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UNIVERSIDADE FEDERAL DE MATO GROSSO FACULDADE DE ARQUITETURA, ENGENHARIA E TECNOLOGIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA SANITÁRIA E AMBIENTAL

DINÂMICA

Força No Movimento Circular, Trabalho, Trabalho De Uma Força, Energia Cinética E Potencial, Conservação De Energia.

Angela Emanoelle Casonatto Elisangela Maria Ferrarez

Prof.º Msc. LEONE CURADO

Cuiabá-MT Julho de 2011

Sumário

1. INTRODUÇÃO

 

2

2. FORÇAS NO MOVIMENTO CIRCULAR

3

2.1. Forças em trajetórias curvilíneas

3

2.2. Calculo da resultante centrípeta para alguma situações cotidianas

6

2.3. Globo da morte

 

7

2.4. Gravidade simulada em naves

8

2.5. Pêndulo cônico

 

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3. TRABALHO

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3.1. Força paralela ao deslocamento

12

3.2. Força não-paralela ao deslocamento

12

4. TRABALHO

DE UMA FORÇA VARIÁVEL

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4.1. Trabalho da força Peso

 

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4.2. Potência

15

4.3. Potência

Média

15

4.4. Potência

Instantânea

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4.5. Trabalho de uma força constante paralela ao deslocamento

16

4.6. Trabalho de uma força constante não paralela ao deslocamento

16

4.7. Trabalho de uma força qualquer

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5. ENERGIA CINÉTICA E POTENCIAL

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5.1. Energia cinética

 

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5.2. Unidades de medida:

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5.3. Definição operacional:

21

5.4. Energia

potencial

gravitacional

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5.5. Energia potencial elástica ou de deformação

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6. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA POTENCIAL

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6.1. Conservação da Energia Cinética

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6.2. A Conservação da Energia Mecânica

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7. CONCLUSÃO:

 

27

8. BIBLIOGRAFIA

28

2

1.

INTRODUÇÃO

A Dinâmica é o ramo da Mecânica que estuda as causas do movimento de um corpo. Estas causas estão relacionadas às forças que atuam sobre ele. Dessa maneira, o conceito de força é de fundamental importância no estudo da Dinâmica.

Tomemos um corpo inicialmente em repouso. Esse corpo jamais conseguirá sair do estado de repouso, a menos que receba a ação de uma força resultante não nula. Um corpo sozinho não exerce força sobre si mesmo. É importante lembrar que a grandeza física, força, é uma grandeza vetorial, isto é, para caracterizá-la precisamos definir sua intensidade (módulo), sua direção de atuação e seu sentido.

Quando assinalamos uma força () num corpo, usando um vetor (seta), queremos simbolizar a ação que ele está sofrendo de outro corpo. Logo, o número de forças que um corpo recebe está associado ao número de interações das quais ele participa.

Podemos reconhecer a existência de forças pelos efeitos que produzem quando aplicadas a um corpo. Outro efeito que a força pode produzir no corpo é a alteração de sua velocidade, que consiste num aumento ou numa diminuição do módu lo da velocidade, ou alteração da direção da velocidade. No exemplo acima, além do pé do jogador deformar a bola, simultaneamente seu chute altera a velocidade da bola.

A intensidade de uma força pode ser medida através de um aparelho denominado dinamômetro. O dinamômetro é um instrumento constituído de uma mola que se deforma quando recebe a ação de uma força. Logo, para cada deformação produzida, temos o dispositivo indicando a intensidade da força aplicada. No SI, a unidade de medida de força é o newton (N). Eventualmente pode-se utilizar a unidade prática quilograma-força (kgf), sendo que 1 kgf = 9,8 N.

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2. FORÇAS NO MOVIMENTO CIRCULAR

Na Mecânica clássica, movimento circular é aquele em que o objeto ou ponto material se desloca numa trajectória circular. Uma força centrípeta muda de direção o vetor velocidade, sendo continuamente aplicada para o centro do círculo. Esta força é responsável pela chamada aceleração centrípeta, orientada para o centro da circunferência-trajectória. Pode haver ainda uma aceleração tangencial, que obviamente deve ser compensada por um incremento na intensidade da aceleração centrípeta a fim de que não deixe de ser circular a trajectória.

