Desvalorizado socialmente, o sector tem vindo, no entanto, a registar em Portugal comportamentos dinâmicos e competitivos em determinados

subsectores e empresas, aproveitando alguns dos seus pontos fortes como a proximidade geográfica e cultural face ao mercado europeu, tradição e saberfazer acumulado, custos salariais moderados face aos níveis europeus, reconhecimento internacional crescente dos produtos, realização de elevados investimentos de modernização tecnológica, desenvolvimento progressivo de uma cultura de qualidade e de resposta rápida. Os subsectores onde algumas empresas portuguesas se têm revelado dinâmicas e empreendedoras são sobretudo as lãs, têxteis técnicos, malhas e confecção. Contudo, neste último segmento Portugal está a perder quota de mercado a favor de países da própria União Europeia, mas sobretudo em relação aos denominados países de mão-de-obra barata que têm feito aumentar a sua presença no mercado mundial de forma visível. Tem-se verificado uma tendência de deslocalização da produção para países que beneficiam de vantagens comparativas em termos de custos de produção que levam as empresas portuguesas a instalar nesses países as suas próprias unidades produtivas ou a subcontratar a produção. A Cadeia de Valor diz respeito ao conjunto de actividades interdependentes que criam valor desde as fontes de matérias-primas básicas, passando por fornecedores de componentes, até o produto final entregue ao consumidor. Estas actividades estão ligadas por elos que transmitem o impacto do desempenho de uma sobre as outras e sobre toda a cadeia. O crescimento da rendibilidade de uma empresa depende da adopção de estratégias eficientes que tenham reflexos positivos nos resultados da firma. Tais estratégias ou resultados só poderão ser analisados e devidamente implementados, se a empresa conhecer como se dá a agregação de valor, ou seja, como conseguem utilizar os recursos e alocá-los da melhor forma para atingir as suas metas, por intermédio da percepção do valor por parte do consumidor final. A Cadeia de Valor permite que a empresa conheça como ocorre o processo de formação de valor do produto, como se acrescenta valor no processo e como é percebido pelo cliente final, quais são as suas relações de mercado com outros agentes económicos e quais seriam os factores que poderiam alterar o custo ao longo da cadeia.

tem evoluído para uma situação . o resultado agregado para o sector será significativo. Neste sentido. orientar a sua política para os elementos da Cadeia de Valor que mais contribuem para acrescentar valor ao produto. o produto é gradualmente acrescido de valor e chega ao mercado incorporando no preço o valor acrescentado durante o percurso. se cada empresa. negligenciando os elementos de orientação para o cliente e para o mercado. A ITV portuguesa está excessivamente centrada em actividades de baixo valor acrescentado. o Paquistão e a China poderão constituir um incentivo à indústria portuguesa para reforçar factores de competitividade intangíveis. a inovação e a distribuição. que exigirão o mesmo dos produtores. novas tecnologias e produtos em série e de qualidade) de países como a Índia. deverão privilegiar-se outros elementos que projectem a empresa no mercado. As empresas devem explorar elementos intangíveis que acrescentem valor ao produto a fim de obter produtos mais competitivos. como o design. Uma empresa pode adquirir vantagem competitiva. isoladamente. O sucesso da ITV nacional dependerá da capacidade das empresas em controlar outros elementos da Cadeia de Valor. O sector da distribuição. A estratégia das empresas não deveassentar apenas numa lógica de custos. A aposta no início e no fim da cadeia de valor exige uma orientação da produção para o consumidor obrigando a uma resposta rápida às variações da procura por parte dos retalhistas. A emergência de novos mercados associada à vantagem competitiva dos factores tangíveis (baixos custos de produção. A distribuição (último estádio na cadeia de actividades que antecedem o consumo) tem uma importância crítica para o sector e apresenta-se como fundamental para a definição de estratégias. conforme se pode observar na Figura 2. O investimento realizado no sector é sobretudo orientado para as áreas directamente ligadas ao processo produtivo e a sua vantagem competitiva tem sido o baixo custo de mão-de-obra. que representa o principal cliente da indústria têxtil. A Cadeia de Valor da ITV envolve seis grandes componentes. e redefinir o modelo de negócio e gestão. acima apresentada.Desde a sua fase de transformação. como a produção de matérias-primas e produtos finais. identificando e executando as suas actividades estratégicas melhor do que a concorrência.

