UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL

DINÂMICA
Força No Movimento Circular, Trabalho, Trabalho De Uma Força, Energia Cinética E Potencial, Conservação De Energia.

Angela Emanoelle Casonatto Elisangela Maria Ferrarez Prof.º Msc. LEONE CURADO

Cuiabá-MT Julho de 2011

Sumário
1. 2. INTRODUÇÃO .....................................................................................................2 FORÇAS NO MOVIMENTO CIRCULAR ............................................................3 2.1. 2.2. 2.3. 2.4. 2.5. 3. Forças em trajetórias curvilíneas......................................................................3 Calculo da resultante centrípeta para alguma situações cotidianas....................6 Globo da morte ...............................................................................................7 Gravidade simulada em naves .........................................................................8 Pêndulo cônico ................................................................................................9

TRABALHO ........................................................................................................ 10 3.1. 3.2. Força paralela ao deslocamento .....................................................................12 Força não-paralela ao deslocamento .............................................................. 12

4.

TRABALHO DE UMA FORÇA VARIÁVEL ..................................................... 14 4.1. 4.2. 4.3. 4.4. 4.5. 4.6. 4.7. Trabalho da força Peso .................................................................................. 14 Potência ........................................................................................................ 15 Potência Média .............................................................................................. 15 Potência Instantânea ...................................................................................... 16 Trabalho de uma força constante paralela ao deslocamento ........................... 16 Trabalho de uma força constante não paralela ao deslocamento ..................... 16 Trabalho de uma força qualquer .................................................................... 17

5.

ENERGIA CINÉTICA E POTENCIAL ............................................................... 19 5.1. 5.2. 5.3. 5.4. 5.5. Energia cinética ............................................................................................. 20 Unidades de medida: ..................................................................................... 21 Definição operacional: .................................................................................. 21 Energia potencial gravitacional...................................................................... 22 Energia potencial elástica ou de deformação .................................................. 22

6.

CONSERVAÇÃO DA ENERGIA POTENCIAL ................................................. 24 6.1. 6.2. Conservação da Energia Cinética ..................................................................25 A Conservação da Energia Mecânica ............................................................. 25

7. 8.

CONCLUSÃO: .................................................................................................... 27 BIBLIOGRAFIA ................................................................................................. 28

simultaneamente seu chute altera a velocidade da bola. É importante lembrar que a grandeza física. sendo que 1 kgf = 9. No SI. Logo. isto é. para cada deformação produzida. a menos que receba a ação de uma força resultante não nula. Logo. força. o número de forças que um corpo recebe está associado ao número de interações das quais ele participa. O dinamômetro é um instrumento constituído de uma mola que se deforma quando recebe a ação de uma força. sua direção de atuação e seu sentido. além do pé do jogador deformar a bola. a unidade de medida de força é o newton (N). usando um vetor (seta). Eventualmente pode-se utilizar a unidade prática quilograma-força (kgf). o conceito de força é de fundamental importância no estudo da Dinâmica. Quando assinalamos uma força () num corpo. No exemplo acima. ou alteração da direção da velocidade. Estas causas estão relacionadas às forças que atuam sobre ele. para caracterizá-la precisamos definir sua intensidade (módulo).2 1. Tomemos um corpo inicialmente em repouso.8 N. Dessa maneira. Outro efeito que a força pode produzir no corpo é a alteração de sua velocidade. Esse corpo jamais conseguirá sair do estado de repouso. INTRODUÇÃO A Dinâmica é o ramo da Mecânica que estuda as causas do movimento de um corpo. que consiste num aumento ou numa diminuição do módulo da velocidade. é uma grandeza vetorial. A intensidade de uma força pode ser medida através de um aparelho denominado dinamômetro. temos o dispositivo indicando a intensidade da força aplicada. queremos simbolizar a ação que ele está sofrendo de outro corpo. . Um corpo sozinho não exerce força sobre si mesmo. Podemos reconhecer a existência de forças pelos efeitos que produzem quando aplicadas a um corpo.