O movimento circular classifica-se, de acordo com a ausência ou a presença de

2.1. Forças em trajetórias curvilíneas

Sempre que um objeto realiza uma trajetória curva qualquer atua sobre ele uma força resultante que tem a direção e o sentido do centro da curva, denominada de RESULTANTE CENTRIPETA.

A força centrípeta é a força que atua num corpo obrigando-o a descrever uma

trajetória circular, isto é, a que num movimento de rotação, atua sobre o corpo, atraindo- o na direção do centro. Num movimento circular, o seu valor é o mesmo do da força

centrífuga, mas de sinal contrário. Se a massa do corpo for m, a sua velocidade v, e se o raio da circunferência for r, a intensidade da força é dada pela seguinte expressão matemática: mv2/r, e é dirigida para o centro da circunferência. Mesmo que o corpo se mova com velocidade de módulo constante, a sua velocidade é variável, uma vez que a sua direção se encontra continuamente a mudar. Existe, por conseguinte, uma aceleração dirigida para o centro da circunferência.

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Quando, por exemplo, um corpo é atado a um fio e posto a rodar num círculo horizontal, pode-se sentir perfeitamente que é necessário aplicar uma força centrípeta. O corpo tem uma tendência, devido à sua inércia, a manter um movimento retilíneo e é a força centrípeta que o obriga a mover-se circularmente. Se o fio partir, esta força desaparece e o corpo movimentar-se-á para fora em linha reta, na direção tangente à circunferência na qual antes se estava a movimentar.

No caso de um satélite em órbita em volta da Terra, a força centrípeta que mantém o satélite em órbita é a força gravitacional. As forças centrípeta e centrífuga desempenham um papel muito importante na vida quotidiana e nas fábricas. Num carrossel, as barras sobre as quais são colocadas os veículos exercem uma força centrípeta, enquanto que a pessoa que vai nos veículos sente uma força centrífuga para o exterior. Quando se descreve uma curva com um carro, devido ao atrito da estrada, esta exerce uma força centrípeta sobre as rodas do automóvel para que este não saia da curva. Na construção das máquinas, é importante calcular as forças centrípeta e centrífuga e tê-las em conta ao escolher os materiais e as suas secções. Quando um corpo efetua um Movimento Circular, este sofre uma aceleração que é responsável pela mudança da direção do movimento, a qual chamamos aceleração centrípeta, assim como visto no MCU.

Sabendo que existe uma aceleração e sendo dada a massa do corpo, podemos, pela 2ª Lei de Newton, calcular uma força que assim como a aceleração centrípeta, aponta para o centro da trajetória circular.

A esta força damos o nome: Força Centrípeta. Sem ela, um corpo não poderia executar um movimento circular.

Como

visto

anteriormente,

quando

o

movimento

for

circular

uniforme,

a

aceleração centrípeta é constante, logo, a força centrípeta também é constante.

Sabendo que:

circular uniforme, a aceleração centrípeta é constante, logo, a força centrípeta também é constante. Sabendo que:

5

ou

Então:

5 ou Então: A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo,
5 ou Então: A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo,

A força centrípeta é a resultante das forças que agem sobre o corpo, com direção perpendicular à trajetória.

Aceleração Normal e Tangencial Quando um corpo realiza uma trajetória curvilínea, a sua velocidade sofre sempre variação de direção, podendo ou não sofrer variação de módulo. Sabe-se que o agente responsável por produzir variação na velocidade é a aceleração. Ao realizar uma curva esta aceleração pode ser decomposta em duas: aceleração tangencial e aceleração normal.

Aceleração Tangencial: É a componente da aceleração que atua na mesma direção do vetor velocidade. Tem por finalidade produzir variação no módulo da velocidade. O módulo da aceleração tangencial recebe o no me de aceleração escalar.

Aceleração Normal: É a componente da aceleração que atua perpendicular ao vetor velocidade. Tem por finalidade produzir variação na direção e no sentido do vetor velocidade. O módulo da aceleração normal é denominado de aceleração centrípeta.

na direção e no sentido do vetor velocidade. O módulo da aceleração normal é denominado de
na direção e no sentido do vetor velocidade. O módulo da aceleração normal é denominado de

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Neste exemplo como o módulo de V é constante a aceleração tangencial é nula (at = 0), já o sentido do vetor velocidade varia (ora para direita, o ra para baixo, esquerda ou para cima) aceleração centrípeta é diferente de zero (ac ‡ 0). a cp = v 2 /R.

