, haja vista que o legislador ordinário se
utilizou de expressão mais ampla, mantendo a inclusão, nos termos do art. 1º, II, da
Lei n. 9.656/1998, da cooperativa. REsp 1.330.919-MT, Rel. Min. Luis Felipe
Salomão, julgado em 2/8/2016, DJe 18/8/2016.

17) O Código de Defesa do Consumidor não se aplica ao contrato de plano de


saúde administrado por entidade de autogestão, por inexistir relação de
consumo.

Acórdãos

REsp 1285483/PB, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,


Julgado em 22/06/2016, DJE 16/08/2016
REsp 1121067/PR, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, Julgado em
21/06/2011, DJE 03/02/2012

Decisões Monocráticas

REsp 1563013/PB, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA, Julgado em


30/11/2016, Publicado em 07/12/2016
AREsp 921295/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 07/11/2016, Publicado em 05/12/2016
AREsp 785157/RJ, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 27/10/2016, Publicado em 09/11/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Informativo de Jurisprudência n. 0588, publicado em 21 de setembro de 2016.

Informativo nº 0588
Período: 17 a 31 de agosto de 2016.

SEGUNDA SEÇÃO

DIREITO CIVIL E DO CONSUMIDOR. DESCLASSIFICAÇÃO DE OPERADORA


DE PLANO DE SAÚDE DE AUTOGESTÃO COMO FORNECEDORA.

Não se aplica o CDC às relações existentes entre operadoras de planos de


saúde constituídas sob a modalidade de autogestão e seus filiados, na
hipótese em que firmado contrato de cobertura médico-hospitalar. A
jurisprudência do STJ, até o presente momento, vem externando o entendimento
de que as normas do CDC regulam as relações existentes entre filiados e
operadoras de planos de saúde, ainda que estas se constituam na forma de
autogestão, sem fins lucrativos, uma vez que a relação de consumo se
caracterizaria pelo objeto contratado, ou seja, a cobertura médico-hospitalar (REsp
519.310-SP, Terceira Turma, DJ 24/5/2004). Acontece que, após recente
julgamento realizado pela Segunda Seção (REsp 1.536.786-MG, DJe 20/10/2015),
em que foi analisada questão de certo modo assemelhada, consistente na
incidência das mesmas regras do CDC às relações envolvendo entidades de
previdência privada fechadas, os aspectos lá considerados para o afastamento da
legislação consumerista mostram-se de aplicação pertinente ao caso de entidades
que administrem plano de saúde de autogestão, tendo em vista a coincidência de
características entre as entidades, reclamando a necessidade de renovação da
discussão da matéria, sempre no intuito do aperfeiçoamento da jurisprudência.
Com efeito, os planos de autogestão são assim denominados dada a opção feita
pela empresa empregadora em assumir a responsabilidade pela gestão e pelo
fornecimento de serviços de assistência médico-hospitalar, seja por meio de rede
própria seja por meio de convênios ou quaisquer tipos de associação com as
empresas que fornecerão, de fato, o serviço. À luz da Lei n. 9.656/1998, é possível
afirmar que, apesar de serem reguladas pela mesma norma das operadoras
comerciais, há, em relação a pessoas jurídicas que mantêm sistemas de
assistência à saúde pela modalidade de autogestão, diferenças de tratamento, e
uma das mais significativas diz respeito à inexigibilidade para as últimas entidades
de oferecimento de plano-referência, indispensável para a constituição das pessoas
jurídicas que não operam nesta modalidade. De certo, o objetivo perseguido pela
lei por ocasião da criação do plano-referência foi tornar óbvias as obrigações das
operadoras e, na mesma linha, as cláusulas de exclusão de cobertura, para que o
contrato firmado não se mostrasse iníquo para o consumidor, principalmente no
momento em que necessitasse da assistência do plano. A exclusão das operadoras
de autogestão da obrigatoriedade do oferecimento do plano-referência justifica-se
na própria razão de ser do modelo. É que, pensado para garantir o mínimo ao
usuário, o plano-referência também representa forma de incremento na competição
entre as operadoras, uma vez que, por serem praticamente idênticos os serviços
disponibilizados, diferente apenas o preço, a escolha do consumidor é facilitada,
sendo realizada por meio de simples comparação. Na linha desse raciocínio, como
as entidades de autogestão não podem oferecer seus planos no mercado de
consumo sob pena de total descaraterização da modalidade, não faz sentido, para
essas pessoas jurídicas, a exigência desse mínimo. A doutrina que comenta o CDC
vê, nessa particularidade, razão bastante para que o diploma consumerista não
seja aplicado às relações constituídas com as operadoras de autogestão. Noutro
ponto, ainda para afastar a incidência do CDC das relações com as autogestoras,
doutrina assinala que, mesmo havendo retribuição dos serviços prestados por meio
de remuneração, isso não parece suficiente para mudar o entendimento até aqui
afirmado. Assim, há diferenças sensíveis e marcantes entre as diversas
modalidades de operadoras de plano de saúde. Embora todas celebrem contratos
cujo objeto é a assistência privada à saúde, apenas as comerciais operam em
regime de mercado, podendo auferir lucro das contribuições vertidas pelos
participantes (proveito econômico), não havendo nenhuma imposição legal de
participação na gestão dos planos de benefícios ou da própria entidade. Anote-se,
ademais, que, assim como ocorre nos casos de entidades de previdência privada
fechada, os valores alocados ao fundo comum obtidos nas entidades de
autogestão pertencem aos participantes e beneficiários do plano, existindo explícito
mecanismo de solidariedade, de modo que todo excedente do fundo de pensão é
aproveitado em favor de seus próprios integrantes. Portanto, as regras do Código
Consumerista, mesmo em situações que não sejam regulamentadas pela
legislação especial, não se aplicam às relações envolvendo entidades de planos de
saúde constituídas sob a modalidade de autogestão. Assim, o "tratamento legal a
ser dado na relação jurídica entre os associados e os planos de saúde de
autogestão, os chamados planos fechados, não pode ser o mesmo dos planos
comuns, sob pena de se criar prejuízos e desequilíbrios que, se não inviabilizarem
a instituição, acabarão elevando o ônus dos demais associados, desrespeitando
normas e regulamentos que eles próprios criaram para que o plano se viabilize.
Aqueles que seguem e respeitam as normas do plano arcarão com o prejuízo, pois
a fonte de receita é a contribuição dos associados acrescida da patronal ou da
instituidora" (REsp 1.121.067-PR, Terceira Turma, DJe 3/2/2012). REsp 1.285.483-
PB, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 22/6/2016, DJe 16/8/2016.

