Regime de Autonomia, Administração e Gestão – REGULAMENTO INTERNO

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Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

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Documento aprovado em Reunião do Conselho Geral em _____/______/_________ Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

Presidente do Conselho Geral ___________________________________________________
(Lígia Brandão)

Director ___________________________________________________
(João de Queiroz Pinto)

REGULAMENTO INTERNO

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Índice
Regulamento Interno.......................................................................................................................................... 10 Introdução.............................................................................................................................................................. 10 CAPÍTULO I - Disposições Gerais ..................................................................................................................... 11
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Artigo 1.º ............................................................................................................................................................ 11 Âmbito e Aplicação........................................................................................................................................................... 11 Artigo 2.º ............................................................................................................................................................ 11 Comunidade Escolar ........................................................................................................................................................ 11 Artigo 3.º ............................................................................................................................................................ 11 Comunidade Educativa................................................................................................................................................... 11 Artigo 4º ............................................................................................................................................................. 12 Oferta Formativa ............................................................................................................................................................... 12 Artigo 5.º ............................................................................................................................................................ 12 Princípios Gerais ............................................................................................................................................................... 12 Artigo 6.º ............................................................................................................................................................ 13 Instrumentos Orientadores da Autonomia - Administração e Gestão do Agrupamento .................... 13 CAPÍTULO II – Estruturas de Administração e Gestão ............................................................................. 14 Artigo 7.º ............................................................................................................................................................ 14 Órgãos de Administração e Gestão ............................................................................................................................ 14 Artigo 8.º ............................................................................................................................................................ 14 Conselho Geral ................................................................................................................................................................... 14 Artigo 9.º ............................................................................................................................................................ 17 Director ................................................................................................................................................................................. 17 Artigo 10.º .......................................................................................................................................................... 22 Conselho Pedagógico....................................................................................................................................................... 22 Artigo 11.º .......................................................................................................................................................... 25 Conselho Administrativo ............................................................................................................................................... 25 Artigo 12.º .......................................................................................................................................................... 26 Coordenação de Estabelecimento .............................................................................................................................. 26 CAPÍTULO III - Estruturas de Orientação Educativa e Supervisão Pedagógica ............................... 28 Artigo 13.º .......................................................................................................................................................... 28 Estruturas de Orientação/Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica ........................................ 28 REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 14.º .......................................................................................................................................................... 28 Departamentos Curriculares e Conselhos de Docentes .................................................................................... 28 Artigo 15.º .......................................................................................................................................................... 30 Coordenação do Conselho de Docentes e dos Departamentos Curriculares ........................................... 30 Artigo 16.º .......................................................................................................................................................... 31 Grupo Disciplinar.............................................................................................................................................................. 31 Artigo 17.º .......................................................................................................................................................... 33 Coordenação Pedagógica e de Apoio aos Alunos................................................................................................. 33 Artigo 18.º .......................................................................................................................................................... 34 Conselho de Directores de Turma ............................................................................................................................. 34 Artigo 19.º .......................................................................................................................................................... 36 Conselho de Turma .......................................................................................................................................................... 36 Artigo 20.º .......................................................................................................................................................... 38 Conselho de Docentes de Estabelecimento............................................................................................................ 38 Artigo 21.º .......................................................................................................................................................... 39 Tutoria................................................................................................................................................................................... 39 Artigo 22.º .......................................................................................................................................................... 41 Articulação Curricular .................................................................................................................................................... 41 Artigo 23.º .......................................................................................................................................................... 42 Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho (CCAD) ............................................................... 42 Artigo 24.º .......................................................................................................................................................... 42 Júri Avaliação Desempenho Docente ........................................................................................................................ 42 Artigo 25.º .......................................................................................................................................................... 43 Outras Estruturas de Coordenação Educativa ...................................................................................................... 43 Departamento de Educação Especial ....................................................................................................................... 43 Artigo 26.º .......................................................................................................................................................... 47 Apoios Educativos ............................................................................................................................................................ 47 Artigo 27.º .......................................................................................................................................................... 48 Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) ............................................................................................................. 48 Artigo 28º ........................................................................................................................................................... 50 Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa(GACE) ......................................................................................... 50 Artigo 29º ........................................................................................................................................................... 51 Serviços Médico-Pedagógicos (SMP) ........................................................................................................................ 51 Artigo 30º ........................................................................................................................................................... 52 REGULAMENTO INTERNO
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Serviços Sociais.................................................................................................................................................................. 52 Artigo 31º ........................................................................................................................................................... 53 Núcleo de Projectos de Desenvolvimento Educativo (NPDE) ........................................................................ 53 Artigo 32º ........................................................................................................................................................... 54 Coordenação Plano Tecnológico Educação (PTE)............................................................................................... 54 Artigo 33º ........................................................................................................................................................... 57 Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE) ...................................................................... 57 Artigo 34º ........................................................................................................................................................... 60 Coordenação das Actividades Culturais (CAC) ..................................................................................................... 60 Artigo 35º ........................................................................................................................................................... 61 Coordenador do Centro de Recursos e Produção Multimédia (CRPM)...................................................... 61 Artigo 36º ........................................................................................................................................................... 62 Coordenação do Desporto Escolar ............................................................................................................................ 62 CAPÍTULO IV - Estruturas e Serviços de Administração e Apoio ........................................................... 66 Artigo 37º ........................................................................................................................................................... 66 Serviço de Administração Escolar ............................................................................................................................. 66 Artigo 38º ........................................................................................................................................................... 66 Serviços Auxiliares de Acção Educativa .................................................................................................................. 66 Artigo 39º ........................................................................................................................................................... 66 Outros Serviços Auxiliares ............................................................................................................................................ 66 Artigo 40º ........................................................................................................................................................... 67 Direcção de Instalações e Recursos Educativos/ Novas Tecnologias ......................................................... 67 CAPÍTULO V - Comunidade Educativa ........................................................................................................... 68 Artigo 41º ........................................................................................................................................................... 68 Normas Gerais de Funcionamento ............................................................................................................................ 68 Artigo 42º ........................................................................................................................................................... 68 Direitos e Deveres da Comunidade Educativa...................................................................................................... 68 Artigo 43º ........................................................................................................................................................... 68 Normas Gerais de Vivência Educativa ..................................................................................................................... 68 Artigo 44ª ........................................................................................................................................................... 69 Alunos .................................................................................................................................................................................... 69 Artigo 45º ........................................................................................................................................................... 72 Direitos e Deveres dos Alunos..................................................................................................................................... 72 REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 46º ........................................................................................................................................................... 75 Assiduidade na Escolaridade Obrigatória .............................................................................................................. 75 Artigo 47º ........................................................................................................................................................... 80 Disciplina.............................................................................................................................................................................. 80 Artigo 48º ........................................................................................................................................................... 88 Mérito Escolar .................................................................................................................................................................... 88 Artigo 49º ........................................................................................................................................................... 89 Representação dos Alunos ............................................................................................................................................ 89 Artigo 50º ........................................................................................................................................................... 90 Professores ........................................................................................................................................................ 90 Direitos.................................................................................................................................................................................. 90 Deveres ................................................................................................................................................................................. 90 Artigo 51º ........................................................................................................................................................... 92 Critérios para a Distribuição do Serviço Lectivo ................................................................................................. 92 Artigo 52º ........................................................................................................................................................... 92 Regime de Faltas e Licenças ......................................................................................................................................... 92 Artigo 53º ........................................................................................................................................................... 93 Avaliação de Desempenho Docente (ADD) ............................................................................................................ 93 Artigo 54º ........................................................................................................................................................ 100 Pessoal Não Docente .....................................................................................................................................................100 Direitos................................................................................................................................................................................100 Deveres ...............................................................................................................................................................................101 Artigo 55º ........................................................................................................................................................ 101 Avaliação de Desempenho do Pessoal Não Docente ........................................................................................101 Artigo 56º ........................................................................................................................................................ 102 Regime de Faltas e Licenças .......................................................................................................................................102 Artigo 57º ........................................................................................................................................................ 102 Pais e Encarregados de Educação ............................................................................................................................102 Direitos................................................................................................................................................................................102 Deveres ...............................................................................................................................................................................102 CAPÍTULO VI ........................................................................................................................................................104 CURSOS DE EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO ................................................................................................... 104 Artigo 58.º ....................................................................................................................................................... 104 Organização Curricular ................................................................................................................................................104 REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 59.º ....................................................................................................................................................... 104 Objecto e Âmbito de Acordo com a Legislação em Vigor ...............................................................................104 Artigo 60.º ....................................................................................................................................................... 104 Identificação e Recrutamento de Alunos/Formandos ....................................................................................104 Artigo 61.º ....................................................................................................................................................... 105 Desenvolvimento dos Cursos.....................................................................................................................................105 Artigo 62.º ....................................................................................................................................................... 105 Atribuição de Cargos e Funções................................................................................................................................105 Artigo 63.º ....................................................................................................................................................... 106 Competências do Coordenador dos Cursos de Educação e Formação .....................................................106 Artigo 64.º ....................................................................................................................................................... 106 Constituição da Equipa Pedagógica ........................................................................................................................106 Artigo 65. ......................................................................................................................................................... 106 Funcionamento dos Cursos ........................................................................................................................................106 Artigo 66.º ....................................................................................................................................................... 107 Regime de Assiduidade - Medidas ...........................................................................................................................107 Artigo 67.º ....................................................................................................................................................... 108 Cumprimento dos Planos de Formação (Reposição de Aulas) ....................................................................108 Artigo 68.º ....................................................................................................................................................... 109 Visitas de Estudo .............................................................................................................................................................109 Artigo 69.º ....................................................................................................................................................... 109 Avaliação das Aprendizagens ....................................................................................................................................109 Artigo 70.º ....................................................................................................................................................... 110 Progressão .........................................................................................................................................................................110 Artigo 71.º ....................................................................................................................................................... 110 Conclusão do Curso........................................................................................................................................................110 Artigo 72.º ....................................................................................................................................................... 110 Certificação........................................................................................................................................................................110 Artigo 73.º ....................................................................................................................................................... 110 Componente de Formação Prática (Estágio).......................................................................................................110 Âmbito e Definição .........................................................................................................................................................110 Artigo 74.º ....................................................................................................................................................... 111 Objectivos do Estágio ....................................................................................................................................................111 Artigo 75.º ....................................................................................................................................................... 111 REGULAMENTO INTERNO
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Organização e Funcionamento ..................................................................................................................................111 Artigo 76.º ....................................................................................................................................................... 111 Celebração de Protocolos ............................................................................................................................................111 Artigo 77.º ....................................................................................................................................................... 112 Plano de Estágio ..............................................................................................................................................................112 Artigo 78.º ....................................................................................................................................................... 112 Deveres da Entidade Enquadradora .......................................................................................................................112 Artigo 79.º ....................................................................................................................................................... 112 Deveres da Entidade Formadora .............................................................................................................................112 Artigo 80.º ....................................................................................................................................................... 113 Acompanhamento do Estágio ....................................................................................................................................113 Artigo 81.º ....................................................................................................................................................... 113 Deveres do Aluno............................................................................................................................................................113 Artigo 82.º ....................................................................................................................................................... 114 Da Responsabilidade do Encarregado de Educação do Formando ............................................................114 Artigo 83.º ....................................................................................................................................................... 114 Da Responsabilidade do Serviço de Psicologia e Orientação .......................................................................114 Artigo 84º ........................................................................................................................................................ 114 Regulamento da Prova de Avaliação Final - Natureza e Âmbito .................................................................114 Artigo 85.º ....................................................................................................................................................... 114 Objectivos ..........................................................................................................................................................................114 Artigo 86.º ....................................................................................................................................................... 114 Estrutura da Prova .........................................................................................................................................................114 Artigo 87.º ....................................................................................................................................................... 115 Calendarização.................................................................................................................................................................115 Artigo 88.º ....................................................................................................................................................... 115 Local de Desenvolvimento da Prova de Avaliação Final (PAF) ...................................................................115 Artigo 89.º ....................................................................................................................................................... 115 Orientação / Acompanhamento ...............................................................................................................................115 Artigo 90.º ....................................................................................................................................................... 115 Avaliação ............................................................................................................................................................................115 Artigo 91.º ....................................................................................................................................................... 115 Constituição e Competências do Júri da PAF.......................................................................................................115 Artigo 92.º ....................................................................................................................................................... 116 REGULAMENTO INTERNO
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Procedimentos .................................................................................................................................................................116 Casos Omissos ..................................................................................................................................................................117 CAPÍTULO VII – Formação de Turmas e Avaliação dos Alunos............................................................118 Artigo 93º ........................................................................................................................................................ 118 Formação de Turmas ....................................................................................................................................................118 Artigo 94º ........................................................................................................................................................ 118 Avaliação dos Alunos – Critérios Gerais ................................................................................................................118 CAPÍTULO VIII - Normas de Utilização das Novas Tecnologias ...........................................................119 Artigo 95º ........................................................................................................................................................ 119 Cartão de Utilizador e Equipamento Informático .............................................................................................119 CAPÍTULO IX - Disposições Finais .................................................................................................................124 Artigo 96.º ....................................................................................................................................................... 124 Incompatibilidades ........................................................................................................................................................124 Artigo 97.º ....................................................................................................................................................... 124 Entrada em Vigor ............................................................................................................................................................124 Artigo 98.º ....................................................................................................................................................... 124 Divulgação .........................................................................................................................................................................124 Artigo 99º ........................................................................................................................................................ 124 Revisão do Regulamento Interno .............................................................................................................................124

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Regulamento Interno
Introdução
O Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz assume, de acordo com o enquadramento legal em vigor, a missão de serviço público. Cada um dos elementos da Comunidade Educativa deve estar dotado das competências e conhecimentos que lhes permitam explorar plenamente as suas capacidades, integrar-se activamente na sociedade e contribuir para a vida económica, social e cultural do País. Assim sendo, o regime de funcionamento do Agrupamento de Escolas, expresso no seu Regulamento Interno, procura responder a esse desafio. A autonomia do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz está directamente relacionada com a sua identidade, ou seja, com a capacidade de identificação e diferenciação dos contextos em que se insere. Este processo de diferenciação implica, porém, a capacidade de estabelecer uma interacção dinâmica e continua com o meio envolvente. Ao assumir uma identidade própria e ao relacionar-se com o meio envolvente, o Agrupamento afirma a sua capacidade de resposta aos problemas e desafios que advêm dessa mesma relação. Neste sentido, autonomia não significa independência, mas sim interdependência. O processo de construção da autonomia e da identidade do Agrupamento é um processo activo que envolve a participação de todos, expressa as especificidades da cultura organizacional, das interacções que ocorrem na Comunidade Educativa e dos processos de co-responsabilização de todos os agentes e actores educativos. Nesta perspectiva, o Regulamento Interno consiste num conjunto de princípios de funcionamento, definidos de forma clara e acessível, que visam organizar a vida escolar e garantir a participação cívica e democrática de todos os membros da comunidade. Como tal, o Regulamento Interno deve ser encarado como um instrumento fundamental para a eficiência e equidade educativas. O Regulamento Interno define especificamente o regime de funcionamento do Agrupamento de Escolas, de cada um dos seus órgãos de Administração e Gestão, das Estruturas de Orientação e dos Serviços Administrativos, Técnicos e Técnico-Pedagógicos, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar, constituindo assim um referencial estratégico do Agrupamento. Um Regulamento Interno, numa escola aberta à mudança e ao progresso, é necessariamente um referencial mutável, passível de alteração sempre que a conjuntura o aconselhe ou imponha. Conhecer, divulgar, cumprir e fazer cumprir este Regulamento Interno são deveres de todos os elementos da comunidade para que o Agrupamento de Escolas de Vila Caiz cumpra o papel de serviço público de educação e formação.
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CAPÍTULO I - Disposições Gerais
Artigo 1.º Âmbito e Aplicação
O presente Regulamento Interno do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é o documento que, de acordo com a legislação em vigor, define os direitos e deveres dos membros da comunidade escolar, o regime de funcionamento da Escola, de cada um dos seus órgãos de Administração e Gestão, das Estruturas de Orientação e dos Serviços Especializados de Apoio Educativo.
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Artigo 2.º Comunidade Escolar
A comunidade escolar do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é constituída pelo conjunto dos: a) Alunos matriculados; b) Pessoal Docente em exercício efectivo de funções; c) Pessoal Não Docente em exercício efectivo de funções; d) Pais e Encarregados de Educação dos alunos matriculados. Esta comunidade escolar funciona como um sistema em interacção dinâmica e contínua, apesar de fisicamente estar estruturada em três pólos educativos distintos, a saber: a) Pólo educativo da Igreja (EB1/JI de Igreja e EB1/JI de Vilarinho); b) Pólo educativo da Torreira (EB1/JI de Torreira e EB1/JI de Louredo); c) Pólo educativo da EB 2,3 de Vila Caiz.

Artigo 3.º Comunidade Educativa
Numa perspectiva de contextualização da política educativa, a Comunidade Educativa do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz integra, para além da comunidade escolar, todos os organismos do contexto socioeconómico e social em que se insere, e cujas características ou recursos específicos sejam relevantes para a concretização da dinâmica educativa do Agrupamento, designadamente os órgãos autárquicos, as estruturas e serviços locais das áreas da saúde, da segurança social, da qualificação profissional e do emprego, da inclusão e ainda, entre outras, as instituições de carácter cultural, artístico, científico, ambiental e económico.

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Artigo 4º Oferta Formativa
O Agrupamento de Escolas deverá proporcionar uma oferta formativa diversificada atendendo às necessidades de formação da comunidade e aos meios humanos, materiais e infra-estruturais que este possua ou possa vir a possuir. A actual oferta formativa do Agrupamento de Escolas é a seguinte: a) Educação Pré-Escolar, b) 1º Ciclo do Ensino Básico; c) 2º Ciclo do Ensino Básico; d) 3º Ciclo do Ensino Básico; e) Cursos de Educação e Formação (CEF).
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Artigo 5.º Princípios Gerais
1. É da especial responsabilidade do Agrupamento promover a democratização do ensino, garantindo o direito a uma justa e efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso educativo; 2. No acesso à educação e na sua prática é garantido o respeito pelo princípio da liberdade de aprender e de ensinar, com tolerância para com as escolhas possíveis; 3. O Agrupamento procura responder às necessidades resultantes da realidade social, contribuindo para o desenvolvimento pleno e harmonioso da personalidade dos indivíduos, incentivando a formação de cidadãos livres, responsáveis, autónomos e solidários e valorizando a dimensão humana do trabalho; 4. A educação promove o desenvolvimento do espírito democrático e pluralista, respeitador dos outros e das suas ideias, aberto ao diálogo e à livre troca de opiniões, formando cidadãos capazes de julgarem com espírito crítico e criativo o meio social em que se integram e de se empenharem na sua transformação progressiva; 5. Contribuir para a realização dos alunos, através do pleno desenvolvimento da personalidade, da formação do carácter e da cidadania, preparando-o para uma reflexão consciente sobre os valores espirituais, estéticos, morais e cívicos e proporcionando-lhe um equilibrado desenvolvimento físico; 6. Assegurar o direito à diferença, mercê do respeito pelas personalidades e pelos projectos individuais da existência, bem como da consideração e valorização dos diferentes saberes e culturas. REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 6.º Instrumentos Orientadores da Autonomia - Administração e Gestão do Agrupamento
No âmbito do regime de autonomia, é reconhecido ao Agrupamento de Escolas de Vila Caiz o direito de tomar decisões nos domínios: estratégico, pedagógico, administrativo, financeiro e organizacional. A definição identitária do Agrupamento materializa-se no conjunto dos seus referenciais internos, a saber: a) Projecto Educativo – o documento que consagra a orientação educativa das Escolas do Agrupamento, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais as escolas se propõem cumprir a sua função educativa; b) Regulamento Interno – o documento que define o regime de funcionamento do Agrupamento de Escolas, de cada um dos seus órgãos de administração e gestão, das estruturas de orientação e dos serviços de apoio educativo, bem como os direitos e os deveres dos membros da comunidade escolar; c) Projecto Curricular de Agrupamento – o documento pretende constituir-se sobretudo como uma referência de natureza mais prática para a orientação da acção, permitindo a adequação à diversidade e a melhoria da qualidade das aprendizagens. Visa concretizar os valores defendidos pelo Projecto Educativo. Assim, trata-se de um documento que privilegia a participação de todos os intervenientes no processo educativo aberto ao enriquecimento com o envolvimento de toda a Comunidade Educativa, logo passível de serem introduzidas alterações propostas pelos diferentes membros da comunidade escolar. d) Plano Anual e Plurianual de Actividades – o documento de planeamento, elaborado e aprovado pelos órgãos de administração e gestão do Agrupamento de Escolas, que define, em função do Projecto Educativo, os objectivos, as formas de organização e de programação das actividades e que procede à identificação dos recursos envolvidos; e) Orçamento - documento em que se prevêem, de forma discriminada, as receitas a obter e as despesas a realizar pelo Agrupamento.
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CAPÍTULO II – Estruturas de Administração e Gestão
Artigo 7.º Órgãos de Administração e Gestão
A Administração e Gestão do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz são asseguradas por órgãos próprios, de acordo com o Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril, que se orientam segundo os princípios referidos no presente Regulamento Interno: São órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento os seguintes: a) Conselho Geral; b) Director; c) Conselho Pedagógico; d) Conselho Administrativo.
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Artigo 8.º Conselho Geral

1. Definição
O Conselho Geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da sua actividade, assegurando a participação e representação da Comunidade Educativa, nos termos do n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo, com respeito pelos princípios consagrados na Constituição da República.

2. Composição
O Conselho Geral é constituído por: a) Sete professores, representantes do Corpo Docente; quatro representantes dos Pais e Encarregados de Educação; dois representantes do Pessoal Não docente; três representantes do Município; três representantes da Comunidade Local; b) O Director participa nas reuniões sem direito a voto.

3. Competências
a) Compete ao Conselho Geral: b) Eleger o respectivo Presidente, de entre os seus membros; c) Proceder à eleição do Director, caso tenha já cessado o mandato dos anteriores órgãos de gestão e não esteja ainda eleito o Conselho Geral; d) Aprovar o Projecto Educativo e acompanhar e avaliar a sua execução;

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e) Aprovar o Regulamento Interno do Agrupamento de Escolas, definindo, nomeadamente, a composição dos elementos do Conselho Pedagógico e Conselho Geral; f) Aprovar os Planos Anual e Plurianual de Actividades; g) Apreciar os relatórios periódicos e aprovar o relatório final de execução do Plano Anual de Actividades; h) Aprovar as propostas de contratos de autonomia; i) Definir as linhas orientadoras para a elaboração do Orçamento; j) Definir as linhas orientadoras do planeamento e execução, pelo Director, das actividades no domínio da acção social escolar; k) Aprovar o relatório de Contas de Gerência; l) Apreciar os resultados do processo de auto-avaliação; m) Pronunciar-se sobre os critérios de organização dos horários; n) Acompanhar a acção dos demais órgãos de Administração e Gestão; o) Promover o relacionamento com a Comunidade Educativa; p) Definir os critérios para a participação da Escola em actividades pedagógicas, científicas, culturais e desportivas; q) Autorizar a constituição de assessorias técnico-pedagógicas para apoio ao Director, nos termos legais. No desempenho das suas competências, o Conselho Geral tem a faculdade de requerer aos restantes órgãos as informações necessárias para realizar eficazmente o acompanhamento e a avaliação do funcionamento do Agrupamento de Escolas e de lhes dirigir recomendações, com vista ao desenvolvimento do Projecto Educativo e ao cumprimento do Plano Anual de Actividades; r) O Conselho Geral pode constituir no seu seio uma Comissão Permanente, na qual pode delegar as competências de acompanhamento da actividade do Agrupamento de escolas entre as suas reuniões ordinárias; s) A Comissão Permanente constitui-se como uma fracção do Conselho Geral, respeitada a proporcionalidade dos corpos que nele têm representação.
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4. Mandato
a) O mandato dos membros do Conselho Geral tem a duração de quatro anos, com excepção dos representantes dos Pais e Encarregados de Educação e dos Alunos, cujo mandato tem a duração de dois anos lectivos; b) Os membros do Conselho Geral são substituídos no exercício do cargo se, entretanto, perderem a qualidade que determinou a respectiva eleição ou designação; REGULAMENTO INTERNO
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c) As vagas resultantes da cessação do mandato dos membros eleitos são preenchidas pelo primeiro candidato não eleito, segundo a respectiva ordem de precedência na lista a que pertencia o titular do mandato, com respeito pelo disposto no n.º 4 do art.º 15.º do DL 75/2008, de 22 de Abril.

5. Regime de Faltas
a) As faltas às reuniões, dadas pelo Pessoal Docente e Não Docente, deverão ser justificadas, por escrito, ao Director, no prazo de três dias úteis, que decidirá da sua justificação ou injustificação; b) Duas faltas injustificadas consecutivas ou três interpoladas originam a perda de mandato.
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6. Composição da Mesa do Conselho Geral
a) A Mesa do Conselho Geral é constituída por um Presidente, a quem cabe dirigir os trabalhos e por um Secretário, que o coadjuvará, sendo responsável pela elaboração da respectiva acta; b) O Presidente é eleito por maioria absoluta dos votos dos membros do Conselho Geral. Se num primeiro escrutínio não se obtiver uma maioria absoluta de votos, proceder-se-á a um segundo escrutínio entre os dois elementos mais votados no primeiro escrutínio; c) O Secretário será eleito por maioria na primeira reunião a seguir à tomada do Conselho Geral, de entre os elementos docentes.

7. Processo Eleitoral
a) Todas as eleições previstas serão realizadas por voto secreto e presencial; b) As diferentes assembleias eleitorais serão convocadas pelo Presidente do Conselho Geral ou por quem o substituir; c) As convocatórias mencionarão as normas práticas dos processos eleitorais, locais de afixação das listas de candidatos, horas e locais do escrutínio, devendo ser afixadas, com a antecedência mínima de 15 dias, nos lugares habituais; d) Os diferentes corpos eleitorais deverão reunir em separado para decidir da composição das respectivas mesas que presidirão às assembleias eleitorais e aos escrutínios, as quais serão constituídas por um presidente e dois secretários, eleitos individualmente; e) Os representantes do Pessoal Docente e do Pessoal Não Docente candidatam-se à eleição, constituídos em listas separadas; f) As listas devem conter a indicação dos candidatos a membros efectivos, em número igual ao dos respectivos representantes no Conselho Geral, bem como de igual número de candidatos a membros suplentes; REGULAMENTO INTERNO
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g) As listas de representantes do Pessoal Não Docente devem ser rubricadas pelos respectivos candidatos, que assim manifestarão a sua concordância; h) As listas referidas anteriormente serão entregues até quarenta e oito horas antes da abertura da assembleia eleitoral ao Director ou a quem as suas vezes fizer, o qual imediatamente as rubricará e fará afixar nos locais mencionados na convocatória daquela assembleia; i) Cada lista poderá indicar até dois representantes para acompanharem todos os actos da eleição; j) As urnas manter-se-ão abertas durante oito horas, a menos que antes tenham votado todos os eleitores; k) A abertura das urnas será efectuada perante a respectiva assembleia eleitoral, lavrando-se acta, que será assinada pelos componentes da mesa, pelos representantes das listas concorrentes e pelos restantes membros da assembleia que o desejarem. A conversão dos votos em mandatos faz-se de acordo com o método de representação proporcional da média mais alta de Hondt; l) As actas das assembleias eleitorais serão entregues, nos 2 dias subsequentes ao da realização das eleições, ao Presidente do Conselho Geral ou quem as suas vezes fizer, o qual as remeterá para homologação do Director Regional de Educação do Norte.
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Artigo 9.º Director

1. Definição
O Director é o Órgão de Administração e Gestão da Escola nas áreas pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial.

2. Recrutamento
a) O Director é eleito pelo Conselho Geral; b) Para recrutamento do Director, realiza-se um concurso, prévio à eleição, nos termos nos termos do artigo 22º do Decreto-Lei Nº 75/2008 e da Portaria 604/2008, de 9 de Julho, conforme regulamento em anexo; c) Podem ser opositores ao concurso os candidatos que reúnam os requisitos estabelecidos nos pontos 3 e 4 do artigo 21º do Decreto-Lei 75/2008 de 22 de Abril, e no artigo 2º da Portaria 604/2008, de 9 de Julho;

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d) O Subdirector e os Adjuntos são nomeados pelo Director de entre os docentes dos quadros de nomeação definitiva que possuam pelo menos cinco anos de serviço e se encontrem em exercício de funções na Escola.

3. Eleição
O Conselho Geral procede à eleição do Director nos termos dos artigos 21º e 22º do Decreto-Lei n.º 75/2008 de 22 de Abril e da Portaria 604/2008 de 9 de Julho.
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4. Posse
a) O Director toma posse perante o Conselho Geral nos 30 dias subsequentes à homologação dos resultados eleitorais pelo Director Regional de Educação do Norte; b) O Director designa o Subdirector e os seus Adjuntos no prazo máximo de 30 dias após a sua tomada de posse; c) O Subdirector e os Adjuntos do Director tomam posse nos 30 dias subsequentes à sua designação pelo Director.

