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OBJETIVOS DA DISCIPLINA “FUNDIÇÃO”:

DOUTRINAS, MÉTODOS E PROBLEMAS

SEGUNDA PARTE: FUNDIÇÃO DE LIGAS DE ALUMÍNIO

Fundição de Ligas de Alumínio

LIGAS DE ALUMÍNIO Ligas de alumínio para fundição. Especificações Projeto de liga * Fundibilidade * Propriedades mecânicas * Mecanismos de endurecimento. Envelhecimento * Classificação dos diagramas de fase * Solubilidade *

PROCESSOS DE FUNDIÇÃO Matérias-primas e fusão * Fundição sob pressão mecânica elevada ou injeção Fundição em coquilha por gravidade Fundição em moldes de areia Fundição sob baixa pressão Macharia Corte, rebarbação e limpeza * Controles dimensional e metalúrgico

METALURGIA DAS LIGAS DE ALUMÍNIO Solidificação de ligas binárias. Análise térmica Solidificação de ligas complexas Síntese da estrutura das ligas fundidas de alumínio * Tratamentos térmicos TRATAMENTO DO BANHO METÁLICO Limpeza * Desgaseificação Refino do grão ( * ) Modificação do eutético ( * ) PROJETO DE FUNDIÇÃO Sistema de canais de vazamento Sistema de alimentação Controle da formação de microporos

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Processos de Fundição

! PROCESSOS DE FUNDIÇÃO USADOS EM LIGAS DE ALUMÍNIO

[Fuoco, p. 27]

Mostrar que (1) as ligas de alumínio podem ser vazadas

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(1) em moldes isolantes [areia, gêsso, lost-foam e precisão], todos sob gravidade, (2) e em coquilhas [sob gravidade, sob baixa pressão e sob pressão mecânica elevada ou por injeção];

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(2) os machos podem ser fabricados por

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(1) processos com aglomerantes orgânicos de cura a quente

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(1) óleos secativos, (2) shell-molding, (3) caixa quente ou hot box;

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quando se quer maior resistência, (2) processos com aglomerantes orgânicos de cura a temperatura ambiente

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(1) caixa fria ou cold box;

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quando se quer maior precisão dimensional, (3) e processos com aglomerantes inorgânicos

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(1) por silicato de sódio-CO 2 ;

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quando a colapsibilidade não é problema.

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Mostrar (1) que o Fe é a principal impureza das ligas de alumínio, uma vez que elas apresentam

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(1) pequena solubilidade [< 0,1 a/o] deste elemento, (2) mas forte tendência à formação de fases intermetálicas;

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(2) como o baixo teor de Fe nestas ligas pode conduzir a problemas na fundição em coquilhas, uma vez que essas ligas

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(1) podem (1) atacar quimicamente as matrizes [particularmente na região dos canais e junto aos ataques devido a maior temperatura de trabalho] (2) e provocar colamento ou soldagem das peças fundidas à matriz, (2) além de provocar nas peças fundidas (1) riscos (2) e irregularidades;

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(3) por outro lado, como o elevado teor de Fe nestas ligas pode conduzir a

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problemas na fundição em coquilhas, uma vez que essas ligas formam partículas de Fe sólido [sludge] que

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(1) arranham a matriz, (2) além de formar partículas grosseiras (pontos duros) no metal que na usinagem (1) trincam (2) ou lascam as ferramentas de corte.

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[Figura 29]

" FUNDIÇÃO EM COQUILHA SOB PRESSÃO

[Fuoco, p. 27-28]

Mostrar que (1) o processo mais usado na fundição de alumínio é o da fundição em coquilha sob pressão ou de injeção em máquinas de câmara fria (1) com pressões médias de 20 MPa [200 kgf/cm 2 , 3 psi], podendo chegar a 80 Mpa [800 kgf/cm 2 , 18 psi], (2) em decorrência de suas vantagens

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(1) operacionais -- (1) alta produtividade (2) e excelente prenchimento da cavidade do molde; (2) e metalúrgicas -- (1) excelente acabamento e precisão dimensional, (2) ausência de bolhas, devido a alta pressão, (3) e estrutura fina, devida a elevada velocidade de resfriamento, 10°C/s, principalmente se a parede for pouco espessa,

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(3) embora ele esteja limitado

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(1) a peças de geometria razoavelmente simples [que não implicam no uso de machos complicados] (2) e a ligas com elevado teor de silício [com baixa temperatura de liquidus e baixo intervalo de solidificação],

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sem contar com o fato de que nele (3) a turbulência é muito elevada, o que dá origem a inclusões que deterioram a qualidade mecânica da peça.

