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PCC 2526 Patologia e Recuperação de Estruturas de Concreto CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede
PCC 2526
Patologia e Recuperação de Estruturas de Concreto
CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede armadurasarmadurasarmadurasarmaduras
FernandaFernanda GiannottiGiannotti dada SilvaSilva
FernandaFernanda GiannottiGiannotti dada SilvaSilva
PauloPaulo HeleneHelene
PauloPaulo HeleneHelene
SãoSão Paulo,Paulo, 1111 dede abrilabril dede 2007.2007.
OOOO quequequeque éééé corrosão?corrosão?corrosão?corrosão? • Processo inverso pelo qual o metal volta à
OOOO quequequeque éééé corrosão?corrosão?corrosão?corrosão?
• Processo inverso pelo qual o metal volta à condição da sua
origem (óxidos/hidróxidos)
• Transformação de um metal em íon metálico devido à
interação com o meio
• Interação destrutiva do material com o meio ambiente
4 elementos: Regiões anódicas: onde verifica-se a corrosão; Regiões catódicas: superfície protegida;
4 elementos:
Regiões anódicas: onde verifica-se a corrosão;
Regiões catódicas:
superfície protegida;
Eletrólito: solução condutora e
Ligação elétrica.
Diferenças de potencial entre os materiais
TópicosTópicosTópicosTópicos quequequeque serãoserãoserãoserão abordadosabordadosabordadosabordados •
TópicosTópicosTópicosTópicos quequequeque serãoserãoserãoserão abordadosabordadosabordadosabordados
Definição de corrosão;
Tipos de corrosão;
Fenômeno da passivação;
Custo;
Carbonatação;
Fatores que influenciam na carbonatação;
Medida da profundidade de carbonatação;
Ação dos íons cloreto;
Principais fatores que influenciam na penetração dos íons;
Medida da profundidade de penetração
Considerações finais
Bibliografia
o
Estudo de concretos frente a ação de íons cloreto e
o
Estudo
experimental de carbonatação
TiposTiposTiposTipos dededede corrosãocorrosãocorrosãocorrosão • Corrosão química (seca ou oxidação direta) -
TiposTiposTiposTipos dededede corrosãocorrosãocorrosãocorrosão
• Corrosão química (seca ou oxidação direta)
- Ausência de água líquida;
- Temperaturas elevadas e
- Interação direta entre o metal e o meio corrosivo
• CorrosãoCorrosão eletroquímicaeletroquímica – corrosão de armaduras
- Ocorre na presença de água;
- Temperaturas ambientes e
- Formação de um pilha ou célula de corrosão, onde h á a
circulação de elétrons na superfície metálica.
Pilha de ação local Diferenças de potencial – heterogeneidades do material Zonas anódicas dissolucão do
Pilha de ação local
Diferenças de
potencial –
heterogeneidades do
material
Zonas anódicas dissolucão do metal por oxidacão
Fe → Fe 2+ + 2e -
Zonas catódicas consumo dos e - gerados nas zonas anódicas com
redução do oxigênio.
2H 2 O + O 2 + 4e - →4OH -
Fe 2+ +2OH - →→→→ 2Fe(OH) 2
2Fe(OH) 2 + 2H 2 O + O 2 → 4Fe(OH) 3 2Fe(OH) 3 →
2Fe(OH) 2 + 2H 2 O
+ O 2 → 4Fe(OH) 3
2Fe(OH) 3 →
Fe 2 O 3 .3H 2 O
Produtos que chegam a ocupar 7 x o volume inicial do metal
Consequências:
• Fissuração;
• Destacamento do concreto de cobrimento;
• Redução da ligação armadura-concreto;
• Redução da seção transversal do aço.