2.2. Calculo da resultante centrípeta para alguma situações cotidianas

da resultante centrípeta para alguma situações cotidianas Quando um carro realiza uma curva horizontal atuam sobra

Quando um carro realiza uma curva horizontal atuam sobra ele as forças peso (p), normal (n) e força de atrito (fat). Ao se desenhar essas forças verifica-se que a força de atrito e a única que atua na direção do centro e apontando para ele, logo poderá ser chamada de resultante centrípeta.

ele, logo poderá ser chamada de resultante centrípeta. Em uma avião realizando uma curva horizontal pode-se

Em uma avião realizando uma curva horizontal pode-se verificar a ação de duas forças sobre ele que são: força peso (p) e força de sustentação (f). É possível observar que nenhuma delas aponta para o centro, logo deve-se projetar uma delas para o centro de acordo com a conveniência, nesse exemplo a força que que tem uma de sua projeções passando no centro da curva e a força (f).

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7 Ao passa por uma depressão ou lambada, pode-se considerar que atuam as forças peso (p)

Ao passa por uma depressão ou lambada, pode-se considerar que atuam as forças peso (p) e normal (n) na direção vertical, ambas radial. Nesse casso deve-se calcular a resultante centrípeta sem esquecer que a mesma deve ter seu sentido voltado para o centro da curva, logo temos duas situações possíveis.

o centro da curva, logo temos duas situações possíveis. 2.3. Globo da morte No Globo da
o centro da curva, logo temos duas situações possíveis. 2.3. Globo da morte No Globo da

2.3. Globo da morte

logo temos duas situações possíveis. 2.3. Globo da morte No Globo da Morte a determinação da

No Globo da Morte a determinação da Resultante Centrípeta depende da posição em que o conjunto moto + piloto esta. Caso seja no topo do globo temos a situação ilustrada ao lado.

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8 2.4. Gravidade simulada em naves Na Terra a sensação de peso ocorre devido a força

2.4. Gravidade simulada em naves

8 2.4. Gravidade simulada em naves Na Terra a sensação de peso ocorre devido a força

Na Terra a sensação de peso ocorre devido a força de reação normal (N) que recebemos da superfície de apoio. Na situação de equilíbrio N = P = mg.

de apoio. Na situação de equilíbrio N = P = mg. Já no interior de naves

Já no interior de naves espaciais podemos evitar a flutuação dos cosmonautas através da rotação da nave. Esta rotação cria um campo gravitacional aparente, obrigando-os a trocar uma força de reação normal com o piso da nave. Suponha uma nave espacial, em forma de cilindro oco de raio R, mostrada abaixo, girando com velocidade angular constante em torno de um eixo E.

em forma de cilindro oco de raio R, mostrada abaixo, girando com velocidade angular constante em

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Um astronauta solidário à essa nave girante, deve receber do piso da nave uma força normal que funcione como sua resultante centrípeta.

2.5. Pêndulo cônico

como sua resultante centrípeta. 2.5. Pêndulo cônico No pêndulo cônico da figura ao lado observa-se que

No pêndulo cônico da figura ao lado observa-se que duas forças atuam sobre a massa pendular: tração no fio (t) e força peso (p). Nenhuma delas passa da curva descrita no plano vertical. logo, o procedimento é a decomposição daquela que permita uma projeção para o centro curva, no caso a força de tração.

o procedimento é a decomposição daquela que permita uma projeção para o centro curva, no caso

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3.

TRABALHO

Na Física, o termo trabalho é utilizado quando falamos no Trabalho realizado por uma força, ou seja, o Trabalho Mecânico. Uma força aplicada em um corpo realiza um trabalho quando produz um deslocamento no corpo.

O trabalho é um número real, que pode ser positivo ou negativo. Quando a força atua no sentido do deslocamento, o trabalho é positivo, isto é, existe energia sendo acrescentada ao corpo ou sistema. O contrário também é verdadeiro, uma força no sentido oposto ao deslocamento retira energia do corpo ou sistema. Qual tipo de energia, se energia cinética ou energia potencial, depende do sistema em consideração.

Como mostra a equação acima, a existência de uma força não é sinônimo de realização de trabalho. Para que tal aconteça, é necessário que haja deslocamento do ponto de aplicação da força e que haja uma componente não nula da força na direcção do deslocamento. É por esta razão que aparece um produto interno entre F e r. Por exemplo, um corpo em movimento circular uniforme (velocidade angular constante) está sujeito a uma força centrípeta. No entanto, esta força não realiza trabalho, visto que é perpendicular à trajectória.

