Você está na página 1de 14

Parte superior do formulário

/w EPDw UKLTcw

Quarta-feira, 29 de junho de 2011

Migalhas quentes

Assédio moral
2ª turma do TRT mantém condenação de empresa de telefonia celular por dano moral Os desembargadores da 2ª turma do TRT/MA, por unanimidade, condenaram a empresa de telefonia celular Vivo S/A a pagar indenização de R$ 50 mil a exempregada. Os desembargadores mantiveram a condenação do juízo da primeira instância, embora tenham reduzido o valor condenado, que na sentença original foi de R$ 100 mil. A decisão ocorreu no recurso ordinário interposto pela Vivo S/A contra sentença do juízo da 5ª vara do Trabalho de São Luís, que julgou procedente em parte a reclamação trabalhista proposta por uma ex-empregada e condenou ainda empresa ao pagamento de horas extras, com adicional de 50% e reflexos em outras verbas trabalhistas; multa de 1% por litigância de má-fé e indenização de 20%, ambas sobre o valor da condenação, entre outros. Na sentença, ao constatar que duas testemunhas da empresa reclamada haviam mentido nos seus depoimentos, o magistrado também determinou o encaminhamento de cópias de principais peças do processo ao MPF, a fim de que seja feita denúncia pelo crime de falso testemunho. O relator do processo, desembargador Gerson de Oliveira Costa Filho, afirma, em seu voto, que a reclamante (ex-empregada) alegava que era maltratada pela gerente da empresa, por meio de xingamentos perante os colegas de trabalho, ao mesmo tempo em que a gerente menosprezava seu estado de saúde decorrente de uma gravidez de risco. O relator garantiu, ainda, que os depoimentos das testemunhas confirmaram que a reclamante, de fato, sofria assédio moral. "Dessa forma, entendo que restou configurado o assédio moral. A culpa do empregador, neste caso, está em não ter fiscalizado os atos de seu empregado que ocupava cargo de direção e por isso deve responder por seus

a indenização tem um duplo caráter. busca desestimular a prática de atos lesivos à honra. SUZANE DE FATIMA G. porque ao mesmo tempo em que objetiva compensar o sofrimento da vítima. o relator também manteve a decisão da primeira instância. uma vez que.:Dr(s). Para Gerson de Oliveira.:Dr(s). PROLATOR(A) DO ACÓRDÃO: GERSON DE OLIVEIRA COSTA FILHO DATA DE JULGAMENTO: 15/02/2011 . ou seja. RELATOR(A): GERSON DE OLIVEIRA COSTA FILHO DES(A). à imagem. foi maculado o princípio da lealdade. Quanto à denúncia ao MPF.A.atos".DATA DE PUBLICAÇÃO: 21/02/2011 EMENTA . mesmo depois de serem advertidas que tais condutas constituíam crime de falso testemunho tipificado no CP (clique aqui). etc. é satisfativo e punitivo. a fim de favorecer a empresa. à boa fama. O desembargador também votou pela manutenção da sentença quanto à condenação em multa e indenização por litigância de má-fé. forte indício de que as testemunhas faltaram com a verdade. ao ser comprovado que houve alteração da verdade. o desembargador votou pela exclusão da condenação referente às férias. determinando a exclusão do cômputo das horas extras e do dsr o período em que a reclamante efetivamente gozou férias. bem como o período em que esteve de licença maternidade. ________ NUMERO ÚNICO: 00907-2008-015-16-00-6-RO RECORRENTE: VIVO S. PEREIRA DE CASTRO RECORRIDO: ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA Adv. no processo. Veja abaixo a íntegra do acórdão. • Processo : 00907-2008-015-16-00-6 - clique aqui. por entender que existiu. segundo ele. SEBASTIÃO MOREIRA MARANHÃO NETO DES(A). No mesmo relatório. assim como pela redução da condenação em horas extras para cinco horas extras semanais e o descanso semanal remunerado (dsr) para apenas um por mês. Adv. ressaltou o relator em seu voto.

