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Inimigos naturais podem salvar a lavoura

Em 1899, foi registrado o primeiro grande surto da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) nas lavouras de milho, mas o inseto já era reconhecido como praga desde 1797. O surto ocorreu nos Estados Unidos e em 1964 foi a vez de um ataque nas lavouras brasileiras. A conseqüência foi um estrago enorme não só nos milharais, mas também nas plantações de arroz e em pastagens. Mais de dois séculos após o seu aparecimento, a lagarta-do-cartucho ainda ameaça os agricultores e é considerada uma das principais pragas da cultura de milho em todo o continente americano. Para combatê-la é preciso aplicar agrotóxicos nas lavouras, o que causa prejuízos ainda maiores. Além de aumentar o custo da produção, esses "venenos" podem contaminar o meio ambiente, a pessoa que o aplica e o próprio milho. Uma alternativa, identificada por pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, é contar com a ajuda de um inimigo natural dessa praga: Trichogramma, uma vespa minúscula que parasita o ovo da lagarta-docartucho. As vespinhas, como foram apelidadas, custam 50% menos que os agrotóxicos e são inofensivas. Basta soltá-las na lavoura que elas encontram os ovos da praga e, dentro deles, botam os seus. Em alguns dias, as larvas das vespinhas nascem e passam a se alimentar das futuras lagartas-do-cartucho. Com a introdução das vespinhas na lavoura, o ciclo biológico da praga é interrompido e o uso de Lagarta-docartucho na folha agrotóxicos, descartado. do milho. Adotar recursos da própria natureza no combate a pragas, como no caso da vespinha e da lagarta-do-cartucho, caracteriza o controle biológico. Na Embrapa, uma equipe de pesquisadores coordenada pelo engenheiro agrônomo e entomologista Ivan Cruz acredita que essa seja a melhor alternativa para proteger os milharais. Com o apoio da FAPEMIG, eles identificam, estudam e criam esse e outros inimigos naturais da S. frugiperda. O resultado são produtos mais baratos e de melhor qualidade. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de milho. São 13 milhões de hectares de área plantada e uma produção anual estimada em 40 milhões de toneladas de grãos. Mas no caminho entre a lavoura e o consumidor, há muitas perdas. Parte da produção é deixada para trás na colheita, no armazenamento e, principalmente, devido ao ataque da lagarta-docartucho que reduz de 15 a 34% o rendimento do grão.

pois ela mata a presa para comer. Para utilizar o controle biológico. É possível identificar inimigos naturais para cada fase da vida da praga. somente na cultura de milho. por ano. pois muitas pragas são presas fáceis para eles. Ovos da lagartaSem escolha. Mas. além de serem prejudiciais ao homem atacados e ao meio ambiente. no caso do milho. que nesse caso é o ovo da lagartado-cartucho. batata. como diria o pesquisador. arroz. tomate. O que muitos produtores rurais ignoram é que a lagarta-do-cartucho. o primeiro passo é identificar esses inimigos. a vespinha é a melhor opção para a cultura de milho. frugiperda também causa danos às plantações de sorgo. Nos últimos anos. pois atua na primeira fase biológica da praga e a elimina antes das plantas serem atacadas. feijão. Segundo Ivan Cruz. assim como todas as pragas. a seleção da espécie continua. resta aos produtores lançar mão de uma série de produtos do-cartucho sendo pelas químicos em suas lavouras. Ivan Cruz. são estimados em 400 milhões de dólares. isso se deve ao desequilíbrio ecológico e. comem ovos e as lagartas da praga. que ali crescem. Segundo os pesquisadores da Embrapa. na pupa ou no adulto. . durante o ano todo. sua ação tem sido cada vez mais severa. pesquisador da Embrapa Milho e Sorgo A tesourinha mora no milho. Ela bota os ovos no cartucho (folhas) e seus filhotes. os agrotóxicos podem criar pragas super. é cultivada em todas as regiões do País e. tem inimigos naturais. trigo. Outros inimigos naturais conhecidos dos pesquisadores são os microrganismos. preservadas. Mas. praticamente. "Eles engordam a lagarta-do-cartucho". alfafa. os fungos e as bactérias.vespinhas resistentes. por precaução. como os vírus (baculovírus). espinafre. os pesquisadores da Embrapa criam também um predador de ovos e lagartas da praga: um inseto popularmente chamado de tesourinha. brinca Ivan Cruz. pragas cada vez mais resistentes vão surgindo e o ciclo recomeça com doses ainda maiores de "venenos" ou mistura de diferentes produtos químicos. ao aumento da exploração da cultura que. A vespinha ataca o ovo. em que as espécies mais fracas são eliminadas e as mais fortes. algodão. Os pássaros também atuam como agentes do controle biológico. Mas a S. Com o aparecimento das superpragas. Já a vespinha Trichogramma é um parasita. abóbora e couve. repolho. mas o agente do controle biológico poderia atuar na larva. O pesquisador explica que o uso inadequado desses "venenos" ocasiona uma seleção da praga. a tendência é aumentar a dose de agrotóxico e diminuir os intervalos de aplicação. além dos pulgões presentes na planta. No entanto. Ela depende de um hospedeiro para sobreviver.Os prejuízos econômicos causados por essa praga. A joaninha é um exemplo de predador. hoje. amendoim. que podem ser predadores ou parasitas.