5. Mandato
a) O mandato do Director tem a duração de quatro anos; b) Até sessenta dias antes do termo do mandato do Director, o Conselho Geral delibera sobre a recondução do Director ou a abertura de concurso tendo em vista a realização de nova eleição; c) A decisão de recondução do Director é tomada por maioria absoluta dos membros do Conselho Geral em efectividade de funções, não sendo permitida a sua recondução para um terceiro mandato consecutivo; d) Não é permitida a eleição para um quinto mandato consecutivo, nem durante o quadriénio imediatamente subsequente ao termo do quarto mandato consecutivo; e) Não sendo ou não podendo ser aprovada a recondução do Director de acordo com o disposto nos números anteriores, abre-se concurso tendo em vista a eleição do Director, nos termos do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 75/2008; f) O mandato do Director pode cessar: i. A requerimento do interessado, dirigido ao Director Regional de Educação do Norte, com a antecedência mínima de 45 dias, fundamentado em motivos devidamente justificados; ii. No final do ano escolar, por deliberação do Conselho Geral aprovada por maioria de dois terços dos membros em efectividade de funções, em caso de manifesta desadequação da respectiva gestão, fundada em factos comprovados e informações, REGULAMENTO INTERNO
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devidamente fundamentadas, apresentados por qualquer membro do Conselho Geral; iii. Na sequência de processo disciplinar que tenha concluído pela aplicação de sanção disciplinar de cessação da comissão de serviço nos termos da lei; g) A cessação do mandato do Director determina a abertura de um novo concurso; h) Os mandatos do Subdirector e dos Adjuntos têm a duração de quatro anos e cessam com o mandato do Director; i) O Subdirector e os Adjuntos podem ser exonerados a todo o tempo por decisão fundamentada do Director.
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6. Regime de Exercício de Funções
a) O Director exerce as funções em regime de comissão de serviço; b) O exercício das funções de Director faz-se em regime de dedicação exclusiva; c) O regime de dedicação exclusiva implica a incompatibilidade do cargo dirigente com quaisquer outras funções, públicas ou privadas, remuneradas ou não; d) Exceptuam-se do disposto no número anterior: i. A participação em órgãos ou entidades de representação das Escolas ou do Pessoal Docente; ii. Comissões ou grupos de trabalho, quando criados por resolução ou deliberação do Conselho de Ministros ou por despacho do membro do governo responsável pela área da educação; iii. A actividade de criação artística e literária, bem como quaisquer outras de que resulte a percepção de remunerações provenientes de direitos de autor; iv. A realização de conferências, palestras, acções de formação de curta duração e outras actividades de idêntica natureza; v. O voluntariado, bem como a actividade desenvolvida no quadro de associações ou organizações não governamentais; e) O Director está isento de horário de trabalho, não lhe sendo, por isso, devida qualquer remuneração por trabalho prestado fora do período normal de trabalho; f) Sem prejuízo do disposto no número anterior, o Director está obrigado ao cumprimento do período normal de trabalho, assim como do dever geral de assiduidade; g) O Director está dispensado da prestação de serviço lectivo, sem prejuízo de, por sua iniciativa, o poder prestar na disciplina ou área curricular para a qual possua qualificação profissional. REGULAMENTO INTERNO
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7. Competências do Director
a) Compete ao Director submeter à aprovação do Conselho Geral, o Projecto Educativo elaborado pelo Conselho Pedagógico; b) Ouvido o Conselho Pedagógico, compete também ao Director: c) Elaborar e submeter à aprovação do Conselho Geral: i. ii. iii. iv. Alterações ao Regulamento Interno; Os Planos Anual e Plurianual de Actividades; O Relatório Anual de Actividades; As propostas de celebração de Contratos de Autonomia;
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d) Aprovar o plano de formação e de actualização do Pessoal Docente e Não Docente, ouvido também, no último caso, o Município; e) No acto de apresentação ao Conselho Geral, o Director faz acompanhar os documentos referidos anteriormente dos pareceres do Conselho Pedagógico; f) Sem prejuízo das competências que lhe sejam cometidas por lei ou Regulamento Interno, no plano da gestão pedagógica, cultural, administrativa, financeira e patrimonial, compete ao Director, em especial: i. ii. Definir o regime de funcionamento da Escola; Elaborar o Projecto de Orçamento, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral; iii. Planificar, no início do ano lectivo, a calendarização das épocas dos exames dos módulos dos cursos profissionais; iv. v. vi. Superintender na constituição de turmas e na elaboração de horário; Distribuir o serviço Docente e Não Docente; Designar os Coordenadores dos Departamentos Curriculares e os Directores de Turma; Coordenadores de Directores de Turma, os Directores de Curso e nomear os Delegados de Grupo; vii. Planear e assegurar a execução das actividades no domínio da Acção Social Escolar, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral; viii. Gerir as instalações, espaços e equipamentos, bem como os outros recursos educativos; ix. Estabelecer protocolos e celebrar acordos de cooperação ou de associação com outras escolas e instituições de formação, autarquias e colectividades, em REGULAMENTO INTERNO
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conformidade com os critérios definidos pelo Conselho Geral nos termos da alínea p) do n.º 1 do artigo 13.º (DL 75/2008, de 22 de Abril; x. Proceder à selecção e recrutamento do Pessoal Docente, nos termos dos regimes legais aplicáveis; xi. Dirigir superiormente os serviços administrativos, técnicos e técnico -pedagógicos.
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g) Compete ainda ao Director: i. ii. iii. Representar a Escola; Exercer o poder hierárquico em relação ao Pessoal Docente e Não Docente; Exercer o poder disciplinar em relação aos alunos, de acordo com o previsto na Lei nº 39/2010, de 2 de Setembro; iv. Intervir nos termos da lei no processo de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente; v. vi. Proceder à Avaliação de Desempenho do Pessoal Não Docente. Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei.

h) O Director exerce ainda as competências que lhe forem delegadas pela administração educativa e, eventualmente, pela Câmara Municipal; i) O Director pode delegar e subdelegar no Subdirector e nos Adjuntos as competências referidas nos números anteriores; j) Nas suas faltas e impedimentos, o Director é substituído pelo Subdirector.

8. Direitos do Director
a) O Director goza, independentemente do seu vínculo de origem, dos direitos gerais reconhecidos aos docentes da Escola; b) O Director conserva o direito ao lugar de origem e ao regime de segurança social por que está abrangido, não podendo ser prejudicado na sua carreira profissional por causa do exercício das suas funções, relevando para todos os efeitos no lugar de origem o tempo de serviço prestado naquele cargo.

9. Direitos Específicos
a) O Director, o Subdirector e os Adjuntos gozam do direito à formação específica para as suas funções em termos a regulamentar por despacho do membro do governo responsável pela área da educação; b) O Director, o Subdirector e os Adjuntos mantêm o direito à remuneração base correspondente à categoria de origem, sendo-lhe abonado um suplemento remuneratório REGULAMENTO INTERNO
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pelo exercício de função, a estabelecer nos termos do artigo 54.º do Decreto-lei n.º 75/ 2008.

10. Deveres Específicos
a) Para além dos deveres gerais dos funcionários e agentes da administração pública aplicáveis ao Pessoal Docente, o Director e os Adjuntos estão sujeitos aos seguintes deveres específicos: b) Cumprir e fazer cumprir as orientações da administração educativa; c) Manter permanentemente informada a administração educativa, através da via hierárquica competente, sobre todas as questões relevantes referentes aos serviços; d) Assegurar a conformidade dos actos praticados pelo pessoal com o estatuído na lei e com os legítimos interesses da Comunidade Educativa; e) Manter permanentemente informada a Comunidade Educativa das orientações e legislação que lhe diga respeito.
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11. Subdirector e Adjuntos do Director
O Director é coadjuvado no exercício das suas funções por um Subdirector e por um número de Adjuntos fixado em função da população escolar e do tipo de regime de funcionamento da Escola resultantes da aplicação do artigo 2.º do Despacho n.º 18062/2010 de 3 de Dezembro.

12. Assessorias Técnicas e Pedagógicas do Director
a) Para apoio à actividade do Director, e mediante proposta deste, o Conselho Geral pode autorizar a constituição de assessorias técnico-pedagógicas, para as quais são designados docentes em exercício de funções na Escola. b) Os critérios para a constituição e dotação das assessorias referidas anteriormente, são definidas por despacho do membro do Governo responsável pela área da educação, em função da população escolar e do tipo e regime de funcionamento da Escola.

Artigo 10.º Conselho Pedagógico

1. Definição
O Conselho Pedagógico é o órgão de Coordenação, Supervisão Pedagógica e Orientação Educativa da Escola, nomeadamente nos domínios pedagógico-didácticos, da orientação e acompanhamento dos alunos e da formação inicial e contínua do Pessoal Docente e Não Docente.

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2. Composição
O Conselho Pedagógico tem a seguinte composição: a) Director; b) Subdirector e Adjuntos do Director; c) Coordenadores de Departamento Curricular; d) Coordenadores do Conselho de Docentes do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo; e) Coordenadores do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico; f) Coordenador do Departamento de Educação Especial e Apoios Educativos; g) Coordenador das Actividades Culturais; h) Professor - Bibliotecário; i) Coordenador Plano Tecnológico de Educação; j) Representante da Associação de Pais e Encarregados de Educação; k) Representante do Pessoal Não Docente.
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3. Competências
Ao Conselho Pedagógico compete: a) Elaborar a proposta de Projecto Educativo do Agrupamento de Escolas; b) Apresentar propostas para a elaboração dos Planos Anual e Plurianual de Actividades e pronunciar-se sobre o respectivo Projecto; c) Pronunciar-se sobre a proposta de Regulamento Interno; d) Pronunciar-se sobre as propostas de celebração de contratos de autonomia; e) Elaborar o plano de formação e de actualização do Pessoal Docente e Não Docente, em articulação com o Centro de Formação de Associação de Escolas, e acompanhar a respectiva execução; f) Definir critérios gerais nos domínios da informação e da orientação escolar e vocacional, do acompanhamento pedagógico e da avaliação dos alunos; g) Definir e aprovar, no início do ano lectivo, critérios de avaliação para cada ciclo e ano de escolaridade; h) Avaliar, no final do ano lectivo, os planos de recuperação, acompanhamento e desenvolvimento apresentados pelo Conselho de Turma ou Professor Titular de Turma, depois de analisados no Conselho de Docentes; i) Propor aos órgãos competentes a criação de áreas disciplinares ou disciplinas de conteúdo regional e local, bem como as respectivas estruturas programáticas; REGULAMENTO INTERNO
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j) Definir princípios gerais nos domínios da articulação e diversificação curricular, dos apoios e complementos educativos e das modalidades especiais de educação escolar; k) Adoptar manuais escolares, ouvidos os Departamentos Curriculares e os Conselhos de Docentes; l) Propor o desenvolvimento de experiências de inovação pedagógica e de formação, no âmbito da Escola e em articulação com instituições ou estabelecimentos do ensino superior vocacionados para a formação e a investigação; m) Incentivar e apoiar iniciativas de índole formativa e cultural; n) Definir os critérios gerais a que deve obedecer a elaboração dos horários; o) Definir os critérios de selecção para a contratação de Pessoal Docente e Não Docente, de acordo com o disposto na legislação aplicável; p) Intervir, nos termos da lei, no processo de Avaliação do Desempenho dos Docentes; q) Proceder ao acompanhamento e avaliação da execução das suas deliberações e recomendações; r) Aprovar as normas do seu funcionamento interno; s) Elaborar e aprovar os instrumentos de registo normalizados do Pessoal Docente; t) Eleger os elementos que constituem a Comissão de Coordenação da Avaliação; u) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei ou no Regulamento Interno.
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4. Designação de Representantes
a) Os Coordenadores que integram o Conselho Pedagógico que são designados pelo Director; b) O representante do Pessoal Não Docente é eleito em reunião, do Pessoal Não Docente em exercício efectivo de funções no Agrupamento, expressamente convocada para o efeito pelo Director; c) O representante dos Pais e Encarregados de Educação é designado pela Associação de Pais e Encarregados de Educação. Na inexistência ou inactividade desta organização o representante dos Pais e Encarregados de Educação é eleito, em Assembleia Geral de Representantes dos Pais e Encarregados de Educação dos alunos do Agrupamento; d) Os representantes do Pessoal Docente e Não Docente, dos Pais e Encarregados de Educação e os Alunos no Conselho Geral não podem ser membros do Conselho Pedagógico.

5. Funcionamento
O Conselho Pedagógico reúne: a) Pela primeira vez em cada ano em Setembro, por convocatória do Director, que a ele preside; REGULAMENTO INTERNO
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b) Em sessão ordinária, uma vez por mês, por convocatória do Presidente; c) Em sessão extraordinária, sempre que convocada para o efeito pelo Presidente, por sua iniciativa, a requerimento de dois terços dos seus membros em efectividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do Conselho Geral o justifique; d) A ordem de trabalhos é da competência do Presidente; e) A convocatória é feita com 72 horas de antecedência, sendo a sua publicitação feita nos placards da escola sede, e enviada por correio electrónico para todos os membros; f) Os representantes do Pessoal Não Docente serão dispensados dos seus deveres funcionais e actividades para efeitos de comparência às reuniões pelo tempo da sua duração sempre que as reuniões coincidam com o seu horário de ocupação; g) No prazo de três dias úteis o Presidente deverá proceder à afixação do sumário da acta da reunião; h) Os representantes dos Pais e Encarregados de Educação e os representantes dos Alunos não participam nas reuniões em que sejam tratados assuntos relacionados com a avaliação dos alunos, designadamente, nos casos de apreciação de pedidos de revisão de decisões de Conselhos de Turma; i) Nas reuniões em que sejam tratados assuntos que envolvam sigilo, designadamente sobre matéria de provas de exame ou de avaliação global, apenas participam os membros docentes.
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6. Regime de Faltas
Os membros do Conselho Pedagógico que não compareçam às reuniões são obrigados a apresentar justificação por escrito da respectiva falta atendendo-se ao seguinte: a) As faltas dos membros docentes correspondem a dois tempos lectivos, justificáveis nos termos da lei; b) As faltas dos Pais e Encarregados de Educação são justificadas perante o Presidente do Conselho Pedagógico. Duas faltas injustificadas, consecutivas ou três interpoladas, originam perda de mandato e a sua substituição;

Artigo 11.º Conselho Administrativo

1. Definição
O Conselho Administrativo é o órgão deliberativo em matéria administrativo-financeira da Escola, nos termos da legislação em vigor e é presidido pelo Director.

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2. Composição
O Conselho Administrativo tem a seguinte composição: a) Director, que preside; b) O Subdirector ou um dos Adjuntos do Director, por ele designado para o efeito; c) Chefe dos Serviços de Administração Escolar.
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3. Competências
Compete ao Conselho Administrativo: a) Aprovar o Projecto de Orçamento Anual do Agrupamento de Escolas, em conformidade com as linhas orientadoras definidas pelo Conselho Geral; b) Elaborar o relatório de contas de gerência; c) Autorizar a realização de despesas e o respectivo pagamento, fiscalizar a cobrança de receitas e verificar a legalidade da gestão financeira da Escola; d) Zelar pela actualização do cadastro patrimonial da Escola e do Agrupamento; e) Por deliberação do Conselho Administrativo o Presidente pode autorizar realização de despesas até ao montante de 4,500.0€, sem IVA; f) Exercer as demais competências que lhe estejam atribuídas na lei.

4. Funcionamento
O Conselho Administrativo reúne: a) Em sessão ordinária, uma vez por mês, por convocatória do Presidente; b) Em sessão extraordinária, sempre que convocada para o efeito pelo Presidente, por sua iniciativa ou a requerimento de qualquer dos restantes membros.

Artigo 12.º Coordenação de Estabelecimento
A Coordenação de cada estabelecimento de educação ou de ensino integrado num Agrupamento de Escolas é assegurada por um Coordenador, nomeado pelo Director, conforme o disposto no artigo 24.º do Decreto-Lei 200/2007 de 22 de Maio e de acordo com o estabelecido no n.º 3 do artigo 40.º do Decreto-Lei n.º 75/2008 por um período de quatro anos, podendo ser exonerado a todo o tempo por despacho fundamentado do Director. Só haverá lugar a Coordenador de Estabelecimento nas Escolas de acordo com a legislação vigente. Compete ao Coordenador de Estabelecimento/Escola: a) Coordenar as actividades educativas do estabelecimento, em articulação com a Direcção Executiva; REGULAMENTO INTERNO
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b) Cumprir e fazer cumprir as decisões da Direcção Executiva e exercer as competências que por esta lhe forem delegadas; c) Veicular as informações relativas a Pessoal Docente e Não Docente e aos Alunos; d) Promover e incentivar a participação dos Pais e Encarregados de Educação, dos interesses locais e da autarquia nas actividades educativas; e) Supervisionar os serviços da Acção Social Escolar e das Actividades Extracurriculares; f) Apresentar ao Director, até 30 de Junho de cada ano, um relatório, circunstanciado do trabalho desenvolvido.
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CAPÍTULO III - Estruturas de Orientação Educativa e Supervisão Pedagógica
Artigo 13.º Estruturas de Orientação/Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica
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1. Definição e Composição
As estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica colaboram com o Conselho Pedagógico e com o Director no sentido de assegurar a coordenação, supervisão e acompanhamento das actividades escolares, promover o trabalho colaborativo, intervir na Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente e acompanhar, de forma eficaz o percurso escolar dos alunos na perspectiva da promoção da qualidade educativa. As estruturas de Coordenação Educativa e Supervisão Pedagógica do Agrupamento são as seguintes: a) Departamentos Curriculares e Conselhos de Docentes; b) Grupo de Área Disciplinar; c) Coordenação Pedagógica e de Apoio aos Alunos; d) Conselho de Directores de Turma; e) Conselho de Turma; f) Conselho de Docentes de Estabelecimento; g) Tutoria; h) Articulação Curricular.

Artigo 14.º Departamentos Curriculares e Conselhos de Docentes

1. Definição
O Departamento Curricular e o Conselho de Docentes constituem a estrutura de apoio ao Conselho Pedagógico e à Direcção Executiva, a quem incumbe especialmente o desenvolvimento de medidas que reforcem a articulação interdisciplinar na aplicação dos planos de estudo.

2. Identificação e Composição
Cada Departamento Curricular e Conselho de Docentes é composto por todos os Docentes dos Grupos de Recrutamento que o integram. Cada Departamento Curricular e Conselho de Docentes integra docentes pertencentes a Grupos de Recrutamento específicos, tal como a seguir se enuncia: REGULAMENTO INTERNO
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a) Conselhos de Docentes do ensino Pré-Escolar: grupo 100; b) Conselhos de Docentes do 1º Ciclo do Ensino Básico: grupo 110; c) Departamento de Línguas: grupos: 200, 210, 220, 300, 320, 330; d) Departamento de Ciências Sociais e Humanas: grupos 200, 290, 400, 420, 430, 530; e) Departamento da Matemática e Ciências Experimentais: grupos 230, 500, 510, 520, 530, 540, 550; f) Departamento das Expressões: grupos 240, 250, 260, 530, 600, 620.
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2. Competências
Compete ao Departamento Curricular e Conselho de Docentes: a) Planificar e adequar à realidade do Agrupamento de Escolas a aplicação dos planos de estudo estabelecidos ao nível nacional; b) Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didácticas específicas das disciplinas; c) Assegurar, de forma articulada com outras estruturas de orientação educativa do Agrupamento de Escolas, a adopção de metodologias específicas destinadas ao desenvolvimento quer dos planos de estudo quer das componentes de âmbito local do currículo; d) Analisar a oportunidade de adopção de medidas de gestão flexível dos currículos e de outras medidas destinadas a melhorar as aprendizagens e a prevenir a exclusão; e) Elaborar propostas curriculares diversificadas, em função da especificidade de grupos de alunos; f) Assegurar a coordenação de procedimentos e formas de actuação nos domínios da aplicação de estratégias de diferenciação pedagógica e da avaliação das aprendizagens; g) Identificar necessidades de formação dos docentes; h) Analisar e reflectir sobre as práticas educativas e o seu contexto; i) Analisar e debater questões relativas à adopção de modelos pedagógicos, de métodos de ensino e de avaliação, de materiais de ensino-aprendizagem e de manuais escolares; j) Desenvolver e apoiar projectos educativos de âmbito local e regional, numa perspectiva de investigação-acção, de acordo com os recursos das escolas ou através da colaboração com outras escolas e entidades; k) Colaborar com o Conselho Pedagógico e com a Direcção Executiva na concepção de programas e na apreciação de projectos para a concretização das actividades curriculares; l) Colaborar na definição de objectivos essenciais, bem como na aplicação de provas aferidas, testes intermédios e exames nacionais, no quadro do sistema de avaliação dos alunos; REGULAMENTO INTERNO
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m) Desenvolver medidas no domínio da formação dos Docentes do Departamento, quer no âmbito da formação contínua, quer no apoio aos que se encontram em formação inicial; n) Colaborar com a Direcção Executiva na definição de critérios para atribuição de serviço docente e gestão de espaços e equipamentos; o) Definir os critérios de avaliação dos alunos, por Grupo Disciplinar/Departamento; p) Definir as actividades a constar do Plano Anual e Plurianual de Actividades, relativas aos Grupos Disciplinares que compõem os respectivos Departamentos Curriculares, tendo em conta o Projecto Educativo; q) Os Departamentos Curriculares/Conselhos de Docentes reúnem, ordinariamente, uma vez por mês, em função do Conselho Pedagógico e, extraordinariamente, sempre que convocados pelos Coordenadores ou pelo Director.
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Artigo 15.º Coordenação do Conselho de Docentes e dos Departamentos Curriculares

1. Definição
A Coordenação do Conselho de Docentes e dos Departamentos Curriculares é realizada por docentes, nomeados pelo Director, que possuam, preferencialmente, formação especializada em organização e desenvolvimento curricular ou em supervisão pedagógica e formação de formadores, considerando a sua competência pedagógica e científica, bem como a sua capacidade de relacionamento e liderança. O mandato do Coordenador de Departamento/Coordenador do Conselho de Docentes, tem a duração de quatro anos, podendo, todavia, cessar por exoneração do Director.

2. Competências dos Coordenadores
a) Promover a troca de experiências e a cooperação entre todos os docentes que integram o Conselho de Docentes ou o Departamento Curricular; b) Assegurar a coordenação das orientações curriculares e dos programas de estudo, promovendo a adequação dos seus objectivos e conteúdos à situação concreta da Escola ou Agrupamento de Escolas; c) Promover a articulação com outras estruturas ou serviços da Escola ou Agrupamento de Escolas, com vista ao desenvolvimento de estratégias de diferenciação pedagógica; d) Propor ao Conselho Pedagógico o desenvolvimento de componentes curriculares locais e a adopção de medidas destinadas a melhorar as aprendizagens dos alunos;

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e) Cooperar na elaboração, desenvolvimento e avaliação dos instrumentos de autonomia do Agrupamento de Escolas; f) Promover a realização de actividades de investigação, reflexão e estudo, visando a melhoria da qualidade das práticas educativas; g) Apresentar à Direcção Executiva um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido; h) Convocar e presidir às reuniões do Conselho de Docentes, do Conselho de Delegados de Grupo e de Departamento; i) Assegurar o cumprimento das normas e orientações legais, emanadas do Director e do Conselho Pedagógico, bem como a programação das actividades escolares que respeitem ao Departamento ou Conselho de Docentes; j) Colaborar com as estruturas de formação contínua e na identificação das necessidades de formação dos Professores do Departamento ou Conselho de Docentes; k) Planificar em colaboração com o Conselho de Delegados de Grupo as actividades a incluir nos Planos Anual e Plurianual de Actividades da Escola e proceder à sua avaliação; l) Participar na execução do relatório final do Plano de Actividades; m) Supervisionar as Actividades de Enriquecimento Curricular nas áreas que integrem os diversos Departamentos; n) Convocar e presidir às reuniões com os professores que leccionam as Actividades de Enriquecimento Curricular no 1.º Ciclo do Ensino Básico que integram o Departamento e que são leccionadas nas escolas que constituem o Agrupamento, bem como assegurar a Coordenação das Orientações Escolares e dos Programas de Estudo; o) Proceder a Avaliação de Desempenho Docente de acordo com a legislação em vigor.
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Artigo 16.º Grupo Disciplinar

1. Definição
O Grupo Disciplinar é constituído pelos docentes que integram o mesmo Grupo de
Recrutamento.

2. Competências do Grupo Disciplinar
a) Propor medidas nos domínios da orientação, acompanhamento e avaliação dos alunos, visando contribuir para o sucesso educativo; b) Seleccionar modelos pedagógicos, métodos de ensino e de avaliação e materiais de ensino/aprendizagem coerentes com o Projecto Educativo da Escola e adequados à variedade dos interesses e capacidades dos alunos; REGULAMENTO INTERNO
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c) Planificar e gerir a implementação dos programas, planos curriculares e as actividades lectivas e acompanhar o seu cumprimento; d) Diagnosticar dificuldades e propor estratégias de intervenção; e) Definir critérios de avaliação para cada ano de escolaridade/disciplina; f) Apresentar propostas para a elaboração do Plano Anual de Actividades; g) Elaborar e aplicar medidas de reforço no domínio das didácticas específicas das disciplinas; h) Elaborar critérios específicos de avaliação, matrizes, provas de avaliação e exames a nível de escola; i) Apreciar e propor a selecção dos manuais escolares das disciplinas da área disciplinar.
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3. Funcionamento
a) O Grupo Disciplinar reúne ordinariamente duas vezes por período lectivo e extraordinariamente sempre que convocados pelos respectivos Delegados, por sua iniciativa, a requerimento de um terço dos seus membros em efectividade de funções ou sempre que um pedido de parecer do Conselho Geral, do Director ou do Conselho Pedagógico o justifique; b) De todas as reuniões devem ser lavradas as respectivas actas.

4. Delegado de Grupo Disciplinar
O Delegado de Grupo Disciplinar é um professor, nomeado pelo Director, anualmente, de entre todos os professores que o integram.

5. Competências do Delegado de Grupo Disciplinar
Compete ao Delegado de Grupo, enquanto orientador e coordenador da actividade pedagógica dos professores do grupo: a) Convocar e presidir às reuniões de Grupo Disciplinar, sempre que as mesmas se revelem necessárias; b) Assegurar o cumprimento, no grupo, das normas e orientações legais e das emanadas do Conselho Pedagógico e do Director, bem como a participação em todas as actividades escolares que respeitem ao grupo; c) Coordenar a planificação das actividades pedagógicas e promover a troca de experiências e a cooperação entre os professores do grupo; d) Promover e acompanhar o desenvolvimento dos planos curriculares; e) Estimular a criação de condições que favoreçam a formação contínua e apoiar os professores menos experientes; REGULAMENTO INTERNO
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f)

Assegurar a direcção de instalações e recursos educativos da disciplina. No caso em que a dimensão e a forma de utilização das instalações e equipamentos o justifiquem, poderá ser criado, pelo Director da Escola, o cargo de Director de Instalações.

Artigo 17.º Coordenação Pedagógica e de Apoio aos Alunos
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1. Definição
A Coordenação Pedagógica e a Orientação dos Alunos é uma estrutura composta pelos Conselhos de Turma, presididos pelo respectivo Director de Turma, e/ou Director dos Cursos de Educação e Formação, e pelo professor Tutor, com uma coordenação ao nível do Pré-Escolar 1.º, 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, apoiadas pelos respectivos Conselhos de Directores de Turma e/ou Coordenação do Conselho de Professores Titulares de Turma. Os Coordenadores são designados pelo Director, de preferência com formação especializada na área da Orientação Educativa ou da Coordenação Pedagógica, com direito a uma redução da componente lectiva até 4 horas semanais a atribuir pelo Director. No Pré-Escolar e no 1.º Ciclo, a redução lectiva prevista é de acordo com a legislação vigente.

2. Competências do Coordenador
a) Convocar e presidir às reuniões do Conselho de Turma/Conselho de Directores de Turma do respectivo nível de ensino; b) Coordenar a acção do respectivo Conselho, integrando estratégias e procedimentos; c) Colaborar com os professores titulares do Pré-Escolar e do 1º Ciclo e com os Directores de Turma e com os serviços de apoio existentes no Agrupamento, na elaboração de estratégias pedagógicas destinadas ao nível de ensino que coordena; d) Assegurar a articulação entre as actividades desenvolvidas pelos Titulares de Turmas, do Pré-Escolar e 1.º Ciclo e pelos Directores de Turma no 2.º e 3.º Ciclos e as realizadas pelos Conselhos de Docentes e pelos Departamentos Curriculares, pelos Serviços Especializados de Apoio Educativo e pelo Núcleo de Projectos de Desenvolvimento Educativo; e) Assegurar o cumprimento pelos Titulares de Turma do Pré-Escolar e 1.º Ciclo e, pelos Directores de Turma das normas e orientações legais, emanadas do Conselho Pedagógico e do Director, bem como genericamente de todas as medidas legais que interessem ao bom funcionamento da escola e à aprendizagem dos alunos; f) Submeter ao Conselho Pedagógico as propostas do Conselho que coordena e analisar o rendimento escolar trimestral dos respectivos alunos;

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g) Colaborar com o Conselho Pedagógico na apreciação de projectos relativos a actividades de complemento curricular; h) Planificar, em colaboração com a Coordenação, as actividades a desenvolver anualmente e proceder à sua avaliação; i) Apresentar ao Director, até 30 de Junho de cada ano, um relatório crítico, anual, do seu trabalho bem como o dos Titulares de Direcção de Turma ou de Sala; j) Veicular, oportunamente, aos Professores Titulares de Turma/Directores de Turma, nomeadamente, no Conselho respectivo, informações diversas e relevantes e deliberações e decisões do Conselho Pedagógico e da Direcção Executiva, respeitantes à coordenação pedagógica das turmas; k) Submeter ao Conselho Pedagógico e/ou à Direcção Executiva as propostas do Conselho de Directores de Turma/Conselho de Docentes; l) Apoiar os Professores Titulares de Turma/Directores de Turma, no exercício das suas funções; m) Divulgar junto dos Professores Titulares de Turma/Directores de Turma, toda a informação necessária ao adequado cumprimento das suas competências; n) Organizar uma pasta com todos os documentos de carácter prático, fundamentais ao exercício do cargo; o) Assegurar a manutenção actualizada das actas do respectivo Conselho.
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Artigo 18.º Conselho de Directores de Turma

1. Definição
O Conselho de Directores de Turma do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico é uma estrutura de apoio aos respectivos Coordenadores para as questões relativas à orientação educativa dos alunos.