18) É solidária a responsabilidade entre aqueles que veiculam publicidade


enganosa e os que dela se aproveitam na comercialização de seu produto ou
serviço.

Acórdãos

REsp 1365609/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, Julgado
em 28/04/2015, DJE 25/05/2015
REsp 1391084/RJ, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 26/11/2013, DJE 25/02/2014
REsp 1364915/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 14/05/2013, DJE 24/05/2013
REsp 327257/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
22/06/2004, DJ 16/11/2004

19) A diferenciação de preços para o pagamento em dinheiro, cheque ou cartão


de crédito caracteriza prática abusiva no mercado de consumo.

Acórdãos

REsp 1610813/ES, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA


TURMA, Julgado em 18/08/2016, DJE 26/08/2016
REsp 1479039/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,
Julgado em 06/10/2015, DJE 16/10/2015
REsp 1133410/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, Julgado em
16/03/2010, DJE 07/04/2010

Decisões Monocráticas

AREsp 785337/ES, Rel. Ministra REGINA HELENA COSTA, PRIMEIRA TURMA,


Julgado em 29/09/2016, Publicado em 06/10/2016

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

LEI 8.078/1990 (CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR


REVISADO)

CÓDIGO DE PROTEÇÃO E DEFESA DO CONSUMIDOR.

Clique sobre os dispositivos legais para acessar a pesquisa atualizada.