Em Minas Gerais existem três biofábricas. "Muitas vezes. Para acabar com a praga. é necessário liberar cerca de 100 mil vespinhas por hectare. Joaninha O uso de dietas artificiais e de hospedeiros alternativos. as vespinhas podem ser soltas no campo. Para facilitar a comercialização. conta o pesquisador. é preciso recortar a cartela em pedaços pequenos e colocar cada um no cartucho de uma planta. ainda dentro dos ovos da traça-das-farinhas e não como insetos adultos. Nesse caso. que normalmente são de cor clara. também possuem fábricas de insetos. Uberaba e Juatuba. Ivan Cruz e sua equipe desenvolveram a tecnologia para criá-la em laboratório. Quando isso acontece. nem equipamentos sofisticados. os ovos das traças são colados com goma arábica em uma cartela de aproximadamente dez centímetros de largura e 15 de comprimento. Ao se tornarem adultas. além de baratear os custos de produção. através dos Correios". Não é preciso muito espaço. Quanto mais pontos de distribuição utilizados. os ovos. Hoje as vespinhas podem ser compradas em biofábricas. pois toda plantação está sujeita ao ataque de pragas e seus inimigos naturais são sempre muito bem-vindos. pode haver necessidade de duas ou mais liberações de vespas. os pesquisadores alimentam suas crias com farelo de milho ou de trigo e utilizam como hospedeiro alternativo a traça-das-farinhas. Desse modo podem ser transportadas facilmente para qualquer lugar. Os custos de produção são pequenos e os lucros podem ser grandes. melhor. as vespinhas são vendidas na fase imatura. Observando a cor desses ovos é possível saber se o parasitismo foi realizado com sucesso. Elas mesmas encontram os ovos da lagarta-do-cartucho e lá realizam a oviposição.Fábrica de insetos Depois de identificar e estudar a Trichogramma. gera um grande número de insetos de boa qualidade e permite aos pesquisadores acompanhar passo a passo o desenvolvimento das vespinhas. O produtor pode esperar o aparecimento dos adultos para Vespa soltá-los no campo ou deixar a cartela na lavoura. além da instalada na sede da Embrapa Milho e Sorgo: em Uberlândia. Muitas vezes uma liberação é suficiente. a cartela é inserida em um recipiente com vespas adultas. Elas fazem a oviposição dentro dos ovos das traças e em algumas horas suas larvas nascem e comem os futuros Tesourinha filhotes da traça. algumas horas antes Trichogramma da data prevista para a eclosão. Outros estados. No laboratório. onde são produzidas e comercializadas. . Para provocar o parasitismo. ou seja. enviamos cartelas de ovos parasitados pela vespinha para outros estados. como Paraná e São Paulo. o que equivale ao número de insetos existentes em cinco cartelas. escurecem. mas em locais onde o desequilíbrio ecológico é evidente. As vespas demoram dez dias para emergir do ovo da traça. Na Embrapa Milho e Sorgo.