2. Constituição
O Conselho de Directores de Turma do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico é constituído, respectivamente, por todos os Directores de Turma do 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e presididos pelos respectivos Coordenadores.

3. Funcionamento
O Conselho de Directores de Turma do 2.º e 3.º Ciclos reúne, ordinariamente, antes do início do ano lectivo, antes das reuniões de conselhos de turma intercalares e antes das reuniões de avaliação no final de cada um dos períodos lectivos e, ainda, no final do ano lectivo. O Conselho de Directores de Turma reúne, extraordinariamente, sempre que convocados pelos Coordenadores ou pelo 2010-2012 REGULAMENTO INTERNO

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Director. Sempre que se justifique, o professor de Educação Especial poderá fazer parte do Conselho.

4. Nomeação
Os Directores de Turma são nomeados pelo Director, de entre os professores da turma, tendo em conta o seu perfil, a sua competência pedagógica e capacidade de relacionamento, com uma redução da componente lectiva de duas horas a atribuir pelo Director.
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5. Competências
Compete ao Director de Turma: a) Assegurar a articulação entre os Professores da turma e com os Alunos, Pais e Encarregados de Educação; b) Promover a comunicação e formas de trabalho cooperativo entre professores e alunos; c) Coordenar, em colaboração com os docentes da turma, a adequação de actividades, conteúdos, estratégias e métodos de trabalho à situação concreta do grupo e à especificidade de cada aluno; d) Articular as actividades da turma com os Pais e Encarregados de Educação promovendo a sua participação; e) Coordenar o processo de avaliação dos alunos garantindo o seu carácter globalizante e integrador; f) Apresentar à Direcção Executiva um relatório crítico, anual, do trabalho desenvolvido; g) Acompanhar e intervir no processo ensino aprendizagem, zelando pela qualidade da educação e formação de cada um dos alunos das respectivas turmas; h) Responsabilizar-se pela elaboração e conservação dos dossiês individual do aluno e de turma, facultando o acesso dos mesmos na sua presença aos professores, alunos e Encarregados de Educação ou outros intervenientes legais no processo de aprendizagem, garantindo a confidencialidade quando aplicável aos dados nele contido e entregá-lo no final do ano lectivo à guarda dos Serviços de Administração Escolar; i) Coordenar o processo de tomada de decisões relativas à avaliação sumativa dos alunos, garantindo o seu carácter globalizante e o respeito pelos critérios de avaliação legalmente estabelecidos; j) Propor à Direcção Executiva a mobilização de recursos existentes na Escola, com vista a desencadear respostas adequadas às necessidades de complemento e reforço educativo dos alunos;

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k) Operacionalizar o direito de participação dos Pais e Encarregados de Educação no processo ensino aprendizagem dos respectivos educandos e, especialmente, no seu processo de avaliação adoptando, entre outros, os seguintes procedimentos: i. ii. Marcação de uma hora semanal de atendimento aos Encarregados de Educação; Realização de quatro reuniões plenárias anuais com Pais e Encarregados de Educação, sendo uma no início do ano lectivo e as restantes nos primeiros quinze dias após os momentos de avaliação trimestral; iii. Realização de reuniões alargadas à presença de todos os Pais e Encarregados de Educação e, extraordinariamente, sempre que requerida por dois terços dos Pais e Encarregados de Educação dos alunos da turma ou o Director de Turma ou Director da Escola se o entenderem, nos termos definidos no presente Regulamento Interno; l) Superintender a elaboração e actualização do Projecto Curricular de Turma, adequando-o ao Projecto Curricular de Agrupamento e aos alunos da turma; m) Proceder de acordo com o estatuto do aluno no que diz respeito, designadamente, à não justificação ou excesso grave de faltas; n) Conduzir o processo que leve ao desenvolvimento da Área de Projecto1; o) Participar ao Director situações de comportamentos consideradas graves ou muito graves para posterior procedimento disciplinar; p) Preparar as reuniões de Conselho de Turma de avaliação dos alunos; q) Preparar o processo de renovação de matrículas; r) Exercer as demais competências que lhe forem conferidas pela lei e pelo presente Regulamento Interno.
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Artigo 19.º Conselho de Turma

1. Definição
O Conselho de Turma é constituído por todos os professores da turma, por um Delegado dos Alunos e por um Representante dos Pais, sendo presidido pelo Director de Turma. Nas reuniões destinadas à avaliação sumativa dos alunos apenas participam os membros docentes.

2. Funcionamento
Periodicidade das reuniões do Conselho de Turma:

1

Vigora apenas no ano lectivo 2010/2011

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a) No final de cada período lectivo para proceder à avaliação sumativa dos alunos por convocatória do Director; b) No início do ano lectivo ou sempre que convocado pelo respectivo Director de Turma para efeitos de elaboração e adequação do Projecto Curricular de Turma; c) Sempre que convocado pelo Director por sua iniciativa ou a pedido do respectivo Director de Turma.
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3. Competências
São competências do Conselho de Turma as que a seguir se enunciam: a) Analisar a situação da turma e identificar características específicas dos alunos a ter em conta no processo de ensino e aprendizagem; b) Planificar o desenvolvimento das actividades e realizar com os alunos em contexto de sala de aula; c) Identificar diferentes ritmos de aprendizagem e necessidades educativas especiais dos alunos, promovendo a articulação com os respectivos serviços especializados de apoio educativo, em ordem à sua superação; d) Assegurar a adequação do currículo às características específicas dos alunos, estabelecendo prioridades, níveis de aprofundamento e sequências adequadas; e) Adoptar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos alunos; f) Conceber e delinear actividades em complemento do currículo proposto; g) Preparar informação adequada, a disponibilizar aos Pais e Encarregados de Educação, relativa ao processo de aprendizagem e avaliação dos alunos; h) Conceber, aprovar e avaliar o Projecto Curricular de Turma, adequando-o ao Projecto Curricular de Agrupamento e respectivos alunos; i) Avaliar as aprendizagens realizadas e as competências adquiridas pelos alunos, formulando juízos legais no caso da avaliação sumativa ou colaborando com os professores da turma para efeitos de avaliação formativa; j) Emitir parecer sobre a eventual progressão de um aluno dentro da escolaridade obrigatória que tenha o limite legal de faltas de acordo com a legislação em vigor; k) Desenvolver iniciativas, nomeadamente através da planificação, acompanhamento e avaliação de projectos de carácter interdisciplinar que favoreçam o funcionamento das Áreas Curriculares Não Disciplinares em articulação com os Departamentos Curriculares;

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l) Colaborar com o Director de Turma na elaboração dos planos de recuperação e/ou acompanhamento a cumprir pelos alunos em situação de insucesso, ou no plano de desenvolvimento dos alunos que apresentem capacidades excepcionais de aprendizagem; m) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no presente Regulamento Interno.
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Artigo 20.º Conselho de Docentes de Estabelecimento

1. Definição
O Conselho de Docentes de Estabelecimento integra todos os docentes que aí prestam serviço.

2. Funcionamento
O Conselho de Docentes reúne: a) Em sessão ordinária no início de cada ano lectivo e no final de cada período; b) Sempre que convocado pelo Director ou pelo Coordenador de Estabelecimento; c) Em sessão extraordinária, nos primeiros quinze dias do mês de Janeiro, para proceder à avaliação de alunos, de quem tenha sido pedida a progressão de ano.

3. Competências
a) Avaliar a dinâmica global das turmas e da Escola; b) Analisar a situação da turma e identificar características específicas dos alunos a ter em conta no processo de ensino e aprendizagem; c) Proceder à avaliação dos alunos; d) Planificar o desenvolvimento das actividades a realizar com os alunos em contexto de sala de aula; e) Identificar diferentes ritmos de aprendizagem e necessidades educativas especiais dos alunos, promovendo a articulação com os respectivos serviços especializados de apoio educativo, em ordem à sua superação; f) Assegurar a adequação do currículo às características específicas dos alunos, estabelecendo prioridades, níveis de aprofundamento e sequências adequadas; g) Adoptar estratégias de diferenciação pedagógica que favoreçam as aprendizagens dos alunos; h) Conceber e delinear actividades em complemento do currículo proposto; i) Preparar informação adequada, a disponibilizar aos Pais e Encarregados de Educação, relativa ao processo de aprendizagem e avaliação dos alunos; REGULAMENTO INTERNO
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j) Conceber, aprovar e avaliar o Projecto Curricular de Turma, adequando-o ao Projecto Curricular de Agrupamento e respectivos alunos; k) Avaliar as aprendizagens realizadas e as competências adquiridas pelos alunos, formulando juízos legais no caso da avaliação sumativa ou colaborando com os professores da escola para efeitos de avaliação formativa; l) Exercer as demais competências que lhe forem atribuídas na lei e no presente Regulamento Interno.
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Artigo 21.º Tutoria

1. Definição
Entende-se a acção de tutoria como uma dinâmica colaborativa em que intervêm diferentes actores (alunos, docentes e encarregados de educação) com diferentes graus de implicação, de forma a resolver dificuldades de aprendizagem dos alunos, de facilitar a sua integração na Escola e nos grupos-turma e de atenuar eventuais situações de conflito.

2. Designação do Professor Tutor
A figura do Professor Tutor deve ser entendida como a de um profissional que conhecendo bem os currículos e as opções dos alunos e das suas famílias, promove as acções necessárias para ajustar posições e expectativas.

A designação do Professor Tutor pela Direcção deverá ter em conta os seguintes aspectos: a) Ser docente profissionalizado com experiência adequada; b) Ter facilidade em relacionar-se, nomeadamente com os alunos e respectivas famílias; c) Ter capacidade de negociar e mediar em diferentes situações e conflitos; d) Ter capacidade de trabalhar em equipa; e) Ser coerente, flexível e persistente; f) Conhecer em profundidade o nível de escolaridade do grupo de alunos; g) Ter capacidade para proporcionar experiências enriquecedoras e gratificantes para os alunos; h) Comprometer os alunos e fazê-los participar na definição de objectivos, tornando-os mais responsáveis; i) Fomentar um ensino participativo, de forma a desenvolver nos alunos o sentimento de serem agentes da sua aprendizagem; REGULAMENTO INTERNO
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j) Criar um clima de interacção em que os alunos se sintam livres para se expressarem; k) Criar pontes com a comunidade enquadrando, se necessário, apoio externo.

3. Competências do Professor Tutor
a) Acompanhar de forma individualizada o processo educativo de um grupo restrito de alunos, de preferência ao longo do seu percurso escolar; b) Facilitar a integração dos alunos na escola e na turma fomentando a sua participação nas diversas actividades; c) Contribuir para o sucesso educativo e para a diminuição do abandono escolar, conforme previsto no Projecto Educativo da Escola; d) Aconselhar e orientar no estudo e nas tarefas escolares; e) Atender às dificuldades de aprendizagem dos alunos para propor, sempre que necessário, adaptações curriculares, em colaboração com os professores e os serviços especializados de Apoio Educativo; f) Coordenar as adaptações curriculares, individuais ou de grupo, que o Conselho de Turma ou os serviços especializados de Apoio Educativo considerarem pertinentes; g) Promover a articulação das actividades escolares dos alunos com outras actividades formativas; h) Esclarecer os alunos sobre o mundo laboral e os procedimentos de acesso ao mesmo, promovendo atitudes de empreendedorismo; i) Esclarecer os alunos sobre as suas possibilidades educativas e os percursos de educação e formação disponíveis; j) Ensinar os alunos a expressarem-se, a definirem objectivos pessoais, a auto avaliarem-se de forma realista e a serem capazes de valorizar e elogiar os outros; k) Trabalhar de modo mais directo e personalizado com os alunos que manifestem um baixo nível de auto estima ou dificuldade em atingirem os objectivos definidos; l) Aplicar questionários/outras metodologias de análise que propiciem um conhecimento aprofundado das características próprias dos alunos designadamente, dados pessoais e familiares, dados relevantes sobre a sua história escolar e familiar, características pessoais (interesses, motivações, «estilo» de aprendizagem, adaptação familiar e social, integração no grupo-turma, problemas e inquietudes, necessidades educativas; m) Facilitar a cooperação educativa entre os docentes da (s) turma (s) e os Pais/Encarregados de Educação dos alunos;
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n) Implicar os docentes das disciplinas em que os alunos revelam maiores dificuldades em actividades de apoio à recuperação; o) Implicar os Pais/Encarregados de Educação em actividades de controlo do trabalho escolar e de integração e orientação dos seus educandos; p) Informar, sempre que solicitado, os Pais/Encarregados de Educação, o Conselho de Turma e os alunos sobre as actividades desenvolvidas e o concomitante rendimento; q) Desenvolver a acção de tutoria de forma articulada, quer com a família, quer com os serviços especializados de apoio educativo, designadamente os Serviços de Psicologia e Orientação; r) Elaborar relatórios periódicos (um por período) sobre os resultados da acção de tutoria, a serem entregues na Direcção Executiva para esclarecimento dos Conselhos de Turma, do Conselho Pedagógico e da família. Os relatórios devem ser elaborados numa linguagem clara e sem tecnicismos.
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Artigo 22.º Articulação Curricular

1. Definição
De acordo o enquadramento legal em vigor, um dos critérios subjacentes à constituição de Agrupamentos de Escolas obedece à articulação curricular entre níveis e ciclos educativos. Assim, neste Agrupamento, a articulação curricular entre Pré-Escolar, 1º, 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico segue os seguintes procedimentos:

2. Dinâmica
a) Reunião no início do ano com os grupos de trabalho que integram um elemento de cada Ciclo no sentido de se proceder à articulação vertical; b) Articulação de competências, conteúdos, procedimentos e estratégias pedagógicas; c) Realização de actividades conjuntas integradas no Plano Anual de Actividades; d) Reunião no final de cada período no sentido de se proceder a ajustes e novas linhas de articulação. Reflexão acerca dos processos e avaliação dos seus resultados; e) Apresentação, por parte da supervisora, no início do segundo e terceiros períodos, em Conselho Pedagógico, de uma avaliação intercalar; f) Apresentação, pela supervisora, em Conselho Pedagógico, de um Relatório Final.

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Artigo 23.º Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho (CCAD)

1. Definição
A Avaliação de Desempenho Docente é coordenada e directamente acompanhada por uma Comissão de Coordenação, constituída no âmbito do Conselho Pedagógico e na qual devem estar assegurados os níveis de ensino existentes no Agrupamento.
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2. Composição
Integram a Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho: a) O Presidente do Conselho Pedagógico que preside; b) Três outros docentes do mesmo conselho eleitos de entre os respectivos membros.

3. Competências
a) Assegurar a aplicação objectiva e coerente do sistema designadamente tomando em consideração o Projecto Educativo e o Plano Anual de Actividades, bem como as especificidades do Agrupamento e as recomendações do Conselho Científico para a Avaliação de Professores; b) Elaborar a proposta de instrumentos de registo de Avaliação Desempenho Docente; c) Assegurar o respeito pela aplicação das percentagens máximas fixadas no cumprimento do artigo 46º do ECD; d) Para efeitos da alínea do número anterior a CCAD deve transmitir a todos os Relatores as orientações adequadas a fim de garantir que as propostas de avaliação final respeitem as referidas percentagens.

Artigo 24.º Júri Avaliação Desempenho Docente

1. Definição
A Avaliação de Desempenho compete a um Júri de avaliação composto pelos membros da CCAD e por um Relator, designado pelo Coordenador de Departamento Curricular a que pertença o avaliado. O Coordenador de Departamento Curricular coordena e supervisiona o trabalho desenvolvido pelos Relatores do seu Departamento.

2. Escolha do Relator
A escolha do Relator deve obedecer aos seguintes critérios:

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a) Pertencer ao mesmo Grupo de Recrutamento do avaliado e ter posicionamento na carreira e grau académico iguais ou superiores ao deste, sempre que possível; b) Ser, preferencialmente, detentor de formação especializada em Avaliação de Desempenho; c) Quando se trate da Avaliação de Docente com posicionamento mais elevado na carreira, o Relator é o próprio Coordenador de Departamento, desde que pertença ao mesmo Grupo de Recrutamento, ou, quando não seja o caso, o docente do mesmo Grupo de Recrutamento com posicionamento na carreira mais próximo do avaliado.
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3. Competências do Júri
Compete ao Júri de avaliação o seguinte: a) Proceder à atribuição fundamentada da classificação final a cada avaliado, sob proposta do Relator; b) Emitir recomendações destinadas à melhoria da prática pedagógica e à qualificação do desempenho profissional dos avaliados; c) Aprovar o programa de formação para os docentes aos quais seja atribuída a menção de Regular ou Insuficiente; d) Apreciar e decidir as reclamações. As decisões do Júri são tomadas por maioria simples.

Artigo 25.º Outras Estruturas de Coordenação Educativa Departamento de Educação Especial

1. Definição
O Departamento de Educação Especial integra docentes com formação especializada nessa área (Grupo de Recrutamento 910, 920 ou 930) e a sua acção visa a inclusão educativa e social, o acesso e o sucesso educativo, a autonomia a estabilidade emocional, bem como a promoção da igualdade de oportunidades, a preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida profissional e para uma transição da escola para o emprego das crianças e dos jovens com necessidades educativas especiais.

2. Coordenação
O Departamento de Educação Especial e Apoios Educativos é coordenado por um docente, que exerça funções no âmbito da Educação Especial (Grupo de Recrutamento 910, 920 ou 930), que é nomeado para esse efeito pelo Director.

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3. Objectivos da Educação Especial
De acordo com o n.º 2 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2008 de 12 de Maio, a Educação Especial tem por objectivos: a) A inclusão educativa e social; b) O acesso e o sucesso educativo; c) A autonomia; d) A estabilidade emocional; e) A promoção da igualdade de oportunidades; f) A preparação para o prosseguimento de estudos ou para uma adequada preparação para a vida pós escolar ou profissional.
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4. Grupo – Alvo da Educação Especial
A Educação Especial tem como grupo-alvo todos e cada um dos alunos que apresentam limitações significativas ao nível da actividade e da participação num ou vários domínios de vida, decorrentes de alterações funcionais e estruturais de carácter permanente resultando em dificuldades continuadas ao nível da comunicação, autonomia, da aprendizagem, da mobilidade, do relacionamento interpessoal e da participação social (Artigo 1.º Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2008 de 12 de Maio).

5. Organização e Respostas Educativas
A Educação Especial é assegurada no Agrupamento de acordo com a legislação em vigor, designadamente o Decreto-Lei n.º 3/2008 de 7 de Janeiro com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2008 de 12 de Maio, em estreita articulação com o Projecto Educativo e Planos Anual e Plurianual de Actividades. A Educação Especial, enquanto apoio especializado, pode implicar: a) Definição de medidas educativas adequadas às necessidades desses alunos; b) Adaptação de estratégias, recursos, conteúdos, processos, procedimentos e instrumentos, bem como a utilização de tecnologias de apoio; c) Possibilidade de beneficiarem de adequações de carácter organizativo, traduzidas numa modalidades específica de educação – Unidade de apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdocegueira congénita (artigo 26.º do Capítulo V do Decreto-Lei n.º3/2008 de 7 de Janeiro); d) Nos casos em que as respostas ao nível do Agrupamento de Escolas se revelem comprovadamente insuficientes em função do tipo e grau de deficiência do aluno, os REGULAMENTO INTERNO
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intervenientes, no processo de referenciação e de avaliação, podem propor a frequência de uma Instituição de Educação Especial (ponto 7 do artigo 4.º da Lei 21/2008 de 12 de Maio).

6. Recursos Humanos e Competências
Os apoios especializados são prestados por docentes, preferencialmente com formação especializada na área de Educação Especial (Grupos de Recrutamento 910, 920 e 930), dispensados total ou parcialmente da sua componente lectiva. Cumpre aos docentes de Educação Especial colocar em prática competências de análise crítica da Escola e das suas dinâmicas, competências de intervenção, de formação e de supervisão, competências de avaliação e competências de consultoria. Assim, compete ao docente de Educação Especial: a) Leccionar as áreas específicas (leitura e escrita em Braille, orientação e mobilidade, treino de visão e actividade motora adaptada, Língua Gestual Portuguesa), bem como os conteúdos conducentes à autonomia pessoal e social dos alunos; b) Fazer a antecipação e reforço das aprendizagens, a elaboração e adaptação de materiais, no domínio da leitura e escrita transversal ao currículo; c) Interpretar a Escola e a organização do currículo à luz dos contributos teóricos das ciências da educação na vertente das necessidades educativas especiais; d) Fundamentar o processo de tomada de decisão em procedimentos de investigação e de inovação educacional; e) Posicionar-se face a modelos de resposta às necessidades educativas especiais e aos quadros conceptuais que os fundamentam; f) Identificar as necessidades educativas especiais, dos alunos com limitações significativas ao nível da actividade e participação, num ou vários domínios da vida (aprendizagem, autonomia, relacionamento interpessoal, participação social), decorrentes de alterações funcionais ou estruturais de carácter permanente; g) Aplicar técnicas de aconselhamento e de diferenciação pedagógica; h) Apoiar activamente a diversificação de estratégias e de métodos educativos, de forma a promover o desenvolvimento e a aprendizagem das crianças e dos jovens; i) Proceder a transformações e adaptações do currículo regular decorrentes das Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente; j) Desenvolver, como docente, programas em áreas específicas de aprendizagem ou no âmbito de intervenções curriculares específicas;
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k) Elaborar em parceria com o docente do grupo ou turma, e com os Encarregados de Educação, o Programa Educativo Individual (PEI) dos alunos com Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente; l) Incrementar o desenvolvimento das medidas relativas a crianças e jovens com Necessidades Educativas Especiais de carácter permanente, previstas no Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 21/2008 de 12 de Maio; m) Apoiar a preparação dos alunos para o prosseguimento de estudos ou para a vida pós escolar ou profissional; n) Organizar programas de educação parental e intervir em processos de envolvimento dos pais na educação precoce, na educação escolar e na formação profissional dos seus filhos, de acordo com o previsto na dinâmica de inclusão educacional e social do Agrupamento inscrita no Projecto Educativo de Agrupamento; o) Intervir na melhoria das condições e do ambiente educativo da Escola numa perspectiva de fomento da qualidade e da inovação educativa; p) Dinamizar a concepção e o desenvolvimento do Projecto Educativo do Agrupamento de modo a que este responda às características da população escolar e mobilize os recursos locais existentes; q) Apoiar a formação contínua de professores de ensino regular e cooperar na formação dos professores especializados e dos órgãos de Administração e Gestão das Escolas; r) Apoiar, quando que solicitado, os docentes de ensino regular em tarefas de diferenciação pedagógica, para uma melhor gestão de turmas heterogéneas em processos de educação inclusiva, numa perspectiva de escola para todos; s) Participar na avaliação das Necessidades Educativas Especiais dos alunos tendo como referenciais a Classificação Internacional de Funcionalidade - Crianças e Jovens (CIF-CJ), as orientações curriculares e o currículo bem como os padrões do desenvolvimento biopsicossocial; t) Apoiar os órgãos de Direcção Executiva e de Coordenação Pedagógica das escolas e os professores na concepção de Projectos Educativos e Curriculares que propiciem uma gestão flexível dos currículos e a sua adequação às realidades locais, aos interesses e às capacidades dos alunos; u) Assessorar e apoiar os Centros de Formação das Associações de Escolas no planeamento e execução de programas de formação;
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v) A referenciação e avaliação assumem um carácter prioritário e obrigatório, devendo os docentes dar prioridade à sua execução sobre toda a actividade docente, integrando-a na componente não lectiva do seu horário de trabalho.

Artigo 26.º Apoios Educativos
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1. Definição
O Apoio Educativo visa responder às dificuldades no processo de ensino-aprendizagem, de carácter temporário, que podem ser colmatadas através de medidas de apoio educativo, não reclamando, por isso, uma intervenção especializada de educação especial. O Apoio Educativo engloba um conjunto de medidas variadas, orientadas para a promoção do sucesso pessoal e educativo dos alunos, para a prevenção de comportamentos de risco e para a dissuasão do abandono escolar.

2. Grupo-alvo dos Apoios Educativos
Alunos que apresentam limitações na actividade e participação em contexto escolar que condicionam o seu sucesso educativo.

3. Organização e Respostas Educativas
O Apoio Educativo traduz-se na disponibilização de medidas de docência de apoio ao ensino e aprendizagem, de carácter pedagógico e didáctico, organizadas de forma integrada, para complemento e adequação do processo normal de ensino e aprendizagem, destinadas a suprir as dificuldades na aprendizagem. O Apoio Educativo assegura, ainda, as condições essenciais para o desenvolvimento com o sucesso do ensino e aprendizagem e para a integração na comunidade escolar das crianças e jovens estrangeiros residentes em Portugal, em especial daqueles que não falam português. O Apoio Educativo traduz-se designadamente em: a) Actuações de diferenciação, individualmente ou em conjuntos de crianças ou jovens, dentro do grupo ou da sala de aula; b) Apoio Pedagógico Acrescido por parte de um segundo docente que lecciona a disciplina onde o aluno apresenta problemas no processo de ensino aprendizagem. As sessões de Apoio Pedagógico Acrescido fora do grupo ou da sala de aula devem ficar registadas no horário do docente e no processo individual da criança ou jovem; c) Utilização de materiais didácticos e de Tecnologias da Informação e Comunicação adequados e diversificados; d) Apoio por um professor tutor; REGULAMENTO INTERNO
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e) Frequência da sala de estudo.

4. Recursos Humanos e Competências
Os Apoios Educativos são levados a efeito por docentes, de qualquer Grupo Disciplinar, a quem compete apoiar o processo de ensino aprendizagem e de desenvolvimento biopsicossocial dos alunos que apresentam dificuldades temporárias ao nível da actividade e participação em contexto escolar, colocando em prática as medidas previstas no presente Regulamento Interno.
48

Artigo 27.º Serviços de Psicologia e Orientação (SPO)

1. Definição
Os Serviços de Psicologia e Orientação (SPO) são unidades especializadas de Apoio Educativo que actuam em estreita articulação com os outros serviços especializados (Decreto-lei n.º 190/91 de 17 de Maio).

2. Grupo - Alvo do Serviço de Psicologia e Orientação
O SPO tem um âmbito de intervenção claramente alargado, podendo desenvolver acções dirigidas a uma diversidade de alvos recorrendo a metodologias variadas. O SPO intervém relativamente a todas as tarefas de desenvolvimento inerentes ao nível etário dos alunos com que trabalha, tendo em conta os diversos contextos de vida mutuamente interdependentes. Daí que a intervenção não se realiza apenas junto dos alunos, sendo alargada a toda a Comunidade Educativa e em articulação com outros serviços e Instituições.

3. Organização e Intervenção
O SPO desenvolve a sua actividade de acordo com um plano actividades elaborado anualmente em articulação com o Plano Anual de Actividades do Agrupamento. Os profissionais que integram este serviço dispõem de autonomia técnica e cientifica e trabalham em articulação com os restantes serviços especializados. As áreas de intervenção do Psicólogo em contexto escolar são as seguintes: a) Orientação Escolar e Profissional (OEP) A Orientação Escolar e Profissional tem por objectivo acompanhar o aluno no processo de desenvolvimento da sua identidade pessoal e do seu projecto de vida, nomeadamente ajudar a identificar o percurso formativo mais adequado às suas necessidades e características e apoiar no processo de tomada de decisão vocacional. A OEP tem um papel fundamental na orientação dos alunos, em colaboração com outros agentes educativos (Professores, Pais e/ou Encarregados de Educação). A intervenção no âmbito da Orientação Escolar e Profissional abrange todos os níveis de escolaridade e actividades diversificadas. REGULAMENTO INTERNO
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b) Apoio psicopedagógico (AP) O Psicólogo em contexto escolar intervém a nível psicológico e psicopedagógico, na observação, avaliação, orientação e apoio dos alunos, promovendo a cooperação de Professores, Pais e/ou Encarregados de Educação em articulação com os recursos da comunidade. Este apoio tem como objectivo a colaboração na identificação, análise e resolução de problemáticas, tais como: dificuldades de aprendizagem, dificuldades de relacionamento interpessoal, perturbações de desenvolvimento e personalidade, problemas de comportamento. As acções desenvolvidas no âmbito do apoio psicológico e psicopedagógico, nas modalidades de intervenção individual e de grupo, estão integradas nos métodos directos e/ou indirectos de intervenção psicológica, podendo assumir um carácter remediativo ou preventivo-desenvolvimental. c) Aconselhamento/Consultoria à Comunidade Educativa O SPO assegura na prossecução das suas atribuições, o apoio ao desenvolvimento do sistema de relações interpessoais no interior da Escola e entre esta e a comunidade. Desenvolve acções que visem: colaborar, na sua área de especialidade, com os órgãos de Direcção, Administração e Gestão da Escola; colaborar em todas as acções comunitárias destinadas a eliminar e prevenir o abandono escolar precoce; colaborar com Professores, Pais e/ou Encarregados de Educação e outros agentes educativos, na perspectiva do seu aconselhamento psicossocial e estabelecer articulações com outros serviços especializados de apoio educativo necessários ao desenvolvimento de planos educativos individuais. A intervenção integra métodos indirectos de intervenção psicológica e constitui um excelente complemento de acções desenvolvidas em outras áreas de intervenção através da promoção de competências, do trabalho em equipa, mobilização de grupos e desenvolvimento de estratégias concertadas e articuladas entre os vários agentes na resolução de problemas da Comunidade Educativa. d) Parcerias/Colaboração com outros Serviços da Comunidade O SPO assegura o apoio ao desenvolvimento do sistema de relações entre a escola e a comunidade, articulando a sua acção com outros serviços especializados, nomeadamente no âmbito da Saúde e da Segurança Social, da Educação, de Formação Profissional, Autarquias, Empresas, entre outros. Esta área de intervenção, constitui um excelente complemento de acções desenvolvidas em outras áreas de intervenção através da constituição de equipas de trabalho multidisciplinares, mobilização de grupos e desenvolvimento de estratégias concertadas e articuladas entre os vários agentes na resolução de problemas da Comunidade Educativa. e) Actividades de Formação REGULAMENTO INTERNO
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O SPO colabora e participa, na sua área de especialidade, em experiências pedagógicas, bem como em projectos de investigação e em acções de formação do Pessoal Docente e Não Docente. Estas acções deverão ser dirigidas às características e necessidades de cada Comunidade Educativa, evidenciadas no respectivo Projecto Educativo de Escola. f) Desenvolvimento de Projectos O SPO tendo em conta a sua formação especializada e a prossecução das suas atribuições e objectivos, assume frequentemente uma intervenção activa no planeamento, organização e implementação de variados projectos que se pretendam desenvolver na Comunidade Educativa.
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4. Recursos Humanos e Competências
O SPO é assegurado por um Psicólogo contratado para o efeito a quem cumpre desenvolver a sua actividade de acordo com um plano actividades elaborado anualmente em articulação com o Plano Anual de Actividades do Agrupamento e implementar as medidas e dinâmicas constantes no presente Regulamento Interno. O profissional que integra este serviço dispõe de autonomia técnica e científica. O Psicólogo Escolar, no âmbito da sua função de acompanhamento a alunos com Necessidades Educativas Especiais e de alunos que apresentam distúrbios que justifiquem acompanhamento, devidamente autorizado pelos Encarregados de Educação, deve ter acesso livre ao dossiê individual do aluno, sem prejuízo do dever de sigilo a que está comprometido por lei.