a montante e a jusante. valorizando-se insuficientemente a inovação. que exigirão o mesmo dos produtores. A distribuição (último estádio na cadeia de actividades que antecedem o consumo) tem uma importância crítica para o sector e apresenta- . O investimento realizado no sector é sobretudo orientado para as áreas directamente ligadas ao processo produtivo e a sua vantagem competitiva tem sido o baixo custo de mão-de-obra. O sucesso da ITV nacional dependerá da capacidade das empresas em controlar outros elementos da Cadeia de Valor. de baixo valor acrescentado. distribuição e comercialização e novos factores competitivos imateriais. Os processos de produção e de distribuição passam a estar progressivamente mais próximos e interligados numa cadeia global cada vez mais exigente O posicionamento da ITV nacional nos mercados globais ainda é algo frágil. Uma empresa pode adquirir vantagem competitiva. da formação (de base e contínua nas empresas) e qualificação. como o design. isoladamente. o resultado agregado para o sector será significativo. A aposta no início e no fim da cadeia de valor exige uma orientação da produção para o consumidor obrigando a uma resposta rápida às variações da procura por parte dos retalhistas. identificando e executando as suas actividades estratégicas melhor do que a concorrência. se cada empresa. como o design e a flexibilidade organizacional. o marketing. orientada sobretudo para aexportação de serviços de subcontratação. negligenciando os elementos de orientação para o cliente e para o mercado. A ITV portuguesa revela ainda algumas fragilidades ao nível da capacidade empresarial e de gestão e organização. orientar a sua política para os elementos da Cadeia de Valor que mais contribuem para acrescentar valor ao produto. As empresas devem explorar elementos intangíveis que acrescentem valor ao produto a fim de obter produtos mais competitivos. da disponibilidade defornecedores especializados de equipamentos e serviços e uma insuficiente base tecnológica.mais concentrada e de maior poder negocial. assente numa cadeia de valor relativamente limitada. a inovação e a distribuição. exigindo às empresas têxteis ciclos cada vez mais curtos de abastecimento e stocks cada vez mais reduzidos. como a produção de matérias-primas e produtos finais. Neste sentido. A ITV portuguesa está excessivamente centrada em actividades de baixo valor acrescentado. e redefinir o modelode negócio e gestão.

qualidade e conhecimento. a montante e a jusante. valorizando-se insuficientemente a inovação. Os processos de produção e de distribuição passam a estar progressivamente mais próximos e interligados numa cadeia global cada vez mais exigente. Em jeito de conclusão. assente numa cadeia de valor relativamente limitada. que representa o principal cliente da indústria têxtil. criatividade. distribuição e comercialização e novos factores competitivos imateriais. o marketing. exposto a factores por vezes aleatórios (como as tendências da moda) e a factores conjunturais (como o período de inquietação e instabilidade económica que se tem vindo a assistir). exigindo às empresas têxteis ciclos cada vez mais curtos de abastecimento e stocks cada vez mais reduzidos. Se no passado a ITV evoluiu à custa de mão-de-obra barata e baixos custos de produção. O sector da distribuição. Isto poderá ser um campo de oportunidades num novo mundo de relações multilaterais. da disponibilidade de fornecedores especializados de equipamentos e serviços e uma insuficiente base tecnológica. promovendo a inovação. . orientada sobretudo para a exportação de serviços de subcontratação. tem evoluído para uma situação mais concentrada e de maior poder negocial.se como fundamental para a definição de estratégias. de baixo valor acrescentado. da formação (de base e contínua nas empresas) e qualificação. O cenário construído através dos Indicadores Sócio-Económicos supramencionados revela que o sector têxtil e do vestuário é um sector muito desagregado. como o design e a flexibilidade organizacional. A ITV portuguesa revela ainda algumas fragilidades ao nível da capacidade empresarial e de gestão e organização. O futuro indica que a liberalização do comércio têxtil mundial representa uma dificuldade não só para Portugal mas para todo o sector da indústria têxtil e do vestuário europeia (onde só os mais bem preparados sobreviverão). O posicionamento da ITV nacional nos mercados globais ainda é algo frágil. depreende-se que em Portugal a Indústria Têxtil está em declínio em contraponto com a Indústria do Vestuário que se encontra perante cenários que induzem mais optimismo. o presente tem-se encarregado de eliminar empresas obsoletas sem base tecnológica. A internacionalização das empresas da ITV portuguesa é hoje um factor-chave para a sobrevivência e para o sucesso.