quando a temperatura é mais favorável. as larvas de S. com médias entre 143 e 250 ovos. 30 dias no verão e nos períodos mais frios pode chegar a 50 dias. através da morte prematura ou da redução de seu potencial reprodutivo. as larvas nascem em dois dias. o mel ou a cerveja são opções para uma dieta alternativa. Suas atividades começam ao pôr-do-sol. Tanto as fêmeas quanto os machos vivem cerca de 13 dias quando alimentados e quatro quando não comem nada. como as plantas de sorgo. em média. As jovens podem caminhar até 47 metros em uma hora e vão ao encontro de uma planta apropriada para sua alimentação. Em temperaturas mais baixas a incubação é mais longa.A produção da Embrapa não é comercializada. depois de três ou quatro dias. já que seu ciclo de vida passa por quatro fases distintas: ovo. também conhecidos como inimigos naturais. as fêmeas podem botar. O acasalamento ocorre nessa ocasião e a oviposição (postura dos ovos). mas também de sua alimentação. A longevidade dos adultos depende não só da temperatura. ela pode botar até oito vezes. mas os pesquisadores orientam produtores rurais e empresários que têm interesse em lucrar criando e vendendo esses bichinhos. predador ou patógeno que venha a reduzir a densidade ou ocorrência de uma dada população de praga. impedem que agentes danosos ao homem alcancem o status de praga. Cada fêmea faz no máximo 13 oviposições. No entanto. frugiperda podem ser canibais. a pesença de inimigos naturais que venham regular a frequência com que estes . As larvas recém-nascidas se alimentam da própria casca do ovo. Basta que elas estejam bem alimentadas com néctar. As mariposas costumam descansar nas folhas fechadas do cartucho do milho. O número de ovos por postura também varia. Os agentes de controle biológico. durante o dia. o açúcar. trigo e arroz. Lagarta-do-cartucho A Spodoptera frugiperda é conhecida como lagarta-do-cartucho porque seu habitat preferido é o cartucho do milho. No laboratório. pupa e adulto (mariposa). Esse hábito serve como controle natural da população. seu hábito alimentar é diversificado e ela se alimenta também de outros hospedeiros. É um inseto com metamorfose completa . O ciclo de vida dura. O período de incubação depende da temperatura. Karina Almeida INIMIGOS NATURAIS DE ARTRÓPODES ASSOCIADOS À CULTURA DO ALGODÃO O QUE É CONTROLE BIOLÓGICO E PORQUE UTILIZÁ-LO? O Controle Biológico pode ser considerado como qualquer atividade de um parasita. Mesmo sem copular. mas esse número varia bastante e em apenas um dia. larva. No caso específico de insetos-praga que ocorrem na lavoura algodoeirareduzindo a produção potencial das plantas. Como em outras espécies de insetos. Quando a média gira em torno de 26ºC.

