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Estratégia e TIC g

A inserção das TIC nas Organizações

O Caso do HESE O Caso do HESE

António Serrano Vilamoura, 23 de Maio Vilamoura 23 de Maio

A Inserção das TIC nas Organizações: ç g ç

Um Problema de Gestão!

Formalização da Estratégia
• Plano Estratégico (Business Plan): simples, sintético,  incisivo, adaptável 

Estratégia – onde queremos actuar? (Local da Batalha) Táctica  como vamos actuar? Táctica – como vamos actuar? (Disposição dos Meios) Independente do curto ou do MLPrazo

de Layouts. de produtos. . Estrutura Organizacional. reformulação de processos.. • Modelo Logístico (aquisição. equipas de pessoas. cadeia de valor.. de estruturas. ambiental) • Projecções Análise de rendibilidade Análise de risco Projecções. … • C Carteira d i dos i investimentos (F d i (Fundamentação económica. distribuição. Sistemas de Remuneração. produção. p adequados. rendibilidade. perfis ç .Disposição dos Recursos p ç • Modelo de Governação. social. ã ó i qualidade. armazenamento. Infra‐estruturas…) • Reorganização. g . Incentivos.

Integração Estratégica Impacto potencial dos investimentos em SI/TIC Estratégia E t té i para o Negócio N ó i • Decisões • Objectivos • M d Mudança Para onde vai  o negócio ? Suporta o negócio Decisões do negócio Estratégia para os SI • Baseada no negócio g • Orientada para a procura • Ênfase nas aplicações O que é  necessário fazer? ái f ? Infraestrutura e serviços i Necessidades e prioridades Estratégia para as TIC • Baseada em actividades • Orientada para a oferta • Ênfase na tecnologia Como é que pode Como é que pode ser  feito ? .

Organização informal O i ã i f l I&D Engenharia h i Parcerias Marketing Trabalhadores  Trabalhadores do  conheci/o Equipas adhoc Equipas virtuais Redes R d Arquitectura do negócio Supervisão das operações Área de inovação e de gestão Gestão do  Gestão do negócio Comunicações &  Computadores Organização formal O i ã f l Estrutura  hierárquica Produção Finanças Contabilidade Distribuição Di t ib i ã Vendas Serviços  Administrativos Compras competição cooperação MERCADO .

O Processo de Tomada de Decisão .

Qualidade de Custo Alta Estratégicas Elevado Potencial TEMPO Contribuição do Sistema para os objectivos futuros do negócio g Qualidade Custo Tempo Custo C I& D €€ Tempo Qualidade QUALIDADE €€€ Operacionais Alta CUSTO Suporte € Baixa Baixa Grau de dependência da Organização face aos SI/TIC € .Tempo.FCS para os Investimentos .valor investido .

máquinas. A máquina fundamental é a INTELIGÊNCIA. E essas cabeças estarão organizadas se estiver organizada organizadas. Um móvel não é gente. aparelhos mais perfeitos para ajudar a não fazê-lo. Todos os processos e todos os aparelhos resultarão inúteis para as organizações organizações. se as cabeças dos indivíduos que os empregam. Assim como se podem escrever asneiras com uma máquina de escrever do último modelo também se podem fazer disparates com os sistemas e modelo. devidamente. não estiverem convenientemente organizados. em Mensagem . Sistemas. móveis. organizada. aparelhos. processos.” INTELIGÊNCIA ” Fernando Pessoa (1926). a mesma parte do corpo do chefe que as dirige. são como todas as coisas mecânicas e materiais: elementos puramente auxiliares! O verdadeiro processo é PENSAR.S tese ( ) Síntese (2) “Um Sistema não é uma cabeça.

O HESE Hospital Central ospital Central 514 anos de existência (1495) ( (1495) 3 edifícios 1400 colaboradores 10 .