que após a regular instrução do feito. Odete da Conceição Franco de Sá Tupinambá e Margarida Berthier da Silva. Por último. CONFIGURAÇÃO.º salários.000. 02 (dois) repousos mensais em dobro.ª Vara do Trabalho de São Luís/MA em que são partes VIVO S. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. ASSÉDIO MORAL. 13. Configura assédio moral a conduta reiterada do superior hierárquico tendente a causar vexame ao subordinado. a fim de que seja oferecida denúncia pelo crime de falso testemunho. ambas sobre o valor da condenação. férias com 1/3. QUANTIFICAÇÃO.00). RELATÓRIO Trata-se de recurso ordinário interposto pela VIVO S.SUCESSORA DA NORTE BRASIL TELECOM S. devendo ser aplicada ao litigante que procede dessa forma multa e indenização previstas em lei. MULTA E INDENIZAÇÃO.A. pagamento dobrado das férias dos períodos de 2002/2003.NBT.ª Vara do Trabalho de São Luís . nos autos da ação trabalhista ajuizada por ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA. condenando a reclamada a pagar no prazo de quinze dias o valor do crédito referente a 14 (quatorze) horas extras semanais com adicional de 50%. acolheu a alegação de prescrição quinquenal e no mérito julgou procedentes em parte os pedidos. determinou o encaminhamento de cópias das principais peças dos autos ao Ministério Público Federal. A condenação em horas extraordinárias deve ser limitada àquelas efetivamente trabalhadas. mentiram em seu depoimento. . 2003/2004 e 2004/2005 e indenização por danos morais (R$ 100.. por todo o período trabalhado. DSR e FGTS com 40%. com reflexos sobre aviso prévio. APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E EQUIDADE.A.MA. por ter considerado que as testemunhas da reclamada. Vistos.(recorrente) e ANA KARINA SÁ TAVARES DA SILVA (recorrida). SUCESSORA DA NORTE BRASIL TELECOM S. O magistrado deve fixar o valor da indenização por dano moral fulcrado nos princípios da razoabilidade e da equidade.A.A.Recurso ordinário conhecido e parcialmente provido.HORAS EXTRAS. Condenou ainda em multa de 1% por litigância de má-fé e indenização de 20%.NBT. de forma a satifazer a vítima pelo prejuízo sofrido e punir o empregador pelo dano causado. inconformada com a decisão proferida pelo Juiz da 5. relatados e discutidos os presentes autos de Recurso Ordinário oriundos da 5. Constitui litigância de má-fé alterar a verdade dos fatos. durante todo o período laborado. FIXAÇÃO DO QUANTUM INDENIZATÓRIO. .

a quantia fixada para a indenização dos danos está acima da realidade daquela fixada pelos nossos tribunais. alegando que o julgador não considerou o requerimento da conversão das férias em abono pecuniário feito pela recorrida. Insurge-se outrossim o recorrente contra a condenação em férias. . alega que se desincumbiu satisfatoriamente do ônus da prova e que. Ainda sobre este tema.º. bem como os acordos coletivos. Diz ainda que a acareação feita pelo juiz foi insuficiente uma vez que suas testemunhas foram firmes nos seus depoimentos. da Constituição Federal. mesmo após terem sido advertidas que poderiam responder pelo crime de falso testemunho e que pelo simples andar da audiência não poderia o magistrado afirmar com veemência quem estaria mentindo: se as suas testemunhas ou aquelas arroladas pela reclamante. Diz ainda que a falta de observação das convenções coletivas pelo maigstrado "a quo" viola os artigos 7. previsto no artigo 5. faltou à reclamante a imediatidade entre os fatos ocorridos e o ajuizamento da ação. assim como também não observou a questão relativa à prova. inciso XXVI e 8. porquanto segundo o empresa o ônus de provar que não gozava férias era da reclamante que não conseguiu se desincumbir desse encargo. No concernente ao assédio moral. argumenta a empresa que as testemunhas informaram que a reclamante extrapolava a jornada em média uma hora por dia e nos fins de semanas isto acontecia apenas nos períodos de campanha e que por isso o montante a que foi condenado não encontra respaldo legal. que previam antes do ano de 2005. aduz a reclamada que não concorda com a conclusão a que chegou o magistrado ao lhe condenar em danos morais com base nos depoimentos das testemunhas da recorrida e de uma de suas testemunhas. além disso. Ainda com relação ao labor extraordinário. inciso VI.Quanto às horas extras alega a recorrente que o magistrado não levou em consideração as alegação da defesa. bem como o valor atribuído ao mencionado dano. a recorrente começa alegando que se houve o dano. inciso V. já que deve ser observado os critérios da proporcionalidade e da razoabilidade. todos os empregados tinham liberdade de fixar seus próprios horários por meio da marcação do ponto por exceção. da CF/88. Por fim.º.º. argumentando que este fato é motivo que deve ser levado em conta para minorar o efeito do mencionado dano moral na esfera da autora.

