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EM DEFESA DO VERDADEIRO CRISTIANISMO

John Wesley

[O seguinte sermão foi encontrado em um manuscrito mutilado, em meio aos papéis


do Sr. Wesley. Ele é datado de 24 de Junho de 1741. Uma cópia em Latim do mesmo
Discurso também foi descoberta. Sr. Pawson, com grande cuidado, copiou o primeiro, e eu
supri as deficiências da carta. Ao intercalar ambos os sermões, eu encontrei diversas
variações, e não considerei de alguma grande importância, ainda assim, suficientes, em meu
julgamento, de sustentar a propriedade da tradução e publicação do Discurso em Latim, não
meramente como um assunto de curiosidade, mas de utilidade. O sermão, sem dúvida, foi
escrito com o objetivo de ser pregado diante da Universidade de Oxford; mas se ele alguma
vez foi pregado lá, não pode ser determinado. A. Clarke].

'Como se fez prostituta a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava
nela, mas agora, homicidas'.
(Isaías 1:21)

1. 'Quando eu trouxer a espada para a terra', diz o Senhor, 'se a atalaia tocar a
trombeta e advertir as pessoas, então, quem ouvir o som da trombeta, e não se der por
avisado, e a espada vier e o levar, seu sangue será sobre a sua cabeça. Mas se a atalaia vir
a espada e não tocar a trombeta, e seu povo não for avisado, e vier a espada e levar
alguma pessoa dentre eles, este tal foi levado na sua iniqüidade, mas o seu sangue eu o
requererei da mão do atalaia.(Ezequiel 22:2-6)

2. Não se pode duvidar que a espada do Senhor virá junto a cada um dos Ministros
de Cristo, também. 'Então, tu, ó filho do homem, eu o tenho colocado como atalaia, junto à
casa de Israel: Portanto, tu deverás ouvir a palavra de minha boca, e avisá-los de minha
vida. Quando eu disser ao mau, ó homem pecaminoso, tu certamente morrerás: Se tu não
advertires o mau quanto ao seu caminho, o homem pecaminoso morrerá em sua
iniqüidade; mas seu sangue eu requererei de tuas mãos'.

3. Nem homem algum, por conseguinte, deverá ser considerado nosso inimigo,
porque nos disse a verdade: O fazer o que é, de fato, uma mostra de amor ao nosso
próximo, assim como obediência a Deus. Do contrário, poucos empreenderiam tão ingrata
tarefa: Uma vez que o retorno que eles terão, eles já conhecem. As Escrituras devem ser
cumpridas: 'A mim, o mundo odeia', diz o Senhor, 'porque eu testifico dele, que os seus
feitos são maus'.

4. É a convicção firme e total de que eu devo este trabalho de amor aos meus
irmãos, e à minha mãe afetuosa [alma mater: A Universidade de Oxford], que me tem
nutrido, por mais de vinte anos, e de quem, debaixo de Deus, tenho recebido aquelas
vantagens às quais eu acredito, deverei reter uma gratidão, até que meu espírito retorne para
Deus, que o deu; ou seja, da completa convicção deste amor e gratidão, assim como desta
dispensação do Evangelho, com o qual fui incumbido, que requer de mim que eu me
comprometa a falar sobre o necessário, embora indesejável, assunto. Eu, de fato, desejaria
que algumas pessoas mais aceitáveis pudessem fazer isto. Mas possam todos manter a sua
paz, as próprias pedras clamarão, 'Como a cidade fiel se tornou uma prostituta!'.

5. Quão fiel ela foi uma vez para seu Senhor, a quem ela contratou em casamento
como uma virgem casta, que não apenas os escritos de seus filhos, que foram honrados em
todas as gerações, mas também, o sangue de seus mártires fale; -- que sejam um
testemunho mais forte de sua fidelidade, do que aquele que pode ser dado, até mesmo,
através todas da terra palradora!

Mas como ela se tornou agora uma prostituta! Como ela se separou do seu Senhor!
Quanto ela tem negado a Ele, e ouvido a voz dos estrangeiros!