Portanto há duas condições para que uma força realize trabalho:

a) Que haja deslocamento;

b) Que haja força ou componente da força na direção do deslocamento.

Esta definição é válida para qualquer tipo de força independentemente da sua

origem. Assim, pode tratar-se de uma força de atrito, gravítica (gravitacional), eléctrica,

etc.

magnética,

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Utilizamos a letra grega tau minúscula ( trabalho no SI é o Joule (J)

a letra grega tau minúscula ( trabalho no SI é o Joule (J) ) para expressar

) para expressar trabalho, a unidade de

Quando uma força tem a mesma direção do movimento o trabalho realizado é positivo: >0; quando uma força tem direção oposta ao movimento o trabalho realizado é negativo: <0.

ao movimento o trabalho realizado é negativo: <0. O trabalho resultante é obtido através da soma
ao movimento o trabalho realizado é negativo: <0. O trabalho resultante é obtido através da soma

O trabalho resultante é obtido através da soma dos trabalhos de cada força

aplicada ao corpo, ou pelo cálculo da força resultante no corpo.

ao corpo, ou pelo cálculo da força resultante no corpo. Se uma força F é aplicada

Se uma força F é aplicada num corpo que realiza um deslocamento dr, o trabalho realizado pela força é uma grandeza escalar de valor:

realizado pela força é uma grandeza escalar de valor: Se a massa do corpo for suposta

Se a massa do corpo for suposta constante, e obtivermos dW total como o trabalho

total realizado sobre o corpo (obtido pela soma do trabalho realizado por cada uma das forças que atua sobre o mesmo), então, aplicando a segunda lei de Newton pode-se demonstrar que:

aplicando a segunda lei de Newton pode-se demonstrar que: onde E c é a energia cinética.

onde E c é a energia cinética. Para um ponto material, E c é definida como:

Para um ponto material, E c é definida como: Para objectos extensos compostos por diversos pontos,

Para objectos extensos compostos por diversos pontos, a energia cinética é a soma das energias cinéticas das partículas que constituem um tipo especial de forças, conhecidas como forças conservativas, pode ser expresso como o gradiente de uma função escalar, a energia potencial, V:

de uma função escalar, a energia potencial, V: Se supusermos que todas as forças que atuam

Se supusermos que todas as forças que atuam sobre um corpo são conservativas,

e V é a energia potencial do sistema (obtida pela soma das energias potenciais de cada ponto, devidas a cada força), então:

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12 logo, 3.1. Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento, ou seja,

logo,

12 logo, 3.1. Força paralela ao deslocamento Quando a força é paralela ao deslocamento, ou seja,

3.1. Força paralela ao deslocamento

Quando a força é paralela ao deslocamento, ou seja, o vetor deslocamento e a força não formam ângulo entre si, calculamos o trabalho:

Exemplo:

formam ângulo entre si, calculamos o trabalho: Exemplo: Qual o trabalho realizado por um força aplicada

Qual o trabalho realizado por um força aplicada a um corpo de massa 5kg e que causa um aceleração de 1,5m/s² e se desloca por uma distância de 100m?

de 1,5m/s² e se desloca por uma distância de 100m? 3.2. Força não-paralela ao deslocamento Sempre

3.2. Força não-paralela ao deslocamento

Sempre que a força não é paralela ao deslocamento, devemos decompor o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares:

o vetor em suas componentes paralelas e perpendiculares: Considerando paralela da força. a componente perpendicular

Considerando paralela da força.

paralelas e perpendiculares: Considerando paralela da força. a componente perpendicular da Força e a componente

a componente perpendicular da Força e

paralelas e perpendiculares: Considerando paralela da força. a componente perpendicular da Força e a componente

a componente

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Ou seja:

13 Ou seja: Quando o móvel se desloca na horizontal, apenas as forças paralelas ao deslocamento

Quando

o

móvel se desloca na horizontal, apenas as forças paralelas ao

deslocamento produzem trabalho. Logo:

forças paralelas ao deslocamento produzem trabalho. Logo: Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a

Exemplo:

paralelas ao deslocamento produzem trabalho. Logo: Exemplo: Uma força de intensidade 30N é aplicada a um