Artigo 28º Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa(GACE)

1. Definição
O Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa (G.A.C.E) objectiva o exercício alargado de apoio a Alunos, Pessoal Docente e Não Docente e outros agentes que se relacionem directa ou indirectamente com o educando, melhorando a rede de relações recíprocas indispensáveis ao desenvolvimento pessoal, interpessoal e comunitário no contexto escolar. Procura promover o diálogo entre todos os intervenientes no processo educativo, aproximando a Família/Encarregados de Educação e a Escola no acompanhamento e optimização do percurso escolar dos alunos, fomentando oportunidades paralelas de enriquecimento e melhoria da sua performance enquanto educando. Pretende ainda congregar a colaboração de outros serviços e instituições cujo contributo se revele importante. Ao Gabinete compete, juntamente com os órgãos Pedagógicos e de Gestão da Escola, o acompanhamento da execução de medidas correctivas, o prosseguimento dos objectivos da integração e da boa vivência escolares, bem como a realização, promoção ou dinamização de iniciativas próprias, no combate à exclusão, violência e indisciplina. REGULAMENTO INTERNO
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2. Organização e Respostas
O G.A.C.E integra nas suas funções uma equipa multidisciplinar, instituída por uma parceria entre Professores, Educação Especial e Serviço de Psicologia. Concebe-se como um espaço de acolhimento/acção/intervenção, que auxilia o aluno na resolução de problemas de natureza diversa, constituindo um recurso humano e material para a informação, esclarecimento e o devido encaminhamento relativamente aos principais tipos de preocupações das crianças e jovens. A sua estrutura estende-se ao atendimento a pais e demais membros da Comunidade Educativa que incorporam o sistema alargado de relações do aluno, com influência no seu processo educativo e ajustamento à Escola.
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Artigo 29º Serviços Médico-Pedagógicos (SMP)

1. Definição
Os Serviços Médico-Pedagógicos visam, fundamentalmente, colaborar com as restantes estruturas de apoio especializados, no rastreio, despiste e intervenção em situações que evidenciem necessidade de aconselhamento médico.

2. Grupo - Alvo dos Serviços Médico Pedagógicos
Os Serviços Médico-Pedagógicos, dado que, para além da sua vertente de intervenção, apresentam também um forte vertente de prevenção primária, possuem um âmbito de actuação alargado – a Comunidade Educativa.

3. Organização e Intervenção
No âmbito da adopção de medidas de protecção e promoção da saúde no meio escolar (Despacho n.º 19737/2005 de 15 de Junho publicado no D.R. n.º 176/2005 de 13 de Setembro e Despacho n.º 25994/2005 de 25 de Novembro, publicado no DR n.º 240/2005 de 16 de Dezembro) e também de acordo com o previsto no protocolo celebrado entre o Ministério da Saúde e o Ministério de Educação, o Agrupamento dispõe de um protocolo de colaboração com o Centro de Saúde de Amarante. No âmbito desse protocolo são desenvolvidas acções nas seguintes áreas prioritárias: alimentação e actividade física, consumo de substâncias psico-activas, sexualidade, infecções sexualmente transmissíveis, designadamente VIH -Sida e violência em meio escolar. Assim, deve a Direcção do Agrupamento designar um professor Coordenador do Projecto da Promoção da Educação para a Saúde (PES), cujas funções passam por dinamizar actividades que visam a promoção para a saúde, fazer a ligação entre os Directores de Turma e a equipa do PES na

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detecção e tratamento de situações problemáticas na escola, promover acções de formação dentro das áreas prioritárias supra-mencionadas, entre outras.

4. Recursos Humanos e Competências
O Agrupamento conta com uma equipa de Educação e Promoção para a Saúde que integra elementos do Agrupamento, respectivamente, um docente - Coordenador, dois elementos da Direcção do Agrupamento, todos os Directores de Turma, Assistentes Operacionais e também elementos do Centro de Saúde, respectivamente Delegada de Saúde, Assistente Social, Nutricionista, Enfermeira. A equipa de Educação e Promoção para a Saúde desenvolve a sua actividade de acordo com um plano actividades elaborado anualmente em articulação com o Plano Anual de Actividades do Agrupamento. Os profissionais que integram este serviço dispõem de autonomia técnica e científica e trabalham em articulação com os restantes serviços especializados.
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Artigo 30º Serviços Sociais

1. Definição
Os Serviços Sociais visam a prestação de apoio nas áreas socioeconómica e educativa dos alunos, sendo compostos pelas valências de Serviços de Assistência Social e Serviços de Apoio Socioeducativo.

2. Grupo - Alvo
Os Serviços de Assistência Social visam, fundamentalmente, a intervenção ao nível do aluno e respectivo agregado familiar, em casos em que se detectem situações de perturbação individual, motivada por factores extra-escolares.

3. Organização e Intervenção
Os Serviços Sociais funcionam com base em protocolos estabelecidos com a Câmara Municipal, Centro de Saúde local e outras instituições de base local (CERCIMARANTE). Os Serviços de Apoio Sócio – Educativo visam, fundamentalmente, a identificação de alunos com carências económicas e a prestação dos apoios inseridos no quadro legal vigente ou outros que se afigurem necessários e que a escola esteja em condições de prestar. Os Auxílios Económicos, da Acção Social Escolar, constituem uma modalidade de apoio sócio educativo destinado aos alunos inseridos em agregados familiares cuja situação económica determina a necessidade de comparticipações para fazer face aos encargos com refeições, livros e outro material escolar e actividades de complemento curricular. Aos alunos do ensino básico, devemos privilegiar os manuais escolares e os auxílios em espécie, através de empréstimos domiciliários de longa duração, quando estes se revelem adequados. REGULAMENTO INTERNO
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Estão previstos os seguintes apoios: a) Os alunos do Pré-Escolar são apoiados pela autarquia através de um subsídio (componente social) às famílias carenciadas que se candidatem ao subsídio social, transporte e alimentação; b) Os alunos do 1.º Ciclo beneficiarão de apoio financeiro da Autarquia Local para aquisição de manuais e material escolar; c) Aos alunos apoiados pelos Auxílios Económicos, da Acção Social Escolar, disponibilizados manuais escolares usados; d) O empréstimo previsto no número anterior, abrange todos os manuais escolares que sejam passíveis de reutilização. podem ser
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4. Recursos Humanos e Competências
Os Serviços Sociais são dirigidos por um Adjunto do Director para tal designado, pelo Director, a quem cumpre genericamente supervisionar a implementação das medidas e dinâmicas constantes no presente Regulamento Interno

Artigo 31º Núcleo de Projectos de Desenvolvimento Educativo (NPDE)

1. Definição
O Núcleo de Projectos de Desenvolvimento Educativo (NPDE) agrega, genericamente, as actividades de complemento curricular e outras, nomeadamente, as desenvolvidas no âmbito de projectos especiais e de clubes pedagógicos.

2. Coordenação
O NPDE será dirigido pelo Coordenador das Actividades Culturais, a nomear pelo Director de entre os professores envolvidos nos diferentes projectos, áreas ou clubes a quem cabe incentivar as actividades do núcleo e promover a sua articulação com o Projecto Educativo do Agrupamento. Ao Coordenador será atribuída uma redução da componente lectiva até 4 horas semanais a determinar pelo Director. O Coordenador apresentará ao Conselho Pedagógico, trimestralmente e no final do ano lectivo um relatório final do desenvolvimento dos projectos. Aos professores responsáveis pelos projectos de desenvolvimento educativo ou pelos clubes pedagógicos poderá ser atribuída, pelo Director, quando o projecto ou actividade o justifique pela sua grande relevância, um redução da componente lectiva até 2 horas semanais, caso essa REGULAMENTO INTERNO
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actividade não seja integrada na componente não lectiva do professor, a que se refere o artigo 79.º do E.C.D.

Artigo 32º Coordenação Plano Tecnológico Educação (PTE)

1. Natureza e constituição das equipas PTE
As Equipas PTE, de acordo com o Despacho n.º700/2009 de 9 de Janeiro, são estruturas de coordenação e acompanhamento dos projectos do PTE ao nível dos estabelecimentos de ensino. Ao Agrupamento de Escolas incumbe adoptar as medidas adequadas à criação, organização e funcionamento das referidas equipas.

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2. Funções das Equipas PTE
As Equipas PTE, no âmbito do previsto no artigo nº 18º do Despacho n.º700/2009 de 9 de Janeiro, exercem as seguintes funções ao nível do respectivo estabelecimento de ensino: a) Elaborar no Agrupamento um plano de acção anual para as Tecnologias de Informação e Comunicação (plano TIC). Este plano visa promover a utilização das TIC nas actividades lectivas e não lectivas, rentabilizando os meios informáticos disponíveis e generalizando a sua utilização por todos os elementos da Comunidade Educativa. Este plano TIC deverá ser concebido no quadro do Projecto Educativo da Escola e integrar o Plano Anual de Actividades, em estreita articulação com o plano de formação; b) Contribuir para a elaboração dos instrumentos de autonomia definidos no artigo 9.º do Decreto -Lei n.º 75/2008, de 22 de Abril, integrando a estratégia TIC na estratégia global do Agrupamento; c) Coordenar e acompanhar a execução dos projectos do PTE e de projectos e iniciativas próprias na área de TIC na educação, em articulação com os serviços regionais de educação e com o apoio das redes de parceiros regionais; d) Promover e apoiar a integração das TIC no ensino, na aprendizagem, na gestão e na segurança ao nível de Agrupamento; e) Colaborar no levantamento de necessidades de formação e certificação em TIC de Docentes e Não Docentes; f) Fomentar a criação e participação dos Docentes em redes colaborativas de trabalho com outros docentes ou agentes da Comunidade Educativa; g) Zelar pelo funcionamento dos equipamentos e sistemas tecnológicos instalados, sendo o interlocutor junto do centro de apoio tecnológico às escolas e das empresas que prestem serviços de manutenção aos equipamentos; REGULAMENTO INTERNO
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h) Articular com os técnicos das Câmaras Municipais que apoiam as escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico dos respectivos Agrupamentos de Escolas.

3. Coordenação
A Coordenação PTE do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é definida de acordo com o disposto no Despacho n.º700/2009 de 9 de Janeiro. Esta coordenação subdivide-se em duas vertentes, a vertente técnica e a vertente pedagógica, sendo assegurada por dois coordenadores que trabalham de forma colaborativa. O Coordenador Pedagógico procura dar resposta às crescentes solicitações na área das TIC, a nível pedagógico nos Agrupamentos de Escolas e o Coordenador Técnico procura responder com eficácia às questões de ordem técnica que vão surgindo. No nosso Agrupamento, a Coordenadora PTE da Escola Sede presta apoio técnico às escolas e Jardins de Infância de 1.º Ciclo. Para além da coordenação PTE, existe também no Agrupamento uma equipa PTE que tem como principal objectivo auxiliar os Coordenadores no cumprimento dos objectivos do PTE.
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4. As Funções dos Coordenadores PTE
a) A nível pedagógico: i. Elaborar no Agrupamento/Escola um plano de acção anual para as TIC (Plano TIC). Este plano visa promover a integração da utilização das TIC nas actividades lectivas e não lectivas, rentabilizando os meios informáticos disponíveis e generalizando a sua utilização por todos os elementos da Comunidade Educativa. Este plano TIC deverá ser concebido no quadro do Projecto Educativo da Escola e do respectivo Plano Anual de Actividades, em conjunto com os órgãos de Administração e Gestão, em articulação e com o apoio do Centro de Formação da Área do Agrupamento/Escola (CFAE's) e de outros parceiros a envolver; ii. Colaborar no levantamento de necessidades de formação em TIC dos professores do Agrupamento/Escola; iii. Identificar as suas necessidades de formação disponibilizando-se para frequentar as acções de formação desenvolvidas; iv. Elaborar, no final de cada ano lectivo, e em conjunto com os parceiros envolvidos, o balanço e a avaliação dos resultados obtidos, a apresentar aos órgãos de Administração e Gestão do Agrupamento e à respectiva Direcção Regional de Educação; v. Articular com os técnicos das Câmaras Municipais que apoiam o 1.º Ciclo do Ensino Básico e Jardins de Infância quando se trata de Agrupamento; REGULAMENTO INTERNO
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i) A nível técnico: i. Zelar pelo funcionamento dos postos de trabalho, servidores e da rede informática do Agrupamento; ii. Usar o serviço do Centro de Apoio TIC às Escolas (Call Centre), para correio institucional e o Serviço do centro de apoio PTE de forma sistemática para os problemas de ordem técnica; iii. Ser o interlocutor junto dos serviços centrais e regionais de educação para todas as questões relacionadas com os equipamentos, manutenção de servidores, redes e conectividade. Para o desempenho destas funções, e caso o entenda necessário, a Direcção Executiva pode atribuir aos Coordenadores PTE um crédito horário. Os Coordenadores PTE serão designados entre os docentes do Agrupamento que reúnam competências a nível pedagógico e técnico adequadas às funções atrás indicadas, dando-se prioridade aos docentes providos em quadro de escola, de modo a garantir estabilidade de trabalho e viabilizar planos e projectos (anuais e plurianuais). Para apoiar o exercício de funções dos Coordenadores PTE, a Direcção Executiva, sob proposta da coordenação PTE, pode criar uma equipa de apoio técnico pedagógico à concretização do Plano TIC, tendo como referência o número de alunos e professores, equipamentos, redes e espaços do Agrupamento. A equipa referida anteriormente poderá ser constituída por: a) Docentes que reúnam competências ao nível pedagógico e técnico, dando prioridade a professores do Quadro da Escola; b) Os Assistentes Operacionais que possuam competências técnicas para o efeito ou que recebam formação na área das TIC; c) Estagiários dos Cursos Profissionais e dos Cursos Tecnológicos de Informática; d) Alunos que revelem competências TIC e que, sob orientação dos Coordenadores PTE, possam funcionar como monitores.
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Com vista ao enquadramento da intervenção dos Coordenadores PTE, a Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet na Escola (CRIE) disponibilizará:
a) Orientações para a gestão e dinamização das TIC no Agrupamento/Escola e respectivos instrumentos de trabalho; b) Materiais de apoio disponibilizados via Internet; c) Rede de apoio constituída por: i. Centro de Apoio às equipas PTE às Escolas;
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ii. iii.

Direcções Regionais de Educação; Outras entidades parceiras do Ministério da Educação para a área das TIC nas escolas.

Artigo 33º Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE)

1. Definição
A Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos (BE/CRE) do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é um serviço constituído por um conjunto de recursos físicos (instalações, equipamento e mobiliário), humanos (professores, alunos, funcionário) e documentais (suportes impressos, audiovisuais e informáticos), devidamente organizados de acordo com a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE) de que faz parte. Parte integrante do processo educativo, a BE/CRE é um pólo dinamizador da vida pedagógica do Agrupamento, uma vez que, para além de promover a igualdade de oportunidades e o consequente esbatimento de diferenças sociais, é também uma estrutura que coordena os diferentes saberes e as diferentes áreas curriculares. A BE/CRE desenvolve a sua acção em articulação interna e externa: internamente, a colaboração concretiza-se com os Departamentos Curriculares de 2º e 3º Ciclos e Conselhos de Docentes do PréEscolar e 1º Ciclo; externamente, com os Pais e/ou Encarregados de Educação, Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, outras bibliotecas do concelho de Amarante e com o Coordenador Interconcelhio da RBE. A BE/CRE coordena a gestão e utilização dos recursos informativos e de conhecimento, essenciais ao desenvolvimento curricular e não curricular, bem como à formação integral do indivíduo.

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2. Organização/Gestão
A organização da Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz é definida de acordo com o disposto na Portaria n.º 756 D.R. n.º 134, Série I de 14 de Julho de 2009 e de acordo com as orientações do Programa da Rede de Bibliotecas Escolares. São utilizadores da BE/CRE os Alunos, bem como o Pessoal Docente e Não Docente do Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz. As Bibliotecas Escolares/Centros de Recursos Educativos requerem condições que garantam o seu bom funcionamento, nomeadamente em termos de área, localização e acessibilidades bem como da organização da área nuclear da qual fazem parte as seguintes zonas funcionais: a) Zona de recepção/acolhimento; b) Zona de leitura informal; REGULAMENTO INTERNO
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c) Zona de consulta/produção; d) Zona multimédia e Internet; e) Zona de leitura áudio e vídeo. A BE/CRE possui um Regimento elaborado pelo Professor-Bibliotecário onde estão incluídas todas as questões de rotina e de funcionamento, que será revisto a cada quatro anos ou sempre que for necessário. A BE/CRE orienta-se por um Plano de Acção, definido para quatro anos, que contempla a política documental e a gestão de recursos humanos e materiais, bem como as principais acções a desenvolver. A BE/CRE apresenta, anualmente, um Plano de Actividades, decorrente do Plano de Acção, sujeito à aprovação do Conselho Pedagógico, devendo respeitar o Projecto Educativo do Agrupamento, os objectivos gerais da BE/CRE e os recursos humanos, materiais e financeiros indispensáveis à sua concretização.
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3. Objectivos/Serviços Disponibilizados
São objectivos gerais da BE/CRE: a) Facilitar o acesso, através do empréstimo ou consulta local, a livros, periódicos, documentos audiovisuais e outros tipos de documentação, independentemente do seu suporte, dando respostas às necessidades de informação, lazer e educação permanente, no pleno respeito pela diversidade de gostos e de escolhas, segundo os princípios definidos pelo Manifesto da UNESCO; b) Fomentar o gosto pela leitura e contribuir para o desenvolvimento cultural; c) Contribuir para a ocupação dos tempos livres; d) Proporcionar condições que permitam a reflexão, o debate e a crítica, nomeadamente através de actividades de intervenção cultural da Biblioteca; e) Valorizar e divulgar o património cultural.

A BE/CRE põe à disposição do utilizador os seguintes serviços:
a) Serviço de consulta e empréstimo domiciliário; b) Serviço de leitura informal (leitura de jornais, revistas); c) Serviço de leitura e produção de documentos impressos; d) d)Serviço de reprografia: os documentos provenientes da BE/CRE podem ser fotocopiados na fotocopiadora da biblioteca (no caso da sua existência) ou na reprografia da escola. O preço das fotocópias é fixado pela Direcção Executiva; e) Serviço de impressão de documentos elaborados informaticamente (trabalhos escolares); REGULAMENTO INTERNO
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f) Serviço multimédia e audiovisual: acesso a computadores (com software variado e ligação à Internet) e leitores áudio/vídeo (MP4 e DVD); g) Apoio pedagógico: os utilizadores encontram docentes que podem prestar auxílio científico e organizacional; h) Animação cultural: são desenvolvidas ao longo do ano lectivo várias actividades para as quais os utilizadores são informados e convidados a participar.
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4. Professor-Bibliotecário/Equipa Educativa
a) A designação do Professor-Bibliotecário é feita de acordo com o artigo 12º da Portaria n.º 756 D.R. n.º 134, Série I de 14 de Julho de 2009. b) O período de vigência do exercício de funções do Professor-Bibliotecário seleccionado internamente é de quatro anos, podendo ser renovado por igual período, nas condições previstas no artigo 12º da Portaria n.º 756 D.R. n.º 134, Série I de 14 de Julho de 2009. c) De acordo com o artigo 3º da Portaria n.º 756 D.R. n.º 134, Série I de 14 de Julho de 2009 cabe ao Professor-Bibliotecário, com apoio da Equipa BE/CRE: i. ii. Assegurar o serviço de Biblioteca para todos os alunos do Agrupamento; Promover a articulação das actividades da biblioteca com os objectivos do Projecto Educativo, do Projecto Curricular do Agrupamento e dos Projectos Curriculares de Turma; iii. iv. Assegurar a gestão dos recursos humanos afectos à(s) Biblioteca(s); Garantir a organização do espaço e assegurar a gestão funcional e pedagógica dos recursos materiais afectos à Biblioteca; v. Definir e operacionalizar uma política de gestão dos recursos de informação, promovendo a sua integração nas práticas de professores e alunos; vi. Apoiar as actividades curriculares e favorecer o desenvolvimento dos hábitos e competências de leitura, da literacia da informação e das competências digitais, trabalhando colaborativamente com todas as estruturas do Agrupamento; vii. Apoiar actividades livres, extracurriculares e de enriquecimento curricular incluídas no Plano de Actividades ou Projecto Educativo do Agrupamento; viii. Estabelecer redes de trabalho cooperativo, desenvolvendo projectos de parceria com entidades locais; ix. Implementar processos de avaliação dos serviços e elaborar um relatório anual de auto-avaliação a entregar ao Director e a remeter ao Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares (GRBE); REGULAMENTO INTERNO
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x.

Representar a Biblioteca Escolar no Conselho Pedagógico, nos termos do Regulamento Interno.

d) A organização e gestão da BE/CRE compete a uma equipa educativa com competências nos domínios pedagógico, de gestão de projectos, de gestão da informação e das ciências documentais cuja composição não deve exceder o limite de quatro docentes, incluindo o Professor-Bibliotecário. Da equipa deverá também fazer parte um(a) Assistente Operacional.
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5. Parcerias
A BE/CRE estabelecerá parcerias com diversas entidades públicas ou privadas sempre que daí resulte um enriquecimento na promoção da qualidade do serviço aos seus utilizadores.

6. Avaliação
a) A avaliação da BE/CRE encontra-se incorporada no processo de auto-avaliação da própria Escola e articula-se com os objectivos do seu Projecto Educativo. Deve apoiar-se em evidências e indicadores, recolhidos de forma sistemática, no decurso do ano lectivo, e envolver diferentes actores, como prevê o documento proposto pela Rede de Bibliotecas Escolares (Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares). b) Para além dos registos diversos, dos trabalhos realizados pelos alunos, das estatísticas produzidas pelo sistema da BE/CRE, dos materiais produzidos por esta ou dos instrumentos especificamente construídos para recolher informação no âmbito da sua avaliação, o Professor-Bibliotecário deverá ainda elaborar, no final do ano lectivo, um relatório anual a apresentar ao Director e, quando solicitado, à Rede de Bibliotecas Escolares.

Artigo 34º Coordenação das Actividades Culturais (CAC)

1. Definição
Os eventos, as efemérides, os convívios, as actividades recreativas e culturais são imprescindíveis à dinâmica educativa e cultural do Agrupamento e contribuem o desenvolvimento biopsicossocial dos alunos, para a construção da identidade da Escola e para o fortalecimento de interacções dinâmicas com o contexto sociocultural em que este se insere. A organização destas actividades é pensada e realizada em consonância com o previsto no Projecto Educativo do Agrupamento contribuindo, assim, para a sua operacionalização.

2. Competências
a) Promover a troca de experiências e a cooperação entre todos os docentes do Agrupamento; REGULAMENTO INTERNO
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b) Colaborar e dinamizar as reuniões relativas à organização e implementação do Plano Anual de Actividades, e desenvolver outras acções inerentes ao cargo de coordenador, cumprindo o previsto nos referenciais internos do Agrupamento de Escolas; c) Divulgar informação actualizada e pertinente, por e-mail, designadamente no que respeita aos assuntos tratados no Conselho Pedagógico, Documentos CAC e Actividades do Plano Anual de Actividades; d) Elaborar o Plano Anual de Actividades do Agrupamento, compilando todas as actividades propostas oriundas dos Departamentos Curriculares, bem como dos restantes colaboradores do Agrupamento, efectuar o seu tratamento estatístico e enquadramento pedagógico de acordo com os Referenciais Interno do Agrupamento e propor ao Conselho Pedagógico a sua aprovação; e) Elaborar no final do ano lectivo o documento final de avaliação do Plano Anual de Actividades, procedendo ao tratamento e análise de todas as actividades realizadas no Agrupamento; f) Reelaborar todos os documentos relativos à dinâmica de funcionamento do CAC e disponibilizá-los na plataforma digital Moodle; g) Promover a colaboração e a reflexão-acção entre todos os docentes do Agrupamento; h) Coordenar e colaborar na organização e dinamização das actividades culturais realizadas ao nível do 2º e 3º Ciclos no Agrupamento.
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3. Carga Horária
Ao Coordenador das Actividades Culturais poderá ser atribuído um crédito horário semanal a definir anualmente pelo director de acordo com a legislação em vigor.

Artigo 35º Coordenador do Centro de Recursos e Produção Multimédia (CRPM)

1. Definição
O Centro de Recursos e Produção Multimédia procede ao tratamento da informação multimédia que faz parte do espólio do Agrupamento de Escolas e procede à elaboração de novos recursos em consonância com o Projecto Educativo e Plano Anual de Actividades.