DiagramaDiagramaDiagramaDiagrama dededede PourbaixPourbaixPourbaixPourbaix TemperaturaTemperatura 2525 oo CC ee
DiagramaDiagramaDiagramaDiagrama dededede PourbaixPourbaixPourbaixPourbaix
TemperaturaTemperatura 2525 oo CC ee pressãopressão dede 11 atmatm
Corrosão de armaduras em concreto armado
Corrosão de armaduras em
concreto armado
PassivaçãoPassivaçãoPassivaçãoPassivação PPelículaelícula finafina dede umum filmefilme dede óxidoóxido
PassivaçãoPassivaçãoPassivaçãoPassivação
PPelículaelícula finafina dede umum filmefilme dede óxidoóxido estávelestável ee aderenaderentete formadoformado
nana superfíciesuperfície dodo aço.aço.
Barreira para a transferência de cargas na interface aço/meio
EstadoEstado emem queque oo açoaço sese encontencontrara nono interiorinterior dodo concconcretoreto porpor serser umum
meiomeio bastantebastante alcalalcalinoino (pH=12,6).(pH=12,6).
Ca(OH)Ca(OH) 22
HidrataçãoHidratação dosdos silisilicatoscatos
AgentesAgentesAgentesAgentes agressivosagressivosagressivosagressivos -- COCO 22 -- SulfatosSulfatos -- ÍonsÍons
AgentesAgentesAgentesAgentes agressivosagressivosagressivosagressivos
-- COCO 22
-- SulfatosSulfatos
-- ÍonsÍons cloretocloreto
DespassivaçãoDespassivação dodo açoaço
CorrosãoCorrosão
Corrosão de armaduras em concreto armado
Corrosão de armaduras em concreto armado
Corrosão de armaduras em concreto armado
Corrosão de armaduras em concreto armado
CustoCustoCustoCusto Perdas causadas pela corrosão - 1,25% a 3,5% do PIB No Brasil – 10
CustoCustoCustoCusto
Perdas causadas pela corrosão - 1,25% a 3,5% do PIB
No Brasil – 10 bilhões de dólares – 1994.
- Sitter (1986) → Regra dos cinco
5 dólares – manutenção
25 dólares – reparação
1 dólar – execução
125 dólares – renovação
CarbonataçãoCarbonataçãoCarbonataçãoCarbonatação Ca(OH)Ca(OH) 22 ++ COCO 22 CaCO 3 + H 2 O HH 22 OO
CarbonataçãoCarbonataçãoCarbonataçãoCarbonatação
Ca(OH)Ca(OH) 22 ++ COCO 22
CaCO 3 + H 2 O
HH 22 OO
Redução do pH da solução contida nos poros do concreto
de 12,
5 para
8
Despassivação do aço, forma generalizada
NoNo concreto:concreto: AumentaAumenta
resistênciaresistência mecânicamecânica
dodo matermaterialial
Volume do cristal de CaCO3 é 12% maior que o do Ca(OH)2
FotosFotosFotosFotos Tubulação enterrada para condução de gás Parafuso exposto durante 5 anos a óleos com
FotosFotosFotosFotos
Tubulação enterrada para condução de gás
Parafuso exposto durante 5 anos a óleos
com ácidos naftalênicos
Freqüente exposição
da base do poste à urina
dos cães
Poste – Barra da Tijuca
- RJ
CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede armadurasarmadurasarmadurasarmaduras É um dos piores e mais freqüentes
CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede armadurasarmadurasarmadurasarmaduras
É um dos piores e mais freqüentes problemas emestruturas de
concreto armado
Índices de corrosão de armaduras em estruturas de concreto armado
- Cidade de SP – 58% das principais patologias (145 pontes e viadutos);
- Cidade do RJ – 49%;
- Estado RS – 40%;
- Região Centro-Oeste – 30%;
- Região Amazônica – 46%
• Nacional – representa 20% das principais manifestações patológicas
Ação do CO 2 e dos íons cloreto
Mecanismo de difusão do CO 2 (CEB, 1984) Mecanismo de difusão do CO (CEB, 1984)
Mecanismo de difusão do CO 2 (CEB, 1984)
