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Universidade Federal da Paraíba Centro de Ciências e Tecnologia Unidade Acadêmica de Engenharia Química

Laboratório De Engenharia Química I

Professor: Eudésio Oliveira Vilar

Índice Instruções Gerais para realização das experiências Roteiro de Relatório Experiência 01 – Viscosidade Cinética Experiência 02 – Viscosidade pela Lei de Stokes Experiência 03 – Equilíbrio Heterogêneo – Sistema Ternário Experiência 04 – Velocidade de reação (Determinar a Ordem de reação) Experiência 05 – Equação de Arrhenius – Constante de Velocidade Experiência 06 – Velocidade de Hidratação do Anidrido Acético Experiência 07 – Lei de Faraday Experiência 08 – Lei de diluição de Ostwald .

dirigir-se-á então ao seu professor. Para aprofundamento dos conhecimentos. As experiências deste laboratório demorarão no máximo duas horas. porém é tolerado um atraso de dez minutos. 6. o aluno deverá dirigir-se ao professor responsável pela disciplina. O aluno tem direito a olhar o relatório depois da correção. O aluno deverá chegar no laboratório na hora marcada. o aluno deve consultar os livros textos. Preparação prévia insuficiente reflete a nota do relatório. No caso de ausência. Durante a experiência o aluno deverá tomar nota dos dados observados e colocá-los na folha apropriada para a apresentação posterior. Para qualquer reclamação. . 4.Instruções Gerais para realização das experiências 1. 5. As apostilas contendo instruções referentes as experiências a serem realizadas pelo aluno. o aluno deverá recuperar somente uma prática que será no final do semestre. devem ser estudadas em casa antes de realizá-las. No início de cada experiência serão feitos testes para a verificação da capacidade do aluno realizar a experiência. 3. 2.

Escreve. Aluno.2. com detalhamento apropriado para que seja compreensível.1. O que considerar ao planejar um relatório? O texto deve ser conciso. informativo. Imprima a cópia final. Introdução • • Colocação da questão estudada: especificar os objetivos do trabalho. Como escrever o roteiro do relatório. Mostre ao professor. 3. . Professor: Laboratório: Data: 3. Leia alguns relatórios. Reescreva e corrija. Faça um esboço. 2. 3. Identificação • • • • • • Título: Número do relatório. Algumas regras: • • • • • • • Não deixe pra última hora. revise e critique. Fazer uma abordagem teórica sobre o assunto estudado experimentalmente.Roteiro de Relatório 1.

5. Conclusões • • Os objetivos foram alcançados? Quais as principais dificuldades encontradas? . Material e Métodos • O que você utilizou e qual o método aplicado para alcançar os objetivos do experimento?  Materiais: Citar equipamentos. etc. esquemas. reagentes e outros itens utilizados. Elas devem ser construídas com cuidado para incluir todas as informações necessárias com clareza. 3. Discussão de Resultados • • O que esses resultados significam? Como elas descrevem o experimento realizado? 3. • Figuras (fotos. colocado acima e justificado à esquerda. descrevendo o que é mostrado. 3.). Resultados • Ilustração dos resultados: Tabelas e figuras são muito importantes.6.3.). • Tabelas devem ser enumeradas sequencialmente (Tabela 1. gráficos) devem ser enumeradas sequencialmente (Figura 1. colocado abaixo e justificado à esquerda. Seu título deve ser informativo. Notas de rodapé podem ser colocadas diretamente abaixo da mesma. que possam ser reproduzidos com os materiais e equipamentos descritos.4. Seu título deve ser informativo.  Métodos: Descrever os procedimentos detalhados. Tabela 2. Figura 2.3. etc.

Heat and Mass Trasfer.7.  Bird. Fundamentals of Momentum. .erpficio. Ed LTC 2ª Ed. Fenômenos de Transporte. Bibliografia Consultada • Exemplos:  Welty. 2004. Ed John Wiley & Sons.  www.com\fisico-quimica consultado em 01/05/2010.3. Wilson e Wicks. Stewart & Lightfoot. 1976.

τ= Ft A Viscosidade Dinâmica (μ) é a resistência a deformação do fluído.Experiência 01 – Viscosidade Cinética Teoria Viscosidade de Newton Consideremos um fluido em repouso entre duas placas planas. ∂vx =0 ∂x e ∂vx ≠0 ∂y A tensão de cisalhamento é diretamente proporcional à variação da velocidade ao longo da direção normal às placas. velocidade em centímetros por segundo (cm/s) e coordenada y em centímetros (cm). A variação de vx em função de x é nula. τ∝ ∂vx ∂y Para força em Newton (N). Em um determinado momento aplicou-se uma força na placa móvel. τ = µ* ∂vx ∂y . área em centímetro quadrado (cm²). A velocidade do fluído no eixo x (vx) cresce com a proximidade da placa móvel. Suponhamos que a placa superior seja móvel e a inferior seja fixa. pois vx varia somente em função de y. desta forma houve uma deformação do fluido. a unidade da viscosidade dinâmica (μ) é dada em g/cm*s ou poise (lê-se pôase). A Tensão de Cisalhamento (τ) é a razão entre a o módulo da componente tangencial da força e a área da superfície sobre a qual a força está sendo aplicada. Essa deformação é causada pela tensão de cisalhamento.