I. Com respeito à doutrina;


II. Com respeito à prática.

COM RESPEITO À DOUTRINA:

1. Não se pode dizer que todos os nossos escritores são os que estabelecem
doutrinas estranhas mais além. Existem aqueles que interpretam os oráculos de Deus,
através do mesmo Espírito, no qual eles foram escritos; e que fielmente aderem-se aos
alicerces sólidos que nossa Igreja tem colocado em conformidade com eles; concernente ao
que temos em Sua palavra que nunca mentem, de que 'os portões do inferno não
prevalecerão contra ela'. Existem aqueles também (abençoado seja o Autor de todo bom
dom!) que, como arquitetos, constroem nela, não feno ou restolhos, mas ouro e pedras
preciosas, -- mas aquela misericórdia que nunca falha.

2. Nós temos igualmente motivos para agradecer ao Pai das Luzes, por aqueles aos
quais Ele não deixou sem testemunho de Si mesmo; existem aqueles que agora pregam o
evangelho da paz, a verdade como ela está em Jesus. Mas quão poucos são esses, em
comparação com aqueles que adulteram a palavra de Deus! Quão pouco alimento sadio nós
temos para nossas almas, e que abundância de veneno! Quão poucos existem que,
escrevendo ou orando, declaram o genuíno Evangelho de Cristo, na simplicidade e pureza,
em que ele está colocado nos veneráveis registros de nossa própria Igreja! E como nós
estamos cercados de todos os lados, por aqueles que nem conhecem as doutrinas de nossa
Igreja, nem as Escrituras, nem o poder de Deus, têm decifrado para si mesmos, invenções
nas quais eles constantemente corrompem outros também!

3. Eu não falo agora àqueles unigênitos de satanás, os Deístas [relativo ao Deísmo -


Sistema dos que crêem em Deus, mas rejeitam a revelação]; Arianos [membros da seita de
Ario, que, no dogma da Santíssima Trindade, não admitia a consubstancialidade do Pai com
o Filho]; ou Socinianos [Doutrina de Socini, também chamado Socino, que rejeitava a
Trindade e, especialmente, a divindade de Jesus]. Esses são tão infames, em meio a nós,
para fazer algum grande serviço para a causa do mestre deles. Mas o que eu deveria dizer a
esses que são considerados os pilares de nossa Igreja, e campeões de nossa fé; e que, na
verdade, traem esta igreja, e enfraquecem os mesmos alicerces da fé que nós ensinamos por
meio dela?

4. Mas que coisa mais odiosa é mostrada aqui! Quem é competente para suportar o
peso do preconceito, que deve necessariamente se seguir à mesma menção de tal
responsabilidade contra homens de um caráter tão estabelecido? Mais do que isto: Quem,
de fato, tem prestado, em muitos outros aspectos, um grande serviço à igreja de Deus?
Ainda assim, todo ministro fiel deve dizer: 'Deus proíbe que eu possa aceitar qualquer
pessoa! Eu não me atrevo a dar dízimo adulador; nem tomar em consideração qualquer
um que corrompa o Evangelho. Em fazer desta forma, meu Mestre logo irá me levar
embora'.

5. De qualquer forma, deixe-me ser o mais breve que eu puder sobre este assunto; e
eu irei exemplificar com apenas dois ou três homens de renome, que têm se esforçado para
enfraquecer os próprios alicerces da igreja, atacando seus fundamentos; na verdade, a
doutrina fundamental das Igrejas Reformadas, ou seja, justificação pela fé apenas.

Um desses, e um de uma posição mais elevada em nossa Igreja, escreveu e


imprimiu, antes de sua morte, diversos sermões, expressamente para provar que não a fé
apenas, mas as boas obras somente são necessárias com o objetivo da justificação. A tarefa
desagradável de citar passagens específicas deles é superada pelo próprio título: "A
Necessidade da Regeneração", (que ele prova largamente implicar santidade, ambas do
coração e vida) 'com o objetivo da santificação'. [Tillotson's Sermons, Vol. 1., &C.]

6. Pode parecer estranho a alguns, que um anjo da Igreja de Deus (como o grande
Pastor denomina os supervisores dela), e alguém da mais alta estima, tanto em nossa
própria nação, quanto em muitas outras, pudesse fria e calmamente falar assim. Mas, ó, o
que é Ele em comparação ao grande Bispo Bull! Quem será capaz de resistir, se este
eminente professor, cristão e Prelado, em sua juventude escreveu e publicou para o mundo,
e em sua idade avançada defendeu as posições que se seguem?