Mecanismo de difusão do CO (CEB, 1984)
2
CO2
DIFUSÃO D O C O2 N O
A R
AT
R A V É S
D OS
P OR OS
D O
C
ON C R E T O
P R OC E S S O
D E
C A R B ON A T A Ç Ã O
D O
C ON C R E T O
MO DELO :
PORO S
(S IM
P LI F I C A D O )
CO2
C a(O
H )2 +
C
O 2
C a C 0 3 +
H
2 O
DIFUSÃO
D I MI N U I Ç Ã O
D O
p H
D E
CARBO NATAÇÃO
(NEUTRAL IZAÇÃO )
PROFUND IDADE
12 , 5
A
8
R EAÇ ÃO QUÍMICA
Principais fatores que influenciam na carbonatação MeioMeio ambiente:ambiente: Concentração de CO 2 na atmosfera
Principais fatores que influenciam na carbonatação
MeioMeio ambiente:ambiente:
Concentração de CO 2 na atmosfera
Umidade relativa do ambiente
Temperatura
Concreto:Concreto:
relação água/cimento
cura
tipo de cimento (presença de adições)
Umidade relativ a do ambiente CondiçãoCondição idealideal →→→→→→→→ 5050 aa 70%70% Temperatura
Umidade relativ a do ambiente
CondiçãoCondição idealideal
→→→→→→→→ 5050 aa 70%70%
Temperatura
Temperatura
Reações químicas
Temperaturas muito
elevadas diminuem a
solubilidade do CO 2
Cura • Quanto maior o grau de hidratação do cimento, menor a penetração de substâncias
Cura
• Quanto maior o grau de hidratação do cimento,
menor a penetração de substâncias agressivas no
concreto, um vez que o gel hidratado preenche os
espaços originalmente ocupados pela água,
reduzindo a comunicação entre os capilares.
Tipo de cimento
Presença e quantidade de adições →→→→ diminui a reserva alcalina
Concentração de CO 2 Sat = 100% de CO 2 6 = 6% de CO
Concentração de CO 2
Sat = 100% de CO 2
6 = 6% de CO 2
CampoCampo abertoaberto
0,015%0,015%
CentroCentro urbanourbano
0,036%0,036%
ZonaZona industrialindustrial
0,045%0,045%
ExaustãoExaustão veículoveículo motorizadomotorizado
16,69%16,69%
RespiraçãoRespiração humanahumana
3,62%3,62%
Relação água/cimento Relação água/cimento Porosidade MaiorMaior aa velocidadevelocidade dede
Relação água/cimento
Relação água/cimento
Porosidade
MaiorMaior aa velocidadevelocidade dede
penetraçãopenetração dodo COCO 22
Adições – Sílica ativ a Partículas menores que as partículas de cimento, ocasionam um melhor
Adições – Sílica ativ a
Partículas menores que as partículas de cimento, ocasionam um melhor
empacotamento
EfeitoEfeito fíllerfíller
ReaçãoReação pozolânica:pozolânica:
SílicaSílica ++ Ca(OH)Ca(OH) 22
CC--SS--HH
Desconexão dos poros
capilares
Diminui a permebilidade
(a)
(b)
(c)
(d)
Adições Sílica de casca de arroz (SCA) SCA AA supsup == 9393 mm 22 /g/g
Adições
Sílica de casca de arroz (SCA)
SCA
AA supsup == 9393 mm 22 /g/g
Concretos com sílica da casca de arroz apresentaram um desempenho dos
concretos quanto à carbonatação que o concretos com a sílica ativa
ModeloModeloModeloModelo dededede difusãodifusãodifusãodifusão dodododo CO2CO2CO2CO2 FórmulaFórmula
ModeloModeloModeloModelo dededede difusãodifusãodifusãodifusão dodododo CO2CO2CO2CO2
FórmulaFórmula simplificadasimplificada dada
segundasegunda LeiLei dede FickFick
tt 1/1/2
ee COCO 22 == kk COCO 22
eco2 == espessuraespessura dada profundidadeprofundidade carbontadacarbontada (mm)(mm);;
t 1/2
==
tempotempo dede exposiçãoexposição dodo COCO22 (anos)(anos) ee
k co 2
==
coeficiecoeficie ntente dede carbonataçãocarbonatação ,,conscons tantetante queque dependedepende
dasdas característicascaracterísticas dodo materialmaterial ee dodo ambienteambiente (mm/ano(mm/ano ½½ ).).