orientada para o centro da circunferência-trajectória. mas de sinal contrário. Uma força centrípeta muda de direção o vetor velocidade.1. em movimento circular uniforme (MCU) e movimento circular uniformemente variado (MCUV). atua sobre o corpo. a sua velocidade é variável. O movimento circular classifica-se. Forças em trajetórias curvilíneas Sempre que um objeto realiza uma trajetória curva qualquer atua sobre ele uma força resultante que tem a direção e o sentido do centro da curva. Num movimento circular. o seu valor é o mesmo do da força centrífuga. a intensidade da força é dada pela seguinte expressão matemática: mv2/r. Se a massa do corpo for m. que obviamente deve ser compensada por um incremento na intensidade da aceleração centrípeta a fim de que não deixe de ser circular a trajectória. sendo continuamente aplicada para o centro do círculo. a que num movimento de rotação. Mesmo que o corpo se mova com velocidade de módulo constante. 2. Pode haver ainda uma aceleração tangencial. uma aceleração dirigida para o centro da circunferência. Esta força é responsável pela chamada aceleração centrípeta. isto é. movimento circular é aquele em que o objeto ou ponto material se desloca numa trajectória circular. a sua velocidade v. atraindoo na direção do centro. A força centrípeta é a força que atua num corpo obrigando-o a descrever uma trajetória circular. denominada de RESULTANTE CENTRIPETA. por conseguinte. uma vez que a sua direção se encontra continuamente a mudar. e se o raio da circunferência for r. .3 2. de acordo com a ausência ou a presença de aceleração tangencial. FORÇAS NO MOVIMENTO CIRCULAR Na Mecânica clássica. e é dirigida para o centro da circunferência. Existe.

enquanto que a pessoa que vai nos veículos sente uma força centrífuga para o exterior. Num carrossel. pela 2ª Lei de Newton. Se o fio partir. assim como visto no MCU. Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo. Quando um corpo efetua um Movimento Circular. a força centrípeta também é constante. um corpo é atado a um fio e posto a rodar num círculo horizontal. devido à sua inércia. a aceleração centrípeta é constante. a força centrípeta que mantém o satélite em órbita é a força gravitacional. devido ao atrito da estrada. as barras sobre as quais são colocadas os veículos exercem uma força centrípeta. A esta força damos o nome: Força Centrípeta. No caso de um satélite em órbita em volta da Terra. por exemplo. Sem ela. Quando se descreve uma curva com um carro.4 Quando. a manter um movimento retilíneo e é a força centrípeta que o obriga a mover-se circularmente. esta força desaparece e o corpo movimentar-se-á para fora em linha reta. O corpo tem uma tendência. quando o movimento for circular uniforme. pode-se sentir perfeitamente que é necessário aplicar uma força centrípeta. é importante calcular as forças centrípeta e centrífuga e tê-las em conta ao escolher os materiais e as suas secções. Na construção das máquinas. logo. podemos. este sofre uma aceleração que é responsável pela mudança da direção do movimento. na direção tangente à circunferência na qual antes se estava a movimentar. esta exerce uma força centrípeta sobre as rodas do automóvel para que este não saia da curva. calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta. Como visto anteriormente. a qual chamamos aceleração centrípeta. Sabendo que: . um corpo não poderia executar um movimento circular. aponta para o centro da trajetória circular. As forças centrípeta e centrífuga desempenham um papel muito importante na vida quotidiana e nas fábricas.

O módulo da aceleração normal é denominado de aceleração centrípeta. O módulo da aceleração tangencial recebe o nome de aceleração escalar. Tem por finalidade produzir variação no módulo da velocidade. Ao realizar uma curva esta aceleração pode ser decomposta em duas: aceleração tangencial e aceleração normal. Aceleração Tangencial: É a componente da aceleração que atua na mesma direção do vetor velocidade. Tem por finalidade produzir variação na direção e no sentido do vetor velocidade. com direção perpendicular à trajetória. Aceleração Normal: É a componente da aceleração que atua perpendicular ao vetor velocidade.5 ou Então: A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo. Aceleração Normal e Tangencial Quando um corpo realiza uma trajetória curvilínea. podendo ou não sofrer variação de módulo. Sabe-se que o agente responsável por produzir variação na velocidade é a aceleração. . a sua velocidade sofre sempre variação de direção.