Mostrar que (1) na fundição sob pressão (1) o tratamento do banho se torna desnecessário, pois

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------------------------------------------------------------------------------------- (1) a pressão suprime a formação de bolhas, mesmo se o metal estiver gaseificado, (2) e a alta velocidade de resfriamento, particularmente no caso de paredes finas, refina a estrutura, dispensando com o refino de grão e a modificação do eutético.

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[Figura 28] [Figuras 2.3 e 2.37, Campbell]

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$ FUNDIÇÃO EM COQUILHA SOB GRAVIDADE

[Fuoco, p. 29, 33-36]

Mostrar que (1) o segundo processo mais usado na fundição de alumínio é o da fundição em coquilha sob gravidade, (2) em decorrência de suas vantagens

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(1) metalúrgicas -- (1) excelente precisão dimensional interna em peças que exigem machos de areia (2) e operacionais – de poder ser aplicado (1) a peças de geometria complexa [pois aceita machos de areia] (2) e a ligas com baixo teor de silício [com temperatura de liquidus e intervalo de solidificação elevados],

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(3) mas com o inconveniente (1) de nele, como o processo sob pressão, a turbulência ser elevada, o que dá origem a inclusões que deterioram a qualidade mecânica da peça, (2) além de poder apresentar poros devido a liberação de hidrogênio durante a solidificação.

Mostrar que, (1) no caso das coquilhas sob gravidade, (1) os poros podem ser controlados pelo

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(1) tratamento do banho, por (1) desgaseificação [H] (2) e refino do grão [que diminui o comprimento das dendritas], (2) processo, por (3) aumento da velocidade de resfriamento [pela diminuição da espessura da peça ou aplicacão da refrigeração] (3) e seleção da liga, por (4) abaixamento do intervalo de solidificação da liga [%Si].

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(2) as inclusões de óxido de alumínio podem ser diminuidas pelo uso de

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(1) filtros (2) e coquilhas basculantes [processo Durville].

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% FUNDIÇÃO EM AREIA

[Fuoco, p. 32-33, 36-37]

Mostrar (1) que ainda é possível fabricar peças em série, com elevada produtividade, por fundição em areia, utilizando máquinas de moldagem do tipo DISAMATIC, particularmente para peças que apresentem dificuldades de alimentação, como coletores de admissão. (2) que para essas peças,

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(1) ou coloca-se muitos massalotes (2) e/ou usa-se uma liga de baixo teor de Si [319 com 6%] modificada e

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não-refinada;

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(3) ainda que a vantagem das máquinas de moldagem automáticas é a alta pressão de moldagem mas que têm a desvantagem de necessitar de partição vertical [que exige canais muito longos].

& FUNDIÇÃO EM COQUILHA SOB BAIXA PRESSÃO

[Fuoco, p. 29-30]

Mostrar que (1) quando se quer fabricar peças de segurança, como rodas e peças de suspensão de veículos automotores, o processo mais indicado é a fundição em coquilha sob baixa pressão (1) com pressões de 20-120 kPa [0,2-1,2 kgf/cm 2 , 3 000-18 000 psi], para não escapar metal entre as frestas, (2) em decorrência do excelente controle das condições de vazamento, que minimiza a turbulência, diminuindo a formação de inclusões que deterioram a sanidade e a qualidade mecânica das peças. [Figuras 30 e 31]

' Mostrar que (1) existe uma tese, defendida pelo Prof. Campbell, que a evolução dos processos de fundição na área do alumínio é no sentido de diminuir a geração de óxidos durante o preenchimento do molde, pelo emprego de

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(1) filtros cerâmicos; (2) processos de baixa pressão [Cosworth, Baxi] (3) e outros processos, como o squeeze-casting e a fundição de semi- sólidos [rheo-casting].

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