UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL COMPLEMENTO DE ESTRUTURAS DE PONTES E GRANDES ESTRUTURAS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

FELIPE WILLI NUNES MATIAS FRANCISCA ANDRADE LUCAS DRESCH WENDT LÚCIO FLÁVIO A. P. DE MARINS MARCELO SARKIS MARCELO MONTEIRO

DISPOSITIVO DE TRANSIÇÃO DO TABULEIRO

BRASÍLIA 2011

UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA CIVIL COMPLEMENTO DE ESTRUTURAS DE PONTES E GRANDES ESTRUTURAS GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL

LUCAS DRESCH WENDT FELIPE WILLI NUNES MATIAS FRANCISCA MARTINS LÚCIO FLÁVIO MARCELO SARKIS MARCELO MONTEIRO

RA: 321793-0 RA: 588686-4 RA: 574102-5 RA: 321813-9 RA: 320680-7 RA: 322267-5

DISPOSITIVO DE TRANSIÇÃO DE TABULEIRO

Estudo sobre dispositivos de transição de tabuleiro, com o estudo direcionado para orientar a

importância do dispositivos, como requisito para obtenção do título de graduação em engenharia civil.

Área de concentração: Complemento de estruturas de pontes e grandes estruturas

Orientador: Prof. Marcus Alexandre

BRASÍLIA 2011

K Comprimento da laje Altura da laje em metros Coeficiente de segurança .ÍNDICE DE SÍMBOLOS Peso especifico do concreto Llaje hlaje.

........................................................................... 22 Figura 16 ...... Pode ser executado para cursos de até ~+/.............. 1954) atualmente ultrapassado.... Leonhardt............................. O tipo T 160/2.. F – Volume 6 ........ F – Volume 6 ...................Junta tripla do “Sistema Rheinstahl”...................... 13 Figura 6 ..........Dispositivo de Transição Transflex.... 17 Figura 9 ............................. 10 Figura 3 ...........90mm.....................Junta individual do “Sistema Rheinstahl” com perfis metálicos ancorados em cantoneiras de proteção...... 18 Figura 10 ................................. .............................180mm....................ÍNDICE DE FIGURAS Figura 1 .......... 20 Figura 13 ......................... 19 Figura 12 ... F – Volume 6 ....................... 23 Figura 17 ................................ F – Volume 6 ...... – Leonhardt. Leonhardt. 14 Figura 7 ................ Leonhardt............... 18 Figura 11 ......... com peças metálicas vulcanizadas.................... Curso +/.......................................................................Esquema da laje de aproximação ......Primeiro tipo de junta com vedação de borracha (de acordo com Leonhardt. curso +/....................30mm.....80mm.......Junta Simples de asfalto.......................................................................... com 80mm de espessura........ alas e placas de transição para o caso de pontes com extremidades em balanço..................Encontro colocado na parte superior do talude do aterro.....Detalhes do encontro e talude .. por meio de um dispositivo tipo pantógrafo.... 12 Figura 5 .........Laje de transição ................... Leonhardt....................... F – Volume 6 ................Transição em pente com dentes metálicos.......................... para estradas secundárias............. Leonhardt................Cortina extrema.......... F ............ Leonhardt.... F – Volume 6................ 16 Figura 8 ....... com proteção dos cantos............Ponte entre Cafelândia e Nova Aurora .......... 11 Figura 4 .... Leonhardt............. 24 ...........Chapa de deslizamento em junta de passei........................ de borracha...... Os perfis metálicos internos (trilhos) são mantidos igualmente espaçados e a mesma altura.......Esquema estrutural da laje de transição ...... .... 21 Figura 14 ....................................Tipos de encontros leves sem patamar de equilíbrio ............................ 21 Figura 15 .... 9 Figura 2 ................... F – Volume 6 .........................................................encontro de uma grande ponte rodoviária ... permite um curso de +/.........A tira de borracha do dispositivo de transição do “Sistema Rheinstahl” é comprimida por meio de guias de aperto e pinos serrilhados.................