É possível observar que nenhuma delas aponta para o centro. .6 Neste exemplo como o módulo de V é constante a aceleração tangencial é nula (at = 0). logo deve-se projetar uma delas para o centro de acordo com a conveniência. Ao se desenhar essas forças verifica-se que a força de atrito e a única que atua na direção do centro e apontando para ele. esquerda ou para cima) aceleração centrípeta é diferente de zero (ac ‡ 0). logo poderá ser chamada de resultante centrípeta. já o sentido do vetor velocidade varia (ora para direita. Calculo da resultante centrípeta para alguma situações cotidianas Quando um carro realiza uma curva horizontal atuam sobra ele as forças peso (p). Em uma avião realizando uma curva horizontal pode-se verificar a ação de duas forças sobre ele que são: força peso (p) e força de sustentação (f). ora para baixo.2. acp = v2/R. nesse exemplo a força que que tem uma de sua projeções passando no centro da curva e a força (f). normal (n) e força de atrito (fat). 2.

Globo da morte No Globo da Morte a determinação da Resultante Centrípeta depende da posição em que o conjunto moto + piloto esta. logo temos duas situações possíveis. 2. Nesse casso deve-se calcular a resultante centrípeta sem esquecer que a mesma deve ter seu sentido voltado para o centro da curva. pode-se considerar que atuam as forças peso (p) e normal (n) na direção vertical. .7 Ao passa por uma depressão ou lambada. ambas radial. Caso seja no topo do globo temos a situação ilustrada ao lado.3.

Gravidade simulada em naves Na Terra a sensação de peso ocorre devido a força de reação normal (N) que recebemos da superfície de apoio. Esta rotação cria um campo gravitacional aparente. Já no interior de naves espaciais podemos evitar a flutuação dos cosmonautas através da rotação da nave. obrigando-os a trocar uma força de reação normal com o piso da nave. Na situação de equilíbrio N = P = mg. mostrada abaixo. Suponha uma nave espacial. . girando com velocidade angular constante em torno de um eixo E.8 2. em forma de cilindro oco de raio R.4.

9 Um astronauta solidário à essa nave girante. o procedimento é a decomposição daquela que permita uma projeção para o centro curva. Pêndulo cônico No pêndulo cônico da figura ao lado observa-se que duas forças atuam sobre a massa pendular: tração no fio (t) e força peso (p).5. Nenhuma delas passa da curva descrita no plano vertical. deve receber do piso da nave uma força normal que funcione como sua resultante centrípeta. no caso a força de tração. logo. . 2.

ou seja. TRABALHO Na Física. Assim. Esta definição é válida para qualquer tipo de força independentemente da sua origem.10 3. Por exemplo. é necessário que haja deslocamento do ponto de aplicação da força e que haja uma componente não nula da força na direcção do deslocamento. uma força no sentido oposto ao deslocamento retira energia do corpo ou sistema. esta força não realiza trabalho. É por esta razão que aparece um produto interno entre F e r. gravítica (gravitacional). o termo trabalho é utilizado quando falamos no Trabalho realizado por uma força. Qual tipo de energia. isto é. a existência de uma força não é sinônimo de realização de trabalho. No entanto. Como mostra a equação acima. O contrário também é verdadeiro. o Trabalho Mecânico. Portanto há duas condições para que uma força realize trabalho: a) Que haja deslocamento. O trabalho é um número real. eléctrica. existe energia sendo acrescentada ao corpo ou sistema. pode tratar-se de uma força de atrito. que pode ser positivo ou negativo. o trabalho é positivo. Uma força aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz um deslocamento no corpo. se energia cinética ou energia potencial. visto que é perpendicular à trajectória. Quando a força atua no sentido do deslocamento. magnética. depende do sistema em consideração. etc. b) Que haja força ou componente da força na direção do deslocamento. Para que tal aconteça. um corpo em movimento circular uniforme (velocidade angular constante) está sujeito a uma força centrípeta. .