Base Aérea. Desenvolvimento de uma Política de Humanização Desenvolvimento de uma política de RH racional: Valorização profissional dos funcionários. ORL Fraca integração com cuidados primários Melhoria da Organização Interna: Logística. População envelhecida e com elevada incidência de doenças crónicas. Desenvolvimento de uma Política de Comunicação interna e externa. • Construção do Novo Hospital • • • Desenvolvimento dos Sistemas e Tecnologias de Informação: Integração da Informação e Hospital sem papel Desenvolvimento de uma Política de Complementaridade em rede: cumprimento da rede de Referenciação nacional e a t cu ação co a rede regional articulação com ede eg o a Desenvolvimento de uma Política Global de Qualidade: Certificação de serviços. TGV e Ferrovias. especialidades Pioneirismo na Telemedicina. Requalificação de equipamentos médicos e cirúrgicos.Business Plan (2006) Pontos Fortes: • • • • • • • Localização geográfica (Alentejo Central) Fortes competências técnicas na Medicina.Desenvolvimento de uma Política Global de Qualidade: Certificação de serviços. Anatomia Patológica Regional. Requalificação de equipamentos médicos e cirúrgicos. Má qualidade no registo da Informação Fragilidade e ausência de sistemas de informação e comunicação adequados Serviços de Aprovisionamento e Stocks ineficientes Baixa qualificação dos RH q ç Fracas competências de Gestão. Optimização dos Recursos – eficiência técnica e económica: Redução da lotação – reorganização do Internamento. Indústrias Extractivas e Transformadoras. Pediatria com forte ligação à comunidade e um leque vasto de consultas de subespecialidades. Unidade de Cirurgia de Ambulatório Oportunidades: • • • • • • • Investimentos Previstos e em Curso na Região (Alqueva. 2ª 2 Vaga de Construção de novos hospitais. Unidade de Cirurgia de Ambulatório 5. Localização e boas acessibilidades físicas e de Comunicações Necessidades não satisfeitas em consultas e em cirurgias. Porto de Sines. Turismo de elevada qualidade e sénior carente de cuidados de saúde de qualidade. Fraca competitividade pelos custos face aos Hospitais similares Condições físicas de trabalho mais atractivas em outros hospitais Avanços tecnológicos na medicina – Aumento da despesa Perda de Clientes para outras instituições 2. em Cirurgia Geral. Desenvolvimento de uma Política de Humanização • • • 11 . Articulação com a rede Hospitalar da Região. MCDT´s caros e pouco eficazes Ausência de controlo de produtividade e de incentivos associados ao desempenho Ausência de resposta em valências necessárias – Ex. Criação de empresas na área dos MCDT´s. Imunohemoterapia Regional Vários Serviços com certificação de qualidade Existência de Activos valiosos sem qualquer ónus. Turismo). Requalificação de algumas infra-estruturas. Boa articulação com os hospitais da região. Reorganização das Consultas Externas Optimização dos Recursos – eficiência técnica e económica: Redução da lotação – reorganização do Internamento. Criação de empresas na área dos MCDT´s. Desenvolvimento de uma Política de Comunicação interna e externa. Pontos Fracos: • • • • Instalações inadequadas e degradadas Índice de sobrecusto elevado Demora Média elevada Insipiência de cirurgia de ambulatório Análise SWOT • • • • • • • • • . Formação de chefias Desenvolvimento de uma Política de Avaliação de Desempenho Ameaças: • • • • • • • Dificuldade na retenção de quadros médicos em algumas áreas Dificuldade na captação de especialistas em algumas áreas. Requalificação de algumas infraestruturas. Rodovias. Regulamentação dos cuidados continuados e paliativos.

 ausência de integração. não  integrada. cobertura parcial • Informação para apoio à Decisão Dispersa e parcelar Informação para apoio à Decisão. de difícil gestão • I f Informação Administrativa. dispersa. Dispersa e parcelar • Infra‐Estruturas de Rede e de Comunicação inexistentes • Recursos Humanos pouco qualificados em SI/TIC Recursos Humanos pouco qualificados em SI/TIC • Instalações e equipamentos degradados  • B i Baixa eficiência e elevados prejuízos (‐ 15 ME/ fi iê i l d j í ( 15 ME/ano) ) 12 .O Problema em Novembro de 2005: • Informação Clinica suportada em papel. dispersa por diferentes aplicações  ã Ad i i t ti di dif t li õ autónomas.