Mérito No tocante ao inconformismo do recorrente na sua condenação em horas extras. Nesse contexto foi dito pela testemunha Eliziane Mousinho Lima que "a jornada da relamante extrapolava em média 1 hora por dia. disse que "às vezes a jornada de trabalho ultrapassava em média 30 min." Também foi dito pela testemunha da reclamada Mágda Lúcia Ageme Soares que "às vezes a jornada ultrapassava 1 hora. não há nenhuma dúvida de que a jornada de trabalho diária era extrapolada pela recorrida. VOTO ADMISSIBILIDADE O recurso preenche todos os requisitos de admissibilidade. É o relatório.. algumas vezes havia labor aos sábados e domingos. sob a alegação de que não foi levado em conta os argumentos da defesa. pugnando pela manutenção integral da decisão recorrida. Odete da Conceição Franco de Sá Tupinanbá. bem como os acordos coletivos. Com efeito. em 1 hora por dia e que..Devidamente notificada a autora apresentou contrarrazões às fls." Por conseguinte... isto porque ficou provado no caso dos autos que a reclamante efetivamente laborava em horário extraordinário." Já a outra testemunha da recorrente. do mesmo modo que é inconteste que esta trabahava em média um . em média.. que previam que antes do ano de 2005. pelo que se deduz do depoimento testemunhal. Pelo conhecimento. além disso.. todos os empregados tinham liberdade de fixar seus próprios horários por meio da marcação do ponto por exceção. analisando os depoimentos das testemunhas tanto as indicadas pelo reclamante como pelo reclamado estes informaram que o horário era extrapolado. entendo que não possui qualquer razão nesta parte. 195/211.

Também está correto o inconformismo do reclamado no que diz respeito a sua condenação em 2 repousos semanais remunerados por mês.) cumpriu apenas o período de estabilidade e gozou um período de férias e foi dispensada em seguida pela reclamada. totalizam cinco horas extras semanais e não 14 horas. cinco dias por semana. No que diz respeito ao assédio moral o recorrente alega diversos motivos para se eximir. Diante do exposto. assim como o período em que esteve de licença-maternidade. extinguindo o feito sem resolução do mérito nesta parte. considero o pedido inepto. diante da contradição no depoimento da reclamante e da falta de informação na inicial que possibilite auferir quais os meses que a autora deixou de gozar férias.. Não bastasse isso. Contudo. I. no mesmo depoimento declarou "que após o parto (. 155/156) Desta forma. I.sábado e um domingo por mês. uma vez que trabalhando 1 hora extra por dia. porquanto as testemunhas informaram que o trabalho em fins de semana ocorriam apenas por exceção em média uma vez por mês. mas não soube especificar sobre que período se referiam esses dias. ambos do CPC. no caso em tela o pedido feito é completamente inepto. a reclamante sobre esta questão iniciou dizendo ter gozado apenas quinze dias de férias. c/c 295. Contraditoriamente."(fls. bem como o DSR em apenas 1 por mês.. 267. não chegando a retornar ao serviço. como entendeu o magistrado. dou provimento ao recurso para excluir da condenação as férias. ou minorar o valor da . dou provimento ao recurso nesta parte para reduzir a condenação em horas extras para 5 horas extras semanais. tem razão a reclamada-recorrente quando alega que o montante de horas em sobrelabor encontradas pelo juiz foi superior à efetivamente trabalhadas. Por conseguinte. mesmo tendo algumas das testemunhas dito que as férias não eram efetivamente gozadas. nos termos do art. Ressalta-se que deve-se excluir do cômputo das horas extras e do descanso semanal remunerado o período em que a reclamante efetivamente gozou férias. No tocante à irresignação do recorrente sobre a sua condenação em férias tenho que lhe assiste razão nesta parte porque. uma vez que na parte conclusiva da inicial não foi pedido a condenação do reclamado em férias.