a energia cinética é a soma das energias cinéticas das partículas que constituem um tipo especial de forças. Se uma força F é aplicada num corpo que realiza um deslocamento dr. quando uma força tem direção oposta ao movimento o trabalho <0. V: Se supusermos que todas as forças que atuam sobre um corpo são conservativas. pode ser expresso como o gradiente de uma função escalar. aplicando a segunda lei de Newton pode-se demonstrar que: onde Ec é a energia cinética. o trabalho realizado pela força é uma grandeza escalar de valor: Se a massa do corpo for suposta constante. e obtivermos dWtotal como o trabalho total realizado sobre o corpo (obtido pela soma do trabalho realizado por cada uma das forças que atua sobre o mesmo). a unidade de Quando uma força tem a mesma direção do movimento o trabalho realizado é positivo: >0. Para um ponto material. então: . então. conhecidas como forças conservativas. ou pelo cálculo da força resultante no corpo.11 Utilizamos a letra grega tau minúscula ( trabalho no SI é o Joule (J) ) para expressar trabalho. e V é a energia potencial do sistema (obtida pela soma das energias potenciais de cada ponto. a energia potencial. Ec é definida como: Para objectos extensos compostos por diversos pontos. realizado é negativo: O trabalho resultante é obtido através da soma dos trabalhos de cada força aplicada ao corpo. devidas a cada força).

3. a componente perpendicular da Força e a componente .2. ou seja. devemos decompor o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares: Considerando paralela da força.12 logo. Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento. calculamos o trabalho: Exemplo: Qual o trabalho realizado por um força aplicada a um corpo de massa 5kg e que causa um aceleração de 1. Força não-paralela ao deslocamento Sempre que a força não é paralela ao deslocamento. o vetor deslocamento e a força não formam ângulo entre si.5m/s² e se desloca por uma distância de 100m? 3.1.

Logo: Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a um bloco formando um ângulo de 60° com o vetor deslocamento. apenas as forças paralelas ao deslocamento produzem trabalho. já que: O cosseno de um ângulo entre 90° e 180° é negativo.13 Ou seja: Quando o móvel se desloca na horizontal. seu ângulo é 0° e cos0°=1. já que quando a força é paralela ao deslocamento. que tem valor absoluto igual a 3m. onde aparece o cosseno do ângulo. isto pode ajudar a entender porque quando a força é contrária ao deslocamento o trabalho é negativo. sendo cos180°=-1 . Qual o trabalho realizado por esta força? Podemos considerar sempre este caso.

a força Peso. TRABALHO DE UMA FORÇA VARIÁVEL Para calcular o trabalho de uma força que varia devemos empregar técnicas de integração. 4. mas para simplificar este cálculo. Então: . devemos considerar a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem.1. e a força a ser empregada. que é uma técnica matemática estudada no nível superior. podemos calcular este trabalho por meio do cálculo da área sob a curva no diagrama Calcular a área sob a curva é uma técnica válida para forças que não variam também. Trabalho da força Peso Para realizar o cálculo do trabalho da força peso.14 4.

Um dos carros realiza a viagem em 1hora. O Trabalho foi exatamente o mesmo. o outro demora 2horas para chegar. o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior. usa-se com frequência as unidades:     4.3.2. Qual dos carros realizou maior trabalho? Nenhum dos dois. Entretanto.15 4. Além do watt. 1kW (1 quilowatt) = 1000W 1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW 1cv (1 cavalo-vapor) = 735W 1HP (1 horse-power) = 746W Potência Média Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos que: Então: . A unidade de potência no SI é o watt (W). Potência Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m).

16 4. Trabalho de uma força constante não paralela ao deslocamento Na figura abaixo seja Ft a projeção da força F na direção do deslocamento AB. Quando a força se opõe ao movimento seu trabalho é negativo e denominado trabalho resistente. paralela e de mesmo sentido que o deslocamento AB que o corpo efetua devido à ação do conjunto de forças que nele atuam (fig. ou seja: 4. 1). Se d é o módulo do deslocamento AB e F é a intensidade da força. Veja abaixo: 4. Trabalho de uma força constante paralela ao deslocamento Seja F uma força constante. Assim o trabalho é dado por: .5.4.6. Potência Instantânea Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea. definimos o trabalho τ da força F como: Neste caso o trabalho favorece o deslocamento então dizemos que o trabalho é motor.