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• imagens 14 .

A ESTRATÉGIA Plano de negócios: 2006 ‐ 2009 ‐ Identificação/análise do problema ‐ Definição da estratégia organizacional ‐ Plano de in estimentos e Financiamento Plano de investimentos e Financiamento (Capital Social + POSC + Saúde XXI) 15 .

. / . PARAREDE.Os Projectos  de SI/TIC e as Parcerias • Infra‐Estruturas de Rede e Datacenter: Normática.  ORACLE. Q. . Investimento total)  . CONCLUÍDO • Logística e Farmácia: CPC. . BIQ. HP. • ERP: Navision – Alert – Em curso a área Financeira Investimento em SI/TIC: 6 ME (2. NONIO. CISCO. COPIGÉS ‐ . APC.3% do VN/ano. 25% do  / ( . . f • PACS: Siemens ‐ CONCLUÍDO • Laboratórios: Confidentia CONCLUÍDO Laboratórios: Confidentia ‐ • Gestão Clínica: Alert – Em fase de finalização.Grifols ‐ CONCLUÍDO g .

Extinção automática de incêndios .1. Infra-estruturas tecnológicas e de comunicações • Construção de um centro de dados ç .Atmosfera controlada .8 bastidores + UPS 17 .Câmara modular anti-fogo .A Acesso bi é i biométrico .

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 ligações a 10 gigas o os equ pa e os de co e.• Renovação da rede informática Renovação da rede informática  – Novos equipamentos de core. gações a 0 g gas – Redundância de caminho de fibra óptica (2 caminhos) + ligação laser por  antenas  antenas – Substituição dos equipamentos de distribuição horizontal – Rede wireless (logística Hospitalar) – RFID (controlo de acessos – área Materno Infantil) 20 .

D. 21 .T. Controlo da informação na produção Clínica ç p ç • Alert Paper Free Hospital – Urgência – Consulta Externa – Internamento e Bloco operatório • Digitalização de Imagens Médicas (PACS) • Software de M.2.C.

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 Logística e Farmácia  • Reformulação dos armazéns • Introdução da Gestão de Armazéns e da Farmácia • Distribuição de medicamentos em Unidose • Controlo e Distribuição de Medicamentos e de Material de  Consumo Clínico com o e‐Kanban Consumo Clínico com o e Kanban .3.

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Alguns Resultados: Controlo em tempo real da produção Transparência na informação clínica junto dos profissionais Aumento da produção e da produtividade: + 25% /ANO Integração da informação clínica Redução nos consumos: medicamentos. de exames e de material administrativo Redução de stock na Farmácia e no armazém central ç Redução de stock nos serviços utilizadores. material de consumo clínico. Redução d Custos d Exploração e Melhoria dos Resultados d dos de l lh i d l d Retorno do Investimento – 3 anos .

L.4 M€ R.4 M€ 10. ‐ 5. Financeiros .L.E. ‐ 2.4 M€ Desempenho Económico e Financeiro Fonte: Serv.E.0 M€ 5.E. ‐ 10.L.0 M 5 0 M€ M€ R.Evolução dos Resultados ç 2006 2007 2008 R.4 M€ 2.

Dificuldades • Momento da decisão e a pressão do financiamento • Sustentabilidade dos orçamentos para investimento e Sustentabilidade dos orçamentos para investimento e  exploração em SI/TIC  • Qualidade técnica insuficiente de alguns parceiros e  lid d é i i fi i d l i violação do princípio do mútuo ganho • Fraca cultura tecnológica da organização – submetemos cerca de 1400 pessoas a formação. .

Se mal usados só sofisticam a natureza dos disparates organizacionais. • As TIC são meros instrumentos auxiliares. • Todos os investimentos em SI/TIC devem suportar a ESTRATÉGIA da organização.Síntese • Investimentos em SI/TIC são em primeiro lugar problemas de ORGANIZAÇÃO E GESTÃO. i i i .