Uma força de intensidade 30N é aplicada a um bloco formando um ângulo de 60° com o vetor deslocamento, que tem valor absoluto igual a 3m. Qual o trabalho realizado por esta força?

igual a 3m. Qual o trabalho realizado por esta força? Podemos considerar sempre este caso, onde
igual a 3m. Qual o trabalho realizado por esta força? Podemos considerar sempre este caso, onde

Podemos considerar sempre este caso, onde aparece o cosseno do ângulo, já que quando a força é paralela ao deslocamento, seu ângulo é 0° e cos0°=1, isto pode ajudar a entender porque quando a força é contrária ao deslocamento o trabalho é negativo, já que:

O cosseno de um ângulo entre 90° e 180° é negativo, sendo cos180°=-1

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4. TRABALHO DE UMA FORÇA VARIÁVEL

Para calcular o trabalho de uma força que varia devemos empregar técnicas de integração, que é uma técnica matemática estudada no nível superior, mas para simplificar este cálculo, podemos calcular este trabalho por meio do cálculo da área sob

a curva no diagrama

por meio do cálculo da área sob a curva no diagrama Calcular a área sob a

Calcular a área sob a curva é uma técnica válida para forças que não variam também.

uma técnica válida para forças que não variam também. 4.1. Trabalho da força Peso Para realizar
uma técnica válida para forças que não variam também. 4.1. Trabalho da força Peso Para realizar

4.1. Trabalho da força Peso

Para realizar o cálculo do trabalho da força peso, devemos considerar a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem, e a força a ser empregada, a força Peso.

Então:

a trajetória como a altura entre o corpo e o ponto de origem, e a força

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4.2. Potência

Dois carros saem da praia em direção a serra (h=600m). Um dos carros realiza a viagem em 1hora, o outro demora 2horas para chegar. Qual dos carros realizou maior trabalho?

Nenhum dos dois. O Trabalho foi exatamente o mesmo. Entretanto, o carro que andou mais rápido desenvolveu uma Potência maior.

A unidade de potência no SI é o watt (W).

Potência maior. A unidade de potência no SI é o watt (W). Além do watt, usa-se

Além do watt, usa-se com frequência as unidades:

1kW (1 quilowatt) = 1000W

1MW (1 megawatt) = 1000000W = 1000kW

1cv (1 cavalo-vapor) = 735W

1HP (1 horse-power) = 746W

4.3. Potência Média

Definimos a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo:

Como sabemos que:

Então:

a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos
a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos
a partir daí potência média relacionando o Trabalho com o tempo gasto para realizá-lo: Como sabemos

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4.4. Potência Instantânea

Quando o tempo gasto for infinitamente pequeno teremos a potência instantânea,

ou seja:

 
 

4.5.

Trabalho de uma força constante paralela ao deslocamento

Seja F uma força constante, paralela e de mesmo sentido que o deslocamento AB que o corpo efetua devido à ação do conjunto de forças que nele atuam (fig. 1). Se d é o módulo do deslocamento AB e F é a intensidade da força, definimos o trabalho τ da força F como:

da força, definimos o trabalho τ da força F como: Neste caso o trabalho favorece o

Neste caso o trabalho favorece o deslocamento então dizemos que o trabalho é motor. Quando a força se opõe ao movimento seu trabalho é negativo e denominado trabalho resistente. Veja abaixo:

é negativo e denominado trabalho resistente. Veja abaixo: 4.6. Trabalho de uma força constante não paralela

4.6. Trabalho de uma força constante não paralela ao deslocamento

Na figura abaixo seja Ft a projeção da força F na direção do deslocamento AB. Assim o trabalho é dado por:

Na figura abaixo seja Ft a projeção da força F na direção do deslocamento AB. Assim

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Na expressão τ = Fd.cos(θ), o termo d.cos(θ) representa a projeção da força F na direção do deslocamento. Quando a força é perpendicular ao deslocamento AB, sua posição será nula: daí, seu trabalho é nulo. Assim num deslocamento horizontal, o peso e a reação normal do apoio têm trabalhos nulos. Analogamente, a força centrípeta tem trabalho nulo, pois é sempre perpendicular à trajetória.