2. Competências
a) Proceder à reportagem via imagem e vídeo das mais relevantes actividades culturais realizadas na Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz; b) Proceder à reportagem via imagem e vídeo de outras actividades culturais e curriculares na Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz, de acordo com a solicitação dos professores interessados; REGULAMENTO INTERNO
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c) Realizar a montagem e tratamento dos dados/informação em software específico das actividades realizadas na Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz para posterior divulgação aos alunos, professores e Comunidade Escolar; d) Dar continuidade ao trabalho de análise e tratamento do arquivo multimédia, iniciado no ano lectivo transacto; e) Responsabilizar-se pela utilização e manutenção do material áudio, vídeo e de instalação e captação sonora da Escola E.B. 2,3 de Vila Caiz; f) Proceder à inventariação de todo o material áudio, vídeo e de instalação e captação sonora, pertencente ao Centro de Recursos e Produção Multimédia no final do ano lectivo.
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Artigo 36º Coordenação do Desporto Escolar

1. Definição
O Desporto Escolar fazendo parte integrante do Projecto Educativo e do Plano Anual de Actividades do Agrupamento, pressupõe que seja operacionalizado em total complementaridade com o trabalho efectuado na disciplina curricular de Educação Física e em articulação com os respectivos docentes

2. Regulamento
a) Conforme decorre do articulado no Decreto-Lei n.º 95/91 de 26 de Fevereiro, “Na medida do possível, os Órgãos de Gestão e Administração dos Estabelecimentos de Ensino, na preparação dos respectivos horários, devem reservar um período da manhã ou da tarde semanal à prática desportiva, independentemente das outras actividades decorrentes do Clube de Desporto Escolar e sem prejudicar a actividade curricular, designadamente os horários de Educação Física”; b) Os órgãos de Direcção e Gestão devem, em consonância com os docentes de Educação Física, providenciar para que se criem e organizem Clubes de Desporto Escolar (CDE) que se deverão assumir como pólos dinamizadores das actividades desportivas externas; c) O Projecto de Desporto Escolar deverá ser plurianual, devendo coincidir com os concursos de provimento de professores, de modo a consolidar a sua afirmação e continuidade, contribuindo para a criação de uma cultura desportiva de escola; d) Dever-se-á incutir o espírito de que as actividades desportivas devem contribuir para um melhor aproveitamento escolar e para o sucesso educativo dos alunos. Deve ser feito um acompanhamento regular, por parte do professor do grupo/equipa, das prestações escolares do aluno; REGULAMENTO INTERNO
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e) Deverá ser incentivada a participação dos alunos no planeamento e gestão das actividades desportivas escolares, nomeadamente, o seu papel como dirigentes, árbitros, juízes e cronometristas; f) Nas actividades do Desporto Escolar deverá ser observado o respeito pelas normas do espírito desportivo, fomentando o estabelecimento, entre todos os participantes, de um clima de boas relações interpessoais e de uma competição leal e fraterna; g) A orientação das equipas desportivas escolares deverá ter sempre presente a importância, através da análise dos factores de risco, da prevenção e do combate ao consumo de substâncias dopantes; h) As regras gerais de higiene e segurança nas actividades físicas deverão ser sempre observadas e rigorosamente cumpridas; i) Todos os aspectos referentes à saúde e bem-estar, bem como a uma boa condição física dos participantes, serão ponderados na organização e desenvolvimento das actividades e, sempre que possível, deverá existir uma articulação entre as Escolas e os Centros de Saúde, nomeadamente com vista ao rastreio das condições de saúde de cada aluno para a prática desportiva; j) Deverá ser oferecido aos alunos um leque de actividades que, na medida do possível, reflicta e dê resposta às suas motivações e interesses, proporcionando-lhes actividades individuais e colectivas que sejam adequadas aos diferentes níveis de prestação motora e de estrutura corporal; k) Enquanto elemento integrante do Projecto Educativo de Agrupamento, o Desporto Escolar deve ser perspectivado como um instrumento de inclusão e de promoção do sucesso escolar, privilegiando alunos/as que apresentem maiores riscos de insucesso ou abandono; l) Na elaboração do projecto, sem prejuízo do disposto no princípio anterior, as preocupações principais deverão centrar-se na maioria dos alunos da escola e, de preferência, nos escalões etários mais baixos, devendo a Actividade Externa ser o reflexo da dinâmica do trabalho desenvolvido na Actividade Interna; m) Os alunos e os Encarregados de Educação deverão, ao longo do seu processo de formação, conhecer as implicações e benefícios de uma participação regular nas actividades físicas e desportivas escolares, valorizá-las do ponto de vista cultural e compreender a sua contribuição para um estilo de vida activa e saudável, bem como para a melhoria do desempenho escolar e para a aprendizagem em geral.
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3. Competências do Coordenador
O Coordenador do Clube de Desporto Escolar, em articulação com os professores e outros responsáveis pelas actividades do mesmo, será o garante da operacionalização do Projecto do Desporto Escolar da Escola, sendo da sua competência: a) Assegurar a articulação entre o Projecto Educativo de Agrupamento e o Projecto de Desporto Escolar; b) Cooperar com os Órgãos de Gestão, actuando segundo as suas orientações, e com as estruturas do Ministério da Educação; c) Incentivar o desenvolvimento de um quadro de actividades recreativas e formativas que estimule os alunos a aderirem de forma voluntária e de acordo com as orientações dos Departamentos envolvidos no Projecto (Educação Física e/ou outros) e dos Órgãos de Direcção, Gestão e Orientação Pedagógica do Agrupamento; d) Fomentar a participação dos alunos na gestão do Clube de Desporto Escolar, intervindo no desenvolvimento, organização e avaliação das respectivas actividades; e) Coordenar e operacionalizar o Corta-Mato e o Megasprinter internos, torneios inter-turmas, inter-escolas e Actividades Desportivas Externas (ADE), em articulação com os Professores de Educação Física e professores responsáveis das actividades do Clube de Desporto Escolar, bem como coordenar a organização de cursos de juízes, árbitros e cronometristas ou outra formação prevista no Plano de Actividade Interna; f) Realizar actividades que assumam características interdisciplinares tais como, seminários e conferências, visitas de estudo, programas de ocupação de tempos livres nos períodos de interrupção lectiva, incluindo actividades físicas e convívios desportivos entre escolas; g) Realizar reuniões periódicas com os professores responsáveis pelas actividades do Clube de Desporto Escolar (interna e externa), no mínimo, uma em cada período lectivo; h) Elaborar, cumprir e fazer cumprir o Projecto do Desporto Escolar, bem como apresentar aos Órgãos de Gestão os relatórios previstos; i) Cada relatório de actividades terá de ser acompanhado de fichas de actividade para cada acção realizada, em que se explicite o número de participantes, o quadro competitivo adoptado e os resultados de todas as fases desse quadro competitivo; j) Organizar e manter actualizado, obrigatoriamente, o dossier do Clube de Desporto Escolar, do qual fazem parte, entre outros documentos, as fichas de resumo de actividade mensal, de presenças dos alunos nos treinos dos respectivos Grupos/Equipa, Plano Anual de cada Grupo/Equipa e Relatório de cada acção realizada no âmbito da Actividade Interna, dos progressos escolares dos alunos nas disciplinas curriculares; REGULAMENTO INTERNO
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k) Coordenar a organização dos campeonatos, encontros ou exibições/convívios que se realizem na sua escola; l) Coordenar e fazer os contactos necessários para o transporte dos Grupos/Equipa; m) Enviar, nos prazos estipulados, toda a documentação necessária (Boletins de Jogo, Relatórios, Fichas, etc.); n) Garantir, em articulação com o Órgão de Direcção e Gestão, a substituição de qualquer professor responsável pelos Grupos/Equipa, em caso de impedimento por motivo de força maior.
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CAPÍTULO IV - Estruturas e Serviços de Administração e Apoio
Artigo 37º Serviço de Administração Escolar
Os Serviços de Administração Escolar são uma estrutura de administração e apoio do estabelecimento de ensino a quem compete, genericamente, desempenhar funções nas áreas administrativas de Alunos, Pessoal, Contabilidade, Expediente Geral e Acção Social Escolar. Os Serviços de Administração Escolar são dirigidos por um Chefe de Serviços de Administração Escolar e integram um Tesoureiro e Assistentes Administrativos cujas competências específicas se encontram estipuladas no Decreto – Lei n.º 515/99, de 24 Novembro e na Portaria 63/2001 de 30 de Janeiro. Caberá ao Assistente Administrativo, designado pelo Director, secretariar todas as reuniões presididas pelo mesmo.
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Artigo 38º Serviços Auxiliares de Acção Educativa
Os Serviços Auxiliares de Acção Educativa prestam, genericamente, apoio ao funcionamento das escolas do Agrupamento e, em particular, à actividade pedagógica, desempenhando as funções que lhe estão atribuídas nos termos do Decreto -Lei n.º 184/2004, de 29 de Julho, alterado pelo Decreto – Lei n.º 262/2007, de 19 de Julho, nomeadamente: a) Apoio às actividades lectivas; b) Apoio aos alunos com necessidades educativas especiais; c) Apoio ao funcionamento do equipamento informático; d) Funcionamento da papelaria; e) Funcionamento do bar; f) Funcionamento da portaria; g) Funcionamento da reprografia; h) Funcionamento da biblioteca; i) Funcionamento do telefone; j) Limpeza e asseio da escola.

Artigo 39º Outros Serviços Auxiliares
Nestes serviços incluem-se as seguintes valências: a) Cozinheiras; b) Tarefeiras; REGULAMENTO INTERNO
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c) Assistentes Operacionais; d) Guarda-nocturno.

Artigo 40º Direcção de Instalações e Recursos Educativos/ Novas Tecnologias
Sempre que a relevância e o carácter específico das instalações e recursos educativos o justifique, poderá a Direcção Executiva criar o cargo de Director de Instalações e Recursos Educativos. Competências no âmbito das instalações: a) Zelar pela conservação e funcionamento das instalações escolares a seu cargo; b) Prestar o apoio necessário a todos os utilizadores; c) Organizar e manter actualizado o inventário do material existente nas instalações e propor a aquisição de novo equipamento; d) Elaborar e actualizar o Plano de Emergência e Segurança bem como promover campanhas de sensibilização e informação; e) Apresentar, ao Director, até final do ano escolar, relatório do trabalho por si desenvolvido. Competências no âmbito dos Recursos Educativos/Novas Tecnologias: a) Zelar pela conservação e funcionamento das instalações escolares a seu cargo; b) Prestar o apoio necessário a todos os utilizadores. Director de Instalações e Recursos Educativos/Novas Tecnologias é nomeado pelo Director, de entre os docentes que possuam características adequadas ao desempenho das respectivas funções, sendo-lhe atribuída uma redução da componente não lectiva até 2 horas semanais. Nos estabelecimentos do Ensino Pré-Escolar e do 1.º Ciclo, cabe aos Coordenadores de Estabelecimento ou do Docente responsável (no caso de não haver Coordenador), a direcção das instalações e recursos educativos.
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CAPÍTULO V - Comunidade Educativa
Artigo 41º Normas Gerais de Funcionamento
A Escola, enquanto espaço colectivo de promoção da equidade educativa, deve procurar através do seu funcionamento garantir a salvaguarda plena desse direito.
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Artigo 42º Direitos e Deveres da Comunidade Educativa
A Comunidade Educativa inclui, tal como já foi referenciado anteriormente, um conjunto alargado de indivíduos e instituições. Assim, sem prejuízo dos contributos eventualmente dados por outras entidades com quem foram celebrados protocolos de cooperação, a Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz é constituída pelos Alunos, os Pais e Encarregados de Educação, o Pessoal Docente e Não Docente, a Autarquia Local e os Serviços Centrais e Regionais de Educação.

Artigo 43º Normas Gerais de Vivência Educativa
No espaço escolar, todos os elementos da Comunidade devem respeitar os princípios inerentes a uma cultura de cidadania democrática. Assim, a todos cumpre o dever de: a) Conhecer e respeitar activamente os valores e princípios de afirmação de humanidade; b) Conhecer e respeitar activamente os valores e princípios inscritos na Constituição da República Portuguesa, na Declaração Universal dos Direitos do Homem, Convenção Europeia dos Direitos do Homem, Convenção dos Direitos da Criança e Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia; c) Conhecer e respeitar os símbolos nacionais (Bandeira e Hino); d) Exercer a sua acção de forma responsável e ética; e) Comunicar de forma adequada e assertiva; f) Conhecer e respeitar activamente as responsabilidades e obrigações definidas na legislação em vigor e no presente regulamento; g) Colaborar activamente na manutenção das condições de limpeza e higiene de todos os locais; h) Zelar pela conservação, embelezamento de todos os espaços; i) Contribuir activamente para a criação de um clima de bem-estar geral. REGULAMENTO INTERNO
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No espaço escolar não é permitido a nenhum membro da Comunidade Educativa: a) Fumar nos termos da Lei n.º 37/2007 de 14 de Agosto; b) Circular, no recinto da Escola, com bicicletas, veículos motorizados e outros considerados inconvenientes para o normal funcionamento das actividades escolares, salvo casos excepcionais devidamente autorizados pela Direcção; c) Realizar jogos de fortuna e azar; d) Usar objectos considerados perigosos; e) Assumir comportamentos e atitudes que ponham em perigo a sua própria integridade física ou a de outrem; f) Fazer propaganda político-partidária ou outra publicidade que não tenha carácter pedagógico ou didáctico; g) Fazer trocas comerciais em benefício próprio; h) Afixar qualquer tipo de propaganda ou publicidade sem autorização prévia da Direcção Executiva; i) Utilizar de forma desadequada os recursos físicos e materiais existentes no espaço escolar;
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Artigo 44ª Alunos

1. Estatuto de Aluno do Agrupamento de Escolas
a) São alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz todas as crianças e jovens que estejam efectivamente matriculados, em conformidade com as disposições legais em vigor; b) A condição de aluno do Agrupamento confere a todas as crianças e jovens os direitos e deveres gerais e específicos, consagrados respectivamente nos referenciais legais e definidos no presente Regulamento Interno; c) Os alunos que frequentam a educação Pré-Escolar são responsáveis, em termos adequados ao seu desenvolvimento biopsicossocial, pelos direitos e pela componente obrigacional que lhe são conferidos.

2. Perda do Estatuto de Aluno do Agrupamento de Escolas
Perdem o estatuto de alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Caiz: a) Os alunos que tenham concluído o 9º ano ou lhes tenha sido concedida a transferência do Agrupamento de Escolas; b) Os alunos que, estando fora da escolaridade obrigatória, tenham reprovado por excesso de faltas ou anulado a matrícula; REGULAMENTO INTERNO
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c) Os alunos a quem foi aplicada a medida disciplinar sancionatória de “transferência de escola”.

3. Transferência de Alunos
a) As transferências de alunos, a pedido do respectivo Encarregado de Educação, só poderão efectuar-se até ao dia 31 de Dezembro do respectivo ano escolar, mediante justificação atendível; b) Após a data referida no número anterior, apenas poderão ser realizadas transferências em caso de mudança de residência ou aplicação de medida disciplinar sancionatória.
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4. Identificação dos Alunos
a) No 5º ano de escolaridade será entregue um cartão electrónico (SIGE- Sistema Informático de Gestão Escolar) de identificação escolar aos alunos da Escola Básica do 2º e 3º Ciclo do Ensino Básico; b) O aluno deve ser sempre portador do cartão de identificação, mostrando-o sempre que lhe seja solicitado.

5. Horário de Permanência dos Alunos na Escola
O horário de permanência dos alunos nos diversos Estabelecimentos de Ensino que integram o Agrupamento será estabelecido anualmente pela Direcção Executiva, nos termos da Lei em vigor.

6. Frequência e Assiduidade
a) Para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória, nos termos da lei, os alunos são responsáveis pelo cumprimento do dever de assiduidade; b) O dever de assiduidade implica para o aluno quer a presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar quer uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem; c) Cabe aos Pais e Encarregados de Educação, dos alunos menores de idade, em estreita cooperação com os seus educandos zelar para que os deveres de frequência e assiduidade sejam cumpridos de forma escrupulosa.

7. Saída das Instalações Escolares
a) Durante o período de funcionamento das actividades incluídas na frequência escolar, não é permitida a saída das instalações escolares a nenhum aluno, salvo autorização expressa do Encarregado de Educação;

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b) Na Escola Sede do Agrupamento, os Pais e Encarregados de Educação optam pela modalidade de autorização de saída que lhes convém, no início do ano lectivo.

8. Processo Individual do Aluno
a) O percurso individual do aluno é documentado, de forma sistemática, num Processo Individual do Aluno (PIA) que o acompanha ao longo de todo o Ensino Básico e Secundário. O conjunto de documentos que integram o PIA proporciona uma visão global do processo de desenvolvimento e de ensino-aprendizagem do aluno, possibilitando um adequado acompanhamento do aluno e facilitando a contextualização da intervenção levada a efeito por professores, encarregados de educação e, eventualmente, por outros técnicos (Despacho Normativo n.º 6/2010 de 19 de Fevereiro de 2010 e Lei 39/2010 de 2 de Setembro); b) A organização do processo individual do aluno é da responsabilidade do Professor Titular de Turma, na Educação Pré-Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico, e do Director de Turma, nos 2º e 3ºCiclos do Ensino Básico, acompanhando, obrigatoriamente, o aluno sempre que este mude de Estabelecimento de Ensino; c) No processo individual do aluno devem constar: i. ii. iii. iv. v. Os elementos fundamentais de identificação do aluno; Os registos de avaliação; Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam; Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam; Os programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno ser abrangido pelo Decreto -Lei n.º 3/2008, de 7 de Janeiro; vi. Uma auto-avaliação do aluno, no final de cada ano, de acordo com critérios definidos pelo Conselho Pedagógico, com excepção da educação Pré-escolar e do 1.º e 2.º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico; vii. Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno.
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d) O processo individual do aluno acompanha-o ao longo de todo o seu percurso escolar, sendo devolvido aos Pais ou Encarregado de Educação ou, se maior de idade, ao aluno, no termo da escolaridade obrigatória, ou, não se verificando interrupção no prosseguimento de estudos, aquando da conclusão do ensino secundário; e) São registadas no processo individual do aluno as informações relevantes do seu percurso educativo, designadamente as relativas a comportamentos meritórios e a medidas disciplinares sancionatórias aplicadas e seus efeitos; REGULAMENTO INTERNO
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f) O processo individual do aluno constitui-se como registo exclusivo em termos disciplinares; g) As informações contidas no processo individual do aluno referentes a matéria disciplinar e de natureza pessoal e familiar são estritamente confidenciais, encontrando-se vinculados ao dever de sigilo todos os membros da Comunidade Educativa que a elas tenham acesso.

Artigo 45º Direitos e Deveres dos Alunos

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1. Direitos dos Alunos
Os alunos têm direito à educação e a uma justa e efectiva igualdade de oportunidades no acesso e sucesso educativo que compreendem o reconhecimento de um conjunto de direitos gerais do aluno estabelecidos no art.º 13.º da Lei 39/2010 de 2 de Setembro: a) Ser tratado com respeito e correcção por qualquer membro da Comunidade Educativa; b) Usufruir do ensino e de uma educação de qualidade de acordo com o previsto na lei, em condições de efectiva igualdade de oportunidades no acesso, de forma a propiciar a realização de aprendizagens bem sucedidas; c) Usufruir do ambiente e do Projecto Educativo, que proporcionem as condições para o seu pleno desenvolvimento físico, intelectual, moral, cultural e cívico, para a formação da sua personalidade; d) Ver reconhecidos e valorizados o mérito, a dedicação, a assiduidade e o esforço no trabalho e no desempenho escolar e ser estimulado nesse sentido; e) Ver reconhecido o empenhamento em acções meritórias, em favor da comunidade em que está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela, e ser estimulado nesse sentido; f) Usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das actividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade; g) Beneficiar, no âmbito dos serviços de acção social escolar, de um sistema de apoios que lhe permitam superar ou compensar as carências do tipo sócio-familiar, económico ou cultural que dificultam o acesso à escola ou o processo de aprendizagem; h) Poder usufruir de prémios que distingam o mérito; i) Beneficiar de outros apoios específicos, necessários às suas necessidades escolares ou às suas aprendizagens, através dos Serviços de Psicologia e Orientação ou de outros serviços especializados de apoio educativo; j) Ver salvaguardada a sua segurança na Escola e respeitada a sua integridade física e moral; REGULAMENTO INTERNO
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k) Ser assistido, de forma pronta e adequada, em caso de acidente ou doença súbita, ocorrido ou manifestada no decorrer das actividades escolares; l) Ver garantida a confidencialidade dos elementos e informações constantes do seu processo individual, de natureza pessoal ou familiar; m) Participar, através dos seus representantes, nos termos da lei, nos órgãos de Administração e Gestão da Escola, na criação e execução do respectivo Projecto Educativo, bem como na elaboração do Regulamento Interno; n) Eleger os seus representantes para os órgãos, cargos e demais funções de representação no âmbito da Escola, bem como ser eleito, nos termos da lei e do Regulamento Interno da Escola; o) Apresentar críticas e sugestões relativas ao funcionamento da Escola e ser ouvido pelos Professores, Directores de turma e órgãos de Administração e Gestão da Escola em todos os assuntos que justificadamente forem do seu interesse; p) Organizar e participar em iniciativas que promovam a formação e ocupação de tempos livres; q) Ser informado sobre o Regulamento Interno da Escola e, por meios a definir por esta e em termos adequados à sua idade e ao ano frequentado, sobre todos os assuntos que justificadamente sejam do seu interesse, nomeadamente sobre o modo de organização do plano de estudos ou curso, o programa e objectivos essenciais de cada disciplina ou área disciplinar, os processos e critérios de avaliação, bem como sobre matrícula, abono de família e apoios socioeducativos, normas de utilização e de segurança dos materiais e equipamentos e das instalações, incluindo o plano de emergência, e, em geral, sobre todas as actividades e iniciativas relativas ao Projecto Educativo da Escola; r) Participar nas demais actividades da Escola, nos termos da lei e do respectivo Regulamento Interno; s) Participar no processo de avaliação, através dos mecanismos de auto e hetero-avaliação. Bem como os a seguir enunciados: a) Usufruir de actividades de enriquecimento curricular e de condições para a sua autoformação sempre que se registe a falta do professor; b) Usufruir dos serviços administrativos, de papelaria e de reprografia, ou outros em funcionamento no Agrupamento de Escolas.
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2. Deveres do Aluno
A realização de uma escolaridade bem sucedida implica a responsabilização do aluno, enquanto elemento nuclear da comunidade escolar, compreendendo um conjunto de deveres gerais, nomeadamente, os estabelecidos no artigo 7º e 15º da Lei n.º 39/2010 de 2 de Setembro. Os alunos são responsáveis, em termos adequados à sua idade e capacidade de discernimento, pelos deveres que lhe são conferidos pelo presente Estatuto, pelo Regulamento Interno da Escola e demais legislação aplicável. Assim, competem ao aluno genericamente os seguintes deveres: a) Estudar, empenhando-se na sua educação e formação integral; b) Ser assíduo, pontual e empenhado no cumprimento de todos os seus deveres no âmbito das actividades escolares. O dever de assiduidade deverá traduzir-se não só a presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar mas também numa atitude de empenho intelectual e comportamental adequada, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem; c) Seguir as orientações dos professores relativas ao seu processo de ensino e aprendizagem; d) Tratar com respeito e correcção qualquer membro da Comunidade Educativa; e) Guardar lealdade para com todos os membros da Comunidade Educativa; f) Respeitar as instruções dos Professores e do Pessoal Não Docente; g) Contribuir para a harmonia da convivência escolar e para a plena integração na Escola de todos os alunos; h) Participar nas actividades educativas ou formativas desenvolvidas na Escola, bem como nas demais actividades organizativas que requeiram a participação dos alunos; i) Respeitar a integridade física e psicológica de todos os membros da Comunidade Educativa; j) Prestar auxílio e assistência aos restantes membros da Comunidade Educativa, de acordo com as circunstâncias de perigo para a integridade física e psicológica dos mesmos; k) Zelar pela preservação, conservação e asseio das instalações, material didáctico, mobiliário e espaços verdes da escola, fazendo uso correcto dos mesmos; l) Respeitar a propriedade dos bens de todos os membros da Comunidade Educativa; m) Permanecer na Escola durante o seu horário, salvo autorização escrita do Encarregado de Educação ou da Direcção da Escola; n) Participar na eleição dos seus representantes e prestar-lhes toda a colaboração;
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o) Conhecer e cumprir o estatuto do aluno, as normas de funcionamento dos serviços da Escola e o Regulamento Interno da mesma, subscrevendo uma declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso activo quanto ao seu cumprimento integral; p) Não possuir e não consumir substâncias aditivas, em especial drogas, tabaco e bebidas alcoólicas, nem promover qualquer forma de tráfico, facilitação e consumo das mesmas; q) Não transportar para o espaço escolar quaisquer materiais, equipamentos tecnológicos (designadamente telemóveis), instrumentos ou engenhos, passíveis de, objectivamente, perturbarem o normal funcionamento das actividades lectivas ou poderem causar danos físicos ou psicológicos aos alunos ou a terceiros; r) Respeitar a autoridade do Professor. E os a seguir estabelecidos: s) Circular no espaço escolar, de forma ordeira e cívica, evitando atitudes que possam prejudicar a dinâmica educativa; t) Dirigir-se sempre para a sala de aula que esteja estabelecida no horário, mesmo quando tenha chegado atrasado, e que lhe tenha sido marcada falta de presença, ou ainda quando se tiver verificado um atraso na comparência do professor; u) Permanecer junto da sala de aula até à chegada do professor de substituição e cumprir com empenho as tarefas propostas pelo docente. Na impossibilidade de substituição do docente da disciplina, dirigir-se para a BE/CRE; v) Estar presente em todas as actividades de apoio e complemento educativo que lhe tenham sido marcadas; w) Cumprir de forma escrupulosa e sistemática as tarefas que lhe tenham sido impostas no âmbito da aplicação de Medidas Correctivas ou Medidas Sancionatórias Disciplinares; x) Ser portador do material escolar necessário ao desenvolvimento das actividades curriculares.
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Artigo 46º Assiduidade na Escolaridade Obrigatória
Nos termos da lei, os alunos são responsáveis pelo cumprimento do dever de assiduidade para além do dever de frequência da escolaridade obrigatória. O dever de assiduidade implica para o aluno quer a presença e a pontualidade na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar quer uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequada, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem.

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1. Regime de Faltas
Entende-se por falta a ausência do aluno a uma aula ou a outra actividade de frequência obrigatória ou facultativa caso tenha havido lugar a inscrição. As faltas são contabilizadas por tempos lectivos, ou seja, decorrendo as aulas em tempos consecutivos, há tantas faltas, quantos os tempos de ausência do aluno. As faltas são registadas pelo professor Titular de Turma ou pelo Director de Turma em suportes administrativos adequados. As faltas no que concerne à sua natureza são de dois tipos: faltas justificadas e faltas injustificadas.
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2. Justificação das Faltas
Motivos para faltar de forma justificada: a) Doença do aluno, devendo esta ser declarada por médico se determinar impedimento superior a cinco dias úteis; b) Isolamento profiláctico, determinado por doença infecto-contagiosa de pessoa que coabite com o aluno, comprovada através de declaração da autoridade sanitária competente; c) Falecimento de familiar, durante o período legal de justificação de faltas por falecimento de familiar, previsto no regime do contrato de trabalho dos trabalhadores que exercem funções públicas; d) Nascimento de irmão, durante o dia do nascimento e o dia imediatamente posterior; e) Realização de tratamento ambulatório, em virtude de doença ou deficiência, que não possa efectuar-se fora do período das actividades lectivas; f) Assistência na doença a membro do agregado familiar, nos casos em que, comprovadamente, tal assistência não possa ser prestada por qualquer outra pessoa; g) Comparência a consultas pré-natais, período de parto e amamentação, tal como definido na Lei n.º 90/2001, de 20 de Agosto; h) Acto decorrente da religião professada pelo aluno, desde que o mesmo não possa efectuarse fora do período das actividades lectivas e corresponda a uma prática comummente reconhecida como própria dessa religião; i) Preparação ou participação em competições desportivas de alunos integrados no subsistema do alto rendimento, nos termos da legislação em vigor, bem como daqueles que sejam designados para integrar selecções ou outras representações nacionais, nos períodos de preparação e participação competitiva, ou, ainda, a participação dos demais alunos em

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actividades desportivas e culturais quando esta seja considerada relevante pelas respectivas autoridades escolares; j) Participação em actividades associativas, nos termos da lei; k) Cumprimento de obrigações legais; l) Outro facto impeditivo, da presença na escola ou da apresentação do material necessário ao desenvolvimento das actividades curriculares, desde que, comprovadamente, não seja imputável ao aluno ou seja, justificadamente, considerado atendível pelo Director de Turma ou pelo Professor Titular de Turma.
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3. Procedimento de Justificação de Faltas
a) O pedido de justificação das faltas é apresentado por escrito pelos Pais ou Encarregado de Educação ou, quando o aluno for maior de idade, pelo próprio, ao Director de Turma ou ao professor Titular da Turma, com indicação do dia, da hora e da actividade em que a falta ocorreu, referenciando-se os motivos justificativos da mesma na caderneta escolar; b) O Director de Turma ou o professor Titular da Turma pode solicitar aos Pais ou Encarregado de Educação, ou ao aluno, quando maior, os comprovativos adicionais que entenda necessários à justificação da falta, devendo, igualmente, qualquer entidade que para esse efeito for contactada, contribuir para o correcto apuramento dos factos; c) A justificação da falta deve ser apresentada previamente, sendo o motivo previsível, ou, nos restantes casos, até ao 3.º dia útil subsequente à verificação da mesma; d) A falta por atraso só poderá ser justificada pelo Encarregado de Educação, se acontecer ao primeiro tempo do horário do aluno, em qualquer dos turnos, e desde que não ocorra sistematicamente. Em caso de reincidência esta deverá ser comunicada, pelo Director de Turma ou pelo Professor Titular de Turma, ao Encarregado de Educação que deve colaborar na resolução do problema.