A pressão continua até que o fluído passe pela marca superior. . Nas marcas da vidraria passa um sensor de densidade do equipamento. Quando o líquido passa pela marca debaixo o cronometro cessa. Óleo Mineral. Reagentes Utilizados • • • Álcool Etílico comercial (Impex. Relação entre viscosidade cinemática e dinâmica: ν= µ ρ cm ² ). Água destilada. Pissetas. Provetas (20mL). A vidraria (capilar) e o tubo de pressão são devidamente encaixados no equipamento e dentro da vidraria deve haver um líquido qualquer. É acionado e desativado quando há mudança de densidade no capilar. nesse instante a pressão que está sendo aplicada ao líquido cessa e o cronometro dispara. Fabricado por Labimpex Cia de produtos). O tubo de pressão aplica uma pressão no fluído para que este suba passando pela primeira marca (Acende a luz de marcação do equipamento.Viscosidade Cinemática A viscosidade cinemática (υ) é a resistência oferecida pelo fluído ao transporte da quantidade de movimento. s Unidade: Stokes ( Viscosímetro de Cammen-Fenske Este equipamento mede o tempo de escoamento do líquido. Materiais Utilizados • • • Viscosímetro de Cannon-Fenske (Schott 350) e seus capilares de 52013 mm² e 52023 mm².

6. 2. 3. cuidando para não formar bolhas. Repetir a experiência com o capilar de 52013 mm² para 20 mL de álcool. 5.Metodologia 1. 4. Fazer a limpeza do capilar com acetona e secar na estufa. Utilizar uma proveta para medir a quantidade de 20 mL de água destilada. . O capilar deve ser encaixado no equipamento e colocar o tubo de pressão nele. Programar a quantidade de medidas necessárias para uma boa média. Fazer a limpeza do capilar de 52013 mm² com água destilada e em seguida fazer a secagem com jato de ar. Colocar os 20 mL de água destilada no capilar. Repetir a experiência com o capilar de 52023 mm² para 20 mL de óleo. Anotar os valores e fazer a média. 7. O tubo de pressão e o capilar são retirados. 8.

Álcool - ν =K *t ν = ____ stokes - 3. Substâncias Capilar 52013 Tempo(s) 1) 2) Capilar 52023 Tempo(s) Capilar 52013 K=0. Óleo mineral - 3) 4) 5) Média- - ν =K *t ν = ____ stokes .Quadro de Dados Nome: ___________________________________________________________ Data: ___/___/___ Temperatura Ambiente: _____ºC Temperatura do experimento:_____ºC Tabela 1 – Medidas do tempo de escoamento de cada substância e respectivas viscosidades cinéticas.03338 Capilar 52023 K=0.2318 1. Água Destilada 3) 4) 5) Média1) 2) 3) 4) 5) Média1) 2) - ν =K *t ν = ____ stokes - 2.

µ = Viscosidade dinâmica. Além da força de atrito agem dobre a esfera a força gravitacional e a força do empuxo: . Fr = 6 * π * r * µ * vt Onde: • • • r = Raio da esfera. a força de atrito. a 13 de Agosto de 1819 falecendo em Cambridge. a 1 de Fevereiro de 1903.Experiência 02 – Viscosidade pela Lei de Stokes Teoria Viscosidade pela Lei de Stokes A lei de Stokes. foi descoberta pelo físico e matemático irlandês George Gabriel Stokes. aumenta de forma diretamente proporcional ao raio da esfera. De acordo com a lei de Stokes. como o próprio nome indica. Figura 1 – Esquema de forças sobre a esfera. à velocidade do líquido e à viscosidade dinâmica deste. vt = Velocidade terminal ( Determinada experimentalmente). Fr. Esta lei é aplicada a corpos esféricos para o cálculo da força de atrito que se gera quando um líquido flui em torno de uma esfera. que nasceu em Skreen.

vs = Volume da esfera. Régua graduada. ρ = Densidade do líquido (óleo). Proveta de 2000 mL. Cronômetro. Bolinhas de vidro. Fita adesiva.m v 4 *π * r³ P = ρs * vs * g ∴ ρ = ρs * ( )* g 3 P = m*g ∴ ρ = E = ρL * ( 4 *π * r³ )* g 3 Onde: • • • • • P= Força Peso ou Força gravitacional. . E = Força de empuxo. ρs = Densidade da esfera. L A relação entre a força peso. a força de atrito e força de empuxo se dá: P = Fr + E 4 *π * r³ 4 *π * r³ ) * g ) = (6 * π * r * µ * v) + ( ρL * ( ) * g) 3 3 ( ρs * ( µ= 2 1 * r ² * g * ( ρs − ρL) * 9 vt Materiais Utilizados • • • • • • • Balança Analítica. Termômetro.

estes pontos devem estar abaixo do nível do óleo).96 g / cm ³ ). deve se iniciar a cronometragem e finalizar no momento em que a bolinha ultrapassar a marca inferior. Com uma régua graduada medir o raio da proveta e também a distância dos pontos marcados (Utilizando a fita adesiva marcar um ponto superior e um ponto inferior na proveta. Óleo comestível. Utilizando uma balança analítica. pesar 5 esferas de vidro ( ρs = 2. • Jogar uma esfera de vidro no centro da proveta.Reagentes Utilizados • • Óleo de Rícino ( ρ = 0. Quando esta ultrapassar a primeira marca.Ilustração das marcas na proveta. .57 g / cm ³) . • Repetir a experiência com as outras 4 esferas de vidro. Metodologia • • • Verificar a temperatura ambiente. Figura 2.