... 25 ........Dispositivo de Transição com placas deslizantes Demag para juntas muito grandes ............Figura 18 ............................................................................................... 24 Figura 19 ............Calha de drenagem sob dispositivo de transição permeável constituída de uma lamina de plástico.................. e que pode ser levantada de dobrada por baico................. Leonhardt....... F – Volume 6 .........

.................................. 9 Encontros de Grande Porte .................................................... 13 PROTEÇÃO DOS TALUDES ............ 13 ALAS ........................ 27 ............. 7............................................................... CONCLUSÃO ..................................... CORTINAS .................. OBJETIVO ..................................................... 3............................................ JUNTA DE ASFALTO ..... 8...........1 3......................... 15 Cálculo ................... 18 10............. 17 7..................................... 6.................... 4...................................................................1........................ ENCONTROS ............ 18 JUNTAS DE BORRACHA ..........3..................................................................................... 26 14............................................................................. 15 Disposições Construtivas .....2...................... REFERÊNCIAS .........................................3........................................................................ 11 Pontes com Extremos em Balanço . INTRODUÇÃO ..................................... 14 LAJES DE TRANSIÇÃO.................................................. 12 3............... 5..... 7............................................................................. 8 3....................................................................................................... 24 13............. CHAPAS DE DESLIZAMENTO ...................... 17 Fator de segurança laje de aproximação .................................. DISPOSITIVOS EM PENTES METÁLICOS .................................................... 9 Encontros Leves ....... 7................................................................... 23 11...................... 7 2....................................................................SUMÁRIO 1................... 23 12.......... TRANSIÇÃO COM PLACAS DE DESLIZAMENTO DEMAG ............................. 9............2.......

Tendo em vista que esse assunto é pouco visto em um curso de engenharia. estamos aqui com esse trabalho acadêmico apresentar o temos e o que ele significa para uma obra de arte.1. procura-se identificar por que a utilização dos dispositivos e qual a função deles na estrutura. Será abortado o tipo de material que ele é construído e como ocorre a instalação dele na estrutura. 7 . Tendo em vista mostrar onde eles são encontrados em pontes e viadutos qual o função dele na parte estrutura e qual esforços ele combate. OBJETIVO No trabalho abordado.

as obras-de-arte especiais ou têm apoios extremos ou os extremos em balanço. são alguns fatores que concorrem para que o usuário sinta. Às deficiências de projeto somam-se defeitos de construção e conservação inadequada. a transição obra-de-arte e rodovia.2. apenas. cortinas. alas e lajes de transição.(DNER. aterros mal compactados ou em processo de adensamento e drenagem insuficiente ou mal cuidadas. assim tendo menos percas para população. quando passamos com o carro de uma rodovia para uma obra de arte sempre temos uma desconforto devido o má execução do sistemas de dispositivos de transição. com desconforto e insegurança. obras estreitas. (DNER. que são dotados de cortinas. que são ela perca de pneus. 1996) Basicamente. alas e lajes de transição. obras curtas. enquanto que as obras com extremos em balanço fazem a transição através de. INTRODUÇÃO Quando falamos em conforto de rolagem em rodovia e obra de arte sempre temos uma incomodo. 1996) Os dispositivos de transição do tabuleiro são utilizados para deixar o mais suave possível entre a pista e o tabuleiro. suspensões e outros mecanismos que sofrem com desnível entre os sistemas pista e tabuleiro. 8 . as obras com apoios extremos realizam a transição com a rodovia através de encontros. obras com extremos em balanço muito flexíveis.