SEÇÃO IV

Das Práticas Abusivas

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras


práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.884, de 11.6.1994)

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de


outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de


suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e
costumes;

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer


produto, ou fornecer qualquer serviço;

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista


sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus
produtos ou serviços;

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização


expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores
entre as partes;

VII - repassar informação depreciativa, referente a ato praticado pelo


consumidor no exercício de seus direitos;

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em


desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou,
se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas
Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de
Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro);

IX - recusar a venda de bens ou a prestação de serviços, diretamente a quem


se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento, ressalvados os casos
de intermediação regulados em leis especiais; (Redação dada pela Lei nº
8.884, de 11.6.1994)

X - elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. (Incluído pela Lei
nº 8.884, de 11.6.1994)

XI - Dispositivo incluído pela MPV nº 1.890-67, de 22.10.1999, transformado


em inciso XIII, quando da conversão na Lei nº 9.870, de 23.11.1999

XII - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar


a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério. (Incluído pela Lei nº
9.008, de 21.3.1995)

XIII - aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente


estabelecido. (Incluído pela Lei nº 9.870, de 23.11.1999)
XIV - permitir o ingresso em estabelecimentos comerciais ou de serviços de
um número maior de consumidores que o fixado pela autoridade
administrativa como máximo. (Incluído pela Lei nº 13.425, de 2017)

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 532

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 74, publicado em 08 de


fevereiro de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0618, publicado em 23 de


fevereiro de 2018.

 Informativo de Jurisprudência n. 0593, publicado em 15 de


dezembro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0589, publicado em 06 de


outubro de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0581, publicado em 18 de


maio de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0553, publicado em 11 de


fevereiro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0533, publicado em 12 de


fevereiro de 2014.

Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou


entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às
amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.
Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0206, publicado em 30 de abril


de 2004

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 62, publicado em 27 de julho de 2016.

DIREITO EMPRESARIAL

EDIÇÃO N. 62: CHEQUE

Clique sobre as teses para acessar a pesquisa atualizada.

Os entendimentos foram extraídos de julgados publicados até 20/05/2016

1) Os prazos de apresentação e de prescrição (arts. 33 e 59 da Lei n. 7.357/85)


nos cheques pós-datados possuem como termo inicial de contagem a data
consignada no espaço reservado para a emissão da cártula. (Tese julgada
sob o rito do art. 1.036 do CPC/2015 - Tema 945)

Acórdãos

REsp 1423464/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,


Julgado em 27/04/2016, DJE 27/05/2016
EDcl no REsp 1302287/RS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 05/08/2014, DJE 15/08/2014
AgRg no AREsp 312487/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 25/03/2014, DJE 31/03/2014
AgRg no AREsp 259912/MG, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 03/10/2013, DJE 11/10/2013
REsp 1068513/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 14/09/2011, DJE 17/05/2012

Saiba mais:

 Repetitivos Organizados por Assunto

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0528, publicado em 23 de


outubro de 2013.

2) O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de


cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia seguinte à data de
emissão estampada na cártula. (Súmula n. 503/STJ) (Tese julgada sob o rito
do art. 543-C do CPC/1973 - Tema 628)

Acórdãos

AgRg no AREsp 676533/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/12/2015, DJE 11/12/2015
AgRg no AREsp 677778/SC, Rel. Ministro ANTONIO CARLOS FERREIRA,
QUARTA TURMA, Julgado em 17/11/2015, DJE 26/11/2015
AgRg no AREsp 654728/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 17/09/2015, DJE 21/10/2015
AgRg no REsp 1517762/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 12/08/2015
AgRg no AREsp 435290/MT, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/11/2014, DJE 12/11/2014
REsp 1101412/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 11/12/2013, DJE 03/02/2014

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 503

3) Em ação monitória fundada em cheque prescrito ajuizada contra o


emitente, é dispensável a menção ao negócio jurídico subjacente à emissão
da cártula. (Súmula n. 531/STJ) (Tese julgada sob o rito do art. 543-C do
CPC/1973 - Tema 564).

Acórdãos

AgRg no AREsp 359852/DF, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,


Julgado em 19/04/2016, DJE 28/04/2016
AgRg no AREsp 544152/PA, Rel. Ministro MOURA RIBEIRO, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 19/11/2015, DJE 26/11/2015
AgRg no AREsp 441553/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 20/11/2014, DJE 28/11/2014
AgRg no AREsp 362404/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 23/09/2014, DJE 17/10/2014
AgRg nos EDcl no AREsp 501131/SC, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/08/2014, DJE 15/08/2014
REsp 1094571/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,
Julgado em 04/02/2013, DJE 14/02/2013

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 531

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 18, publicado em 20


de agosto de 2014.