Quadro de Dados Tabela 1 .Tempo em segundos que as esferas demoram a percorrer a trajetória na proveta. Bolinhas 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª Média Óleo comestível Tempo (s) Óleo Rícino Tempo (s) Experiência 03 – Equilíbrio Heterogêneo .

B e C puras.50. pelo ponto I ( ω A = 0. ω B = 0. ωA + ωB + ωC = 1 C A B Figura 1 – Representação Gráfica do sistema ternário No triângulo acima representado. no diagrama. para determinar a composição de uma mistura. fazendo a leitura dessa composição na lateral do triângulo sobre a qual estão representadas as frações do . nos vértices encontramos as substâncias A.Sistema Ternário Teoria Diagrama de fase ou diagrama de equilíbrio é um diagrama que ilustra o equilíbrio entre várias fases de substâncias constituintes de um sistema. Por exemplo. formadas por apenas dois dos componentes). devemos proceder da seguinte forma: 1) Traçar uma linha paralela ao lado oposto ao vértice que representa o componente A puro. Cada lado do triângulo representa as composições de misturas binárias (ou seja. Determinar a fração de A na mistura. linhas paralelas aos lados do triângulo e fazendo-se a leitura da composição sobre o lado do triângulo no qual se representa a composição de cada componente. Pontos situados no interior do triângulo representam as composições de sistemas formados por três componentes. ω C = 0.20.30). A determinação da composição de um sistema qualquer formado por três componentes é feita traçando-se. pelo ponto que representa o sistema.

A partir das frações mássicas dos componentes da mistura no momento em que uma certa quantidade de uma terceira substancia miscibilizou totalmente a mistura. Nesse exemplo. o sistema representado pelo ponto I tem 0.20. . Nesse exemplo. Nesse exemplo.componente A. ambiente. 3) Traçar uma linha paralela ao lado oposto ao vértice que representa o componente C puro. o sistema representado pelo ponto I tem 0. ωB = ωC = Figura 2 – Representação do exemplo dado.50. Para construir um gráfico tricoordenado. fazendo a leitura dessa composição na lateral do triângulo sobre a qual estão representadas as frações do componente C. A parte do gráfico que se encontra interior à curva de solubilidade é a região onde se tem duas fases em equilíbrio. ωA = 2) Traçar uma linha paralela ao lado oposto ao vértice que representa o componente B puro. Acima da linha de solubilidade tem-se uma região monofásica. Determinar a fração de B na mistura.30. Determinar a fração de C na mistura. onde os três componentes são miscíveis. ligam-se os pontos obtem-se sua linha de solubilidade na temperatura do experimento. fazendo a leitura dessa composição na lateral do triângulo sobre a qual estão representadas as frações do componente B. o sistema representado pelo ponto I tem 0.

2. Benzeno. Buretas. Materiais Utilizados • • • • Pipetas.2 Metodologia .Esquema para ilustração de um diagrama ternário (1. Suporte de madeira para tubos de ensaio. Nove Tubos de Ensaio.Figura 3 . Álcool. Reagentes Utilizados • • • Água.3). Metodologia 2.

0 2.5 0.0 3.5 2. respectivamente.  Oitavo – 0.5 1.5 5.0. • Com uma bureta. Em seguida colocar do primeiro ao quinto tubo 0.0 mL de água. ausência de estado leitoso.5 2. • Novamente com uma bureta.5 2.3 mL de benzeno. ausência de estado leitoso.0. Anotar o volume gasto.0 mL de benzeno.0 5.0 Álcool Etílico (mL) .• Com uma colocar 2. usar as seguintes quantidades de água e benzeno:  Sexto – 5.0.0 mL de água e 0.0.  Nono. 1.0 mL de água e 0.0 5.  Sétimo – 5.3 mL de água e 5.5 mL de benzeno nos primeiros cinco tubos de ensaio.5 mL de benzeno. 3.0 ml de benzeno.0 5.5 mL de água e 5.0 5.5 2. 5. adicionar gota a gota quantidades crescentes de álcool etílico até obter uma fase única.3 0. Anotar o volume gasto. adicionar gota a gota quantidades crescentes de álcool etílico até que se obteria uma fase única. • Do sexto ao nono tubo de ensaio. Quadro de Dados Tabela 1 – Volume (mL) adicionado de cada substancia nos nove tubos.3 0. 2.5. Tubos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Água (mL) 0.5 Benzeno (mL) 2.0 0.