5º..48. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. acrescentando que a reclamante não se desincumbiu do ônus da prova. Escondido debaixo deste instituto. somente nas últimas décadas o assédio moral vem sendo visto como um fenômeno que degrada o ambiente de trabalho e vem merecendo uma atenção especial dos doutrinadores e tribunais trabalhistas. Pode-se dizer que por muito tempo o assédio sobreviveu à sombra do poder hieráriquico. ressaltando-se que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata (art.972/01.591/01.971/01 e 7. 5º. que estão coibindo esta prática tão maléfica ao obreiro.161/02.742/01. 5..O suporte jurídico que autoriza o julgador a impor a condenação ao pagamento de indenização por assédio moral decorre da própria Constituição Federal. § 1º). 5. 1982. se forem aprovados.970/01. que tem como um dos seus fundamentos a dignidade da pessoa humana. diz que não concorda com a conclusão a que chegou o magistrado ao lhe condenar em danos morais com base nos depoimentos das testemunhas da recorrida e de uma de suas testemunhas. o empregador muitas vezes assediava moralmente o seu subordinado. Não é desconhecido de ninguém que o assédio moral não é um instituto novo e pode ser conceituado de forma sintética como uma série de atos ou de determinados procedimentos destinados a expor o trabalhador a situações incômodas e humilhantes perante seus colegas. o sujeito passivo. para legislar.369/03. como a ". no que respeita à ordem profissional da empresa". São Paulo: Saraiva. p. que estabelece a dignidade da pessoa humana como fundamento da República (art.Os projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional (a exemplo dos PL's n°s 2. governar e sancionar. como se pode denotar dos aresto transcrito:AGRAVO DE INSTRUMENTO DA RECLAMADA. chamado infereior hierpárquico. 2 . Contudo. 1º. 5. 6.202/10). O dano moral no caso vertente é decorrente da denúncia de assédio moral. III) e assegura a indenização proporcional ao dano moral causado (arts. tão logo tornaram-se competente para apreciar esta questão.faculdade em virtude da qual uma pessoa. 4. que é conceituado por Luiz José de Mesquita in Direto disciplinar do trabalho. 1 . V e X). exerce um direito-função sobre a atividade humana profissional de outra. ASSÉDIO MORAL. sem que nada pudesse ser feito. 4. não irão criar no . o sujeito ativo chamado superior hieraárquico.condenação. Por um lado. segundo o interesse social da instituição. 80/09. fulcrados na nossa Carta Magna.