4. Marcação de Faltas Injustificadas
As faltas são injustificadas quando: a) Não tenha sido apresentada justificação, nos termos dos legais ou do presente Regulamento Interno; b) A justificação tenha sido apresentada fora do prazo; c) A justificação não tenha sido aceite pelo Director de Turma ou Titular de Turma e tenha sido dado a conhecer aos Encarregados de Educação a fundamentação da não-aceitação da justificação;

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d) A marcação da falta resulte da aplicação da ordem de saída da sala de aula ou de medida disciplinar sancionatória. As faltas injustificadas são comunicadas aos Pais ou Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, ao aluno, pelo Director de Turma ou pelo professor Titular de Turma, no prazo máximo de três dias úteis, pelo meio mais expedito.
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5. Excesso Grave de Faltas
a) No 1.º Ciclo do Ensino Básico o aluno não pode dar mais de 10 faltas injustificadas, independentemente da sua natureza; b) Nos restantes ciclos ou níveis de ensino, as faltas injustificadas, independentemente da sua natureza, não podem exceder o dobro do número de tempos lectivos semanais, por disciplina; c) Nos Cursos de Educação e Formação (CEF) aplicam-se as normas expressas no estatuto do aluno e no presente Regulamento Interno, dado que estes cursos são uma via de conclusão da escolaridade obrigatória. A frequência de um CEF, obriga ao cumprimento de 90% da carga horária do conjunto de módulos de cada disciplina, admitindo-se um limite de 10% de faltas desde que não seja ultrapassado o limite de 7% de faltas injustificadas. Os alunos que não cumpram o número total de horas de formação estipulado legalmente para um CEF, ou seja que ultrapassarem o limite de 10% de faltas previstos, podem ser obrigados a frequentar módulos de recuperação da carga horária lectiva, durante os períodos de interrupção lectiva, sempre que os professores / formadores considerem conveniente. Caso o aluno não obtenha aprovação, devido ao excesso de faltas injustificadas, aplica-se o disposto no Despacho do Senhor Secretário de Estado datado de 27/09/2008, no ponto 4 alínea a); d) Quando for atingido metade do limite de faltas injustificadas, os Pais ou Encarregados de Educação ou, quando maior de idade, o aluno, são convocados, pelo meio mais expedito, pelo Director de Turma ou pelo professor Titular de Turma. A notificação referida anteriormente deve alertar para as consequências da violação do limite de faltas injustificadas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efectivo do dever de assiduidade; Caso se revele impraticável o referido na alínea anterior, por motivos não imputáveis à escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respectiva Comissão de Protecção de Crianças e Jovens deve ser informada do excesso de faltas do aluno, assim como dos procedimentos e diligências até então adoptados pela escola, procurando em conjunto soluções para ultrapassar a sua falta de assiduidade. REGULAMENTO INTERNO
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6. Efeitos da Ultrapassagem do Limite de Faltas Injustificadas
a) Para os alunos que frequentam o 1.º Ciclo do Ensino Básico, a violação do limite de faltas injustificadas previstas, na legislação em vigor e no presente Regulamento Interno, obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho que incidirá sobre todo o programa curricular do nível que frequenta e que permita recuperar o atraso das aprendizagens. b) Para os alunos que frequentam o 2.º e 3.º Ciclo do Ensino Básico, a violação do limite de faltas injustificadas previstas, na legislação em vigor e no presente Regulamento Interno, obriga ao cumprimento de um plano individual de trabalho, que incidirá sobre a disciplina ou disciplinas em que ultrapassou o referido limite de faltas e que permita recuperar o atraso das aprendizagens; c) O recurso ao plano individual de trabalho previsto nos números anteriores apenas pode ocorrer uma única vez no decurso de cada ano lectivo; d) O cumprimento do plano individual de trabalho por parte do aluno realiza-se em período suplementar ao horário lectivo, competindo ao Conselho Pedagógico definir os termos da sua realização; e) O previsto na alínea anterior não isenta o aluno da obrigação de cumprir o horário lectivo da turma em que se encontra inserido; f) O plano individual de trabalho deve ser objecto de avaliação, nos termos a definir pelo Conselho Pedagógico da Escola; g) Sempre que cesse o incumprimento do dever de assiduidade por parte do aluno, o Conselho de Turma de Avaliação do final do ano lectivo pronunciar-se-á, em definitivo, sobre o efeito da ultrapassagem do limite de faltas injustificadas verificado; h) Após o estabelecimento do plano individual de trabalho, a manutenção da situação do incumprimento do dever de assiduidade, por parte do aluno, determina que o Director da Escola, na iminência de abandono escolar, possa propor a frequência de um percurso curricular alternativo no interior da Escola ou Agrupamento de Escolas; i) O incumprimento reiterado do dever de assiduidade determina a retenção no ano de escolaridade que o aluno frequenta.
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Artigo 47º Disciplina

1. Infracção
O não cumprimento por parte do aluno das determinações legais em vigor e em especial dos deveres estabelecidos no Regulamento Interno e no Estatuto do Aluno em termos que se revelem perturbadores do funcionamento normal das actividades da escola ou das relações no âmbito da Comunidade Educativa, constitui infracção passível da aplicação de medida correctiva ou medida disciplinar sancionatória.
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2. Participação da Ocorrência
O Professor ou membro do Pessoal Não Docente que presencie ou tenha conhecimento de comportamentos susceptíveis de constituir infracção disciplinar nos termos do presente Regulamento Interno deve participá-los imediatamente ao Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa que tomará conta da ocorrência e informará o Director do Agrupamento de Escolas. O aluno que presencie comportamentos referidos no número anterior deve comunicá-los imediatamente ao professor Titular de Turma ou ao Director de Turma, o qual, no caso de os considerar graves ou muito graves, os participa, no prazo de um dia útil, participá-los imediatamente ao Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa que tomará conta da ocorrência e informará o Director do Agrupamento de Escolas. Todas as medidas correctivas e medidas disciplinares sancionatórias prosseguem finalidades pedagógicas, preventivas, dissuasoras e de integração, visando, de forma sustentada, o cumprimento dos deveres do aluno, o respeito pela autoridade dos professores no exercício da sua actividade profissional e dos demais funcionários, bem como a segurança de toda a Comunidade Educativa. As medidas correctivas e as medidas disciplinares sancionatórias visam ainda garantir o normal prosseguimento das actividades da escola, a correcção do comportamento perturbador e o reforço da formação cívica do aluno, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na Comunidade Educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens. As medidas disciplinares sancionatórias, tendo em conta a especial relevância do dever violado e a gravidade da infracção praticada, prosseguem igualmente, para além das identificadas no número anterior, finalidades punitivas. As medidas correctivas e as medidas disciplinares sancionatórias devem ser aplicadas em coerência com as necessidades educativas do aluno e com os objectivos da sua

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educação e formação, no âmbito do desenvolvimento do plano de trabalho da turma e do Projecto Educativo da Escola, nos termos do respectivo Regulamento Interno.

3. Determinação da Medida Disciplinar
Na determinação da medida disciplinar correctiva ou sancionatória a aplicar, deve ter-se em consideração: a) A gravidade do incumprimento do dever; b) As circunstâncias, atenuantes e agravantes apuradas, em que esse incumprimento se verificou; c) O grau de culpa do aluno; d) A maturidade do aluno e demais condições pessoais, familiares e sociais
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a. São circunstâncias atenuantes da responsabilidade disciplinar do aluno
i. ii. iii. O seu bom comportamento anterior; O seu aproveitamento escolar; E o seu reconhecimento, com arrependimento, da natureza ilícita da sua conduta.

b. São circunstâncias agravantes da responsabilidade do aluno
i. ii. iii. iv. A premeditação; O conluio; A acumulação de infracções disciplinares; A reincidência, em especial se no decurso do mesmo ano lectivo.

4. Medidas Correctivas
As medidas correctivas prosseguem finalidades pedagógicas, dissuasoras e de integração, assumindo uma natureza eminentemente preventiva.

5. Natureza das Medidas Correctivas
a) A advertência. Esta medida consiste numa chamada verbal de atenção ao aluno, perante um comportamento perturbador do funcionamento normal das actividades escolares ou das relações entre os presentes no local onde elas decorrem, com vista a alertá-lo para que deve evitar tal tipo de conduta e a responsabilizá-lo pelo cumprimento dos seus deveres como aluno; na sala de aula, a repreensão é da REGULAMENTO INTERNO
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exclusiva competência do professor, enquanto, fora dela, qualquer professor ou membro do pessoal não docente tem competência para repreender o aluno; b) A ordem de saída da sala de aula, e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar. A ordem de saída da sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar é da exclusiva competência do professor respectivo e implica a permanência do aluno na Escola, competindo àquele determinar o período de tempo durante o qual o aluno deve permanecer fora da sala de aula, se a aplicação da medida correctiva acarreta ou não marcação de falta e, se for caso disso, quais as actividades que o aluno deve desenvolver no decurso desse período de tempo. A implementação desta medida implica ainda adopção dos procedimentos estabelecidos, no Regimento do Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa, relativamente à ordem de saída; c) A realização de tarefas e actividades de integração escolar, podendo, para esse efeito, ser aumentado o período de permanência obrigatória, diária ou semanal, do aluno na Escola. A aplicação desta medida correctiva é da competência do Director do Agrupamento de Escolas que, para o efeito, pode ouvir o GACE, o Director de Turma ou o professor Titular da Turma a que o aluno pertença. Constituem actividades de integração na Comunidade Educativa as seguintes tarefas: i. ii. iii. Trabalhos de jardinagem; Tarefas de manutenção de espaços e equipamentos da Escola; Participação no embelezamento, higiene e manutenção de espaços da Escola; iv. v. Tarefas de apoio ao funcionamento da BE/CRE, Cantina e Refeitório; Trabalhos de reparação de danos e avarias provocados voluntariamente.
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d) O condicionamento no acesso a certos espaços escolares, ou na utilização de certos materiais equipamentos, sem prejuízo dos que se encontrem afectos a actividades lectivas. A aplicação desta medida correctiva prevista é da competência do Director do Agrupamento de Escolas que, para o efeito, pode ouvir o GACE, o Director de Turma ou o professor Titular da Turma a que o aluno pertença. A aplicação, e posterior execução, desta medida correctiva são aplicadas de forma contingente ao comportamento do aluno, não podendo ultrapassar o período de tempo correspondente a um ano lectivo; e) A mudança de turma. A aplicação desta medida correctiva prevista é da competência do Director do Agrupamento de Escolas que, para o efeito, pode ouvir o GACE, o Director de Turma ou o professor Titular da Turma a que o aluno pertença. REGULAMENTO INTERNO
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A aplicação das medidas correctivas previstas é comunicada aos Pais ou ao Encarregado de Educação pelo Director de Turma ou Titular de Turma, tratando-se de aluno menor de idade.

6. Medidas Sancionatórias
As medidas disciplinares sancionatórias traduzem uma sanção disciplinar imputada ao comportamento do aluno, devendo a ocorrência dos factos susceptíveis de a configurarem ser participada de imediato, pelo professor ou funcionário que a presenciou, ou dela teve conhecimento, ao Gabinete de Apoio à Comunidade Educativa que tomará conta da ocorrência e informará o Director do Agrupamento de Escolas com conhecimento ao Director de Turma ou Titular de Turma. Estão previstas, de acordo com a legislação em vigor, as seguintes medidas disciplinares sancionatórias: a) A repreensão registada. A aplicação desta medida sancionatória, quando a infracção for praticada na sala de aula, é da competência do professor respectivo, sendo do Director do Agrupamento de Escolas nas restantes situações, averbando-se no respectivo processo individual do aluno a identificação do autor do acto decisório, a data em que o mesmo foi proferido e a fundamentação, de facto e de direito, que norteou tal decisão; b) A suspensão por um dia. Esta medida aplica-se em casos excepcionais. Enquanto medida dissuasora, a suspensão por um dia pode ser aplicada pelo Director do Agrupamento de Escolas, garantidos que estejam os direitos de audiência e defesa do visado e sempre fundamentada nos factos que a suportam; c) A suspensão da escola até 10 dias úteis. A aplicação desta medida é precedida da audição em processo disciplinar do aluno visado, do qual constam, em termos concretos e precisos, os factos que lhe são imputados, os deveres por ele violados e a referência expressa, não só da possibilidade de se pronunciar relativamente àqueles factos, como da defesa elaborada, sendo competente para a sua aplicação o Director da Escola, que pode, previamente, ouvir o Conselho de Turma. Compete ainda ao Director da Escola, ouvidos os Pais ou o Encarregado de Educação do aluno, quando menor de idade, fixar os termos e condições em que a aplicação desta medida disciplinar sancionatória é executada, garantindo ao aluno um plano de actividades pedagógicas a realizar, co-responsabilizando-os pela sua execução e acompanhamento, podendo igualmente, se assim o entender, estabelecer eventuais parcerias ou celebrar protocolos ou acordos com entidades públicas ou privadas; d) A transferência de escola. A aplicação desta medida compete ao Director Regional de Educação do Norte, após a conclusão do procedimento disciplinar, e reporta-se à prática de factos notoriamente impeditivos do prosseguimento do processo de ensino-aprendizagem dos restantes alunos da Escola, ou do normal relacionamento com algum ou alguns dos REGULAMENTO INTERNO
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membros da Comunidade Educativa. A medida disciplinar sancionatória de transferência de escola apenas é aplicável a aluno de idade igual ou superior a 10 anos e, frequentando o aluno a escolaridade obrigatória, desde que esteja assegurada a frequência de outro estabelecimento de ensino situado na mesma localidade ou na localidade mais próxima servida de transporte público ou escolar; e) Reparação de danos provocados pelo aluno no património da Comunidade Educativa. Compete ao Director do Agrupamento de Escolas decidir sobre a reparação dos danos provocados pelo aluno.
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7. Cumulação de Medidas Disciplinares
As medidas correctivas previstas no presente Regulamento Interno são cumuláveis entre si, se bem que a aplicação de uma ou mais medidas correctivas é apenas cumulável com a aplicação de uma medida disciplinar sancionatória. Por cada infracção praticada apenas pode ser aplicada uma medida disciplinar sancionatória.

8. Procedimento Disciplinar
A competência para a instauração de procedimento disciplinar por comportamentos susceptíveis de configurarem a aplicação da medida “suspensão da escola até 10 dias úteis” é do Director do Agrupamento de Escolas, devendo o despacho instaurador e de nomeação do instrutor a cargo de um professor da escola, ser proferido no prazo de um dia útil a contar do conhecimento da situação. No mesmo prazo, o Director notifica os Pais ou Encarregados de Educação do aluno, quando este for menor, pelo meio mais expedito, designadamente electrónico, telefónico ou por via postal simples para a morada constante no seu processo. Tratando-se de aluno maior de idade, a notificação é feita ao próprio, pessoalmente. O Director do Agrupamento de Escolas deve notificar o instrutor da sua nomeação no mesmo dia em que profere o despacho de instauração do procedimento disciplinar. A instrução do procedimento disciplinar é efectuada no prazo máximo de quatro dias úteis, contados da data de notificação ao instrutor do despacho que instaurou o procedimento disciplinar, sendo obrigatoriamente realizada, para além das demais diligências consideradas necessárias, a audiência oral dos interessados, em particular do aluno e, sendo este menor de idade, do respectivo encarregado de educação. Os interessados são convocados com a antecedência de um dia útil para a audiência oral, não constituindo a falta de comparência motivo do seu adiamento, embora, se for apresentada justificação da falta até ao momento fixado para a audiência, esta possa ser adiada. No caso de o respectivo Encarregado de Educação não comparecer, o aluno menor de idade pode ser ouvido na presença de um docente que integre a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens com REGULAMENTO INTERNO
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competência na área de residência do aluno ou, no caso de esta não se encontrar instalada, na presença do Director de Turma. Da audiência é lavrada acta de que consta o extracto das alegações feitas pelos interessados. Finda a instrução, o instrutor elabora, no prazo de um dia útil, e remete ao Director do Agrupamento de Escolas, um documento do qual constam, obrigatoriamente, em termos concretos e precisos: a) Os factos cuja prática é imputada ao aluno, devidamente circunstanciados quanto ao tempo, modo e lugar; b) Os deveres violados pelo aluno, com referência expressa às respectivas normas legais ou regulamentares; c) Os antecedentes do aluno que se constituem como circunstâncias atenuantes ou agravantes nos termos previstos no presente regulamento; d) A proposta de medida disciplinar sancionatória aplicável. Deste documento é extraída cópia que, no prazo de um dia útil, é entregue ao aluno, mediante notificação pessoal, sendo de tal facto, e durante esse mesmo período de tempo, informados os pais ou o respectivo Encarregado de Educação, quando o aluno for menor de idade. No caso da medida disciplinar sancionatória ser a transferência de Escola, a mesma é comunicada para decisão do Director Regional de Educação do Norte, no prazo de um dia útil. Durante todo o procedimento disciplinar os Pais e Encarregados de Educação devem contribuir para o correcto apuramento dos factos e, sendo aplicada medida disciplinar sancionatória, diligenciar para que a execução da mesma prossiga os objectivos de reforço da formação cívica do educando, com vista ao desenvolvimento equilibrado da sua personalidade, da sua capacidade de se relacionar com os outros, da sua plena integração na Comunidade Educativa, do seu sentido de responsabilidade e das suas aprendizagens.
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9. Suspensão Preventiva do Aluno
No momento da instauração do procedimento disciplinar, mediante decisão da entidade que o instaurou, ou no decurso da sua instauração por proposta do instrutor, o Director pode decidir a suspensão preventiva do aluno, mediante despacho fundamentado, sempre que: a) A sua presença na Escola se revelar gravemente perturbadora do normal funcionamento das actividades escolares; b) Tal seja necessário e adequado à garantia da paz pública e da tranquilidade na Escola; c) A sua presença na Escola prejudique a instrução do procedimento disciplinar. A suspensão preventiva tem a duração que o Director do Agrupamento de Escolas considerar adequada na situação em concreto, sem prejuízo de, por razões devidamente fundamentadas, poder REGULAMENTO INTERNO
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ser prorrogada até à data da decisão do procedimento disciplinar, não podendo, em qualquer caso, exceder 10 dias úteis. Os efeitos decorrentes da ausência do aluno no decurso do período de suspensão preventiva, no que respeita à avaliação das aprendizagens, são determinados em função da decisão que vier a ser proferida no procedimento disciplinar, garantindo ao aluno um plano de actividades pedagógicas a realizar a enviar no prazo de 24 horas via correio electrónico; Os dias de suspensão preventiva cumpridos pelo aluno são descontados no cumprimento da medida disciplinar sancionatória “ suspensão até 10 dias úteis” a que o aluno venha a ser condenado na sequência do procedimento disciplinar. O Encarregado de Educação é imediatamente informado da suspensão preventiva aplicada ao seu educando e, sempre que a avaliação que fizer das circunstâncias o aconselhe, o Director do Agrupamento de Escolas deve participar a ocorrência à respectiva Comissão de Protecção de Crianças e Jovens. A suspensão preventiva do aluno é comunicada, por via electrónica, pelo Director do Agrupamento de Escolas ao Gabinete Coordenador de Segurança Escolar do Ministério da Educação e à Direcção Regional de Educação do Norte, sendo identificados sumariamente os intervenientes, os factos e as circunstâncias que motivaram a decisão de suspensão.
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10.
a) Prazos

Decisão Final do Procedimento Disciplinar

A decisão final do procedimento disciplinar, devidamente fundamentada, é proferida no prazo máximo de um dia útil, a contar do momento em que a entidade competente para o decidir receber o relatório do instrutor, excepto quando esteja em causa a aplicação da medida disciplinar sancionatória de “transferência de escola”, o prazo para ser proferida a decisão final é de cinco dias úteis, contados a partir da recepção do processo disciplinar na Direcção Regional de Educação do Norte.
b) Suspensão de uma Medida Sancionatória

A execução de qualquer medida disciplinar sancionatória, com excepção da medida “ transferência de escola”, pode ficar suspensa pelo período de tempo e nos termos e condições em que a entidade decisora considerar justo, adequado e razoável, cessando essa suspensão logo que o aluno apresente um comportamento que justifique a aplicação outra medida disciplinar sancionatória.
c) Decisão Final Procedimento Disciplinar

A decisão final do procedimento disciplinar fixa o momento a partir do qual se inicia a execução da medida disciplinar sancionatória. REGULAMENTO INTERNO
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Da decisão proferida pelo Director Regional de Educação do Norte respectivo que aplique a medida disciplinar sancionatória de transferência de escola deve igualmente constar a identificação do estabelecimento de ensino para onde o aluno vai ser transferido, para cuja escolha se procede previamente à audição do respectivo Encarregado de Educação, quando o aluno for menor de idade.
d) Notificação da Decisão aos Interessados
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A decisão final do procedimento disciplinar é notificada pessoalmente ao aluno no dia útil seguinte àquele em que foi proferida, ou, quando menor de idade, aos Pais ou respectivo Encarregado de Educação, nos dois dias úteis seguintes. Sempre que a notificação prevista no número anterior não seja possível, é realizada através de carta registada com aviso de recepção, considerando-se o aluno, ou, quando este for menor de idade, os Pais ou o respectivo Encarregado de Educação, notificado na data da assinatura do aviso de recepção.
e) Recurso Hierárquico

A decisão final do procedimento disciplinar é passível de recurso hierárquico, nos termos gerais do direito, a interpor no prazo de cinco dias úteis. Este recurso só tem efeitos suspensivos quando interposto relativamente à decisão de aplicação das seguintes medidas disciplinares sancionatórias: “suspensão de Escola” e de “transferência de escola”. O despacho que apreciar o recurso hierárquico é remetido à escola, no prazo de cinco dias úteis, cumprindo ao Director do Agrupamento a adequada notificação dos interessados.
f) Execução das Medidas Correctivas ou Disciplinares Sancionatórias Compete ao Director de Turma ou ao professor Titular de Turma, se necessário com a colaboração do GACE, o acompanhamento do aluno na execução da medida correctiva ou disciplinar sancionatória a que foi sujeito, devendo aquele articular a sua actuação com os Pais e Encarregados de Educação e com os Professores da Turma, em função das necessidades educativas identificadas e de forma a assegurar a co-responsabilização de todos os intervenientes nos efeitos educativos da medida. Esta competência é especialmente relevante aquando da execução da medida correctiva de actividades de integração na Escola ou no momento do regresso à Escola do aluno a quem foi aplicada a medida disciplinar sancionatória de suspensão da Escola, bem como aquando da integração do aluno na nova Escola para que foi transferido na sequência da aplicação dessa medida disciplinar.

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Artigo 48º Mérito Escolar
O Agrupamento de Escolas reconhece e valoriza o mérito, a dedicação e o esforço no trabalho escolar, bem como o desempenho de acções meritórias em favor da comunidade em que o aluno está inserido ou da sociedade em geral, praticadas na escola ou fora dela. Entende-se por mérito o nível excelência alcançado pelo aluno ao longo do ciclo de estudos, no que toca ao seu desenvolvimento e comportamento biopsicossocial, competências e desempenho académico. Esta apreciação tem como referência as potencialidades do aluno e os constrangimentos do seu contexto de origem e exprime-se mediante a atribuição de um prémio de mérito. Os prémios de mérito destinam-se a distinguir alunos que preencham um ou mais dos seguintes requisitos: a) Revelem atitudes exemplares de superação das suas dificuldades; b) Alcancem excelentes resultados escolares; c) Produzam trabalhos académicos de excelência ou realizem actividades curriculares ou de complemento curricular de relevância; d) Desenvolvam iniciativas ou acções exemplares no âmbito da solidariedade social. Os prémios de mérito assumem uma natureza simbólica ou material, podendo ter uma natureza financeira desde que, comprovadamente, auxiliem a continuação do percurso escolar do aluno. Compete ao Conselho de Turma, no final do terceiro ciclo do Ensino Básico propor, de forma fundamentada, ao Conselho Pedagógico, o (s) aluno (s) que corresponda (m) aos requisitos anteriormente enunciados. A proposta do Conselho de Turma deverá obter a anuência de todos os professores que o integram. As propostas para o prémio de mérito são analisadas por uma comissão nomeada no âmbito do Conselho Pedagógico. O parecer, devidamente fundamentado, formulado por essa comissão é apresentado formalmente em Conselho Pedagógico para análise e homologação. Compete ao Director do Agrupamento de Escolas comunicar, da forma considerada conveniente, aos alunos que foram premiados com a distinção de mérito. O reconhecimento de mérito é certificado através da entrega ao aluno de um diploma, e ocorrerá numa cerimónia pública que deverá ocorrer durante o primeiro período do ano lectivo seguinte. O reconhecimento de mérito escolar é registado em livro próprio, que se constituirá como um documento oficial do Agrupamento, sendo também publicitado no site da Escola ou através de outros meios considerados adequados. REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 49º Representação dos Alunos
Aos alunos é reconhecido o direito de participarem na vida da Escola, quer individualmente, quer através das suas estruturas representativas. O direito à participação dos alunos na vida da Escola processa-se de acordo com o disposto na Lei de Bases do Sistema Educativo, no Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário e demais legislação em vigor, concretizando-se através: a) Dos Delegados e Subdelegados de Turma; b) Da Assembleia de Delegados de Turma do Ensino Básico; c) Da Assembleia de Alunos do Ensino Básico; d) Da Associação de Estudantes. Os Delegados e Subdelegados de Turma são alunos da turma eleitos directamente em escrutínio secreto por todos os alunos da turma, competindo-lhes, genericamente, representar a turma em todos os actos legais e nos previstos no presente Regulamento; colaborar com os Professores, Director de Turma e demais órgãos da Escola na prevenção e resolução de problemas; solicitar a realização de reuniões da turma nos termos do n.º 2 do Artigo 14.º da Lei n.º 39/2010 de 2 de Setembro. O mandato dos Delegados e Subdelegados de Turma pode cessar a todo o momento, por decisão fundamentada no não cumprimento dos seus deveres específicos, tomada pelos alunos da respectiva turma, em escrutínio secreto, por maioria simples dos votos validamente expressos. A Assembleia de Delegados do Ensino Básico é constituída por todos os Delegados e Subdelegados competindo-lhes, genericamente, pronunciar-se sobre questões que respeitem ao seu nível de ensino e dar parecer sobre os aspectos que os demais órgãos da Escola solicitem, em reunião convocada expressamente para o efeito pelo Director ou a solicitação de dois terços dos seus elementos. A Assembleia de Alunos do Ensino Básico é constituída por todos os alunos da Escola, funcionando como colégio eleitoral para efeitos de eleição da Associação de Estudantes. A Associação de Estudantes é a organização representativa dos estudantes do respectivo estabelecimento de ensino básico, através da qual exercem o direito de participação na vida escolar, designadamente na organização e colaboração em actividades de projectos de desenvolvimento educativo da escola. Esta associação rege-se por estatuto próprio, de acordo pela Lei nº 23/2006 de 23 de Junho. Os alunos a quem tenha sido aplicada uma medida disciplinar sancionatória não podem ser eleitos ou designados para os órgãos, cargos e demais funções de representação no âmbito da Escola, nos dois anos seguintes ao termo do cumprimento da sanção. REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 50º Professores Direitos
São direitos dos professores todos os previstos no Estatuto da Carreira Docente, e os a seguir descriminados: a) Ser tratado com respeito e correcção por toda a comunidade escolar; b) Ter condições e meios adequados à especificidade das suas funções, bem como espaços de convívio e lazer; c) Participar na vida da Escola, quer individualmente, quer no âmbito dos respectivos órgãos e estruturas escolares; d) Ter condições de actualização científica e pedagógica, nomeadamente através do acesso à formação contínua legalmente prevista; e) Aceder à informação e documentação que digam respeito à sua actividade e carreira profissional; f) Ter prioridade no atendimento nos diversos serviços da Escola, quando tal se justifique; g) Dar a aula quando chegar atrasado, não obstante a possível marcação de falta; h) Ser apoiado, no âmbito curricular/disciplinar pelos respectivos responsáveis do Grupo ou Departamento e no âmbito da orientação educativa dos alunos, pelas respectivas coordenações; i) Poder permutar com colega, na sua falta ou impedimentos, a antecipação da sua aula.
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Deveres
São deveres dos professores todos os previstos no Estatuto da Carreira Docente e os a seguir estabelecidos: a) Tratar com respeito e cordialidade todos os membros da Comunidade Escolar; b) Estabelecer um ambiente de são convívio, de trabalho e de cooperação com todos os intervenientes no processo educativo; c) Ser assíduo e pontual; d) Colaborar eficazmente com o Director de Turma, ou outras estruturas escolares, fornecendo-lhe, sempre que tal lhe seja solicitado ou achar conveniente, informação sobre o comportamento e aproveitamento dos seus alunos; e) Comunicar ao Director de Turma por escrito, em modelo elaborado para o efeito, as faltas disciplinares dos alunos; REGULAMENTO INTERNO
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f) Contribuir para que a Escola constitua um pólo de valorização sociocultural e profissional no meio onde está inserida; g) Interessar-se por uma permanente formação pedagógico-didáctica e científica, pela planificação das actividades e aplicação de métodos e técnicas de aprendizagem que considerem mais aconselháveis; h) Participar de forma activa e construtiva nas reuniões, grupos de trabalho e órgãos e estruturas escolares; i) Desempenhar com responsabilidade e profissionalismo todos os cargos ou funções para que tenha sido eleito ou designado; j) Requisitar com 48 horas de antecedência os serviços de reprografia ou instalações e equipamentos específicos; k) O professor deve ser o primeiro a entrar e o último a sair da sala de aula, verificando, tanto no início como no fim da mesma, o estado de limpeza e conservação da respectiva sala; l) Comunicar à Direcção Executiva ou a outros responsáveis, sempre que se verifique qualquer anomalia no funcionamento dos serviços, instalações ou equipamentos; m) Não permitir a saída dos alunos da sala de aula, salvo em casos considerados justificados; n) Autorizar a presença na sala de aula e a participação nos trabalhos aos alunos que cheguem atrasados, independentemente do possível registo da falta, desde que estes se apresentem com a necessária correcção; o) Não antecipar ou adiar as aulas sem prévia autorização da Direcção Executiva; p) Transportar o livro de ponto de e para a sala de aula, não permitindo em caso algum que sejam os alunos a fazê-lo; q) Manter a confidencialidade e/ou segurança de procedimentos e processos de que tenha conhecimento e/ou seja responsável e mereçam tal tratamento, nomeadamente dos seus códigos de acesso informático à rede da Escola; r) Entregar aos alunos os testes de avaliação em tempo oportuno e sempre antes da realização do teste de avaliação seguinte; s) Intervir em todas as situações em que presencie comportamentos perturbadores por parte dos alunos fora da sala de aula; t) Tomar as medidas indispensáveis para a manutenção na sala de aula de um ambiente propício ao bom aproveitamento escolar; u) Realizar, no máximo, dois testes diários à mesma turma, preferencialmente em tempos interpolados, evitando, se possível, a sobrecarga semanal; REGULAMENTO INTERNO
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v) Colaborar na elaboração, dinamização e execução do Plano Anual de Actividades, responsabilizando-se pelo acompanhamento dos alunos envolvidos; w) Comunicar as faltas nos termos da lei em vigor; x) Substituir um colega, nas suas faltas ou impedimentos, nos tempos lectivos atribuídos para o efeito.
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Artigo 51º Critérios para a Distribuição do Serviço Lectivo
a) 1.º Ciclo – As áreas Curriculares Disciplinares e Não Disciplinares são leccionadas pelo professor Titular de Turma. As Áreas de Enriquecimento Curricular são leccionadas pelos professores contratados pela Autarquia para o efeito. Excepcionalmente, poderá o Director indicar docentes pertencentes ao Agrupamento. b) 2.º Ciclo – As Áreas Curriculares Não Disciplinares distribuem-se da seguinte forma: i. ii. iii. Formação Cívica – Director de Turma; Área de Projecto – Par pedagógico constituído por docentes de áreas diferentes; Estudo Acompanhado – Par pedagógico constituído por docentes de áreas diferentes. c) 3.º Ciclo - As Áreas Curriculares Não Disciplinares distribuem-se da seguinte forma: i. ii. iii. Formação Cívica – Director de Turma; Área de Projecto – Docente do Conselho de Turma; Estudo Acompanhado – Docentes do Conselho de Turma.

d) No 8.º ano, a carga horária de Área de Projecto, destina-se ao desenvolvimento de competências na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. e) Subjaz à distribuição de serviço docente, bem como ao cargo de Direcção de Turma, além do previsto na Lei em vigor, a continuidade pedagógica. f) A Coordenação do Desporto Escolar ficará a cargo de um docente de Educação Física, com redução da componente lectiva a decidir anualmente.

