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Laboratório de Eletrônica I Prof. Vitor Garcia

Roteiro 1 – Familiarização com instrumentos e Redes com Constante de Tempo Simples
Tiago Toledo Tiago Tarossi André Marcorin 22/03/2010 RA 074401 RA 072536 RA 070164

será utilizado um Gerador de Funç Funções (Figura 3). serão utilizados alguns instrumentos de bancada muito importantes no desenvolvimento e análise no desenvolvimento de circuitos eletrônicos em geral. valores RMS dentre outras. será montado em uma placa de circuito impresso se padrão o circuito mostrado na Figura 1. o Osciloscópio (Figura 2 é utilizado para mostrar medidas de grandezas como tensão ou Figura 2) didas corrente em função do tempo. Introdução Teórica 2. . cuja função é gerar . sinais de diferentes formas. para caracterização e teste dos mesmos. Figura 1: Circuito a ser montado Filtros passa alta e passa baixa montado: 2. O primeiro deles. Além do gráfico mostrado na tela. podem ser realizadas medidas de frequência. Objetivos Este experimento tem como objetivo a familiarização dos membros do grupo com os em instrumentos disponíveis na bancada nomeados abaixo: bancada. Figura 2: Osciloscópio Digital Além do Osciloscópio.1 – Instrumentação Neste experimento.1. Osciloscópio Digital Fonte de Alimentação Dual Gerador de Funções A fim de atingirem-se os objetivos propostos. frequências e amplitudes que servem como entrada de sistemas. que consiste de um filtro passa alta (à esquerda da . fonte) e um filtro passa baixa (à direita da fonte).

como a Constante de Tempo (normalmente representada por “τ”). podemos calcular a chamada Frequência de Corte. apresentada abaixo. Esta grandeza é importante. de suma importância para análise e projeto de sistemas lineares. Equação 2: Frequência de Corte Outro valor importante é o Ganho de Tensão em dB.2 – Circuitos com Constante de Tempo Simples (CTS) Os circuitos CTS são circuitos que podem ser reduzidos a um elemento resistivo e um elemento reativo (Indutor ou Capacitor). definida pelo tempo necessário para um sistema atingir 63. pois auxilia na aproximação de circuitos complicados em um circuito CTS. O eixo horizontal é representado em escala logarítmica. abaixo. facilitando a análise. temos a relação abaixo: Equação 1: Constante de Tempo para Circuito RC Série Além da Constante de Tempo. Esta frequência é definida pela Equação 2. . e o eixo vertical é o ganho em dB (Equação 3).Figura 3: Gerador de Funções 2. o eixo horizontal é a frequência normalizada pela frequência de corte do sistema ( ). que é a frequência limite para a qual a tensão é atenuada em 3dB. que frequentemente podem ser reduzidos a esta forma. Em sua forma final são circuitos bastante simples. Para os diagramas de fase.2% da resposta estabilizada para a entrada degrau. Para os circuitos RC série (como os filtros da Figura 1). Nos circuitos CTS existem algumas grandezas importantes. que pode ser calculado pela Equação 3. No caso dos diagramas de ganho. porém.3 – Diagrama de Bode O diagrama de bode é uma ferramenta muito utilizada para o estudo de resposta em frequência de sistemas. o eixo vertical é a fase em graus. Equação 3: Cálculo do Ganho de Tensão em dB 2.