que inclusive denunciou ter sido contactada pela mencionada gerente para depor em favor da empresa. E mais. da CF/88. a testemunha Eliziane Mousinho Lima disse que "no período em que laborou outra gerente na reclamada o clima era ameno. cujo art. sim. entretanto. fica afastada a viabilidade do conhecimento do recurso de revista por eventual afronta ao art. que a presonalidade da Sra.. Efetivamente. Alegou a reclamante em seu depoimento que era maltratada pela gerente da empresa recorrente a Sra. 4 Estabelecido o contexto.5.Agravo de instrumento a que se nega provimento. 5ª Turma. Maria Helena Diniz. Maria Helena era inconstante." Por sua vez. Maria Helena fazendo piadinhas com o . Relatora Ministra: Kátia Magalhães Arruda. Processo: AIRR . II. Magda Lúcia Ageme Soares.12. Cláudia Cristina Campelo Calvet Torres disse "que quando retornou da licença maternidade presenciou a Sra. 4º veda a concessão ou a renovação de quaisquer empréstimos ou financiamentos pelo BNDES a empresas da iniciativa privada cujos dirigentes sejam condenados por assédio moral. mas. levando inclusive a uma gravidez prematura. após ter assumido a gerência a Sra. Sra. pois esta humilhava e maltrava os empregados. através de xingamentos perante aos colegas e menosprezando o seu estado de saúde decorrente de uma gravidez de risco.2006. positivar no âmbito da legislação federal a matéria que já é objeto da jurisprudência pacífica dos tribunais. 3 Tanto é assim que.. incluindo aqui uma testemunha da reclamada. contraiando a verdade. Maria Helena o clima ficou tenso. denunciou ainda que todas as três testemunhas foram orientadas nesse sentido. passo a analisar o caso em si. Data de Divulgação: DEJT 05/11/2010. 4º da LICC e 8º da CLT. 5º. está em vigor a Lei nº 11. 5 . cuja construção hermenêutica decorre não apenas da força normativa da Constituição Federal como também da expressa autorização dos arts.0036 Data de Julgamento: 27/10/2010.26454097. Feitas estas considerações. a Sra. Consultando os depoimentos testemunhal se constata que efetivamente tais fatos ocorriam pois as testemunhas confirmaram.948/09. mesmo ainda não havendo lei federal que positive o conceito jurídico de assédio moral.mundo jurídico a autorização para a condenação ao pagamento de indenização por assédio moral.

ainda. que a reclamante era enrolona durante a gravidez. que a . alegou a recorrente que a falta de imediatidade entre os fatos ocorridos e o ajuizamento da ação é motivo que deve ser levado em conta para minorar o efeito do mencionado dano moral. mantenho a sentença no tocante à condenação em danos morais.. Magda Lúcia Ageme Soares.. 483 . diante dos depoimentos das testemunhas não há como negar que a reclamante de fato sofria assédio moral. Dessa forma. a qual afirmou que "a Sra. Maria Helena sempre fala palavrões. Maria Helena maltratando a reclamante e que esta inclusive chegou a pedir que a depoente se afastasse da reclamante sem motivo aparente. Neste particular. A culpa do empregador neste caso está em não ter fiscalizado os atos de seu empregado que ocupava cargo de direção e por isso deve responder por seus atos. Também não resta dúvida do nexo causal porquanto a causadora dos contragimentos à reclamante era empregada de confiança da recorrente que tinha entre suas funções dirigir o trabalho de outros empregados. que já presenciou a Sra. pois não tinha certeza se a reclamante estava dizendo a verdade em relação às dores da gravidez. Por conseguinte. que a Sra. b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo. mas não sabe dizer os motivos. pois o comportamento da gerente é típico deste tipo de ilícito que pode inclusive enjesar o rompimento do contrato do trabalho por parte do empregado. é de bom alvitre trazer à colação o depoimento da testemunha da reclamada a Sra." Por fim. Maria Helena é muito exigente e cobra muito os resultados dos empregados. verbis: Art. Maria Helena é temperamental e agressiva com os empregados.nome da reclamante. Maria Helena chegou a humilhar a reclamante.O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando:a) omisiss. Afirma. nos termos do art. Concluída esta parte resta agora analisar a questão do quantum fixado na sentença. da CLT. entendo que restou configurado o assédio moral. 483. que a Sra. que a Sra. "b"." Ora.