O motivo de maior preocupação para o sector têxtil e do vestuário poderá advir da dimensão relativamente reduzida. com consequências ao nível do consumo e da oferta. Outra tendência verificada tem sido a crescente aposta em factores intangíveis como inovação. o sector tem vindo a perder competitividade no mercado internacional não só porque os custos salariais têm aumentado. Com a globalização e a abertura da Europa ao leste. por parte das empresas uma adaptação das suas estratégias. Os centros de produção tendem a assumir maior mobilidade geográfica. conhecimento e o design. a geografia do sector torna-se volátil. Sem poder falar-se em fatalidade. como um espaço mais fechado. acabando por deslocalizar parte do processo produtivo. estes números sugerem a possibilidade de virem a ocorrer operações de concentração no sector. as maiores perdas verificam-se na Europa em especial na área do vestuário. A América comportase.globalização do sector é um fenómeno incontornável que abre o mercado à concorrência internacional (nomeadamente a proveniente do Sudeste Asiático). Em relação aos maiores exportadores. deixando Portugal de ser um país de mão-de-obra barata. Não se trata de uma perda conjuntural (como será provavelmente o caso da produção de produtos têxteis na Ásia). mas também porque surgiram novos fornecedores com custos salariais mais baixos. A tendência de algumas empresas do sector tem sido para a “terceirização”. a este respeito. o que implica uma substituição da produção nacional. Portugal deixou de ter como vantagem o custo de mão-de-obra. a China é hoje o maior exportador mundial de produtos têxteis e de vestuário. Em Portugal. mas de uma perda estrutural: para que contribuem factores relacionados com o mercado de trabalho (custo da mão-de-obra. com as maiores empresas têxteis portuguesas a apresentarem volumes de negócios que oscilarão entre os 4% e os 2% dos das suas congéneres europeias e mundiais. As transformações a que o sector tem vindo a ser sujeito exigem. rigidez das leis laborais) e a cada vez maior abertura às importações. Os consumidores passaram a ter acesso a produtos de mais baixo custo. Com a produção mundial de produtos têxteis em declínio e com a produção mundial de vestuário praticamente estagnada. com uma quota de mercado cuja progressão só poderá ver-se travada por novos grandes produtores . respectivamente.

com uma quota de mercado que não pára de aumentar e que ultrapassa. mas a ritmo inferior ao do total das exportações o que se aceita e deverá mesmo considerar-se saudável. que terão de considerar-se maduros (casos da Alemanha. ainda que ligeira. O Japão tem uma quota de cerca de 10% e é o terceiro maior . é a sua crescente dificuldade de penetração nos mercados externos. tendência em curso desde há vários anos e que se tornou particularmente evidente no ano 2000 com uma queda das exportações. As exportações portuguesas de produtos têxteis e de vestuário têm aumentado. em praticamente todos os segmentos da fileira têxtil. da França e da Bélgica). Quanto às importações. Torna-se também evidente a dificuldade de penetração adicional nos mercados tradicionais. França e Reino-Unido). os 20%. Menos saudável. e. São bem menores as importações do Japão (uma economia muito mais fechada) e torna-se evidente a perda de quota de mercado das importações europeias (apesar da cada vez maior abertura dos mercados europeus). pelo menos para o sector. Com o decorrer do tempo. hoje. Esta quota até ao momento. continua em aumento. todos eles com uma quota de mercado em queda acentuada (casos da Alemanha e da Itália. torna-se evidente a necessidade de actualizar a base estatística. onde as exportações portuguesas não conseguem uma taxa de cobertura de mais de 60% das importações correspondentes. os maiores produtores e exportadores mundiais não deixarão de emergir como grandes importadores (o que já se verifica nos casos da China e do México). Os Estados-Unidos absorvem mais de um quarto do total das importações mundiais de produtos de malha. a que não deixará de se acrescentar um país como a Índia). Como nas importações. As exportações portuguesas de produtos têxteis e de vestuário concentram-se.emergentes (caso do México. Há ainda grandes exportadores europeus. os Estados-Unidos são o maior importador mundial de produtos têxteis e de vestuário. partindo já de níveis mais baixos. As oportunidades mais óbvias deverão encontrar-se no mercado espanhol. quase exclusivamente. em países europeus com os Estados-Unidos a constituírem a única excepção. no que é normalmente considerado como um ponto fraco.