17 Na expressão τ = Fd. sua posição será nula: daí. pois é sempre perpendicular à trajetória.cos(θ). Se a força for constante mas não paralela ao deslocamento. no gráfico da projeção Ft da força na direção do deslocamento. direção e sentido. Analogamente.7. o trabalho pode ser calculado pela área sombreada no gráfico a seguir. se a força F atuante for variável em módulo. Assim num deslocamento horizontal. Generalizando. 4. paralela e de mesmo sentido que o deslocamento de módulo d. . a força centrípeta tem trabalho nulo. o peso e a reação normal do apoio têm trabalhos nulos.cos(θ) representa a projeção da força F na direção do deslocamento. seu trabalho é nulo. Quando a força é perpendicular ao deslocamento AB. o cálculo por meio do gráfico pode ser feito como é mostrado abaixo. o termo d. o cálculo gráfico deve ser feito. Trabalho de uma força qualquer No caso de uma força constante F agindo sobre o corpo. como se indiga na figura abaixo.

18 O trabalho realizado num deslocamento infinitesimal corresponde à área de estreia faixa retangular. O trabalho total realizado pela força é medida pela soma dos retângulos semelhantes ao interior. Assim. . esse trabalho é numericamente igual à área total sombreada no gráfico anterior. sendo Ft a projeção da força na direção do deslocamento.

pois são capazes de realizar trabalho ao mover as turbinas de uma usina hidrelétrica. calor e raios ultravioleta. Como dissemos. mas podemos definir energia como sendo a capacidade que um corpo tem de realizar trabalho. energia é a capacidade que um corpo tem de realizar trabalho. assim como a unidade de trabalho de uma força. Energia é classificada em sete tipos: energia química.19 5. por exemplo. de maneira que uma forma de energia se converte ou transforma em outra. A energia existe em diferentes formas. Tudo acontece por causa da energia: sem ela não haveria vida na terra. E muitos outros exemplos. luz. conceituando assim a lei da conservação da energia. .Todos os tipos de energia pode ser transformada em outra. que é o espectro eletromagnético e inclui luz. Estes incluem energia térmica.  A gasolina possui energia. Observe os seguintes exemplos que podem auxiliar nesse entendimento de energia:  As águas de uma cachoeira possuem energia. que sempre envolve a execução de um trabalho. O sol fornece energia radiante. na natureza nada se perde nada de cria. tudo se transforma. o que torna possível o fluxo de cargas através de um circuito e a energia química. nuclear. energia elétrica. Conceituar energia não é tarefa fácil. entre outros. a unidade de energia no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o joule. ENERGIA CINÉTICA E POTENCIAL O que vem a ser energia? A energia se apresenta de várias formas na natureza. pois ela é capaz de realizar trabalho fazendo o automóvel se locomover. o que aumenta a temperatura da matéria. pois. contida em combustíveis. de acordo com a lei de Lavoisier.

devido ao seu movimento. Energia cinética É a energia mecânica de um corpo e corresponde ao trabalho ou as mudanças que um corpo pode produzir. tem energia potencial. O estudo de todos os aspectos que um sistema químico se aproxima de uma condição de equilíbrio é definida como a química cinética. quando disparou em alta velocidade com uma arma.1. Ao determinar a energia cinética é levado em conta apenas a massa ea velocidade de um objeto. não importa o quão originou o movimento. um tronco grande e pesado. química e nuclear são todas as formas de energia potencial. todos os corpos em movimento possuem energia cinética quando em repouso. Por esta razão. Também a velocidade do corpo é crucial para a sua energia cinética. devido à sua circulação. Este efeito pode ser observado quando uma bala de alguns gramas. Energia potencial é armazenada no corpo em repouso pode se mover. Um exemplo da aplicação dessa energia é o utilizado na Idade Média. mas como você rolar a perder. deve-se principalmente a dois fatores: massa corporal e velocidade. Esta capacidade de fazer mudanças. reforçado com ferro ou bronze. Um objeto de alta velocidade pesados tem energia cinética diminui à medida que desce.Um corpo que tem uma grande massa. . pode penetrar troncos grossos. não tem energia cinética. por exemplo.20 5. ou seja. quando um castelo atacantes empurrou a porta pesada com um aríete. a energia potencial depende do tipo de força aplicada a um objeto. pode produzir grandes efeitos e transformações. no entanto. A energia elétrica. existem diferentes tipos de energia potencial. Uma bola no topo de uma colina. que têm os corpos em movimento.