o Gerador foi ajustado para uma tensão pico a pico de 5V. o sinal observado no osciloscópio apresentava uma amplitude de 20Vpp. .2 0 4. Vpp (V) T (µs) tr (µs) tf (µs) Vméd (mV) Vrms (V) Valor Obtido 10 100 44 43 -340 2. O sinal aplicado foi uma forma senoidal com 10Vpp e 0V de offset. A frequência de corte dos dois filtros (calculada utilizando-se a Equação 1 e 2) é de 100 kHz. na frequência de 10kHz. e a forma de onda é representada ao redor da tensão nula. que foi montado em uma placa de circuito impresso padrão (com capacitores de 100 pF e resistores de 100 kΩ).6 100 42 42 Valor Ideal 10 100 40 40 Tabela 1: Medidas da Onda Triangular pelo Cursor Variando-se o acoplamento do osciloscópio entre c. sempre menores que 5%. Parte Experimental 3. portanto. Após tal regulagem.3. foram obtidas as medidas apresentadas na Tabela 1.86 Tabela 2: Medidas da Onda Triangular pelos Recursos Automáticos do Osciloscópio A Tabela 3 mostra a comparação entre as duas medidas apresentadas. Os resultados são apresentados nas Tabelas 4 e 5.Gerador de Sinais Primeiramente o Gerador de Sinais foi ajustado para produzir uma forma de onda triangular com amplitude de 10Vpp. nota-se que o nível DC do sinal é removido (para o acoplamento c. onde a tensão apresentada era na verdade a tensão de pico e não a amplitude do sinal.. portanto. Vpp (V) T (µs) tr (µs) tf (µs) Cursor 9. Primeiramente foram realizadas medidas em duas frequências diferentes (10 kHz e 22 kHz) para uma análise quantitativa. notamos que o Gerador de Sinais apresentava um erro na sua saída. e c. Vpp (V) T (µs) tr (µs) tf (µs) Valor Obtido 9. Com isso.a. qualquer tensão de offset inserida é desconsiderada. Porém. Utilizando-se os recursos de medida do osciloscópio.1 .2 – Circuito CTS Nesta seção serão analisadas as medidas realizadas no circuito apresentado na Figura 1.4 Tabela 3: Comparação de Medidas Measure X Cursor Notamos que a comparação dos valores na Tabela 3 nos deu valores de erro aceitáveis. 3.8 2.).6 100 42 42 Measure 10 100 44 43 Erro Relativo (%) 4.a. foram obtidas as medidas apresentadas na Tabela 2.c. o que nos deu a onda desejada.

96 V 7.3.48 V . Com esta analise rápida. O inverso aconteceu no nó 3. podendo assim continuar com o experimento. Figura 4: FFT do nó 1.2. sinal senoidal a 16kHz .48 V Tabela 5: Medidas para 22kHz Analisando-se os valores das Tabelas 4 e 5.88 V 2.53 V 1.2.88 V .82 V Valor Máximo 4.88 V 3.76 V Tabela 4: Medidas para 10kHz Nó 1 2 3 Amplitude 9. o filtro passa baixas.76 V Valor Médio 30 mV 40 mV 100 mV Valor RMS 3.80 V . 2 e 3 para uma onda senoidal de frequência 16kHz.72 V Valor Mínimo .2 V Valor Médio .76 V 7.48 V 4.45 V 2.0 V Valor Mínimo . As outras medidas seguem a mesma tendência da amplitude. Com o recurso disponível no osciloscópio digital foi extraída a FFT (Transformada de Fourrier) dos nós 1. característica básica de um filtro passa alta.4.73 V 2.Nó 1 2 3 Amplitude 9.2 V 5.3. pois dela dependem. pudemos concluir que o circuito estava respondendo como esperado.6 V 4.75 V Valor Máximo 4.10 mV 104 mV Valor RMS 3.41 V 1. 5 e 6.6 V .35 mV .6 V 2. os resultados são apresentados nas Figuras 4.4. podemos observar que o nó 2 apresentou um aumento da amplitude com o aumento da frequência.

4 -3.Figura 5: FFT do nó 2.6° 9.8 50.7 -21.4 -57.8 32.17 -35.9 79.3° 6.3 86.3° 10 8.90 -1. foram realizadas medidas em várias frequências.74 -1.85 -0. em V) 2 Ganho (em dB) Fase (relativa ao nó 1) Amplitude (pico a pico.08 -42.6° Amplitude (pico a pico.2° 9.72 -22.2 0° 0.76 6.7 -55. sinal senoidal a 16kHz Após a realização desta análise.4° 7.32 -3. sinal senoidal a 16kHz Figura 6: FFT do nó 3.52 -16.4 0.4 0 0° 10 0.94 -5.4 -75° 10 8. em V) 3 Ganho (em dB) Fase (relativa ao nó 1) Tabela 6: Medidas no Circuito da Figura 1 .66 -1.63 4.2 7° 1. em V) 100 Hz 1 kHz 10 kHz 16 kHz 100 kHz 1 MHz 10.1 -4° 9. que são mostradas na Tabela 6.4° 10. Nó 1 Frequência Amplitude (pico a pico.