Havendo conveniência de tornar estes encontros ainda mais leves. Dependendo de seu porte. A Figura 01 ilustra um tipo de encontro leve sem patamar de equilíbrio Figura 1 . o aterro cai livremente e pode ser executado posteriormente à construção da obra-de-arte. ao mesmo tempo em que são os apoios extremos das obras-de-arte. são elementos de contenção e estabilização dos aterros de acesso. de suas fundações e do tipo de contenção que proporcionam.1 Encontros Leves Há três possibilidades principais de serem utilizados encontros leves: Projetando a Obra-de-arte até o Coroamento dos Aterros. pode-se anular os empuxos dos aterros sobre os pilares desde que se façam. nos aterros compactados. os encontros podem ser classificados. basicamente. patamares horizontais de. as solicitações decorrentes da estabilização dos taludes são relativamente pequenas e as fundações dos pilares serão compatíveis com as características geotécnicas do terreno natural. no mínimo. em larguras correspondentes a três vezes as larguras das faces expostas. em dois tipos: 3. estes patamares permitem que não sejam considerados empuxos de terra atuando em pilares mergulhados em taludes de queda livre. quatro metros.3. ENCONTROS Os encontros são elementos estruturais que possibilitam uma boa transição entre obras-de-arte especiais e rodovias.Tipos de encontros leves sem patamar de equilíbrio 9 . Neste caso.

Figura 2 . constituído de uma parede frontal.Figura 02 ilustra um tipo de encontro leve com patamar de equilíbrio. e complementado por alas e placa de transição. 10 . de pequena altura e fundações diretas.Detalhes do encontro e talude Projetando a Obra-de-arte até o Coroamento de Cortes Estáveis A Figura 03 ilustra este tipo de encontro leve.

sejam em terreno natural. 11 . Figura 04 ilustra um tipo de encontro de grande porte. cuja estabilidade não possa ser garantida. costumase dar a estes encontros. Os aterros de acesso. aceitam encontros leves desde que. se executados em condições ótimas de compactação e controle rigoroso. sem solicitar a parede frontal. inclusive os de grande altura. somente se justificam em pontes longas que transmitem grandes forças horizontais ou com aterros altos e executados posteriormente à construção da ponte.2. Os aterros de acesso. por dificuldades de execução ou por eventuais solapamentos e erosões. além disso. Executando os Aterros de Acesso antes da Construção da Obra-de-arte Especial. sobre terrenos com boa capacidade suporte e que. geralmente em estruturas celulares. Encontros de Grande Porte Estes encontros. 3.Encontro colocado na parte superior do talude do aterro. a favor da segurança. comprimento suficiente para que o aterro caia livremente em seu interior. estruturas de custo unitário muito superior ao da obra-de-arte que complementam. estejam devidamente protegidos contra solapamentos e erosões.Figura 3 . as fundações. caso eles não sejam convenientemente projetados. podem provocar grandes solicitações nos encontros. em estacas ou tubulões.

praticamente eliminam as restrições às obras com extremos em balanço. A melhoria da compactação e da conservação dos aterros de acesso. de certa forma. deficiente. executados após e não antes da construção da ponte e pela excessiva movimentação das extremidades dos balanços.3. Pontes com Extremos em Balanço As pontes com extremos em balanço são estruturas econômicas. pela má compactação dos aterros de acesso. basicamente.Figura 4 . esta deficiência é causada. a utilização das placas de transição e a limitação das deformações admissíveis nas extremidades dos balanços. muitas vezes.encontro de uma grande ponte rodoviária 3. visto que dispensam encontros e permitem. Na 12 . reduzir vãos e número de apoios. A transição rodovia-obra-de-arte é.