a teoria cinética explica o comportamento da matéria em seus três estados: sólido.21 Em química. A temperatura.3. Mudanças de estado ocorrem quando a energia varia. líquido e gás. Ou seja: =     EC: energia cinética m: massa v: velocidade v2 : velocidade ao quadrado . e este último mais de um sólido. notamos que uma massa corporal 2 kg. Definição operacional: Operacionalmente. a pressão eo volume ocupado por um gás depende da energia cinética de suas moléculas. 5. a energia cinética é medida nas mesmas unidades como a energia mecânica: o joule.2. Os átomos de um gás tem mais energia do que um líquido. O quadrado da velocidade é a velocidade multiplicado por si mesmo. como determinar a energia cinética de um corpo é multiplicar meia vezes a sua massa ao quadrado de sua velocidade. e não surpreendentemente. Unidades de medida: Sendo uma energia. movendo-se com uma velocidade de 1 m / s tem uma energia cinética de um joule. o erg e o quilowatt-hora. Por exemplo. 5. O estado de um corpo é determinado pela quantidade de energia cinética de átomos e moléculas (pequenas partículas que compõem a matéria).

Dessa forma. quando elevamos um corpo de massa m a certa altura h estamos transferindo energia para o corpo na forma de trabalho. Matematicamente podemos calcular o valor da energia potencial de um determinado objeto da seguinte maneira: Onde:     5. Epg = energia potencial gravitacional – dada em joule (J) m = massa –dada em quilograma (kg) g = aceleração gravitacional – dada em metros por segundo ao quadrado (m/s2) h = altura – dada em metros (m) Energia potencial elástica ou de deformação Energia potencial elástica ou de deformação é uma forma de energia mecânica armazenada numa mola deformada ou num elástico esticado. voltando a sua posição inicial. Considere uma mola comprida para determinar a expressão da energia elástica. Energia potencial gravitacional Trata-se de uma energia associada ao estado de separação entre dois objetos que se atraem mutuamente através da força gravitacional. É uma forma de energia latente.5.4. O corpo acumula energia e a transforma em energia cinética quando o soltamos. .22 5. que pode ser transformada em energia de movimento.

portanto. O trabalho que o agente externo realiza refere-se à energia mecânica que o agente transfere e fica armazenada na mola sob a forma de energia elástica. portanto. possui intensidade kx. que mede a rigidez da mola. concluímos que a intensidade da força que a mola opõe à deformação é dada por: F = k x (Lei de Hooke) Sendo k a grandeza característica da mola denominada constante elástica. ocasionando um deslocamento x e. .23 Se x é a deformação da mola. Para deformar a mola foi necessário que um agente externo aplicasse uma força sobre ele. A força que o agente externo exerceu serve para dominar a resistência que a mola opõe à sua deformação e. realizando um certo trabalho.

Consideremos agora a terra e o esquiador (excluindo o elevador) como um sistema de duas partículas. . Consideramos um esquiador de massa m. pois o movimento da terra é desprezível. com velocidade desprezível. devemos ter cuidado ao calcular o trabalho feito por uma força que age sobre uma parte do sistema. pois a força gravitacional da terra. quando a partícula se desloca sobre qualquer trajetória fechada é nulo. que é exatamente a energia cinética do esquiador. que atua sobre o esquiador. pois o deslocamento do ponto de aplicação da força nem sempre é igual ao deslocamento do sistema todo. que é transportado por um elevador para o topo de uma encosta. qualquer que seja o ângulo de inclinação da subida.24 6. a uma altura h. A força da gravidade é uma força conservativa. A energia cinética do esquiador não se altera. Observe que quando o esquiador é levado até o topo da encosta. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA POTENCIAL Quando temos um sistema constituído por duas ou mais partículas. Quando este desliza em uma encosta sem atrito. quando o esquiador sobe até o topo da encosta e retorna a posição original é nulo. O tal feito desse sistema é o trabalho mgh do sistema terra-esquiador. o trabalho feito sobre um sistema. de grandeza mgh. enquanto que. faz trabalho -mgh. Em geral uma força é conservativa se o trabalho que ela efetua sobre uma partícula. não provoca modificação da energia cinética do sistema. quando o esquiador desce a rampa da encosta. o trabalho da gravidade é negativo. de modo que o trabalho total efetuado sobre o esquiador é nulo. e a energia potencial do sistema aumenta. Em muitos casos. esta energia potencial se converte em energia cinética do sistema. O trabalho total da gravidade. O elevador faz um trabalho sobre o esquiador. mas é armazenado como energia potencial. o trabalho da gravidade é positivo e a energia potencial do sistema diminui. Na realidade é possível que diferentes partes de um sistema tenham diferentes deslocamentos.