MétodosMétodosMétodosMétodos dededede ensaioensaioensaioensaio aceleradosaceleradosaceleradosacelerados Dificuldade
MétodosMétodosMétodosMétodos dededede ensaioensaioensaioensaio aceleradosaceleradosaceleradosacelerados
Dificuldade atual
Condições de ensaio não
têm sido aplicadas de
forma uniforme no meio
científico
Aspecto importante
Correlação entre os
métodos de exposição
natural e acelerada
isto leva à impossibilidade de
comparação entre resultados de
estudos desenvolvidos em várias partes
do mundo.
Programa interlaboratorial
Fissuras Contituem o caminho preferencial para entrada dos agentes agressivos A abertura de fissuras no
Fissuras
Contituem o caminho preferencial para entrada dos agentes
agressivos
A abertura de fissuras no concreto é inevitável, devido a sua
baixa resitência à tração, devendo-se, então, controlar suas
aberturas.
De acordo com
a NBR 6118:2003,
a abertura máxima de fissura
(w k ) é 0,4 mm para concreto armado e exposto a uma classe de
agressividade ambiental fraca; de 0,3 mm quando essa classe for
de moderada a forte e de 0,2 mm quando for muito forte.
Devido a retração plástica, de origem térmica,
reações álcali-agregado…
MétodosMétodosMétodosMétodos dededede ensaioensaioensaioensaio dededede
MétodosMétodosMétodosMétodos dededede ensaioensaioensaioensaio dededede carbonataçãocarbonataçãocarbonataçãocarbonatação
MétodosMétodos dede exposiçãoexposição naturalnatural
MétodosMétodos aceleradosacelerados
Ainda não há, no Brasil, métodos
padronizados
OO queque fazerfazer parapara acelerar?acelerar?
CondiçõesCondições dodo meiomeio ambienteambiente
MedidaMedidaMedidaMedida dadadada profundidadeprofundidadeprofundidadeprofundidade dededede
MedidaMedidaMedidaMedida dadadada profundidadeprofundidadeprofundidadeprofundidade dededede carbonataçãocarbonataçãocarbonataçãocarbonatação
AspersãoAspersão dodo indicadorindicador ácido/baseácido/base
Indicador de pH
Intervalo de mudança
de cor
Fenolftaleína
Timolftaleína
Amarelo de alizarina GG
Amarelo de alizarina R
Incolor-vermelhocarmim
pH 8,0 - 9,8
Incolor-azul
pH 9,3-10,5
Amarelo claro-amareloescuro
pH 10,0-12,0
Amarelo-vermelho alaranjado
pH 10,1-12,0
Solução 1% de fenolftaleína+70% de álcool etílico+29% de água destilada
AnálisesAnálises microscópicasmicroscópicas
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto Promovem a corrosão do aço mesmo em meios altamente alcalinos
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
Promovem a corrosão do aço mesmo em meios altamente
alcalinos
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto região catódica região catódica Fe 2+ + 2Cl - → FeCl 2 FeCl
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
região catódica
região catódica
Fe 2+ + 2Cl - → FeCl 2
FeCl 2 + 2H 2 O → Fe(OH) 2 + 2Cl
6FeCl 2 + O 2 + 6H 2 O → 2Fe 3 O 4 + 12H + +12Cl -
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto Meio externo • Atmosfera marinha; • Água do mar; • Uso de
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
Meio externo
• Atmosfera marinha;
• Água do mar;
• Uso de aceleradores de pega que contém CaCl 2 ;
• Limpeza de fachadas com ácido muriático.
Internamente
• Quimicamente combinado (cloroluminatos);
• Fisicamente adsorvido nos poros;
• Quimicamente adsorvido ao C-S-H;
• Livre na solução dos poros do concreto.