Estes produtos são aplicados em domínios muito diversos como os transportes.importador mundial. a agricultura. Este sector da indústria tem conhecido nos últimos anos um crescimento verdadeiramente espectacular. o que os diferencia do vestuário e têxteis-lar comuns. muito leves e extremamente resistentes. incluindo o vestuário de protecção e os materiais compósitos. Os Têxteis Técnicos. a indústria militar. deverão ser acompanhados por estratégias de redução dos custos. são produtos têxteis aplicados em áreas onde o desempenho técnico é primordial. Concluindo. o desenvolvimento do marketing e a orientação para segmentos de mercado de elevado valor acrescentado. a medicina. . incluindo a formação de parcerias e agrupamentos de empresas transnacionais. A quota de mercado das importações europeias continua a diminuir (evidenciando tanto a perda relativa de população como a perda relativa de poder de compra do espaço europeu). quer pela inovação. o vestuário de protecção. resultante das múltiplas aplicações que vão sendo descobertas para estes materiais. as tecnologias mais limpas. quer pelo design. Portugal deve basear a sua estratégia de desenvolvimento sustentado do sector que deverá enquadrar-se numa estratégia de desenvolvimento europeia. O desenvolvimento do design e da inovação em termos de novos produtos e processos. com as excepções a residirem na Itália e no Reino-Unido. que constituem parte dos novos materiais. quer pela qualidade. baseadas num aumento da eficáciae não numa redução de salários. etc. a construção civil. A aposta na internacionalização das empresas nacionais passa também pelo desenvolvimento da marca “Portugal” como um pais criador de produtos associados à moda. o desporto. onde a estética representa um papel importante e o desempenho técnico é mais limitado. a aeronáutica e a aeroespacial. pautada pela estratégia da Resposta Rápida e outras a ela associadas. O futuro do sector está na internacionalização dos seus produtos principalmente aqueles que contenham elevados níveis de diferenciação. depois de Hong-Kong.

Desta forma será cada vez mais difícil penetrar. onde os centros de produção tendem a assumir uma mobilidade geográfica inimaginável há alguns anos atrás. Barbie. permitem equacionar realidades distintas na UE: . . com total dependência da subcontratante. homogéneas. encontram-se em clara desvantagem face a países como a Alemanha. Snoopy e Spice Girls. Itália. nos segmentos de vestuário para homem e de roupa interior. nem conhecendo o mercado. de forma alguma. activa ou passivamente. as marcas Peter Murray e World Apart. para produzirem linhas próprias.empresas que investiram em marca e design próprio. existindo alguns exemplos.finalmente encontramos ainda muitas empresas a produzir em subcontratação passiva. de acordo com os diferentes posicionamentos estratégicos das empresas. Reino Unido. por exemplo. França ou Holanda. . bem como em mão-de-obra bastante qualificada. em que não há disponibilidade de profissionais com boa formação e onde se aposta ainda de forma incipiente e não generalizada nos factores intangíveis da produção.empresas que não tendo marca própria trabalham como subcontratadas de primeiro nível. que define todas as regras. poderemos destacar pelo menos quatro tipos: . exigem a adaptação dos conceitos e das estratégias utilizadas.muitas empresas são contratadas por grandes cadeias de distribuição. criando uma rede de clientes-parceiros à escala mundial. na criação de colecções e etiquetas próprias. que não podendo ser. não tendo intervenção na concepção do produto. nomeadamente. no mercado europeu. ou possuindo uma licença para produzir e comercializar marcas como Walt Disney. marketing. impondo-se no mercado mundial através de uma política agressiva de comercialização. os produtores portugueses devem ser capazes de oferecer preços competitivos. Para poderem competir. são provenientes da Ásia e da Europa de Leste.produzindo em Portugal e internacionalizando a comercialização. onde já se aposta em design. . As empresas portuguesas. A maior parte dos concorrentes portugueses. um serviço adequado e elevada qualidade Estas transformações aceleradas.Tratando-se de um sector muito heterogéneo em termos de tecido industrial. no mercado da UE.