'Um homem é justificado pelas obras; porque as boas obras são a condição, o
requisito e a necessidade para a justificação do homem, ou seja, para sua remissão dos
pecados, através de Cristo, de acordo com o desígnio divino estabelecido na aliança
evangélica'. BULLI Harm. Apost., p. 4.

Um pouco depois, estando às voltas de produzir testemunhas, como prova desta


proposição ele diz: 'O primeiro tipo dessas deve ser daquelas que falam das boas obras, em
um sentido geral, como requisito e necessidade da justificação'. Então, certos textos das
Escrituras se seguem; ao que ele acrescenta: 'quem não crê que nestas Escrituras existe
uma abundância de boas obras requeridas, às quais, se um homem não executar, ele está
completamente excluído da esperança do perdão, e remissão de pecados?

Introduzidas algumas outras coisas, ele acrescenta que, "Além da fé, existe nenhum
outro, mas podemos ver que o arrependimento é requerido como necessário para a
justificação. Agora, o arrependimento não é uma obra apenas, mas é, por assim dizer, uma
coleção de muitas outras: Uma vez que, em sua extensão, compreendem-se as seguintes
obras: -- (1) Tristeza, devido ao pecado: (2) Humilhação, sob a mão de Deus: (3) Aversão
ao pecado: (4) Confissão do pecado: (5) Pedido de súplica pela misericórdia divina: (6) O
amor a Deus: (7) Cessação do pecado: (8) Firme propósito da nova obediência: (9)
Devolução de todos os bens ganhos desonestamente: (10) Perdão ao nosso próximo das
suas transgressões contra nós: (11) Obras de beneficência, ou donativos".

"O quanto essas coisas favorecem na busca da remissão dos pecados por Deus, é
bastante evidente em (Daniel 4:27) 'Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos
teus pecados, praticando a justiça; e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os
pobres, se, porventura, se prolongar a tua tranqüilidade'; onde o profeta dá o seu salutar
conselho a Nabucodonossor, que, naquele tempo, estava preso aos seus pecados:'Redima
[O Bispo traduziu PRQ – peruk, com a vulgata --> redime, ou resgate, mas o significado
próprio e literal é romper, cessar. a.C.]' seus pecados, através de donativos; e suas
iniqüidades, por mostrar misericórdia aos pobres".

7. Para exemplificar um ponto mais: Toda a Liturgia da Igreja está cheia de súplicas,
por aquela santidade, sem o que, as Escrituras, em todos os lugares, declaram, nenhum
homem verá ao Senhor. E essas são acrescentadas àquelas palavras abrangentes, as quais se
supõe, nós freqüentemente repetimos: 'Limpa os pensamentos de nossos corações, através
da inspiração do Espírito Santo, para que possamos amar perfeitamente a Ti, e sermos
merecedores de glorificar Teu santo nome'. É evidente que, na última parte desta súplica,
toda a santidade exterior está contida: Nem ela pode ser levada a uma elevação mais
sublime, ou expressa em termos mais fortes. E estas palavras, 'Limpa os pensamentos de
nossos corações', contém o ramo negativo da santidade interior; a altura e profundidade
dela é a pureza do coração, pela inspiração do Espírito Santo de Deus. As palavras
restantes, 'que possamos amar perfeitamente a ti', contém a parte positiva da santidade;
uma vez que este amor, que é o cumprimento da lei, implica toda a mente que estava em
Cristo.

8. Mas como a torrente geral de escritores e pregadores (que me desculpem a tarefa


individual de exemplificar em algumas pessoas específicas) concordam com esta doutrina?
De fato, não todos. Muito poucos nós podemos encontrar que, simples e honestamente,
forçam isto. Mas muitos que escrevem e pensam, como se a santidade cristã, ou a religião
fossem uma coisa puramente negativa; não para maldizer ou blasfemar; não para mentir ou
caluniar; não para ser um bêbado; um ladrão; ou um libertino; não para falar mal, ou fazer o
mal; como se a religião fosse suficiente para habilitar um homem para o céu! Quantos, se
eles vão um pouco mais além do que isto, descrevem-na apenas como uma coisa exterior;
como se consistisse principalmente, se não, totalmente, em fazer o bem, (como é chamado)
e usando os meios da graça! Ou, eles iriam um pouco mais além, ainda assim, o que eles
acrescentariam a este pobre relato da religião? Por que, talvez, que um homem deva ser
ortodoxo em suas opiniões, e ter um zelo pela instituição na Igreja e Estado. E isto é tudo:
Isto é toda a religião que eles podem permitir, sem degenerarem-se no fanatismo! Tão
verdadeira é, que a fé de um diabo, e a vida de um pagão, compõe o que a maioria dos
homens chama de um bom cristão!