1 1 10 ω/ω0 Gráfico 2: Diagrama de Bode (fase) do Filtro Passa Baixa (nó 3) .5 0 -5 -10 Ganho (dB) -15 -20 -25 -30 -35 -40 0.1 1 10 ω/ω0 Gráfico 1: Diagrama de Bode (módulo) do Filtro Passa Baixa (nó 3) 5 -5 -15 -25 Fase (°) -35 -45 -55 -65 -75 -85 0.01 0.01 0.0001 0.001 0.001 0.0001 0.

1 1 10 ω/ω0 Gráfico 4: Diagrama de Bode (fase) do Filtro Passa Alta (nó 2) Os valores teóricos para os filtros apresentados são comparados com os valores obtidos na Tabela 7.001 0.001 0.01 0. .01 0.0001 0.0001 0. abaixo.5 0 -5 -10 Ganho (dB) -15 -20 -25 -30 -35 -40 -45 0.1 1 10 ω/ω0 Gráfico 3: Diagrama de Bode (módulo) do Filtro Passa Alta (nó 2) 100 90 80 70 60 Fase (°) 50 40 30 20 10 0 0.

1 -0.0004 -4° -0.4 -20 -57.4 -3 -75° -45° -1.3° -9.7° -3.2 -3 7° 45° -16.6° -84.Nó Frequência Ganho (em dB) 100 Hz -42.04 0° 5.5° -0.7 -0.2 -0.3° -1.2° 89.1° -1.4° 90° 0 0 0° 0° 1 kHz -22.3° 81° -3.3° Ganho Teórico 2 (em dB) Fase (relativa ao nó 1) Fase Teórica (relativa ao nó 1) Ganho (em dB) Ganho Teórico 3 (em dB) Fase (relativa ao nó 1) Fase Teórica (relativa ao nó 1) Tabela 7: Comparação com Valores Teóricos Figura 7: Resposta Teórica de redes CTS para filtros passa baixa: (a) Módulo.8 -20 50. (b) Fase .7° -35.9 -40 79.3 -60 86.4° 84.8 -16 32.1 -55.04 -21.6 ° 10 kHz 16 kHz 100 kHz 1 MHz -5.7 -0.6° -5.

O resultado é mostrado na Figura 9. Figura 9: Resposta a entrada senoidal de 10 kHz aos nós 2 e 3. foi inserido um sinal senoidal de 10 kHz através do gerador de sinais. com amplitude de aproximadamente 10 V. Este resultado pode ser previsto realizando-se uma análise nas malhas do circuito apresentado.Figura 8: Resposta Teórica de redes CTS para filtros passa alta: (a) Módulo. e realizada a medida diferencial entre os mesmos utilizando-se a função ‘math’ do osciloscópio. e medida a resposta nos nós 2 e 3. (b) Fase Como último item de análise. e diferença entre as duas Notamos que a curva maior (resultado da operação de subtração) é equivalente a onda inserida no sistema pelo gerador de sinais. abaixo. .

Sedra/Smith – Microeletrônica II. Gussow. Comparando-se os valores teóricos esperados com os valores obtidos para ganho em fase e módulo dos filtros. que são as curvas teóricas). Milton . Referências I. que foi montado em placa de circuito padrão. Tal diferença pode ser atribuída a capacitâncias parasitas do circuito. Apesar da grande diferença dos valores teóricos. 5. mostrando que o circuito estava funcionando. Wikipedia .Eletricidade III. os próprios componentes possuem um nível de tolerância para os seus valores que não podem ser desprezados. notamos uma grande diferença nos valores.4. como os instrumentos de bancada e as ferramentas matemáticas. Conclusão Este experimento nos permitiu concluir a importância de conhecer os recursos disponíveis para analise dos sistemas. como o Diagrama de Bode. podemos observar que a tendência dos gráficos é a mesma (basta compararmos com as Figuras 7 e 8. FFT e etc. Tais ferramentas nos permitem encontrar informações importantes sobre o sistema em questão de forma rápida e precisa. com a utilização de condutores simples para interconexão dos componentes. Além disso.