Artigo 52º Regime de Faltas e Licenças
Aplica-se ao Pessoal Docente o regime geral de faltas e licenças previsto no Estatuto da Carreira Docente e consignado na Lei 59/2008 de 11 de Setembro e Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro.

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Artigo 53º Avaliação de Desempenho Docente (ADD)

1. Avaliação de Desempenho Docente
O sistema de Avaliação de Desempenho do Pessoal Docente é definido pelo Decreto Regulamentar nº2/2010, de 23 de Junho.
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2. Procedimentos e Calendarização do Processo do Pessoal Docente
A Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente desenvolve -se de acordo com os princípios consagrados no artigo 39.º da Lei de Bases do Sistema Educativo e nos artigos 40.º a 49.º do ECD. Visa a melhoria da qualidade do serviço educativo e das aprendizagens dos alunos, bem como a valorização e o desenvolvimento pessoal e profissional dos docentes, mediante acompanhamento e supervisão da prática pedagógica, no quadro de um sistema de reconhecimento do mérito e da excelência. Além dos objectivos estabelecidos no n.º 3 do artigo 40.º do ECD, ou seja a aplicação do sistema de Avaliação do Desempenho deve ainda permitir diagnosticar as necessidades de formação dos docentes, devendo estas ser consideradas no plano de formação de cada Agrupamento de Escolas.

3. Dimensões da Avaliação do Desempenho do Pessoal Docente
A Avaliação do Desempenho concretiza-se nas seguintes dimensões: a) Vertente profissional, social e ética com carácter transversal ao exercício da actividade docente; b) Desenvolvimento do ensino e da aprendizagem, apreciando o contributo e a qualidade científico-pedagógica do trabalho desenvolvido pelo docente, tendo em conta os seguintes domínios: i. ii. iii. iv. Preparação e organização das actividades lectivas; Realização das actividades lectivas; Relação pedagógica com os alunos; Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos.

c) Participação na Escola e relação com a comunidade, sendo apreciado os contributos do docente para o funcionamento e qualidade do serviço prestado pelo Agrupamento, tendo em conta os seguintes domínios: i. O cumprimento do serviço lectivo e não lectivo atribuído;
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ii.

O contributo do docente para a realização dos objectivos e metas do Projecto Educativo e dos Planos Anual e Plurianual de Actividades;

iii.

A participação nas estruturas de Coordenação Educativa e supervisão pedagógica e nos órgãos de Administração e Gestão;

iv.

A dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa e sua correspondente avaliação.

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d) Desenvolvimento e formação profissional ao longo da vida, apreciando a incorporação da formação na prática profissional do docente, operacionalizando-se no domínio formação contínua e desenvolvimento profissional. No processo de Avaliação do Desempenho e durante o ano lectivo devem ser recolhidos elementos relevantes de natureza informativa, designadamente decorrentes de auto -avaliação e observação de aulas.

4. A Avaliação do Desempenho tem por referência
a) Os padrões de desempenho docente estabelecidos a nível nacional sob proposta do Conselho Científico para a Avaliação de Professores; b) Os objectivos e metas fixados no Projecto Educativo e nos Planos Anual e Plurianual de Actividades; c) Os objectivos individuais, facultativos, que fixem o contributo do avaliado para os objectivos e as metas referidos na alínea anterior ou para as áreas relevantes do seu desenvolvimento profissional.

5. Objectivos Individuais
A apresentação de objectivos individuais tem carácter facultativo e corresponde à formulação, pelos docentes interessados, de uma proposta que permita, no final do ciclo de avaliação, melhor aferir o respectivo contributo para a concretização dos objectivos constantes da alínea b) do artigo anterior ou para áreas relevantes do seu desenvolvimento profissional. São propostos pelo avaliado ao Director do Agrupamento, considerando-se tacitamente aceites se, no prazo de 15 dias úteis a contar da sua entrega, o Director não der qualquer indicação em contrário. Os objectivos individuais podem ser redefinidos em função da alteração do Projecto Educativo ou Planos Anual ou Plurianual de Actividades, ou caso se verifique a alteração de estabelecimento de ensino. Sempre que sejam apresentados objectivos individuais, estes constituem referência da autoavaliação e da avaliação final.

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6. Observação de Aulas
A observação de aulas é facultativa, só tendo lugar a requerimento dos interessados, sem prejuízo do disposto no número seguinte. A observação de aulas constitui condição necessária para: a) Obtenção das menções qualitativas de Muito Bom e Excelente; b) Progressão ao 3º e 5º escalões da carreira, nos termos estabelecidos no número 3 do artigo 37º de ECD. A observação abrange, pelo menos, duas aulas leccionadas pelo avaliado em cada ano lectivo. Sempre que, por força do exercício de cargos ou funções, não possa haver lugar a observação de aulas os procedimentos a adoptar são os estabelecidos, por portaria conjunta dos membros do governo, responsáveis pelas áreas da Administração Pública e da Educação.
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7. Instrumentos de Registo
Deve ser recolhida em cada ano lectivo toda a informação que for considerada relevante para efeitos da Avaliação do Desempenho. Os instrumentos de registo da informação referida no número anterior são aprovados pelo Conselho Pedagógico, tendo em conta os padrões de desempenho docente e as orientações do CCAP. Sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivo de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos.

8. Intervenientes da Avaliação – o Avaliado
O docente tem direito à avaliação do seu desempenho a qual deve contribuir para o seu desenvolvimento profissional. Constituem deveres do docente avaliado proceder à respectiva auto-avaliação, como garantia do envolvimento activo e co-responsabilização no processo avaliativo e melhorar o seu desempenho em função da informação recolhida durante o processo de avaliação. É garantido ao docente o conhecimento de todos os elementos que compõem o procedimento de avaliação do desempenho. É garantido ao avaliado o direito de reclamação e recurso.

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9. Intervenientes da Avaliação – o Relator
O Relator é o membro do Júri de avaliação responsável pelo acompanhamento do processo de desenvolvimento profissional do avaliado, com quem deve manter uma interacção permanente, tendo em vista potenciar a dimensão formativa da Avaliação do Desempenho. Compete ao Relator: a) Prestar ao avaliado o apoio que se mostre necessário ao longo do processo de avaliação, nomeadamente no que se refere à identificação das suas necessidades de formação; b) Proceder à observação de aulas, sempre que a ela haja lugar, efectuar o efectivo registo e partilhar com o avaliado, numa perspectiva formativa, a sua apreciação sobre as aulas observadas; c) Apreciar o relatório de auto-avaliação e assegurar a realização de uma entrevista individual ao avaliado, quando este a requeira; d) Apresentar ao Júri de avaliação uma ficha de avaliação global, que inclui uma proposta de classificação final; e) Submeter ao Júri de avaliação, apreciando a proposta do avaliado, a aprovação autónoma de um programa de formação, sempre que proponha a classificação de Regular ou Insuficiente, cujo cumprimento é ponderado no ciclo de avaliação seguinte. Os Relatores que não exerçam em exclusividade as funções referidas no n.º 6 do artigo 35.º do ECD beneficiam de um tempo lectivo por cada três docentes em avaliação.
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10.

Documentos do Processo de Avaliação

O Processo de Avaliação é constituído pelos seguintes documentos obrigatórios: a) Relatório de auto-avaliação; b) Ficha de avaliação global; c) Integra ainda o processo de avaliação o documento de registo de observação de aulas, nos casos em que a ela haja lugar i. ii. iii. Preenchimento de auto-avaliação; Preenchimento das fichas de avaliação pelos avaliadores; Conferência e validação das propostas de avaliação com menção qualitativa de Excelente, Muito bom ou de Insuficiente pela Comissão de Coordenação da Avaliação; iv. Realização da entrevista individual dos avaliadores com o respectivo avaliado, caso haja requerimento do avaliado nesse sentido; v. Realização da reunião conjunta dos avaliadores para a atribuição da avaliação final.
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11.

Auto-Avaliação

a) A auto-avaliação tem c om o objec ti vo envolver o doc ente n o process o de a va li aç ão , promovendo a reflexão sobre a sua prática docente, desenvolvimento profissional e condições de melhoria do desempenho; b) A auto-avaliação é obrigatória e concretiza-se através da elaboração de um relatório a entregar ao Relator em momento anterior ao preenchimento, por este, da proposta de ficha de avaliação global; c) O relatório de auto-avaliação constitui elemento essencial a considerar na avaliação do desempenho, e a sua elaboração deve observar as regras simplificadas e os padrões de uniformização definidos por despacho do Ministério da Educação. O relatório de auto-avaliação aborda necessariamente: a) Autodiagnóstico, realizado no início do procedimento de avaliação; b) Breve descrição da actividade profissional desenvolvida no período em avaliação; c) Contributo do docente para a prossecução dos objectivos e metas da Escola; d) Análise pessoal e balanço sobre as actividades lectivas e não lectivas desenvolvidas, tendo em conta os elementos de referência da avaliação; e) Formação realizada e seus benefícios para a prática lectiva e não lectiva; f) Identificação de necessidades de formação para o desenvolvimento profissional. O relatório é acompanhado, em anexo, dos documentos relevantes para a apreciação do desempenho do docente que não constem no seu processo individual. Nos casos em que o docente exerça funções em órgãos, serviços e organismos da Administração Pública, em regime de acumulação, o relatório é obrigatoriamente acompanhado de informação do respectivo responsável ou dirigente máximo sobre aquele exercício de funções.
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12.

Apreciação Realizada pelo Relator

O Relator aprecia o relatório de auto-avaliação, ponderando o respectivo conteúdo no sentido de uma avaliação objectiva do desempenho do docente e considerando os elementos de referência da avaliação com vista à determinação do respectivo grau de cumprimento. No caso de ter havido lugar a observação de aulas, o Relator também a pondera, bem como o resultado da apreciação conjunta efectuada com o avaliado sobre as aulas observadas. São igualmente consideradas, em função do seu contributo para a melhoria do desempenho profissional, todas as acções de formação contínua acreditadas, independentemente do ano da sua realização, desde que não tenham sido consideradas em anteriores avaliações, bem como outras actividades de formação. REGULAMENTO INTERNO
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A apreciação é registada na ficha de avaliação global, da qual consta a proposta do Relator de pontuação dos diversos domínios de avaliação, bem como da classificação global. A proposta de classificação final referida no número anterior é comunicada pelo Relator, por escrito, ao avaliado.

13.

Entrevista Individual

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Recebida a comunicação referida anteriormente, o avaliado dispõe de 5 dias úteis para requerer, por escrito, a realização de uma entrevista individual com o Relator, para apreciação conjunta dos documentos do processo de avaliação. No caso de não ser requerida a entrevista individual, ou quando o avaliado a ela não comparecer sem motivo justificado, considera-se tacitamente aceite por ele a classificação proposta.

14.

Ficha de Avaliação Global

Esta ficha sintetiza e pondera todos os domínios relevantes da avaliação, designadamente funcionais e pedagógicos, e regista a atribuição da classificação final e a respectiva menção qualitativa. Os domínios referidos no n.º anterior são pontuados na escala de um a dez. Quando um docente não puder ser avaliado nalgum dos domínios constantes da ficha de avaliação global, nomeadamente por não ter exercido determinadas funções, deve ser feita a reconversão da escala de classificação para que, em abstracto, seja possível, na avaliação dos restantes domínios, atingir a classificação máxima prevista no n.º 1 do artigo seguinte. A ficha de avaliação global é aprovada por despacho do Ministério da Educação, obtido o parecer do Conselho Científico para a Avaliação de Professores.

15.

Resultado Final

a) O resultado final da avaliação do docente é expresso nas seguintes menções qualificativas, correspondentes às classificações de: i. Excelente - de 9 a 10 valores; ii. Muito Bom – de 8 a 8,9 valores; iii. Bom – de 6,5 a 7,9 valores; iv. Regular – de 5 a 6,4 valores; v. Insuficiente – de 1 a 4, 9 valores. b) Tem de existir sempre uma correspondência total entre a menção qualitativa atribuída e a classificação, devendo esta situar-se no respectivo intervalo. REGULAMENTO INTERNO
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c) Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as menções qualitativas são atribuídas tendo em conta os padrões de desempenho docente. d) A diferenciação dos desempenhos é garantida pela fixação das percentagens de 5 e 20 para a atribuição das menções qualitativas de, respectivamente, Excelente e Muito Bom, em cada Agrupamento sem prejuízo do disposto na alínea seguinte. e) As percentagens referidas na alínea anterior podem ser acrescidas por despacho legal, tendo por referência os resultados obtidos pelo Agrupamento na avaliação externa. f) A atribuição das menções qualitativas de Bom, Muito Bom e Excelente depende do cumprimento, respectivamente, de 95%, 97% e 100% do serviço lectivo atribuído em cada um dos anos do ciclo avaliativo. g) Para o cômputo do serviço lectivo a que se refere o n.º anterior, além da actividade lectiva registada no horário de trabalho, considera-se, ainda, a resultante da permuta de serviço lectivo com outro docente, bem como as ausências equiparadas à prestação de serviço docente efectivo, nos termos do artigo 103.º do ECD. h) A atribuição de Excelente aplica-se o disposto no n.º 4 do artigo 46.º do ECD.
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16.

Avaliação Final

O Júri de avaliação procede à análise dos elementos do processo de avaliação, aprecia a proposta apresentada pelo Relator e atribui a menção qualitativa e a classificação final, mediante o seu registo na ficha de avaliação global. No caso de se ter realizado a entrevista referida no artigo 19.º, o Júri de avaliação pode emitir recomendações destinadas à melhoria da prática pedagógica e do desempenho profissional do avaliado. Além da avaliação final, o Júri de avaliação pode emitir recomendações destinadas à melhoria da prática pedagógica e do desempenho profissional do avaliado. A avaliação final é comunicada, por escrito, ao avaliado, sendo-lhe dado conhecimento da menção qualitativa e da correspondente classificação.

17.

Reclamação e Recurso

O avaliado pode apresentar reclamação escrita ao Júri de avaliação no prazo de 10 dias úteis contados da data da comunicação referida no n.º 4 do artigo anterior. A decisão da reclamação é proferida no prazo máximo de 15 dias úteis. Da decisão de atribuição da avaliação final, bem como da decisão sobre a reclamação prevista no artigo anterior, cabe recurso para um Júri especial de recurso, com a seguinte composição: a) Um elemento designado pela DREN, que preside; REGULAMENTO INTERNO
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b) O Relator; c) Um docente, indicado pelo recorrente, de um Agrupamento de Escolas do mesmo concelho ou concelho limítrofe. O recurso é interposto no prazo de 10 dias úteis contados da tomada de conhecimento da decisão da reclamação. A decisão do recurso é proferida no prazo de 10 dias úteis contados da data da sua interposição.
100

18.

Regimes Especiais de Avaliação de Desempenho

As funções exercidas pelo Coordenador de Departamento são avaliadas pelo Director onde o avaliado presta funções, sendo ponderados: a) Os domínios de avaliação previstos no artigo 45.º do ECD, com excepção da qualidade científica do trabalho a que se refere o n.º 2; b) O exercício da actividade de Coordenação; c) O exercício da actividade de Avaliação de Docentes. Deve ser considerada na avaliação do Coordenador de Departamento a apreciação realizada pelos docentes do correspondente Departamento quanto ao exercício da actividade de coordenação, com o limite máximo de ponderação de 10%. Os Relatores são avaliados pelo Coordenador de Departamento a que pertençam, sendo ponderados os domínios de avaliação previstos no art.º 45.º do ECD com excepção da qualidade científica do trabalho a que se refere o n.º 2, e o exercício da actividade de avaliação dos docentes. Os docentes que se encontrem em outras situações devem consultar o Capítulo III do Decreto Regulamentar 2/2010, de 23 de Junho.

Artigo 54º Pessoal Não Docente Direitos
a) Ser tratado com respeito e correcção por toda a comunidade escolar; b) Ter condições e meios adequados à especificidade das suas funções; c) Eleger e ser eleito para os diversos órgãos e estruturas do Agrupamento, em conformidade com a lei e o presente Regulamento, bem como participar na vida da Escola, quer individualmente, quer no âmbito dos respectivos órgãos e estruturas escolares; d) Ter condições de actualização profissional, nomeadamente através do acesso à formação contínua legalmente prevista; REGULAMENTO INTERNO
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e) Aceder à informação e documentação que digam respeito à sua actividade e carreira profissional; f) Dar prioridade no atendimento nos diversos serviços da escola ou Agrupamento; g) Ser apoiado e estimulado no exercício das suas funções por todos os elementos da comunidade escolar; h) Apresentar sugestões ou propostas, com vista à cooperação entre todos os membros do Agrupamento, de forma a ser efectivamente participante no processo educativo; i) Outros consignados na Lei ou no presente Regulamento Interno.
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Deveres
a) Tratar com respeito e cordialidade todos os membros da comunidade escolar; b) Ser assíduo e pontual; c) Prestar todas as informações solicitadas com rigor e clareza; d) Exibir o cartão de identificação sempre no local de trabalho; e) Executar com prontidão e zelo os trabalhos inerentes ao cargo; f) Colaborar na resolução de conflitos e problemas surgidos com os alunos, com bom senso e ponderação; g) Impedir que o ambiente externo seja perturbador do normal funcionamento das aulas; h) Exercer uma atitude de vigilância que garanta a segurança de pessoas e bens; i) Providenciar a pronta reparação dos materiais e equipamentos do seu sector; j) Usar a bata habitualmente no local de trabalho; k) Cumprir as disposições estabelecidas na legislação aplicável aos funcionários públicos; l) Hastear a Bandeira Nacional e a Europeia aos Domingos e Feriados, bem como nos dias decretados pelo Governo ou Câmara Municipal; m) Respeitar e fazer respeitar as disposições legais e as previstas no presente Regulamento Interno; n) Outros consignados na Lei ou no presente Regulamento Interno.

Artigo 55º Avaliação de Desempenho do Pessoal Não Docente
À avaliação do Desempenho do Pessoal Não Docente aplica-se a Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, a Portaria n.º 1633/2007, de 31 de Dezembro, a Portaria n.º 759/2009, de 16 de Julho e o Despacho Normativo n. º 4-A/2010, publicado no Diário da República, II Série, N. º 26,

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suplemento, de 8 de Fevereiro de 2010. Por força da lei a Avaliação de Desempenho do Pessoal Não Docente será efectuada de acordo com o SIADAP 2 e 3.

Artigo 56º Regime de Faltas e Licenças
Aplica-se ao Pessoal Não Docente, em regime de contrato de trabalho em funções públicas, o regime de faltas e licenças previsto designadamente na Lei 59/2008 de 11 de Setembro e Lei n.º 7/2009 de 12 de Fevereiro.
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Artigo 57º Pais e Encarregados de Educação Direitos
Para além do direito de associação, são ainda direitos dos Pais e Encarregados de Educação: a) Participar na vida da Escola e nas actividades promovidas pela Associação de Pais e Encarregados de Educação; b) Informar-se, ser informado e informar a Comunidade Educativa sobre todos os aspectos relevantes no processo educativo do seu educando; c) Comparecer na Escola por sua iniciativa ou quando para tal for solicitado; d) Colaborar com os professores no âmbito do processo de ensino-aprendizagem do seu educando; e) Ser convocado para reuniões com o Director e/ou Director de Turma e ter conhecimento da hora semanal de atendimento; f) Ser informado, durante e no final de cada período escolar, do aproveitamento e do comportamento do seu educando; g) Articular a educação na família com o trabalho escolar; h) Cooperar com todos os membros da Comunidade Educativa no desenvolvimento de uma cultura de cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de convivência na Escola; i) Ser devidamente esclarecido acerca do funcionamento da Escola, dos recursos e serviços existentes, dos critérios de avaliação adoptados, bem como sobre outras matérias com implicações no percurso escolar dos seus educandos.

Deveres
São deveres dos Pais e Encarregados de Educação: a) Informar-se sobre todas as matérias relevantes no processo educativo do seu educando; REGULAMENTO INTERNO
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b) Comparecer na Escola pelo menos quando para tal for solicitado; c) Colaborar com os Professores no âmbito do processo ensino-aprendizagem do seu educando; d) Articular a educação na família com o trabalho escolar; e) Cooperar com todos os membros da Comunidade Educativa no desenvolvimento de uma cultura de cidadania, nomeadamente através da promoção de regras de convivência na Escola; f) Responsabilizar-se pelo cumprimento do dever de aproveitamento, assiduidade, pontualidade e correcto comportamento do seu educando; g) Responsabilizar-se pelo cumprimento de tarefas de integração escolar, resultantes da aplicação de medidas correctivas; h) Responsabilizar-se pela reposição de material danificado resultante de acção consciente do dano causado; i) Justificar, nos termos da lei, as faltas dos seus educandos; j) Participar nas reuniões convocadas pelos órgãos de Administração e Gestão e pelas Estruturas de Orientação Educativa, bem como pela Associação de Pais e Encarregados de Educação; k) Conhecer o estatuto do aluno, o Regulamento Interno da Escola e subscrever, fazendo subscrever igualmente os seus filhos e educandos, declaração anual de aceitação do mesmo e de compromisso activo quanto ao seu cumprimento legal.
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CAPÍTULO VI – Cursos de Educação e Formação
O presente Regulamento define a organização interna e estabelece as regras de funcionamento e de acompanhamento dos Cursos de Educação e Formação (CEF) em conformidade com o previsto na seguinte legislação: a) Despacho Conjunto n.º453/04, de 27 de Julho; b) Rectificação n.º1673/2004, de 7 de Setembro; c) Guia de orientações e respectivos anexos dos CEF Dezembro 2008;
104

d) Lei n.º3/2008 de 18 de Janeiro; e) Lei n.º39/2010 de 2 de Setembro.

Artigo 58.º Organização Curricular
Os planos curriculares dos Cursos de Educação e Formação desenvolvem-se segundo uma estrutura de 2 anos lectivos. Compreendem quatro componentes de formação: Sociocultural, Científica, Tecnológica e Prática que engloba a Prova de Avaliação Final (PAF). a) Os referenciais de formação, as cargas horárias assim como, os programas das disciplinas aprovados pelo Ministério da Educação encontram-se: b) Relativamente às Componentes Sociocultural e Cientificas, no site http://www.anq.gov.pt/; c) Relativamente à Componente Tecnológica, no site http://www.iefp.pt/

Artigo 59.º Objecto e Âmbito de Acordo com a Legislação em Vigor
Os Cursos de Educação e Formação, sendo de âmbito educativo e formativo de dupla certificação, destinam-se a jovens com idade igual ou superior a quinze anos que: a) Preferem aceder a uma qualificação profissional, mas consentânea com os seus interesses e expectativas; b) Estão numa situação de insucesso repetido por desinteresse académico e preferem metodologias de aprendizagens mais concretas.

Artigo 60.º Identificação e Recrutamento de Alunos/Formandos
No sentido de apoiar os Formandos e as suas famílias na construção dos seus projectos de vida e com vista à identificação e recrutamento dos Alunos/Formandos, a Escola, num trabalho articulado, atenderá aos seguintes procedimentos/recursos:

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a) Disponibilização de informação organizada e sistematizada sobre os perfis de saída dos vários cursos, em diferentes suportes; b) Organização de sessões de informação/debate para futuros candidatos e Encarregados de Educação; c) Formalização, por parte dos candidatos, do seu interesse nos cursos, mediante uma préinscrição; d) Submissão dos candidatos a uma entrevista dirigida por uma equipa constituída para o efeito (da qual fará parte obrigatoriamente o Psicólogo Escolar) que fará a selecção baseada nos seguintes critérios: i. ii. Avaliação do percurso escolar; Avaliação da maturidade e do perfil vocacional para o percurso pretendido.
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e) Formalização da matrícula e assinatura do contrato de formação entre o Formando, o Encarregado de Educação e o Órgão de Gestão.

Artigo 61.º Desenvolvimento dos Cursos
1. O desenvolvimento dos cursos é assegurado pelas seguintes estruturas e elementos: a) A Equipa Pedagógica da qual fazem parte os Professores/Formadores que leccionam as disciplinas/domínios das componentes de formação em contexto escolar; b) O Director de Curso, que coordena a Equipa Pedagógica e que, sendo designado pelo Director, deverá ser um dos Formadores da Componente de Formação Tecnológica. O Director de Curso assegurará também as funções de Director de Turma; c) Um profissional da Orientação Vocacional pertencente ao Serviço de Psicologia e de Orientação.

Artigo 62.º Atribuição de Cargos e Funções
1. Compete ao Director assegurar que as Equipas Pedagógicas de cada Curso sejam constituídas por Formadores com perfil para este Projecto de Formação, tendo em conta: a) A formação de base e experiência de leccionação dos Docentes/Formadores, bem como o seu perfil relacional e capacidade de trabalho em equipa; b) A capacidade de abertura a um ensino centrado no interesse e nas necessidades dos Formandos, identificando a pertinência e a articulação entre essas premissas, avaliando sistematicamente a dinâmica de motivações, as capacidades estruturais, as aquisições indispensáveis, os progressos a realizar ou realizados e utilizando uma didáctica capaz de REGULAMENTO INTERNO
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fazer fortificar as atitudes sociais dos Formandos, a consciência de pertença a uma comunidade social, com os respectivos direitos e deveres.

Artigo 63.º Competências do Coordenador dos Cursos de Educação e Formação
1. Coordenar, acompanhar e avaliar os processos de implementação e os resultados da oferta qualificante; 2. Integrar o Conselho Pedagógico; 3. Articular directamente com os Directores de Curso e estes com as Equipas Pedagógicas; 4. Articular com o Director de Curso, com o Director de Turma e com os acompanhantes da formação em contexto de trabalho, dependendo dos objectivos e dos assuntos em discussão.
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Artigo 64.º Constituição da Equipa Pedagógica
O desenvolvimento de cada Curso é assegurado por uma Equipa Pedagógica da qual fazem parte: 1. Professores/Formadores: leccionam as disciplinas/domínios das Componentes de Formação em contexto escolar; 2. Director de Curso/Director de Turma assegura a coordenação técnico-pedagógica do curso e a coordenação das actividades da Equipa Pedagógica e a articulação entre Formador/Formando/Encarregado de Educação e outros agentes implicados no processo educativo; 3. Professor Acompanhante de Estágio: formador da Componente de Formação Tecnológica que acompanha o Formando na formação prática em contexto de trabalho, em estreita articulação com um monitor da empresa; 4. Técnico do SPO/Profissional de Orientação: colabora na identificação dos Formandos, na preparação e dinamização de actividades de exploração vocacional e no acompanhamento psicopedagógico dos formandos, atendimento individualizado ou aplicação de programas de desenvolvimento de competências pessoais, sociais e de empregabilidade.

Artigo 65.º Funcionamento dos Cursos
1. A distribuição da mancha horária, no horário dos alunos, deve ter em conta as dificuldades de concentração, o ritmo lento de trabalho, a baixa auto-estima e a desmotivação pelas aprendizagens;

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2. A reunião da Equipa Pedagógica é realizada periodicamente, em tempos lectivos que não prejudiquem o horário dos alunos.