se alimenta de uma variedade de organismos similares e podem apresentar canibalismo. e se alimentam de muitos indivíduos (suas presas) durante seu ciclo de vida. Texas A & M Univ. são predadores de ovos de pequenas lagartas. . RECONHECIMENTO/IDENTIFICAÇÃO NATURAIS DAS PRAGAS DO ALGODÃO DOS PRINCIPAIS INIMIGOS Dentro da lavoura algodoeira ocorre uma série organismos que podem ser considerados como inimigos naturais dos insetos . Logo. Tal situação decorre do fato de que a grande maioria destes insetos-praga. porém a grande maioria é generalista. sem que algo restrinja seu crescimento. Os principais predadores associados aos plantios de algodão são: 1) Zoiudo (Geocoris sp.são organismos que atacam. O aumento do potencial causador de danos. de ovos e ninfas de mosca branca..praga mais comumente associados à cultura. os insetos-praga. (Heteroptera: Anthocoridae) . Alguns predadores são relativamente especializados e se alimentam somente de uma ou poucas espécies relacionadas. é nossa arma poderosa contra nossos competidores diretos.são insetos bem pequenos (cerca de 5mm de tamanho) ágeis. os inimigos naturais são os grandes aliados no processo de produção agrícola não só do algodão como das culturas como um todo. quais sejam: A) Predadores . e aprender a reconhecê-los e preservá-los. (Heteroptera: Lygaidae) . de cigarrinhas e de todos os estádios de ácaros e pulgões. ovos de insetos e ácaros. o que poderia inviabilizar economicamente a atividade agrícola. Os adultos são pretos com marcações brancas e geralmente possuem olhos vermelhos e as ninfas apresentam coloração branco-amarelada.organismos alcançam o status de praga é especialmente importante. matam. possuindo olhos bem grandes que se destacam quando comparados ao resto do corpo. Fonte: Winfield. uma vez estabelecidos na lavoura e possuindo todo seu potencial causador de dano. S. causariam muito mais dano do que o que ora é constatado. Estes podem ser subdivididos em várias categorias.são insetos bem pequenos (2-5mm de comprimento) e muito constantemente associados a lavoura algodoeira predando vorazmente pulgões. levaria a adoção de medidas de controle mais frequentemente. Realizam a postura isolada na superfície das folhas. EUA 2) Orius spp. uma vez que os defensivos agrícolas ocupam a maior parcela dos gastos relativos ao custo de produção de algodão.

Os insetos. Fonte: Winfield. EUA 4) Joaninhas . Fonte: Pratt. possuem uma coloração amarronzada e seu tamanho não excede 10mm de comprimento.. EUA 3) Podisus spp. D. . quando adultos.A maioria dos insetos pertencentes a esta família constituem-se em herbívoros. ácaros. Texas A & M Univ. mosca branca. alguns são importantes predadores como os do gênero Podisus os quais se alimentam preferencialmente de larvas em geral. D. ácaros. Todavia.As mais comuns da lavoura algodoeira são Cycloneda sanguinea (A) e Coleomegilla maculata (B) (Coleoptera: Coccinellidae) constituindo-se tanto a larva quanto o adulto (A e B) em eficientes predadores de pulgões. ( Heteroptera: Pentatomidae) . CA Fonte: Pratt.Fonte: International Technology Services. é a forma larval que constitui-se na fase predadora do inseto. ovos de insetos e pequenas lagartas. P. Ojibway Nature Centre. P. sugando-lhe o conteúdo interno. sendo a mais comum a espécie Chrysoperla externa (Neuroptera: Chrysopidae) predadora de pulgões. S. ovos de Lepidoptera e lagartas/ larvas de primeiros ínstares. através da introdução do rostro do hospedeiro. Ojibway Nature Centre. mosca branca. CA 5) Bicho-lixeiro . Apesar da foto mostrar o adulto do inseto.Existem vários gêneros e espécies associados à cultura do algodão.