alas e lajes de transição. (DNER. obrigatório. a transição rodovia-obra-de-arte é efetuada apenas com as cortinas. 1996). no lado externo. são elas que contem lateralmente o aterro usado na rampa. Figura 5 .realidade. fator aliás que também torna impraticável a utilização de encontros leves. CORTINAS São estruturas que tem como finalidade básica apoiar as lajes de transição e conter o aterro que dá a rampa de acesso a ponte. dotadas. Nas pontes com extremos em balanço. As cortinas são transversinas extremas. o dente superior. define melhor a contenção do aterro e as armaduras das cortinas. (DNER. 1996). aconselhável. ALAS As Alas laterais são de extrema importância a estrutura de uma ponte. 4. suporta a laje de transição e o inferior. As pontes com vigas em balanço também são dotadas de cortinas extremas (CREA-PE) 13 .Ponte entre Cafelândia e Nova Aurora 5. de um ou dois dentes ao longo de todo o seu comprimento. estas obras são mais sensíveis à má execução dos aterros de acesso. As extremidades das pontes são geralmente dotadas de alas laterais com a função de melhorar as condições de contenção lateral dos aterros.

50 cm no terrapleno projetado. além do empuxo de terra e da sobrecarga. As alas deverão ser projetadas de forma que fiquem mergulhadas. barreiras e guarda-corpos devem ser prolongados até o alinhamento das extremidades das alas. as alas devem ter um aumento localizado de espessura. (DNER. para acomodar as barreiras. solidárias às cortinas e com geometria adequada para contenção lateral dos aterros de acesso. sua espessura não deverá ser inferior a 25 cm e. Como as barreiras rígidas de concreto devem ser prolongadas até as extremidades das alas onde se fazem as transições com as defensas metálicas da rodovia. deverá confinar toda a laje de transição. Dois tipos de proteção de talude deverão ser considerados: Trecho Situado sob a Obra-de-arte 14 . pelo menos. PROTEÇÃO DOS TALUDES O projeto deverá prever. Havendo passeios laterais. sempre. Alas são estruturas laminares. o eventual impacto do veículo na barreira.Cortina extrema.Figura 6 . e devem ser dimensionadas para absorver. de preferência. proteção superficial dos taludes nos trechos da rodovia adjacentes às obras-de-arte especiais. 6. os comprimentos desses trechos não deverão ser inferiores a três vezes as alturas dos aterros de acesso. 1996). alas e placas de transição para o caso de pontes com extremidades em balanço.

de espessura não inferior que 25 cm e de comprimento igual ou maior que quatro metros. no mínimo. conforme a necessidade. ou por alvenaria argamassada. Disposições Construtivas Todas as obras terão as lajes de transição.50. Trechos Laterais A proteção dos taludes poderá ser efetuada por vegetação adequada. de 1. 1996). deverá determinar a inclinação favorável com um fator de segurança. Deverá ser apresentada memória de cálculo justificativa. 15 . (DNER. 1996). sem armadura. A análise da estabilidade. 7. não alcançado diretamente pelos raios solares e onde a vegetação não vinga. O que dizer isso: 50% a mais de segurança. devendo os mesmos serem justificados em função de ensaios geotécnicos disponíveis ou correlações com solos análogos (DNER. conforme Figura 07. ligadas à estrutura ou ao encontro por meio de articulações de concreto. com análise em termos de tensões totais e/ou efetivas. a ser realizada por método adequado. e apoiadas no aterro de acesso. LAJES DE TRANSIÇÃO 7.1. As características do aterro nas proximidades das lajes de transição deverão ser indicadas no projeto. Os parâmetros de resistência deverão ser definidos em função do solo de empréstimo. rejuntadas. a proteção dos taludes poderá ser constituída por placas pré-moldadas de concreto.Neste trecho.