 Informativo de Jurisprudência n. 0513, publicado em 06 de


março de 2013.

4) A relação jurídica subjacente ao cheque (causa debendi) poderá ser


discutida nos casos em que não houver a circulação do título.

Acórdãos

AgRg no REsp 1326087/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/04/2016, DJE 15/04/2016
AgRg no Ag 811585/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 14/05/2013, DJE 24/05/2013
REsp 1228180/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
17/03/2011, DJE 28/03/2011
REsp 796739/MT, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 27/03/2007, DJ 07/05/2007

5) O negócio jurídico subjacente à emissão do cheque pode ser discutido em


sede de embargos monitórios.

Acórdãos

AgRg nos EDcl no REsp 1115609/ES, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA
TURMA, Julgado em 18/09/2014, DJE 25/09/2014
REsp 1162207/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/03/2013, DJE 11/04/2013
AgRg no AREsp 218286/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 20/09/2012, DJE 05/10/2012
EDcl no REsp 1007821/MA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 13/12/2011, DJE 19/12/2011
REsp 714675/MS, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 25/09/2006, DJ 09/10/2006

Decisões Monocráticas

AREsp 686833/RS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


08/04/2016, Publicado em 05/05/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0513, publicado em 06 de


março de 2013.

6) A investigação da causa debendi é admitida nas hipóteses em que o


cheque é dado como garantia, bem como nos casos em que o negócio
jurídico subjacente for constituído em flagrante desrespeito à ordem jurídica.

Acórdãos

AgRg no AREsp 410490/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 20/05/2014, DJE 05/06/2014
AgRg no REsp 471817/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 04/12/2012, DJE 11/12/2012
REsp 1169414/RJ, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, Julgado em
04/10/2011, DJE 13/10/2011
REsp 796739/MT, Rel. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 27/03/2007, DJ 07/05/2007
REsp 659327/MG, Rel. Ministro CARLOS ALBERTO MENEZES DIREITO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 06/02/2007, DJ 30/04/2007

Decisões Monocráticas

AREsp 090751/SP, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


30/06/2015, Publicado em 03/08/2015

7) A ação de locupletamento ilícito (art. 61 da Lei n. 7.357/1985) não exige


comprovação da causa debendi e deve ser proposta no prazo de até dois
anos contados do fim do prazo prescricional da execução do cheque.

Acórdãos

AgRg no REsp 1090158/ES, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 17/03/2016, DJE 13/04/2016
AgRg no REsp 1104489/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 10/06/2014, DJE 18/06/2014
REsp 926312/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011
AgRg no Ag 854860/SP, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
17/08/2010, DJE 26/08/2010

8) A ação de cobrança prevista no artigo 62 da Lei n. 7357/85 está


fundamentada na relação jurídica subjacente ao cheque, sendo
imprescindível a comprovação da causa debendi.

Acórdãos

AgRg no REsp 1090158/ES, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 17/03/2016, DJE 13/04/2016
AgRg no REsp 1104489/RS, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 10/06/2014, DJE 18/06/2014
REsp 926312/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/09/2011, DJE 17/10/2011
AgRg no Ag 854860/SP, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
17/08/2010, DJE 26/08/2010
REsp 383536/PR, Rel. Ministro SÁLVIO DE FIGUEIREDO TEIXEIRA, QUARTA
TURMA, Julgado em 21/02/2002, DJ 29/04/2002

9) O foro competente para a execução do cheque é o local do pagamento -


lugar onde se situa a agência bancária em que o emitente mantém sua conta
corrente - sendo irrelevantes os locais de domicílio do autor e do réu.

Acórdãos

AgRg no AREsp 485863/MS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 02/09/2014, DJE 11/09/2014
REsp 1246739/MG, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 02/05/2013, DJE 08/05/2013

Decisões Monocráticas

REsp 1350772/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA


TURMA, Julgado em 24/07/2015, Publicado em 13/08/2015

10) O banco sacado não responde pela emissão de cheques sem fundos que
geram prejuízos a terceiros.