Diferentemente dos predadores. O sintoma de infecção dos insetos pela bactéria é parecido com aquele exibido por insetos infectados com o vírus da polidrose nuclear.O parasita é um organismo que vive e se alimenta dentro de ou sobre um hospedeiro.Apesar de haverem registros na literatura em relação à presença deste fungo atacando lagartas-praga do algodoeiro (como Allabama e Heliothis).. em matas. os parasitas têm uma relação prolongada e especializada com seus hospedeiros.1) Bacillus thuringiensis . 1. Os parasitas podem ser subdivididos em: 1) Patógeno . fungos. usualmente parasitando apenas um hospedeiro durante seu ciclo de vida. Texas A & M Univ. mosca .estas bactéria são formuladas e comercializadas como inseticida de origem biológica com ação sobre lagartas. Univ. EUA 1. alguns estudos tem relatado eficiência de algumas cepas da bactéria também sobre o bicudo.branca. também está associada ao bicudo.2) Beauveria bassiana . pulgões e ovos em geral. As . EUA B) Parasita . parece que a ocorrência em condições naturais deste fungo. Of Michigan. Anthonumus grandis (Coleoptera: Curculionidae). Geralmente constroem seus ninhos nos arredores da lavoura. mantendo o integumento (pele que recobre o corpo do inseto) intacto.Estes insetos possuem grande capacidade predatória. M. sendo capazes de predar lagartas/larvas mesmo em ínstares mais tardios. protozoas. Fonte: International Technology Services. viroses e nematóides quando causam doenças. percevejos. S. desbalanceando as atividades normais dos tecidos ou células do hospedeiro. EUA 6) Vespas Predadoras (Hymenoptera: Vespidae) .são microorganismos parasíticos que causam doenças. As principais espécies associadas à lavora algodoeira são as do gênero Polistes. Todavia. Fonte: O’Brien. todavia o corpo torna-se menos liquefeito podendo encolher-se um pouco.Fonte: Winfield. Nesta categoria incluem-se as bactérias.

normalmente exibem coloração branca por estarem recobertas por esporos. Fonte: Suszkiw. Fonte: Kalisch. a qual é comercializada pela EMBRAPA Milho e Sorgo.ARS.4) Vírus da Poliedrose Nuclear . of Nebraska-Lincoln. acredita-se que o vírus poderia representar uma ferramenta estratégica no manejo da praga nesta cultura.Existem registros na literatura deste fungo associado ao bicudo.3) Metarhizium anisopliae . Alguns estudos tem constatado ainda eficiência do mesmo contra a lagarta rosada. As lagartas atacadas com o vírus adquirem coloração escura e ficam como que liquefeitas. para o controle da lagarta do cartucho do milho. USDA . os quais são parasíticos somente em seus estádios imaturos e matam seus hospedeiros somente quando eles atingem . Univ.Inseto que parasita e mata outros invertebrados. Como descrito para Beauveria os insetos contaminados mostram-se recobertos pelos conidióforos do fungo. porém com menos frequência do que o fungo Beauveria. com o corpo do inseto morto mostrando-se seco e enrijecido. J. Fonte: Micologue publications 1. exibindo um aspecto ressecado. desmanchando com facilidade quando tocadas.O VPN também já é disponível em formulação comercial. Pectinophora gossypiella (Lepidoptera: Gelechiidae). EUA 2) Parasitóide . Como nos últimos anos tem se constatado um crescente aumento do ataque desses insetos à lavoura algodoeira. J. USA 1.lagartas ou besouros atacados pelo fungo. Spodoptera frugiperda (Lepidoptera: Noctuidae). as lagartas do gênero Heliothis e a mosca branca em condições de campo. Geralmente elas se mantém presas às plantas em forma de V e a parte terminal de seu abdômen mostra-se inchada pelo acúmulo de órgãos liquefeitos. Este fungo já possui formulação comercial nos Estados Unidos.