9. Mas, por que nós iríamos buscar testemunhas mais além disto? Não existem
muitas presentes aqui, que são da mesma opinião? Quem acreditaria que um bom homem
moral, e um bom cristão querem dizer a mesma coisa? Que um homem não precisa
preocupar-se mais além consigo mesmo, se ele apenas pratica tanto o Cristianismo, quanto
escreve sobre o a portão do Imperador pagão, -- 'Faze tu o que gostarias que fosse feito a
ti'; especialmente, se ele não for um infiel, ou um herético, mas crê em tudo que a Bíblia e a
Igreja dizem é verdadeiro?

10. Eu não seria compreendido, tanto se eu desprezasse essas coisas; quanto se eu


subestimasse as opiniões corretas, a verdadeira moralidade, ou o respeito zeloso pela
constituição que temos recebido de nossos antepassados. Ainda assim, o que essas coisas
são, estando sozinhas? No que elas irão nos beneficiar naquele dia? Que proveito existirá
em dizer ao Juiz de todos: 'Senhor, eu não fui como os outros homens, não fui injusto; não
fui um mentiroso; não fui um imoral?'. Sim, que proveito isto terá, se nós temos feito todo
bem, assim como temos causado mal, -- se nós temos dado todos os bens para alimentar o
pobre, -- e não temos amor? Como podemos, então, olhar para aqueles que nos ensinam a
dormir e descansar, embora 'o amor do Pai não esteja em nós?'. Ou, quem, nos ensinando a
buscar salvação pelas obras, nos impeça de receber aquela fé livremente, por meio da qual
somente o amor de Deus se espalhará em nossos corações?

Para esses miseráveis corruptores do Evangelho de Cristo, e o veneno que eles têm
espalhado, é principalmente devido:

II

Em Segundo Lugar, aquela corrupção geral na prática e na doutrina. Raramente se


pode encontrar (Ó, não diga isto em Gate, não publique nas ruas de Askelon!) quer a forma
da santidade, ou o poder. Assim é que 'a cidade fiel se torna uma prostituta!'.

1. Com tristeza no coração, não com alegria, é que eu digo que raramente a forma
da santidade é vista em nosso meio. Nós, de fato, somos chamados de santos, e o próprio
nome de cristão não significa menos. Mas quem tem tanto desta aparência? Tome, como
exemplo, alguém que você encontre. Pegue um segundo, um terceiro, um quarto, o
vigésimo. Nenhum deles tem a aparência de santo, não mais do que tem a de um anjo.
Observe seu olhar, sua aparência, seus gestos! Ele respira coisa alguma, a não ser Deus?
Ele reserva um templo para o Espírito Santo? Observe sua conversação; não apenas por
uma hora, mas no dia-a-dia. Você pode concluir de algum sinal exterior, que Deus habita
em seu coração? Que este é um espírito eterno que está indo para Deus? Você imaginaria
que o sangue de Cristo foi derramado por aquela alma, e comprou a salvação eterna para
ela: e que Deus esperou até que aquela salvação pudesse ser forjada com temor e tremor?

2. Poderia ser dito: 'Por que, o que significa a forma da santidade?'. Nós
rapidamente respondemos: Nada, se for somente isto. Mas a ausência da forma significa
muito. Ela prova infalivelmente a ausência do poder. Porque, embora a forma possa ser sem
poder, ainda assim, o poder não pode ser sem a forma. A religião exterior pode existir onde
a interior não está; mas se não houver nada fora, não poderá existir alguma dentro.
3. Mas pode ser dito: 'Nós temos orações públicas, de manhã e à tarde, em todos os
nossos colégios'. É verdade; mais especialmente, a geração mais idosa, aqueles de
reputação e caráter, mostraria, por atendê-las constantemente, quão conscientes eles estão
do privilégio inestimável. Mas será que todos que atendem às orações públicas têm a forma
da santidade? Será que antes desses endereçamentos solenes a Deus, começarem, o
comportamento de todos que estão presentes mostra que eles sabem diante de quem eles
estão? Que impressão fica em suas mentes, quando esses ofícios santos terminam? E
mesmo durante a sua continuidade, pode ser razoavelmente inferido do teor de seu
comportamento exterior, que seus corações estão sinceramente fixados Nele que permanece
no meio deles? Eu temo muito, Se um ateu, que não entende nossa Língua, viesse para uma
dessas nossas assembléias, ele suspeitaria de nada menos de que nós estávamos derramando
nossos corações diante da Majestade dos céus e terra.O que, então, podemos dizer (se, de
fato, 'Deus não está enganado') a não ser que, 'O que um homem semeia, ele também
deverá colher?'.