4.7. Trabalho de uma força qualquer

No caso de uma força constante F agindo sobre o corpo, paralela e de mesmo sentido que o deslocamento de módulo d, o trabalho pode ser calculado pela área sombreada no gráfico a seguir.

ser calculado pela área sombreada no gráfico a seguir. Se a força for constante mas não

Se a força for constante mas não paralela ao deslocamento, o cálculo gráfico deve ser feito, como se indiga na figura abaixo, no gráfico da projeção Ft da força na direção do deslocamento.

da projeção Ft da força na direção do deslocamento. Generalizando, se a força F atuante for

Generalizando, se a força F atuante for variável em módulo, direção e sentido, o cálculo por meio do gráfico pode ser feito como é mostrado abaixo.

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18 O trabalho realizado num deslocamento infinitesimal corresponde à área de estreia faixa retangular, sendo Ft

O trabalho realizado num deslocamento infinitesimal corresponde à área de estreia faixa retangular, sendo Ft a projeção da força na direção do deslocamento. O trabalho total realizado pela força é medida pela soma dos retângulos semelhantes ao interior. Assim, esse trabalho é numericamente igual à área total sombreada no gráfico anterior.

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5. ENERGIA CINÉTICA E POTENCIAL

O que vem a ser energia? A energia se apresenta de várias formas na natureza,

de maneira que uma forma de energia se converte ou transforma em outra, pois, de acordo com a lei de Lavoisier, na natureza nada se perde nada de cria, tudo se transforma, conceituando assim a lei da conservação da energia. Conceituar energia não é tarefa fácil, mas podemos definir energia como sendo a capacidade que um corpo tem de realizar trabalho. Observe os seguintes exemplos que podem auxiliar nesse entendimento de energia:

As águas de uma cachoeira possuem energia, pois são capazes de realizar trabalho ao mover as turbinas de uma usina hidrelétrica, por exemplo.

A gasolina possui energia, pois ela é capaz de realizar trabalho fazendo o automóvel se locomover.

Tudo acontece por causa da energia: sem ela não haveria vida na terra. Energia é classificada em sete tipos: energia química, luz, nuclear, entre outros.Todos os tipos de energia pode ser transformada em outra, que sempre envolve a execução de um trabalho.

A energia existe em diferentes formas. Estes incluem energia térmica, o que

aumenta a temperatura da matéria, energia elétrica, o que torna possível o fluxo de cargas através de um circuito e a energia química, contida em combustíveis. O sol fornece energia radiante, que é o espectro eletromagnético e inclui luz, calor e raios ultravioleta.

E muitos outros exemplos. Como dissemos, energia é a capacidade que um

corpo tem de realizar trabalho, a unidade de energia no Sistema Internacional de Unidades (SI) é o joule, assim como a unidade de trabalho de uma força.

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5.1. Energia cinética

É a energia mecânica de um corpo e corresponde ao trabalho ou as mudanças

que um corpo pode produzir, devido ao seu movimento, ou seja, todos os corpos em movimento possuem energia cinética quando em repouso, não tem energia cinética.

Esta capacidade de fazer mudanças, que têm os corpos em movimento, deve-se principalmente a dois fatores: massa corporal e velocidade.Um corpo que tem uma grande massa, pode produzir grandes efeitos e transformações, devido à sua circulação.

Um exemplo da aplicação dessa energia é o utilizado na Idade Média, quando um castelo atacantes empurrou a porta pesada com um aríete, um tronco grande e pesado, reforçado com ferro ou bronze.

Também a velocidade do corpo é crucial para a sua energia cinética. Este efeito pode ser observado quando uma bala de alguns gramas, pode penetrar troncos grossos, quando disparou em alta velocidade com uma arma.

Uma bola no topo de uma colina, por exemplo, tem energia potencial, mas como você rolar a perder. A energia elétrica, química e nuclear são todas as formas de energia potencial. Um objeto de alta velocidade pesados tem energia cinética diminui à medida que desce.

Energia potencial é armazenada no corpo em repouso pode se mover.

Ao determinar a energia cinética é levado em conta apenas a massa ea velocidade de um objeto, não importa o quão originou o movimento, no entanto, a energia potencial depende do tipo de força aplicada a um objeto. Por esta razão, existem diferentes tipos de energia potencial.

O estudo de todos os aspectos que um sistema químico se aproxima de uma

condição de equilíbrio é definida como a química cinética.

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Em química, a teoria cinética explica o comportamento da matéria em seus três estados: sólido, líquido e gás. O estado de um corpo é determinado pela quantidade de energia cinética de átomos e moléculas (pequenas partículas que compõem a matéria).