EUA 2. AU 2. Com o desenvolvimento da larva. comportando-se quase como um predador. Ocorrem parasitando o bicudo do algodoeiro externamente (ectoparasitos) atacando seu integumento. é um dos inimigos naturais mais utilizados como agente de controle biológico. Realizam vôos curtos entre plantas quando perturbadas e o parasitismo nas colônias do afídeo é facilmente detectado pela . 2. Texas A & M Univ.ARS. Fonte: Scholz. Entretanto. EUA 2.4) Lysiphlebus testaceips (Aphidiidae) .. sendo a única diferença o fato de que eles só requerem um hospedeiro para completar seu desenvolvimento. Fonte: Morales-Ramos. S. tem-se a eclosão do parasitóide adulto (B). possuindo um longo e flexível prolongamento do abdômen normalmente maior que a cabeça e o tórax combinados. tecem casulos sobre ou junto ao corpo deste. o qual o inseto utiliza para oviposição sobre o hospedeiro.5 mm de coloração geral preta e olhos vermelhos. Department of Primary Industries. os ovos vão se tornando escurecidos (sintoma de parasitismo) e cerca de uma semana após a postura das fêmeas do parasitóide.2) Bracon mellitor (Hymenoptera: Braconidae) . B. USDA . por já possuírem metodologia de criação/multiplicação estabelecida.São pequenas vespas (<3mm) com aparência escura a totalmente preta que são visualizadas andando na face inferior das folhas do algodoeiro infestadas e o com o pulgão.3) Catolaccus grandis (Hymenoptera Pteromalidae) . pois possuem um tamanho diminuto (menos de1mm de comprimento).1) Trichogramma spp. Os adultos realizam a postura no interior do corpo do hospederio e as larvas ao passarem a fase pupa. os quais vão servir de alimento para a larva do parasitóide que se desenvolve dentro destes. Fonte: Winfield. J. (Hymenoptera:Trichogrammatidae) .maturidade.São insetos de 4-5.Os adultos deste inseto normalmente não excedem 13mm de comprimento. Os ovos do parasitóide são depositados pelas fêmeas adultas em ovos de Lepidoptera (A). Na lavoura algodoeira normalmente é associado ao parasitismo de larvas de e pupas de bicudo e de lagarta rosada.estes insetos não são facilmente visualizados a olho nu.

parasitando A. gossypii quando constata-se a presença de 20% de parasitismo (pulgões mumificados). em geral. COMO IMPLEMENTAR O CONTROLE BIOLÓGICO NO MANEJO DE PRAGAS DA CULTURA DO ALGODÃO? . Em condições naturais. segmentos terminais das antenas e tarsos de coloração pálea. coloração geral preta.presença de pulgões mumificados de coloração pálea (tegumento do pulgão parasitado contendo larva ou pupa do parasitóide que é usado como proteção). Pulgões de Aphis gossypii mumificados (parasitados por Lysiphlebus testaceips 2. apresenta seletividade ecológica para os parasitóides (larvas e pupas) que se localizam dentro dos pulgões mumificados. não tem o tamanho e nem a forma alterada pelo parasitismo e são facilmente localizados no ponteiro das plantas e ao longo das nervuras das folhas. o tratamento com granulados sistêmicos. Gossypii em Recife. Em plantas altamente infestadas com A. gossipii observa-se migração dos pulgões parasitados formando aglomerados de múmias na haste principal das plantas. Por outro lado. Quando a seletividade de inseticidas e fungicidas. entre as fibras. Esse sintoma é constatado em torno de oito dias após a oviposição do parasitóide. porém com o abdômen. o parathion methyl possui baixo efeito residual permitindo a recolonização das áreas tratadas. Entretanto. Estes parasitóides colonizam a lavoura algodoeira a partir de indvíduos produzidos em culturas adjacentes ou plantas daninhas. Adulto de Aphelinus gossypii (A) e pulgões mumificados (B) antes da emergência (sem orifícios) e após a emergência de adultos do parasitóide (com orifício). o parathion methyl e o chlorpyrifos são altamente tóxicos para adultos e larvas do parasitóide que ainda não emergiram dos pulgões mumificados.5) Aphelinus gossypii Timberlake (Aphelinidae) . como os pulgões do gênero Myzus e Macrosiphum. o que justifica a importância da manutenção da vegetação nativa em torno das lavouras. verifica-se rápido declínio na população de A. São pequenos parasitóides de cerca de 3mm de comprimento. gossypi parasitados por A. Os pulgões mumificados (parasitados) são pretos. folhas baixeiras e encarquilhadas e nos capulhos abertos. PE.Este parasitóide foi recentemente encontrado no Brasil.