4. 'Sobre os Domingos, de qualquer forma', dizem alguns, 'não se pode negar que
temos a forma da santidade; sermões pregados, de manhã e à tarde, além do serviço da
manhã e da noite'. Mas nós mantemos o restante do Dia do Senhor santo? Não existe
necessidade de inspecioná-lo? Não existe conversa leviana, nem impertinente? Nem mesmo
você faz algum trabalho desnecessário, ou permite a outros, sobre os quais você tem algum
poder, quebrar as leis de Deus e homem nisto? Se for assim; se até mesmo nisto você tem
nada do que se orgulhar, então, você tem culpa diante de Deus.

5. Mas, se nós temos a forma da santidade, um dia na semana, não existem outros
dias que é completamente o contrário disto? As melhores de nossas conversas não são
gastas em tolices e zombaria, que não são convenientes? Mais do que isto, talvez, em
conversa devassa também; tal que os ouvidos recatados não poderiam ouvir? Não existem
muitos, em nosso meio, que são encontrados comendo e bebendo com os bêbados? E, se é
assim, qual a surpresa que nossa profanidade possa também subir aos céus, e nossos
perjuros e maldições aos ouvidos do Senhor do Sábado?

6. E, mesmo quanto às horas destinadas ao estudo, elas são geralmente gastas para
algum propósito melhor? Elas não são empregadas na leitura (como é muito comum) de
peças, novelas, ou contos inúteis que, naturalmente, tendem a aumentar nossa corrupção
inerente, e aquecer a fornalha de nossos desejos profanos, sete vezes mais, do que ela
estava antes? Quão pouco preferível é a inatividade laboriosa daqueles que passam, dia
após dia, em jogos ou diversões; vilmente jogando fora aquele tempo de valor do qual eles
não podem saber, até que eles tenham passado por ele para a eternidade!

7. Vocês que são chamados de homens morais não sabem, então, tanto quanto isto,
que toda a inatividade é imoralidade; que existe nenhuma desonestidade mais grosseira do
que a indolência; que todo cabeça dura obstinado é um patife? Ele defrauda seus
benfeitores, seus pais, e o mundo; ele rouba a Deus, e sua própria alma. Ainda assim,
quantos destes existem, entre nós! Quantos parasitas preguiçosos, como se tivessem
'nascido apenas para comerem o produto do solo'. Quanto desta ignorância não é devido à
incapacidade, mas ao mero ócio! Quão poucos (que não pareça insolente que, mesmo
alguém como eu, possa tocar neste ponto delicado) deste vasto número, que tem isto em seu
pode; são verdadeiramente homens letrados. Para não falar de outras Línguas orientais;
quem existe que pode dizer que entende o Hebreu? Eu não poderia dizer, ou até mesmo, a
Língua Grega? Um pouco de Homero ou Xenofon nós podemos ainda lembrar; mas quão
poucos podem ler ou entender rapidamente uma página do Papa Clemente Alexandrino
[nascido no ano 150 A.D], João Crisóstomo [Doutor da Igreja nascido na Antioquia em 347
A.D.], ou Efrem Sirus? Acrescente, assim como, a Filosofia (para não mencionar
Matemática, ou as ramificações mais abstrusas dela). Quão poucos encontramos que têm
colocado o alicerce, -- que são mestres, mesmo da lógica; que entendem totalmente tanto
quanto das regras do silogismo; a própria doutrina dos modos e figuras! Ó, o que é tão raro,
quanto a erudição, exceto a religião!