Mudanças de estado ocorrem quando a energia varia. Os átomos de um gás tem mais energia do que um líquido, e este último mais de um sólido. A temperatura, a pressão eo volume ocupado por um gás depende da energia cinética de suas moléculas.

5.2. Unidades de medida:

Sendo uma energia, e não surpreendentemente, a energia cinética é medida nas mesmas unidades como a energia mecânica: o joule, o erg e o quilowatt-hora.

Por exemplo, notamos que uma massa corporal 2 kg, movendo-se com uma velocidade de 1 m / s tem uma energia cinética de um joule.

5.3. Definição operacional:

Operacionalmente, como determinar a energia cinética de um corpo é multiplicar meia vezes a sua massa ao quadrado de sua velocidade. O quadrado da velocidade é a velocidade multiplicado por si mesmo.

Ou seja:

=

é a velocidade multiplicado por si mesmo. Ou seja: =  EC: energia cinética  m:

EC: energia cinética

m: massa

v: velocidade

v2 : velocidade ao quadrado

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5.4. Energia potencial gravitacional

Trata-se de uma energia associada ao estado de separação entre dois objetos que se atraem mutuamente através da força gravitacional. Dessa forma, quando elevamos um corpo de massa m a certa altura h estamos transferindo energia para o corpo na forma de trabalho. O corpo acumula energia e a transforma em energia cinética quando o soltamos, voltando a sua posição inicial.

Matematicamente

podemos

calcular

o

valor

da

determinado objeto da seguinte maneira:

calcular o valor da determinado objeto da seguinte maneira: Onde: energia potencial de um  E

Onde:

energia

potencial

de

um

E pg = energia potencial gravitacional dada em joule (J)

m = massa dada em quilograma (kg)

g = aceleração gravitacional dada em metros por segundo ao quadrado (m/s 2 )

h = altura dada em metros (m)

5.5. Energia potencial elástica ou de deformação

Energia potencial elástica ou de deformação é uma forma de energia mecânica armazenada numa mola deformada ou num elástico esticado. É uma forma de energia latente, que pode ser transformada em energia de movimento.

Considere uma mola comprida para determinar a expressão da energia elástica.

ser transformada em energia de movimento. Considere uma mola comprida para determinar a expressão da energia

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Se x é a deformação da mola, concluímos que a intensidade da força que a mola opõe à deformação é dada por:

F = k x
F = k x

(Lei de Hooke)

Sendo k a grandeza característica da mola denominada constante elástica, que mede a rigidez da mola. Para deformar a mola foi necessário que um agente externo

Para deformar a mola foi necessário que um agente externo aplicasse uma força sobre ele, ocasionando

aplicasse uma força sobre ele, ocasionando um deslocamento x e, portanto, realizando um certo trabalho. A força que o agente externo exerceu serve para dominar a resistência que a mola opõe à sua deformação e, portanto, possui intensidade kx. O trabalho que o agente externo realiza refere-se à energia mecânica que o agente transfere e fica armazenada na mola sob a forma de energia elástica.

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6. CONSERVAÇÃO DA ENERGIA POTENCIAL

Quando temos um sistema constituído por duas ou mais partículas, devemos ter cuidado ao calcular o trabalho feito por uma força que age sobre uma parte do sistema, pois o deslocamento do ponto de aplicação da força nem sempre é igual ao deslocamento do sistema todo. Na realidade é possível que diferentes partes de um sistema tenham diferentes deslocamentos.

Em muitos casos, o trabalho feito sobre um sistema, não provoca modificação da energia cinética do sistema, mas é armazenado como energia potencial. Consideramos um esquiador de massa m, que é transportado por um elevador para o topo de uma encosta, a uma altura h, com velocidade desprezível. O elevador faz um trabalho sobre o esquiador, de grandeza mgh, qualquer que seja o ângulo de inclinação da subida. A energia cinética do esquiador não se altera, pois a força gravitacional da terra, que atua sobre o esquiador, faz trabalho -mgh, de modo que o trabalho total efetuado sobre o esquiador é nulo. Consideremos agora a terra e o esquiador (excluindo o elevador) como um sistema de duas partículas. O tal feito desse sistema é o trabalho mgh do sistema terra-esquiador. Quando este desliza em uma encosta sem atrito, esta energia potencial se converte em energia cinética do sistema, que é exatamente a energia cinética do esquiador, pois o movimento da terra é desprezível. Observe que quando o esquiador é levado até o topo da encosta, o trabalho da gravidade é negativo, e a energia potencial do sistema aumenta, enquanto que, quando o esquiador desce a rampa da encosta, o trabalho da gravidade é positivo e a energia potencial do sistema diminui. O trabalho total da gravidade, quando o esquiador sobe até o topo da encosta e retorna a posição original é nulo. A força da gravidade é uma força conservativa. Em geral uma força é conservativa se o trabalho que ela efetua sobre uma partícula, quando a partícula se desloca sobre qualquer trajetória fechada é nulo.