antevê-se um acentuar destas estratégias. poder-se-á prever uma redução da produção no seu espaço territorial. ou seja. subcontratadas. nem uma estratégia de desenvolvimento que visasse uma aproximação rápida à média das ITV europeias. . ou são intervenientes em fases do processo de produção (sendo a sua forma mais comum o controlo e exclusividade de comercialização) ou têm ainda criado parcerias de alto valor acrescentado com agentes internacionais. da cultura empresarial e know how)..g r a d i n g da produção. e se têm traduzido num reduzido grau de empreendedorismo. As ITV implantadas nestes países têm sido. adaptando-se às novas exigências de subcontratação de qualidade. quer por incapacidade de responder pro-activamente aos grandes desafios que se continuarão a colocar ao sector. devido à sua importância social. . onde poderão obter mixed costs. assistindo-se a uma política de u p . verificando-se uma “substituição” da subcontratação passiva. Nestes países. onde as políticas públicas têm contribuído para a manutenção/desenvolvimento de sectores altamente concentrados geograficamente. Nestes países. e de rei invenção permanente do produto. essa subcontratação tem assumido perfis diversos: ou as empresas se apresentam completamente dependentes do cliente. uma relocalização do processo produtivo. Neste contexto.Os países com um desenvolvimento económico caracterizado por uma aposta em sectores industriais de ponta e pela desindustrialização dos tradicionais. que aposta fortemente em tecnologias de ponta. por não se afigurar realista nem uma transformação brusca nos conceitos de produção dominantes (que implicaria grandes esforços ao nível financeiro. através de uma forte cooperação inter e intra sectorial e de uma flexibilização da pro d u ç ã o . em simultâneo . e de acordo com a sua atitude mais ou menos passiva. Podendo perspectivar-se uma manutenção no seu território de diversas fases do processo produtivo. da criação aos acaba mentos e serviços. a estratégia das ITV tem passado por uma “terceirização” intensiva da transformação para territórios (sejam eles os actuais ou novos mercados emergentes).Os países com um nível intermédio de desenvolvimento. quer por ascensão na cadeia de valor. fundamentalmente.Os países onde os sectores tradicionais continuam a apresentar uma importância fundamental na economia.

assim. o que deverá traduzir-se numa melhoria qualitativa da oferta portuguesa. através de estratégias como a deslocalização. ou seja. Na nossa opinião. marketing. Nos próximos anos. essa redução será tanto menor. através de uma clara aposta em investimentos tangíveis e de factores de atractividade local. proporcionado pelo peso crescente dos investimentos intangíveis (inovação. conhecida por glocalização. da existência de condições preferenciais de transformação. os detentores do controlo da transformação. explica a existência de uma série de pólos de comando económico e financeiro. design. que o esbatimento das fronteiras tornou mais vulnerável). nomeadamente. em resposta a nichos de mercado. da sua organização e eficiência. que procuram espaços territoriais com significativas economias de escala. a localização geográfica é ainda uma variável indispensável para compreender o seu funcionamento. . para depender cada vez mais de centros de actividade humana. que a nova geografia da produção do sector se configurará de acordo com dois pólos extremados de estratégias: . Parece-nos.) a nível global. Esta dinâmica. altamente especializados. o sector na economia portuguesa tenderá para um processo de desenvolvimento muito semelhante ao descrito na última tipologia apresentada. verificar-se-á uma tendência para a redução da transformação no território.por outro. etc. Podemos concluir que. .com o movimento de deslocalização de algumas empresas com dinamismo e dimensão crítica.por um lado. apesar da globalização das economias actuais. pilar básico desde a revolução industrial. utilização de redes. sendo cada vez menos influenciada por causas naturais (abundância de factores tangíveis. quanto maior for a consciência empresarial de que a geografia do sector é cada vez mais volátil. e no abandono de processos de imitação e de produção em massa.

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