Acórdãos

AgRg no REsp 1581927/SC, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 10/05/2016, DJE 17/05/2016
REsp 1538064/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 18/02/2016, DJE 02/03/2016
AgRg no AgRg no REsp 1538020/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS
CUEVA, TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/12/2015, DJE 14/12/2015

Decisões Monocráticas

REsp 1470663/SC, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


28/04/2016, Publicado em 02/05/2016
REsp 1581531/SC, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
16/02/2016, Publicado em 02/03/2016
AREsp 701452/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 26/02/2016, Publicado em 01/03/2016

11) É indevida a inscrição do nome do cotitular de conta bancária conjunta


nos órgãos de proteção ao crédito se este não emitiu o cheque sem provisão
de fundos.

Acórdãos

EDcl no AgRg no REsp 1490576/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO,


QUARTA TURMA, Julgado em 20/08/2015, DJE 28/08/2015
REsp 669914/DF, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em
25/03/2014, DJE 04/04/2014
AgRg no REsp 1060397/MG, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 20/11/2012, DJE 03/12/2012
REsp 981081/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 23/03/2010, DJE 09/04/2010
REsp 708612/RO, Rel. Ministro CESAR ASFOR ROCHA, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/04/2006, DJ 26/06/2006
REsp 819192/PR, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, Julgado
em 28/03/2006, DJ 08/05/2006

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0428, publicado em 02 de


abril de 2010.

12) A instituição financeira é responsável pelos danos resultantes de extravio


de talonários de cheques utilizados fraudulentamente por terceiros.

Acórdãos

AgRg no AREsp 482722/SP, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 02/12/2014, DJE 19/12/2014
AgRg no AREsp 080284/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 24/04/2012, DJE 04/05/2012
AgRg no Ag 1368202/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 15/12/2011, DJE 01/02/2012
AgRg no Ag 1357347/DF, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA
TURMA, Julgado em 03/05/2011, DJE 09/05/2011
AgRg no Ag 1295732/SP, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
02/09/2010, DJE 13/09/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0111, publicado em 05 de


outubro de 2001.

13) O estabelecimento bancário não está obrigado a verificar a autenticidade


das assinaturas dos endossantes, mas tem o dever de atestar a regularidade
formal da cadeia de endossos.

Acórdãos

AgRg no AREsp 310201/MS, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,


Julgado em 06/10/2015, DJE 26/10/2015
AgRg no AgRg no AREsp 239543/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 27/08/2013, DJE 05/09/2013
EDcl no Ag 1172728/SP, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 08/11/2011, DJE 16/11/2011
REsp 1173847/DF, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 19/05/2011, DJE 26/05/2011
REsp 989076/SP, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, QUARTA TURMA,
Julgado em 01/03/2011, DJE 30/03/2011
REsp 1007692/RS, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 17/08/2010, DJE 14/10/2010

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0465, publicado em 04 de


março de 2011.

14) O protesto de cheque pode ser efetuado após o prazo de apresentação,


desde que não escoado o lapso prescricional da pretensão executória
dirigida contra o emitente (protesto facultativo).
Acórdãos

REsp 1423464/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,


Julgado em 27/04/2016, DJE 27/05/2016
REsp 1249866/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 06/10/2015, DJE 27/10/2015
REsp 1297797/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 27/02/2015

Decisões Monocráticas

REsp 1174753/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


28/03/2016, Publicado em 01/04/2016
REsp 1279949/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
05/02/2016, Publicado em 11/02/2016
REsp 1538600/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 01/02/2016, Publicado em 04/02/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 56, publicado em 27


de abril de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0572, publicado em 02 de


dezembro de 2015.

15) A pretensão executiva do cheque dirigida contra os endossantes deve ser


precedida de protesto realizado dentro do prazo de apresentação (protesto
obrigatório).