na lógica do razoável. b) a intensidade do sofrimento da vítima. Doutra parte. arbitrar o valor da indenização decorrente de dano moral. Argumenta que na doutrina como na jurisprudência têm direcionado no sentido de que o valor da indenização por dano moral deve ser fixado de forma razoável. das pessoas. insta ressaltar que a quantificação do valor que visa a compensar a dor da pessoa requer bom senso por parte do julgador. a saber: a) considerar a gravidade objetiva do dano.sentença recorrida não observou os principios da razoabilidade. não visa propiciar o enriquecimento da parte lesada. à imagem. Tenho que não merece prosperar as alegações da recorrente isto porque na maioria das vezes o obreiro se submete a situações vexatórias e angustiantes diante da necessidade de manutenção do seu emprego. portanto. devendo o julgador agir como moderação. vez que a indenização apesar de ter caráter punitivo e finalidade pedagógica. In casu. c) considerar a personalidade e o poder econômico do ofensor. e punitivo porque visa a desestimular a prática de atos lesivos à honra. Essa fixação deve-se pautar. pugna a recorrente pela exclusão da indenização por danos morais. 8º da CLT e 5º. a fim de se evitar valores extremos (ínfimos ou vultosos). ou alternativamente. Nesse sentido. da proporcionalidade e da vedação do enriquecimento sem causa. V da Constituição Federal. Satisfativo porque visa a compensar o sofrimento da vítima. a boa fama. previstos no art. O quantum indenizatório tem um duplo caráter. satisfativo-punitivo. De início ressalta-se que a indenização do dano moral deve ser estabelecida quando for apurada a existência de dano. Na doutrina. ou seja. incorrendo a reclamada em conduta ilícita. sofrendo abalo a sua honra e imagem. com prudência. tendo o juiz a liberdade para fixar o quantum . restou comprovada pelas provas testemunhais careadas nos autos que a reclamada sofreu e foi exposta a situações humilhantes e vexatórias perante seus colegas. efetivamente. d) pautar-se pela razoabilidade e equitatividade na estipulação. relacionam-se alguns critérios em que o juiz deverá apoiar-se a fim de que possa com eqüidade e. A razoabilidade do valor deve atender a critérios básicos . a redução do montante da indenização. etc.

com o escopo de compensar os prejuízos advindos do infortúnio. Além do mais um valor superior a este tornaria a punição vultuosa. mantenho a sentença também quanto à condenação em multa e indenização por litigância de má-fé. inciso II. portanto. o art. diz o art. em tendo sido maculado o princípio da lealdade processual. a honra. o juízo de primeiro grau. Maria Helena no sentido de escamotear a verdade.que devem ser considerados quanto à estipulação de indenização por danos morais.000. mais uma vez está correto o i. não observou os critérios da moderação e razoabilidade ao fixar o valor da indenização em R$ 100.00 ( cem mil reais ). desconfigurando a utilidade da pena. causando-lhes dor. neste processo existiu forte indício de que as testemunhas faltaram com a verdade mesmo depois de advertidas que a sua conduta constuia crime de falso . incisos I e II. modifico a sentença de 1º grau. 14. porquanto. Destarte. quanto à questão da determinação de que fosse oficiado ao Ministério Público Federal e do Trabalho. aos bens incorpóreos da reclamante (a autoestima. quais sejam: a ofensa pela reclamada. No que toca irresignação do recorrente por litigância de má-fé. sofrimento e vergonha. prescereve que "reputa-se litigante de má-fé aquele que alterar a verdade dos fatos. Arrematando. não restou qualquer dúvida que de que houve alteração da verdade dos fatos. ofensas físicas e morais). a privacidade." No caso em tela. Por seu turno. porém.00 (cinquenta mil reais). magistrado "a quo". com vistas a não torná-la fonte de enriquecimento ilícito. Com efeito. Entretanto. 158/159). 17. fim de favorecer a empresa (fls. conservando o caráter reparador e desencorajador da pena. mostra-se razoável fixar o valor da condenação em R$ 50. a imagem e o nome. também entendo que não merece guarida o recurso neste ponto isto porque foi a própria testemunha da reclamada quem denunciou que as testemunhas foram orientadas pela Sra. mediante calúnia.000. Por conseguinte. do CPC que "são deveres das partes e de todos aqueles que de qualquer forma participam do processo: expor os fatos em juízo conforme a verdade" e "proceder com lealdade e boa-fé". reconhecendo a ocorrência do evento danoso do qual advém o direito à indenização. nesta parte.