8. Na verdade, raramente se encontrará aprendizado, sem religião; para os pontos de


vista secular, como a experiência mostra, muito raramente será suficiente conduzir alguém,
através do trabalho requerido para se ser um escolar completo. Pode então, ser ocultado,
que existe tão freqüente defeito naqueles a quem o cuidado da juventude é confiado?
Aquela direção solene é suficientemente considerada (Estatutos p.7): 'Que o tutor instrua
diligentemente esses escolares comprometidos com seu cuidado na moralidade estrita; e,
especialmente, nos primeiros princípios da religião, e nos artigos da doutrina?'

E esses a quem esta importante responsabilidade é dada, se esforçam diligentemente


para colocar este bom alicerce? Para fixar os princípios verdadeiros da religião em suas
mentes de jovens incumbidos com eles, através de suas leituras? Para recomendar a prática
deles, através da poderosa e prazerosa influência de seus exemplos? Para reforçar isto, pelo
freqüente conselho pessoal, honestamente e fortemente inculcado? Para observar o
progresso, e cuidadosamente inquirir dentro do comportamento de cada um deles? Em uma
palavra, para observar suas almas como alguém que delas deva dar relato?

9. Permitam-me, uma vez que eu comecei a falar sobre este assunto, a ir um pouco
mais longe. Existe suficiente cuidado com os estatutos que eles deveriam conhecer e
manter, e que nós todos estamos engajados a observar? Como, então, é que eles são tão
notoriamente quebrados todos os dias? Para exemplificar apenas alguns poucos:

Está decretado, quando dos ofícios divinos e pregação: 'Que TODOS deverão
atender publicamente: -- Graduados e escolares deverão atender pontualmente, e
continuarem até que tudo esteja terminado com a devida reverência, do começo ao fim'. (P.
181)

Está decretado: 'Que os estudantes de todos os níveis se abstenham de todos os


tipos de diversão, onde o dinheiro seja disputado; tais como cartas, dados e jogos com
bola; nem deverão estar presentes em jogos públicos desta natureza'. (P. 157)

Está decretado: 'Que todos (com exceção os filhos dos nobres) devem acostumar-se
com preto ou cores escuras nas vestimentas: e que eles deverão manter a máxima distância
da pompa e extravagância'.(P. 157)
Está decretado: 'Os estudantes de todos os níveis deverão se abster das cervejarias,
bares, tabernas, e de todo lugar na cidade onde haja vinho, ou algum outro tipo de bebida
alcoólica, sendo comumente vendidos'. (P.164)

10. Será objetado, talvez, já que 'estas são apenas coisas pequenas'. Não. Perjuro
não é uma coisa pequena; nem, conseqüentemente, o ramo obstinado de alguma regra que
nós temos solenemente jurado observar. Certamente esses que falam assim, se esqueceram
dessas palavras: 'Tu deverás penhorar tua fé e observar todos os estatutos desta
Universidade. Assim, Deus te ajude, e os inspirados Evangelhos santos de Cristo!'. (P. 229)

11. Mas este juramento é suficientemente considerado por aqueles que o fazem: ou
algum desses prescritos, através da autoridade pública? Este ato solene da religião, o
chamado de Deus para registrar em nossas almas, não é comumente tratado como uma
coisa sem muita importância? Em específico, por aqueles que juram pelo Deus vivo que
'nem súplica ou recompense; nem ódio ou amizade; nem esperança ou temor, os induz a
dar um testemunho a alguma pessoa indigna? (P. 88) e, por esses que juram, 'eu sei que
estas pessoas irão conhecer e se ajustar nas morais e conhecimento para aquele alto grau
ao qual eles foram apresentados?'. (P. 114)

12. Ainda uma coisa mais: Nós todos temos testificado, diante de Deus, 'que cada
um dos Artigos de nossa Igreja, assim como o Livro de Comum Oração, e o de ordenação
de bispos, sacerdotes e diáconos estão de acordo com a Palavra de Deus'. E, em assim
fazendo, nós temos igualmente testificado 'que tanto o Primeiro quanto O Segundo Livro
das Homilias contêm doutrina divina e salutar'. Mas, encima de que evidência, muitos de
nós tem declarado isto? Nós não temos afirmado a coisa que nós não conhecemos? Se for
assim, por mais verdadeiros que eles possam ser, nós seremos testemunhas falsas diante de
Deus. Alguma vez, a maior parte de nós usou alguns dos meios para saber se essas coisas
são assim ou não? Alguma vez, por uma hora que fosse, nós consideramos seriamente os
Artigos aos quais temos afirmado? Se não, quão vergonhosamente nós nos esquivamos do
objetivo dos próprios compiladores, que os compilou 'para removerem diferença de
opinião, e para estabelecerem unanimidade na religião verdadeira!