Acórdãos

REsp 1423464/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, SEGUNDA SEÇÃO,


Julgado em 27/04/2016, DJE 27/05/2016
REsp 1249866/SC, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 06/10/2015, DJE 27/10/2015
REsp 1297797/MG, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 24/02/2015, DJE 27/02/2015
Decisões Monocráticas

REsp 1174753/PR, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, Julgado em


28/03/2016, Publicado em 01/04/2016
REsp 1279949/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em
05/02/2016, Publicado em 11/02/2016
REsp 1538600/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA,
Julgado em 01/02/2016, Publicado em 04/02/2016

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 56, publicado em 27


de abril de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0572, publicado em 02 de


dezembro de 2015.

16) A diferenciação de preços para o pagamento em dinheiro, cheque ou


cartão de crédito caracteriza prática abusiva no mercado de consumo.

Acórdãos

REsp 1479039/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA,


Julgado em 06/10/2015, DJE 16/10/2015
REsp 1133410/RS, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 16/03/2010, DJE 07/04/2010

Saiba mais:

 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de


novembro de 2015.

17) A simples devolução indevida de cheque caracteriza dano moral. (Súmula


n. 388/STJ)

Acórdãos
REsp 1428590/SP, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, Julgado
em 22/05/2014, DJE 01/09/2014
AgRg no AREsp 419535/RJ, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA,
Julgado em 17/12/2013, DJE 26/02/2014
AgRg no AREsp 043593/SP, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA,
Julgado em 25/10/2011, DJE 10/11/2011
AgRg no Ag 1365134/SC, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 23/08/2011, DJE 31/08/2011
AgRg no REsp 1085084/MG, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 09/08/2011, DJE 16/08/2011
AgRg na Rcl 005014/DF, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, SEGUNDA
SEÇÃO, Julgado em 23/02/2011, DJE 02/03/2011

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 388

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0428, publicado em 02 de


abril de 2010.

18) Caracteriza dano moral a apresentação antecipada de cheque pré-datado.


(Súmula n. 370/STJ)

Acórdãos

AgRg no AREsp 825041/MG, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA


TURMA, Julgado em 19/04/2016, DJE 25/04/2016
AgRg nos EDcl nos EDcl no AREsp 368711/PR, Rel. Ministro SIDNEI BENETI,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 19/11/2013, DJE 03/12/2013
REsp 1068513/DF, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, SEGUNDA SEÇÃO, Julgado
em 14/09/2011, DJE 17/05/2012
AgRg no Ag 1159272/DF, Rel. Ministro VASCO DELLA GIUSTINA
(DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/RS), TERCEIRA TURMA, Julgado em
13/04/2010, DJE 27/04/2010
REsp 884346/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 06/10/2011, DJE 04/11/2011
Decisões Monocráticas

AREsp 720905/MG, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA, Julgado em


10/02/2016, Publicado em 15/02/2016

Saiba mais:

 Súmula Anotada n. 370

19) É razoável o valor da compensação por danos morais fixado em até 50


(cinquenta) salários mínimos para a hipótese de devolução indevida de
cheque.

Acórdãos

AgRg no AREsp 771453/PR, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 03/05/2016, DJE 16/05/2016
AgRg no AREsp 634009/SP, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 07/04/2015, DJE 13/04/2015
AgRg no AREsp 372291/RJ, Rel. Ministro MARCO BUZZI, QUARTA TURMA,
Julgado em 16/12/2014, DJE 19/12/2014
AgRg no AREsp 409340/SC, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA,
TERCEIRA TURMA, Julgado em 05/12/2013, DJE 14/02/2014
AgRg no REsp 1408673/SC, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA
TURMA, Julgado em 12/11/2013, DJE 21/11/2013
EDcl no Ag 811523/PR, Rel. Ministro MASSAMI UYEDA, QUARTA TURMA,
Julgado em 25/03/2008, DJE 22/04/2008

20) Os juros moratórios decorrentes de dívidas representadas em cheque


devem ser fixados a partir da data da primeira apresentação do título para
pagamento, independentemente da cobrança ter sido buscada por meio de
ação monitória.

Acórdãos

AgRg no AREsp 676533/SP, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE,


TERCEIRA TURMA, Julgado em 01/12/2015, DJE 11/12/2015
AgRg no AREsp 713288/MS, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA
TURMA, Julgado em 06/08/2015, DJE 13/08/2015
REsp 1357857/MS, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA
TURMA, Julgado em 23/10/2014, DJE 04/11/2014
REsp 1354934/RS, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA,
Julgado em 20/08/2013, DJE 25/09/2013

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Informativo de Jurisprudência n. 0532, publicado em 19 de


dezembro de 2013.