Laje de transição 16 .Figura 7 .

e de seção transversal igual à menor armadura da fibra inferior. igual nas duas direções. Cálculo Na impossibilidade de se efetuar o cálculo segundo teoria exata de placas apoiadas em meio elástico. Fator de segurança laje de aproximação Fator de segurando da laje toda descolada do solo. calculada de acordo com o que foi acima exposto. o projeto poderá ser simplificado da seguinte forma:  A armadura superior deverá ser constituída por uma malha. K= Carga fornecida pelo peso especifico  Concreto simples 24 kN/m3 17 . 7.  Para o cálculo das solicitações na estrutura onde se apóia a laje de transição. tem a razão entre o peso especifico do concreto pelo comprimento da laje Llaje e altura da laje em metros hlaje.Esquema estrutural da laje de transição Os carregamentos de carga permanente da laje de transição apenas deverão ser considerados quando desfavorável para a estrutura. tudo isso dividido por dois.2. o esquema estrutural a ser adotado é o indicado na Figura 07.7. de vão livre igual ao comprimento da laje de transição e bordas livres na outra direção. Figura 8 .3. determinando-se a armadura inferior para os esforços assim obtidos.  Considerar-se á uma laje teórica simplesmente apoiada.

no mínimo com Ǿ=14mm espaçadas de e=300mm. A aba horizontal serve para transmitir as forças horizontais e para garantia do bordo da vedação (figura 10). JUNTAS DE BORRACHA Em 1954. porque ele é de opinião que a estanqueidade é importante. com proteção dos cantos. que deve ser ancorado na laje do tabuleiro com chumbadores de barras de aço redondo (e não barras chatas). com proteção dos cantos. (Leonhardt. para um curso de +/. O capeamento asfáltico deverá cobrir o perfil metálico de 15 a 20 mm. reforçado (t=15 a 20 mm).Junta Simples de asfalto. – Leonhardt.Esquema da laje de aproximação 8. Concreto armado 25 kN/m3 Figura 9 . JUNTA DE ASFALTO Junta de asfalto. para estradas secundárias. o autor desenvolveu a primeira junta de borracha vedada com Neoprene (figura 11). Neste 18 .4mm O bordo do revestimento da ponte é acabado com um perfil metálico. F – Volume 6 9. A junta deve ser disposta de tal modo que a água da chuva possa escorrer para trás da parede do encontro. F – Volume 6) Figura 10 .

1954) atualmente ultrapassado. A tira de borracha de cerca de 9 mm de espessura.Primeiro tipo de junta com vedação de borracha (de acordo com Leonhardt. Leonhardt. A junta individual agüenta. (Leonhardt. transversais ao eixo da ponte.400 mm. é possível obter maiores deformações. com auxilio de pinos serrilhados de aço duro (figura 12). em geral. Com isso. com o que o afastamento entre os perfis metálicos varia de 10 a 70mm. que se deforma facilmente. foram desenvolvidos diversos tipos com perfilados de produtos sintéticos para vedação – hoje em dia constituídos em sua maioria de Neoprene ou policloropreno.meio tempo. que apresenta um baixo valor de dureza Shore A = 50 º a 60º . F – Volume 6) Figura 11 . evita-se o emprego de parafusos nos dispositivos de transição e a ação de aperto proporcional uma boa vedação. Para a renovação do perfil de borracha. os pinos serrilhados são perfurados e substituídos por novos. (Leonhardt. tem uma forma de V no centro. um curso de 60mm. de até +/.com o que. através da ligação em série de diversas juntas entre perfis metálicos. F – Volume 6 Um perfil adequado é o “Sistema Rheinstahl”. Suas extremidades são comprimidas por uma guia de aperto situada em uma ranhura do perfil metálico. F – Volume 6) 19 . As juntas permitem também movimentos recíprocos.

(Leonhardt. F – Volume 6 A figura 13 mostra a solução para junta individual e a figura 14 a de junta tripla. com isso. inoxidável. O dispositivo todo pode ser montado de tal modo que a lâmina do pantógrafo sejam totalmente acessíveis e controláveis a partir de baixo. Leonhardt. os pinos são de aço X15 Cr13v. praticamente não necessitam de manutenção. 20 . são mantidos a uma altura constante e igualmente espaçados. resistente à ação do tempo. apoiados em um dispositivos tipo pantógrafo. F – Volume 6). nas quais os perfis metálicos da junta. com suportes de plástico e.Figura 12 . O dispositivo tipo pantógrafo é aço WT St 52-3.A tira de borracha do dispositivo de transição do “Sistema Rheinstahl” é comprimida por meio de guias de aperto e pinos serrilhados.