13. Metade de nós tem lido o Livro de Oração Comum, e da ordenação de bispos,
sacerdotes e diáconos? Se não, o que é isto que nós temos tão solenemente confirmado? Em
termos claros, nós não podemos dizer. E quanto aos dois Livros de Homilias, seria bom, se
a décima parte desses que os tem assinado, eu não direi quem, os tivesse estudado, antes de
ter feito isto, mas, se tivesse, pelo menos, lido esses livro até este dia! Ai de mim, meus
irmãos! Como podemos conciliar essas coisas, até mesmo, para honestidade comum; para
clara moralidade pagã? Tão distante estão esses que fazem isto; mais ainda, e, talvez, os
preserve também terem, até mesmo, a forma da santidade cristã.

14. Mas, acenando para todas essas coisas, onde está o poder? Quem são as
testemunhas disto? Quem, entre nós, (que Deus testemunhe com nossos corações) conhece
experimentalmente a força da santidade interior? Quem sente, em si mesmo, as obras do
Espírito de Cristo, elevando sua mente para as coisas sublimes e celestes? Quem pode
testemunhar, -- 'Deus limpou os pensamentos do meu coração, através da inspiração do
seu Santo Espírito?'. Quem conhece aquela 'paz de Deus que ultrapassa todo
entendimento?'. Quem é ele que se 'regozija, com alegria inexprimível, e cheia de glória?
Cujas 'afeições estão colocadas nas coisas do alto, e não nas coisas da terra? Cuja 'vida
está oculta com Cristo em Deus?'. Quem pode dizer, 'Eu estou crucificado com Cristo;
ainda que eu viva, não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e a vida que eu agora
vivo no corpo, eu vivo pela fé no Filho de Deus, que amou a mim, e deu a Si mesmo por
mim?'. No coração de quem está 'o amor de Deus espalhado, pelo Espírito Santo que é
dado junto a mim?'.

15. A própria noção desta religião não está quase perdida? Não existe uma grossa
inundação de ignorância dela? Mais do que isto, ela não é extremamente desprezada? Ela
não foi completamente reduzida a nada, e pisoteada? Qualquer um que fosse testemunhar
essas coisas diante de Deus, não seria considerando um louco, um fanático? Eu não sou um
bárbaro por falar assim com vocês? Meus irmãos, meu coração sangra por vocês! Ó, que
vocês, possam, por fim, tomar conhecimento e entenderem que essas são as palavras da
verdade e sobriedade! Ó, que vocês saibam, pelo menos, neste seu dia, as coisas que trazem
paz a vocês!

16. Eu tenho sido um mensageiro de informações pesadas este dia. Mas o amor de
Cristo me constrange: e para mim, foi o menos grave, porque foi por amor a vocês. Eu não
desejo acusar os filhos de meu povo. Portanto, nem eu falo assim nos ouvidos deles para
colocá-los na parede; mas para vocês eu me esforço para falar a verdade no amor, como um
Ministro fiel de Jesus Cristo. E eu posso agora 'chamar vocês para registrarem este dia,
que eu estou puro do sangue de todos os homens. Porque eu não tenho me envergonhado
de declara junto a vocês todos o conselho de Deus'.

17. Possa o Deus de toda a graça, que é longânime, de misericórdia terna, e os faz
arrependerem-se do mal, fixar essas coisas nos seus corações, e regar a semente que ele
semeou com o orvalho do céu! Possa ele corrigir o que pareça defeituoso em nós! Possa ele
suprir o que seja necessário! Possa ele aperfeiçoar isto, de acordo com sua vontade; e,
assim instituir, fortalecer e estabelecer-nos, para que este lugar possa ser uma cidade
frutífera para seu Senhor; sim, o louvor de toda a terra!

[Editado por George Lyons na Northwest Nazarene College (Nampa, ID), para a
Wesley Center for Applied Theology.]