Artigo 66.º Regime de Assiduidade - Medidas
De acordo com a legislação nacional em vigor, a Escola, no âmbito da sua autonomia pedagógica, aplica as medidas tidas por convenientes ao aluno, sempre que não ocorram actividades lectivas calendarizadas e, no caso de algum impedimento, deve a Escola diligenciar para que o aluno usufrua desta medida em horário a marcar. Quando o Aluno/Formando atingir 5% do total de aulas previstas para o curso, independentemente da natureza das mesmas: a) Convoca-se os Encarregados de Educação pelo meio mais expedito; b) A notificação referida no número anterior deve alertar para as consequências da violação do limite de faltas e procurar encontrar uma solução que permita garantir o cumprimento efectivo do dever de assiduidade; c) Caso se revele impraticável o referido no número anterior, por motivos não imputáveis à Escola, e sempre que a gravidade especial da situação o justifique, a respectiva Comissão de Protecção de Crianças e Jovens deve ser informada do excesso de faltas do aluno, assim como dos procedimentos e diligências até então adoptados pela Escola, procurando em conjunto soluções para ultrapassar a sua falta de assiduidade. Quando o Aluno/Formando atinge o limite de faltas, isto é, 10% do total de aulas previstas para o curso, independentemente da natureza das mesmas aplicam-se as seguintes medidas Pegagógicas: 1.ª - Medida: Aplicação de Planos de Recuperação Individual tendo em vista a aquisição de competências; 2.ª – Medida: Organização de aulas individualizadas de compensação, para que o Aluno/Formando adquira as competências em falta desenvolvidas nas actividades lectivas que decorreram no período em que esteve ausente. Estas aulas são ministradas pelo professor da disciplina e da turma. a) Para cumprimento da 1.ªmedida o Aluno/Formando é acompanhado na realização dos Planos acima mencionados pelo Formador da disciplina. Caso não seja possível será acompanhado por outro Formador da Equipa Pedagógica; b) Para cumprimento da 1.ª e 2.ª medidas, o Órgão de Gestão atribui ao Formador os tempos de Trabalho de Estabelecimento (TE) e/ou de Actividades de Complemento
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Curricular (ACC), nessa semana, para este acompanhar o(s) aluno(s), na realização dos Planos e/ou de aulas; c) A Equipa Pedagógica calendariza a realização do(s) Plano(s) de Recuperação de Competências e o Formador da(s) disciplina(s) em que o(s) aluno(s) atingiu (atingiram) o limite de 10% de faltas prepara todo o material necessário para a realização dos respectivos Planos; d) O Director de Turma/Curso convoca o Encarregado de Educação do aluno/formando, comunicando-lhe as medidas aplicadas, devendo para o efeito assinar um impresso próprio; e) No caso de não se realizar a medida do ponto anterior, o Director de Turma/Curso em conjunto com a Equipa Pedagógica acciona todos os meios técnicos de que a Escola dispõe para se ultrapassar esta situação, com vista à inclusão do Formando na formação. Outras faltas: a) A falta de atraso deve ser marcada 10 minutos depois do toque de entrada no primeiro tempo do período da manhã, não havendo qualquer tolerância nos tempos intermédios; b) Qualquer atraso na chegada do aluno à aula é registado pelo Formador.
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Artigo 67.º Cumprimento dos Planos de Formação (Reposição de Aulas)
a) Face à exigência de leccionação da totalidade das horas previstas para cada disciplina, de forma a assegurar a certificação, torna-se necessária a reposição das aulas não leccionadas; b) As horas lectivas previstas e não leccionadas por colocação tardia dos professores ou por falta de assiduidade destes, devem ser recuperadas através do prolongamento da actividade lectiva diária ou semanal e/ou da diminuição do tempo de paragem lectiva no Natal e/ou Páscoa; c) A gestão da compensação das horas em falta, deve ser planeada em reunião da Equipa Pedagógica, e posteriormente comunicado pelo Director do Curso ao Órgão de Gestão da Escola. d) As aulas previstas e não leccionadas são recuperadas através de: i. ii. Prolongamento da actividade lectiva diária, desde que não ultrapasse os 9 tempos; Diminuição do tempo de interrupção das actividades lectivas relativas ao Natal e/ou Páscoa; iii. A permuta entre docentes é recomendada, sempre que os respectivos horários sejam compatíveis, sendo planificada na reunião da Equipa Pedagógica e, sempre que concretiza, não dará origem a qualquer marcação de falta. REGULAMENTO INTERNO
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Artigo 68.º Visitas de Estudo
a) As visitas de estudo e os respectivos objectivos fazem parte do Plano de Turma, tendo, portanto, de ser aprovados pela Equipa Pedagógica, constar do Plano Anual de Actividades, e ser aprovado pelo Órgão Pedagógico da Escola; b) Estas actividades constituem estratégias pedagógicas/didácticas que, dado o carácter mais prático podem construir para a sensibilização e preparação de conteúdos a leccionar, ou para o aprofundamento e reforço de unidades curriculares já leccionadas; c) Sempre que se realizem visitas de estudo, as horas efectivas utilizadas durante as mesmas convertem-se em tempos lectivos de acordo com as seguintes regras: i. As horas efectivas utilizadas durante as visitas de estudo, excluindo as utilizadas nas deslocações, serão distribuídas pelas disciplinas envolvidas no projecto da visita e consideradas tempos lectivos das mesmas, desde que estas tenham sido objecto de planificação integrada. ii. Os docentes cujas disciplinas não façam parte do projecto da visita de estudo mas que teriam aula(s) nesse dia com a turma deverão compensar posteriormente a(s) aula(s) em causa. iii. Para o acompanhamento dos alunos têm prioridade os professores que leccionam disciplinas que façam parte do projecto da visita de estudo.
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Artigo 69.º Avaliação das Aprendizagens
a) A avaliação é contínua e reveste um carácter regulador, proporcionando um reajustamento do processo ensino-aprendizagem e o estabelecimento de um plano de recuperação que permita a apropriação pelos Alunos/Formandos de métodos de estudo e de trabalho e proporcione o desenvolvimento de atitudes e de capacidades que favoreçam uma maior autonomia na realização das aprendizagens; b) As reuniões de avaliação, bem como os respectivos registos, ocorrem, em cada ano de formação, em três momentos sequenciais, coincidentes com períodos de avaliação, sem prejuízo da legislação em vigor; c) A avaliação realiza-se por disciplina e por componente de formação, sendo que a avaliação realiza-se por componente de formação e expressa-se numa escala de 1 a 5.

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Artigo 70.º Progressão
a) A avaliação processa-se em momentos sequenciais predefinidos, ao longo do curso, não havendo lugar a retenção no primeiro ano de um curso com um percurso de dois anos. b) No caso de o aluno não ter obtido aproveitamento na componente de Formação Tecnológica, não frequentará a componente de Formação Prática, nem realizará a Prova de Avaliação Final (PAF), não obtendo, deste modo uma qualificação profissional.
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Artigo 71.º Conclusão do Curso
Para concluir um curso T1, T2 ou T3, o formando terá que obter uma classificação igual ou superior a 3 em todas as Componentes de Formação e na Prova de Avaliação Final (PAF).

Artigo 72.º Certificação
a) Os Formandos que concluírem com aproveitamento um CEF obtêm um certificado de conclusão do 6.º e 9.º anos de escolaridade e a qualificação profissional de nível 1 e 2. b) Para obter um certificado escolar de conclusão do 6.º ou do 9.º ano, após a conclusão de um curso T1, T2 ou T3, o Formando terá que obter uma classificação final igual ou superior a 3 e terá que cumprir o regime de assiduidade em todas as componentes, com excepção da componente de formação prática.

Artigo 73.º Componente de Formação Prática (Estágio) Âmbito e Definição
a) A organização do estágio compete à Entidade Formadora, responsável pelo curso, que assegurará a sua programação, em função dos condicionalismos de cada situação em estreita articulação com a Entidade Enquadradora da componente de formação prática; b) A componente de formação prática assume a forma de estágio de 210 horas, correspondente a 6 semanas e com horário legalmente previsto para a actividade em que se insere o estágio; c) O desenvolvimento do estágio, deve realizar-se durante os meses de Junho e Julho; d) Em casos excepcionais, quando o estágio não se possa realizar no período previsto no número anterior, a entidade formadora deverá propor de forma fundamentada à Direcção Regional uma nova calendarização; REGULAMENTO INTERNO
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e) As Entidades Enquadradoras da componente de formação prática serão objecto de avaliação ao nível da sua capacidade técnica, quer em termos de recursos humanos, quer de recursos materiais, por parte da Entidade Formadora responsável pelo curso.

Artigo 74.º Objectivos do Estágio
a) Promover a inserção dos alunos no mundo do trabalho, através da observação do quotidiano da Entidade Enquadradora, de condutas e valores exigidos no Âmbito socioprofissional, conduzindo os alunos à análise e reflexão sobre as práticas de trabalho e organização; b) Desenvolver capacidades, competências e atitudes essenciais à integração no mundo do trabalho, tais como: o espírito crítico e de cooperação, o sentido de responsabilidade e a autonomia na execução das tarefas confiadas; c) Aplicar os conhecimentos e competências adquiridos, executar tarefas múltiplas relacionadas com a componente de formação tecnológica; d) Desenvolver aprendizagens no âmbito da higiene, saúde e segurança no trabalho.
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Artigo 75.º Organização e Funcionamento
a) Tendo em conta as competências base fundamentais para ingressar na Formação em Contexto de Trabalho, os Formandos/ Alunos são admitidos a estágio quando: i. ii. O regime da assiduidade for cumprido em todas as disciplinas; Na Componente de Formação Tecnológica a média for igual ao superior a três, nas disciplinas que a compõem; iii. A idade do aluno respeita a lei e os interesses definidos pela Entidade Enquadradora; b) O estágio realiza-se numa entidade pública ou privada, na qual se desenvolvem actividades profissionais relacionados com a área de formação; c) O estágio é supervisionado pelo Formador acompanhante, em representação da Entidade Formadora e pelo monitor, em representação da Entidade Enquadradora.

Artigo 76.º Celebração de Protocolos
a) O estágio formaliza-se com a celebração de um protocolo entre a Entidade Formadora e a Entidade Enquadradora;

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b) O protocolo inclui as responsabilidades das entidades envolvidas, bem como as normas de funcionamento da formação em contexto de trabalho.

Artigo 77.º Plano de Estágio
As actividades a desenvolver pelo aluno durante o estágio devem reger-se pelo plano de estágio, que : a) Estabelece os objectivos a atingir e descreve as actividades a desenvolver durante o período de formação em contexto de trabalho; b) É assinado pelo aluno, pelo acompanhante de estágio da Entidade Formadora e pelo monitor da Entidade Enquadradora; c) No caso de o aluno ser menor de idade, o plano de estágio será assinado pelo aluno e pelo Encarregado de Educação.
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Artigo 78.º Deveres da Entidade Enquadradora
As actividades a desenvolver pelo aluno durante o estágio devem reger-se pelo plano de estágio, que : a) Estabelece os objectivos a atingir e descreve as actividades a desenvolver durante o período de formação em contexto de trabalho; b) É assinado pelo aluno, pelo acompanhante de estágio da Entidade Formadora e pelo monitor da Entidade Enquadradora; c) No caso de o aluno ser menor de idade, o plano de estágio será assinado pelo aluno e pelo Encarregado de Educação.

Artigo 79.º Deveres da Entidade Formadora
São deveres da Entidade Formadora: a) Designar o formador acompanhante; b) Assegurar a elaboração do plano de estágio; c) Promover a realização de um encontro inicial entre o professor acompanhante, o estagiário e o monitor nomeado pela Entidade Enquadradora; d) Fazer a articulação de toda a documentação entre os intervenientes do processo de formação em contexto de trabalho; e) Dar apoio pedagógico, sempre que necessário, através do professor acompanhante; REGULAMENTO INTERNO
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f) Distribuir os formandos pelos diferentes locais de estágio, tendo em conta a localização geográfica da empresa e a residência do formando; g) Elaborar a calendarização do estágio; h) Registar todas as observações feitas durante o estágio necessárias à respectiva avaliação; i) Disponibilizar um seguro que garanta a cobertura dos riscos das actividades a desenvolver.
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Artigo 80.º Acompanhamento do Estágio
O acompanhante de estágio, nomeado preferencialmente de entre os Formadores da Componente Tecnológica, assegura, em estreita articulação com o monitor da Entidade Enquadradora e com os profissionais de orientação, o acompanhamento técnico-pedagógico durante a formação em contexto de trabalho, bem como a avaliação do aluno. A ele compete: a) Programar as reuniões semanais com o formando e com o monitor de estágio; b) Elaborar um relatório de cada visita à empresa; c) Verificar o cumprimento do plano individual de estágio; d) Fazer alterações ao plano individual de estágio sempre que destas resulte uma mais-valia para a formação do formando; e) Reunir com os intervenientes no estágio para realizar a avaliação final do formando.

Artigo 81.º Deveres do Aluno
São deveres do aluno: a) Cumprir todas as obrigações decorrentes do protocolo celebrado entre a Entidade Formadora e a Entidade Enquadradora; b) Colaborar na elaboração do plano de estágio; c) Realizar todas as tarefas atribuídas, com obediência, zelo e sigilo profissional; d) Manter em todas as circunstâncias um comportamento correcto e leal para com as pessoas com quem se relacione; e) Ser pontual e assíduo; f) Cuidar de forma conveniente a sua apresentação pessoal; g) Dispensar o maior cuidado com os bens materiais que lhe forem confiados; h) Reunir semanalmente com o professor orientador para avaliar o cumprimento do seu plano individual de estágio; REGULAMENTO INTERNO
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i) Reunir com os demais intervenientes da avaliação final do estágio de forma a fazer a sua auto-avaliação; j) Na impossibilidade de comparecer no local de estágio, comunicar de imediato à Entidade Formadora e à Entidade Enquadradora e justificar a falta.

Artigo 82.º Da Responsabilidade do Encarregado de Educação do Formando
a) Assinar o respectivo contrato de estágio; b) Co-responsabilizar-se pelo sucesso da Formação em Contexto de Trabalho do seu educando.

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Artigo 83.º Da Responsabilidade do Serviço de Psicologia e Orientação
a) Colaborar com os demais intervenientes na elaboração do plano individual de estágio; b) Analisar os pontos fortes do estágio de forma a elaborar o plano de transição para a vida activa.

Artigo 84º Regulamento da Prova de Avaliação Final - Natureza e Âmbito
A Prova de Avaliação Final (PAF) assume o carácter de prova (individual) de desempenho profissional e consiste na realização, perante um júri, de um ou mais trabalhos práticos, baseados nas actividades do perfil de competências visado, devendo avaliar os conhecimentos e competências mais significativos. A PAF tem duração de referência equivalente à duração diária do estágio, podendo ser alargada, sempre que a natureza do perfil de competências o justifique, a uma duração não superior a trinta e cinco horas.

Artigo 85.º Objectivos
A Prova de Avaliação Final será estruturada de forma a permitir avaliar os conhecimentos fundamentais e competências significativas, tendo em atenção o perfil de saída dos formandos definidos para o curso.

Artigo 86.º Estrutura da Prova
A concepção da PAF e da respectiva matriz serão da responsabilidade da Equipa Pedagógica.

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A matriz da Prova deve ser afixada com, pelo menos, um mês de antecedência relativamente à data de início da mesma. A PAF deverá ser adequada aos diferentes itinerários de qualificação, podendo por isso assumir um carácter teórico/prático. As cotações a atribuir estarão de acordo com a tipologia do curso.
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Artigo 87.º Calendarização
A Prova de Avaliação Final deve realizar-se após a conclusão do estágio. Deve ser afixada uma pauta na qual se identificam os Formandos admitidos à Prova, o local de realização, o dia e a hora em que a mesma tem lugar.

Artigo 88.º Local de Desenvolvimento da Prova de Avaliação Final (PAF)
A Prova de Avaliação Final deverá ser realizada preferencialmente na Escola. Nos casos em que a Escola não reúna condições favoráveis, a Prova poderá ser realizada em ambientes extra-escolares.

Artigo 89.º Orientação / Acompanhamento
O acompanhamento da Prova não exige a presença de todos os elementos do júri (cuja constituição é referida no ponto 8 deste regulamento), podendo ser feito por um elemento do júri coadjuvado por um professor/formador da componente de formação tecnológica.

Artigo 90.º Avaliação
a) A avaliação da PAF expressa-se numa escala de 1 a 5; b) Consideram-se aprovados na PAF os alunos que obtenham uma classificação igual ou superior a nível 3; c) A avaliação da PAF corresponde a 30% da classificação final da componente da formação prática, sendo os restantes 70% atribuídos ao estágio em contexto real de trabalho.

Artigo 91.º Constituição e Competências do Júri da PAF
A constituição do júri de avaliação da Prova tem natureza tripartida e será composto pelos seguintes elementos: a) Director de Curso ou Formador Acompanhante de Estágio; REGULAMENTO INTERNO
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b) Um representante das Associações empresariais ou das empresas de sectores afins ao curso que tem de representar as confederações patronais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social; c) Um representante das associações sindicais dos sectores de actividade afins ao curso que tem de representar as confederações sindicais com assento na Comissão Permanente de Concertação Social. No júri da PAF, poderá sempre participar um quarto elemento que deverá ser uma personalidade de reconhecido mérito na área da formação profissional ou dos sectores de actividade afins ao curso.
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Artigo 92.º Procedimentos
No local de desenvolvimento da prova: a) Para a realização da PAF, os alunos não podem levar para a sala quaisquer suportes escritos não autorizados (exemplo: livros, cadernos), computadores portáteis, nem aparelhos de vídeo ou áudio, incluindo telemóveis e bips. Os demais objectos necessários para a realização da prova (mochilas, carteiras, estojos…) devem ser colocados no local designado pelos elementos do júri; b) Na sala, durante a realização da prova, não é permitida a entrada de outras pessoas para além dos elementos do júri ou elementos do Órgão de Gestão; c) Os alunos devem apresentar-se no local da prova 15 minutos antes da hora marcada para o início da mesma; d) A chamada faz-se 10 minutos antes da hora marcada para o início da prova, pela ordem constante da pauta; e) O atraso na comparência do (s) aluno (s) à prova não pode ultrapassar 30 minutos após a hora do início da mesma, estabelecida no respectivo calendário. A este (s) aluno (s) não é concedido nenhum prolongamento adicional, pelo que terminam a prova ao mesmo tempo dos restantes; f) Após os 30 minutos estabelecidos no ponto anterior, o Director do Curso deve assinalar na pauta os alunos que não compareceram à prova; g) Não podem abandonar o local de realização da prova, antes de terminado o tempo regulamentar da mesma; h) Os Formandos que por, razões comprovadamente justificadas, tenham faltado a PAF ou não tenham obtido aprovação na mesma, poderão, após, deferimentos de pedido dirigido ao Director, efectuar uma nova prova, em data a definir. REGULAMENTO INTERNO
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Casos Omissos
Em tudo o que for omisso regularão os normativos legais em vigor.

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CAPÍTULO VII – Formação de Turmas e Avaliação dos Alunos
Artigo 93º Formação de Turmas
Os alunos, dos diferentes níveis de educação e ensino, são integrados em turmas, segundo os critérios previamente definidos pelo Conselho Pedagógico, em conformidade com a legislação em vigor. São, assim, tidos em conta, sempre que possível, os seguintes critérios na constituição das turmas: a) Nível etário dos alunos; b) No ensino básico (1º, 2º e 3º CEB) procura-se salvaguardar o equilíbrio do nível etário dos alunos da turma; c) Na Educação Pré-Escolar as turmas integram alunos com diferentes níveis etários e por conseguinte diferentes estádios de desenvolvimento biopsicossocial; d) Equilíbrio numérico de géneros; e) Agrupar, os alunos, tendo em conta o local de residência; f) Privilegiar, na transição dos vários ciclos e anos, a continuidade de grupos de alunos da mesma turma/escola; g) Distribuir dos alunos retidos pelas turmas do mesmo nível etário ou do nível mais próximo; h) Distribuir alunos de diferentes etnias ou com Necessidades Educativas Especiais pelas várias turmas;
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Artigo 94º Avaliação dos Alunos – Critérios Gerais
Os critérios gerais de avaliação dos Alunos são definidos de acordo com o Despacho Normativo n.º 6/2010 de 19 de Fevereiro, que revoga o Despacho Normativo n.º 30/2001, de 19 de Julho e introduz alterações aos Despachos nº 18/2006, de 14 de Março e 5/2007, de 10 de Janeiro. Aos alunos assiste o direito de participação na sua avaliação, através da auto-avaliação em cada área curricular disciplinar e não-disciplinar; a) Aos Encarregados de Educação é assegurado o direito de participação na avaliação do seu educando, através de um documento organizado para o efeito, até momento da avaliação; b) Os alunos, professores e outros intervenientes no processo de aprendizagem, terão acesso ao dossiê individual do aluno, através do respectivo Director de Turma, podendo ainda solicitar cópia do mesmo, devendo proceder ao pagamento dos encargos daí decorrentes.

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CAPÍTULO VIII - Normas de Utilização das Novas Tecnologias
Artigo 95º Cartão de Utilizador e Equipamento Informático

1. Acesso às Instalações e Serviços e Cartão de Utilizador
a) As novas tecnologias são importantes para as actividades educativas e de gestão escolar pelo que está implementado o sistema de cartões para todos os elementos da comunidade escolar. b) A utilização do cartão magnético visa: i. ii. iii. iv. v. vi. vii. O controlo de acessos; O pagamento e acesso aos serviços da Escola; O controlo interno de consumos; A venda de refeições e controlo de acesso ao refeitório; O registo electrónico de sumários (a implementar); O envio de mensagens electrónicas; A consulta de informação via KIOSK (terminal escolar e via Internet).
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c) O cartão de identificação dos utilizadores da Escola é o cartão do Sistema Integrado de Gestão (SIGE). A sua atribuição é feita tendo em consideração que existem três tipos de utilizadores: i. ii. iii. Alunos; Funcionários (Docentes e Não Docentes); Outros (fornecedores e outras pessoas que regularmente acedem ao edifício e serviços da Escola). d) A aquisição do cartão processa-se nos Serviços Administrativos: os alunos, na Área de Alunos e os Pessoal Docente e Não Docente na Área de Pessoal pelo pagamento de um montante a ser estipulado, anualmente, pela Direcção Executiva; e) O extravio ou a deterioração do cartão de utilizador (desde que da responsabilidade do seu titular) obriga à substituição por um cartão provisório e a requisição de um novo. Para tal, o utilizador deverá efectuar pagamento deste de acordo com o valor a estipular anualmente pela Direcção Executiva; f) A utilização do cartão apenas poderá ser feita pelo seu respectivo titular. Esta proibição não se aplica ao Encarregado de Educação do aluno titular do cartão;

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g) A receita resultante da aquisição dos cartões reverte a favor do orçamento privativo da Escola; h) Sempre que o cartão de um utilizador que cessou funções ou deixou de frequentar a Escola apresente saldo, o seu titular poderá solicitar a devolução da quantia em causa no prazo máximo de um mês após a data de início de tal situação. O não cumprimento deste prazo viabiliza a transferência de tal saldo para o orçamento privativo da Escola; i) É obrigatório o uso do cartão por parte dos alunos; j) O controlo das entradas e saídas dos alunos é feito na Portaria através da passagem do cartão por um dos leitores ali instalados; k) É obrigatório proceder à validação de entrada no recinto da Escola. l) O não cumprimento do expresso no ponto anterior inviabiliza a utilização do cartão nos diferentes serviços disponibilizados; m) O controlo das saídas dos alunos é feito em função das restrições indicadas pelo Encarregado de Educação e aplicadas ao cartão de que é portador; n) Poderão ser registadas autorizações pontuais de saída para alunos através de utilizadores credenciados para o efeito pela Direcção Executiva; o) Sempre que seja detectada uma situação de incumprimento do estipulado anteriormente, e não devidamente justificada, o titular do cartão poderá ser passível de procedimento disciplinar; p) Caso um aluno se apresente na Escola sem o seu cartão de utilizador deve o mesmo ser imediatamente identificado pelo funcionário que detectou tal situação e, logo que possível, ser conduzido a Direcção Executiva que actuará em conformidade; q) Da falta pontual do cartão de utente não poderá resultar para o aluno qualquer prejuízo à frequência normal das actividades lectivas; r) O acesso de outros utentes (Encarregados de Educação, ex-alunos, agentes comerciais e outros) é feito pela Portaria procedendo-se ao seu registo tendo por base a sua identificação através de documento de identificação; s) A qualquer momento poderão ser disponibilizados os dados referentes aos movimentos efectuados pelo titular de um cartão; t) Tais dados apenas poderão ser facultados ao titular do cartão ou, no caso dos alunos, ao Director de Turma e/ou respectivo Encarregado de Educação; u) O cumprimento do expresso no ponto anterior apenas poderá ser feito na presença de quem tem tal pretensão;
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v) São permitidas anulações de refeições previamente adquiridas desde que tal pedido seja efectuado até às 24 horas da véspera do dia a que a refeição adquirida se reporta; w) Todas as operações financeiras serão processadas, obrigatoriamente, através da utilização do cartão de utente não sendo, por isso, permitido o uso de numerário; x) Cada utente será sempre o responsável por todos os movimentos realizados com o seu cartão, desde que não tenha informado o Órgão de Gestão da Escola de qualquer anomalia ocorrida com o mesmo; y) Todos os dados e informação com registo no cartão de utente são para uso, única e exclusivamente, dos serviços deste estabelecimento de ensino.
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2. Material Informático
a) Os pontos que a seguir se transcrevem visam, fundamentalmente, racionalizar a utilização de todo o material informático e assegurar a sua máxima rentabilização e longevidade. São aplicáveis, de uma forma geral, ao equipamento informático da escola sem prejuízo dos regulamentos propostos e existentes para a Sala de Informática, Biblioteca e Projecto Portáteis (CRIE); b) Todos os equipamentos informáticos existentes nesta Escola destinam-se, única e exclusivamente, à execução de trabalhos em diversas aplicações informáticas, à pesquisa de documentos em suporte multimédia e ao acesso à Internet, sempre no âmbito de actividades de ensino, formação, administrativas e de gestão; c) É expressamente proibido o acesso ao setup de qualquer uma das máquinas a não ser que para o efeito o utente esteja devidamente habilitado e autorizado por quem de direito; d) Do mesmo modo, não é permitido proceder à instalação de programas sem qualquer utilidade para as actividades a que os computadores se destinam bem como proceder a alterações na configuração dos programas informáticos e ficheiros instalados sem que para o efeito o utente esteja mandatado; e) Está interdito o download de software não licenciado bem como o de qualquer outro tipo de ficheiros; f) A gravação nos discos internos dos computadores de qualquer trabalho, ou outro, só deverá ser feita em casos excepcionais; g) Não é permitida a utilização dos computadores para jogos a não ser que os mesmos assumam um cariz nitidamente didáctico e estejam a ser aplicados e devidamente enquadrados por um professor. Assim, a utilização do computador para jogos só deverá ser permitida se estes estiverem relacionados com os conteúdos programáticos das várias áreas curriculares; REGULAMENTO INTERNO
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h) No caso em que o (s) computador (es) esteja (m) num espaço aberto à comunidade escolar, o acesso a cada máquina processa-se através do preenchimento de uma ficha própria existente no local. Deste modo será mais fácil responsabilizar o(s) utente(s) pela boa conservação do material e encontrar responsáveis por eventuais estragos. A deterioração resultante da utilização indevida ou negligente é da responsabilidade do utilizador; i) O acesso ao (s) computador (es) poderá processar-se, sempre que previsível, através de marcação prévia; j) O período disponibilizado para a utilização do (s) computador (es) não deverá exceder uma hora (caso existam marcações prévias); k) O ponto anterior não se aplica no caso dos computadores adstritos às actividades de Direcção de Turma e de Coordenação que dispõem de computador (es) próprio (s); l) Os trabalhos produzidos, sempre que estejam relacionados com actividades escolares no âmbito das diferentes áreas curriculares, podem ser impressos a preto e branco e a cores na Biblioteca e na Reprografia; m) A impressão de qualquer outro tipo de trabalho poderá ser realizada na Reprografia; n) No acesso à Internet só serão permitidos os sites que, de algum modo, estejam relacionados com os conteúdos programáticos das várias disciplinas, com projectos pedagógicos a desenvolver e com actividades administrativas e de gestão, podendo a Escola usar os filtros de informação que considerar mais adequados; o) O utilizador que faça um uso indevido no acesso à Internet será passível de procedimento disciplinar; p) A utilização, por parte do utilizador, de programas do tipo MSN Messenger só poderá ser efectuada em contexto de formação, de desenvolvimento de projectos ou de necessidades administrativas e de gestão; q) Caso o utente seja um (a) aluno (a), esta utilização só poderá ocorrer quando devidamente enquadrada por um docente; r) O não cumprimento das orientações dadas pelo responsável do espaço onde o utilizador (aluno) se encontra será passível de procedimento disciplinar e determina, de imediato: i. Ordem de saída do local onde se encontra com a consequente impossibilidade de a ele voltar até ao final do dia em que se verificou a ocorrência; ii. Participação da ocorrência ao Director de Turma e/ou Direcção Executiva consoante a natureza e a gravidade da situação;
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s) A utilização dos servidores da rede informática só é permitida ao Coordenador TIC, membros autorizados da equipa TIC ou outros, devidamente autorizados pela Direcção Executiva; t) No caso de se verificar dano irreversível, de qualquer material, equipamento ou recurso da parte do utilizador, este será responsável pelos encargos financeiros inerentes aos prejuízos provocados.
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3. Sistema de Videovigilância
O sistema de videovigilância instalado está de acordo com as normas previstas na Lei 67/98 de 26 de Outubro, e funciona apenas para controlo interno e externo de entradas e saídas, bem como de protecção e segurança das instalações, bens patrimoniais móveis e fixos.

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CAPÍTULO IX - Disposições Finais
Artigo 96.º Incompatibilidades
É incompatível o exercício cumulativo dos seguintes cargos ou funções: a) Membro do Conselho Geral; b) Membro da Direcção Executiva; c) Coordenador de Departamento Curricular; d) Coordenador de Conselho de Docentes; e) Coordenador do Ensino Pré-Escolar; f) Coordenador de Ensino Básico.
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Artigo 97.º Entrada em Vigor
O presente Regulamento Interno entra em vigor após a sua aprovação pelo Conselho Geral e homologação por parte do Coordenador da Equipa de Apoio às Escolas do Sousa e Baixo Tâmega.

Artigo 98.º Divulgação
O Regulamento Interno deve ser publicitado na página do Agrupamento e facultado a todos os Alunos, Professores, elementos do Pessoal Não Docente, Associação de Estudantes, Associação de Pais e Encarregados de Educação, Câmara Municipal e todas as instituições representadas no Conselho Geral, após a sua entrada em vigor e sempre que sofrer actualização.

Artigo 99º Revisão do Regulamento Interno
No ano lectivo subsequente ao da aprovação deste Regulamento Interno, o Conselho Geral verifica a conformidade do mesmo com o respectivo Projecto Educativo, podendo ser-lhe introduzidas, por maioria absoluta dos votos dos membros em efectividade de funções, as alterações julgadas convenientes. Após a primeira revisão, o Conselho Geral pode rever o Regulamento Interno por maioria absoluta dos votos dos membros em efectividade de funções, decorridos quatro anos sobre a data de homologação da última revisão ordinária. O Conselho Geral pode, porém, assumir em qualquer momento poderes de revisão extraordinária, desde que as alterações a introduzir ao Regulamento Interno sejam aprovadas por maioria dos seus membros em efectividade de funções. REGULAMENTO INTERNO
2010-2012

Agrupamento Vertical de Escolas de Vila Caiz

ANEXOS
Anexo 1 – Protocolos com a Câmara Municipal de Amarante: a) Protocolo das Actividades de Enriquecimento Curricular; b) Protocolo de Utilização do Pavilhão Municipal Protocolo de colaboração com a Câmara Municipal de Amarante
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REGULAMENTO INTERNO

2010-2012

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