Figura 13 . Estas chapas deslizantes devem ser articuladas a extremidade fica e devem ser 21 . os dispositivos de transição eram antigamente levantados até o nível dos passeios. as aberturas de juntas. manter a junta ao nível do tabuleiro. por meio de um dispositivo tipo pantógrafo. F – Volume 6 Figura 14 .180mm. curso +/. de até 70mm de largura. eventualmente com uma pequena curva devido à mudança de inclinação e adotar. no entanto. uma chapa deslizante.Junta tripla do “Sistema Rheinstahl”. são demasiado afastadas para os pedestres (figura 15). além disso. Os perfis metálicos internos (trilhos) são mantidos igualmente espaçados e a mesma altura. situados mais altos.30mm. Leonhardt. Leonhardt. F Junto ao guarda-roda. na altura do passeio.90mm. Pode ser executado para cursos de até ~+/. É melhor. Curso +/.Junta individual do “Sistema Rheinstahl” com perfis metálicos ancorados em cantoneiras de proteção.

não há necessidade de se deixar rebaixos abertos para a instalação. Leonhardt. (Leonhardt. em forma de ranhuras. dispostos alternadamente embaixo e em cima. os pinos Upat) espaçados de 250 a 300mm. são constituídos de chapas de aço situadas umas sobre as outras. devendo ser feita por meio de chumbadores (como. cobrindo também a viga de acabamento convenientemente desta maneira. através de parafusos flexíveis. A grande vantagem é que. Para o exato posicionamento. Recordes adequados. nessas juntas. Nos bordos extremos elas são dobradas. (Leonhardt. e que são vulcanizadas em uma placa de Neoprene de cerca 55 a 130mm de espessura. A resistência ao movimento é maior do que no caso de juntas de borrachas e atinge valores de H = 15 a 30 kN/m (ver catálogo do fabricante). Conseqüentemente. adota-se uma camada delgada de nivelamento. F – Volume 6 22 . As chapas deslizantes são assim facilmente desmontáveis.Chapa de deslizamento em junta de passei. a extremidade móvel deve-se apoiar apenas por meio de uma guia estreita porém espessa. permitem as variações longitudinais no eixo da ponte. defasadas horizontalmente. por exemplo. de cerca de 1 a 2mm de espessura. que sempre são inconvenientes. Estes dispositivos – Transflex (figura 16) – permitem movimentação longitudinal de até 300mm. F – Volume 6) Figura 15 .comprimidas para baixo. a fixação deve ser resistente. foi desenvolvido nos Estados Unidos e introduzido entre nós pela Siderúrgica Gutehoffnung Sterkade AG. F – Volume 6) Um tipo que possui apenas perfis de borracha na superfície.

CHAPAS DE DESLIZAMENTO As chapas de deslizamentos só devem ser ainda utilizadas para os passeios e para as peias de bicicletas. Sob os dentes. que atualmente é constituída de lâmina de plástico resistente (figura 18). F – Volume 6 10. (Leonhardt. DISPOSITIVOS EM PENTES METÁLICOS Os dispositivos de transição na forma de pentes já pertencem a história (figura 17). para que se possa ter um sistema de drenagem que seja acessível e fácil de limpar. de borracha. deve-se prever uma calha articulada.80mm.Dispositivo de Transição Transflex.Figura 16 . O tipo T 160/2. Leonhardt. com peças metálicas vulcanizadas. F – Volume 6) 11. permite um curso de +/. (Leonhardt. para o capeamento dos canteiros centrais e para as vigas de acabamento das fachadas. com 80mm de espessura. 23 . F – Volume 6). devendo por isso ser bem ancorados nas extremidades. Os dentes dos pentes ficam em balanço sobre a junta.