00 (cem mil reais) para R$ 50. conhecer do recurso e. em que se discute a legitimidade de paródias realizadas no programa Show do Tom. por realizar paródias de algumas de suas obras – em específico as de Ana Maria Braga e Fausto Silva. assim como o período em que esteve de licença maternidade.000. a Globo sustentou que a Record estaria violando direitos marcários e autorais e praticando concorrência desleal. acolheu o pedido de tutela antecipada das empresas . Justiça carioca proíbe comercialização de refrigerantes com rótulos parecidos com os da Coca-Cola A juíza de Direito Maria da Penha Nobre Mauro. da 5ª vara Empresarial do Rio de Janeiro/RJ. no mérito. assim como reduzir a condenação em horas extras para 5 (cinco) horas extras semanais e o DSR para apenas 1 (um) por mês. devendo excluir do cômputo das horas extras e do DSR o período em que a reclamante efetivamente gozou as férias.00 (cinquenta mil reais). ISSN 1983-392X Notícias de destaque Justiça do RJ diz que paródia é um costume do entretenimento e nega ação movida pela Globo contra a Record O juízo da 5ª vara Cível do RJ julgou improcedente ação movida pela Rede Globo contra a Record. ________ Esta matéria foi colocada no ar originalmente em 23 de fevereiro de 2011. realizadas na Record respectivamente pelos humoristas Tom Cavalcante e Pedro Manso. por unanimidade. ACORDAM os Desembargadores da Segunda Turma do Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 16.ª Região.000. No processo. dar-lhe provimento parcial para excluir a condenação em férias.testemunho tipificado no Código Penal e que a recorrente permite a degradação do ambiente do trabalho mantendo em seus quadros pessoas que sob o pretexto de ser hierarquicamente superior maltrata seus subordinados. ACÓRDÃO Por tais fundamentos. bem como reduzir o dano moral de R$ 100.

• • • • As 7 mais da semana Outras notícias Palavras-chave Dilma sanciona lei vetando artigo que beneficiaria bancos Migalhas Quentes • STJ .Migalhas de Peso • MPF pede a condenação da Unimed em 23 cidades do país Migalhas Quentes • TRF da 2ª região nega indenização a advogada que processou OAB por fornecer seu endereço à polícia .403/11 altera dispositivos do CPP .Migalhas Quentes • STJ .Parte perde prazo de 20 anos para cobrar União e deixa de receber R$ 17 bilhões .Migalhas Quentes • O novo Código Comercial e a lei das S/A .The Coca-Cola Company e Coca-Cola Indústrias Ltda e deferiu liminar para que a Amazon Flavors interrompa todo e qualquer uso comercial dos refrigerantes Ice Cola e Ice Zero com embalagens e rótulos parecidos com os das bebidas Coca-Cola e Coca-Cola Zero.Migalhas Quentes • Lei 12.Migalhas Quentes • STJ garante direito de habitação de esposa casada sob o regime de separação de bens .Migalhas de Peso • Porandubas nº 280 .Informação veiculada em site da Justiça tem valor oficial Migalhas Quentes • • • • TRT/MA Dano moral Assédio moral Ação trabalhista .Migalhas Quentes • PEC submete decisões do STF à aprovação do Congresso Migalhas Quentes • O projeto para um novo código de processo civil: o código possível .Migalhas de Peso • STF adia julgamento sobre aviso prévio proporcional ao tempo de serviço .

Enviar por e-mail Imprimir Deixar sua migalha Parte inferior do formulário .