propõe-se o estudo da conservatividade da energia cinética. tem-se por resultado.1. o que demonstra seu caráter conservativo. é introduzido de modo que o trabalho efetuado por uma força conservativa .Kinicial = 0 Assim sendo. que a energia cinética é conservativa. Exemplo ainda mais simples da conservação da energia potencial. sendo que  K é uma constante. Então: Kf =m(-V0 )²/2. 6. este instante é o do lançamento da pedra. um  U =Ufinal-U inicial 0. dada tal trajetória fechada. a energia potencial final é igual a energia potencial final. A Conservação da Energia Mecânica O sinal negativo na definição da função energia potencial ( U= U2-U1= -W=  s1 s2 F. pois conforme pode ser visto do exemplo esquiador terra. Conservação da Energia Cinética De forma análoga a feita para observar-se a energia potencial como uma energia conservativa. temos um instante inicial onde a energia potencial é mínima e a energia cinética é máxima. no caso. Temos de mesma forma. onde ela tem velocidade V0 e K0=mV0²/2. Dada uma partícula qualquer de massa m sobre uma trajetória fechada ( por exemplo. caracterizando assim a energia potencial como sendo conservativa.2. Logo: Kf =mV0 ²/2 que é a mesma energia cinética do instante inicial. Através disso observa-se que:  K= Kfinal . 6.25 Conclui-se então que a Energia Potencial é conservativa. pode ser o de uma pedra arremessada verticalmente para cima. o sistema da pedra lançada verticalmente). a velocidade final Vf é dada por Vf = -V0.ds). No dado instante final. onde a pedra retorna a posição de origem.

ds= - U= + K Portanto. a equação  K+ U=  (K+U)=0. Consideremos um sistema no qual o trabalho seja efetuado apenas sobre uma das partículas. como o caso esquiador-terra. o trabalho feito pela força é igual a diminuição da energia potencial do sistema. . Então a energia mecânica total permanece constante durante o movimento da partícula. e também igual ao aumento da energia cinética da partícula (que no caso. E= K+U= constante Esta é a lei da conservação da energia mecânica e é a origem da denominação "força conservativa". é o aumento de energia cinética do sistema): Wtotal=  F. afirma que a variação da energia mecânica total é nula.26 sobre uma partícula.  K+ U=  (K+U)=0 A soma da Energia cinética com a energia potencial do sistema é a energia mecânica total E: E= K+U Se apenas forças conservativas efetuam trabalho. seja igual a diminuição de energia potencial do sistema. Se a única força que efetuar o trabalho sobre a partícula for uma força conservativa.

ao invés disso. não poder-se-á dizer se algo está em movimento ou parado.27 7. como espaço (em metros). Movimento é a variação da posição de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo. Ao contrário dessas grandezas fundamentais. Mesmo não sendo uma grandeza fundamental. como o joule e o pascal são calculadas. Se não tomar-se um referencial. . a força é raramente medida. suas características são descritas pela Mecânica O movimento é sempre relativo. é calculada a partir das grandezas fundamentais. pois é expressa em função de outras grandezas. a força é um conceito matemático importante. CONCLUSÃO: A dinâmica é um ramo da mecânica que estuda as relações entre as forças e os movimentos que são produzidos por estas. a partir do qual outras unidades. A força não é uma grandeza fundamental em física. tempo (em segundos) e massa (em quilogramas).

& KRANE. México: Compañia Editorial Continental. (2001). D... .28 8. BIBLIOGRAFIA SO FISICA. R. K.bR RESNICK.sofisica. S. Acesso em 07 de 2011. HALLIDAY. disponível em SO FISICA: http://www. (2009). Física 1.com.

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