já tendo sido adotados para cursos de ~3. no 24 . Inglaterra). A figura 19. Leonhardt. F – Volume 6 12.400mm). Leonhardt. tem sido utilizado. Este dispositivos é adotado quando o curso do movimento for maior do que 400mm. e que pode ser levantada de dobrada por baico.Figura 17 . TRANSIÇÃO COM PLACAS DE DESLIZAMENTO DEMAG Para os grandes movimentos de juntas de pontes muito extensas.Transição em pente com dentes metálicos. mostra um dispositivo de transição Demag para um curso de 800mm (+/.Calha de drenagem sob dispositivo de transição permeável constituída de uma lamina de plástico. por mais de 40 anos e com bons resultado. F – Volume 6 Figura 18 . o dispositivo de transição Demag.000mm (Ponte Hunber.

as pesadas placas de aço fundido tem até 2m de comprimento. (Leonhardt. todas as juntas entre as placas devem ser bem drenadas e também deve ser de fácil acesso. A fabricação e a montagem destes dispositivos devem sempre ser adjudicadas às firmas mais experientes.Dispositivo de Transição com placas deslizantes Demag para juntas muito grandes 25 . Atualmente. são bons e portanto econômicos. Na seção transversal.ponto médio. F – Volume 6) Figura 19 . As placas deslizantes e as placas basculantes na outra extremidade. em seção longitudinal. são ancoradas com ressaltos e presas para baixo por meio de molas robustas. Estes dispositivos são na realidade caros. porém duram muito tempo. o que torna necessário a existência de suportes em balanços. As partes que possam ser postas em risco pelo desgaste ou pela corrosão. a transição tem uma vida útil bastante longa com pequena manutenção. são fabricadas de aço especial ou de aço inoxidável ou então são especialmente bemprotegidas. Com isso.

Essas informações permitem uma caracterização global presente da obra de arte e são ferramentas necessárias para o diagnóstico correto e preciso para futuras intervenções e manutenção. é totalmente dependente da estabilidade do aterro. 26 .13. CONCLUSÃO Qualquer metodologia de reparo ou manutenção que venha ser empregada em uma obra-de-arte. dependem de decisões e orientações de profissionais experientes a presença e o acompanhamento constantes de um engenheiro capacitado é indispensável. dependem em maior ou menor escala. ou de seus vãos externos. por ter uma vida útil bem mais curta que as pontes da qual fazem parte. O serviço de recuperação ou substituição de juntas de dilatação são especializados. Em relação aos encontros a estabilidade da obra.especial deve ter como ponto de partida um levantamento correto e minucioso das incidências patológicas em sua estrutura. devendo alguns deles ser executados pelo próprio fabricantes das junta. as juntas devem ser inspecionadas regularmente(DNIT 2006). como todas as atividades. motivo pelo qual sua integridade deverá ser constantemente verificada. (DNIT2004) As juntas de dilatação devem garantir a transição suave entre os acessos e a ponte e também entre os trechos por elas divididos. Entretanto.

REFERÊNCIAS [1] DNER . Março de 2006.M. Manual de Inspeção de Pontes Rodoviárias 2 ed. [7] INSTITUTO DE PESQUISAS RODOVIÁRIAS. Rio de Janeiro. Juntas de dilatação em pontes rodoviárias.14. 1996 [2] LEONHARDT.Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte. Manual de projeto de obras-de-arte especiais. [3] CREA-PE – Afonso Vitório. Desenvolvimento de um sistema de gestão. Rio de Janeiro 2006 [6] Marques Lima. F. Pontes Rodoviárias [4] DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte. Rio de Janeiro. J. Construções de Concreto. 6. Lis-boa. Junta de Dilatação – Especificação e Serviço. 27 . Rio de Janeiro 2004 [5] DNIT .Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. 1975. Manual de Projeto de Obras-De-Arte Especiais.1979 – Vol. Rio de Janeiro.E.

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