Neste peculiar a EMBRAPA Algodão mantém criação de vespinha Trichogramma spp.O controle biológico pode ser considerado como uma estratégia antiga de manejo de pragas. Testes adicionais estão sendo realizados visando o fornecimento desses organismos. dentro ou próximo ao hospedeiro . São menores que o hospedeiro. No caso específico do algodão. EQUIPE DE ELABORAÇÃO Cristina Schetino Bastos Fábio Akiyoshi Suinaga Luiz Eduardo Pacifici Rangel Luiz Gonzaga Chitarra Conceitos Parasitóides são insetos cujas formas imaturas se desenvolvem dentro de um hospedeiro (normalmente um outro inseto). O incremento da população naturalmente incidente pode ser conseguido através do uso de inseticidas seletivos (existe uma vasta lista disponível na literatura). Diferentes espécies de parasitóides podem atacar diferentes fases do ciclo de vida do hospedeiro. (Hymenoptera:Trichogramatidae) e vem realizando testes quanto a eficiência de controle de liberações massais os quais tem se mostrado promissores quanto à agregação ao manejo de pragas da cultura. uma lavoura que recebe um alto número de aplicações de pesticidas. Características dos parasitóides:      São especializados na escolha do hospedeiro. Seus ovos ou larvas são normalmente colocados sobre. com vários casos de sucesso comprovado. manutenção de matas/capoeiras ao redor dalavoura. A utilização de liberações inundativas pode ser conseguida em alguns casos específicos de organismos que já vem sendo criados massalmente objetivando este fim. Somente a fêmea procura o hospedeiro. muitos problemas com evolução de resistência de pragas a inseticidas podem ser evitados adotando-se medidas que visem conservar ou aumentar a população de agentes de controle biológico naturalmente incidentes na lavoura ou através de inundações/inoculações de populações de inimigos naturais nas áreas de plantio comercial. a longo prazo. aos agricultores interessados em agregar essa estratégia ao manejo de pragas de suas propriedades. acarretando a morte do mesmo. plantios consorciados ou aumento da riqueza vegetal que venha a proporcionar diversidade alimentar aos inimigos naturais.

móveis e podem ser predadores. NY. principalmente dentro ou próximas a áreas florestais bem conservadas. & Frodsham. alguns parasitóides podem ser especializados em parasitar outros parasitóides. porém. Estas vespas são bem pequenas (1 a 2 mm de comprimento). centenas de larvas podem se desenvolver em um único hospedeiro. Parasitóides de moscas de importância veterinária Muitas espécies de microhimenópteros parasitóides colocam seus ovos em imaturos de moscas das famílias Muscidae.C. enquanto em outras.D. Visite o site da Buglogical e confira os preços e condições. os adultos são de vida livre. Somente a soltura das parasitos não é o suficiente para promover um eficiente controle das populações de moscas. é necessário primeiro conhecer as espécies nativas e a taxa de parasitismo destas no local. 63pp. Ciclo de vida dos parasitóides de moscas . Ele deve ser somente uma parte do programa de manejo integrado. Os parasitóides podem ser os mais efetivos agentes de controle biológico. Em alguns países estes himenópteros já são são vendidos comercialmente para controle. Os imaturos sempre matam o hospedeiro Algumas espécies de parasitóides somente um parasitóide se desenvolve em cada hospedeiro. Biological Control of Livestock Insect Pests. estes são quase sempre mais susceptíveis aos inseticidas que os insetos-praga. M. Em certas circunstâncias o número de larvas de parasitóides presentes em um único hospedeiro pode ser tão grande que nem os parasitos e nem o hospedeiro emergem.P. Estas vespas estão presentes em toda parte. num comportamento conhecido por hiperparasitismo. na forma de pupas de moscas parasitadas. A. Agricultura Canadá. por isso o uso racional dos inseticidas é primordial em termos de manejo integrado. Lethbridge Research Center. Ithaca. Este fenômeno recebe o nome de superparasitismo. é necessário fazer uma reposição através da criação e soltura de novas vespas. e se criam somente nestas moscas.Cooperative Extension. Caso o número de vespas for insuficiente para fins de controle de pragas. Calliphoridae e Sarcophagidae.  Os imaturos vivem dentro ou sobre o hospedeiro. não picando ou causando qualquer perturbação ao homem. as plantas ou os animais. que irá incluir um criterioso uso de inseticidas e um correto manejo de esterco que diminua o número de substratos favoráveis para a criação dos dípteros. Adaptado de Hoffmann. Natural enemies of vegetable insect pests. Adaptado de Floate. Cornell University. K. Para utiliza-las em controle biológico.