 Informativo de Jurisprudência n. 0571, publicado em 18 de novembro de 2015.

Informativo nº 0571
Período: 15 a 27 de outubro de 2015.

SEGUNDA TURMA

DIREITO DO CONSUMIDOR. ABUSIVIDADE NA DISTINÇÃO DE PREÇO PARA


PAGAMENTO EM DINHEIRO, CHEQUE OU CARTÃO DE CRÉDITO.

Caracteriza prática abusiva no mercado de consumo a diferenciação do preço


do produto em função de o pagamento ocorrer em dinheiro, cheque ou cartão
de crédito. Essa proposição se ampara na constatação de que, nas compras
realizadas em cartão de crédito, é necessária uma distinção das relações jurídica
entre consumidor, emissor (eventualmente, administrador) e fornecedor. Na
primeira situação, existe uma relação jurídica entre a instituição financeira
(emissora) e o titular do cartão (consumidor), o qual obtém crédito e transfere
àquela a responsabilização pela compra autorizada mediante o pagamento da taxa
de administração ou mesmo de juros oriundos do parcelamento da fatura. Na
segunda situação, há uma relação jurídica entre a instituição financeira (empresa
emissora e, eventualmente, administradora do cartão de crédito) e o
estabelecimento comercial credenciado (fornecedor). A emissora do cartão
credencia o estabelecimento comercial e assume o risco integral do crédito e de
possíveis fraudes. Para que essa assunção de risco ocorra, o estabelecimento
comercial repassa à emissora, a cada venda feita em cartão de crédito, um
percentual dessa operação, previamente contratado. Na terceira situação, também
existe uma relação jurídica entre o consumidor e o estabelecimento comercial
credenciado (fornecedor). Aqui, o estabelecimento comercial, quando possibilita
aos consumidores efetuarem a compra mediante cartão de crédito, incrementa a
atividade comercial, aumenta as vendas e obtém lucros, haja vista a praticidade do
cartão de crédito, que o torna uma modalidade de pagamento cada vez mais
costumeira. Observa-se, assim, diante dessa análise, que o estabelecimento
comercial tem a garantia do pagamento das compras efetuadas pelo consumidor
por meio de cartão de credito, pois a administradora assume inteiramente a
responsabilidade pelos riscos do crédito, incluindo as possíveis fraudes. O
pagamento por cartão de crédito, uma vez autorizada a transação, libera o
consumidor de qualquer obrigação ou vinculação junto ao fornecedor, pois este
dará ao comprador total quitação. Assim, o pagamento por cartão de crédito é
modalidade de pagamento à vista, pro soluto, porquanto implica, automaticamente,
a extinção da obrigação do consumidor perante o fornecedor, revelando-se prática
abusiva no mercado de consumo, a qual é nociva ao equilíbrio contratual, a
diferenciação entre o pagamento em dinheiro, cheque ou cartão de crédito. É,
nesse ponto, a exegese do art. 39, V e X, do CDC: "Art. 39. É vedado ao
fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas abusivas: (...) V - exigir
do consumidor vantagem manifestamente excessiva; (...) X - elevar sem justa
causa o preço de produtos ou serviços". Ademais, o art. 36, X e XI, da Lei
12.529/2011, que estrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência,
considera infração à ordem econômica, a despeito de culpa ou de ocorrência de
efeitos nocivos, a discriminação de adquirentes ou fornecedores de bens ou
serviços mediante imposição diferenciada de preços, bem como a recusa à venda
de bens ou à prestação de serviços em condições de pagamento corriqueiras na
prática comercial. Por sua vez, o CDC é zeloso quanto à preservação do equilíbrio
contratual, da equidade contratual e, enfim, da justiça contratual, os quais não
coexistem ante a existência de cláusulas abusivas. A propósito, ressalte-se que o
art. 51 do CDC traz um rol meramente exemplificativo de cláusulas abusivas, num
"conceito aberto" que permite o enquadramento de outras abusividades que
atentem contra o equilíbrio entre as partes no contrato de consumo, de modo a
preservar a boa-fé e a proteção do consumidor. Precedente citado: REsp
1.133.410-RS, Terceira Turma, DJe 7/4/2010. REsp 1.479.039-MG, Rel. Min.
Humberto Martins, julgado em 6/10/2015, DJe 16/10/2015.
Repetitivos e IACs organizados por assunto

Índice atualizado em 23/11/2018 com a publicação do último recurso repetitivo julgado.