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Conclui-se então que a Energia Potencial é conservativa, pois conforme pode ser visto do exemplo esquiador terra, dada tal trajetória fechada, a energia potencial final é igual a energia potencial final, o que demonstra seu caráter conservativo.

Exemplo ainda mais simples da conservação da energia potencial, pode ser o de uma pedra arremessada verticalmente para cima. Temos de mesma forma, um U =U final -U inicial 0, caracterizando assim a energia potencial como sendo conservativa.

6.1. Conservação da Energia Cinética

De forma análoga a feita para observar-se a energia potencial como uma energia conservativa, propõe-se o estudo da conservatividade da energia cinética.

Dada uma partícula qualquer de massa m sobre uma trajetória fechada ( por exemplo, o sistema da pedra lançada verticalmente), temos um instante inicial onde a energia potencial é mínima e a energia cinética é máxima, no caso, este instante é o do lançamento da pedra, onde ela tem velocidade V 0 e K 0 =mV 0 ²/2.

No dado instante final, onde a pedra retorna a posição de origem, a velocidade final V f é dada por V f = - V 0, Então:

Logo:

K f =m(-V 0 )²/2.

K f =mV 0 ²/2 que é a mesma energia cinética do instante inicial. Através disso observa-se que:

K= K final - K inicial = 0

Assim sendo, tem-se por resultado, que a energia cinética é conservativa,

sendo que K é uma constante.

6.2. A Conservação da Energia Mecânica

O sinal negativo na definição da função energia potencial (U= U 2 -U 1 = -W= -

s1 s2 F.ds), é introduzido de modo que o trabalho efetuado por uma força conservativa

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sobre uma partícula, seja igual a diminuição de energia potencial do sistema. Consideremos um sistema no qual o trabalho seja efetuado apenas sobre uma das partículas, como o caso esquiador-terra. Se a única força que efetuar o trabalho sobre a partícula for uma força conservativa, o trabalho feito pela força é igual a diminuição da energia potencial do sistema, e também igual ao aumento da energia cinética da partícula (que no caso, é o aumento de energia cinética do sistema):

W total = F.ds= -U= +K

Portanto,

K+U= (K+U)=0

A soma da Energia cinética com a energia potencial do sistema é a energia mecânica total E:

 

E= K+U

Se

apenas

forças

conservativas

efetuam

trabalho,

a

equação K+U= (K+U)=0, afirma que a variação da energia mecânica total é nula. Então a energia mecânica total permanece constante durante o movimento da partícula.

E= K+U= constante

Esta é a lei da conservação da energia mecânica e é a origem da denominação "força conservativa".

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7.

CONCLUSÃO:

A dinâmica é um ramo da mecânica que estuda as relações entre as forças e os

movimentos que são produzidos por estas.

A força não é uma grandeza fundamental em física, pois é expressa em função

de outras grandezas, como espaço (em metros), tempo (em segundos) e massa (em quilogramas). Ao contrário dessas grandezas fundamentais, a força é raramente medida; ao invés disso, é calculada a partir das grandezas fundamentais.

Mesmo não sendo uma grandeza fundamental, a força é um conceito matemático importante, a partir do qual outras unidades, como o joule e o pascal são calculadas.

Movimento é a variação da posição de um objeto ou ponto material no decorrer do tempo, suas características são descritas pela Mecânica O movimento é sempre relativo. Se não tomar-se um referencial, não poder-se-á dizer se algo está em movimento ou parado.

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8.

BIBLIOGRAFIA

SO FISICA. (2009). Acesso em 07 de 2011, disponível em SO FISICA:

http://www.sofisica.com.bR

RESNICK, R., HALLIDAY, D., & KRANE, K. S. (2001). Física 1. México: Compañia Editorial Continental.