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto Teor crítico Autor/NormasAutor/Normas TTeoreor máximomáximo dede
ÍonsÍonsÍonsÍons cloretocloretocloretocloreto
Teor crítico
Autor/NormasAutor/Normas
TTeoreor máximomáximo dede cloretoscloretos (%)*(%)*
BREBRE
11
ACIACI CommitteeCommittee 222222
0,150,15
BSBS 8110:8110: PartPart 11 –– BSIBSI
0,40,4 parapara concretoconcreto armadoarmado
0,10,1 parapara concretoconcreto protendidoprotendido
AndradeAndrade (1992)(1992)
0,40,4
ThomasThomas (1996)(1996)
0,20,2 –– parapara concretosconcretos comcom 50%50% cinzacinza volantevolante
0,70,7 –– parapara concretosconcretos semsem cinzacinza volantevolante
NBRNBR 61186118
NãoNão háhá especificaçãoespecificação
* Em relação
à massa de cimento
0,4 % - massa de cimento
TTeoreor totaltotal dede cloretoscloretos adotadoadotado
0,1 % - massa de concreto
Principais fatores que influenciam na v elocidade e profundidade de penetração dos íons cloreto Teor
Principais fatores que influenciam na v elocidade e
profundidade
de penetração dos íons cloreto
Teor de cloretos
Tipo de cimento
pH da solução contida nos poros
Quantidade de C-S-H
Teor de umidade
Temperatura
Cobrimento da armadura
Tipo de cimento Quantidades de C 3 Ae C 4 AF presentes no cimento Cl
Tipo de cimento
Quantidades de C 3 Ae C 4 AF presentes no cimento
Cl + C 3 A, C 4 AF → cloroaluminatos de cálcio hidratado (sal de Friedel)
250
120
200
100
80
150
60
100
40
50
20
0
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
0
5
10
15
Q uantidade deC3 A docimento(%)
Q uantidadede C A docimento(%)
3
Cimentos com escória → maior capacidade de fixação de cloretos
Tempode iniciaçãoda corrosão(dias)
C oncentração de cloretos livres (%)
Teor de umidade Transporte dos íons cloretos só ocorrem em presença de água: difusão, absorção
Teor de umidade
Transporte dos íons cloretos só ocorrem em presença de
água: difusão, absorção capilar ou migração.
• é o principal fator que controla a propagação da corrosão, pois
fixa a disponibidade de oxigênio a altas umidades relativas e
resistividade elétrica do material a baixas umidades.
110
100
0% Cl
2% Cl
90
80
70
60
50
40
30
20
3
4
5
6
7
8
10
10
10
10
10
10
Resistividade (ohm.cm)
Grau de saturação dos poros (% )
Cobrimento da armadura Qualidade do concreto: porosidade e permeabilidade Execução de um bom cobrimento Realização
Cobrimento da armadura
Qualidade do concreto: porosidade e permeabilidade
Execução de um bom cobrimento
Realização de uma espessura prevista em projeto
Proteção física e
química das
armaduras
NBR 6118:2003
Componente
Tipo de estrutura
I
II
III
IV
ou elemento
Laje (2)
20
25
35
45
Concreto armado
Viga / Pilar
25
30
40
50
Concreto
Todos
30
35
45
55
protendido
pH da solução contida nos poros CapacidadeCapacidade dede fixaçãofixação dede cloretoscloretos Maior
pH da solução contida nos poros
CapacidadeCapacidade dede fixaçãofixação dede cloretoscloretos
Maior alcalinidade, menor a capacidade de fixação de cloretos
Para valores de pH menores, como no caso em que ocorre a
carbonatação, há a desestabilização dos compostos formados, sendo
a combinação dos íons cloreto desfeita.
Maior a quantidade de íons cloreto livres → penetração mais
rápida dos íons → despassivação da armadura
Quantidade de C-S-H
-
quimicamente adsorvido ao C-S-H
Íon pode combinar-se com o C-S-H
-
na superfície do C-S-H
-
compondo o C-S-H
Maior a quantidade de C-S-H → menor é a penetração dos íons
→ maior é o tempo de iniciação da corrosão
Temperatura 1. Durante o período de cura: o aumento da tempertura acelera as reações de
Temperatura
1. Durante o período de cura: o aumento da tempertura acelera as
reações de hidratação, melhorando as condições microestruturas do
material.