MG. cameroni drosophilae endius nigra sp. em Uberlândia.X. M. as vespas só emergem das pupas. 2000. v. Brachymeria sp. p. resume o ciclo de vida dos parasitóides: Espécies de Parasitóides de moscas no Brasil Muscidifurax Spalangia S.3. Eucoilidae spp. 1999. S. C. Soc. retirada do site da Buglogical. associados a fezes frescas de bovinos. S. Instituto de Ciências Biológicas da UFMG. & Linhares. Mestrado em Parasitologia) .375-387. dominância e frequência mensal de dípteros muscóides e seus parasitóides. 80p. Efeitos da Ivermectina em Dípteros Saprofágicos das famílias Calliphoridae e Sarcophagidae. Família Pteromalidae Família Braconidae Família Diapriidae Família Chalcidae Família Eucoilidae Fontes: Marchiori. spp.H. A figura abaixo. Entomol.Apesar dos microhimenópteros colocarem seus ovos nas larvas ou nos pupários dos dípteros. nigroaenea Aphaereta Gnatopleura quadridentata Trichopia sp. n.Z. (Dissertação.28. Brasil. An. Borges.A. S. A. Constância.

1) são importantes inimigos naturais dos dípteros muscóides. Em estudos de campo. Estes ácaros predam ovos e larvas de 1o instar de moscas. os macrochelidae comumente exercem a foresia em besouros predadores e coprófagos.2 Estes ácaros não estão disponíveis para venda atualmente.ácaros foréticos em um coleóptero.2). Macrocheles muscaedomesticae . pegam uma "carona" em outros insetos. trabalhando com dípteros saprofágicos. como os da família macrochelidae (fig. isto é. e os ácaros estavam andando livremente (não aderidos) no corpo dos besouros. eu encontrei coleópteros da família Histeridae carregando estes ácaros. 2000). 1963). estes produziram 67% e 45% menos mosca domésticas respectivamente.ÁCAROS PREDADORES Ácaros predadores. Para chegar aos substratos de criação dos dípteros para se alimentar. quando os ácaros estavam presentes (Axtell. Os ácaros macroquelídeos se dispersam por foresia. . utilizando esterco de bezerros e esterco de gado de leite.1 <>> Macrocheles muscaedomesticae . algumas práticas culturais podem favorecer o aumento das populações naturais destes artrópodes. como das famílias Histeridae e Scarabeidae (fig. Fig. 1988). Em minha tese de mestrado (Borges. por isso. sendo que cada ácaro pode predar mais de 21 moscas domésticas por dia (Geden & Axtell.Fig.

utilizando inseticidas nas áreas onde as moscas adultas descansam. Para saber mais sobre os ácaros visite o site de taxonomia no Agricultura Canadá ou a página do Prof. para fornecer uma umidade de 50 a 70%. Boa drenagem.C. que possui informações sobre as práticas de manejo e softwares que permitem fazer projeções sobre as populações de moscas e ácaros. Deixar um pouco de esterco antigo quando limpar os currais ou camas.    Manter o esterco seco e bem ventilado. Evitar o uso de larvicidas. Axtell. para que sirva de fonte de colonização para o esterco novo. evitando atingir o esterco. R. .

9..83.8/05.8E70./.:.9:7..3:9034 /0 2.7020394/.0 3.9:7.08 /0 3248 3.89.08 /0 545:.4380:/4 .9:7.F8 /4 :84 /0 3809.34. /8543J.  3.  2. 907.8 8009.394.97.4207.48 0890 :2.. 89./0390 54/0 807 .203903.43.545:.8. .

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