DIREITO DO CONSUMIDOR

INSCRIÇÃO EM CADASTRO DE INADIMPLENTES

REQUISITOS CUMULATIVOS PARA DEFERIMENTO DAS TUTELAS DE


URGÊNCIAS INCIDENTES SOBRE O CADASTRO DE
INADIMPLENTES (Temas: 24, 25, 26, 27, 28, 29, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

RESPONSABILIDADE E PRAZO PARA RETIRADA DO NOME DO DEVEDOR DE


CADASTRO DE ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO, APÓS EFETUADO O
PAGAMENTO DO DÉBITO (Tema: 735)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 548

POSSIBILIDADE DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS DECORRENTE DA


INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR NOS CADASTROS DE RESTRIÇÃO AO
CRÉDITO, COM AUSÊNCIA DE COMUNICAÇÃO PRÉVIA, EXCETO NA HIPÓTESE
DE PREEXISTIR REGULAR INSCRIÇÃO (Temas: 37, 38, 40, 41)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385


 Legislação Aplicada

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de


setembro de 2015.

DISPENSABILIDADE DO AVISO DE RECEBIMENTO (AR) NA CARTA DE


COMUNICAÇÃO AO CONSUMIDOR SOBRE A NEGATIVAÇÃO DE SEU NOME EM
CADASTRO DE INADIMPLENTES (Tema: 59)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 404

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 42, publicado em 30 de


setembro de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0597, publicado em 15 de março


de 2017.

 Informativo de Jurisprudência n. 0470, publicado em 29 de abril de


2011.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO


POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES EM BANCO DE
DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE PROTESTO (Tema: 806)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Pesquisa Pronta

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):


 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de
junho de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0579, publicado em 19 de abril de


2016.

ILEGITIMIDADE PASSIVA DO BANCO DO BRASIL EM AÇÃO DE INDENIZAÇÃO


POR DANOS MORAIS RESULTANTES DA AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO PRÉVIA
DO CORRENTISTA ACERCA DE SUA INSCRIÇÃO NO CADASTRO DE
EMITENTES DE CHEQUES SEM FUNDOS - CCF (Tema: 874)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 572

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

NÃO CABIMENTO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL POR INSCRIÇÃO


INDEVIDA COMANDADA PELO CREDOR EM CADASTRO DE PROTEÇÃO AO
CRÉDITO, QUANDO PREEXISTENTE LEGÍTIMA INSCRIÇÃO (Tema: 922)

Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

 Súmula Anotada n. 385

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

LEGITIMIDADE PASSIVA DOS ÓRGÃOS MANTENEDORES DE CADASTROS


PARA AS AÇÕES QUE BUSCAM A REPARAÇÃO DOS DANOS MORAIS E
MATERIAIS DECORRENTES DA INSCRIÇÃO DO NOME DO DEVEDOR EM SEUS
CADASTROS RESTRITIVOS, SEM PRÉVIA NOTIFICAÇÃO (Temas: 37, 38, 40, 41)
Saiba mais:

 Acórdãos posteriores ao Repetitivo

Veja também os periódicos (atualizados até a data de publicação):

 Jurisprudência em Teses - EDIÇÃO N. 59, publicado em 08 de


junho de 2016.

 Informativo de Jurisprudência n. 0568, publicado em 07 de outubro


de 2015.

 Informativo de Jurisprudência n. 0301, publicado em 20 de outubro


de 2006.

IMPOSSIBILIDADE DE RESPONSABILIZAR ÓRGÃO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO


POR INCLUIR EM SEUS REGISTROS ELEMENTOS CONSTANTES EM BANCO DE
DADOS PÚBLICOS DE CARTÓRIO DE DISTRIBUIÇÃO DO
JUDICIÁRIO (Tema: 793)