2. Em ensaios acelerados de penetração de íons cloreto, o aumento da
temperatura provoca maior agitação das moléculas, ocasionando maior
mobilidade dos íons e, consequente o transporte para o interior do
concreto.
18
15
12
9
6
3
0
0
10
20
30
40
50
T empera tura de exposição dura nte a cur a ( C)
o
a/ agl
0,28
0,35
0,45
0 ,60
0,7 5
Coeficiente de d if usçã o de Cl
(x
10 -9 cm 2 /s)
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos MedidaMedida dada
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos
íonsíons cloretocloreto
íonsíons cloretocloreto
AspersãoAspersão
dada
soluçãosolução
dede
nitratonitrato
dede
prataprata
comcom
concentraçãoconcentração dede 0,0,11 MM
AgNO 3 + Cl - → AgCl + NO 3
Ausência de cloretos
Método qualitativo
Presença de cloretos
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos MedidaMedida dada
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos
MedidaMedida dada profundidadeprofundidade dede penetraçãopenetração dosdos
íonsíons cloretocloreto
íonsíons cloretocloreto
DissolvidasDissolvidas emem ácidoácido
Gravimentria;Gravimentria;
AmostrasAmostras emem pópó
TituladasTituladas
AnáliseAnálise volumétrica;volumétrica;
-- ExtraídasExtraídas comcom auxílioauxílio furadeirafuradeira
PotenciometriaPotenciometria
-- FragmentosFragmentos –– moagemmoagem
DeterminaDetermina--sese aa concentraçãoconcentração
%% massamassa dede cimentocimento ouou %%
massamassa dede concretoconcreto
Relação Cl/OH
Difícil obtenção
OO métodométodo dede extraçãoextração dada soluçãosolução dosdos porosporos dodo concreto,concreto, aplicandoaplicando--sese umauma tensãotensão
triaxialtriaxial elevadaelevada nono concreto.concreto. OO extratoextrato aquosoaquoso éé coletadocoletado comcom auxílioauxílio dede umauma
seringaseringa e,e, então,então, avaliaavalia--sese oo teorteor dede cloretoscloretos atravésatravés dodo pHpH dada solução.solução.
BibliografiaBibliografiaBibliografiaBibliografia ANDRADE, C. Manual para diagnóstico de obras deterioradas por
BibliografiaBibliografiaBibliografiaBibliografia
ANDRADE, C. Manual para diagnóstico de obras deterioradas por corrosão
de armaduras. Pini. São Paulo, 1992.
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J. P. Corrosion of steel
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S t. Edmundbury Press
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1997.
GENTIL, V. Corrosão. 3 a . ed. Rio de Janeiro, 1996.
HELENE, P. R. L. Corrosão em armaduras para concreto armado. Editora Pini.
São Paulo, 1986.
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Universidade de São Paulo, São
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e propagação da armadura do concreto. BT/PCC/121.
EPUSP, São
Paulo, 1993.
CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede armadurasarmadurasarmadurasarmaduras projetoprojeto adequadoadequado
CorrosãoCorrosãoCorrosãoCorrosão dededede armadurasarmadurasarmadurasarmaduras
projetoprojeto adequadoadequado queque eviteevite aa circulaçãocirculação dede águaágua atravésdoatravés do concretoconcreto;;
espessuraespessura adequadaadequada ee uniformeuniforme dede cobrimentocobrimento (meio(meio ambiente);ambiente);
qualidadequalidade adequadaadequada dodo concretoconcreto emem termostermos dede homogeneidadehomogeneidade ee
relaçãorelação a/c;a/c;
proporçãoproporção adequadaadequada dede cimentocimento parapara assegurarassegurar umauma adequadaadequada
compacidadecompacidade ee impermeabilidadeimpermeabilidade aoao concreto;concreto;
tipotipo dede cimentocimento ee
curacura adequadaadequada -- umauma curacura insuficienteinsuficiente bloqueiabloqueia ouou perturbaperturba
determinadasdeterminadas reaçõesreações dede hidratação,hidratação, oo queque determinadetermina aa obtençãoobtenção dede
concretoconcreto porosoporoso
Concreto de cobrimento
Barreira química e física